"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 30 de Junho de 2017
Assaltaram os Paióis de Tancos

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Na passada quarta-feira, ao final do dia, uma ronda móvel de patrulha aos Paióis Nacionais de Tancos detectou um corte na rede que circunda esta instalação militar e o arrombamento de dois paiolins donde foi furtado “material de guerra, especificamente granadas de mão ofensivas e munições de calibre 9 milímetros”, informou em comunicado o Exército Português. Azeredo Lopes, Ministro da Defesa, já admitiu que este incidente é “grave” e que não ficará “nada por levantar” nas averiguações a esta acção criminosa.
Eu estou convicto que se tratou de um roubo para “abastecer” o mercado negro destes artefactos militares e que não é ainda para fazer “a revolução”, pois primeiro e antes de tudo precisamos de “revolucionários” e só depois de material de guerra.

 

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«Carlos Wehdorn»Foi um "bai-me à loja" encomendado

«Adao Fernando Batista Bastos»Incrivel a falta de segurança! E o PSD já critica esquecendo-se que esteve no Governo quatro anos e, que fez para alterar, melhorar estas situações. localização dos paios, etc.!? E também acho que provavelmente foi roubo por encomenda com implicados conhecedores do terreno.

«Jota Caeiro» - AAAA o amigo não está a gostar do quê afinal? Tente apreciar 'intensivamente'. veja pelo prisma da magnitude, do magnânime! da eficiência do esgotamento dos 'sistemas': pense que o animal que monta um campo de concentração e paradas militares para os queimados e quejandos, pode ver serem-lhe trucidadas algumas galinhas do galinheiro... e assim se vai o império e a 'fortuna' pessoal... eu também nunca morei na Rua de Diu...

«Duarte Leal»Vejam o que saiu hoje no Diário da República:
Despacho n.º 5717/2017
Considerando que, nos termos do disposto no n.º 3 do Despacho n.º 3718/2014, de 25 de fevereiro, de Sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 49, de 11 de março de 2014, estão sujeitas a prévia concordância as autorizações de despesas superiores a (euro) 299.278,74, relativas a Construções e Grandes Reparações.
Considerando que no âmbito da Reforma da «Defesa 2020», aprovada pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 26/2013, de 11 de abril, resultam diretrizes assentes no princípio orientador da concentração, visando a economia de meios, a rentabilização do apoio logístico e limitando o número de infraestruturas, aproveitando ao máximo as que se mostrarem mais adequadas, com vista ao redimensionamento do dispositivo territorial.
Considerando que com a concentração das funções logísticas numa mesma infraestrutura e a consequente rentabilização de sinergias, se torna fundamental o lançamento do procedimento pré-contratual que permita a execução da empreitada de obra pública com a designação PM 001/VNBarquinha - Polígono de Tancos (UAGME) - «Reconstrução da Vedação Periférica Exterior no Perímetro Norte, Sul e Este dos Paióis Nacionais de Tancos».
Assim, atento ao anteriormente exposto:
Manifesto a minha prévia concordância para a autorização do lançamento da empreitada de obras públicas com a designação PM 001/VNBarquinha - Polígono de Tancos (UAGME) - «Reconstrução da Vedação Periférica Exterior no Perímetro Norte, Sul e Este dos Paióis Nacionais de Tancos», com o preço base de (euro) 316.000,00 (trezentos e dezasseis mil euros), ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor.
5 de junho de 2017
O Ministro da Defesa Nacional
José Alberto de Azeredo Ferreira Lopes

«Manuel Carvalho» - Que estranho... a 5 de junho. Premonição, coincidência ou outra coisa qualquer?

David Ribeiro» - Há coisas do caraças, não há?... Mas o importante é que vamos ter um RIGOROSO INQUÉRITO e assim fica tudo resolvido.

«Fernando Duarte»será que é mesmo a falta de revolucionários ou a falta de vontade de fazer algo a favor de bois-mansos que não se preocupam nada de ser espezinhados e que não se importam de rastejar toda a vida ?

«David Ribeiro» - Durante dois anos do meu serviço militar fiz parte de uma companhia de sapadores do Batalhão de Engenharia n 3, em Santa Margarida, que assegurava a guarda e proteção contra incêndios dos paióis deste Campo de Instrução Militar, pelo que tenho muita dificuldade em entender o que aconteceu agora em Tancos.

«Vitor Soares» - Dada a dimensão do roubo, é difícil acreditar que não seja trabalho interno... Quando é que foi realizado o último inventário? Será que o material não desapareceu durante estes 2 anos de falha na vídeo vigilância?

«David Ribeiro» - Durante o dia de hoje o Exército revelou que entre o material de guerra roubado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos, para além das granadas de mão ofensivas e das munições de 9mm, foram também detectadas as faltas de granadas foguete anticarro, granadas de gás lacrimogéneo, explosivos e material diverso de sapadores, como bobines de arame, disparadores e iniciadores. E já agora: Não será melhor ir contar os submarinos... e os F-16 ?

 

   20h36 de 1Jul2017

O chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, decidiu exonerar os cinco comandantes das unidades que dão forças à segurança física e militar dos Paióis de Tancos: O Comandante da Unidade de Apoio da Brigada de Reação Rápida, o Comandante do Regimento de Infantaria 15, o Comandante do Regimento de Paraquedistas, o Comandante do Regimento de Engenharia 1 e o Comandante da Unidade de Apoios Geral do Material do Exército.



Publicado por Tovi às 09:44
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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016
Presos sete militares dos Comandos

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No dia de ontem foram enviados para o Estabelecimento Prisional Militar, em Tomar, um Tenente Coronel (director da prova), um Capitão (médico) e cinco instrutores (três tenentes e dois sargentos), todos detidos no âmbito dos inquéritos aos trágicos acontecimentos do 127º Curso de Comandos em que os militares Hugo Abreu e Dylan Silva perderam a vida.

 

  COMUNICADO Nº 40/2016 - 7Nov2016

EXÉRCITO PORTUGUÊS - DETENÇÃO DE MILITARES

Informa-se que, em 17 de novembro de 2016, a Polícia Judiciária Militar apresentou ao Comando do Exército mandados de detenção relativamente a sete militares, no âmbito do processo de inquérito instaurado pelo Ministério Público na sequência dos factos ocorridos durante o 127º Curso de Comandos.
Informa-se ainda que a apresentação dos mandados ao Comando do Exército decorre do previsto na lei quanto à detenção de militares no ativo e na efetividade de serviço.
Informa-se, por último, que Sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional continua a acompanhar o assunto, em estreita ligação com Sua Excelência o General Chefe do Estado-Maior do Exército.

 

  Nota para a Comunicação Social - 17Nov2016

PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

Gabinete da Procuradora-Geral da República

Curso de Comandos - Detenções

No âmbito do inquérito, dirigido pelo Ministério Público, onde se investigam as circunstâncias do treino que levaram à morte de alunos do curso de Comandos, estão em curso diligências, tendo sido emitidos mandados de detenção relativamente ao diretor da prova, ao médico e a cinco instrutores.
Estes militares são suspeitos da prática de crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física (art.º 93.º do Código de Justiça Militar). Na sequência das detenções serão presentes ao juiz de Instrução Criminal para aplicação de medidas de coação.
Para além dos sete visados pelos mandados de detenção, o processo tem dois outros arguidos constituídos, também estes militares.
As investigações prosseguem, estando causa em factos susceptíveis de integrarem os já referidos crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física (art.º 93.º do Código de Justiça de Militar) bem como de crimes de omissão de auxílio (art.º 200.º do Código Penal).
Nesta investigação, que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária Militar.

 

 Despacho do Ministério Público

Cândida Vilar, procuradora titular do caso das mortes no 127.º curso dos Comandos, considera que os militares indiciados trataram “os instruendos como pessoas descartáveis”. No documento é referido que face aos indícios da prática dos crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física, “à personalidade dos suspeitos, movidos por ódio patológico, irracional contra os instruendos, que consideram inferiores por ainda não fazerem parte do Grupo de Comandos, cuja supremacia apregoam, à gravidade e natureza dos ilícitos”, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa entende que existe “perigos de continuação da atividade criminosa e de perturbação do inquérito”.

 

  Declarações do Ministro da Defesa

Azeredo Lopes reagiu à inédita detenção de sete militares dos Comandos, reafirmando a sua determinação em que a investigação do Ministério Público seja levada até às últimas consequências. “Não concebo que pudesse ser de outra forma”, disse o ministro, sublinhando não estar “a presumir rigorosamente nada”.

 

  21h00 – Campus da Justiça em Lisboa

Os cinco oficiais e dois sargentos dos comandos que foram detidos pela Polícia Judiciária Militar por suspeitas de abuso de autoridade, que levou à morte de Dylan Silva e Hugo Abreu, ficarão em liberdade a aguardar a acusação. A decisão é da juíza de instrução, depois de a procuradora Cândida Vilar, do DIAP de Lisboa, não ter pedido prisão preventiva para qualquer dos arguidos.



Publicado por Tovi às 07:52
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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2016
Relatório do acidente com o C-130 da FAP

Azeredo-Lopes-ministro-da-Defesa-2016.jpgO relatório de averiguações da Força Aérea Portuguesa ao acidente com um avião C-130 na Base Aérea do Montijo, que a 11 e Julho deste ano causou três mortos, diz expressamente que o acidente "ocorreu devido à impossibilidade da tripulação em controlar eficazmente a aeronave no decurso de uma manobra que visava treinar a interrupção da respetiva corrida de descolagem -- manobra designada de «aborto à descolagem»" e por isso a FAP considerou o acidente como ERRO HUMANO. Mas o ministro da tutela, Azeredo Lopes, já afirmou, e muito bem, que “não posso falar em erro humano, posso falar quando muito num fator humano envolvido no acidente mas em que daí não resulta um qualquer juízo de censura perante o que aconteceu. Estamos a testar situações limite e, nessas situações, a hipótese de não correr bem é uma hipótese que tem que se considerar como natural". Uma forma simples e clarividente de acabar com a mania das culpas serem sempre do “electricista” ou da “senhora da limpeza”.



Publicado por Tovi às 07:59
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Domingo, 23 de Outubro de 2016
Mais achas para a fogueira

Rússia frota naval no Mediterrâneo 20Out2016.jpg

Uma frota naval russa composta pelo porta-aviões Admiral Kuznetsov, o cruzador Pyotr Veliky, os navios anti-submarino Severomorsk e Vitse-Admiral Kulakov, acompanhados por vários navios de abastecimento, passou quinta-feira pelo Canal da Mancha com destino ao Mediterrâneo, com o objectivo não só de controlo e reacção a acções de pirataria e terrorismo mas também para garantir a segurança de navegação da Federação Russa. A NATO está a acompanhar o avanço destes navios, colocando em dúvida as intenções de Putin com esta demonstração de força.

 

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«Carlos Miguel Sousa» >> O Porta Aviões Russo «Almirante Kusnetsov» esteve 25 anos parado no porto de abrigo, é um Porta Aviões a Gasóleo, e completamente desactualizado. Pela frente terá dois Porta Aviões Nucleares Norte Americanos, recentes e equipados com o «state of the art» do mais moderno equipamento militar, que comandam 2 esquadras com outros navios e submarinos. A Força Russa que está a caminho da Síria, não terá mais que 20% da força naval da NATO em presença na zona.

«João Quaresma» >> A maior concentração de navios de guerra na zona foi em 1973, durante a Guerra do Yom Kippur, em que a URSS desceu em força até ao Mediterrâneo e ficou em situação de superioridade em relação aos EUA. Hoje, ninguém está à espera de uma batalha naval entre russos e americanos. A força naval russa é inferior às equivalentes americanas mas para bombardear o EI, ganhar experiência e obter ganhos políticos deverá chegar.

«Antonio Gil» >> China e Rússia apostaram fortemente nos mísseis balísticos que saem baratos na produção e estão-se nas tintas para o aparato de porta-aviões, ou grandes navios. Caricaturando: se um navio de pesca barato transporta mísseis (de também relativamente barata produção, apesar de serem armas de ponta) podem afundar porta-aviões, para quê fabricar porta-aviões que custam triliões? isso fica pra quem gosta do show-off hollywoodesco. Esta filosofia mostra também claramente quem está na ofensiva e quem aposta na defensiva e os estrategas militares mais informados - incluindo americanos que questionam o despesismo militar - dizem que está correcta.

«David Ribeiro» >> O Ministério da Defesa português informou que a Marinha e a Força Aérea (uma fragata e um avião P-3) estão a vigiar estes oito navios russos que passam este fim-de-semana ao largo da costa nacional. Embora não devam chegar a entrar em águas territoriais portuguesas (12 milhas náuticas), a verdade é que até o podem fazer ao abrigo do "direito de passagem inofensiva", previsto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.



Publicado por Tovi às 08:48
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