"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 26 de Dezembro de 2019
A Maldição do Marquês

   A ler... uma das prendas deste Natal.

a maldiçao do marquês.jpg

Edições Asa, 2019 (Grupo LeYa)
Depósito legal n.º 460 249/19
ISBN 978-989-23-4707-3

Autor: Tiago Rebelo
Com uma carreira literária de quase vinte anos, marcada por alguns dos títulos de maior êxito entre os autores portugueses deste século, Tiago Rebelo é um escritor de histórias empolgantes e de personagens consistentes e tocantes a que não se consegue ficar indiferente. Autor versátil, capaz de enveredar por diferentes géneros literários, regressa ao romance histórico com A Maldição do Marquês, mais uma obra incontornável do autor de O Tempo dos Amores Perfeitos, O Último Ano em Luanda e Romance em Amesterdão, entre muitos outros. Os seus livros estão disponíveis em países como Angola, Moçambique, Brasil, Itália, Suíça, México, Argentina ou Roménia. A par da atividade literária, Tiago Rebelo tem uma longa carreira no jornalismo.

 

Página 131 - "…derrotar os velhos do Restelo, as superstições anquilosadas da Igreja, a ignorância do povo e as exigências de uma alta nobreza que cheirava a mofo e só pretendia impedir o progresso para manter os seus privilégios."

Página 400 - "...isso sim, podem acusar-me de ser do meu interesse pessoal servir um país que não se verga às grandes potências europeias. É essa a minha política."

Página 443 - "...o filósofo francês Voltaire, figura de proa do Iluminismo, escreveu que o excesso de horror só foi vencido pelo excesso do ridículo."

Página 549 - "Era desanimador, pensou o marquês. Para onde iria o mundo se os agentes da ordem deixassem de exercer a autoridade?"

 


Louis-Michel_van_Loo_003.jpg
(Retrato do Marquês de Pombal (1766), por Louis-Michel van Loo e Claude Joseph Vernet)

Sempre me fascinou a vida e obra do Marquês de Pombal - Sebastião José de Carvalho e Melo – uma das figuras mais controversas e carismáticas da História de Portugal, mas sem dúvida alguma o representante do despotismo esclarecido em Portugal no século XVIII. Este período foi marcado na Europa pelo iluminismo, movimento intelectual e filosófico centrado na razão como a principal fonte de autoridade e legitimidade,   defendendo ideais como liberdade, progresso, tolerância, fraternidade, governo constitucional e separação Igreja-Estado.



Publicado por Tovi às 08:49
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Quarta-feira, 13 de Março de 2013
Habemus Papam

Saiu fumo branco da chaminé da Capela Sistina às 18h06, anunciando a eleição do novo Papa, o arcebispo jesuíta da Arquidiocese de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, que vai usar o nome de Francisco.


«David Ribeiro» in Facebook >> Um jesuíta foi eleito Papa... O Marquês de Pombal deve estar a dar saltos na tumba.

«Maria Gabriela Rafael» in Facebook >> E os Távoras devem sentir-se vingados.

«Maria Teresa de Villas-Boas» in Facebook >> Acho que foi uma  boa escolha. Gostei dele.

«Sérgio Ribeiro» in Facebook >> O Padre Gabriel Malagrida jaz finalmente em paz e o seu irmão de congregação Francisco vai incumbir D. JOSE SARAIVA  prefeito para a Congregação da Causa dos Santos de beatificar Gabriel Malagrida.



Publicado por Tovi às 19:30
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Domingo, 20 de Julho de 2008
Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro

No princípio do século XVIII e no seguimento da assinatura do Tratado de Methwen entre Portugal e a Inglaterra, a procura crescente dos vinhos do Douro fez subir os preços (a pipa vendia-se a 60.000 réis) e os lavradores durienses enriqueciam. Mas os comerciantes ingleses instalados na cidade do Porto iniciaram um sistema especulativo que veio mudar tudo: Já que o “artigo” era abundante, os ingleses retraíam-se nas compras, forçando a baixa de preços; ou então, e já que eram a maior parte das vezes os financiadores dos lavradores, obrigavam-nos a entregar o produto por valores diminutos. Como se dizia na época: “Só comprovam aos lavradores que lhes facilitavam as filhas para bailar”. E também havia comerciantes a adulterar o vinho nas caves de Gaia. Com tudo isto a procura diminui e a crise instalou-se. Em 1731 o vinho ainda era pago a 48.000 réis a pipa, mas rapidamente passou para 20.000 e depois para 14.000, atingindo o valor de 6.400 réis a pipa no ano de 1755. A ruína do Douro estava instalada.
Foi então que um biscainho negociante de Vinho do Porto, D. Bartolomeu Pancorvo, e um dominicano, Frei João de Mansilha, lideraram um projecto para a criação de uma companhia monopolizadora do comércio vinícola. Apresentado ao Marquês de Pombal, Ministro de D. José I, foi aprovado e em 10 de Setembro de 1756 é criada a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (também conhecida por Real Companhia Velha), cujas principais obrigações consistiam em fiscalizar a pureza do produto, assegurar aos lavradores um preço bastante superior ao que então corria e prestar-lhes assistência financeira. Tinha também o exclusivo da venda de vinhos comuns na cidade do Porto e arredores, bem como o da exportação para o Brasil de todas as qualidades de vinho, aguardente e vinagre. Para melhor execução de todos estes direitos é então demarcada a região destinada à cultura das castas produtoras do vinho generoso do Douro, a primeira região demarcada do Mundo.


Retrato do Marquês de Pombal, em cartaz publicitário
da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro



Publicado por Tovi às 10:16
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