"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 12 de Junho de 2019
Uma resposta como manda a sapatilha

O que escreveu Mariana Fernandes no Observador

Captura de Ecrã (139).png

Todo o artigo aqui.

 

Resposta de Nuno Santos à Mariana do Observador:

Cara Mariana

Não nos conhecemos. Pelo menos eu não a conheço. Mas não lhe envio emails anónimos nem faço comentários no Facebook anonimamente a insultá-la como agora é moda. Por isso assino esta mensagem e começo por deixar a minha declaração de interesses: sou chefe do gabinete do presidente da Câmara do Porto, mas escrevo-lhe a título pessoal, exclusivamente. Também fui assessor de imprensa e jornalista.

Ah! E sou benfiquista. E vou ao Dragão, onde sempre fui bem tratado. Sim, cara Mariana, no Porto, essa província ultraterrestre “lá do Norte”, admitem-se bons chefes de família como eu. E espante-se, até os deixam ir à bola que, “lá em cima” é sempre mais pequenina do que na capital do império (levantei-me ao escrever esta última parte).

Por isso, assim como a minha opinião não compromete o Porto, calculo que a sua não há-de comprometer a Lisbogal e que nem todos os lisboguetas darão colinho às suas crónicas.

Mas vamos ao que interessa e que é razão pessoal desta minha mensagem.

Escreve a jornalista Mariana na sua peça no Observador intitulada “Portugal ganhou e foi festa rija. Rijinha. Assim assim”, várias coisas que me provocam interrogações:

  1. Quis apenas ser engraçada e não teve sorte?
  2. Escreveu a sua peça já no Alfa-Pendular sem ar-condicionado que agora parte mais cedo do Porto em direcção a Lisboa e não chegou a assistir a nada?
  3. Esteve no mesmo Estádio do Dragão que, cheio, se vestiu de vermelho e aplaudiu de pé o Ruben Dias?
  4. Sabe onde fica a Avenida dos Aliados, já lá esteve, sabe qual a sua dimensão?
  5. Tem conhecimentos matemáticos que lhe permitam distinguir “centena” de “milhar” e de “dezenas de milhares”?

Mariana, as zonas em frente às Câmaras Municipais não são todas pequenas como em Lisboa. Aqui no Porto – terra que fica perto de Ermesinde onde, comos se sabe, as há das boas – há duas praças e uma avenida, que comportam dezenas de milhares de pessoas que, às vezes, festejam coisas pouco importantes.

Coisas como títulos europeus de futebol, passagens de ano de fazer inveja e festas de São João onde, realmente, curtimos. Qualquer delas insignificante quando comparada com uma chuvinha mais forte na capital, com o título da distrital do Massamá (com todo o respeito pelo Massamá) e, claro, com os estonteantes desfiles de Santo António, que o serviço público de TV se obriga a mostrar à província.

Sobre erros de paralaxe como o seu, ao ver clubismo onde houve Portugal, ao ver centenas onde estavam dezenas de milhares, ao incomodar-se com o azul de duas ou três cadeiras que lhe pareceram clareiras, ao ver gente com pressa de ir embora quando esperou horas, ao ver “assim assim” onde houve sucesso, vem-me à memória um dia fetiche para o jornalismo. O dia em que o New York Times despediu um seu cronista por ter criticado uma peça de teatro que nunca foi exibida. A presunção de que a maledicência protege quem a pratica e a dispensa de trabalho, fê-lo escrever sobre o que não aconteceu.

Arrogante, desgraçou-se!

Na vida como no jornalismo, idade não é posto. Na vida como no jornalismo, que atire a primeira pedra quem nunca errou. Tudo certo. Mas, Mariana aceite o conselho de quem já teve o poder de escrever num jornal e já não tem: “mais vale cair em graça do que ser engraçado”.

Nuno Santos



Publicado por Tovi às 07:58
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2018
Começou a polémica sobre a ponte

E assim vai no Facebook a discussão sobre a anunciada ponte sobre o Douro.

 douro.jpg

   Página do Facebook - "Um novo norte para o Norte"

«Jorge De Freitas Monteiro» - Em Dezembro RM anunciou que se iam lançar os estudos para a construção de uma nova ponte entre a do Infante e a D. Maria. Os estudiosos, além de serem discretos porque ninguém ouviu falar no que andaram a fazer, deviam ter um gps avariado: quatro meses depois é anunciada a decisão de construir a ponte a quilómetros do local anunciado. Mais seriamente: creio que não deve haver em toda a Europa um caso semelhante. Um autarca eleito com umas dezenas de milhar de votos decidir sem debate público prévio, sem estudos dignos desse nome, sem discussão prévia na própria vereação, sem ouvir entidades implicadas (como são no caso concreto a APDL e a CCRN) a construção de uma ponte sobre um rio internacional numa aglomeração urbana de milhão e meio de habitantes. Esta reunião deveria ter tido lugar antes da decisão e deveria ter servido para o lançamento do debate público que a deveria ter precedido. Assim parece uma sessão de venda à populaça da bondade de um facto consumado decidido por um autocrata.

«David Ribeiro» - Seguindo o teu raciocínio posso concluir que o autarca de Gaia também é um autocrata?.... Ou pelo facto de ser socialista podia proceder como Rui Moreira fez?

«Vasquez da Gama» - David Ribeiro na opinião dos críticos o autarca de Gaia deve ter sido coagido a agir. Será que foi com a espingarda amarela que dizem ter o RM no carro? Primeiro critica-se, depois... depois olha

«Jorge De Freitas Monteiro» - David Ribeiro, não me leves a mal mas a tua reacção parece a do menino apanhado a fazer asneira que tenta defender-se dizendo que o outro menino também fez. Evidentemente que a minha crítica quanto ao processo que conduziu à decisão aplica-se dos dois lados do Douro, por igual. Mas a sessão que originou o meu comentário é anunciada como sendo relativa ao Porto e o autarca que a vai protagonizar é vereador da CMP. Além disso como sabes, e apesar de gostar muito de Gaia onde nasceu a minha mãe e de Matosinhos onde resido quando estou em Portugal, o Porto é a minha cidade e é sempre em relação ao Porto que intervenho. Dito isto gostaria de saber o que pensas quanto à substância do meu post; independentemente da oportunidade e da localização da ponte não te causa estranheza nenhuma a forma como as coisas se passaram?

«David Ribeiro» - Não, em nada acho estranho e considero que a localização, quer do lado do Porto quer de Gaia, está de acordo com o desenvolvimento que se deseja para essas zonas. O que eram as margens do Douro em Gaia e no Porto no local onde foi construída a Ponte da Arrábida?

«Jorge De Freitas Monteiro» - Portanto é normal que numa sociedade aberta, numa democracia liberal e participativa uma coisa destas apareça decidida sem o mínimo vestígio sequer de debate público. Ficarei surpreendido no dia em que te vir fazer a mais ligeira crítica a RM. Depois vem dizer que os dos partidos é que são acríticos, seguidistas e coisa e tal...

«David Ribeiro» - Desde Dezembro se sabia que os executivos de Porto e Gaia trabalhavam numa nova travessia para o Douro e bastava estar-se atento para ver onde ia ser esta nova ponte. Para mim a única novidade foi os dois municípios decidirem arrancar para a obra com fundos próprios.

«Jorge De Freitas Monteiro» - Não é bem assim. Em Dezembro anunciaram que iam lançar os estudos para uma ponte entre a do Infante e a D Maria. Ficamos a aguardar os tais estudos e o ulterior debate, que preparariam a decisão. Quatro meses depois sai uma decisão das cartolas dos dois autarcas. Dos estudos ninguém sabe. O debate não existiu. A ponte sabe-se que fica a quilómetros do local que foi anunciado. Podes dar as voltas que quiseres mas sei que sabes tão bem como eu que foi tudo mal conduzido.

«David Ribeiro» - O que ouvi de Rui Moreira na Assembleia Municipal foi que a ponte seria a montante da D Maria e que a sua construção libertaria o tabuleiro inferior da Luiz I para peões.

«Jorge De Freitas Monteiro» - Baseio-me no que foi publicado por todos os jornais em Dezembro; a localização referida era a que mencionei. E de qualquer modo, mesmo que assim não fosse, isso não invalidaria a crítica quanto ao método seguido.

«Nuno Santos» - Acontece que é mentira. Aliás, isso está registado em vídeo. Agora diga-me, onde ancorava a Ponte do lado de Gaia? - Nova travessia do Douro já tinha sido anunciada por Rui Moreira… - É ver o vídeo e depois pedir desculpa pelo que atrás escreveu Sff. Outra coisa, o autarca anunciou, mas não lançou concursos. Ou seja, para haver debate tem que haver proposta. Ela foi feita já duas vezes. No debate na AM a que pode assistir no vídeo acima e publicamente. O debate está a ocorrer, até aqui. Há-de depois haver debate na Câmara e AM quando se levar os concursos a aprovação e a adjudicação. Por um lado diz que não há estudos e não devia ter sido anunciada, por outro diz que já devia ter sido discutida. Quer-me dizer como isso se faz. Quando ao “mundo todo” anda a viajar pouco e ler menos. Jorge De Freitas Monteiro mas a ponte já lá está?

«Jorge De Freitas Monteiro» - Nuno Santos permitir-me-á que ignore o seu pueril pedido de desculpas, inapropriado numa conversa deste tipo. Vou ignorar igualmente as suas considerações sobre quanto leio ou deixo de ler, viajo ou deixo de viajar; além de irrelevante não lhe diz respeito. Ressalvo no entanto que não falei em “mundo todo” mas sim em Europa. E quanto a isso o nosso amigo comum David Ribeiro poder-lhe-á confirmar que não serei completamente ignorante. Mas vamos ao que interessa. A localização anunciada foi, segundo o Expresso (poderá consultar o link que vou partilhar mais abaixo), a que mencionei. Aliás no contexto de uma substituição, para efeitos de travessia de cota baixa, do tabuleiro inferior da ponte D Luís é a única localização pertinente. Refugiar-se na expressão “a montante”, esquecendo convenientemente o contexto, equivaleria a dizer que RM anunciou uma ponte algures entre a D Luís e o limite oriental do Porto. Não faria qualquer sentido. Pergunta-me onde ancoraria a ponte, presumo que menos a montante, do lado de Gaia. Creio ter lido que essa dificuldade foi a razão da migração da ponte entre Dezembro e Abril. Bom, a resposta é simples: se não há ancoradouro possível no local onde a ponte é útil e necessária não se faz a ponte e não se limita a utilização do tabuleiro inferior da D Luís. O que não faz sentido é precisar da ponte perto da Ribeira e, por dificuldades de ancoração, ir construí-la onde nem resolve o problema nem é necessária. Passemos ao debate público. Não misturemos alhos com bugalhos: o debate posterior ao lançamento do concurso público estará, por definição, limitado ao que for previamente establecido como sendo o objecto desse concurso. Ou seja, não poderá ter como objecto a própria necessidade da ponte e a sua localização. Alias nem poderá ser um verdadeiro debate: a partir do momento que o concurso público esteja lançado aplicam-se as regras legais relativas a esses concursos. O tempo do debate público com todas as opções em aberto estará encerrado. Foi esse o debate que faltou e daí a decisão ser, a meu ver, autocrática. A não ser que, e as suas palavras recobrem uma certa ambiguidade, a “decisão” anunciada não seja ainda uma; mas então porque a designaram assim? Talvez nesse sentido pergunta-me se a ponte já lá está. Da última vez que verifiquei não estava. Se houver bom senso nunca virá a estar. A terminar permita-me que aproveite este diálogo para lhe perguntar algo: porquê anunciar, como se fosse algo de positivo, que a obra, a vir a existir, será custeada exclusivamente pelos orçamentos das duas autarquias? Porque não tentar obter outras fontes de financiamento? É que parece insólito protestar nos dias pares contra a insuficiência de recursos e considerar positivo nos dias ímpares construir pontes de utilidade discutível sem necessidade de pedir nada a ninguém. - Rui Moreira defende nova travessia Porto/Gaia entre as pontes Luiz I e D. Maria / expresso.sapo.pt.



Publicado por Tovi às 08:14
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2018
Lembraram-se dos sem-abrigo... lá por Lisboa

Nestas noites frias, mais do que nunca, devemos todos dar apoio aos sem-abrigo, mas sem demagogias e populismos como bem nos lembra o Nuno Santos (Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara do Porto) neste seu oportuno texto publicado no Facebook.

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  SOBRE O ABJECTO APROVEITAMENTO DOS SEM-ABRIGO

 Um dia qualquer do Inverno, a Câmara de Lisboa decreta que está frio.

1. Nesse dia monta uma tenda em Lisboa e activa o plano de contingência para os sem-abrigo.
2.
Nesse dia, o vereador do BE de Lisboa dá 35 entrevistas.
3.
Nesse dia todas as televisões abrem os telejornais com isso.
4.
Nesse dia, os jornalistas tornam-se loucos por um equivalente no Porto. Afinal, se está frio em Lisboa “lá no Norte” deve estar mais.
5.
Nesse dia o Porto continua a fazer o que faz todo o ano: a apoiar os sem abrigo e a continuar o projecto que lançou e está instalado no Hospital Joaquim Urbano. Onde os acolhe, os alimenta e os orienta todo o ano.
6.
Nesse dia o PORTO recusa a demagogia e o sensacionalismo hipócrita e não entra no show-off mediático que torna a política numa coisa nojenta.
7.
Nessa noite, na “tenda VIP” dos sem-abrigo de Lisboa pernoitou... uma pessoa!

Parabéns a todos os que dois dias por ano se lembram dos sem-abrigo e os usam de forma absolutamente abjecta, como atrás descrevo. E que não percebem que, para quem vive na rua, estarem 2 graus de temperatura como tem estado na última semana ou estar 1 como hoje esteve, é a mesma coisa.



Publicado por Tovi às 13:49
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Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2017
Associação Cívica «Porto, o Nosso Movimento»

Esta FORÇA cívica dos apoiantes de Rui Moreira nas duas últimas eleições autárquicas não se podia perder… e agora aqui está ela, pronta para exercer as mais árduas tarefas em prol dos Portuenses, das gentes do Norte e de Portugal.

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Nasceu a associação cívica “Porto, o Nosso Movimento”

Durante um jantar com mais de 200 apoiantes realizado ontem à noite, Rui Moreira anuncia a criação de uma associação que pretende debater a sociedade e ter intervenção cívica na cidade e fora dela. Luís Valente de Oliveira, Miguel Pereira Leite, Francisco Ramos e Nuno Santos são os outros fundadores desta organização que aproveitará a massa crítica revelada, sobretudo, durante a última campanha eleitoral.

A associação, que tem sede no Porto é constituída, de base, por um Conselho de Fundadores, presidido pelo próprio Rui Moreira, que, contudo, não irá assumir o cargo de presidente da direcção a ser eleita brevemente e que ficará entregue a Francisco Ramos. O nome da associação “Porto, o Nosso Movimento”; é uma alusão à candidatura independente que ganhou por duas vezes, as eleições autárquicas no Porto, a última das quais com maioria absoluta, a 1 de Outubro de 2017.

Além do Conselho de Fundadores, a Associação terá como órgãos Assembleia-Geral, Direcção, Conselho Fiscal e Conselho Consultivo. Luís Valente de Oliveira presidirá à Assembleia-Geral, cuja mesa é ainda constituída por Pedro Almeida e Sousa e Isabel Martins. A Direcção, além do presidente Francisco Ramos, contará com Miguel Pereira Leite, Helena Tavares, Carlos Ferreira e Nuno Santos. O Conselho Fiscal será presidido por José Rebouta e contará também com Isabel Meneres. Finalmente, o Conselho Consultivo será presidido por Miguel Pereira Leite e pretende ser um fórum alargado de personalidades, onde têm lugar, por inerência, os membros da Direcção e do Conselho de Fundadores, sendo ainda convidados a integrar o órgão algumas outras ligadas ao movimento independente, nomeadamente, os eleitos com funções executivas (Filipe Araújo, Catarina Araújo, Ricardo Valente, Pedro Baganha, Cristina Pimentel e Fernando Paulo) e o líder do grupo na Assembleia Municipal (André Noronha).

A escritura da constituição da Associação foi firmada a 6 de Dezembro pelos cinco fundadores, todos eles ligados ao movimento independente de Rui Moreira.



Publicado por Tovi às 07:32
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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
INFARMED vem para o Porto

infarmed.jpg

A sede e a maioria dos serviços da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde I.P. vão ser deslocalizados de Lisboa para a cidade do Porto no início de 2019 e isto é da maior justiça no que diz respeito à política de descentralização do Governo de António Costa.

Estamos ainda para ver como os senhores do Terreiro do Paço vão resolver o diferendo com uma maioria dos funcionários do Infarmed que parecem não estar dispostos a mudarem-se de armas e bagagens para a Cidade Invicta.

 

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«Pedro Baptista» - Temos assistido a uma semana que muitos, entre nós, considerariam impossível. No entanto, ela é altamente esclarecedora daquilo em que se tornou este espaço em que vivemos. No inicio da semana foi a metralha, nas redes sociais e nos opinadores de meia-tigela, de que a EMA não veio para Portugal porque a candidatura, entre vinte e tal, era do Porto, tinha sido não de uma estação mas de um apeadeiro. Em seguida, após o governo ter decidido colocar o INFARMED no Porto, que era o que faltava ir viver para o Porto, estava posta em causa a qualidade dos serviços, eram contra medidas avulso e todo o tipo de bacoradas, quando o país deveria desconcentrar pelo Porto, e por as outras suas cidades, as sedes dos serviços centrais, para alívio, aliás, dos lisboetas inteligentes que poderiam ver a cidade dedicar-se à economia e não apenas à administração. Do lado de cá, quase só o Presidente da Câmara do Porto fazia frente à caterva, sorria, na página pessoal, do ressabiamento de tantos e, tudo isto, se não fosse para chorar por um país destruído por estas mentalidades mesquinhas e bacocas, seria mesmo para rir e na página oficial! Era de esperar: o centralismo ao reproduzir-se na sua própria estupidez e mediocridade tornou o país inviável sob o seu domínio! O que fez ao país foi desertificaçá-lo, abandonado-lo e entregar-lo às chamas de verão e outono... Viver da dívida pública para alimentar uma administração sem economia, com o território abandonado e com as pessoas acantonados... O país viável não teria a ver com isto: teria os serviços centrais de agricultura em Vila Real ou Évora, os das pescas em Faro, Portimão, Aveiro, Matosinhos ou Viana, o Tribunal Constitucional em Coimbra, por aí fora. E o INFARMED no Porto, claro, na cidade da melhor Universidade portuguesa. - Agora percebi, Sr. Doutor, o que se passou há uns anos com a Regionalização - dizia-me ontem ao jantar um funcionário do "Buraco"... Mas eu penso que depois disto todos podemos perceber que este país se tornou inviável e que não poderá ser possível a vida social, económica, cultural e Política sem uma rutura... e das antigas... Quem diria que o tempo iria dar razão de tal forma exuberante à tentativa denominada PARTIDO DO NORTE... Talvez porém, os campeões lisboetas do centralismo possam ir por outro caminho... Já que são tão superiores, capazes e auto-suficientes, e já que nós somos assim tão odiosos e incompetentes... já que se mostram de tal forma avessos a qualquer solidariedade com o Porto, e portanto nacional, por que não decidem proclamar a independência? Sim, a independência de Lisboa! Podem ter a certeza que, tirando uns lacaios mais atrasados que há sempre, no Porto a ideia seria aceite com a maior serenidade, senão mesmo, satisfação!

«Nuno Santos» - A notícia da transferência do INFARMED para o Porto antecedeu a notícia do fecho da delegação da CMVM no Porto. Esta não provocou, até hoje, a uma única alma, comiseração em relação aos trabalhadores da CMVM. Nem aos que, agora, são desterrados para Lisboa, nem aos que, ao longo dos anos, para lá foram deslocados. Assim como os da Bolsa de Valores que encerrou no Porto há uns anos, a favor de “sinergias” em Lisboa, nem os do IAPMEI que também para lá foram, nem os da TAP que continua a fechar serviços no Porto e a obrigar dezenas de milhares de passageiros a pernoitar em Lisboa, sempre que um dos voos que as companhias estrangeiras acham interessantes e rentáveis, para a TAP, apenas o são se forem operados em Lisboa, com ponte aérea. Ninguém se compadece com as centenas de trabalhadores da função pública que, feito, no Porto, o curso de chefias, ou vão para Lisboa ou ficam sem progressão, à razão de 181 para 5, como vemos no Facebook de Rui Moreira e o mesmo denunciou há mais de ano numa crónica de opinião. Tenho a máxima simpatia pelos trabalhadores do INFARMED que é Estado e que são funcionários que o SNS não se importará de incorporar em Lisboa noutros serviços de não quiseram vir para o Porto, mas outra coisa é outra coisa. E dizerem-me que a transferência de um laboratório custa 90 milhões de euros é um insulto à minha inteligência, assim como é dizer que “recentemente foi renovado”, quando isso aconteceu em 2000.



Publicado por Tovi às 10:16
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Sábado, 18 de Novembro de 2017
Nada será como dantes

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Seja qual for a cidade escolhida a verdade é que para o Porto “nada será como dantes”... E eu até vou mais longe e afirmo que está provado que podemos e sabemos liderar uma futura Região Norte.

 

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«Nuno Santos» - Ontem decorreu no Porto a última conferência de imprensa antes da decisão de relocalização da EMA. No Porto, o Ministro da Saúde e a Secretária de Estado dos As...suntos Europeus juntaram-se a Rui Moreira para responder aos jornalistas sobre um longo processo. No final das intervenções, quase não havia perguntas. Já saiam os protagonistas quando um jornalista quis que respondessem. Seguiram-se quatro perguntas. Todas pela negativas. “O Porto, se calhar, não tem isto”, “Os voos, se calhar não chegam”, “os edifícios, será que são maus”, todas denotando, até, algum desconhecimento e ignorância sobre o assunto. E a pergunta final: “não teme que se o Porto perder seja dito que se Lisboa tivesse concorrido poderia ter ganho?”. A elegância de Rui Moreira permitiu-lhe responder de forma urbana e ainda agradecer aos jornalistas, abandonando a sala. Não houve uma alma a questionar como pode Portugal beneficiar do problema Catalão ou que trabalho foi desenvolvido pela diplomacia portuguesa, nomeadamente, pelo ausente Ministro dos Negócios Estrangeiros (que até é do Porto e que até começou o processo a afirmar que o Porto não tinha capacidade para cumprir os requisitos, quando o contrário está hoje demonstrado), ninguém perguntou qual o principal argumento da candidatura portuguesa e qual a principal vantagem que a cidade apresenta. Não admira, em meses de candidatura à mais importante das agências europeias, não houve um órgão de comunicação social que tivesse feito, por uma vez, verdadeiro jornalismo sobre a matéria, indo à EMA ver quais eram as condições existentes em Londres e comparando com as que o Porto oferecia. Também ninguém procurou saber, junto das outras candidaturas e países o que eles achavam da candidatura portuguesa. Também ninguém procurou saber junto dos países membros que, votando, não se candidatam, qual poderia ser a sua orientação relativamente a Portugal. O jornalismo e os jornalistas queixam-se frequentemente dos políticos, treinadores, dirigentes, empresários, sempre que estes, levemente, os criticam. Mas, eles próprios, não percebem que a lógica da crítica e da visão negativa da vida tem origem nas suas cabeças e nos seus artigos. Como há dias me dizia uma boa jornalista, são os jornalistas que estão a matar o negócio e o seu próprio emprego. “Qualquer dia, ninguém quer falar connosco”, dizia. Pois, eu até acho que hoje já é qualquer dia.



Publicado por Tovi às 09:29
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Quinta-feira, 22 de Junho de 2017
Os Homens do Presidente

Rui Moreira 20Jun2017 aa.jpg

No comment… sim, mas não vai faltar quem venha já aqui dizer cobras e lagartos.

 

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«João Cardoso» - Pelo menos sabemos quem são e quanto ganham. Aqui não há amigos do Presidente a trabalharem pro bono e depois serem recompensados com um tacho em qualquer empresa municipal.

«Joaquim Figueiredo» - Conheço o Dr Fernando Paulo. Excelente e dinâmica pessoa

«Manuel Carvalho» - Enquanto houver transparência, competência e amor pelo Porto, então estou tranquilo na minha escolha.

«Ze De Baião» - Cá vai uma cobra, porque os lagartos nunca serão dragões: Ninguém é super homem do Norte. Nenhum homem é superior a todas as forças políticas e à sociedade civil do Porto/Norte, como julga ou pretende fazer crer o presidente de Câmara do Porto. Ignorar todas as forças politicas e toda a sociedade civil em geral fica-lhe muito mal. Foram o conjunto de forças sociais e políticas que reabriram este processo e Rui Moreira julga-se agora o super homem que tudo conseguiu reabrir sozinho. Esse Porto de todos já não existe. Só existe mesmo o Porto de Rui Moreira. E a ser assim, é um Porto pouco ou nada inclusivo. O presidente Rui Moreira está a ter uma visão social e política muito curta ou pretenderá demonstrar a sua prepotência (ou fragilidade) sóciopolítica, ao impor uma decisão e nomeação pessoal que pretende levar à reunião de Câmara "para ratificação política", desconsiderando a proposta de criação de um grupo de trabalho representativo das forças vivas e capazes do Porto, tal como havia sido aprovado por unanimidade na última reunião. Rui Moreira aprovou uma proposta de trabalho e de participação mais alargada e agora impõe a sua prepotência pessoal só porque esta possibilidade foi reaberta pelos vereadores socialistas. Quando assim age um presidente, colocando em risco a qualidade e eficácia da candidatura, não está a defender o melhor possível a Cidade de todos, mas sim e só o seu ego pessoal. Rui Moreira afirma-se contra o centralismo, mas nem sequer consegue ver que o seu egocentrismo e a sua prepotência pode colocar em causa a vitória desta candiatura. A responsabilidade deste processo passa a ser integralmente de Rui Moreira. Se algo falhar a responsabilidade será exclusivamente sua. O PS e os socialistas do Porto devem continuar a fazer tudo para o sucesso desta candidatura, mas os portuenses devem tomar conhecimento do egocentrismo de Rui Moreira, que não consegue compreender que todas as forças políticas e a sociedade civil são de extrema importância.

«Albertino Amaral» - Se o Zé de Baião conhecesse pessoalmente a pessoa de quem tanto fala, e que pelos vistos tanto o incomoda, se consigo tivesse vivido profissionalmente e tivesse tido a possibilidade de observar o seu trabalho, a sua competência, a sua eficácia, a sua transparência, a sua seriedade e honestidade, talvez o Zé de Baião sentisse vergonha dessas atoardas que lança para o ar. Como eu compreendo o seu complexo de inferioridade…

«Mafalda Macedo Pinto» - Pode fazer um resumo José de Baião? A sua verborreia cansa me.

«Maria Helena Costa Ferreira» - Por conhecimento próprio faço minhas as palavras do Albertino Amaral!!! Claro que não ha super homens mas há - e o n/ Presidente é exemplo disso - gente muitíssimo competente, profissional e honesta!

«Ze De Baião» - Claro que há gente muito competente, profissional e honesta. Mas mau seria se não houvesse muitos outros e outras de igual e mesmo superior nível. Mas nenhum homem ou mulher faz tudo sozinho e muito menos faz tudo perfeito. Se assim pensam algo deve estar muito mal. Já agora, há falta de competência feminina a norte? Ou é tudo machista?

«Albertino Amaral» - Não seja ridículo........

«Mafalda Macedo Pinto» - E às vezes da me vontade de fazer lhe perguntas como? E os transexuais tb não contam? Eu nem vou responder a isto q até me faz náuseas

«Ze De Baião» - Cara Mafalda, até um transexual entende a discriminação de género e a história de discriminação da mulher na vida pública e política.

«David Ribeiro» - Pois é, Ze De Baião... a competência não se coaduna com as quotas de paridade.

«Ze De Baião» - Não acredito que não haja mulheres extremamente competentes a norte.

«Maria Manuel Reis» - Zé de Baião: analise os factos com mais imparcialidade... se na verdade, aquilo que escreve está de acordo com o que pensa, a meu ver está na página errada... É pena, que assim seja , pois os seus comentários por vezes são assertivos e a pluralidade de opiniões e bem vinda ...mas quando ultrapassa certos limites torna se extremamente desagradável…

«Ze De Baião» - Desagradável porquê? Não visamos um melhor norte para o norte? O norte nunca se fez com super homens ou super mulheres. Faz-se com todos nós. Com os portuenses e nortenhos em geral. Quem julgar que é superior a todas as forças vivas da sociedade ou até superior a todas as forças políticas, não está consciente de si próprio. Assisto a muita prepotência. A sociedade civil tem sempre mais força que o individualismo.

«Maria Manuel Reis» - Retirando "desagradável porquê? " subscrevo o seu comentário ..

«Manuel Carvalho» - E quando o indivíduo representa, não em gabinete, mas no terreno a vontade do Porto? Deixamos cair porque é um individuo? E ao contrário do que o Zé afirma, a história fez-se com super-homens e super-mulheres, tanto para o bem como para o mal. Recorde a história de Portugal e do mundo. A história não se faz com políticos mas com estadistas. A história faz-se quando a locomotiva sabe o trajecto e o destino, sem desvios, sem assaltos nem mudanças de linhas em obediência a quem quer mudar os destinos. Acabou por não entender mesmo o que se passou no Porto. E que se alastra a outras cidades. O mais doloroso para o regime instalado é que muitos fizeram e fazem da política carreira, mas na distância de um tempo histórico apenas vão perdurar aqueles que souberam ser Porto.



Publicado por Tovi às 09:16
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Sábado, 28 de Janeiro de 2017
Os culpados do estado a que chegou o “meu” Liceu


Liceu Alexandre Herculano 2Mar2012.jpg
Vejam a data deste documento e lembrem-se de quem era Primeiro-Ministro e Ministro da Educação nessa altura. Tudo a ver com o descalabro a que chegou o Liceu Alexandre Herculano.

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«Karla Afonso» - Eu tenho para mim que entre a "contenção de custos" de Nuno Crato e a "festa" de Lurdes Rodrigues devia ter havido bom senso e sensibilidade face a algo simples- o colectivo, logo, público, logo equidade, equidade sem tratar igual o que é desigual. Ora bolas! O puxador de autor (autor do autor, se bem entendido) da porta da Aurélia de Sousa dava para comprar telhas, ou telas, gesso cartonado, ou... porca miséria!

«Rogerio Parada Figueiredo» - Ainda tiveram a lata de dar, hoje, um documento à imprensa a causar António Costa. O ex primeiro não merece o vencimento de deputado!

 

Liceu Alexandre Herculano 21Jan2017 aa.jpg
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«Karla Afonso» - ... há meses.

«David Ribeiro» - Rui Moreira sempre esteve preocupado com o “destino” do Liceu Alexandre Herculano… destino que tinha vindo a ser traçado há muito tempo por vários governos e de cores diferentes. Regionalização, já!

«Nuno Santos»há 5,1 milhões de euros para a obra nos fundos. A Câmara assume uma obra de 15,8 milhões e quem paga o resto? De quem é a escola?



Publicado por Tovi às 08:28
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017
P o r t o . nº 3 Inverno 2017

Jornal n3 Jan2017 aa.jpg

Já recebi o «Porto.»… Pela primeira vez chegou à minha caixa do correio, sinal que fez bem a Câmara em mudar de distribuidor.

 

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«Nuno Santos»ainda bem, fico contente. De facto, tínhamos noção de que havia problemas

«Filipe Ortigão Guimarães»E adoro a forma old school como chega ao correio. Não está dentro, está pendurado na janelinha do correio. Attention to details, faz toda a diferença.

«Rui Cruz Ribeiro»Pela primeira vez, também recebi.

«Benedita Cabral»Acabei de receber! Que alegria



Publicado por Tovi às 08:42
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2016
Nuno Santos a controlar a imprensa... dizem eles

Nuno Santos 12Dez2016.jpg

Isto é uma grande-filha-da-putice (desculpem lá a brejeirice), até porque mesmo em política não pode valer tudo.
Alguém (e eu até desconfio quem foi) criou um endereço de correspondência electrónica - santos.nuno.mail@gmail.com - com o nome do assessor de imprensa do Presidente da Câmara do Porto e anda a enviar e-mails a denegrir Rui Moreira e a sua equipa autárquica.
Tenham vergonha… e se querem ir á luta dêem a cara e venham a votos.
E escusam de andar a bombardear-me com vírus… ainda tenho capacidade para aguentar isso e muito mais.
Força, Nuno Santos… estamos contigo



Publicado por Tovi às 08:56
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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016
Barracão de venda de fruta na Trindade

Estação de Metro da Trindade Nov2016 aa.jpg

Há já algum tempo que foi instalado um barracão de venda de fruta na envolvência da Estação de Metro da Trindade e eu, que até nem tenho pretensões de ser arquitecto paisagista, considero aquilo uma aberração, tendo em conta que esta principal estação da rede do Metro do Porto está localizada no centro da cidade, junto à Câmara Municipal. E ainda por cima os “empreendedores” deste posto de venda de fruta usam o passeio da rua de Camões contiguo ao barracão para “cargas e descargas” e “estacionamento prolongado”, dificultando enormemente a circulação de pessoas, como se pode ver nesta foto. Ainda há dois ou três dias vi uma senhora preocupadíssima a tentar ajudar um invisual que se dirigia para a estação por aquele passeio e que não encontrava local para passar.
Haja quem ponha fim a isto… não acham?

 

  Comentários no Facebook

«Antonio Jose Fonseca» >> Tem toda a razão.

«Judite Sousa» >> Sempre atento

«Jose Riobom» >> Impossível....i sso deve render uns milhares a alguem em licenças e rendas.... e essa gente é habitualmente pior que o Diabo (sim esse o do Trampa Tuga) por almas no que diz respeito a €'s.....

«Carlos Wehdorn» >> O que me parece mal é de facto o barraco. A venda de fruta podia ser feita em todas as estações do metro... utilizando pequenos veículos móveis... o street food da fruta... dos gelados... do vinho a copo... é o que se faz lá fora por todo o lado

«Jovita Fonseca» >> E com obrigação de limpeza no espaço envolvente! Nada de deixar lixo...como no final das feiras!

«Isabel Branco Martins» >> Acho sim David, concordo consigo    

«David Ribeiro» >> Outra coisa: O gerador a funcionar no passeio continuamente durante as “horas de expediente” também não me parece nada bem.

«José Camilo» >> É estranha a ASAE.

«Gonçalo Lavadinho» >> Por mim só se faziam carga e descargas, no centro da cidade com veículos motorizados, antes das 7 da manhã. Mas eu sou maluco.

«Nuno Santos» >> Caro David Ribeiro Estou solidário contigo. Mas deves endereçar a tua queixa à Metro. Esse espaço, por incrível que te pareça, é da única responsabilidade da Matro e a Câmara, mesmo que queira e quer, nada pode fazer. Coisas que vêm do passado. Aberrações, concordo

«Albertino Amaral» >> Bom, tem toda a razão, David Ribeiro, sem dúvida, assim como a recomendação de Nuno Santos, está correcta. Contudo, será que ninguém da CMP se apercebeu de tal transgressão, ali mesmo ao lado ? Se aberrações existem e são reconhecidas pela própria Câmara, então que se ponha cobro imediato a tal.....

«Nuno Santos» >> Não pode Albertino. Podemos, e já fizemos, chegar o nosso desagrado à Metro. Não podemos por cobro. Não é espaço público nem municipal. É da empresa e gerido pela empresa

«David Ribeiro» >> Mas o estacionamento em cima do passeio da rua de Camões é competência da Polícia Municipal, não é verdade Nuno Santos?

«Gonçalo Lavadinho» >> Eu vi o Rui Rio apagar grafites em propriedades privadas sem consentimentos dos moradores.

«Alexandra Magalhães» >> Concordo com um comentário que foi feito anteriormente. Se até 2015 era proibido os pequenos veículos móveis em determinadas zonas do Porto, agora já não é, já existem autorizações e legislação para tal... esta venda de fruta poderia perfeitamente passar para dentro das instalações do Metro... (evitava também estar ali ao sol, mas isso já são outras questões que me parece que ASAE não anda atenta). Esse espaço da venda de fruta pode estar dentro do espaço do metro, mas a carrinha está em cima de um passeio público que pertence à CMP... Haverá mesmo autorização para permanecer ali estacionado tantas horas ao fim da tarde?!

«Dario Silva» >> Não é obrigação legal a solidariedade entre organismos públicos? [o Metro é-o, não?]. A bem dos cidadãos, claro.

«Jovita Fonseca» >> Há que pôr ordem! Cada coisa no local certo...

 

  21Nov2016 - Resposta da Metro do Porto à minha reclamação

Bom dia David,
A situação foi reencaminhada para o departamento responsável para que tratassem de sensibilizar os vendedores.
Cumprimentos.



Publicado por Tovi às 09:41
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Terça-feira, 5 de Abril de 2016
TAP - Caixa Negra

TAP Caixa Negra bb.jpg

Acabei ontem de ler (e de sublinhar as partes mais importantes, como é meu hábito) a obra «TAP – Caixa Negra», magistralmente escrita por Rui Moreira e Nuno Santos. E não há dúvida que “o Norte não pode continuar a ser olhado com desprezo pelos poderes que, entrincheirados na capital, olham o Porto com paternalismo, sobranceria e despeito. Por isso, esta guerra valeu a pena; porque o Porto não pode aceitar rebuçados, quando o que lhe devem é muito mais. Valeu a pena porque sempre que quiserem voltar a fazer uma maldade ao Porto vão ouvir a minha voz [de Rui Moreira] e vão hesitar. Por isso, esta guerra valeu a pena. E não acabou.”

 

  Comentários no Facebook

«Nuno Santos» >> e fica fisicamente escrito. Para memória futura.

«Margarida Menezes» >> Será melhor, porque o calôr do sul, às vezes queima alguns neurónios!

«Jose Bandeira» >> Gostaria de citar algumas das últimas palavras de Rui Moreira na "Conclusão", que passo a citar: "O que faltou, mais uma vez, ao Porto e ao Norte foi um apoio das forças partidárias, na sua representação no Parlamento. Mais uma vez, os deputados eleitos pelos Círculos do Norte e Centro não foram capazes de pôr de lado as suas divergências partidárias. Também é verdade que, desta vez, algumas das elites da região se abstiveram, falaram pouco e baixinho. Compreendo que não estejam disponíveis para serem destratados e ofendidos, mas seria importante não esquecerem que a sua participação cívica continua a ser essencial." (sic) Reproduzo tal como está no texto, embora possam imaginar o quanto gostaria de colocar uns sublinhados.

«Jorge Oliveira E Sousa» >> E o culpado somos nós os do Norte. Por um lado aceitamos pacificamente que um alentejano ou lisboeta entre em qualquer lista de qualquer partido como representando distritos do Norte. Devemos avaliar a justeza e interesse em desenvolver o Movimento Pró-Partido Norte

«Jose Bandeira» >> Eu cá advogaria a formação do PPCT (Partido dos Portugueses Com Tomates). Fazendo fé na nossa História penso que o Norte estaria em larga maioria.

«Tiago Vasquez» >> Caro José, com algumas viagens feitas, penso que os membros do PPCT estarão na sua maioria na diaspora. Se for a Joanesburgo, a Goa, a Macau, a Caracas, a Nampula vê lá muita dessa gente. No entanto se nos deixarmos ficar no território nacional penso que eles estarão na sua larga maioria no Norte e Ilhas, com alguns casos no Algarve. O que nós temos no Norte a mais que os outros é a capacidade organizativa, a vontade, a força familiar, um clima menos quente e o orgulho de sermos Portucale. Com o líder certo isso virará uma tempestade perfeita, porque o maior problema, a maior dificuldade, é a de unir o povo do Porto e do Norte. Vamos! A guerra não valeu a pena David, a guerra só agora começou!

«Jose Bandeira» >> Com toda a honestidade intelectual temos que assumir isso como um facto. Tenho que fazer uma ressalva, salientada por Tiago Vasquez, a Diáspora é hoje uma das nossas melhores armas na luta pela afirmação de Portugal no mundo e pela transformação do nosso país. Cada português que regresse vem com um projecto de vida e com visão de mundo.

«Tiago Vasquez» >> Sem dúvida e eu sou um deles depois de 10 anos no mundo Anglo-Saxónico. Mas precisamos de muito amor à Pátria para ir seguindo por cá, sendo a possibilidade da abertura de uma guerra contra o centralismo, uma grande motivação! Onde nos alistamos?

«Jose Bandeira» >> Gostaria de poder responder à sua questão; eu próprio quero alistar-me!



Publicado por Tovi às 09:09
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2016
Mais de 150 mil no “Rebelhom” do Porto

Passagem de Ano 2015-2016 aa.jpg

A noite de passagem de ano no Porto contou com a maior cobertura mediática de sempre. Na Avenida dos Aliados estiveram inúmeros meios técnicos que permitiram a transmissão do espectáculo de Pedro Abrunhosa e do fogo-de-artifício para todo o mundo. A RTP foi a estação que teve mais meios nos Aliados e, além de directos a partir da Cidade Invicta durante toda a noite, transmitiu em diferido todo o concerto durante a madrugada para a RTP-Internacional e RTP-África. A transmissão da televisão pública implicou a instalação de sete câmaras a filmar o espectáculo, além de outras a fazer reportagem. Uma das câmaras estava instalada numa grua, no meio da multidão e duas ficaram no palco onde actuou Pedro Abrunhosa, a partir das 23 horas e até depois das 2 da madrugada. Também a TVI, a SIC, CMTV e Porto Canal tiveram meios de transmissão directa no local. Ao todo, estiveram envolvidas mais de 40 câmaras de TV, entre estações de TV e a própria organização, que espalharam o sinal por quatro ecrãs nos Aliados para que o espectáculo fosse visível para quem se encontrava mais afastado do palco. O som foi o melhor e mais potente de sempre instalado na Avenida dos Aliados em concertos semelhantes, com a duplicação da capacidade instalada nos concertos de São João e também a novidade da existência de 60 casas de banho públicas, ao cimo da avenida, mais próximas do palco e na Praça D. João I.

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«Rui Moreira» >> Por diversas razões, a noite passada emocionou a cidade. Uma cidade exemplar. Uma cidade onde tudo pode acontecer, como disse Abrunhosa no palco. Obrigado Pedro. Obrigado a cada um dos portuenses que nos fazem acredita num ano novo em que temos a obrigação de perseguir sonhos também novos. E como é bom sonhar nesta cidade...

«Nuno Santos» >> A noite passada, nos Aliados, foi extraordinária por várias razões que nem quero explicar. Poupo os elogios a muita gente que os merece, resumindo-os ao sublinhado da competência e humildade que fazem do Nuno Lemos um profissional superior. E, claro, à coragem e confiança do Rui Moreira e à enorme performance do Pedro Abrunhosa. A noite passada é a prova de que o Porto é realmente diferente. Que não se conforma com o politicamente correcto. Que se está nas tintas para as ameaças e que não cede ao destino a que banalidade tantas vezes o votou. Um espetáculo pode ser "apenas" um espetáculo. E uma festa pode não passar de uma festa. Mas, como nos ensinou uma certa pessoa, também podem ser a celebração da cultura. E, sendo da cultura, então podem ser a razão da nossa essência, do nosso amor e da nossa existência. Ou seja, podem ser quase tudo o que interessa.

 

  E os Aliados acordaram limpos

Passagem de Ano 2015-2016 ab.jpg

A Avenida dos Aliados acordou limpa no primeiro dia do ano, graças ao trabalho de uma centena de funcionários do pelouro do ambiente e da coordenação centralizada no novo Centro de Gestão Integrada da Câmara do Porto durante a festa da passagem de ano. Por volta da uma e meia da manhã, já tinha tido início a limpeza junto à Câmara com duas varredoras, com o objectivo libertar o corredor que dá para a Rua Formosa e permitir o acesso à Rua Ramalho Ortigão, bem como permitir a inversão de marcha para a Rua da Trindade. Uma terceira varredora, estacionada no posto da Rua do Sol, entrou um pouco mais tarde para fazer limpeza junto à ao Hotel Intercontinental, de modo a que fosse possível libertar o corredor rodoviários (Clérigos - Sá da Bandeira / Estação de S. Bento). Simultaneamente, uma brigada de dezena e meia de funcionários entrou nos Aliados para apanhar vidro, esvaziar papeleiras. A partir das quatro da manhã, as equipas foram reforçadas, numa altura em que a avenida estava já a ficar aliviada de público e às seis horas da manhã entram em acção mais quatro varredoras mecânicas, uma lava-ruas, uma viatura lavagem, uma viatura de recolha urbana de maior capacidade e começaram a ser esvaziados os contentores enterrados. Estava também em acção a recolha do vidro e a equipa foi reforçada com mais cinquenta elementos para limpeza de outras zonas, nomeadamente: a zona da Movida, da Ribeira e da Marginal. No total estiveram envolvidas sete varredoras; cinco viaturas de lavagem e recolha; mais de 80 cantoneiros e motoristas, vários encarregados e um coordenador.

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«Duarte Leal» >> É assim que se faz. A cidade quando acorda tem de estar pronta para mais um dia, independentemente do que se passou na noite anterior.

«Raul Vaz Osorio» >> O Porto e a sua gente mais uma vez a destacar-se pela positiva. Faz-me lembrar a minha estadia em Estocolmo, onde ao fim de semana, as ruas do centro ficavam completamente imundas com papeis, copos de plastico e toda a restante parafernalia de uma noite de excessos. Mas, de manhã, estava tudo imaculadamente limpo. É bom que a minha cidade seja capaz do mesmo [Emoji smile]



Publicado por Tovi às 17:33
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