"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Domingo, 25 de Julho de 2021
Morreu Otelo Saraiva de Carvalho

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Requiescat in Pace

Apesar de várias tomadas de posição no pós-25Abril difíceis de entender para muitos portugueses, não nos podemos esquecer que Otelo foi o responsável pela elaboração do plano global do golpe militar que pôs fim à ditadura do Estado Novo.

 

    Comentários no Facebook

José Maltez - Morreu Otelo. Ele foi Abril e um pedaço da ilusão do Império, filho de um alfacinha e de uma goesa, que tanto comandou o golpe que derrubou Marcello Caetano, como andou à procura de uma revolução proletária. Foi um pedaço do meu tempo e um português antigo. Quem o odiar, não nos compreende. Agradeço-lhe ter transformado em teatro político o que podia ter sido uma guerra civil. Matámo-nos menos.

João Baptista Vasconcelos Magalhaes - Morreu Otelo, mas ficará sempre como o símbolo do 25 de Abril. Quem o conheceu sabe que era um homem de ideais, mesmo quando foi polémico. A sua memória é a memória dos dias mais felizes da vida de quem conheceu uma noite de medo. Falar de Otelo tem de ser mergulhar no silêncio da memória do que ele nos trouxe de melhor, as suas utopias de um Portugal mais feliz e mais justo. Que esteja em paz!

Henrique Monteiro - Apesar de tudo, das prisões e mortes de que foi cúmplice, o 25 de Abril deve-lhe muito. Depois de saber que eu fora, com Rogério Rodrigues (melhor diria que foi ele com a minha colaboração) a denunciar que Otelo era o líder das FP25, nunca deixámos de falar. O mesmo se pode dizer de Vasco Lourenço, que no PREC não foi bem tratado por Otelo e puseram as divergências para trás. Como sempre, em Portugal, é tudo gente boa.

João Greno Brògueira - Apesar de todos os desvios, que entretanto a Democracia Portuguesa sofreu e de todos os que aproveitaram a oportunidade para assaltar o poder pós 25 de Abril... Obrigado Otelo Saraiva de Carvalho

David Ribeiro – Completamente de acordo, Brògueira… e é mesmo por isso que não posso esquecer que na madrugada de 25 de Abril de 1974 Otelo conduziu, juntamente com outros cinco oficiais, do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas no Regimento de Engenharia N.º 1 na Pontinha, as operações militares que derrubaram o decrépito Estado Novo. (Entre estes cinco oficiais encontrava-se o meu saudoso comandante do Batalhão de Engenharia N.º 3, o Tenente-coronel Fischer Lopes Pires)

João Geirinhas Rocha - Otelo. Assim, sem mais, uma personagem maior que o homem, luzes e sombras, utopias e delírios, bravatas e ingenuidades, coragem e fuga, muitas vidas para caber numa pessoa só. O Expresso revelou há anos que era bígamo, tinha e vivia tranquilamente com duas famílias. Não há melhor metáfora para resumir a figura.

 

Várias figuras nacionais reagiram à morte de Otelo Saraiva de Carvalho

  O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reagiu à morte de Otelo Saraiva de Carvalho, lembrando o papel central de comando na revolução do 25 de Abril e apresentando as condolências à família. "É ainda cedo para a História o apreciar com a devida distância", escreveu na nota enviada.

  "Otelo Saraiva de Carvalho foi o coordenador operacional da ação militar do Movimento das Forças Armadas, que, no dia 25 de abril de 1974, derrubou o regime do Estado Novo, pondo fim à mais longa ditadura do século XX na Europa e abrindo caminho à democracia", referiu o Governo em comunicado.

  "Se este país fosse justo, deveria ter morrido na prisão". Foi assim que André Ventura, líder do Chega, reagiu à morte do Capitão de Abril Otelo Saraiva de Carvalho.

  O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, homenageou hoje Otelo Saraiva de Carvalho, "o maior símbolo individual do Movimento das Forças Armadas", que concretizou o sonho de todos os que "ansiavam por viver em liberdade".

  A ativista política e médica Isabel do Carmo lamentou a morte de Otelo Saraiva de Carvalho, considerando que, com o desaparecimento do militar e estratego do 25 de Abril de 1974, "acaba também uma época e uma utopia". "Esta manhã [ao saber da notícia da morte] senti uma coisa, senti que acabou, que, com [a morte de] este homem, acaba também uma época, uma utopia. Senti isso, emocionalmente. Senti a perda, o desaparecimento. Já não vai ser possível falar com ele", afirmou Isabel do Carmo a agência Lusa. Para a antiga dirigente do extinto do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), movimento que exerceu atividade clandestina através das suas Brigadas Revolucionárias (no PRP-BR), Otelo é, juntamente com Vasco Lourenço, "o dirigente do 25 de abril [de 1974], do Movimento dos Capitães e do derrube da ditadura".

  O PCP registou este domingo o papel de Otelo Saraiva de Carvalho no 25 de Abril, considerando que o momento da sua morte "não é a ocasião para registar atitudes e posicionamentos que marcam o seu percurso político". "Sobre o falecimento de Otelo Saraiva de Carvalho deve registar-se no essencial o seu papel no levantamento militar do 25 de Abril. O momento do seu falecimento não é a ocasião para registar atitudes e posicionamentos que marcam o seu percurso político", refere uma nota do gabinete de imprensa do PCP. O Partido Comunista Português endereça ainda condolências à família e à Associação 25 de Abril.

  Tweet de Rui Rio - O dia da morte de Otelo Saraiva de Carvalho é momento para reconhecer o seu papel corajoso e decisivo no 25 de Abril e na conquista da liberdade. Competirá à História fazer, com isenção, a avaliação global de tudo que ele fez de bom e de mau. Hoje, não é o dia para isso.

  Declaração do ex-Presidente Ramalho Eanes - A notícia da morte do Otelo Saraiva de Carvalho magoou-me e surpreendeu-me. Magoou-me, por se tratar de mais um amigo que parte. Surpreendeu-me, porque estive, recentemente, com o Otelo, no funeral da sua mulher, e achei-o, naturalmente, abatido, mas, aparentemente, com vigor e saúde. Conheci o Otelo na Guiné, onde o substituí na Direcção da Secção de Radiodifusão e Imprensa do Comando-Chefe. Tornámo-nos amigos. Foi, aliás, essa amizade que me levou a testemunhar em seu favor no julgamento a que foi submetido, apesar de muitos reparos e apelos para que o não fizesse. O Otelo era um homem bom, generoso, embora, por vezes, pouco prudente, pouco realista – contraditório, mesmo. Adorava representar, até na vida real, esquecendo que a representação exige um espaço delimitado, em que tudo o que aí é normal não o é na vida real. Para mim, e apesar de todas as contradições, o Otelo tem direito a um lugar de proeminência histórica. E tem esse direito, apesar da autoria de desvios políticos perversos, de nefastas consequências, porque foi ele quem liderou a preparação operacional do 25 de Abril, a mobilização dos jovens capitães, o comando da operação militar bem-sucedida. E penso assim porque entendo que um Homem é uma unidade e continuidade, uma totalidade complexa, e que só é bem julgado quando considerando, historicamente, esse quadro e o seu contexto. Mas há homens que, num momento histórico especial, se ultrapassam, ganhando dimensão nacional, indiscutível, porque souberam perceber e explorar uma oportunidade histórica única, e sentir os anseios mais profundos do seu povo. Otelo é uma dessas personalidades. A ele a pátria deve a liberdade e a democracia. E esta é dívida que nada, nem ninguém, tem o direito de recusar.



Publicado por Tovi às 10:44
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Sexta-feira, 14 de Maio de 2021
Morreu Maria João Abreu
A história é feita por aqueles que nela participam.
Forte abraço, Óscar Branco.


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LEMBRAS-TE MARIA JOÃO?
1980 e picos…5 "cromos", empilhados num Fiat Tipo, partem de férias, rumo a Marrocos.
Alguém tinha convencido o José Raposo que o chá, em Tânger custava mais de 15 contos e o mais natural seria regressarmos tesos mas com meia dúzia de camelos por troca pelas 3 airosas chavalas que nos acompanhavam…
Acabadinhos de entrar em Espanha, a Maria João Abreu, arranca num pranto danado.
-Que se passa João?
Ela nada. Continua a chorar convulsivamente.
Fica um pesado silêncio e um só pensamento…férias estragadas.
Depois de "apertar" com ela, diz-me envergonhada:
-É a primeira vez que venho ao estrangeiro.
Gargalhada geral e lá vamos nós de "vacances". A partir daí foi sempre a descer.
O Zé chateava toda a gente, porque disparava fotografias a torto e a direito e obrigava-nos a ficar em pose, enquanto escrevia num papel o local, dia e hora.
A contabilidade ficou estragada, na fronteira, quando ele resolveu, tirar umas fotos aos soldados marroquinos que espancavam uma mulher, que teve a insensatez de lhes dar apenas uma meia dúzia de moedas para comprar o direito de passar o contrabando comprado em Ceuta.
Óbvio que rolo da máquina ficou na posse do Real Estado de Marrocos.
Depois de o Zé cair em desgraça, chegou a minha vez. A estrada panorâmica para Tânger, que o Guia Michelim me tinha recomendado, tinha desabado no inverno anterior e, pelo olhar acusatório, passei de insigne viajante a insigne-ficante.
Chegado a Tânger fui dormir para o Hotel e os outros vestiram os fatos de banho para ir até à praia.
O Zé regressa eufórico com um jogo de futebol, contra um grupo de marroquinos e marcou golo sobre golo.Pudera! Os tipos quando viram aqueles três biquinis, deixaram-no à solta para apalparem as distintas colegas.
Castigo dos céus, ele apanhou uma diarreia e ficou de "castigo" e explicava a tudo e todos, no seu melhor francês:
-Je "espichê"…
Em Fez, um tipo ameaçou-nos com a reconquista muçulmana mas, quando lhe falei da terrível retaliação com o bombardeamento de barris cheios de água do rio Leça, ele ficou preocupado e talvez isso explique o facto de não termos sofrido atentados.
Em todo o lado éramos recebidos em glória pelos putos. Mal viam uma matrícula de Portugal, a corriam atrás do carro aos gritos:
-Madjer! Carlos Cruz!
As férias lá foram correndo, apesar de uma avaria no carro, solucionada com recurso ao artesanato berbere, o ataque de pânico da João quando me penduraram uma cobra enorme à volta do pescoço e o pânico geral quando nos cruzamos com uma excursão das finanças de Gaia, na medina de Marraquexe.
Eram tempos estranhos aqueles. Sem telemóveis, os turistas, estavam condenados a olhar as coisas, falar com os nativos, sem direito a selfies e mensagens cheias de emojis.
Claro que tínhamos de ir aos "recuerdos".
Todos compramos umas coisinhas, excepto a João que não fez a coisa por menos e trouxe mais património marroquino que os franceses em séculos de colonialismo. Foi uma luta na alfândega para explicar aos funcionários que não éramos contrabandistas e ainda tinha ficado lá muito material para os próximos turistas.
A despedida foi épica. Como todos queriam ouvir música tradicional, desaguamos num bar de "meninas".
Tenho de confessar que brilhei naquela noite.
Ainda estavamos atentar perceber onde nos tínhamos metido, já o chefe da banda apontava para mim, dizendo para ali umas coisas de que não percebi nada (confesso que o meu árabe foi sempre um bocado fracote), sai do palco e pespega-me um beijo (sem língua) e arrasta-me para a pista.
Depois de uns passos de dança, passou-me de mão em mão por todos os homens presentes, que me davam um beijo e os respectivos passinhos, segurando-me as mãos.
As "meninas" de serviço, olhavam para mim com um olhar guloso, suspirando por um beijinho e uma dança com o "je", mas não ousavam aproximar-se, para mal dos meus pecados.
"Esparvoado" tentava perceber o que se passava, até que dou com os meus colegas de viagem, encostados ao balcão, a rirem escandalosamente. Só depois me explicaram que tinha sido confundido com o grande cantor romântico marroquino, uma espécie de Tony Carreira lá do sítio.
No dia seguinte, acordamos bem cedo, porque era o último dia de Agosto e sabia que milhares e de emigrantes estariam no porto para apanhar o ferry. Foram horas e horas de espera e só de madrugada atravessamos para Algeciras.
Regressamos a mata cavalos a Lisboa por questões profissionais.
Como era normal, mal se metia a chave na ignição, adormeciam todos e só eu e a João permanecíamos acordados, para nos revezarmos ao volante.
Cheio de sono, já a fazer curvas em plena recta, pedi-lhe para conduzir um bocadinho e zás! Adormeci em menos tempo do que demoro a dizer anticonstitucionalissimamente.
Acordo com um ruído estranho e fico espantado com o que vejo.
A Maria João esbofeteava-se violentamente, alternando com ferozes beliscões:
-Ó João, que se passa? Estás zangada com alguma coisa?
-Não tudo bem. É só para não adormecer.
Acabamos a dormir na berma, perto de Sevilha mas, mal acordou, toca a acelerar que estava ceia de saudades do puto Miguel. Na altura o Ricardo ainda estava em projecto e mesmo sem ainda ter nascido, já ela era doida por ele.
Ela "era" assim. Estóica; determinada; solidária; amiga; terna; mãe leoa…eu sei lá!
Até à vista João!

Escolhi esta foto do espetáculo "Estádio da Nação"- 2003, no Teatro Sá da Bandeira, assim brilhará no firmamento e todos saberão logo que é ela.
(13mai2021 - Óscar Branco, na sua página do Facebook)



Publicado por Tovi às 10:17
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2021
Morreu Nuno Ortigão

Requiescat in Pace

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Morreu Nuno Ortigão, Presidente da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde.

Foi decretado pelo Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, um dia de luto municipal, a respeitar amanhã, 29 de abril.

 

   Jorge Afonso Morgado, Diretor de Comunicação da Metro do Porto

O Nuno Ortigão dizia que tinha um único defeito, que era o de ser vaidoso. Por vezes, não tinha mesmo qualquer problema em reconhecer ser bastante vaidoso. A verdade é que tinha razões mais do que suficientes para o ser.
A verdade é que, no momento da sua partida e olhando para o legado que fica, o Nuno foi até humilde e contido na manifestação do seu orgulho.
O presidente de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde deixa uma bela obra no território das freguesias marítimas do Porto. Lembro-me do contentamento com que aceitou o convite do Rui Moreira e do Nuno Botelho para a missão de concorrer à presidência da União e da felicidade que todos tivemos com as suas expressivas vitórias. Com o Rui Moreira na Câmara, o Nuno tinha motivos para ser vaidoso pelo notável trabalho que produziu e de que a cidade se pode orgulhar.
Foi sempre homem de causas difíceis e de projetos desafiantes. Também por eles, era justo que fosse vaidoso. Esteve na transformação da imagem da Sonae, com Belmiro de Azevedo. Assumiu a modernização da STCP, nos mandatos de Carlos Brito, abrindo a empresa à cultura (no Museu do Carro Eléctrico) e rejuvenescendo uma marca centenária. Com Oliveira Marques, ajudou a construir o Metro do Porto, cujo posicionamento de qualidade e a reputação de excelência muito lhe devem. Esteve na comunicação da AIP, da Liga de Clubes e da Câmara da Maia, ao mesmo tempo que dava aulas no IPAM. Onde esteve, apresentou resultados e deixou admiração.
Tinha vaidade na família em que nasceu e na família que, por opção e amor, criou. Tinha vaidade nos amigos e, sobretudo, no sucesso dos amigos. Tinha uma dedicação intensa e serena que colocava nas causas a que se dedicava. Sem que o exibisse, foi um exemplo de educação e cavalheirismo. Sem perder a lucidez na análise, teve sempre uma atitude positiva perante os problemas, alguma esperança face à estupidez humana e uma imensa tolerância nas dificuldades.
A vaidade do Nuno nunca foi um defeito. Foi uma característica, bastante rara, de quem acredita no mérito e na obrigação de fazer as coisas bem feitas. Obrigado, Nuno.



Publicado por Tovi às 12:12
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2021
Morreu Jorge Coelho

Requiescat in Pace

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Homem de relações cordiais, sempre frontal, o histórico socialista não se escusava ao debate político com os seus adversários, mas sempre o fez no campo da elevação, reservado aos nobres de caráter.

 

    Expresso às 19h00 de 07abr2021
O antigo ministro Adjunto, da Administração Interna e também do Equipamento Social Jorge Coelho morreu esta quarta-feira aos 66 anos. Sofreu um ataque cardíaco quando estava numa casa que tinha na Figueira da Foz. A notícia foi avançada inicialmente pela SIC Notícias, onde foi um dos comentadores da “Quadratura do Círculo”.

    JN às 19h54 de 07abr2021
O ex-ministro socialista Jorge Coelho morreu esta quarta-feira, vítima de um AVC. Tinha 66 anos. De acordo com a PSP de Coimbra, Jorge Coelho teve um AVC quando visitava uma residência na zona turística da Figueira da Foz. De acordo com Jody Rato, comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, "a senhora que estava com ele ligou para o 112 e quando a nossa equipa chegou ao local ele estava em paragem cardiorrespiratória. Foram feitas manobras de reanimação mas não foi possível reverter a situação", adiantou o comandante à Lusa. 

 

    Há quem tenha memória curta...
Quando Jorge Coelho disse “quem se mete com o PS, leva!” referia-se a uma crítica do Bastonário da Ordem dos Advogados da época, António Pires de Lima, que acusou o governo socialista de interferir nos tribunais e na justiça.



Publicado por Tovi às 20:58
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2020
Morreu Eduardo Lourenço

Requiescat in Pace

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Nação pequena que foi maior do que os deuses em geral o permitem, Portugal precisa dessa espécie de delírio manso, desse sonho acordado que, às vezes, se assemelha ao dos videntes (Voyants no sentido de Rimbaud) e, outras, à pura inconsciência, para estar à altura de si mesmo. Poucos povos serão como o nosso tão intimamente quixotescos, quer dizer, tão indistintamente Quixote e Sancho. Quando se sonharam sonhos maiores do que nós, mesmo a parte de Sancho que nos enraíza na realidade está sempre pronta a tomar os moinhos por gigantes. A nossa última aventura quixotesca tirou-nos a venda dos olhos, e a nossa imagem é hoje mais serena e mais harmoniosa que noutras épocas de desvairo o pôde ser. Mas não nos muda os sonhos. (Eduardo Lourenço in "Nós e a Europa ou as duas razões" - 1988)



Publicado por Tovi às 11:56
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Sábado, 10 de Outubro de 2020
Requiescat in Pace

Maria Armanda da Silva Santos (1jul1926 - 10out2020)
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Domingo, 20 de Setembro de 2020
Nacional 3 – 3 Boavista

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As Panteras empataram ontem na visita ao Nacional (3-3) no jogo de início da Primeira Liga de Futebol 2020-21. O Boavista adiantou-se no marcador por intermédio de Sauer (19’), mas Riascos (28’) e João Victor (36’) viraram o resultado a favor do Nacional, tendo Mangas (45+2’) enviado tudo igual para os balneários. No segundo tempo, Sauer (61’) bisou e parecia ter dado o triunfo à equipa de Vasco Seabra, mas foi já nos descontos que João Camacho (90+2’) restabeleceu a igualdade final.

 

  Outros resultados da jornada

Famalicão 1 - 5 Benfica
Porto 3 - 1 Braga

 

    Requiescat in Pace
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Publicado por Tovi às 07:13
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Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
Morreu Pedro Baptista

Estou destroçado...

 

Requiescat in Pace
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   Breve biografia
 
Nascido a 20 de abril de 1948, tinha seis anos quando o pai o inscreveu como sócio do FC Porto e o amor à camisola clubística azul e branca foi sempre incondicional, tanto que pertenceu à equipa de futebol B dos juniores, para carimbar a sua passagem pelo relvado das Antas. Abraçou com o mesmo fervor a sua outra paixão, a política, mas neste campo nunca se ateve a nenhum partido. O que norteava Pedro Baptista eram as suas próprias convicções e a intervenção cívica.
Por esse motivo, ainda jovem, em 1971, fundou O Grito do Povo, um jornal operário comunista, que daria origem a um movimento marcado pela geração do fim dos anos 60, pelo pró-China, pelo maoismo, e tantos outros 'ismos'. Em 1973, evoluiu para a Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa, que em muitas apresentações continuou a não dispensar O Grito do Povo como prefixo.
Tudo isto a partir da Foz Velha, em cuja agitação política, Pedro Baptista, desde tenra idade e adolescência, foi convivendo com o lado lunar daquela zona nobre da cidade, mais distante da burguesia, mais próximo do proletariado. Aliás, em 2014, esse percurso ficou retratado no livro memorial "Da Foz Velha ao Grito do Povo", apresentado na Câmara do Porto, que analisa o impacto da revolução cultural chinesa na geração nascida após a Segunda Guerra Mundial.
Este era o terceiro mandato que o investigador da Universidade do Porto, da Universidade do Minho e da Universidade Católica cumpria como deputado da Assembleia Municipal do Porto, sendo que a primeira experiência no palco político remonta ao tempo em que foi deputado independente pelo PS na Câmara do Porto (1993-97), a convite de Fernando Gomes. Foi ainda deputado na Assembleia da República de 1995 a 99, quando era primeiro-ministro António Guterres.
 
 
O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, decretou um dia de luto municipal pelo deputado Pedro Baptista, a respeitar amanhã, sexta-feira, 21 de fevereiro.


Publicado por Tovi às 12:35
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Quinta-feira, 3 de Outubro de 2019
Morreu Freitas do Amaral

Requiescat in Pace

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Freitas do Amaral teve uma longa e intensa vida política, com cerca de cinco décadas de intervenção pública: foi fundador e primeiro presidente do CDS, fez parte de governos da Aliança Democrática, entre 1979 e 1983, e foi primeiro-ministro interino após a morte de Sá Carneiro. Foi também candidato nas históricas presidenciais de 1986, contra Mário Soares, e, já neste século, foi ministro dos Negócios Estrangeiro num governo PS (2005-2006) como independente, após ter saído do CDS em 1992.
Nascido em 21 de Julho de 1941, na Póvoa de Varzim, Diogo Freitas do Amaral passou a infância entre Guimarães (de onde era natural o pai) e a Póvoa de Varzim (a terra da mãe), mas os primeiros anos foram muito marcados pela morte dos dois irmãos mais velhos, ainda crianças. Queria ser engenheiro, mas, sem jeito para Matemática, deixou-se convencer por dois tios que estudaram Direito e lhe “falavam das suas aulas com os professores Marcello Caetano e Galvão Teles”, contou em entrevista à Sábado em 2017. Acabou por se formar em Direito da Universidade de Lisboa. Obteve o grau de Doutor em Direito (Direito público) em 1967 e ensinou na faculdade até 1998. 
Na apresentação do seu terceiro livro de memórias políticas, intitulado Mais 35 anos de democracia - um percurso singular, em junho passado, Freitas revelou que o que mais o marcou na vida foi a sua “militância democrata-cristã”, “com a preocupação de ajudar os outros”. Na ocasião, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa descreveu-o como “um dos quatro pais líderes dos partidos estruturantes da democracia portuguesa”, juntamente com Mário Soares, Francisco Sá Carneiro e Álvaro Cunhal.

 

  Comentário no Facebook de Rodrigues Pereira

" Yes, I did it my way ! " ***
Ao Professor Doutor Diogo Freitas do Amaral
Não. Não irei falar do político, do co-fundador (e a que custo) da nossa Democracia, do insigne jurista e professor, do único português a ocupar o cargo de Presidente da A. G. das Nações Unidas, etc, etc ...
Vou falar de mim... e do homem.
1994. Bairro Alto, Lisboa. Uma noite de Domingo. Estava a jantar, sozinho, num restaurantezinho italiano, que hoje já não existe. Entretido com a revista do Expresso, já que nessa altura ainda não havia telemóveis para nos infernizarem as refeições.
Com o restaurante meio vazio, não me foi difícil aperceber-me da entrada da família Freitas do Amaral, au complet. A mulher, Maria José, as duas filhas e os dois filhos.
Tinha combatido contra ele nas presidenciais de 1986, com Mário Soares. As tais que levaram Álvaro Cunhal a exortar os seus militantes a cobrir os olhos, mas a votar em Soares...
Nunca tive com Freitas do Amaral qualquer contacto, mas sempre o respeitei como um homem livre e livre-pensador, sem ideias pré-concebidas.
E nessa noite, naquele restaurantezinho meio vazio, apercebi-me de que, naquela mesa de família, havia um zum-zum quase conspirativo, acreditando eu que seria o alvo. Ora enquanto mero e insignificante apoiante de Soares nas presidenciais, já ocorridas há bastantes anos, não me parecia credível que daí viesse o contexto da "conspiração".
Continuei, por isso, a minha solitária manducação, acompanhado da - na altura - a melhor sangria de Lisboa e arredores. E o tempo foi passando, clientes foram saindo, restando eu e a referida família.
A certa altura, o Professor levanta-se e - espanto meu - aborda-me : - «Dá-me licença que me sente ? Gostava de falar consigo ... »
Levantei-me - surpreendido - e quase que mecanicamente, cumprimentei-o e disse "concerteza".
"Sabe - disse-me - a minha filha reconheceu-o da televisão, daquele programa que fez com a Manuela Moura Guedes sobre a SIDA. Eu também vi. E como achei a sua prestação muito boa e nada percebo do assunto, gostava - se me permitir - de, acerca dele, conversar consigo... "
E conversamos...
A certa altura, pede desculpa, vai ter com a mulher e entrega-lhe a chave do carro.
"Assim, ficamos mais à vontade ..."
E ali ficamos, sob o olhar cúmplice do dono do restaurante, a conversar sobre a SIDA e o VIH, durante, seguramente, mais de duas horas. Eu, com a minha amêndoa amarga, ele com sucessivas águas das Pedras.
No final, ainda me ofereci para o levar a casa - ele vivia na Quinta da Marinha, em Cascais - e eu estava a 200 metros de casa. "Era o que faltava ! Apanho um táxi." E lá fomos os dois, até ao Camões, como se dois velhos amigos se tratasse.
Voltei a revê-lo - e a conversar - muitas vezes aos almoços tardios de Domingo, no restaurante do Golf da Quinta da Marinha (onde, um belo dia, ía matando o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros, com uma bola que me saiu com um slice estranho) . Comíamos ambos uma extraordinária salada de pato fumado, que ainda hoje me está no paladar ...
Na primeira conversa, disse-me para deixar cair o "Professor" e o tratar apenas por Diogo. Nunca consegui !
Foi, de facto, um Professor eminente, latu sensu !
Vou ter saudades, Senhor Professor Doutor Diogo Freitas do Amaral !
MRP, 4 de Outubro de 2019
PS 1 - Uns tempos depois de Soares ter ganho as presidenciais, Mário Soares, numa conversa no Hotel Infante de Sagres, confessou-me : " Oh Rodrigues Pereira : a Presidência também teria ficado muito bem entregue ao Freitas do Amaral ... "
PS 2 - *** - As últimas palavras de Freitas do Amaral, aquando da apresentação do seu último livro, citando uma canção de Frank Sinatra. Não podia estar mais de acordo...



Publicado por Tovi às 13:44
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Segunda-feira, 1 de Julho de 2019
Morreu Mordillo

Requiescat in Pace

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Publicado por Tovi às 07:26
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Quinta-feira, 13 de Junho de 2019
Morreu Aureliano Veloso

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Aureliano Veloso morreu aos 95 anos. Foi o primeiro presidente a ser eleito para a Câmara do Porto, como independente pelo PS, nas primeiras eleições autárquicas após o 25 de Abril.

Requiescat in Pace



Publicado por Tovi às 09:50
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Terça-feira, 11 de Junho de 2019
Morreu Ruben de Carvalho

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Já não há muitos como ele no PCP.
Requiescat in Pace



Publicado por Tovi às 17:05
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2018
Morreu Júlio Pomar

Requiescat in Pace

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Júlio Pomar (Lisboa, 10 de janeiro de 1926 - Lisboa, 22 de maio de 2018) pertenceu à 3ª geração de pintores modernistas portugueses, sendo autor de uma obra multifacetada, centrada na pintura, desenho, cerâmica e gravura, com importantes desenvolvimentos nos domínios da tridimensão (escultura; assemblage) ou da escrita.



Publicado por Tovi às 10:02
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Terça-feira, 22 de Maio de 2018
Morreu António Arnaut

Requiescat in Pace

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Faleceu ontem António Arnaut. Não foi um homem consensual, mas os melhores raramente o são. Mas a democracia portuguesa deve-lhe muito. Foi ele o principal obreiro da mais sólida e transversal realização do regime pos-25 de Abril. Falo, obviamente, do SNS. Atrevo-me a sugerir que é o cimento mais forte que ainda o mantém de pé e que ao mesmo tempo é um importantíssimo factor de coesão da nossa sociedade. Todos teremos opiniões, umas mais positivas, outras menos, todos o quereremos mudar de alguma forma, uns com maior realismo outros com tons mais utópicos, uns com o conhecimento do profissional, outros com o sentir do doente, mas não conheço ninguém hoje em dia em Portugal que conceba a possibilidade de viver sem ele. Para mim, o SNS tem sido um dos focos de toda a minha vida adulta, como profissional que fez toda a sua carreira no seu âmbito, tanto na vertente pública como na privada/convencionada (e nunca em simultâneo, por opção pessoal, não por imposição). Tem sido também um motivo de orgulho enquanto cidadão, pois com todas as suas falhas (e muitas são) é reconhecido internacionalmente como mais uma demonstração de como nós, portugueses, conseguimos nas poucas ocasiões em que remamos para o mesmo lado, ser capazes, ser grandes. Confesso que fui reticente no início, a criação do SNS pareceu-me a mim, jovem estudante de Medicina crescido num ambiente de práctica médica privada e muito lucrativa, uma agressão ao meu futuro, mas em poucos anos e vendo como o nível de cuidados prestados aos doentes cresceu exponencialmente não só em acessibilidade mas também em qualidade, rendi-me ao projecto e à sua enorme importância social e humana. Hoje, como os outros todos, não consigo conceber um Portugal sem o seu SNS, motivo de orgulho e tranquilidade. Os desafios que se colocam hoje ao SNS são muitos e difíceis. Não quero neste espaço entrar na discussão desse campo, mas quero pedir a todos os intervenientes que, seja qual for o sentido em que evolua, nunca possa perder os princípios que nortearam António Arnaut quando o ajudou a criar. Por isso e hoje, por esses princípios que ainda hoje se mostram tão importantes e válidos e pela energia e visão necessárias para lutar pela sua concretização, quero dizer muito obrigado, António Arnaut. (Raul Vaz Osório‎ no “Um novo norte para o Norte”)



Publicado por Tovi às 10:36
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Quarta-feira, 29 de Novembro de 2017
Morreu Belmiro de Azevedo

Requiescat In Pace

Belmiro de Azevdo aa.jpg

   Wikipédia

Belmiro Mendes de Azevedo era o mais velho dos oito filhos de Manuel de Azevedo, carpinteiro e agricultor, e de Adelina Ferreira Mendes, costureira.
Na instrução primária em Tuías, reprovou na primeira classe, segundo o próprio, por culpa de um professor incompetente. No entanto, graças ao professor ali colocado no ano seguinte, Carlos da Silva, recuperou o tempo perdido, chegando a fazer os quatro anos lectivos em apenas três. Uma vez que não existia no concelho do Marco nenhuma escola de ensino secundário, Belmiro de Azevedo mudou-se para o Porto por volta dos 11 anos, para poder prosseguir os estudos no Liceu Alexandre Herculano. Nesta cidade foi viver com o seu tio e padrinho, Belmiro Pinto da Mota, fiscal de obras, que além do nome de baptismo lhe deu alojamento nos estaleiros de obras onde trabalhava.
Depois dos estudos secundários, Belmiro de Azevedo seguiu para a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Em 1959, porém, teve de interromper os estudos, ao ser chamado a cumprir o serviço militar obrigatório. Em 1964 completou a licenciatura em Engenharia Química. Durante a juventude praticou andebol, no Centro Desportivo Universitário do Porto e no Futebol Clube do Porto.
Ainda estudante, Belmiro de Azevedo entrou para a Efanor (Empresa Fabril do Norte), localizada na Senhora da Hora. Pouco depois ingressa na Sonae (Sociedade Nacional de Estratificados), cujo controlo viria a assumir em 1974. Durante anos, foi polémico o conflito judicial entre Belmiro de Azevedo e a família de Afonso Pinto de Magalhães, fundador da empresa.
Sob o seu comando, a Sonae estendeu a sua actividade a novas áreas como a dos hipermercados (Continente e Modelo), a das comunicações (jornal Público) e a das telecomunicações (Optimus). Posteriormente, o grupo procurou expandir-se internacionalmente e apostou no retalho especializado (Bonjour, Vobis, Worten, Sportzone, etc.). A partir de 1985, a Sonae passou a ser cotada na Bolsa de Valores e Belmiro torna-se accionista maioritário do grupo.
Em 1975, nos Estados Unidos da América, obteve um diploma de especialização em Gestão de Empresas, na Universidade de Harvard, e, uma década depois, em 1985, diplomou-se no Financial Management Program da Universidade de Stanford.
Em paralelo com a actividade empresarial, criou, em 1991, a Fundação Belmiro de Azevedo, que desenvolve a política de mecenato da empresa, nas áreas da Educação, das Artes, da Cultura e da Solidariedade, em acções de parceria com indivíduos e entidades e contando com os colaboradores da empresa em acções de voluntariado. Em 2008, esta fundação abriu em Matosinhos o Colégio Efanor, no lugar das velhas instalações fabris onde Belmiro deu início à sua carreira profissional.
Belmiro de Azevedo é conhecido também pelo seu carácter empreendedor, pela sua ousadia e pela frugalidade que cultiva pessoalmente e que estende à gestão e à cultura do Grupo.
Com a morte de António Champalimaud, Belmiro de Azevedo tornou-se em 2006, no único português a figurar na famosa lista da revista Forbes, com um fortuna avaliada em 1,6 mil milhões de euros.
Considerado durante alguns anos o cidadão mais rico de Portugal, foi Presidente do Conselho de Administração do grupo Sonae. Sua fortuna, que em 2007 era estimada em 3 mil milhões de euros, o que ainda lhe dava a liderança entre as fortunas do país, caiu mais de 50% em dois anos, passando para 1,4 mil milhões de euros em 2009.
Foi adepto do Futebol Clube do Porto e sócio honorário do Futebol Clube Marco de Canaveses.
Foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito Civil de Espanha a 22 de Março de 1999, com o grau de Comendador da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul do Brasil a 4 de Maio/21 de Setembro de 2000 e com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique a 5 de Janeiro de 2006.



Publicado por Tovi às 16:34
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