"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 18 de Maio de 2023
Dia da Marinha no Porto

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Dia da Marinha, que se celebra a 20 de maio (*), é assinalado todos os anos numa cidade costeira diferente. Em 2023, é a vez da cidade do Porto de receber os festejos, que irão concentrar-se de 18 a 21 de maio.

(*) No dia 20 de maio de 1498, Vasco da Gama chegava à Índia por via marítima.


  Algumas das iniciativas do Dia da Marinha
18mai das 10h às 12h e das 14h às 18h - Ribeira do Porto (Cais da Polícia Marítima) - Batismo de Mar
18mai das 10h às 21h - Parque de Estacionamento da Polícia Marítima (Praça do Infante) - Núcleo Expositivo - Demonstrativo Operacional
18mai das 10h às 12h e das 14h às 18h - Ribeiro do Porto - Visita a Navios: NRP Sagres; NRP D. Francisco de Almeida; NRP Viana do Castelo
18mai 15h00 - Capela-Farol de São Miguel-o-Anjo - Inauguração do Monumento
19mai 9h30 - Universidade do Porto - Colóquio o Mar: Tradições e Desafios 
19mai 21h30 - Alfândega do Porto - Concerto da Banda da Armada
20mai 9h30 - Jardim das Sobreiras- Prova de Crossfit
21mai 10h30 - Igreja de São Francisco - Celebração Religiosa
21mai 12h00 - Rua Nova da Alfândega - Cerimónia Militar
21mai 13h30 - Zonas do rio junto à Alfândega do Porto - Demonstração de Capacidades
 
  Vinte e cinco anos depois, o Navio-Escola Sagres voltou a atracar no Rio Douro e, pela primeira vez, na margem do Porto

  NRP Sagres​​​
347384667_753642539746832_355814555907470727_n.jpgO​ atual Navio-Escola Sagres foi construído nos estaleiros da Blohm & Voss, em Hamburgo, em 1937, tendo, na altura, recebido o nome Albert Leo Schlageter. Era o terceiro de uma série de quatro navios encomendados pela Marinha Alemã (Kriegsmarine), que incluía o Gorch Fock (1933) – que veio a ser o Tovarish (1952-2003), o Horst Wessel (1936) – actual Eagle da United States Coast Guard, e um quarto navio nunca concluído, por entretanto ter eclodido o conflito, ao qual foi dado o nome Herbert Norkus (1939). Aliás, parte do aparelho deste último, nomeadamente vergas e mastaréus, veio posteriormente a ser utilizado no Gorch Fock (1958), atual Navio-Escola da Marinha Alemã, construído vinte anos mais tarde, de acordo com os planos dos anteriores veleiros. Além dos navios mencionados, o estaleiro alemão construiu um outro veleiro desta classe, o Mircea (1938), satisfazendo uma encomenda da Marinha Romena. No final da guerra, aquando da partilha dos despojos pelos vencedores, o Horst Wessel e o Albert Leo Schlageter couberam aos Estados Unidos. No entanto, apesar dos esforços do Comandante americano da Base Naval de Bremerhaven, não foi possível encontrar, nos Estados Unidos, uma instituição que quisesse ficar com este navio. Pelo que, ao fim de três anos, acabou por ser cedido à Marinha do Brasil, com o intuito de fazer face aos danos causados pelos submarinos alemães aos seus navios, durante a guerra. Em 1961 foi adquirido por Portugal, no sentido de substituir a antiga Sagres, que, curiosamente, também havia sido navio alemão.

  Joaquim Pinto da SilvaNa foz do Minho, do Douro, do Mondego, do Sado, do Guadiana, nos cais da Madeira e dos Açores, e naqueloutros onde possa atracar, seria um património verdadeiramenbte nacional. O "Sagres" deveria dividir-se mais pelo país (como tantas outras coisas) e não vegetar numa doca qualquer no Mar da Palha, onde é apenas mais um.

   Lindas estas fotos
(Autores das fotos, da esquerda para a direita: Rui Miguel Melo, Zita Ferreira, Pedro Cerqueira e Fernando Jorge Santos)
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Publicado por Tovi às 07:03
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Quarta-feira, 15 de Março de 2023
Militares recusam missão em navio da Marinha

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De acordo fonte oficial, a Marinha avançou com um processo interno de âmbito disciplinar aos 13 militares (quatro sargentos e 9 praças), que no passado sábado [11mar2023] se recusaram a embarcar no NRP Mondego, alegando razões de segurança, o que levou a Marinha a não cumprir uma missão de acompanhamento de um navio russo a norte da ilha de Porto Santo, na Madeira. Considerando que pode estar em causa matéria criminal, a Armada já passou informação à Polícia Judiciária Militar (PJM), que levará a cabo um processo, “externo à Marinha”, que tirará as respetivas conclusões. De acordo com um documento elaborado pelos 13 militares em questão, no sábado à noite o NRP Mondego recebeu ordem para “fazer o acompanhamento de um navio russo a norte do Porto Santo”, numa altura em que as previsões meteorológicas "apontavam para ondulação de 2,5 a 3 metros”. Segundo estes 13 militares, o próprio comandante do NRP Mondego “assumiu, perante a guarnição, que não se sentia confortável em largar com as limitações técnicas” do navio. Entre as várias limitações técnicas invocadas pelos militares constava o facto de um motor e um gerador de energia elétrica estarem inoperacionais. Esta ação levou a Marinha a considerar que os 13 operacionais “não cumpriram os seus deveres militares, usurparam funções, competências e responsabilidades não inerentes aos postos e cargos respetivos”. “Estes factos ainda estão a ser apurados em detalhe, e a disciplina e consequências resultantes serão aplicadas em função disso”, referiu a Marinha. Este ramo das Forças Armadas portuguesas confirmou também que o NRP Mondego estava com “uma avaria num dos motores”, mas referiu que a missão que ia desempenhar era “de curta duração e próxima da costa, com boas condições meteo-oceanográficas”. No que se refere às limitações técnicas, a Marinha referiu que os navios de guerra “podem operar em modo bastante degradado sem impacto na segurança”, uma vez que têm “sistemas muito complexos e muito redundantes”.

Aguardemos as conclusões de todos os processos instaurados... mas a coisa vai ser complicada, certamente.

  Joaquim FigueiredoSem palavras...

 

  O NRP Mondego, (ex-HDMS GLENTEN - P557​) esteve ao serviço da Marinha Real Dinamarquesa entre fevereiro de 1992 e outubro de 2010, tendo sido posteriormente vendido a Portugal em outubro de 2014 e rebatizado com o nome de NRP Mondego (P592). Após um período de reconfiguração e modernização com recurso à indústria nacional, nos estaleiros navais do Arsenal do Alfeite S.A., o NRP Mondego integrou o dispositivo naval do Sistema de Forças e encontra-se apto para desempenhar um vasto leque de missões e tarefas. Este tipo de navios, de patrulha costeira (NPC), têm como missão principal a de busca e salvamento marítimo e fiscalização marítima, com incidência na faixa costeira continental e do arquipélago da Madeira. Para além destas missões, o navio presta apoio a diversas entidades onde se inclui a Autoridade Marítima Nacional (AMN), bem como está apto a prestar apoio à população civil em situações de catástrofe, em articulação com as autoridades de proteção civil. Pode ainda integrar estruturas internacionais, como a agência europeia FRONTEX de controlo da fronteira externa da União Europeia.​ (in Marinha Portuguesa).

 

  Lusa 14mar2023
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que aguarda os resultados da investigação sobre o episódio da recusa de militares da Marinha em embarcar no NRP Mondego e defendeu um reforço da manutenção nas Forças Armadas.
A Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, disse: "É da competência da Marinha aferir as circunstâncias dos acontecimentos bem como a operacionalidade dos meios, e conduzir procedimentos do foro disciplinar de acordo com o Regulamento da Disciplina Militar. Todos esses processos estão em curso, dentro do quadro legal e do normal funcionamento institucional das Forças Armadas."



Publicado por Tovi às 08:00
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Sábado, 28 de Janeiro de 2023
PSP do Porto no combate à droga

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A PSP regressou, nesta sexta-feira, aos bairros da Pasteleira Nova e do Pinheiro Torres, no Porto. Foi a segunda vez este mês que a Polícia realizou uma ação policial de grande envergadura em dois locais fortemente conotados com o tráfico e consumo de droga, assim como crimes de outra natureza. Desta vez, a operação centrou-se na deteção de armas de fogo. Largas dezenas de polícias, pertencentes ao Corpo de Intervenção, Grupo Operacional de Cinotecnia, Grupo de Armas e Explosivos, às Equipas de Prevenção e Reação Imediata e, entre outros, à Divisão de Investigação Criminal, concentraram-se, a partir das 18 horas desta sexta-feira, em três pontos de fiscalização no interior da Pasteleira Nova e do Pinheiro Torres. "Esta é uma operação especial de prevenção criminal. Estamos a fazer buscas a viaturas e revistas a pessoas para detetar armas de fogo", explicou o comissário Fernando Brito. 

 

  Expresso de ontem às 19h32 (Notícia completa aqui)
Apreendidas 6.500 doses de droga na Pasteleira e Pinheiro Torres desde o inicio de 2023. Foram detidas 75 pessoas desde o início do ano e só na operação de sexta-feira naquela zona da cidade a PSP apreendeu 5.000 euros relacionados com o tráfico de droga, bem como armas proibidas, nomeadamente, três 'soqueiras' e três facas de abertura automática.

 

  Os últimos dias têm sido férteis no combate ao narcotráfico

Guarda Nacional Republicana - Facebook em 27jan2023
Captura de ecrã 2023-01-28 151242.jpgA GNR, através de militares do Comando Territorial de Beja, deteve dois homens por tráfico de estupefacientes, ontem, dia 26 de janeiro, em Grândola. No âmbito de uma ação de fiscalização rodoviária na Autoestrada n.º 2 (A2) no sentido Sul/Norte, os militares da Guarda abordaram uma viatura com quatro ocupantes no seu interior, tendo o seu condutor desobedecido à ordem de paragem dos militares e iniciado uma fuga ao longo da A2, seguindo-se pelo Itinerário Complementar n.º 1 (IC1), regressando novamente à A2, onde circulou em contramão, procurando fugir à viatura da Guarda e colocando em causa a segurança rodoviária de todos quantos utilizavam a via pública. De imediato, foram desenvolvidas diligências policiais no sentido de cessar a fuga, continuando o suspeito a não acatar as ordens emanadas, sendo que foi possível intercetar a viatura em fuga já no interior da localidade de Grândola quando se despistou. No decurso da ação policial foi possível deter dois suspeitos sendo que os outros dois se colocaram em fuga apeada. Foi efetuada uma revista pessoal de segurança aos suspeitos e uma busca sumária ao veículo, apreendendo-se o seguinte: 34 quilos de haxixe, equivalente a 68 mil doses; 77 mil euros em numerário; Uma arma de fogo; Uma arma branca.

Comunicado - 28jan2023
Captura de ecrã 2023-01-28 145856.jpgA Força Aérea, a Marinha, a Autoridade Marítima e a Polícia Judiciária desenvolveram uma operação em águas internacionais a sul de Portugal, que resultou na identificação e apreensão de duas embarcações de alta velocidade, semirrígidas e equipadas com motores de elevada potência, suspeitas de transportarem produto estupefaciente. Na sequência de uma missão de rotina de patrulhamento marítimo da Força Aérea, na qual foram monitorizados movimentos suspeitos das embarcações, foi concretizada uma operação de abordagem em águas internacionais, visando as referidas embarcações que se encontravam juntas, a cerca de 60 milhas náuticas a sul de território continental. A bem-sucedida abordagem efetuada pelos meios da Marinha operada por fuzileiros, permitiu a interceção, a detenção dos tripulantes e apreensão do produto estupefaciente, haxixe. As embarcações foram conduzidas para o porto de Faro, local mais próximo da abordagem, a fim de se efetuarem as subsequentes diligências de investigação. Desta ação, resultou a apreensão de cerca de 127 fardos de haxixe, num peso total aproximado de 4.500 kg. Foram detidos 5 homens, com idade compreendidas entre 36 e os 49 anos. Os detidos serão presentes à Autoridade Judiciária competente. A investigação prossegue a cargo da Polícia Judiciária.

Conferência de imprensa do diretor da PJ de Faro
image.jpgO Diretor da Polícia Judiciária (PJ) de Faro revelou este sábado que tem sido detetado "um grande aumento" de embarcações de alta velocidade na costa sul de Portugal, admitindo a possibilidade de aguardarem por uma oportunidade para descarregarem estupefacientes. "Temos notado um grande aumento deste tipo de lanchas [semirrígidas] a determinadas milhas aqui da costa [no Algarve], funcionando quase como que um entreposto à espera da oportunidade para os descarregamentos [de droga]", disse aos jornalistas Fernando Jordão. A operação conjunta da Marinha, PJ e Autoridade Marítima Nacional foi desencadeada por uma missão aérea de rotina de patrulhamento marítimo da Força Aérea, depois de os militares "monitorizarem movimentos suspeitos" de duas embarcações a cerca de 60 milhas náuticas [cerca de 111 quilómetros] a sul de Portugal. As embarcações semirrígidas e equipadas com motores de elevada potência, com 127 fardos de haxixe a bordo, foram intercetadas por fuzileiros da Marinha Portuguesa. Segundo Fernando Jordão, os detidos com idades entre os 36 e 49 anos, têm nacionalidade marroquina (três), espanhola (um) e portuguesa (um), "e estarão certamente envolvidos ao nível do transporte da droga para Portugal ou Espanha, conforme a oportunidade". Por seu turno, o Comandante da Zona Marítima do Sul, Rui Santos Pereira, precisou aos jornalistas que as duas embarcações foram intercetadas pelos fuzileiros por volta das 15h00, sem que os tripulantes tivessem oferecido resistência. "Detetámos as duas embarcações paradas, mas uma ainda tentou pôr-se em fuga, mas acabou por não o conseguir", notou aquele capitão-de-mar-e-guerra. Já o porta-voz da Força Aérea Portuguesa, coronel Bernardo da Costa, realçou o sucesso da operação, escudando-se, contudo, "no sigilo das operações militares" para adiantar pormenores acerca da atuação daquela força militar. "As nossas tripulações, bem preparadas, muito experientes, merecem claramente que reconheçam o trabalho que fazem, mas eles percebem melhor do que ninguém que o sigilo da operação permite-nos continuar a fazer este tipo de missões com este resultado", referiu.



Publicado por Tovi às 09:24
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Terça-feira, 22 de Março de 2022
Morreu um agente da PSP violentamente agredido

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No dia de ontem a Direção Nacional da PSP informou em comunicado "com pesar e dor" a morte de Fábio Guerra, o agente da PSP violentamente agredido na madrugada do último sábado. Estava em coma e não resistiu às lesões. Nas imagens de câmaras de segurança, que entretanto foram dadas a conhecer na comunicação social e nas redes sociais, vê-se o início de uma confusão à porta da discoteca Mome, em Lisboa, onde várias pessoas se envolveram aos murros e pontapés. Depois, é possível ver que uma vítima é pontapeada quando já está caída no chão - não é certo que a pessoa em causa seja o agente PSP que acabou por ser internado em estado muito grave, no Hospital São José, em Lisboa. O agente da PSP, violentamente agredido, estava de folga e foi atacado quando, com outros três colegas polícias, tentavam terminar uma zaragata, junto à entrada do espaço de diversão noturna. Segundo se apurou, o jovem polícia aproveitava a noite para se divertir com os amigos naquele espaço de diversão noturna, situado na Avenida 24 de Julho, e todos estavam já no exterior quando se aperceberam de confrontos físicos envolvendo outros clientes. De seguida, os agentes intervieram para tentar terminar com a contenda, acabando agredidos.
Num comunicado enviado este domingo às redações, a Marinha assegura que, "no dia 19 de março, dois militares, do regime de contrato, da classe de Fuzileiros, envolveram-se nos confrontos que ocorreram na madrugada desse mesmo dia, na via pública, junto de um espaço noturno, em Lisboa, tendo posteriormente informado as respetivas chefias". Ainda de acordo com o comunicado, os dois fuzileiros receberam ordem para se apresentarem na unidade a que pertencem, "onde se encontram a responder a um inquérito interno e à disposição das autoridades policiais para as devidas investigações", ressalvando que até agora ainda nenhuma entidade policial os notificou para qualquer tipo de diligência. Os dois fuzileiros que se apresentaram na Base do Alfeite depois de terem admitido ter participado nas agressões que custaram a vida ao agente da PSP Fábio Guerra, já apresentaram a sua versão dos factos ao responsável que os ouviu no âmbito de um processo de averiguações. À Marinha, disseram que agiram em “legítima defesa” contra um grupo que lhes fez uma “espera” à porta da Discoteca Mome. E desse grupo faziam parte os quatro polícias que acabaram por ser agredidos. Apontaram ainda o dedo a um terceiro elemento, um civil, como autor dos pontapés que terão provocado as “graves lesões cerebrais” que mataram o agente Guerra, de 26 anos. Este terceiro elemento já terá sido identificado pela PJ, mas ainda não foi detido. No entanto esta versão é oposta à que a PSP comunicou através do Gabinete de Imprensa da Direção Nacional e que refere que os agentes intervieram para pôr fim a uma desordem tendo sido “violentamente agredidos”. As agressões aos quatro agentes da PSP por um grupo de cerca de quatro a cinco homens, todos já identificados, entre os quais os dois fuzileiros, aconteceram pelas 6h30 da manhã, de sábado.

Na rede social Twitter, o ministro da Defesa falou como se já não houvesse dúvida sobre a responsabilidade dos dois fuzileiros na morte do agente da PSP. "Os factos deste trágico evento serão apurados e imputados a quem tenha agido ao arrepio da lei e dos valores militares como a honra e a disciplina", escreveu João Gomes Cravinho.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já reagiu à morte do agente: “Ao tomar conhecimento do falecimento prematuro do agente Fábio Guerra, o Presidente da República manifestou a sua tristeza e pesar pela perda de uma vida em circunstâncias tão trágicas.”

A PSP fez ontem um minuto de silêncio em memória do agente morto a quem elogiou a “coragem”: “O Agente Fábio Guerra honrou, até às últimas consequências, a sua condição policial e o seu juramento de ‘dar a vida, se preciso for’, num gesto extremo de generosidade e sentido de missão. Disso nunca nos esqueceremos.”

Fábio Guerra era natural da Covilhã, sendo o mais velho de três irmãos, mas estava em Lisboa há quatro anos e pertencia à esquadra 64, de Alfragide, na Amadora, desde julho de 2020.

 

  Hoje de manhã a comunicação social está a avançar a noticia que a PJ, na posse de imagens e de testemunhos que contrariam a versão apresentada pelos dois fuzileiros envolvidos no espancamento que causou a morte a Fábio Guerra, partiu ontem à noite para a detenção dos militares e de um terceiro suspeito, civil. Vadym Hrynko e Cláudio Coimbra, de 22 e 21 anos, estavam retidos desde sábado à tarde na Base do Alfeite e foram encaminhados para o Presídio Militar de Tomar. Um outro homem, de 24 anos, ficou no estabelecimento prisional anexo à PJ de Lisboa. "Foram realizadas buscas domiciliárias e não domiciliárias aos três arguidos, incidindo sobre as suas residências, viaturas e unidade militar", informa a PJ.
A meio da tarde de hoje soube-se que foi libertado um civil de 24 anos, dos três detidos suspeitos das agressões a um agente da PSP, à porta de uma discoteca em Lisboa, que acabou por falecer ontem. No entanto, continuam detidos no Estabelecimento Prisional Militar de Tomar os outros dois fuzileiros suspeitos do crime de homicídio qualificado e ofensa à integridade física qualificada no ataque a cinco agentes da Polícia de Segurança Pública. Segundo as últimas informações a PJ está no encalço de um outro suspeito das agressões que se encontra em fuga.

 

  16h39 de 23mar2022A Polícia Judiciária montou uma caça ao homem para encontrar Clóvis Abreu, um novo suspeito da morte do agente Fábio Guerra. É conhecido dos dois fuzileiros detidos e viu o pai ser morto a tiro em 22 de dezembro de 2020 à porta de um hipermercado de Fernão Ferro, no Seixal, após troca de tiros com a GNR. Terá reagido com mais violência - terá atirado uma pedra à cabeça de Fábio Guerra - após os polícias se terem identificado à porta da discoteca como agentes da PSP.
  21h26 de 23mar2022 - Os dois fuzileiros suspeitos do homicídio do agente Fábio Guerra, da PSP, vão ficar em prisão preventiva, decidiu esta quarta-feira o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal.

 

  Polícia espanhola procura suspeito de matar agente Fábio Guerra
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Publicado por Tovi às 07:54
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Quarta-feira, 2 de Outubro de 2019
"Lorenzo" atinge Açores

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Furacão Lorenzo a fazer "asneiras" nos Açores, mas felizmente não há vítimas nem estragos relevantes.

 

 12h00 de hoje

Trinta e nove desalojados e 127 ocorrências. Flores e Corvo são as ilhas mais afetadas.

  13h00 de hoje

Danos consideráveis no porto das Lages na ilha das Flores. As rajadas de vento atingiram 160 km/h e as ondas andaram pelos 20 metros de altura. O furacão Lorenzo está agora a dirigir-se para Norte na direção da Irlanda.

 5 de outubro de 2019

Em comunicado, o Estado Maior das Forças Armadas (EMGFA) adianta que uma aeronave C-130 da Força Aérea Portuguesa aterrou na ilha das Flores cerca das 09:00 com uma Brigada Hidrográfica composta por sete militares e uma tonelada de material hidrográfico, uma equipa de quatro mergulhadores com um bote e um veículo submarino, operado remotamente, e três fuzileiros com apoio de drones. A estes vão juntar-se nove militares do Exército Português, quatro do Regimento de Engenharia NR1 e cinco do Regimento de Guarnição NR1. Estes militares dos três ramos das Forças Armadas constituem-se como equipa avançada para esta operação, com o objetivo de avaliar o estado de acessibilidade do Porto das Lajes das Flores e de outras infraestruturas que possam ser usadas por embarcações para abastecimento da ilha. Os trabalhos vão começar imediatamente. O EMGFA acrescenta que, com o objetivo de criar condições provisórias para desembarcar gasóleo a partir do mar e contribuir para o abastecimento de bens essenciais, também já está na ilha das Flores o navio patrulha oceânico “Setúbal”, da Marinha Portuguesa, com 46 militares a bordo. Na próxima terça-feira está prevista a chegada da fragata “Álvares Cabral” e do navio reabastecedor “Bérrio”, com cerca de 280 militares a bordo e diverso material de apoio a emergências civis.



Publicado por Tovi às 09:55
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2018
Síria: Quem controla o quê?

É assim que as coisas estão na Síria... uma manta de retalhos.

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Segundo as últimas notícias a situação na região mediterrânica está a ser monitorizada 24 horas por dia por radares terrestres ao serviço de Moscovo e pelo avião russo de alerta precoce A-50, todo isto vigiando a frota dos Estados Unidos na região, da qual faz parte o destroyer USS Donald Cook, reconhecido com capacidades para lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk. Em caso de ataque à Síria com mísseis por parte dos norte-americanos os russos não deverão usar força letal, pois isso provocaria uma grande escalada no conflito, mas irão certamente dar resposta com equipamentos de guerra electrónica para neutralizar os navios americanos, atrapalhando a sua aquisição de alvos, geolocalização ou até mesmo sistemas anti-aéreos AEGIS.



Publicado por Tovi às 10:29
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Domingo, 23 de Outubro de 2016
Mais achas para a fogueira

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Uma frota naval russa composta pelo porta-aviões Admiral Kuznetsov, o cruzador Pyotr Veliky, os navios anti-submarino Severomorsk e Vitse-Admiral Kulakov, acompanhados por vários navios de abastecimento, passou quinta-feira pelo Canal da Mancha com destino ao Mediterrâneo, com o objectivo não só de controlo e reacção a acções de pirataria e terrorismo mas também para garantir a segurança de navegação da Federação Russa. A NATO está a acompanhar o avanço destes navios, colocando em dúvida as intenções de Putin com esta demonstração de força.

 

 Comentários no Facebook

«Carlos Miguel Sousa» >> O Porta Aviões Russo «Almirante Kusnetsov» esteve 25 anos parado no porto de abrigo, é um Porta Aviões a Gasóleo, e completamente desactualizado. Pela frente terá dois Porta Aviões Nucleares Norte Americanos, recentes e equipados com o «state of the art» do mais moderno equipamento militar, que comandam 2 esquadras com outros navios e submarinos. A Força Russa que está a caminho da Síria, não terá mais que 20% da força naval da NATO em presença na zona.

«João Quaresma» >> A maior concentração de navios de guerra na zona foi em 1973, durante a Guerra do Yom Kippur, em que a URSS desceu em força até ao Mediterrâneo e ficou em situação de superioridade em relação aos EUA. Hoje, ninguém está à espera de uma batalha naval entre russos e americanos. A força naval russa é inferior às equivalentes americanas mas para bombardear o EI, ganhar experiência e obter ganhos políticos deverá chegar.

«Antonio Gil» >> China e Rússia apostaram fortemente nos mísseis balísticos que saem baratos na produção e estão-se nas tintas para o aparato de porta-aviões, ou grandes navios. Caricaturando: se um navio de pesca barato transporta mísseis (de também relativamente barata produção, apesar de serem armas de ponta) podem afundar porta-aviões, para quê fabricar porta-aviões que custam triliões? isso fica pra quem gosta do show-off hollywoodesco. Esta filosofia mostra também claramente quem está na ofensiva e quem aposta na defensiva e os estrategas militares mais informados - incluindo americanos que questionam o despesismo militar - dizem que está correcta.

«David Ribeiro» >> O Ministério da Defesa português informou que a Marinha e a Força Aérea (uma fragata e um avião P-3) estão a vigiar estes oito navios russos que passam este fim-de-semana ao largo da costa nacional. Embora não devam chegar a entrar em águas territoriais portuguesas (12 milhas náuticas), a verdade é que até o podem fazer ao abrigo do "direito de passagem inofensiva", previsto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.



Publicado por Tovi às 08:48
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2016
Cheia no Rio Douro

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O perigo já passou, felizmente… mas estava tudo pronto para acorrer a uma eventual grande cheia.

 

  Informação de "Porto.pt" actualizada às 4h00 de hoje

Água invadiu cidade em Miragaia e na Ribeira

Desde 2006 que a água não ultrapassava as margens do Douro, no Porto. Esta noite, cerca da uma hora da manhã, Miragaia começou a ser invadida e, pouco depois, era a Ribeira que se transformava em rio.

As águas, provenientes sobretudo dos afluentes do Douro, cujo caudal aumentou devido às chuvas persistentes dos últimos dias, entraram em algumas casas e estabelecimentos comerciais, mas não houve alarme, graças à informação prestada às populações e ao serviço de proteção civil, que auxiliou na retirada de bens e de viaturas.

No Centro de Previsão e Prevenção de Cheias, no Porto, desde cedo se começou a preparar a noite, com a presença dos presidentes das Câmaras de Porto, Gaia e Gondomar e a Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, além das autoridades marítimas e terrestres. As previsões então traçadas e a gestão cuidada das descargas feitas pelas várias barragens no Douro permitiram minimizar os impactos. A noite, apesar de molhada, foi serena e sem incidentes de maior, no Porto.

O viaduto de Massarelos encontra-se encerrado por prevenção.

Há hora em que esta notícia foi escrita (4 horas da manhã), no mar, a maré já baixava e o rio começava a ter outra capacidade de escoar os mais de seis mil metros cúbicos que a barragem de Crestuma/Lever chegou a debitar.

O Porto, que recorda catástrofes de outrora, quando as previsões eram ainda insípidas e os instrumentos de controlo do caudal não existiam, viveu uma noite de cheia, como não vivia há anos, mas ultrapassou-a com serenidade e, até, naturalidade e boa disposição.

Rui Moreira, o presidente da Câmara; o seu vereador da Proteção Civil, Sampaio Pimentel; os comandantes dos Bombeiros Sapadores e da Polícia Municipal e todos os funcionários municipais envolvidos na operação, não largaram as margens do Douro enquanto não perceberam que o rio, embora indomável, estava a conviver bem e transitoriamente, com o seu novo leito. Nem se foram embora sem deixar um gesto de carinho a quem mais sofre com os humores da natureza.

 

  JN online - 13h00 de 11Jan

Um helicóptero da Força Aérea e meios da Marinha estão a realizar, esta segunda-feira, buscas próximo da foz do rio Douro, no Porto, para encontrar três possíveis desaparecidos após o alerta de um alegado naufrágio de uma embarcação de recreio.

 

  CM online 21h55 de 11Jan

Polícia Marítima suspende buscas na foz do Douro - Autoridades alegam falta de indícios de naufrágio - A Polícia Marítima suspendeu esta segunda-feira as buscas para encontrar três possíveis desaparecidos na zona da foz do rio Douro, no Porto, depois de ter recebido um alerta de naufrágio que não foi confirmado, disse à Lusa fonte daquele organismo. (…) Já à tarde, o capitão do Porto do Douro e Leixões, Teixeira Pereira, referiu haver indícios de que se tratasse de um "falso alarme". (…) Segundo o capitão Teixeira Pereira, o nome do navio "Odivelas" não foi encontrado na lista de registos, não havendo sequer um nome parecido, e também não se recebeu sinal da embarcação a emitir pedido de socorro. "São vários indicadores que levam a pensar em falso alarme", acrescentou.



Publicado por Tovi às 10:56
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2015
Manobras navais sino-russas no Mediterrâneo

Rússia e China manobras navais no Mediterrâneo M

(Na imagem fragata chinesa Linyi)

A Rússia e a China iniciaram esta semana manobras navais conjuntas no Mediterrâneo, uma clara demonstração de força contra um suposto “inimigo comum” e em resposta ao poder militar na região dos Estados Unidos e de outros países da NATO.

 

  Comentários no Facebook

«Jorge Veiga» >> Os putos a brincar com os fósforos...!

«David Ribeiro» >> Estes exercícios conjuntos das marinhas da Rússia e da China no Mar Mediterrâneo vão durar até ao dia 21 de Maio e neles participam nove navios, tendo como objectivo não só o treino e aprofundamento de cooperação entre estes dois países mas também o reforço das suas capacidades de combate para repelir ameaças navais.

Rússia e China manobras navais no Mediterrâneo M

«Gianpiero Zignoni» >> Eu até diria que a Marinha Italiana toma conta deles, não fosse o facto de estar algo ocupada por estar sozinha a resgatar milhares de refugiados no mediterrâneo...

«Fábio Teixeira» >> Um faz cópias de tudo a todos os níveis, o outro tem a frota a apodrecer, porque só há dinheiro para a máfia.



Publicado por Tovi às 08:50
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Domingo, 8 de Fevereiro de 2015
E se vendessemos os submarinos?

Submarino Tridente 02.jpg

A malta do Estado Islâmico quanto é que dará em “cash” pelos nossos submarinos?... Já que os senhores do Terreiro do Paço andam a vender tudo, estes “barquinhos” também podiam ir, porque segundo consta nem dinheiro tem a Marinha para os sustentar.

Façam chegar ao António Costa esta sugestão. É capaz de dar votos



Publicado por Tovi às 19:05
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Domingo, 5 de Agosto de 2012
Navio Escola Sagres - #2

Visitei hoje de manhã o Navio Escola Sagres, no Porto de Leixões, onde já não atracava há mais de uma década.

 

    

 

Ver aqui a historia deste navio da Marinha Portuguesa: O actual navio-escola Sagres foi construído nos estaleiros da Blohm & Voss, em Hamburgo, em 1937, tendo, na altura, recebido o nome Albert Leo Schlageter. (...)  No final da guerra, aquando da partilha dos despojos pelos vencedores, o Horst Wessel e o Albert Leo Schlageter couberam aos Estados Unidos. (...) ao fim de três anos, acabou por ser cedido à Marinha do Brasil, com o intuito de fazer face aos danos causados pelos submarinos alemães aos seus navios, durante a guerra. Em 1961 foi adquirido por Portugal, no sentido de substituir a antiga Sagres, que, curiosamente, também havia sido navio alemão.



Publicado por Tovi às 12:51
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012
Navio Escola Sagres - #1

De hoje até 6 de agosto vai estar atracado no porto de Leixões o Navio Escola Sagres, um dos mais emblemáticos navios ao serviço da marinha portuguesa, no âmbito da 59.ª Viagem de Instrução de cadetes da Escola Naval e no ano em que celebra 75 anos desde o seu lançamento à água (em 1937) e 50 anos ao serviço de Portugal (desde 1962). Pode ser  visitado no seguinte horario: 3 de agosto - 14h às 23h; 4 de agosto - 10h às 23h; 5 de agosto - 10h às 23h.


«Jorge Saraiva» in Facebook >> Quero ver se lá vou amanhã [domingo, 5Ago2012]. Tenho é receio de a afluência ser muito grande.



Publicado por Tovi às 08:00
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2012
Porta-aviões Juan Carlos I

Estava hoje de manhã atracado no rio Tejo em Lisboa, no cais do Jardim do Tabaco, o porta-aviões espanhol Juan Carlos I (L-61), um navio com capacidade de transportar 900 soldados equipados, possuindo dois andares, dentro do casco, totalizando 12.000 m2 que podem transportar até 12.000 toneladas de cargas compreendendo itens como munições, peças de reposição de equipamentos de combate até carros de combate pesados como o leopard II, dos quais podem ser transportados 46 unidades do tipo. A doca do Juan Carlos I pode transportar um hovercraft LCAC ou 4 barcos de desembarque LCM-1. O convés possui 8 pontos fixos para pouso de aeronaves VSTOL como os caças EAV-8B Matador (Harriers) ou helicópteros pesados CH-47 Chinook. A rampa (sky jump) presente no convés permite aos EAV-8B descolarem com carga máxima, ampliando o poder ofensivo do navio. A ala aérea é composta por helicópteros NH-90, Sikorsky Sea King, além do CH-47 Chinook e dos caça EAV-8B Matador. Quando usado apenas como porta-aviões poderá operar até 30 aeronaves.


«Manuel António Sarmento Silva» in Facebook >> Estará à venda? Se o PP o comprasse iria com toda a certeza gostar do negócio!

«Zé Zen» in Facebook >> Cuidado com os Philipes. Parece que desta vez vêm de barco.



Publicado por Tovi às 12:11
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