"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sábado, 24 de Fevereiro de 2024
Dois anos de guerra na Ucrânia

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É assim que estamos... e estamos mal. Que falta fazem negociações de paz.

  Há um “pessimismo crescente” na UE, só 10% dos europeus acreditam na vitória dos ucranianosSegundo um novo estudo do European Council on Foreign Relations, publicado na última quarta-feira [21fev] e elaborado com base em sondagens em 12 Estados-membros da UE, incluindo Portugal, predomina a convicção de que o conflito acabará com “um acordo de compromisso”. Ainda assim, há “apoio generalizado” à manutenção, ou mesmo aumento, da ajuda europeia a Kiev no caso de Trump vencer as eleições e mudar a política dos EUA em relação à Ucrânia. Os líderes europeus devem “alterar o seu discurso para não parecerem irrealistas perante um público cético”, recomendam os autores do estudo.
  Onze milhões deixaram as suas casas, quatro milhões nunca regressaram. Em menos de um mês, de 24 de fevereiro a 20 de março de 2022, um quarto da população da Ucrânia tinha deixado as suas casas, quase 11 milhões de pessoas. Alguns saíram do país, outros ficaram em zonas mais longe das linhas da frente. Cerca de 90% de toda a população ucraniana que abandonou o território são mulheres e crianças, já que os homens entre os 18 e os 60 anos estão impedidos de o fazer, uma vez que está em vigor a lei marcial e qualquer um, desde que tenha saúde, pode ser mobilizado.
  Reunião entre Putin e ShoiguO Kremlin divulgou na passada segunda-feira [19fev] imagens de um encontro entre o presidente da Rússia e o ministro da Defesa, durante o qual Vladimir Putin congratulou Sergei Shoigu pela conquista da cidade de Avdiivka. Putin aproveitou ainda para dizer que os soldados ucranianos abandonaram a região antes da ordem de retirada dos superiores e não depois da decisão de Kiev. O encontro surge no dia em que vários meios de comunicação ocidentais referem um elevado número de soldados feridos na linha da frente.

 in The Daily Progress
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João FernandesDavid Ribeiro Um presidente que, em vez de um exílio dourado, como lhe foi proposto, preferiu ficar à frente do País e lutar contra a agressão imperialista russa, não merece o que acima está escrito.
David RibeiroO que gostaríamos que acontecesse na Ucrânia, João Fernandes, não é o que a realidade nos apresenta. O regime de Zelensky está a chegar ao fim.
João FernandesDavid Ribeiro, sim, quando for substituído por um fantoche russo, vai ficar tudo bem

   Fox News  - 22fev2024
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Adao Fernando Batista BastosBruxo.
Albertino AmaralA União Europeia, é uma treta...... Um circo muito mal montado.......

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Já vi o Major-General Isidro de Morais Pereira mais convencido da invencibilidade ucraniana.

  Carlos Miguel SousaTenho muita pena dos Ucranianos, e ainda mais de terem acreditado que a Europa estaria sempre à altura de os ajudar. Felizmente para eles há alemães na Europa, mas ainda assim não sei se sozinhos chegarão para os Russos. Cada vez é maior a vergonha que sinto, quando oiço de viva voz de cidadãos Ucranianos, histórias sobre a morte em vão de tantos rapazes e jovens adultos que já morreram na guerra e para cujas mortes nem eles nem as famílias encontram qualquer justificação plausível. Para eles o problema já não é se a Rússia fica com os territórios ocupados, pois para eles já não lhes restam quaisquer dúvidas acerca disso. A dúvida deles é a de saber quanto tempo mais irá o Zelensky demorar para se sentar à mesa com o Russos e negociar um acordo de paz. É que segundo eles, qualquer dia poderá já não haver Ucranianos, vivos disponiveis para continuar a ser carne para canhão...

 

  Quem será que vai ganhar?
4265.jpgAo fim de dois anos da “Operação Militar Especial na Ucrânia” 18% do território ucraniano está ocupado pelas tropas de Putin, mas é importante lembrar que cerca de 7% deste território já estava sob domínio do Kremlin antes de 2022. Não podemos esquecer que esta guerra começou em 2014 com a ocupação da Crimeia e a intervenção russa no leste da Ucrânia, na região do Donbass. É difícil estimar o número de civis e militares feridos ou mortos durante estes dois anos de guerra na Ucrânia, mas em dezembro de 2023, um relatório desclassificado dos serviços secretos norte-americanos enumerava 315.000 soldados feridos ou mortos do lado russo. O New York Times revelou em agosto de 2023 que 70.000 soldados ucranianos tinham sido mortos e entre 100.000 e 120.000 feridos, com base em estimativas norte-americanas. As perdas russas seriam mais elevadas: 120.000 soldados russos teriam morrido entre o início da guerra e agosto de 2023 e entre 170.000 e 180.000 teriam ficado feridos. E não podemos esquecer os mais de 10 milhões de ucranianos que foram obrigados a abandonar as suas casas desde o início da invasão total da Ucrânia pela Rússia. Destes, mais de 6,4 milhões são refugiados no estrangeiro.

 

    Para mim a mais estapafúrdia "notícia" desta guerra foi conhecida em meados de 2022, via secretária de Estado do Comércio dos Estados Unidos, Gina Raimondo, que afirmou estar a Rússia a utilizar semicondutores retirados de eletrodomésticos como máquinas de lavar loiça e frigoríficos em algum equipamento militar.

 

  Revista Time - sábado 24fev2024
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"...Zelensky foi forçado a reconhecer discretamente a nova realidade militar. A estratégia da Administração Biden é agora sustentar a defesa ucraniana até depois das eleições presidenciais dos EUA, na esperança de desgastar as forças russas numa longa guerra de desgaste. (...) A implicação do facto de a Ucrânia permanecer indefinidamente na defensiva – mesmo que o faça com sucesso – é que os territórios atualmente ocupados pela Rússia estão perdidos. A Rússia nunca concordará, na mesa de negociações, em entregar terras que conseguiu manter no campo de batalha."



Publicado por Tovi às 07:14
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Quarta-feira, 18 de Outubro de 2023
Ataque ao Hospital Árabe al-Ahli em Gaza

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Ao fim da tarde de ontem o Ministério da Saúde de Gaza acusou Israel de ter efetuado um ataque aéreo ao Hospital Árabe al-Ahli, na cidade de Gaza, com pelo menos 500 vítimas palestinianas. O hospital é administrado pela Diocese Episcopal de Jerusalém e servia um duplo propósito: ser um abrigo para palestinianos que fugiram de suas casas seguindo ordens de evacuação israelita, bem como abrigar pacientes. Uma escola administrada pela ONU que abrigava refugiados também foi atacada. O ataque foi condenado pela Organização Mundial da Saúde, pelo Egito, pelo Presidente Recep Tayyip Erdogan da Turquia, pelo Catar, por Mahmoud Abbas da Autoridade Palestiniana, entre outros e também pelo Irão que declarou esta quarta-feira como dia de luto pelo “massacre e crime de guerra contra a humanidade”. Ao mesmo tempo a Rússia e os Emirados Árabes Unidos solicitaram uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.  Israel nega as acusaçõesdiz que de acordo com "informações de inteligência, provenientes de várias fontes que possuímos", a organização terrorista "Jihad Islâmica é responsável pelo disparo falhado que atingiu o hospital".

 

  Manifestações pró-Palestina
Captura de ecrã 2023-10-17 223558.pngNa sequência do ataque ao hospital em Gaza, centenas de manifestantes tentaram ultrapassar uma barreira de segurança e entrar na embaixada de Israel em Amã, na Jordânia, mas as forças de segurança jordanas conseguiram pará-los, usando gás pimenta. Na Cisjordânia, mais concretamente em Ramallah, manifestantes saíram às ruas para protestaram contra o ataque ao hospital, havendo confrontos com a polícia. Em frente ao consultado israelita em Istambul, na Turquia, centenas de manifestantes protestaram contra este ataque ao hospital. Em protesto contra o ataque ao hospital, o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, cancelou o encontro de hoje com o Chefe de Estado norte-americano, Joe Biden.

 

   Joe Biden em Israel 
231018091025-02-biden-israel-101823.jpgO Presidente dos EUA chegou esta manhã a Israel em plena tensão máxima, após "um ataque aéreo ao Hospital Árabe al-Ahli na cidade de Gaza" ainda não muito bem explicado. Além de conversações com autoridades israelitas, Joe Biden tem na agenda um encontro com famílias das vítimas e dos desaparecidos após os ataques do Hamas em solo israelita.
  
Sarah CorsinoEsse ataque ao hospital é uma coincidência tão coincidente 🤔
Isabel Sousa Braga
Amorosos
Albertino Amaral
Até se matam pulgas com mísseis........
Castro Ferreira Padrão
Qual dos dois terá mais juízo?????
David RibeiroNa manhã de hoje [terça-feira 18out2023] numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro de Israel, o presidente norte-americano Joe Biden disse a Benjamin Netanyahu que “com base no que vi, parece que [o ataque] foi feito pela outra parte, e não por vocês”. E eu lembrei-me logo de há uma semana o Presidente dos EUA ter afirmado taxativamente que tinha visto fotografias dos bebés decapitados. "Nunca pensei que iria ver e ter imagens confirmadas de terroristas a decapitar crianças", disse Biden. Mais tarde, no entanto, a Casa Branca veio “clarificar” as declarações do seu líder, com fontes da administração norte-americana a afirmar que Joe Biden estava a referir-se aos relatos oriundos de Israel, e não tinha visto qualquer fotografia de bebés decapitados.
Cristina Vasconcelos Porto
E??? David Ribeiro diga-me um que ainda não tivesse mentido na porcaria desta guerra.
Isabel Sousa Braga
Palhaçada
David RibeiroIsabel Sousa Braga... não sabem o que dizem e não dizem o que sabem.
Isabel Sousa Braga
David Ribeiro e pelo meio morrem inocentes, é muito triste. O circo dos horrores.
Isabel Sousa BragaO primeiro-ministro Rishi Sunak ao ser questionado sobre o ataque ao hospital Al Ahli em Gaza disse que a inteligência britânica está investigando evidências e “é importante neste caso não tirar conclusões precipitadas”.
Albertino AmaralEm boa verdade, um grupo de terroristas que invade um normal e pacífico concerto de música e começa a MATAR indiscriminadamente toda a gente que ali está, velhos, novos, homens, mulheres, crianças e tudo o que mexe, julgo ser capaz também de " atirar " uma bomba para um hospital no meio de uma guerra, por forma a incriminar o adversário.... Julgo até que uma atitude destas, faz parte da sua própria estratégia de guerra. Afinal esta gente, quem é ? O que defendem? Com que legitimidade ? Enfim.........
David Ribeiro
Realmente, Albertino Amaral... e o que me diz às "famosas" imagens de terroristas a decapitar criancinhas?
Albertino AmaralDavid Ribeiro Digo que é uma prova evidente do que escrevi acima. Qual é a dúvida de que possam ter sido os mesmos que lançaram a bomba no hospital ? Afinal, só com uma bomba, resolveram um assunto que iria dar-lhes mais trabalho, e não havia filme...... Que lhe parece, amigo ?
David RibeiroA única coisa que me parece, amigo Albertino Amaral, é que não devemos embarcar facilmente em tudo o que dizem. Repare que no escandaloso caso de Biden ter dito que viu crianças a serem decapitadas, acabou por assessores da Casa Branca afirmarem que o Presidente não tinha visto qualquer fotografia de bebés decapitados. A guerra da informação também mata.
Albertino Amaral
David Ribeiro Meu caro, exactamente por não embarcar em tudo o que é " ´piroga ", é que eu não afirmo peremptóriamente , se é ou não verdade..... Contudo, parece-me normalíssimo, que quem mata por prazer, por hábito ou por simples passatempo, seja capaz de decapitar crianças, lançar bombas para hospitais, porque depois até se escondem em buracos que já construíram previamente para esse efeito, prevendo assim as atrocidades que tinham em mente. Como tal, e seguindo este raciocínio, só espero que esses túneis, lhes sirvam de sepultura, porque esses seres não são normais, não se trata de humanos, mas de outra " coisa " qualquer, que odeia o ser humano, embora possam ter o mesmo aspecto....... !

 

   V E R G O N H A ! . . . 

Captura de ecrã 2023-10-18 160118.pngNo dia de hoje [18out2023] os EUA vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que apelava a uma pausa humanitária em Gaza, ao mesmo tempo que condenava os ataques do Hamas contra Israel. Neste Conselho de Segurança, composto por 15 membros, também houve 12 votos a favor (França, China, Albânia, Brasil, Equador, Gabão, Gana, Japão, Malta, Moçambique, Suíça e Emirados Árabes Unidos) e duas abstenções (Reino Unido e Rússia).

  
Luis BarataNão percebo onde está a vergonha. Talvez pensar no humanitarismo do hammas e do respeito que não teriam pela pausa... Venham de lá as ajudas dos outros...
David RibeiroLuis Barata... a resolução vetada pelos EUA apelava a uma pausa humanitária em Gaza, ao mesmo tempo que condenava os ataques do Hamas contra Israel.
Luis Barata
David Ribeiro perspectivas!... Essas abstenções têm razão de existir.. Um é contra o outro têm receios, os States stand by Israel e os outros todos são queridinhos uns, medinho têm outros e ainda há os que hesitam em escolher side... Afinal de contas o hammas agride barbaramente é depois vem pedir ajudas e pausas a quem é agredido? Sim os civis nunca tem culpa e sofrem horrores. Mas afinal aceitam e acoitam quem pratica essas agressões infames.
David Ribeiro
Realmente é verdade, Luis Barata, os civis nunca têm culpa e sofrem horrores... e por isso os que devemos TODOS condenar são, de um lado o Hamas mais os seus congéneres e do outro lado o "casamento" de judeus ultra-ortodoxos com os "falcões" das forças armadas israelitas.
Paulo Teixeira
Discordo da bondade da resolução
Sasha van LammerenA resolução exigia um cessar-fogo de Israel diante do Hamas. Ou seja, pedia a Israel parar de se defender do Hamas. Até hoje o Hamas envia foguetes contra Israel.



Publicado por Tovi às 07:18
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Sábado, 14 de Outubro de 2023
Informação ao serviço de interesses obscuros

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Mais uma vez a INFORMAÇÃO ao serviço de interesses obscuros... a brutalidade do ataque do Hamas a Israel é altamente condenável, mas não nos contem histórias.

Inicialmente uma correspondente da televisão israelita i24, Nicole Zedeck, disse em direto que soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a existência de 40 cadáveres de bebés no kibutz Kfar Aza, alguns deles decapitados. A repórter francesa Margot Haddad, do canal francês LCI, foi mais além e alegou, numa publicação no X, ter em sua posse fotografias e vídeos dos corpos dos bebés decapitados. “Quanto aos vídeos de decapitações e às fotografias de corpos de bebés em Kfar Aza, tenho-os na minha posse e digo-o uma última vez: Não. Nunca. Nunca. Nunca divulgarei estas imagens”, escreveu a jornalista. O major-general Itai Veruv também confirmou os relatos. "Nunca vi nada como isto na minha carreira, nunca em 40 anos de serviço, isto é algo que nunca imaginei”, disse. O governo de Benjamin Netanyahu confirmou igualmente a veracidade da notícia, mas a informação foi posteriormente desmentida por fontes oficiais da IDF, já esta quinta-feira [12out2023]. Também nesta mesma quinta-feira, o tenente-coronel Richard Hecht, porta-voz da IDF, afirmou que não conseguia negar ou confirmar se, de facto, o Hamas decapitou crianças naquele kibutz. "Quero acreditar que, se o nosso reservista de 45 anos disse a um jornalista o que viu, não estava a cuspir a mensagem das IDF. Não sei, não posso negar”, afirmou. Um canal britânico, através do seu correspondente Stuart Ramsay, avança ainda ter entrevistado outros dois majores-generais no local, que não deram qualquer indicação sobre a existência de crianças decapitadas em Kfar Aza. A confusão comunicacional da IDF ficou ainda mais evidente quando, enquanto Richard Hecht não conseguia confirmar a informação, um outro porta-voz da organização, Jonathan Conricus, afirmou que as decapitações tinham de facto ocorrido. "Admito que demorámos algum tempo a compreender e a verificar esses relatos, e era difícil acreditar que até o Hamas pudesse realizar um ato tão bárbaro. Agora podemos dizer, com relativa confiança, que foi isso que o Hamas fez. Havia corpos espalhados por todo o lado, mutilados." Outro episódio profundamente confuso sobre este assunto ocorreu quarta-feira [11out2023]. Num discurso perante líderes da comunidade judaica nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden afirmou taxativamente que viu fotografias dos bebés decapitados. "Nunca pensei que iria ver e ter imagens confirmadas de terroristas a decapitar crianças", disse Biden perante as câmaras. Mais tarde, no entanto, a Casa Branca veio “clarificar” as declarações do seu líder. Duas fontes da administração norte-americana afirmaram que Joe Biden estava a referir-se aos relatos oriundos de Israel, à versão do governo israelita e aos vários artigos noticiosos publicados por órgãos de comunicação social. A Casa Branca também confirmou que o presidente americano não viu qualquer fotografia de bebés decapitados.

 

  
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A comunicação social nas últimas horas diz que Israel irá fazer primeiro "uma operação secreta para retirada rápida dos reféns do Hamas" e depois "uma grande ofensiva em que vai ser muito difícil para as tropas no terreno não cometerem crimes horrendos". Para já e que se saiba só temos constantes bombardeamentos à Faixa de Gaza, mas os custos políticos internos para Israel serão enormes se não conseguirem salvar os cidadãos que foram feitos reféns. (Na imagem capturas de vídeo que circula nas redes sociais e que mostram aparente momento em que membro do Hamas faz refém uma mulher em Israel)

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A porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF) para os meios de comunicação árabes, Ella Waweya, afirmou esta manhã de sábado que o país vai permitir que os cidadãos de Gaza se desloquem para sul nas duas principais estradas do território até às 16h00 locais (14h00 em Portugal Continental).

 

 


naom_63ad332807c0a.jpgO rei Abdullah II da Jordânia, que sempre manteve uma muito corajosa e lúcida atitude perante o conflito Israel-Palestina, já tinha apelado no passado mês de setembro, na Assembleia Geral da ONU, à resolução urgente deste conflito que lhe parecia ser "cada vez mais difícil de resolver". Discursando na Assembleia Geral das Nações Unidas, o monarca haxemita, sem nunca criticar Israel, defendeu mais uma vez a criação de dois Estados com a capital em Jerusalém, cujos sítios sagrados têm segurança garantida pela Jordânia. "Cerca de um terço dos 11 milhões de habitantes da Jordânia são refugiados sírios e palestinianos. É uma tragédia. Cerca de 1,4 milhões de refugiados são crianças. E continuam a nascer centenas, milhares, em território jordano. Fazemos o melhor que podemos, mas os nossos recursos estão a chegar ao fim", alertou. Eu concordo plenamente com Abdullah II, pois se Israel tem todo o direito à identidade nacional, também a Palestina tem direito a ela, e continuar a atrasar o processo só trará mais mortes, como os acontecimentos recentes estão a demonstrar.


Jorge Veiga
Sim, concordo, mas sem a intormissão de forças terceiras.
Castro Ferreira Padrão
Muitas vezes a lucidez de uma pessoa torna-se incómoda e até mesmo ignorada, quando não o deveria ser e, depois o resultado está á vista… é uma pena e está a ser dramático. 



Publicado por Tovi às 07:12
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Sábado, 23 de Setembro de 2023
Rescaldo da visita de Zelensky a Washington

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Biden anunciou novo pacote de ajuda à Ucrânia no valor de 325 milhões de dólares apesar da Câmara dos Representantes considerar que financiar os esforços de guerra da Ucrânia não é prioritário. Parece ter ficado claro que nos EUA se estava à espera de um maior êxito da contraofensiva ucraniana. Há uma desilusão perante o resultado do plano tático que correu mal. Além disso este é um tempo complicado para a Ucrânia. Zelensky está a lutar contra agendas eleitorais em vários dos seus aliados.


Raul Vaz Osorio
Quem estava à espera de mais, é quem acha que uma guerra é um filme da Marvel. Segundo os peritos, a contra-ofensiva até está a correr melhor do que o previsto, especialmente no que toca às perdas de material da Ucrânia, que têm sido surpreendentemente escassas. Por outro lado, as tropas russas estão sem moral, com múltiplas deserções e o exército russo vê-se obrigado a colocar tropas de elite a defender trincheiras, como carne para canhão
David RibeiroRaul Vaz Osorio... o Instituto para o Estudo da Guerra, que não é de forma alguma pró-Putin, afirmava recentemente que durante semanas as forças ucranianas têm tido dificuldade em romper as linhas russas devido às camadas de defesas - armadilhas para tanques, outros obstáculos e densos campos de minas - que provocaram consideráveis perdas de equipamentos. Mas a informação de perdas e danos em tempo de guerra é como o fim-de-tarde de confraternização de pescadores desportivos: "Aquele peixe que me fugiu do anzol era muito maior do que aquele que tu pescaste".
Raul Vaz Osorio
David Ribeiro uma contra ofensiva num terreno minado e armadilhado é sempre difícil, essa sua citação mais não é que uma LaPalissada. O que eu disse, citando diversos especialistas, é que tem corrido melhor do que era por eles esperado, nomeadamente no que respeita às perdas de material (que são, obviamente, inevitáveis), que têm sido cerca de um terço do que era estimado.
Tunes JoseRaul Vaz Osorio Mais um especialista da nossa praça
Raul Vaz OsorioTunes Jose quem, você?
Jorge VeigaQuem estava à espera de muito mais era mesmo o Putin. Em 3 dias e a Ucránia estava debaixo da "pata" do urso. Pois ainda não está.
Carlos AlmeidaJorge Veiga Alguém por aqui não ouviu o Putin falar… Duma operação militar especial. Para libertar o Donbsss, impedir a NATO de tomar conta da Ucrânia, e desnazificar a Ucrânia. O que é que não foi feito ainda?…. Os nazis ainda mexem…
Jorge VeigaCarlos Almeida Quais nazis? Os da Ucránia ou os da Rússia? Qual operação especial, se foi a invasão dum país livre. Alguém por aqui anda distraído.
Carlos AlmeidaJorge Veiga ??? Se ao fim de nove anos ainda não viu os nazis de Kiev é porque não quer!!! Olhe que até bandeiras tinham!!! Agora já as escondem…
Jorge VeigaCarlos Almeida Veja as da Rússia, ou só olhamos para um lado? Ou quer que eu ponha umas fotos do grupo Wagner e congéneres que por lá proliferam e pagas pelo Kremelim? ...e até os temos cá, ou não?
Carlos AlmeidaJorge Veiga Cá com certeza!! E por aqui, a defender os de lá!! Quanto ao Wagner… 😀😀 E que tal mudar o disco riscado?? 🥹
Jorge VeigaCarlos Almeida Caro colega, se só vê um lado, eu não sou oftalmologista.
Carlos AlmeidaJorge Veiga Não sei se é, mas que defende nazis, defende!!
Jorge VeigaCarlos Almeida nunca os defendi. Partimos de raciocínio errado. Curiosamente não o vejo a acusar-se a si de defender o mesmo, já que na Rússia é o que há mais, apesar de alguns já terem morrido de quedas e afogados.
Carlos AlmeidaJorge Veiga Nazis na Rússia?! A Rússia que sempre os combateu e venceu?? Pois os que por lá haja também são combatidos e vencidos, ao contrário de na Ucrânia, onde tomaram o poder em 2014… E os de cá, que se desunham a apoiar os nazis de Kiev…
Jorge VeigaCarlos Almeida Andamos distraídos? Ou os Wagner não os tinham lá? Quem não quer, não compra e é verdade.
Carlos AlmeidaJorge Veiga???? Os Wagner??? Que é deles?? São soldados mercenarios como os Blackwater e Mozart americanos, os Ghurkas britânicos ou a Legião Estrangeira francesa!! Que nazis?? Só de quem não sabe o que é nazismo!🤣 Ou pra disfarçá… 🤪😀😀
Jorge Veiga
Carlos Almeida pagos pelo Kremlim. Os Wagner e outros grupos com elementos nazis. Há fotos e tudo a circular na Net. É só procurar. ...e para finalizar, dizer que no país vizinho há nazis, não é justificação para invadir militarmente (ou também diz que é uma op. militar especial?) outro país.
Jorge De Freitas MonteiroÉ preciso viver num mundo paralelo para acreditar que a contra ofensiva está a correr melhor do que o previsto. Ainda somos todos do tempo, foi há quatro meses, que os mesmos especialistas que agora afirmam isso afirmavam que iriam passar as férias de verão na Crimeia.
Jorge VeigaJorge De Freitas Monteiro fora os especialistas que diziam que demoravam 3 dias a chegar a Kiev.
Jorge De Freitas MonteiroJorge Veiga, no início do conflito ainda era possível esperar que o bom senso e o realismo prevalecessem. Na realidade a coluna russa chegou às portas de Kiev em menos de três dias e parou sem atacar nem destruir a cidade. Foi o tempo das negociações sob os auspícios do antigo PM israelita e, sobretudo, do Erdogan. Chegou a haver um pré acordo que o Zellinsk, sob pressão externa dos US e UK e interna dos sectores mais radicais do regime (um dos membros da delegação ucraniana foi assassinado), rasgou, optando pela via da confrontação militar. Era a época em que nos diziam que os russos tinham que usar os chips das máquinas de lavar, que já quase não tinham mísseis nem munições, que a economia russa ia ruir com as sanções, e que ia ser fácil derrotar a Rússia. Na realidade os russos, falhada a via do bom senso (que tentaram e que teria evitado a destruição da Ucrânia) retiraram a coluna de Kiev e iniciaram uma segunda fase do conflito: uma guerra de atrito, de destruição do exército de Kiev e de destruição dos equipamentos que a NATO fornece. O balanço é claro. Não só a Rússia não ficou sem capacidade militar como se tornou evidente que estava e está preparadíssima para um longo conflito. Entretanto a vida normal na Rússia prossegue sem grandes sobressaltos enquanto a Ucrânia está próxima do colapso económico, social, militar e humano. Cada vez mais ucranianos se recusam a ir combater e, sobretudo, cada vez mais ucranianos compreendem que os nazis cleptocratas que os dirigem cometeram um erro monumental ao recusarem a via negocial que esteve aberta quando o exército russo esteve às portas de Kiev sem no entanto atacar. Mas é fácil ser heróico no conforto das nossas casas a milhares de quilómetros da guerra…

 


1652617589741.jpgO Swiss National Bank afirma que a guerra na Ucrânia reduziu o crescimento económico e aumentou “consideravelmente” a inflação em toda a Europa, e prevê efeitos piores que ainda estão por vir. O estudo examinou o impacto da guerra nas economias da Alemanha, do Reino Unido, da França, da Itália e da Suíça e concluiu que "as consequências negativas da guerra serão provavelmente muito maiores a médio e longo prazo, especialmente no que diz respeito à economia real (...) Em um ou dois anos, esse efeito provavelmente será aproximadamente duas vezes maior.”
  
Isabel Sousa BragaQuem diria 😉
Raul Vaz Osorio
Como é óbvio. Ninguém no seu perfeito juízo esperaria outra coisa. Mais uma LaPalissada. Mas a questão é, qual o preço que estamos dispostos a pagar pela defesa de princípios? Ou o dinheiro é o único valor?
Jorge De Freitas MonteiroPenso que todos os que defendem o apoio ao regime de Kiev custe o que custar deveriam utilizar as suas economias para comprar os títulos do tesouro que a cleptocracia ucraniana anda desesperadamente a tentar vender. Aquilo que se chama: porem as carteiras onde já têm a boca.
Rui LimaSem dúvida uma realidade aguda. De um lado a moral de uma ajuda a um povo invadido e lentamente destruído do outro a economia em baixa. Duas realidades, no meio um povo em sofrimento com milhares de refugiados a fugir de uma estúpida invasão. Que o pior está para vir daquela zona não tenho a mínima dúvida.

 


Captura de ecrã 2023-09-22 143057.pngPelo menos um míssil ucraniano atingiu ontem [6.ª feira 22set2023] o quartel-general da marinha russa do Mar Negro, no porto de Sebastopol, na Crimeia, disse o governador local, Mikhail Razvozhayev. A Crimeia tem sido alvo dos ataques ucranianos que se intensificaram recentemente, quando Kiev prometeu recapturar a península do Mar Negro, que Moscovo anexou em 2014.
  Miguel Soeiro de Lacerda
Deixem- se de guerra e promovam a paz

 


382698470_10224199325798721_4072886254078467116_n.“Eu… quero dizer ao Presidente Zelensky para nunca mais insultar os polacos, como fez recentemente durante o seu discurso na ONU” - Isto foi dito pelo primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, num comício eleitoral na passada sexta-feira, pelo que não deverá ser considerado uma "zanga" mas sim um "arrufo de namorados". Mas o tempo dirá quais as consequências futuras desta "irresponsabilidade diplomática" do Presidente ucraniano.


Albertino Amaral
Quando se ajuda alguém que sabemos muito necessitar dessa ajuda, há sempre uma certa tendência para uma simples humilhação, ou de uma forma mais brejeira, " calcar um pouco o necessitado " para estabelecermos as tais diferenças...... Ora.......
David RibeiroAmigo Albertino Amaral... os polacos, que não são flor que se cheire, neste caso específico da "irresponsabilidade diplomática" de Zelensky têm toda a razão, pois além da grande ajuda que a Polónia lhe tem dado há ainda o facto dos agricultores polacos não aguentarem mais as "diabruras" dos ucranianos na questão dos cereais.
Albertino Amaral
David Ribeiro Pois seja, meu caro amigo. Acaso alguém poderá imaginar qual o estado de espírito deste homem, que governa um país quase totalmente destruído, e não sabe certamente o que mais fazer para "escorraçar" aquela escumalha dali para fora? Convenhamos.........
Jorge Veiga
em comício eleitoral???? Poixxxxx......Sabemos para que servem.



Publicado por Tovi às 07:36
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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2023
78.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas

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A poucos dias do início do debate anual da Assembleia Geral da ONU a  International Crisis Group (ICG), uma organização independente voltada para a resolução e prevenção de conflitos armados internacionais, considerou que os conflitos na Ucrânia, Sudão e Haiti estavam entre os dez principais desafios que as Nações Unidas (ONU) terão de enfrentar em 2024. É por isso que a presença de Volodymyr Zelensky na Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA, na sigla em inglês), que ocorrerá nos dias 19 a 25 de setembro em Nova Iorque, não é de estranhar e até é provável que "a Ucrânia dominará mais uma vez a Assembleia Geral".

 


Captura de ecrã 2023-09-19 153647.pngO grande debate da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) arrancou ontem [3.ª feira 19set2023] na sede da organização, em Nova Iorque, onde mais de 140 líderes mundiais se reúnem para discutir questões mundiais urgentes. Sob o tema “Reconstruir a confiança e relançar a solidariedade global: acelerar a ação na Agenda 2030 e os seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para a paz, a prosperidade, o progresso e a sustentabilidade para todos”, o secretário-geral das Nações Unidas iniciou a sessão com um discurso em que alertou para a necessidade de reformas institucionais. António Guterres também criticou a Rússia pela invasão da Ucrânia e descreveu o aquecimento global como a “ameaça mais imediata ao nosso futuro”.


Captura de ecrã 2023-09-19 155130.pngO Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse no seu discurso, que apoia uma reforma das Nações Unidas para “enfrentar os desafios” para manter “a paz no mundo”. Após dizer que quer uma competição “com responsabilidade” com a China para não desembocar num conflito, Joe Biden deixou duras críticas à Rússia. “A Rússia acredita que o mundo ficará cansado e permitirá que brutalize a Ucrânia sem consequências”, disse Joe Biden, garantindo que isso não acontecerá.


Captura de ecrã 2023-09-19 214441.pngO presidente ucraniano enviou um recado a países como a Polónia e a Eslováquia, que continuam a bloquear as importações de cereais da Ucrânia. Horas antes, o presidente polaco deixou um alerta a Kiev: "É bom que se lembre que recebe ajuda nossa". Zelensky começou por dizer: "Após o colapso da União Soviética, a Ucrânia foi forçada a abdicar das suas armas nucleares, e o mundo decidiu que a Rússia deveria manter as suas. O tempo veio provar que a Rússia era quem merecia mais o desarmamento, e continua a merecê-lo. Os terroristas não têm o direito de ter armas nucleares", lenbrando também os ataques russos à central nuclear de Zaporizhzhia. O discurso do chefe de Estado virou-se, depois, para a segurança alimentar, ao dizer que o Kremlin “utiliza os alimentos como arma”.

  Rui Lopes A. D'OreyCambada de chéchés a falar sem dizer nada.

 



Publicado por Tovi às 07:31
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Sábado, 16 de Setembro de 2023
O que irá Zelensky pedir desta vez?

Captura de ecrã 2023-09-15 210744.png 

Volodymyr Zelensky deve visitar o Presidente americano, Joe Biden, na Casa Branca durante a próxima semana. Durante a estada em Washington o chefe de Estado ucraniano irá também ao Capitólio. Poucos detalhes da visita foram divulgados. Será que desta vez irá pedir a bomba atómica? Depois de sistemas de defesa aérea, tanques M1 Abrams e aviões F-16, só deverá faltar armas nucleares. 

Raul Vaz Osorio
E lá continua o David com a sua disparatada campanha. Sinceramente, não sei o que foi que lhe deu, mas estou a ficar sinceramente preocupado com a sua saúde.
David Ribeiro"Disparatada", Raul Vaz Osorio?... e "campanha"?... Iremos ver o que vai ser pedido desta vez. E obrigado pelo seu cuidado com a minha saúde.
Raul Vaz OsorioDavid Ribeiro sim, é claramente uma campanha. Admito que o disparatada é uma questão de opinião 🤣
João Fernandes
David Ribeiro, um putinista militante. Não passa um dia sem malhar no presidente ucraniano. Pobre russia, vitima da agressão dos nazis ucranianos.
David Ribeiro
João Fernandes... só que "malhar no presidente ucraniano" no meu caso não é ser "putinista" (não tenho a mínima consideração pelo senhor todo poderoso do Kremlin) mas sim ser realista e conhecer o passado recente dos senhores no poder em Kiev.
João FernandesDavid Ribeiro, na minha opinião, que vale o que vale, o David Ribeiro pretende mostrar-se equidistante dos dois lados, embora sempre criticando um só lado. O problema é que, numa guerra, é sabendo o que está em jogo em termos mais vastos, não se pode ser neutro. O querer ser neutro nesta situação é o equivalente aqueles que nunca vão votar quando há eleições, mas depois estão sempre a criticar o que se passa.. Um abraço
David RibeiroJoão Fernandes, eu só quero a PAZ.
João Fernandes
David Ribeiro, sim, acho que é o toda a gente de bem quer.
Jorge VeigaDavid Ribeiro o pior não é o passado recente dos srs de Kiev. O Pior é o passado já antigo, o menos antigo e a invasão de um país livre, pelos srs do Kremilm, principalmente no ex KGB. Basta ser realista.
David Ribeiro
Jorge Veiga... todos conhecemos os "podres" de hoje e de sempre dos senhores do Kremlin, mas não vamos endeusar os no poder em Kiev unicamente por terem sido invadidos de forma difícil de aceitar para quem vive em paz democrática.
Jorge VeigaDavid Ribeiro eu não endeuso os srs de Kiev. Só não posso, não gosto, abomino os ditadores, mesmo que disfarçados, que gostam de invadir os outros países sob pretextos insuficientes para justificarem o facto.
David RibeiroEntão, Jorge Veiga, também deves repudiar os ucranianos que rasgaram o Protocolo de Minsk, despoletando toda esta guerra.
Jorge Veiga
Os motivos alegados por Putin para reconhecer as duas repúblicas foram a suposta quebra do protocolo de Minsk, como a alegação de que, na Ucrânia, há um crescimento de "clãs oligárquicos", "grupos neonazistas" e do "vírus do nacionalismo e da corrupção".[22] (retirado da net). Pergunto: que tem a Rússia a ver com o crescimento daquelas tretas? Ele não as tem dentro de casa? Falsos motivos para realizar um acto que julgava ser de uns dias de duração, mas que saiu muito mal. Eu faria o mesmo, porque de URSS e Federação Russa já estaria cheio.
Jose RomãoZelensky, vai pedir o que for necessário para defender o seu país e cidadãos Ucranianos, do assassino Putin que invadiu a Ucrânia, desrespeitando todas as normas internacionais no que respeita à soberania das nações. O Presidente da Ucrânia é um exemplo de patriotismo e coragem, qualidades cada vez mais raras nos políticos corruptos que proliferam um pouco por todos os lados, eleitos democraticamente por eleitores imaturos que não sabem utilizar o seu voto em defesa dos seus interesses mais básicas. Os cidadãos europeus devem estar agradecidos a Zelensky de contrariar as intenções de Putin em reconstruir a e URSS. Os que estão do lado dos Russos devem ter alguns problemas de lucidez ou falha de carácter‼️😎😎😎
David Ribeiro
Que Putin é um assassino e que desrespeitou todas as normas internacionais ao invadir a Ucrânia é verdade, Jose Romão... já tenho muitas dúvidas que a UE deva estar agradecida a Selensky e todos os corruptos que fazem parte do governo de Kiev.
Jose Romão
David Ribeiro, está a misturar tudo. A Europa não a UE, é que deve agradecer a Selensky por contrariar o sonho de Putin em reconstruir a URSS. Relativamente aos corruptos de Kive não me preocupam, por cá em Portugal existem tantos corruptos, principalmente no PS e respectivos elementos do governo, dos quais 14 tiveram de deixar o governo por esse motivo, com esses é que se deve preocupar pm porque nos prejudicam diariamente e comprometem o futuro dos nossos filhos e netos. Também lhe posso dizer que a própria Rússia é um dos países mais corruptos do mundo, mesmo que não fosse, não lhe dá o direito de violar as fronteiras de outro país‼️😎😎😎
David Ribeiro
Jose Romão... Índice de Percepção de Corrupção em 2022 divulgado pela Transparência Internacional.
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Jose RomãoDavid Ribeiro, "camarada" não sei por onde tem andado, pode vir com os gráficos que lhe apetecer, mas a realidade é bastante diferente, vá fazer uma retrospectiva dos casos de corrupção que têm existido em Portugal com a participação activa de elementos do PS, também lhe posso garantir, que os casos conhecidos é a ponta do icebergue, de muitos casos que não chegam à barra do tribunal, pelo simples facto da justiça em Portugal estar refém do poder político e em particular do PS. Eu sei que tem um carinho especial por Putin e tudo o que ele representa, mas tente ser mais objectivo nas suas afirmações e tentativas frustradas para branquear as acções altamente reprováveis relativamente à violação da soberania do território Ucraniano e dos crimes de guerra cometidos pelo seu amigo Putin‼️😎😎😎
David Ribeiro - Jose Romão... não entendo a forma pejorativa como me está a tratar. Fiquemos por aqui.
Jose Romão
David Ribeiro, tal como também não entendo a sua tendência natural para aproveitar qualquer tema para criticar os Ucranianos, dando sempre a entender que compreende os motivos de Putin que o levou a invadir a Ucrânia. É efectivamente melhor ficarmos por aqui‼️😎😎😎

 

  Quanto a cereais da Ucrânia estamos assim
Captura de ecrã 2023-09-15 213843.pngA Eslováquia impôs uma proibição de cereais provenientes da Ucrânia, seguindo medidas semelhantes anunciadas pela Polónia e pela Hungria após a decisão da UE de não prolongar as suas próprias restrições na sexta-feira passada. As restrições impostas pela União Europeia em maio último permitiram que a Polónia, a Bulgária, a Hungria, a Roménia e a Eslováquia proibissem as vendas internas de trigo, milho, colza e sementes de girassol ucranianos, ao mesmo tempo que permitiam o trânsito de tais cargas para exportação para outros locais. Zelensky já prometeu responder aos “vizinhos” que não querem acatar a decisão da UE em acabar com as medidas restritivas aos cereais ucranianos.

 

  Secção eleitoral na Região de Donetsk na semana passada
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Não há dúvida que um militar armado fica sempre bem nas fotos de umas eleições, sejam elas onde forem. 
 
Isabel Sousa Braga
É para apontar o sentido de voto
Antonio Dias
É a democracia a funcionar.




Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2023
Um ano da invasão russa da Ucrânia

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Um ano se passou desde que os tanques russos invadiram a Ucrânia para uma invasão em grande escala que vários líderes mundiais haviam alertado. Milhares de civis ucranianos, incluindo centenas de crianças, e dezenas de milhares de soldados de ambos os lados foram mortos. E muito provavelmente estes números estão subestimados. Milhões de outras pessoas foram forçadas a fugir de suas casas em busca de segurança. 

Por que a guerra começou?
O presidente Vladimir Putin lançou a invasão em grande escala nas primeiras horas de 24 de fevereiro do ano passado. Num discurso naquela manhã, descreveu a ofensiva como uma “operação militar especial”, dizendo que o objetivo era “desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia”. Argumentou que o governo da Ucrânia estava a sujeitar civis de língua russa na região leste de Donbass ao “genocídio” desde 2014. Foi nesse ano que a Rússia anexou a península da Crimeia e os separatistas apoiados por Moscovo tentaram romper com o controle de Kiev, tomando território e estabelecendo estados autodeclarados do leste em Donbass – a chamada República Popular de Donetsk e Luhansk (DPR e LPR). A maior parte do mundo ainda reconhece a Crimeia, DPR e LPR como terras ucranianas, mas nos anos desde 2014, cerca de 14.000 pessoas morreram num conflito latente entre as forças do governo ucraniano e os rebeldes apoiados pela Rússia.

Quais as nações que apoiam cada lado?
Os aliados da Ucrânia estão principalmente no Ocidente. Os EUA, Reino Unido, União Europeia, Japão e Austrália, entre outros, apoiaram Kiev com milhares de milhões de dólares em ajuda militar e humanitária. Muitos aliados da NATO têm estado na vanguarda dos esforços para armar Kiev com armamento capaz de repelir as forças da Rússia. 
O principal apoiante da Rússia é o seu vizinho e aliado próximo, a Bielorrússia. Os militares de Kremlin usaram o território bielorrusso como plataforma de lançamento para a invasão. Os ex-aliados soviéticos de Moscovo na Ásia Central estão seguindo uma linha cuidadosa. Ao longo do ano, a maioria pediu paz e manteve relações diplomáticas com a Rússia, mas analistas dizem que uma sensação de preocupação é palpável quando uma guerra iniciada pela Rússia, onde o poder soviético foi estabelecido, atinge uma nação com uma história política semelhante. Ao mesmo tempo, muitos países – como China, Índia e Turquia – evitaram apoiar totalmente qualquer um dos lados.

Quantas pessoas foram mortas?
De acordo com um relatório das Nações Unidas de 13 de fevereiro, pelo menos 7.200 civis, incluindo centenas de crianças, foram mortos desde que a Rússia lançou a sua invasão. O número real provavelmente será consideravelmente maior, pois os combates contínuos dificultam os esforços para contar os mortos. Dezenas de milhares de soldados de ambos os lados também foram mortos, mas, novamente, as baixas provavelmente serão maiores - de acordo com autoridades ocidentais, centenas de milhares de soldados morreram.

O que aconteceu até agora?
No início de invasão a Rússia enviou soldados – cerca de 200.000 – para a Ucrânia do norte, leste e sul. Capturaram vastas faixas de território e avançaram para os arredores de Kiev. Mas as tropas russas não conseguiram tomar a capital. No final de março, os contra-ataques ucranianos conseguiram repelir as unidades russas no norte e no sul, retomando algumas áreas e revelando atrocidades cometidas pelas forças de ocupação em lugares como Bucha, um subúrbio de Kiev. Forçadas a recuar, as tropas de Moscovo reagruparam-se no leste da Ucrânia e Putin reformulou o objetivo do Kremlin como “a libertação de Donbass”. Seguiram-se meses de luta nas frentes sul e leste. Moscovo agiu no final de setembro para anexar unilateralmente quatro territórios parcialmente ocupados – Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhia – um movimento amplamente denunciado como uma tática sem sentido. Enquanto isso, as forças ucranianas auxiliadas por suprimentos de armas ocidentais estavam ocupadas a realizar contra-ataques abrangentes. Em meados de novembro, os ucranianos haviam recapturado a cidade de Kherson, no sul – a única capital regional que as tropas russas haviam conquistado desde o início da guerra – uma derrota humilhante para Moscovo. Desde então, ambos os lados travaram batalhas sangrentas pelo controle do território do Donbass, formado pelas regiões de Donetsk e Luhansk. 

O que pode acontecer a seguir?
Autoridades ucranianas acreditam que a Rússia está a iniciar uma nova ofensiva para coincidir com o primeiro aniversário da guerra. Eles temem que Moscovo possa enviar centenas de milhares de recrutas que mobilizou no final do ano passado numa tentativa de virar a maré do conflito a seu favor, talvez até realizando outra tentativa de capturar Kiev. A Ucrânia está-se a preparar para novos ataques, encorajada pelo reforço do apoio militar ocidental na forma de mísseis de longo alcance e tanques de batalha. O presidente Volodymyr Zelensky diz que o objetivo de seu governo não é apenas evitar as ofensivas, mas também retomar todo o território ucraniano capturado pela Rússia, incluindo a Crimeia. Kiev implorou aos seus aliados ocidentais por mais apoio militar para livrar a Ucrânia das forças invasoras da Rússia, com seus pedidos mais recentes focados em caças F16. N
o início deste mês, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, alertou ameaçadoramente numa entrevista à mídia estatal que os eventos ocidentais marcando o aniversário “não serão os únicos eventos que chamarão a atenção do mundo”.

 

  Putin discursou sobre Estado da Nação - 21fev2023
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O que disse o Presidente russo, Vladimir Putin, no discurso da passada terça-feira, 21fev2023, sobre o Estado da Nação: Passo a passo vamos resolver os desafios; As promessas dos líderes ocidentais foram mentiras; Nós de uma forma honesta estávamos abertos ao diálogo; Ainda em 2014 o Governo ucraniano lançou artilharia; Quero afirmar que foram eles que iniciaram a guerra; Para eles o importante é lutar contra o nosso país; O povo ucraniano está refém do seu Governo; Eles acreditam não ser possível vencer a Rússia; O Ocidente manifesta-se a favor de traidores; A maioria dos nossos cidadãos apoiam as nossas ações; Quero agradecer ao povo russo a sua coragem [Putin aplaudido de pé]; Faremos tudo para devolver a paz à nossa terra; Fundo estatal para apoiar famílias de soldados; Todos os veteranos devem ter assistência social; Necessário apoio psicológico para todos os soldados; Vamos reestruturar as nossas Forças Armadas; O nosso armamento supera o Ocidental; Guerra económica do Ocidente não teve frutos; Tentaram fechar os nossos canais de comunicação; Tentaram inflacionar a nossa economia; Mantivemos o desenvolvimento económico do nosso país; O valor do rublo russo duplicou; Rússia não precisa de pedir financiamento ao Ocidente; Não devemos repetir os erros do passado; Uma vénia profunda aos nossos agricultores; Economia russa orientou-se para o Ocidente; Não pretendemos qualquer supremacia; Valores do nosso povo não são negociáveis; Há voluntários de vários setores na linha da frente; Ocidente pretende atacar estrategicamente a Rússia; NATO faz-nos um ultimato sobre desarmamento [Rússia suspende a participação no tratado New START, assinado em 2010 juntamente com os Estados Unidos tendo em vista a redução do armamento nuclear]; Se EUA fizerem testes nucleares, nós também faremos; Convocados para a guerra levam os valores da pátria; A verdade está do nosso lado.

  
Francisco Rocha AntunesSim, isso viu-se na Geórgia 🇬🇪. E na Bielorrússia 🇧🇾.
Joaquim Figueiredo
Um mentecapto...
Chico Gouveia
.......e bai no Batailha
Adao Fernando Batista Bastos
Um perigoso mentiroso, um artolas a precisar de reciclagem.
Eduardo Miranda
Um pária, ele e os seus sequazes. Os areopagos das nações devem concentrar-se para decidir que eles não recebidos em qualquer nação e que vão gastar o dinheiro deles para Cuba, Coreia do Norte e China!!
Rodrigues PereiraE ? ...
David RibeiroContinuamos a aguardar as cenas dos próximos capítulos, Rodrigues Pereira, que parecem estar para durar. E a PAZ a fazer-nos tanta falta.
Carlos Miguel SousaMais do que aquilo que Putin, disse, creio que os rostos dos que estavam presentes naquela plateia falavam mais do que ele. É um discurso para consumo interno, numa sociedade onde não há liberdade para se falar o que se pensa e onde todos vivem com MEDO.
Frederico Nunes da Silva
Só gostei que tivesse dito que o Ocidente era um espaço de pedófilos e depravados. Aí acertou.

 

  Discurso de Joe Biden em Varsóvia - 21fev2023
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Andrzej Duda, presidente polaco, recebeu hoje Joe Biden em Varsóvia. Disse o Presidente dos EUA no seu discurso: Obrigado por me receberem novamente na Polónia; A ameaça russa não nos dividiu; Há uma ano a Europa, os EUA e a NATO foram testados; A NATO está mais unida do que nunca; NATO nunca vai estar dividida; Levei uma mensagem de liberdade ontem a Kiev; Um ditador nunca vai conseguir roubar a liberdade; Russos usaram violações como arma; A Ucrânia permanece independente e livre; EUA e a Europa não querem destruir a Rússia; O presidente Putin escolheu a guerra; Estamos ao lado dos milhões de refugiados; Vamos certificar-nos de que Putin vai pagar; NATO: Um ataque contra um é ataque contra todos; Não há maior aspiração do que a liberdade; Que Deus proteja as nossas tropas.

 

  Putin num comício no Estádio Luzhniki em Moscovo - 22fev2023
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A última quarta-feira [22fev2023] ficou marcada pelo comício do Presidente russo, no Estádio Luzhniki em Moscovo, em que insistiu na retórica de defesa das fronteiras históricas da Rússia. Perante um estádio com cerca de 200 mil pessoas, Vladmir Putin voltou a referir-se à invasão da Ucrânia como uma “operação militar especial” e repetiu os argumentos da defesa da pátria e dos ideais russos. Contudo, contrariamente ao esperado, o discurso durou apenas breves minutos e não teve qualquer referência à intervenção dos aliados na guerra. Na véspera do Dia do Defensor da Pátria, Putin preferiu elogiar os soldados russos que lutam na Ucrânia de forma “heroica e corajosa” em defesa dos “interesses, da cultura, da língua e do território" russo. O líder da nação referiu também que todo o povo russo é “defensor da pátria” e que a “luta continua nas nossas fronteiras históricas”.


Joaquim Figueiredo
Pura retórica
Chico GouveiaIsto é como no futebol. Quando o presidente começa a falar assim é sinal de despedimento.
Paulo Teixeira
Umas semanas ou duas antes do 25 de abril o Marcelo encheu o terreiro do paço...
Carlos Miguel SousaPaulo Teixeira Só que o Putin, não é o Marcelo, é o Salazar. 😉
Paulo Teixeira
Carlos Miguel Sousa pode acreditar nisso... Eu como nem gosto do Marcelo nem do Putin fico me na minha...
Carlos Miguel Sousa - Paulo Teixeira Somos dois. A minha observação vem apenas pela razão de que Putin, é um admirador/seguidor de Salazar. Tudo o que ele fez na Rússia nos últimos 30 anos, seguiu a cartilha de Salazar «Como se levanta um Estado». Não foi à toa, que Putin, definiu como principal objetivo económico para a Rússia, atingir o PIB/Percapita de Portugal. Porquê Portugal e não outro país qualquer?

 


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Qual paz, qual quê!... a "Nova Europa" (*) o que quer é tiros, bombas e murros nas trombas.
(*) Há a "Velha Europa" e a "Nova Europa", esta última uma organização informal fundada pelos presidentes da Roménia e da Polónia em 2014 e que integra a Bulgária, República Checa, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia e Eslováquia, também conhecida como "Grupo Bucharest Nine”.


Albertino Amaral
Todos nós queremos Paz na Ucrània, na Europa e no Mundo. Acho que o Papa Francisco, já devia ter marcado audiência com Putin, com Biden, e com todos os farsolas que dominam o mundo...
Joaquim FigueiredoA "nova Europa" não será a reconstrução de uma nova URSS... a UE não pode aceitar no seu seio este tipo de organização por mais informal que seja
David RibeiroMas já cá estão, Joaquim Figueiredo e com iguais direitos a toda a "Velha Europa". E também todos membros da NATO.

 


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Não sei se é por aqui que poderemos ir a caminho da PAZ, mas tudo é bem-vindo para se tentar o fim dos mortíferos combates.
Doze pontos da proposta de Pequim para se caminhar para a PAZ no conflito Rússia-Ucrânia: O respeito pela soberania dos países; O abandono da mentalidade da Guerra Fria; O fim das hostilidades; O regresso das conversações de paz; A resolução da crise humanitária; A proteção dos civis e dos prisioneiros de guerra; A salvaguarda das centrais nucleares; A redução dos riscos estratégicos; O encorajamento às exportações de cereais;O fim das sanções unilaterais; A manutenção da estabilidade das cadeias de abastecimento; A promoção da reconstrução pós-conflito.

 

  Major-General Carlos Branco n'O Jornal Económico - 24fev2023
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"O recurso sistemático a avultada ajuda financeira (ronda os 110 mil milhões de dólares), o fornecimento de armamento e munições, intelligence e treino das forças armadas ucranianas ajudou a evitar a sua derrota, mas não conduziu à vitória. Primeiro, foi entregue equipamento de origem soviética ainda na posse dos países que pertenceram ao Pacto de Varsóvia e, depois, de equipamento ocidental. Segundo fontes russas, a Ucrânia teria recebido de países da NATO, desde dezembro de 2021, 1.170 sistemas de defesa aérea, 440 carros de combate, 1.510 veículos de combate de infantaria e 655 sistemas de artilharia. Apesar do insucesso desta opção, continua a insistir-se nela." (Notícia completa aqui)

Carlos Miguel Sousa
Esta análise, certa e assertiva, chama a atenção para a incoerência dos dirigentes europeus, e em especial para a inexistência de uma Politica de Defesa Comum, um Ministro da Defesa Europeu, em suma uma centralização estratégia sob um único comando das forças armadas europeias de forma a puderem em pé de igualdade, discutir assuntos de adultos, no caso, a guerra. Putin, é um só, não tem que discutir e/ou debater com ninguém as suas opções, para alem das que entende partilhar no seu processo de decisão. Biden, ainda que com 86 anos de idade, faz o que lhe mandam, mas só ele é que está autorizado a falar em nome dos EUA. A União Europeia, mais parece uma creche, de dirigentes políticos menores de idade e sem poder real.
Chico Gouveia"insucesso desta opção?"
David RibeiroSegundo diz a revista Time os EUA já estão dispostos a dar uma boa "mesada" aos ucranianos para se sentarem á mesa das negociações... é que a continuação dos confrontos bélicos já está a ficar cara aos americanos.
Carlos Miguel Sousa
David Ribeiro Não me diga que o que eles têm vendido de armamento aos «rookies» da NATO,  não está a compensar?

 

  Estive presente neste evento... e estarei sempre presente em todos os APELOS À PAZ. Toda a minha solidariedade ao martirizado povo ucraniano.
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  Numa manif de apelo à PAZ foi uma pena ver-se por lá esta bandeira ao lado da ucraniana.
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Publicado por Tovi às 07:43
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2023
Vamos enviar tanques Leopard 2 para a Ucrânia, mas...

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(Notícia da CNN Portugal aqui)

Afinal sempre vamos enviar tanques Leopard 2 à Ucrânia... só que primeiro tem a Alemanha de fornecer as peças que são necessárias para as reparações. Lá para o Natal (de 2024) deverão estar prontos. A maioria dos 37 veículos existentes em Portugal – estacionados no campo militar de Santa Margarida – não estão operacionais por falta de peças sobressalentes. É que, apesar de terem sido adquiridos em segunda mão aos Países Baixos, pertencem à gama mais avançada de Leopard 2 (o modelo A6), sendo tecnologicamente muito complexos. Dizem que o Exército não tem nem nunca teve uma única munição real para os blindados dispararem, mas apenas munições de treino.


Jorge Veiga
hehe mais um conjunto de pistolas de Carnaval, ou seja, bisnagas!
Albertino AmaralAcho uma atitude correcta. Enviar sucata avariada, convenhamos.... Parece gozo........!
Francisco BismarckE é isto o País. Uma brincadeira. Quanto se gastou com essa sucata?
Albertino AmaralFrancisco Bismarck Certamente que foi dinheiro que saiu do Fundo de Esbanjamento. Os helicópteros para incêndios, também faziam parte da encomenda.....! Maravilha de gestores.......
Zé CarlosRidículo como se gasta dinheiro do contribuinte
Isabel Sousa Braga
Anedótico

 

  O que se diz sobre "trabalhar para a Paz"
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Consta que Joe Biden já fez chegar ao Kremlin o seu acordo para a anexação russa de 20% da Ucrânia. Mas Vladimir Putin insiste que só concordará com, no mínimo, 50% do território ucraniano. Lá para a Páscoa somos capazes de ter novidades num desejável acordo para se enterrar o machado de guerra... só não sei se será na Páscoa deste ano.


João Pedro Baltazar Lázaro
A Rússia não merece nem um milímetro quadrado do território ucraniano.
Adao Fernando Batista BastosNão acredito...
Albertino AmaralMas a que pretexto, é que um ladrão que assalta uma casa, o proprietário tem que dividir o património com ele, para se ver livre do gajo ?
Francisco BismarckDonde se conclui que o objectivo americano não era a protecção do território ucraniano. Qual seria?
Francisco BismarckOs fins de guerra americanos já foram alcançados?
Jorge VeigaE permeia-se assim um país agressor? Gente sem cabeça e sem testosterona no local.
Jose Antonio M MacedoJorge Veiga Exatamente. Abre um precedente gravíssimo para futuras invasões russas a outros países europeus.
Carlos Miguel Sousa
Jose Antonio M Macedo Não acredite em tudo o que lê. 😉
Jose Riobom
Quem permitir e estiver de acordo com isso abre a porta a ser sempre invadido pelo vizinho, seja noa país seja na sua propria casa. Eu como sou de origem galega, vou, à cautela começar já a gritar a plenos pulmões "VIVA A GALIZA", assim posso estar tranquilo ..... já tenho um pe em cada lado, E como cumpri o meu dever militar com Portugal, nem de traidor posso ser apelidado... TRETAS !!! Agora que os Americanos são capazes de tudo.... ou não fosse um país de cowboys (rapazes das vacas).... nunca se sabe



Publicado por Tovi às 08:55
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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2022
Zelensky foi aos Estados Unidos

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Na manhã de ontem já havia quem dissesse que esta visita do presidente Volodymyr Zelensky aos EUA é "extremamente significativa"... mas não será mais um sinal de subserviência ao Tio Sam?

 

  O ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Cravinho, considerou na manhã de ontem [21set2022] que a visita de Zelensky aos EUA tem um “elevado valor simbólico e político". Mas sublinhou também que a visita “não vai mudar o curso da guerra”.

 

 O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez ontem [21dez2022] um discurso abrangente em Moscovo para autoridades de defesa, enquanto o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, viajava para os Estados Unidos. Disse Putin que o exército da Rússia está aprendendo com seus contratempos no campo de batalha e prometeu modernizar e fortalecer as forças armadas da Rússia, já que o conflito marca seu 300º dia. Também pediu às autoridades de defesa que respondam melhor às críticas do público.

 


Captura de ecrã 2022-12-21 144728.jpgNão será ainda uma "teoria da conspiração", mas perante o facto de Volodymyr Zelensky estar num viagem inédita para os EUA, já há quem ponha a hipótese de na sua ausência de Kiev se verificar uma tomada do poder ucraniano pelos seus opositores, que os há, não tenham dúvidas.


Albertino Amaral
E nesse sentido, acha o meu amigo que os opsitores de Zelensky, entregam certamente tudo " aquilo " de mão beijada???
David RibeiroAlbertino Amaral , até há opositores a Zelensky que defendem a integração na Federação Russa.
Albertino Amaral
David Ribeiro Sim, mas não me parece que tal aconteça na ausência do rapaz.......
Francisco Rocha AntunesSempre militante a desfazer no Zelensky
David RibeiroE algo do que eu disse é mentira, Francisco Rocha Antunes ?
Francisco Rocha AntunesDavid Ribeiro não, apenas está sempre a torcer para que corra mal aos ucranianos, o que não deixa de me espantar
David RibeiroProvavelmente o defeito será meu, Francisco Rocha Antunes, em não fazer passar corretamente o meu pensamento. Estou sem qualquer dúvida contra a forma ditatorial como Putin governa a Rússia, indignado pela forma como as suas tropas invadiram o país vizinho, perfeitamente solidário com o pobre povo ucraniano, mas nada tolerante com os senhores do atual poder em Kiev. É que eu já os conheço do antes de fevereiro deste ano.

 

  Agência Lusa 21h15 de 21dez2022
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O Presidente norte-americano, Joe Biden, garantiu hoje na Casa Branca ao homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, que os Estados Unidos defendem uma “paz justa” para a Ucrânia e manterão o apoio militar, em concreto para defesa aérea. "Apoiamos a Ucrânia na procura de uma paz justa", destacou Biden no início da sua reunião com Zelensky, na Sala Oval da Casa Branca. Em breves declarações aos jornalistas, o chefe de Estado norte-americano destacou ser "uma honra" estar ao lado de Zelensky por este "ser um grande líder”. Biden prometeu ainda que manterá a ajuda financeira, militar e humanitária à Ucrânia, em particular no apoio à defesa aérea, referindo-se à entrega de mísseis Patriot por parte dos norte-americanos, pela primeira vez desde o início do conflito, anunciada pouco antes do líder ucraniano aterrar em Washington. O líder do governo norte-americano alertou ainda que a Rússia está a “tentar usar o inverno como uma arma” na guerra. Zelensky agradeceu a Joe Biden, aos congressistas norte-americanos e às “pessoas comuns” dos EUA pelo seu apoio durante os mais de 300 dias de invasão russa. O governante ucraniano explicou que pretendia ter visitado os Estados Unidos mais cedo, mas que tal não foi possível pela “situação difícil” vivida no seu país, lembrando que a “guerra não acabou” e que o seu país enfrenta muitos desafios na batalha contra as forças russas. Zelensky ofereceu ainda ao homólogo norte-americano uma medalha de mérito militar que, na terça-feira durante a sua visita à cidade de Bakhmut, na linha da frente em Donetsk (leste), um capitão do Exército ucraniano que está a operar o sistema de ‘rockets’ Himars oferecido pelos norte-americanos, pediu que entregasse a Biden. A este oficial, que o Presidente ucraniano descreveu como “verdadeiro herói, Biden prometeu oferecer uma medalha dos EUA, considerando uma "grande honra" a oferta chegada da linha da frente do conflito. À entrada da Casa Branca, Zelensky foi recebido, com guarda de honra, pelo próprio chefe de Estado norte-americano e pela primeira-dama Jill Biden, tendo tirado uma fotografia protocolar com o casal presidencial. O avião que transportou o Presidente ucraniano para os Estados Unidos, na primeira saída do país desde o início do conflito com a Rússia, aterrou hoje numa base aérea perto de Washington, capital norte-americana, onde irá mais tarde proferir um discurso no Congresso.

 

  
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“Precisamos de paz, sim”, disse Zelensky no Congresso dos Estados Unidos. E adiantou que “a Ucrânia já apresentou propostas” de paz, que Zelensky disse ter discutido com Biden. Chamou-lhe “a nossa fórmula de paz em dez pontos” - o mesmo plano que apresentou em novembro na cimeira do G20, na qual participou como convidado, por videochamada. Um plano que exige a retirada total da Rússia, ao que tudo indica, não apenas dos territórios que invadiu agora, mas também da Crimeia, invadida em 2014. Moscovo já disse que considera inaceitável este “plano de paz”. Zelensky, por seu lado, repetiu ontem que considera inaceitável qualquer acordo que implique a cedência de território ilegalmente ocupado - “Para mim, como presidente, ‘apenas paz’ significa não fazer cedências”. O presidente ucraniano disse que era difícil ver um fim fácil para o conflito e que "não pode haver qualquer ideia de ‘apenas paz’ numa guerra que nos foi imposta". “Cada um de vocês pode ajudar à implementação [do plano de paz]”, disse Zelensky aos congressistas, dizendo que com isso também seria assegurado “que a liderança americana continua sólida, bicamarária e bipartidária". “Temos artilharia, sim. Obrigado. Mas chega? Na verdade, não.” A frase de Zelensky fez sorrir muitos congressistas, e quase todos se levantaram a aplaudi-lo quando voltou a insistir na necessidade de receber mais armamento dos EUA para poder fazer frente ao poderio russo, agora ajudado pelos drones iranianos. “Para as tropas russas saírem completamente precisamos de mais armas”, disse Zelensky, que agradeceu a Biden o envio de uma bateria de mísseis Patriot, mas disse de imediato que a Ucrânia precisa de mais. “Gostávamos de receber mais Patriots,” disse a rir a Biden, que se riu também. Lamento, mas estamos em guerra”, acrescentou. Entretanto, os congressistas estarão prestes a aprovar uma ajuda militar e económica adicional à Ucrânia, no valor de 45 mil milhões de dólares, que faz parte de uma lei de despesas globais de 1,7 triliões de dólares. Com mais este pacote financeiro, a assistência total dos EUA à Ucrânia vai para mais de 100 mil milhões de dólares.


Francisco Bismarck
Quantas mãos essa obscena quantidade de dinheiro irá untar?
David RibeiroFrancisco Bismarck ... só quem não conhece o passado dos senhores no poder em Kiev é que poderá ter dúvidas sobre a corrupção que estas "ajudas" provocarão.



Publicado por Tovi às 07:33
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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2022
Queda de míssil na Polónia

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As investigações preliminares indicam que o projétil que atingiu a Polónia esta terça-feira terá sido disparado pelas forças de defesa ucranianas contra um míssil russo. A informação foi avançada pela agência de notícias Associated Press, citando responsáveis norte-americanos. O presidente norte-americano, Joe Biden, foi o primeiro líder a admitir que a trajetória feita pelo míssil tornava "improvável" que o seu lançamento tivesse acontecido a partir da Rússia. Entretanto, também uma fonte da presidência francesa recomendou "máxima cautela" na avaliação da origem do projétil, que caiu em território polaco e provocou dois mortos. O governo polaco revelou que o míssil era "fabricado na Rússia", mas alertou desde o início que isso não indicava de onde teria sido lançado. As informações divulgadas entretanto apontam para um míssil terra-ar S-300, como os que a Ucrânia tem usado para abater os mísseis russos.


Renato Ferreira
Esta é a melhor explicação para todos… foi um ato não deliberado. De qualquer modo, é tudo muito frágil.
Fernando DuarteUm país da UE e da OTAN é atacado, mas como lhes faltam 🍅 🍅 para responderem, inventam uma desculpa destas. Ficam em aberto as apostas sobre qual será a desculpa para o próximo ataque !
João P. AfonsoHá situações pendentes para se tomar uma decisão clara sobre este evento: colocar cada líder G20 de Bali no seu território e claro, temos um Mundial de Futebol a iniciar. Haverá ou não, uma deslocação de jogadores de milhões e comitivas ao Médio Oriente? Em que situação ficam estes cidadãos se voltar acontecer uma situação semelhante e com consequências maiores? O momento escolhido foi com os "coelhos fora da toca" e obviamente, expostos numa parte do Globo onde a autonomia para decisões deste calibre, devem estar a ser "supervisionadas" na zona de influência da RPC. Inteligência política e posteriormente, inteligência militar são nesta fase dois momentos que recomendam algumas cautelas.
Jorge De Freitas MonteiroPortanto afinal foi a Ucrânia que “atacou” o território da NATO. Será que os excitados que ontem consideravam a destruição do tractor um casus belli que deveria provocar uma resposta da NATO contra o agressor hoje defendem que a NATO deveria atacar a Ucrânia? Mais seriamente, as declarações de ontem dos polacos, dos balticos e do artista de Kiev mostram que essa gente é perigosa.
David Ribeiro
O presidente da Polónia afirmou, esta quarta-feira, que nada prova que a explosão de um míssil junto da fronteira com a Ucrânia tenha sido um ataque intencional, avança a Reuters. De acordo com a agência, Andrzej Duda diz ainda que o míssil era russo, mas que "ainda não há provas de que foi lançado pela Rússia" e que "é altamente provável que tenha sido utilizado pela defesa aérea ucraniana". A investigação está a ser conduzida pela Polónia e pela NATO.  Duda diz ainda que "não há sinais de um ataque intencional contra a Polónia". "Foi, provavelmente, um incidente infeliz".

 

  Reunião da NATO com os embaixadores da Aliança Atlântica

Depois dos EUA e da Polónia, também o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) admitiu que a explosão que matou duas pessoas na Polónia na terça-feira “foi provavelmente causada” por um míssil ucraniano. No entanto, Jens Stoltenberg ressalva que “não é culpa da Ucrânia” e atribui a “responsabilidade final” a Moscovo, uma vez que continua a sua guerra “ilegal” contra a Ucrânia. “A nossa análise preliminar sugere que o incidente foi provavelmente causado por um míssil de defesa antiaérea ucraniano disparado para defender o território ucraniano contra ataques de mísseis de cruzeiro russos. Mas deixem-me ser claro: isto não é culpa da Ucrânia”, afirmou esta quarta-feira o responsável da NATO, que falava em conferência de imprensa em Bruxelas após uma reunião do Conselho do Atlântico Norte para discutir a explosão na localidade polaca de Przewodów. Segundo Jens Stoltenberg, está em curso uma investigação sobre o incidente, porém, até ao momento, não há “qualquer evidência de que este tenha resultado de um ataque deliberado”, nem há “qualquer indicação de que a Rússia esteja a preparar ações militares ofensivas contra a NATO”. Ainda assim, “a Rússia tem a responsabilidade final ao continuar a sua guerra ilegal contra a Ucrânia”, vincou o secretário-geral da organização. Só na terça-feira, dia do incidente na Polónia, as forças de Moscovo lançaram mais de 100 mísseis em todo o território ucraniano, 81 dos quais foram intercetados pela defesa antiaérea ucraniana, acrescentou. Em resposta a uma questão sobre a NATO vir a estender o seu sistema de defesa aérea até às zonas fronteiriças da Ucrânia, onde a segurança dos países aliados possa ser posta em causa, Stoltenberg pôs de lado essa hipótese, reiterando que a aliança atlântica “não faz parte desta guerra”Após ter convocado uma reunião de emergência com os seus aliados da NATO, o Presidente polaco, Andrzej Duda, admitiu esta quarta-feira que o míssil que matou duas pessoas na Polónia, na terça-feira, “tenha sido lançado pela Ucrânia”, mas, tal como Stoltenberg, disse que nada indica que tenha sido um “ataque intencional”. Duda declarou que a Polónia não vai invocar o artigo 4.º da NATO, que prevê consultas entre aliados sempre que esteja ameaçada a “integridade territorial, a independência política ou a segurança” de qualquer dos Estados-membros da aliança atlântica. 



Publicado por Tovi às 08:39
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Sábado, 8 de Outubro de 2022
Os cinco erros fatais de Putin... e a hipocrisia de Biden

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As justificações da Rússia para a invasão da Ucrânia, como as desculpas dos Estados Unidos para a invasão do Iraque duas décadas antes, provam que as potências mundiais falharam em aprender as lições da arrogância imperial – a deles e de outros. Desde os antigos gregos e romanos até as mais recentes potências francesas, alemãs e britânicas, a arrogância geopolítica é notória por gerar estupidez política fatal. (...) Putin, o espião da Guerra Fria, pode ter-se tornado paranoico, mas os EUA não foram um espectador inocente. Washington condenou o sabre de Putin na Eurásia enquanto apoiava entusiasticamente as Revoluções Coloridas por lá, notoriamente a Revolução Laranja de 2004 na Ucrânia – tudo isso sem apoiar as revoluções da Primavera Árabe há uma década. Ele exigiu que Putin pare de interferir nos assuntos de seus vizinhos enquanto continua a campanha destrutiva de décadas para refazer o Oriente Médio, uma região distante que nunca realmente entendeu.
  Marwan Bishara senior political analyst na Al Jazeera - 6out2022

 

  No dia de ontem [7out2022] Vladimir Putin completou 70 anos... e numa altura em que tanta gente, e bem, o condena pela invasão da Ucrânia, lembro-me de em 2007 ter sido a "Person of the Year" pela Time, porque "he had returned his country from chaos to 'the table of world power' though at a cost to democratic principles".
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  Notícia desta manhã no The Guardian
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Jose Antonio M MacedoBoas notícias.
Diogo QuentalUm golpe duríssimo para o Putin, no seu dia de anos. Está a ficar completamente sem saída. A situação torna-se mais perigosa tanto para o regime de Putin, como para toda a Europa. Tanto num caso, como no outro, foi dado um passo enorme para o fim do conflito.
Mirian Sotto Voce Ribao
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David RibeiroO tráfego foi suspenso na ponte de Kerch, que liga a península da Crimeia à Rússia continental. “Um tanque de combustível está pegando fogo numa das seções da ponte da Crimeia”, disse hoje a agência de notícias estatal russa RIA Novosti, citando uma autoridade regional, mas sem informar a causa. A explosão aconteceu por volta das 6h (03h00 GMT).
Fernando Duarte
David Ribeiro Vi as imagens de uma câmara de vigilância, um carro explodiu no momento em que estava a passar um comboio com 7 cisternas de combustível!
Francisco Rocha Antunes
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David RibeiroO comitê de investigação da Rússia disse que "iniciou um processo criminal em conexão com o incidente na ponte da Crimeia". “De acordo com informações preliminares, esta manhã, na parte automobilística da ponte da Crimeia do lado da Península de Taman, um camião explodiu, o que provocou a ignição de sete tanques de combustível num comboio em direção à península da Crimeia”, disse o comitê. “Como resultado, duas pistas desabaram parcialmente.”
Diogo Quental
David Ribeiro ainda pensei tivesse sido o fumador que afundou o Moskva.
Nuno Matos Pereira
Cuidado com os passos muito importantes! Depois de estourarem com os gasodutos, de destruírem a ponte da Crimeia, eu acho que a linha vermelha é esta, e não adianta ir comprar chiclete de iodo. Parece que não vamos de precisar de gás para o inverno, vamos torrar mais cedo do que pensamos. Não passa nas TVs, mas é importante saber de tudo. Gostava de saber para que serve a ONU na mediação ou se só media os interesses ocidentais ou se media os interesses do mundo. Bruno Amaral de Carvalho repórter independente neste momento em Donetsk: "Zelensky pediu à NATO um ataque preventivo contra a Rússia para evitar que Moscovo use armas nucleares. O presidente ucraniano sugeriu que a aliança atlântica usasse armas nucleares contra Moscovo. O Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, através de Maria Zakharova, afirmou que o Ocidente "está a provocar uma guerra nuclear" e que o "fantoche" Zelensky se transformou num "monstro cujas mãos podem destruir o planeta". [Depois de contactar tradutores, as opiniões dividem-se entre os que acham que Zelensky pede no início que a NATO impeça a Rússia de usar armas nucleares e os que acham que diz que deve usar armas nucleares nesse ataque. Absolutamente certo é que Zelensky pede um ataque preventivo contra a Rússia.]"
David Ribeiro
Chris Bellamy, professor emérito de segurança marítima da Universidade de Greenwich, diz que a recente explosão numa ponte importante na Crimeia é um grande revés para a Rússia. O incidente é “um revés incrivelmente importante tanto do ponto de vista logístico quanto de prestígio”. Afirmou também que a ponte transportava uma enorme quantidade de tráfego rodoviário e ferroviário, crucial para o exército russo se abastecer na Crimeia. “A ponte foi fortemente protegida não apenas pelo exército e pela marinha russos, mas também pela guarda presidencial pessoal do presidente Vladimir Putin”, acrescentou. "Então pode ser apenas um pouco de sorte, mas é um ataque incrivelmente bem-sucedido... assumindo que foi realizado por ucranianos", disse Chris Bellamy. (Na imagem helicóptero lança água para extinguir tanques de combustível em chamas ao lado de seções danificadas da ponte Kerch, na Crimeia.)
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Segundo a agência russa RIA Novosti como resultado do incidente desta manhã na ponte de Kerch, duas secções do tabuleiro rodoviário desabaram parcialmente, mas os suportes do arco para a passagem de navios não foram danificados.
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Francisco Rocha AntunesNão é de excluir que tenha sido uma operação naval.
David RibeiroE se... ainda há muitos "ses" no que aconteceu na ponte Kerch. Alexandre Vautravers, editor-chefe da Swiss Military Review, diz que a explosão da ponte da Crimeia pode ter sido causada por algo diferente da explosão do camião. “A possibilidade de um camião transportar explosivos, e estamos falando de várias centenas de quilos de explosivos, provavelmente não produzirá tanto dano”, disse Vautravers à Al Jazeera. “Certamente, vai estragar o asfalto, a parte visível da ponte, a parte funcional da ponte, mas definitivamente a estrutura não será necessariamente impactada”, acrescentou. “Precisamos levar com um grão de sal a história para nós sobre [We need to take with a grain of salt the story to us about] como esse camião chegou lá e, de repente, produziu todo esse dano”, disse ele.



Publicado por Tovi às 08:06
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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2022
Crise energética da Europa neste inverno

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(Na imagem o presidente russo Vladimir Putin, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, o primeiro-ministro búlgaro Boyko Borissov, o presidente sérvio Aleksandar Vucic e várias autoridades participam de uma cerimónia que marca o lançamento formal do gasoduto TurkStream em Istambul em 2020)

O continente europeu está a lutar com os preços recordes de energia à medida que se aproxima do inverno. Uma das principais causas está relacionada com a guerra na Ucrânia. A Rússia suspendeu o fornecimento de gás natural que o continente usava há anos para operar fábricas, gerar eletricidade e aquecer residências. A Rússia forneceu cerca de 40% do consumo de gás da União Europeia por gasoduto, e essas exportações foram reduzidas em 75%. O país ainda envia gás pela Ucrânia e também pela Turquia e pelo Mar Negro através do gasoduto TurkStream, mas a perspectiva de uma paralisação completa chegou mais cedo do que muitos esperavam. A Rússia disse que esta é a consequência natural das sanções económicas impostas a Moscovo pelo Ocidente. "... As mesmas sanções que impedem a manutenção das unidades, que as impedem de se mover sem as devidas garantias legais", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em setembro. Como resultado, os governos europeus tentaram diversificar a oferta comprando mais gás natural liquefeito, além de introduzir medidas para reduzir a demanda e economizar energia. “A Europa não tem nenhum suprimento de recursos naturais”, disse Adam Pankratz, professor da Sauder School of Business da Universidade da Colúmbia Britânica. “Eles decidiram que vão se afastar dos combustíveis fósseis e não explorar seus próprios recursos naturais. Na verdade, a Europa tem muito gás, mas eles decidiram que não vão fazer isso e se tornaram dependentes de gás e petróleo russos importados, e agora que isso foi cortado, eles não têm um plano de backup”, disse. A UE importa cerca de 80% de suas necessidades totais de gás, com a produção doméstica caindo pela metade nos últimos 10 anos. A Alemanha, que tem seus próprios depósitos de gás, proibiu o fracking (um método que possibilita a extração de combustíveis líquidos e gasosos do subsolo), assim como a França e outros países. (in Al Jazeera - 4out2022)

 

  Foi Putin que sabotou os gasodutos!... Esperem lá, não terá sido o Biden?
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A empresa russa Gazprom suspendeu as suas entregas de gás à Eni previstas para este sábado, alegando a impossibilidade de o transportar através da Áustria, anunciou a empresa italiana.

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A polícia dinamarquesa recebeu relatos de voos não autorizados de drones perto de campos de gás no mar do Norte, após incidentes semelhantes registados no lado norueguês e a alegada sabotagem dos gasodutos Nord Stream.




Segunda-feira, 30 de Maio de 2022
Não se entendem... mas não é culpa da língua que falam

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Tinha uma dúvida... e como quando não sei vou perguntar a quem sabe, lá fui “incomodar” um jovem meu Amigo:
  Pergunta: Olá João Pedro... Ajuda-me numa coisa que tenho a certeza saberás muito mais do que eu. A língua ucraniana e a russa poderão considerar-se "línguas irmãs", assim como o português está para o espanhol?
  Resposta: Olá, David. Ajudo com muito gosto! Sim, certamente, o russo e o ucraniano são línguas extremamente próximas. Ambas fazem parte do subgrupo de línguas eslavas orientais. Ambas são, além disso, línguas indo-europeias tal como a nossa, o que faz delas línguas com mais afinidades com as línguas ibéricas (espanhol, português, etc.) que com as línguas fino-úgricas (finlandês, estónio e húngaro). Podemos acrescentar que em geral é mais fácil para os ucranianos entenderem russo sem tradução do que o contrário.
 
 

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O presidente Joe Biden informou hoje [30mai2022] que os Estados Unidos não fornecerão à Ucrânia sistemas de mísseis de longo alcance capazes de atingir alvos na Rússia. Este anúncio vem no seguimento de Moscovo ter alertado que qualquer fornecimento de armamento de longo alcance marcaria uma "escalada inaceitável".
 
 

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Na tarde de hoje [30mai2022] a União Europeia vai tentar chegar a um acordo sobre um novo pacote de sanções contra a Rússia, incluindo a imposição de restrições às importações de petróleo russo. "Precisamos de decidir por unanimidade. Houve negociações duras ontem à tarde, assim como esta manhã. Acho que esta tarde poderemos oferecer aos chefes dos Estados membros um acordo", disse Josep Borell, o principal diplomata da UE. A proposta em discussão entre os países da UE na noite de domingo proibiria o petróleo russo entregue à UE por mar até o final do ano, mas isentaria o petróleo entregue pelo oleoduto russo Druzhba, que abastece a Hungria, a Eslováquia e a República Tcheca.
  15h06 TMG - 30mai2022 - O primeiro-ministro da Hungria garante que, neste momento, “não há nenhum acordo” para o sexto pacote de sanções à Rússia, incluindo para o embargo ao petróleo russo. “Acabei de receber o texto agora e não há acordo. O problema é que estamos numa situação difícil”, afirmou Viktor Orbán, que reiterou, à chegada da cimeira dos líderes em Bruxelas, que não existem condições para um acordo. A Hungria tem sido a principal resistente à implementação de um embargo à energia da Rússia.
  23h41 TMG - 30mai2022União Europeia chega a acordo para cortar quase 90% da importação de petróleo russo até ao final do ano. Trata-se de um embargo parcial uma vez que só é aplicado ao petróleo fornecido por via marítima. Acordo foi alcançado durante a cimeira extraordinária da União Europeia em Bruxelas.


Publicado por Tovi às 07:27
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Sexta-feira, 29 de Abril de 2022
A "crise" das Sanções à Rússia

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Avançou o Financial Times na manhã de ontem [28abr2022]: "Distribuidores de gás na Alemanha, Áustria, Hungria e Eslováquia planeiam abrir contas em rublos no Gazprombank, na Suíça, para satisfazer a exigência russa de pagamentos na própria moeda".
Então?... Onde está a solidariedade com a Polónia e Bulgária?... E as sanções da União Europeia à Rússia não são para cumprir por todos?
 

Jorge De Freitas Monteiro - Depois de num primeiro tempo ter afirmado que o pagamento em rublos violaria as sanções a Comissão veio desdizer-se e admitiu que era possível pagar em rublos. Não há portanto qualquer ilegalidade por parte dos Estados membros que aceitam fazê-lo. Se a Polónia e a Bulgária se recusam a pagar em rublos são eles que estão a criar um problema a eles próprios. Aliás da parte da Polónia há uma incoerência enorme uma vez que andam já há mais de um mês a pedir o embargo das importações de hidrocarbonetos russos mostrando-se indiferentes aos problemas que tal embargo criaria a outros Estados membros. Afinal querem ou não querem gás russo?
David Ribeiro - Ou seja, Jorge De Freitas Monteiro, a sanção "não pagar em rublos" foi só para se ficar bem na fotografia.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, terá sido? Ou terá sido um sintoma da cada vez maior divisão no seio da UE?
David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... ou isso.
Serafim Nunes - Ainda não percebi bem a vantagem para os russos, e a desvantagem para o ocidente, deste tipo de pagamento e tenho alguma experiência em matéria cambial. Segundo li há tempos no Economist, creio, os pagamentos pelos compradores ocidentais continuam a ser feitos na moeda dos contratos (sobretudo dólares e euros), pelos preços previstos nesses contratos nessas mesmas moedas. Ou seja, pagarão o mesmo. De seguida são creditados noutra conta em rublos ao câmbio do fecho desses dias e entregues aos fornecedores. Não vejo, pois, qualquer vantagem de preço na operação em relação ao que vinha acontecendo, salvo o facto de, eventualmente, se pretender “prestigiar” o rublo como moeda.
David Ribeiro - Serafim Nunes... Mas numa altura em que o rublo está nos mercados cambiais em profunda queda, avultadas compras da moeda russa dá-lhe uma grande ajuda.
Serafim Nunes - David Ribeiro quando a Rússia tomou esta decisão o rublo já tinha recuperado. O que li então é que o próprio Ocidente tinha ficado baralhado e desconfiado com a proposta e daí a sua reacção. Obviamente que, neste caso, a Rússia sai (para já) pro cima. Mais por causa do desfecho do circo que se montou do que propriamente por razões económicas.
Carlos Miguel Sousa - Business as usual. As boas intenções dos politicos nada podem contra o poder do dinheiro. É por isto que a base de todos os problemas de um país, é sempre FINANCEIRA.
David Ribeiro - Mas a um político, caro Carlos Miguel Sousa, exige-se leituras políticas com base no social, económico e financeiro, seja qual for o assunto e os "donos do dinheiro".
Carlos Miguel Sousa - David Ribeiro Os Politicos eleitos democráticamente não passam de «assalariados» do grande capital internacional. Antes, alguns durante, e quase todos depois de exercerem cargos politicos. Hoje, em democracia, ninguém ascende a qualquer cargo politico sem antes ter estabelecido a rede de sustentação, cuja base é saberem os podres uns dos outros. Quem não tem, ou pode viver sem os ter, não vai para a politica.
David Ribeiro - Carlos Miguel Sousa... Há, infelizmente, muitos políticos dependentes dos "donos disto tudo", mas somos nós, os eleitores, que poderemos fazer a diferença no hora do voto, pois nem todos são como descreveu.
Carlos Miguel Sousa - David Ribeiro É verdade. Note porem que o VOTO, é algo sem grande valor. Se a ideia fosse dar-lhe valor, certamente já haveria estudos nesse sentido. Estudos que permitissem criar formas justas de aferir o VALOR DO VOTO de cada um. Até que assim seja - se alguma vez for - o resultado da democracia na segunda metade do século XIX, é o mesmo da democracia nas primeiras décadas do século XXI. Passaram mais de 100 anos, mas não aprendemos nada. Pensámos que ao alargar a base de voto, as coisas iríam ser diferentes. Não são. E não são porque se calhar o caminho não é esse.
 
 
  Da série "Sanções à Rússia"

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  Se Von der Leyen me explicasse...
...é que eu, se me explicarem, percebo tudo.
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  Após a Rússia ter bloqueado esta semana a venda de gás à Bulgária e à Polónia e ameaçado outros países que não aceitem pagar as faturas de energias em rublos, o Presidente dos EUA, Joe Biden, disse que não deixará que a Rússia “intimide” os países europeus com ameaças de bloqueio de recursos energéticos. “Não permitiremos que usem as suas reservas de petróleo ou de gás para evitar as consequências da sua agressão. Estamos a trabalhar com outros países, como Japão, Coreia do Sul ou Qatar para ajudar os nossos aliados europeus, ameaçados por essas chantagens”, prometeu Biden.

 

  Bruxelas promete avançar com ações legais se os Estados-membros contornarem as sanções contra a Rússia. Moscovo exige que os países considerados "hostis" façam pagamentos em rublos à empresa estatal Gazprom. Ao abrigo de um novo sistema de pagamentos, instituído por decreto, estes só são considerados saldados se os euros ou os dólares pagos forem, depois, convertidos para divisa local através de uma segunda conta criada no Gazprombank e o depósito chegar à empresa fornecedora. Valdis Dombrovskis, vice-presidente executivo da Comissão Europeia, afirmou ontem: "Estamos a monitorizar se os Estados-membros estão realmente a aplicar as sanções da União Europeia. E se percebermos que não é esse o caso, existe a possibilidade de a Comissão Europeia abrir procedimentos de infração a esse respeito".

 

  Gás russo - Quem importa e quanto
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  Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, melhor depender a 9% do que a 90%, claro. Mas isso não muda grande coisa a médio prazo caso não haja um, cada vez mais improvável, acordo de paz. Todos, os que dependem a 90% ou os que dependem a 10%, se se virem privados do gás russo vão comprar gás de outras proveniências. Gás que não chegará para todos e que por isso será cada vez mais caro. Os que dependem a 9%, como nós, serão tão atingidos como os outros, só que um pouco mais tarde.

 

  Pois é... agora, além da invasão da Ucrânia pelas tropas russas, também temos a guerra de Putin com os importadores de gás russo.
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O chanceler federal alemão, Olaf Scholz, afirmou durante uma visita ao Japão nesta quinta-feira [28abr2022] que a Alemanha deve estar preparada para a suspensão do abastecimento de gás natural russo. "Se haverá e qual vai ser a decisão do governo russo nesse sentido é especulação, mas… É preciso estar preparado para isso", disse o chefe de governo, que acrescentou que o governo alemão já havia começado a refletir sobre essa possibilidade antes do início da invasão russa da Ucrânia, no dia 24 de fevereiro.
  Renato Ferreira
Resumo da ópera: A Polónia não compra mais gás à Rússia; A Alemanha está a vender gás (russo) à Polónia; A “UE” proíbe que sejam pagos bens em rublos; Apenas o gazprombank não foi excluído do Swift; A Alemanha paga à Rússia em euros via Gasprombank; O Gasprombank autonomamente converte os euros para rublos; Estão todos felizes e coerentes a brincarem às sanções económicas, até o dia em que começar a “pancadaria”. 😵‍💫

 

  No jornal Público de hoje
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A União Europeia anunciou três pacotes de ajuda militar à Ucrânia no valor total de 1,5 mil milhões de euros, ou o equivalente ao que pagamos a Putin em apenas dois dias pela energia.

 

  Sanções contra a Rússia
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GettyImages-1239410934-768x511.jpgA Noruega vai proibir o transporte rodoviário aos operadores russos, a partir de 7 de maio, e fechar os seus portos aos navios com bandeira daquele país, anunciou o Governo de Oslo. A Noruega, que faz fronteira com a Rússia, cumpre assim o quinto pacote de sanções a Moscovo por causa da guerra na Ucrânia adotado há algumas semanas pela União Europeia (UE), da qual não faz parte, embora integre o Espaço Económico Europeu (EEE). O encerramento dos portos afeta navios comerciais com mais de 500 toneladas brutas, iates e alguns barcos de recreio que navegam em águas internacionais, com exceção para a pesca.



Publicado por Tovi às 07:23
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Sexta-feira, 25 de Março de 2022
NATO, União Europeia e G7 reuniram-se em Bruxelas

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  Diplomacia em acção no dia de ontem

  • NATO emitiu um comunicado em que assumiu estar“preocupada” com a entrada da China no conflito que opõe a Rússia à Ucrânia. “Pedimos a todos os Estados, incluindo a China, para seguir a ordem internacional incluindo os princípios de soberania e integridade territorial”. Os 30 países da NATO apelaram mesmo a Pequim que se “abstenha” de apoiar “o esforço de guerra da Rússia”. E deixaram um recado à Rússia: “Qualquer uso de arma biológica ou química seria inaceitável e teria consequências severas”.
  • A declaração conjunta do Grupo dos Sete, que reúne os sete países mais industrializados do mundo, foi no mesmo sentido da NATO. Os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido dizem mesmo que “não vão poupar esforços” para responsabilizar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seus apoiantes – incluindo o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko. O seu apelo vai para as forças russas que abram “caminhos seguros” na Ucrânia para permitir ajuda humanitária a Mariupol e a outras cidades cercadas. E pedem às autoridades bielorrussas para que “evitem uma nova escalada e se abstenham de usar as suas forças militares contra a Ucrânia”.
  • No final das reuniões, o presidente norte americano Joe Biden disse apoiar a saída da Rússia do grupo das maiores economias mundiais (G20). E quer pelo menos que a Ucrânia possa assistir às reuniões. O presidente deu mais detalhes sobre a conversa com Xi Jinping, homólogo chinês, na passada sexta-feira. “Tive uma conversa muito honesta com ele. Disse-lhe claramente que apoiar a Rússia teria consequências”. Joe Biden chamou “bruto” a Vladimir Putin. “A coisa mais importante [das sanções] é mantermo-nos unidos”, tendo como objetivo que o “mundo se continue a focar” no seguinte: “Que tipo bruto é este” e por que motivo é que “todas as vidas inocentes se perderam” e “o que está a passar” na Ucrânia.
  • Também o primeiro ministro britânico, Boris Johnson aproveitou a sua intervenção pública para alertar para consequências “muito, muito severas”, caso o Presidente russo usasse armas químicas ou nucleares contra a Ucrânia. “Se Putin se fosse envolver com alguma coisa desse género, as consequências seriam muito, muito severas. Vou ter de ter alguma ambiguidade na resposta, mas acho que seria catastrófico para ele. Acho q ele compreende isso. Seria um profundo e desastroso erro para Putin”, disse. Apesar da insistência dos jornalistas Johnson não indicou se, nesse cenário, haveria intervenção da NATO.
  • O líder francês, Emmanuel Macron, na sua vez, disse que a NATO procura não dar à Rússia um “pretexto” para atacar o Ocidente. “Não queremos fazer nada que possa provocar a escalada da tensão”, justificou o Presidente. “Não vamos lutar contra a Rússia”, assegurou o líder que tem mantido várias conversas telefónicas com o seu homólogo russo, embora sem grande sucesso para a paz.
  • O chanceler alemão Olaf Scholz, por seu turno, afirmou que “as tropas russas têm de sair da Ucrânia”. “Isto é necessário para atingir uma solução sustentável para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia”, disse. Scholz apelou também ao Presidente Vladimir Putin que “aceite um cessar-fogo e permita corredores humanitários, para proteger os civis”. A Alemanha doou mais 370 milhões de euros em humanitária à Ucrânia.
  • Em Portugal, a partir do Porto, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de dar a sua opinião numa visita oficial. Aos jornalistas, o Presidente português disse considerar que o presidente russo, Vladimir Putin, cometeu um erro ao pensar que perante a sua decisão de tomar o território ucraniano iria conseguir dividir a União Europeia e a própria NATO. “É evidente que falharam. “A NATO e a UE continuam unidas”, referiu, independentemente da ideologia de cada país e apenas pela “paz e pelo respeito do direito internacional, da soberania dos estados, dos direitos das pessoas”, acrescentou.
  • Já da Rússia a informação que chegou foi que o Kremlin considera que “exatamente um mês depois do início da operação militar especial na Ucrânia” a vida “está a voltar ao normal” nos territórios “já libertos dos nacionalistas” ucranianos. “Está a correr como planeado e os objetivos delineados serão alcançados”, declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russos, Maria Zakharova, que espera que Kiev “reconheça a necessidade de uma solução pacífica”.
  • Um total de 140 países da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou a favor de uma resolução que pede ajuda humanitária imediata para a Ucrânia, ajudando a proteger os civis. A resolução também critica a Rússia por ter criado uma situação “dramática” humanitária. Apenas cinco países votaram contra: Bielorrússia, Coreia do Norte, Eritreia, Rússia e Síria, enquanto 38 abstiveram-se, incluindo a China, Cuba e a Índia.

 

  
onu.jpgÉ já a segunda vez que em sessões da Assembleia-Geral da ONU uma esmagadora maioria de membros isolam e condenam a “operação militar especial”, como Putin chama à invasão da Ucrânia pelas suas tropas. Mas continua a preocupar-me a posição neutra da China (abstenção) em tudo o que se refere a criticar a Rússia.
  Agência Lusa - O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje [6.ª feira, 25mar2022], numa conversa por telefone com o homólogo britânico, Boris Johnson, que a comunidade internacional deve “criar as condições certas” para resolver o conflito na Ucrânia e “promover negociações de paz com sinceridade”. “A comunidade internacional deve promover as negociações de paz com sinceridade. Devem ser criadas as condições necessárias para resolver este assunto. Devemos fazer tudo o possível para que a paz retorne à Ucrânia”, disse Xi, segundo a imprensa local. O Presidente chinês afirmou que o seu país já está a desempenhar “um papel construtivo” nesse sentido. Xi disse ainda que a China está "pronta para o diálogo" com o Reino Unido, desde que este seja "franco, aberto e inclusivo", afirmando esperar que Londres seja "justa e objetiva" ao lidar com Pequim. A conversa ocorre uma semana depois de Xi ter falado, por videoconferência, com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Xi instou então Washington a trabalhar em conjunto para "equilibrar as tensões" e "alcançar a paz global". 

 

  Reunião de ontem do Conselho da Europa
1024.jpgVolodymyr Zelensky diz que Portugal é dos países que têm mostrado mais reservas em apoiar a Ucrânia. Num discurso feito por videoconferência durante a reunião do Conselho Europeu, o presidente ucraniano comentou a postura dos 27 estados-membros perante o conflito e mencionou que Portugal tem algumas dúvidas em apoiar decisões a favor da Ucrânia. "A Bulgária está connosco, e acredito que a Grécia estará. A Alemanha está um pouco atrasada. Portugal? Bem... está quase. A Croácia está connosco; Suécia - o azul e o amarelo - estão sempre juntos", afirmou o presidente ucraniano.

 


Erdogan.jpgA emissora turca NTV, citando o presidente Erdogan, disse ter havido progresso em vários pontos-chave nas negociações entra a Ucrânia e a Rússia. Ancara, que goza de boas relações com Moscovo e Kiev, vem tentando posicionar-se como mediadora entre os dois lados. Mas por outro lado o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse hoje que as negociações com a Rússia para acabar com o conflito são "muito difíceis" e prometeu que Kiev não recuará em suas exigências. “A delegação ucraniana assumiu uma posição forte e não abre mão de suas demandas. Insistimos, em primeiro lugar, num cessar-fogo, garantias de segurança e integridade territorial da Ucrânia”, disse Kuleba. Enquanto isso, a agência de notícias russa Interfax citou o negociador russo Vladimir Medinsky dizendo que os dois lados estavam a fazer pouco progresso em questões importantes. Medinsky também disse que Moscovo acredita que Kiev está a tentar estender as negociações.

 

  Publicado pela Embaixada da Rússia na França (@AmbRusFrance)… mas posteriormente eliminado.
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  Reforço da presença militar da NATO no leste europeu
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Publicado por Tovi às 07:09
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