"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 1 de Outubro de 2020
Inspetores do SEF acusados de homicídio qualificado

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O Ministério Público (MP) deduziu no dia de ontem a acusação contra três inspetores do SEF (Bruno Sousa, Duarte Laja e Luís Silva), detidos em março passado, pela morte de um imigrante ucraniano no aeroporto de Lisboa. A investigação da PJ conclui que os inspetores do SEF mataram à pancada Ihor Homeniuk, com 40 anos, casado, com dois filhos menores e que queria trabalhar em Portugal. Os três inspetores estão acusados de homicídio qualificado consumado, como coautores, e pelo crime de detenção de arma proibida - o bastão que foi utilizado para espancar o ucraniano. Diz também o MP que os inspetores sujeitaram Ihor "a um tratamento desumano”, durante cerca de 20 minutos violentamente agredido, quando estava no chão amarrado e algemado, “violando gravemente os deveres inerentes às suas funções".



Publicado por Tovi às 07:54
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Sábado, 6 de Junho de 2020
Suspensão de funções do presidente da EDP

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A promoção das medidas de coação no designado processo EDP/CMEC (caso das rendas excessivas) foi apresentada ontem pelo procurador do processo ao juiz Carlos Alexandre. O juiz deverá decidir na próxima semana sobre este pedido do Departamento Central de Investigação e Ação Criminal (DCIAP).

 

   Comunicado do DCIAP com medidas de coação aos três arguidos

António Mexia - Suspensão do exercício de função em empresas concessionária ou de capitais públicos, bem como qualquer cargo de gestão/administração em empresas do GRUPO EDP, ou por este controladas, em Portugal ou no estrangeiro; Proibição de se ausentar para o estrangeiro com a obrigação de entregar o passaporte; Proibição de contactar, por qualquer meio, designadamente com arguidos e testemunhas; Proibição de entrada em todos os edifícios da EDP; Prestação de caução em valor não inferior a dois milhões de euros.

João Manso Neto - Suspensão do exercício de função em empresas concessionária ou de capitais públicos, bem como qualquer cargo de gestão/administração em empresas do GRUPO EDP, ou por este controladas, em Portugal ou no estrangeiro; Proibição de se ausentar para o estrangeiro com a obrigação de entregar o passaporte; Proibição de contactar, por qualquer meio, designadamente com arguidos e testemunhas; Proibição de entrada em todos os edifícios da EDP; Prestação de caução em valor não inferior a um milhão de euros.

João Conceição - Suspensão do exercício de função em empresas concessionária ou de capitais públicos, bem como qualquer cargo de gestão/administração em empresas do GRUPO REN, ou por este controladas, em Portugal ou no estrangeiro; Proibição de contactar, por qualquer meio, com arguidos; Subsidiariamente, e para o caso de não ser aplicada a referida medida de suspensão do exercício de função, o Ministério Público requer que o arguido preste um caução, de valor não inferior a 500 mil euros.

 


O maior acionista da EDP é a China Three Gorges, com 21,47% do capital. O segundo maior acionista é a espanhola Oppidum (7,19%), seguida da norte-americana BlackRock (4,51%) e da Norges Bank (2,2%).


Este processo 184/12 - inquérito aberto em 2012 no DCIAP, centrado em suspeitas de corrupção envolvendo a EDP e o antigo ministro Manuel Pinho - soma mais de uma dezena de arguidos. Além de António Mexia e do administrador da EDP João Manso Neto, também o antigo ministro Manuel Pinho é arguido, bem como o antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES) Ricardo Salgado.


António Mexia poderá vir a ser acusado pelo MP de quatro crimes de corrupção ativa e um de participação económica em negócio (ligado ao projeto da barragem de Baixo Sabor). Para os procuradores, Mexia é suspeito de ter corrompido não só João Conceição e Manuel Pinho (com o patrocínio da EDP à Universidade de Colúmbia, onde o ex-ministro foi dar aulas), mas também o antigo diretor-geral de Energia Miguel Barreto (aprovando a compra, pela EDP, da participação que Barreto tinha na Home Energy por €1,4 milhões) e o ex-secretário de Estado da Energia Artur Trindade (com a sua nomeação para a liderança do Omip, o operador português do mercado ibérico de eletricidade, e com a contratação pela EDP do seu pai, já falecido, como consultor).



Publicado por Tovi às 07:53
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Sábado, 15 de Fevereiro de 2020
Rui Pinto tentou dar provas à Justiça

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Lendo com atenção as declarações dos advogados de Rui Pinto começa a ser ensurdecedor o silêncio do Ministério Público sobre o manancial de informação na posse do hacker português, que deveria sem qualquer dúvida ser utilizado em investigações de alegados crimes. E o facto de Rui Pinto estar em prisão preventiva não me parece ser nesta altura o mais importante da coisa… até pode ser a forma mais segura de manter vivo e de boa saúde o jovem português.

   Notícia do Público

 

   Hoje... no Porto

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Publicado por Tovi às 09:58
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Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2020
Novas revelações sobre homicídio do triatleta

Algo me diz que a atuação do Ministério Público em toda esta "telenovela" vai demonstrar a fragilidade de algumas investigações em Portugal.

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Uma testemunha entregou uma carta em tribunal onde diz que viu o triatleta Luís Grilo a ser assassinado. O autor da carta diz ser amigo de António Joaquim e conta que assistiu ao crime. "Eu vi quem matou o Sr. Luís Grilo. Foi o António Joaquim quem matou. Eu vi tudo à minha frente, o que ele fez com a D. Rosa Grilo", escreveu a testemunha acrescentando que Rosa deu com um pau na cabeça do marido e que António Joaquim lhe pôs uma almofada na cabeça e que lhe deu dois tiros. Ainda na mesma carta, o homem conta que foi com o "amigo" António Joaquim até um descampado onde o amante de Rosa abandonou o corpo. Aí, esta testemunha diz ter sido ameaçada. "Disse que se eu contasse me fazia o que fez ao Sr. Luís Grilo", revelou.



Publicado por Tovi às 07:21
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Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2019
E é isto... alegadamente

   Jornal Record em 18dez2019 pelas 20h00

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O Ministério Público constituiu esta quarta-feira sete arguidos na sequência de uma operação de combate ao branqueamento de "milhões de euros", que envolveu buscas em sociedades anónimas desportivas, escritórios de advogados e cofres bancários do norte.
"No inquérito não houve detenções, mas foram constituídos sete arguidos, dos quais uma pessoa coletiva e seis pessoas singulares", revelou a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto, na sua página oficial.
A procuradoria explica que está em causa, quanto ao objeto do processo, "a canalização para sociedade desportiva de quantias monetárias obtidas por sociedade comercial, tudo contornando o circuito tributário através de expedientes diversos. O inquérito encontra-se em segredo de justiça. No âmbito de inquérito investigam-se factos suscetíveis de integrar os tipos legais de crime de fraude fiscal qualificada e de branqueamento de capitais", sustenta.
Em comunicado, a Diretoria do Norte da Polícia Judiciária (PJ) refere que foram levadas a cabo 10 buscas domiciliárias e três não domiciliárias nos concelhos do Porto, Vila Nova de Gaia, Trofa, Famalicão, Guimarães, Fafe, Matosinhos e Aveiro, sem especificar os alvos concretos.
A Procuradoria-Geral da República já confirmou à agência Lusa que um dos alvos das buscas foram instalações da Sociedade Anónima Desportiva do (SAD) do Boavista.
"De acordo com o apurado até ao momento pela investigação, em causa estará a não entrega da prestação tributária devida, e a sua subsequente ocultação através do desenvolvimento de atividade empresarial relacionada com a realização e gestão de eventos desportivos", indica a PJ.
Até agora, afirma a polícia, "foi identificada uma vantagem patrimonial de milhões de euros".
O Boavista esclareceu que as buscas de que o clube foi alvo pela Polícia Judiciária e pela Autoridade Tributária sucederam devido a "empresa ou empresas que têm ou tiveram" ligações comerciais com o emblema portuense.
"Muito embora nada tivesse a ver, diretamente, com a instituição Boavista, mas com empresa ou empresas que connosco têm ou tiveram acordos comerciais, toda a disponibilidade e colaboração foram dadas às autoridades envolvidas. Queremos deixar claro que nenhum dirigente ou quadro da instituição Boavista foi alvo de buscas domiciliárias por parte das autoridades", lê-se na página oficial do clube na rede social Facebook.
Também esta tarde, o Grupo Desportivo da Gafanha (GDG), em Ílhavo, distrito de Aveiro, disse estar a ser alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária (PJ), no âmbito de um inquérito crime relacionado com fraude fiscal e branqueamento, informou fonte do clube.
Em declarações à Lusa, o presidente do GDG, Carlos Peleja, confirmou que elementos da PJ estão nas instalações do clube "a ver a contabilidade entre 2015 e 2017", que corresponde ao período da direção liderada por João Paulo Ramos.



Publicado por Tovi às 12:22
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2018
Prisão preventiva para os agressores em Alcochete

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Na tarde de ontem foi conhecida a decisão do Ministério Público de pedir prisão preventiva para os 23 arguidos das agressões verificadas na Academia de Alcochete. Hoje o Juiz de Instrução Criminal do Tribunal do Barreiro considerou "que se verificam os pressupostos objetivos e subjetivos dos tipos de crimes que lhes são imputados" e confirmou os perigos invocados pelo Ministério Público, para justificar a medida de coação mais gravosa.



Publicado por Tovi às 20:16
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Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2018
Operação Lex

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É verdade que todos têm direito à presunção de inocência, mas para já são estes os “artistas” da Operação Lex:

Rui Rangel – Desembargador no Tribunal da Relação de Lisboa.
Fátima Galante – Desembargadora no Tribunal da Relação de Lisboa e ex-mulher de Rui Rangel.
Rita Figueira – Mãe de uma filha de Rui Rangel;
Albertino Figueira - Pai de Rita Figueira;
Luís Filipe Vieira – Presidente do Benfica;
Fernando Tavares – Vice- presidente do Benfica;
João Rodrigues – Advogado e ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol;
José Santos Martins – Advogado e amigo de Rui Rangel;
Bernardo Santos Martins - Filho de José Satos Martins;
Jorge Barroso – Advogado;
Otávio Correia - Oficial de Justiça do Tribunal da Relação de Lisboa;
Nuno Proença.

 

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Estou mesmo a ver como é que a coisa se processava. Luís Filipe Vieira dizia ao Juiz Desembargador: Ó Rui, dá aí a chave da tua arrecadação para eu lá te deixar um “cadeau”.



Publicado por Tovi às 11:05
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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2018
Isto agora não para… é sempre a aviar

Bai tudo preso, carago!... 

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    Correio da Manhã às 09h25

Juiz Rangel alvo de buscas por suspeitas de corrupção. Ex-mulher de magistrado também é investigada pela PJ - Rui Rangel e a ex-mulher Fátima Galante, ambos juízes desembargadores, são os principais alvos de uma megaoperação da PJ que decorreu esta manhã, por fortes suspeitas de corrupção em decisões que tomaram, ao longo dos anos, em tribunais superiores. Há indícios de que, em acórdãos que proferiram, venderam decisões judiciais em favor das partes - recebendo subornos milionários. Respondem ainda por branqueamento de capitais e fraude fiscal.

 

   Expresso às 13h32

Luís Filipe Vieira constituído arguido no caso que envolve Rui Rangel - Luís Filipe Vieira foi constituído arguido no caso que envolve o juiz Rui Rangel. O presidente do Benfica, indiciado por tráfico de influências, foi alvo de buscas na sua residência e autoridades também estiveram na SAD do clube. O Benfica confirmou realização destas diligências, mas sublinhou que a investigação em curso “não tem por objeto” o clube.

 

   Lusa às 16h09

MP acusa de peculato ex-secretários de Estado José Magalhães e Conde Rodrigues – O Ministério Público (MP) acusou dois secretários de Estado do último Governo de José Sócrates do crime de peculato por terem utilizado cartões de crédito atribuídos para fins públicos em benefício próprio.



Publicado por Tovi às 18:15
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Terça-feira, 25 de Julho de 2017
Ainda a tragédia de Pedrógão Grande

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Uma empresária lisboeta, Isabel Monteiro, tem vindo a afirmar saber que os mortos no incêndio de Pedrógão Grande foram muito mais do que os 64 anunciados pelas autoridades portuguesas. Eu até não sou muito de acreditar em tudo o que leio, mas se realmente for verdade concordo que está na hora da Ministra da Administração Interna ir embora… mais toda a chefia da Protecção Civil e todos aqueles que nos andaram a enganar. Mas se isto tudo não passar de uma aldrabice jornalística… é de punir exemplarmente os inventores desta coisa. E cada vez mais me parece que a montanha está a parir um rato… e dos pequeninos.

 

   Comentários no Facebook

«João Simões» - Uma vergonha usarem a tragédia para fins políticos. Um autêntico nojo.

«David Ribeiro» - Se o Governo, mais a incompetente Protecção Civil, não se tivessem posto a jeito nada disto tinha acontecido. Há que ser perspicaz e saber antecipar as comunicações… é que está sempre muita gente à espera das escorregadelas.

«João Simões» - O governo e a proteção civil? Trata se de bom senso e a oposição e certos jornalistas deveriam fazer política e não inventar suicídios e afins. Um autêntico nojo.

«David Ribeiro» - No Portal do Ministério Público em 24Jul2017: “O Ministério Público, no momento em que teve conhecimento do incêndio de Pedrógão Grande e suas consequências, instaurou inquérito nos termos legais, sendo as investigações desde logo iniciadas em estreita colaboração com a Polícia Judiciária (PJ) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) e o apoio do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) e das demais instituições envolvidas. No âmbito deste inquérito foram identificadas, até ao momento, 64 vítimas mortais. Foi ainda instaurado um outro inquérito com vista à investigação das circunstâncias que rodearam a morte de mais uma vítima no âmbito de um acidente de viação.”

«João Simões» - Claro como água. Mas como o objetivo de muitos é deitar abaixo o governo, querem é usar a tragédia e os mortos para baixa política. Uns falam em suicídios, outros em mão criminosa, outros em quedas de aviões etc etc. Tudo inventado. É o que temos.



Publicado por Tovi às 08:59
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Segunda-feira, 10 de Julho de 2017
Três Secretários de Estado demitiram-se

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Só agora?...

 


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Publicado por Tovi às 00:05
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Domingo, 26 de Março de 2017
Relações tensas entre Angola e Portugal

0917580dc-c0d1-4763-b06b-ca9186beb549-r-NjQweDM0MwSó conheci “in loco” a República Popular de Angola já estava no poder o José Eduardo dos Santos, pois a verdade é que só cheguei a Luanda, para lá trabalhar durante dois anos, pouco tempo antes do 2º Congresso do MPLA, durante o qual “foi analisada a situação política, económica e social do país vivida nos últimos 10 anos de independência”, tendo os congressistas chegado à conclusão “da necessidade do partido elevar a formação política e ideológica dos seus membros e melhorar a capacidade de direcção dos seus quadros”. E nós portugueses, quarenta e um anos depois da independência da Angola, continuamos a ser tratados pelas elites angolanas como se ainda fossemos os “colonizadores”, esquecendo-se aquela gente que é por cá e com a ajuda de alguns (muitos) corruptos “tugas” que eles conseguem não só lavar o dinheiro sujo que ganham à custa do pobre Povo angolano mas também passearem todo a sua opulência pelos locais mais caros cá do sítio. Nesta altura há uma tensão entre os dois Estados, motivada pelo facto do Ministério Público de Portugal ter iniciado um processo judicial contra o actual vice-presidente da Angola, Manuel Domingos Vicente, acusando-o de "corrupção activa, branqueamento de capitais e falsificação de documentos" na época em que foi presidente da Sonangol, empresa angolana do ramo petrolífero. Que se faça Justiça… que ao contrário do que muitos dizem, este jardim-à-beira-mar–plantado ainda é um Estado de Direito.



Publicado por Tovi às 17:06
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Quarta-feira, 15 de Março de 2017
O "electricista" do Processo Marquês

imv-0-328-345-carlos-santos-silva-7e20.jpgJá se sabe (sabe-se sempre tudo... graças ao segredo de justiça) que na passada sexta-feira o Ministério Público confrontou Carlos Santos Silva com o depoimento de Hélder Bataglia e com elementos relativos a movimentações financeiras, no período entre 2006 e 2011, na expectativa de que o empresário ajudasse a esclarecer as verdadeiras motivações dos pagamentos. Mas o amigo de Sócrates escusou-se a detalhar os negócios por detrás das transferências financeiras para as suas contas pessoais. Carlos Santos Silva é, assim, o arguido do Processo Marquês com mais crimes imputados na acusação do Ministério Público, já que é o rosto principal das contas bancárias investigadas. Ainda vai ser o “electricista” deste processo judicial, olhem para o que vos digo.

 

Soube-se hoje que os procuradores do Processo Marquês pediram mais sessenta dias para deduzirem acusação a José Sócrates e a todos os outros arguidos. Temos que concordar que já é um exagero o tempo em que andamos nesta “telenovela”, independentemente de desejarmos que se apure toda a verdade e se condene quem a Justiça entender condenar.

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«Adao Fernando Batista Bastos»E a senhora Procuradora Geral vai sentir-se mal! Foi ela que marcou o actual prazo como definitivo... e agora? O que quer que decida vai dar polémica. Por outro lado: os senhores procuradores meteram-se numa alhada. Embrulharam-se em processos e investigações e mais investigações para as quais eventualmente não têm nem meios técnicos nem competências para analisar. Assim nem a verdade nem a justiça ficam salvaguardadas. Muito mau.

«Carlinhos da Sé» - Até tive pena da procuradora, ela que era toda aberta para a comunicação social pareceu-me um nadinha agastada...

«Carlos Miguel Sousa» - Por mim podem-lhes dar mais 2 anos, desde que engavetem o Sócrates, o Salgado e Cª, por mim fiquem à vontade...

«José Alberto Pinto Carvalho» - Já percebi por que se chamam “Procuradores”… a função deles é procurar, agora, encontrar, é que parece ser com outro departamento!

 

No estado a que este Processo Marquês chegou não vejo qual será o espanto pela PGR vir a conceder mais um prolongamento de prazo para acusação. O arquivamento do inquérito ao fim deste tempo todo era seguramente um escândalo muito maior. Até parece que estou a ver o que se diria: "Estão todos feitos!" -/- "Só quem rouba um pão é que é condenado!" -/- "Os Xuxas são sempre protegidos!" -/- e sei eu lá que mais.



Publicado por Tovi às 10:12
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Sexta-feira, 10 de Março de 2017
Vai haver acusação?

800.jpgEm vésperas de ter de ser encerrada (terá de ser?...) a investigação da “Operação Marquês” a telenovela ainda está ao rubro e o importante é saber se o Ministério Público nos irá conseguir contar a história toda ou se cada um de nós irá ficar com a “sua” versão dos acontecimentos. E para já fiquemos com algumas das coisas importantes a reter disto tudo… que o resto é conversa.
Entre Janeiro e Abril de 2008 um holandês de nome Jeroen van Dooren tinha feito três transferências bancárias no valor total de dois milhões de euros para Joaquim Barroca, um dos donos do Grupo Lena. Esses dois milhões tinham saído depois da conta de Barroca em datas não muito distantes: um milhão em Fevereiro de 2008 para uma offshore de Carlos Santos Silva, outro milhão em Junho para Vama Holding, a offshore de Armando Vara.
A 5 de Janeiro de 2017, Hélder Bataglia contou o seguinte ao Ministério Público: Algures entre 2007 e 2008, numa data que disse não se recordar com precisão, Ricardo Salgado chamou-o para lhe pedir um favor. Queria usar uma das contas do luso-angolano na UBS para fazer chegar 12 milhões de euros a Carlos Santos Silva. Bataglia concordou, pedindo em troca que o banqueiro acrescentasse um extra de três milhões como prémio para si próprio por ter obtido anos antes a licença bancária para o BES Angola. E assim chegou-se a 15 milhões de euros.

 

A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, garantiu que a acusação a José Sócrates, no âmbito da Operação Marquês, terá de estar finalizada até dia 17 de Março. O processo conta já com 100 volumes e mais de 40 mil páginas.

 

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«Eduardo Vasques de Carvalho» - O Ricardo Salgado fez ontem um aviso à navegação que pode ser um grande recado.... “Vamos aguardar, a verdade virá ao de cima e então veremos certamente quem são os verdadeiros responsáveis pelo que aconteceu ao BES.”



Publicado por Tovi às 10:36
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017
Bava e Granadeiro arguidos na Operação Marquês

Mais dois moinantes para juntar ao grupo do Sócras. Já perdi a conta a quantos são eles.

  Expresso – 24Fev2017

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Bava e Granadeiro suspeitos de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Decisão do Ministério Público foi anunciada esta sexta-feira, a três semanas do fim da Operação Marquês. Trata-se de dois pesos pesados da PT na era Sócrates. Número de arguidos subiu para 23.



Publicado por Tovi às 07:47
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2016
Luís Cunha Ribeiro detido na operação "O Negativo"

Luís Cunha Ribeiro 13Dez2016.jpgA Máfia do Sangue está em investigação e no dia de ontem foi detido Luís Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM, no seguimento de buscas a mais de 30 locais em Lisboa, Porto e na Suíça. Um alegado esquema de corrupção terá lesado o Estado em cerca de 100 milhões de euros. A Procuradoria-geral da República (PGR) revelou em comunicado que a operação "O Negativo" levou a cabo "mais de três dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias", sendo que "quatro destas buscas decorrem em instituições e estabelecimentos oficiais relacionados com a área da saúde, incluindo no Ministério da Saúde e no INEM". Neste inquérito investigam-se suspeitas de obtenção por parte de uma empresa de produtos farmacêuticos – OCTOPHARMA - de uma posição de monopólio no fornecimento de plasma humano inactivado e de uma posição de domínio no fornecimento de hemoderivados a diversas instituições e serviços que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Participaram nesta operação três juízes de instrução criminal, oito magistrados do Ministério Público, oito dezenas de elementos da Polícia Judiciária (PJ), seis peritos da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística da PJ e nove peritos da Unidade de Tecnologia e Informação da PJ. Nesta investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ. O inquérito encontra-se em segredo de justiça.

Recordando a quem anda distraído: A farmacêutica metida neste caso da «Máfia do Sangue» foi a que deu emprego a José Sócrates pela módica quantia de 12 mil euros por mês e que depois o “despediu” quando o processo do ex-Primeiro-Ministro rebentou. E vocês lembram-se quem era Secretário de Estado da Saúde nesse tempo?... É capaz de saber umas coisas interessantes.

 

  CM de 15Dez2016
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Doa a quem doer esta operação da PGR - "O Negativo" – tem mais do que nunca de punir exemplarmente todos, mas mesmo TODOS, os mafiosos do sangue. Para já são só bitaites dos “jornaleiros” portugueses, mas como diz o Povo na sua incomensurável sabedoria, “onde há fumo há fogo”… Faça-se Justiça, que é o que todos desejamos, mas rapidinho que nós já começamos a estar fartos de processos judiciais que nunca mais têm fim.

 

  Comentários no Facebook

«Catarina Quintino» - Tudo gente do mais sério, que tem que ganhar balúrdio por mês, porque tem 1 trabalho de grande responsabilidade... Vai na volta, afinal, o ordenado é pequeno e tem que fazer estas pequenas coisas para poderem governar a vida...

«Luis Carvalho de Azevedo» - Isto parece que agora vai!...há dois dias, a media era de um Corrupto de 3 em 3 dias...agora parece que vamos 1 de 2 em 2 dias!...

«Catarina Quintino» - Que eles os "descobrem, descobrem".. resta é saber quantos vão ser mesmo culpados...

«Maria Vilar de Almeida» - AFINAL OS VAMPIROS EXISTEM!! Dos impostos esmagadores não me livro, mas no meu sangue ainda posso mandar!!

«Zé De Baião» - Eu continuo a ser dador. Acredito que alguém beneficiará com a minha dádiva voluntária.

«Jorge Veiga» - Os glóbulos rubros (ou vermelhos). O resto vai para o lixo. Há muitos anos que nós falávamos do desperdício e falta de respeito para com os dadores. Plasma, factores de coagulação eram desperdiçados e comprados a esta empresa, porque em Portugal não havia uma máquina própria para tratas o plasma. Um absurdo. Espero que alguém (mais do que um) vá parar à cadeia. Penso que aproveitam as plaquetas, mas não tenho a certeza...

«Zé De Baião» - Manuel Pizarroo não está a ser investigado, referiu ao jornal i fonte próxima da investigação. Por isso, creio não ser correto nem legitimo causar-se indiscriminadamente a dor antes de apurados os factos, de apuradas as responsabilidades e da justiça ter feito o seu percurso até ao transitado em julgado. É que hoje em dia assistimos a um atirar de casos e de pessoas para a praça pública que nada ajudam a credibilizar as instituições e muito menos ajudam a credibilizar a justiça. Este tipo de notícia parece pretender o regresso às condenações nas fogueiras e às chicotadas nos pelourinhos. Quem pretender ser correto e estar minimamente atento, poderá ler primeiro as declarações que foram feitas ao Jornal Público (01/03/2013), pelo Ex-Secretário de Estado (Manuel Pizarro) , tendo este sido bem claro ao referir que, à data e durante alguns anos, "ninguém a contestou" o teor do seu Despacho. Segundo os esclarecimento que prestou, "o despacho que assinou teve uma análise técnica do Instituto Português do Sangue e uma análise económica e financeira da ACSS [Administração Central do Sistema de Saúde] e ninguém achou que fosse desfavorável ao objectivo que visava aumentar a concorrência, favorecendo o interesse público." Segundo os argumentos apresentados, "o objectivo da medida, ao contrário do que é insinuado, foi tirar o monopólio da venda de derivados de plasma à Octapharma" e Manuel Pizarro assume que o conseguiu, porque, sublinha, "em apenas dois anos, a empresa facturou menos 23,5 milhões de euros ao Estado português", numa alusão aos anos de 2009 (51 milhões) a 2011 (27,5 milhões), segundo dados do Infarmed. "O que se verificava com a compra centralizada era o completo domínio do mercado por uma empresa, a Octapharma, tendo o então Secretário de Estado (Manuel Pizarro) remetido o processo de decisão para os hospitais na expectativa de que daí resultasse maior concorrência e que fossem possíveis preços mais favoráveis para o Estado". Se os dirigentes hospitalares não se esforçaram por tratar devidamente do interesse público, haverá muita gente a ser responsabilizada. O despacho assinado pelo Secretário de Estado da Saúde socialista Manuel Pizarro veio permitir que os hospitais passassem a fazer compras individuais, passando assim a responsabilidade para os diretores hospitalares. Estes diretores hospitalares argumentam agora que, "tendo havido um surto de ajustes diretos nesta área com domínio do mercado da Octapharma, esta situação se deveu à postura agressiva com preços mais baixos que os concorrentes e o perfil “lobbista” de Lalanda e Castro. A partir de 2012, torna a haver concursos e acordos de aprovisionamento, decorrendo assim o mesmo cenário até 2015, abrangendo o período do anterior governo, sem que alguém colocasse qualquer objeção. Mais, apesar da conselheira do PSD e atual Bastonária da Ordem dos Enfermeiros (Ana Rita Cavaco) ter feito observações críticas nas reuniões do PSD, o certo é que o próprio Ministro da Saúde do Governo PSD/CDS (Paulo Macedo), manteve a confiança nos gestores. Ora, se os dirigentes hospitalares têm os meios para democratizar os serviços e alcançar os melhores benefícios para benefício público, de que lado estará a responsabilidade? Mas já que o David Ribeiro remata a recordar as ligações do salário de Sócrates à Octapharma, também será bom recordar 3 factos: 1 - Manuel Pizarro negou qualquer envolvimento do ex-primeiro-ministro na medida que dizem ter favorecido o monopólio da Octapharma. E passo a citar: "Esta decisão foi integralmente tomada por mim, uma vez que era eu quem tinha a tutela do sangue, e nesta matéria não quero dividir responsabilidades com ninguém. O ex-primeiro-ministro não sabia que a medida estava a ser preparada", declarou Manuel Pizarro ao PÚBLICO (01/03/2013); 2 - Quando um ex-governante vai para uma empresa ou até para a banca pública ganhar cerca de 500.000€ por ano, tudo isto parece normal e nada ter a ver com corrupção, mas sim com capacidade e competência. Contudo, se um ex-primeiro ministro for ganhar 12.000€ por mês, para projetar uma empresa e o seu negócio no exterior, já tudo tem que ver apenas com corrupção. Não aceito essa conclusão só por si. E refiro e reafirmo, reconheço que o Estado e as grandes empresas estão carregadas de lobbies que encaminham para a corrupção.

«Jorge Veiga»Amigo Zé de Baião a alinea 1) que evocas, é de 2013 e o contexto pode estar diferente. O que eu te digo é que há muito tempo que há graves suspeitas de vigarices nesta área, na ordem das centenas de milhões de euros. Não sei quem andou a abotoar-se a essa guita e espero pelo resultados das investigações e do tribunal para dizer quem é culpado, Mas que os há, há e não deixa de ser suspeitas as pessoas que nomeaste e mais algumas.

«David Ribeiro» - Ninguém me ouviu dizer que Manuel Pizarro está metido nesta grande marosca, mas seguramente que um ex-Secretário de Estado da Saúde saberá muito mais do que eu que UNICAMENTE fui fornecedor de equipamentos de congelação de plasma para o Serviço de Sangue do Hospital de São João, o que me deu direito a saber como as coisas funcionavam… e olhem que funcionavam mesmo de forma vergonhosa.

«Jose Riobom» - ...deixa lá ...não passes cartão... certamente deitavam fora o plasma congelado... ou levavam para casa para tomar à hora do chá... é que estes vampiros é tudo gente fina... [Emoji wink]

«David Ribeiro» - Claro que não passo cartão, Jose Riobom, até porque um certo responsável pelo SANGUE no São João ao verificar que não tinha tesouraria para me pagar na data combinada conseguiu que uma certa farmaceutica me pagasse a quantia em questão. Agora só falta por os nomes aos bois, mas hoje não estou para isso.

«Jose Riobom» - Eh pá põe lá o nome aos bois em respeito pela comunidade... então se o fizeres no DIAP ...dou-te os parabéns.

«David Ribeiro» - Não posso ir ao DIAP pois "tecnicamente" não houve nenhuma ilegalidade, mas unicamente um "desenrascanço" de uma farmacêutica a uma tesouraria sem dinheiro.



Publicado por Tovi às 08:23
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