"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 10 de Março de 2022
EUA travam entrega de caças MiG polacos à Ucrânia

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  Pois é!... De vez em quando, e já não é de hoje, o Governo da Polónia mija fora do penico (pardon my french).

  Os Estados Unidos rejeitaram a oferta da Polónia de enviar os seus caças MiG-29 para a Ucrânia através de uma base aérea dos EUA na Alemanha, dizendo que a proposta levanta “sérias preocupações” para toda a aliança da NATO. Varsóvia fez esta oferta surpresa na terça-feira [08mar2022] após repetidos apelos do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, por mais aviões de guerra para reabastecer a força aérea de seu país, que tenta desesperadamente defender-se das forças russas invasoras.

  A Alemanha não vai enviar aviões de guerra para a Ucrânia, disse o chanceler alemão Olaf Scholz no dia de ontem [09mar2022], em conferência de imprensa após um encontro com o primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau. "Fornecemos todo o tipo de materiais de defesa e enviámos armas de que vos falámos, mas também é verdade que temos de considerar muito cuidadosamente aquilo que fazemos em concreto e, definitivamente, aviões de guerra não são parte disso", disse o chanceler alemão. Scholz disse ainda que não vê sentido numa solução militar para o conflito na Ucrânia e disse esperar que pudesse ser encontrada uma solução em conversações entre Moscovo e Kiev.

  Os EUA justificaram por que motivo não se querem envolver no envio dos aviões de combate MiG-29 para a Ucrânia: "Não é a maneira mais eficaz de combater a agressão russa" e "escala a tensão com a NATO", justificam. O porta-voz do Pentágono, John Kirby, citado pelo Guardian, afirma que o secretário de Estado da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, tem estado em diálogo com o seu homólogo polaco e que lhe demonstrou que a América "não apoia a transferência de mais aeronaves de combate para a Força Aérea ucraniana e que por esse motivo os EUA não têm interesse em ficar com a custódia temporária" destes aviões. A Polónia estava disponível para enviar para os EUA os seus MiG-29, que por sua vez os fariam chegar às forças ucranianas. John Kirby enumerou os argumentos dos EUA para esta decisão: "Acreditamos que a melhor maneira de apoiar a Ucrânia é através do fornecimentos de armas de que necessitam para se defender da agressão russa, nomeadamente equipamento para destruição de blindados e de defesa aérea. Nós, a a par de outros países, continuamos a enviar equipamento deste tipo e sabemos que está a ser usado com grande eficácia. O lento avanço russo no norte é uma prova disso mesmo". Mais argumentos dos EUA: "Ainda que as capacidades aéreas russas sejam muito significativas, a sua eficácia tem sido limitada devido à estratégia operacional dos ucranianos, às armas táticas de defesa aérea e aos Manpads (arma de mísseis anti-aéreos que se utiliza suportando-a nos ombros)". E ainda: "A Força Áerea da Ucrânia tem vários esquadrões devidamente equipados. Acreditamos que reforçar estes esquadrões não terá um impacto significativo na eficácia da Força Aérea icraniana no combate às forças russas". Concluindo: "Por tudo isto acreditamos que a transferência dos MiG-29 não trará ganhos relevantes. E os nossos serviços de informação acreditam que o envio destas aeronaves pode provocar um reação do Kremlin que resulte numa escalada militar com a NATO. Entendemos também por isto que é um risco enviar os MiG-29. E acreditamos também que há formas alternativas mais eficazes de combate para as forças militares ucranianas. Continuaremos a propor isso mesmo".

 

  Rodrigo Sousa Castro, numa publicação de hoje na sua página do Facebook, lembrou-nos isto… e às vezes precisamos que nos lembrem a história recente da Europa.
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  Chico GouveiaEm 2015, Vasco Pulido Valente volta a falar neste assunto, seguindo, por outras palavras, este aviso de Soares. Muita culpa dos actuais dirigentes políticos europeus. A era dos grandes dirigentes, carismáticos, sensatos e sabedores, acabou. Ou melhor, já começara a declinar em 2008.
  Mário Soares, na Visão de 11set2008 - Observadores da política internacional reconhecem que o mundo está inquietante. O Afeganistão, em que a administração Bush envolveu a NATO – o que considerei um «precedente perigoso» –, está porventura pior do que antes. As forças armadas eram, então, compostas por americanos e ingleses. Hoje, a participação alargou-se, incluindo até um contingente português. No entanto, a situação militar, expulsos os talibans, não é melhor: os talibans comandam uma guerrilha terrível; a Al Qaeda – e Bin Laden – não só sobreviveu como está mais forte, algures no seu santuário.
O Paquistão, depois da renúncia do Presidente Musharraf, está em risco de mergulhar no caos. E o pior é que dispõe, esse sim, da bomba atómica...
Para o Ocidente, a situação no Afeganistão é mais grave do que a no Iraque. Apesar de o Iraque estar praticamente destruído, dividido, a braços com uma guerrilha infindável, entre sunitas, xiitas e curdos, fustigado pelo terrorismo da Al Qaeda ou associados e tenha deixado de ser, por longos anos – o que é péssimo – um Estado laico e tampão relativamente ao Irão.
No Iraque estão hoje quase só militares americanos e mercenários, numa situação que lembra o Vietname. Mais tarde ou mais cedo, serão obrigados a retirar as suas tropas. Enquanto o desastre do Afeganistão/Paquistão está a corroer e a desacreditar a NATO – o que do meu ponto de vista não tem grande importância, visto que hoje é uma organização que não faz sentido – e afectará gravemente os europeus, se os seus dirigentes não tiverem a coragem e a lucidez de retirarem de lá as suas tropas, quanto antes...
A NATO, QUE SE TORNOU um verdadeiro braço armado dos Estados Unidos, está a fazer também estragos noutras regiões do mundo. Refiro-me ao Cáucaso, às zonas do Cáspio e do mar Negro e aos países limítrofes da Rússia Ocidental. Estes quiseram logo entrar para a NATO, com a ilusão de que teriam mais garantias de segurança, sob o chapéu americano, do que na União Europeia...
E a NATO, cercando a Rússia e instalando na Polónia e na República Checa bases de mísseis, começa a ser uma ameaça para a Rússia, que a pode tornar agressiva. Um perigo!
O vice-presidente Dick Cheney, em fim do mandato, fez uma recente visita, altamente desestabilizadora, para dar, em nome da NATO, apoio à Geórgia. Mas, felizmente, ficou tudo em retórica inconsequente. Após a provocação do Presidente da Geórgia – e da guerra –, os russos reagiram e os europeus procuraram pacificar a situação. Ainda bem. Se a guerra não acabasse, os europeus seriam os primeiros a ser atingidos, com o corte do petróleo e do gás; e pior: entrariam numa fase com grandes riscos para a paz na Região. Putin não é Hitler e não ressuscitemos a «guerra fria»...
CHENEY FOI À UCRÂNIA, onde tentou também dividir os dirigentes políticos, estimulando a primeira-ministra, Iúlia Timoshenko, anti-russa, contra o Presidente, Victor Yushchenko, mais apaziguador. Tudo em nome da NATO. Isto é: a NATO, criada como organização defensiva, no início da «guerra fria», está a tornar-se, por pressão dos neo-cons americanos, uma ameaça à paz. Cuidado União Europeia! Moratinos, o ministro espanhol dos Estrangeiros, bem advertiu, numa entrevista ao El País: «A Rússia actual não é a soviética, mas também não é a de Ieltsin. Devemos evitar que nos imponha uma agenda do tempo da guerra fria.» E eu acrescento: não ameaçar a Rússia, negociar, com firmeza, com ela.
Enquanto isto, a ONU esteve estranhamente ausente e silenciosa.
Que diferença entre este secretário-geral, Ban Ki-moon, um homem, até agora, apagado e quase invisível, mais burocrata do que político, e o seu antecessor, o saudoso, prudente e corajoso Kofi Annan... A ONU vai ter de se reestruturar e democratizar, após as eleições americanas, para desempenhar o seu tão decisivo papel na construção de uma nova ordem internacional e da paz, neste nosso novo século tão conturbado.
  Chico Gouveia - Que fique claro que isto não desresponsabiliza nem justifica a agressão bárbara de Putin. Porque chegados aqui, só há duas trincheiras: a dos que estão ao lado da Ucrânia e a dos que estão ao lado de Putin. Este texto de Soares é, acima de tudo, um libelo acusatório contra a mediocridade dos actuais lideres europeus, e mundiais, de cuja obrigação é saberem prever as catástrofes, evitando-as com negociações. E uma negociação só é eficaz se as resoluções forem boas para ambas as partes. É perante esta mediocridade e conhecimento da fraqueza europeia, que Putin avança. Com autorização da China, acrescente-se. Com uma Europa forte, e só pode ser forte com lideres fortes, não se atreveria. Hoje ficou demonstrado que Putin não quer negociar. Quer arrasar a Ucrânia, obrigada à saída do maior número possível de ucranianos, dizimar os opositores e o exército ucraniano, e anexar o país. Todo. Chegado aqui, não parará. Os imperialistas nunca param. Aliás, ele sabe que já não pode parar e, muito menos, recuar. Irá sempre em frente. A História encarregar-se-á de o parar. O problema é que o tempo da História é insondável. Pelo menos, devemos-lhe o favor de unir e de pôr algum juízo no mundo ocidental. Algo que ele nunca suspeitaria de fazer. E, a bem de todos, era bom que a História resolvesse dar um salto, e passar de imediato para a cena do: - até tu, Brutus?

 

  A invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin já deixou um número enorme de mortes e feridos difícil de calcular de forma independente. Neste tipo de conflitos, em que é mínima a presença no terreno de entidades credíveis e independentes, as informações são novas e contraditórias a toda a hora. Mas, como é uso dizer-se, UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS.
(Estas imagens foram encontradas aleatoriamente na NET)
Captura de ecrã 2022-03-10 101645.jpg

 


275614159_10223595887823277_6976357499481531859_n.Já terminou a reunião de hoje na Turquia entre russos e ucranianos, mas não parece ter havido grandes avanços para um cessar-fogo.
Declarações aos jornalistas:
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmou que Sergey Lavrov "não se comprometeu" com um corredor humanitário em Mariupol e que não se registaram avanços quanto a um eventual cessar-fogo. Dmytro Kuleba avança também que a reunião foi "fácil e difícil". "Foi fácil porque Sergey Lavrov seguiu a sua retórica tradicional, e foi difícil porque dei o meu melhor", avançou. O ministro ucraniano mostrou-se disponível para continuar o diálogo, com vista a parar com a guerra, e diz estar preparado para mais encontros com este formato. "Não conseguimos parar a guerra se o lado agressor não o deseja fazer", acrescentou Kuleba.



Publicado por Tovi às 07:42
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2020
Faz hoje 45 anos...

...que acabou a brincadeira, também conhecida por PREC   
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   DN de 25nov1975
Quando esta 2ª edição do DN saiu, já o PREC estava moribundo.
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   Mário Soares em "Um político assume-se"

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“O 25 de Novembro de 1975 foi extremamente importante para Portugal. Foi o virar de uma página, que podia ter sido trágica, e a restituição da Revolução de Abril à sua pureza inicial: a democracia pluralista de tipo ocidental, num Estado de Direito, civilista, respeitador dos Direitos Humanos e com uma dimensão social, marcada pela igualdade de oportunidades.” (Mário Soares em “Um político assume-se” - 2011)



Publicado por Tovi às 10:59
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Sábado, 25 de Novembro de 2017
Faz hoje 42 anos… lembram-se?

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Não há dúvida… somos um Povo de lágrima fácil

 

   Comentários no Facebook

«Duarte Nuno Correia» - n'O Insurgente - Alguns poderão estar esquecidos, outros nunca terão ouvido, outros estarão equivocados e alguns terão escutado uma versão deturpada ou selectiva da coisa. Mas quando Jaime Neves e os restantes comandos impedem o golpe dos pára-quedistas de Tancos, impedem não apenas um golpe militar, mas o golpe militar da extrema-esquerda que visava garantir que Portugal passava de uma ditadura de direita para uma ditadura de esquerda, comunista e à boa moda soviética, isto assumindo que os arrufos entre estalinistas e maoístas se resolviam. Isto foi no dia 25 de Novembro de 1975. O 25 de Abril sem o 25 de Novembro teria sido uma mera mudança de cores de camisola. É, portanto, uma data tão alusiva à democracia como é o 25 de Abril, e, como tal, merece ser recordada, celebrada, felicitada, festejada. Um dos partidos que mais fez pela consolidação do 25 de Novembro foi precisamente o PS de Mário Soares. Que o Bloco de Esquerda, que mais não é do que a agremiação da UDP e do PSR, radicais que buscavam essa ditadura comunista, e o PCP, que, bom, é o PCP, não celebrem o 25 de Novembro parece-me coerente. Afinal, o sonho de uma ditadura comunista foi gorado. Que o PS alinhe no circo é que é absolutamente inaceitável. Uma vergonha.

«David Ribeiro» - O Mário Soares deve estar aos saltos no caixão.



Publicado por Tovi às 11:09
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2017
Funeral de Mário Soares com honras de Estado

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O corpo do antigo Presidente da República Mário Soares esteve desde segunda-feira em câmara ardente na Sala dos Azulejos do Mosteiro dos Jerónimos. O cortejo fúnebre saiu ontem da residência de Mário Soares, no Campo Grande, com destino à Câmara Municipal de Lisboa, continuando depois em armão com escolta a cavalo da Guarda Nacional Republicanaa até ao Mosteiro dos Jerónimos. Hoje, após um uma sessão de homenagem no Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, o corpo de Mário Soares saiu com destino ao Cemitério dos Prazeres. Ao longo do cortejo, realizaram-se breves paragens em frente ao Palácio de Belém, à Assembleia da República, Fundação Mário Soares e à sede do Partido Socialista, no largo do Rato. O funeral, precedido de honras fúnebres, teve lugar a partir das 15h30 no cemitério dos Prazeres, onde está também sepultada a mulher, Maria de Jesus Barroso. No dia de amanhã a Assembleia da República realiza, a partir das 15h00, uma sessão evocativa da vida do antigo Presidente da República, ato decidido por unanimidade em conferência de líderes parlamentares.

 

Retrato_oficial_do_Presidente_Mário_Soares_(1992)Retrato oficial do Presidente Mário Soares (1992) por Júlio Pomar - Museu da Presidência da República

Mário Soares, de seu nome completo Mário Alberto Nobre Lopes Soares, nasceu em Lisboa, em 7 de Dezembro de 1924, filho de João Lopes Soares, professor, pedagogo e político da Iª República, e de Elisa Nobre Soares. Casou com Maria de Jesus Simões Barroso Soares em 1949, falecida em 7 de julho de 2015. Tiveram dois filhos, Isabel Soares, psicóloga e directora do Colégio Moderno, e João Soares, advogado e deputado à Assembleia da República, e cinco netos - Inês, Mafalda, Mário, Jonas e Lilah.

Actividade Profissional - Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1951, e em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1957. Foi professor do ensino secundário (particular) e director do Colégio Moderno, fundado por seu pai. Exerceu a advocacia durante muitos anos e, quando do seu exílio em França, foi "Chargé de Cours" nas Universidades de Vincennes (Paris VIII) e da Sorbonne (Paris IV), tendo sido igualmente professor associado na Faculdade de Letras da Universidade da Alta Bretanha (Rennes) - Universidade de que é doutor "Honoris Causa".

Actividade Política contra a Ditadura - Desde os tempos de estudante universitário foi um activo resistente à ditadura. Iniciou então um longo e persistente combate que o levou a estar presente e activo na organização da oposição democrática ao salazarismo. Pertenceu ao MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista), em Maio de 1943, e, depois, foi membro da Comissão Central do MUD (Movimento de Unidade Democrática), sob a presidência do Prof. Mário de Azevedo Gomes (1946), tendo sido fundador do MUD Juvenil e membro da primeira Comissão Central. Foi Secretário da Comissão Central da Candidatura do General Norton de Matos à Presidência da República, em 1949. Integrou o Directório Democrático-Social (1955), dirigido por António Sérgio, Jaime Cortesão e Azevedo Gomes e, em 1958, pertenceu à Comissão da Candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República. Como advogado defensor de presos políticos participou em numerosos julgamentos, realizados em condições dramáticas, no Tribunal Plenário e no Tribunal Militar Especial. Representou a família do General Humberto Delgado na investigação do assassinato daquele antigo candidato à Presidência da República, tendo contribuído decisivamente para desvendar as circunstâncias e denunciar as responsabilidades nesse crime cometido pela polícia política de Salazar (PIDE). Foi membro da Resistência Republicana e Socialista, na década de 50, redactor e signatário do Programa para a Democratização da República em 1961, tendo sido candidato a deputado pela Oposição Democrática em 1965 e pela CEUD, em 1969. Em resultado da sua actividade política contra a ditadura foi 12 vezes preso pela PIDE (cumprindo um total de quase 3 anos de cadeia), deportado sem julgamento para a ilha de S. Tomé (África) em 1968 e, em 1970, forçado ao exílio em França. Em 1973, no Congresso realizado em BadMünstereifel, na Alemanha, a Acção Socialista Portuguesa, que fundara em 1964, transformou-se em Partido Socialista, do qual Mário Soares foi eleito Secretário-Geral e sucessivamente reeleito no cargo ao longo de quase treze anos.

Actividade Política após o 25 de Abril - Em 25 de Abril de 1974, Mário Soares estava no exílio em França, de onde regressou a Portugal no dia 28, tendo chegado a Lisboa no depois chamado "combóio da liberdade". Passados poucos dias, foi enviado pela Junta de Salvação Nacional às capitais europeias para obter o reconhecimento diplomático do novo regime democrático. Participou nos I, II e III Governos Provisórios, como Ministro dos Negócios Estrangeiros, e no IV, como Ministro sem Pasta, de que se demitiu em protesto pelo chamado "caso República" e pela crescente tentativa de perversão totalitária da revolução, abrindo-se assim a crise governamental que levou à queda desse Governo e, depois, à contestação ao V Governo Provisório e à demissão de Vasco Gonçalves, período que ficou conhecido por "verão quente" (1975), em que tiveram lugar o célebre comício da Fonte Luminosa, ao qual acorreram muitas centenas de milhares de pessoas em protesto contra a ameaça de uma nova Ditadura, e, mais tarde, o "25 de Novembro", movimento militar que repôs o espírito original e democrático da Revolução de Abril.  Como Secretário-Geral do PS participou em todas as campanhas eleitorais, tendo sido deputado por Lisboa em todas as legislaturas, até 1986. Em consequência da vitória do PS nas primeiras eleições legislativas realizadas em 1976, foi nomeado Primeiro-Ministro do I Governo Constitucional (1976-77), tendo também presidido ao II (1978). Neste período, foi necessário enfrentar e resolver uma situação de quase ruptura financeira e de paralisia das actividades económicas do país, ultrapassada mediante a aplicação de um programa de estabilização e rigor, negociado com o FMI, graças ao qual foi possível celebrar um "grande empréstimo" e voltar a pôr a economia a funcionar. Foi ainda durante o I Governo Constitucional que se procedeu à integração, com pleno êxito, de quase um milhão de portugueses retornados das ex-colónias. Durante 1976 e 1977 foram também aprovadas as primeiras leis que deram forma ao novo Estado de Direito (código civil, lei da delimitação dos sectores, lei de bases da reforma agrária, etc.) e começaram a funcionar, com regularidade, os mecanismos institucionais previstos na Constituição de 1976. Rompido que foi, por denúncia unilateral do CDS, o acordo político de incidência governamental em que assentava o II Governo Constitucional e demitido o Executivo pelo então Presidente da República, general Ramalho Eanes, Mário Soares liderou a oposição entre 1978 e 1983, tendo sido durante esse período viabilizada a primeira revisão da Constituição da República, na qual se empenhou fortemente. Esta revisão constitucional eliminou finalmente a tutela político-militar do Conselho da Revolução, que vinha dos primeiros tempos da Revolução, e consagrou o carácter civilista, pluripartidário e de tipo ocidental do regime. Foi então criado o Conselho de Estado, para o qual Mário Soares foi eleito pelo Parlamento. Após nova dissolução da Assembleia da República, ocorrida em 1983, e na sequência das eleições legislativas que voltaram a dar a vitória ao PS, foi nomeado Primeiro-Ministro do IX Governo Constitucional, com base numa coligação partidária PS/PSD (1983-85). Este Governo viu-se confrontado também com uma dramática situação financeira e uma crise generalizada, que o levaram a pôr em prática um novo plano de emergência e recuperação que restabeleceu os equilíbrios financeiros externos. Coube ainda ao IX Governo Constitucional ultimar o processo de adesão de Portugal à CEE, conduzir as últimas negociações e assinar o Tratado de Adesão, em Junho de 1985. Apesar de o PS ter perdido as eleições de Outubro de 1985, realizadas por força de nova dissolução da Assembleia da República, em consequência do rompimento, pelo PSD, da coligação PS/PSD, Mário Soares candidatou-se às eleições presidenciais, previstas para Janeiro de 1986. Teve o apoio de independentes e do PS (na 1ª volta) e de toda a esquerda (na 2ª volta), tendo sido eleito em 16 de Fevereiro, por cinco anos. Foi o primeiro Presidente civil eleito directamente pelo povo, na história portuguesa. Renunciou então aos seus cargos de Secretário-Geral do PS e de deputado, tendo tomado posse e prestado juramento no dia 9 de Março de 1986. Em 13 de Janeiro de 1991 foi reeleito Presidente da República, logo à 1ª volta, tendo obtido a maior votação de sempre para esse cargo: 3 460 381 votos (70,40% dos votos validamente expressos), tendo terminado o seu segundo mandato em 9 de Março de 1996. Tornou-se membro do Conselho de Estado em 1996, por inerência. Em 1999 foi eleito Deputado ao Parlamento Europeu, tendo cumprido toda a legislatura (1999-2004). Em 2006 concorreu, de novo, a Presidente da República, pelo PS, tendo perdido as eleições para Aníbal Cavaco Silva, entretanto reeleito para um segundo mandato.



Publicado por Tovi às 20:32
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Sábado, 7 de Janeiro de 2017
Morreu Mário Soares

Requiescat In Pace

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No dia da morte de Mário Soares [7Dez1924 – 7Jan2017] é de elementar justiça recordarmos a sua a dimensão intelectual, política e cívica, sem dúvida um das personagens portuguesas que mais marcou o pós-25 de Abril. Vi-o e ouvi-o ao vivo e a cores pela primeira vez no enorme comício do Estádio das Antas, no Porto, em Julho de 1975, em pleno “Verão Quente”, quando lutávamos contra o Gonçalvismo e tentávamos criar definitivamente um Portugal democrático e pluripartidário.

 

  Testemunho do Presidente da Câmara Municipal do Porto

Mário Soares morreu.
Morreu um grande lutador pela liberdade, que se confundia com a nossa democracia constitucional, que lutou contra todos os totalitarismos.
Um político raro, que respeitava a opinião dos outros, mesmo quando deles discordava, ou quando os outros discordavam dele.
Um homem culto, sempre interessado por tudo que o rodeava.
Um democrata valente e irredutível, um europeu convicto.
Uma pessoa feliz, num país tantas vezes triste, que fez amigos entre correligionários e adversários.
O Porto, cidade da liberdade, associa-se ao luto nacional.
Rui Moreira

 

  Outros testemunhos

Marcelo Rebelo de Sousa: “Vamos vencer o combate da imortalidade do seu legado”.
Cavaco Silva: “Portugal perdeu um dos seus maiores políticos do século XX”.
António Guterres: “Figurará como um homem livre que quis que todos nós vivêssemos em liberdade”.
António Costa: “Devemos-lhe muito”.
Ferro Rodrigues: “Todos tivemos Soares como um herói”.
José Sócrates: “Mário Soares fez a sua carreira política com base na sua convicção e na coragem”.
Passos Coelho: “Um grande democrata que combateu pelas suas ideias”.
Freitas do Amaral: “Claro que há muitas diferenças, mas muita coisa que nos une”.
Francisco Louçã: “Foi sempre muito corajoso e determinado”.
Catarina Martins: “O homem que mandou a idade e o conforto às malvas”.
François Hollande: “França perde um amigo de sempre”.
Jean-Claude Juncker: “Portugal e a Europa perdem um pouco de si”.
Jack Lang: “A voz quente de um socialismo humano”.

 

  Comentários no Facebook

«José Paulo Matos» - Goste-se ou odeie-se, fica na memória a imagem de um lutador indomável, um defensor de ideais, de princípios e valores, um timoneiro da política do séc. XX. Respeite-se a sua memória,...

«Jovita Fonseca» - Um marco na História de Portugal. A ele devemos a democracia, o conceito de liberdade. É pena que ao longo destas décadas este conceito fosse distorcido! Assim se compreende tantas atitudes antidemocráticas... incluindo os tristes comentários à morte desta figura política.

«Jose Bandeira»O simples facto de ninguém ficar indiferente à sua morte prova que foi uma figura que tocou a todos. Evidentemente que o admiro por todas as qualidades que são referidas nas palavras de ocasião das manifestações públicas; não fica com lugar reservado no meu coração pelo facto de não ter tido a coragem de lutar por uma verdadeira democracia; deixando os cidadãos à margem do poder, ter pactuado com uma república comandada por um punhado de gente de baixa qualidade e muita ambição pessoal. Aí, considero-me traído. Mas não lhe nego uma virtude: a determinação.

«Jose Riobom» - Estar em desacordo político com MS estive muitas vezes... depois de ter estado ao lado dele nos anos conturbados de 74 e 75. Depois disso nunca mais fui com a figura, e disse-lho pessoalmente olhos nos olhos, cara a cara numa madrugada trincando um prego e bebendo uma cerveja num café na R.da Alegria debaixo da Cooperativa dos Pedreiros onde ele se encontrava rodeado de alguns dos capangas desta cidade. Depois durante todos os anos em que esteve no poder e até que caiu doente publicamente disse do pior do sujeito. Agora está morto... e eu calo-me. Calo-me pelo respeito que os mortos e as suas familias me merecem. Calo-me porque ele já cá não está para se defender das minhas palavras e opiniões. Nada tem a ver com o politicamente correcto...




Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2016
Mário Soares faz hoje noventa e dois anos

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Os jornais, as rádios e as televisões nada disseram… Nem os socialistas se “alembraram” da data… É a vida, como dizia o outro.



Publicado por Tovi às 16:02
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016
Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira

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Porque é que a Regionalização foi institucionalizada unicamente nos Açores e na Madeira?... As Regiões Administrativas dos Açores e da Madeira foram criadas porque o Terreiro do Paço tinha medo de um grupo separatista chamado FLA (Frente de Libertação dos Açores) e de um outro semelhante que era a Frente de Libertação da Madeira - FLAMA. Estávamos num período quente da nossa jovem democracia e estes grupos tinham entabulado relações com os Estados Unidos, dizendo que se em Portugal prevalecesse a esquerda e se a bandeira vermelha do PC flutuasse sobre Lisboa, proclamariam a independência dos Açores e da Madeira. E assim Mário Soares e o Partido Socialista acederam a cumprir a Constituição… esquecendo-se no entanto do “Portugal Continental”. Em 1997-98 voltaram a lembrar-se do que tinham escrito na Lei Fundamental do País e os estados-maiores do PSD e do PS da altura – Marcelo Rebelo de Sousa e António Guterres - cozinharam as coisas no sentido de que a regionalização só se podia fazer se houvesse um referendo. E assim foi introduzido um aborto na Constituição – uma Constituição que nunca foi referendada passa a ter uma parte que tem de ser referendada.



Publicado por Tovi às 10:04
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Sábado, 10 de Outubro de 2015
Dicotomia Esquerda vs Direita

A diferença entre esquerda e direita não é de género, é de estilo ou de eficácia.

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“Em abono da verdade, sublinhe-se que muitos dos valores que a chamada esquerda continua a reivindicar como fazendo parte da sua identidade própria formam hoje um substrato comum a todos os grandes partidos. Acreditar no progresso e na possibilidade de transformar o mundo para melhor, reparar as injustiças e desigualdades humanas, a liberdade, a solidariedade, a igualdade de oportunidades, a justiça social, o laicismo do Estado, a concertação social, as conquistas básicas do movimento sindical, a defesa do ambiente e dos equilíbrios ecológicos, a previdência social, a luta em favor dos excluídos, a democracia representativa e a participação directa dos cidadãos na vida política, o direito à diferença, a liberdade sexual, a defesa dos direitos das minorias, o estímulo ao associativismo – tudo isto e mais qualquer coisa pode ser encontrado nos textos programáticos e na acção política dos partidos de todos os quadrantes do espectro ideológico das sociedades ocidentais.” [Rui Valada, “Ser de esquerda, ontem (carta aberta a Mário Soares)” – Ago2002]



Publicado por Tovi às 07:32
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Terça-feira, 7 de Julho de 2015
Morreu Maria Barroso

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Requiescat In Pace

Maria de Jesus Simões Barroso Soares não foi só “a mulher de Mário Soares” tendo em determinas épocas mantido até uma grande independência a nível político para com o seu marido, como foi na fundação do Partido Socialista em que votou contra Mário Soares e quando este foi Presidente da República irritou-o ao defender o sentido da família nos países de língua portuguesa, nomeadamente em 1995 quando presidiu à abertura do ciclo de realizações do Ano Internacional de Luta contra o racismo, a xenofobia, o anti-semitismo e a exclusão social. Teve um trabalho meritório quando presidiu à Cruz Vermelha e contribui para a ascensão do Colégio Moderno ao top dos colégios de elite em Portugal quando assumiu a sua direcção, a partir de determinada altura, dividida com a filha Isabel Soares. Maria Barroso fez o curso de Arte Dramática no Conservatório Nacional, ao mesmo tempo que cursou História e Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa, tendo posteriormente ingressado no Teatro Nacional na companhia de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro, sendo na época considerada uma das melhores actrizes da sua geração. No cinema entrou em vários filmes de Paulo Rocha e de Manoel de Oliveira.



Publicado por Tovi às 09:44
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Sábado, 13 de Abril de 2013
Falta de reacção à crise

Cuidado!... Em qualquer canto pode aparecer um Buíça.
{#emotions_dlg.chat} Wikipédia - Manuel Buíça, de seu nome completo Manuel dos Reis da Silva Buíça (Bouçoães, 30 de dezembro de 1876 — Lisboa, 1 de fevereiro de 1908) foi o regicida que, efectivamente, alvejou de forma mortal D. Carlos I e o Príncipe Real D. Luís Filipe.

 Jornal i de hoje


«Luis Gorjão Henriques» no Facebook>> O gajo que pisou a Bandeira Nacional tem grande moral para falar, e bastante esclerose. Os "pacotes laborais" do FMI näo derivam do tempo dele? »

«Pedro Aroso» no Facebook >> O Sr. Soares está a precisar de ser urgentemente internado num hospital psiquiátrico.

«Luís Paiva» no Facbook >> Pois!... Ex-Combatente tenta agredir Mário Soares em Barcelos - TVI (em Dez2005)

«David Ribeiro» no Facebook >> Obviamente que não tenho procuração do Marocas para vir aqui defender o que ele disse nesta entrevista ao “Jornal i”, mas para mim, muito mais importante que o título bombástico - Por muito menos que isto foi morto o rei D. Carlos – é o que este antigo Presidente da República Portuguesa no diz sobre estes últimos tempos em Portugal. Ver aqui a entrevista completa.

«Jorge De Freitas Monteiro» no Facebook >> Exacto, excelente entrevista. O destaque dado ao aparte sobre o Bragança prejudica a atenção que a entrevista merece.

«Vitor Ferreira» no Facebook >> Ainda alguém ouve esse velho?!! Abre os olhos Portugal!!

«Joaquim Leal» no Facebook >> Alguém leva nos dias de hoje este homem a sério?

«Mario Jeronimo» no Facebook >> Só diz... MERDA ...dado que o cabrão não morre (se fosse um gajo porreiro... já tinha ido) não haverá um Buiça que lhe dê um tiro nos cornos???? aceitam-se candidatos.




Terça-feira, 10 de Abril de 2012
Mário Soares e Sá Carneiro

Velhos tempos, em que era possível ver a "esquerda" a conversar na maior civilidade com a "direita".

{#emotions_dlg.meeting} [Foto de Rui Ochôa / Expresso] - Com as legislativas de 1976, a condução da vida do país passa cada vez mais pela Assembleia da República. A negociação entre líderes partidários (na fotografia, Francisco Sá Carneiro e Mário Soares) será uma bússola dos anos vindouros. Na primeira fila da bancada do CDS estão sentados (da esquerda para a direita) Lucas Pires, Rui Pena, Freitas do Amaral e Narana Coissoró. Um quarteto de luxo! Mas a qualidade dos deputados era pedra angular de todas as bancadas.


«Luís Lopes» in Facebook >> Bons tempos!

«Maria João Pereira» in Facebook >> Bons tempos para quem? Para Sá Carneiro ou para os seus executantes??? Não tenhamos memória curta.

«Joaquim Leal» in Facebook >> Deixe estar Maria João Pereira que os herdeiros dos Só_ares também sairam boas prendas. Olhe, o Trócastes então, bateu todos os recordes.

«Sérgio Ribeiro» in Facebook >> Acabei de ler a biografia daquele que era um candidato a ditador à uns dias. Foi um tempo em que duas linhas de condução do PPD se degladiavam em vésperas do seu primeiro congresso. Francisco Sá Carneiro estava fragilizado primeiro com o caso Palma Carlos que ele apoiava e depois com a tentativa desesperada da manifestação da "maioria silenciosa" e o seu apoio a Spinola. Sá Carneiro presidia ao PPD mas era Sá Borges que dominava o aparelho e nesse congresso obrigou Sá Carneiro a "fazer" uma inflecção à "esquerda" (cruzes canhoto) ao afirmar nesse congresso que queria ver o PPD filiado na internacional socialista, foram feitos apelos à construção duma sociedade socialista, críticas aos vícios do sistema capitalista, pedidos de socialização dos meios de produção, declaração de apoio a um sistema de planificação da economia, e foram dadas explicações sobre a inevitailidade de uma política de nacionalizações. todas estas medidas passaram a faze parte do programa do PPD. Quem pode acreditar nesta gente?

«Joaquim Leal» in Facebook >> eh eh eh memória de elefante. Conseguiste escrever isso tudo e só tiveste um engasgo ;)   Estavas tão bem e tinhas logo que cometer uma "gafe". Melhor seja eu a alertar do que a "nossa" Eduarda. O "à" é temporal e por isso é precedido por um "h". 10 réguadas á moda do Botas! eh eh eh

«Sérgio Ribeiro» in Facebook >> Obrigado meu caro Xô procedi à rectificação de inumeras faltas mas quanto ao "à" estão muito bem assim. Se a Eduarda aparecer as reguadas são para ti.



Publicado por Tovi às 07:04
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Sábado, 13 de Março de 2010
Programa de Estabilidade e Crescimento #6

Mário Soares tem toda a razão quando diz que "o principal esforço para o equilíbrio do sistema está nestes três pontos (combate ao desemprego, pobreza e desigualdades socais) e só depois no endividamento externo e no défice".

 [publico.pt] - O ex-Presidente da República Mário Soares criticou hoje as privatizações de grandes empresas, previstas no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), e defendeu que o Governo devia concentrar atenções no combate ao desemprego, à pobreza e às desigualdades sociais.


«Fernando Duarte» in Facebook ► o quê, o Mário Soares ainda é vivo??? ninguém me diz nada...

«Jose Antonio Salcedo» in Facebook ► Não concordo com Mário Soares. Aliás, sou de opinião que Mário Soares em muito contribuiu para o actual estado das contas públicas e da falta de qualificação real dos portugueses.



Publicado por Tovi às 21:40
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Sócrates é fixe!...

 (Foto de JS Porto) 

Perante milhares de apoiantes e militantes do Partido Socialista, Mário Soares passou a José Sócrates o testemunho do slogan “Soares é fixe” gritando ontem à tarde no comício da Praça D. João I no Porto: Sócrates é fixe!



Publicado por Tovi às 17:40
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Domingo, 20 de Setembro de 2009
Comício do PS no Porto

Comício do Partido Socialista

18H00 - Praça D. João I no Porto

com José Sócrates e Mário Soares

No meu mais de meio século de vida este será o segundo comício do PS em que estarei presente (o primeiro e até agora único, foi o do Estádio das Antas em Julho de 1975)... E se no "Verão Quente de 75" tivemos que derrotar a esquerda (personalizada por Vasco Gonçalves) agora temos que vencar a direita de Manuela Ferreira Leite.

«Filipe Joao Dantas Neves» in Facebook ► O sinal de uma Vitória é dado logo há tarde na Praça D. JOÃO I. Vamos todos comparecer no COMÍCIO do PS. Com Alberto Martins, Mário Soares e JOSÉ SÓCRATES. O comício começa às 18 horas. Vamos todos fazer com que este comício fique na nossa memória. Vamos ...fazer que este comício seja o maior de Portugal. O PS partiu do Porto pra uma vitória com a maioria.

Lá estarei na Praça D. João I para comemorar a vitória do socialismo democrático sobre a falta de alternativas da direita... É tempo de dizer que cá na Cidade Inbicta (sim, nós trocamos o vês pelos bês) o Povo quer Trabalho / Justiça Social / Progresso... um País melhor e mais moderno.



Publicado por Tovi às 07:37
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