"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2022
Rei morto, Rei posto

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  Rita Dinis, em 1fev2022 no Expresso - Rio sai (sem pressa) e PSD senta-se no divã. O que falhou? E para onde vai? Na má digestão dos resultados eleitorais, PSD reflete sobre o que falhou: Costa afinal não estava esgotado, portugueses premiaram estabilidade e dinheiro no bolso, Rio teve “excesso de confiança” e “erros na mensagem” – perdeu pensionistas e funcionários públicos quando decidiu não lhes dar nada, e reforçou voto no PS quando decidiu não hostilizar o Chega. O medo da direita prevaleceu. Perante isto, Rio sai, disso não há dúvidas. Mas também não há pressa. Eleições internas podem acontecer até junho: começa agora a guerra de sucessão. Mais uma. Salvador Malheiro já lançou Montenegro. Quem vem lá?

  Nuno Melo, em 1fev2022 na sua página do Facebook - O CDS está ferido, mas não de morte. O partido está implantado a nível nacional, governa sozinho 6 autarquias, muitas mais em coligação, e está presente nos governos regionais dos Açores e da Madeira. …/… Embora o resultado agora obtido confirme inteiramente os meus alertas, não tenciono concentrar-me em ajustes de contas com o passado. Sou presentemente o único deputado com mandato e palco nacional e europeu do CDS. Nunca virei as costas ao meu partido e não abandono o CDS no momento mais difícil da sua história. Uma coisa quero garantir: no que de mim depender, o CDS não acaba aqui.



Publicado por Tovi às 07:50
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2022
A "morte" do CDS

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O CDS teve no passado domingo o pior resultado da sua história e não conseguiu eleger nenhum deputado para a Assembleia da República. Uma coroa de flores foi entregue frente à sede do partido e históricos democratas cristãos falam do período mais negro da história do partido. Na sequência dos resultados, o presidente do CDS e cabeça de lista por Lisboa, Francisco Rodrigues dos Santos, assumiu "todas as responsabilidades" pelo resultado e anunciou ter apresentado a sua demissão à direção do partido.

 

  Raul AlmeidaO CDS sofreu um verdadeiro desastre eleitoral. Este desastre teve um rosto e muitos responsáveis. Desde o malfadado "irrevogável", sentiu-se uma progressiva perda de confiança do eleitorado no CDS. Assunção Cristas e Nuno Melo viriam a sentir isto mesmo, plasmado na incapacidade que tiveram de dar a volta a este rumo, em dois actos eleitorais com resultados péssimos. Francisco Rodrigues dos Santos acabou com o resultado trágico que ontem se viu, falhando tudo aquilo a que se tinha proposto enquanto alternativa de corte com o que identificou em congresso como decadência do portismo. Pelo meio, assistimos a uma guerra fratricida sem limites de parte a parte. O povo não gostou e não perdoou. O CDS, se quiser resistir, terá de ultrapassar tudo isto. Terá de abrir um novo capítulo com novos protagonistas. Terá de fazer uma inevitável catarse e não negar nenhum dos seus problemas, das dívidas de monta às incompatibilidades pessoais de difícil resolução. Terá de refletir muito e bem, virar-se para o país e tentar recomeçar a compreendê-lo. Terá de pensar na sua utilidade externa, agora que já quase não tem meios de satisfação das diferentes utilidades internas que o consumiram. Terá de se sujeitar ao difícil exercício de pôr o todo acima das partes, sendo implacável com qualquer lógica de facção. Para todo este exercício, com toda a sua complexidade evidente, o CDS precisa de tempo. Precisa de um acordo acolhido por todos os interessados nalguma espécie de futuro, em que o Congresso seja feito após a ressaca da hecatombe, depois de tempo para analisar, pensar, prever e decidir com pés e cabeça; o agora é a pior altura para arrebatamentos e voluntarismos. Há fórmulas que permitem este tão necessário tempo de reflexão séria, apesar da compreensível saída imediata do Presidente. Está nas mãos dos diferentes protagonistas e dos militantes do partido. Para o melhor e para o pior.

  António Conceição Há uma coisa que os militantes e simpatizantes do CDS parece não se terem ainda apercebido: estão fora do Parlamento e vão ter o tratamento dos pequenos partidos sem assento parlamentar. Não vão receber dinheiro e ninguém vai pôr dinheiro no partido, porque ninguém investe em losers. Não vão ter visibilidade, a não ser no mês anterior à campanha e, aí, para discutir com outros partidos insignificantes, como o PPM ou o Partido da Terra. Daqui a 4 anos, haverá uns milhares de eleitores que hoje se lembram do cerco ao Palácio de Cristal no I Congresso do CDS, mas que não votarão, porque, entretanto, terão morrido. Haverá, ao invés, outros milhares de eleitores que irão votar pela primeira vez e que nunca terão ouvido falar no CDS. A vida não está fácil para os centristas. Isto não vai lá com um simples Congresso, como imaginam os militantes. À semelhança daqueles clubes de futebol falidos que são comprados por ricalhaços árabes ou chineses, a única esperança do CDS é quase só ser tomado de assalto por um qualquer Marinho e Pinto ambicioso que use o partido como barriga de aluguer para um projecto político pessoal.

  Xavier CortezUma palavra para o CDS/PP. Como sabem sou um democrata cristão e fui militante e dirigente da então Juventude Centrista no Porto. Há vários anos que me afastei do partido por não reconhecer nele os ideais da fundação. Com várias saídas ao longo dos anos (para o PS, para o PSD), atualmente perdeu completamente a sua base de apoio e deixou de ter a sua principal característica: ser um partido de quadros. Pior: encalhou-se numa tendência cada vez com menos adeptos em Portugal e na Europa, o conservadorismo.



Publicado por Tovi às 08:17
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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2022
O dia seguinte às Legislativas2022

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A vitória do PS não me surpreendeu, mas não contava com uma maioria absoluta. Esperemos que António Costa a saiba usar para o bem dos portugueses.

Rui Rio, por quem nunca tive simpatia política, não conseguiu que o PSD se afirmasse como alternativa ao Governo. Está provado que o País não é a cidade do Porto onde foi presidente por 12 anos.

Chega é, sem dúvida, o partido dos “descontentes” e há muitos descontentes em Portugal.

A Iniciativa Liberal foi um dos vencedores da “direita” nesta noite eleitoral. Mas tem ainda que sair das zonas urbanas e ir à conquista do país.

O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português deram um trambolhão maior do que era esperado e vão ficar reduzidos a cinco e seis deputados, respetivamente.

Contra o que eu esperava o Livre lá conseguiu eleger deputado o Rui Tavares, não parecendo ter acusado a rutura com Joacine Katar Moreira na legislatura anterior.

O PAN, o “Cavalo de Troia” da política nacional, ainda conseguiu eleger Inês de Sousa Leal, mas não vai longe com este resultado.

O CDS desapareceu, na minha opinião fruto da infantilidade política do Chicão.

E pronto… siga para bingo.


João Geirinhas Rocha - Quem viesse de Marte e aqui aterrasse nos últimos dias ao ler o Facebook ficava convencido que o Costa era o politico mais odiado do país. E no entanto…

 

  A Liga dos Últimos
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  A iliteracia política nacional
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  A melhor explicação para se saber de quem é a culpa do resultado eleitoral de domingo: "...dos tradicionais malandros ex-abstencionistas que, desta vez, para baralhar as contas, decidiram ir votar". (roubado por aí)



Publicado por Tovi às 09:24
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Domingo, 30 de Janeiro de 2022
L e g i s l a t i v a s - 2 0 2 2

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As eleições legislativas portuguesas de 2022 (também designadas eleições para a Assembleia da República) realizam-se hoje, 30 de janeiro de 2022 (das 8 às 19 horas no Continente e na Madeira; nos Açores, as mesas de voto abriram e vão encerrar uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária) e constituirão a XV Legislatura da Assembleia da República. Foram marcadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 4 de novembro, na sequência do chumbo do orçamento, o primeiro na história da Terceira República, e consequente dissolução do Parlamento, decisão anunciada oficialmente a 5 de dezembro de 2021. De acordo com a Constituição da República Portuguesa, é necessária a realização de eleições nos sessenta dias seguintes à dissolução da Assembleia da República.

No Círculo Eleitoral do Porto serão eleitos 40 deputados (dos 230 que compõem o Parlamento) e concorrem a estas eleições: PS, PSD, BE, CDU (PCP+PEV), CDS, PAN, Chega, Iniciativa Liberal, Livre, Aliança, RIR, Ergue-te, MPT, Nós Cidadãos, ADN, JPP, PTP, MAS, Volt Portugal.

 

  09h45 de hoje - Já "botei o papelinho na urna".
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  11h20 de hoje - A minha filha mais nova a cumprir o seu dever cívico.
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  Realmente... já era tempo de se alterar o sistema de votação.
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 Resultados Globais Provisórios (faltam atribuir 4 mandatos)
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  É nos círculos eleitorais de Lisboa e Porto que se elegem 38% dos deputados do Parlamento. Vejam quem elegeu quem nas Legislativas de 2019 e 2022.
Lisboa e Porto deputados e percentagem de votos.jp



Publicado por Tovi às 08:00
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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2022
Os últimos cartuchos destas Legislativas

  Sondagem do ISCTE/ICS para Expresso e SIC
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David Ribeiro - Lá teremos que ir a penalties.
Luis Paixão Martins - Estou a imaginar o leitor tipo do Expresso. Entradote ou mais. A olhar para esta manchete. E a pensar: Deixa-me ir votar senão a canalhada ainda dá cabo disto 😎😎😎

  Sondagem da CESOP para RTP, Antena 1 e Público
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  Tracking Tool (Pitagórica) para TVI e CNNPortugal 
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Publicado por Tovi às 13:47
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Um dia "quente" no «Um novo norte para o Norte»

  Ontem foi um dia "quente" no Grupo do Facebook "Um novo norte para o Norte". Ora vejam...

 

  Desconhecia este "acontecimento"... mas diz muito sobre quem é Rui Rio.

  Paulo Moura na sua página do Facebook
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Rio nos bastidores
Há uns anos, fiz, para o Público, uma grande entrevista a Rui Rio, quando ele era presidente da Câmara do Porto. Correu mal.
Em parte, a culpa foi minha: como, na altura, Rio se recusava a dar entrevistas, alegando que os jornalistas lhe deturpavam as declarações, eu propus mostrar-lhe o texto, antes da publicação, para ele confirmar que não havia declarações deturpadas ou colocadas fora de contexto.
Ele aceitou. Fui para o Porto, a entrevista durou várias horas e falámos de tudo, sem condições nem pedidos de “off”. Pelo menos um terço da conversa foi sobre o tema na ordem do dia: as relações tensas entre Rio e o Futebol Clube do Porto.
Regressei a Lisboa, transcrevi e editei o texto e enviei-o a Rio, como combinado.
Nem meia-hora depois, liga a secretária da presidência: o Sr Dr vai enviar correcções.
Quando chegaram, a entrevista estava irreconhecível. Toda a parte sobre o FCP tinha sido eliminada e as outras respostas completamente alteradas, reduzidas a frases vazias e pomposas.
Liguei a Rio lembrando-lhe que nenhuma restrição havia sido pedida quando ao tema do FCP. Se isso tivesse acontecido, aliás, eu ter-me-ia recusado a fazer entrevista, uma vez que se tratava do tema mais importante da conversa.
Rio respondeu não se ter apercebido previamente de que as afirmações dele agravariam ainda mais a crise com o FCP, pelo que decidira entretanto apagá-las da entrevista.
Quanto às outras respostas, perguntei-lhe se havia alguma incorrecção da minha parte. Disse que não. Estavam correctas, mas não poderiam ser apresentadas assim. “Eu não sou o Zé dos Anzóis”, explicou. “O presidente da Câmara da segunda cidade do país não fala assim”, disse ele, referindo-se à forma como realmente tinha falado, na entrevista. “O presidente tem de se expressar com uma certa formalidade”.
E com base neste argumento, adulterou por completo a entrevista, transformando-a num rol de declarações inócuas e ocas.
Ainda tentei um compromisso, suavizando algumas respostas, sem lhes alterar o sentido. Ele recusou, exigindo a alteração radical, eu declinei, numa série de telefonemas, cada vez menos cordais, pela noite dentro. Quando viu que não me convencia, Rui Rio começou a ser agressivo, insinuando ameaças. E quando lhe disse que o texto (inalterado) já seguira para a gráfica, tornou-se realmente grosseiro.
A entrevista seria o tema de capa da Pública, a revista de domingo do Público. Mas na sexta à noite a Direcção do jornal recebe um telefonema da redacção do Porto: “Está aqui um representante da Câmara, com dois advogados, a dizer que apresentaram uma providência cautelar ao tribunal, para que a revista não saia.”
Naquela altura, o Público vendia mais de 100 mil exemplares ao domingo. A apreensão de todos os exemplares significaria um rombo financeiro muito sério para o jornal.
Felizmente, o juiz não reconheceu mérito às razões da Câmara, e recusou a providência cautelar. A entrevista saiu, inalterada.
Publicamente, Rui Rio não se queixou.
(A foto é do Fernando Veludo)

 

  Muitos foram os membros deste Grupo que desde a manhã de hoje me têm vindo a "puxar as orelhas" por eu ter publicado um post em que partilhava a notícia de Paulo Moura com o título "Rio nos bastidores". Agora quero ver o que aqui se dirá por partilhar isto. ✍
E já agora: A dias de “botar o papelinho na caixa” só sei perfeitamente em quem não vou votar.

  Nuno Costa Santos na sua página do Facebook  
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Vale a pena ler esta análise com a qual concordo inteiramente. O que mais me espanta é chegarmos aos anos 20 deste século e vermos supostos spin-doctors da treta a fazer campanhas como algumas que temos visto e políticos inteligentes deixarem-se cair nas suas patranhas incompetentes. Campanhas baseadas em mentiras e soundbites, que descaracterizam os personagens e achando que se bastam pela imbecilidade do eleitorado e sem qualquer ideia de futuro. As pessoas não votam no passado nem na obra feita. Nem na mercearia de supostas traições políticas e orçamentais. Votam naquilo que cada um tem para lhes oferecer e se atrás disso houver credibilidade. Destruir o carácter de cada candidato, transformando-os em autómatos arrogantes e zangados, que se limitam à gabarolice da contabilidade do que fiz no verão passado ou no mandato que está a acabar, é um erro que julgava ser tão evidente que não pudesse já ser cometido por ninguém. Costa é melhor do que isto e, mesmo que o diretor do Público hoje venha escrever que Rio é pior do que tem mostrado, os buracos nos sapatos do líder do PS já lá estão bem cravados. E depois de dar tiros nos pés tão consecutivamente, é muito difícil corrigir. Alguém deveria ter aprendido as lições das autárquicas, mas pelos vistos, com todos esses erros, fizeram um manual que tão bem a Maria João Marques explica no Público.

 

  Pois eu até concordo na generalidade com o programa do PSD, mas não tenho nenhuma confiança em Rui Rio. Por outro lado, a malta do Largo do Rato tenho-a cada vez mais como perigosa, principalmente se António Costa “se reformar da política nacional” e o barco ficar entregue a Pedro Nuno Santos. Sou capaz desta vez, pela primeira vez desde que voto, ir colocar a cruzinha para tentar eleger Deputado da Nação pelo meu círculo eleitoral alguém por quem tenho grande simpatia, apreço e consideração. Nem sempre estamos de acordo no que à política diz respeito, mas sabemos conversar e até nos entendemos em muitas coisas.

 

  Acho bem... não só porque uma maioria na Assembleia da República de “180,190 ou 200 deputados” é o que as sondagens apontam para PS e PSD, ganhe quem ganhar, mas também porque assim se evitaria uma "Geringonça 2.0".
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  No final deste dia foram conhecidas dois estudos de mercado para as Legislaitvas2022: a  Tracking Poll (trabalho de campo da Pitagórica) para a TVI e CNNPortugal; mais uma sondagem do  do ISCTE-ICS para o Expresso e SIC. No gráfico todas as sondagens conhecidas nestes últimos dez dias antes das eleições.
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Publicado por Tovi às 07:49
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Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2022
As últimas da Tracking Poll para as Legislativas2022

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Houve quem lançasse foguetes antes do tempo... até ao próximo domingo ainda muito se verá.

 

  Valores da Tracking Poll de 23jan2022
PS- 35,30%
PSD - 31,40%
Chega - 6,90%
BE - 6,10%
CDU - 4,90%
I.Liberal - 4,70%
CDS - 1,60%
PAN - 1,60%
Livre - 0,80%
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Publicado por Tovi às 07:46
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Domingo, 23 de Janeiro de 2022
Tracking Poll - PSD ultrapassa PS

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Pelo andar da carruagem tudo leva a crer que o PS vai perder estas eleições e a culpa só pode ser atribuída a António Costa. Uma campanha desastrosa, praticamente só apoiada num pedido de “maioria absoluta”, coisa que estava mesmo a ver-se não ser do agrado dos portugueses. Ainda não sei o que irá sair do novo Parlamento, mas tendo em conta uma natural subida do número de deputados da Iniciativa Liberal e do Chega, seguramente nada será como dantes.
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  Está explicada a subida da direita nas sondagens
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  Já sei em quem vou votar!...
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  Quando ontem se soube o resultado da última "Tracking Poll" da TVI/CNNPortugal (21jan2022 - trabalho de campo da Pitagórica) muita gente rasgou as vestes e outros deitaram foguetes e abriram garrafas de champanhe. Mas ainda é muito cedo para estas atitudes, pois estão a esquecer-se que as eleições Legislativas são por Círculos Eleitorais e o número de deputados que irão formar o novo Parlamento serão encontrados pelo Método de Hondt. Vejam o quadro em anexo (Legislativas de 2019).
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Publicado por Tovi às 07:49
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2022
Faltam 10 dias para as Legislativas2022

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Eu não sou portuense de nascimento, mas sou PORTUENSE DE CORAÇÃO, pois embora tenha nascido na Praia da Granja e vivido parte da minha juventude em Espinho, a verdade é que foi na Cidade Invicta que fiz os meus estudos liceais (Liceu Alexandre Herculano) e de formação no Setor da Hotelaria e Turismo (Escola de Hotelaria e Turismo do Porto), cidade onde casei e criei duas filhas e onde vivo vai para mais de quatro décadas. Penso eu que isto dá direito a considerar-me PORTUENSE… e numa altura de eleições dou comigo a pensar que era tempo dos diferentes candidatos pelo círculo eleitoral do Porto nos dizerem o que pretendem para a Cidade, para a Área Metropolitana do Porto e para a Região Norte. Eu irei votar no dia 30 deste mês e votarei em consciência, mas numa negativa total à situação a que chegamos nos últimos tempos.

 

  Se esta notícia da SIC tem algo de verdade, para mim está tudo dito... e poderá pesar forte na hora de "botar" o papelinho na urna.
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Nuno Solla Lacerda - Só com alguma imaginação fértil se poderá assumir essa leitura do que o RR disse. Mas como para se criar parangonas há que criar notícias, todas as interpretações jornalísticas servem.
João Pedro Maia - 😅... Voto e Votarei IL...
David Ribeiro - Pois eu, caro João Pedro Maia, enquanto a IL não se definir sobre a Regionalização, terei uma linha vermelha para este partido.
João Pedro Maia - David Ribeiro, no distrito do Porto é consensual! Para mim, é facto q tem de se realizar. Será inimaginável isso n acontecer.

 

  PSD a subir, PS a descer, diz a tracking poll da CNN Portugal (trabalho de campo da Pitagórica).
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Publicado por Tovi às 14:07
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Domingo, 16 de Janeiro de 2022
O PAN é um "Cavalo de Troia"

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Digam lá, mas sinceramente e sem "clubite" partidária, esta Geringonçazinha tem pernas para andar?
Para mim o PAN não passa de um "Cavalo de Troia"... entrou devagarinho e com uma filosofia "fofinha" de amor aos animais e depois foi o que se viu.
 
  Sondagens conhecidas neste mês de janeiro2022
Todas as sondagens, apesar de serem unicamente o que são, me levam a acreditar que a maioria absoluta, tão desejada por António Costa, é muito pouco provável. Mas parece estar a desenhar-se uma “Geringonça 2.0”. Mas não nos esqueçamos que além de "maioria absoluta" ou "Geringonça 2.0" também temos "alianças pontuais", uma das soluções apontadas por António Costa no debate com Rui Rio - um Governo "à Guterres", com negociação diploma a diploma.

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Publicado por Tovi às 07:05
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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2022
Debate eleitoral do tudo ou nada

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O secretário-geral do PS e atual Primeiro-Ministro, António Costa, e o presidente do PSD, Rui Rio, encontraram-se ontem no cineteatro Capitólio, em Lisboa, para o mais importante debate desta campanha eleitoral para as Legislativas2022, com transmissão nas três televisões generalistas e moderação de João Adelino Faria (RTP), Clara de Sousa (SIC) e Sara Pinto (TVI).

 

  Coisas importantes do debate
Rio diz que fez oposição “civilizada” mas com “alternativas”, Costa critica propostas “perigosas” de Rio.
Costa admite Governo à Guterres ou opção com o PAN. O líder do PS admitiu governar "diploma a diploma" caso vença as legislativas sem maioria absoluta, tal como chegou a fazer António Guterres, embora tenha admitido que essa é uma solução "difícil".
Impostos. Costa promete reduzir IRS “já”, Rio diz que isso é “insistir nos erros do passado” e lembra percurso de Costa nos governos de Sócrates e Guterres.
Salário mínimo. Rio diz que quer aumentar pela inflação e Costa promete pelo menos 900 euros.
Saúde. SNS "falhou", acusa Rio. Costa acusa Rio de querer SNS só para pobres e classe média a pagar. Rio diz que se deve distinguir “os que podem pagar e os que não podem”.
Costa diz que programa do PSD na justiça é “perigoso” por querer “subordinar a justiça ao poder político. Rio diz que Costa é como Ventura e acusa-o de populismo.
TAP. “Indecente, gravíssimo”, diz Rio, quer quer privatizar o quanto antes. Costa confia no plano de reestruturação. "Não há razões para plano da TAP falhar, Há outras companhias interessadas em comprar 50%", assegura Costa. 
Costa termina o debate a dizer que Rio recorre a "malandrices habituais" para negar crescimento da economia.

 

  Quem esteve melhor no debate entre António Costa e Rui Rio
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  Para mim foi este o melhor comentário sobre o debate de ontem
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  Ontem… a ver o debate. (Roubei esta linda foto à Chloe Pairel, que a publicou na página “Amis qui aiment Levrier whippet”)
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Publicado por Tovi às 08:26
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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2022
Debates televisivos para as Legislativas2022

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António Costa disse que uma solução estável "só é possível com uma maioria do PS". Rui Rio garantiu que "é impossível haver uma coligação com o Chega".

Já tenho dois motivos para votar PSD… e, politicamente falando, nem morro de amores por Rui Rio.
 

Nuno Matos Pereira - Mas o David vota num representante que defenda o seu distrito ou vota num primeiro ministro para o governo?
João Simões - Não sabia que o David agora votava diretamente no PM. Nem sabia que tinha gostado da governação de Rio, no Porto.
David Ribeiro - Eu voto para um Parlamento donde sairá um Governo. Obviamente que me terei de identificar politicamente com quem integra as listas em que votarei.
 
 
  Debate André Ventura x Rui Rio - 03jan2022
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Ventura continua a garantir que só apoia o PSD se entrar no Governo. Rio não acredita nas ameaças e diz que Chega tem de escolher se viabiliza um Governo de direita ou se faz o frete aos socialistas.

Questionado se prefere entregar o poder ao PS a fazer um entendimento com o Chega, Rio contrapôs com um desafio a André Ventura. "Se o PSD apresentar um programa de Governo na Assembleia da República - não é votado, mas podem meter uma moção de censura - aí naturalmente o dr. André Ventura tem de decidir se quer chumbar o Governo do PSD e abrir portas à esquerda", afirmou. Confrontado com esta questão, o líder do Chega reiterou as suas condições para essa viabilização: "O Chega só aceita um Governo de direita em que possa fazer transformações e isso implica presença no Governo", disse.

 

  Pois é!... Mas eu não quero uma "Geringonça 2.0"
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  Debate António Costa x Jerónimo de Sousa - 04jan2022
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  Debate Cotrim Figueiredo x Rodrigues dos Santos - 05jan2022
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Com o debate de hoje entre IL e CDS fiquei a perceber porque é que a Iniciativa Liberal cresce e o CDS minga... eu já desconfiava mas hoje tive a confirmação que Cotrim Figueiredo sabe ser um líder partidário, ao contrário do Xicão que até me faz lembrar o André Ventura na forma como debate política.
  David Ribeiro - O que mais me irritou neste debate foram as graçolas de mau gosto que o Xicão usou para tentar fazer valer os seus parcos argumentos. Nisto até conseguiu superar o André Ventura. E é nestas pequenas (grandes) coisas que se faz a opinião.

 

  Debate Rui Rio x Catarina Martins - 05jan2022
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Para mim uma coisa ficou clara neste debate: Rui Rio é um social democrata e Catarina Martins está muito longe de o ser.

David Ribeiro - Mas uma coisa também é certa... Rui Rio continua a ser o "casmurro" que sempre foi e já era tempo de ouvir os seus conselheiros (se é que os tem) e saber falar para audiências. Continua um mau comunicador.
Paulo Jorge Teixeira - David Ribeiro e insiste no erro. Quem prepara o homem para os debates deve vir de uma agência de publicidade do Burkina Faso pedindo desculpa desde já ao país pela comparação.



Publicado por Tovi às 09:22
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2022
Catarina Martins vs André Ventura

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  Expresso - Debates Legislativas2022
No segundo debate das legislativas, as notas dos comentadores do Expresso dão negativa a André Ventura: o líder do Chega não passa a médio dos 3,8 valores, contra 5,5 da líder do Bloco. Veja porquê, aqui em baixo, lendo a avaliação dos comentadores do Expresso.
Daniel OliveiraCatarina Martins 7 x André Ventura 5
Pela primeira vez, um dirigente de esquerda conseguiu impedir a sabotagem. A todas as interrupções, Catarina Martins nunca se deixou levar. Nunca baixou o nível ou perdeu a calma. Os dois candidatos falavam para os seus potenciais eleitores, não a indecisos entre si. E Catarina Martins precisava de deixar claro que a simetria entre Ventura e ela são absurdas. O que deixou alguns comentadores dececionados. E centrou o debate no terreno que Ventura costuma tentar focar sozinho: na corrupção. Ventura disse para marcar o dia e a hora para debater a corrupção. Faltou, no parlamento, quando se votaram as medidas anticorrupção. Como o conteúdo conta, deve-se reforçar que não teve medo de defender a decência, seja sobre imigrantes ou os mais pobres, mesmo em temas que podem ser impopulares. Foi inteligente na utilização do Papa Francisco no confronto com Ventura.
Martim SilvaCatarina Martins 4 x André Ventura 2
Catarina Martins procurou levar o debate para temas como a corrupção, tentando combater André Ventura em áreas com que este adora encher a boca. A opção era difícil e arriscada, convenha-se. De qualquer forma, André Ventura (com um discurso que, há que reconhecer, é fácil e pode ter impacto) continua a querer assustar e a usar o discurso do medo, dizendo por exemplo que o RSI é “distribuir subsídios para o pessoal” ou que o apoio aos refugiados e migrantes cria subsidio-dependência. Quem o faz não pode, necessariamente, ter uma avaliação positiva.
David DinisCatarina 4 x Ventura 1
Ventura está mais agressivo, mais demagogo, mais insultuoso, mais irascível, mais perigoso do que nunca. Ventura foi, porventura, eficaz para os seus, leva um ponto, porque um ponto é o melhor que se consegue dar a quem entra num debate como se entrasse no Squid Game. Catarina Martins foi cilindrada com ataques e muitos insultos e, em contenção (lembram-se de Marisa Matias?), só mais perto do fim decidiu dizer a verdade: “André Ventura é um condenado por racismo”. Pois é, mas Catarina foi pouco eficaz.
 
  Só para contextualizar... sondagens dos últimos dois meses para BE e Chega, comparadas com o resultado das Legislativas2019.

30dez2021 BE e Chega.jpg



Publicado por Tovi às 09:52
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Sábado, 18 de Dezembro de 2021
Sondagens de hoje... para as Legislativas2022

Foram hoje conhecidas duas sondagens para as Legislativas2022, uma da Aximage (para o JN , DN e TSF) e uma outra da Pitagórica (para TVI e CNN Portugal).
Sondagem 18dez2021.jpg
Pitagórica 18dez2021.jpg

No gráfico seguinte poderão ver todas as sondagens conhecidas nos dois últimos meses, comparando-as com os resultados das eleições Legislativas2019, bem como a média truncada  (eliminando os valores mais altos e mais baixos de cada uma delas) das sondagens deste período.
Sondagens dos últimos dois meses 18dez2021.jpg



Publicado por Tovi às 17:12
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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2021
Estamos perto da "morte" do CDS

1024.jpg

Sou manifestamente contra coligações prévias que nos retiram a possibilidade de saber qual o “peso político” de cada um dos intervenientes nos atos eleitorais. Se os projetos políticos de dois ou mais partidos são coincidentes, então que eventuais coligações sejam pós-eleições. A coligação CDU (PCP+PEV) nunca a entendi e a possibilidade de nas próximas Legislativas o PSD aparecer coligado com o CDS só poderá ser para salvar Chicão de uma catástrofe. Já nem falo da eventualidade dos sociais-democratas se coligarem com o atual PPM, que ninguém sabe muito bem o que é e quem são.

E no fim da tarde de ontem soubemos que a Direção do PSD decidiu não querer uma coligação pré-eleitoral com o CDS-PP nas Legislativas. E já há quem diga que o CDS pode passar do partido do táxi para o partido da trotinete.

 

  Raul Almeida sobre "CDS - O último bastião"
Eu votarei CDS. Apesar da actual direcção. Apesar da oposição à actual direcção. O CDS, por si só, com a sua carta de princípios, com a sua história, é um chão comum para quem não se revê em tudo o resto. Não apoio proto-fascistas de terceira categoria, não me revejo no ultra-liberalismo que se afasta do modelo social que preconizo, não me entrego nas mãos de quem se envergonha da direita, nem sou animalista fanático, portanto...

 

  Com toda a simpatia e consideração que mantenho com meus amigos filiados e/ou simpatizantes do CDS gostaria de saber com que direito o Chicão pode invocar Sá Carneiro… e estou à vontade para o fazer, porque além de nunca ter sido um “incondicional” das tomadas de posição políticas de Sá Carneiro, continuo a ter sérias dúvidas de todos aqueles que por tudo e por nada invocam o seu nome. E não, não estou ao "serviço" do PS, de Rui Rio ou de seja de quem for.
Captura de ecrã 2021-12-09 135644.jpg



Publicado por Tovi às 07:18
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