"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2014
O "estouro" do Grupo Espírito Santo

Banqueiros prisão.jpg

Continuam na Assembleia da República as inquirições ligadas ao processo do “estouro” do Grupo Espírito Santo e pelo andar da carruagem já deu para perceber que não eram só de agora os “gamanços” que por lá se faziam e que a promiscuidade entre o “Dono Disto Tudo” e os senhores do poder era escandalosa. Falta ainda ouvir muita gente, incluindo o contabilista acusado por Ricardo Salgado de ser o grande culpado disto tudo, mas as audições de José Maria Ricciardi e Pedro Queiroz Pereira já fizeram luz sobre muito do que aconteceu. E já começa a ser tempo de se procurar o rasto do dinheirinho que desapareceu e fazer sentar no banco dos réus quem a Justiça considerar indiciado pelos vários crimes que parecem ter sido cometidos. Vai ser um trabalho árduo e longo, muito mais longo do que deveria ser, mas a isto já estamos habituados, sendo que a justiça em praça pública já está feita e dela não se pode recorrer para mais nenhuma estância.

 

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«José Camilo» >> Amigo, por razões que já conhece, tenho estado atento às comissões de inquérito e aquilo que destaco é exactamente o contrário. Há duas pessoas, para já, nitidamente contra Ricardo Salgado, mas as razões que apresentaram foram todas nitidamente por se sentirem afastadas de algumas tomadas de decisão que não lhes convinha em termos de negócio. Pessoalmente, conheço muito bem o trajecto conseguido pelo Grupo após o 25 de Abril e não vai ser ao fim de quarenta anos de experiência de comando que se define que um homem em apenas meia dúzia de meses não foi capaz de controlar os desvarios de um governo. Nestes dois dias já nos apercebemos que o próprio banco de Portugal se está a sentir muito incomodado que os números que lhe estão a chegar às mãos não são de todo agradáveis. É o sistema e não o homem que tem de ser julgados.

«David Ribeiro» >> Caríssimo amigo José Camilo... Não querendo de forma alguma branquear as asneiras feitas pelo Governo e pelo Banco de Portugal, e convicto que quando se zangam as comadres fica (quase) tudo a saber-se, a verdade é que no Grupo Espírito Santo há muito as coisas não andavam bem e é só ver-se as broncas dos investimentos feitos no estrangeiro e que acabaram por criar a descapitalização do BES e subsequente desmoronar de um banco com o prestígio que tinha granjeado ao longo dos anos. A atitude da família Espírito Santo, liderada por Ricardo Salgado, só se pode ver de duas maneiras: Ou inocentemente deixaram as coisas correrem à espera de melhores dias e isto é má gestão, ou então estavam habituados a "roubarem" sem ninguém lhes pedir contas. Na prática vai dar tudo ao mesmo e quem se lixou, mais uma vez, foi o mexilhão, ou seja, os pequenos investidores e espero bem que os contribuintes não sejam também chamados a entrar com algum.

«José Camilo» >> Ui. Como não quero tecer opiniões se as fizer terão de ser numa mesinha com um café e uma nata em cima. E por aqui me fico....

«David Ribeiro» >> Hoje, pelas 16 horas, temos Amílcar Pires, ex-Administrador Executivo do Banco Espírito Santo, em audição na Comissão Parlamentar de Inquérito à Gestão do BES e do GES. Amílcar Morais Pires tem 53 anos, fez carreira no BES, onde foi administrador financeiro com a total confiança de Ricardo Salgado. É licenciado em Ciências Económicas pela Universidade Católica Portuguesa e até 2004 foi assessor do Conselho de Administração do BES e coordenador do Departamento Financeiro, de Mercados e Estudos.



Publicado por Tovi às 09:18
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2014
Inquérito parlamentar ao BES

 Ricrdo Salgado no Parlamento 9Dez2014 a.jpg

Ricardo Salgado não poupou a actual Ministra das Finanças nem o Banco de Portugal na sua intervenção de ontem na comissão parlamentar de inquérito ao caso BES e terminou em beleza com grandes elogios aos estadistas - Mário Soares e Cavaco Silva - que tiveram papel de relevo no regresso do Grupo Espírito Santo (GES) a Portugal, nos anos 80, no pós-25 de Abril. Este gajo sabe-a toda.

 

 Comentários no Facebook

«Raul Vaz Osorio» >> Ui que paleio de vígaro!

«David Ribeiro» >> É incrível o nível de promiscuidade existente entre a banca e os governantes. Nas reuniões dos “Donos Disto Tudo” era frequente as referências a estes “contactos” com os senhores do Terreiro do Paço. Mais que não seja estas comissões de inquérito permitem-nos ficar a saber o que eles dizem e o que eles pensam que nós não percebemos.

«Pedro Baptista» >> Afinal o mal não foi o Banco de Portugal andar a dormir, foi ter acordado. É de rir! 150 anos ao serviço da agiotagem!

«Manuel Ribeiro da Silva» >> Se não me ponho a pau, a culpa ainda é minha!...

«David Ribeiro» >> Provavelmente, Manuel… Porque deles não é de certeza :-)

«Manuel Ribeiro da Silva» >> David dizer que estes fulanos têm lata é pouco, têm é um bidão de 200 Lts. Livra!!!

«Raul Vaz Osorio» >> Atão na querem ver que a puta sou eu?

«Luiz Paiva» >> Há uma coisa que não entendi: o problema decorre de um pedido de um "empréstimo intercalar" de 1,5 bi (ou por aí) pagável em 5 anos, ao governo, que não lhe foi concedido. Então, por que razão, depois do "tampo" do governo, não tentou (ou conseguiu) arranjar mais ninguém no planeta e arredores que o financiasse?

«Raul Vaz Osorio» >> Talvez porque já ninguém lhe emprestava um tostão furado?

«David Ribeiro» >> Karl Marx acusava os burgueses que detinham os meios de produção de serem os maus da fita… Claro que não conheceu o capitalismo moderno em que meia dúzia de “caramelos” atingem uma supremacia bem maior, singrando unicamente ou essencialmente através da usura e dos jogos financeiros especulativos de casino, definhando os povos, os estados e as pessoas com juros agiotas sempre no cálculo interesseiro e egoístico, já para não falar nas vigarices.

«José Camilo» >> Luiz Paiva, ele respondeu a isso. Recuso-me a "limpar" os responsaveis governativos de toda a responsabilidade. Para já não vou por aí, até porque estaria a contradizer-me desde sempre. Seria mais fácil pegar no gajo e culpa-lo de tudo só porque foi poderoso e soube ganhar dinheiro e criar emprego. Faça-se justiça, mas convém estarmos atentos a tudo.

«Luiz Paiva» >> José Camilo, estive atento e tanto quanto recordo, de facto, haveria financiamento mas não no tempo que lhe foi concedido. O que vai dar ao mesmo... ou não?

«José Camilo» >> Não ;-)

«Raul Vaz Osorio» >> É giro como sempre que um banco dá merda, o responsável tem sempre o mesmo discurso. Foi assim no BPN, no BPP, no BCP (esse aguentou-se, mas pronto) e agora no BES. O responsável máximo é sempre o último a saber o mínimo e precisa invariavelmente de dinheiro e mais tempo. Só varia a quantidade de cada uma destas variáveis. Se tivessem gerido bem é que tinha sido boa ideia, não?

«David Ribeiro» >> José Maria Ricciardi pode ser tão filho-da-mãe como o primo Ricardo Salgado, mas com a raiva que estava no inquérito parlamentar e a ser verdade o que afirmou não há dúvida que Salgado mentiu à Comissão de Inquérito ao dizer que de nada sabia até o Banco de Portugal o ter afastado do BES.

«Raul Vaz Osorio» >> O Ricciardi apesar de tudo parece um bocadinho mais sério, mas só um bocadinho LOL

«David Ribeiro» >> Sou da opinião que para muita gente a seriedade depende dos momentos e dos assuntos em causa e não estou a ser irónico, é mesmo o que penso há já muito tempo.

«Raul Vaz Osorio» >> Percebo o que quer dizer David e tenho que concordar. O contexto é fundamental. Não é desculpa, claro, mas pode ser explicação.

«David Ribeiro» >> José Maria Ricciardi na Comissão de Inquérito Parlamentar:

Comissão de Inquérito Parlamentar José Maria Ri



Publicado por Tovi às 07:19
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