"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2017
A guerra contra o Papa Francisco

Sou agnóstico, mas não renego uma educação cristã e acompanho com atenção e curiosidade tudo o que se está a passar no Vaticano desde que o cardeal Jorge Bergoglio se tornou Papa e onde o clero mais reaccionário e conservador já diz estar Francisco a aproximar-se da heresia.

Papa Francisco.jpg
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Publicado por Tovi às 08:41
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Domingo, 24 de Setembro de 2017
Morreu o “Bispo Vermelho”

Requiescat In Pace

Manuel Martins aa.jpg

Morreu hoje ao princípio da tarde na Maia, D. Manuel Martins, bispo de Setúbal entre 1975 e 1998, tendo na altura ficado conhecido como "Bispo Vermelho", pela sua acção de denúncia das situações de fome e de injustiça social. Nascido a 20 de Janeiro de 1927, em Leça do Balio, Matosinhos, e ordenado sacerdote em 1951, Manuel da Silva Martins foi pároco na freguesia de Cedofeita nos anos 60, no centro do Porto, já depois de ter frequentado o curso de direito canónico na Universidade Gregoriana em Roma.

 

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«Pedro Baptista» - Morreu Manuel Martins, dia de Festejar a vida de um grande homem. A este não me importo de apostar o Dom. Sim. D. Manuel Martins. Mas isto não é para todos: como dizia aquele de que foi discípulo e colaborador, D. António Ferreira Gomes: "De joelhos perante Deus, de pé perante os homens". Face à sua vida, na hora da sua morte, todos, de pé, nos curvamos...

«Henrique Seruca» - Foi com grande pesar que tive conhecimento do falecimento hoje de D. Manuel Martins. Tinha o maior respeito e admiração pela sua figura. Foi o celebrante do meu casamento, em 1965, na Igreja Românica de Cedofeita, onde ele era pároco. Já nessa altura essa muito querido dos paroquianos, pela sua grande cultura, simplicidade e, acima de tudo, grande bondade. Como bispo de Setúbal notabilizou-se pela defesa intransigente dos mais fracos, dos desempregados, dos mais pobres, das crianças exploradas., Para ele havia dois tipos de padres: aqueles que exerciam segundo o exemplo de Cristo e os que eram simples funcionários da Igreja. Na defesa dos mais fracos, no distrito de Setúbal, teve grandes dissidências com Cavaco Silva e com Mário Soares, que negavam as misérias de que ele era testemunha diária. Chamaram-lhe "bispo vermelho", quando ele se limitava a seguir a sua consciência e o que devia ser a prática da sua religião. Foi Homem e Bom. A sua voz contundente faz falta. Que descanse em paz.

«Jota Caeiro» - EM SUA MEMÓRIA - EM CONVERSA COM DOM MANUEL MARTINS - até vem mesmo a calhar!... (de Julho de 2013, pouco antes das últimas autárquicas)
1 - Qual a interpretação que faz do país social.
Sinto que estamos em marcha acelerada para uma nova civilização. Os padrões de vida transformam-se de tal modo e a tal velocidade, que nós, os de ontem, temos a sensação que mudámos de casa. Tais padrões passam por individualismos, por uma filosofia económica desenfreada, e tendo em conta o ímpeto dado à marcha da vida pela globalização, sinto-me com a dolorosa impressão que não estamos bem e que temos de parar para uma grande e profunda reflexão a fim de podermos atingir uma vida com alguma dignidade.
2 - Quem define como principais agentes responsáveis pela condição precária do país?
Portugal faz parte do mundo, mas claro que tem a sua história, a sua alma, a sua idiossincrasia próprias. E olhando-o com atenção, sinto que estamos mal, que estamos muito mal. Até tenho medo de que estando a pedir e a recomendar a esperança, mais esteja a contribuir para uma certa alienação. Não temos tido, na generalidade, Governos à altura, a nível de competência, de preocupação pela missão, de isenção, de pedagogia.
O governante tem que ser especialista no verbo e no advérbio, isto é, no fazer e no fazer bem. A idóneos Governos que não temos tido, juntava uma diabólica filosofia económica super-hiperliberal que nos inquieta no presente e nos assusta quanto ao futuro. Os Direitos Humanos não são minimamente respeitados, bastando para tanto passar os olhos pelos Direitos, Liberdades e Garantias da Constituição (art.ºs 24-79). É também de não perder de vista a falta de preocupação por um sistema de educação sadio. Resumindo: temos a sensação que nos perdemos e que nem sequer queremos encontrar o caminho, haja em vista o que vem acontecendo com o comportamento dos grupos “políticos” a que vamos dando o nome de “partidos”.
3 - O Senhor viveu um período de convulsões político-sociais importantes em Setúbal. Equaciona algum paralelismo com a actual sociedade portuguesa?
É verdade. E é para esquecer: valia a pena aqui perguntarmo-nos o que foi isso do 25 de Abril e o que traria escondido no ventre. Aquele PREC é de leitura muito difícil.
O que vi, o que vivi, o que experimentei não dá para contar.
Não obstante, tenho para mim que tudo aquilo aconteceu sem projeto, antes, como um tubo de ensaio para o foi ocorrendo a seguir. Quem está na máquina, quem anda no chão, não vislumbra caminhos de solução. O grande princípio de ação continua a ser (por quanto tempo?) o do Salve-se quem puder.
Mas vamos dizer que na altura, em Setúbal o problema encontrou solução, com muitos atores e fatores que se deixaram tocar pela força da boa vontade.
Sim, Setúbal viveu um período que foi vencido. Agora sofre as consequências de um país que não quer vencer.
4 - Que proposta faria a um futuro Primeiro Ministro?
Tem que ser um quadro inteligente, conhecedor dos problemas; deve rodear-se de bons colaboradores sem nunca se deixar tentar pelo boyismo; deve hierarquizar os problemas e procurar resolvê-los sem falsas promessas; deve ser um Homem que não se deixe influenciar nem por pessoas, nem por interesses. Uma pessoa em que todos se revejam com orgulho.
Acrescento só que este meu aparente pessimismo é ditado pelo amor que tenho ao meu país e ao contributo que do fundo do meu ser queria oferecer para muito em breve Portugal ser um país justo, fraterno, solidário, progressivo, feliz. A tanto não chegará, mas, depois e até por causa da via dolorosa que agora percorres, dias melhores, com toda a certeza, irão chegar.



Publicado por Tovi às 20:51
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Sábado, 13 de Dezembro de 2014
Igreja e Torre dos Clérigos

Torre dos Clérigos Cláudia Salgueiro.jpg

(Torre dos Clérigos de Cláudia Salgueiro)

Rezou-se ontem ao meio-dia a missa solene de reinauguração do maior “ex-libris” do Porto – Igreja e Torre dos Clérigos – obra que o arquitecto italiano Nicolau Nasoni deixou à Cidade Invicta já lá vão 235 anos. O padre Américo Aguiar, juiz da Irmandade dos Clérigos e que ontem completou 41 anos de idade, era um anfitrião orgulhoso da obra feita e tinha razão para o ser. Mas neste dia de festa não nos podemos esquecer de Duarte Nuno Vieira, ex-presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte e que já não está entre nós, que aprovou o apoio dos fundos regionais para esta empreitada de 2,6 milhões de euros, e de João Carlos Silva, autor do projecto de arquitectura de recuperação deste monumento nacional e a quem já chamam o “Nicolau Nasoni do século XXI”. Interessante lembrar que durante estas obras de reabilitação foram descobertos numa cripta por baixo da Capela-mor da Igreja dos Clérigos vários restos mortais entre os quais poderão estar os de Nasoni, um dos mais significativos arquitectos da arte barroca e rococó do século XVIII na região do Porto.

 

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«António Vidal» >> Dizem-me que está um espanto. todos os dias terá concertos com os dois orgãos, ás 12.00 horas. este fim de semana a entrada será livre. a ver também a exposição sobre o monumento, integrado no Barroca do Porto.



Publicado por Tovi às 11:50
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Sábado, 16 de Novembro de 2013
Igreja do Bonfim no Porto

Hoje de manhã tive que ir à Igreja do Bonfim (ao funeral da mãe de um grande amigo dos tempos do liceu) e já nem me lembrava como é bonito este templo portuense dos finais do século XIX.

{#emotions_dlg.star} A Igreja paroquial do Bonfim - dedicada ao Senhor do Bonfim e da Boa-Morte,  foi edificada entre os anos de 1874 e 1894, em substituição de uma capela que no local existia desde 1786. A escadaria actual foi construída entre 1805 e 1813, quando já existia a segunda capela. A frontaria, lateralmente rematada pelas duas torres sineiras, reveste certa grandiosidade de proporções, não obstante a singeleza decorativa. Apresenta a sobreposição de dois pisos, no primeiro dos quais se abrem uma porta e duas janelas de arcos planos, separados por pilastras toscanas; sobre os arcos vêem-se castelos - o central com a legenda DOMINO IESU DICATA, os laterais com legendas bíblicas: sendo que do lado esquerdo está escrito: - NON EST HIC ALIND NISI DOMUS DEI, ET PORTA COELI, e do direito: - CANTATE DOMINO CANTICUM NOVUM, QUIA MIRABILIA FECIT. Um friso decorado separa este friso do superior que tem três janelas de arcos redondos separados por pilastras jónicas; o janelão central tem balaústres em forma de urna e frontão triangular; os laterais são superiormente decorados por cartelas lisas. A cornija, da qual pende uma série de dentículos, é rematada por frontão triangular, encimado pela estátua da Fé. Ao centro do tímpano, o cordeiro Pascal acompanhado de folhagens. As torres sineiras com uma altura de 42,68m têm, no primeiro piso, portas com óculos sobrepostos, no segundo janelas geminadas e com óculos iguais aos anteriormente mencionados e no terceiro as janelas que mostram os sinos. As torres são rematadas por balaustradas, nas faces, e aos cantos por urnas-pirâmides, e têm coberturas piramidais, de base quadrada, com óculos dos lados. O interior do templo é simples, mas proporcionado. Nave coberta por abóbada de tijolo, suportada por três arcos firmados em pilastras jónicas. Suporta o coro um arco elíptico. A capela-mor tem abóbada ornamentada com estuques. O retábulo, de gosto neo-clássico, tem painel que representa o Calvário e foi pintado por Júlio Costa. O Órgão existente no coro foi construído em 1817, por Frei Domingos Varela, para o Mosteiro de S. Bento de Avé-Maria donde veio para a Igreja do Bonfim. (in Porto XXI - Cultura)



Publicado por Tovi às 11:57
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