"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
Barão de Forrester, Razão e Sentimento

Hoje fui à Régua...

E aproveitei para visitar a exposição que vai estar patente até 31 de Outubro do próximo ano (das 10h às 18h; encerra às segundas-feiras) no recentemente inaugurado Museu do Douro - Barão de Forrester, Razão e Sentimento. Uma história do Douro (1831-1861) – uma mostra apresentada em onze núcleos: A chegada de Joseph James Forrester ao Porto, o Cerco do Porto e as lutas liberais; As origens do escocês e uma das suas primeiras obras de pintura retratando o Porto Marítimo de Hull; Forrester e a comunidade inglesa na cidade do Porto; Um jantar na Régua e a problemática da adulteração dos vinhos; As amizades electivas de Forrester; Obra pictórica de Forrester durante o Romantismo; Forrester um amador de fotografia em Portugal; Exposições Universais de 1851 e 1855; A morte do Barão de Forrester; Bibliografia do Barão; A ligação de Forrester à cartografia do Douro.

Muito interessante… é “obrigatório” visitar esta exposição coordenada por Isabel Cluny e que tem como comissário Luís Valente de Oliveira.



Publicado por Tovi às 19:20
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Domingo, 30 de Março de 2008
Camilo Castelo Branco

Também contemporâneo de Dona Antónia (1811-1896) e do Barão de Forrester (1809-1862) foi Camilo Castelo Branco (1825-1890) que não morria de amores pelo escocês, como se pode ver no seu livro O VINHO DO PORTO Processo de uma Bestialidade Inglesa (Colares Editora – Comprado no Verão2005 na FNAC - 8,55 €).
  
Camilo Castelo Branco
  
O prefácio é do ilustre camilianista José Viale Moutinho, que nos diz ser esta obra uma zurzidela de Camilo num cidadão inglês baronizado em Portugal (Barão de Forrester), que a sabedoria das nações, sobretudo a da nação portuguesa, entende elogiar como um dos pioneiros da salvação do mesmo Douro. Parece que esta obra não terá sido mais que uma espécie de vingançazinha literária, cheia de pilhéria, de Camilo em relação a Joseph James Forrester, por este ter arrastado no trágico naufrágio do Cachão da Valeira a cozinheira Gertrudes, com quem o escritor tinha tido um relacionamento.
A primeira edição saiu em 1884, através da Livraria Civilização, de Eduardo da Costa Santos, do Porto e na dedicatória Camilo escreveu: A Tomás Ribeiro. Como sei que o teu amor às pérfidas tretas e manhas de Inglaterra não é dos mais acrisolados, venho oferecer ao teu sorriso uma espécime de bestialidade inglesa.



Publicado por Tovi às 10:17
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Sábado, 29 de Março de 2008
Barão de Forrester

«rafael de zafra» / AzulJasmim ⇒ Vamos a seguir hablando de vino y de la cultura de la moderación.

Vamos então "hablando de vino", de Vinho do Porto e de quem tanto o amou e glorificou.
  
Barão de Forrester
(imagem do www.eb1-peso-regua-n1.rcts.pt)
  
Muito deve o Vinho do Porto a Joseph James Forrester, um escocês nascido em Hull a 21 de Maio de 1809 e que em 1831 veio para o Porto trabalhar numa empresa vinícola de seu tio (*). Em 1844 publicou Uma palavra ou duas sobre o Vinho do Porto, obra em que declarou guerra a todos aqueles que adulteravam o vinho. Foi também um estudioso do oídio da vinha (Oidium tuckeri), desenhou notáveis mapas do Vale do Douro e ainda foi poeta, desenhista e aguarelista. O rei D. Pedro V, em 1855, concedeu-lhe o título de barão. Morreu em 1862 num trágico acidente, quando o barco em que viajava ao longo do rio Douro se virou no Cachão da Valeira. Foi arrastado para o fundo por causa do cinto com moedas de ouro que levava consigo.
  
(*) A Offley (FORRESTER & CA., S.A.) foi fundada por William Offley em 1737 e teve como figura de destaque J. J. Forrester que entrou para sócio em 1831. Esta casa de Vinho do Porto, com forte implantação no mercado interno, tem vindo a apostar em alguns produtos originais, entre os quais o seu branco Cachucha, um branco velho, oxidado mas muito rico de aromas. Hoje em dia faz parte do universo Sogrape, mas a orientação enológica é da responsabilidade da Ferreira. As marcas Rainha Santa e Diez são pertença da Offley, cujos vintages têm a designação Boa Vista, o nome da quinta na zona do Pinhão, ou simplesmente Offley.

«Autotelia» / AzulJasmimNão bebo muitas vezes, mas gosto de vez enquanto saborear um Vinho do Porto. Depois do que li por aqui, vou de certeza aprecia-lo, (Vinho do Porto) de uma outra forma, garantidamente. Agora mais esclarecida, as minhas papilas gustativas  Tongue prepararam-se para uma nova e diferente experiência.

Gostei!!!  smile Muitos parabéns a todos, principalmente a si, Sr. David(Tovi).



Publicado por Tovi às 14:34
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