"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sábado, 17 de Abril de 2021
Crise Académica de 1969

crise academica.jpg

Faz hoje 52 anos... e eu não esqueço que o Ministro da Educação da altura, José Hermano Saraiva, foi o mandante desta violenta repressão.

 
 
   Retrospetiva sobre os 20 anos da Crise Académica de 1969
Reportagem da RTP, autoria de Maria João Barros - 1989
 
A crise académica de 1969 começou quando não foi permitido aos estudantes o uso da palavra durante uma inauguração. À greve e à falta aos exames assumidos pelos estudantes respondeu o governo com a prisão e a mobilização para a guerra do ultramar.
A crise começou no dia 17 de Abril de 1969. Os estudantes pretendiam intervir durante a inauguração do edifício das matemáticas e o presidente da Direção Geral da Associação Académica, Alberto Martins, pediu a palavra, mas foi impedido de o fazer.
Os estudantes, que já estavam em protesto exigindo a reintegração de professores e a democratização do ensino superior, tomaram conta da sala onde decorria a inauguração. A crise agudiza-se nas horas e dias seguintes com a prisão de vários dirigentes académicos e a ocupação de Coimbra por forças militares e policiais.
O Ministro da Educação e o reitor acabariam por se demitir, mas vários estudantes da academia seriam forçados a integrar as forças armadas, seguindo para a guerra do ultramar.
 
 
    Comentários no Facebook

Nuno Matos Pereira - Acabaram por ser todos militantes do MES, aproveitaram uma descolonização catastrófica, mobilizaram o povo com cravos, chegaram ao poder e agora desgovernam um país há 45 anos de forma tão catastrófica que nem conseguimos ajudar uma ex colónia a salvar o seu povo... É a forma resumida para gente que prometeu muito, continua a prometer, mas deixou muito a desejar.
David Ribeiro - Ó Nuno Matos Pereira... este seu post encaixa perfeitamente nos da série "antigamente é que era bom". 😉
Nuno Matos Pereira - David Ribeiro gostei da sua resposta, porque pode ter várias interpretações. Da minha parte, não posso dizer antigamente é que era bom, porque não vivi com a velha senhora! Estou em crer que não deveria ser nada bom, principalmente a liberdade e a porcaria de descolonização que fizeram, a mandar os "nossos filhos" para a guerra. Mas à custa daquilo que chamamos de liberdade, não passa de um ninho de gatos com tentáculos, e uma "pide" encapotada. A única diferença do agora e do que leio do antigamente, é que desta vez vamos tendo uma Europa que nos vai deitando a mão... Se a sua frase era para me associar ao antigamente é que era bom, desengane-se e não entre nessa do, "se não és por nós, és contra nós". Isso fica bem é dos Xuxas para a esquerda...
David Ribeiro - Meu caro Nuno Matos Pereira... longe de mim a ideia de fazer qualquer juízo de valor sobre si em relação ao antigamente. Mas já agora lhe digo, voltando ao dia 17 de abril de 1969 e seguintes, que ainda hoje me doem os costados das vergastadas que levei naqueles dias.
Nuno Matos Pereira - David Ribeiro compreendo perfeitamente, tenho amigos dessa geração, que possivelmente estiveram ao seu lado! Longe de mim de julgar as vossas convicções... Simplesmente houve meia dúzia de gatos que se aproveitaram e ainda se aproveitam das vossas lutas legítimas. Um grande amigo meu teve de fugir dentro do coliseu do Porto! Conta-me histórias, que possivelmente estaria ao vosso lado, nessas lutas. O que me bato é que houve uma cambada de malandros que se aproveitaram e destruíram. E o que me dói, é gente que nessa altura estava ao lado do proletariado, são os mesmos que atacaram os professores, enfermeiros, camionistas, polícias, estivadores...
David Ribeiro - Mas cinco anos depois destes incidentes tive a honra de contribuir, de armas na mão, para a queda do obsoleto Estado Novo. E disto não me arrependo, apesar das grandes "cambalhotas" que a democracia tem dado.



Publicado por Tovi às 10:31
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2012
Morreu José Hermano Saraiva

{#emotions_dlg.mad} E até me apetece ir ao seu funeral, só para ver se fica bem enterrado. É que ainda hoje me doem os costados das bastonadas que sofri durante a Crise Académica de 1969 em Coimbra, quando ele era Ministro da Educação do Estado Novo e mandou a GNR carregar sobre os estudantes.


«Anne Brown» in Facebook >> A great ambassador for Portugal, and a fascinating TV personality.

«Fátima Sousa» in Facebook >> Era um grande historiador ouvido com prazer

«Sérgio Ribeiro» in Facebook >> um contador de estórias;

«Fernando Ferraz Alves» in Facebook >> Um brilhante comunicador e um biltre fascista...

«Fátima Sousa» in Facebook >> Mas a história não são estorias?

«Sérgio Ribeiro» in Facebook >> Fatima Sousa escreveu: "Mas a história não são estorias?" - efectivamente não. - a história é a "Narração escrita dos factos notáveis ocorridos numa sociedade em particular ou em várias." a ESTÓRIA é o relato desses acontecimentos. Que no c...aso em análise, o lente, tinha por hábito fazer uso da anamnese - Figura de retórica pela qual o orador finge lembrar-se de uma coisa esquecida. O que fez do lente um contador da estória. Cordialmente, SR


«Fátima Gabriel» in Facebook >> Perdoar faz bem... :)

«Zé Carlos» in Facebook >> Já o irmão era gente boa.

«Nuno Gonçalo Monteiro» in Facebook >> Zé Carlos, o pai do arquitecto? :)

«Joaquim Leal» in Facebook >> Não concordo com a opinião expressa amigo David. Mas isso é o que eu penso.

«David Ribeiro» in Facebook >> E já agora, pode-se saber porque é que não concordas com o que escrevi... É que dito unicmente "não concordo" é um pouco difícil para mim entender a tua opinião.

«Zé Carlos» in Facebook >> Mistério...

«Maria Vilar de Almeida» in Facebook >> Pois... quem vê caras não vê "meninas de 5 olhos"! O Jocas (Joaquim Leal) apenas o recorda dos programas televisivos... se calhar em 1969 ainda usava fralditas, quem sabe?!

«Joaquim Leal» in Facebook >> David Ribeiro, não aprecio o regozijo pela morte de alguém. Quanto às "bastonadas" não te fizeram mal certamente, a ti e a outros. Hoje poderias andar metido nas drogas, viver do RSI ou ter dado em paneleiro eh eh eh ;)

«Maria Vilar de Almeida» in Facebook >> Uma amiga minha de Ciência de Comunicação adoooora o homem! E não tem a ver com a idade porque o meu pai também é fã. E o gap de tempo entre os dois é considerável! Cá para mim, ainda bem que foi ele e não o meu muito querido cineasta Manoel de Oliveira... do qual me resta a mágoa de não conhecer pessoalmente. Bem torci palas melhoras dele, Mestre Manuel de Oliveira... e não é que resultou?! ;-)


«Carminda Mota» in Facebook >> tem razão David. Como ministro da educação este sr. não foi nada isento.

«Laura Sarmento» in Facebook >> desconhecia esse facto, David Ribeiro. Olhava para ele como comunicador. Realmente, o mundo nunca é perfeito... e lamento que assim seja. Mas como estes dias têm sido férteis em decepções para mim, esta é mais uma...

«António Folgado» in Facebook >> Lugar à contenção, quando inteligente! Os factos descritos por DR são verdadeiros e... sentidos (sei do que falo). Por mim, não é o facto de ser um grande comunicador e várias gerações ficarem a dever-lhe a sensibilização à história, que branqueia... a história. Mas, a mesma história mostra-nos a permanência, à vista de todos, e um magnífico fim-de-vida de alguém que não fugiu, que, se não renegou, também não engalanou o passado e conviveu, correctamente, com o presente.


«Luís Filipe Lobo Seixo» in Facebook >> É engraçado que foi a primeira coisa que eu pensei quando me disseram...

«Daniela Simões» in Facebook >> Não tenho nada contra o Sr., paz à sua alma. Que era culto e um grande historiador, ninguém o nega... relativamente à maneira como floreava a sua cultura e a transmitia, admito que não apreciava o estilo. Não era nascida em 69, mas penso que tudo o que aconteceu aconteceria se a pasta da educação estivesse nas mãos de outro na época. A questão foi que ele em 69 encontrou homens à altura do nome da Associação Académica de Coimbra, que fizeram frente a ele e a todos, por um bem comum. Hoje passámos do 8 ao 80 em questão de liberdade, mas agradeço aos corajosos de 69 (e 74) que me dão a possibilidade de estar aqui a escrever o que penso sem 'quês' nem 'porquês'... pese embora o facto de hoje em dia a maioria dos estudantes não aproveitar nem respeitar aquilo por que se lutou em 69!! Mas como tudo... são opiniões...

«José Miguel Pereirinha» in Facebook >> Chamar Historiador a este senhor só se for por equivalência... com muito grado vejo que no primeiro volume da História de Portugal (coordenada por Rui Ramos), agora oferecida pelo Expresso, aparece a dedicatória a José Mattoso, esse sim!

«Joel Santos» in Facebook >> Eu admiro-o porque ele foi um sobrevivente. Just that. Sair do Estado Novo, onde desempenhou um papel negativo  e ainda consegue ir a televisão falar de historia é obra. Agora... continua a ser um fascista, continua a ser um contador de historia. Tal como já foi dito não tenho nada contra ele, acredito quem levou bastonadas, esses sim devem ter. Considerarem José Hermano Saraiva como um GRANDE HOMEM é a mesma coisa que considerarem o Paco Bandeira como um grande musico. Toda a gente sabe que eles eram bons naquilo... mas vamos esquecer a merda toda que fizeram no passado.


«Luís Paiva» in Facebook >>  Mais ou menos bastonada (certamente mais da responsabilidade do ministro do interior ou do presidente do conselho, e menos da sua), a ele devo o facto de a licenciatura em Engenharia ter passado de 6 para 5 anos...


«Lígia Laginha» in Facebook >> David na vida todos nós somos autores de actos bons e de actos menos bons. José Hermano Saraiva foi sim um dos colaboradores do Estado Novo mas temos de ver isso inserido no contexto da época. Alguns dos intelectuais optaram por não colaborar com o regime e foram exilados, Hermano Saraiva optou por colaborar e à parte esses actos mais indignos da sua pessoa teve um contributo positivo para aquilo que foi e é a cultura e a história em Portugal. Confesso que sempre achei que era um pouco romancista, que nos contava uma história romanciada, mas talvez tenha sido essa característica que o popularizou. Uma vez que José Hermano Saraiva partiu julgo que o David deve fazer uma pequena tentativa de perdoar os seus actos menos bons e valorizar o seu lado positivo. Mas também compreendo se não o fizer pois eu até sou daquelas que não promovem os mortos, só porque são mortos, a boas pessoas.

«Joaquim Leal» in Facebook >> Bom, mal não te fizeram. :P

«Ana Alyia» in Facebook >> eu também não me esqueço David Ribeiro mas continuo a achar que devemos separar as águas: - portugal perdeu um excelente historiador, de quem fica para a posteridade um excelente espólio. - portugal não perdeu um grande homem porque não o era (e sem dúvida que esta é APENAS a MINHA opinião)




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