
Volodymyr Zelensky 21nov2025 - "Este é um dos momentos mais difíceis da nossa história. A Ucrânia enfrenta uma decisão crucial: perder a sua dignidade ou arriscar perder um parceiro chave". Zelensky informou o seu povo de que em breve tomará uma decisão: Ou eles pactuam com a Rússia o fim da guerra e entregam território ou continuam lutando e perdem os EUA como aliado. Segundo Zelensky, este acordo é o mais importante desde o início da guerra e sua decisão será forte: Paz com "perda de dignidade" ou guerra total até o fim. Zelensky terminou: "Eu sei que o povo está comigo".
Lido por aí... em 21nov2025 - A UE rompe com os EUA : “O plano americano é um mau acordo para Kiev”. A Europa já não está disposta a seguir o guião de Washington. Segundo um alto funcionário europeu, o plano lançado pelos EUA para pôr fim ao conflito implica concessões que a UE considera inaceitáveis. (...) Em Bruxelas acreditam que Washington está pressionando Zelensky para aceitar um cessar-fogo antes das eleições americanas de 2026, onde a guerra é um tema eleitoral fundamental. (...) A Ucrânia ainda não quer aderir ao plano europeu. Porquê? Porquê? Porque Kiev tem medo de depender demasiado de Bruxelas quando a sua única alavanca real continua a ser Washington. (...) A Ucrânia está politicamente ferida. A Rússia avança sem pressa, mas sem pausa. A questão já não é qual o plano do Ocidente? A questão é: Qual plano Moscovo aceitará? A Europa pode redigir todos os documentos que quiser. Mas o campo de batalha — e o mapa — move-se segundo a guerra, não segundo as reuniões em Bruxelas.
CNN Portugal 22nov2025 - O vice-presidente dos EUA, JD Vance, diz que não passa de uma “fantasia” pensar-se que a Ucrânia pode vencer a guerra contra a Rússia se os EUA simplesmente enviarem mais dinheiro ou armas para Kiev, acrescentando que impor mais sanções contra Moscovo também não terá um impacto significativo.
Lido por aí... em 22nov2025 - Só ontem [21nov2025], a Ucrânia perdeu seis aldeias em frente às tropas russas. A situação em Pokrovsk e arredores é crítica. Kupiansk acabou de cair nas mãos russas. A Rússia também avança em Zaporiyia, e em Sumy as tropas ucranianas não conseguiram expulsar os russos após o desastre de Kursk. A falta de pessoal é outro grave problema enfrentado pelas forças militares da Ucrânia, só no mês passado foram contabilizadas cerca de 40.000 deserções e a legião estrangeira passou de 20.000 combatentes em 2022 para apenas 1.000 em novembro de 2025.
Se fosse asim tão simples...
E se deixassem os ucranianos decidir?...
(por Rafael Barbosa Diretor do JN em 23nov2025)
A guerra entre a Rússia e a Ucrânia começou, para quem já não se recorde, com uma invasão russa cujo objetivo era tomar a capital ucraniana, Kiev, derrubar o Governo e substituí-lo por um regime fantoche ao serviço do Kremlin. Nesses primeiros dias sucederam-se os massacres de civis, com o nome da cidade de Bucha a garantir um lugar simbólico nos livros de história que dediquem algumas linhas às atrocidades que os seres humanos são capazes de cometer. A crueldade de Putin, a incompetência dos seus generais e a resistência dos ucranianos impediram esse desfecho. Mas não puderam evitar a destruição e a perda de vidas humanas destes quase quatro anos de guerra. Não há números rigorosos, mas há estimativas fiáveis: entre 200 e 250 mil militares russos mortos, entre 60 e cem mil militares ucranianos mortos, e ainda 14 mil civis ucranianos mortos (incluindo quase mil crianças). É um preço inaceitável. A guerra não se tornou menos destrutiva nem menos mortal, com o passar do tempo, mas a linha da frente manteve-se estável quase desde o princípio. Nem a Rússia nem a Ucrânia têm capacidade para declarar vitória. E por essa razão se foi impondo a ideia de negociar uma qualquer espécie de paz. É aí que entra Donald Trump, que acaba de propor um plano. Inclui pontos absurdos, como usar os milhares de milhões de euros de fundos russos congelados na reconstrução, desde que os EUA assegurem 50% dos lucros da operação, ou a cedência de territórios ainda na posse dos ucranianos sem contrapartidas, ou ainda a ideia de reduzir as forças armadas da Ucrânia ao ponto de ser incapaz de se defender de um futuro ataque.Mas já não soa assim tão absurda a hipótese de se delimitar novas fronteiras. Está muito certo que os líderes europeus, na segurança dos seus gabinetes, rejeitem alterações pela força das armas. Mas quem vai combater e morrer para repor as fronteiras de 2022? Talvez fosse altura de tentar garantir não uma paz podre, mas um cessar-fogo que dure o tempo necessário para perguntar, num referendo ao povo ucraniano, o que quer: se a guerra, se a paz, ainda que à custa de um país mais pequeno. São eles que têm de escolher e não o Mundo por eles.
Opiniões!...
Joaquim Figueiredo - Concordo...
Mário Paiva - Joaquim Figueiredo, com quê?
Joaquim Figueiredo - Mário Paiva com o que diz o general...
Mário Paiva - Independentemente da escolha de Kiev, a Rússia definiu faz já muito tempo os seus parâmetros para o fim do conflito e já foi afirmado que este "plano" pode ser um ponto de partida para negociações... estando reconhecidamente a ganhar no terreno, com 90% do Donbass conquistado, duvido que o Kremlin aceite qualquer compromisso que leve a recuar significativamente do seu plano original... de todo o modo, em minha opinião, este rascunho de "plano" engendrado de urgência em cima de vários joelhos, é apenas uma cortina de fumo para minimizar o estrago provocado pela proximidade da corrupção descoberta "recentemente", com as cúpulas de mando na Ucrânia...
Jose Antonio M Macedo - Cada vez mais a Rússia é e será um perigo para a Europa. A Europa precisa mesmo de se armar e de estabelecer parcerias com a China de modo a evitar os problemas causados pela Rússia e pelos EUA.
Jorge Veiga - Nem respondo.
Não morro de amores por Viktor Orbán... mas à vezes não só tem razão no que diz como até tem piada
Jorge Veiga - Muita piada. Parece o Herman José...
Mario Pinheiro - Sabemos de quem Orban é amigo.
Raul Vaz Osorio - Um ditador nojento nunca pode ter piada
RTP Notícias na tarde de ontem 23nov2025
A Europa já tem contraproposta para plano de paz de Trump para acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Este plano europeu inclui um limite para a dimensão do exército ucraniano de 800 mil soldados em "tempo de paz", sendo que Washington propõe 600 mil. O plano estabelece também que a entrada da Ucrânia na NATO depende de se chegar a consenso no bloco de países, que não existe neste momento. Dentro desta contraproposta prevê-se que a NATO concorde em não colocar tropas na Ucrânia de forma permanente em tempos de paz. Quanto à Ucrânia, seria "compensada financeiramente", incluindo com bens russos congelados, até que Moscovo pague pelos danos causados no país. A Ucrânia teria de prometer não recuperar território ocupado através de ações militares, fazer eleições assim que possível depois da assinatura de um acordo de paz e receberia garantias de proteção dos Estados Unidos.
Castro Ferreira Padrão - Foram falsos no cumprimento de todos os acordos anteriormente firmados, e a ser verdade o que esta notícia dá, não deixa de também ser verdade o que nela está subjacente, o conflito será para continuar, mas com outra dimensão. NÃO GOSTO.
Expresso/Lusa - manhã de 2.ª feira 24nov2025
Washington e Kiev declararam que, na sequência das conversações mantidas em Genebra, "desenvolveram um quadro de paz atualizado e aperfeiçoado", depois de reafirmarem que "qualquer acordo futuro deve respeitar plenamente a soberania da Ucrânia". Num comunicado conjunto, divulgado no domingo pela Casa Branca, refere-se que as conversações sobre o plano de paz proposto por Washington para selar a paz entre a Ucrânia e a Rússia foram "construtivas, focadas e respeitosas", além de produtivas, uma vez que "mostraram progressos significativos na harmonização de posições e na identificação de próximos passos claros". O diálogo de Genebra reafirmou "que qualquer acordo futuro deve respeitar plenamente a soberania da Ucrânia e alcançar uma paz justa e sustentável", afirmam as duas partes. "Como resultado das conversações, as partes desenvolveram um quadro de paz atualizado e aperfeiçoado", acrescenta-se no comunicado, onde ainda se lê que "a delegação ucraniana reafirmou a sua gratidão pelo forte compromisso dos Estados Unidos e pessoalmente do Presidente Donald J. Trump pelos esforços incansáveis para acabar com a guerra e a perda de vidas".
Observador - por volta das 16h00 de 24nov2025
Os Estados Unidos e a Ucrânia alcançaram um consenso significativo nas negociações de paz em Genebra, resultando num “quadro de paz atualizado e aperfeiçoado”. As discussões foram descritas como construtivas e focadas, destacando-se a importância de respeitar a soberania da Ucrânia para alcançar uma paz justa e sustentável.
O plano que os EUA e Ucrânia negociaram tem 19 pontos, sendo que “ficaram poucas coisas da versão original”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano Sergiy Kyslytsya.
A delegação ucraniana vincou a necessidade de dar resposta a questões como a libertação de prisioneiros de guerra e o retorno das crianças sequestradas. O Presidente ucraniano enfatizou a importância de trabalhar em estreita colaboração com os EUA e diferentes parceiros europeus para garantir compromissos que fortaleçam a posição da Ucrânia sem a enfraquecer.
A Europa também reagiu às negociações, com várias nações reafirmando o seu apoio à integridade territorial da Ucrânia e defendendo um papel ativo nas decisões que afetam a segurança europeia. Líderes como o chanceler alemão Friedrich Merz e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacaram a necessidade de incluir a Europa nas negociações, especialmente em questões que dizem respeito diretamente ao continente, e rejeitaram a imposição de limites à Ucrânia.
Enquanto a Rússia expressou preferência pelo plano original dos EUA, líderes europeus consideraram as contrapropostas como insuficientemente construtivas.
CNN Portugal - tarde de 2.ª feira 24nov2025
A Rússia rejeitou esta segunda-feira as modificações introduzidas pelos países europeus ao plano de paz para a Ucrânia apresentado pelos Estados Unidos. “Tomámos conhecimento do plano europeu que, à primeira vista, é absolutamente não construtivo, não nos convém”, disse o conselheiro presidencial para os assuntos internacionais, Yuri Ushakov, citado pela agência de notícias espanhola EFE. O plano [que os Estados Unidos propuseram na semana passada] foi bem acolhido pelo Kremlin por contemplar grande parte das exigências que têm sido feitas pelo Presidente Vladimir Putin para acabar com a guerra.
Adriano Marques - Acabo de ler esta notícia, espero que seja verdadeira! Deus abençoe a Ucrânia! "A Rússia acaba de sofrer um dos momentos mais humilhantes da guerra — e não veio do campo de batalha. Veio da própria máquina de propaganda de Moscou. Em um deslize chocante em uma transmissão, um dos principais propagandistas de Putin revelou acidentalmente a verdade por trás do ataque a Pokrovsk… e o Kremlin está se esforçando para abafar o caso.. De acordo com a admissão vazada, o ataque não foi a “vitória” que a Rússia alegou. Em vez disso, expôs um fracasso catastrófico: a Ucrânia usou o caos para obliterar a principal linha de suprimentos da Rússia, cortando combustível, munição e apoio às tropas em um único ataque coordenado. Em poucas horas, posições russas inteiras teriam entrado em colapso enquanto a Ucrânia se movia rapidamente para explorar a brecha. O que Moscou tentou apresentar como um sucesso agora se voltou contra eles — e o pânico que se espalha pelos canais militares russos diz tudo. A Ucrânia não atingiu apenas um alvo… atingiu toda a estratégia de guerra da Rússia onde mais dói.
Você acha que este pode ser um ponto de virada na guerra?
Deixe seu comentário — essa história está viralizando no mundo todo."
David Ribeiro - Adriano Marques ainda não encontrei na comunicação social, incluindo a afeta ao governo ucraniano, qualquer referência ao que aqui transcreveu. Será verdade?
Adriano Marques - David Ribeiro, as suas publicações às vezes também são uma grande treta... ![]()
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Não venho a certeza que seja verdade até porque coloquei isso em causa, mas tal como o meu amigo publiquei com a maior convicção que assim seja.
David Ribeiro - Pois eu, Adriano Marques, NUNCA publico nada que não tenha tido confirmação na comunicação social nacional, europeia, dos EUA e até ucraniana, que todos os dias consulto. Sabe... sou um viciado em informação, mas depois penso pela minha cabecinha.
Adriano Marques - David Ribeiro a comunicação social é uma grande treta, uns tendenciosos com uma agenda muito própria, não lhe vou dar exemplos porque são tantos que dá dó. Quanto á sua consulta da comunicação social da Ucrânia, creio que as suas consultas nunca foram publicadas, acaba sempre por ir pelo caminho oposto... ![]()
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Mário Paiva - Adriano Marques, quem sabe, segundo Orban, "milagres acontecem"... ...mas disse há alguns dias Mark Rutte, Secretário Geral da NATO... "a Ucrânia está a ganhar a guerra, o problema é que a linha da frente se está a deslocar no sentido errado"...
Adriano Marques - Mário Paiva estou nas comemorações do 25 de novembro, não tenho tempo para lhe responder.
Mário Paiva - Adriano Marques, não carece, fique à vontade...
Adriano Marques - David Ribeiro aproveito para o ajudar com mais uma notícia das boas, afinal não dá só Rússia, também dá Ucrânia, espero que goste. Abraço
Adriano Marques - David Ribeiro de vez em quando, pode também publicar as notícias que são ( muito) desfavoráveis à sua Rússia, uma por outra não lhe ficava nada mal... ![]()
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David Ribeiro - E pronto... lá está o Adriano Marques a insistir numa hipotética ligação minha aos senhores no poder no Kremlin.
Adriano Marques - David Ribeiro por amor de Deus, longe de mim essa ideia, eu nunca poderia tirar essa ilação ao ler os seus posts... ![]()
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Mário Paiva - David Ribeiro, segundo algumas "opiniões" quem tenta acompanhar a realidade no terreno e publicar em conformidade, é culpado de a Ucrânia estar a perder a guerra...
Mário Paiva - Adriano Marques, lápis azul?

Ora bolas!... Lá vai a Europa estragar a vidinha a muitos dos senhores instalados no poder em Kiev.
Maria Gabriela Rafael - Que provas é que tu tens do que estás a dizer? Ou é só mais um devaneio? Não entendo a tua noção de democracia tu que te dizes tão democrata. Haja paciência.
David Ribeiro - Maria Gabriela Rafael, muitos dos senhores no poder em Kiev são corruptos e não sou só eu a dizer. Não será por acaso que a União Europeia vai implementar o que é referido na notícia.
Maria Gabriela Rafael - David Ribeiro mas quem é que diz? O general /comentador pró soviético?
David Ribeiro - Maria Gabriela Rafael, o major general Jorge Saramago pode ser tudo menos pró soviético.
Na Ucrânia até os mortos alimentam a corrupção
O setor funerário ucraniano não está imune à corrupção. Esse fenómeno, que antecede a guerra, mas foi amplamente silenciado, intensificou-se nos últimos três anos. As famílias dos falecidos são as primeiras vítimas.
EuroNews em 16nov2025
Tudo sobre a "Operação Midas"
A investigação anticorrupção em curso na Ucrânia pode transformar-se no maior escândalo político desde o início da invasão russa, numa altura em que Kiev se apressa a garantir à população e aos parceiros ocidentais que a luta contra a corrupção continua a ser o seu maior compromisso. (...) Segundo o NABU [National Anti-Corruption Bureau of Ukraine] e o SAPO [Ministério Público Anticorrupção da Ucrânia], a investigação, que durou 15 meses e envolveu 1000 horas de gravações áudio, revelou a participação de vários membros do governo ucraniano. O gabinete anticorrupção informou que o grupo estava a cobrar subornos aos empreiteiros da Energoatom, que ascendiam a 10-15% do valor de cada contrato. De acordo com o NABU, foram branqueados cerca de 100 milhões de dólares em fundos: "De facto, a gestão de uma empresa estratégica com um volume de negócios anual superior a 4 mil milhões de euros não foi efectuada por funcionários, mas por pessoas estranhas sem autoridade formal", diz o gabinete num comunicado. (...) Na terça-feira, o Gabinete Anticorrupção acusou oito pessoas de suborno, desvio de fundos e enriquecimento ilícito. Entre elas encontra-se Ihor Myroniuk, antigo conselheiro do ex-ministro da Energia Herman Halushchenko, que anteriormente desempenhava as funções de diretor-adjunto do Fundo de Propriedade do Estado. Dmytro Basov, antigo procurador e ex-diretor do departamento de segurança física da Energoatom, também está implicado. O NABU afirma que Myroniuk e Basov "assumiram efetivamente o controlo de todas as compras da empresa". (...) Halushchenko, ministro da Energia da Ucrânia entre 2021 e julho de 2025, que depois se tornou ministro da Justiça do país até à sua demissão há dois dias, também está alegadamente envolvido. A investigação do gabinete anti-corrupção alega que o líder e cérebro por detrás do esquema de corrupção é o empresário Timur Mindich, um antigo parceiro de negócios do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
(ver artigo completo aqui)
Plano de Paz
O tenente-general Rafael Martins, ao analisar o novo plano de paz apresentado pelos EUA para resolver o conflito na Ucrânia, disse: "Nós não sabemos que conversa é que Putin e Trump tiveram naquela viagem de três minutos de carro". E não há dúvida que muitas vezes é nesses curtos momentos que se resolvem (ou tenta-se resolver) grandes questões.

— a Rússia ganhará total controlo de facto sobre Lugansk e Donetsk.
— Apesar da transferência sob controlo russo, as áreas de Donbas que as forças ucranianas deixam serão consideradas uma zona desmilitarizada. A Rússia não poderá enviar tropas para lá.
— Nas regiões de Kherson e Zaporozhye, as linhas de controlo atuais serão principalmente congeladas.
— Os EUA e outros países reconhecerão a Crimeia e Donbas como território russo legal, mas não exigirão tal reconhecimento da Ucrânia.
— Restrições à dimensão do exército ucraniano e das suas armas de longo alcance, em troca de garantias de segurança dos EUA.
— Trump quer reconhecer a Crimeia e Donbass como Rússia.
Joaquim Figueiredo - Uma vergonha...qual será a comissão?
David Ribeiro - Joaquim Figueiredo, Trump não dá ponto sem nó... mas tudo bem se conseguir a Paz, por mais periclitante que ela seja.
Joaquim Figueiredo - David Ribeiro nos termos que ouvi dizer é uma guerra continuada...e quem vai pagar a reconstrução? E quem vai ficar com as terras ricas? E com os paraísos turísticos?
Isabel Gentil Quina - … deve ser isso ou guerra com a Europa ![]()
Segundo diz alguma comunicação social das terras do tio Sam esta proposta de Trump já tem o acordo de Putin. Ou seja, Zelensky está feito ao bife... e a União Europeia, mais uma vez, é chotada para canto.
Adriano Marques - Já vi que continua a acreditar no Pai Natal... ![]()
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David Ribeiro - Eu há muito deixei de acreditar no Pai Natal, Adriano Marques, mas cada vez mais me parece evidente a desgraça que vai cair sobre o povo ucraniano, que até nem tem culpa das asneiras dos senhores no poder em Kiev.
Jorge Veiga - David Ribeiro ...nem dos senhores no poder de Moscba!
David Ribeiro - Esses, Jorge Veiga, cada vez mais se posicionam como os vencedores, quer queiramos quer não. Não há que viver de estados de alma... a realidade é a que se está a ver no dia-a-dia.
Jorge Veiga - David Ribeiro Vencedores com cerca de 1 milhão de mortos e incapacitados? Chama-se a isso ser vencedor?
David Ribeiro - Um dia, Jorge Veiga, se fará essa conta de ambos lados... mas não é essa contabilidade que dará a vitória para a história.
Adriano Marques - David Ribeiro é verdade os maus são os Ucranianos, o Putin e os seus Terroristas são uns tipos extraordinários, o problema mesmo é os tais Senhores do Poder de Kiev não se ajoelharam aos pés de Putin, os resto são adereços.
Jorge Veiga - David Ribeiro a história é igual à que foi praticada pelos russos em todos os campos de batalha. Criminosos.
David Ribeiro - Vou repetir o que já várias vezes aqui disse, Adriano Marques: deixemo-nos de estados de alma e foquemos as nossas intervenções na realidade.
Adriano Marques - David Ribeiro eu não compreendo o seu estado de espirito cada vez que as coisas correm mal á Ucrânia, fica até excitado para não dizer contente, acho até que por estranho que pareça, se esquece ou troca os papéis de agressor e agredido. O Putin e a sua escumalha não têm o mínimo direito ou razão para estarem a destruir um País, uma Cultura, são uns miseráveis terroristas que estão irresponsavelmente a provocar meio mundo, prova disso é o que fizeram ontem na Polónia e com os aviões Ingleses, um dia destes as coisas vão correr muito mal para TODOS. Os Russos têm uma pesadíssima "herança" de milhões e milhões de mortos às suas mãos, o próprio Hitler é um menino ao pé dos criminosos Russos, não vale a pena branquear o que é completamente Preto.
David Ribeiro - A história é muito mais do que aquilo que acaba de dizer, meu caro Adriano Marques.
Adriano Marques - David Ribeiro talvez a sua, a que lhe dá jeito, a de esquerda. São estados de alma... ![]()
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Luis Barata - David Ribeiro claro, a culpa é deles, são muito asneirentos... Desgraçados já eles estão e há muito tempo e vão ficar ainda mais. Putin é putin, esse é o problema.
Jorge Veiga - Pois a culpa é dos Ucranianos. Têm lá Nazis e gatunagem no governo e amigos que é um fartote. Os Russo não têm um único. Nem Putin, nem os que caem do 5º andar.!
Jose Antonio M Macedo - Na minha opinião, isto poderá levar a uma aproximação da Europa à China e à Índia, a médio e longo prazos, com prejuízos significativos para os EUA e a Rússia. À Europa e à China interessam uma Rússia fraca e fragmentada dos pontos de vista económico, geográfico e étnico. Vai ser interessante ver qual a reação dos EUA na sua aproximação à China e qual o aproveitamento sábio da China face a uma Rússia muito dividida e débil no futuro. O aproveitamento futuro das vastas reservas de recursos naturais que a Rússia dispõe quer pela China, quer pela Europa vai ser inevitável. Aí quero ver quem se vai rir. Mas aí será bem feito para a Rússia, pois terá o que merece.
Jorge Veiga - Jose Antonio M Macedo a China só se junta a quem der dinheiro.
Trump estará a pressionar Zelensky a assinar proposta de paz até à próxima quinta-feira, Dia de Ação de Graças. Washington terá ameaçado retirar apoios a Kiev. Volodymyr Zelensky, Emmanuel Macron, Keir Starmer e Friedrich Merz reuniram-se à distância esta sexta-feira. O tema em cima da mesa foi a proposta norte-americana para terminar o conflito na Ucrânia, como revela o Presidente ucraniano numa nota publicada nas redes sociais.
Michael Seufert - Será Zelensky um Miguel de Vasconcellos, pronto a prostituir-se ao estrangeiro para aplauso da Rússia e dos EUA?
Jorge Veiga - vergonhoso!
Adao Fernando Batista Bastos - Trump é uma besta sem credibilidade, mentiroso e traiçóeiro.
Comntários para todos os gostos - 21nov2025
Potencial candidato a sucessor de Zelensky
General Valerii Zaluzhnyi, Comandante-em-Chefe das Forças Armadas da Ucrânia de 27jul2021 até 8fev2024, e atualmente Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Ucrânia no Reino Unido, continua a ser visto por muitos compatriotas como o único nome capaz de desafiar o presidente Zelensky em eleições futuras — ainda que estas permaneçam suspensas devido à guerra em curso. Zaluzhnyi nunca assumiu publicamente ambições políticas e evita entrevistas. Em Londres, a sua agenda é cuidadosamente controlada para reduzir ao mínimo ocasiões em que possa ser confrontado com perguntas incómodas. Ainda assim, a embaixada ucraniana no bairro de Holland Park tem recebido um fluxo constante de visitantes: deputados de Kiev, ativistas, representantes de empresários e até figuras como Paul Manafort, antigo conselheiro de Trump, que se ofereceu para o apoiar numa eventual campanha. Mas, ao que consta, a proposta foi recusada.
Jorge Saraiva - Receio ter uma ideia sobre a resposta, mas pergunto: porque se presta a este papel?
David Ribeiro - Não me diga, Jorge Saraiva, que também me considera um "assalariado" de Putin
Jorge Saraiva - David Ribeiro, não tenho, nem procuro ter, qualquer informação sobre as suas fontes de rendimentos. Apenas lamento e me pergunto porque se presta a esta propaganda e a ser canal de contra informação.
David Ribeiro - Jorge Saraiva, sim, é verdade que a maior parte do que se lê e ouve na comunicação social é "propaganda" de ambos os lados dos conflitos. Eu, acredite ou não, leio tudo ao que consigo ter acesso, e depois, penso pela minha cabecinha, evitando emprenhar pelos ouvidos (desculpe a brejeirice).
Michael Seufert - Isto deve ser notícia falsa porque eu li no Facebook que Zelensky tem tudo controlado num regime corruptone que até já está tudo perdido pelo que será arrastado pelas ruas de Kiev em sangue pelos libertadores estrangeiros que nem Varsóvia em 1939.
...os UMPB-5R

Marina Ferreira, jornalista do Observador em 19out2025
As forças russas realizaram o seu primeiro ataque com novos mísseis teleguiados na cidade de Lozova, na região de Kharkiv, no sábado. (...) Há vários meses que os ataques russos se intensificaram na região de Kharkiv. As autoridades identificaram a arma utilizada como uma nova bomba aérea guiada por míssil, a UMPB-5R, capaz de voar cerca de 130 quilómetros.
Rita Monteiro, jornalista do CM em 20out2025
Os repetidos apelos de Donald Trump à Rússia e à Ucrânia para calarem as armas não estão a ter eco no teatro de operações, com Moscovo a reivindicar ontem o controlo de duas cidades no leste - Poltava e Chunyshyne - e a atacar Lozova, na região de Kharkiv, com as novas bombas aéreas guiadas UMPB-5R. São propulsionados por foguete e têm um alcance da ordem dos 130 quilómetros, o que significa que terão sido lançadas a partir de território ucraniano ocupado pelas forças russas. (...) Enquanto Kiev procura atingir estruturas energéticas em solo russo, nomeadamente refinarias de petróleo, a estratégia de Moscovo passa por consolidar posições e tentar ganhar mais algum terreno antes da chegada do inverno.
Financial Times - Primeira Página 20out2025
Observador - 3out2025
O candidato independente ao Porto, Filipe Araújo, disse esta sexta-feira que a suspensão temporária das obras do metrobus mostra “respeito institucional” pela Assembleia Municipal, que aprovou uma deliberação a criticar a Metro por não ter colocado o projeto em consulta pública.
Observador - 4out2025
Em entrevista, candidato e vice de Rui Moreira ataca propostas "despesistas" e que "hipotecam futuro" do Porto e aponta baterias ao "caráter" de Pedro Duarte.

O candidato à presidência da Câmara do Porto Filipe Araújo disse este sábado que a “melhor forma de ambicionar qualidade de vida para a cidade” é elegendo o seu movimento independente, que tem “capacidade de fazer” e “experiência também”.
CNN Portugal - 4out2025
CNN Autárquicas 2025 - Rui Calafate, comentador da CNN Portugal, afirma que “em muitos distritos, muitos, é impossível prever vitórias” e que, por isso, “vai haver muitas surpresas na noite eleitoral”. “As sondagens não são fiáveis neste momento”, defende.
Jornal de Notícias - 5out2025
"Para mim, o cargo mais importante a nível político, sem dúvida, é ser presidente da Câmara do Porto. Não quero ser mais nada", sublinhou Filipe Araújo, que baseia a sua convicção no facto de nos 12 anos que leva na autarquia ter percebido "que trabalhar próximo dos portuenses e conseguir projetar esta cidade para ser líder naquilo que é uma série de áreas" em que o concelho "progrediu nos últimos anos" é algo que o "deixa absolutamente preenchido".
Diário de Notícias - 6out2025



É de pasmar... ![]()
"Nestes termos, e por todos os fundamentos expostos, decide julgar-se improcedentes todos os recursos, assim se confirmando a decisão de rejeição das candidaturas apresentadas pelo Grupo de Cidadãos Eleitores designado por "António Araújo - Fazer das tripas coração", pode ler-se no acordão do Tribunal Constitucional... mas afinal está nos boletins de voto.
Joaquim Figueiredo - Coisas que a razão desconhece ..
O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições já veio informar que não está prevista uma correcção dos boletins e que os votos nessa candidatura, a existirem, serão considerados nulos.
José Luis Silva - Uma pouca vergonha
Será que a Comissão Nacional de Eleições anda a comer gelados com a testa ou querem que possa haver confusão com o nome "Araújo"?... É que temos "Filipe Araújo" e o recusado pelo Tribunal Constitucional, mas que continua nos boletins de voto, também se chama "Araújo".
Sondagem do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), para SIC e Expresso, com trabalho de campo entre os dias 5 e 16 de setembro de 2025.
Nuno Solla Lacerda - Não há dúvidas que há um candidato que é a muleta do PS.
Francisco Ferreira da Silva - Nuno Solla Lacerda e o do Chega. Até há dois meses, era PSD
Daniel Freitas - Nuno Solla Lacerda essa conversa da treta não cola.
Jorge Cunha - Não acredito muito aqui no Porto as pessoas estão a viver na pele e têm olhos na cara para ver qumo está a ficar o Porto
Jose Serôdio - Mostra bem que há dois candidatos a Presidente, todos os restantes serão, no máximo, candidatos a vereadores. O Porto escolherá, estou certo, qual o melhor Presidente para os próximos anos.
Paulo Calcada - As pessoas no Porto ainda sabem o valor de uma cidade independente, verdadeiramente independente.
Fernando Duarte - então e o ADN ?
Gonçalo G. Moura - Sou só eu quem estranha os resultados do Livre e so BE? Essa sondagem não estará inflaccionada?
Debate na Radio Observador na manhã de hoje...
...entre Manuel Pizarro (PS), Pedro Duarte (PSD/CDS/IL), Diana Ferreira, (CDU), Sérgio Aires (BE), Miguel Corte Real (CH) e Filipe Araújo (IND), com moderação da Carla Jorge Carvalho e do Miguel Viterbo Dias.
Argumento do caraças!...
Pedro Duarte diz que "vice de Moreira é 'ponta de lança' do PS"
David Almeida - David Ribeiro mas é verdade ou não?
https://www.facebook.com/share/1Fn6MLPuvc/
David Ribeiro - David Almeida, quem pode responder se é verdade ou não são os Tribunais, onde estão depositadas as listas em causa.
César Névoa - David Ribeiro É o desespero total dos senhores do centralismo
Joana Páris Couto - Essa é a alegação da Ordem do Dia de hoje. Não há por onde encenar mais.
Rui Manuel Porto - Pedro Duarte tentou ter Filipe Araújo nas suas listas. O PSD ESTÁ DE CABEÇA PERDIDA...
César Névoa - Rui Manuel Porto É a Lisboa centralista que não tolera mais uma vez um candidato independente a presidente de câmara da cidade mais imprevisível de todo o Portugal
Pinto Vitor - O meu voto vai seguramente para o Filipe Araújo.
Debate no JN/TSF na tarde de hoje...
...organizado pelo Jornal de Notícias em parceria com a TSF, no Clube Fenianos Portuenses.
António Conceição sobre Filipe Araujo... e cada um que tire as conclusões
Em matéria política, não passo nunca cheques em branco a quem quer que seja e, quando apoio alguém, sou sempre mais exigente com quem apoio do que com quem aborreço.
Trabalhei com Filipe Araujo na Câmara Municipal do Porto. Antes da Câmara, não o conhecia e, quando saí da Câmara, em 2018, nunca mais o vi. Não somos parentes nem amigos. Não lhe devo nada; ele não me deve nada.
Enquanto estive na Câmara, porém, vi-o sempre absolutamente empenhado na defesa do que lia serem os interesses da cidade, e movido apenas pelo critério exclusivo do que entendia serem os interesses da cidade, sem conflitos de interesses ou outros compromissos com outras fidelidades, que não a fidelidade ao Porto. O seu foco foi sempre a resolução dos problemas dos seus pelouros e o contornar dos obstáculos burocráticos que sempre se levantam à resolução dos problemas numa estrutura da administração pública. Nunca correu atrás de visibilidade, para efeitos de propaganda e promoção da sua imagem. A parte mais importante e, seguramente, menos visível do seu trabalho terá sido, porventura, a que dedicou à infraestrutura digital do Porto. Os cidadãos não a vêem e, acaso, nem sequer conhecem a sua existência. Paulo Calcada saberá falar disso melhor do que eu.
É por tudo isto que, sem lhe passar qualquer cheque em branco e sem caucionar tudo o que fizer, apenas porque é o meu candidato, nas próximas eleições autárquicas, na cidade do Porto, apoio Filipe Araújo.
Por tudo isto, e porque Filipe Araújo tem a característica que mais valorizo num político: é livre. Que outros procurem por todos os meios combatê-lo na secretaria, põe em evidência que a sua liberdade incomoda.
Ainda bem que incomoda.
in Correio da Manhã de hoje
in Observador de hoje
in Expresso de hoje
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Nuno Solla Lacerda - Um dia histórico. Dia da vergonha nacional.
David Ribeiro - Ena pá!... Já vi comentários destes, Nuno Solla Lacerda, no que há mais de reacionário por este mundo fora. Esperemos para ver a que se irá votrar na ONU... e depois falamos.
Nuno Solla Lacerda - David Ribeiro Respeito a sua opinião como espero que respeite a minha e não concordo com a forma como a classifica. Ser contra o reconhecimento imediato da Palestina não me torna reacionário, apenas significa que tenho uma leitura diferente da situação. Sim tenho vergonha da posição portuguesa.
David Ribeiro - Pois eu, Nuno Solla Lacerda, não tenho vergonha da posição portuguesa nesta matéria, mas sim, tenho vergonha do meu Amigo ter "vergonha da posição portuguesa". Mas, como diz o ditado popular "Cada um é como cada qual, e cada qual é como é".
Nuno Solla Lacerda - David Ribeiro devolvo a vergonha. Ficam assim os cromos trocados.
Não tarda há quem venha chamar aos canadianos e aos austríacos uns "terroristas", só porque defendem a existência de um Estado Palestiniano.
Fernando Peres - Histórico pela negativa!!!

« ...o debate sobre o envio de tropas europeias para a Ucrânia não é novo e encalha sempre no mesmo ponto: oferecer garantias de segurança implica correr riscos, e o risco é ter que lutar pela “amada” Ucrânia. Ora, alguém acredita que a França, a Alemanha, Itália, Polónia, Reino Unido ou Finlândia estejam prontas e dispostas a lutar contra os russos para defender a Ucrânia? Alguém acredita que os governos desses países obteriam luz verde dos seus respectivos parlamentos e da opinião pública para vincularem a segurança da Ucrânia à sua própria segurança nacional, impondo uma intervenção militar contra a Rússia?»
Jose Antonio M Macedo - Então terão daqui a pouco tempo a Rússia a invadir mais países pois o seu objetivo é dominar a Eurásia.
David Ribeiro - Jose Antonio M Macedo, como diz a autora deste artigo "...a Rússia não tem intenção de invadir a Europa e chegar a Lisboa, para desespero daqueles que esperavam que os ucranianos continuassem a lutar e a morrer sozinhos, a fim de enfraquecer a Rússia para que ela não represente uma ameaça à Europa".
Jose Antonio M Macedo - David Ribeiro Já foi assumido pelo antigo presidente russo ... quem nos garante que não irá invadir a Europa? O antigo presidente russo diz que o objetivo final da Rússia é construir "uma Eurásia unida de Lisboa a Vladivostok".
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/medvedev-objetivo-russo-e-eurasia-unida-de-lisboa-a-vladivostok_v1396486
Medvedev. Objetivo russo é "Eurásia unida de Lisboa a Vladivostok"
David Ribeiro - Jose Antonio M Macedo, para já e enquanto Putin é vivo e a liderar o Kremlin, o que Medvedev diz são "bitaites".
Jose Antonio M Macedo - David Ribeiro No entanto, a Finlândia e a Suécia aderiram à NATO e a Suíça começa a questionar a sua neutralidade.
Entretanto...
Por cá ainda não li nem ouvi nada sobre isto na comunicação social... mas em Itália é o que se diz.
Jose Antonio M Macedo - Não li nada em concreto. Mas a imprensa italiana também refere que Putin perde 35% das receitas com o diktat de Pequim a Moscovo: concedam-nos descontos no gás e no petróleo.
https://www.corriere.it/economia/finanza/25_settembre_09/putin-perde-35-delle-entrate-diktat-pechino-a-mosca-sconti-su-gas-e-petrolio-b7d795f2-ddb2-4416-b289-6005107d0xlk.shtml
Putin perde il 35% delle entrate con il diktat di Pechino a Mosca: fateci sconti su gas e petrolio
David Ribeiro - Jose Antonio M Macedo, sejamos sérios... o que é que uma coisa tem a ver com a outra?... Eu ainda não percebi essse seu "fanatismo" (desculpe-me o enventual exagero) pelos corruptos no poder em Kiev.
Jose Antonio M Macedo - Ex-Ukrainian Foreign Minister Dmitry Kuleba claimed he managed to “run away” from the country shortly before Vladimir Zelensky enacted a decree barring former diplomats from foreign trips. (...)
https://www.azerbaycan24.com/en/ex-foreign-minister-flees-ukraine/
in Observador de 1ago2025

"O Presidente não tem entourage. Há uma pessoa que influencia as decisões do Presidente. Não há mais ninguém. A influência de Yermak é monopolista. É uma tragédia." (Dirigente ucraniano ao Washington Post)
"Zelensky relega a tomada de decisões e a gestão em assuntos-chave a outras pessoas, o que fez com que alguns na sua administração sejam mais poderosos do que outros, porque são eficazes a resolver problemas. Yermak talvez seja o mais poderoso de todos." (Taras Fedirko, professor na Faculdade de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Glasgow)
"É impossível não ser duro e obter resultados. Um maior crítico de mim não existe. Sou o gestor do Presidente. Ele não é apenas o líder da Ucrânia — eu acredito que ele é o líder do mundo livre. O meu trabalho é ajudá-lo a ser o mais eficaz possível." (Andriy Yermak, chefe de gabinete do Presidente da Ucrânia)
Entretanto... no leste da Europa
O enviado norte-americano Steve Witkoff chegou ontem a Moscovo para se reunir com a liderança russa, poucos dias antes do fim do prazo dado pelo Presidente norte-americano para que a Rússia cesse a ofensiva na Ucrânia. Witkoff "foi recebido pelo representante especial do Presidente [Vladimir Putin], Kirill Dmitriev", escreveu a agência Tass na manhã de ontem. Steve Witkoff, braço direito de Donald Trump para "missões de paz" no Médio Oriente e Ucrânia, já se reuniu com o líder russo várias vezes, mas nenhuma dessas conversas levou Putin a mudar de rumo. As relações entre Moscovo e Washington passaram por um súbito pico de tensão na semana passada, com o envio de dois submarinos nucleares por Donald Trump para locais no globo nunca revelados, após uma discussão 'online' com o ex-presidente russo Dmitri Medvedev. O líder norte-americano deu dez dias, ou seja, até sexta-feira, para a Rússia pôr fim à ofensiva na Ucrânia, sob pena de imposição de novas sanções. (Lusa/CNN Portugal)

Vladmir Putin recebeu Steve Witkoff no Kremlin na quarta-feira [6ago2025], confirmou a assessoria de imprensa do gabinete presidencial à agência russa TASS, que divulgou uma imagem do encontro. Não foram revelados os temas de discussão entre o Presidente russo e o enviado especial dos EUA. (Observador em 6ago2025)

As conversações entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado de Donald Trump, Steve Witkoff, “foram úteis e construtivas”, anunciou ontem [4.ª feira 6ago2025] o Kremlin (presidência) no final do encontro de cerca de três horas. A agência russa Ria Novosti noticiou que a comitiva de Steve Witkoff deixou o Kremlin cerca das 14h30 locais (12h30 em Lisboa). “As conversações duraram cerca de três horas”, afirmou a agência TASS, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP). O encontro realizou-se dois dias antes do fim do ultimato dado pelo Presidente dos Estados Unidos para que a Rússia suspenda a ofensiva militar na Rússia.

Tiago André Lopes questiona a estratégia de mediação norte-americana, no sentido de ter dois representantes no conflito entre a Rússia e a Ucrânia. "Porque é que é sempre Witkoff a ir a Moscovo e Keith Kellogg a ir a Kiev? Porque é que não é o mesmo representante a ir às duas capitais, se o conflito é o mesmo?". O comentador da CNN Portugal considera, além disso, que o enviado à federação russa "tem muito mais o ouvido de Trump".
Rui Lima - Se alguém pensa que Putin vai retirar dos territórios já ocupados pode ir sonhando. A anexão dos territórios é irreversível. Por outro lado não faz nenhum sentido Trump negociar com Moscovo e vender armas á Europa para fornecer á Ucrânia. Zelensky vai ter de ceder. A não ser assim a Europa continua a pagar o armamento e Trump faz o negócio.....
Fala-se de PAZ... será desta?
Volodymyr Zelensky está a planear falar ainda hoje [5.ª feira 7ago2025] com os líderes da Alemanha, França e Itália para discutir as condições para um acordo de paz. O presidente ucraniano exige uma cimeira de líderes que “possa conduzir a uma paz verdadeiramente duradoura”. “É necessário determinar o momento para tal formato e o leque de questões a abordar”, acrescenta. Zelensky pede ainda “segurança a longo prazo”, acrescentando que tal só é possível com a colaboração dos EUA e da Europa.
Em comunicado, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, afirmou que “a posição da China sobre a crise ucraniana é coerente e clara: estamos empenhados em promover as conversações de paz e facilitar um cessar-fogo”. Pequim opõe-se às sanções “unilaterais” contra Moscovo e defende uma “solução política” para o conflito. O Ocidente tem acusado a China de apoiar a campanha militar russa – o que Pequim nega – e de fornecer componentes essenciais para a produção de armamento por parte de Moscovo. Vários países europeus têm apelado ao Presidente chinês, Xi Jinping, para que use a sua influência sobre Vladimir Putin com vista ao fim da guerra, embora algumas vozes considerem que a China tem priorizado o reforço das relações com a Rússia, de onde importa petróleo e gás a preços mais baixos.
Yuri Ushakov, conselheiro da presidência russa, revelou na manhã de hoje [5.ª feira 7ago2025] que já se chegou a um acordo para realizar uma reunião entre Vladimir Putin e Donald Trump nos próximos dias. "Por sugestão do lado americano, chegou-se a um acordo para realizar uma reunião bilateral ao mais alto nível nos próximos dias, ou seja, uma reunião entre o presidente Vladimir Putin e Donald Trump", adiantou Ushakov. Citado pela agência de notícias Interfax, Ushakov adianta que o local da reunião já está definido e que será anunciado mais tarde. As duas partes já começaram a trabalhar nos preparativos da reunião, acrescenta.

"A visita de Witkoff afinal foi importante e produziu resultados, pode não ter sido o resultado que os europeus esperavam, mas produziu alguma coisa", afirma Tiago André Lopes, especialista em política internacional, que analisa os últimos desenvolvimentos na guerra entre a Ucrânia e a Rússia.
Sem citar fontes, a comunicação social polaca afirma que a proposta dos EUA, eventualmente coordenada com estados europeus, para um cessar-fogo na Ucrânia, embora não sendo um acordo de paz completo, reconhece o facto dos territórios ocupados pela Rússia, adiando a questão do status por 49 ou 99 anos, e também o levantamento da maioria das sanções impostas à Rússia e, a longo prazo, o retorno à cooperação energética – ou seja, às importações de gás e petróleo russos.
Joaquim Figueiredo - David Ribeiro não percebi...reconhece os territórios ocupados pela Rússia como sendo da Rússia?
David Ribeiro - Sim, Joaquim Figueiredo... para já "de facto" e "adiando a questão do status por 49 ou 99 anos".
Joaquim Figueiredo - David Ribeiro isso é a cedência total...e a Ucrânia aceita? Vamos continuar com a guerra. Obrigado, aprecio as suas crónicas
David Ribeiro - Joaquim Figueiredo, tanto quanto me parece a guerra está perdida para o governo atualmente instalado em Kiev. Poderá ainda durar mais algum tempo, mas vai "estourar" por dentro e já há sinais disso.
Luis Barata - Erros atrás de erros, concessões e cláusulas idiotas, a contrariar um esforço de defesas e dominância. O chamado ir tudo por água abaixo.
De acordo com uma pesquisa do Instituto Gallup americano, realizada de 1 a 14 de julho de 2025, 69% dos ucranianos dizem que são a favor de acabar com a guerra o mais rápido possível por meio de negociações. De acordo com a pesquisa, apenas 24% dos entrevistados são a favor de continuar a luta até à vitória.
...o acordo comercial que Donald Trump e Ursula von der Leyen acordaram no domingo [27jul2025] sobre aquele que ambos classificam como “um acordo histórico”: tarifas fixas de 15% sobre todos os produtos da União Europeia exportados para os EUA, acompanhadas de um pacote europeu de investimento externo que ultrapassa os 500 mil milhões de euros, aos quais se somam quase 650 mil milhões em importações de energia americana e um reforço substancial das compras militares

O continente europeu acordou esta segunda-feira profundamente dividido, com líderes políticos, industriais e especialistas a questionarem se a Europa não terá, na verdade, cedido demasiado. E especialistas em Direito Internacional chamam à atenção para a incerteza jurídica e política em torno deste acordo comercial.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal agradece à Comissão Europeia “o empenho para conseguir esta plataforma de estabilização das relações comerciais” e promete apoiar as empresas portuguesas na mitigação de "efeitos negativos" e na facilitação do "acesso a novos mercados".
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, defendeu que o Governo português deve realizar rapidamente uma avaliação dos impactos em setores como o calçado, vestuário, metalomecânica e saúde.
Helena Vasconcelos - Trump encantou-se por uma sereia ou serpente? para uns como a França foi serpente para outros como Portugal foi sereia.... O que pensará a sereia? foi o saco azul ou o rosa? Vamos aguardar pela mais-valia![]()
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Eesta hein?![]()
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Joaquim Figueiredo - Uma vergonha...a UE na mão de incompetentes
No Obsevador de ontem
Ontem no Expresso
Tiago André Lopes ontem na CNN Portugal
"A violação da Europa" por Miguel Castelo Branco
Uma humilhação sem par na história das relações entre os EUA, os seus satélites europeus e restantes colónias. A Senhora cedeu em tudo em troca de nada. Perdemos centenas de milhões sem pestanejar. Esta gente tem de ser deposta quanto antes ou ainda acordamos num catre e cobertos de serapilheira. Então não tínhamos razão? A aliança estratégica do futuro não devia ser com a Rússia? O que andam os nossos malditos partidos a fazer?
“Hoje é um dia de vergonha pela Europa”, Pacheco Pereira na CNN
José Pacheco Pereira considera que “hoje é um dia de vergonha pela Europa”, depois de ter sido alcançado um acordo entre os Estados Unidos da América e a União Europeia no que respeita a tarifas comerciais. "A cena entre Trump e Ursula Von der Leyen, em que ela é indiretamente insultada, em que se cede naquilo que é fundamental para dar uma vitória ao presidente Trump, mostra que, no meio daquela loucura toda, há uma coisa que Trump sabe, que é ‘com os ricos, os poderosos, não há coluna vertebral’”, afirma. Já sobre a Lei dos Estrangeiros, enviada para o Tribunal Constitucional, Pacheco Pereira defende: “este Governo está a entrar num caminho que tem um precedente, que é o governo Passos-Portas-Troika, que variadíssimas vezes tomou medidas anticonstitucionais e perdeu no Tribunal Constitucional”. O comentador fala mesmo num “desprezo pelas normas constitucionais”. Pacheco Pereira argumenta que não foram ouvidas as entidades obrigatórias “para apresentar uma lei cuja urgência não existe, a não pela pressão do Chega”. “Este processo é um processo que discrimina pelo dinheiro”, atira.
António Maia no CM de 29jul2025
O início do julgamrnto está marcado para hoje
mas será desta?...

Há quem diga que a juiza Susana Seca não poderá ainda tomar uma decisão sobre se junta ou não os dois processos e deverá por isso dar início aos trabalhos, mais de dez anos depois da detenção do ex-primeiro ministro na manga do avião que o transportou desde Paris até Lisboa.
Após anunciar que ia apresentar uma queixa contra o Estado português no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH), José Sócrates deu na terça-feira [1jul2025] uma conferência de imprensa, em Bruxelas, onde justificou os motivos que o levaram a denunciar os tribunais que diz terem sido “manipulados” para persegui-lo na Operação Marquês, na qual é arguido, com data de arranque de julgamento marcada para hoje.
Joaquim Figueiredo - David Ribeiro acredito que sim...
Isabel Taborda Oliveira - Ainda vamos todos nós pagar uma indemnização ![]()
Os principais "artistas" da Operação Marquês
João Paulo Godinho no Observador
A caminho dos 63 anos, o procurador Rómulo Mateus enfrenta o último grande desafio de uma carreira com mais de três décadas na justiça: liderar o Ministério Público (MP) no julgamento da Operação Marquês. Pela frente terá, de forma inédita, um ex-primeiro-ministro — José Sócrates — sentado entre os arguidos, e alguns dos rostos mais proeminentes de uma elite económico-financeira outrora todo-poderosa, como Ricardo Salgado, Zeinal Bava ou Henrique Granadeiro. Para o julgamento mais mediatizado e importante da história da democracia portuguesa, o procurador-geral da República, Amadeu Guerra, indicou em dezembro de 2024 um magistrado “discreto”, “à antiga”, sem qualquer ligação ao caso e com grande capacidade de trabalho.
Ao fim do dia de ontem a juíza da Operação Marquês, Susana Seca, rejeitou juntar o processo separado de José Sócrates e Santos Silva ao caso principal, como era a sugestão da colega responsável pelo processo secundário, que sugeria a junção dos processos. A juíza justificou a decisão dizendo que os dois processos estão em fases diferentes. No mês passado foi conhecida a decisão da fase de instrução do processo separado da Operação Marquês. A juíza de instrução mandou o antigo primeiro-ministro e Carlos Santos Silva para julgamento por três crimes de branqueamento de capitais. Mas esse caso vai continuar à parte e sem afetar assim o inicio do julgamento.
Julgamento da "Operação Marquês" - 1.ª sessão
Sessão da parte da manhã marcada pela tensão entre Pedro Delille e a juíza presidente Susana Seca. Advogado de Sócrates tentou suspender julgamento mas tribunal indeferiu requerimentos.
À saída do tribunal, num momento em que decorre a pausa de almoço da sessão, Sócrates falou ao jornalistas e vincou a intenção de interromper o julgamento. “Não é razoável admitir que um estado de direito democrático tenha, ao longo de dez anos, três acusações (...) Julgamento nunca deveria existir. Estou a batalhar para que não exista”, reforçou, antes de ser interrompido pelos polícias que formaram um cordão de segurança para acompanhar o ex-primeiro-ministro até à saída do Campus da Justiça. “Deixe-me acabar”, diz, sem sucesso, Sócrates aos polícias, que continuam a acompanhar o arguido.
Após o intervalo para almoço a defesa do empresário Carlos Santos Silva, a cargo da advogada Paula Lourenço, que representa ainda a companheira de Santos Silva, Inês do Rosário, e a empresa demandada XLM, abdicou hoje em tribunal de fazer exposições introdutórias.
A defesa de Joaquim Barroca Rodrigues, vice-presidente do grupo Lena, repudiou a inclusão de inspetores da Autoridade Tributária no lote de testemunhas arroladas pelo Ministério Público para o julgamento.
Francisco Proença de Carvalho, advogado de Ricardo Salgado, diz que 11 anos depois, “aqui [no tribunal] já não se fará Justiça, seja ela qual for”. Apesar de o ex-banqueiro não estar presente no tribunal, entendeu que tinha de falar na exposição introdutória. “Defesa está amarrada pela ausência física e cognitiva do cliente. Ausência imposta pela doença”.
A defesa de Zeinal Bava refutou na sala de audiência a condição de funcionário público atribuída pelo Ministério Publico ao ex-CEO da PT para lhe imputar o crime de corrupção (sendo que responde ainda por um outro crime de fraude fiscal e um de branqueamento). O advogado de Zeinal Bava defendeu que os interesses do seu cliente não estavam alinhados com as intenções do Grupo Espírito Santo. Sobre as verbas recebidas por Zeinal Bava do GES, uma das provas do MP para demonstrar a influência de Ricardo Salgado na administração da PT, o advogado José António Barreiros enfatizou que tal ocorreu ao abrigo de um contrato que não se provou ser falso e que todo o dinheiro foi devolvido.
A advogada de Henrique Granadeiro, acusou o MP de sustentar a sua tese “em pressupostos” que diz serem uma “ficção”, exemplificando: “MP faz raciocínios hipotéticos quanto às votações na Assembleia Geral da PT. O MP (…) diz que participaram 100% dos acionistas na AG, o que nunca se verificou na realidade”. A terminar as suas exposições introdutórias, Dirce Rente enalteceu o perfil pessoal de Henrique Granadeiro e repudiou a tese do MP de que o antigo chairman da PT tivesse atuado sob ordens de Ricardo Salgado.
As defesas dos arguidos Helder Bataglia, Rui Horta e Costa e Diogo Gaspar Ferreira prescindiram de fazer exposições introdutórias na sessão inaugural de julgamento.
João Costa Andrade, advogado do arguido José Paulo Pinto de Sousa (primo de José Sócrates), condensou em cerca de um minuto o que seriam as suas exposições introdutórias para enfatizar que a defesa das imputações feitas pelo MP está plasmada na própria acusação proferida em 2017.
O advogado de Sofia Fava, ex-mulher de José Sócrates, entende que é uma violência “sujeitar a julgamento” uma arguida sobre a qual, na sua ótica, não tem prova que a liguem aos crimes dos quais é acusada e admite apresentar um requerimento ao tribunal.
... no JN online de 02fev2025 às 08h56
Jose Antonio M Macedo - Ao contrário da Rússia e dos EUA, a Europa é uma soma de diversos países soberanos. Deste modo, é natural que surjam muitas divisões entre os Europeus.
Gloria Gonçalves - Com (ex)ministros assim! Ao espelho revela-se
JN 3fev2025 às 07h40
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os produtos europeus vão ser sujeitos a taxas aduaneiras “muito em breve”, na sequência da imposição de tarifas à importação de produtos do Canadá, México e China. “Estão realmente a aproveitar-se de nós, temos um défice de 300 mil milhões de dólares [293 mil milhões de euros]. Não levam os nossos automóveis nem os nossos produtos agrícolas, praticamente nada, e todos nós compramos, milhões de automóveis, níveis enormes de produtos agrícolas”, disse no domingo à imprensa. A União Europeia lamentou no mesmo dia o aumento das taxas aduaneiras pelos Estados Unidos da América sobre produtos do Canadá, do México e da China, e disse que vai retaliar fortemente se for alvo de tarifas injustas.
Obsevador 3fev2025 às 08h05
CNN Portugal 3fev2025 às 12h42 

Um mercado que representa quase 7% das exportações portuguesas e um valor que chega perto dos nove mil milhões de euros. É este o peso do mercado norte-americano na economia portuguesa, que tem nos Estados Unidos (EUA) o quarto maior destino da sua produção. Produção essa que está agora ameaçada pela vontade de Donald Trump, que esta sexta-feira [31jan2025] insistiu na ideia de que a União Europeia vai ser alvo de “tarifas significativas”, uma vez que “trata mal” os EUA. "A União Europeia (UE) é muito má para nós. Tratam-nos muito mal. Não aceitam os nossos automóveis nem os nossos produtos agrícolas. De facto, não aceitam muita coisa", disse o presidente dos Estados Unidos logo após a tomada de posse, acrescentando que, por isso, serão alvos de tarifas. O presidente norte-americano não revelou quando ou em que moldes pretende aplicar as tarifas - para China, Canadá e México isso entra em vigor já este sábado [1fev2025] -, mas é natural que os 27 comecem a fazer contas aos estragos que podem surgir da vontade da nova administração da Casa Branca.
Júlio Gouveia - Há muitos paises no mundo . Se não for para os Estados Unidos os nossos empresarios têm de encontrar outros mercados nem que sejam mercados indiretos para entrada na mesma nos States. Por outro lado temos de fazer em dobro o que eles nos fazem , olhem por exemplo com os Tesla do sr. Ellen que não fazem falta a ninguem e que engorda o mercado exportador americanos. Taxá-los forte e feio e o sr. Trampas que venda os carros para a lua.
José Manuel Lourenço - Júlio Gouveia estou totalmente de acordo consigo,mas sabemos que isso de taxar os teslas ou outros produtos,não vai acontecer!Nunca tivemos políticos que fossem patriotas,quero dizer,com eles no sítio,como compreende,para tomar posições em prol de Portugal!
Dados do INE
Dados do Banco de Portugal
Sondagem Intercampus para CM e CMTV
Ricardo Guimarães - O Povo português que dê exemplos e escolha líderes que nao sejam corruptos e criminosos. TRUMP está a fazer o que tem de ser feito.
Fernando Peres - David Ribeiro para já acabou com a guerra em Gaza!
David Ribeiro - Esperemos que sim, Fernando Peres, mas a procissão ainda vai no adro.
Observador em 

Oh pá!... A corrupção está em todo o lado... alegadamente, tudo alegadamente.
Hélio Carvalho / NotíciasAoMinuto 12dez2022 às 10h20
Com o Mundial de Futebol no Qatar perto do fim, as autoridades belgas e italianas apanharam de surpresa a União Europeia e detiveram uma vice-presidente do Parlamento Europeu (PE), por suspeitas de corrupção envolvendo o regime que tem acolhido a competição debaixo de muitas críticas. Eva Kaili foi detida juntamente com outras seis pessoas, todas ligadas a um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro pelo Qatar, numa tentativa de lóbi do regime para melhorar a imagem do país junto das autoridades europeias. Vários especialistas e órgãos de comunicação social têm vincado a natureza inédita do escândalo. O diretor da Transparência Internacional disse à France24 que este é "o caso mais flagrante de alegada corrupção que o Parlamento Europeu viu em muitos anos".
Mas, afinal, o que está em causa? E quem é Eva Kaili?
Na passada sexta-feira [9dez2022], começaram a surgir as primeiras notícias sobre as várias buscas domiciliárias e detenções feitas em Bruxelas e em Itália contra autoridades da União Europeia, avançados por meios de comunicação belgas, nomeadamente pelo jornal Le Soir e pela revista Knack. Na base das detenções e das buscas está uma investigação a um alegado caso de corrupção, organização criminosa e branqueamento de capitais pela justiça belga. As autoridades suspeitam que o Qatar pagou quantias avultadas a pessoas em posições políticas relevantes, de modo a influenciar decisões na União Europeia. No total, foram detidas seis pessoas. Além de Eva Kaili, foi detido também o seu companheiro, Francesco Giorgi, que é colaborador ligado ao Partido Socialista Europeu (PSE), grupo ao qual Eve Kaili pertence. Giorgi é também fundador da organização não-governamental Fight Impunity, que promove a "responsabilização como um pilar central da arquitetura da justiça internacional", segundo o site da organização. O presidente da Fight Impunity, Pier Antonio Panzeri, também do PSE, foi detido durante a manhã. Ao final do dia, a mulher e a filha foram também detidas pela polícia italiana. Segundo um mandado de captura citado pelo POLITICO, Panzeri foi acusado de "intervir politicamente com membros do Parlamento Europeu para o benefício do Qatar e de Marrocos". Depois foi a vez de Niccolò Figà-Talamanca, que foi detido durante a noite. Figà-Talamanca é o diretor de outra ONG, a No Peace Without Justice, que se foca em promover direitos humanos e democracia no Médio Oriente e Norte de África. A ONG tem a mesma morada que a Fight Impunity, apesar de estar oficialmente sediada em Nova Iorque e Roma. Vários membros da direção da No Peace Without Justice, incluindo o antigo primeiro-ministro francês Bernard Cazeneuve e o antigo comissário europeu para as migrações Dimitris Avramopoulos demitiram-se na sequência da detenção. No âmbito da investigação foi ainda detido Luca Visentini, que em novembro foi nomeado secretário-geral da Confederação Sindical Internacional. No domingo [11dez2022], quatro dos detidos foram formalmente acusados e colocados em prisão preventiva (incluindo Eva Kaili).
A prova de amor ao Qatar que deixou um sabor amargo na UE
A 21 de novembro, Eva Kaili subiu ao pódio do Parlamento Europeu para falar sobre os direitos laborais no Qatar. Enquanto o país estava a ser criticado por todo o mundo pela forma como tratou os trabalhadores durante as obras para o Mundial - nas quais, segundo uma investigação do The Guardian, terão morrido cerca de 6.500 trabalhadores - e pelas paupérrimas condições em que habitam os migrantes, além da opressão de pessoas LGBTQ+, Kaili deu um discurso que surpreendeu muitos. "O Qatar é a prova de como a diplomacia do desporto pode conseguir uma transformação histórica de um país com reformas que inspiram o mundo árabe. Eu própria digo que o Qatar é líder nos direitos laborais", afirmou a política grega. Kaili acrescentou ainda que "apesar dos desafios, que levam até as empresas europeias a negar-se a aplicar essas leis, eles [o Qatar] estão comprometidos com uma visão por opção e estão abertos ao mundo". As palavras de uma das 14 vice-presidentes do Parlamento Europeu deixou muitos chocados. Se é verdade que muitos políticos europeus desvalorizaram as violações de direitos humanos do Qatar em prol do Mundial de Futebol (nomeadamente Marcelo Rebelo de Sousa e Olaf Scholz, chanceler da Alemanha), poucos tomaram uma atitude tão congratulatória sobre o regime.
De estrela de TV, a vice-presidente, a demitida de todas as funções
Eva Kaili, de 44 anos, começou a sua carreira como uma glamorosa apresentadora de televisão na Grécia, tornando-se numa das figuras mais reconhecidas do país. Kaili foi eleita pela primeira vez em 2007 para o parlamento grego pelo PASOK, o partido social-democrata de esquerda centrista do país, e está desde 2014 no Parlamento Europeu. Em janeiro, foi eleita vice-presidente. A política grega é uma das representantes da União Europeia no Médio Oriente, e tem sido nessa categoria que tem elogiado muito o Qatar como um "pioneiro dos direitos humanos" na região. Enquanto o resto do Parlamento Europeu condenou as violações do país aos direitos humanos dos trabalhadores e de minorias, Kaili continuou a promover a imagem do regime que, este ano, acolhe o Mundial de Futebol. E, depois de Ursula von der Leyen e das principais autoridades europeias terem recusado convites para ir ao Qatar assistir às cerimónias do Mundial, Kaili foi de livre vontade, apresentando-se como uma embaixadora europeia. A investigação e a detenção acabaram por manchar a reputação de Eva Kaili. Logo após o caso surgir, a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, destituiu a sua vice-presidente de todas as suas funções, incluindo a representação no Médio Oriente. O PSE suspendeu-a como eurodeputado e, na Grécia, o PASOK não esperou pelo final de sexta-feira [9dez2022] para suspendê-la também do partido. Segundo contou uma fonte da justiça belga à France-Presse, Eva Kaili foi detida com um "saco de ingressos" na noite de sexta-feira. Muitos eurodeputados estão, agora, a pedir que seja revogada a imunidade parlamentar de Eva Kaili para esta ser julgada pela justiça. Uma fonte da justiça belga disse à France-Presse que a imunidade parlamentar nem se aplica já que a vice-presidente foi detida "em flagrante delito".
José Carlos Duarte / Observador 12dez2022 às 16h18
Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu, disse, esta segunda-feira, que a instituição que chefia está “sob ataque”, assim como “a democracia europeia” e as “sociedade democráticas abertas”. Um juiz belga ordenou a detenção da vice-presidente Eva Kaili, deputada da bancada dos Socialistas Europeus (S&D), juntamente com outras três pessoas – incluindo o seu companheiro, o italiano Francesco Giorgi – pela suspeita de participação em organização criminosa, branqueamento de capital e corrupção. Em causa, estaria um lóbi ilegal do Qatar para influenciar decisões políticas do Parlamento Europeu. Em reação à detenção da vice-presidente da instituição comunitária, Eva Kalli, Roberta Metsola indicou, “sem exagero”, que “estes foram os dias mais longos” da sua carreira. “Devo escolher as minhas palavras cuidadosamente para não prejudicar as investigações e manter a presunção da inocência”, afirmou. Sentindo “fúria, raiva e dor” e estando “muito desapontada” pelo que aconteceu, Roberta Metsola referiu, no plenário do Parlamento Europeu, que existem “inimigos da democracia” a quem “a existência” do Parlamento Europeu incomoda. “Estes atores malignos instrumentalizaram indivíduos e membros para os seus planos malévolos”, denunciou a presidente, acrescentando, no entanto, que os seus “planos falharam”. A responsável comunitária sublinhou que o Parlamento está a trabalhar com as autoridades, para “garantir que todos os passos legais foram respeitados” e para responsabilizar a alegada “rede criminosa”. A detenção de Eva Kalli não foi, no entanto, o “fim da estrada”. “Vamos continuar a apoiar as investigações em conjunto com as instituições da UE.” Para além disso, Roberta Metsola pediu para que ninguém obtenha qualquer aproveitamento político do caso: “Não existem norte, sul, nem esquerda, nem direita”. “É uma ameaça para todos.” Este será um “teste aos valores” da União Europeia, que será “superado”. “Não haverá impunidade”, declarou Roberta Metsola, que se manifesta “orgulhosa” do papel das autoridades. A presidente também assegurou que “nada será varrido para debaixo do tapete”. “Não haverá mais business as usual.” Assim sendo, Roberta Metsola anunciou que será levado a cabo uma investigação interna para entender melhor as ligações entre países terceiros, as Organizações Não Governamentais e a União Europeia, aumentando-se a “transparência”. No entanto, a responsável comunitária diz que vai haver sempre quem considere que um “saco de dinheiro vale a pena o risco”: “O que é essencial é que estas pessoas entendam que serão apanhadas”. No final do discurso, Roberta Metsola salientou — tendo como destinatários os “atores malignos” — que a Europa “não está à venda”.

Centenas de mercenários russos estão na Ucrânia e uma das suas missões será assassinar Volodymyr Zelensky. E sim, "o patrão" é "amigo do Putin" (Patrícia Pires na CNNPortugal, às 07h54 de hoje).
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, terá sido alvo de três tentativas de assassinato desde que a Rússia invadiu o país. Estas alegações não foram confirmadas oficialmente, mas fontes citadas por vários jornais apontam nesse sentido. O britânico "Sunday Times" escreveu taxativamente que "mercenários russos receberam ordens para assassinar o presidente da Ucrânia". O New York Times, citando duas fontes de serviços secretos, adiantava dois dias antes da invasão da Ucrânia que cerca de 300 mercenários já estavam "com o grupo paramilitar russo Wagner nos enclaves separatistas" da Ucrânia. "Legalmente, o grupo Wagner não existe", explica ao The Economist Sorcha MacLeod, que lidera o grupo de trabalho sobre mercenários nas Nações Unidas. A Rússia não reconhece oficialmente a sua existência, mas são muitos os relatórios e notícias que nos últimos anos testemunham a sua existência - e intervenção em conflitos como o da Síria, da Líbia ou da República Centro-Africana.
O que é o grupo Wagner?
Trata-se de "uma entidade militar privada com base na Rússia não constituída formalmente". É desta forma que a União Europeia descreve o grupo, em relação ao qual, em dezembro de 2021, adotou um conjunto de medidas restritivas. A organização terá sido fundada por volta de 2007, na Rússia, por um ex-oficial do exército russo, Dmitriy Valeryevich Utkin, com o apoio de Yevgeny Prigozhin, um oligarca russo com laços estreitos ao Kremlin. E é por isso, que muitos tratam o Grupo Wagner como um exército privado de Vladimir Putin. A denominação não é estranha para José Manuel Anes, ex-presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT). "O patrão do Grupo Wagner é um amigo do Putin e, portanto, é uma milícia privada, não oficial, mas que está sempre ao serviço do governo russo e do Putin, claramente", afirma à CNN Portugal. As tentativas de assassinato de Zelensky avançadas pelo jornal britânico The Times foram comentadas pelo secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia. Oleksiy Danilov revelou, na altura, que "espiões russos tinham alertado [Kiev] sobre os planos de assassinato". Na Ucrânia estarão centenas de mercenários pertencentes ao Grupo Wagner, cuja missão é assassinar Zelensky. Mas ainda segundo o jornal de The Times, eles não estão sozinhos. No terreno, com o mesmo intuito, estão também forças paramilitares especiais chechenas. Para José Manuel Anes, as informações avançadas pelo jornal britânico são credíveis: "O The Times tem boas informações do MI6, que são as informações britânicas no exterior, e que estão também presentes na Ucrânia. Portanto, considero essas informações fiáveis". Recorde-se que Yevgeny Prigozhin, alegado dono do grupo, é um dos alvos de sanções impostas a oligarcas russos pelos Estados Unidos, na sequência da invasão da Ucrânia. E já em dezembro de 2021 o Conselho Europeu impôs medidas restritivas contra o grupo e a descrição feita do mesmo é reveladora: "O Grupo Wagner recrutou, formou e enviou operacionais militares privados para zonas de conflito em todo o mundo, a fim de alimentar a violência, saquear recursos naturais e intimidar civis em violação do direito internacional, incluindo o direito internacionaldos direitos humanos". "As pessoas incluídas na lista da UE estão envolvidas em graves violações dos direitos humanos, nomeadamente tortura e execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, ou em atividades desestabilizadoras em alguns dos países em que operam, como a Líbia, a Síria, a Ucrânia (Donbass) e a República Centro-Africana. O grupo está também a estender a sua influência nefasta a outros locais, a saber, à região do Sael. Por estes motivos, o grupo constitui uma ameaça para as populações dos países onde estão presentes, para toda a região e para a União Europeia", lê-se no comunicado divulgado. As ações do grupo em diversas partes do mundo, são reconhecidas pela União Europeia, através desta decisão, e as medidas "visam o próprio Grupo Wagner, bem como oito pessoas e três entidades a ele ligadas". Esta descrição não espanta quem já se cruzou com este nome profissionalmente. "É uma tropa que pode fazer a chamada guerra suja, aquilo que as tropas, com receio de serem condenadas internacionalmente, não fazem. Este grupo de mercenários faz o que quer, o que lhes apetece e o que lhes é pedido", explica à CNN Portugal José Manuel Anes. E não tem dúvidas: "A situação, se já é preocupante a nível das tropas convencionais russas, agora com estas tropas especiais de guerra suja… ainda vai ser pior".
Dmitriy Valeryevich Utkin e Yevgeny Prigozhin
As informações sobre o ex-oficial do exército russo Dmitriy Valeryevich Utkin são escassas. Terá servido como tenente-coronel das forças especiais do GRU (Direção Central do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia) e recebido quatro Ordens de Coragem. Nasceu a 11 de junho de 1970 em Asbest, na Rússia, tem agora 51 anos. Dmitriy Valeryevich Utkin também terá sido chefe de segurança de Yevgeny Prigozhin. Já Yevgeny Prigozhin é conhecido como "o chef de Putin". A alcunha virá do facto de ter feito fortuna em negócios de catering na década de 90. Terá conhecido Putin, em 2001, no seu restaurante de luxo em São Petersburgo, o New Island, e em pouco tempo passou a fazer parte do círculo próximo do líder russo. Tem 58 anos. Sempre que foi questionado, Prigozhin negou qualquer ligação ao grupo. Dmitriy Valeryevich Utkin será o homem responsável pelo nascimento do Grupo Wagner. que só se torna visível aos olhos do mundo em 2014, durante a Guerra civil no leste da Ucrânia. É nessa altura que surgem relatos de soldados ucranianos que se cruzaram com homens fardados, mas sem símbolos e que falavam russo. Mais tarde surgem novamente na Síria. Mas a sua ação estende-se por diversos continentes. Nas últimas semanas, mesmo antes da invasão da Ucrânia, já haveria registo de muitos mercenários retirados de África, para rumarem a um novo destino. Segundo o jornal de The Times a nova missão era "decapitar o governo de Zelensky em troca de um bónus financeiro". As viagens de elementos do Grupo Wagner, entre países, são expectáveis para o ex-presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT): "Eles têm um número limitado de efetivos. Se são mais precisos noutra zona, saem de onde estão e vão para outra", até porque, "têm um número limitado de efetivos". Ninguém sabe ao certo quantos são, mas, segundo José Manuel Anes, "calcula-se que serão vários milhares, mesmo dezenas de milhares. O que, mesmo assim, não dá para estar em todo o mundo como a Rússia pretende".
Como atua o grupo no terreno?
O Grupo Wagner atua através de operações clandestinas, ao serviço de Moscovo, em países em conflito, sejam a Ucrânia, a Síria ou nações africanas como a República Centro-Africana, entre outras, onde projetos de interesse russo possam estar em causa. São também uma forma de expandir a influência geoestratégica de Moscovo e monitorizar lugares-chave no mundo. Em declarações ao The Times, o general Sir Richard Barrons, ex-comandante britânico do Comando das Forças Conjuntas, afirmou que "eles são muito eficazes porque são difíceis de identificar". Estes homens serão treinados para as missões em acampamentos próximos da base dos Serviços de Inteligência russo (GRU) em Molkino, na região de Krasnodar. E sendo este um grupo privado, os interesses económicos não podem ser esquecidos. Há relatos de que também atuam no interesse de empresas russas em determinadas regiões. São ainda capazes de treinar forças de segurança, milícias locais ou proteger dirigentes ou autoridades locais. Considerando que a Agência de Pesquisa na Internet, conhecida como "fábrica de trolls", instalada em São Petersburgo é também propriedade de Yevgeny Prigozhin, muitos garatem que o grupo também tem um papel ativo em campanhas de desinformação e propaganda.
Mercenários russos, do Grupo Wagner, foram mortos em combate na República Centro-Africana
Apesar de eficaz, o Grupo Wagner não é imbatível, e já houve elementos mortos em ações exteriores. Em novembro do ano passado, quatro mercenários russos do grupo Wagner morreram em combates com os rebeldes do movimento 3R a 18 de novembro, em Pare, República Centro-Africana, apurou a CNN Portugal, que então avançou essa informação num exclusivo mundial. Na altura, mercenários russos do grupo Wagner lançaram um ataque contra uma posição do movimento rebelde 3R (Regresso, Reclamação e Reabilitação) na República Centro-Africana. A CNN Portugal confirmou detalhes sobre o ataque, que teve lugar em Pare, a cerca de 15 quilómetros de Baboua, na prefeitura de Nana Mambéré, a 18 de Novembro, segundo um serviço de informações militares. Três mercenários russos morreram no local e um ferido grave foi evacuado para Baboua, onde viria a falecer devido à gravidade dos ferimentos. Nos confrontos morreram ainda um guerrilheiro do 3R e um elemento da milícia cristã anti-balaka. Os mercenários russos foram enterrados no mato. As suas armas (essencialmente AK-47), segundo uma fonte rebelde, foram capturadas. A República Centro-Africana está a ferro e fogo há oito longos anos. Catorze grupos armados controlam 80% do território onde o Estado faz figura de ausente. A influência da Federação Russa não pára de aumentar na RCA desde 2017.
Profissionais sem ética
A presença de tropas chechenas, e também sírias, é previsível para José Manuel Anes. O passado da Rússia nas duas regiões explica essa "ajuda". "Putin fez à Chechenia aquilo que está a tentar fazer agora à Ucrânia, que foi matar civis e destruir cidades. Depois pôs lá um presidente fantoche, com muito dinheiro, e aquilo está mais ao menos controlado", recorda. E esse mesmo tipo de ajuda foi dada à Síria. A presença destes homens no terreno "é um problema" para todos. Sobre o Grupo Wagner, afirma, "sem dúvidas", que "são profissionais sem ética, militares prontos para fazer a guerra suja". E a companhia no terreno dos mercenários estará ao mesmo nível: "Quantos aos chechenos, é uma tropa também sem ética, aquilo é matança total". "A tropa chechena é uma tropa muito competente, mas é uma tropa de matança e destruição. Os da Síria a mesma coisa", conclui o ex-presidente do OSCOT. Vale a pena recordar os relatos do repórter Rui Araújo, da TVI/CNN Portugal, em novembro passado. Enviado à República Centro-Africana, o jornalista noticiou como mercenários russos mataram, em Kaga-Bandoro um influente comerciante árabe, Mahamat Zène Abrass: "Foi raptado no mercado. Depois foi levado para a base dos russos. Foi torturado com selvajaria e a seguir cortado aos pedaços antes de ser decapitado e queimado. (...) Os mercenários russos estão a transformar a RCA noutra Ucrânia…” Os operacionais (“contractors”) da Wagner são acusados de “matar crianças, violar e torturar mulheres como animais e de executar homens nas mesquitas” Em março do ano passado, um relatório de peritos mandatados pela ONU acusava os operacionais da Wagner de “graves violações dos direitos humanos”. Como recordava em novembro o repórter Rui Araújo, os jornalistas russos Orhan Djemal, Alexandre Rastorguev e Kirill Radchenko, que estavam a fazer um documentário sobre as actividades do grupo Wagner na RCA, foram misteriosamente assassinados perto de Sibut em 2018. A Federação Russa aumentou as operações com firmas tecnicamente ilegais de mercenários (ChVK’s) a partir de 2014. "As principais firmas são a MSGroup, a RSB, a MAP, a CENTRE R, a ATK Group, a SLAV CORPS, a ENOT, a COSSACKS e a PMC WAGNER". O grupo de mercenários mais proeminente é o da firma Wagner. "Especialidades: fomentar a exploração ou o saque dos recursos naturais, propagandear as teses de Putin, divulgar fake news, desinformar as opiniões públicas, raptar e matar com total impunidade…"
Já no passado dia 7 de fevereiro o Observador publicava este artigo sobre o Grupo Wagner:
Grupo Wagner, verdadeiras sombras com armas. Quem é o exército de paramilitares de Putin?
Camuflados e sem marcas de identificação, o Grupo Wagner é composto por mercenários. Especula-se que este grupo de paramilitares tenha ligações ao Governo russo e a Putin. A tensão entre a Ucrânia e a Rússia tem aumentado nas últimas semanas. Moscovo nega a intenção de invadir Kiev, mas exige garantias de que a Ucrânia não será membro da NATO. Ao mesmo tempo, o Ocidente acusa a Rússia de ter concentrado dezenas de milhares de tropas na fronteira com a Ucrânia. Para além dos militares, há ainda um grupo que poderá ajudar os russos numa potencial invasão aos ucranianos. Afinal, quem é o exército-sombra de paramilitares de Vladimir Putin? O Grupo Wagner, uma empresa militar privada, terá sido fundado em 2007 pelo ex-oficial do exército da Rússia Dmitriy Valeryevich Utkin. Ainda assim, apenas ganhou notoriedade internacional em 2014, após a anexação da Crimeia pela Rússia, separando assim a região da Ucrânia. A ABC internacional refere que, em 2014, o grupo apareceu pela primeira vez na Ucrânia. Os mercenários estavam camuflados, mas sem marcas de identificação, sendo apenas conhecidos como verdadeiras sombras com armas. Acredita-se que o Grupo Wagner, utilizado principalmente no leste da Ucrânia durante 2014, seja composto por membros de forças de elite, dos serviços secretos ou antigos militares. A Ucrânia foi basicamente o começo, o ponto de partida para o Grupo Wagner”, disse o investigador Sergey Sukhankin à revista Foreign Policy. Em outubro de 2015, os paramilitares apareceram na Síria, como parte de uma intervenção russa lançada em auxílio de Bashar Al Assad, Presidente sírio, para combater o terrorismo no país. Foi neste ano que começaram a circular imagens dos mercenários de uniformes e armados, prontos para combater. A 7 de fevereiro de 2018, o Grupo Wagner sofreu centenas de baixas quando, numa operação aérea internacional liderada pelos EUA, decidiram tomar um campo de petróleo dos curdos em Deir ez Zor, na Síria. Com o passar dos anos, a imprensa começou a especular que o Grupo Wagner possa ter ligações ao Governo russo. O Kremlin tem vindo a negar as acusações, mas já há quem apelide os combatentes de “exército privado” do Presidente russo, uma vez que já foram enviados para zonas de combate para servir os interesses da Rússia e do Presidente Putin. Ao que tudo indica, o homem que financia este grupo é o magnata russo Evgueni Prigozhin, amigo íntimo do Presidente, conhecido como “cozinheiro de Putin”, uma vez que administra empresas de catering desde a década de 1990, informa a BBC. Sem experiência militar própria, Evgueni Prigozhin é um candidato improvável para comandar uma rede de paramilitares. O seu relacionamento aparentemente próximo com Putin leva a imprensa a acreditar que é “o alvo perfeito”. A sede do Grupo Wagner estará localizada na cidade de Mólkino, ao sul da cidade de Crasnodar, na Rússia. Este grupo privado tem sido acusado por países ocidentais, como a França, o Reino Unido ou a Alemanha, de realizar operações clandestinas desestabilizadoras ao serviço de Moscovo em países em conflito, como a Ucrânia.
Em finais do ano passado os países da União Europeia adotaram sanções contra o Grupo Wagner, a empresa paramilitar russa que tem agido como uma espécie de braço militar oficioso de Moscovo em vários cenários de conflito no mundo, especialmente em África. A empresa paramilitar russa, próxima do Governo de Vladmir Putin, e oito pessoas a ela ligadas são acusadas de violações de direitos humanos e saqueio de recursos naturais.
Conclusões do Conselho dos Negócios Estrangeiros da União Europeia de 13dez2021 - Adotou igualmente um novo regime de sanções que visa pessoas e entidades que criam entraves à transição política no Mali, bem como medidas restritivas contra pessoas e entidades ligadas ao Grupo Wagner. As atividades deste grupo refletem a estratégia de guerra híbrida da Rússia, representam uma ameaça e estão a criar instabilidade em vários países do mundo. As sanções abrangerão o próprio grupo Wagner, três empresas com ligações ao grupo e oito operacionais militares responsáveis por graves violações dos direitos humanos ou atividades de desestabilização na Ucrânia, Síria, Líbia, República Centro-Africana, no Sudão e em Moçambique.

Parece que foi por um triz que não tivemos uma tragédia no dia de hoje.
Comunicado da Polícia Judiciária - 10fev2022
A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), procedeu, nesta data, à realização de uma operação tendente ao cumprimento de Mandados de Busca domiciliária, no âmbito de inquérito titulado pela Secção de Investigação do Crime Violento do DIAP de Lisboa.
A investigação foi desencadeada por suspeitas de atentado dirigido a estudantes universitários da Universidade de Lisboa.
Face à gravidade das suspeitas, foi atribuída a máxima prioridade à investigação, a qual permitiria, no dia de hoje, às primeiras horas do dia, interromper a atividade criminosa em curso.
Na sequência das buscas realizadas, seriam apreendidos vastos elementos de prova, que confirmariam as suspeitas iniciais.
Para além de várias armas proibidas, seriam igualmente apreendidos outros artigos suscetíveis de serem usados na prática de crimes violentos, vasta documentação, isto, para além um plano escrito com os detalhes da ação criminal a desencadear.
O arguido detido em flagrante delito pela posse das referidas armas, encontra-se igualmente indiciado pela prática do crime de terrorismo.
O arguido de 18 anos de idade, será amanhã presente a primeiro interrogatório judicial de arguido detido para sujeição à medida de coação tida por adequada.
CNNPortugal / Catarina Pereira e Henrique Machado - 10fev2022
Ataque estava planeado para esta sexta-feira - Um jovem de 18 anos estaria a planear um ataque para esta sexta-feira, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). Os alvos seriam indiscriminados, entre os estudantes desta instituição. O plano foi detalhado por escrito e o jovem terá assumido que queria fazer o maior número de vítimas possível entre os colegas universitários.
Jovem é aluno de engenharia informática - O jovem suspeito de planear o ataque é um estudante do curso de engenharia informática da FCUL. Tem 18 anos e é natural da Batalha, mas vive atualmente em Lisboa, onde foi detido. Na zona onde cresceu, a reportagem da TVI/CNN Portugal já falou com alguns conhecidos do jovem, que relataram que se trata de um rapaz reservado, bom aluno, mas com algumas dificuldades de relacionamento com outras pessoas. Até ao momento, não são conhecidas as motivações para o ataque.
Alerta chegou do FBI - O alerta para a intenção deste ataque chegou à PJ na última semana, sabe a CNN Portugal, através do FBI. As autoridades norte-americanas, na monitorização que fazem da internet, das redes sociais e da darkweb, como prevenção do fenómeno do terrorismo, detetaram conversas em chats nas quais intervinha o jovem português e onde este anunciava a intenção que tinha de cometer um atentado em Portugal. O suspeito teria um grande fascínio por este tipo de ataques, mais comuns nos Estados Unidos.
Busca domiciliária confirmou suspeitas - A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Contraterrorismo, seguiu as pistas do FBI e conseguiu uma identificação e morada do suspeito. Esta quinta-feira, tendo ido realizar uma busca à casa do rapaz, confirmou que este detinha um plano pormenorizado do ataque, "com os detalhes da ação criminal a desencadear". O suspeito tinha também várias armas brancas (facas, catanas e uma besta com dardos de aço), botijas de gás, garrafas com gasolina e isqueiros. Não foram encontradas armas de fogo.
Jovem pernoita na PJ - O suspeito está neste momento no estabelecimento prisional anexo à PJ, em Lisboa, e irá pernoitar aí. Esta sexta-feira, será presente a tribunal para ser ouvido. Após o primeiro interrogatório judicial, irá conhecer a medida de coação determinada pelo juiz. Irá responder pela detenção em flagrante delito pela posse das armas referidas, mas também está indiciado pela prática do crime de terrorismo.
Presidente e Governo não comentam - Acabado de chegar a Brest, em França, onde vai participar na cimeira “Um Oceano”, o Presidente da República afirmou não ter conhecimento do caso, recusando-se a tecer comentários. Questionados pela CNN Portugal, tanto o Governo como o Ministério da Justiça se recusam a comentar o caso e remetem qualquer esclarecimento para PJ.
Faculdade está na época de exames - A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa estava atualmente em pausa letiva para a realização de exames e o início das aulas está agendado para dia 21 deste mês. Durante esta semana, decorrem exames de segunda fase, que juntam centenas de alunos. Para esta sexta-feira, segundo o calendário disponível online, estavam marcados 47 exames.
Jornal de Notícias e Correio da Manhã de hoje
A propósito da informação que levou à detenção de um jovem, que alegadamente preparava um atentado terrorista em Lisboa, e que chegou à PJ através do FBI.
Expresso, 09h47 de 11fev2022 - João, o estudante de engenharia informática de 18 anos que foi detido pela Polícia Judiciária um dia antes de cometer um atentado na faculdade de Ciências, em Lisboa, é descrito pelos vizinhos na aldeia na Batalha onde mora a família e de onde é natural, como “um rapaz tímido, introvertido e pouco sociável”. A aldeia é composta por entre 30 e 50 casas, espalhadas pela serra. João andou na escola naquela freguesia e antes de ir para a faculdade estudou num estabelecimento de ensino na Batalha. A família é elogiada pelos vizinhos. “Nunca levantou problemas. É humilde também no trato.”
Prisão preventiva para estudante que preparava ataque terrorista
Foi ouvido em primeiro interrogatório judicial o estudante de 18 anos acusado da tentativa de massacre na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e vai ficar a aguardar em prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa. A defesa de João estava inicialmente a cargo de um advogado oficioso, nomeado pelo tribunal, mas, à ultima da hora foi nomeado um advogado, pago pelos pais do estudante, o que levou a um atraso no interrogatório judicial. Está indiciado por terrorismo e posse de arma. Jorge Pracana, advogado do jovem suspeito de planear um ataque à FCUL, diz que “este processo vai fazer história no país”. O advogado admite contestar a prisão preventiva decretada ao cliente, mas não deu pormenores: “Aguardo o envio de alguns documentos que acho que são úteis à reversão da decisão”.
Observador / Carlos Diogo Santos - 15h44 de 11fev2022
Jovem foi surpreendido pela PJ, mas colaborou. “Sabia que os corredores da universidade estariam cheios, estava no plano", diz fonte da PJ. Suspeito não queria qualquer vingança contra alguém concreto.
Expresso / - 19h40 de 11fev2022
PsychotycNerd#6116. Era este o nickname na rede social Discord de João, o jovem de 18 anos que ficou em prisão preventiva esta sexta-feira pelos crimes de terrorismo e posse de arma. Foi num chat dessa rede social que o estudante de engenharia informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa revelou o seu plano de levar a cabo um assassinato em massa no Bloco 3 daquela universidade usando facas, uma besta e explosivos fabricados por si para matar e incendiar estudantes e as instalações universitárias. Em conversa na Discord, João contou ao seu interlocutor, Sammy, que a sua motivação para o atentado se devia a um incidente sobre plágio naquela universidade. Alarmado com a conversa, Sammy avisou o FBI por email, a 4 de fevereiro, garantindo que apenas conhecia o jovem pelo seu nickname que usava naquela rede social. A PJ acabou por descobrir que João terá sido vítima de bullying na escola e que sofre de síndrome de Asperger, mas que a doença não o impedia de distinguir o bem do mal, nem lhe afetava a capacidade de optar ou não pela prática de condutas ilícitas.
E eu, que das ciências médicas não vou além de saber marcar consultas com a minha médica de família e cumprir com o que ela me manda fazer, fico à espera de que a Justiça diga se este jovem é “terrorista” ou “um caso de ameaça e possível homicídio” ou mesmo um doente a necessitar de tratamento.
JN, às 21h18 de 11fev2022
João, de 18 anos, chegou ao Estabelecimento Prisional de Lisboa bastante afetado e alterado, depois de ter sido colocado em prisão preventiva por ordem do tribunal, um dia depois de ser detido por suspeitas de estar a preparar um ataque contra colegas da Faculdade de Ciências de Lisboa. O jovem terá dado entrada no EPL bastante alterado, ao início da noite deste sábado. Em face do estado do jovem, foi transferido para o hospital-prisão de Caxias, onde será avaliado pelos médicos.
CNNPortugal, às 08h04 de 12fev2022
Numa folha de linhas A4, pendurada na parede do quarto onde vivia, nos Olivais, o jovem escreveu à mão em português e inglês o plano do ataque - a preparação, as tarefas a fazer na véspera e toda a ação do dia do ataque. No dia 11 de fevereiro, o ataque seria às 13h30: numa bolsa colocada na perna, levaria uma faca com uma lâmina de cerca de 16 centímetros; na perna colocaria um acessório para transportar as setas que iria disparar com uma besta. Além disso, pretendia provocar um incêndio e, para isso, tinha latas de combustível. Dentro do anfiteatro do bloco 3 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa lançaria uma cortina de fogo com gás e gasolina e depois desataria a matar os colegas. Naquele dia que escolheu estariam ali muitos estudantes a fazer exames. Aí começaria com disparos indiscriminados e a dar facadas a quem conseguisse. O plano até previa o fim: ele mesmo morreria num suicídio policial.
Era na marquise do seu quarto que o estudante guardava as armas que ia comprando. Numa mochila preta e numa mala de viagem escondeu a faca com lâmina de 16 cm, três outras facas mais pequenas, uma besta, várias setas, pelo menos cinco isqueiros, maçaricos, latas de gás e latas de combustível.“
Odeio este mundo.. A frase está publicada numa das páginas das muitas redes sociais que o estudante usava. Aos 18 anos passava grande parte do seu tempo na internet. Tinha página em mais de sete redes sociais diferentes. E o que ia colocando dava sinal de que vivia uma fase mais complicada. Entre as várias redes ia contando que tinha um “passado feliz” mas um “presente negro” e que estava “cansado”. Ao mesmo tempo publicava fotos de criminosos e assassinos estrangeiros e nacionais, que parecia admirar. Procurava regularmente conteúdo sobre assassinatos e tiroteio em escolas. Foi também nas redes que um dia confessou que teve “um sonho estranho com um tiroteio” numa escola.
Inteligente e obcecado pelo fenómeno e ideologia do mass shooting – assassinato em massa. Quando foi detido não esboçou sequer surpresa.
Manuela Santos, a agente que liderou a investigação ao grupo motard Hells Angels, lidera a unidade que conseguiu descobrir o estudante. Recebeu um alerta do FBI mas sem qualquer identificação do suspeito e em menos de uma semana conseguiu localizar o jovem que estava por trás de alcunhas que usava nas redes sociais. Esta agente comanda a Unidade Nacional de Contraterrismo, que tem cerca de 100 operacionais. Nos últimos dias, uma brigada foi destacada para este caso sensível, tendo feito várias diligências. Depois de terem descoberto quem ele era, vigiaram-no de perto. Na segunda-feira perceberam que o estudante ainda pensou em avançar com um ataque na faculdade nesse dia mas arrependeu-se - chegou a ir mesmo às instalações da instituição. Manuela Santos sucedeu a Luís Neves, atual diretor nacional da PJ.
Foi numa rede social chamada Discord que o FBI percebeu que um indivíduo português andava a planear o ataque. Os serviços norte-americanos, para combater o terrorismo, estão infiltrados nesta rede. Aqui, o jovem partilhava ideias com membros de grupos ligados aos assassinatos em série. As conversas suspeitas do jovem levaram o FBI a desconfiar e a alertar a Policia Judiciária, passando-lhe o nome de código que o jovem usava neste sistema – onde muitos grupos são secretos e difíceis de encontrar.
Correio da Manhã de 13fev2022
Por onde eu ando...
Nova Crítca - vinho & gastronomia
PINN (Portuguese Independent News Network)
Meus amigos...
A Baixa do Porto (Tiago Azevedo Fernandes)
Antes Que Me Passe a Vontade (Nanda Costa)
Caderno de Exercícios (Celina Rodrigues)
Cerâmica é talento (Pataxó Lima)
Clozinha/and/so/on (Maria Morais)
Do Corvo para o Mundo!!! (Fernando Pimentel)
Douro de ouro, meu... (Jorge Carvalho)
Douro e Trás-os-Montes (António Barroso)
Escrita Fotográfica (António Campos Leal)
Let s Do Porto (José Carlos Ferraz Alves)
Life of a Mother Artist (Angela Ferreira)
Marafações de uma Louletana (Lígia Laginha)
Matéria em Espaço de Escrita com Sentido (Mário de Sousa)
Meditação na Pastelaria (Ana Cristina Leonardo)
Memórias... (Boaventura Eira-Velha)
Mente Despenteada (Carla Teixeira)
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