"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2022
Queda de míssil na Polónia

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As investigações preliminares indicam que o projétil que atingiu a Polónia esta terça-feira terá sido disparado pelas forças de defesa ucranianas contra um míssil russo. A informação foi avançada pela agência de notícias Associated Press, citando responsáveis norte-americanos. O presidente norte-americano, Joe Biden, foi o primeiro líder a admitir que a trajetória feita pelo míssil tornava "improvável" que o seu lançamento tivesse acontecido a partir da Rússia. Entretanto, também uma fonte da presidência francesa recomendou "máxima cautela" na avaliação da origem do projétil, que caiu em território polaco e provocou dois mortos. O governo polaco revelou que o míssil era "fabricado na Rússia", mas alertou desde o início que isso não indicava de onde teria sido lançado. As informações divulgadas entretanto apontam para um míssil terra-ar S-300, como os que a Ucrânia tem usado para abater os mísseis russos.


Renato Ferreira
Esta é a melhor explicação para todos… foi um ato não deliberado. De qualquer modo, é tudo muito frágil.
Fernando DuarteUm país da UE e da OTAN é atacado, mas como lhes faltam 🍅 🍅 para responderem, inventam uma desculpa destas. Ficam em aberto as apostas sobre qual será a desculpa para o próximo ataque !
João P. AfonsoHá situações pendentes para se tomar uma decisão clara sobre este evento: colocar cada líder G20 de Bali no seu território e claro, temos um Mundial de Futebol a iniciar. Haverá ou não, uma deslocação de jogadores de milhões e comitivas ao Médio Oriente? Em que situação ficam estes cidadãos se voltar acontecer uma situação semelhante e com consequências maiores? O momento escolhido foi com os "coelhos fora da toca" e obviamente, expostos numa parte do Globo onde a autonomia para decisões deste calibre, devem estar a ser "supervisionadas" na zona de influência da RPC. Inteligência política e posteriormente, inteligência militar são nesta fase dois momentos que recomendam algumas cautelas.
Jorge De Freitas MonteiroPortanto afinal foi a Ucrânia que “atacou” o território da NATO. Será que os excitados que ontem consideravam a destruição do tractor um casus belli que deveria provocar uma resposta da NATO contra o agressor hoje defendem que a NATO deveria atacar a Ucrânia? Mais seriamente, as declarações de ontem dos polacos, dos balticos e do artista de Kiev mostram que essa gente é perigosa.
David Ribeiro
O presidente da Polónia afirmou, esta quarta-feira, que nada prova que a explosão de um míssil junto da fronteira com a Ucrânia tenha sido um ataque intencional, avança a Reuters. De acordo com a agência, Andrzej Duda diz ainda que o míssil era russo, mas que "ainda não há provas de que foi lançado pela Rússia" e que "é altamente provável que tenha sido utilizado pela defesa aérea ucraniana". A investigação está a ser conduzida pela Polónia e pela NATO.  Duda diz ainda que "não há sinais de um ataque intencional contra a Polónia". "Foi, provavelmente, um incidente infeliz".

 

  Reunião da NATO com os embaixadores da Aliança Atlântica

Depois dos EUA e da Polónia, também o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) admitiu que a explosão que matou duas pessoas na Polónia na terça-feira “foi provavelmente causada” por um míssil ucraniano. No entanto, Jens Stoltenberg ressalva que “não é culpa da Ucrânia” e atribui a “responsabilidade final” a Moscovo, uma vez que continua a sua guerra “ilegal” contra a Ucrânia. “A nossa análise preliminar sugere que o incidente foi provavelmente causado por um míssil de defesa antiaérea ucraniano disparado para defender o território ucraniano contra ataques de mísseis de cruzeiro russos. Mas deixem-me ser claro: isto não é culpa da Ucrânia”, afirmou esta quarta-feira o responsável da NATO, que falava em conferência de imprensa em Bruxelas após uma reunião do Conselho do Atlântico Norte para discutir a explosão na localidade polaca de Przewodów. Segundo Jens Stoltenberg, está em curso uma investigação sobre o incidente, porém, até ao momento, não há “qualquer evidência de que este tenha resultado de um ataque deliberado”, nem há “qualquer indicação de que a Rússia esteja a preparar ações militares ofensivas contra a NATO”. Ainda assim, “a Rússia tem a responsabilidade final ao continuar a sua guerra ilegal contra a Ucrânia”, vincou o secretário-geral da organização. Só na terça-feira, dia do incidente na Polónia, as forças de Moscovo lançaram mais de 100 mísseis em todo o território ucraniano, 81 dos quais foram intercetados pela defesa antiaérea ucraniana, acrescentou. Em resposta a uma questão sobre a NATO vir a estender o seu sistema de defesa aérea até às zonas fronteiriças da Ucrânia, onde a segurança dos países aliados possa ser posta em causa, Stoltenberg pôs de lado essa hipótese, reiterando que a aliança atlântica “não faz parte desta guerra”Após ter convocado uma reunião de emergência com os seus aliados da NATO, o Presidente polaco, Andrzej Duda, admitiu esta quarta-feira que o míssil que matou duas pessoas na Polónia, na terça-feira, “tenha sido lançado pela Ucrânia”, mas, tal como Stoltenberg, disse que nada indica que tenha sido um “ataque intencional”. Duda declarou que a Polónia não vai invocar o artigo 4.º da NATO, que prevê consultas entre aliados sempre que esteja ameaçada a “integridade territorial, a independência política ou a segurança” de qualquer dos Estados-membros da aliança atlântica. 



Publicado por Tovi às 08:39
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Quarta-feira, 29 de Junho de 2022
Já soam os tambores de guerra na Europa

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Estão reunidos em Madrid os líderes da NATO, a maior aliança de defesa do mundo. A reunião de alto risco de 28 a 30 de junho ocorre num momento de maior tensão global, com origem na invasão russa da Ucrânia. 

 

  Artigo de Priyanka Shankar publicado na Al Jazeera em 27jun2022 
Cinco coisas que devemos saber sobre as prioridades de defesa e segurança dos países, não apenas do Ocidente, mas também de todo o mundo.
1. O que está acontecendo e por que é importante - Na reunião do ano passado em Bruxelas, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, destacou que o relacionamento da aliança com a Rússia estava no seu “ponto mais baixo desde o fim da Guerra Fria”. (...) 
2. Esperava-se que a adesão à NATO da Suécia e da Finlândia fosse rápida. Isto ainda se mantém? - A cereja no topo do bolo da reunião deste ano será a candidatura da Finlândia e da Suécia à NATO. (...) 
3. A Ucrânia algum dia se juntará à NATO? - O Kremlin há muito critica o alargamento da NATO na Europa Oriental. (...) 
4. Reforço das despesas de defesa - Um dos maiores debates entre os aliados da NATO é quanto cada país gasta em defesa. (...) 
5. China na agenda? - Na reunião da NATO no ano passado, Stoltenberg destacou que “a China estava a aproximar-se da aliança” e disse que era importante para a NATO desenvolver uma posição clara e unida em relação a Pequim. (...) 

 

  Ao fim da tarde de ontem [28jun2022] soubemos que a Turquia assinou memorando de entendimento para a adesão de Suécia e Finlândia à NATO.
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A situação no Leste da Europa vai sofre inevitavelmente alterações político-militares com a adesão à NATO destes dois países nórdicos. Os próximos dias vão ser muito importantes para o rufar dos tambores de guerra. E já agora: Quer se goste quer não se goste a verdade é que Erdogan é um grande político e mais uma vez lá levou a água ao seu moinho.

 

  Ucrânia pode já não recuperar todo o seu território - CNN 28jun2022
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As autoridades na Casa Branca começam a perder a confiança de que a Ucrânia será capaz de recuperar todo o território que perdeu para a Rússia nos últimos quatro meses de guerra, mesmo com o armamento mais pesado e sofisticado que os EUA e os seus aliados pretendem enviar. Conselheiros do presidente Joe Biden começaram a debater internamente como e se o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deveria mudar a sua definição de “vitória” ucraniana - adaptando-se à possibilidade de o seu país ter encolhido de forma irreversível.

 

  Ao 126.º dia do conflito é assim que estamos
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Um ataque com mísseis russos matou três pessoas e feriu cinco na cidade portuária de Mykolaiv na manhã de quarta-feira, disseram autoridades locais, um dia depois dos ataques que mataram três pessoas, incluindo uma menina de seis anos, nas proximidades de Ochakiv. 
Existe uma possibilidade real de que o míssil russo que atingiu um shopping-center lotado em Kremenchuk e matou pelo menos 18 pessoas, tenha sido destinado a um alvo próximo, disse o Ministério da Defesa britânico. 
Autoridades pró-russas na região ocupada de Kherson, na Ucrânia, disseram que as suas forças de segurança prenderam o prefeito da cidade, Ihor Kolykhayev, na terça-feira, depois de ele se ter recusado a seguir as ordens de Moscovo, enquanto uma autoridade local de Kherson disse que o prefeito foi sequestrado. 
Um referendo para a região de Donetsk, maioritariamente ocupada, a ser absorvida pela Rússia será realizado em 11 de setembro, disse o assessor do prefeito de Mariupol. 

 

  
António-Costa-2.jpgNa chegada à Cimeira da NATO, que se realiza em Madrid, o primeiro-ministro António Costa frisou a importância de “construir a paz e garantir uma paz duradoura nesta região euro atlântica, em especial na Europa”. Aos jornalistas e quando questionado sobre o reforço das forças de elevada prontidão anunciado por Jens Stoltenberg - que passarão de 40 mil para 300 mil - António Costa não se alongou com datas nem números concretos sobre o papel de Portugal, mas defendeu que o país irá participar “da forma adequada”“Temos incrementado a nossa participação nas forças especiais, nomeadamente na NATO. Participaremos da forma adequada àquilo que são as nossas circunstâncias”, disse. O primeiro-ministro admitiu que Portugal não pode “objetivamente comprometer” com uma data para atingir a meta de 2% do PIB destinados à Defesa, sublinhando que o país só assume “compromissos que pode cumprir”. "Nós assumimos compromissos que sabemos que podemos cumprir. (...) De uma forma séria, não podemos objetivamente comprometer-nos com uma data [para atingir os 2% do PIB destinados à Defesa], atenta a situação de incerteza que a economia global está a viver, com um enorme crescimento da inflação, com uma pressão sobre as taxas de juros, e a grande determinação que temos de uma forte redução da nossa dívida pública", justificou António Costa.

 

  Forças da NATO no leste europeu
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  NATO - Novo Conceito de Estratégia (em pdf) 
Captura de ecrã 2022-06-29 171542.jpgA NATO aprovou esta quarta-feira o novo conceito de estratégia para a próxima década. Um viragem naquilo que tem vindo a ser feito, e que confirma muitas novidades, grande parte delas impulsionadas pela invasão russa da Ucrânia. Num clima constante de tensão desde 24 de fevereiro, os 30 países-membros decidiram redefinir a relação que têm com a Rússia, que passa de um "parceiro estratégico" à "mais significativa e direta ameaça aos aliados", esquecendo todo um caminho que tinha sido iniciado em Lisboa, em 2010, e com o qual a Rússia decidiu romper este ano. Nesse ano, abriu-se caminho para uma aproximação entre NATO e Rússia, sendo que o presidente da altura, Dmitry Medvedev, chegou mesmo a participar no evento que decorreu na capital portuguesa. 




Quarta-feira, 22 de Junho de 2022
O imbróglio das sanções ao trânsito para Kaliningrado

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A aplicação de sanções por parte da Lituânia, impedindo o tráfego ferroviário que abastecia o enclave russo de Kaliningrado (incluindo materiais de construção, metais e carvão), pode contribuir para o aumento das hostilidades, que de momento se ficam pelo leste e sul da Ucrânia. Antes que os planos de expansão territorial de Vladimir Putin cheguem a este exclave russo entre a Polónia e a Lituânia, é a altura, mais do que nunca, da diplomacia funcionar. Ou será que a NATO está à espera de um pretexto para declarar guerra à Rússia? Cá para mim e fazendo fé unicamente no que me é dado saber até este momento, este território não é suficientemente relevante para que Washington queira arriscar um conflito direto (ou mesmo nuclear) com Moscovo, pelo que acabará por não interferir.

Contextualizando: Portugal mantém 146 fuzileiros na Lituânia integrados numa força da NATO para garantir segurança às populações face a uma potencial agressão.

O Ministério das Relações Exteriores em Moscovo já disse que "a Rússia se reserva o direito de tomar medidas para proteger seus interesses nacionais". Seja lá o que exatamente isto significa, não é seguramente coisa boa. Esperemos para ver quais serão as ações e quando.

 


Raul Vaz Osorio
Só para eu perceber: se Putin rouba e bloqueia os cereais ucranianos, tornando uma boa parte do mundo refém de uma possível fome, é a resposta natural às malévolas sanções ocidentais. Se a Lituânia faz uma pequena fracção disso, para lembrar à Rússia que quase todos os jogos se podem jogar com reciprocidade, é uma intolerável provocação e uma horrorosa humilhação ao regime de Putin. É isso? Porque passei o dia a ler e ouvir esta tese.
David RibeiroMas não é essa tesa que aqui se advoga, Raul Vaz Osorio. O que se pretende, ou melhor, o que eu gostaria que acontecesse, é que o mais rápido possível se encontre uma forma de se parar com as agressões às populações e se caminhe para uma paz na região. Se vai haver vencedores e vencidos?... Claro que vai haver e quanto mais tarde a paz for encontrada mais forte será o vencedor e mais fraco será o vencido. A história isto nos ensina.
Raul Vaz Osorio
David Ribeiro toda a gente sã de mente quer que a guerra acabe. Mas a questão é como acaba e o que acontece depois. Qualquer solução que legitime a agressão, irá com toda a probabilidade gerar novas agressões no futuro. E a verdade é que o tempo joga a favor da Ucrânia. Apesar de toda a retórica, a Russia está a esticar a sua capacidade, tanto económica como militar, a limites que não vai poder manter por muito mais tempo.
David Ribeiro
Pois é nisso que não estamos de acordo, caríssimo Raul Vaz Osorio... O "esticar da corda" poderá partir para qualquer uma das partes, mas dificilmente será a favor da Ucrânia, infelizmente.
Raul Vaz OsorioDavid Ribeiro não é propriamente uma questão de opiniao. Jâ perderam 10% dos homens que colocaram no terreno, isto 4 meses. Perderam 1/5 dos carros de combate e 1/3 dos tanques que a Rússia possui, gastaram 2 terços da reserva de mísseis e é cada vez mais difícil esconder da sua sociedade jais de 30.000 soldados mortos o que é aproximadamente metade do numero de americanos mortos no Vietnam em 20 ANOS. É claramente um esforço insustentável por muito tempo. E isto para conquistar cidades que só conseguem tomar destruindo-as quase por completo. É uma total insanidade que mesmo uma ditadura como a russa terá extrema dificuldade em manter.
David RibeiroRaul Vaz Osorio... E mesmo partindo do princípio que esses números são minimamente verdadeiros (números nas guerras é como as histórias dos caçadores ao fim do dia) ainda pensa que a Ucrânia conseguirá aguentar a coisa por muito mais tempo?
Raul Vaz OsorioDavid Ribeiro a Ucrânia não tem alternativa e à medida que começa a chegar material militar pesado e de longo alcance, vai poder virar novamente a maré. A Rússia dificilmente vai poder fazer à Ucrânia pior do que fez até agora. Como disse ontem a Ursula, Putin já perdeu esta guerra.
David RibeiroAdorava que as suas afirmações, Raul Vaz Osorio, estivessem perto da realidade, mas tenho sérias dúvidas. O facto de ter feito três guerras - uma na retaguarda, dando instrução a jovens futuros combatentes, uma outra para fazer cair uma ditadura de meio século, e ainda uma outra como “mercenário” na logística de abastecimentos em Luanda - fazem-me ver tudo duma forma não belicista e procurando sempre a PAZ.
Raul Vaz OsorioDavid Ribeiro está, em minha opinião, a confundir belicismo com análise objectiva.
David RibeiroRaul Vaz Osorio ...estarei, mas tenho muita dificuldade em entender quem prefira uma guerra do que um esforço diplomático, mesmo com perdas que poderão ser desfavoráveis para um Povo, que dos dirigentes políticos não tenho pena nenhuma, sejam eles quem forem.
Raul Vaz Osorio
David Ribeiro sim, Neville Chamberlain também tinha. Depois percebeu, mas já era tarde. E lá voltamos ao mesmo 😁
David RibeiroJá agora e ainda sobre este tema, vejam o que diz a Al Jazeera (a tradução é minha e provavelmente não isenta de erros): O embaixador da União Europeia na Rússia diz que o bloqueio da região russa de Kaliningrado está fora de questão, já que o trânsito de mercadorias não sancionadas continua. Markus Ederer foi convocado pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia depois da Lituânia ter fechado um corredor ferroviário da Rússia para o seu enclave de bens básicos, incluindo materiais de construção, metais e carvão, em resposta às novas sanções da UE que entraram em vigor no sábado. Ederer disse após uma reunião no ministério que pediu à Rússia que resolvesse a questão por meios diplomáticos. E continuando a citar o que vem sido noticiado pela Al Jazeera (uma da mais independentes mídia a cobrir o que se está a passar no leste da Europa): Um aliado próximo do presidente Vladimir Putin, Nikolai Patrushev, chegou ao enclave russo de Kaliningrado para discutir a segurança nacional. A viagem ocorre durante uma disputa entre a Rússia e a Lituânia, membro da NATO, que interrompeu o trânsito de mercadorias sancionadas pela União Europeia para o território russo. Patrushev, o poderoso secretário do Conselho de Segurança da Rússia, presidirá uma reunião sobre segurança no noroeste da Rússia em Kaliningrado. A viagem - que incluiu uma discussão sobre transporte - foi planejada antes de Vilnius proibir o trânsito de mercadorias sancionadas pela UE através do território lituano de e para o exclave, citando as regras de sanção da UE.



Publicado por Tovi às 07:57
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2022
Ação diplomática no seio da NATO

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A invasão russa da Ucrânia despoletou uma grande e importante ação diplomática no seio da Aliança Atlântica, pois nem todos parecem estar de acordo quanto à adesão da Finlândia e da Suécia à NATO. Neste momento temos a Hungria (aderiu à Aliança em 1999) e a Turquia (não sendo fundadora está na Aliança desde 1952) a colocarem sérias reservas ao alargamento da NATO aos dois Estados Bálticos. Não vai ser tarefa fácil, até porque as lideranças atuais da Hungria e Turquia não têm nada a ver com as do tempo em que entraram para a Aliança, nem o mundo é o mesmo. 

 


Captura de ecrã 2022-05-23 101653.jpgO presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse no sábado passado [21mai2022] que Ancara não olharia "positivamente" para as propostas da Suécia e da Finlândia ingressarem na NATO, a menos que suas preocupações fossem abordadas, apesar do amplo apoio de outros aliados, incluindo os Estados Unidos. A Turquia há muito acusa os países nórdicos, em particular a Suécia, que tem uma forte comunidade de imigrantes turcos, de abrigar rebeldes curdos fora da lei, bem como apoiantes de Fethullah Gülen, o pregador dos EUA procurado pelo fracassado golpe de 2016. 

 


images.jpgViktor Orban é o líder europeu mais próximo de Putin e a oposição do primeiro-ministro húngaro ao alargamento da NATO tem muito a ver com a sua discordância das sanções ao petróleo russo, do qual a Hungria é altamente dependente. 

 


Captura de ecrã 2022-05-23 115334.jpgO ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse na passada 6.ª feira [20mai2022] que Moscovo lançará 12 unidades e divisões militares na região oeste em resposta às pretensões da Suécia e Finlândia ingressarem na Aliança Atlântica. Essas ameaças também incluem os Estados Unidos que têm aumentado os voos estratégicos de bombardeiros, enviado navios de guerra para o Mar Báltico e intensificando os exercícios de treino na região com seus parceiros da NATO. “A tensão continua a crescer na zona de responsabilidade do Distrito Militar do Oeste. Estamos tomando contramedidas adequadas”, disse Shoigu.

 

  Alemanha, França e Itália já fazem propostas de abertura a Moscovo
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"(...) Uma grande preocupação é que vitórias militares ucranianas possam desestabilizar a Rússia, tornando-a ainda mais imprevisível e colocando uma normalização das ligações energéticas ainda mais fora de alcance. É por isso que algumas capitais da Europa Ocidental, de forma silenciosa, já trabalham numa resolução “salvando a face” para o conflito, mesmo que isso custe algum território à Ucrânia. Mesmo que Macron e o chanceler alemão Olaf Scholz tenham dito repetidamente que caberia à Ucrânia determinar as condições para a suspensão das hostilidades, eles recentemente enfatizaram sua preferência por um cessar-fogo, mais cedo ou mais tarde. (...)"
Leiam o artigo completo aqui 

 


transferir.jpgAs sanções do Ocidente a Moscovo, são o que são... mas a verdade é que a recuperação do rublo já levou a moeda russa para 30% mais forte em relação ao dólar do que era antes da Rússia invadir a Ucrânia.



Publicado por Tovi às 10:03
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Terça-feira, 17 de Maio de 2022
Alargamento da NATO... sim ou não?

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Atuais Estados-Membros da NATO: Albânia, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, República Checa, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos da América, Estónia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Macedónia do Norte, Montenegro, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, Roménia e Turquia.

No início da Guerra Fria, em 1949, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN/NATO) tinha apenas 12 membros. Após o colapso soviético de 1991, 11 nações do Leste Europeu que costumavam ser satélites de Moscovo e três repúblicas soviéticas juntaram-se à aliança. O Kremlin viu a expansão como uma ameaça existencial e um apelo para acabar com ela fazia parte da lista de demandas de Putin entregue ao Ocidente, antes da invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro. Assim, os anúncios de Estocolmo e Helsínquia são um golpe duplo na reputação de Putin tanto no exterior quanto em casa. “Isso marca a derrota de Putin em duas frentes – estrangeira e doméstica”, afirmou Sergei Biziukin, publicitário e ativista da oposição que fugiu da Rússia em 2019. Alguns anos atrás, várias forças políticas viram a NATO como uma relíquia obsoleta da Guerra Fria, mas na Europa – com exceção da Hungria e Sérvia, amigas de Putin – percebeu-se o perigo da recém-descoberta assertividade da Rússia a que alguns chamaram de desrespeito à ordem mundial pós-Segunda Guerra Mundial.

 


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Quer se goste ou não a verdade é que “a faca e o queijo” estão nas mãos de Erdogan. Ainda vai correr muita água debaixo da ponte do Bósforo até haver unanimidade dos atuais membros da NATO sobre as adesões da Finlândia e Suécia. Fontes do Ministério da Justiça turco, referem que nos últimos cinco anos nenhum dos 33 pedidos de extradição enviados por Ancara recebeu resposta positiva por parte de Estocolmo ou de Helsínquia. Os pedidos de extradição relacionam-se com pessoas procuradas por Ancara e acusadas de serem membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), ou do movimento de Fethullah Gülen.

 


1200px-Emblem_of_the_Collective_Security_Treaty_OrO Presidente russo, Vladimir Putin, assegurou ontem [2.ª feira 16ma2022] que a adesão à NATO da Finlândia e da Suécia não é um problema para a Rússia mas que passará a sê-lo se incluir a colocação de armas no território desses países"A Rússia não tem problemas com esses países, já que a sua entrada na NATO não cria uma ameaça", disse Putin durante a cimeira da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (Rússia, Bielorrússia, Arménia, Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão). Contudo, o líder russo acrescentou que, se o alargamento da NATO for acompanhado pela localização de "infraestruturas militares" naqueles países, Moscovo ficará obrigado a "reagir". "Vamos decidir com base nas ameaças que a NATO nos criar", explicou Putin, referindo-se ao alargamento da Aliança como uma questão “artificial”, que foi criada “no interesse da política externa dos Estados Unidos”. "A NATO é usada como instrumento de política externa, essencialmente, de um único país, com insistência, maestria e muita agressividade", denunciou o líder russo, considerando que o alargamento da organização militar ocidental “deteriora a já complicada situação internacional no domínio da segurança”. Putin considera essa expansão como uma ferramenta usada pelos EUA "para controlar a situação internacional do ponto de vista da segurança, para influenciar outras regiões do mundo".

 


transferir.pngNum comunicado o Partido Comunista Português, veio ontem [2.ª feira 16mai2022] dizer que considera que a adesão dos dois países nórdicos à Organização do Tratado do Atlântico Norte é feita de uma maneira “precipitada e evitando que os povos desses países se possam pronunciar sobre uma decisão com tão inquietantes consequências para os próprios” e para os restantes países europeus. O partido acusa também a NATO de promover “forças hostis” contra a Rússia, “incluindo forças abertamente fascistas que idolatram colaboracionistas com os nazis durante a II Guerra Mundial”.

 

   Da série "Expansão da NATO"
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Publicado por Tovi às 07:16
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2022
Covid ou Guerra... venha o diabo e escolha

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  Portugal contabilizou, na última semana, 99.866 casos e 142 mortes de covid-19. Os dados, relativos ao período entre 3 de maio e 9 de maio, refletem um aumento de 23.746 infeções e de 15 óbitos, face ao número reportado no último balanço (entre 26 de abril e 2 de maio).
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  Na Ucrânia as tropas de Putin continuam no 82.º dia da invasão com os combates a intensificarem-se no leste do país, na zona do Donbas. O exército russo está a tentar avançar em direção a Sloviansk e Kramatorsk, numa tentativa de isolar as tropas ucranianas e cortar o seu contacto com o resto do país. Do outro lado da barricada as forças ucranianas destruíram parte de uma coluna militar russa em Donbas, quando as tropas da Rússia tentavam atravessar um rio.
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Captura de ecrã 2022-05-16 175614.jpgAs autoridades ucranianas não confirmaram, até agora, qualquer acordo, mas a Agência de Notícias Russa TASS noticiou na tarde de hoje um comunicado do Ministério da Defesa da Rússia: “Um regime de silêncio [das armas] está em vigor atualmente [na fábrica de aço Azovstal, em Mariupol] e um corredor humanitário aberto, pelo qual os soldados ucranianos feridos estão a ser transportados para os estabelecimentos médicos de Novoazovsk”, em território controlado pelas forças russas e pró-russas. Já ao fim do dia a Reuters avançou que foram transportados do complexo siderúrgico de Azovstal, para um centro médico na cidade de Novoazovsk, cerca de 300 soldados feridos.

280652104_10221379925995488_7034225621293759954_n.A Rússia, com uma população de 144 milhões, invadiu um país de 44 milhões de habitantes e até hoje as suas “vitórias” não são significativas, mas também não deverão ser desprezadas. Dizia-se nos primeiros dias da entrada das tropas de Putin pelo norte ucraniano que seriam dois ou três dias para chegarem a Kiev, depor o governo de Volodymyr Zelensky e colocar um qualquer governo fantoche na capital da Ucrânia. As coisas não foram assim e ainda hoje não há um motivo minimamente credível para o facto de quilómetros de veículos militares russos terem estado parados durante semanas a fio numa estrada de acesso a Kiev. Depois foram-se embora, não sem deixarem “crimes de guerra” nas redondezas da capital. Já no leste e sul da Ucrânia as coisas foram diferentes e a situação não é atualmente risonha para o governo de Kiev. Daí eu pensar que é tempo de se negociar… pois quando o nosso adversário é tão poderoso como é a Rússia há que lhe “proporcionar” uma “saída airosa” num “acordo de paz”. Infelizmente as autoproclamadas repúblicas do Donbas estarão condenadas a saírem do controle de Kiev e é impensável que a península da Crimeia volte ao que era antes de 2014. (E depois de lerem o que aqui acabei de escrever não vale a pena virem chamar-me “russófilo”. Não sou, nunca fui e seguramente nunca virei a ser um saudoso da União Soviética, muito menos “admirador de Putin”. Mas sou um eterno defensor do diálogo e da diplomacia, tendo como único objetivo a PAZ)



Publicado por Tovi às 08:29
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2022
Finlândia vai pedir adesão à NATO

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Finlândia vai avançar "sem demora" com pedido de adesão à NATONuma declaração conjunta com a primeira-ministra Sanna Marin, o Presidente Sauli Niinisto confirmou no dia de ontem de manhã [5.ª feira, 12mai2022] aquilo que se esperava e anunciou que a Finlândia vai mesmo avançar com o pedido de adesão à NATO — e “sem demora”. “Durante esta Primavera, teve lugar um importante debate sobre a possível adesão da Finlândia à NATO”, pode ler-se na declaração assinada por ambos. De acordo com as mais recentes sondagens, 76% dos finlandeses são neste momento favoráveis à entrada do país na NATO — antes da guerra na Ucrânia, apenas um quarto da população dizia o mesmo, disse ontem a britânica Sky News.

  Principais membros do Senado dos EUA prometem apoiar adesão da Finlândia à NATO. Também a França apoia plenamente o desejo da Finlândia de aderir à NATO, decisão que deve ser anunciada no domingo e à qual Moscovo ameaça responder com medidas "militares-técnicas"

  Moscovo ameaçou com retaliação militar caso a Finlândia confirme a adesão à NATO. "A adesão da Finlândia à NATO é uma mudança radical na política externa do país", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, em comunicado. "A Rússia será forçada a tomar medidas de retaliação, tanto de natureza militar-técnica, quanto de outra natureza, a fim de impedir que surjam ameaças à sua segurança nacional."

  O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, vai reunir-se na sexta-feira, em Helsínquia, com o seu homólogo finlandês, Pekka Haavisto, para debater a adesão da Finlândia à NATO, anunciou o Governo português.

  As Forças de Defesa da Finlândia (FDF), também conhecidas como Forças Armadas da Finlândia (FAF), são constituídas por Exército, Força Aérea e Marinha, com cerca de 35 mil soldados uniformizados, sendo 25% destes profissionais (mais cerca de 900 mil reservistas) e um orçamento de quase cinco mil milhões de euros (dados de 2021).

  Não esqueçamos que para os finlandeses os acontecimentos na Ucrânia evocam um perturbante sentimento da familiaridade. Os soviéticos invadiram a Finlândia no final de 1939. Durante mais de três meses o exército finlandês opôs uma tenaz resistência, apesar da grande desproporção de efetivos. Evitaram a ocupação, mas perderam 10% do território.

 

  Antes que Putin resolva fazer uma “operação militar especial” na Finlândia, invocando que há por lá nazis, é interessante ler o que em 1 de agosto de 2021 o meu amigo Vicente Ferreira da Silva escreveu no Observador:

200px-Lapuan_liike.svg.pngEm 1929, a frágil democracia finlandesa foi posta à prova com o aparecimento do Movimento Lapua, de extrema-direita, que defendia a erradicação do comunismo sem olhar a meios, advogando abertamente o uso da violência para esse efeito. Vendo ganho político nesta posição, os governantes da União Agrária, de centro-direita, acederam às exigências e não só toleraram a violência da extrema-direita, como também negaram direitos políticos aos comunistas. Em 1930, o conservador P. E. Svinhufvud, chegou a Primeiro-ministro e deu duas pastas no Governo aos extremistas. Um ano mais tarde, Svinhufvud tornou-se Presidente da Finlândia. Contudo, mesmo após a eliminação do partido comunista, o Movimento Lapua mantinha a sua postura radical e virava-se agora contra os sociais-democratas. Perante o aumento desta atitude extremista e intolerante, os partidos finlandeses tradicionais romperam com o Movimento Lapua. Numa inequívoca demonstração de apoio à democracia, a União Agrária, os Liberais do Partido Progressista e o Partido do Povo Sueco uniram-se aos seus rivais, os Sociais Democratas, numa coligação contra os extremistas de direita. Até Svinhufvud apoiou esta solução. Daqui resultou o isolamento e o posterior desaparecimento político do Movimento Lapua.

 

  A reação da Turquia é a primeira voz discordante no seio da NATO
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Publicado por Tovi às 08:25
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2022
Tropas portuguesas partem para a Roménia

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Partiu hoje para a Roménia uma primeira força nacional destacada para fortalecer a segurança do flanco leste do espaço NATO. Esta força é constituída por 221 militares - vinte são de equipas de operações especiais, os restantes pertencem à companhia de atiradores que nas últimas semanas viu reforçado o treino em defesa antiaérea. Esta viagem estava prevista apenas para o final do ano, mas a situação de agravamento do conflito na Ucrânia obrigou à antecipação. Parte do material de guerra a utilizar durante a missão zarpou esta semana do Porto de Leixões, com recurso a transportadoras privadas, visto o Governo não ter recursos próprios suficientes para assegurar toda a operação.

  Agência Lusa – 9h25 de 15abr2022
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Militares portugueses já partiram para missão da NATO. No final da cerimónia, que decorreu no aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que a força militar portuguesa que hoje partiu para a Roménia vai prevenir e defender a paz no leste da Europa e adiantou que o primeiro-ministro, António Costa, a visitará dentro de um mês. Além do Presidente da República, a cerimónia contou com a presença da ministra da Defesa, Helena Carreiras, do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante António Silva Ribeiro, e dos chefes do Estado-Maior do Exército, Armada e Força Aérea. Num breve discurso, Marcelo Rebelo de Sousa, Comandante Supremo das Forças Armadas, salientou a importância desta missão da NATO que esta força militar destacada vai cumprir na Roménia no contexto da guerra na Ucrânia. “É uma missão já prevista e agora consolidada, projetada e reforçada num país amigo, aliado – a Roménia - no quadro de uma aliança defensiva e não ofensiva. Uma aliança que não ataca, que está preparada para prevenir, preservar e defender a paz. É essa também a vossa missão”, sustentou o Presidente da República.

 

 


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Na madrugada de ontem [14abr2022] o cruzador Moskva, navio-almirante russo da frota do Mar Negro, terá sido severamente atingido por mísseis ucranianos. A Rússia confirmou que o navio está "gravemente danificado", mas fala unicamente num incêndio a bordo, cujas causas ainda estão a ser determinadas e que a tripulação foi completamente evacuada “como resultado da detonação de munição causada pelo fogo”.

Nesta mesma noite o gabinete de Volodymyr Zelensky admitiu que uma parte da 36ª Brigada Marítima, que estava a defender Mariupol, foi capturada durante uma tentativa de romper o cerco russo. A admissão foi feita por Alexei Arestovich, conselheiro do gabinete do Presidente da Ucrânia, e noticiada pelo canal ucraniano Suspilne. De acordo com Arestovich, houve um momento em que os combatentes da 36ª Brigada se separaram - uma parte juntou-se às forças do Batalhão Azov, e outra parte ficou isolada noutro local da cidade. Continuaram a combater separados, e os militares que a Rússia alega que se renderam ontem fazem parte do grupo que estava isolado. "Estes são os que estavam sozinhos. Bem, não sozinhos, mas, por assim dizer, que seguiram noutra direção - estavam sob ataque da artilharia [russa] e ataques aéreos, perderam muitas pessoas e foram feitos prisioneiros durante a batalha", disse Arestovich. O mesmo responsável ucraniano negou, porém, que se trate de um milhar de combatentes, contrariando as alegações russas. "São muito, muito menos", garantiu. "Essa é uma mentira completa várias vezes exagerada", disse Arestovich. Mas a verdade, admitiu, é que "eles [russos] apanharam-nos". O conselheiro da presidência da Ucrânia não avançou um número alternativo de quantos militares terão sido capturados em Mariupol.
Mas como mais uma vez podemos estar perante “informação” ou “contra-informação”, o melhor é não lançar muitos foguetes antes do fim da festa.


Captura de ecrã 2022-04-14 153312.jpgO Ministério da Defesa russo diz que “a fonte do incêndio no 'Moskva' está localizada; não há chamas visíveis; as explosões de munições pararam". Do outro lado da barricada o chefe da administração militar regional de Odessa, Maksym Marchenko, tinha dito ontem à noite que “forças ucranianas atingiram o navio de guerra russo com mísseis 'Neptuno', causando danos graves (…) uma poderosa explosão de munições derrubou o cruzador e este começou a afundar-se". Cada um com a sua verdade… eu vou esperar mais uns dias para ver o que aconteceu realmente no Mar Negro.

  Ao fim do dia de ontem [14abr2022] foi notícia na Sky News que o navio de guerra Moskva afundou enquanto era rebocado no meio de uma tempestade, segundo a agência de notícias TASS que cita o Ministério da Defesa russo. Alegadamente... mas parece que desta vez é mesmo verdade que o navio-almirante da frota russa no Mar Negro foi ao fundo.

 


20220414140420_d1b57e3c11023a0bbae8270003e206b2935O governo ucraniano continua a negar as acusações de Moscovo que dizem ter a Ucrânia enviado dois helicópteros pela fronteira para bombardear uma cidade na região de Briansk, no sul da Rússia, ferindo sete pessoas, incluindo uma criança. Em resposta as tropas de Putin garantem ter atingido uma fábrica “militar” nos arredores de Kiev na quinta-feira [14abr2022], usando mísseis Kalibr de longo alcance baseados no mar.

 

  Como diz o jornalista António Capinha no seu artigo de opinião de hoje no DN - As batalhas do Donbass – é nesta região ucraniana que se irá determinar a configuração geopolítica futura daquela zona do mundo.
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  É assim que estamos em Mariupol
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Sexta-feira, 25 de Março de 2022
NATO, União Europeia e G7 reuniram-se em Bruxelas

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  Diplomacia em acção no dia de ontem

  • NATO emitiu um comunicado em que assumiu estar“preocupada” com a entrada da China no conflito que opõe a Rússia à Ucrânia. “Pedimos a todos os Estados, incluindo a China, para seguir a ordem internacional incluindo os princípios de soberania e integridade territorial”. Os 30 países da NATO apelaram mesmo a Pequim que se “abstenha” de apoiar “o esforço de guerra da Rússia”. E deixaram um recado à Rússia: “Qualquer uso de arma biológica ou química seria inaceitável e teria consequências severas”.
  • A declaração conjunta do Grupo dos Sete, que reúne os sete países mais industrializados do mundo, foi no mesmo sentido da NATO. Os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido dizem mesmo que “não vão poupar esforços” para responsabilizar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seus apoiantes – incluindo o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko. O seu apelo vai para as forças russas que abram “caminhos seguros” na Ucrânia para permitir ajuda humanitária a Mariupol e a outras cidades cercadas. E pedem às autoridades bielorrussas para que “evitem uma nova escalada e se abstenham de usar as suas forças militares contra a Ucrânia”.
  • No final das reuniões, o presidente norte americano Joe Biden disse apoiar a saída da Rússia do grupo das maiores economias mundiais (G20). E quer pelo menos que a Ucrânia possa assistir às reuniões. O presidente deu mais detalhes sobre a conversa com Xi Jinping, homólogo chinês, na passada sexta-feira. “Tive uma conversa muito honesta com ele. Disse-lhe claramente que apoiar a Rússia teria consequências”. Joe Biden chamou “bruto” a Vladimir Putin. “A coisa mais importante [das sanções] é mantermo-nos unidos”, tendo como objetivo que o “mundo se continue a focar” no seguinte: “Que tipo bruto é este” e por que motivo é que “todas as vidas inocentes se perderam” e “o que está a passar” na Ucrânia.
  • Também o primeiro ministro britânico, Boris Johnson aproveitou a sua intervenção pública para alertar para consequências “muito, muito severas”, caso o Presidente russo usasse armas químicas ou nucleares contra a Ucrânia. “Se Putin se fosse envolver com alguma coisa desse género, as consequências seriam muito, muito severas. Vou ter de ter alguma ambiguidade na resposta, mas acho que seria catastrófico para ele. Acho q ele compreende isso. Seria um profundo e desastroso erro para Putin”, disse. Apesar da insistência dos jornalistas Johnson não indicou se, nesse cenário, haveria intervenção da NATO.
  • O líder francês, Emmanuel Macron, na sua vez, disse que a NATO procura não dar à Rússia um “pretexto” para atacar o Ocidente. “Não queremos fazer nada que possa provocar a escalada da tensão”, justificou o Presidente. “Não vamos lutar contra a Rússia”, assegurou o líder que tem mantido várias conversas telefónicas com o seu homólogo russo, embora sem grande sucesso para a paz.
  • O chanceler alemão Olaf Scholz, por seu turno, afirmou que “as tropas russas têm de sair da Ucrânia”. “Isto é necessário para atingir uma solução sustentável para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia”, disse. Scholz apelou também ao Presidente Vladimir Putin que “aceite um cessar-fogo e permita corredores humanitários, para proteger os civis”. A Alemanha doou mais 370 milhões de euros em humanitária à Ucrânia.
  • Em Portugal, a partir do Porto, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de dar a sua opinião numa visita oficial. Aos jornalistas, o Presidente português disse considerar que o presidente russo, Vladimir Putin, cometeu um erro ao pensar que perante a sua decisão de tomar o território ucraniano iria conseguir dividir a União Europeia e a própria NATO. “É evidente que falharam. “A NATO e a UE continuam unidas”, referiu, independentemente da ideologia de cada país e apenas pela “paz e pelo respeito do direito internacional, da soberania dos estados, dos direitos das pessoas”, acrescentou.
  • Já da Rússia a informação que chegou foi que o Kremlin considera que “exatamente um mês depois do início da operação militar especial na Ucrânia” a vida “está a voltar ao normal” nos territórios “já libertos dos nacionalistas” ucranianos. “Está a correr como planeado e os objetivos delineados serão alcançados”, declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russos, Maria Zakharova, que espera que Kiev “reconheça a necessidade de uma solução pacífica”.
  • Um total de 140 países da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou a favor de uma resolução que pede ajuda humanitária imediata para a Ucrânia, ajudando a proteger os civis. A resolução também critica a Rússia por ter criado uma situação “dramática” humanitária. Apenas cinco países votaram contra: Bielorrússia, Coreia do Norte, Eritreia, Rússia e Síria, enquanto 38 abstiveram-se, incluindo a China, Cuba e a Índia.

 

  
onu.jpgÉ já a segunda vez que em sessões da Assembleia-Geral da ONU uma esmagadora maioria de membros isolam e condenam a “operação militar especial”, como Putin chama à invasão da Ucrânia pelas suas tropas. Mas continua a preocupar-me a posição neutra da China (abstenção) em tudo o que se refere a criticar a Rússia.
  Agência Lusa - O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje [6.ª feira, 25mar2022], numa conversa por telefone com o homólogo britânico, Boris Johnson, que a comunidade internacional deve “criar as condições certas” para resolver o conflito na Ucrânia e “promover negociações de paz com sinceridade”. “A comunidade internacional deve promover as negociações de paz com sinceridade. Devem ser criadas as condições necessárias para resolver este assunto. Devemos fazer tudo o possível para que a paz retorne à Ucrânia”, disse Xi, segundo a imprensa local. O Presidente chinês afirmou que o seu país já está a desempenhar “um papel construtivo” nesse sentido. Xi disse ainda que a China está "pronta para o diálogo" com o Reino Unido, desde que este seja "franco, aberto e inclusivo", afirmando esperar que Londres seja "justa e objetiva" ao lidar com Pequim. A conversa ocorre uma semana depois de Xi ter falado, por videoconferência, com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Xi instou então Washington a trabalhar em conjunto para "equilibrar as tensões" e "alcançar a paz global". 

 

  Reunião de ontem do Conselho da Europa
1024.jpgVolodymyr Zelensky diz que Portugal é dos países que têm mostrado mais reservas em apoiar a Ucrânia. Num discurso feito por videoconferência durante a reunião do Conselho Europeu, o presidente ucraniano comentou a postura dos 27 estados-membros perante o conflito e mencionou que Portugal tem algumas dúvidas em apoiar decisões a favor da Ucrânia. "A Bulgária está connosco, e acredito que a Grécia estará. A Alemanha está um pouco atrasada. Portugal? Bem... está quase. A Croácia está connosco; Suécia - o azul e o amarelo - estão sempre juntos", afirmou o presidente ucraniano.

 


Erdogan.jpgA emissora turca NTV, citando o presidente Erdogan, disse ter havido progresso em vários pontos-chave nas negociações entra a Ucrânia e a Rússia. Ancara, que goza de boas relações com Moscovo e Kiev, vem tentando posicionar-se como mediadora entre os dois lados. Mas por outro lado o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse hoje que as negociações com a Rússia para acabar com o conflito são "muito difíceis" e prometeu que Kiev não recuará em suas exigências. “A delegação ucraniana assumiu uma posição forte e não abre mão de suas demandas. Insistimos, em primeiro lugar, num cessar-fogo, garantias de segurança e integridade territorial da Ucrânia”, disse Kuleba. Enquanto isso, a agência de notícias russa Interfax citou o negociador russo Vladimir Medinsky dizendo que os dois lados estavam a fazer pouco progresso em questões importantes. Medinsky também disse que Moscovo acredita que Kiev está a tentar estender as negociações.

 

  Publicado pela Embaixada da Rússia na França (@AmbRusFrance)… mas posteriormente eliminado.
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  Reforço da presença militar da NATO no leste europeu
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Publicado por Tovi às 07:09
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Quarta-feira, 23 de Março de 2022
28.º dia da invasão russa da Ucrânia

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Antes da invasão da Ucrânia a Rússia tinha mais de 200 mil sodados ao longo da fronteira e tudo parecia ir ser uma campanha rápida até o governo em Kiev ser substituído por um ”fantoche” qualquer ao serviço de Vladimir Putin. Mas passado quase um mês a campanha militar da Rússia na Ucrânia estagnou em todas as frentes e resume-se praticamente a devastadores bombardeamentos, muitos dos quais contra edifícios civis habitados ou mesmo serviços hospitalares. Tudo isto será não só o resultado de um mau planeamento, uma fraca moral das tropas e má logística do Kremlin, mas também e seguramente devido a uma forte resistência das forças ucranianas, que permanecem firmes e bem coordenadas, com a grande maioria do território em mãos fieis ao governo de Volodymyr Zelensky. Tudo leva a crer que o plano original de Putin falhou, mas ainda vamos ter tempos sombrios pela frente.
  
Tiago Mergulhão Gomes - A ajuda do Ocidente, sob a forma de armas anti-tanque e mísseis antiaéreos também tem mostrado o seu valor.

 


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O primeiro-ministro António Costa despediu-se ontem das tropas portuguesas que vão para a Roménia no âmbito da NATO e garantiu que Portugal vai estar presente naquilo que for solicitado para defender a paz nos territórios da organização.

 


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Juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal tomou a decisão de permitir que Mário Machado deixe de ser obrigado a comparecer regularmente à polícia e ir combater voluntariamente na Ucrânia. O Ministério Público discorda e vai recorrer desta decisão judicial.
  Rui MoreiraA grande preocupação do PCP e do BE é o senhor Mário Machado. Pessoa pouco recomendável mas irrelevante. Claro que há uma decisão judicial invulgar. Mas isso sucede todos os dias. Contextualizemos, ainda assim: A minha preocupação é o senhor Putin, e a 5a coluna portuguesa. Do BE ao PCP, colaboracionistas de facto. E é isto, o caso Machado, que preenche o espaço mediático, com um tema irrelevante. Eu acho que o Bernardino, a Catarina e quejandos devem ir lutar pelas suas convicções. O Bernardino Soares é livre de ir combater ao lado dos russos. A Catarina também porque o Trotsky não se importa. Tenham juízo. Todos. Se puderem, tenham vergonha.
  Expresso
Adido militar da Embaixada da Ucrânia em França diz que Mário Machado não pode "entrar nas forças armadas” ucranianas devido aos “crimes mencionados no cadastro”. Um dos critérios para a aceitação de candidatos na Legião Internacional de Defesa Territorial das Forças Armadas da Ucrânia é a “ausência de condenação por crimes, comprovada através do registo criminal”, garante o coronel Sergii Malyk, adido militar da Embaixada da Ucrânia em França ao “Diário de Notícias”. Quando questionado sobre Mário Machado, o militar diz que “a pessoa que refere não pode ser aceite".
PúblicoO militante neonazi Mário Machado regressa esta sexta-feira [25mar2022] a Portugal, depois de ter estado praticamente uma semana na Ucrânia, e volta a estar sujeito a apresentações periódicas às autoridades, confirmou esta quinta-feira o seu advogado. Em declarações à Lusa, José Manuel Castro explicou que o antigo dirigente de extrema-direita fez “distribuição de bens alimentares e material sanitário” em solo ucraniano e que “não chegou a combater”, apesar de ter estado num “cenário de guerra”. O mandatário adiantou também que Mário Machado trouxe alguns refugiados até à Alemanha e integrou algumas das cerca de 20 pessoas que viajaram consigo nos “meios de defesa” ucranianos.

 

  As outras guerras a que não estamos a prestar atenção (in Expresso)
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Conflitos ativos em 2022
Iémen: uma das maiores crises humanitárias do mundo. Cerca de 377 mil pessoas terão morrido devido à guerra até ao final do ano passado, há mais de 20 milhões a precisar de ajuda humanitária.
República Centro Africana: em guerra civil há quase 13 anos. Já morreram milhares de pessoas, há mais de 500 mil refugiados e 581 mil deslocados internos, e cerca de 2,9 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária.
Nigéria: a ganhar terreno ao extremismo devagar. O grupo fundamentalista Boko Haram e mais recentemente o ISWAP têm feito milhares de vítimas desde 2009: as últimas estimativas apontam para 350 mil mortes.
Líbia: uma nação entre estados paralelos. No total, a guerra civil já causou pelo menos mil mortes. Cerca de 217 mil pessoas foram obrigadas a fugir das suas casas, e há 1,3 milhões a precisar de assistência humanitária.
Myanmar: a perseguição contra os Rohingya, um povo sem voz. Há 1,3 milhões de Rohingya em Myanmar: mais de 700 mil já fugiram para o Bangladesh desde 2017 e outros 129 mil foram forçados a deixar as suas casas no país para não perderem a vida. O número de desaparecidos é elevado, o número de violações e torturas também, e não se sabe ao certo quantos milhares de pessoas já foram mortas.
Israel: o "apartheid" ao povo palestiniano. É difícil fixar o número de vítimas ao longo dos anos, mas estima-se que mais de 14 mil pessoas perderam a vida desde 1987. A esmagadora maioria são cidadãos palestinianos.
Síria: um país encurralado entre várias guerras. A ONU diz que já morreram pelo menos 400 mil pessoas. Há ainda cerca de 5,6 milhões de refugiados e 6,2 milhões de deslocados internos.
Caxemira: uma disputa longa e violenta entre Índia e Paquistão. Caxemira é uma região tripartida: a Índia controla cerca de 43% do território, o Paquistão 37% e a China 20%. O risco de um confronto militar sério entre Índia e Paquistão permanece elevado — ambas as potências têm armas nucleares e isso é uma preocupação acrescida.
República Democrática do Congo: em transição para a paz que não chega. O Congo é sinónimo de violência há décadas e continua a sofrer as consequências do genocídio do Ruanda, em 1994. As tensões entre a etnias Hutu e Tutsi continuam até hoje, e a política tem sido incapaz de trazer a paz. Há mais de 5,5 milhões de deslocados internos e mais de 800 mil refugiados noutros países.

 

 
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As primeiras notícias deste 28.º dia da invasão da Ucrânia pelos russos dizem-nos que o Laboratório Central Analítico de Chernobyl foi saqueado e arrasado durante esta noite pelas tropas de Vladimir Putin. Eram instalações "sem comparação na Europa", com "o mais moderno e sofisticado equipamento analítico [de desperdícios radioativos]”, segundo a Agência Estatal Ucraniana para a Gestão da Zona de Exclusão [da Central Nuclear de Chernobyl].

 


transferir.jpgA ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse hoje que, após vários atrasos nas entregas, mais fornecimentos de mísseis Strela estão a caminho da Ucrânia. “Posso dizer claramente que mais entregas do Strela estão a caminho”, disse Baerbock à câmara baixa do parlamento do Bundestag, citando os mísseis que historicamente estavam nos inventários do ex-exército comunista da Alemanha Oriental. “Somos um dos maiores fornecedores de armas nesta situação, isso não nos deixa orgulhosos, mas é o que devemos fazer para ajudar a Ucrânia”, acrescentou.
Também no dia de hoje o ministro da Defesa da Suécia, Peter Hultqvist, disse que o país vai fornecer à Ucrânia cinco mil armas antitanque adicionais, avança a Reuters, que cita a agência TT. Estas armas são destinadas para a destruição de carros de combate ou outros veículos blindados.
Um primeiro carregamento de um novo pacote de armas dos EUA de US$ 800 milhões para a Ucrânia será enviado nos próximos dias e não demorará muito para chegar aos ucranianos, disse um alto funcionário da defesa dos EUA. Não foram especificados quais sistemas serão incluídos nos primeiros carregamentos, mas será dada prioridade aos tipos de armas defensivas já usadas pelas tropas ucranianas.

 

  Dados oficiais da NATO (21mar2022)
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Reforço de presença defensiva na parte oriental da Aliança com mais tropas, aviões e navios.
  Jorge De Freitas Monteiro - Nos dias pares o exército russo é incapaz de dar conta da Ucrânia. Já nos ímpares prepara-se para invadir mais oito países. Não é espantoso?



Publicado por Tovi às 07:07
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Segunda-feira, 21 de Março de 2022
Polónia quer "missão de paz" em Kiev


20161207_Cooperação-União-Europeia-e-NATO.jpgDisse o vice-primeiro-ministro polaco, Jaroslaw Kaczynski, durante uma recente visita a Kiev: “A NATO deve enviar uma missão de paz para a Ucrânia, protegida pelas Forças Armadas, para prestar ajuda humanitária e pacificadora. Esta missão não pode ser uma missão desarmada. Ela deve procurar fornecer ajuda humanitária e pacificadora à Ucrânia”. Uma missão de paz para a Ucrânia não deixa de ter razão de ser, mas o que Jaroslaw Kaczynski defendeu parece não estar a equacionar devidamente a mais que previsível resposta das forças militares de Putin. Na próxima quinta-feira (24mar2022) terá lugar em Bruxelas uma cimeira extraordinária da NATO sobre a guerra na Ucrânia, onde estarão presentes os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) e também o presidente norte-americano, Joe Biden. Neste mesmo dia e também em Bruxelas, reúne-se não só a NATO, mas também o grupo de países mais industrializados do mundo (G7 - Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e ainda os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, todos com a situação na Ucrânia como tema principal. Iremos ver o que destas três reuniões sairá.

 


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O que Putin está a fazer à Ucrânia é uma monstruosidade altamente condenável e fora de tudo que o Mundo democrático e civilizado pode aceitar… mas Zelensky não fica muito bem nesta “fotografia”, até porque o maior dos partidos suspensos é a Plataforma de Oposição, que tem 43 das 450 cadeiras no parlamento do país.
  
Jorge De Freitas Monteiro - Na realidade não proibiu partidos “pro russos“ como é afirmado. Os partidos “pro russos“ já tinham sido ilegalizados há muito. Proibiu a oposição. O que provavelmente diz mais sobre a crescente oposição interna a Zelensky do que sobre a qualidade da democracia ucraniana, que já não era exemplar nos rankings internacionais.
  David RibeiroContextualizando... era esta a composição do Parlamento da Ucrânia depois das eleições de 2019.
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  Jorge Veiga - sendo pró Rússia, porque cargas de água devem continuar a actividade numa situação de guerra? A democracia tem de ser suspensa...
  
Jorge De Freitas Monteiro - Jorge Veiga, democracia é uma maneira de dizer. O insuspeito The Economist classifica a Ucrânia como um regime híbrido, uma coisa a meio caminho entre a democracia e um regime autoritário.
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  Sete preocupações da China com a guerra de Putin
(Filipe Santos Costa na CNNPortugal - 21mar2021)
A China continua a fazer um exercício de contorcionismo entre o apoio estratégico à Rússia, sem condenar a guerra de Putin, e a defesa dos princípios da ONU sobre soberania e integridade territorial. Sob pressão do Ocidente, onde estão os principais parceiros comerciais da China, há muitos cálculos por detrás da cautela de Xi Jinping. Pressionado pelos EUA e pela União Europeia, os principais parceiros comerciais da China, e com pedidos de ajuda da Rússia, o aliado estratégico, eis as principais questões que Xi terá de colocar na balança: 1. Situação militar; 2. Geopolítica; 3. Sanções económicas; 4. Instabilidade na Rússia; 5. 
Soberania e integridade: a questão de Taiwan; 6. Relacionamento bilateral; 7. Dano reputacional.

 

  O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, apela à China “para desempenhar um papel importante” na guerra.
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  O número de cidadãos ucranianos que fugiram do país devido à invasão russa já deverá andar perto dos 3 milhões e quatrocentos mil.
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Publicado por Tovi às 07:58
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Terça-feira, 15 de Março de 2022
Vigésimo dia da invasão russa à Ucrânia

  08h37 de 15mar2022 - Kiev após ataque russo
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  O que se tem ouvido nos últimos dias
>> "A verdadeira liberdade vem sempre com um custo" - Mykhailo Podoliak, conselheiro de Zelensky.
>> “Isto [quarto pacote de sanções à Rússia] vai afetar a capacidade de Putin para financiar uma guerra injustificada" – Ursula von der Leyen.
>> "Estamos do lado da Ucrânia, mas não queremos estar em conflito com a Rússia" - Porta-voz do governo francês.
>> "Os Estados Unidos espalharam repetidamente desinformação maliciosa contra a China sobre a questão da Ucrânia"; "A China tem vindo a desempenhar um papel construtivo na promoção de conversações de paz"; "A principal prioridade agora é aliviar a situação, em vez de lançar gasolina na fogueira, e trabalhar para a resolução diplomática em vez de agravar ainda mais a situação" - Representação chinesa em Londres.
>> "Prevenir a provocação das forças nacionalistas ucranianas contra estas infraestruturas críticas [centrais nucleares de Chernobyl e Zaporizhzhia]" - Alexey Polishchuk, diretor do Segundo Departamento do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
>> "Hoje apreendemos - o termo técnico é 'imobilizado provisoriamente' - um iate pertencente a um dos principais oligarcas [russos]" – Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol.
>> “Temos uma linha vermelha [sobre as sanções da UE à Rússia] que é a segurança do fornecimento de energia à Hungria” - Peter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores da Hungria.
>> 
“Não sei o que vai acontecer comigo tão cedo. O meu advogado disse-me que eu poderia sofrer uma pena de prisão de 5 a 10 anos de acordo com o código criminal. Não me arrependo. Mas preciso do vosso apoio” - Escreveu no Twitter a produtora da rede de televisão Channel One (controlada pelo Kremlin), Marina Ovsyannikova.
>> “Sua coragem inspira a todos nós” – Disse Trudeau, primeiro-ministro canadiano, a Zelensky.

 

  Pedro Falardo e Beatriz Madaleno de Assunção, na CNN Portugal
Relações comerciais de Portugal com a Rússia

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Relações comerciais de Portugal com a Ucrânia
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As relações comerciais de Portugal com a Rússia e com a Ucrânia não favorecem a posição portuguesa nesta altura, dada a balança comercial negativa com ambos os países e mesmo a dependência em alguns setores. No caso da Rússia, o valor das importações em 2021 superou os mil milhões de euros (1.067.851.972 €), face a exportações pouco superiores a 178 milhões de euros (178.286.422 €): o défice comercial foi de quase 890 milhões de euros no ano passado, de acordo com dados do INE.

 

  Evolução no terreno das tropas russas de 6mar a 15mar2022
Como se pode ver, comparando os dois mapas, a evolução no terreno das tropas russas não tem sido significativa desde o décimo primeiro dia da invasão (6mar2022) até hoje (15mar2022).
De dia 06 para dia 15mar2022.jpg

 


000_32687TG.jpgUm juiz do tribunal distrital de Ostankinsky, em Moscovo, libertou a funcionária da TV estatal Marina Ovsyannikova, mas condenou-a ao pagamento de uma multa de 30.000 rublos (256,26 €) por ter invadido o noticiário noturno mais assistido da Rússia segurando um poster que dizia “No War”.

 

  
Porto BSB 15mar2022.jpgPartiu esta terça-feira o segundo camião TIR com 14 toneladas de bens recolhidos no âmbito da campanha “Somos Todos Ucrânia”, promovida pelos municípios do Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos.

 

  
Eslovénia.jpgO Parlamento da Eslovénia autorizou esta terça-feira o estacionamento no país de até 2.100 soldados estrangeiros da NATO, no contexto da invasão russa da Ucrânia. Inicialmente, a Aliança terá naquele país uma unidade da "presença avançada reforçada" de cerca de 1.200 soldados, oriundos da República Checa, Alemanha, Países Baixos, Estados Unidos, Polónia e Eslovénia. O destacamento incluirá também um sistema de defesa aérea Patriot, adiantou esta terça-feira o ministro da Defesa, Jaroslav Nad.



Publicado por Tovi às 08:54
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Segunda-feira, 14 de Março de 2022
E assim vai a invasão da Ucrânia pelos russos

  Mais três da série "Rússia invade Ucrânia"
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Captura de ecrã 2022-03-11 172544.jpgO facto da Turquia por razões de segurança ter transferido na passada sexta-feira [11mar2022] a sua embaixada de Kiev para Chernivtsi, perto da fronteira com a Roménia, indica que há fortes indícios de um aumento de ações bélicas por parte das tropas russas na capital ucraniana. A situação da Turquia na geopolítica da região é, no mínimo, complicada.  Logo no início da invasão russa da Ucrânia, Erdogan teve palavras muito duras para com Vladimir Putin, afirmando que a invasão russa era “inaceitável” e ilegal à luz do direito internacional. Mas o peso da Rússia sobre a Turquia é visível a vários níveis: os russos estão a construir a primeira central nuclear turca; são o principal mercado turístico da Turquia; fornece 40% do gás natural importado pela Turquia, através de dois gasodutos através do Mar Negro que ligam diretamente os dois países; e, recentemente, Moscovo vendeu a Ancara mísseis S400, que causaram discórdia no seio da NATO, da qual a Turquia é membro. Mas não se pode esquecer que durante uma visita de Erdogan a Kiev, para além de um acordo de comércio livre, foram assinados vários acordos militares, nomeadamente a venda de fragatas turcas e o estabelecimento de uma fábrica para produção de drones turcos na Ucrânia. Há ainda um trunfo que a Turquia já jogou em fevereiro último ao fechar o Estreito do Bósforo à passagem de barcos russos, depois de ter mantido alguma ambiguidade em relação a esta questão. A diplomacia de Ancara vai ter muito trabalho perante este equilíbrio delicado.

 


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Na manhã de ontem [domingo, 13mar2022] muitas ambulâncias com as sirenes ligadas foram vistas a caminho da instalação militar de Yavoriv [Centro Internacional para a Manutenção da Paz e Segurança] depois de um ataque com mais de 30 mísseis de cruzeiro russos. A base militar, especializada em treinos de soldados para missões de manutenção de paz, fica a cerca de 25 kms da fronteira com a Polónia. O Ministro da Defesa da Ucrânia diz que instrutores militares estrangeiros trabalham neste centro militar de Yavoriv. Estes ataques aéreos russos a uma base militar perto da cidade de Lviv, no Noroeste, ocorrem num momento em que as forças russas estão a expandir a sua ofensiva no Oeste da Ucrânia e quando o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, afirmou que carregamentos de armas ocidentais para a Ucrânia seriam “alvos legítimos” para as forças do Kremlin. Aliados da Ucrânia, incluindo Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, estão a enviar com urgência milhares de mísseis antitanque e antiaéreos para Kiev em resposta à agressão de Moscovo. Ryabkov disse que a Rússia "avisou os EUA  de que fornecer armas não é apenas um movimento perigoso, é uma ação que torna esses carregamentos alvos legítimos".
 
Segundo a comunicação social portuguesa [tarde de 13mar2022] havia dois ou mesmo quatro portugueses nesta base militar, que tinham saído de Vila Nova de Gaia para se incorporarem nas forças ucranianas e que até ao momento se encontram incontactáveis. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o ataque à base militar de Yavoriv e diz que o fez porque as instalações estava a ser usada para armazenar o "equipamento militar que foi entregue pelas Nações estrangeiras".
  Ao início da noite de domingo [13mar2022] soube-se que 
os quatro portugueses e o luso-ucraniano que estavam na base militar de Yaroviv estão todos bem de saúde. A informação foi avançada por um familiar.


  Não deverá ter nada a ver com o conflito Rússia-Ucrânia, mas...
Pelo menos doze mísseis caíram na madrugada deste domingo [13mar2022] em Erbil, no norte do Iraque. A informação foi avançada pela agência Reuters, que cita a agência de notícias daquele país, a INA, e entretanto foi confirmada pelo governador da região. Erbil é a capital da região do Curdistão, a quarta maior cidade do Iraque, depois de Bagdá, Baçorá e Mossul. Os projéteis caíram perto do consulado dos Estados Unidos na zona e foram disparados a partir do Irão, segundo avança a agência Reuters. De acordo com a mesma agência, um oficial dos Estados Unidos garantiu que não houve danos registados nas infraestruturas militares do país. O ministro da Saúde do Curdistão afirma que não há vítimas a registar do incidente. O diretor-executivo do Observatório para os Direitos Humanos do Iraque tem partilhado várias imagens do ataque, que também atingiu a redação do canal Kurdistan 24 Channel. O Corpo da Guarda Revolucionária do Irão (IRGC) assumiu a responsabilidade pelos ataques com mísseis balísticos à capital regional curda do norte do Iraque, Erbil. Estas forças de elite num comunicado divulgado no domingo [13mar2022] disseram que visavam o “centro estratégico” israelita no país. “Qualquer repetição de ataques de Israel será recebida com uma resposta dura, decisiva e destrutiva”, disse o comunicado, referindo-se aos dois membros iranianos do IRGC que Israel matou no início desta semana na Síria, um aliado próximo de Teerão.

 

  10h52 de 13mar2022"Tendo em conta a rápida deterioração da situação de segurança na Ucrânia, incluindo os ataques nas partes ocidentais do país, foi decidido que a Embaixada da Índia na Ucrânia será transferida temporariamente para a Polónia", lê-se no site do MNE da Índia. A Índia é um dos paíse que têm tido posição ambígua quanto à guerra. Absteve-se na votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas que condenou a Rússia pela invasão e tem apelado ao diálogo sem criticar o regime de Putin. Mostrou também disponibilidade para procurar canais alternativos para o comércio bilateral, face às sanções impostas a Moscovo.

 

  E no meio de tantos "tiros, bombas e murros nas trombas" a Gazprom lá vai vendendo o seu produto
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  06h52 de 14mar2022 - Reuters
A Índia está a considerer comprar petróleo e outros bens à Rússia em pagamentos via rublos ou rupias moedas russa e indiana, respetivamente. Esta poderá ser uma forma de a Rússia continuar a obter rendimentos, numa altura em que se estende largamente o boicote financeiro à economia russa.

  08h39 de 14mar2022 - Al Jazeera
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"Ainda se pode sentir o cheiro de queimado", disse Imran Khan, correspondente da Al Jazeera, observando o ataque que destruiu a frente e a parte de trás da estrutura de nove andares, numa zona residencial de Kiev na madrugada de hoje.  “Vimos pessoas voltando aqui em lágrimas, apenas olhando para o prédio, suas casas que foram completamente destruídas”. “É uma área residencial. Há um campo de futebol [muito perto do prédio], não há alvo militar em nenhum lugar aqui”.  A fábrica de aviões Antonov na capital ucranianna também foi um dos alvos dos bombardeamentos desta madrugada.
  11h16 de 14mar2022 - EFE
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É verdade que já estava programada esta concentração de tropas na Noruega... mas também é verdade que o seguro morreu de velho.
  14h42 de 14mar2022Ucrânia e Rússia voltaram à mesa de negociações, mas desta vez em formato de videoconferência. As conversações acabaram por ser suspensas e serão retomadas na terça-feira. "Foi feita uma pausa técnica nas negociações até amanhã. Para trabalho adicional nos subgrupos de trabalho e esclarecimento de definições individuais. As negociações continuam...", anunciou Mykhailo Podoliak, negociador e conselheiro do presidente da Ucrânia.
  15h34 de 14mar2022O primeiro-ministro da Ucrânia pediu a expulsão imediata da Rússia do Conselho da Europa. Denys Shmyhal falava precisamente no Conselho da Europa, onde se dirige aos representantes dos Estados-membros da União Europeia.
  15h43 de 14mar2022Os ministros da Defesa dos países que fazem parte da NATO vão reunir-se na próxima quarta-feiraA informação foi avançada pelo responsável da tutela turca, citado pela agência Reuters.
  
17h32 de 14mar2022 - Um ataque com mísseis a uma torre de transmissão no norte da Ucrânia matou pelo menos nove pessoas e deixou outras nove feridas, segundo uma autoridade local. Vitaliy Koval, autarca da região de Rivne, adiantou que a torre e uma propriedade administrativa próxima foram atingidas por dois mísseis separados. "Ainda há pessoas sob os escombros", acrescentou.

 

  Conselho de Estado - 14mar2022 - Situação na Ucrânia

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O Conselho de Estado condenou hoje unanimemente a agressão da Federação Russa à Ucrânia, anunciou o Presidente da República, no fim de uma reunião deste órgão político de consulta a que faltaram quatro conselheiros (Domingos Abrantes, do PCP; Carlos César, do PS; Rui Rio, líder do PSD; Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira).
“Nós, em Portugal, temos feito exatamente o que devíamos e deveremos continuar a fazer. Condenámos o que praticamente todos viriam a condenar, e condenámos muito antes da maior parte desses todos. E ainda hoje condenámos unanimemente no Conselho de Estado”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa perante a comunicação social, no Palácio da Cidadela de Cascais, no distrito de Lisboa.

 

  Uma GRANDE MULHER a produtora Marina Ovsyannikova da televisão estatal Russia-1 que interrompeu a emissão que estava a ser conduzida pela colega Ekaterina Andreeva, exibindo um cartaz por trás da pivot, que dizia "Não à guerra. Não acreditem em propaganda. Eles estão a mentir. Parem a guerra".
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  A Tass, principal agência noticiosa estatal, não ignorou o audacioso protesto. Informou sobre o caso e imediatamente fez saber que a mulher que arvorara o cartaz enfrenta “acusações administrativas”.



Publicado por Tovi às 07:02
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Quinta-feira, 10 de Março de 2022
EUA travam entrega de caças MiG polacos à Ucrânia

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  Pois é!... De vez em quando, e já não é de hoje, o Governo da Polónia mija fora do penico (pardon my french).

  Os Estados Unidos rejeitaram a oferta da Polónia de enviar os seus caças MiG-29 para a Ucrânia através de uma base aérea dos EUA na Alemanha, dizendo que a proposta levanta “sérias preocupações” para toda a aliança da NATO. Varsóvia fez esta oferta surpresa na terça-feira [08mar2022] após repetidos apelos do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, por mais aviões de guerra para reabastecer a força aérea de seu país, que tenta desesperadamente defender-se das forças russas invasoras.

  A Alemanha não vai enviar aviões de guerra para a Ucrânia, disse o chanceler alemão Olaf Scholz no dia de ontem [09mar2022], em conferência de imprensa após um encontro com o primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau. "Fornecemos todo o tipo de materiais de defesa e enviámos armas de que vos falámos, mas também é verdade que temos de considerar muito cuidadosamente aquilo que fazemos em concreto e, definitivamente, aviões de guerra não são parte disso", disse o chanceler alemão. Scholz disse ainda que não vê sentido numa solução militar para o conflito na Ucrânia e disse esperar que pudesse ser encontrada uma solução em conversações entre Moscovo e Kiev.

  Os EUA justificaram por que motivo não se querem envolver no envio dos aviões de combate MiG-29 para a Ucrânia: "Não é a maneira mais eficaz de combater a agressão russa" e "escala a tensão com a NATO", justificam. O porta-voz do Pentágono, John Kirby, citado pelo Guardian, afirma que o secretário de Estado da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, tem estado em diálogo com o seu homólogo polaco e que lhe demonstrou que a América "não apoia a transferência de mais aeronaves de combate para a Força Aérea ucraniana e que por esse motivo os EUA não têm interesse em ficar com a custódia temporária" destes aviões. A Polónia estava disponível para enviar para os EUA os seus MiG-29, que por sua vez os fariam chegar às forças ucranianas. John Kirby enumerou os argumentos dos EUA para esta decisão: "Acreditamos que a melhor maneira de apoiar a Ucrânia é através do fornecimentos de armas de que necessitam para se defender da agressão russa, nomeadamente equipamento para destruição de blindados e de defesa aérea. Nós, a a par de outros países, continuamos a enviar equipamento deste tipo e sabemos que está a ser usado com grande eficácia. O lento avanço russo no norte é uma prova disso mesmo". Mais argumentos dos EUA: "Ainda que as capacidades aéreas russas sejam muito significativas, a sua eficácia tem sido limitada devido à estratégia operacional dos ucranianos, às armas táticas de defesa aérea e aos Manpads (arma de mísseis anti-aéreos que se utiliza suportando-a nos ombros)". E ainda: "A Força Áerea da Ucrânia tem vários esquadrões devidamente equipados. Acreditamos que reforçar estes esquadrões não terá um impacto significativo na eficácia da Força Aérea icraniana no combate às forças russas". Concluindo: "Por tudo isto acreditamos que a transferência dos MiG-29 não trará ganhos relevantes. E os nossos serviços de informação acreditam que o envio destas aeronaves pode provocar um reação do Kremlin que resulte numa escalada militar com a NATO. Entendemos também por isto que é um risco enviar os MiG-29. E acreditamos também que há formas alternativas mais eficazes de combate para as forças militares ucranianas. Continuaremos a propor isso mesmo".

 

  Rodrigo Sousa Castro, numa publicação de hoje na sua página do Facebook, lembrou-nos isto… e às vezes precisamos que nos lembrem a história recente da Europa.
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  Chico GouveiaEm 2015, Vasco Pulido Valente volta a falar neste assunto, seguindo, por outras palavras, este aviso de Soares. Muita culpa dos actuais dirigentes políticos europeus. A era dos grandes dirigentes, carismáticos, sensatos e sabedores, acabou. Ou melhor, já começara a declinar em 2008.
  Mário Soares, na Visão de 11set2008 - Observadores da política internacional reconhecem que o mundo está inquietante. O Afeganistão, em que a administração Bush envolveu a NATO – o que considerei um «precedente perigoso» –, está porventura pior do que antes. As forças armadas eram, então, compostas por americanos e ingleses. Hoje, a participação alargou-se, incluindo até um contingente português. No entanto, a situação militar, expulsos os talibans, não é melhor: os talibans comandam uma guerrilha terrível; a Al Qaeda – e Bin Laden – não só sobreviveu como está mais forte, algures no seu santuário.
O Paquistão, depois da renúncia do Presidente Musharraf, está em risco de mergulhar no caos. E o pior é que dispõe, esse sim, da bomba atómica...
Para o Ocidente, a situação no Afeganistão é mais grave do que a no Iraque. Apesar de o Iraque estar praticamente destruído, dividido, a braços com uma guerrilha infindável, entre sunitas, xiitas e curdos, fustigado pelo terrorismo da Al Qaeda ou associados e tenha deixado de ser, por longos anos – o que é péssimo – um Estado laico e tampão relativamente ao Irão.
No Iraque estão hoje quase só militares americanos e mercenários, numa situação que lembra o Vietname. Mais tarde ou mais cedo, serão obrigados a retirar as suas tropas. Enquanto o desastre do Afeganistão/Paquistão está a corroer e a desacreditar a NATO – o que do meu ponto de vista não tem grande importância, visto que hoje é uma organização que não faz sentido – e afectará gravemente os europeus, se os seus dirigentes não tiverem a coragem e a lucidez de retirarem de lá as suas tropas, quanto antes...
A NATO, QUE SE TORNOU um verdadeiro braço armado dos Estados Unidos, está a fazer também estragos noutras regiões do mundo. Refiro-me ao Cáucaso, às zonas do Cáspio e do mar Negro e aos países limítrofes da Rússia Ocidental. Estes quiseram logo entrar para a NATO, com a ilusão de que teriam mais garantias de segurança, sob o chapéu americano, do que na União Europeia...
E a NATO, cercando a Rússia e instalando na Polónia e na República Checa bases de mísseis, começa a ser uma ameaça para a Rússia, que a pode tornar agressiva. Um perigo!
O vice-presidente Dick Cheney, em fim do mandato, fez uma recente visita, altamente desestabilizadora, para dar, em nome da NATO, apoio à Geórgia. Mas, felizmente, ficou tudo em retórica inconsequente. Após a provocação do Presidente da Geórgia – e da guerra –, os russos reagiram e os europeus procuraram pacificar a situação. Ainda bem. Se a guerra não acabasse, os europeus seriam os primeiros a ser atingidos, com o corte do petróleo e do gás; e pior: entrariam numa fase com grandes riscos para a paz na Região. Putin não é Hitler e não ressuscitemos a «guerra fria»...
CHENEY FOI À UCRÂNIA, onde tentou também dividir os dirigentes políticos, estimulando a primeira-ministra, Iúlia Timoshenko, anti-russa, contra o Presidente, Victor Yushchenko, mais apaziguador. Tudo em nome da NATO. Isto é: a NATO, criada como organização defensiva, no início da «guerra fria», está a tornar-se, por pressão dos neo-cons americanos, uma ameaça à paz. Cuidado União Europeia! Moratinos, o ministro espanhol dos Estrangeiros, bem advertiu, numa entrevista ao El País: «A Rússia actual não é a soviética, mas também não é a de Ieltsin. Devemos evitar que nos imponha uma agenda do tempo da guerra fria.» E eu acrescento: não ameaçar a Rússia, negociar, com firmeza, com ela.
Enquanto isto, a ONU esteve estranhamente ausente e silenciosa.
Que diferença entre este secretário-geral, Ban Ki-moon, um homem, até agora, apagado e quase invisível, mais burocrata do que político, e o seu antecessor, o saudoso, prudente e corajoso Kofi Annan... A ONU vai ter de se reestruturar e democratizar, após as eleições americanas, para desempenhar o seu tão decisivo papel na construção de uma nova ordem internacional e da paz, neste nosso novo século tão conturbado.
  Chico Gouveia - Que fique claro que isto não desresponsabiliza nem justifica a agressão bárbara de Putin. Porque chegados aqui, só há duas trincheiras: a dos que estão ao lado da Ucrânia e a dos que estão ao lado de Putin. Este texto de Soares é, acima de tudo, um libelo acusatório contra a mediocridade dos actuais lideres europeus, e mundiais, de cuja obrigação é saberem prever as catástrofes, evitando-as com negociações. E uma negociação só é eficaz se as resoluções forem boas para ambas as partes. É perante esta mediocridade e conhecimento da fraqueza europeia, que Putin avança. Com autorização da China, acrescente-se. Com uma Europa forte, e só pode ser forte com lideres fortes, não se atreveria. Hoje ficou demonstrado que Putin não quer negociar. Quer arrasar a Ucrânia, obrigada à saída do maior número possível de ucranianos, dizimar os opositores e o exército ucraniano, e anexar o país. Todo. Chegado aqui, não parará. Os imperialistas nunca param. Aliás, ele sabe que já não pode parar e, muito menos, recuar. Irá sempre em frente. A História encarregar-se-á de o parar. O problema é que o tempo da História é insondável. Pelo menos, devemos-lhe o favor de unir e de pôr algum juízo no mundo ocidental. Algo que ele nunca suspeitaria de fazer. E, a bem de todos, era bom que a História resolvesse dar um salto, e passar de imediato para a cena do: - até tu, Brutus?

 

  A invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin já deixou um número enorme de mortes e feridos difícil de calcular de forma independente. Neste tipo de conflitos, em que é mínima a presença no terreno de entidades credíveis e independentes, as informações são novas e contraditórias a toda a hora. Mas, como é uso dizer-se, UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS.
(Estas imagens foram encontradas aleatoriamente na NET)
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275614159_10223595887823277_6976357499481531859_n.Já terminou a reunião de hoje na Turquia entre russos e ucranianos, mas não parece ter havido grandes avanços para um cessar-fogo.
Declarações aos jornalistas:
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmou que Sergey Lavrov "não se comprometeu" com um corredor humanitário em Mariupol e que não se registaram avanços quanto a um eventual cessar-fogo. Dmytro Kuleba avança também que a reunião foi "fácil e difícil". "Foi fácil porque Sergey Lavrov seguiu a sua retórica tradicional, e foi difícil porque dei o meu melhor", avançou. O ministro ucraniano mostrou-se disponível para continuar o diálogo, com vista a parar com a guerra, e diz estar preparado para mais encontros com este formato. "Não conseguimos parar a guerra se o lado agressor não o deseja fazer", acrescentou Kuleba.



Publicado por Tovi às 07:42
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Terça-feira, 8 de Março de 2022
Evacuação de civis de cinco cidades ucranianas

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Na imagem os corredores humanitários propostos pela Rússia

Até ao dia de ontem já se registavam mais de 1,7 milhões de refugiados ucranianos. Hoje, às 9 horas na Ucrânia (07h00 TMG), entrou em vigor um cessar-fogo proposto pela Rússia. Iremos ver ao longo do dia se encontrarão passagem segura os muitos civis que pretendem abandonar o terror dos combates em cinco cidades ucranianas: Kiev, Sumy, Kharkiv, Cherniguiv e Mariupol.

 

  08h10 de 08mar2022 - Fonte do Ministério da Defesa russo, citada pela agência Interfax, garante que os combates em Chernihiv, Sumy, Kharkiv, Mariupol e Kiev pararam, e que foram abertos corredores humanitários a partir destas cidades.
  08h24 de 08mar2022Evacuação em Sumy já começouO primeiro grupo de civis já foi retirado da cidade, de acordo com fonte do governo regional. Entre as pessoas que deixaram a cidade durante o cessar-fogo desta manhã estão residentes e cerca de 1.000 estudantes estrangeiros.
  08h36 de 08mar2022Depois de Sumy, também Irpin começou a retirar os seus cidadãos, depois do cessar-fogo desta manhã para permitir a criação de um corredor humanitário. Irpin, nos arredores de Kiev, tem sido palco de intensos combates, inclusive durante a retirada de cidadãos. Aguarda-se ainda a confirmação das autoridades ucranianas sobre os corredores humanitários em Cherhihiv, Kharkiv e Mariupol.
  08h52 de 08mar2022"Se a guerra continuar, começaremos a ver pessoas sem recursos e sem conexões. Será uma situação mais complexa de gerir para os países europeus daqui para frente, e será preciso haver ainda mais solidariedade de todos na Europa e fora dela", disse o alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, em conferência de imprensa nesta terça-feira. Filippo Grandi lembrou que as guerras nos Balcãs, na Bósnia e no Kosovo, também causaram um grande fluxo de refugiados, "cerca de dois ou três milhões, mas num período de oito anos". "Em várias regiões do mundo vemos coisas destas, mas na Europa é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial", lembrou.
  10h12 de 08mar2022O governo da Ucrânia diz que 30 autocarros estão a caminho de Mariupol para retirar civis através dos corredores humanitários que foram autorizados esta manhã.
  11h16 de 08mar2022
O presidente chinês, Xi Jinping, pede "contenção máxima" da situação da Ucrânia, que descreveu como preocupante, de modo a evitar que fique fora de controlo, segundo a emissora estatal chinesa CCTV. Xi Jinging participou numa videoconferência com o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Olaf Schoz, dizendo que os três países devem apoiar conjuntamente as negociações de paz.


    
image.jpgO edifício da Embaixada da Rússia em Lisboa esteve na noite de segunda-feira iluminada com as cores da bandeira da Ucrânia, na sequência de uma manifestação contra a invasão russa do território ucraniano. Um dos jovens manifestantes, solicitando o anonimato, afirmou que estavam ali unidos pela liberdade e que enfrentaram o frio da noite chuvosa para pôr em marcha a "ação de guerrilha" contra o que disse ser "um grito contra a ocupação selvagem da Ucrânia pela Rússia". Nesta mesma segunda-feira [07mar2022] o grupo da Iniciativa Liberal (IL) na Assembleia Municipal de Lisboa propôs a alteração do nome da rua Visconde de Santarém, morada da embaixada russa na capital portuguesa, em Arroios, para que passe a ter a designação de Rua da Ucrânia.

 


EU-NATO flags.jpgO ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, reagiu hoje às ameaças russas contra o Ocidente, particularmente a inclusão de Portugal na lista de países hostis: "No que diz respeito às ameaças da Rússia e do seu presidente Putin, em diferentes áreas, a resposta é muito simples: essas ameaças não nos amedrontam nem intimidam. Decidimos as nossas posições em concertação, quer no quadro das Nações Unidas quer no quadro da União Europeia e da NATO".
  
David RibeiroNo que se refere à agressão da Rússia à Ucrânia, os membros da NATO e da União Europeia nunca estiveram tão bem alinhados na condenação desta bárbara atitude do Governo de Putin. Portugal, como não podia deixar de ser, está em perfeita sintonia com a NATO e UE… se vai doer?... claro que vai, mas TODOS temos que continuar a defender que "o futuro da Ucrânia aos ucranianos pertence" e só a eles.


  16h28 de 08mar2022
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, anunciou que o pais vai proibir todas as importações de petróleo da Rússia"Este é um passo para infligir uma dor ainda maior a Vladimr Putin", disse Joe Biden.
  16h29 de 08mar2022
Reino Unido anunciou, esta terça-feira, que vai acabar com a importação de petróleo e produtos petrolíferos russos até ao final do anoDe acordo com a agência Reuters, o governo britânico diz que esta transição vai dar ao mercado, aos negócios e à cadeia de fornecimento "mais do que tempo suficiente" para substituir as importações da Rússia, que são apenas 8%. "As empresas devem utilizar este ano para garantir uma transição suava de forma a que os consumidores não sejam afetados". O Reino Unido vai, desde já, começar a trabalhar com novos fornecedores de petróleo, avança o mesmo comunicado. Quanto ao gás natural, do qual só dependem da Rússia em 4%, também já estão a procurar outras opções. 



Publicado por Tovi às 08:38
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