Adolfo Santos, de 65 anos, morreu atropelado pela própria máquina de rasto entre Freixeda e Caravelas, em Mirandela, esta terça-feira [19ago2025]. Segundo o Comandante dos Bombeiros de Mirandela, a vítima encontrava-se a combater um incêndio florestal quando ocorreu a tragédia.
Uma só morte que fosse nestes incêndios no Centro e Norte de Portugal, já era trágico. Há que prevenir durante todo o ano. É urgente fazer mais e melhor.
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O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, parece-me ser o único no Governo que sabe comunicar.
Debate no Parlamento sobre combate aos incêndios
A Assembleia da República aprovou ontem [4.ª feira 20ago2025], por unanimidade, os pedidos para a realização de um debate extraordinário na comissão permanente, com o primeiro-ministro, na próxima quarta-feira, dia 27, às 15 horas, sobre a coordenação do combate aos incêndios.
Manuel Carvalho no Público de hoje 21ago2025
Número de incêndios por ano

O pior ano continua a ser 2017, quando arderam 537 mil hectares em Portugal, uma área equivalente a mais de cinco vezes a cidade de Lisboa. No entanto, há um dado que torna 2025 ainda mais preocupante: a dimensão média de cada incêndio. Até agora, cada fogo destruiu em média 31 hectares. Em 2017, esse valor tinha ficado em 28 hectares. Isto significa que, em média, os incêndios de 2025 são maiores e mais difíceis de controlar.
Montenegro após a reunião do Conselho de Ministros
"Nem tudo correu e corre bem", assume Montenegro antes de anunciar um "pacto para gestão florestal" e apoios a agricultores de despesas "não documentadas até 10 mil euros". Montenegro reforça que esforço foi "máximo" no quadro de um aumento de 65% das ocorrências face a 2024 e "se foi criada perceção de que acompanhamento não era tão próximo, só posso lamentar. Sinto até injustiça dessa interpretação". Primeiro-ministro diz que não há "necessidade" de decretar calamidade. Governo aprova 45 medidas, incluindo apoios médicos e comparticipação da reconstrução de casas a 100% até 250 mil euros.
...e o primeiro-ministro diz que só no final será avaliada a gestão do combate aos incêndios
garantindo que o Governo está a dar o máximo
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Uma VERGONHA... No domingo [17ago2025], Maria Lúcia Amaral, ministra da Administração Interna, fugiu às perguntas dos jornalistas.
Comissão Nacional de Proteção Civil
À saída de uma audiência com o Presidente da República, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Nunes, defendeu a necessidade de reunir, com urgência, a Comissão Nacional de Proteção Civil (*), proposta já anteriormente avançada pelo secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.
(*) Deste órgão fazem parte a ministra da Administração Interna, representantes designados por cada ministério, delegados dos Governos Regionais, o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, assim como representantes da Associação Nacional de Municípios Portugueses, da Associação Nacional de Freguesias, da Liga dos Bombeiros e da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais. Participam igualmente as forças de segurança, o Estado-Maior-General das Forças Armadas, o Gabinete Coordenador de Segurança, a Autoridade Marítima Nacional, a Autoridade Nacional da Aviação Civil e o Instituto Nacional de Emergência Médica.

Ontem fui almoçar ao restaurante Praia do Titan, na praia de Matosinhos... o Arroz de Tamboril estava soberbo.
Depois deu-me para fazer uma longa viagem num autocarro de dois andares da linha 500 dos STCP, desde a Anémona até à Praça da Liberdade, ao longo da marginal do Douro. É bom turistar no Porto nos transportes coletivos.
Castro Ferreira Padrão - Gostei , mesmo. Um abraço. Bom fim-de-semana.
Maria Clara Silva - Também gosto de fazer esse passeio "alegre" na marginal fo rio Douro. É muito bom.
Ao fim do dia deste domingo fomos surpreendidos por mais uma tragédia nos incêndios florestais que assolam o centro e norte de Portugal.
Uma viatura dos bombeiros capotou neste domingo para uma ribanceira em São Francisco de Assis, aldeia do concelho da Covilhã e o acidente causou a morte de um bombeiro que perdeu a vida no local, enquanto um outro se encontra em estado muito grave, tendo sido transportado pelo INEM de helicóptero para Coimbra. Fonte oficial do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra confirmou cerca das 22h30, que o ferido deu entrada "com prognóstico muito reservado". No momento do despiste estavam cinco operacionais na viatura, sendo que os outros três foram considerados feridos ligeiros.
Requiescat in Pace
Na tarde de ontem [6.ª feira 15ago2025] tivemos a triste notícia da primeira vítima mortal dos incêndios florestais que assolam o país, o ex-autarca da Freguesia de Vila Franca do Deão, no Município da Guarda, Carlos Dâmaso.
Capa do Correio da Manhã de hoje 
Seis mortos em incêndio em lar de idosos em Mirandela
Seis idosos morreram esta madrugada na sequência de um incêndio no lar Bom Samaritano (Hospitel) da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela. O fogo terá começado num dos quartos da instituição, devido a um curto-circuito num colchão anti-escaras. Cerca de 90 utentes do lar estão a ser retirados do edifício e transferidos para outros lares da Santa Casa da Misericórdia, confirmou o provedor da instituição, Adérito Gomes.
O Lar “O Bom Samaritano” (Hospitel) em Mirandela é um equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela, com capacidade para 80 idosos e uma Unidade de Apoio Integrado (UAI) para internamento temporário, com capacidade para 15 doentes que não poderão permanecer mais do que seis meses.

Ano sim, ano sim, ouvimos sempre a mesma coisa. Até quando?
"Ministra da Administração Interna considera “irrelevante” saber número de meios aéreos para combate aos incêndios: “não ajuda nada”. (in Expresso Diário, 29jul2025)
Observador em 31jul2025
Diogo Filipe Cunha - O ano todo a fazer propaganda, agora cascam nos governos.. Vai-se lá entender as pessoas.. Agradeçam aos negócios que envolve tipo de incêndios, muita gente fica rica!
Incêndios em Portugal
Maria Lúcia Amaral avançou na tarde de ontem [sábado 2ago2025] com a declaração de situação de alerta para todo o território continental a partir das zero horas de domingo [3ago2025]. A ministra da Administração Interna explicou que foi necessário anunciar novas medidas preventivas, perante a prevista subida das temperaturas, acompanhada de baixa humidade. O Governo decidiu proibir o acesso e a circulação nos espaços florestais, bem como a realização de queimadas e trabalhos rurais e a utilização de fogo-de-artifício. A decisão junta, além do ministério da Administração Interna, as tutelas da Defesa, Infraestruturas, Saúde, Trabalho, Agricultura, Solidariedade e Ambiente.
Situação em Sabrosa/Vila Real - Incêndio que começou em Vila Real e se estendeu a Sabrosa já tem cerca de 80% do perímetro dominado. Pelas 9 horas deste domingo, segundo o site da Proteção Civil, estavam no local 287 operacionais e 2 meios aéreos.
Situação em Ponte da Barca - Foi considerado dominado este domingo de manhã, às 10h45, o incêndio que deflagrou na noite de 26 de julho, há oito dias, em Parada, Lindoso, no concelho de Ponte da Barca. A informação foi avançada pelo comandante Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Elíseo de Oliveira, numa declaração aos meios de comunicação, ao final da manhã, no posto de comando instalado há mais de uma semana em Entre Ambos-os-Rios. O responsável adiantou que os meios terrestres e aéreos continuarão "nos próximos dias" a trabalhar em pontos quentes, para precaver eventuais reacendimentos.
Fim de tarde deste domingo na região de Vila Real

Perto de 400 operacionais estiveram a combater fogos florestais em Sabrosa, no distrito de Vila Real. Habitantes de duas adeias foram retirados por precaução e levados para o pavilhão multiúsos. Segundo a presidente da Câmara, Helena Lapa, referiu na 4.ª feira [16jul2025] o vento instável dificultou o combate às chamas, mas ao início da noite houve um reforço de meios. O fogo, cujo alerta foi registado às 13h30 de quarta-feira, teve sete frentes ativas em quatro zonas diferentes. Segundo informação dos bombeiros no terreno às 8h00 de ontem [5.ª feira 17jul2025], cerca de 90% do perímetro deste incêndio estava dominado, tendo apenas uma frente ativa a apresentar alguma preocupação.

O incendiarismo é já a principal causa de incêndios em Portugal e, no ano passado, foi responsável por 84% da área ardida com causa conhecida (um pouco mais de 84 mil hectares). Foram quase todos no Norte e Centro do país, regiões que concentram 97% da área ardida total (134 mil hectares).

Parece que não há nenhum cantinho deste País onde não haja maroscas.
A Polícia Judiciária está nesta quinta-feira [29mai2025] a realizar uma grande operação de buscas relacionadas com uma investigação a alegadas práticas de cartelização na contratação de meios aéreos para o combate aos incêndios. Segundo a informação disponível, a investigação acredita que pode ter havido um cartel que dividia entre si os contratos públicos de aluguer de helicópteros para o combate aos incêndios. Estão a ser alvo de buscas empresas como a Helibravo, a HTA Helicópteros, a Heliportugal e a Helifly, assim como a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), a entidade reguladora do setor da aviação.
Comunicado da PJ - "Operação Torre de Controlo"
A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, em inquérito titulado pelo DCIAP, desencadeou uma operação policial para cumprimento a 28 mandados de busca e apreensão em domicílios, sedes de sociedades comerciais e de contabilidade e, ainda, em organismos públicos, nos distritos de Lisboa, Beja, Faro, Castelo Branco, Porto e Bragança.
Em causa estão factos suscetíveis de integrar os crimes corrupção ativa e passiva, burla qualificada, abuso de poder, tráfico de influência, associação criminosa e de fraude fiscal qualificada, através de uma complexa relação, estabelecida pelo menos desde 2022, entre várias sociedades comerciais, sediadas em Portugal, e que têm vindo a controlar a participação nos concursos públicos no âmbito do combate aos incêndios rurais em Portugal, no valor de cerca de 100 milhões de euros.
Estes concursos públicos incidem na aquisição de serviços de operação, manutenção e gestão da aeronavegabilidade dos meios aéreos próprios do Estado, dedicados exclusivamente ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), com a intenção de que o Estado português fique com carência de meios aéreos e, dessa forma, se sujeite aos subsequentes preços mais elevados destas sociedades comerciais.
No decurso da operação “Torre de Controlo” foram constituídas arguidas várias pessoas singulares e coletivas.
Na operação participaram 140 inspetores e 45 especialistas de polícia científica da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística e da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática da PJ, além da participação de sete magistrados do Ministério Público, cinco elementos do Núcleo de Apoio Técnico da PGR e cinco elementos da Autoridade da Concorrência.
A investigação prosseguirá.
As últimas sobre a Operação Torre de Controlo
Diga-se em abono da verdade que a 13 de abril, Leitão Amaro disse, numa conferência de imprensa, que, quando no final de 2024 se iniciaram processos concursais para meios aéreos, quer para o INEM, quer para o Dispositivo de Combate a Incêndios, pediu escusa de "qualquer envolvimento no processo", por ter um familiar que comunicou a intenção de participar no concurso.
Já o Chega ainda não se pronunciou pelo facto de a empresa Helibravo e um dos seus sócios, o empresário João Maria Ribeiro Bravo, terem sido dois dos alvos das buscas da Polícia Juidiciária. O gestor já foi um dos maiores financiadores e aganriadores de dinheiro para o Chega.
Os pirómanos são muitas vezes pobres diabos que produzem incêndios por puro prazer de ver um fogo, mas há que averiguar/investigar todas estes atos, pois poderemos estar perante madeireiros que desejam comprar a madeira mais barata ou mesmo de empresários que vendem material de combate às chamas. E isto não são "teorias da conspiração", pois há vários factos que podem demonstrar esta tese.
Isabel Sousa Braga - Acredito que a maioria seja paga para atear os fogos, a "doença" serve de desculpa para tudo neste país
Palmira Reis Rocha - Isabel Sousa Braga nem mais!!!!
Hugo Da Nóbrega Dias - Eu cuido que a maioria destes fogos são postos, obviamente, mas os verdadeiros culpados são outros além dos que os ateam. Quando apanhados, estes são julgados como pirómano, tal como o que comete homicídio alega problemas psiquiátricos para tentar atenuar a pena.
David Ribeiro - Nunca houve tanta gente privada da liberdade pelo crime de incêndio florestal em Portugal. Segundo a Direcção-Geral de Reinserção Social e Serviços Prisionais (DGRSP), no princípio desta semana estavam 74 pessoas dentro das prisões, uma (inimputável) internada numa unidade hospitalar e duas confinadas às suas casas sob vigilância electrónica, o que dá um total de 77.
Vítor Alves Osteopata - E portanto desculpáveis pois são uns infelizes, é isso?
Os casos sucedem-se
Ainda ontem [5.ª feira 19set2024] a Polícia Judiciária, com a colaboração da Guarda Nacional Republicana, deteve fora de flagrante delito, o presumível autor de um crime de incêndio florestal ocorrido no domingo em Paus, Albergaria-a-Velha. Em comunicado, a PJ informa que o homem é ainda suspeito de ter sido o autor de três incêndios ocorridos nas localidades de Branca e São Marcos em Albergaria-A-Velha e em Serém, Águeda, no passado dia 21 de julho. "O modus operandi consistiu no recurso a chama direta para dar inicio ao incêndio em zonas de extensa mancha florestal, próximas de várias habitações e instalações industriais e agrícolas". O detido, com 67 anos, não tinha "qualquer motivação racional ou explicação plausível para a prática dos factos, tudo indicando que terá atuado num quadro de compulsividade".
Mas também ficamos a saber no dia de ontem que três inspetores da PJ e um militar da GNR especializados na investigação criminal aos incêndios florestais garantem que tanto nos últimos anos como na última semana — a mais intensa deste verão no que respeita a área ardida — não foi detetado qualquer tipo de organização com interesses ocultos por detrás dos fogos em que há suspeitas de mão criminosa.
E mais ainda... O “Relatório Nacional Provisório de Incêndios Rurais” relativo ao período entre 1 de janeiro e 18 de setembro de 2024 mostra que, do total de 6203 incêndios rurais verificados este ano, 3840 foram investigados (62% do número total de fogos, responsáveis por 10% da área total ardida). As causas mais frequentes são o ‘incendiarismo-imputáveis’ (33%) e ‘queimadas de sobrantes florestais ou agrícolas’ (12%). Já os reacendimentos representam 6% do total das causas apuradas. “Os fogos criminosos podem ser cometidos por incendiários ou por negligência, como foi o caso dos trabalhadores de uma junta de freguesia de Valongo que faziam trabalhos de limpeza com uma máquina com discos que fez faísca”, lembra uma fonte judicial.
Vitor Soares - Eu gosto dessas estatísticas... e gostava de ver o teste em que uma faisca de uma máquina de cortar erva a disco, causa a ignição, e não consegue ser apagada pelo operador da máquina...
Albertino Amaral - Eu sempre gostei de historinhas, desde que me apaixonei pelo Pinóquio...... Que saudades tenho da minha avó, que faleceu com quase noventas e muitos.......
David Ribeiro - E ainda mais uma notícia, esta de hoje, 6.ª feira 20set2024: Um jovem de 21 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de ter ateado seis fogos entre os dias 25 de julho e 17 de setembro em diferentes locais do concelho de Celorico da Beira, no distrito da Guarda. Segundo as autoridades, o suspeito agiu "motivado pelo gosto de ver os bombeiros em ação". O detido, sem quaisquer antecedentes criminais, vai ser apresentado às autoridades judiciárias para aplicação das medidas de coação.


Vitor Soares - Infelizmente muitos dos meios que os bombeiros voluntários dispõem estão num estado pré inoperacional...
Conselho de Ministros extraordinário
O Governo declarou ontem [terça-feira 17set2024] a situação de calamidade em todos os municípios afetados pelos incêndios nos últimos dias, e que estão a afetar grande parte das regiões Centro e Norte. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro no final de um Conselho de Ministros extraordinário convocado para analisar "toda a situação relativa aos incêndios e às suas consequências", numa reunião presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a convite de Luís Montenegro. O Primeiro-ministro prometeu pulso firme para incendiários. "Não vamos deixar um minuto do nosso esforço por preencher na ação de prevenção e dissuasão de comportamentos criminosos. Não vamos regatear nenhum esforço na ação repressiva, não podemos perdoar a quem não tem perdão”, afirmou, lembrando que há fenómenos naturais, sim, mas também há “coincidências a mais”.
10h30 de 4.ª feira 18set2024
10h36 de 18set2024 - Autarca de Gondomar faz apelo
“Precisamos de ajuda”, sublinhou Marco Martins, presidente da Câmara de Gondomar, esta quarta-feira de manhã, numa declaração aos jornalistas cerca das 10.15 horas. “É o apelo de quem nunca se sentiu tão sozinho”, acrescentou, dando conta de “mais uma bombeira ferida no incêndio” que lavra “em Gondomar. É a 8.º bombeiro ferido em Gondomar em dois dias”. “O reforço de meios do Algarve, do Alentejo, da Grande Lisboa, de Setúbal, ficaram todos em Albergaria, ficaram todos em Coimbra, mas precisamos que venham para nós. Os bombeiros estão exaustos, os agentes de comando já não conseguem planear”, descreveu Marco Martins, dando ainda conta que durante a noite “vários bombeiros foram retirados por exaustão”. O autarca lamenta que estejam a operar no incêndio de Gondomar “só dois aviões ligeiros”, reiterando o apelo por um reforço de meios.
15h29 de 18set2024 - Conferência de Imprensa na ANEPC
A Proteção Civil antecipou que as próximas 24 horas vão ser “muito complexas e difíceis” para os operacionais e populações afetadas pelos incêndios e não está à espera que a situação acalme nas próximas 48 horas, sendo “expectável é que possam surgir janelas de oportunidade para poder começar a reverter a situação”, disse aos jornalistas o comandante nacional de emergência e proteção civil, André Fernandes, na conferência de imprensa realizada na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) para fazer um ponto de situação dos incêndios que lavram nas regiões do norte e centro de Portugal desde domingo.
Trágica notícia que nos foi dada a conhecer ao início da tarde de ontem. O acidente ocorreu quando o helicóptero regressava do combate a um incêndio em Baião. "Às 12h36 de hoje, 30 de agosto, enquanto participava nas operações de combate ao incêndio rural que lavra em Gestaçô, em Baião, o helicóptero ligeiro de combate a incêndio rurais, com o indicativo operacional H16, sofreu um acidente, obrigando à amaragem do meio aéreo no rio Douro, próximo da localidade de Samodães", detalhou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (AENPC).
Foi esta a fita do tempo:
14h50 de 30ago2024 - A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou que mantém a busca no rio Douro para os cinco elementos da UEPS que ocupavam o helicóptero que hoje caiu no rio entre Lamego, distrito de Viseu, e Peso da Régua, distrito de Vila Real.
15h50 de 30ago2024 - Comandante Silva Lampreia da Marinha Portuguesa: Dois mortos ainda dentro do heli submerso e três continuam desaparecidos.
18h00 de 30ago2024 - Até às 18h as autoridades militares confirmavam oficialmente a morte de quatro militares e um desaparecido.
19h00 de 30ago2024 - Comandante da Zona Marítima do Norte, Silva Lampreia: "A aeronave partiu-se em duas partes e os outros dois [ocupantes que ainda não tinham sido detetados] foram encontrados junto à cauda da aeronave para jusante da posição onde ela caiu".
19h50 de 30ago2024 - O Governo decretou um dia de luto nacional para este sábado, 31 de agosto, em homenagem às vítimas da queda do helicóptero na zona do Douro. “Perante o ocorrido, o Governo decide decretar um dia de luto nacional, como forma de pesar e de solidariedade de toda a população nacional, homenageando os militares da GNR que prestavam serviço público ao País quando foram vítimas deste trágico acidente”, lê-se no comunicado emitido pelo Conselho de Ministros.
Ainda no quente das ações de busca e salvamento dos acidentados na queda do helicóptero no rio Douro, não faltou "aqui-d'el-rei" por Luís Montenegro, à chegada ao local do acidente e depois de reunir com as autoridades, ter embarcado numa das lanchas envolvidas na operação e percorrido as margens do Douro, numa altura em que ainda decorriam as operações de busca. Mas cá para mim os "críticos" devem ser os mesmos que crucificaram Miguel Albuquerque por não ter cancelado as férias e ir ao local dos incêndios na Madeira para comandar as tropas.
Isabel Sousa Braga - Nem mais, embora a cena da lancha fosse desnecessária
Fernando Peres - Muito bem, boa análise. Não se pode ser preso por não ter e ter cão ao mesmo tempo. Agora é que é preciso agir. As famílias daqueles que lutam por todos nós contra os incêndios tem que ser ressarcidas (nada substitui a perda humana) por uma pensão adequada a cada família atingida!!!
David Ribeiro - Tem toda a razão, Fernando Peres. Já estamos fartos de muitos casos similares a esta tragédia, passadas poucas semanas tudo ficar no esquecimento.
Jose Pinto Pais - A maior e principal critica ao Albuquerque foi a subvalorização da situação inicial por parte dele e do executivo
Tiago Silva -Como é que eu votei em si…?
Jorge De Freitas Monteiro - É caso para dizer: nem tanto ao bote, nem tanto à praia.
Laura Pimentel - Gosta de se fazer notado pois a vida não tá fácil!!!!
Joaquim Figueiredo - Não se confundam situações... uma coisa é o PM aparecer para dar apoio a quem está no exercício das tarefas, o que lhe fica bem, outra é armar-se em tarefeiro...fico-lhe mal...um populismo bacoco
Avelino Oliveira - Ao seu estilo fez o que devia ter feito. Agora é apoiar as famílias
José Carlos Ferraz Alves - O poder sobe mesmo à cabeça de alguns e perdem o discernimento
Continuando com a fita do tempo:
08h30 de 31ago2024 - O comandante Nuno Requeijo, da Proteção Civil do Douro, explica que pelas margens “haverá buscas de homens apeados, equipas cinotécnicas e botes, num grande reforço de meios para resgatar o militar da GNR desaparecido”. Para o local foram ainda deslocados “meios, entre gruas e balões de flutuação, para tentar tirar o helicóptero das águas” o que vai permitir verificar se o militar desaparecido de 29 anos poderá estar preso na fuselagem do helicóptero.
09h00 de 31ago2024 - Uma equipa de três mergulhadores do Regimento de Sapadores Bombeiros do Porto (RSB) partiu, na manhã deste sábado, para a Régua, integrando agora as buscas pelo militar desaparecido após a queda de um helicóptero no rio Douro. Para a operação, a equipa faz-se ainda acompanhar por um drone subaquático.
10h00 de 31ago2024 - Já está no local e a operar a grua que deverá retirar os destroços do helicóptero que caiu ao rio Douro esta sexta-feira. Segundo as autoridades, a aeronave terá ficado partida em dois na sequência do acidente. Também de acordo com as autoridades, esta operação permitirá confirmar se o corpo do militar de 29 anos que continua desaparecido terá ficado preso na fuselagem da aeronave.
13h00 de 31ago2024 - Na conferência de imprensa das 13h, que decorreu no posto de comando das operações, localizado no cais de Lamego, também esteve presente o chefe do Estado-Maior da Armada. Gouveia e Melo adiantou que vão ser colocadas redes a jusante, no rio, para evitar que o corpo possa ser arrastado, funcionando como “uma barreira de retenção”.
16h25 de 31ago2024 - Acaba de ser encontrado o corpo do GNR que ainda estava dado como desaparecido.
Nunca andei de helicóptero mas um dia...
Nestes dois dias em que ainda estamos a viver as ações de busca e salvamento do trágico acidente com um helicóptero de combate a incêndios que caiu no rio Douro, dou comigo a recordar a época em que em Santa Margarida (anos de 1972 a 74) integrava um grupo da Segunda Companhia de Sapadores do «Bat.Eng.3» que tinha como função não só a proteção contra incêndios de todo o Campo Militar mas também atuava em incêndios florestais nos concelhos e freguesias limítrofes desta grande infraestrutura militar. Uma bela sexta-feira ao fim da tarde, em data que já não consigo precisar, estava eu a preparar-me para passar o meu serviço a um camarada que não ia de fim-de-semana e rumar eu a casa, quando um helicóptero pousou na parada do quartel, coisa estranha, pois em Santa Margarida havia um grande e bem equipado heliporto. Desci à parada e fiquei a saber que teríamos que prestar os nossos serviços num grande incêndio florestal na área de Ponte de Sor. Imediatamente, e já que eu nunca tinha andado de helicóptero, disse ao nosso Segundo Comandante, que me disponibilizava para seguir com esta aeronave, para reconhecimento do terreno... que não, disse o Major, no helicóptero seguiria um graduado da especialidade de Operador de Terraplanagem, para melhor determinar onde poderíamos atuar... e eu seguiria por estrada comandando as duas DC-6 que seriam transportadas em dois camiões Hanomag Henschel. E pronto... lá fui eu e a minha equipa numa longa viagem por estrada, mais umas largas horas de limpeza de terrenos, sempre com o fogo relativamente perto mas sempre em segurança de pessoal e máquinas. E não andei de helicóptero... até aos dias de hoje.
(Na imagem o AS350 - Eurocopter AS350 B3e - a versão mais recente de um dos tipos de helicóptero mais famosos do mundo)

Há mau criminosa em muitos dos incêndios florestais?... Claro que há, mas não "amandemos" com as culpas todas para os pirómanos, pois as autarquias têm muita culpa na forma como só se lembram de Santa Bárbara quando troveja.
Não me considero um "expert" na matéria, mas os dois anos e meio (1972-74) em que comandei em ações de prevenção e ataques a incêndios um grupo de Sapadores do Batalhão de Engenharia n.º 3 em Santa Margarida, dizem-me que os incêndios se combatem "antes de...". Era o que fazíamos... prevenção... prevenção... e mais prevenção. Só depois combate.
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Albertino Amaral - Em concreto, se há mão criminosa nestes incêndios, então só se reconhece em quem os provocou, a responsabilidade do acto. As autarquias, são Governo, e como tal, a culpabilidade que se lhe atribui, nós já sabemos. Por isso, estas entidades não têm legitimidade moral, para os condenar exemplarmente. Daí, a passividade.... Isto virou negócio, quer queiramos, quer não.......Ponto.
David Ribeiro - Albertino Amaral... não só, mas também.
Albertino Amaral - David Ribeiro O que é mais curioso, é que o calor começou, há já algum tempo, e nada de anormal se passou. A partir do momento em que se começa a falar muito sobre os incêndios e a sua época, eis que começa o " teatro "..... logo iniciam-se as operações.... Ora bolas.......
David Ribeiro - Albertino Amaral... Com atrás lhe disse, no meu tempo de "bombeiro militar" além da curriqueirice diária de apagar fogos provocados nas pistas dos exercícios de bombardeamentos aéreos ou de carros de combate M46, o nosso tempo de trabalho incluía a limpeza com bulldozers (DC6 e DC8) das matas das freguesias limítrofes do Campo Militar de Santa Margarida antes da época crítica dos incêndios.
Albertino Amaral - Outros tempos meu amigo. Tempos de noção de responsabilidade e organização. 1972 - 1974, era outra era, outra mentalidade. Nada comparável com o hoje. Nunca, mas nunca nada mais, será como já foi..... Pode ser que não seja para o nosso tempo, mas a ser " negócio ", isto vai correr mal, um dia........Escreva, meu caro.........
Isabel Sousa Braga - Em Espanha queixam se só mesmo, fogos postos. Cambada
Jose Luis Soares Moreira - Totalmente de acordo
Albertino Amaral - Na sequência da JMJ e das palavras do Papa bem como no espírito que durante aquela semana imperou por Lisboa e por todo o país em geral, era lindo ver aquela malta toda que está na Zambujeira do Mar, para assistir aos concertos musicais, ir dar uma boa ajuda a apagar os incêndios que por aquelas bandas lavram.....! Como ? Achas ? Eu não sou bombeiro, meu.......sssssss
David Ribeiro - Deixem os combates a incêndios para quem sabe... voluntários, por mais boa vontade que tenham, normalmente só atrapalham.
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Nestes dias em que as tv's nos dão notícias dos incêndios que assolam uma grande parte do território nacional, dou comigo a recordar a época em que em Santa Margarida (anos de 1972 a 74) integrava um grupo da Segunda Companhia de Sapadores do «Bat.Eng.3» que tinha como função não só a proteção contra incêndios de todo o Campo Militar mas também atuava em incêndios florestais nos concelhos e freguesias limítrofes desta grande infraestrutura militar. Uma bela sexta-feira ao fim da tarde, em data que já não consigo precisar, estava eu a preparar-me para passar o meu serviço a um camarada que não ia de fim-de-semana e rumar eu a casa, quando um helicóptero pousou na parada do quartel, coisa estranha, pois em Santa Margarida havia um grande e bem equipado heliporto. Desci à parada e fiquei a saber que teríamos que prestar os nossos serviços num grande incêndio florestal na área de Ponte de Sor. Imediatamente, e já que eu nunca tinha andado de helicóptero, disse ao nosso Segundo Comandante, que me disponibilizava para seguir com esta aeronave, para reconhecimento do terreno... que não, disse o Major, no helicóptero seguiria um graduado da especialidade de Operador de Terraplanagem, para melhor determinar onde poderíamos atuar... e eu seguiria por estrada comandando as duas DC-6 que seriam transportadas em dois camiões Hanomag Henschel. E pronto... lá fui eu e a minha equipa numa longa viagem por estrada, mais umas largas horas de limpeza de terrenos, sempre com o fogo relativamente perto mas sempre em segurança de pessoal e máquinas.
E não andei de helicóptero...

Fiquei a saber ontem, numa curta conversa no elevador com uma das duas muito queridas jovens suas filhas, que este piloto é um dos meus vizinhos. Parece que, felizmente, a fisioterapia de recuperação às múltiplas fraturas está a correr bem.
O Minho - 1set2022 às 21h10
O piloto do helicóptero que se despenhou ao final da tarde de hoje quando combatia um incêndio no concelho de Amares, “está consciente e colaborante”, disseram à agência Lusa fontes de socorro. Segundo estas fontes, a equipa médica já está junto do piloto. Fonte ligado ao setor da aviação acrescentou à Lusa, pelas 21h00, que o piloto ainda se encontrava encarcerado no helicóptero, dando conta de que a viatura de desencarceramento não conseguia chegar ao local do acidente. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEP) confirma que “o piloto comandante se encontra consciente, estando a ser avaliado pela equipa de socorro”.

Cerca de 10.000 hectares arderam até esta quinta-feira [11ago2022] na Serra da Estrela, onde desde sábado [6ago2022] lavra o incêndio que começou na Covilhã, segundo o sistema de vigilância europeu Copernicus. De acordo com a informação disponível no Copernicus, até quarta-feira [10ago2022] tinham ardido 9.532 hectares na região da Serra da Estrela. Na terça-feira [9ago2022], o vice-presidente da Câmara da Covilhã tinha dito que o incêndio que deflagrou no sábado em Garrocho (Covilhã) já tinha consumido cerca de três mil hectares de floresta e mato no concelho. Segundo a informação provisória recolhida até esta quinta-feira [11ago2022] e disponível no site do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), já arderam este ano 74.304 hectares em espaços rurais, sendo que metade são povoamentos florestais, 41% representa área ardida de mato e 9% área agrícola. No total, segundo a mesma fonte, este ano já foram registadas 8.184 ocorrências. No início da semana, o último relatório do ICNF, que não incluía o incêndio que deflagrou no sábado na Covilhã, indicava um total de 58.354 hectares de área ardida até 31 de julho.
Ao sexto dia de combate às chamas na Serra da Estrela, o Ministério da Administração Interna (MAI) admite que "foram identificadas situações que, do ponto de vista operacional e dadas as características do incêndio, poderão necessitar de ajustamentos" que, assegura a tutela, "estão já a ser objeto de avaliação". Ainda assim, refere o Governo no comunicado enviado esta quinta-feira às redações, "a complexidade deste incêndio desencadeou uma mobilização de meios excecional, estando neste momento empenhados um total de mais de 1.500 operacionais, apoiados por 465 veículos, 14 meios aéreos e 16 máquinas de rasto, o que representa um novo reforço de meios face ao dia de ontem". O comando das operações "está a ser assegurado através do Centro Tático de Comando da ANEPC, instalado e operacionalizado no terreno", acrescenta ainda o MAI. Garantindo que está a acompanhar a evolução do incêndio, o Governo refere que a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, tem está em contacto com os autarcas da Covilhã, Gouveia, Guarda e Manteigas, com quem reuniu "ontem e hoje, por videoconferência". Nesse encontros estiveram também presentes responsáveis da ANEP), "que efetuaram um briefing detalhado sobre a situação operacional no terreno".

Ao fim do dia de ontem tivemos a triste notícia da morte de André Serra, o piloto do avião anfíbio de combate a incêndios que caiu em Foz Côa. O piloto seguia sozinho a bordo do avião anfíbio Fire Boss quando perdeu o controlo da aeronave que tinha acabado de reabastecer de água no rio Douro. O alerta foi dado cerca das 20 horas, para a freguesia de Castelo Melhor, em Vila Nova de Foz Côa. Para o local - uma vinha da Quinta do Crasto, numa encosta entre Orgal e Castelo Melhor, junto à EN 222, a alguns metros das margens do rio Douro - seguiram de imediato 52 operacionais, 15 viaturas e três meios aéreos: um helicóptero do INEM, um meio de busca e salvamento da Força Aérea Portuguesa e um helicóptero de coordenação da Proteção Civil. O corpo do piloto português foi encontrado carbonizado dentro do aparelho.
Comunidado da Presidência da República (15jul2022)
Foi com pesar que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa recebeu a notícia do falecimento do Comandante Piloto André Serra, durante o combate a um incêndio no teatro de operações de Torre de Moncorvo, Bragança. O Comandante André Serra será recordado pela sua coragem, bravura e dedicação ao serviço. À família enlutada, amigos e camaradas da Força Aérea Portuguesa - ramo das Forças Armadas onde serviu Portugal - apresenta o Presidente da República as suas sentidas condolências, nesta hora igualmente difícil para todos os operacionais do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais.
António Costa na rede social Twitter (15jul2022)
O adeus ao piloto André Serra
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participou no domingo [17jul2022], na capela da Força Aérea, em Lisboa, na missa de corpo presente do piloto de combate aos incêndios que morreu num acidente na sexta-feira, em Foz Coa, distrito da Guarda. O Governo esteve representado nas cerimónias fúnebres pelo ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro. Marcelo Rebelo de Sousa tinha estado presente no velório, no sábado à noite. O funeral seguiu, pelas 14 horas, para o cemitério de Barcarena, Oeiras, onde o piloto foi cremado.
Dez acidentes e nove mortes com aeronaves em combate a incêndios em Portugal desde 2009 (Fontes: Agência Lusa e Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários - GPIAAF)
2022
7 julho, Foz Coa, distrito da Guarda: Um avião anfíbio "Fire Boss", de combate a incêndios, despenhou-se em Castelo Melhor, concelho de Foz Côa. O piloto morreu na queda do avião.
2020
8 agosto, Lindoso, Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo: Um avião anfíbio pesado (Canadair CL215) que fazia parte do dispositivo de combate a incêndios rurais despenhou-se na zona do Lindoso, Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, quando combatia um incêndio na Serra do Gerês, provocando um morto e um ferido grave. Em 21 de setembro, morreu o co-piloto do avião envolvido neste acidente.
2019
5 setembro, Sobrado, Valongo, distrito do Porto: Um helicóptero AS350-B2 colidiu com linhas elétricas e despenhou-se quando combatia um incêndio em Sobrado, Valongo, distrito do Porto, causando a morte ao piloto Noel Ferreira, de 36 anos, também piloto da Força Aérea e comandante dos Bombeiros Voluntários de Cete, em Paredes, distrito do Porto.
4 setembro, Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra: Um helicóptero ficou parcialmente destruído depois de cair durante a descolagem na Pampilhosa da Serra para combater um incêndio no distrito de Castelo Branco. O acidente deveu-se a um erro do piloto, que pensava estar a operar um modelo diferente daquele que realmente pilotava, concluiu Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF).
3 julho, barragem de Castelo de Bode: Um avião ligeiro de combate a incêndios ficou destruído quando abastecia água na barragem de Castelo de Bode. O acidente deveu-se ao facto de o piloto não ter recolhido o trem de aterragem, concluiu o GPIAAF.
2017
20 agosto, Cabril, Castro Daire: Um helicóptero da empresa Everjets caiu, tendo provocado a morte ao piloto, em Cabril, Castro Daire, distrito de Viseu, quando combatia um incêndio florestal.
2015
8 agosto, Arcos de Valdevez: Um helicóptero ligeiro de combate a incêndios despenhou-se quando regressava de um fogo em Miranda, Arcos de Valdevez, e duas pessoas ficaram feridas.
29 junho, Paços de Ferreira: Um helicóptero ligeiro da Proteção Civil caiu na localidade de Lamoso, concelho de Paços de Ferreira, quando estava a reabastecer-se de água numa lagoa para combater um incêndio naquela localidade, causando ferimentos ao piloto.
2012
3 setembro, Ourém: A queda de um helicóptero de combate ao fogo junto ao parque de merendas de Espite, no concelho de Ourém, fez dois feridos ligeiros.
19 julho, Beja: Registada amaragem de um avião anfíbio, que participava no combate ao incêndio em Tavira na albufeira do Roxo, devido a uma falha técnica, sem causar vítimas.
2009
12 agosto, Fundão: Um avião de combate a incêndios aterrou de emergência em Ferreiras, concelho de Fundão. Os dois tripulantes saíram ilesos.
"Hoje será o dia mais grave em termos de temperaturas, com o aumento do vento de leste e uma humidade baixa", disse António Costa, sublinhando que é preciso "mais cuidado do que nunca para evitar novas ocorrências" esta quinta-feira.
Número total de incêndios rurais: 54 (15 em curso, 8 em resolução e 31 em conclusão)
Número total de operacionais mobilizados: 3.606
Número total de viaturas operacionais mobilizadas: 1.087
Número total de meios aéreos mobilizados: 30
11h38 de hoje - Fogo que começou em Vilar de Mouros, em Caminha, em fase de resolução. O incêndio que deflagrou na quarta-feira em Vilar de Mouros, concelho de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, está em resolução depois de uma “noite de sobressalto” devido a reacendimentos, disse esta quinta-feira o presidente da Câmara. “Passámos uma noite de sobressalto porque, apesar de haver algum controlo sobre o fogo, havia muitos fogachos que se reacendiam e isso junto a casas é igual a sobressalto”, afirmou à agência Lusa o socialista Miguel Alves. O autarca referiu que, pela manhã, a “situação estava mais controlada”, realçando ainda a mobilização de um meio aéreo (helicóptero ligeiro) que, “logo à primeira hora do dia”, foi até Lanhelas onde andou a “apagar fogo atrás das casas que estavam mais ameaçadas”. “A situação neste momento é de alguma serenidade e a sensação de controlo. As equipas vão manter-se posicionadas, algumas foram rendidas, e as equipas municipais quer de sapadores, quer de funcionários com cisterna estão também no local, porque achamos que a tarde pode ser complicada, com algum vento a entrar de sul”, explicou Miguel Alves. O incêndio teve início pelas 14h00 de quarta-feira, em Vilar de Mouros, estendeu-se a Lanhelas, obrigou ao corte durante quase cinco horas da Autoestrada 28 (A28) e foi dado como estando em resolução pelas 10h00 de hoje. Miguel Alves disse que o fogo queimou “muita floresta”, que circunda a nascente de Vilar de Mouros e de Lanhelas, e referiu que “estiveram sob ameaça não só casas, como também pequenas fábricas, carpintarias e até um armazém de pirotecnia”. “E tudo foi debelado”, frisou. O autarca apontou que durante o combate a este incêndio três bombeiros tiveram de “ser retirados”, na quarta-feira, por “alguma exaustão”, pois vinham já de outro fogo em Lindoso (Ponte da Barca), e um outro bombeiro de Vila Praia de Âncora sofreu uma fratura óssea, durante uma mudança de um pneu de um camião.
11h45 de hoje - Fogo corta EN101 que liga Amarante à Régua. Há pontos de "visibilidade totalmente nula". Incêndio deflagrou às 6h28 e abrange três freguesias de dois concelhos. A densidade de fumo e a proximidade da estrada já obrigou ao corte da Estrada Nacional 101, estando a consumir uma zona de mato. No local estão 107 operacionais, apoiados por 28 veículos e 3 meios aéreos.
12h31 de hoje - Um incêndio que começou ao início da manhã de hoje em Baião, no interior do distrito do Porto, alastrou, entretanto, ao vizinho município de Amarante, com três frentes ativas, informou fonte dos bombeiros. Pelas 11h45, segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Baião, Alexandre Pinto, as chamas estavam a ser combatidas por cerca de uma centena de bombeiros, de 10 de corporações da região Norte, apoiados por 28 veículos e três meios aéreos. O incêndio deflagrou na localidade de Teixeira, em Baião, tendo o alerta sido registado às 06h28. O comandante referiu que a principal frente de fogo ativa está a dirigir-se para Carneiro e Murgido, em Amarante. Alexandre Pinto acrescentou não haver casas ou outras estruturas em perigo, sublinhando: "Os bombeiros não vão deixar que isso aconteça”.
15h20 de hoje - GNR deteve homem na Trofa que ateava fogo no mato para queimar cobre. Um homem de 50 anos foi hoje detido na Trofa por atear fogo em zona de mato para queimar cobre, o que viola a situação de contingência em que se encontra o país, revelou hoje em comunicado a GNR. A detenção ocorreu após uma denúncia de que o homem estava a atear fogo para queimar cobre, tendo o indivíduo sido apanhado quando já se encontrava em fuga e com um saco que continha no seu interior pedaços de cobre ainda quentes, descreve a Guarda. Após ter sido intercetado, o homem “confirmou a veracidade dos factos”, motivo que levou à sua detenção, tendo sido apreendido um isqueiro, acrescenta a nota de imprensa. Fonte da GNR revelou à Lusa que “não chegou a haver incêndio, tendo a fogueira sido apagada pelos militares da Guarda com o apoio da Polícia Municipal”. O detido vai ser presente hoje ao Tribunal Judicial de Santo Tirso.
15h59 de hoje - Fogo de Baião com três frentes ativas. O fogo de deflagrou numa zona de mato em Baião está com três frentes ativas. Cerca das 15h43, estavam no local 129 operacionais, acompanhados por 39 meios terrestres e um meio aéreo.
Número total de incêndios rurais: 71 (19 em curso, 9 em resolução e 43 em conclusão)
Número total de operacionais mobilizados: 3.975
Número total de viaturas operacionais mobilizadas: 1.195
Número total de meios aéreos mobilizados: 22
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