"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Segunda-feira, 25 de Março de 2024
Os dias seguintes ao ataque terrorista em Moscovo

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Daesh revelou uma fotografia dos alegados autores do ataque

ISIS-K, o grupo do Daesh que reivindicou o ataque de sexta-feira no teatro Crocus City Hall, em Moscovo, tem origens afegãs e foi fundado em 2014. Rapidamente ganhou reputação pelos ataques de extrema violência. Atingiu o número máximo de membros em 2018. Desde então entrou em declínio fruto dos confrontos com os EUA e com talibãs. O grupo tem um largo historial de ataques, sobretudo em mesquitas, nomeadamente no Irão. 

 

  Putin promete vingança por "ato bárbaro"
Putin classificou o ataque como um “ato sangrento e bárbaro” e jurou vingança. “Iremos identificar e punir todos os que estiveram por detrás do ataque terrorista, que prepararam este ataque contra a Rússia e o seu povo”, disse ele num discurso em vídeo. “Ninguém será capaz de semear as sementes venenosas da discórdia e do pânico na nossa sociedade multinacional.”

  Mundo reage ao ataque à sala de concertos de Moscovo
O Conselho de Segurança da ONU condenou “nos termos mais fortes o hediondo e cobarde ataque terrorista” em  Krasnogorsk, subúrbio de Moscovo. “Os membros do Conselho de Segurança sublinharam a necessidade de responsabilizar os perpetradores, organizadores, financiadores e patrocinadores destes atos de terrorismo e levá-los à justiça”, afirmou. NATO, União Europeia, Reino Unido, China, Turquia, Índia, Japão, Afeganistão, Cuba, Venezuela, Israel, Autoridade Palestiniana, Síria, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, África do Sul e EUA também condenaram o ataque.

  Miguel Castelo Branco no Facebook em 24mar2024
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  A sala de espetáculos Crocus faz parte de um enorme complexo comercial, propriedade de um bilionário de origem do Azerbeijão, Aras Agalarov, cujo filho, Emin, é uma estrela de pop famosa na Rússia. O local já recebeu concertos de diversos artistas de renome, como Eric Clapton, Dua Lipa e Sia, e há 11 anos foi palco do concurso de Miss Universo, um evento que era então propriedade de Donald Trump.

  O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que "o Serviço Federal de Segurança da Rússia e outras agências policiais estão a trabalhar para identificar e revelar toda a base de cúmplices dos terroristas" e salientou que a Rússia conta com a cooperação de todos os países que compartilham a dor da tragédia e estão prontos para se juntar a ela na luta contra o terrorismo.

  O Papa Francisco condenou ontem [domingo 24mar2024], durante a a oração do Angelus, o “vil ataque terrorista” da última sexta-feira em Moscovo, que causou pelo menos 143 mortos, descrevendo-o como “um ato desumano que ofende a Deus”. “Empenho as minhas orações pelas vítimas do vil ataque terrorista perpetrado em Moscovo. Que o Senhor os acolha em paz e conforte as suas famílias”, disse o pontífice, após a missa do Domingo de Ramos, diante dos mais de 25 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro. Francisco também expressou a esperança de que “isso converta os corações daqueles que protegem, que organizam e praticam esses atos desumanos que ofendem a Deus, que ordenou ‘Não matarás’”.

  Há teorias para todos os gostos - Um ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros dos EUA analisou as informações conhecidas sobre o ataque terrorista e concluiu que as pessoas que o executaram vieram da Ucrânia. Mencionando o facto de que os terroristas foram detidos quando fugiam em direção à Ucrânia, Scott Ritter observou que as "pessoas ligadas à violência" têm a tendência de acabar por navegar em direção ao seu 'norte verdadeiro'. "O que quero dizer com isto é que, por exemplo, uma equipe de forças especiais operando atrás das linhas inimigas: se forem comprometidos, eles tentam voltar para casa, tentam escapar e se evadir em direção às linhas amigas", explicou. "Seu verdadeiro norte era a Ucrânia, e eles estavam indo em direção à Ucrânia. E isso é tudo o que precisamos saber sobre isto. Este foi um ataque que estava ligado ao conflito em andamento na Ucrânia", de acordo com Ritter.

  França eleva alerta de terrorismo para "ataque iminente"
img_900x508$2024_01_09_11_28_41_1535551.jpgO governo francês elevou o alerta de terrorismo para o nível mais alto, na sequência do ataque no teatro Crocus City Hall, em Moscovo. "Após o ataque em Moscovo, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional reuniu-se esta noite [de domingo 24mar2024] no Eliseu a convite do presidente da República. Dada a reivindicação de responsabilidade do Daesh pelo ataque e as ameaças que pesam sobre o nosso país, decidimos elevar o alerta de terrorismo para o nível mais alto: ataque iminente", escreveu o primeiro-ministro francês, Gabriel Attal, na rede social X.

  O que se sabe sobre os quatro suspeitos do ataque em Moscovo
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São acusados de terem cometido um crime previsto na parte 3, alínea "b", do artigo 205º do Código Penal russo (ato terrorista), que, segundo o Código Penal russo, é punível com pena de prisão perpétua.
Dalerdzhon Mirzoyev: o homem de 32 anos foi o primeiro a ser levado a tribunal. Mirzoyev, natural do Tajiquistão, tinha um visto temporário de três meses na cidade de Novosibirsk, no sul da Rússia, na Sibéria, mas este expirou, segundo a RIA Novosti.
Saidakrami Rachabalizoda: apresentou-se como segundo arguido e disse ao tribunal que tinha documentos de registo russos mas não se lembrava onde estavam. Comunicou através de um intérprete, segundo a agência noticiosa estatal RIA Novosti. Rachabalizoda terá nascido em 1994.
Shamsidin Fariduni: nasceu em 1998 no Tajiquistão e é cidadão do país da Ásia Central. Fariduni trabalhava oficialmente numa fábrica na cidade russa de Podolsk e estava registado na cidade de Krasnogorsk, de acordo com a imprensa estatal RIA Novosti.
Muhammadsober Faizov: o quarto arguido pareceu não conseguir reagir numa cadeira de rodas e foi acompanhado por um médico para comparecer em tribunal, como se pode ver no vídeo do Tribunal da Cidade de Moscovo partilhado no Telegram. Faizov estava temporariamente desempregado, tendo antes trabalhado numa barbearia em Ivanovo, uma cidade a nordeste de Moscovo, e está registado nessa cidade, segundo a agência noticiosa estatal RIA Novosti. Terá nascido em 2004.



Publicado por Tovi às 07:01
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Sábado, 23 de Março de 2024
Dois anos de guerra não tornaram a Rússia mais fraca 

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Quer queiramos quer não e contra todas as expectativas, o conflito na Ucrânia fortaleceu a Rússia nalgumas áreas. Não ficou isolada diplomaticamente, continua a registar crescimento económico apesar das sanções e tem um exército maior do que no início da guerra. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o país cresceu 3% em 2023 e prevê um crescimento de 2,6% para 2024. A venda de petróleo e de gás natural continua a enriquecer os cofres do Kremlin, apesar de estarem a ser transacionados longe dos valores de 2022 e tudo indica que Moscovo vai continuar a redirecionar a sua economia para a Ásia, criando com isso uma maior resiliência. E para Kiev o futuro é sombrio, apesar do apoio financeiro e militar da União Europeia, Reino Unido e EUA. 

 

   Porta-voz do Kremlin na 6.ª feira 22mar2024
naom_5c74e70697e73.jpgDmitry Peskov afirmou que o conflito na Ucrânia deixou de ser uma "operação militar especial" da Rússia e "tornou-se uma guerra". Em causa está a "participação do Ocidente". Peskov recordou também o objetivo do Kremlin de conquistar completamente as quatro regiões ucranianas (Kherson, Donetsk, Lugansk e Zaporijjia) que Moscovo reivindica como território de anexação desde setembro de 2022.

  Bombardeamentos russos na madrugada de sexta-feira 22mar2024
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O prefeito de Kharkiv, Igor Terekhov, diz que um ataque com mísseis russos cortou “completamente” o fornecimento de eletricidade e calor. “A cidade está completamente sem energia e, como resultado, o abastecimento de água e aquecimento não funciona”, disse ele num vídeo publicado no Telegram. “Os engenheiros de serviços públicos e de energia precisam de tempo para lidar com os desafios colocados por este bombardeamento hostil… Peço a todos que mantenham a calma e sejam pacientes.” Outras áreas da Ucrânia também relataram apagões, incluindo pelo menos 200 mil na região ocidental de Khmelnytskyi e cerca de 260 mil na região sul de Odesa. A Força Aérea Ucraniana afirma ter derrubado 92 dos 151 mísseis e drones disparados pela Rússia, um ataque descrito por um oficial como o maior ataque à infraestrutura energética desde o início da guerra.

  Miguel Castelo BrancoA magnitude do ataque russo desta madrugada [22mar2024], uma barragem de mísseis que terá ultrapassado em número e precisão todos os ataques realizados ao longo de dois anos, estropiou irreparavelmente grande parte das instalações hidroeléctricas responsáveis pela produção energética no S e Leste da Ucrânia, incluindo Kharkov. Desta última, há imagens de colunas a perder de vista de automóveis que abandonam a cidade. Há igualmente notícias de fortes bombardeamentos sobre Odessa e as fotos da resistência e informadores naquela cidade mostram colunas de fumo negro que se elevam a vários quilómetros de altura sobre o porto. Desde o início do conflito, os russos nunca desencadearam tamanho ataque, pelo que se alguns o enquadrarão na iminência da esperada arrancada russa, outros interpretam-no como o último e solene aviso do Kremlin a Zelensky para este pare de imediato a campanha terrorista que tem visado alvos civis em Belgorod e Kursk.

 

  Ataque em sala de espetáculos de Moscovo
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Um grupo de homens armados [entre três e cinco], vestindo uniformes militares, atacaram ontem [6.ª feira 22mar2024] a sala de espetáculos Crocus City Hall, nos subúrbios de Moscovo, causando pelo menos 62 mortos e cerca de 150 feridos. Os atacantes terão também detonado uma granada ou bomba no local, o que terá despoletado um enorme incêndio, acabando o telhado do edifício onde se localiza a sala de espetáculos por colapsar. O Estado Islâmico (ISIS-K, ramo afegão do Daesh) já reivindicou a autoria do atentado
Ao início da manhã deste sábado, já tinham sido contabilizadas pelo menos 93 vítimas mortais e 107 feridos, incluindo cinco crianças, de acordo com o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB). O diretor do FSB, Aleksandr Bortnikov, informou o presidente do país, Vladimir Putin, da detenção de 11 pessoas, incluindo quatro homens que diz terem estado "diretamente envolvidos" no ataque e que 
estavam a caminho da fronteira com a Ucrânia quando foram detidos.
O número de mortos voltou a aumentar, tal como era esperado. De acordo com o Comité de Investigação da Rússia, citado pela agência RIA Novosti, há a lamentar pelo menos 115 vítimas mortaisNo local do ataque terrorista na sala de espetáculo Crocus City Hall, quando os serviços de emergência retiraram os escombros, foram encontrados mais corpos.

  Miguel Castelo BrancoAnoto, sem surpresa, a culpabilização da Rússia por esta ter sido ao longo das últimas quase quatro décadas o mais esforçado dos Estados no combate ao terrorismo jihadista: no Afeganistão , no Cáucaso e na Síria. Se há uma fisionomia espiritual e uma psicologia dos caracteres, e se há quem crie problemas e há quem os resolva, a Rússia estará certamente, sobretudo em matéria de terrorismo e terroristas, do lado certo: absolutamente limpa e de consciência tranquila em tudo o que se relacione com a guerra ao terrorismo. O discurso e os princípios por que se norteia são os mesmos de sempre. O mesmo não poderão reivindicar os norte-americanos, com a agravante de fazerem crer às nações que jamais promoveram, armaram e pagaram a terroristas. Se há quem ainda não se tenha libertado da caverna de Platão, importa que se desintoxiquem dos fumos ideológicos, sigam as conexões, os percursos e os efeitos do terrorismo para que se lhes revele quem lucra com as acções do terrorismo. Os criminosos responsáveis pela matança de ontem foram capturados quando se preparavam para passar a fronteira. Se pelo dedo se conhece o gigante, há que dar tempo ao tempo para que tudo se torne claro.
David Ribeiro
É curioso... os alegados terroristas jihadistas em fuga foram capturados quando se preparavam para passar a fronteira com a Ucrânia. Porque não optaram pela fronteira com a Letónia, Estónia ou mesmo com a Finlândia?
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Paulo CavacoDavid Ribeiro porque por ali alguem lhes garantia a passagem livre... Só que os Russos não conseguem abortar todos os ataques terroristas, estes tiveram ajuda de uma Embaixada no Tajiquistão pronta para os receber e treinar! Mas vão vomitar tudo e mais alguma coisa, um já começou por ficar sem orelha na cabeça mas com ela dentro do estomago.
António Faria
David Ribeiro Porque possivelmente a Ucrânia é cúmplice. Um dos assassinos quando interrogado diz que o fez por dinheiro, não diz eu foi uma questão religiosa.




Quarta-feira, 13 de Março de 2024
João Tagarela... quem não conhece?

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Gonçalo G. MouraTambém conhecido como "comentador televisivo"...
Castro Ferreira PadrãoInfelizmente há tantos...e, então na Comunicação Social, autênticos Globetrotters da sabedoria.
Luis Barata
David, Luís, Óscar, tagarelas há muitos... 😀



Publicado por Tovi às 07:24
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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2024
Do Euromaidan até à “operação militar especial”

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(Na imagem confrontos em Kiev, entre manifestantes e a polícia - 21nov2013) 

Historicamente o sudeste da Ucrânia sempre gravitou em torno da Rússia. Em 1919, Vladimir Lenin, então chefe do governo soviético, integrou o Donbass à República Socialista da Ucrânia contra a vontade da população da região. Após o colapso da URSS, o plebiscito de 1994 em Donbass relativo à federalização da região e à transformação do russo numa segunda língua oficial foi igualmente ignorado pelo então governo ucraniano. Na altura do Euromaidan, as partes sudeste e noroeste da Ucrânia já estavam divididas sobre o futuro do país, com a primeira a procurar integrar-se na UE, enquanto a segunda queria desenvolver laços económicos com a Rússia. O sudeste incluía os territórios de Kharkiv a Odessa, a chamada Nova Rússia, juntamente com a Crimeia. E separadamente, havia o noroeste, onde as tendências nacionalistas ucranianas eram bastantes fortes. Esta divisão tornou-se especialmente visível em 2004, quando a Revolução Laranja, apoiada pelo Ocidente na Praça da Independência, levou Viktor Yuschenko ao poder em Kiev. E a partir de então, com um rompimento de relações entre a Rússia e a Ucrânia, a guerra do gás e a guerra do açúcar, atingiram muito duramente o Donbass, pois as suas indústrias dependiam, em particular, do gás barato russo. As escaramuças entre as forças de Kiev e os independentistas do leste ucraniano mantiveram-se até ao início de maio de 2014, altura em que ocorreu o hediondo massacre na Casa dos Sindicatos de Odessa, onde cerca de 50 pessoas foram espancadas até a morte e queimadas vivas. No dia nove desse mês ultranacionalistas e militares ucranianos mataram e perseguiram participantes do Desfile do Dia da Vitória em Mariupol. O regime ucraniano também começou a bombardear o Donbass. Nesta altura a Rússia interveio para acabar com a guerra do regime de Kiev contra o Donbass, conseguindo-se os Acordos de Minsk de 2014 e 2015, que, infelizmente, falharam, uma vez que nem a Ucrânia nem os seus apoiantes ocidentais estavam dispostos a observar as disposições dos acordos. Também o presidente ucraniano Vladimir Zelensky, após a sua eleição em 2019, tomou a decisão de não observar os acordos. Depois... todos já sabemos como foi, mas ainda não sabemos como vai terminar. 

  
Castro Ferreira PadrãoE agora há o resultado que ambas as partes lamentam e, como vai acabar?
David RibeiroEssa é a resposta que vale mais de um milhão, Castro Ferreira Padrão.

 

  Hajo Funke, um dos mais influentes analistas políticos no Berliner Zeitung, 20 de Fevereiro de 2024 (via Miguel Castelo Branco)
424882195_10164145681311679_534221943951179887_n.jA contra-ofensiva do exército ucraniano, há muito planeada e celebrada externamente, falhou sangrentamente. A Ucrânia sofreu uma derrota decisiva e, com base no julgamento médio, já não está em condições de conseguir militarmente a reconquista dos territórios ocupados, tal como reclamado pela liderança ucraniana. A substituição do reconhecido anterior Chefe do Estado-Maior General, Zaluzhnyi, [...] mostra quão enfraquecido e dividido o país está sobre a escalada da guerra. O apoio ao presidente ucraniano diminui; segundo estudos de opinião, o apoio de que goza estará em torno de 20%. Faltam soldados, armas e munições. Acima de tudo, muitos ucranianos sentem agora que a NATO os levou à guerra e depois os abandonou. A fadiga é evidente e muitos evitam o serviço militar. Só na Alemanha há cerca de 200 mil ucranianos que não querem ser carne para canhão numa guerra que não precisava ser travada dessa forma e poderia há muito ter terminado. De acordo com um antigo colaborador próximo de Zelensky, cerca de 4,5 milhões recusaram ser registados pelas autoridades militares. Para um país com uma população estimada em apenas 28 milhões de habitantes, 10 milhões dos quais são reformados, este é um enorme problema que põe em causa a continuação da guerra. Os negociadores ucranianos sublinham agora abertamente que houve negociações de paz muito avançadas entre ucranianos e russos em Istambul, em Março e Abril de 2022, e que não foi culpa deles ou de Zelensky se um acordo não foi alcançado naquela altura, mas sim na atitude dos britânicos e dos americanos à qual os outros membros da NATO teriam então aderido.

  
Castro Ferreira PadrãoE eu continuo, e agora?
David RibeiroSó há uma solução, Castro Ferreira Padrão: sentarem-se à mesa de negociações.
Mário PaivaDavid Ribeiro, o que podiam ter feito em Istambul em 2022 e evitado a mortandade e a destruição do país...
David RibeiroClaro, Mário Paiva.



Publicado por Tovi às 07:29
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Quinta-feira, 27 de Julho de 2023
Os EUA a cometerem erros atrás de erros

  Miguel Castelo Branco na sua página do Facebook - 26jul2023
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Anuncia-se nos EUA mais um pacote de ajuda militar à Ucrânia, cujo exército já é maior do que a soma dos exércitos francês, britânico e alemão. Há quem julgue que inundar um país de material de guerra resolve os problemas e evita a inapelável derrota. Nada mais falso, pois que os sistemas de armamentos requerem meses, mesmo anos, de treino e exigem guarnições com especial aptidão técnica para um desempenho regular em situação de guerra. Ora, tal como aconteceu no Vietname e no Camboja de Lon Nol, os EUA estão a cometer o erro de enviar milhares de toneladas para um país exangue em recursos humanos, presumindo que aqueles homens de meia idade e outros quase-crianças estarão capacitados após brevíssimas recrutas para defrontarem um exército eficiente, moderno e agora muito motivado. Tal só vai criar mais dezenas ou centenas de milhares de perdas e a destruição física da Ucrânia. Lamentável que não façam sentar as duas partes para negociações sérias e que se queira levar avante a loucura dos círculos do complexo militar-industrial.


Serafim Nunes
Os que morrem não são americanos…por isso não faz mal (para eles). Além do mais alguém vai pagar as armas.
Jorge VeigaLi ali ...um exército eficiente, moderno e agora muito motivado. A qual o autor se refere?
David RibeiroJorge Veiga ... tanto quanto parece refere-se ao russo, só não sei se inclui os mercenários.
Jorge VeigaDavid Ribeiro Qe se saiba um exército remendado na liderança e cheio de maçaricos armados e mal, tidos como carne para canhão, é um exército como é dito? Não acredito.
David RibeiroJorge Veiga ... Segundo a Firepower (um portal analítico de 145 forças militares ao redor do mundo, baseado em dados como quantidade de soldados, reservistas, força aérea, equipamentos, orçamento anual militar, entre outros) os Estados Unidos, a Rússia e a China são os países com os exércitos mais poderosos do mundo nos dias de hoje.
Jorge VeigaDavid Ribeiro Muita gente só faz uma multidão.
Carlos Miguel Sousa
Não fosse o Miguel Castelo Branco, quem é e eu até comentaria este texto, pois logo na primeira leitura me saltam aos olhos , dois erros crassos de análise. Infelizmente um texto altamente tendencioso e parcial, para quem sabe fazer melhor, diria mesmo muito melhor, mas como foge ao contraditório, tem vindo a perder qualidades. É natural, acontece sempre que nos rodeamos apenas daqueles que pensam como nós.

 

  Assim estamos ao 518.º dia (26jul2023) do conflito Rússia-Ucrânia
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  EUA anunciam nova ajuda militar à Ucrânia
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