"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Domingo, 24 de Outubro de 2021
Dar corpo à Regionalização

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As CCDR têm que forçosamente evoluir para darem corpo a um ambicionado e necessário processo de desconcentração, descentralização e idealmente, no futuro, de regionalização. Temos que evoluir para uma normal e esperada eleição universal dos órgãos das estruturas regionais.

  JN de 24out2021 – Entrevista a António Cunha da CCDR-N

 


Jorge De Freitas Monteiro - O modelo tem sido criticado por quem não o percebe ou por quem não o quer perceber mas essas críticas são a meu ver levianas. Perante as poderosas resistências à regionalização optou-se por fazer as coisas ao contrário: em vez de criar as regiões para depois transferir as competências, como com os Açores e a Madeira, transferem-se as competências para as CC para depois criar as regiões. Desta forma as transferências não desencadeiam uma histeria anti regionalista, vão-se fazendo. Quando chegar o momento de formalizar a criação das regiões grande parte dos argumentos habitualmente evocados contra a sua criação não farão qualquer sentido visto que substancialmente a coisa já estará feita.
David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... Mas o preocupante é que o processo está atrasado, sendo que o próprio Governo o assume, mas nada faz para inverter a solução, quando o consenso nacional parece já ter chegado aos partidos da oposição.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, prudência com os consensos em relação à regionalização. Antes do referendo aparentemente também havia consenso, a concretização da regionalização fazia parte das plataformas eleitorais do PS e do PSD. Depois inventaram o referendo por sugestão do MRS. Depois nem a direção do PS nem a do PSD mexeram um dedo a favor do sim e ganhou o não. Qui va piano va sano.
David Ribeiro - Jorge...  No que toca à Regionalização parece-me que as direções partidárias do PS e PSD sofrem de Cainofobia [medo de novidades] ou então têm Decidofobia [aversão de tomar decisões]. 😉
Jose Ramalho - David Ribeiro… Talvez as cúpulas sofram de Lisbonofobia...
Fernando Peres - Jorge De Freitas Monteiro… então o PS que sempre defendeu a regionalização e que sempre que os seus mais variados líderes vem ao Porto e ao Norte em campanha e falam da regionalização não “mexeram um dedo a favor do sim”. Andam então a enganar nos?
Jorge De Freitas Monteiro - Fernando Peres, o PS na altura era liderado pelo António Guterres. A atitude dele em relação à regionalização não foi um momento alto de coerência política. Pior só Cavaco Silva quando foi PM: elaborou e fez aprovar a lei da regionalização para depois, numa memorável conferência de imprensa em que até a luz faltou, vir anunciar que afinal não havia regionalização. Isto dispondo de uma maioria no parlamento e não havendo ainda a exigência constitucional de dupla maioria em referendo.



Publicado por Tovi às 13:28
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Terça-feira, 12 de Outubro de 2021
Ter ou não ter maioria absoluta... no Porto

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Durante a última legislatura autárquica o movimento independente de Rui Moreira não tinha maioria absoluta na Assembleia Municipal e lá tivemos que ir aprovando os vários documentos à discussão, umas vezes somando aos nossos os votos de uns e outras vezes os de outros. Deu mais trabalho, é certo, mas de uma forma democrática o executivo de Rui Moreira conseguiu governar a Cidade.

 Jose BandeiraA partidocracia não quer perder a oportunidade de atacar Rui Moreira e, sobretudo, o que ele representa: a possibilidade dos cidadãos assumirem a condução dos seus municípios à revelia da máfia dos partidos. É uma guerra estúpida, no contexto daquilo a que esses partidos nos vêm demonstrando há muito que são; mas no fim haverá um vencedor, e esse vencedor será o Porto. Preparem-se pois as hostes dado que o que daqui sair será determinante para o futuro de qualquer dos lados.

  Jorge De Freitas Monteiro - Embalado pelas sondagens que lhe davam uma maioria absoluta folgada Rui Moreira conduziu uma campanha agressiva e arrogante em relação às outras candidaturas e queimou pontes. O discurso anti partidos que sempre o caracterizou também subiu de tom. Aliás isso explica em parte alguns comentários aqui feitos. Agora, face ao veredicto dos eleitores, Rui Moreira depende dos partidos. Como se costuma dizer: quem bem faz a cama melhor nela se deita. Penso que os partidos mostrarão mais bom senso e mais maturidade democrática do que Rui Moreira e que será possível ir forjando os consensos necessários para a governação da CMP.

  António Maria - Jorge De Freitas Monteiro, certamente os partidos, ou seja essa malandragem dos partidos, vai concerteza mostrar mais maturidade, bom senso e espirito democrático, não tenha dúvidas...

  Jorge De Freitas Monteiro - António Maria, não tenho mesmo. Aliás é bem sabido que malandragem e, acrescento eu, oportunistas, só nos partidos… 😉



Publicado por Tovi às 07:08
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Quarta-feira, 17 de Março de 2021
Novas pontes sobre o Douro entre Porto e Gaia

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E ainda vamos necessitar de outra ponte para a linha de alta velocidade, pelo que seria interessante serem ambas pensadas de uma forma articulada… isto tudo sem eu ter a mínima ideia (será que alguém já a tem?...) como será a inclusão destas duas pontes na malha urbana da nossa cidade.

 

    Comentários no Facebook
Adao Fernando Batista Bastos - Trés novas pontes - incluíndo a do Bispo, em Campanhã - cujas ligações à malha urbana serão um bico de obra!
David Ribeiro - Adao Fernando Batista Bastos... o grave da futura Ponte D. António Francisco dos Santos é não se saber se a nova ponte ferroviária para a alta velocidade vai passar naquela zona.
Jorge De Freitas Monteiro - Creio que não seria possível uma articulação para além da óbvia inserção das duas no espaço urbano Porto/Gaia. O TGV entrará em direção a Campanhã e o metro é suposto servir o eixo Boavista/Arrábida
David Ribeiro - Não é certo que a linha de alta velocidade tenha como terminal a estação de Campanhã, aliás nada é certo no que se refere a esta linha, Jorge De Freitas Monteiro. Fala-se até que o seu terminal seja no aeroporto.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, saberás certamente mais do que eu. Mas independentemente da localização do terminal (de qualquer modo uma paragem urbana parece-me indispensável visto que uma das vantagens do TGV é as pessoas serem despejadas nos centros urbanos ou deles perto) creio que a linha terá de passar pelo lado oriental de Gaia e do Porto.
David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... o Governo nada apresentou ou sequer discutiu com o executivo camarário do Porto, tendo isto já sido objeto de informação à Assembleia Municipal. Como é obvio esta "não informação" cria ao Porto graves problemas, numa altura em que está praticamente pronto o novo PDM.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, em Bruxelas o TGV utilizou os canais ferroviários urbanos já existentes, parcialmente adaptados. A uma das estações existentes foi acrescentado um terminal TGV. Penso que no Porto não venha a ser muito diferente. Se assim fôr o impacto urbano não será enorme.
David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... o Governo já tornou público que será uma nova linha em canal ainda por definir. Notícia do Público de out2020: Numa construção faseada, diz o jornal, será dada prioridade ao troço Gaia - Soure (representando metade do trajeto entre a capital e a Invicta), devendo mais tarde chegar a Leiria e prosseguir para Lisboa, recorrendo a um canal estudado pela RAVE (Rede de Alta Velocidade) a oeste da Serra dos Candeeiros.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, a oeste da Serra dos Candeeiros, como a EN1. E tal como a EN1 e a A1 entrará em Lisboa provavelmente junto ao Tejo depois de fazer o canal Vila Franca de Xira/Lisboa. Em relação ao Porto continuo a pensar que a entrada se fará por Campanhã, o impacto urbano em qualquer outra zona seria imenso. A não ser que o terminal do Porto seja mesmo para ficar... em Gaia!
David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... está ainda tudo muito cru e para já nem o Governo sabe o que irá fazer, digo eu que por mais perguntas que faça a resposta é sempre NADA.
João Pedro Maia - Diria q mais uma à cota baixa Afurada vs Massarelos deveria ser pensada...ja para n falar numa pedonal junto à Luiz I...
David Ribeiro - João Pedro Maia... O organismo responsável pela gestão e coordenação das cheias em Portugal (não sei como se chama) não permite a construção de pontes no rio Douro entre Porto e Gaia a cota baixa. A Ponte D. António Francisco dos Santos, que já era a uma cota superior ao tabuleiro inferior da Luiz I, terá que ser a uma cota ainda superior, por imposição deste organismo. Esta obrigatoriedade não tem grande impacto do lado do Porto, mas o mesmo já não acontece em Gaia, estando isto tudo a atrasar a construção da ponte.



Publicado por Tovi às 07:54
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2020
A acusação do MP a Rui Moreira

Rui Moreira é culto, cosmopolita e um revolucionário como construtor de uma nova Cidade Invicta e por isso seria pretensioso da minha parte querer dar-lhe conselhos. Mas de qualquer forma fica aqui dito publicamente: Rui... Embora quem não se sente não seja filho de boa gente a verdade é que os cães ladram e a caravana passa.

  Expresso, 19dez2020 às 17h29
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   Comentários no Facebook – 20dez2020

Jorge De Freitas Monteiro - O milagre da presunção de incoerência - Desde sexta feira está em curso no Porto e arredores um evento extraordinário. Por obra e graça de uma decisão do Ministério Público as mentes menos dotadas, mais trampolineiras ou mais obstinadas, que se revelavam indisponíveis ou incapazes não só de compreender o conteúdo do princípio da presunção de inocência como também de o aplicar em relação a certos acusados passaram a dominar nos mínimos detalhes todo o alcance e toda a importância do respeito daquilo que é uma pedra angular do Estado de Direito e dos Direitos Humanos. Evidentemente que, com o entusiasmo típico de neófitos recém convertidos, exageram e transbordam. Exageram quando de uma presunção passam a uma certeza; transbordam quando fazem decorrer da novíssima certeza de inocência em relação a um acusado uma certeza de culpabilidade em relação aos seus acusadores. Perante tais excessos fica a duvida: será milagre ou mera incoerência?

David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... Claro que não é milagre nem mera incoerência, mas muito provavelmente uma dificuldade em entender esta acusação, tendo em conta tudo que a Justiça já decidiu.

Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, a justiça não decidiu nada, pelo menos no sentido de uma decisão de um tribunal. O MP decidiu arquivar sem seguimento uma queixa da CDU contra Rui Moreira. Não sabemos se os factos apurados e o enquadramento jurídico são coincidentes entre os evocados pela CDU na sua queixa e os que fundamentam a decisão do MP de agora proceder a uma acusação formal.

David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... curiosamente lendo a notícia do Expresso vê-se que todos os partidos com acento no executivo camarário aguardam (e bem) mais e melhores notícias... mas também é curioso que "...o BE considera que “boa parte da argumentação do MP sobre o conflito de interesses entre o cidadão e o presidente da Câmara coincide com a queixa apresentada” pelo partido há 3 anos". Parece que só o Bloco de Esquerda é que conhece a argumentação do MP.

Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, obviamente que tudo anda à volta de um conflito de interesses que, independentemente de considerações jurídicas ou de eventuais consequências criminais sobre as quais obviamente não me pronuncio nem num sentido nem noutro, é de tal modo evidente que é incompreensível que alguém o pretenda ignorar. Em abstrato, se a entidade A e a entidade B estão em conflito e se o titular das duas entidades é a mesma pessoa X há um conflito de interesses. Se esse conflito num caso concreto e à luz de actuações concretas gera ou não um ilícito criminal é outra questão. Mas que há conflito há. A seu tempo saberemos mais.

António ConceiçãoJornal Publico: "A acusação nota que apesar de Rui Moreira não desconhecer o conflito entre a Selminho e a câmara, assinou uma procuração com data de 28 de Novembro de 2013 para que o advogado que tinha sido nomeado pelo seu antecessor continuasse a representar a autarquia, um acto que para o Ministério Público significa um “total desrespeito pelo Estatuto dos Eleitos Locais”. A emissão dessa procuração, sustentam os procuradores Nuno Serdoura e Ana Margarida Santos, “é contrária aos deveres de isenção e imparcialidade"a que Rui Moreira estava obrigado." Ainda que mal pergunte: suspeito não seria, antes, que, tendo Rui Rio nomeado um advogado para representar o Município no processo, fosse no novo mandato retirada a confiança ao advogado nomeado, e designado um outro? Que raio de acusação é esta? A acusação que se compreenderia seria exactamente a inversa, a de que Rui Moreira não tinha mantido no processo o advogado nomeado pelo seu antecessor. Não tenho qualquer interesse na questão; julgo que não sou suspeito de o ter. Estou em condições de garantir que, materialmente, a conclusão do Ministério Público não tem pés nem cabeça.

David Ribeiro - Difícil de entender a um leigo em Leis, como eu sou, o que é, neste caso de "o advogado que tinha sido nomeado pelo seu antecessor [Rui Rio] continuasse a representar a autarquia", um “total desrespeito pelo Estatuto dos Eleitos Locais”.

 

   Declaração de Rui Moreira na Reunião de Executivo Municipal de hoje:
Senhores Vereadores, Senhor Presidente da Assembleia Municipal, Senhores Diretores, Senhores Jornalistas, público presente.
É aqui, nestes Paços do Concelho, na casa comum de todos os portuenses, que entendo devo abordar uma questão que toca de forma profunda na minha honra e no meu caráter. É aqui, enquanto eleito da Cidade do Porto, que quero e vou usar da palavra, com tanta liberdade quanta verdade. De forma frontal e sem hesitação, como manda a consciência limpa de quem, no exercício do mandato que lhe foi confiado, nada mais fez em qualquer ocasião senão respeitar sempre o superior interesse desta Cidade e das suas pessoas.
A escolha é óbvia, mas nem assim deixarei de a decifrar:
- Presido a um órgão colegial, em que cada um de nós os treze tem um mandato popular. Independentemente das forças políticas que representamos, cada um de nós tem um mandato directo e individual. Cada um de nós responde, pois, por si. E, por isso, é neste órgão, neste local e neste momento que decidi falar.
É preciso que se saiba que do que sou acusado é de, conscientemente, ter violado a lei com a intenção de beneficiar uma empresa da minha família e de prejudicar a Câmara Municipal do Porto!
Acusam-me de interceder junto dos serviços da Câmara Municipal e dos advogados que a representaram num processo judicial que opunha a empresa Selminho à Autarquia, processo este iniciado muito antes de ser Presidente da Câmara, para que se celebrasse um acordo favorável àquela empresa e lesivo dos interesses do Município do Porto.
Esta acusação é ultrajante e infame, porque assente em conclusões completamente falsas, tendo em vista, única e exclusivamente, manchar o meu bom nome e roubar a minha honorabilidade, surgindo, objetivamente, no conteúdo, no tempo e no propósito, como uma peça de combate político-partidário, o que se me afigura, no mínimo, lamentável e indigno de um Estado de Direito Democrático.
Quero deixar bem claro, pela enésima vez, que é absolutamente falso, e mentiroso, que alguma vez tenha tido, enquanto Presidente da Câmara, qualquer intervenção, ato, participação ou, sequer, sugestão junto dos serviços da Câmara ou dos advogados que a representaram, no que respeita a qualquer questão ou processo que opôs a Câmara Municipal do Porto à empresa Selminho, que é da minha família e de que, indiretamente, sou sócio.
Era preciso ser muito tolo, e disso ainda não me acusaram, para que depois de me ter candidatado, e recandidatado, ao cargo que hoje exerço, em nome de valores éticos, me colocasse numa posição tão frágil e de tão óbvia contradição com estes valores.
Que fique claro, de uma vez por todas, que o único ato que pratiquei, enquanto Presidente da Câmara, que tem qualquer proximidade com o relacionamento entre a empresa Selminho e a Câmara Municipal do Porto, foi ter outorgado uma procuração a uns advogados que não conhecia e com quem nunca falei, muito menos sobre o assunto, para que representassem a Câmara numa diligência do processo judicial que a Selminho tinha movido contra a Câmara.
E fi-lo, um mês depois de ter tomado posse como Presidente da Câmara, porque o, então, meu Chefe de Gabinete era o Professor Doutor Azeredo Lopes, que me garantiu que não só não existia qualquer problema em fazê-lo como era minha obrigação fazê-lo.
Que fique claro, também, que os advogados em causa (a quem outorguei a procuração) patrocinavam a Câmara nesse processo já há muito tempo, por escolha do meu antecessor, e não me passou pela cabeça, sequer, substitui-los.
Acresce que, não fazia a menor ideia de qual seria o conteúdo da diligência em causa e de qual seria a posição a adotar pela Câmara na mesma, estando certo que seria, como sempre, em defesa dos interesses desta (apenas soube que era preciso uma procuração diferente da que até então os advogados tinham utilizado, em virtude da natureza da diligência em causa).
Finalmente, que fique, também, esclarecido que não soube na altura, mas soube, entretanto, que o resultado prático da diligência onde foi utilizada a referida procuração se resumiu a suspender esse processo.
Todos os outros atos relativos a qualquer relação entre a empresa Selminho e a Câmara Municipal do Porto foram, sempre, conduzidos, quer formal quer substantivamente, pela Senhora Vereadora e Vice-presidente da Câmara, Guilhermina Rego. E neste mandato pela Senhora Vereadora Catarina Araújo.
Aliás, é público e notório, que foi durante os meus mandatos que o diferendo entre a empresa Selminho e a Câmara Municipal do Porto ficou resolvido, de forma absolutamente favorável à Câmara, e por via de uma ação intentada pela Câmara Municipal contra a Selminho.
Então, como dantes, não interferi, minimamente, e no quer que fosse, na atuação da Câmara.
Reitero, solenemente, que desde que assumi as funções de Presidente da Câmara Municipal do Porto não tenho qualquer intervenção, direta ou indireta, no funcionamento ou atuação da empresa Selminho, assim como me mantive afastado de toda a intervenção da Câmara Municipal em qualquer relacionamento com esta empresa.
Por isso, esta acusação ofende, também, de forma inusitada e despudorada, em primeiro lugar, o bom nome da então Vice-presidente da Câmara e, em segundo, de todos os dirigentes municipais que tiveram qualquer intervenção no assunto, insinuando que todos eles agiram contra os seus deveres funcionais, manietados por mim. Essa insinuação é aviltante e inaceitável!
A, então, Vice-presidente Guilhermina Rego, que já tinha exercido funções na anterior vereação, antes, portanto, de eu ser Presidente da Câmara, exerceu sempre com empenho e idoneidade as suas funções, e é absolutamente insuspeita de poder ser subjugada por qualquer interesse antagónico ao da Câmara, pelo que não merece esta afronta.
Todos os dirigentes municipais que tiveram qualquer intervenção neste assunto já exerciam funções quando cheguei à Câmara e todos eles agiram sempre em defesa do Município! A sua competência e dignidade profissional e pessoal não merecem ser postas em causa desta forma leviana!
Como todos sabem, em 25 de Outubro de 2017, tomei posse para o segundo mandato como Presidente da Camara Municipal do Porto, funções estas que venho exercendo ininterruptamente até à presente data.
Assumi tais funções na sequência de um processo eleitoral que venci, não obstante uma campanha ignóbil e difamatória lançada sobre a minha pessoa, onde fui alvo de um conjunto de vis e infundadas insinuações, designadamente de que teria praticado atos com a intenção de conceder uma qualquer espécie de benefício ou vantagem a uma sociedade da minha família, o que ficou conhecido pelo famigerado “processo Selminho”.
Acontece que, nessa sequência, os eleitos da CDU apresentaram uma participação no Ministério Público, acusando-me de que ao outorgar a procuração atrás referida teria cometido uma ilegalidade e insinuando que teria visado beneficiar a Selminho, pretendendo que fosse intentada uma acção judicial de perda de mandato, tentando, dessa forma, administrativamente, derrubar-me.
No entanto, o Ministério Público, depois de analisar com profundo detalhe todos os actos por mim praticados no exercício das minhas funções, concluiu pela inexistência de quaisquer indícios de uma qualquer ilegalidade por mim cometida e, consequentemente, indeferiu totalmente o requerimento apresentado para a interposição da acção judicial de perda de mandato.
Assim, julguei eu que o referido processo Selminho estaria definitivamente encerrado. Engano profundo!
Foi, pois, com espanto, e tristeza, que no início da passada semana, em vésperas de ano eleitoral autárquico, fui notificado de uma acusação deduzida por outros Procuradores do Ministério Público, no âmbito de um outro processo de inquérito, nos termos do qual, tendo por essência e objecto a mesma factualidade anteriormente sindicada pelo mesmo Ministério Público, concluiu, ao invés da anterior decisão, pela existência da prática de um crime de prevaricação, ou seja, de conscientemente, ter violado a lei com a intenção de beneficiar uma empresa da minha família e de prejudicar a Câmara Municipal do Porto.
Como já disse, repudio veementemente os factos que me são imputados, bem como a infundada conclusão jurídica que deles se pretende retirar! Nessa medida, e porque essas são as regras de um Estado de Direito Democrático, irei fazer a minha defesa, no exercício dos meus direitos cívicos, e, para já e de imediato, requerer a competente instrução, a fim de que esta acusação seja verificada e avaliada por um Juiz!
No entanto, devo acrescentar, por um lado, que a afirmação de que num Estado de Direito Democrático ninguém está acima da lei, não se aplica apenas aos políticos mas a todos, mesmo todos, e que cada um tem que ser responsável pelos atos que pratica, pelo que não deixarei de lutar para que se apurem todas as responsabilidades neste caso.
Por outro lado, ao contrário do que alguns possam ter pensado, não é este o caminho para me arredarem da defesa causa pública, da defesa intransigente dos princípios e valores do Estado de Direito Democrático e do exercício cabal das responsabilidades que o eleitorado me conferiu.
Acredito que todas as pessoas de bem defenderão, (independentemente da ideologia que professem ou do quadrante político-partidário em que se enquadrem), que uma opinião descabida, infundada e ofensiva de dois Procuradores - não possa ter esse efeito, sob pena de uma total subversão dos mais elementares princípios democráticos do Estado de Direito. Um Estado de Direito que todos devemos respeitar e devemos sempre proteger e contribuir para aprofundar.
Uma acusação tão absurda como a que me foi feita terá que ter a adequada resposta processual de acordo com as leis da República, mas terá que ser ignorada no plano político.
É em defesa da dignidade e de todos os que empenhada e denodadamente exercem funções públicas e, em particular, daqueles que são titulares de cargos políticos, que recuso ceder à demagogia de me afastar do exercício das minhas funções.
Aliás, recordo que quando em 2017 fui eleito, com maioria absoluta, estes exatíssimos factos foram amplamente escrutinados, quer porque, ainda em maio desse mesmo ano, tive o cuidado de pedir ao meu grupo municipal que requeresse a convocação de uma Assembleia Municipal Extraordinária exclusivamente para os discutir, quer por que este acabou por ser o tema central da campanha eleitoral, promovido até à exaustão por alguns dos meus adversários!
Na política, como na vida, não vale tudo...
Continuarei a defrontar os meus adversários políticos com galhardia e lealdade.
Da mesma forma que continuarei a ignorar aqueles que, ao serviço de um desígnio que não confessam, subvertem a verdade e cultivam a mentira numa deplorável tentativa de subordinar a luta política à difamação, mesmo que através de meios insidiosos.
A verdade prevalecerá e a Justiça, estou certo, chegará!



Publicado por Tovi às 07:42
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2018
José Sócrates abandona o PS

Sócrates 4Mai2018.jpg

Hummmm!... Ainda vai fundar um novo partido  

 

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«Henrique Camões» - Se pensar em criar um novo partido não lhe vão faltar apoios, até mesmo de alguns "envergonhados". Sócrates entrega cartão do PS incomodado com a vergonha que os seus dirigentes AGORA, dizem sentir, será irá processar judicialmente por isso alguém...é costume. Bem, na realidade eu até dou razão ao homem para esta atitude, porquê só agora? Não tiveram vergonha quando rebentou o caso Freeport, não tiveram vergonha quando a sua licenciatura foi posta em causa, não tiveram vergonha quando os jornais noticiavam que o primeiro ministro de Portugal, encomendava os seus fatos no mais caro costureiro do mundo onde um fato rondaria os 50 mil Euros o que não seria compatível, com o vencimento de um membro do governo (pressupondo outras fontes de rendimento), não tiveram vergonha, quando incomodados com a acção da Procuradora Geral da Republica defenderam a sua não recondução. Não tiveram vergonha nem questionaram nada disto e de muitas outras coisas que a comunicação social ia noticiando, não interessava, o tempo era de vacas gordas e o PS estava de vento em popa, a factura seria paga pelos do costume e haveria no futuro alguém sobre quem deitar as culpas. Costuma-se dizer a propósito, que "é pior a emenda que o soneto" neste caso seria melhor deixar a "partitura" como estava, porque esta gente não é ingénua, não é inexperiente, não é ignorante e não é inocente, eles estiveram lá, o Costa, o Santos Silva, o Vieira da Silva, etc, e são cúmplices, pelo menos passivos dos erros de que agora dizem ter vergonha. Haja vergonha sim, mas do comportamento colectivo dos políticos em Portugal.

«David Ribeiro» - O hábito repetido de desculparmos os erros “dos nossos” com os erros “dos outros” é que fez chegarmos ao estado de corrupção em que nos encontramos.

«Pedro Baptista» - É muito estranha esta reviravolta no topo do PS, particularmente por parte de Augusto Santos Silva, o ministro do atual governo que, além de Costa, era ministro ( e eminente) do 1º Governo Sócrates e, no caso dele, até do 2º, o que nos levou à troika. Uma eminência parda que Sócrates considerava indispensável ao lado de si e de Manuel Pinho. Até agora o discurso era à justiça a justiça, à política a política... Agora houve um reviravolta de 180º e passou a haver uma condenatória radical? Só pode trazer água no bico! Aqui há marosca... Até parece que alguém está com medo que a coisa alastre e se põe já a sacudir a água do capote. É hora dos ratos... mas aqui HÁ GATO...

«Jorge De Freitas Monteiro» - David, como queres que se faça esse tal julgamento político de que falas se ainda não é claro que o homem seja culpado do que é acusado, antes do debate contraditório diante de um tribunal e da decisão condenatória eventual? Podes detestar a pessoa, podes abominar o modo como governou, mas não é por isso que se torna lógico ou legítimo considerar que é culpado dos crimes que lhe são imputados. Não basta vir com a lenga lenga da presença dos cabritos e ausência das cabras. É preciso provar pagamentos, decisões que beneficiaram os pagantes e nexo de causalidade entre os primeiros e as segundas. Não me incomoda o julgamento político sobre matérias políticas; incomoda-me o linchamento público antecipado sobre acusações criminais complexas e por julgar.

«David Ribeiro» - Até os seus pares já o condenam politicamente, Jorge De Freitas Monteiro… e não esperaram pelos Tribunais.

«Jorge De Freitas Monteiro» - Eu sei. Um triplo erro da parte deles: jurídico, ético e político. Faz imensa falta Mário Soares.

«Duarte Nuno Correia» - Defender o Sócrates exige um estado de alheamento tão grande da realidade, como dizer que a terra não é redonda ou que é o sol que gira à volta da terra. Mas a verdade é que ainda há, hoje, quem acredite em tudo isso.



Publicado por Tovi às 14:34
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2018
Começou a polémica sobre a ponte

E assim vai no Facebook a discussão sobre a anunciada ponte sobre o Douro.

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   Página do Facebook - "Um novo norte para o Norte"

«Jorge De Freitas Monteiro» - Em Dezembro RM anunciou que se iam lançar os estudos para a construção de uma nova ponte entre a do Infante e a D. Maria. Os estudiosos, além de serem discretos porque ninguém ouviu falar no que andaram a fazer, deviam ter um gps avariado: quatro meses depois é anunciada a decisão de construir a ponte a quilómetros do local anunciado. Mais seriamente: creio que não deve haver em toda a Europa um caso semelhante. Um autarca eleito com umas dezenas de milhar de votos decidir sem debate público prévio, sem estudos dignos desse nome, sem discussão prévia na própria vereação, sem ouvir entidades implicadas (como são no caso concreto a APDL e a CCRN) a construção de uma ponte sobre um rio internacional numa aglomeração urbana de milhão e meio de habitantes. Esta reunião deveria ter tido lugar antes da decisão e deveria ter servido para o lançamento do debate público que a deveria ter precedido. Assim parece uma sessão de venda à populaça da bondade de um facto consumado decidido por um autocrata.

«David Ribeiro» - Seguindo o teu raciocínio posso concluir que o autarca de Gaia também é um autocrata?.... Ou pelo facto de ser socialista podia proceder como Rui Moreira fez?

«Vasquez da Gama» - David Ribeiro na opinião dos críticos o autarca de Gaia deve ter sido coagido a agir. Será que foi com a espingarda amarela que dizem ter o RM no carro? Primeiro critica-se, depois... depois olha

«Jorge De Freitas Monteiro» - David Ribeiro, não me leves a mal mas a tua reacção parece a do menino apanhado a fazer asneira que tenta defender-se dizendo que o outro menino também fez. Evidentemente que a minha crítica quanto ao processo que conduziu à decisão aplica-se dos dois lados do Douro, por igual. Mas a sessão que originou o meu comentário é anunciada como sendo relativa ao Porto e o autarca que a vai protagonizar é vereador da CMP. Além disso como sabes, e apesar de gostar muito de Gaia onde nasceu a minha mãe e de Matosinhos onde resido quando estou em Portugal, o Porto é a minha cidade e é sempre em relação ao Porto que intervenho. Dito isto gostaria de saber o que pensas quanto à substância do meu post; independentemente da oportunidade e da localização da ponte não te causa estranheza nenhuma a forma como as coisas se passaram?

«David Ribeiro» - Não, em nada acho estranho e considero que a localização, quer do lado do Porto quer de Gaia, está de acordo com o desenvolvimento que se deseja para essas zonas. O que eram as margens do Douro em Gaia e no Porto no local onde foi construída a Ponte da Arrábida?

«Jorge De Freitas Monteiro» - Portanto é normal que numa sociedade aberta, numa democracia liberal e participativa uma coisa destas apareça decidida sem o mínimo vestígio sequer de debate público. Ficarei surpreendido no dia em que te vir fazer a mais ligeira crítica a RM. Depois vem dizer que os dos partidos é que são acríticos, seguidistas e coisa e tal...

«David Ribeiro» - Desde Dezembro se sabia que os executivos de Porto e Gaia trabalhavam numa nova travessia para o Douro e bastava estar-se atento para ver onde ia ser esta nova ponte. Para mim a única novidade foi os dois municípios decidirem arrancar para a obra com fundos próprios.

«Jorge De Freitas Monteiro» - Não é bem assim. Em Dezembro anunciaram que iam lançar os estudos para uma ponte entre a do Infante e a D Maria. Ficamos a aguardar os tais estudos e o ulterior debate, que preparariam a decisão. Quatro meses depois sai uma decisão das cartolas dos dois autarcas. Dos estudos ninguém sabe. O debate não existiu. A ponte sabe-se que fica a quilómetros do local que foi anunciado. Podes dar as voltas que quiseres mas sei que sabes tão bem como eu que foi tudo mal conduzido.

«David Ribeiro» - O que ouvi de Rui Moreira na Assembleia Municipal foi que a ponte seria a montante da D Maria e que a sua construção libertaria o tabuleiro inferior da Luiz I para peões.

«Jorge De Freitas Monteiro» - Baseio-me no que foi publicado por todos os jornais em Dezembro; a localização referida era a que mencionei. E de qualquer modo, mesmo que assim não fosse, isso não invalidaria a crítica quanto ao método seguido.

«Nuno Santos» - Acontece que é mentira. Aliás, isso está registado em vídeo. Agora diga-me, onde ancorava a Ponte do lado de Gaia? - Nova travessia do Douro já tinha sido anunciada por Rui Moreira… - É ver o vídeo e depois pedir desculpa pelo que atrás escreveu Sff. Outra coisa, o autarca anunciou, mas não lançou concursos. Ou seja, para haver debate tem que haver proposta. Ela foi feita já duas vezes. No debate na AM a que pode assistir no vídeo acima e publicamente. O debate está a ocorrer, até aqui. Há-de depois haver debate na Câmara e AM quando se levar os concursos a aprovação e a adjudicação. Por um lado diz que não há estudos e não devia ter sido anunciada, por outro diz que já devia ter sido discutida. Quer-me dizer como isso se faz. Quando ao “mundo todo” anda a viajar pouco e ler menos. Jorge De Freitas Monteiro mas a ponte já lá está?

«Jorge De Freitas Monteiro» - Nuno Santos permitir-me-á que ignore o seu pueril pedido de desculpas, inapropriado numa conversa deste tipo. Vou ignorar igualmente as suas considerações sobre quanto leio ou deixo de ler, viajo ou deixo de viajar; além de irrelevante não lhe diz respeito. Ressalvo no entanto que não falei em “mundo todo” mas sim em Europa. E quanto a isso o nosso amigo comum David Ribeiro poder-lhe-á confirmar que não serei completamente ignorante. Mas vamos ao que interessa. A localização anunciada foi, segundo o Expresso (poderá consultar o link que vou partilhar mais abaixo), a que mencionei. Aliás no contexto de uma substituição, para efeitos de travessia de cota baixa, do tabuleiro inferior da ponte D Luís é a única localização pertinente. Refugiar-se na expressão “a montante”, esquecendo convenientemente o contexto, equivaleria a dizer que RM anunciou uma ponte algures entre a D Luís e o limite oriental do Porto. Não faria qualquer sentido. Pergunta-me onde ancoraria a ponte, presumo que menos a montante, do lado de Gaia. Creio ter lido que essa dificuldade foi a razão da migração da ponte entre Dezembro e Abril. Bom, a resposta é simples: se não há ancoradouro possível no local onde a ponte é útil e necessária não se faz a ponte e não se limita a utilização do tabuleiro inferior da D Luís. O que não faz sentido é precisar da ponte perto da Ribeira e, por dificuldades de ancoração, ir construí-la onde nem resolve o problema nem é necessária. Passemos ao debate público. Não misturemos alhos com bugalhos: o debate posterior ao lançamento do concurso público estará, por definição, limitado ao que for previamente establecido como sendo o objecto desse concurso. Ou seja, não poderá ter como objecto a própria necessidade da ponte e a sua localização. Alias nem poderá ser um verdadeiro debate: a partir do momento que o concurso público esteja lançado aplicam-se as regras legais relativas a esses concursos. O tempo do debate público com todas as opções em aberto estará encerrado. Foi esse o debate que faltou e daí a decisão ser, a meu ver, autocrática. A não ser que, e as suas palavras recobrem uma certa ambiguidade, a “decisão” anunciada não seja ainda uma; mas então porque a designaram assim? Talvez nesse sentido pergunta-me se a ponte já lá está. Da última vez que verifiquei não estava. Se houver bom senso nunca virá a estar. A terminar permita-me que aproveite este diálogo para lhe perguntar algo: porquê anunciar, como se fosse algo de positivo, que a obra, a vir a existir, será custeada exclusivamente pelos orçamentos das duas autarquias? Porque não tentar obter outras fontes de financiamento? É que parece insólito protestar nos dias pares contra a insuficiência de recursos e considerar positivo nos dias ímpares construir pontes de utilidade discutível sem necessidade de pedir nada a ninguém. - Rui Moreira defende nova travessia Porto/Gaia entre as pontes Luiz I e D. Maria / expresso.sapo.pt.



Publicado por Tovi às 08:14
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