"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2025
Zelensky encontrou-se com Trump em Mar-a-Lago

Captura de ecrã 2025-12-28 202539.png
Zelensky tinha dito que esperava chegar a um acordo com Donald Trump, nesta sua deslocação a Mar-a-Lago na Flórida, este domingo, acompanhado pelo secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Rustem Umerov, pelo ministro da Economia, Oleksii Sobolev, pelo Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, Andrii Hnatov, pelo primeiro vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergiy Kyslytsya, e por Oleksandr Bevz, assessor que não integra o gabinete do Presidente.

Captura de ecrã 2025-12-28 201313.png

A reunião teve início às 13h locais (18h em Portugal continental) e tinha como objetivo discutir sobre a estrutura para acabar com a guerra, incluindo um possível cronograma, estando o presidente ucraniano pronto para submeter a questão a um referendo se a Rússia concordar com um cessar-fogo de 60 dias. 

Mas... O HOMEM PÕE E TRUMP DISPÕE. O presidente dos EUA já tinha dito que tinha a palavra final sobre o plano de paz e antes do emcontro com Volodymyr Zelensky teve uma conversa telefónica "muito produtiva" com Vladimir Putin. 

  Jorge Veiga...uma vergonha de presidente, este Trump (que nem Sr lhe ponho).

gettyimages-2253058986-scaled.webp

Terminado almoço/reunião entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky e após uma videoconferência entre os dois presidentes e os líderes europeus, teve lugar uma conferência de imprensa.

Captura de ecrã 2025-12-28 215256.png

O presidente norte-americano classificou a reunião como "excelente" e acabou por se fazer muito progresso. "Tivemos discussões sobre todos os assuntos, com muita profundidade", afirmou Donald Trump.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky revelou que foram feitas "grandes conquistas" particularmente em relação às garantias de segurança. "As garantias entre os Estados Unidos e a Ucrânia estão 100% acordadas. As garantias entre EUA, União Europeia e Ucrânia estão quase acordadas. A dimensão militar está 100% acordada", afirma o presidente ucraniano. O presidente ucraniano adiantou também que as equipas dos dois países vão continuar a encontrar-se nas próximas semanas para chegar a um acordo de paz, sugerindo que os líderes europeus poderão estar presentes num encontro futuro na capital americana, em janeiro.

 

  Otimismo!... Será?... (in CM de hoje)
Captura de ecrã 2025-12-29 081617.png

  Na capa do Público de hoje
Captura de ecrã 2025-12-29 082700.png

  CNN Portugal /Lusa nesta manhã de 29dez2025
O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje uma reunião dos aliados da Ucrânia, em Paris, no início de janeiro, para discutir garantias de segurança para Kiev, no âmbito de um acordo de paz com a Rússia. "Vamos reunir os países da Coligação dos Dispostos em Paris, no início de janeiro, para finalizar as contribuições concretas de cada país", escreveu Macron na rede social Facebook. Isto depois do líder francês se ter reunido anteriormente com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com o homólogo norte-americano, Donald Trump, além de vários outros líderes europeus. "Estamos a progredir nas garantias de segurança que serão fundamentais para a construção de uma paz justa e duradoura", afirmou Macron, que também teve uma reunião privada com Zelensky.

  Ukrainska Pravda em 29dez2025
Segundo Zelensky, durante as conversas com o presidente dos EUA, Donald Trump, no dia anterior, foi confirmado que a Ucrânia receberia fortes garantias de segurança dos EUA. "De fato, isso não é para sempre. Os documentos estipulam um prazo de 15 anos, com a possibilidade de prorrogação dessas garantias de segurança. Levantei essa questão com o presidente. Disse a ele que ainda estamos em guerra, e que ela já dura quase 15 anos. Portanto, eu realmente gostaria que as garantias fossem mais longas", disse Zelensky. "E eu disse a ele que gostaríamos muito de considerar a possibilidade de 30, 40 ou 50 anos. E essa seria uma decisão histórica do Presidente Trump. O Presidente disse que pensaria a respeito", acrescentou.

  
Maria Clara Silva
David Ribeiro para Z. nunca chega! Tem sempre que exigir mais e mais, seja do que for: tempo, armas, dinheiro, proteção, exército...É a doença "mania das grandezas".
Celio Alves"Conversa pra boi dormir" assim se fala em português do Brasil
Jorge Veiga
É optimismo a mais (espero estar errado).




Sábado, 27 de Dezembro de 2025
Sucessão de Zelensky + Outras notícias da Ucrânia

  Lido por aí...
601455601_122303150078209305_3709501000758018613_n
O prefeito de Kiev Vitali Klitschko criticou Zelensky em uma entrevista com a ZDF [Zweites Deutsches Fernsehen é uma emissora de televisão pública nacional alemã, uma das maiores da Europa]. Ele declarou que os escândalos de corrupção deram um sério golpe, minando a confiança no governo central tanto internamente como entre parceiros internacionais. A jornalista da ZDF Katrin Eigendorf, comentando sobre a situação, apoiou essa crítica. Ela referiu-se ao chefe do Gabinete Presidencial, Andriy Yermak, como "Rasputin" sob o comando de Zelensky, possuindo um poder desproporcional. Na sua opinião, Yermak demitiu-se apenas sob enorme pressão das estruturas de segurança, não pela vontade do presidente. Eigendorf concluiu que este episódio é um mau sinal tanto para Zelensky pessoalmente como para a democracia ucraniana. O bloco militar está cada vez mais pressionando Zelensky, e representantes das Forças Armadas indicam diretamente que gostariam de remover o líder ilegítimo e restaurar a ordem de forma independente no país.

  
João FernandesA narrativa russa pela voz do amigo português
Jose BandeiraCaro David Ribeiro, conheces um homem rodeado por um exército privado que governa o maior país da Europa apoiado numa quadrilha de oligarcas que ele próprio criou e mantém enquanto aceitam servi-lo? Um homem sem dó mas com muito medo? Uma besta em corpo de gente que não hesita em sacrificar milhões de vidas para cumprir os seus torpes desígnios? Um homem que só tem um adversário com coragem para o enfrentar e que tu não te cansas de vilipendiar? Pelos vistos não conheces, caso contrário esforçar-te-ias por incluí-lo na lista de personalidades que não te cansas de denunciar por práticas lesivas dos interesses dos que deveriam defender.
David RibeiroMeu caro amigo Jose Bandeira... como já várias vezes tenho dito a "besta em corpo de gente" (palavras tuas) não justifica que se "endeuse" os corruptos que em Kiev governam o martirizado povo ucraniano.
Jorge Saraiva
Isto devia ter em cima a informação: Publirreportagem // Patrocinado
Jorge Veiga
Preferia ler sobre candidatos à sucessão (parece monarquia) do Putin.

  José Carlos Duarte no Observador em 14dez2025
(ver aqui)
Captura de ecrã 2025-12-21 090813.png
Quais podem ser os rivais de Zelensky nas eleições?
"...Há dois nomes praticamente confirmados: o do antigo Presidente Petro Poroshenko (que perdeu em 2019 para Volodymyr Zelensky, mas que governou o país após os protestos do Euromaidan) e o ex-conselheiro da presidência, Oleksii Arestovych. De resto, existem muitas incógnitas: o atual chefe de Estado ainda não confirmou se se recandidatará e outros nomes populares entre os ucranianos nunca admitiram publicamente que querem concorrer."

  
João Fernandes
Aposto que o Porochenko é o seu favorito 😆
David Ribeiro
Errado, João Fernandes... se eu tivesse capacidade eleitoral nas próximas eleições ucranianas o meu voto seria em Valerii Zaluzhnyi, um general de quatro estrelas que serviu como Comandante-em-Chefe das Forças Armadas da Ucrânia de 27 de julho de 2021 até 8 de fevereiro de 2024 e atualmente é Embaixador da Ucrânia no Reino Unido.
Mário Paiva
David Ribeiro, bem, isso é tipo trocar 6 por meia dúzia...
600882552_10243169651762917_3600612379529321802_n. 
David RibeiroSó tu me entendes, Mário Paiva 🙂

  Sondagem sobre eleições na Ucrânia
240201090256-zelensky-zaluzhny-split.jpgDe acordo com uma sondagem da agência SOCIS, caso avancem as eleições na Ucrânia, na primeira volta, Zelensky teria 21,6% dos votos, seguido pelo antigo general Valerii Zaluzhnyi, com 20,9%. Contudo, numa segunda volta, Zelensky perderia com 36% dos votos, contra 64% de Zaluzhnyi.

  
Jorge Veiga
Não suporto ouvir falar em eleições democráticas num país em guerra.
João Fernandes
Eleições em que uma parte do território está nas mãos do inimigo, e uma parte significativa está destruída. Devem ser eleições à moda do seu ídolo Putin😆
David Ribeiro
Quando o João Fernandes diz "...à moda do seu ídolo Putin" é a mim que se está a referir?
Mário Paiva
David Ribeiro, já estás careca de saber que se não públicas matérias a tecer loas ao Zelensky e a colocá-lo num pedestal com redoma, vais sofrer ataques ad hominem porque não há argumento para mais... parece que há por aí um pessoal que acha que ofender quem não concorda com sua conversa e convicções, vai levar a Ucrânia a ganhar a guerra...
João Fernandes
David Ribeiro, sim, estou a referir-me ao senhor, um propagandista acérrimo das posições do Kremlin
David Ribeiro
Não, não sou "um propagandista acérrimo das posições do Kremlin", meu caro João Fernandes, mas assumo que estou com os poucos analistas e/ou comentadores que não se rendem à propaganda, à desinformação e à histeria que graça por esta Europa.
João Fernandes
David Ribeiro, está no seu direito, como é óbvio.
Mário Paiva
João Fernandes, pois, o David Ribeiro está no seu direito, mas isso não o inibe a si de tentar ofendê-lo colando-o a terceiros...
João Fernandes
Mário Paiva, primeiro não ofendi ninguém, limitei-me a constatar um facto que é sustentado pelas sucessivas posições anti Ucrânia e pro Russia que o senhor David Ribeiro vai expressando aqui no Facebook. Se o senhor acha que isso é ofender, não sei que lhe diga.

 

   Entretanto...
601918773_1299973338481864_8940790531047718658_n.j
Dizem... para a Rússia voltaram 26 soldados caídos das forças do Kremlin, enquanto em direção a Kiev foram enviados os corpos de 1.003 militares ucranianos. São números que poderão mostrar a drástica disparidade de perdas entre os dois lados, bem como quem avança na frente de combate, ou não será?

 
Serafim NunesÓbvio.
Adriano MarquesDizem muito mais vezes o contrário, que o rácio é de 8 para 1, sendo que a Rússia tem uma população muito maior, daí ter mais facilidade de enviar "carne para canhão" Daqui para a frente não sei mas até agora as baixas Russas são incomparavelmente maiores, sem dúvidas nenhumas.
David RibeiroE quais as fontes, caro Adriano Marques?
Adriano MarquesDavid Ribeiro o Kremlin, tenho lá uns Bros que me dão umas dicas... 😉😉😉
Mário Paiva
"Recent exchanges have included: December 19, 2025: Ukraine received 1,003 bodies, while Russia reportedly received between 19 and 30 bodies. November 2025: Ukraine received 1,000 bodies for 19 Russian ones. September 2025: A similar exchange saw Ukraine receive 1,000 bodies for 24 Russian ones. June 2025: Following agreements from peace talks in Istanbul, Ukraine repatriated over 6,000 bodies in a series of exchanges, while Russia received 78 bodies in total during the same period." 
https://www.google.com/search?q=total+body+echanges+Russia+v+Ukraine&oq=total+body+echanges+Russia+v+Ukraine
Luis BarataFalar, tecer considerações, palpitar, discutir, especular, sobre estes tipo de temas é, no mínimo, desagradável, ofensivo e palerma.
Adriano MarquesLuis Barata o facciosismo leva mesmo á palermice para não dizer outra coisa, triste pobreza de espírito.

 

  Ukrainska Pravda 26dez2025
Captura de ecrã 2025-12-26 140956.pngO presidente Volodymyr Zelensky confirmou [hoje, 6.ª feira 26dez] que se reunirá com seu homólogo americano, Donald Trump, na Flórida, em 28 de dezembro. "Acho que teremos uma reunião com o presidente Trump no domingo, na Flórida. Discutiremos as garantias de segurança; há vários documentos nesse bloco. E é aconselhável encontrar uma maneira de discuti-los todos. Em seguida, vem o acordo económico; esse é apenas o trabalho básico até agora." O presidente acrescentou ainda que seu encontro com Trump tem como objetivo finalizar a minuta do acordo de paz. Ele observou que pretende discutir com Trump todas as questões "sobre as quais temos divergências". Entretanto, surgiram sinais vindos de Moscovo de que a Rússia exigirá mudanças significativas na minuta do "plano de paz" acordada entre a Ucrânia e os Estados Unidos.

  CNN Portugal às 17h40 de 26dez2025
Captura de ecrã 2025-12-26 183852.png

  CNN Portugal às 18h00 de 26dez2025
Captura de ecrã 2025-12-26 182600.png

  CNN Portugal às 21h44 de 26dez2025

Captura de ecrã 2025-12-27 081846.png 

  Observador às 8h50 de 27dez2025
Captura de ecrã 2025-12-27 085519.png 

  O que se dizia há pouco mais de 3 anos e 9 meses...
...que tontinha era a nossa comunicação social
605718724_10231825639451796_8530801746427396467_n. 
  
Serafim Nunes
E tonta continua…
Rui Lima
Chamar comunicação social a uns escribas e pseudo comentadeiros é um luxo. Depois são aquelas reportagens de faca e alguidar. Raras excepções....
João Geirinhas RochaPropaganda de guerra, como habitual. Não muito diferente da narrativa russa que dizia que Kiev capitularia numa semana.
Mário PaivaJoão Geirinhas Rocha, os russos disseram isso? ...a única referência temporal de que tenho memória é do general americano Mark A. Milley, à época Chefe do Estado Maior do Exército, que afirmou que Kiev cairia em 3 dias...
https://www.foxnews.com/us/gen-milley-says-kyiv-could-fall-within-72-hours-if-russia-decides-to-invade-ukraine-sources
Na realidade, apenas caixas de ressonância do que diz Kiev... agora o discurso mudou mas o tom é o mesmo... segundo Kiev, e devidamente divulgado p'los mesmos, "as tropas russas estão sem alimentos e a canibalizarem-se para sobreviver"...
Jorge Veiga...e o Putin conquistava a Ucrânia em 15 dias...!
Tunes JoseJorge Veiga minutos
Mário PaivaJorge Veiga, não há notícia de alguém na Rússia ter dito tal coisa... este senhor, sim...
https://www.foxnews.com/us/gen-milley-says-kyiv-could-fall-within-72-hours-if-russia-decides-to-invade-ukraine-sources
Jorge Veiga
Mário Paiva O que se sabe sobre as expectativas russas no início da invasão 1. Expectativa de uma guerra relâmpago Diversos serviços de inteligência ocidentais afirmaram que Moscovo planeava: Tomar Kiev em 2–3 dias Forçar a queda do governo ucraniano em menos de 10 dias Controlar o país em poucas semanas
Mário Paiva...desculpe, Jorge Veiga, mas o que os serviços de inteligência ocidentais possam ter dito sobre as intenções russas, só obrigam os mesmos serviços de inteligência... ou seja; não será exactamente "o que se sabe", mas apenas o que se supõe...
Jorge VeigaMário Paiva o vice-versa é precisamente igual, se não for, como o esperado, bem pior.
Mário PaivaJorge Veiga, claro, de todo o modo porquê pior?
Jorge VeigaMário Paiva vê-se pelos actos praticados contra civis.




Segunda-feira, 24 de Novembro de 2025
Até à implementação de um qualquer plano de Paz...
...para a Ucrânia, muita água correrá debaixo das pontes
e a realidade é o que se vê no terreno
 

776619.jpg

 Volodymyr Zelensky 21nov2025 - "Este é um dos momentos mais difíceis da nossa história. A Ucrânia enfrenta uma decisão crucial: perder a sua dignidade ou arriscar perder um parceiro chave". Zelensky informou o seu povo de que em breve tomará uma decisão: Ou eles pactuam com a Rússia o fim da guerra e entregam território ou continuam lutando e perdem os EUA como aliado. Segundo Zelensky, este acordo é o mais importante desde o início da guerra e sua decisão será forte: Paz com "perda de dignidade" ou guerra total até o fim. Zelensky terminou: "Eu sei que o povo está comigo".

 Lido por aí... em 21nov2025 - A UE rompe com os EUA : “O plano americano é um mau acordo para Kiev”. A Europa já não está disposta a seguir o guião de Washington. Segundo um alto funcionário europeu, o plano lançado pelos EUA para pôr fim ao conflito implica concessões que a UE considera inaceitáveis. (...) Em Bruxelas acreditam que Washington está pressionando Zelensky para aceitar um cessar-fogo antes das eleições americanas de 2026, onde a guerra é um tema eleitoral fundamental. (...) A Ucrânia ainda não quer aderir ao plano europeu. Porquê? Porquê? Porque Kiev tem medo de depender demasiado de Bruxelas quando a sua única alavanca real continua a ser Washington. (...) A Ucrânia está politicamente ferida. A Rússia avança sem pressa, mas sem pausa. A questão já não é qual o plano do Ocidente? A questão é: Qual plano Moscovo aceitará? A Europa pode redigir todos os documentos que quiser. Mas o campo de batalha — e o mapa — move-se segundo a guerra, não segundo as reuniões em Bruxelas.

 CNN Portugal 22nov2025 - O vice-presidente dos EUA, JD Vance, diz que não passa de uma “fantasia” pensar-se que a Ucrânia pode vencer a guerra contra a Rússia se os EUA simplesmente enviarem mais dinheiro ou armas para Kiev, acrescentando que impor mais sanções contra Moscovo também não terá um impacto significativo.

  Lido por aí... em 22nov2025 - Só ontem [21nov2025], a Ucrânia perdeu seis aldeias em frente às tropas russas. A situação em Pokrovsk e arredores é crítica. Kupiansk acabou de cair nas mãos russas. A Rússia também avança em Zaporiyia, e em Sumy as tropas ucranianas não conseguiram expulsar os russos após o desastre de Kursk. A falta de pessoal é outro grave problema enfrentado pelas forças militares da Ucrânia, só no mês passado foram contabilizadas cerca de 40.000 deserções e a legião estrangeira passou de 20.000 combatentes em 2022 para apenas 1.000 em novembro de 2025.

  Se fosse asim tão simples...
E se deixassem os ucranianos decidir?...
(por Rafael Barbosa Diretor do JN em 23nov2025)
Captura de ecrã 2025-11-23 104147.pngA guerra entre a Rússia e a Ucrânia começou, para quem já não se recorde, com uma invasão russa cujo objetivo era tomar a capital ucraniana, Kiev, derrubar o Governo e substituí-lo por um regime fantoche ao serviço do Kremlin. Nesses primeiros dias sucederam-se os massacres de civis, com o nome da cidade de Bucha a garantir um lugar simbólico nos livros de história que dediquem algumas linhas às atrocidades que os seres humanos são capazes de cometer. A crueldade de Putin, a incompetência dos seus generais e a resistência dos ucranianos impediram esse desfecho. Mas não puderam evitar a destruição e a perda de vidas humanas destes quase quatro anos de guerra. Não há números rigorosos, mas há estimativas fiáveis: entre 200 e 250 mil militares russos mortos, entre 60 e cem mil militares ucranianos mortos, e ainda 14 mil civis ucranianos mortos (incluindo quase mil crianças). É um preço inaceitável. A guerra não se tornou menos destrutiva nem menos mortal, com o passar do tempo, mas a linha da frente manteve-se estável quase desde o princípio. Nem a Rússia nem a Ucrânia têm capacidade para declarar vitória. E por essa razão se foi impondo a ideia de negociar uma qualquer espécie de paz. É aí que entra Donald Trump, que acaba de propor um plano. Inclui pontos absurdos, como usar os milhares de milhões de euros de fundos russos congelados na reconstrução, desde que os EUA assegurem 50% dos lucros da operação, ou a cedência de territórios ainda na posse dos ucranianos sem contrapartidas, ou ainda a ideia de reduzir as forças armadas da Ucrânia ao ponto de ser incapaz de se defender de um futuro ataque.Mas já não soa assim tão absurda a hipótese de se delimitar novas fronteiras. Está muito certo que os líderes europeus, na segurança dos seus gabinetes, rejeitem alterações pela força das armas. Mas quem vai combater e morrer para repor as fronteiras de 2022? Talvez fosse altura de tentar garantir não uma paz podre, mas um cessar-fogo que dure o tempo necessário para perguntar, num referendo ao povo ucraniano, o que quer: se a guerra, se a paz, ainda que à custa de um país mais pequeno. São eles que têm de escolher e não o Mundo por eles.

   Opiniões!...
opiniões 1.jpg 
  
Joaquim FigueiredoConcordo...
Mário PaivaJoaquim Figueiredo, com quê?
Joaquim Figueiredo
Mário Paiva com o que diz o general...
Mário Paiva -  Independentemente da escolha de Kiev, a Rússia definiu faz já muito tempo os seus parâmetros para o fim do conflito e já foi afirmado que este "plano" pode ser um ponto de partida para negociações... estando reconhecidamente a ganhar no terreno, com 90% do Donbass conquistado, duvido que o Kremlin aceite qualquer compromisso que leve a recuar significativamente do seu plano original... de todo o modo, em minha opinião, este rascunho de "plano" engendrado de urgência em cima de vários joelhos, é apenas uma cortina de fumo para minimizar o estrago provocado pela proximidade da corrupção descoberta "recentemente", com as cúpulas de mando na Ucrânia...
Jose Antonio M MacedoCada vez mais a Rússia é e será um perigo para a Europa. A Europa precisa mesmo de se armar e de estabelecer parcerias com a China de modo a evitar os problemas causados pela Rússia e pelos EUA.
Jorge VeigaNem respondo.

  Não morro de amores por Viktor Orbán... mas à vezes não só tem razão no que diz como até tem piada
Captura de ecrã 2025-11-23 145103.png 
  
Jorge VeigaMuita piada. Parece o Herman José... 
Mario PinheiroSabemos de quem Orban é amigo.
Raul Vaz OsorioUm ditador nojento nunca pode ter piada

  RTP Notícias na tarde de ontem 23nov2025
Captura de ecrã 2025-11-23 201844.png
A Europa já tem contraproposta para plano de paz de Trump para acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Este plano europeu inclui um limite para a dimensão do exército ucraniano de 800 mil soldados em "tempo de paz", sendo que Washington propõe 600 mil. O plano estabelece também que a entrada da Ucrânia na NATO depende de se chegar a consenso no bloco de países, que não existe neste momento. Dentro desta contraproposta prevê-se que a NATO concorde em não colocar tropas na Ucrânia de forma permanente em tempos de paz. Quanto à Ucrânia, seria "compensada financeiramente", incluindo com bens russos congelados, até que Moscovo pague pelos danos causados no país. A Ucrânia teria de prometer não recuperar território ocupado através de ações militares, fazer eleições assim que possível depois da assinatura de um acordo de paz e receberia garantias de proteção dos Estados Unidos. 

  Castro Ferreira PadrãoForam falsos no cumprimento de todos os acordos anteriormente firmados, e a ser verdade o que esta notícia dá, não deixa de também ser verdade o que nela está subjacente, o conflito será para continuar, mas com outra dimensão. NÃO GOSTO.

    Expresso/Lusa - manhã de 2.ª feira 24nov2025
Washington e Kiev declararam que, na sequência das conversações mantidas em Genebra, "desenvolveram um quadro de paz atualizado e aperfeiçoado", depois de reafirmarem que "qualquer acordo futuro deve respeitar plenamente a soberania da Ucrânia". Num comunicado conjunto, divulgado no domingo pela Casa Branca, refere-se que as conversações sobre o plano de paz proposto por Washington para selar a paz entre a Ucrânia e a Rússia foram "construtivas, focadas e respeitosas", além de produtivas, uma vez que "mostraram progressos significativos na harmonização de posições e na identificação de próximos passos claros"O diálogo de Genebra reafirmou "que qualquer acordo futuro deve respeitar plenamente a soberania da Ucrânia e alcançar uma paz justa e sustentável", afirmam as duas partes. "Como resultado das conversações, as partes desenvolveram um quadro de paz atualizado e aperfeiçoado", acrescenta-se no comunicado, onde ainda se lê que "a delegação ucraniana reafirmou a sua gratidão pelo forte compromisso dos Estados Unidos e pessoalmente do Presidente Donald J. Trump pelos esforços incansáveis para acabar com a guerra e a perda de vidas".

Observador - por volta das 16h00 de 24nov2025
Os Estados Unidos e a Ucrânia alcançaram um consenso significativo nas negociações de paz em Genebra, resultando num “quadro de paz atualizado e aperfeiçoado”. As discussões foram descritas como construtivas e focadas, destacando-se a importância de respeitar a soberania da Ucrânia para alcançar uma paz justa e sustentável.
O plano que os EUA e Ucrânia negociaram tem 19 pontos, sendo que “ficaram poucas coisas da versão original”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano Sergiy Kyslytsya.
A delegação ucraniana vincou a necessidade de dar resposta a questões como a libertação de prisioneiros de guerra e o retorno das crianças sequestradas. O Presidente ucraniano enfatizou a importância de trabalhar em estreita colaboração com os EUA e diferentes parceiros europeus para garantir compromissos que fortaleçam a posição da Ucrânia sem a enfraquecer.
A Europa também reagiu às negociações, com várias nações reafirmando o seu apoio à integridade territorial da Ucrânia e defendendo um papel ativo nas decisões que afetam a segurança europeia. Líderes como o chanceler alemão Friedrich Merz e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacaram a necessidade de incluir a Europa nas negociações, especialmente em questões que dizem respeito diretamente ao continente, e rejeitaram a imposição de limites à Ucrânia.
Enquanto a Rússia expressou preferência pelo plano original dos EUA, líderes europeus consideraram as contrapropostas como insuficientemente construtivas.

  CNN Portugal - tarde de 2.ª feira 24nov2025
A Rússia rejeitou esta segunda-feira as modificações introduzidas pelos países europeus ao plano de paz para a Ucrânia apresentado pelos Estados Unidos. “Tomámos conhecimento do plano europeu que, à primeira vista, é absolutamente não construtivo, não nos convém”, disse o conselheiro presidencial para os assuntos internacionais, Yuri Ushakov, citado pela agência de notícias espanhola EFE. O plano [que os Estados Unidos propuseram na semana passada] foi bem acolhido pelo Kremlin por contemplar grande parte das exigências que têm sido feitas pelo Presidente Vladimir Putin para acabar com a guerra.

  Adriano MarquesAcabo de ler esta notícia, espero que seja verdadeira! Deus abençoe a Ucrânia! "A Rússia acaba de sofrer um dos momentos mais humilhantes da guerra — e não veio do campo de batalha. Veio da própria máquina de propaganda de Moscou. Em um deslize chocante em uma transmissão, um dos principais propagandistas de Putin revelou acidentalmente a verdade por trás do ataque a Pokrovsk… e o Kremlin está se esforçando para abafar o caso.. De acordo com a admissão vazada, o ataque não foi a “vitória” que a Rússia alegou. Em vez disso, expôs um fracasso catastrófico: a Ucrânia usou o caos para obliterar a principal linha de suprimentos da Rússia, cortando combustível, munição e apoio às tropas em um único ataque coordenado. Em poucas horas, posições russas inteiras teriam entrado em colapso enquanto a Ucrânia se movia rapidamente para explorar a brecha. O que Moscou tentou apresentar como um sucesso agora se voltou contra eles — e o pânico que se espalha pelos canais militares russos diz tudo. A Ucrânia não atingiu apenas um alvo… atingiu toda a estratégia de guerra da Rússia onde mais dói. 🔥 Você acha que este pode ser um ponto de virada na guerra? 💬 Deixe seu comentário — essa história está viralizando no mundo todo."
David RibeiroAdriano Marques ainda não encontrei na comunicação social, incluindo a afeta ao governo ucraniano, qualquer referência ao que aqui transcreveu. Será verdade?
Adriano MarquesDavid Ribeiro, as suas publicações às vezes também são uma grande treta... 😂😂😂 Não venho a certeza que seja verdade até porque coloquei isso em causa, mas tal como o meu amigo publiquei com a maior convicção que assim seja.
David Ribeiro - Pois eu, Adriano Marques, NUNCA publico nada que não tenha tido confirmação na comunicação social nacional, europeia, dos EUA e até ucraniana, que todos os dias consulto. Sabe... sou um viciado em informação, mas depois penso pela minha cabecinha.
Adriano MarquesDavid Ribeiro a comunicação social é uma grande treta, uns tendenciosos com uma agenda muito própria, não lhe vou dar exemplos porque são tantos que dá dó. Quanto á sua consulta da comunicação social da Ucrânia, creio que as suas consultas nunca foram publicadas, acaba sempre por ir pelo caminho oposto... 😉😉😉
Mário Paiva
Adriano Marques, quem sabe, segundo Orban, "milagres acontecem"... ...mas disse há alguns dias Mark Rutte, Secretário Geral da NATO... "a Ucrânia está a ganhar a guerra, o problema é que a linha da frente se está a deslocar no sentido errado"... 
Adriano MarquesMário Paiva estou nas comemorações do 25 de novembro, não tenho tempo para lhe responder.
Mário Paiva
Adriano Marques, não carece, fique à vontade...
Adriano Marques
David Ribeiro aproveito para o ajudar com mais uma notícia das boas, afinal não dá só Rússia, também dá Ucrânia, espero que goste. Abraço
587852560_25893087280294412_6556341533419061523_n.

David RibeiroE já agora, Adriano Marques, seria pedir-lhe muito que nos dissesse de onde é que vai buscar estes textos?... É só para tornar a coisa mais credível e não ficarmos a pensar que é tudo aldrabice. Digo-lhe que não gosto nada da minha página ser objeto de publicações e/ou comentários que sejam considerados pura mentira.
Adriano MarquesDavid Ribeiro olhe que ninguém diria... 🤭🤭🤭

Adriano MarquesDavid Ribeiro de vez em quando, pode também publicar as notícias que são ( muito) desfavoráveis à sua Rússia, uma por outra não lhe ficava nada mal... 😂🤭😂🤭😂🤭😂🤭😂
David Ribeiro
E pronto... lá está o Adriano Marques a insistir numa hipotética ligação minha aos senhores no poder no Kremlin.
Adriano Marques
David Ribeiro por amor de Deus, longe de mim essa ideia, eu nunca poderia tirar essa ilação ao ler os seus posts... 🤭🤭🤭
Mário Paiva
David Ribeiro, segundo algumas "opiniões" quem tenta acompanhar a realidade no terreno e publicar em conformidade, é culpado de a Ucrânia estar a perder a guerra...
Mário Paiva
Adriano Marques, lápis azul?




Sábado, 20 de Setembro de 2025
Trump e Zelensky deverão reunir-se na próxima semana

Captura de ecrã 2025-09-16 101137.png

  Agência Lusa, na manhã de 3.ª feira 16set2025
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse hoje que o Presidente norte-americano, Donald Trump vai provavelmente reunir-se com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, na próxima semana.
Marco Rubio garantiu aos jornalistas em Israel que o líder dos Estados Unidos ainda espera negociar um acordo de paz que envolva o Presidente russo, Vladimir Putin.
Trump teve "várias ligações com Putin, várias reuniões com Zelensky e provavelmente novamente na próxima semana em Nova Iorque", onde se realiza a Assembleia Geral da ONU, disse o secretário de Estado norte-americano.
Na segunda-feira, o Governo da Rússia acusou a Ucrânia de "abrandar artificialmente" as conversações de paz e acusou os países europeus de interferência, lamentando a falta de atenção às causas da invasão, iniciada em 2022.
"Do lado de Kiev, o processo está a ser artificialmente abrandado. Ninguém quer abordar a essência do conflito. Os europeus estão a interferir no assunto e não vão prestar atenção às causas subjacentes da crise, abrindo caminho para a discussão de formas de as resolver", argumentou o porta-voz presidencial russo.
Dmitri Peskov reiterou que "a Rússia continua aberta e pronta para o diálogo", bem como "interessada e disposta a resolver a crise ucraniana por meios políticos e diplomáticos".
Peskov insistiu que há uma pausa nas negociações, denunciando que "não há flexibilidade na posição ucraniana e nenhuma disposição por parte do regime de Kiev para realmente iniciar discussões sérias”.
"Estas reuniões e qualquer contacto ao mais alto nível devem ser bem preparados para que tal diálogo e os acontecimentos - que devem ocorrer antecipadamente, a nível de peritos - possam ser concretizados", concluiu Peskov.



Publicado por Tovi às 07:13
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos (1)

Segunda-feira, 24 de Março de 2025
Negociações para um cessar-fogo na Ucrânia....

...vão (re)começar hoje na Arábia Saudita
Os Estados Unidos vão reunir separadamente com Rússia e Ucrânia

  Ukrainska Pravda de 6.ª feira 21mar2025
Captura de ecrã 2025-03-21 153525.pngO Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia informou que durante a próxima reunião das delegações ucraniana e americana na Arábia Saudita, discutirão os parâmetros das propostas para vários regimes de cessar-fogo. "Os detalhes e a implementação de decisões que já foram tomadas no nível político serão discutidos lá... Ou seja, profissionais dos lados ucraniano e americano devem se reunir, que poderão esclarecer todos os detalhes de como isso deve ser. É necessário entender como isso vai funcionar, quem vai controlar, como o monitoramento vai ocorrer", disse o representante do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia.

  Lusa/Expresso - 6.ª feira 21mar2025
Captura de ecrã 2025-03-21 173852.pngUm responsável ucraniano afirmou esta sexta-feira que Kiev espera, pelo menos, um acordo de trégua parcial com Moscovo no setor energético, nas infraestruturas e no mar Negro, nas negociações de segunda-feira na Arábia Saudita, mediadas pelos Estados Unidos. A delegação ucraniana será chefiada pelo ministro da Defesa, Rustam Umerov, acrescentou.

  A c r e d i t a m ? . . .
485881619_10228065494370519_5773180068605344427_n. 
  Hummm!...
bandeiras-da-ucrania-e-da-russia-proximas-a-um-carEstá cá a parecer-me que as negociações (ou conversações) que terão início hoje na Arábia Saudita, se irão resumir a "divisões de território" entre a Ucrânia e a Rússia, mais uns negociozitos para Donald Trump.

  Coisas que se leem por aí...
Captura de ecrã 2025-03-23 090042.pngO enviado norte-americano reuniu-se com o chefe de Estado russo há dez dias em Moscovo. “Acho que ele foi franco comigo”, declarou Witkoff (...) “E [ele] contou-me uma história (…) sobre como, quando o presidente foi baleado (durante a campanha presidencial), foi à sua igreja local, ao encontro do seu padre, e rezou pelo Presidente - não porque ele poderia tornar-se presidente dos Estados Unidos, mas porque tinha uma amizade com ele e estava a rezar pelo seu amigo”, relatou.
  
João Fernandes
O pacifista putin contou a este cromo americano a história da carochinha
Albertino Amaral
Òbviamente que é a sua opinião. Ninguém tem o direito de o criticar por isso.
Jorge Veiga
...um anjo!

  Esta malta diz isto a brincar ou a sério?... é que eu já tenho dúvidas se não serei eu que esteja a tresler.
484965219_988728973351520_5026605083144076302_n.jp 
  
Hugo Da Nóbrega DiasEu hoje não bebi vinho ao almoço e estou a tresler, também ao que parece.
Mario PinheiroJá tive mais dúvidas. A Nato é um fardo que Trump gostaria de alijar. As alianças que prefere são mais a leste, aparentemente.
Joaquim FigueiredoOlhe que não sei se não é verdade...
Carla Afonso LeitãoJá devíamos ter estado.

 

  
الصراع الأمريكي الروسي copy.jpA Rússia e os Estados Unidos iniciaram hoje [2.ª feira 24mar2025] conversações na Arábia Saudita para discutir uma possível trégua na Ucrânia. A  delegação russa é composta pelo senador e antigo diplomata Grigori Karassin e Sergei Besseda, um alto funcionário do FSB (serviços de informações russos). Esta reunião segue-se a um encontro realizado no domingo à noite na capital saudita entre representantes ucranianos e norte-americanos para discutir os pormenores de um possível cessar-fogo de 30 dias. O chefe da delegação ucraniana, numa mensagem difundida pelas redes sociais, disse ainda que o objetivo do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky é garantir uma paz justa e duradoura para a Ucrânia.
As negociações entre as delegações russa e americana em Riade, na Arábia Saudita, ocorrem num formato fechado, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia. “Não houve nem mesmo uma sessão de fotografias protocolar do início das negociações”, revelou Maria Zakharova aos alunos da Universidade Russa de Economia Plekhanov, citada pela TASS.

 
Raul Vaz OsorioPor outras palavras, os oligarcas sentam-se a uma mesa e discutem calmamente como retalhar e dividir entre si as riquezas de terceiros. Enquanto isso, o David senta-se e aplaude. Parece uma foca 😂
David Ribeiro
"...o David senta-se e aplaude. Parece uma foca😂"... bonito comentário, Raul Vaz Osorio
Raul Vaz Osorio
David Ribeiro não foi para ser bonito, foi mesmo para chocar. Feito com amizade, como um grito de alerta. Está a aplaudir o banquete dos autocratas, não está?

  Segundo a agência noticiosa AFP que cita uma fonte ucraniana, a reunião na Arábia Saudita entre responsáveis norte-americanos e ucranianos na terça-feira [25mar2025] já terminou. “As conversações terminaram. Todos os pormenores serão anunciados mais tarde”, afirmou. O encontro durou apenas algumas horas, muito menos do que as 12 horas de conversações entre os EUA e a Rússia, embora as equipas de Washington e de Kiev também se tenham reunido no domingo.
  Carla Afonso Leitão
Um repasto...

  Os Estados Unidos anunciaram na terça-feira [25mar2025] que chegou a acordo com Kiev e Moscovo para implementar um cessar-fogo no Mar Negro. Segundo o comunicado da Casa Branca, o entendimento visa "garantir a navegação segura, eliminar o uso da força e impedir o uso de embarcações comerciais para fins militares". O acordo foi estabelecido com as delegações ucraniana e russa no âmbito das negociações na Arábia Saudita sobre o conflito na Ucrânia, tendo o anúncio sido objeto de duas declarações separadas. O acordo visa igualmente banir ataques a infraestruturas energéticas de ambos os países. A Administração Trump vai ainda ajudar a restaurar o acesso dos produtos agrícolas russos e de fertilizantes ao mercado mundial. A Casa Branca acrescentou que vai continuar a facilitar as negociações de ambos os lados, para alcançar uma paz sustentável. Kiev anunciou entretanto que solicitou “consultas” sobre os “detalhes” dos acordos anunciados separadamente por Washington. (in RTP Notícias na tarde de 3.ª feira 25mar2025]
  Raul Vaz Osorio
David Ribeiro Ou seja, o acordo começa a desfazer as sanções. Era difícil Trump conseguir ser mais pau mandado de Putin

  Numa declaração à imprensa após as negociações em Riade, o Kremlin afirmou que o cessar-fogo no Mar Negro só entrará em vigor após o levantamento de algumas sanções à Rússia, contrariando Volodymyr Zelensky, que disse que o cessar-fogo será implementado "imediatamente". Para o cessar-fogo entrar em vigor, a Rússia pede o levantamento das sanções contra: o Rosselkhozbank e outras organizações financeiras envolvidas no comércio de géneros alimentícios e fertilizantes; a sua ligação ao sistema de pagamentos SWIFT; transações de financiamento do comércio; empresas que produzem e exportam géneros alimentícios e fertilizantes; companhias de seguros que lidam com géneros alimentícios e fertilizantes; navios com pavilhão russo envolvidos no comércio; o fornecimento de maquinaria agrícola à Rússia.
O Kremlin divulgou também na terça-feira [25mar2025] uma lista de instalações ucranianas e russas abrangida por uma suspensão de 30 dias dos ataques entre os dois países. A lista inclui: Refinarias de petróleo; Oleodutos, gasodutos e instalações de armazenamento, incluindo estações de bombagem; Infraestruturas de produção e transporte de eletricidade, incluindo centrais elétricas, subestações, transformadores e distribuidores; Centrais nucleares; Centrais hidroelétricas. Esta moratória é válida por trinta dias, que começaram a contar desde 18 de março, há uma semana, mas o Kremlin salienta que a mesma pode ser prolongada por mútuo acordo. O governo russo alerta ainda que, em caso de violação desta moratória por uma das partes, "a outra parte pode considerar-se livre da obrigação de a cumprir". Até ao momento, a Ucrânia não teceu qualquer comentário acerca deste tema.
(in CNN Portugal de 3.ª feira 25mar2025)

  Raul Vaz OsorioOu seja, a Russia que é quem necessita do acordo no Mar Negro, onde a Ucrania tem sido dominante, é que ainda vem fazer exigências no que respeita às sanções, cujo levantamento nem sequer depende do "mediador" que lhe cumpre as ordens. E ainda assim há iludidos 🙄🙄🙄




Quarta-feira, 5 de Março de 2025
Após a "trágica" reunião Trump-Zelensky...

...parece que estamos todos na mesma ou ainda pior

3bd3d8e5-79a9-42c0-9166-12a1a93d1361.jpeg

A China reafirmou esta 2.ª feira [3mar2025] a sua posição sobre a guerra na Ucrânia e evitou comentar o encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, na Casa Branca, na última sexta-feira. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, foi questionado numa conferência de imprensa sobre as declarações de Trump, que acusou Zelensky de “brincar com a Terceira Guerra Mundial” e afirmou que o líder ucraniano “não está preparado para a paz”. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês respondeu que “a China continuará a desempenhar um papel construtivo na procura de uma solução política para a crise na Ucrânia”.

 

Captura de ecrã 2025-03-03 110540.png

Moscovo produz três vezes mais armamento que toda a Europa, segundo a NATO. Agora, pressionada por uma América sem vontade de defender o velho continente, a Europa está a acordar para a necessidade de comprar armamento que, neste momento, não é capaz de produzir. As hipóteses são reduzidas e os especialistas acreditam que a resposta europeia pode demorar mais de uma década. (in CNN Portugal - 3mar2025)

  Jorge VeigaCom fisgas.

 

900.jpg

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, pediu para “não nos deixarmos levar pelas emoções”, na sequência do que aconteceu entre os Estados Unidos e a Ucrânia, e mostrou-se cética em relação à proposta de envio de tropas europeias para o país, que considera “uma solução menos resoluta do que outras”. “Todos partilhámos os mesmos objetivos: a Itália, a Europa, a NATO e os Estados Unidos, que consistem em alcançar uma paz justa e duradoura na Ucrânia”, disse Meloni. Primeira-ministra italiana apelou a que se deixe para trás o confronto entre Donald Trump e Volodymir Zelensky na Casa Branca, na sexta-feira, e observou que “é importante não nos deixarmos levar pelas emoções”, embora tenha reconhecido que no seu encontro com o Presidente ucraniano o viu “triste” com o que aconteceu na Sala Oval há dois dias. (in CNN Portugal em 3mar2025)

  Jorge VeigaPessoalmente eu levava uma borracha. Apagagava o Putin e Sócios e resolvia o problema

 

900 (1).jpg

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sublinha a necessidade de “rearmar urgentemente” a Ucrânia e a Europa. Declarações feitas depois de uma cimeira informal em Londres para debater a segurança europeia e a guerra na Ucrânia. “Precisamos urgentemente de rearmar a Europa”, disse Von der Leyen aos jornalistas no final da reunião, convocada pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer. “O que está em causa é transformar a Ucrânia num porco-espinho de aço indigesto para potenciais invasores”. (in CNN Portugal em 3mar2025)

 

Captura de ecrã 2025-03-03 150703.png

O Comandante-em-Chefe das Forças Armadas da Ucrânia, General Alexander Syrsky, ordenou a demissão do chefe do centro de treino da unidade e do comandante da unidade militar na região de Dnipropetrovsk, cujo campo de treino foi atacado pelos russos em 1º de março, resultando em mortes e ferimentos de militares. (in Ukrainska Pravda em 3mar2025).

 

  Ok... mas não há mais nada para este peditório
Se bem fiz as contas isto dá mais ou menos 30€ a cada português
481912051_10227870535376666_3080664509407019555_n.
  
Albertino AmaralConsidero que os Ucranianos foram e continuam a ser vítimas de um covarde ataque do qual nem é bom recordar, mas o meu país PORTUGAL, está com problemas muito graves que urge resolver rápidamente. Aquela verba ali em cima, vai fazer muito falta para essa resolução.... Lamento estas decisões......confesso......
Guilherme LickfoldEu mando por MBway…
Joaquim Figueiredo
M pouco mais porque não somos tantos... se juntar os imigrantes é um pouco menos
Hugo Da Nóbrega Dias
Mais dinheiro para continuar com a guerra, não.

 

  E é assim que estamos...
agora 1.png 
  
José Manuel NeroFinalmente, esta paranoia que matou e destruiu tem os dias contados.
David Ribeiro
Parece não restarem dúvidas que a coisa está a ficar negra para os senhores no poder em Kiev, pois de acordo com um oficial do Departamento da Defesa, a administração norte-americana decidiu cortar indefinidamente o envio de armamento "até os líderes dos países demonstrarem boa-fé no compromisso para a paz". De acordo com a estação Fox News esta medida interrompe a entrega de armas ou equipamentos que já se encontrem em território polaco e prontos para entrega final aos ucranianosO financiamento às novas compras já tinha sido interrompido nas últimas semanas devido ao congelamento da ajuda externa por parte da administração americana, mas esta nova decisão pode colocar Kiev numa posição muito mais complicada.
Jorge Veiga
David Ribeiro Vale o que vale e o que se conclui é que não foi Putin que ganhou a guerra, mas Trump que a perdeu. A idiotice dá para coisas destas e o povo é que se trama...
Adriano MarquesCego é o que não quer ver... 🤬🤬🤬 O Trump está pouco preocupado com a guerra ou com as pessoas, o que importa mesmo é o acordo que fez com o assassino Putin, e o acesso á riqueza da Ucrânia, mais nada, felizmente o tiro saiu pela culatra. A Rússia fica com os territórios ocupados riquíssimos em terras raras e os americanos com 50% do resto da riqueza, quanto às garantias de paz seriam dadas por militares europeus. Belo negócio 🤬🤬🤬 Acorda povo


  Isto é que era...
481822235_3351433154992998_7229912042705947713_n.jE se em vez de muitos mais milhões de euros para torrar na Ucrânia, incentivássemos um diálogo com o Kremlin com vista à criação de um sistema de segurança coletiva na Europa?

  
David Ribeiro
A questão que se coloca é se nós europeus estamos dispostos a tirar dinheiro do sistema de saúde, do sistema de ensino, das reformas dos nossos idosos, para produzir armamento.
Adriano MarquesDavid Ribeiro eu quero ver no dia em que o Putin nos bater á porta quem é que vai abrir... Por andarmos há 20/30 anos a pensar assim é que chegamos onde chegamos, a Europa está com as calças na mão.
David RibeiroCaríssimo Adriano Marques... desculpe lá mas isso é o delírio dos que não conseguem viver sem o papão russo.
Adriano MarquesDavid Ribeiro diga isso aos Polacos e outros países da região. Não sou eu que falo no papão, são todos os países que são vizinhos da Rússia e que estão em panico. O papão Russo tem a fama mas tem também muito proveito, até parece que a Rússia não tem um grande historial de guerras, ocupações, subjugação, mortes e por aí fora. As palavras HOLODOMOR, GULAGS e GANDE EXPURGA não lhe dizem nada??? É engraçado que todos se lembram do Hitler e do seu triste e cruel legado, mas ninguém se lembra do Josef Stalin que matou muitos mais milhões que o Hitler, talvez esse Assassino por ser comunista tivesse carta branca e fosse um mal menor matar milhões de indefesos para que a União Soviética (os Russos) fosse grande. A ver vamos, como diz o cego.
Mário RochaDavid Ribeiro é bem melhor uma bomba russa. Não é?
Joaquim Figueiredo -David Ribeiro o problema é que Putin e outros ficam com liberdade de atacar todos...
Vasco DinisHá uma solução simples: os que não acreditam no papão russo, e qua acham que a Europa nos está a levar para o suicídio. Hás que acreditam no papão russo e nas conversas das cimeiras dos croissants. Resolve-devem: estes últimos que coloquem as suas convicções em prática, abandonem os sofás e vão combater na Ucrânia. Eu, como não pretendo combater, nem que os meus filhos combatam ( bastou o meu pai), fico à espera que os russos cheguem a Lisboa e Porto.
José Manuel NeroNa saúde, no sistema de ensino e na Justiça, já se nota a seguir inevitavelmente vão diminuir as reformas. A solução devia ser fomentar a produção, a exportação, estabelecer relações bilaterais com países onde estamos a ter sucesso com vendas como é o caso dos EUA, apostar qualificação e especialização e não na mão de obra barata com recurso a estrangeiros. Manter uma posição neutral em relação a conflitos.
David Ribeiro
"Manter uma posição neutral em relação a conflitos"... diz muito bem. meu amigo José Manuel Nero.

 

  Agência Lusa em 5mar2025
Captura de ecrã 2025-03-05 092939.pngO Presidente norte-americano, Donald Trump, indicou na terça-feira [4mar2025] que recebeu uma "carta importante" do homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestando disponibilidade para retomar as negociações para a paz e para assinar o acordo de mineraisNaquele que foi o primeiro discurso perante o Congresso desde que regressou ao poder, Donald Trump adotou um tom mais conciliatório depois do polémico encontro com Zelensky na passada sexta-feira [28fev2025], em Washington. Trump disse que recebeu uma "carta importante" de Zelensky nesta terça-feira e citou o conteúdo da mesma: "A minha equipa e eu estamos prontos para trabalhar sob a forte liderança do Presidente Trump para obter uma paz duradoura". "Nós realmente valorizamos o quanto a América fez para ajudar a Ucrânia a manter a sua soberania e independência. Em relação ao acordo sobre minerais e segurança, a Ucrânia está pronta para assiná-lo a qualquer momento que seja conveniente", leu Trump. Contudo, o conteúdo da alegada carta de Zelensky é o mesmo que o líder ucraniano escreveu horas antes numa publicação nas suas redes sociais. Trump disse ainda que estava agradecido pela carta, acrescentando que “simultaneamente, teve discussões sérias com a Rússia e recebeu fortes sinais de que Moscovo está pronto para a paz”Trump e Zelensky estavam prestes a assinar um acordo para a exploração de recursos naturais ucranianos na passada sexta-feira, mas essa assinatura foi interrompida depois de um tenso confronto entre os dois líderes no Salão Oval da Casa Branca.

 

  Quem o viu e quem o vê
agora.jpg   
  
Angela LoureiroAo que a necessidade obriga
Serafim NunesAcho que a actividade a que se dedicava lhe assenta como uma luva…


  EUA congelaram o fornecimento de informações à Ucrânia
maxresdefault.jpgDurante uma entrevista à estação de televisão norte-americana Fox News, o chefe da CIA, John Ratcliffe, confirmou que os Estados Unidos congelaram o fornecimento de informações à Ucrânia, depois de também terem cortado a ajuda militar. Segundo funcionários estatais dos EUA, citados pelo Financial Times, as informações dos serviços secretos norte-americanos eram fundamentais para a Ucrânia na guerra. O porta-voz do gabinete do primeiro-ministro britânico recusou-se a comentar as notícias de que os EUA cortaram a partilha de informações com a Ucrânia, mas disse que o objetivo do Reino Unido era garantir que Kiev ficasse na posição mais forte possível.



Publicado por Tovi às 07:08
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 11 de Novembro de 2024
Será desta o fim da guerra na Ucrânia?

img_932x621uu2024-11-08-22-09-41-2176266.jpg

Segundo o ‘The Wall Street Journal’ a solução mágica de Donald Trump para “acabar com a guerra na Ucrânia em 24 horas” poderá passar por uma cedência quase total às pretensões de Vladimir Putin, pelo menos a avaliar pelos planos que estarão a ser discutidos pelo presidente eleito dos EUA e pela sua equipa. A proposta de Trump que está em cima da mesa prevê o ‘congelamento’ do conflito nas atuais linhas da frente, ou seja, a cedência à Rússia de todos os territórios ucranianos ocupados, o que equivale a cerca de 20% do território total do país. A Ucrânia seria ainda obrigada a suspender as suas ambições de adesão à NATO durante, pelo menos, 20 anos, período durante o qual os EUA se comprometeriam a armar as forças ucranianas com capacidades suficientes para impedir a Rússia de retomar a guerra. Por fim, o plano implicaria ainda a criação de uma zona desmilitarizada de 1200 quilómetros de extensão, a qual seria patrulhada por forças europeias. “Não vamos mandar militares americanos para garantir a paz na Ucrânia. E não vamos pagar por isso. Os polacos, os alemães, os britânicos e os franceses que o façam”, disse fonte próxima de Trump ao ‘The Wall Street Journal’.

  Antonio RegedorSó haverá paz associada a Acordos de Segurança. Europeia. E nisso terão de aceitar os belicistas europeus.

 

  Expresso de 7nov2024 - "Que irá fazer um Trump sem rédeas?"
Captura de ecrã 2024-11-09 183841.pngOs europeus deverão prestar atenção ao futuro da NATO, cujos membros Trump acusa de “tirarem proveito da generosidade do contribuinte americano”. Referindo-se à obrigatoriedade de assumirem gastos em defesa equivalentes a 2% do PIB, voltará a ameaçar tirar os Estados Unidos da organização caso esse esforço não se materialize.

  
Carla Afonso LeitãoEstá na hora dos europeus não perguntarem o que Trump irá fazer com a NATO, mas, antes, perguntarem o que é que os europeus irão fazer por ela.
David RibeiroCarla Afonso Leitão ...ou sem ela.
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro sem ela porque ?
David RibeiroJose Pinto Pais, porque sem os EUA não estou a ver a União Europeia a conseguir criar e sustentar uma aliança militar intergovernamental.
Carla Afonso LeitãoDavid Ribeiro, realmente, não é nada líquido que o consigam.
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro 😀 
Albertino Amaral
Pois é, o homem sem fazer nada até agora, já amedrontou muita gentinha que não sabe bem onde meter o tal feijão........
Nuno RebeloAcabaram os almoços grátis . Sobretudo a quem cospe no prato que come

 

  Josep Borell em visita a Kiev
37284779_0_52_3072_1780_1920x0_80_0_0_4b94e577644aSerá que Josep Borrell não sabe o que diz ou será que não nos quer dizer o que sabe?... Em visita a Kiev, o chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, afirmou que vai apelar aos países do bloco para que mantenham o apoio à Ucrânia diante da incerteza quanto aos planos do vencedor das eleições presidenciais dos Estados Unidos, Donald Trump. "Na próxima semana realizarei uma reunião do Conselho de Relações Exteriores, bem como dos Ministérios da Defesa dos países da UE [...]. A Ucrânia será um dos temas principais, transmitirei aos ministros a necessidade de continuar a apoiar, incluindo [nas áreas] diplomática, defesa e segurança, especialmente agora, neste momento crítico", disse Borrell durante a sua visita a Kiev.

  Castro Ferreira PadrãoEu acho que raramente diz algo certo

 

  Rui Moreira na CNN Portugal 10nov2024
Captura de ecrã 2024-11-11 105824.pngEuropa "vai deixar de ter um aliado e passar a ter um fornecedor" com Donald Trump. No habitual espaço de comentário semanal, Rui Moreira analisou os ataques direcionados a adeptos israelitas em Amesterdão e a vitória de Donald Trump nas eleições americanas. Europa está esmagada entre "uma força agressivamente expansionista" e "um isolacionismo" americano. 

 

  Agência Lusa 11nov2024
fcbe70f4fc7f51d0b22ff4903452611f.webpA Força Aérea ucraniana anunciou a emissão de alertas aéreos na maior parte da Ucrânia, na sequência da descolagem de vários bombardeiros russos. “Alerta! Perigo de mísseis em toda a Ucrânia! Descolagem de um MiG-31K”, declarou a Força Aérea ucraniana, numa mensagem na plataforma Telegram. As autoridades indicaram também que oito bombardeiros estratégicos Tupolev Tu-95 estavam a dirigir-se para a Ucrânia. O Tu-95 é um bombardeiro de longo alcance desenvolvido pela antiga União Soviética que pode transportar mísseis de cruzeiro. O MiG-31 é um avião de interceção e ataque, frequentemente utilizado para acompanhar bombardeiros estratégicos. Esta madrugada, pelo menos seis pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas em ataques russos em Mykolaïv e Zaporijia, no sul do país, disseram as autoridades locais. “Os incêndios deflagraram em edifícios residenciais da cidade e todos os serviços de emergência estão no terreno”, declarou no Telegram o governador da região de Mykolayev, Vitaly Kim. 




Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2024
Esta malta de Kiev não são meigos a pedir

Captura de ecrã 2024-02-08 160141.png 

Kiev, 08fev2024 (Lusa) – As autoridades da Ucrânia pretendem que Portugal forneça caças F-16 para enfrentar a invasão russa e que, após as eleições legislativas, aumente o seu apoio militar, que é ainda “bastante modesto”, disse à Lusa um responsável da Presidência ucraniana.

 

 
426153127_10224806226450858_8364278568072882307_n.Tudo indica que o poder em Kiev vai estourar brevemente. No dia de ontem [5.ª feira 8fev2024] ouvi dizer que o coronel-general Oleksandr Syrskyi, que lidera as forças terrestres da Ucrânia desde 2019, foi promovido a comandante das forças armadas esta quinta-feira, substituindo o general Valery Zaluzhnyi, que foi demitido. Consta-se que está a haver grande contestação nas tropas pois Syrskyi é um grande adepto de uma guerra com "sucessivas vagas de carne-para-canhão". 
Captura de ecrã 2024-02-09 110029.png



Publicado por Tovi às 07:03
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2024
As guerras não são só tiros e bombas

900.jpg

Centenas de agricultores e camionistas romenos estão junto à fronteira da Ucrânia. protestando não só pelos elevados preços dos combustíveis e tarifas de seguros, mas também pela pressão provocada no mercado interno pela entrada de produtos agrícolas ucranianos. Cinco países da União Europeia escreveram uma carta a Bruxelas a exigir a colocação de tarifas à importação de cereais ucranianos. Em comunicado, o ministério da Agricultura da Hungria explicou que o país, em conjunto com a Roménia, Eslováquia, Bulgária e Polónia, reclamam dos produtos agrícolas ucranianos, na sua maioria mais baratos, estarem a "inundar" o mercado.

  
Adao Fernando Batista BastosSejam quais forem as razões,a coincidência de serem paises ex- comunas terá alguma coisa a ver com isso? Uma costela pro- Russia?
David RibeiroAdao Fernando Batista Bastos... este problema já vem de há meses e tem a ver com a falta de proteção da União Europeia aos agricultores dos países fronteiriços com a Ucrânia. Tanto querem ajudar a Ucrânia sem pensarem nos países que integram a UE que facilmente chegaremos a um "desinteresse" em apoiar os senhores de Kiev.

  Lusa/Expresso - 16jan2024
mw-694.webpMinistro das Infraestruturas polaco anunciou que os transportadores do país, que desde novembro bloqueiam a fronteira com a Ucrânia em protesto contra a concorrência desleal de Kiev, vão suspender a ação. Vice-primeiro-ministro para a Reconstrução da Ucrânia diz estar "pronto para um diálogo aprofundado" com Varsóvia. A Ucrânia declarou-se nesta terça-feira pronta para negociações com a Polónia, após o levantamento do bloqueio da sua fronteira pelos camionistas polacos, mas comprometeu-se a defender a "sobrevivência" da sua economia nessas conversações.

  Apoio da UE à Ucrânia
Captura de ecrã 2024-01-17 091430.pngViktor Orbán não é flor que se cheire, mas tem toda a razão quando sobre o apoio militar à Ucrânia afirmou dever esta ajuda ser feita “de uma forma que não prejudique o orçamento da UE (...) ceder 50 mil milhões de euros do orçamento da UE durante quatro anos é uma violação da soberania e dos interesses nacionais da UE. Nem sequer sabemos o que vai acontecer dentro de um quarto de ano”.

  
Adao Fernando Batista Bastos
É muito euro...para eternizar um conflito em que ambos os contentores estão inflexiveis. So que um, a Rússia, parece não estar a sentir económica e financeiramente os efeitos da guerra e ate tem consolidado acordos importantes!
Jose Luis Soares MoreiraDesde que a UE não prejudique a vida dos seus cidadãos, ajudar um país irmão como a Ucrânia a defender-se de um invasor cruel como é Putin, pois creio não ser a vontade da maioria Russa no apoio a esta guerra, é ser-se corajoso neste flagelo que é a guerra onde a destruição e morte abunda levada a cabo pela maldade do poder.
David RibeiroA Ucrânia é "um país irmão" de quem Jose Luis Soares Moreira?... Seguramente será um país mais irmão de o tal "invasor cruel" do que de um qualquer país da União Europeia. A história não pode ser reinventada depois da chegada de Zelensky ao poder.
Jose Luis Soares MoreiraDavid Ribeiro, creio que chegou ao poder com uma maioria absoluta, se não cumpriu deveriam ser os Ucranianos a se exprimir, não alguns amigos do regime de Putin a causar as desordens separatistas. David Ribeiro, como bem sabemos e talvez baseados nesta Guerra sangrenta, temos outros seguidores como a China, a Venezuela, e outros mais mundo fora.
David RibeiroMas qual é a ligação histórica social e económica que o meu caro amigo Jose Luis Soares Moreira encontra entre a Ucrânia e a União Europeia?
Jose Luis Soares MoreiraDavid Ribeiro, por exemplo Portugal sempre foi acolhedor de seu imigrantes. Por que razão a América está também ou é a principal ajudar num conjunto de outros países?
D
avid RibeiroJose Luis Soares Moreira... os interesses dos EUA são outros e perante um problema de imigração no sul do seu território a ajuda à Ucrânia passou logo para segundo plano. Nesta minha publicação inicial referi o "conflito" existente entre a Hungria e a UE, pelo que não podemos, só para fazer perrice à Rússia, deixar entrar tudo e todos... mais tarde ou mais cedo pagaremos (já estamos a pagar) essa política de "alargamento" da UE.
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro Meu caro e se os alemães os ingleses, os franceses e outros tivessem esse entendimento há uns anos atrás? E todos os outros paises que entraram ? E os que estao na calha para entrar, ainda gostava de saber de onde vem essa sua birra com a Ucrania e essa Russite aguda
David RibeiroA minha "birra", Jose Pinto Pais, não é com a Ucrânia mas sim com os senhores no poder corrupto de Kiev. É preciso conhecer a "qualidade" daquela gente que pouca ou nenhuma diferença faz dos senhores poderosos do Kremlin, chefiados pelo déspota Putin.
Jose Luis Soares MoreiraDavide Ribeiro, Portugal já foi reinado por Espanha, lá sempre se viveu melhor que em Portugal, se houvesse votos os portugueses escolheriam sermos espanhóis? A Ucrânia é o maior celeiro da Europa, qual a razão para a Rússia ter matado à fome alguns milhões de Ucranianos?
David RibeiroJose Luis Soares Moreira... isso da Rússia os "ter matado à fome" já foi no tempo da outra senhora... que na Rússia também já houve outros tempos. O que eu gostaria de ver aqui discutido era onde está a democracia e direitos humanos no país que Zelensky governa.
Mário Paiva...além de que a história de os "ter matado à fome", como se tivesse sido dirigida à Ucrânia - que então era parte da União Soviética - já conheceu melhores dias... milhares morrerem por toda a Rússia, não só na Ucrânia, devido às políticas asneiradas do Estaline para a agricultura...
Jose Pinto PaisJose Luis Soares Moreira mudam-se os tempos mudam-se as vontades, agora mata-se com bombas para poder voltar a matar a fome. David Ribeiro e a democracia e os direitos humanos no país que Putin governa ?
David RibeiroComo sempre disse e continuo a dizer, Jose Pinto Pais, entre os atuais senhores no poder em Kiev e em Moscovo, venha o diabo e escolha, porque de março a abril a diferença não é substancial.
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro entao porque a "birra" so com um dos lados ? Ainda por cima o lado que obrigatoriamente terá de entrar nos eixos com a entrada na UE ?
David RibeiroEu não tenho "birras" com nenhum dos lados, Jose Pinto Pais, aquilo que me custa a aceitar é que amigos meus que considero cultos e inteligentes só me venham falar do pós-invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin em fevereiro de 2022, esquecendo o que se passou no Euromaidan e tudo o que se lhe seguiu.
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro Euromaidan, também chamado de Primavera Ucraniana, foi uma onda de manifestações e agitação civil, na Ucrânia, entre 2013 e 2014. Os manifestantes exigiam maior integração europeia, além de providências quanto à corrupção no governo e a eventuais sanções por parte da Rússia. O que se viu no Euromaidan foi a repressao pelos fantoches corruptos que Putin mantinha no poder em Kiev e que com a Primavera Ucraniana rapidamente fugiram para casa do patrão, leia-se os Senhores de Moscovo. Parece que se esta a tentar branquear a situacao pré Euromaidan. Não me restam duvidas que em termos de democracia o Zelensky dá 100 a 0 ao facínora de Moscovo
David RibeiroJose Pinto Pais... essa de Zelensky dar 100 a 0 ao facínora de Moscovo no que se refere a Democracia, só esquecendo o que "o democrata de Kiev" tem feito após ter chegado ao poder, factos estes (ilegalização de partidos políticos + corrupção + independência dos poderes políticos) que até a União Europeia considera impeditivos de entrar na UE enquanto não forem erradicados na Ucrânia.
Mário PaivaJose Pinto Pais, parece que só começou a dar conta do que se passa na Ucrânia depois do 24/02/2022...
THEGUARDIAN.COM Revealed: ‘anti-oligarch’ Ukrainian president’s offshore connections
Jose Pinto PaisDavid Ribeiro nesse aspecto nem vale a pena falar, um tem o apoio de todo o mundo livre e democratico o outro tem o apoio dos grandes icones dos direitos liberdades e garantias como a China a Coreia do Norte, o Irão e outros tolinhos como o Maduro




Sexta-feira, 20 de Outubro de 2023
Na guerra a primeira vítima é a verdade

Captura de ecrã 2023-10-19 095830.png 
[Lusa/CNN Portugal - 21h09 18out2023] - A explosão num hospital de Gaza, cuja responsabilidade resultou numa troca de acusações entre israelitas e movimentos armados palestinianos, causou “algumas dezenas de mortos” e não centenas, adiantou esta quarta-feira à agência France-Presse fonte de um serviço de informação europeu. “Não há 200 nem mesmo 500 mortos, mas sim algumas dezenas, provavelmente entre 10 e 50”, referiu esta fonte que falou à AFP sob condição de anonimato. O mesmo responsável de um serviço de informação europeu também acredita que “Israel provavelmente não fez isso [o ataque]”, segundo as “pistas sérias” de informção disponíveis nesta agência. Já esta quarta-feira, o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo movimento islamita Hamas, referiu que a explosão causou pelo menos 471 mortos. Israel atribuiu a explosão a um ataque fracassado de foguetes da organização palestiniana Jihad Islâmica, que negou a responsabilidade. “O edifício não foi destruído”, acrescentou esta fonte europeia. E “o hospital provavelmente já tinha sido evacuado anteriormente, como todo um conjunto de hospitais localizados no norte de Gaza”, depois da imposição nesse sentido feita dias antes pelo Exército israelita. A mesma fonte realçou ainda que “não há provas que apoiem” a presença de centenas de pessoas no estacionamento do hospital onde ocorreu o bombardeamento. Os Estados Unidos invocaram esta quarta-feira os seus próprios serviços de informação para apoiar, inclusive através do seu Presidente Joe Biden, em visita a Israel, que o Estado judeu não é o culpado. “Continuamos a recolher informações, mas a nossa posição desta quarta-feira, baseada na análise de imagens aéreas, comunicações intercetadas e informações de acesso aberto, é que Israel não é responsável pela explosão que ocorreu no hospital de Gaza”, destacou Adrienne Watson, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, através da rede social X (antigo Twitter). Também o Exército israelita insistiu esta quarta-feira que o edifício do hospital não ficou sequer destruído e que terá havido apenas uma pequena explosão no parque de estacionamento adjacente causada por um foguete da Jihad Islâmica, eventualmente por um erro. A explosão no hospital ocorreu no momento em que Israel tem bombardeado incansavelmente Gaza, desde o sangrento ataque surpresa de 07 de outubro do Hamas, que matou 1.400 pessoas em Israel, a maioria delas civis. A resposta israelita causou pelo menos 3.478 mortos no superpovoado território palestiniano, a maioria civis, segundo as autoridades locais.

 

  
naom_6196289520133.jpgMeta, a proprietária do Facebook, introduziu medidas temporárias para limitar “comentários potencialmente indesejados ou mesmo indesejados” em postagens sobre a guerra Israel-Hamas. Disse também que mudará a configuração padrão para pessoas que podem comentar em postagens novas e públicas do Facebook criadas por usuários “na região” para apenas seus amigos e seguidores. A empresa desta rede social acrescentou que desativará a capacidade de ver o primeiro ou dois comentários nas postagens enquanto rola o feed do Facebook.

 
Captura de ecrã 2023-10-19 160341.png
Uma investigação da Al Jazeera não encontrou fundamentos para a alegação do exército israelita de que o ataque de terça-feira ao Hospital Árabe al-Ahli, na Faixa de Gaza, foi causado por um lançamento falhado de um foguete.

  
Captura de ecrã 2023-10-19 163723.pngAs Nações Unidas apelam a uma investigação cuidadosa. Até que investigadores independentes possam avaliar o incidente em pormenor, é pouco provável que o mundo saiba com certeza o que esteve na origem da explosão. Israel apresentou provas que, na sua opinião, demonstram que a explosão foi causada por um erro de disparo do grupo militante Jihad Islâmica e, na quarta-feira, o presidente dos EUA, Joe Biden, apoiou essa explicação, citando os serviços secretos norte-americanos. Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional afirmou mais tarde que a análise de imagens aéreas, das interceções e informações de fonte aberta sugeriam que Israel "não é responsável". Os responsáveis palestinianos e vários líderes árabes acusam, no entanto, Israel de ter atingido o hospital no âmbito dos ataques aéreos em curso em Gaza. A Jihad Islâmica - um grupo rival do Hamas - negou a responsabilidade.


Captura de ecrã 2023-10-19 205134.pngO Departamento de Estado dos EUA, diz não acreditar que uma investigação sobre o atentado bombista mortal a um hospital em Gaza seja "apropriada neste momento". “O governo israelita divulgou muitas evidências para apoiar a sua afirmação de que este foi um ataque de rocket com falha de tiro vindo de dentro de Gaza que infelizmente caiu sobre este hospital e matou o que parecem ser centenas de civis”, disseram aos repórteres. Washington ainda está a conduzir a sua própria avaliação sobre o atentado, ao mesmo tempo em que aconselha as pessoas a não aceitarem as alegações feitas pelo Hamas. Acrescentam que “entendem que” os observadores tratam as reivindicações israelitas com ceticismo, mas não deu mais detalhes. Israel tem uma longa história de negação de ataques - e em alguns casos de divulgação de "evidências" em vídeo - apenas para mais tarde reconhecer o seu papel.



Publicado por Tovi às 07:05
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 13 de Julho de 2022
Portugal está em situação de contingência

292556487_8626911307334943_2228002193791806385_n.j
(Foto de Paulo Cunha da Agência Lusa)

Um incêndio deflagrou ontem na freguesia da Caranguejeira, no concelho de Leiria, e estendeu-se à freguesia vizinha da Boa Vista, ameaçando populações e animais. O fogo obrigou ao corte de trânsito na A1, num dia em que quase todo o território de Portugal continental apresenta perigo máximo ou muito elevado de incêndio. Devido às previsões meteorológicas, que apontam para temperaturas superiores a 40 graus Celsius em algumas regiões e consequente agravamento do risco de incêndios rurais, Portugal continental entrou desde segunda-feira em situação de contingência e assim vai permanecer até sexta-feira.
 
  Ponto de situação dos incêndios rurais em Portugal às 18h40 de ontem (Fonte: site da Proteção Civíl)
Número total de incêndios rurais: 70 (12 em curso, 7 em resolução e 51 em conclusão)
Número total de operacionais mobilizados: 2.471
Número total de viaturas operacionais mobilizadas: 706
Número total de meios aéreos mobilizados: 23
 
  Capa do JN de hoje
Captura de ecrã 2022-07-13 133628.jpg

 

  Capa do Público de hoje
publico 13jul.jpg

 

  IPMA às 13h31 de hoje
Captura de ecrã 2022-07-13 145246.jpg

 

  Ponto de situação dos incêndios rurais em Portugal às 14h20 de hoje (Fonte: site da Proteção Civíl)
Número total de incêndios rurais: 75 (21 em curso, 13 em resolução e 41 em conclusão)
Número total de operacionais mobilizados: 3.488
Número total de viaturas operacionais mobilizadas: 1.033
Número total de meios aéreos mobilizados: 29
 
  Ponto de situação dos incêndios rurais em Portugal às 22h00 de hoje (Fonte: site da Proteção Civíl)
Número total de incêndios rurais: 78 (22 em curso, 11 em resolução e 45 em conclusão)
Número total de operacionais mobilizados: 4.414
Número total de viaturas operacionais mobilizadas: 1.348
Número total de meios aéreos mobilizados: 0


Publicado por Tovi às 08:20
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos (1)

Sexta-feira, 25 de Março de 2022
NATO, União Europeia e G7 reuniram-se em Bruxelas

Captura de ecrã 2022-03-24 214538.jpg

  Diplomacia em acção no dia de ontem

  • NATO emitiu um comunicado em que assumiu estar“preocupada” com a entrada da China no conflito que opõe a Rússia à Ucrânia. “Pedimos a todos os Estados, incluindo a China, para seguir a ordem internacional incluindo os princípios de soberania e integridade territorial”. Os 30 países da NATO apelaram mesmo a Pequim que se “abstenha” de apoiar “o esforço de guerra da Rússia”. E deixaram um recado à Rússia: “Qualquer uso de arma biológica ou química seria inaceitável e teria consequências severas”.
  • A declaração conjunta do Grupo dos Sete, que reúne os sete países mais industrializados do mundo, foi no mesmo sentido da NATO. Os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido dizem mesmo que “não vão poupar esforços” para responsabilizar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seus apoiantes – incluindo o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko. O seu apelo vai para as forças russas que abram “caminhos seguros” na Ucrânia para permitir ajuda humanitária a Mariupol e a outras cidades cercadas. E pedem às autoridades bielorrussas para que “evitem uma nova escalada e se abstenham de usar as suas forças militares contra a Ucrânia”.
  • No final das reuniões, o presidente norte americano Joe Biden disse apoiar a saída da Rússia do grupo das maiores economias mundiais (G20). E quer pelo menos que a Ucrânia possa assistir às reuniões. O presidente deu mais detalhes sobre a conversa com Xi Jinping, homólogo chinês, na passada sexta-feira. “Tive uma conversa muito honesta com ele. Disse-lhe claramente que apoiar a Rússia teria consequências”. Joe Biden chamou “bruto” a Vladimir Putin. “A coisa mais importante [das sanções] é mantermo-nos unidos”, tendo como objetivo que o “mundo se continue a focar” no seguinte: “Que tipo bruto é este” e por que motivo é que “todas as vidas inocentes se perderam” e “o que está a passar” na Ucrânia.
  • Também o primeiro ministro britânico, Boris Johnson aproveitou a sua intervenção pública para alertar para consequências “muito, muito severas”, caso o Presidente russo usasse armas químicas ou nucleares contra a Ucrânia. “Se Putin se fosse envolver com alguma coisa desse género, as consequências seriam muito, muito severas. Vou ter de ter alguma ambiguidade na resposta, mas acho que seria catastrófico para ele. Acho q ele compreende isso. Seria um profundo e desastroso erro para Putin”, disse. Apesar da insistência dos jornalistas Johnson não indicou se, nesse cenário, haveria intervenção da NATO.
  • O líder francês, Emmanuel Macron, na sua vez, disse que a NATO procura não dar à Rússia um “pretexto” para atacar o Ocidente. “Não queremos fazer nada que possa provocar a escalada da tensão”, justificou o Presidente. “Não vamos lutar contra a Rússia”, assegurou o líder que tem mantido várias conversas telefónicas com o seu homólogo russo, embora sem grande sucesso para a paz.
  • O chanceler alemão Olaf Scholz, por seu turno, afirmou que “as tropas russas têm de sair da Ucrânia”. “Isto é necessário para atingir uma solução sustentável para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia”, disse. Scholz apelou também ao Presidente Vladimir Putin que “aceite um cessar-fogo e permita corredores humanitários, para proteger os civis”. A Alemanha doou mais 370 milhões de euros em humanitária à Ucrânia.
  • Em Portugal, a partir do Porto, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de dar a sua opinião numa visita oficial. Aos jornalistas, o Presidente português disse considerar que o presidente russo, Vladimir Putin, cometeu um erro ao pensar que perante a sua decisão de tomar o território ucraniano iria conseguir dividir a União Europeia e a própria NATO. “É evidente que falharam. “A NATO e a UE continuam unidas”, referiu, independentemente da ideologia de cada país e apenas pela “paz e pelo respeito do direito internacional, da soberania dos estados, dos direitos das pessoas”, acrescentou.
  • Já da Rússia a informação que chegou foi que o Kremlin considera que “exatamente um mês depois do início da operação militar especial na Ucrânia” a vida “está a voltar ao normal” nos territórios “já libertos dos nacionalistas” ucranianos. “Está a correr como planeado e os objetivos delineados serão alcançados”, declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russos, Maria Zakharova, que espera que Kiev “reconheça a necessidade de uma solução pacífica”.
  • Um total de 140 países da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou a favor de uma resolução que pede ajuda humanitária imediata para a Ucrânia, ajudando a proteger os civis. A resolução também critica a Rússia por ter criado uma situação “dramática” humanitária. Apenas cinco países votaram contra: Bielorrússia, Coreia do Norte, Eritreia, Rússia e Síria, enquanto 38 abstiveram-se, incluindo a China, Cuba e a Índia.

 

  
onu.jpgÉ já a segunda vez que em sessões da Assembleia-Geral da ONU uma esmagadora maioria de membros isolam e condenam a “operação militar especial”, como Putin chama à invasão da Ucrânia pelas suas tropas. Mas continua a preocupar-me a posição neutra da China (abstenção) em tudo o que se refere a criticar a Rússia.
  Agência Lusa - O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje [6.ª feira, 25mar2022], numa conversa por telefone com o homólogo britânico, Boris Johnson, que a comunidade internacional deve “criar as condições certas” para resolver o conflito na Ucrânia e “promover negociações de paz com sinceridade”. “A comunidade internacional deve promover as negociações de paz com sinceridade. Devem ser criadas as condições necessárias para resolver este assunto. Devemos fazer tudo o possível para que a paz retorne à Ucrânia”, disse Xi, segundo a imprensa local. O Presidente chinês afirmou que o seu país já está a desempenhar “um papel construtivo” nesse sentido. Xi disse ainda que a China está "pronta para o diálogo" com o Reino Unido, desde que este seja "franco, aberto e inclusivo", afirmando esperar que Londres seja "justa e objetiva" ao lidar com Pequim. A conversa ocorre uma semana depois de Xi ter falado, por videoconferência, com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Xi instou então Washington a trabalhar em conjunto para "equilibrar as tensões" e "alcançar a paz global". 

 

  Reunião de ontem do Conselho da Europa
1024.jpgVolodymyr Zelensky diz que Portugal é dos países que têm mostrado mais reservas em apoiar a Ucrânia. Num discurso feito por videoconferência durante a reunião do Conselho Europeu, o presidente ucraniano comentou a postura dos 27 estados-membros perante o conflito e mencionou que Portugal tem algumas dúvidas em apoiar decisões a favor da Ucrânia. "A Bulgária está connosco, e acredito que a Grécia estará. A Alemanha está um pouco atrasada. Portugal? Bem... está quase. A Croácia está connosco; Suécia - o azul e o amarelo - estão sempre juntos", afirmou o presidente ucraniano.

 


Erdogan.jpgA emissora turca NTV, citando o presidente Erdogan, disse ter havido progresso em vários pontos-chave nas negociações entra a Ucrânia e a Rússia. Ancara, que goza de boas relações com Moscovo e Kiev, vem tentando posicionar-se como mediadora entre os dois lados. Mas por outro lado o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse hoje que as negociações com a Rússia para acabar com o conflito são "muito difíceis" e prometeu que Kiev não recuará em suas exigências. “A delegação ucraniana assumiu uma posição forte e não abre mão de suas demandas. Insistimos, em primeiro lugar, num cessar-fogo, garantias de segurança e integridade territorial da Ucrânia”, disse Kuleba. Enquanto isso, a agência de notícias russa Interfax citou o negociador russo Vladimir Medinsky dizendo que os dois lados estavam a fazer pouco progresso em questões importantes. Medinsky também disse que Moscovo acredita que Kiev está a tentar estender as negociações.

 

  Publicado pela Embaixada da Rússia na França (@AmbRusFrance)… mas posteriormente eliminado.
FOoIDZ-XsAABPsO.jpg

 

  Reforço da presença militar da NATO no leste europeu
NATO 25mar2022.jpg



Publicado por Tovi às 07:09
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 6 de Outubro de 2021
A segurança ao estilo Talibã…
…é bem-vinda por alguns, mas temida por outros.
 
  By Kathy Gannon / Associated Press – 4out2021

Afghanistan_Security_04635.jpgAinda não eram 7 horas da manhã e a fila do lado de fora dos portões da delegacia já era longa, com homens trazendo suas reclamações e demandas por justiça aos novos governantes Talibã do Afeganistão.
Algo novo eles descobriram imediatamente: os combatentes Talibã, que agora são policias, não exigem subornos como os policias fizeram durante o governo apoiado pelos EUA nos últimos 20 anos.
“Antes, todo mundo roubava o nosso dinheiro”, disse Hajj Ahmad Khan, um dos que estavam na fila na delegacia do Distrito 8 de Cabul recentemente. “Em todos os lugares de nossas aldeias e escritórios do governo, todos estavam com as mãos estendidas”, afirmou este afegão.
Muitos afegãos temem os métodos duros dos Talibã, sua ideologia linha-dura ou suas severas restrições à liberdade das mulheres. Mas o movimento traz a reputação de não ser corrupto, um contraste gritante com o governo que depôs, que era notoriamente repleto de suborno, peculato e corrupção.
Até mesmo residentes que estremecem com o potencial retorno de punições - como cortar as mãos de ladrões - dizem que parte da segurança voltou a Cabul desde que os Talibã invadiram a capital em 15 de agosto. No governo anterior, gangues de ladrões expulsaram a maioria das pessoas das ruas no escuro. Várias estradas entre as cidades estão novamente abertas e até mesmo receberam luz verde para viagens de algumas organizações internacionais de ajuda.
Mesmo assim, existem perigos. No domingo, uma bomba do lado de fora da mesquita Eid Gah, em Cabul, matou vários civis e teve como alvos membros Talibã que compareciam a um serviço memorial. Ninguém assumiu a responsabilidade pelo atentado, mas o grupo rival do Estado Islâmico aumentou os ataques contra os Talibã num reduto do Daesh no leste do Afeganistão.
Durante sua última vez no poder, no final da década de 1990, os Talibã ofereceram uma compensação: trouxeram uma estabilidade que os afegãos buscavam desesperadamente e eliminaram a corrupção, mas também impuseram sua interpretação severa da lei islâmica. Isso incluiu punições como amputações de mãos, execuções de assassinos com uma única bala na cabeça, na maioria das vezes por um parente da vítima do assassinato e todas realizadas em público. A polícia religiosa espancou homens por cortar suas barbas ou por não comparecerem às orações.
Na semana passada, os Talibã prenderam 85 supostos criminosos, alguns acusados de crimes menores e outros de assassinato, sequestro e roubo, disse Noor Ahmad Rabbani, do departamento anti-crime dos Talibã. Estes afirmam que trarão de volta suas punições anteriores. A única questão é se eles vão executá-los publicamente, disse à Associated Press o mulá Nooruddin Turabi, ex-ministro da Justiça e atual oficial encarregado das prisões.
Algumas punições já reapareceram. Os corpos de quatro homens foram pendurados em guindastes no centro da cidade de Herat, depois de serem mortos pelos Talibã durante uma suposta tentativa de sequestro. Em pelo menos duas ocasiões em Cabul, pequenos ladrões desfilaram pelas ruas para envergonhá-los, algemados, com o rosto pintado ou com pão enfiado na boca.
Militantes armados Talibã assumiram posições em postos de controle em Cabul e, gradualmente, alguns foram obrigados a usar uniformes - o início de uma nova força de segurança nacional, segundo disseram autoridades. Para muitos residentes de Cabul - principalmente os jovens que cresceram ouvindo histórias de terror sobre o período anterior do governo Talibã - a visão dos lutadores é assustadora enquanto eles vagam pelas ruas livremente, com seus cabelos compridos característicos, roupas tradicionais e espingardas Kalashnikov penduradas ao ombro.
Mas até agora, eles parecem ter trazido alívio da corrupção. Antes da tomada do poder pelos Talibã em agosto, as pessoas tinham que pagar subornos simplesmente para pagar uma conta de serviços públicos. A fraude desenfreada nas forças armadas foi um dos motivos pelos quais desmoronou tão rapidamente em face do avanço Talibã. Apesar da corrupção aberta, os EUA e a Europa despejaram biliões de dólares no governo com pouca supervisão.
Como no passado, os Talibã recorreram aos anciãos tribais para resolver disputas. Na semana passada, um grupo de anciãos reuniu-se numa mesquita de Cabul para julgar um ataque de facadas que causou ferimentos leves. Os anciãos ordenaram que o pai do culpado pagasse à vítima o equivalente a quase 400 US$, o suficiente para cobrir as despesas médicas. Muhammed Yousef Jawid aceitou sua punição. “É rápido e muito mais barato do que no sistema anterior”, disse ele.
Na delegacia de polícia do Distrito 8, o novo comandante, um afável talibã chamado Zabihullah, disse que os Talibã lutaram durante 20 anos para trazer as leis islâmicas ao Afeganistão. “Agora as pessoas estão seguras sob nosso governo”, afirmou. Zabihullah, que como muitos afegãos tem um só nome, é da província central de Ghazni, onde os insurgentes travaram algumas de suas batalhas mais difíceis durante as últimas duas décadas. Aos 32 anos, este afegão diz-nos que não foi treinado para ser comandante de polícia, pois a maior parte de sua educação foi numa madrassa, ou escola religiosa. Mas Zabihullah disse que seus anos de guerra e a adesão à interpretação dos Talibã da lei islâmica o prepararam.
Fora dos portões da delegacia, a fila estava ficando mais longa. Khan, de 60 anos, veio da província de Khost para buscar a ajuda dos Talibã na cobrança de um empréstimo pendente. Disse que apoiava as punições dos Talibã, como amputações, embora não para pequenos ladrões. “Trouxeram alguma segurança porque tratam o criminoso de acordo com a lei islâmica".
O diretor de uma escola, que não quis se manifestar temendo repercussões, veio à delegacia reclamar de pais que estão meses atrasados nas mensalidades escolares. Disse que queria dar uma chance ao governo dos Talibã. No governo anterior, ele era acusado de suborno cada vez que ia à polícia para reclamar de pagamentos não cumpridos. “Os Estados Unidos investiram muito dinheiro no Afeganistão, mas era uma máfia que comandava o país”, disse ele.
Outro reclamante, que deu seu nome apenas como Dr. Sharif, havia retornado recentemente da Arábia Saudita, onde havia trabalhado por vários anos. Ele não tinha objeções às punições ao estilo dos Talibã, mas argumentou veementemente contra colocar líderes Talibã e clérigos religiosos no comando de departamentos governamentais. “Precisamos de profissionais ... precisamos de especialistas econômicos, não de um maulvi que não tenha nenhuma ideia sobre negócios”, disse ele, usando uma palavra para designar um clérigo muçulmano. Ainda assim, gostou de ter sua reclamação ouvida sem qualquer pedido de suborno da polícia Talibã. Antes, a polícia exigia suborno apenas para entrar na delegacia. “O erro dos governos anteriores”, disse ele, “foi colocar todo o dinheiro nos bolsos”.

 

  Lusa, 5out2021 às 12h02
Captura de ecrã 2021-10-05 204856.jpg
Mais de cem alunos e professores de música deixaram Cabul a bordo de um avião na segunda-feira e, posteriormente, deverão vir para Portugal, disse esta terça-feira o diretor do Instituto Nacional de Música do Afeganistão (ANIM). Temendo serem vítimas de represálias dos Talibã que, durante seu primeiro período no poder [entre 1996 e 2001] havia proibido a música, 101 membros do ANIM desembarcaram na segunda-feira à noite em Doha, declarou M. Sarmast à agência de notícias France-Presse (AFP). O grupo, cerca de metade constituído por mulheres e raparigas, deverá vir para Portugal com o apoio do Governo português, disse o também fundador do instituto, refugiado em Melbourne, na Austrália.

 

  AFP News Agency, 05out2021 às 15h00
Conhecida como uma das regiões mais bonitas do Afeganistão, o vale Bamiyan é o lar de várias centenas de famílias que vivem em cavernas que foram esculpidas em penhascos de arenito por monges budistas no século VII. Desde a tomada de posse dos Talibã, a comunidade, uma das mais pobres do país, viu as suas dificuldades agravadas com a ajuda internacional cortada, o aumento dos preços dos alimentos e o aumento do desemprego.
Captura de ecrã 2021-10-06 150524.jpg

 

  Semanário SOL, 06out2021às 15h20
O modus operandi consistia no contrabando de afegãos, “abordados em campos de refugiados ou noutros lugares onde requerentes de asilo se reúnem”. A rede facilitava o transporte e a acomodação ilegal dos migrantes, que pagavam entre mil a dois mil euros por "uma viagem perigosa em camiões", sem conhecimento dos motoristas. Há 21 detidos. 
Captura de ecrã 2021-10-06 153045.jpg



Publicado por Tovi às 07:44
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 3 de Setembro de 2021
Os dias seguintes no Afeganistão

  Lusa, 31ago2021 às 15h49
Aqui estão os cinco principais desafios que o novo regime afegão enfrenta.
1. Défice de confiança - Há uma suspeita generalizada entre a população urbana e educada sobre os Talibã e com boas razões. Muitos afegãos ainda se lembram do período 1996-2001, quando o movimento islamita estava no poder e aplicava uma leitura ultrarrigorosa da 'sharia', a lei islâmica. As mulheres não eram autorizadas a trabalhar e as escolas para raparigas foram fechadas, enquanto os opositores políticos foram executados e as minorias étnicas perseguidas. Vinte anos mais tarde, os Talibã dizem que pretendem prosseguir uma política diferente, inclusive em matéria de direitos da mulher. Prometeram também estabelecer um Governo inclusivo, entrando em contacto com o ex-Presidente Hamid Karzai. Enviaram também representantes para falar com a minoria predominantemente xiita Hazara, perseguida pelos Talibã nos anos 1990. Embora o regresso dos Talibã tenha sido acolhido com alívio em algumas zonas rurais do país, onde as pessoas querem, acima de tudo, acabar com a violência, muitos afegãos afirmaram querer primeiro ver as ações adotadas para depois fazer um julgamento. As mulheres permanecem em estado de alerta, na sua maioria enclausuradas em casa, um sinal da desconfiança generalizada. No vale de Panchir, a nordeste de Cabul, foi organizada uma verdadeira resistência em torno de Ahmad Massoud, filho do comandante Ahmed Shah Massou, assassinado em 2001 pela Al-Qaeda.
2. Desastre humanitário e económico - O Afeganistão é um dos países mais pobres do mundo. Após a queda do regime talibã, expulso do poder em 2001, a ajuda estrangeira inundou o país, representando, em 2020, mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas grande parte desta ajuda foi agora suspensa e os Talibã não têm acesso aos fundos do banco central afegão, a maioria dos quais está no estrangeiro. Washington já indicou que os Talibã não terão acesso aos bens e valores que estão no país, enquanto a Alemanha suspendeu a ajuda financeira total. Portanto, a situação poderá tornar-se num desastre, já que os Talibã terão de encontrar rapidamente dinheiro para pagar os salários dos funcionários públicos e assegurar que as infraestruturas vitais (água, eletricidade, comunicações) continuam a funcionar. As receitas atuais dos Talibã, que provêm principalmente de atividades criminosas, são estimadas pelas Nações Unidas entre 250 milhões e mais de 1,3 mil milhões de euros por ano. Um ganho financeiro que é visto como uma gota no oceano face às necessidades atuais do Afeganistão, segundo os especialistas. Neste contexto, a ONU alertou para uma "catástrofe humanitária" que poderá atingir duramente os afegãos neste inverno.
3. Fuga de cérebros - Para além da crise económica, os Talibã também terão de lidar com outra escassez, igualmente crítica e dramática: a de cérebros. Advogados, funcionários públicos, técnicos e muitos outros afegãos qualificados têm fugido do país em voos de retirada fretados por potências estrangeiras nas últimas semanas. Como sinal da sua preocupação, os Talibã instaram na semana passada os ocidentais a retirar apenas os estrangeiros e não os peritos afegãos, como por exemplo os engenheiros, necessários para a manutenção das infraestruturas do país.
4. Isolamento diplomático - Entre 1996 e 2001, o regime Talibã foi um pária na cena internacional. Desta vez, o movimento islamita parece inclinado a procurar um amplo reconhecimento no estrangeiro, embora a maioria dos países tenha suspendido ou encerrado as missões diplomáticas em Cabul. O grupo tem mantido contactos com várias potências regionais, incluindo Paquistão, Irão, Rússia, China e Qatar, mas nenhum deles reconheceu ainda a nova liderança em Cabul e os EUA advertiram que os Talibã terão "de conquistar" a sua legitimidade.
5. Ameaça terrorista - A tomada de controlo do país pelos Talibã não colocou um ponto final à ameaça terrorista, como ficou demonstrado pelo ataque de 26 de agosto, numa zona próxima do aeroporto de Cabul, reivindicado pela filial local do Estado Islâmico. O Estado Islâmico de Khorasan (ISPK), que segue uma linha sunita radical semelhante à dos Talibã, difere destes últimos em termos de teologia e estratégia. Como sinal da forte inimizade entre ambos, o Estado Islâmico qualificou os Talibã como apóstatas em vários comunicados e não os felicitou após a conquista de Cabul, em 15 de agosto. O desafio para os Talibã é, portanto, complexo: defender a população afegã do mesmo tipo de ataques que os seus próprios combatentes levam a cabo há anos no país.

 

  Al Jazeera, 31ago2021 às 18h15
O novo governo do Afeganistão será anunciado nos próximos dias.
Captura de ecrã 2021-08-31 211638.jpg

 

  Al Jazeera, 31ago2021 às 20h05
Querem uma apostinha como não tarda muito e a Índia reconhece oficialmente o governo Talibã no Afeganistão?... E se assim for quem “perde a corrida” é o Paquistão.

Captura de ecrã 2021-08-31 210902.jpg

Jorge De Freitas Monteiro - Nada é impossível por aquelas paragens mas a Índia foi dos países que mais apoiou a ocupação…
David Ribeiro - Eu também achei estranho os indianos serem os primeiros a fazerem reuniões com os Talibã, Jorge De Freitas Monteiro... mas é capaz de ser uma forma da Índia "passar a perna" ao Paquistão.

 

  Wakil Kohsar da AFP News Agency fotografou os membros da unidade das forças especiais Badri 313 dos Talibã a chegarem ao aeroporto de Cabul a 31 de agosto de 2021, depois da retirada total das tropas dos EUA.
239413035_4413262298711739_2875279702445157946_n.j

 

  AFP News Agency 
Cronologia dos principais acontecimentos no Afeganistão, desde a ocupação soviética até à derrota dos EUA.
240842617_4409902452381057_4284329022427036870_n.j

 

   Zabihullah Mujahid... o "Talibã 2.0".
“We want to build the future, and forget what happened in the past."
dd617b6b9106b65e74de353f3b64e732397a9442.jpg

 

   Al Jazeera, notícia de 08fev2021
E agora como estará o combate à pandemia no Afeganistão?
afeghan covid.jpg
  Situação da pandemia no Afeganistão (dados reportados à Organização Mundial da Saúde de 03jan2020 a 01set2021).
Afeganistão Covid-19 01set2021.jpg

 

   Reuters, 02set2021 às 16h06
O secretário de relações exteriores britânico, Dominic Raab, afirmou hoje, durante uma missão diplomática em Doha, que “a realidade é que não reconheceremos os Talibã em nenhum momento num futuro previsível, mas acho que há um espaço importante para engajamento e diálogo”.
doha.jpg

 

  Al Jazeera, 02set2021 às 19h57
A maior empresa de transferência de dinheiro do mundo vai retomar os seus serviços para o Afeganistão depois de ter suspendido a sua operação há duas semanas, quando os Talibã avançaram em Cabul.
Captura de ecrã 2021-09-02 205707.jpg

 

   JN, 02set2021 às 22h18
Militares portugueses partem para o Kosovo para cooperar com forças de outras nações, no campo Bechtel, um alojamento temporário para a operação de apoio aos cidadãos civis afegãos retirados de Cabul e que aguardam para serem recolocados em vários países de acolhimento.
Captura de ecrã 2021-09-02 224812.jpg



Publicado por Tovi às 07:24
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 26 de Agosto de 2021
O “negócio” dos opiáceos no Afeganistão

Captura de ecrã 2021-08-24 112023.jpg

A plantação da papoila no Afeganistão é de há muito uma produção de relevância e até hoje este país da Ásia Central continua a ser o maior fornecedor de opiáceos ilícitos do mundo, o que não deve mudar no futuro próximo com a retoma do poder pelos Talibã. A ONU estima que com este comércio de drogas só os rebeldes afegãos tenham lucrado mais de 400 milhões de dólares americanos entre 2018 e 2019, tendo em 2004 o Afeganistão sido o responsável por 86% do ópio usado em todo o mundo na produção de heroína. Outros grandes produtores são o Paquistão e a região do Triângulo Dourado (Birmânia, Tailândia, Vietname, Laos e a província de Yunnan, na China).

 

  
Captura de ecrã 2021-08-25 211349.jpgNesta quarta-feira (25ago2021), os presidentes da Rússia e da China discutiram sobre a posição dos seus países perante a situação atual do Afeganistão. Vladimir Putin e Xi Jinping estão dispostos a aumentar esforços na luta contra a ameaça terrorista e contra o tráfico de drogas no Afeganistão. Os dois líderes sublinharam a importância de ser estabelecida a paz no país em causa, bem como prevenir que sua instabilidade se propague para as regiões vizinhas. Xi Jinping, no entanto, reiterou que a China irá adotar uma posição de não-interferência, respeitando a independência e soberania do Afeganistão. O presidente russo mostrou estar de acordo, afirmando que está disposto a trabalhar com Pequim para impedir forças estrangeiras de interferir e destruir este país da Ásia Central.

O Primeiro-Ministro do Paquistão Imran Khan e o presidente russo Vladimir Putin também falaram no dia de ontem sobre o conflito do Afeganistão. Para Imran Khan um Afeganistão pacífico, seguro e estável é de vital importância para o Paquistão e para estabilidade regional.

 

   Lusa, 09h20 de 26ago2021
Na quarta-feira à noite os Estados Unidos, Reino Unido e Austrália apelaram aos cidadãos para saírem do aeroporto de Cabul devido a "ameaças terroristas", quando milhares de pessoas continuam a chegar ao aeroporto para tentar fugir do país. As pessoas que se encontram no aeroporto sobretudo "nas entradas leste e norte devem sair imediatamente", disse o Departamento de Estado norte-americano, citando "ameaças à segurança". A diplomacia australiana alertou para uma "ameaça muito elevada de ataque terrorista", enquanto Londres emitiu um aviso semelhante.

  
Captura de ecrã 2021-08-26 182406.jpgPoucas horas depois do aviso de ameaça terrorista emitido pelos EUA, Reino Unido e Austrália, duas explosões junto ao aeroporto de Cabul fizeram, pelo menos, 13 mortos, avança a imprensa internacional, que cita fontes talibã. Haverá mulheres e crianças entre as vítimas. A primeira explosão terá sido causada por um homem-bomba e a segunda ocorreu perto do Hotel Baron, em frente ao aeroporto e foi causada pela explosão de um carro. No centro das suspeitas acerca da autoria das explosões está o “Estado Islâmico - Província Khorasan” (Daesh-K), um braço da organização terrorista que está ativo no Afeganistão, e que se posiciona no terreno como um inimigo dos talibã. O jornal britânico “The Guardian” refere que o embaixador dos EUA em Cabul confidenciou a funcionários seus a existência de quatro norte-americanos mortos. O jornal “The Washington Post”, citado pela Lusa, refere que se trata de quatro fuzileiros norte-americanos.


O Pentágono acaba de confirmar, em conferência de imprensa, que pelo menos 12 militares dos EUA morreram - 11 fuzileiros dos Estados Unidos ('marines') e um médico da Marinha - esta quinta-feira, nos atentados suicidas que tiveram lugar junto ao Aeroporto de Cabul, no Afeganistão. Outros 15 militares norte-americanos ficaram feridos.

 
Segundo as últimas informações da equipa da Al Jazeera no Afeganistão, pelo menos 110 pessoas morreram nas duas explosões ocorridas no exterior do aeroporto de Cabul, incluindo 13 soldados dos EUA.

   Vejam quem é o grupo Estado Islâmico-Khorasan
Captura de ecrã 2021-08-27 140659.jpgO duplo atentado suicida junto do aeroporto de Cabul foi o primeiro golpe do grupo Estado Islâmico-Khorasan (EI-K) contra os Talibã, que assumiram o controle do Afeganistão em 15 de agosto. Khorasan é o nome da uma antiga região que englobava parte da Ásia Central e da Índia. O braço afegão do grupo Estado Islâmico nasceu quando o movimento era visado na Síria e no Iraque pela coligação ocidental liderada pelos Estados Unidos. É principalmente integrado por ex-membros talibã paquistaneses e afegãos e conseguiu recrutar facilmente jovens radicalizados do Afeganistão, que serviu de base durante anos para a rede Al-Qaeda e onde o grupo Estado Islâmico se enraizou, aproveitando-se do caos reinante. Com a nova geração de jihadistas, o EI-K ganhou ainda mais terreno. “Os dois grupos são sunitas, mas não têm a mesma agenda", afirmou Didier Billion, diretor-adjunto do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas francês (Iris), em entrevista ao jornal Le Parisien desta sexta-feira (27ago).



Publicado por Tovi às 07:31
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Janeiro 2026
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9


22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


Posts recentes

Zelensky encontrou-se com...

Sucessão de Zelensky + Ou...

Até à implementação de um...

Trump e Zelensky deverão ...

Negociações para um cessa...

Após a "trágica" reunião...

Será desta o fim da guerr...

Esta malta de Kiev não sã...

As guerras não são só tir...

Na guerra a primeira víti...

Portugal está em situação...

NATO, União Europeia e G7...

A segurança ao estilo Tal...

Os dias seguintes no Afeg...

O “negócio” dos opiáceos ...

Morreu Jorge Coelho

Últimas notícias de Cabo ...

Presidenciais - Voto ante...

Sessão de hoje da Assembl...

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus