"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 22 de Setembro de 2022
A União Europeia perante as últimas posições de Putin

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Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) estão a efetuar uma reunião extraordinária em Nova Iorque, pelas 20h15 locais de quarta-feira (01h15 de quinta-feira em Lisboa), para abordar os últimos acontecimentos em torno da guerra da Ucrânia e após o Presidente russo, Vladimir Putin, ter anunciado ontem a mobilização parcial de 300.000 reservistas e recordado a importância do arsenal nuclear do seu país como argumento face à contraofensiva ucraniana.

 

  Uma mensagem política forte
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A União Europeia vai manter a ajuda militar à Ucrânia e aumentar as sanções à Rússia, anunciou hoje o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, no final de uma reunião de emergência em Nova Iorque. João Gomes Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros português, após esta reunião de emergência com homólogos sobre discurso de Putin, afirmou: “A União Europeia não pode aceitar este tipo de atitude, continuará firme no seu apoio à Ucrânia e haverá agora, naturalmente, um reforço de sanções”.

 


Vale Dos Princípes
David Ribeiro E continua o rol de aumentos etc etc
David RibeiroNão há dúvida, Vale Dos Princípes... continuamos a malhar em ferro frio.



Publicado por Tovi às 01:15
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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2022
O tão esperado discurso de Vladimir Putin

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Ontem ao fim do dia diziam fontes do Kremlin que o discurso do Presidente russo, Vladimir Putin, já estava gravado e seria transmitido quando “o Extremo Oriente acordar”. Havia mesmo quem, citando o jornalista do Kremlin Dmitry Smirnov, apontasse a hora do discurso para as 08h00 em Moscovo (06h00 hora portuguesa).

 

  Discurso de Vladimir Putin
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O presidente russo Vladimir Putin anunciou esta quarta-feira a mobilização militar parcial dos cidadãos da Rússia na reserva, naquele que foi o primeiro discurso à nação desde o início da guerra na Ucrânia. "Devemos apoiar a proposta do Ministério da Defesa sobre a mobilização militar parcial. Só mobilizaremos os cidadãos atualmente na reserva, que têm experiência e serviram no Exército, e têm certas profissões e capacidades. Antes de serem mobilizados, terão treino militar adicional, com a experiência da operação militar especial em mente". Putin garantiu que o decreto já foi assinado e que a mobilização começará já esta quarta-feira. O presidente russo mandou um aviso alarmante aos representantes de países da NATO que "falam em atacar a Rússia com armas nucleares": "Quero dizer ao Ocidente: temos muitas armas em nosso poder, não estamos a fazer bluff. O nosso país também tem meios de ataque, mais modernos do que a NATO. Se a defesa da Rússia estiver em perigo utilizaremos todos os meios ao nosso alcance para resolver o problema. Podem ficar descansados: utilizaremos todos os meios, repito, todos os meios que sejam necessários". O líder do Kremlin começou por se dirigir a todas as pessoas “unidas pela Grande e Histórica Rússia” e falou das medidas “desnecessárias para garantir a segurança e integridade territorial da Rússia”. Num duro ataque aos inimigos, acusou o Ocidente de impedir o desenvolvimento de “centros independentes para impor a sua vontade sobre outros países e povos” e de promover o “sentimento anti-Rússia”. “Tornaram os ucranianos em carne para canhão, organizaram o terror contra as pessoas que recusaram o seu poder. O regime de Kiev utilizou escudos humanos, cometeu atrocidades na regiões libertadas”, acusou Putin. Vladimir Putin voltou a justificar a invasão da Ucrânia, referindo que a “operação militar preemptiva foi a única solução face ao inevitável ataque à ‘Crimeia russa’ e ao Donbass”. "O seu objetivo é libertar o Donbass. A República Popular de Lugansk já foi quase totalmente libertada, e a ação prossegue na República Popular de Donetsk", sublinhou. "Estamos cientes que a maioria das pessoas que vivem nos territórios libertados dos neonazis, que são terras históricas da Nova Rússia, não querem viver sob o regime nazi, viram as atrocidades nessas regiões", considerou o presidente russo. Referindo que as forças russas estão "passo a passo" a "libertar os territórios" e a "limpar as cidades dos neonazis", o chefe de Estado voltou a tecer duras críticas aos inimigos, acusando o Ocidente de "minar o processo de paz". "Em Istambul, os representantes de Kiev reagiram bem às nossas propostas, mas a resolução pacífica do conflito não agradava ao Ocidente, e mandaram destruir os acordos e mais armas foram enviadas para a Ucrânia. Começaram a chegar voluntários treinados pela NATO à Ucrânia", disse. Putin admitiu ainda a participação de "soldados profissionais" na guerra, e elogiou fortemente os combatentes voluntários das regiões separatistas, assegurando que lhes irá conceder estatuto legal igual aos dos soldados russos. "Nas Forças Armadas, há pessoas de várias etnias, voluntários, são verdadeiros patriotas. O Governo e o Ministério da Defesa foram por mim instruídos para definir o estatuto legal destes soldados das repúblicas separatistas, que deve ser o mesmo dos soldados russos", anunciou. 

  Pouco depois do discurso do presidente, o ministro da Defesa Sergei Shoigu anunciou os detalhes da mobilização parcial. Citado pela Reuters, o ministro disse que 300 mil pessoas iriam ser mobilizadas, e garantiu que as pessoas que serviram enquanto recrutas e os estudantes não iriam ser chamados. "Temos grandes recursos, cerca de 25 milhões de pessoas. Esta mobilização emprega apenas 1% destes 25 milhões", afirmou. Sergei Shoigu deu também um novo balanço de soldados russos mortos desde o início da guerra, apenas o segundo desde 24 de fevereiro. No total, a Rússia reconhece ter perdido 5.937 combatentesO ministro disse ainda que a Rússia está "a lutar contra o Ocidente na Ucrânia".  "Quase toda a rede de satélites da NATO está a trabalhar contra a Rússia na Ucrânia. Estamos a testemunhar ataques de armas ocidentais contra civis, a comandantes ocidentais sentados em Kiev estão a controlar as operações".

  
Adao Fernando Batista Bastos
Estas ameaças dum gabarola, num momento em que a guerra na Ucrânia parece ter mudado de rumo, são uma priva de medo e cobardia. Dum louco.
Paulo Teixeira
Agora acho que todos nós temos de ter a consciência que isto vai piorar se ninguém o parar internamente E que ele vai fazer tudo para não perder a face
David Ribeiro
Sem dúvida, Paulo Teixeira... Putin apelou mais uma vez ao patriotismo das pessoas “unidas pela Grande e Histórica Rússia” e por aquelas bandas isto ainda arregimenta muita gente.
Raul Vaz Osorio - (...) Vamos ver como reage a jovem sociedade urbana da Rússia face a esta mobilização, principalmente quando começarem a morrer.
David Ribeiro - Putin, que é tudo menos burro, teve o "cuidado" de não mobilizar a "jovem sociedade urbana da Rússia", pois o Ministério da Defesa já "garantiu que as pessoas que serviram enquanto recrutas e os estudantes não iriam ser chamados". A tão desejada queda do poder no Kremlin parece ainda não estar para agora.
Raul Vaz Osorio
A jovem sociedade urbana da Rússia não é tão estúpida que não perceba quem está a seguir na fila.

 

  Reações ao discurso de Putin
Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky: "Um passo previsível que se revelará extremamente impopular", e um sinal de que a guerra está a correr mal aos russos - é assim que a Ucrânia vê o anúncio de mobilização parcial feito por Vladimir Putin. 
Robert Habeck, vice-chanceler alemão: A mobilização parcial de tropas ordenadas pela Rússia é uma nova escalada do conflito na Ucrânia. O governo de Berlim está a considerar a sua resposta, disse o nº 2 do executivo, considerando que este foi "mais um passo mau e errado da Rússia". "Naturalmente", acrescentou Habeck, "discutiremos e consultaremos sobre como lhe responder politicamente".
Gillian Keegan, deputada do Partido Conservador (no governo) que foi recentemente apontada como representante para os Negócios Estrangeiros do parlamento do Reino Unido: "A declaração de Putin é obviamente uma escalada, uma preocupante escalada" na guerra, declarou a deputada britânica, numa primeira reação ao discurso em que Putin para além de anunciar uma mobilização parcial ameaçou utilizar o seu arsenal nuclear. "Devemos levar as ameaças de Putin a sério, porque nós não estamos a controlar [as armas nucleares]. Também não tenho a certeza se ele está no controlo", acrescentou.
Ben Wallace, ministro da Defesa britânico: "Putin quebrou a sua promessa de não mobilizar" o que para o Reino Unido é um assumir "que a invasão está a falhar". "Nada pode esconder o facto de que a Ucrânia está a vencer esta guerra e a Russia está a tornar-se um pária internacional. A comunidade internacional está unida".
Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China:  Que todas as partes se empenhem no diálogo e na procura de uma maneira de abordar as preocupações de segurança de todas as partes depois daquilo que considerou como "chantagem nuclear" por parte de Vladimir Putin. "A posição da China sobre a Ucrânia é consistente e clara". 

 


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Separatistas apoiados pela Rússia em Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhia dizem planear a realização de “referendos” entre 23 e 27 de setembro, para se tornarem parte da Rússia.


Paulo Teixeira
Entretanto até lá os russos terao perdido no que ganharam em junho em todo o lado. Acredito numa surpresa
D
avid RibeiroÓ meu amigo Paulo Teixeira... "acreditas" ou "gostarias"?... Não são a mesma coisa. Há que se ter a noção que o território recuperado pelos ucranianos é uma muito pequena parte dos territórios "conquistados" desde fevereiro pelo exército de Putin.
Paulo TeixeiraDavid Ribeiro até domingo karkiv fica libertado e já a entrar em Lyman... E aí podem ruir todas as conquistas nos territórios do norte até quase a fronteira de 2014... Na sul podem chegar ao rio enfrente a Jerson
David RibeiroPaulo Teixeira... de Karkiv ao sul (Kherson) são mais de 500 kms. Conquistar e ocupar este território imenso, quase tanto como Portugal inteiro, de hoje até domingo, é uma tarefa gigantesca.
Paulo TeixeiraDavid Ribeiro não disse isso Acho possível chegar no sul até ao rio que banha kerson.alias já estão em alguns pontos. Na norte a menos de vinte km de libertar todo o oblast de karkiv.  recuperaram no Donest território perdidos em junho. E se Lyman cair fica a Rússia sem linha de defesa
David RibeiroPaulo Teixeira, vê bem no mapa que aqui publiquei quais são os territórios em causa e que os separatistas apoiados pela Rússia em Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhia já consideram "conquista".
Paulo Teixeira
David Ribeiro sim mas eles sabem que existem dois eixos fundamentais que se forem quebrados pode ruir uma parte grande do ocupado A ver vamos e vamos acreditar na Ucrânia
Jorge Lira
Paulo Teixeira o desespero da pré derrota já começou. O louco vai rapar os restos do que sobra (reservistas) mas só apanha 300.000, resta saber se ainda vai buscar os paralíticos e os velhos. E depois, ameaça explodir (e explodir-se por consequência) e enquanto iso se anuncia, a derrocada pelo interior começou. Viveremos para ver a explosão? não sei, mas a implosão, decerto
Jorge VeigaReferendos com uma guerra no terreno, não tem validade jurídica nem moral. O Putin já nos habituou a essas cavaladas.
David RibeiroJorge Veiga, óbvio que estes "referendos" não têm qualquer validade. O que conta é a ocupação militar do terreno.
Jorge Veiga
David Ribeiro Putin quer o referendo para depois poder dizer que estão a defender os que querem ser russos.



Publicado por Tovi às 07:48
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Terça-feira, 20 de Setembro de 2022
A Europa numa profunda crise energética

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A análise de Tim Lister e Vasco Cotovio - A Ucrânia pode ganhar a guerra à Rússia? Eis o que se segue no conflito publicada hoje na CNN Portugal, diz-nos que "há muito que é evidente que parte da estratégia do Kremlin consiste em ajoelhar a determinação europeia no apoio à Ucrânia, mergulhando-a numa crise energética ao fechar literalmente as torneiras de gás". E no terreno os combates continuam, com ambos os lados a prepararem-se para um longo Inverno, em vez de explorarem as perspetivas de um acordo. 

  O gambito do gás (parte do artigo referido anteriormente)
Há muito que é evidente que parte da estratégia do Kremlin consiste em ajoelhar a determinação europeia no apoio à Ucrânia, mergulhando-a numa crise energética ao fechar literalmente as torneiras de gás.
Num fórum em Vladivostok no início deste mês, Putin afirmou: “Não forneceremos absolutamente nada se isso for contrário aos nossos interesses. Não no gás, não no petróleo, não no carvão, não no fuelóleo, nada”.
No meio de contratempos no campo de batalha, Ivo Daalder e James Lindsay escrevem na revista “Foreign Affairs” que “a melhor esperança de Putin - talvez a sua única esperança - é que o apoio ocidental à Ucrânia se desmorone à medida que os custos da guerra, incluindo a escassez de energia e o aumento dos preços, comecem a atingir a Europa”.
Os preços do gás natural na Europa estão 10 vezes mais elevados do que há um ano, com a Rússia a ganhar cerca de mil milhões de dólares [valor equivalente em euros] por dia nos primeiros três meses do conflito das exportações de energia. E o regime de sanções contra a Rússia só terá um impacto significativo a longo prazo, porque a economia russa é tão autocontrolada.
Mas o próximo Inverno será o teste de ácido do aperto na energia de Moscovo. Em vez de procurarem um compromisso, os governos europeus concluíram que as concessões apenas iriam encorajar o Kremlin. Estão apostados em assumir despesas pesadas para proteger os consumidores e, numa estratégia a mais longo prazo, para reduzir a dependência da energia russa. Depois de procurarem fornecedores alternativos no mundo, acumularam reservas (no caso da França, para mais de 90% da capacidade).
Embora os preços do gás no mercado grossista ainda estejam altos, eles caíram cerca de um terço nas últimas três semanas. Alguns analistas pensam que cairão ainda mais, reduzindo o custo dos subsídios que estão a ser introduzidos pelos governos europeus, já amarrados quanto a dinheiro.
Há também sinais de que os preços elevados do petróleo e do gás na Rússia podem ter atingido o seu pico. A Agência Internacional de Energia prevê que a produção russa de petróleo será 17% mais baixa em fevereiro próximo em comparação com a produção anterior à guerra, uma vez que seja sentida a força total das sanções da UE.
Daalder e Lindsay acreditam que os aliados da Ucrânia definiram o seu rumo. “Muitos céticos no Ocidente acreditam que as democracias irão ceder perante as dificuldades”, escreveram. “as tais vozes subestimam o poder de permanência do Ocidente”.


Joaquim Figueiredo
Esperemos que seja a Rússia a ajoelhar-se...
David RibeiroEsperemos que explorem as perspetivas de um acordo.
Jose Pinto Pais
Joaquim Figueiredo vais por o Putin a rezar  😀
Albertino AmaralQuero acreditar que não se trata de uma questão de humilhação, para que cada um se possa ou não ajoelhar em jeito de pedir perdão, mas sim pensar sèriamente em terminar com esta verdadeira estupidez, a que chamam guerra, invasão, ou o que queiram chamar. Não é aceitável esta situação em pleno Século XXI.....!

 

 Maximilian Hess in Al Jazeera - 19set2022
Captura de ecrã 2022-09-20 103923.jpgItália e Bulgária: os grandes testes da Europa para a unidade energética russa
Europa enfrenta duas opções neste inverno. A primeira é aceitar o racionamento de gás, provavelmente causando grandes e duradouros danos à indústria pesada e centenas de milhares de milhões de euros em gastos para gerenciar os custos de energia em alta e acelerar a transição energética. A segunda opção é aceitar a destruição do Estado ucraniano pelo presidente russo Vladimir Putin e sua trama de futuras guerras de agressão. A opção dois é, obviamente, totalmente inaceitável. No entanto, a capacidade da Europa de permanecer unida em rejeitá-la enfrenta dois testes iminentes: eleições na Itália em 25 de setembro e depois na Bulgária uma semana depois. Nos dois países, forças políticas mais alinhadas com Putin do que o resto da Europa podem chegar ao poder, potencialmente ameaçando uma frente coesa na questão das sanções contra a Rússia.

  Paulo TeixeiraDavid na Itália na há risco nenhum. Georgia Melloni disse ainda ontem de forma clara que a alternativa a derrota da Ucrânia não existia e podia acontecer. Pois o resultado final seria a vitória da China e não da Rússia O nacionalismo mede se por critérios e valores que o mainstream e os jornais não entendem e conseguem explicar.

 

  A propósito...
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  Maritime gas dispute risks conflict between Lebanon and Israel
Captura de ecrã 2022-09-20 173043.jpgNuma altura em que o GÁS é um bem precioso, já temos um novo problema: Karish é um campo de gás relativamente pequeno e inexplorado no Mar Mediterrâneo Oriental, mas sua localização entre Israel e o Líbano significa que pode levar a um novo conflito entre os dois vizinhos.



Publicado por Tovi às 09:14
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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2022
Uma escalada bélica...

...levará a cenários progressivamente mais horríveis.

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Os peritos militares que durante a guerra-fria aconselharam os governos, olhariam para o que está a suceder com a atual guerra na Ucrânia com incredulidade. A razão por que nunca os EUA e a URSS, mais a multidão dos Estados seus dependentes, chegaram a um conflito direto foi a convicção, partilhada em Moscovo e Washington, de que uma guerra central dificilmente poderia ser controlada.
A escalada, isto é, a subida de intensidade no conflito acabaria por conduzir ao colapso infernal de uma destruição mútua assegurada com o uso generalizado de armas atómicas.
Uma forma de homenagear a memória de Gorbachev será a de recordar que um dos seus méritos foi o de ter recusado a perigosa ilusão de que seria possível travar uma guerra nuclear limitada à Europa central (afetando "apenas" a RFA, a RDA, a Checoslováquia e a Polónia).
Na verdade, até ao quebrar do gelo entre a OTAN e o Pacto de Varsóvia pelas iniciativas de paz de Gorbachev, estavam vigentes, tanto a Ocidente como a Leste, doutrinas militares ofensivas que previam o eventual uso de armas nucleares táticas no próprio campo de batalha.
O general Bernard W. Rogers, SACEUR da OTAN, defendia o conceito do "ataque profundo" (strike deep), dando o seu nome àquela que ficou conhecida também como a doutrina da Air-Land Battle. No lado soviético, a réplica foi dada pela doutrina dos Grupos Operacionais de Manobra, do marechal Nicolai Ogarkov, cuja insistência no reforço do orçamento militar soviético levaria ao seu afastamento, em 1984, mesmo antes da chegada de Gorbachev.
O que transforma a atual guerra na Ucrânia num escândalo global de segurança reside no facto de nela estarem envolvidas 4 das 5 maiores potências atómicas do planeta. A importante vitória militar ucraniana em Kharkiv, que tornou visíveis e audíveis mesmo dentro da Rússia as críticas à condução da guerra por parte de Putin, torna mais urgente a pergunta que deveria ser colocada em todos os centros de decisão política dos países envolvidos. Quais os objetivos e quais os limites da ação militar?
O Secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, afirmou querer enfraquecer a Rússia. Kiev fala mesmo de "vitória", tendo solicitado aos EUA armas capazes de projetar mísseis a 300 Km, bem dentro do território russo.
Uma escalada bélica levará a cenários progressivamente mais horríveis. O primeiro já é visível, a destruição das infraestruturas de energia, transportes e comunicações ucranianas (fazendo lembrar a ofensiva aérea da OTAN contra a Sérvia em 1999), aumentando também o sofrimento das populações civis.
Mas mesmo que a sorte das armas continuasse a sorrir a Kiev e aliados, no limite, a possibilidade de perder a Crimeia, a base naval de Sebastopol e o acesso ao Mar Negro seriam considerados como uma "ameaça existencial" para a Rússia -- com Putin ou sem Putin -- podendo levar ao uso de armas nucleares táticas contra as forças ucranianas.
Caberia, então, à OTAN a existencial decisão política de levar, ou não, o seu apoio à Ucrânia, apesar do país não estar coberto legalmente pelo artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte, ao ponto de envolver diretamente as tropas e os povos da Aliança numa guerra que, rapidamente, se tornaria nuclear e de extermínio.
Nesta dança macabra, o encarniçamento belicista, em ambos os campos, é uma ameaça sobre o futuro coletivo, bem para lá do atual teatro bélico. O que sobra de racionalidade política tem de impor um limite à guerra, sob pena desta devorar tudo à sua volta.

 

  Al Jazeera – 12h28 (TMG) de 18set2022
832886.pngMoscovo e Kiev acusaram-se mutuamente de provocarem confrontos em Kherson depois de um vídeo ter mostrado confrontos no centro da cidade ucraniana ocupada na noite anterior. A mídia oficial russa Vesti-Crimea transmitiu o vídeo mostrando uma troca de tiros em torno de dois veículos blindados perto da estação de comboios de Kherson. A administração de Kherson instalada em Moscovo disse no final do dia que havia “destruído” um grupo de atacantes. “Houve um confronto no centro de Kherson entre setores das forças armadas russas que patrulhavam as ruas da cidade e um grupo não identificado de pessoas”, disse o governo no Telegram. Enquanto isso, a porta-voz do comando do exército ucraniano no sul, Natalia Gumeniuk, disse que os tiroteios em Kherson foram “provocações dos ocupantes”.

 

  António Guterres, secretário-geral da ONU, afirmou: "Os russos e os ucranianos acreditam que podem ganhar. Não vejo qualquer possibilidade, a curto prazo, de uma negociação séria"... e eu também sou desta opinião, pois como já ouvi dizer "estamos a viver a calma antes da tempestade".

 

  Al Jazeera - 14h24 (TMG) de 19set2022
Captura de ecrã 2022-09-19 204655.jpgA Alemanha fornecerá à Ucrânia mais quatro tanques Panzer obus 2000, juntamente com um pacote de munição adicional, disse o Ministério da Defesa do país. A entrega será possível e ocorrerá imediatamente após as discussões com a indústria sobre a entrada antecipada de munições reformadas da manutenção do exército, disse o ministério em comunicado.



Publicado por Tovi às 07:25
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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2022
Contraofensiva ucraniana

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Perante isto o jornalista e político pró-Kremlin Andrey Medvedev escreveu num post solene, mas motivacional: “Foi um dia difícil”, disse ele aos seus 122.000 leitores no Telegram. “Mas agora provavelmente ficou mais claro como era para nossos avôs e avós na Grande Guerra Patriótica [Segunda Guerra Mundial]… Será difícil. Muito difícil em alguns lugares. Mas nós realmente não temos escolha.”
Falando sobre a perda de Izyum, o apresentador de um talk show político na Match TV, um canal de desporto, pediu a seus telespectadores que “rezassem por nossos camaradas”.
O governo e suas vozes amigáveis ​​na mídia reconheceram que as forças russas se retiraram de posições anteriormente ocupadas, mas evitaram chamar isso de perda. O porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov, por exemplo, anunciou que a decisão foi tomada para redistribuir forças de Balakliia e Izyum e reforçar a região de Donetsk, que está sendo mantida por separatistas. Enquanto isso, o blogueiro pró-Kremlin Yuri Podolyaka descreveu isso como uma oportunidade de se reagrupar.
(Al Jazeera - Notícia completa aqui)
 
E porque isto está tudo ligado...
Quando os líderes ocidentais falam em "guerra económica contra a Rússia", ou "arruinar a Rússia" armando e apoiando a Ucrânia, perguntamo-nos se estão conscientemente a preparar a Terceira Guerra Mundial, ou a tentar dar um novo fim à Segunda Guerra Mundial. Ou os dois vão se fundir? À medida que se molda, com a NATO a tentar abertamente "extender" e, assim, derrotar a Rússia com uma guerra de atrito na Ucrânia, é um pouco como se a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, cerca de 80 anos depois, tivessem mudado de lado e se juntado à Europa dominada pelos alemães para travar uma guerra contra a Rússia, ao lado dos herdeiros de Anticomunismo da Europa Oriental, alguns dos quais eram aliados à Alemanha Nazi. A história pode ajudar a entender os eventos, mas o culto da memória torna-se facilmente o culto da vingança. A vingança é um círculo sem fim. Usa o passado para matar o futuro. A Europa precisa de cabeças claras olhando para o futuro, capaz de compreender o presente. (by Diana Johnstone - Consortium News)
 
  
David Ribeiro
Eu não morro de amores nem por Vladimir Putin nem por Volodymyr Zelensky e a minha grande preocupação é, não só com uma grande parte do povo russo e ucraniano, sofrendo todos os dias as agruras deste conflito, mas também com os europeus, reféns de uma crise energética sem precedentes e de uma galopante crise económica. Já para não falar de um sempre provável e temido conflito nuclear.
Jose RiobomDavid Ribeiro nunca vi maneira mais elegante de descrever o Boavista... 🤣🤣🤣🤣🤣 uma espécie de luta entre os Loureiros e os Galegos🤣🤣🤣🤣🤣
David Ribeiro - J
á que falas de futebol, Jose Riobom... os quatro secos de ontem não te tiraram o sentido de humor. 😉
Jose Riobom
David Ribeiro saber rir de nós próprios é uma arte.... ainda ontem falei de pedir emprestada a cadeira de Salazar... 😉 para resolver a crise antes de ver o PC equipado no banco de suplentes e o VB como massagista económico . 🤣🤣🤣🤣
Paulo Barros Vale
David Ribeiro mas lendo aqui ao longo do tempo ninguém diria que não há aí uma simpatia escondida (quiçá subconsciente) pela russalhada
David RibeiroMeu caro Paulo Barros Vale, simpatia pelos russos é uma coisa, mas muito diferente de simpatia por Putin.
Jose RiobomDavid Ribeiro ainda há dias escrevi... "é preciso derrubar Putin e os seus aliados sem estigmatizar a Rússia e o seu povo deixando-lhes as portas abertas ao entendimento Europeu".


Publicado por Tovi às 10:06
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2022
Forças russas em retirada no leste da Ucrânia

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A Rússia abandonou o seu principal bastião no nordeste da Ucrânia, após um colapso repentino de uma das principais linhas de frente da guerra, com as forças ucranianas a fazerem um rápido avanço. A queda rápida de Izyum na província de Kharkiv no sábado foi a pior derrota de Moscovo desde que as suas tropas foram forçadas a voltar da capital, Kiev, em março.

 

  A Ucrânia conseguiu importantes avanços nos últimos dias, conquistando as cidades de Balakliia, Kupiansk e Izium, obrigando mesmo as forças russas a uma retirada, ainda que Moscovo chame a esse movimento um “reagrupamento” para concentrar esforços na libertação do Donbass. A forte contra-ofensiva surge poucas semanas depois de várias afirmações de que estaria em curso uma grande mobilização ucraniana para o sul do país, com o grande intuito de libertar as regiões ocupadas de Kherson e Zaporizhzhia. Houve, efetivamente, avanços nessas zonas, mas, sabe-se agora, tudo não terá passado de uma grande campanha de desinformação para distrair a Rússia do verdadeiro propósito: recuperar os postos na região de Kharkiv, onde está a segunda maior cidade do país.

 


transferir.jpgÉ um facto que na Europa somos nós, os portugueses, que geograficamente estamos mais longe da Rússia e com quem temos ou nunca tivemos contactos diretos que justifiquem uma tamanha aversão como aquela que se tem visto nos comentários dos últimos tempos nas redes sociais. Não será que estejamos a “emprenhar pelos ouvidos” (pardon my french)?... À propaganda intensa na comunicação social ocidental relacionada com a guerra na Ucrânia, teremos todos, mas mesmo TODOS, que responder com dois dedos de testa e repudiarmos aquilo que me faz lembrar os velhos tempos do Estado Novo, em que o terror do "leste vermelho" e o mal que por lá faziam a todos, adultos, velhos e crianças, e em que por cá para se ser funcionário público se tinha de jurar a pés juntos e por todos os santinhos que não se tinha qualquer simpatia ou ligação à Rússia e aos russos, mais o “facto” da Nossa Senhora ter vindo a Fátima, cá tão longe, falar mal da Rússia. Mas o Leste já deixou de ser VERMELHO e embora Putin adorasse ser um novo Czar da Rússia as coisas já não são o que eram nem aquilo que muitos parecem adorar que fossem.

Joaquim Figueiredo
Há algo que me intriga e chateia.. .a permanente intromissão de Zelensky no que deve ou não a UE fazer...
David RibeiroJoaquim Figueiredo, não será que Zelensky é o "testa de ferro" dos EUA nesta guerra com a Rússia?
Maria Gabriela RafaelDavid Ribeiro por favor....testa de ferro?
David Ribeiro - Minha querida amiga Maria Gabriela Rafael - os longos anos que nos permitiram conhecermo-nos dá-me o direito de carinhosamente te tratar por “querida” - o percurso de consolidação democrática na Ucrânia, desde a sua independência em 1991 até 2014 foi fortemente marcado por avanços e retrocessos. Durante os anos da sua independência, a Ucrânia balança entre a U.E. e a Rússia, conjugando assim os seus interesses na sua política externa. De forma geral, aproximando-se da U.E., a Ucrânia obteve avanços positivos no processo de consolidação democrática. No entanto, com a presidência de pró-russos, a democracia na Ucrânia, de um modo geral, deteriorava-se. O objetivo é analisar o poder normativo da U.E. em conjunto com as forças internas da Ucrânia. A Ucrânia sempre se mostrou ser um país cuja consolidação democrática tem sofrido de vários avanços e recuos, o que não é apenas influenciado pela U.E., mas também pelo seu líder político, embora não signifique que um presidente pró-russo “vire costas” à U.E. e vice-versa, mas que o estado de democracia depende, de certa forma, das inclinações políticas deste. Através das teorias de democratização os trabalhos analisados do percurso democrático da Ucrânia desde a sua independência em 1991, passando pela Revolução Laranja em 2004, e a Revolução da Dignidade, a Euromaidan, que começou em 2013 e a anexação da Crimeia, com o objetivo de demonstrar que este não tem sido de todo um processo linear e que o nível de democracia no país está ligado com o seu líder político.
Jorge RodriguesJoaquim Figueiredo sem dúvida... Mas acrescento que se hoje fosse obrigatório uma declaração de honra (se é que a têm…) para os candidatos a professores afirmando que não eram membros do partido comunista como chegou a acontecer nalguma casos… Não teríamos o ensino degradado dos últimos 50 anos nem a juventude corrompida pelas ideias extremistas de direita e sobretudo de esquerda como os fundamentalistas alheados da realidade do dia a dia que enxameiam o PAN, o BE, o PCP …
Diogo QuentalAcho que ninguém está a emprenhar pelos ouvidos, David. Está é tudo chocado com a invasão a um país democrático, e com a táctica de guerra criminosa. Tenho bastante proximidade com a Rússia, tanto em termos pessoais como profissionais, e estava até a preparar-me para lá viver uns meses. Nada disso altera o choque. Choca-me é ver que não estás chocado. Há uma rede social bastante independente: o Reddit. Sugiro que tentes ver a informação que passa por lá. Abraço e não me leves a mal, pf. 
David RibeiroCaríssimo Diogo Quental... tenho a certeza absoluta que sabes estar eu minimamente informado sobre a invasão da Rússia ao território ucraniano, as chamadas e nunca admissíveis "operações militares especiais", mas nem tudo o que por aqui se diz é a VERDADE.
Diogo QuentalDavid Ribeiro Certo, mas como é que não te choca que, por exemplo, em Bucha tenham sido assassinados entre 80 a 100 mil civis? Mesmo que aches que os números tenham sido inflaccionados, e "apenas" tenham sido torturados e executados umas dezenas, como é que não choca?
David RibeiroDiogo Quental, mas onde é que alguma vez me ouviste negar as atrocidades das tropas de Putin?
Diogo QuentalDavid Ribeiro pareceu-me que esta frase "nunca tivemos contactos diretos que justifiquem uma tamanha aversão como aquela que se tem visto nos comentários dos últimos tempos nas redes sociais" mostrava a tua surpresa com o choque generalizado com Putin e a Rússia. Se conheces as atrocidades, mas não estás chocado, então o que te chocaria? É que pior não é fácil.
David RibeiroDiogo Quental... Para quem, como eu, já fez três “guerras”, uma na preparação de tropas para seguirem para uma guerra colonial, outra para acabar, de armas na mão, com uma ditadura de mais de quarenta anos, e ainda uma outra como “mercenário” numa guerra da independência de umas das antigas colónias portuguesas, acredita meu querido amigo que cada vez mais sou um adepto da PAZ.
Diogo QuentalDavid Ribeiro óptimo. Mas não vejo como concilias uma coisa com a outra. Não são todas essas guerras mais razões para estares chocado?
David RibeiroDiogo Quental... só quem não deseja a PAZ poderá não estar chocado com tudo o que acontece na Ucrânia.
Diogo QuentalDavid Ribeiro ok, espero então que a minha aversão ao regime de Putin se entenda.
D
avid RibeiroClaro, Diogo Quental
... também eu tenho aversão ao despotismo de Putin.
Zé CarlosPrezado David Ribeiro, tem algum feeling sobre o tempo que esta tragédia ainda vai durar ?
David Ribeiro
Zé Carlos... Oh pá... nestas coisas sou como o João Pinto, que dizia que “prognósticos só no fim do jogo".
Paulo Barros ValeIsto é um post cómico não é?????
David RibeiroSeguramente que o defeito será meu ao não entender este seu comentário, Paulo Barros Vale. Não nos quer fazer o favor de ser mais explícito?

 

  Tim Lister e Darya Tarasova, da CNN - hoje às 07h33
1024.jpgA última semana assistiu a uma espantosa transformação do campo de batalha no leste da Ucrânia, enquanto uma rápida ofensiva blindada das forças ucranianas percorria linhas de defesa russas e recapturava mais de 3.000 quilómetros quadrados de território. Isto é mais território do que as forças russas capturaram em todas as suas operações na Ucrânia desde abril. Por mais que a ofensiva tenha sido brilhantemente concebida e executada, também foi bem sucedida devido às insuficiências russas. Em toda a parte da região de Kharkiv, as unidades russas estavam mal organizadas e equipadas - e muitas ofereciam pouca resistência. Os seus fracassos, e a sua retirada desordenada para leste, tornaram o objetivo da operação militar especial do Presidente Vladimir Putin de ficar com as regiões inteiras de Luhansk e de Donetsk consideravelmente mais difícil de alcançar. Durante o fim-de-semana, a retirada russa continuou, a partir das zonas fronteiriças que tinham sido ocupadas desde março. Aldeias situadas a cinco quilómetros da fronteira erguiam a bandeira ucraniana. O colapso das defesas russas incendiou recriminações entre os influentes bloggers militares russos e personalidades dos meios de comunicação estatais russos. Com a bandeira ucraniana a ser hasteada numa comunidade atrás da outra ao longo dos últimos dias, surgiu uma questão: como é que o Kremlin responde?
(Notícia completa aqui)

 

  
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Pergunta para um milhão de dólares: Quais serão os próximos passos de Putin depois da sua pior semana de toda a “operação militar especial”?

Pedro Ferreira
Suicida-se ? Cai de uma varanda ?
Jorge VeigaEnvenenado?
David RibeiroHummmm!... Não creio... Ainda não deve ter oposição suficiente dentro de portas. E quanto maior for a falta de apoio interno maior será o endurecimento bélico.
Albertino Amaral
Vai passar a pasta ao Medvedev e ele que se desunhe.......
Isabel Sousa BragaContinuam a achar que ele entrou nisto para perder?
Paulo TeixeiraVamos com calma. Nada está ganho ainda. E os senhores do Kremlin já deram provas de loucura o suficiente para não desistir apesar de tudo
Joaquim FigueiredoTentar negociar...
Paulo LeonardoPor enquanto é uma "Operação Militar" a guerra ainda não começou. Na verdade a mobilização é feita com militares voluntarios para esta específica intervenção e outros mercenarios. Caso seja declarada Guerra à Ucrania a mobilização será diferente. No que diz respeito ao material empregue até ao momento está longe de ser o mais atual. Para concluir a guerra esta longe do fim e os povos do leste estão habituados à terra queimada.



Publicado por Tovi às 08:04
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2022
Contra-ofensiva ucraniana na região de Kharkiv

Ucrânia quem controla o quê 07set2022 dia 196.jp

A Ucrânia lançou uma contra-ofensiva surpresa no nordeste da região de Kharkiv, dificultando o trabalho das forças russas, que enfrentam duros combates no sul do país. Segundo um representante da autoproclamada República Popular de Donetsk, que é controlada pela Rússia, as forças ucranianas “cercaram” Balakliia, uma cidade com cerca de 27 mil habitantes que fica perto de Kharkiv e da zona ocupada de Izium. Através do Telegram, Daniil Bezsonov fala num ataque após uma “longa preparação de artilharia”. “Balakliia está cercada e debaixo de fogo ucraniano”, confirmou a mesma fonte.

 

  No terreno: Kharkiv (à esquerda) e em Kerson e Mykolaiv (à direita)
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  Quem controla o quê
Ucrânia quem controla o quê 09set2022 dia 198.jp
O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, disse que as forças ucranianas estavam a ter algum sucesso nas suas operações em Kharkiv. As tropas ucranianas recapturaram mais de 700 quilómetros quadrados de território na região leste de Kharkiv, onde avançaram até 50 kms em linhas russas e retomaram mais de 20 aldeias, disse um general ucraniano na quinta-feira. “Vemos algum sucesso em Kharkiv e isso é muito, muito encorajador”, disse Austin durante uma entrevista coletiva com seu colega tcheco em Praga. A reconquista ucraniana foi inclusivamente reconhecida por Moscovo, nomeadamente através do chefe da administração instalada pela Rússia na cidade, Vitaly Ganchev. Citado pela agência Reuters, o governante admitia esta manhã que: "O simples facto de existir uma violação das nossas defesas já é uma vitória substancial para as forças armadas ucranianas". Apesar da vitória reconhecida, nas fotografias divulgadas num vídeo do Ministério da Defesa Russo e obtidas por várias agências internacionais, é possível observar uma enorme caravana militar que se prepara para contra-atacar os avanços ucranianos.



Publicado por Tovi às 08:23
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2022
E o inverno está à porta

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A Europa é o maior importador de gás natural do mundo. Em 2021, Rússia, Alemanha, Reino Unido, Itália e França consumiram três quartos das 10.073 terrawatt-hora (TWh) de energia a partir do gás. Vários países da União Europeia anunciaram medidas de emergência multibilionárias para combater o impacto do aumento dos preços da energia após a guerra da Rússia na Ucrânia. No domingo passado [4set2022], o chanceler alemão Olaf Scholz anunciou um plano de US$ 65 mil milhões para ajudar pessoas e empresas a lidar com a alta dos preços. A próxima primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, também planeja congelar as contas de energia domésticas no nível atual para este inverno e no próximo, pagas por empréstimos garantidos pelo governo a fornecedores de energia. Na Itália, o governo aprovou recentemente um pacote de ajuda de US$ 17 mil milhões para ajudar a proteger empresas e famílias da subida dos custos de energia e do aumento dos preços ao consumidor. O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que a UE precisa intensificar os planos para produtos de energia renovável e reformar seu mercado de eletricidade. A Finlândia e a Suécia também anunciaram planos para oferecer milhares de milhões de dólares em garantias de liquidez para empresas de energia.

Em 2021, um terço da energia da Europa – usada para gerar eletricidade, transporte e aquecimento – veio da queima de gás.
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  Eu não quero ser um "Velho do Restelo" nesta crise do gás russo... mas a coisa está a ficar negra.
Gazprom acorda com a China pagamento de gás em yuans e rublos
Rússia diz que só volta a abrir o Nord Stream quando o Ocidente levantar as sanções
O pior ainda está para vir, avisa o CEO da Uniper, sobre o fim do gás russo na Europa
Preço do gás natural dispara 35% com corte de abastecimento da Rússia

 

  Carlos Miguel SousaÉ pena que só desta forma nós Europeus, tenhamos de admitir a importância da Rússia. Putin anda a alertar para isto há mais de uma década e para o facto de nunca permitir que a Ucrânia, caísse nas mãos dos EUA. O problema de Putin, não é com a Europa. Quem conhece a Doutrina Monroe, sabe a que me refiro. Notem que Putin, nunca se opôs à entrada da Ucrânia, na União Europeia, apenas na NATO. O que parece um pormenor, faz toda a diferença.

 

  Ana Cristina Leonardo no "Meditação na Pastelaria"
Ainda mal tinha começado a guerra e já a União Europeia anunciava em MARÇO a sua decisão de reduzir as importações de gás russo em DOIS TERÇOS até ao final de 2022.
Em MAIO, o meu mês por sinal, subia a parada e informava o mundo — a Rússia, incluída, naturalmente — que até 2030 cortaria COMPLETAMENTE todos os laços comerciais do sector energético com o antigo país dos Sovietes. O que, aliás, era muito bom, porque íamos ficar bestialmente verdes: "A nossa ambição subiu de nível", diria na altura a querida Ursula.
A 3 JUNHO, um pacote de sanções da UE à Rússia incluía um embargo parcial ao petróleo russo e estipulava a proibição de importação por via marítima a partir de 5 de DEZEMBRO. Já para 2023 seriam proibidas as importações de todos os produtos petrolíferos a partir de 5 de FEVEREIRO.
A 29 de JULHO, Josep Borrell, um amigo da Ursula tão ou mais inteligente do que ela, face às críticas que indicavam que a Rússia continuava a ganhar muito dinheiro no sector energético, ao contrário das previsões que tinham estado por trás da política de sanções, afirma: «Mais importante do que isso [cortar o gás] é cortar os laços da economia russa com o resto do mundo». E indo ainda mais longe, acrescentou: Vladimir Putin «terá de escolher entre ter armas e manteiga para o povo».
Faço aqui um parênteses para relembrar que o que não falta nos manicómios é gente que se julga o Napoleão (que por acaso chegou à Rússia e teve de voltar para trás).
Relembremos agora que ainda era FEVEREIRO, 19 e a Ursula jurava que não precisávamos do gás russo para nada, que ninguém ia passar frio no Inverno e a indústria europeia continuaria a bombar.
Etc. Etc. Etc. que não quero ser maçadora...
Entretanto, com a mesma convicção e o mesmo cabelo armado, a 1 de AGOSTO (antes ou depois de ir de férias para a praia, não posso precisar) a nossa timoneira veio dizer-nos que devemos estar preparados para o pior: «Como a Rússia já cortou total ou parcialmente o fornecimento de gás a 12 países membros [da UE], todos nos devemos preparar para a pior situação».
Sinto-me baralhada. Então, mas não era o que a UE queria e anunciou ao mundo (a Rússia incluída, naturalmente)? Deixar de importar, totalmente de preferência, e parcialmente de certeza, energia russa?!
Entretanto, a última ideia brilhante destes crânios que nos apascentam (ideia que vem de trás mas tinha sido posta de lado na altura...) é impor um tecto ao preço do gás russo.
Putin já comentou: «A Federação Russa cumprirá integralmente os contratos, mas não fornecerá petróleo, gás ou carvão em seu próprio prejuízo. Quem quer impor algo à Rússia no sector da energia não tem condições de impor nada. O tecto de preços é uma decisão absolutamente estúpida.»
Mais turbina, mais turbina (o que como se sabe faz diferença), é deprimente ter de reconhecer que a inteligência não está do nosso lado.



Publicado por Tovi às 07:50
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Domingo, 4 de Setembro de 2022
Nuno Pereira como nunca viu em "Alta Definição"

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“Um colete vestido, um capacete na cabeça e um microfone na mão”... assim Nuno Pereira fez grandes reportagens da Ucrânia onde esteve durante mês e meio (março/abril/maio de 2022) como um dos enviados especiais da SIC, na companhia do operador de imagem José Silva.

Ontem, na SIC



Publicado por Tovi às 10:06
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Sábado, 3 de Setembro de 2022
Gazprom mantém off gasoduto para a Alemanha

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A gigante de energia russa Gazprom adiou o restaurar de fluxos através de uma rota crucial de fornecimento de gás para a Europa, alegando um vazamento de óleo no gasoduto Nord Stream 1 descoberto durante a manutenção. A empresa de energia havia fechado o gasoduto na quarta-feira para o que disse que seriam três dias de manutenção, mas agora acrescentou, na noite de sexta-feira num post de uma rede social, que identificou “maus funcionamentos” de uma turbina. 
Na manhã de hoje a Gazprom anunciou que irá enviar já neste sábado 42,7 milhões de metros cúbicos de gás para a Europa através da Ucrânia, perante o encerramento do Nord Stream 1, que transporta gás da Rússia até à Alemanha. O fluxo no ponto de entrada de Sudzha foi ligeiramente superior quando comparado com o enviado na sexta-feira, mas não o suficiente para compensar pelo gás que deveria ser enviado este sábado pelo Nord Stream 1.
A Siemens Energy, empresa que mantém regularmente as turbinas Nord Stream 1, informou que o vazamento que a Gazprom disse ter sido encontrado normalmente não era motivo para interromper o fluxo de gás, já que seu reparo estava dentro dos propósitos do trabalho de manutenção. 

 

  Danos colaterais do conflito Rússia - Ucrânia
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  Ponto da situação na linha da frente
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A contra-ofensiva da Ucrânia para recapturar a primeira grande cidade a cair para a Rússia, Kherson, continua com as suas forças a atacarem postos de comando e as tropas de Moscovo a retaliarem com um ataque terrestre para impedir a operação. A porta-voz do comando do sul da Ucrânia, Natalia Humeniuk, disse que as tropas ucranianas destruíram depósitos de munição e pontes flutuantes para dificultar o movimento das reservas russas. Tiros podem ser ouvidos perto do centro da cidade de Kherson, de acordo com relatos da mídia local. “Nossos sucessos são convincentes e em breve poderemos divulgar mais informações”, disse Humeniuk. Moscovo negou relatos de progresso militar ucraniano e disse que suas tropas derrotaram as forças de Kiev. O exército ucraniano está a divulgar poucas notícias sobre o andamento da contra-ofensiva lançada no início da semana na região de Kherson.

 

  Se isto não é CRISE o que será uma crise?
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Com as temperaturas a começar a baixar, aumentam entre os alemães as preocupações com a falta de gás na maior economia europeia e a subida dos preços da energia. As mudanças começam a notar-se a partir do início do mês, com o governo a garantir que tudo fará para ajudar a população. Para aliviar os consumidores, o governo decidiu juntar à folha de vencimento de todos os trabalhadores, mesmo os que trabalham a tempo parcial, um incentivo de 300 euros sujeitos a impostos.

 

  E por cá a coisa começa a ficar negra
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A siderúrgica Megasa voltou a suspender a produção, desta vez no período noturno, para fazer face aos preços da eletricidade e gás natural “que tornam a atividade insustentável”, tendo proposto medidas ao Governo para mitigar estes custos.

 


Captura de ecrã 2022-09-03 210410.jpgO chefe do órgão de vigilância nuclear da ONU disse que a Central Nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, foi desconectada de sua última linha de energia externa, mas ainda era capaz de fornecer eletricidade através de uma linha de reserva após bombardeamentos prolongados na área. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Rafael Grossi, disse em comunicado que os especialistas da agência, que permanecem em Zaporizhzhia depois de terem chegado para uma inspeção na quinta-feira, foram informados por funcionários ucranianos de que a quarta e última linha operacional estava inoperante. As outros três foram perdidas anteriormente durante o conflito. Os especialistas da AIEA descobriram que a linha de reserva que liga a instalação a uma central termelétrica próxima estava a entregar a eletricidade que a central gera à rede externa, disse o comunicado. A mesma linha de reserva também pode fornecer energia de backup para o complexo, se necessário, acrescentou. Autoridades apoiadas pela Rússia disseram anteriormente que a central tinha sido desativada.


Albertino AmaralOxalá eu esteja enganado, mas palpita-me que isto vai dar buraco.......Pressinto isso.....
Jose Bandeira
Quanto a buracos penso que o nosso Kosta conseguirá fazer maior que o da central; felizmente não é radioactivo.
David RibeiroNão há dúvida que a qualquer momento pode acontecer um acidente grave de consequências catastróficas. Só a desmilitarização da zona poderá dar um mínimo de garantia de segurança, mas não é fácil de ver esta solução implementada por qualquer um dos dois lados da barricada.



Publicado por Tovi às 10:26
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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2022
AIEA na Central Nuclear de Zaporizhzhia

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E assim vai a visita dos inspetores da AIEA à Central Nuclear de Zaporizhzhia. Durante o dia de ontem pareceu haver descoordenação entre os decisores políticos que aceitaram esta visita e aquilo que se passa no terreno, não havendo confirmação por fontes independentes se os ataques a localidades próximas da central nuclear são de forças russas ou ucranianas. Importante, mas muito difícil ao que parece, era a desmilitarização da zona em torno desta central nuclear, a maior da Europa e a nona maior do mundo.

 

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Ao fim do dia de ontem alguns elementos da equipa de inspeção da Agência Internacional de Energia Atómica deixaram a central nuclear de Zaporizhzhia, depois de terem passado várias horas no local, de acordo com a Reuters. Quatro dos nove veículos envolvidos na missão deixaram as instalações da central nuclear, segundo a agência de notícias russa Interfax. O líder do órgão de vigilância nuclear da ONU, Rafael Grossi, admitiu que a equipa conseguiu reunir "muitas" informações em poucas horas, tendo observado “elementos-chave” que era necessário ver. “Conseguimos, nessas poucas horas, reunir muita, muita informação. As principais coisas que eu precisava ver vi." Não foi especificado quantas pessoas permanecerão no local e por quanto tempo.

 

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Inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) permanecerão na Central Nuclear de Zaporizhzhia para verificar os danos causados ​​pelos repetidos bombardeamentos no complexo, disse o chefe da agência da ONU. A Ucrânia acusou a Rússia de bombardear Enerhodar (cidade satélite da central nuclear), bem como a rota acordada da equipa da ONU. Enquanto isso, o Ministério da Defesa da Rússia acusou “sabotadores” ucranianos de tentar capturar a central nuclear.
 
  Situação ao 191.º dia do conflito
Ucrânia quem controla o quê 01set2022 dia 190.jp
Parece não haver dúvidas que nas últimas semanas o Kremlin procura acelerar a integração política na Rússia da Ucrânia ocupada e Kiev avança com uma ofensiva para reconquistar território à volta da cidade estratégica de Kherson. 


Publicado por Tovi às 08:33
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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2022
Contra-ofensiva ucraniana no sul do país

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A Ucrânia anunciou o início nesta semana de uma contra-ofensiva há muito esperada para retomar o território no sul tomado pelas forças russas desde a invasão há seis meses, um movimento que reflete a crescente confiança de Kiev à medida que a ajuda militar ocidental chega. A agência de notícias estatal russa RIA, citando o Ministério da Defesa da Rússia, sustenta que as tropas da Ucrânia tentaram uma ofensiva nas regiões de Mykolaiv e Kherson, mas com o registo de baixas significativas. “A tentativa ofensiva do inimigo falhou miseravelmente”, referiu Moscovo. Estas alegações não foram verificadas de forma independente mas a administração cívico-militar criada pela Rússia em Nóvaya Kakhovka, na região de Kherson, ordenou a saída de habitantes para abrigos antiaéreos, devido ao aumento dos ataques de mísseis ucranianos, que deixaram a cidade sem água e energia. "Declaramos a evacuação. As pessoas estão nos abrigos antiaéreos da cidade, porque as sirenes (de alerta aéreo) não param de soar", justificou o chefe da administração cívico-militar de Nóvaya Kakhovka, Vladimir Leóntiev, citado pela agência russa TASS. 

 


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Uma equipa de 14 pessoas liderada pelo chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) deixou Kiev pela manhã e chegou à cidade de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, para uma visita à central nuclear na linha da frente do conflito. Um comboio de cerca de 19 carros com pelo menos 10 veículos brancos marcados com “ONU” na lateral pode ser visto a entrar em Zaporizhzhia pouco antes das 14h (11h GMT), disse um correspondente da agência de notícias AFP.  
  Jose Luis Soares Moreira
Haja coragem e diálogo. A paz é o único sentido para a verdadeira humanidade.

 

  Morreu Mikhail Gorbachov
302263092_10221838006207207_706559720971465016_n.jGorbatchov conseguiu destruir o que restava do totalitarismo na União Soviética; ele trouxe liberdade de expressão, de reunião e de consciência para pessoas que nunca a conheceram, exceto talvez por alguns meses caóticos em 1917. Ao introduzir eleições livres e criar instituições parlamentares, ele lançou as bases para a democracia. É mais culpa da matéria-prima com que trabalhou do que de suas próprias deficiências e erros reais que a democracia russa levará muito mais tempo para construir do que ele pensava. (William Taubman, biógrafo de Gorbachev, em 2017)

  
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David Ribeiro - Hilariante!...
Jorge Veiga
David Ribeiro tive que ir buscar as fraldas...



Publicado por Tovi às 08:08
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Domingo, 28 de Agosto de 2022
Visita da AIEA à central nuclear de Zaporizhzhya

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A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) tem visita prevista à central nuclear de Zaporizhzhya já nos primeiros dias da próxima semana. O diretor do organismo, Rafael Grossi, já tinha dito que a inspeção estava para “muito breve” e na sexta-feira [26ago2022] ter-se-ão dado passos decisivos nas negociações. A missão tem como objetivo verificar se há perigo imediato de fuga de algum material nuclear e também deve levar equipamento para reparar partes da central que podem ter ficado danificadas nos confrontos que têm acontecido nas imediações. A equipa da AIEA vai ainda levar dispositivos de medição de radiação.

 

  Rússia bloqueia rascunho final do tratado de desarmamento nuclear
[in Al Jazeera 27ago2022] - A Rússia bloqueou a adoção de uma declaração conjunta sobre o tratado de desarmamento nuclear das Nações Unidas, que criticava a tomada militar de Moscovo da Central Nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia. Igor Vishnevetsky, vice-diretor do Departamento de Não-Proliferação e Controle de Armas do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, disse que a versão final, que tinha mais de 30 páginas, carecia de “equilíbrio”. “A nossa delegação tem uma objeção importante em alguns parágrafos que são de natureza flagrantemente política”, disse ele, acrescentando que a Rússia não foi o único país a discordar do projeto de texto. O Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), que é revisto a cada cinco anos pelos 191 signatários, visa impedir a disseminação de armas nucleares, promover o desarmamento completo e promover a cooperação no uso pacífico da energia nuclear. As nações estão reunidas na sede da ONU em Nova York desde 1 de agosto, participando de um mês de negociações, incluindo uma sessão final que foi adiada por várias horas na passada sexta-feira. O presidente da conferência, Gustavo Zlauvinen, da Argentina, disse que “não se está em condições de chegar a um acordo” depois da Rússia ter contestado o texto. O último rascunho do texto expressou “grave preocupação” com as atividades militares em torno das centrais nucleares ucranianas, incluindo Zaporizhzhia, bem como com a perda de controle da Ucrânia sobre esses locais e o efeito negativo na segurança. Os signatários discutiram vários outros tópicos importantes durante a conferência, incluindo o programa nuclear do Irão e os testes nucleares norte-coreanos. Na última conferência de revisão em 2015, as partes também não conseguiram chegar a um acordo sobre questões substantivas. A conferência de revisão prevista para 2020 foi adiada por causa da pandemia de COVID-19.  Na abertura da conferência deste ano, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo enfrenta “um perigo nuclear não visto desde o auge da Guerra Fria”. “Hoje, a humanidade é apenas um mal-entendido, um erro de cálculo da aniquilação nuclear”, disse Guterres. Adam Scheinman, o representante especial dos EUA para a não proliferação nuclear, observou que o rascunho final nunca nomeou a Rússia, e disse que subestimava a situação na Central Nuclear de Zaporizhzhia. “A Rússia é a razão pela qual não temos consenso hoje”, disse ele. “As mudanças de última hora que a Rússia buscou não foram de menor importância. Eles pretendiam proteger a intenção óbvia da Rússia de varrer a Ucrânia do mapa.” A Indonésia, falando em nome do Movimento Não-Alinhado, composto por 120 países em desenvolvimento, expressou deceção com o fracasso, chamando o documento final de “de extrema importância”. Rebecca Johnson, presidente fundadora da Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares, disse estar dececionada com o resultado. “É muito dececionante, mas não deve ser surpreendente”, disse ela à Al Jazeera. “O TNP vem falhando há muito tempo porque é usado essencialmente por estados com armas nucleares para reforçar a validade que eles atribuem a estas armas. Isto está a acorrer num momento em que a Rússia lançou uma invasão contra a Ucrânia, mas também ameaçou o uso de armas nucleares em que a dissuasão claramente falhou.”

 


يوتيوبرز copy copy copy copy copy.jpgOs combates continuaram durante a última noite perto da Central Nuclear de Zaporizhzhia, segundo autoridades ucranianas locais. A Força Aérea Russa atacou uma fábrica da Motor Sich na região de Zaporizhzhia, onde helicópteros estavam a ser reparados, disse o Ministério da Defesa da Rússia.

 

  Nestes últimos dias todos diziam que a segurança estava em perigo... e alguns até afirmavam já haver vazamento de hidrogénio e pulverização de material radioativo... afinal...
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Publicado por Tovi às 08:17
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2022
A minha mulher já está a fazer a lista

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  A Ursula von der Leyen vai-nos oferecer todos os eletrodomésticos novos para substituir os velhos, não vai?

 


José Carlos Ferraz Alves
Vamos ficar todos melhor! Como a Serra da Estrela.
Jose Luis Soares MoreiraEles/as não sabem o quanto custa viver, são parasitas da nossa sociedade dominando os cordeiros sofredores que lhes pagam o que lhes cai na gamela para esbanjarem à farta.
Jorge Felicioestá tudo xoné... melhor poupar energia
Luís Império
Então e a energia consumida para fabricar esses novos e para os transportar para a Europa (normalmente são fabricados na Asia), e a gasta para reciclar os velhos? A soma total compensa a troca?
Bernardo Sá Nogueira Mergulhão
Electromésticos era o Valentim Loureiro....agora é melhor trabalhar para os conseguir comprar lol
Maria Rodrigues
É por essas e por outras que a UE, está como está, entregue à bicharada.
Paulo Santos
Enquanto a indústria alemã produz os tais eletrodomésticos novos, mas eficazes do ponto de vista energético com a energia que os outros vão poupar quando tiverem os novos eletrodomésticos.



Publicado por Tovi às 07:50
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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2022
31º aniversário da independência da Ucrânia

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O Dia da Independência da Ucrânia é o principal feriado na Ucrânia, atualmente celebrado no dia 24 de agosto em comemoração à Declaração da Independência de 1991. O Ato de Declaração da Independência da Ucrânia foi adotado pelo parlamento ucraniano em 24 de agosto de 1991, posteriormente referendado em 1 de dezembro de 1991, por uma maioria de 92,3% dos eleitores.

 


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A crise na Europa, despoletada pela invasão russa da Ucrânia, já atingiu o meio ano e à medida que nos aproximamos do inverno a situação é desoladora, com a subida dos preços dos produtos alimentares, energia limitada para aquecer as casas e a possibilidade real de recessão. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, continua a pressionar os países do Ocidente para apoiarem o seu esforço de guerra, mas à medida que o conflito se arrasta poderá ter mais dificuldade em chamar a atenção dos seus colegas líderes europeus, pois já muitos receiam que a estratégia ocidental de armar os ucranianos esteja a tornar-se de uma solução a curto prazo para um problema a longo prazo: uma guerra sem um ponto final claro. E com isto tudo, embora a maioria gostasse de ver a Ucrânia alcançar os seus objetivos de enfrentar Putin e obrigá-lo a sair do seu país, o andar da carruagem não aponta para isso e cada vez mais parece que Putin está determinado em juntar à Crimeia, já anexada em 2014, os territórios agora “conquistados” mais a leste e a sul da Ucrânia.

 


image.jpgO ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, está, esta quarta-feira, em Kiev, para reiterar o apoio de Portugal à Ucrânia no dia em que o país celebra o 31.º aniversário da sua independência. O chefe da diplomacia portuguesa assinala assim "in loco esta importante e simbólica data, reiterando o apoio e a cooperação de Portugal ao país em guerra". O MNE informou que o ministro ia visitar o memorial de homenagem às vítimas do conflito, mas a visita foi cancelada por motivos de segurança. Soube-se depois que a causa foi outra: um encontro com o Presidente da Ucrânia. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, o Presidente Zelensky “transmitiu alguns pedidos de natureza militar”, que incluem a possibilidade de fornecimento de fardas ao exército ucraniano.

 

  Ana Cristina Pereira Leonardo na "Meditação na Pastelaria"
A GUERRA É ISTO E O RESTO É NADA
Quase um milhão de pessoas deslocadas compulsivamente das suas casas, das suas terras. Uma mão à frente e outra atrás e um cobertor às costas e 80 euros no bolso para despesas de Inverno, a vida toda a desaparecer na curva do caminho que não se sabe bem aonde leva.
E depois leio os Viva a guerra! Mais armas! Mais armas! Leio os Boris a vomitar loas aos sacrifícios do povo e ao santo Zelensky, leio os delírios domésticos da Ursula e as mentiras grandiloquentes que todos os dias nos impingem propaganda vitoriosa.
Leio, numa actualização tímida da certeza heróica da vitória: a guerra está empatada. Importam-se de repetir? E se fossem empatar ao jogo da forca?
Repetem ad nauseeam que o Putin invadiu a Ucrânia. Já sabemos, porra! E agora? As guerras perdem-se, essa é a verdade e o resto é nada.
«Under criticism from rights groups, Kyiv hopes to relocate 750,000 people away from the fighting.»

 

  O ministro disse aos jornalistas que foi uma "experiência nova e diferente". E não há dúvida que o "seguro morreu de velho"... e também é verdade que perante o tocar das sirenes "quem tem cu tem medo".
301197917_10159685143492949_2214621384191913730_n.
  Jorge VeigaConvém esconder-se, porque se os Russos nos matam um minstro, nós teríamos de lhes declarar guerra... Ou não?

 


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A esmagadora maioria dos portugueses gostaria de ver a Ucrânia alcançar os seus objetivos de enfrentar Putin e obrigá-lo a sair do seu país, mas não só o andar da carruagem não aponta para isso, como também iremos TODOS sofrer no bolso os danos colaterais deste conflito. E ainda há quem grite "Viva a guerra!"... e apoie os pedidos de "Mais armas! Mais armas!" do presidente ucraniano... poucos ouço a "exigirem" conversações que levem a uma paz minimamente duradoira.


Fernando Peres
Caro David não há negociações possíveis!!! Também negociaram com Hitler na segunda grande guerra é isso não o parou. A Europa só deve queixar de si própria , ficou dependente quase que exclusivamente do gás russo. Escolhemos mal os nossos dirigentes , agora pagamos. Também no nosso País foi assim , escolhemos mal e depois chegou a troika. Não tivessem fechado as centrais a carvão( nesta altura) , não sejam contra a energia nuclear, etc etc
David RibeiroAs negociações são difíceis, caro Fernando Peres, mas já tivemos a prova que são possíveis e úteis.
Maria RodriguesDavid Ribeiro negociar agora o quê? Depois da Rússia conquistar zonas estratégicas da Ucrânia, que tipo de negociações? Só se for para ceder....e tudo bem para a Rússia.
David RibeiroEntão a Maria Rodrigues prefere que se continue com "tiros, bombas e murros nas trombas"... é isso?
Isabel Sousa Braga
David Ribeiro quando a fome começar a apertar .... acho que ainda não caiu a ficha à maioria
Maria RodriguesDavid Ribeiro então os russos entrem pela Europa dentro e problema resolvido.
David RibeiroNão, Maria Rodrigues... por isso é que é urgente e necessário negociações.
Maria Rodrigues
Isabel Sousa Braga será talvez a maneira para repensarmos para se trabalhar os nossos campos que estão ao abandono e virmos todos para as grandes cidades viver de rsi, que é mais fácil. País completamente ao abandono e que se fosse trabalhado como deve ser não precisávamos de estar à espera do que vem de fora. Passe bem.
Isabel Sousa Braga
Maria Rodrigues concordo e alinho mas só se for nos seus campos porque eu não tenho propriedades e para já também não vivo à conta do estado. Boa noite
Maria Rodrigues
Isabel Sousa Braga vá conhecer o interior do país, os poucos que lá vivem, só cultivam para proveito próprio, se os governantes dessem condições talve não estivéssemos tão dependentes do que vem de fora. Boa noite.
Isabel Sousa Braga
Maria Rodrigues boa noite, pense na minha proposta
Isabel Sousa BragaFalo por mim, não queria que a guerra tivesse começado. Lamento profundamente que não consigam acabar com a guerra, só a alimentam. O mundo está liderado por trastes
Carlos Correia
Isabel Sousa Braga Canalhas que sabem que estão bem... até um dia.
Olga BarbosaNo fim do ano vão ver os lucros,guerra e um mote para subir tudo
Joaquim Correia
EDP, dos pior que existe, é como quem o rouba
Zulmiro Pereira
Uiiii, o Galamba vai receber horas extraordinárias a verificar facturas.
Bernardo Sá Nogueira Mergulhão - Força Ucrânia... Não conheço quem apoie a guerra... Tirando a Rússia 
João Luís Ribeiro Ferreira - Pago o que for preciso para derrotar os invasores. 
Paulo Neves - E, agora, o PM vai reagir e mandar que o Galamba pague a conta? Afinal, Ribeiro da Silva, da Endesa, não estava maluco... 



Publicado por Tovi às 08:15
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