"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Segunda-feira, 23 de Maio de 2022
Ação diplomática no seio da NATO

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A invasão russa da Ucrânia despoletou uma grande e importante ação diplomática no seio da Aliança Atlântica, pois nem todos parecem estar de acordo quanto à adesão da Finlândia e da Suécia à NATO. Neste momento temos a Hungria (aderiu à Aliança em 1999) e a Turquia (não sendo fundadora está na Aliança desde 1952) a colocarem sérias reservas ao alargamento da NATO aos dois Estados Bálticos. Não vai ser tarefa fácil, até porque as lideranças atuais da Hungria e Turquia não têm nada a ver com as do tempo em que entraram para a Aliança, nem o mundo é o mesmo. 

 


Captura de ecrã 2022-05-23 101653.jpgO presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse no sábado passado [21mai2022] que Ancara não olharia "positivamente" para as propostas da Suécia e da Finlândia ingressarem na NATO, a menos que suas preocupações fossem abordadas, apesar do amplo apoio de outros aliados, incluindo os Estados Unidos. A Turquia há muito acusa os países nórdicos, em particular a Suécia, que tem uma forte comunidade de imigrantes turcos, de abrigar rebeldes curdos fora da lei, bem como apoiantes de Fethullah Gülen, o pregador dos EUA procurado pelo fracassado golpe de 2016. 

 


images.jpgViktor Orban é o líder europeu mais próximo de Putin e a oposição do primeiro-ministro húngaro ao alargamento da NATO tem muito a ver com a sua discordância das sanções ao petróleo russo, do qual a Hungria é altamente dependente. 

 


Captura de ecrã 2022-05-23 115334.jpgO ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse na passada 6.ª feira [20mai2022] que Moscovo lançará 12 unidades e divisões militares na região oeste em resposta às pretensões da Suécia e Finlândia ingressarem na Aliança Atlântica. Essas ameaças também incluem os Estados Unidos que têm aumentado os voos estratégicos de bombardeiros, enviado navios de guerra para o Mar Báltico e intensificando os exercícios de treino na região com seus parceiros da NATO. “A tensão continua a crescer na zona de responsabilidade do Distrito Militar do Oeste. Estamos tomando contramedidas adequadas”, disse Shoigu.

 

  Alemanha, França e Itália já fazem propostas de abertura a Moscovo
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"(...) Uma grande preocupação é que vitórias militares ucranianas possam desestabilizar a Rússia, tornando-a ainda mais imprevisível e colocando uma normalização das ligações energéticas ainda mais fora de alcance. É por isso que algumas capitais da Europa Ocidental, de forma silenciosa, já trabalham numa resolução “salvando a face” para o conflito, mesmo que isso custe algum território à Ucrânia. Mesmo que Macron e o chanceler alemão Olaf Scholz tenham dito repetidamente que caberia à Ucrânia determinar as condições para a suspensão das hostilidades, eles recentemente enfatizaram sua preferência por um cessar-fogo, mais cedo ou mais tarde. (...)"
Leiam o artigo completo aqui 

 


transferir.jpgAs sanções do Ocidente a Moscovo, são o que são... mas a verdade é que a recuperação do rublo já levou a moeda russa para 30% mais forte em relação ao dólar do que era antes da Rússia invadir a Ucrânia.



Publicado por Tovi às 10:03
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2022
Ao 71.º dia é assim que estamos

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O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pede uma trégua prolongada para resgatar os cerca de 200 civis e combatentes abrigados nos bunkers da siderúrgica Azovstal.

A Rússia afirma que suas forças interromperão as hostilidades em Azovstal e abrirão um corredor humanitário por três dias [das 8h00 às 18h00 (horário de Moscovo) nos dias 5, 6 e 7 de maio].
 
 

  

guerra-na-ucrania-02032022084426141.jpegA Polónia e a Suécia, em parceria com a União Europeia, organizam hoje uma conferência internacional de doadores para a Ucrânia. A iniciativa, que visa fornecer apoio humanitário à Ucrânia, será presidida pelos primeiros-ministros da Polónia, Mateusz Morawiecki, e da Suécia, Magdalena Andersson, em parceria com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e com a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen. O primeiro-ministro português, António Costa, vai participar no evento por meios digitais. A reunião, convocada ao nível de chefes de Estado e de Governo, conta ainda com a participação de representantes de empresas e instituições financeiras globais. Segundo Varsóvia e Estocolmo, esta conferência, que dará início a uma série de eventos de apoio à Ucrânia que irão decorrer nos próximos meses, visa arrecadar fundos para satisfazer as crescentes necessidades humanitárias da Ucrânia, onde cerca de 13 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária vital, incluindo abrigo, alimentos e medicamentos. Os dois países afirmam que “é essencial mobilizar ajuda internacional imediata para a Ucrânia, que atualmente cobre menos de 15% do que é necessário”.
Entretanto o Reino Unido anunciou também no dia de hoje um pacote de 45 milhões de libras (53 milhões de euros) de ajuda humanitária à Ucrânia, sobretudo a mulheres e crianças, canalizado na maior parte através das agências e instituições da ONU. O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico disse que o apoio destina-se a pessoas mais vulneráveis afetadas pelo conflito, pelo que 15 milhões de libras (18 milhões de euros) serão destinados ao Fundo Humanitário da ONU para a Ucrânia (UHF), outros 15 milhões de libras para a UNICEF.
O primeiro-ministro português, António Costa, anunciou na Conferência de Alto Nível de Doares para a Ucrânia, que decorre em Varsóvia, numa intervenção que fez por vídeo, que Portugal vai contribuir com 2,1 milhões de euros em ajuda humanitária à Ucrânia, dos quais um milhão de euros para as respostas das Nações Unidas e 1,1 milhões adicionais.

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A presidente da Comissão Europeia apresentou ontem o novo pacote de sanções contra a Rússia, que passam pelo embargo do petróleo e gás russos até ao final do ano. E não há dúvida que mais sanções e cada vez mais direcionadas à economia do Kremlin são fundamentais. Mas tenhamos tininho na forma como as vamos implementar, pois na União Europeia nem todos têm o mesmo arcaboiço económico e são vários os países que dependem muito do gás e produtos petrolíferos vindos da Rússia, correndo nós o risco de acabarem as sanções por terem efeitos contra os próprios países europeus.
A ministra francesa do Meio Ambiente e Energia, Barbara Pompili, diz estar confiante de que os Estados membros da União Europeia chegarão a um consenso sobre como encerrar as importações de petróleo russo até o final desta semana. “Alguns países são mais dependentes do petróleo russo do que outros e, portanto, devemos tentar encontrar soluções para que eles possam aderir a essas sanções (...) Mas acho que devemos ser capazes de fazê-lo", disse a ministra à rádio France Info.

  Não!... Não vai ser fácil, seguramente
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  19h45 (TMG) de hoje / Al Jazeera
Azovstal.jpgUma terceira operação está em andamento para retirar civis da cidade portuária ucraniana de Mariupol e das instalações da siderurgia Azovstal sitiada, disse António Guterres, secretário-geral da ONU. Guterres recusou-se a dar detalhes sobre a nova operação “para evitar prejudicar um possível sucesso”. “Espero que a coordenação contínua com Moscovo e Kiev leve a mais pausas humanitárias para permitir que os civis passem a salvo dos combates e que a ajuda chegue àqueles em necessidade crítica”, disse ele aos 15 membros do Conselho de Segurança. “Devemos continuar a fazer tudo o que pudermos para tirar as pessoas desses cenários infernais.”



Publicado por Tovi às 08:53
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2022
Diálogo e Diplomacia... é preciso e fundamental

A Diplomacia é um instrumento da política externa, para o estabelecimento e desenvolvimento dos contatos pacíficos entre os governos de diferentes Estados, pelo emprego de intermediários, mutuamente reconhecidos pelas respetivas partes.

 


image (1).jpgEsta 2.ª feira [2mai2022] o presidente turco voltou  a convidar os seus homólogos da Rússia e da Ucrânia, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, para uma cimeira na Turquia e garantiu que ambos os países lhe pediram ajuda para poder exportar cereais. "Tanto os ucranianos quanto os russos querem ajuda para exportar cereais", disse Recep Tayyip Erdogan aos órgãos de comunicação social depois de terminar a oração do Ramadão numa mesquita de Istambul.

 


Captura de ecrã 2022-05-03 173103.jpgO primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante uma visita oficial a Copenhaga, capital da Dinamarca, no dia de ontem [3.ª feira, 3mai2022] apelou a um "cessar-fogo imediato" na Ucrânia e pediu "diálogo e diplomacia para resolver o problema". Desde o início da guerra, a Índia tem sido duramente criticada por adotar uma postura neutral relativamente a este conflito.

 


Captura de ecrã 2022-05-03 174457.jpgEmmanuel Macron, presidente francês, pediu ontem [3.ª feira, 3mai2022] a Putin que "permita" a continuação da retirada de civis da fábrica de Azovstal, em Mariupol. Na chamada telefónica entre os dois chefes de estado, Macron deixou claro que a retirada dos civis deve ser feita "em coordenação com os atores humanitários e deixando que os civis escolham o seu destino, em conformidade com o Direito Internacional humanitário". O pedido surge numa altura em que as tropas russas voltaram a atacar o complexo industrial, de onde só foram retirados 159 civis.

 


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Embora a crise da invasão russa da Ucrânia ainda configure uma situação muito delicada, uma solução diplomática não está, nem pode estar, descartada. Todos aqueles que concordem numa janela crucial para a diplomacia, fazendo a Rússia recuar nas suas ameaças à Ucrânia, são bem-vindos ao diálogo. No passado dia 24 de abril assinalou-se o Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz, comemoração que enaltece o valor da cooperação internacional para o bem comum. Durante quase 75 anos, os acordos multilaterais estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial ajudaram a evitar um terceiro conflito global. No entanto, tal cooperação não se pode dar como garantida e continuamos a ter conflitos não resolvidos. Todos não somos demais para o diálogo e diplomacia em busca da PAZ.

 

  Hummm!... E estarão todos de acordo?... ao que constam há países que não estão p'raí virados.
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Quando a Rússia bloqueou na semana passada a venda de gás à Bulgária e à Polónia e ameaçou outros países que não aceitem pagar as faturas de energias em rublos, o Presidente dos EUA, Joe Biden, disse que não deixará que a Rússia “intimide” os países europeus com ameaças de bloqueio de recursos energéticos. “Não permitiremos que usem as suas reservas de petróleo ou de gás para evitar as consequências da sua agressão. Estamos a trabalhar com outros países, como Japão, Coreia do Sul ou Qatar para ajudar os nossos aliados europeus, ameaçados por essas chantagens”, prometeu Biden. E quanto é que isto vai custar aos bolsos dos europeus? É certo que todos teremos que "pagar" o que está a acontecer no leste europeu, mas há uns que pagarão muito mais do que outros. A continuação desta situação de "guerra" não vai levar a lado nenhum... reúnam-se à volta de uma mesa, dialoguem, pois com a Diplomacia poderá conseguir-se muito mais do que com os canhões.

Li ontem que quer a Rússia quer a Ucrânia estão "à rasca" para exportar os seus cereais e que Erdogan já está a tentar negociar com ambos uma forma de se conseguir fazer sair, via Mar Negro, estas produções, que até já estão a fazer falta em muitos países. É desta forma que se poderá chegar a algo que poderá ir na direção da PAZ.

Ao fim de dia de hoje soube-se que a Hungria rejeitou a proposta de um embargo progressivo da União Europeia (UE) ao petróleo russo nos termos propostos pela Comissão Europeia, alegando que põe em causa a segurança energética do país. A proposta prevê a proibição gradual das importações de petróleo pelos Estados-membros até final deste ano, mas inclui um ano suplementar para Hungria e Eslováquia, dois países altamente dependentes dos hidrocarbonetos russos. “O Governo, nesta forma atual [da proposta], não pode aprovar responsavelmente o novo pacote de sanções”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, no Uzbequistão, onde se encontra em visita oficial, citado pela agência espanhola EFE. Szijjártó reconheceu que a proposta prevê um ano suplementar para a Hungria eliminar as importações de petróleo russo, mas mesmo assim considerou que “não é tempo suficiente”. O chefe da diplomacia de Budapeste reiterou que o abastecimento energético da Hungria “está atualmente estável” e que o sexto pacote de sanções da UE contra a Rússia iria “afundá-lo completamente”.

 
 
 
  Ele lá sabe as linhas com que se cose, mas a evolução das tropas no terreno não augura nada de bom e era capaz de ser a altura para Zelensky se sentar a uma mesa de negociações, antes que se vão os anéis e nem fiquem os dedos.

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta quarta-feira que o seu país não pode aceitar nenhum acordo com Moscovo enquanto as tropas russas permanecerem em território da Ucrânia. "Não aceitaremos um conflito congelado", sublinhou num encontro do Conselho de CEO (presidentes executivos) do The Wall Street Journal, acrescentando que não quer que a Ucrânia seja arrastada para um "lamaçal diplomático" como o acordo de paz para o leste da Ucrânia que foi intermediado pela França e pela Alemanha em 2015.


Jorge Veiga - às vezes mais vale ficar sem dedos... Eles lá sabem.
Manuel Rocha - Estou de acordo com o Presidente Ucraniano, negociação com os assassinos no terreno não é negociação, é "cedência".
David Ribeiro - Pois é, Manuel Rocha... mas por vezes até com os assassinos - e Putin e seus acólitos são assassinos - se tem que negociar. É que o Povo, o mais importante em tudo isto, muito pouco mais poderá aguentar.
Manuel Rocha - David Ribeiro, o Presidente está a seguir a vontade do Povo Ucraniano, aliás... Cedendo, os milhares e milhares de mortos seriam em vão.
David Ribeiro - Espero estar redondamente engando, caríssimo Manuel Rocha, mas a história já me ensinou como é que estas coisas normalmente acabam. É triste, mas o destino da Ucrânia como gostaríamos de o ver, não parece muito viável, a continuarem nesta posição os senhores de Kiev. Ainda agora acabei de ler os comentários feitos pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano e vê-se que estão a chegar a um ponto em que já não sabem o que é a diplomacia. "O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, afirmou esta quarta-feira que os Estados-membros da União Europeia que se opõem a um embargo ao petróleo russo são “cúmplices de crimes de guerra."
Manuel Rocha - Com o hitler também deixou de haver diplomacia,tal como agora com o putin.
Teresa Canavarro - David Ribeiro a cedência seria uma rendição e a História também nos ensinou que a negociação com um assassino tem um preço muito alto.
David Ribeiro - E o que é que a minha querida amiga Teresa Canavarro vê como solução?... a continuação de combates até um se render?
Teresa Canavarro - David Ribeiro infelizmente só vejo uma solução. Não ter medo de Putin. É isso implicaria arriscar se calhar a nossa sobrevivência. Terrível, pois. Um bjo.



Publicado por Tovi às 07:33
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Domingo, 24 de Abril de 2022
Eleições Presidenciais em França

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Em 2017 Emmanuel Macron venceu as Presidenciais com 66,1%, contra os 33,9% de Marine Le Pen. Para as deste ano a última sondagem publicada pelo Le Monde dava 56,5% e 43,5%, respetivamente para Macron e Le Pen. Mas mais para o fim do dia já saberemos quem vai para o Palais de l'Élysée.

 

  As melhores da série "Présidentielle 2022"
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  17h57 de 24abr2022 - Segundo vários institutos de sondagens
Harris Interactive: 55% pour Emmanuel Macron - 45% pour Marine Le Pen
Ifop: 56% pour Emmanuel Macron - 44% pour Marine Le Pen
OpinionWay: 58% pour Emmanuel Macron - 42% pour Marine Le Pen
BVA: 57% pour Emmanuel Macron - 43% pour Marine Le Pen

 

  19h00 (20h00 em França) de 24abr2022 - Estimativa
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  23h55 de 24abr2022 - Expresso / Público
mw-860.jpgA entrada de Macron no Champ-de-Mars, onde celebrou a vitória nesta noite eleitoral, foi acompanhada do hino da Europa. Foi recebido com bandeiras da França e da União Europeia – mas também pela mensagem de que nos próximos anos terá de fazer mais, até porque nem todos os votos foram de apoio ao seu programa. A diferença para a extrema-direita encurtou, mas a vitória permite aos seus apoiantes respirar de alívio - por cinco anos. Para já, olhos postos nas legislativas.
Já ao fim da noite, com mais de 97% dos votos contados, os números divulgados pelo Ministério do Interior de França mostravam que Macron arrecadou 58,55% dos votos (um total de 18.779.809) e Marine Le Pen 41,45% (13.297.728).



Publicado por Tovi às 08:22
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Domingo, 10 de Abril de 2022
Presidenciais em França

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Há 12 candidatos às eleições presidenciais francesas... mas só estes é que contam:

Éric Zemmour – É um candidato da extrema-direita, que tem contribuído para tornar Marine Le Pen menos radical aos olhos da opinião pública (o que favorece a candidata do Rassemblement National). Zemmour começou com dois dígitos nas projeções, mas tem perdido gás e agora não passa dos 9%.

Valérie Pécresse - Preside à região Ile-de-France e é a representante da direita tradicional do Partido Republicano. Tem propostas económicas próximas das de Macron, mas nem assim deixou de ser engolida pela radicalização do debate político em França. Aparece também na casa dos 9%.

Jean-Luc Mélenchon - Aos 70 anos, tem desta feita uma hipótese, embora improvável, de chegar à segunda volta. Candidato da extrema-esquerda do La France Insoumise, propõe o aumento do salário mínimo e a taxação das grandes fortunas. Tem por esta altura cerca de 17% das intenções de voto.

Marine Le Pen - Candidata da extrema-direita, pela agora denominada Rassemblement National (“União Nacional”, antes “Frente Nacional”), Le Pen é anti-europeísta, anti-NATO e pró-Rússia, embora tenha tentado afastar-se de Vladimir Putin, desde a invasão russa da Ucrânia. Está com 24% nas sondagens, o que representa uma subida nas últimas semanas e uma aproximação ao primeiro posto.

Emmanuel Macron - É o grande favorito à vitória, embora não com o mesmo conforto de há cinco anos. Além do desgaste da governação, Macron tem sido acusado de ter deixado a campanha eleitoral interna fora da agenda, em parte para se dedicar à negociação sobre a questão da Ucrânia, e abrindo assim espaço à campanha da adversária principal. O presidente segue, ainda assim, em vantagem, com 26% das intenções de voto para a primeira volta.

 


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Os franceses é que sabem, ou estas eleições não fossem para Presidente da República da França… mas se numa segunda volta fosse Marine Le Pen a escolhida para o Palácio do Eliseu, iriamos ter nos destinos do segundo principal país da União Europeia, em termos de peso económico e uma grande potência nuclear, uma mulher que vem da extrema-direita e cujas proximidades a Moscovo são públicas e notórias, não esquecendo também as suas amizades com Salvini e Orbán. Mas, como atrás disse, os franceses é que sabem.

 

  Deverá ser mais ou menos isto o resultado das eleições em França. E agora siga para bingo… ou melhor dizendo, vamos à segunda volta.
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  Uma sondagem (a segunda conhecida esta noite) dá 54% a Macron para a segunda volta
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Publicado por Tovi às 07:58
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Sexta-feira, 25 de Março de 2022
NATO, União Europeia e G7 reuniram-se em Bruxelas

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  Diplomacia em acção no dia de ontem

  • NATO emitiu um comunicado em que assumiu estar“preocupada” com a entrada da China no conflito que opõe a Rússia à Ucrânia. “Pedimos a todos os Estados, incluindo a China, para seguir a ordem internacional incluindo os princípios de soberania e integridade territorial”. Os 30 países da NATO apelaram mesmo a Pequim que se “abstenha” de apoiar “o esforço de guerra da Rússia”. E deixaram um recado à Rússia: “Qualquer uso de arma biológica ou química seria inaceitável e teria consequências severas”.
  • A declaração conjunta do Grupo dos Sete, que reúne os sete países mais industrializados do mundo, foi no mesmo sentido da NATO. Os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido dizem mesmo que “não vão poupar esforços” para responsabilizar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seus apoiantes – incluindo o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko. O seu apelo vai para as forças russas que abram “caminhos seguros” na Ucrânia para permitir ajuda humanitária a Mariupol e a outras cidades cercadas. E pedem às autoridades bielorrussas para que “evitem uma nova escalada e se abstenham de usar as suas forças militares contra a Ucrânia”.
  • No final das reuniões, o presidente norte americano Joe Biden disse apoiar a saída da Rússia do grupo das maiores economias mundiais (G20). E quer pelo menos que a Ucrânia possa assistir às reuniões. O presidente deu mais detalhes sobre a conversa com Xi Jinping, homólogo chinês, na passada sexta-feira. “Tive uma conversa muito honesta com ele. Disse-lhe claramente que apoiar a Rússia teria consequências”. Joe Biden chamou “bruto” a Vladimir Putin. “A coisa mais importante [das sanções] é mantermo-nos unidos”, tendo como objetivo que o “mundo se continue a focar” no seguinte: “Que tipo bruto é este” e por que motivo é que “todas as vidas inocentes se perderam” e “o que está a passar” na Ucrânia.
  • Também o primeiro ministro britânico, Boris Johnson aproveitou a sua intervenção pública para alertar para consequências “muito, muito severas”, caso o Presidente russo usasse armas químicas ou nucleares contra a Ucrânia. “Se Putin se fosse envolver com alguma coisa desse género, as consequências seriam muito, muito severas. Vou ter de ter alguma ambiguidade na resposta, mas acho que seria catastrófico para ele. Acho q ele compreende isso. Seria um profundo e desastroso erro para Putin”, disse. Apesar da insistência dos jornalistas Johnson não indicou se, nesse cenário, haveria intervenção da NATO.
  • O líder francês, Emmanuel Macron, na sua vez, disse que a NATO procura não dar à Rússia um “pretexto” para atacar o Ocidente. “Não queremos fazer nada que possa provocar a escalada da tensão”, justificou o Presidente. “Não vamos lutar contra a Rússia”, assegurou o líder que tem mantido várias conversas telefónicas com o seu homólogo russo, embora sem grande sucesso para a paz.
  • O chanceler alemão Olaf Scholz, por seu turno, afirmou que “as tropas russas têm de sair da Ucrânia”. “Isto é necessário para atingir uma solução sustentável para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia”, disse. Scholz apelou também ao Presidente Vladimir Putin que “aceite um cessar-fogo e permita corredores humanitários, para proteger os civis”. A Alemanha doou mais 370 milhões de euros em humanitária à Ucrânia.
  • Em Portugal, a partir do Porto, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de dar a sua opinião numa visita oficial. Aos jornalistas, o Presidente português disse considerar que o presidente russo, Vladimir Putin, cometeu um erro ao pensar que perante a sua decisão de tomar o território ucraniano iria conseguir dividir a União Europeia e a própria NATO. “É evidente que falharam. “A NATO e a UE continuam unidas”, referiu, independentemente da ideologia de cada país e apenas pela “paz e pelo respeito do direito internacional, da soberania dos estados, dos direitos das pessoas”, acrescentou.
  • Já da Rússia a informação que chegou foi que o Kremlin considera que “exatamente um mês depois do início da operação militar especial na Ucrânia” a vida “está a voltar ao normal” nos territórios “já libertos dos nacionalistas” ucranianos. “Está a correr como planeado e os objetivos delineados serão alcançados”, declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russos, Maria Zakharova, que espera que Kiev “reconheça a necessidade de uma solução pacífica”.
  • Um total de 140 países da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou a favor de uma resolução que pede ajuda humanitária imediata para a Ucrânia, ajudando a proteger os civis. A resolução também critica a Rússia por ter criado uma situação “dramática” humanitária. Apenas cinco países votaram contra: Bielorrússia, Coreia do Norte, Eritreia, Rússia e Síria, enquanto 38 abstiveram-se, incluindo a China, Cuba e a Índia.

 

  
onu.jpgÉ já a segunda vez que em sessões da Assembleia-Geral da ONU uma esmagadora maioria de membros isolam e condenam a “operação militar especial”, como Putin chama à invasão da Ucrânia pelas suas tropas. Mas continua a preocupar-me a posição neutra da China (abstenção) em tudo o que se refere a criticar a Rússia.
  Agência Lusa - O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje [6.ª feira, 25mar2022], numa conversa por telefone com o homólogo britânico, Boris Johnson, que a comunidade internacional deve “criar as condições certas” para resolver o conflito na Ucrânia e “promover negociações de paz com sinceridade”. “A comunidade internacional deve promover as negociações de paz com sinceridade. Devem ser criadas as condições necessárias para resolver este assunto. Devemos fazer tudo o possível para que a paz retorne à Ucrânia”, disse Xi, segundo a imprensa local. O Presidente chinês afirmou que o seu país já está a desempenhar “um papel construtivo” nesse sentido. Xi disse ainda que a China está "pronta para o diálogo" com o Reino Unido, desde que este seja "franco, aberto e inclusivo", afirmando esperar que Londres seja "justa e objetiva" ao lidar com Pequim. A conversa ocorre uma semana depois de Xi ter falado, por videoconferência, com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Xi instou então Washington a trabalhar em conjunto para "equilibrar as tensões" e "alcançar a paz global". 

 

  Reunião de ontem do Conselho da Europa
1024.jpgVolodymyr Zelensky diz que Portugal é dos países que têm mostrado mais reservas em apoiar a Ucrânia. Num discurso feito por videoconferência durante a reunião do Conselho Europeu, o presidente ucraniano comentou a postura dos 27 estados-membros perante o conflito e mencionou que Portugal tem algumas dúvidas em apoiar decisões a favor da Ucrânia. "A Bulgária está connosco, e acredito que a Grécia estará. A Alemanha está um pouco atrasada. Portugal? Bem... está quase. A Croácia está connosco; Suécia - o azul e o amarelo - estão sempre juntos", afirmou o presidente ucraniano.

 


Erdogan.jpgA emissora turca NTV, citando o presidente Erdogan, disse ter havido progresso em vários pontos-chave nas negociações entra a Ucrânia e a Rússia. Ancara, que goza de boas relações com Moscovo e Kiev, vem tentando posicionar-se como mediadora entre os dois lados. Mas por outro lado o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse hoje que as negociações com a Rússia para acabar com o conflito são "muito difíceis" e prometeu que Kiev não recuará em suas exigências. “A delegação ucraniana assumiu uma posição forte e não abre mão de suas demandas. Insistimos, em primeiro lugar, num cessar-fogo, garantias de segurança e integridade territorial da Ucrânia”, disse Kuleba. Enquanto isso, a agência de notícias russa Interfax citou o negociador russo Vladimir Medinsky dizendo que os dois lados estavam a fazer pouco progresso em questões importantes. Medinsky também disse que Moscovo acredita que Kiev está a tentar estender as negociações.

 

  Publicado pela Embaixada da Rússia na França (@AmbRusFrance)… mas posteriormente eliminado.
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  Reforço da presença militar da NATO no leste europeu
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Publicado por Tovi às 07:09
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2021
Fase de Grupos do UEFA EURO 2020

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   15jun2021 às 17h00 em Budapeste: Hungria 0 - 3 Portugal
Portugal venceu a Hungria  na primeira jornada do Grupo F do Campeonato da Europa. Numa partida marcada pelo domínio português, os golos só chegaram na segunda parte e depois da Hungria ter visto um tento de Schöns anulado por posição irregular. Raphael Guerreiro (84’) abriu o ativo e Cristiano Ronaldo (87’ gp e 90+2’) bisou, tornando-se no melhor marcador de sempre dos Campeonatos da Europa, com um total de 11 tentos.

   19jun2021 às 17h00 em Munique: Portugal 2 - 4 Alemanha
Portugal perdeu diante da Alemanha em jogo da segunda jornada do Grupo F do Campeonato da Europa. Ronaldo (15’) ainda colocou a Seleção Nacional em vantagem, mas os autogolos de Rúben Dias (35’) e Raphael Guerreiro (39’) iniciaram o desmoronar do bloco defensivo português que caiu por completo na segunda parte com os golos de Kai Havertz (51’) e Robin Gosens (60’). Diogo Jota (67’) ainda reduziu a desvantagem portuguesa.

   23jun2021 às 20h00 em Budapeste: Portugal 2 - 2 França
A Seleção portuguesa qualificou-se ontem para os oitavos de final do Euro2020, ao empatar 2-2 com a França, em encontro da terceira jornada do Grupo F, em Budapeste. Cristiano Ronaldo marcou os dois golos lusos, aos 31 e 60 minutos, ambos de penálti, igualando os 109 do recordista mundial, o iraniano Ali Daei, enquanto Karim Benzema faturou duas vezes para os gauleses, aos 45+2, de penálti, e 47.

    Classificação Grupo F
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Publicado por Tovi às 00:44
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Segunda-feira, 24 de Maio de 2021
Comuna de Paris

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De 18 de março a 28 de maio de 1871 eclodiu na capital francesa uma das mais importantes insurreições populares do século XIX.

Na descrição de Karl Marx a Comuna era composta de conselheiros municipais eleitos por sufrágio universal nos diversos distritos da cidade. Eram responsáveis e substituíveis a qualquer momento. A Comuna devia ser, não um órgão parlamentar, mas uma corporação de trabalho, executiva e legislativa ao mesmo tempo. Em vez de continuar sendo um instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente despojada de suas atribuições políticas e convertida num instrumento da Comuna, responsável perante ela e demissível a qualquer momento. O mesmo foi feito em relação aos funcionários dos demais ramos da administração. A partir dos membros da Comuna, todos que desempenhavam cargos públicos deviam receber salários de operários. (in Wikipédia)



Publicado por Tovi às 10:03
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020
Assim vai a pandemia em alguns países da EUROPA

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  • As hospitalizações na BÉLGICA estão a subir a um ritmo semanal de 88%, com 502 internamentos diários em média, enquanto as mortes associadas ao Sars-CoV-2 se situaram na média diária de 48,3 óbitos, uma alta semanal de 50%.
  • Em ESPANHA estão hospitalizados em todo o país 16.008 pessoas infetadas com o novo coronavírus, das quais 2.183 estão em UCI.
  • No REINO UNIDO 1.142 pessoas foram hospitalizadas por causa do novo coronavírus, que já provocou a morte a 44.998 infetados e mais de 890.000 contágios.
  • Os infetados com covid-19 nas UCI da ITÁLIA são já 1.284 e crescem a uma média diária de 90 pessoas, o que faz temer que, em poucas semanas, os hospitais possam entrar em colapso, tal como ocorreu em março.
  • Nos últimos sete dias, os hospitais da FRANÇA registaram 13.066 internamentos devido ao novo coronavírus. Segunda-feira, segundo os dados avançados pela Agência de Saúde Pública (ASP) francesa, estavam hospitalizados 17.784 pacientes, 2.770 nas UCI.
  • Na HOLANDA estão hospitalizados devido ao novo coronavírus 2.249 pacientes, com 506 deles nas UCI.
  • A ROMÉNIA registou nas últimas 24 horas 104 mortes associadas à covid-19.
  • PORTUGAL contabilizou hoje mais 28 mortos relacionados com a covid-19 e 3.299 novos casos confirmados de infeção.
  • REPÚBLICA CHECA acumulou cerca de 163 mil infeções desde o início da pandemia, com 5.613 pacientes hospitalizados, 800 deles em estado grave.
  • O sistema de saúde na RÚSSIA está a trabalhar hoje em toda a sua capacidade.
  • A falta de pessoal nos hospitais está a converter-se num dos principais problemas para assistir os doentes com coronavírus na ALEMANHA, onde o número de pacientes nas UCI duplicou em duas semanas.

 

   Situação crítica em Espanha, França e Alemanha
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Publicado por Tovi às 07:02
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2020
Novo Estado de Calamidade em Portugal
Desde o início do passado mês de setembro que é GRAVE a evolução da pandemia em Portugal (ver gráfico da evolução da caraterização clínica em Portugal, com dados da DGS atualizados ao dia de hoje), pelo que não nos devemos espantar com a declaração de um novo ESTADO DE CALAMIDADE, com as seguintes medidas:
1. 
Elevar o nível de alerta, de contingência para o estado de calamidade em todo o território, habilitando Governo a adotar, sempre que necessário, as medidas que se justifiquem para conter a pandemia, desde restrições de circulação a medidas que, em concreto e localmente, se justifiquem.
2. 
A partir da meia-noite deixarão de poder haver ajuntamentos na via pública de mais de cinco pessoas. A limitação aplica-se noutros espaços de uso público de natureza comercial e na restauração.
3. 
Limitar os eventos de natureza familiar, como casamentos e batizados, que sejam marcados a partir de hoje, a um máximo de 50 participantes.
4. 
Proibir nos estabelecimentos de ensino, designadamente nas universidades e politécnicos, todos os festejos académicos e atividades de carácter não letivo ou científico, designadamente as atividades de receção ao caloiro e outro tipo de festejos que implicam ajuntamentos.
5. 
Determinar às forças de segurança e à ASAE um reforço das ações de fiscalização para o cumprimento das regras na via pública, nos estabelecimentos comerciais e na restauração.
6. 
Agravar até 10 mil euros as coimas aplicáveis às pessoas coletivas que não assegurem o cumprimento das regras em vigor quanto à lotação e afastamento que é necessário assegurar nesses espaços.
7. 
Recomendar vivamente a todos os cidadãos o uso de máscara comunitária na via pública, sempre que haja outras pessoas na via pública, e a utilização da aplicação Stayaway Covid, e a comunicação através da aplicação sempre que haja um teste positivo.
8. 
Apresentar à Assembleia da República uma proposta de lei para que seja imposta a obrigatoriedade do uso de máscara na via pública, nos momentos em que há mais pessoas na via pública, e o uso da aplicação Stayaway Covid, em contexto laboral, escolar e académico, nas forças armadas e de segurança e na administração pública. A proposta será apresentada entre hoje e amanhã, e será solicitada a sua tramitação com urgência.

Situação hospitalar 14out.jpg

 


porto 14out.jpg

 


frança recolher obrigatório.jpg



Publicado por Tovi às 13:52
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2020
Papillon... de Henri Charrière

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No domingo passado tivemos na SIC o filme PAPILLON… e recordo-me bem que em 1970 uma jovem marselhesa que tinha conhecido em Espinho durante o verão, mandou-me de prenda no Natal uma edição francesa de «Papillon», de Henri Charrière, e foi este o primeiro romance que li em “français”.


Henri "Papillon" Charrière é um pequeno criminoso condenado a prisão perpétua por um delito que não cometeu em França. No ano de 1930 as penas eram duras. Enviado para cumprir a sentença na costa da Guiana Francesa, conhece Louis Dega, um famoso falsificador, de quem se torna amigo. Sem nada a perder num ambiente onde a lei do mais forte é a que predomina, os dois fazem um pacto: em troca de protecção contra a violência de alguns prisioneiros, Dega compromete-se a ajudá-lo no seu plano de evasão. Mas qualquer tentativa de fuga será punida com anos de solitária. Em alguns casos, o castigo é ser levado para a inexpugnável Ilha do Diabo, de onde nunca ninguém conseguiu escapar com vida.



Publicado por Tovi às 14:51
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Quinta-feira, 7 de Novembro de 2019
Hoje, em Paris

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É a 59ª operação de evacuação desde 2015. Um problema complexo e difícil de resolver.

 

   Comentários no Facebook

Rodrigues Pereira - Não sei como se vai solucionar isto ...

Mario Ferreira Dos Reis - É mesmo um problema... com uma data de gente a assobiar para o lado.



Publicado por Tovi às 08:42
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Segunda-feira, 15 de Julho de 2019
Tomada da Bastilha - 14 de Julho de 1789

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Fez ontem 230 anos que foi o bom e o bonito na Bastilha.



Publicado por Tovi às 09:49
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Sábado, 16 de Junho de 2018
E assim vai o Mundial2018

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   França 2 – 1 Austrália

A selecção francesa não vale o estouro de um foguete.

 

   Argentina 1 – 1 Islândia

Bateram-se bem os rapazes da Islândia... será do bacalhau?... E o Messi falhou um penálti.



Publicado por Tovi às 16:15
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Sábado, 14 de Abril de 2018
Já caíram mísseis sobre a Síria

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Ataque coordenando entre EUA, França e Reino Unido lançou 110 mísseis sobre alvos referenciados à produção e armazenamento de armas químicas.

 

   11h45 de hoje

“Portugal compreende” os bombardeamentos desta madrugada, diz o Ministério dos Negócios Estrangeiros... e Marcelo Rebelo de Sousa concordou.

   Comentários no Facebook

«André Eirado» - Espero que não espolete uma guerra mais intensa

«Mié Mendes Moreira» - Primeiro bombardeia-se, supostamente por existirem provas. Depois mandam-se os inspectores averiguar. Onde é que já vi isto?...

 

   12h45 de hoje

Theresa May justifica bombardeamentos com informações secretas.

    Comentários no Facebook

«Jose Bandeira» - Onde é que já ouvi isto também? Estamos num "remake' da guerra no Iraque. Cheira-vos a petróleo?

«Mié Mendes Moreira» - As informações que originaram a guerra do Iraque também eram secretas... ;) Tão secretas, mas tão secretas, que nunca foram comprovadas.

 

   13h00 de hoje

"A actual escalada em torno da Síria afecta de modo destrutivo todo o sistema de relações internacionais. A história vai decidir tudo", disse Putin num comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do Kremlin.

 

   13h45 de hoje

Sejamos pragmáticos. A existir fabrico e armazenamento de armas químicas nos territórios controlados por Bashar al-Assad é difícil de aceitar que após as ameaças de Donald Trump o governo e as forças militares da Síria, com eventual aconselhamento da Rússia, não tenham atempadamente deslocalizado estes equipamentos das três áreas agora bombardeadas.

   Comentários no Facebook

«Fernando Duarte»e com isto tudo vão regressar os "ataques terroristas" nestes 3 países. Os islamistas dizem que cada um "bombardeia" com as armas que tem

«Jose Riobom» - Pareces muito satisfeito e muito feliz… Eu não... e não é por motivos políticos, esses a mim são-me indiferentes, mas por motivos humanos... Sei por experiência o que é uma guerra... Estás a mudar... lentamente... alguém anda a fazer a tua cabeça... infelizmente! Estás a virar propagandista ! Lamento....

«David Ribeiro» - Ou percebeste mal o que eu disse, Jose Riobom, ou eu não fui suficientemente claro. Eu participei directamente na “segunda guerra de libertação” em Angola (assim lhe chamou o MPLA) e por isso sei bem o que são os HORRORES da guerra.

«Jose Riobom»A forma como defendes um dos lados diz-me tudo... É PRECISO PARAR TODOS OS LADOS...! Estou com Guterres... O "precisamos de ser pragmáticos" cheira-me a discurso ensaiado num cenário Trumpeiro... igual ao das armas de "destruição maciça" do Iraque... Essa gente dos USA é tão boa quanto a gente do Putin... É PRECISO PARAR tudo e todos para bem da humanidade no seu todo sem "sermos pragmáticos"... sómente humanos que respeitam a sua espécie...

 

   15h45 de hoje

Acabei de falar (via messenger) com um velho e querido amigo russo que ainda faz uns biscates nos serviços de inteligência do Kremlin e afirma-me ele que a resposta da Rússia deve ser não militar mas baseada no direito internacional, até porque ninguém sobreviveria a uma guerra entre Rússia e EUA.

   Comentários no Facebook

«Antero Filgueiras»Diga lá ao seu amigo que vive em Paris (e que eu conheço muito bem, assim como a simpática esposa), que a Rússia é só tretas, pois tem uma Economia de "caca" comparada com a esmagadora maioria dos países fortes da Zona Euro. O resto é ballet e marionetas. Já foi assim que Reagan esmagou a ex-URSS, cujo "elástico económico", tal como se provou e comprovou era demasiado fraco. Ou será que você não lê nada sobre análise económica internacional?!



Publicado por Tovi às 10:51
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