"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sábado, 30 de Julho de 2022
Irá o Patriarca de Lisboa renunciar?

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Nestes últimos dias muito se tem falado de um "doloroso caso" de abuso sexual que envolveu o Patriarcado de Lisboa. E em apenas dez anos de mandato é a segunda vez que D. Manuel Clemente se vê forçado a vir a público para esclarecer "equívocos" ou "mal-entendidos" que as suas palavras e atos deixaram no ar. A primeira grande polémica foi quando uma nota pastoral, publicada pelo Patriarca lisboeta, onde se defendia a abstinência sexual, para os chamados 'recasados' que quisessem frequentar a missa e ter acesso à eucaristia. Agora e segundo informação da Procuradoria-Geral da República (PGR) o Ministério Público abriu 10 inquéritos a partir das 17 denúncias anónimas reportadas pela Comissão Independente (CI) para o Estudo de Abusos Sexuais contra Crianças na Igreja Católica em Portugal. "Foram instaurados 10 inquéritos, sendo que um deles concentra seis das participações e outros dois (inquéritos), duas (participações) cada um", referiu a PGR, acrescentando que estão a ser tratados pelo Gabinete da Família, da Criança e do Jovem, desta Procuradoria. Entre os dois inquéritos que concentram duas denúncias cada, um deles foi arquivado e outro continua em investigação. E a tudo isto o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, admitiu que se encontrou com uma vítima que denunciou um padre por abusos sexuais, mas que não comunicou o caso à polícia. A atuação do patriarca “contraria (…) as atuais normas internas da Igreja Católica para este tipo de situações, que determinam a comunicação às autoridades civis de todos os casos”, sendo que “os dados sobre este caso em concreto contam-se entre as mais de 300 denúncias já recebidas pela Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa — e o nome deste sacerdote é também um dos sete que já se encontram nas mãos da Polícia Judiciária para serem investigados”. 

Ainda não é certo mas ontem ao fim da tarde o Expresso noticiava ter o cardeal anunciado a renúncia, naquela que será a liderança mais curta de um Patriarca de Lisboa em um século de História. 

 

  Carta Aberta do Cardeal-Patriarca de Lisboa
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Atendendo aos muitos equívocos e perplexidades que tenho constatado em torno dos relatos sobre o doloroso caso denunciado em 1999, penso ser importante ajudar a esclarecer o que na verdade testemunhei.
O cuidado e a preocupação pelas vítimas é o que nos deve mover principalmente neste assunto e levar-nos ao seu encontro. Lamento todo o sofrimento que esta situação possa provocar a esta vítima em especial e a todas as outras que conhecemos ou não.
O meu antecessor acolheu e tratou o caso em questão tendo em conta as recomendações canónicas e civis da época e o diálogo com a família da vítima. O sacerdote foi afastado da paróquia onde estava e nomeado para servir numa capelania hospitalar.
Uma vez patriarca, marquei um encontro com a vítima, encontro esse que foi adiado a pedido da mesma. Em 2019, regressado do Encontro dos Presidentes das Conferências Episcopais da Europa sobre o tema «A proteção dos menores na Igreja» promovida pelo Santo Padre em Roma, sobre a temática dos abusos, pedi um novo encontro à vítima, com quem conversei presencialmente. A sua preocupação era não haver uma repetição do caso, sem desejar de forma expressa, a sua divulgação.
Não entendi, como não entendo hoje, ter estado perante uma renovada denúncia da feita em 1999. Se assim tivesse sido, a mesma teria sido remetida à Comissão Diocesana, criada por essa altura, e teriam sido cumpridos todos os procedimentos recomendados à data. Recordo que as regras e recomendações de 16 de julho de 2020 são posteriores.
Em relação ao sacerdote em causa, o mesmo foi acompanhado e até à atualidade nunca houve qualquer denúncia ou reparo sobre o seu comportamento moral. Nunca ninguém comunicou, nem sob anonimato, qualquer acusação. Aliás, as medidas cautelares previstas para estes casos visam sobretudo a proteção de possíveis futuras vítimas, o que pode estar acautelado, em especial quando, passados anos, nunca mais houve denúncias nem indícios.
Aceito que podemos e devemos fazer sempre melhor. Desde a primeira hora que no Patriarcado de Lisboa dei instruções para que a Tolerância Zero e a Transparência Total sejam regra conhecida de todos.
Aceito que este caso e outros do conhecimento público e que foram tratados no passado, não correspondem aos padrões e recomendações que hoje todos queremos ver implementados.
Temos, desde o início da criação da Comissão Diocesana, a primeira no país, tentado cumprir e fazer cumprir todas recomendações civis e canónicas.
Até à data foram encaminhadas à Comissão Diocesana do Patriarcado de Lisboa, por mim ou diretamente pelas vítimas, 3 denúncias. A primeira foi acompanhada pela diocese de Vila Real, a segunda está neste momento a corresponder ao que o Dicastério para a Doutrina da Fé decidiu, após as recomendações que a nossa Comissão me deu. Mal tenhamos o desfecho sobre a mesma, será divulgado. A terceira e mais recente que envolve mensagens inapropriadas e enviadas por WhatsApp está também em apreciação pela Comissão, que já me fez recomendações a que dei imediato seguimento.
Quanto a outras denúncias que possam existir, não temos conhecimento, mesmo aquelas a que a Comissão Independente se refere.
Que ninguém tenha medo de denunciar. Nas Comissões Diocesanas, na Comissão Independente, na PGR, na PJ, aos media, onde e junto de quem se sentirem mais seguros.
Peço a Deus que encoraje, fortaleça e proteja os que nas suas vidas tenham sofrido estes crimes.
Desejo ter ajudado cada leitor desta carta a aproximar-se da verdade que todos desejamos. Verdade que as vítimas nos exigem e merecem.
Lisboa, 29 de julho de 2022
D. Manuel Clemente
Cardeal-Patriarca de Lisboa



Publicado por Tovi às 08:22
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Quarta-feira, 2 de Junho de 2021
Homenagem a D. Américo Aguiar

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Encontro-me há muitos anos longe de qualquer atividade religiosa, mas tenho uma enorme amizade, consideração e até admiração por D. Américo Aguiar, o agora Bispo auxiliar de Lisboa, e que ontem foi homenageado pela Irmandade dos Clérigos, que não esquece o seu papel fundamental na requalificação da Igreja dos Clérigos e na dinamização cultural do monumento com maior notoriedade do Porto.

 


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Em 31 de março de 2019, na Igreja da Trindade, após a sua ordenação como Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Américo Aguiar afirmou: "Há bocadinho entreguei ao Senhor Presidente da Câmara [do Porto] um anel de bispo, deixei-lhe este símbolo para dizer ao Porto que me sinto matrimonialmente ligado à minha amada diocese do Porto. Ninguém troca nada por nada".



Publicado por Tovi às 07:47
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Domingo, 8 de Setembro de 2019
Tolentino de Mendonça novo Cardeal de Roma

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De Tolentino de Mendonça pouco mais sabia que o agora elevado a Cardeal pelo Papa Francisco era um reconhecido teólogo e poeta português, nascido na Madeira em finais de 1965. Recordo-me também de há um ano ter sido nomeado Arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e Bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticana, estando eu convencido que este lugar é de prestígio em Roma e seguramente da inteira confiança da Cúria Romana.

Vou tentar conhecer melhor a vida e obra deste eclesiástico.



Publicado por Tovi às 07:20
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Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2017
A guerra contra o Papa Francisco

Sou agnóstico, mas não renego uma educação cristã e acompanho com atenção e curiosidade tudo o que se está a passar no Vaticano desde que o cardeal Jorge Bergoglio se tornou Papa e onde o clero mais reaccionário e conservador já diz estar Francisco a aproximar-se da heresia.

Papa Francisco.jpg
   Artigo completo aqui



Publicado por Tovi às 08:41
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Domingo, 24 de Setembro de 2017
Morreu o “Bispo Vermelho”

Requiescat In Pace

Manuel Martins aa.jpg

Morreu hoje ao princípio da tarde na Maia, D. Manuel Martins, bispo de Setúbal entre 1975 e 1998, tendo na altura ficado conhecido como "Bispo Vermelho", pela sua acção de denúncia das situações de fome e de injustiça social. Nascido a 20 de Janeiro de 1927, em Leça do Balio, Matosinhos, e ordenado sacerdote em 1951, Manuel da Silva Martins foi pároco na freguesia de Cedofeita nos anos 60, no centro do Porto, já depois de ter frequentado o curso de direito canónico na Universidade Gregoriana em Roma.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - Morreu Manuel Martins, dia de Festejar a vida de um grande homem. A este não me importo de apostar o Dom. Sim. D. Manuel Martins. Mas isto não é para todos: como dizia aquele de que foi discípulo e colaborador, D. António Ferreira Gomes: "De joelhos perante Deus, de pé perante os homens". Face à sua vida, na hora da sua morte, todos, de pé, nos curvamos...

«Henrique Seruca» - Foi com grande pesar que tive conhecimento do falecimento hoje de D. Manuel Martins. Tinha o maior respeito e admiração pela sua figura. Foi o celebrante do meu casamento, em 1965, na Igreja Românica de Cedofeita, onde ele era pároco. Já nessa altura essa muito querido dos paroquianos, pela sua grande cultura, simplicidade e, acima de tudo, grande bondade. Como bispo de Setúbal notabilizou-se pela defesa intransigente dos mais fracos, dos desempregados, dos mais pobres, das crianças exploradas., Para ele havia dois tipos de padres: aqueles que exerciam segundo o exemplo de Cristo e os que eram simples funcionários da Igreja. Na defesa dos mais fracos, no distrito de Setúbal, teve grandes dissidências com Cavaco Silva e com Mário Soares, que negavam as misérias de que ele era testemunha diária. Chamaram-lhe "bispo vermelho", quando ele se limitava a seguir a sua consciência e o que devia ser a prática da sua religião. Foi Homem e Bom. A sua voz contundente faz falta. Que descanse em paz.

«Jota Caeiro» - EM SUA MEMÓRIA - EM CONVERSA COM DOM MANUEL MARTINS - até vem mesmo a calhar!... (de Julho de 2013, pouco antes das últimas autárquicas)
1 - Qual a interpretação que faz do país social.
Sinto que estamos em marcha acelerada para uma nova civilização. Os padrões de vida transformam-se de tal modo e a tal velocidade, que nós, os de ontem, temos a sensação que mudámos de casa. Tais padrões passam por individualismos, por uma filosofia económica desenfreada, e tendo em conta o ímpeto dado à marcha da vida pela globalização, sinto-me com a dolorosa impressão que não estamos bem e que temos de parar para uma grande e profunda reflexão a fim de podermos atingir uma vida com alguma dignidade.
2 - Quem define como principais agentes responsáveis pela condição precária do país?
Portugal faz parte do mundo, mas claro que tem a sua história, a sua alma, a sua idiossincrasia próprias. E olhando-o com atenção, sinto que estamos mal, que estamos muito mal. Até tenho medo de que estando a pedir e a recomendar a esperança, mais esteja a contribuir para uma certa alienação. Não temos tido, na generalidade, Governos à altura, a nível de competência, de preocupação pela missão, de isenção, de pedagogia.
O governante tem que ser especialista no verbo e no advérbio, isto é, no fazer e no fazer bem. A idóneos Governos que não temos tido, juntava uma diabólica filosofia económica super-hiperliberal que nos inquieta no presente e nos assusta quanto ao futuro. Os Direitos Humanos não são minimamente respeitados, bastando para tanto passar os olhos pelos Direitos, Liberdades e Garantias da Constituição (art.ºs 24-79). É também de não perder de vista a falta de preocupação por um sistema de educação sadio. Resumindo: temos a sensação que nos perdemos e que nem sequer queremos encontrar o caminho, haja em vista o que vem acontecendo com o comportamento dos grupos “políticos” a que vamos dando o nome de “partidos”.
3 - O Senhor viveu um período de convulsões político-sociais importantes em Setúbal. Equaciona algum paralelismo com a actual sociedade portuguesa?
É verdade. E é para esquecer: valia a pena aqui perguntarmo-nos o que foi isso do 25 de Abril e o que traria escondido no ventre. Aquele PREC é de leitura muito difícil.
O que vi, o que vivi, o que experimentei não dá para contar.
Não obstante, tenho para mim que tudo aquilo aconteceu sem projeto, antes, como um tubo de ensaio para o foi ocorrendo a seguir. Quem está na máquina, quem anda no chão, não vislumbra caminhos de solução. O grande princípio de ação continua a ser (por quanto tempo?) o do Salve-se quem puder.
Mas vamos dizer que na altura, em Setúbal o problema encontrou solução, com muitos atores e fatores que se deixaram tocar pela força da boa vontade.
Sim, Setúbal viveu um período que foi vencido. Agora sofre as consequências de um país que não quer vencer.
4 - Que proposta faria a um futuro Primeiro Ministro?
Tem que ser um quadro inteligente, conhecedor dos problemas; deve rodear-se de bons colaboradores sem nunca se deixar tentar pelo boyismo; deve hierarquizar os problemas e procurar resolvê-los sem falsas promessas; deve ser um Homem que não se deixe influenciar nem por pessoas, nem por interesses. Uma pessoa em que todos se revejam com orgulho.
Acrescento só que este meu aparente pessimismo é ditado pelo amor que tenho ao meu país e ao contributo que do fundo do meu ser queria oferecer para muito em breve Portugal ser um país justo, fraterno, solidário, progressivo, feliz. A tanto não chegará, mas, depois e até por causa da via dolorosa que agora percorres, dias melhores, com toda a certeza, irão chegar.



Publicado por Tovi às 20:51
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Sábado, 13 de Dezembro de 2014
Igreja e Torre dos Clérigos

Torre dos Clérigos Cláudia Salgueiro.jpg

(Torre dos Clérigos de Cláudia Salgueiro)

Rezou-se ontem ao meio-dia a missa solene de reinauguração do maior “ex-libris” do Porto – Igreja e Torre dos Clérigos – obra que o arquitecto italiano Nicolau Nasoni deixou à Cidade Invicta já lá vão 235 anos. O padre Américo Aguiar, juiz da Irmandade dos Clérigos e que ontem completou 41 anos de idade, era um anfitrião orgulhoso da obra feita e tinha razão para o ser. Mas neste dia de festa não nos podemos esquecer de Duarte Nuno Vieira, ex-presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte e que já não está entre nós, que aprovou o apoio dos fundos regionais para esta empreitada de 2,6 milhões de euros, e de João Carlos Silva, autor do projecto de arquitectura de recuperação deste monumento nacional e a quem já chamam o “Nicolau Nasoni do século XXI”. Interessante lembrar que durante estas obras de reabilitação foram descobertos numa cripta por baixo da Capela-mor da Igreja dos Clérigos vários restos mortais entre os quais poderão estar os de Nasoni, um dos mais significativos arquitectos da arte barroca e rococó do século XVIII na região do Porto.

 

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«António Vidal» >> Dizem-me que está um espanto. todos os dias terá concertos com os dois orgãos, ás 12.00 horas. este fim de semana a entrada será livre. a ver também a exposição sobre o monumento, integrado no Barroca do Porto.



Publicado por Tovi às 11:50
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Sábado, 16 de Novembro de 2013
Igreja do Bonfim no Porto

Hoje de manhã tive que ir à Igreja do Bonfim (ao funeral da mãe de um grande amigo dos tempos do liceu) e já nem me lembrava como é bonito este templo portuense dos finais do século XIX.

{#emotions_dlg.star} A Igreja paroquial do Bonfim - dedicada ao Senhor do Bonfim e da Boa-Morte,  foi edificada entre os anos de 1874 e 1894, em substituição de uma capela que no local existia desde 1786. A escadaria actual foi construída entre 1805 e 1813, quando já existia a segunda capela. A frontaria, lateralmente rematada pelas duas torres sineiras, reveste certa grandiosidade de proporções, não obstante a singeleza decorativa. Apresenta a sobreposição de dois pisos, no primeiro dos quais se abrem uma porta e duas janelas de arcos planos, separados por pilastras toscanas; sobre os arcos vêem-se castelos - o central com a legenda DOMINO IESU DICATA, os laterais com legendas bíblicas: sendo que do lado esquerdo está escrito: - NON EST HIC ALIND NISI DOMUS DEI, ET PORTA COELI, e do direito: - CANTATE DOMINO CANTICUM NOVUM, QUIA MIRABILIA FECIT. Um friso decorado separa este friso do superior que tem três janelas de arcos redondos separados por pilastras jónicas; o janelão central tem balaústres em forma de urna e frontão triangular; os laterais são superiormente decorados por cartelas lisas. A cornija, da qual pende uma série de dentículos, é rematada por frontão triangular, encimado pela estátua da Fé. Ao centro do tímpano, o cordeiro Pascal acompanhado de folhagens. As torres sineiras com uma altura de 42,68m têm, no primeiro piso, portas com óculos sobrepostos, no segundo janelas geminadas e com óculos iguais aos anteriormente mencionados e no terceiro as janelas que mostram os sinos. As torres são rematadas por balaustradas, nas faces, e aos cantos por urnas-pirâmides, e têm coberturas piramidais, de base quadrada, com óculos dos lados. O interior do templo é simples, mas proporcionado. Nave coberta por abóbada de tijolo, suportada por três arcos firmados em pilastras jónicas. Suporta o coro um arco elíptico. A capela-mor tem abóbada ornamentada com estuques. O retábulo, de gosto neo-clássico, tem painel que representa o Calvário e foi pintado por Júlio Costa. O Órgão existente no coro foi construído em 1817, por Frei Domingos Varela, para o Mosteiro de S. Bento de Avé-Maria donde veio para a Igreja do Bonfim. (in Porto XXI - Cultura)



Publicado por Tovi às 11:57
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