"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 22 de Março de 2022
Morreu um agente da PSP violentamente agredido

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No dia de ontem a Direção Nacional da PSP informou em comunicado "com pesar e dor" a morte de Fábio Guerra, o agente da PSP violentamente agredido na madrugada do último sábado. Estava em coma e não resistiu às lesões. Nas imagens de câmaras de segurança, que entretanto foram dadas a conhecer na comunicação social e nas redes sociais, vê-se o início de uma confusão à porta da discoteca Mome, em Lisboa, onde várias pessoas se envolveram aos murros e pontapés. Depois, é possível ver que uma vítima é pontapeada quando já está caída no chão - não é certo que a pessoa em causa seja o agente PSP que acabou por ser internado em estado muito grave, no Hospital São José, em Lisboa. O agente da PSP, violentamente agredido, estava de folga e foi atacado quando, com outros três colegas polícias, tentavam terminar uma zaragata, junto à entrada do espaço de diversão noturna. Segundo se apurou, o jovem polícia aproveitava a noite para se divertir com os amigos naquele espaço de diversão noturna, situado na Avenida 24 de Julho, e todos estavam já no exterior quando se aperceberam de confrontos físicos envolvendo outros clientes. De seguida, os agentes intervieram para tentar terminar com a contenda, acabando agredidos.
Num comunicado enviado este domingo às redações, a Marinha assegura que, "no dia 19 de março, dois militares, do regime de contrato, da classe de Fuzileiros, envolveram-se nos confrontos que ocorreram na madrugada desse mesmo dia, na via pública, junto de um espaço noturno, em Lisboa, tendo posteriormente informado as respetivas chefias". Ainda de acordo com o comunicado, os dois fuzileiros receberam ordem para se apresentarem na unidade a que pertencem, "onde se encontram a responder a um inquérito interno e à disposição das autoridades policiais para as devidas investigações", ressalvando que até agora ainda nenhuma entidade policial os notificou para qualquer tipo de diligência. Os dois fuzileiros que se apresentaram na Base do Alfeite depois de terem admitido ter participado nas agressões que custaram a vida ao agente da PSP Fábio Guerra, já apresentaram a sua versão dos factos ao responsável que os ouviu no âmbito de um processo de averiguações. À Marinha, disseram que agiram em “legítima defesa” contra um grupo que lhes fez uma “espera” à porta da Discoteca Mome. E desse grupo faziam parte os quatro polícias que acabaram por ser agredidos. Apontaram ainda o dedo a um terceiro elemento, um civil, como autor dos pontapés que terão provocado as “graves lesões cerebrais” que mataram o agente Guerra, de 26 anos. Este terceiro elemento já terá sido identificado pela PJ, mas ainda não foi detido. No entanto esta versão é oposta à que a PSP comunicou através do Gabinete de Imprensa da Direção Nacional e que refere que os agentes intervieram para pôr fim a uma desordem tendo sido “violentamente agredidos”. As agressões aos quatro agentes da PSP por um grupo de cerca de quatro a cinco homens, todos já identificados, entre os quais os dois fuzileiros, aconteceram pelas 6h30 da manhã, de sábado.

Na rede social Twitter, o ministro da Defesa falou como se já não houvesse dúvida sobre a responsabilidade dos dois fuzileiros na morte do agente da PSP. "Os factos deste trágico evento serão apurados e imputados a quem tenha agido ao arrepio da lei e dos valores militares como a honra e a disciplina", escreveu João Gomes Cravinho.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já reagiu à morte do agente: “Ao tomar conhecimento do falecimento prematuro do agente Fábio Guerra, o Presidente da República manifestou a sua tristeza e pesar pela perda de uma vida em circunstâncias tão trágicas.”

A PSP fez ontem um minuto de silêncio em memória do agente morto a quem elogiou a “coragem”: “O Agente Fábio Guerra honrou, até às últimas consequências, a sua condição policial e o seu juramento de ‘dar a vida, se preciso for’, num gesto extremo de generosidade e sentido de missão. Disso nunca nos esqueceremos.”

Fábio Guerra era natural da Covilhã, sendo o mais velho de três irmãos, mas estava em Lisboa há quatro anos e pertencia à esquadra 64, de Alfragide, na Amadora, desde julho de 2020.

 

  Hoje de manhã a comunicação social está a avançar a noticia que a PJ, na posse de imagens e de testemunhos que contrariam a versão apresentada pelos dois fuzileiros envolvidos no espancamento que causou a morte a Fábio Guerra, partiu ontem à noite para a detenção dos militares e de um terceiro suspeito, civil. Vadym Hrynko e Cláudio Coimbra, de 22 e 21 anos, estavam retidos desde sábado à tarde na Base do Alfeite e foram encaminhados para o Presídio Militar de Tomar. Um outro homem, de 24 anos, ficou no estabelecimento prisional anexo à PJ de Lisboa. "Foram realizadas buscas domiciliárias e não domiciliárias aos três arguidos, incidindo sobre as suas residências, viaturas e unidade militar", informa a PJ.
A meio da tarde de hoje soube-se que foi libertado um civil de 24 anos, dos três detidos suspeitos das agressões a um agente da PSP, à porta de uma discoteca em Lisboa, que acabou por falecer ontem. No entanto, continuam detidos no Estabelecimento Prisional Militar de Tomar os outros dois fuzileiros suspeitos do crime de homicídio qualificado e ofensa à integridade física qualificada no ataque a cinco agentes da Polícia de Segurança Pública. Segundo as últimas informações a PJ está no encalço de um outro suspeito das agressões que se encontra em fuga.

 

  16h39 de 23mar2022A Polícia Judiciária montou uma caça ao homem para encontrar Clóvis Abreu, um novo suspeito da morte do agente Fábio Guerra. É conhecido dos dois fuzileiros detidos e viu o pai ser morto a tiro em 22 de dezembro de 2020 à porta de um hipermercado de Fernão Ferro, no Seixal, após troca de tiros com a GNR. Terá reagido com mais violência - terá atirado uma pedra à cabeça de Fábio Guerra - após os polícias se terem identificado à porta da discoteca como agentes da PSP.
  21h26 de 23mar2022 - Os dois fuzileiros suspeitos do homicídio do agente Fábio Guerra, da PSP, vão ficar em prisão preventiva, decidiu esta quarta-feira o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal.

 

  Polícia espanhola procura suspeito de matar agente Fábio Guerra
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Publicado por Tovi às 07:54
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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2021
Operação Miríade

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No seguimento da investigação a uma rede criminosa que se dedicava, entre outros ilícitos, ao contrabando de diamantes, ouro e tráfico de droga, com origem no contingente militar português em missão da ONU na República Centro-Africana, no dia de ontem (terça-feira, 09nov2021) os 11 detidos nesta ‘Operação Miríade’ - militares, um advogado, um agente da PSP e um guarda da GNR - foram presentes ao juiz no Juízo de Instrução Criminal de Lisboa e cinco deles prestaram declarações no interrogatório. Os outros seis optaram por ficar em silêncio. As diligências são retomadas esta manhã no Campus da Justiça em Lisboa. Fonte ligada ao processo adiantou à Lusa que da rede criminosa fazem ainda parte várias dezenas de pessoas e cerca de 40 empresas, algumas que funcionavam como "fachada" para os negócios.

 

  Medidas de coação aplicadas pelo juiz de instrução Carlos Alexandre
Dois dos 11 arguidos alegadamente envolvidos num esquema de tráfico de diamantes em missões da ONU na República Centro-Africana vão ficar em prisão preventiva. Quatro arguidos ficam suspensos do exercício da profissão, proibidos de contactar os outros arguidos e de se ausentar do país. Nove dos arguidos ficam ainda obrigados a apresentações periódicas às autoridades.

 

  Quem não avisou quem… é o que se quer saber
O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, sabia das investigações em curso - os factos remontam a 2019 - e não informou nem o Primeiro Ministro, nem o Presidente da República, nem o ministro dos Negócios Estrangeiros. Procurando desdramatizar essa ausência de informação, o ministro da Defesa invocou a necessidade de preservar o segredo da investigação. "Não, não me compete saber processos que estão em segredo de justiça", disse. E acrescentando logo de seguida que a informação circulou exatamente nos termos em que tinha de circular. "Quanto ao único elemento com relevância do ponto de vista de política externa, nós temos um canal de comunicação direto entre o Ministério de Defesa Nacional e o departamento das Nações Unidas responsável pelas missões de paz e esse canal foi ativado para informar a ONU em devido tempo." Comentando o caso, Marcelo Rebelo de Sousa disse apenas que o ministro da Defesa lhe justificou a ausência de informação - mas sem fazer acrescentar juízos de valor: "O senhor ministro da Defesa Nacional, hoje, por outras razões, falou comigo, e explicou-me que naquela altura comunicou às Nações Unidas, porque se tratava de uma força das Nações Unidas, que havia suspeitas relativamente a um caso em investigação judicial, e que na base de pareceres jurídicos tinha sido entendido que não devia haver comunicação a outros órgãos, nomeadamente órgãos de soberania, Presidência da República ou parlamento."



Publicado por Tovi às 09:26
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Sexta-feira, 30 de Junho de 2017
Assaltaram os Paióis de Tancos

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Na passada quarta-feira, ao final do dia, uma ronda móvel de patrulha aos Paióis Nacionais de Tancos detectou um corte na rede que circunda esta instalação militar e o arrombamento de dois paiolins donde foi furtado “material de guerra, especificamente granadas de mão ofensivas e munições de calibre 9 milímetros”, informou em comunicado o Exército Português. Azeredo Lopes, Ministro da Defesa, já admitiu que este incidente é “grave” e que não ficará “nada por levantar” nas averiguações a esta acção criminosa.
Eu estou convicto que se tratou de um roubo para “abastecer” o mercado negro destes artefactos militares e que não é ainda para fazer “a revolução”, pois primeiro e antes de tudo precisamos de “revolucionários” e só depois de material de guerra.

 

   Comentários no Facebook

«Carlos Wehdorn»Foi um "bai-me à loja" encomendado

«Adao Fernando Batista Bastos»Incrivel a falta de segurança! E o PSD já critica esquecendo-se que esteve no Governo quatro anos e, que fez para alterar, melhorar estas situações. localização dos paios, etc.!? E também acho que provavelmente foi roubo por encomenda com implicados conhecedores do terreno.

«Jota Caeiro» - AAAA o amigo não está a gostar do quê afinal? Tente apreciar 'intensivamente'. veja pelo prisma da magnitude, do magnânime! da eficiência do esgotamento dos 'sistemas': pense que o animal que monta um campo de concentração e paradas militares para os queimados e quejandos, pode ver serem-lhe trucidadas algumas galinhas do galinheiro... e assim se vai o império e a 'fortuna' pessoal... eu também nunca morei na Rua de Diu...

«Duarte Leal»Vejam o que saiu hoje no Diário da República:
Despacho n.º 5717/2017
Considerando que, nos termos do disposto no n.º 3 do Despacho n.º 3718/2014, de 25 de fevereiro, de Sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 49, de 11 de março de 2014, estão sujeitas a prévia concordância as autorizações de despesas superiores a (euro) 299.278,74, relativas a Construções e Grandes Reparações.
Considerando que no âmbito da Reforma da «Defesa 2020», aprovada pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 26/2013, de 11 de abril, resultam diretrizes assentes no princípio orientador da concentração, visando a economia de meios, a rentabilização do apoio logístico e limitando o número de infraestruturas, aproveitando ao máximo as que se mostrarem mais adequadas, com vista ao redimensionamento do dispositivo territorial.
Considerando que com a concentração das funções logísticas numa mesma infraestrutura e a consequente rentabilização de sinergias, se torna fundamental o lançamento do procedimento pré-contratual que permita a execução da empreitada de obra pública com a designação PM 001/VNBarquinha - Polígono de Tancos (UAGME) - «Reconstrução da Vedação Periférica Exterior no Perímetro Norte, Sul e Este dos Paióis Nacionais de Tancos».
Assim, atento ao anteriormente exposto:
Manifesto a minha prévia concordância para a autorização do lançamento da empreitada de obras públicas com a designação PM 001/VNBarquinha - Polígono de Tancos (UAGME) - «Reconstrução da Vedação Periférica Exterior no Perímetro Norte, Sul e Este dos Paióis Nacionais de Tancos», com o preço base de (euro) 316.000,00 (trezentos e dezasseis mil euros), ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor.
5 de junho de 2017
O Ministro da Defesa Nacional
José Alberto de Azeredo Ferreira Lopes

«Manuel Carvalho» - Que estranho... a 5 de junho. Premonição, coincidência ou outra coisa qualquer?

David Ribeiro» - Há coisas do caraças, não há?... Mas o importante é que vamos ter um RIGOROSO INQUÉRITO e assim fica tudo resolvido.

«Fernando Duarte»será que é mesmo a falta de revolucionários ou a falta de vontade de fazer algo a favor de bois-mansos que não se preocupam nada de ser espezinhados e que não se importam de rastejar toda a vida ?

«David Ribeiro» - Durante dois anos do meu serviço militar fiz parte de uma companhia de sapadores do Batalhão de Engenharia n 3, em Santa Margarida, que assegurava a guarda e proteção contra incêndios dos paióis deste Campo de Instrução Militar, pelo que tenho muita dificuldade em entender o que aconteceu agora em Tancos.

«Vitor Soares» - Dada a dimensão do roubo, é difícil acreditar que não seja trabalho interno... Quando é que foi realizado o último inventário? Será que o material não desapareceu durante estes 2 anos de falha na vídeo vigilância?

«David Ribeiro» - Durante o dia de hoje o Exército revelou que entre o material de guerra roubado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos, para além das granadas de mão ofensivas e das munições de 9mm, foram também detectadas as faltas de granadas foguete anticarro, granadas de gás lacrimogéneo, explosivos e material diverso de sapadores, como bobines de arame, disparadores e iniciadores. E já agora: Não será melhor ir contar os submarinos... e os F-16 ?

 

   20h36 de 1Jul2017

O chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, decidiu exonerar os cinco comandantes das unidades que dão forças à segurança física e militar dos Paióis de Tancos: O Comandante da Unidade de Apoio da Brigada de Reação Rápida, o Comandante do Regimento de Infantaria 15, o Comandante do Regimento de Paraquedistas, o Comandante do Regimento de Engenharia 1 e o Comandante da Unidade de Apoios Geral do Material do Exército.



Publicado por Tovi às 09:44
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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016
Presos sete militares dos Comandos

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No dia de ontem foram enviados para o Estabelecimento Prisional Militar, em Tomar, um Tenente Coronel (director da prova), um Capitão (médico) e cinco instrutores (três tenentes e dois sargentos), todos detidos no âmbito dos inquéritos aos trágicos acontecimentos do 127º Curso de Comandos em que os militares Hugo Abreu e Dylan Silva perderam a vida.

 

  COMUNICADO Nº 40/2016 - 7Nov2016

EXÉRCITO PORTUGUÊS - DETENÇÃO DE MILITARES

Informa-se que, em 17 de novembro de 2016, a Polícia Judiciária Militar apresentou ao Comando do Exército mandados de detenção relativamente a sete militares, no âmbito do processo de inquérito instaurado pelo Ministério Público na sequência dos factos ocorridos durante o 127º Curso de Comandos.
Informa-se ainda que a apresentação dos mandados ao Comando do Exército decorre do previsto na lei quanto à detenção de militares no ativo e na efetividade de serviço.
Informa-se, por último, que Sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional continua a acompanhar o assunto, em estreita ligação com Sua Excelência o General Chefe do Estado-Maior do Exército.

 

  Nota para a Comunicação Social - 17Nov2016

PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

Gabinete da Procuradora-Geral da República

Curso de Comandos - Detenções

No âmbito do inquérito, dirigido pelo Ministério Público, onde se investigam as circunstâncias do treino que levaram à morte de alunos do curso de Comandos, estão em curso diligências, tendo sido emitidos mandados de detenção relativamente ao diretor da prova, ao médico e a cinco instrutores.
Estes militares são suspeitos da prática de crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física (art.º 93.º do Código de Justiça Militar). Na sequência das detenções serão presentes ao juiz de Instrução Criminal para aplicação de medidas de coação.
Para além dos sete visados pelos mandados de detenção, o processo tem dois outros arguidos constituídos, também estes militares.
As investigações prosseguem, estando causa em factos susceptíveis de integrarem os já referidos crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física (art.º 93.º do Código de Justiça de Militar) bem como de crimes de omissão de auxílio (art.º 200.º do Código Penal).
Nesta investigação, que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária Militar.

 

 Despacho do Ministério Público

Cândida Vilar, procuradora titular do caso das mortes no 127.º curso dos Comandos, considera que os militares indiciados trataram “os instruendos como pessoas descartáveis”. No documento é referido que face aos indícios da prática dos crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física, “à personalidade dos suspeitos, movidos por ódio patológico, irracional contra os instruendos, que consideram inferiores por ainda não fazerem parte do Grupo de Comandos, cuja supremacia apregoam, à gravidade e natureza dos ilícitos”, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa entende que existe “perigos de continuação da atividade criminosa e de perturbação do inquérito”.

 

  Declarações do Ministro da Defesa

Azeredo Lopes reagiu à inédita detenção de sete militares dos Comandos, reafirmando a sua determinação em que a investigação do Ministério Público seja levada até às últimas consequências. “Não concebo que pudesse ser de outra forma”, disse o ministro, sublinhando não estar “a presumir rigorosamente nada”.

 

  21h00 – Campus da Justiça em Lisboa

Os cinco oficiais e dois sargentos dos comandos que foram detidos pela Polícia Judiciária Militar por suspeitas de abuso de autoridade, que levou à morte de Dylan Silva e Hugo Abreu, ficarão em liberdade a aguardar a acusação. A decisão é da juíza de instrução, depois de a procuradora Cândida Vilar, do DIAP de Lisboa, não ter pedido prisão preventiva para qualquer dos arguidos.



Publicado por Tovi às 07:52
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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2016
Relatório do acidente com o C-130 da FAP

Azeredo-Lopes-ministro-da-Defesa-2016.jpgO relatório de averiguações da Força Aérea Portuguesa ao acidente com um avião C-130 na Base Aérea do Montijo, que a 11 e Julho deste ano causou três mortos, diz expressamente que o acidente "ocorreu devido à impossibilidade da tripulação em controlar eficazmente a aeronave no decurso de uma manobra que visava treinar a interrupção da respetiva corrida de descolagem -- manobra designada de «aborto à descolagem»" e por isso a FAP considerou o acidente como ERRO HUMANO. Mas o ministro da tutela, Azeredo Lopes, já afirmou, e muito bem, que “não posso falar em erro humano, posso falar quando muito num fator humano envolvido no acidente mas em que daí não resulta um qualquer juízo de censura perante o que aconteceu. Estamos a testar situações limite e, nessas situações, a hipótese de não correr bem é uma hipótese que tem que se considerar como natural". Uma forma simples e clarividente de acabar com a mania das culpas serem sempre do “electricista” ou da “senhora da limpeza”.



Publicado por Tovi às 07:59
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Domingo, 23 de Outubro de 2016
Mais achas para a fogueira

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Uma frota naval russa composta pelo porta-aviões Admiral Kuznetsov, o cruzador Pyotr Veliky, os navios anti-submarino Severomorsk e Vitse-Admiral Kulakov, acompanhados por vários navios de abastecimento, passou quinta-feira pelo Canal da Mancha com destino ao Mediterrâneo, com o objectivo não só de controlo e reacção a acções de pirataria e terrorismo mas também para garantir a segurança de navegação da Federação Russa. A NATO está a acompanhar o avanço destes navios, colocando em dúvida as intenções de Putin com esta demonstração de força.

 

 Comentários no Facebook

«Carlos Miguel Sousa» >> O Porta Aviões Russo «Almirante Kusnetsov» esteve 25 anos parado no porto de abrigo, é um Porta Aviões a Gasóleo, e completamente desactualizado. Pela frente terá dois Porta Aviões Nucleares Norte Americanos, recentes e equipados com o «state of the art» do mais moderno equipamento militar, que comandam 2 esquadras com outros navios e submarinos. A Força Russa que está a caminho da Síria, não terá mais que 20% da força naval da NATO em presença na zona.

«João Quaresma» >> A maior concentração de navios de guerra na zona foi em 1973, durante a Guerra do Yom Kippur, em que a URSS desceu em força até ao Mediterrâneo e ficou em situação de superioridade em relação aos EUA. Hoje, ninguém está à espera de uma batalha naval entre russos e americanos. A força naval russa é inferior às equivalentes americanas mas para bombardear o EI, ganhar experiência e obter ganhos políticos deverá chegar.

«Antonio Gil» >> China e Rússia apostaram fortemente nos mísseis balísticos que saem baratos na produção e estão-se nas tintas para o aparato de porta-aviões, ou grandes navios. Caricaturando: se um navio de pesca barato transporta mísseis (de também relativamente barata produção, apesar de serem armas de ponta) podem afundar porta-aviões, para quê fabricar porta-aviões que custam triliões? isso fica pra quem gosta do show-off hollywoodesco. Esta filosofia mostra também claramente quem está na ofensiva e quem aposta na defensiva e os estrategas militares mais informados - incluindo americanos que questionam o despesismo militar - dizem que está correcta.

«David Ribeiro» >> O Ministério da Defesa português informou que a Marinha e a Força Aérea (uma fragata e um avião P-3) estão a vigiar estes oito navios russos que passam este fim-de-semana ao largo da costa nacional. Embora não devam chegar a entrar em águas territoriais portuguesas (12 milhas náuticas), a verdade é que até o podem fazer ao abrigo do "direito de passagem inofensiva", previsto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.



Publicado por Tovi às 08:48
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