"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 15 de Maio de 2015
Simulacro Anémona 2015

Simulacro Anémona 2015 c.jpg

Decorreu ontem o Simulacro Anémona 2015, um exercício de combate à poluição no mar, com acções na monobóia da Galp Energia, ao largo de Leixões, no porto de Leixões e praias de Matosinhos. Neste exercício simulou-se a contenção e a recolha de 750m3 de petróleo bruto tipo Sarir, derramado na sequência de uma falha estrutural no sistema de descarga do navio que fazia a trasfega através da monobóia, a limpeza de praia e do porto. Cerca de 420 pessoas estiveram directamente envolvidas na acção, com o apoio de navios e lanchas de combate à poluição do mar, meios aéreos para identificação e seguimento do poluente, recuperadores, barreiras, tanques portáteis, equipamento ligeiro de limpeza de praias, viaturas pesadas e ligeiras, tractores e equipamento de protecção individual.



Publicado por Tovi às 08:11
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013
O nosso futuro está no Mar

Nos anos de 1500 viramo-nos para o mar e as coisas não nos correram mal, tendo até Portugal atingido o estatuto de primeira potência global. Quando o dinheiro das Índias e do Brasil já não dava para mandar cantar um cego, lá voltamos a ser um pobre país periférico habitado por gente que, diziam eles, “não se governa nem se deixa governar”. Não terá sido assim tão linear o passado recente de Portugal, mas que o MAR terá que ser novamente o nosso futuro, disso não tenho dúvidas, até porque sempre que nos viramos exclusivamente para a Europa as coisas não nos correram bem. As pescas e as indústrias ligadas às actividades piscatórias, os transportes marítimos, a biotecnologia ligada à indústria farmacêutica, riquezas minerais como os sulfuretos polimetálicos, as crostas de cobalto e cádmio, o gás natural e até o petróleo, têm que ser o nosso futuro, pelo que é urgente passar da soberania efectiva para a sua exploração. Haja quem avance com estes projectos e se não tivermos técnicos capazes para esta tarefa, vamos por esse Mundo fora á procura deles e pagamos-lhes o justo valor daquilo que nos venham ensinar e por em prática. É isto, no meu entender, aquilo que teremos de fazer para não continuarmos a ser os coitadinhos da Europa.


«Albertino Amaral» no Facebook >> Este bem escrito texto, define exactamente a nossa realidade para o futuro. Não tenhamos dúvidas..!

«Conservas Nero» no Facebook >> Será que há interesses que nos impeçam de explorarmos devidamente o nosso mar? porque é que não acordamos para esta realidade de aumentar substancialmente o nosso PIB e acabar com o desemprego? continuar a exportar gente qualificada e que gastou recursos financeiros é a solução?

«António Alves» no Facebook >> Quanto às potencialidades dos recursos marítimos portugueses concordo. Da interpretação histórica discordo. Em 1500 não nos "viramos para o mar". Isso é retórica hagiográfica. Procuramos um caminho que contornasse o mediterrâneo e a rota da seda para beneficiarmos do papel de intermediário do comércio entre o Oriente e a Europa das cortes absolutistas em ascendência. Esse objectivo foi conseguido mas foi sol de pouca dura. Por escassez de meios, principalmente humanos, e por reacção doutras potências - Inglaterra e Holanda principalmente, cujos meios humanos e económicos eram superiores visto que já dispunham de sociedades em claro rumo capitalista com marinhas e companhias comerciais muito mais eficientes - a nossa preponderância durou pouco mais de 100 anos. Em 1580 já estávamos fora de circulação. Além de que esses acontecimentos votaram por séculos ao abandono o nosso próprio território e é a causa principal do nosso proverbial atraso. As casas reinantes viciaram-se em "pimenta" e até hoje assim tem sido: foi a pimenta da Índia, o ouro do Brasil, a colonização de África - onde chegamos tarde e sob pressão dos ingleses -, e finalmente a CEE. Extinta esta última pimenta, caímos na miséria de sempre. Há quem ande à procura de novas "pimentas" para estourar em novos palácios de Mafra. Espero que não se olhe para o nosso mar como mais uma pimenta mas como um seguro para o futuro. Assim como os noruegueses olham para as suas reservas de petróleo. Devíamos, tal como eles, criar um fundo do mar propriedade do povo.

«David Ribeiro» no Facebook >> Estamos inteiramente de acordo, amigo António Alves.




Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Julho 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
12
13

19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


Posts recentes

Simulacro Anémona 2015

O nosso futuro está no Ma...

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus