"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sábado, 1 de Outubro de 2022
Anexação russa de quatro províncias ucranianas

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Como era de esperar a proclamação por Vladimir Putin da anexação de quatro províncias ucranianas parcialmente ocupadas durante a escalada da invasão da Ucrânia pelas tropas do Kremlin - Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhia – e que ontem [sexta-feira 30set2022] foram formalmente declaradas parte da Rússia, ditou o início de uma nova fase deste conflito.

A Ucrânia já afirmou que as suas tropas continuarão a libertar o seu território ocupado pela Rússia e que “nada muda” após esta proclamação de anexação.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse: “A anexação ilegal proclamada por Putin não mudará nada. Todos os territórios ocupados ilegalmente por invasores russos são terras ucranianas e sempre farão parte desta nação soberana”, acrescentando que a comissão estava a propor “um novo pacote de sanções mordazes contra a Rússia”.
Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, tornou público que as ações recentes da Rússia constituem a escalada mais séria desta guerra de sete meses. “Putin mobilizou centenas de milhares de soldados, comprometidos em irresponsáveis ​​armas nucleares e agora anexou ilegalmente mais território ucraniano. Tudo junto, isto representa a escalada mais séria desde o início da guerra”, disse Stoltenberg à comunicação social. Segundo afirmou a NATO voltou a reafirmar o seu “apoio inabalável” à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia, e não seria impedida de apoiar o país na defesa contra a Rússia.
Disse o presidente Joe Biden: “Não se enganem: estas ações não têm legitimidade. Os Estados Unidos sempre honrarão as fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia”, acrescentando que seu país “reunirá a comunidade internacional para denunciar esses movimentos e responsabilizar a Rússia”.

Ou seja... temos guerra para uns tempos e com as posições dos dois lados das barricadas cada vez mais estremadas.
 
  
Albertino Amaral
Não imagino como e quando isto irá terminar......
Vale Dos Princípes
Na 2.ª já sobe os valores dos combustíveis
 
 


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Como era de esperar a Rússia usou o seu veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas para rejeitar um projeto de resolução que buscava condenar as suas anexações do território ucraniano. E até os amigos íntimos de Moscovo, China e Índia, juntamente com Gabão e Brasil, preferiram abster-se em vez de votar contra a resolução que condenava as últimas ações do Kremlin na Ucrânia.


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Em comunicado o embaixador de Pequim na ONU, Zhang Jun, disse que, embora “a soberania e a integridade territorial de todos os países devam ser salvaguardadas”, as “legítimas preocupações de segurança” dos países também devem ser levadas a sério. “Ao longo de sete meses de crise na Ucrânia, a crise e seus efeitos colaterais tiveram uma ampla gama de impactos negativos. A perspectiva de uma crise prolongada e ampliada também é preocupante. A China está profundamente preocupada com essa perspectiva”.




Sexta-feira, 2 de Setembro de 2022
AIEA na Central Nuclear de Zaporizhzhia

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E assim vai a visita dos inspetores da AIEA à Central Nuclear de Zaporizhzhia. Durante o dia de ontem pareceu haver descoordenação entre os decisores políticos que aceitaram esta visita e aquilo que se passa no terreno, não havendo confirmação por fontes independentes se os ataques a localidades próximas da central nuclear são de forças russas ou ucranianas. Importante, mas muito difícil ao que parece, era a desmilitarização da zona em torno desta central nuclear, a maior da Europa e a nona maior do mundo.

 

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Ao fim do dia de ontem alguns elementos da equipa de inspeção da Agência Internacional de Energia Atómica deixaram a central nuclear de Zaporizhzhia, depois de terem passado várias horas no local, de acordo com a Reuters. Quatro dos nove veículos envolvidos na missão deixaram as instalações da central nuclear, segundo a agência de notícias russa Interfax. O líder do órgão de vigilância nuclear da ONU, Rafael Grossi, admitiu que a equipa conseguiu reunir "muitas" informações em poucas horas, tendo observado “elementos-chave” que era necessário ver. “Conseguimos, nessas poucas horas, reunir muita, muita informação. As principais coisas que eu precisava ver vi." Não foi especificado quantas pessoas permanecerão no local e por quanto tempo.

 

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Inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) permanecerão na Central Nuclear de Zaporizhzhia para verificar os danos causados ​​pelos repetidos bombardeamentos no complexo, disse o chefe da agência da ONU. A Ucrânia acusou a Rússia de bombardear Enerhodar (cidade satélite da central nuclear), bem como a rota acordada da equipa da ONU. Enquanto isso, o Ministério da Defesa da Rússia acusou “sabotadores” ucranianos de tentar capturar a central nuclear.
 
  Situação ao 191.º dia do conflito
Ucrânia quem controla o quê 01set2022 dia 190.jp
Parece não haver dúvidas que nas últimas semanas o Kremlin procura acelerar a integração política na Rússia da Ucrânia ocupada e Kiev avança com uma ofensiva para reconquistar território à volta da cidade estratégica de Kherson. 


Publicado por Tovi às 08:33
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Domingo, 28 de Agosto de 2022
Visita da AIEA à central nuclear de Zaporizhzhya

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A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) tem visita prevista à central nuclear de Zaporizhzhya já nos primeiros dias da próxima semana. O diretor do organismo, Rafael Grossi, já tinha dito que a inspeção estava para “muito breve” e na sexta-feira [26ago2022] ter-se-ão dado passos decisivos nas negociações. A missão tem como objetivo verificar se há perigo imediato de fuga de algum material nuclear e também deve levar equipamento para reparar partes da central que podem ter ficado danificadas nos confrontos que têm acontecido nas imediações. A equipa da AIEA vai ainda levar dispositivos de medição de radiação.

 

  Rússia bloqueia rascunho final do tratado de desarmamento nuclear
[in Al Jazeera 27ago2022] - A Rússia bloqueou a adoção de uma declaração conjunta sobre o tratado de desarmamento nuclear das Nações Unidas, que criticava a tomada militar de Moscovo da Central Nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia. Igor Vishnevetsky, vice-diretor do Departamento de Não-Proliferação e Controle de Armas do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, disse que a versão final, que tinha mais de 30 páginas, carecia de “equilíbrio”. “A nossa delegação tem uma objeção importante em alguns parágrafos que são de natureza flagrantemente política”, disse ele, acrescentando que a Rússia não foi o único país a discordar do projeto de texto. O Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), que é revisto a cada cinco anos pelos 191 signatários, visa impedir a disseminação de armas nucleares, promover o desarmamento completo e promover a cooperação no uso pacífico da energia nuclear. As nações estão reunidas na sede da ONU em Nova York desde 1 de agosto, participando de um mês de negociações, incluindo uma sessão final que foi adiada por várias horas na passada sexta-feira. O presidente da conferência, Gustavo Zlauvinen, da Argentina, disse que “não se está em condições de chegar a um acordo” depois da Rússia ter contestado o texto. O último rascunho do texto expressou “grave preocupação” com as atividades militares em torno das centrais nucleares ucranianas, incluindo Zaporizhzhia, bem como com a perda de controle da Ucrânia sobre esses locais e o efeito negativo na segurança. Os signatários discutiram vários outros tópicos importantes durante a conferência, incluindo o programa nuclear do Irão e os testes nucleares norte-coreanos. Na última conferência de revisão em 2015, as partes também não conseguiram chegar a um acordo sobre questões substantivas. A conferência de revisão prevista para 2020 foi adiada por causa da pandemia de COVID-19.  Na abertura da conferência deste ano, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo enfrenta “um perigo nuclear não visto desde o auge da Guerra Fria”. “Hoje, a humanidade é apenas um mal-entendido, um erro de cálculo da aniquilação nuclear”, disse Guterres. Adam Scheinman, o representante especial dos EUA para a não proliferação nuclear, observou que o rascunho final nunca nomeou a Rússia, e disse que subestimava a situação na Central Nuclear de Zaporizhzhia. “A Rússia é a razão pela qual não temos consenso hoje”, disse ele. “As mudanças de última hora que a Rússia buscou não foram de menor importância. Eles pretendiam proteger a intenção óbvia da Rússia de varrer a Ucrânia do mapa.” A Indonésia, falando em nome do Movimento Não-Alinhado, composto por 120 países em desenvolvimento, expressou deceção com o fracasso, chamando o documento final de “de extrema importância”. Rebecca Johnson, presidente fundadora da Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares, disse estar dececionada com o resultado. “É muito dececionante, mas não deve ser surpreendente”, disse ela à Al Jazeera. “O TNP vem falhando há muito tempo porque é usado essencialmente por estados com armas nucleares para reforçar a validade que eles atribuem a estas armas. Isto está a acorrer num momento em que a Rússia lançou uma invasão contra a Ucrânia, mas também ameaçou o uso de armas nucleares em que a dissuasão claramente falhou.”

 


يوتيوبرز copy copy copy copy copy.jpgOs combates continuaram durante a última noite perto da Central Nuclear de Zaporizhzhia, segundo autoridades ucranianas locais. A Força Aérea Russa atacou uma fábrica da Motor Sich na região de Zaporizhzhia, onde helicópteros estavam a ser reparados, disse o Ministério da Defesa da Rússia.

 

  Nestes últimos dias todos diziam que a segurança estava em perigo... e alguns até afirmavam já haver vazamento de hidrogénio e pulverização de material radioativo... afinal...
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Publicado por Tovi às 08:17
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Sábado, 20 de Agosto de 2022
António Guterres em Odessa

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António Guterrres, Secretário-geral da ONU, visitou ontem [19ago2022] Odessa (sul), cujo porto está a ser utilizado para a exportação de cereais ucranianos através do acordo impulsionado pela própria ONU e pela Turquia.

 

  
Captura de ecrã 2022-08-19 151217.jpgNum briefing no porto ucraniano de Odesa, no Mar Negro, Guterres disse que os países em desenvolvimento precisam de ajuda para comprar estes cereais e pediu acesso desimpedido aos mercados globais de alimentos e fertilizantes russos que não estão sujeitos a sanções. “Este é um acordo entre duas partes envolvidas num conflito amargo. É sem precedentes em escopo e escala. Mas ainda há um longo caminho a percorrer em muitas frentes (...) É hora de um apoio maciço e generoso para que os países em desenvolvimento possam comprar alimentos deste e de outros portos – e as pessoas possam comprá-los”, afirmou o Secretário-geral das Nações Unidas.  

 


Captura de ecrã 2022-08-19 162409.jpgOs presidentes de França e da Rússia conversaram esta sexta-feira [19ago2022] por telefone sobre a situação na Ucrânia. Um dos temas que preocupa ambos é a central nuclear de Zaporizhzhia. Segundo o Eliseu, o Presidente russo aceitou que especialistas da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA) visitem a central para avaliar o impacto que tiveram os recentes bombardeamentos nas proximidades da estrutura.



Publicado por Tovi às 08:00
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2022
Rússia e Ucrânia assinam acordo sobre cereais

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A Ucrânia e a Rússia vão assinar hoje um acordo para permitir a exportação de cereais através do Mar Negro. A cerimónia de assinatura deste acordo do envio de cereais, na qual estarão presentes o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan e o secretário-geral da ONU, António Guterres, terá lugar às 13h30 locais (14h30 em Portugal), no Palácio Dolmabahçe, em Istambul, com a participação da Ucrânia e Rússia. Este acordo visa trazer pelo Mar Negro cerca de 20 milhões de toneladas de cereais que se encontram bloqueados em silos ucranianos, por causa da ofensiva russa na Ucrânia, que teve início em 24 de fevereiro. O acordo também deve facilitar as exportações russas de cereais e fertilizantes, afetadas pelas sanções ocidentais que afetam a logística e as cadeias financeiras russas.

 

  Bom trabalho do presidente turco Erdogan e do secretário-geral da ONU, António Guterres. As Nações Unidas e a Turquia trabalham há dois meses para intermediar o que Guterres chamou de um “pacote” – para retomar as exportações de cereais da Ucrânia no Mar Negro e facilitar os embarques russos de cereais e fertilizantes.

  Zelensky, no briefing diário na noite de quinta-feira, afirmou: “E amanhã também esperamos notícias da Turquia, sobre o desbloqueio de nossos portos”. 

 

  Alguns dos pontos conhecidos do acordo assinado esta tarde entre a Ucrânia e a Rússia, para permitir a exportação de cereais bloqueados nos portos do Mar Negro
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O acordo prevê um centro de coordenação e controlo em Istambul, dirigido por todas as partes envolvidas: um ucraniano, um russo, um turco e um representante das Nações Unidas. Os delegados vão gerir a rotatividade de navios no Mar Negro. Pode demorar quatro semanas até o centro estar operacional.
Moscovo exige inspeções aos navios à partida e chegada na Turquia para garantir que não levam armamento. Há um compromisso em manter corredores marítimos sem atividade militar, e qualquer desminagem fica a cargo de um “país terceiro” por especificar.
O acordo dura quatro meses mas é renovável. E tem uma contrapartida: um memorando de entendimento em como as sanções contra Moscovo não vão afetar direta ou indiretamente cereais e fertilizantes.

 
Rodrigues Pereira - Estou a pensar que é uma enorme honra ver o nosso compatriota António Guterres a firmar um acordo entre a Rússia e a Ucrânia, co-negociado pela ONU e a Turquia, e que pode constituir o primeiro passo sério para o fim da guerra!
David Ribeiro - Sem dúvida... até porque, como sempre defendi, o DIÁLOGO é a melhor forma de se tentar resolver um conflito.
Paulo PereiraUm primeiro passo para um cessar fogo, acho.

 


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António Guterres, secretário-geral da ONU, afirmou que "este é um acordo para o mundo" e que, a partir desta sexta-feira, "existe um farol no mar negro: um farol de esperança, de possibilidade e de alívio".
Recep Tayyip Erdogan, o presidente da Turquia, país onde se assinou o acordo que irá permitir a exportação de cereais ucranianos, bloqueados nos portos do Mar Negro devido à guerra, acredita que "este acordo é um passo a caminho da paz".

 


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O oligarca russo Roman Abramovich, que também tem nacionalidade portuguesa, foi visto participando da cerimónia de assinatura do acordo de cereais em Istambul. Não ficou claro a que título o ex-proprietário do Chelsea Football Club estava a participar no evento. Kiev e Moscovo tinham indicado anteriormente que Abramovich estava operando como intermediário entre os dois lados no início da guerra.

 


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A União Europeia saúda este acordo... mas não lhe tinha ficado mal se já tivesse "lutado" por ele há mais tempo.
  Francisco Seixas da Costa
Hoje, foi um dia estranho para a União Europeia. Desde há muitos anos, fomos habituados a ver surgir a União Europeia em quase todos os cenários que, direta ou indiretamente, se ligassem aos seus interesses geopolíticos. Como “honest broker” ou como “soft power”, os enviados de Bruxelas tinham sempre uma espécie de lugar cativo nos cenários de crise ou de tentativa de resolução de conflitos. Da União esperava-se sempre apoio, intermediação e uma atuação que, sem descurar interesses, carreasse o seu peso político: com afirmação de princípios, com clareza de posições, mas sempre com sentido de compromisso e, em especial, com uma linguagem serena e sem histerismos jingoístas. Hoje, em Istambul, naquela que é uma tentativa de entendimento, pontual mas muito relevante, entre dois Estados da sua vizinhança, em aberto conflito armado, a União Europeia não teve lugar na sala. Nem como simples observador. Vale a pena perguntar porquê, embora todos saibamos a resposta.

 


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As reações já se fazem sentir... e ainda não saiu pelo Mar Negro nenhum carregamento de cereais.



Publicado por Tovi às 07:47
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Terça-feira, 28 de Junho de 2022
Conferência dos Oceanos

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Sendo a Zona Económica Exclusiva de Portugal a 3.ª maior da União Europeia (1.727,408 km2), a 5.ª maior da Europa e a 20.ª maior do mundo, a CONFERÊNCIA DOS OCEANOS, que se realiza em Lisboa de 27 de junho a 1 de julho, é da maior importância.

  As Nações Unidas, com o apoio dos Governos de Portugal e do Quénia, acolhem a Conferência dos Oceanos, em Lisboa, de 27 de junho a 1 de julho de 2022. A Conferência é um apelo à ação pelos oceanos – exortando os líderes mundiais e todos os decisores a aumentarem a ambição, a mobilizarem parcerias e aumentarem o investimento em abordagens científicas e inovadoras, bem como a empregar soluções baseadas na natureza para reverter o declínio na saúde dos oceanos. A Conferência dos Oceanos acontece num momento crítico, pois o mundo procura resolver muitos dos problemas profundamente enraizados nas nossas sociedades e evidenciados pela pandemia da covid-19. Para mobilizar a ação, a Conferência procurará impulsionar as muito necessárias soluções inovadoras baseadas na ciência, destinadas a iniciar um novo capítulo na ação global pelos oceanos.

  Jose Antonio M MacedoClaramente. Assim, se vê o valor de cada uma das onze ilhas portuguesas habitadas, das Desertas e das Selvagens para Portugal. Um valor que muitas vezes é esquecido.

 


mw-860.jpgO Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou nesta segunda-feira [27jun2022] as "promessas concretas e vinculativas" assumidas na Conferência dos Oceanos e destacou o compromisso do primeiro-ministro, António Costa, de ter 30% das áreas marinhas nacionais classificadas até 2030. Em conferência de imprensa, na Altice Arena, em Lisboa, onde ontem começou a 2.ª Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a esperança de que este encontro seja "um ponto de partida para uma grande mudança" na ação global em relação a esta matéria. Marcelo Rebelo de Sousa tinha ao seu lado o secretário-geral da ONU, António Guterres, e Uhuru Kenyatta, Presidente do Quénia, país com o qual Portugal partilha a organização desta conferência.

 

  Biodiversidade... by António Gaspar
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Publicado por Tovi às 07:17
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Quarta-feira, 8 de Junho de 2022
Histórias tristes da invasão russa da Ucrânia

Pergunta com resposta difícil  
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Halyna, uma mulher de 28 anos da cidade de Mariupol, no sul da Ucrânia, sobreviveu a três semanas de bombardeamentos russos com seu marido, dois filhos pequenos e um cachorro. E conta-nos que os seus filhos (uma menina de oito e um menino de seis anos) só lhe perguntavam se dói morrer.

 

Prisioneiros de guerra  
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Segundo diz um assessor presidencial ucraniano 600 prisioneiros estão mantidos em cativeiro em Kherson, região ocupada pela Rússia, em “condições desumanas” e vítimas de tortura. 

 

Corpos de mortos em combate  
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Familiares de elementos do Batalhão Azov disseram hoje que 210 corpos de combatentes ucranianos mortos a defenderem a siderurgia Azovstal das forças russas na cidade de Mariupol, já foram entregues em Kiev. 

 

Ao 105.º dia é assim que estamos  
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As forças ucranianas vão "provavelmente" ter de retirar-se de Severodonetsk, cidade no leste na Ucrânia "bombardeada 24 sobre 24 horas" pelas forças russas, disse o governador regional de Lugansk a uma televisão de Kiev. "Provavelmente vai ser precisa uma retirada", declarou o governador Serguei Gaidai ao canal de televisão 1+1 numa altura em que a cidade está parcialmente sob o controlo da Rússia. Neste momento a situação militar é dinâmica e não é possível a confirmação independente de todas as informações que chegam da região.

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Segundo relatos da mídia do Kremlin os combatentes que resistiram na siderúrgica Azovstal de Mariupol e depois se renderam, foram transferidos para a Rússia, quando a Ucrânia tinha dito que iriam ser devolvidos numa troca de prisioneiros.

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António Guterres, Secretário-Geral da ONU, disse hoje que o impacto da guerra na Ucrânia sobre alimentos, energia e finanças é “sistémico, severo e acelerado”.

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As tropas ucranianas foram empurradas para trás na parte oriental da cidade de Severodonetsk pelo constante bombardeamento das forças russas e agora controlam apenas seus arredores, de acordo com uma autoridade regional. A Rússia concentrou suas tropas e poder de fogo na pequena cidade do leste nas últimas semanas para proteger a província vizinha em nome de representantes separatistas. A Ucrânia prometeu lutar o maior tempo possível, dizendo que a batalha pode ajudar a moldar o curso futuro da guerra.



Publicado por Tovi às 08:13
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Terça-feira, 10 de Maio de 2022
A Guerra traz sempre a fome

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Pessoas recebem pão durante distribuição de ajuda humanitária na cidade portuária de Mariupol (in Al Jazeera, foto de Alexander Ermochenko/Reuters)

 

Ainda ontem [2.ª feira 9mai2022], o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, durante uma visita ao porto de Odessa, lamentava que “silos cheios” de alimentos prontos para exportação estejam bloqueados neste importante porto ucraniano no Mar Negro. “Vi silos cheios de grãos, trigo e milho prontos para exportação (…) Esta comida tão necessária está retida por causa da guerra russa e do bloqueio dos portos do Mar Negro. Causando consequências dramáticas para países vulneráveis. Precisamos de uma resposta global”. Ainda na semana passada funcionários da ONU alertaram que a falha no envio desses produtos prejudicará a segurança alimentar nos países importadores, especialmente os mais pobres na África e em outros lugares.

Segundo disse o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, a Ucrânia perde 170 milhões de US Dólares a cada dia que lhe é cortado o acesso ao mar e a capacidade nacional de exportação fica reduzida para mais da metade. “Noventa milhões de toneladas de produtos agrícolas, que a Ucrânia planejava exportar para países da Ásia, África e Europa, foram bloqueados”, disse Shmyhal na cidade portuária de Odesa, falando ao lado do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel. Shmyhal disse que alguns produtos foram exportados por rodovias ou ferrovias, mas algumas outras reservas permaneceram em áreas sob bombardeamentos ou foram capturadas pela Rússia. 

Zelensky, depois de ter conversado com o presidente do Conselho Europeu, publicou um post no Telegram, pedindo medidas imediatas para abrir os portos ucranianos bloqueados pela Rússia, a fim de permitir a exportação de trigo e evitar uma crise alimentar global. “É importante evitar uma crise alimentar no mundo causada pelas ações agressivas da Rússia”, disse Zelensky.

Já no passado mês de março o Fundo Monetário Internacional (FMI) tinha alertado para o facto de a guerra na Ucrânia poder provocar uma crise alimentar mundial. Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na altura que o mundo pode enfrentar um "furacão de fome". “Vamos tirar comida aos esfomeados para dar aos famintos”, foram as palavras inequívocas do diretor executivo do Programa Alimentar Mundial e mostram a escala dramática da crise que se começa a desenhar. 

“Neste momento vamos viver uma crise humanitária e alimentar como talvez nunca tenhamos vivido desde a Segunda Guerra Mundial”, considera Pedro Graça, especialista em Nutrição Humana e professor na Universidade do Porto (UP). “Mas foi para lidar com [situações como esta] que foram criados organismos internacionais que não existiam antes da Segunda Guerra Mundial, como a ONU e a FAO [Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura]. Se as Nações Unidas não conseguirem combater a guerra, têm a obrigação de combater a fome. Isso vai ser um dos grandes desafios da ONU neste e no próximo ano”. 



Publicado por Tovi às 08:10
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2022
Ao 71.º dia é assim que estamos

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O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pede uma trégua prolongada para resgatar os cerca de 200 civis e combatentes abrigados nos bunkers da siderúrgica Azovstal.

A Rússia afirma que suas forças interromperão as hostilidades em Azovstal e abrirão um corredor humanitário por três dias [das 8h00 às 18h00 (horário de Moscovo) nos dias 5, 6 e 7 de maio].
 
 

  

guerra-na-ucrania-02032022084426141.jpegA Polónia e a Suécia, em parceria com a União Europeia, organizam hoje uma conferência internacional de doadores para a Ucrânia. A iniciativa, que visa fornecer apoio humanitário à Ucrânia, será presidida pelos primeiros-ministros da Polónia, Mateusz Morawiecki, e da Suécia, Magdalena Andersson, em parceria com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e com a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen. O primeiro-ministro português, António Costa, vai participar no evento por meios digitais. A reunião, convocada ao nível de chefes de Estado e de Governo, conta ainda com a participação de representantes de empresas e instituições financeiras globais. Segundo Varsóvia e Estocolmo, esta conferência, que dará início a uma série de eventos de apoio à Ucrânia que irão decorrer nos próximos meses, visa arrecadar fundos para satisfazer as crescentes necessidades humanitárias da Ucrânia, onde cerca de 13 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária vital, incluindo abrigo, alimentos e medicamentos. Os dois países afirmam que “é essencial mobilizar ajuda internacional imediata para a Ucrânia, que atualmente cobre menos de 15% do que é necessário”.
Entretanto o Reino Unido anunciou também no dia de hoje um pacote de 45 milhões de libras (53 milhões de euros) de ajuda humanitária à Ucrânia, sobretudo a mulheres e crianças, canalizado na maior parte através das agências e instituições da ONU. O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico disse que o apoio destina-se a pessoas mais vulneráveis afetadas pelo conflito, pelo que 15 milhões de libras (18 milhões de euros) serão destinados ao Fundo Humanitário da ONU para a Ucrânia (UHF), outros 15 milhões de libras para a UNICEF.
O primeiro-ministro português, António Costa, anunciou na Conferência de Alto Nível de Doares para a Ucrânia, que decorre em Varsóvia, numa intervenção que fez por vídeo, que Portugal vai contribuir com 2,1 milhões de euros em ajuda humanitária à Ucrânia, dos quais um milhão de euros para as respostas das Nações Unidas e 1,1 milhões adicionais.

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A presidente da Comissão Europeia apresentou ontem o novo pacote de sanções contra a Rússia, que passam pelo embargo do petróleo e gás russos até ao final do ano. E não há dúvida que mais sanções e cada vez mais direcionadas à economia do Kremlin são fundamentais. Mas tenhamos tininho na forma como as vamos implementar, pois na União Europeia nem todos têm o mesmo arcaboiço económico e são vários os países que dependem muito do gás e produtos petrolíferos vindos da Rússia, correndo nós o risco de acabarem as sanções por terem efeitos contra os próprios países europeus.
A ministra francesa do Meio Ambiente e Energia, Barbara Pompili, diz estar confiante de que os Estados membros da União Europeia chegarão a um consenso sobre como encerrar as importações de petróleo russo até o final desta semana. “Alguns países são mais dependentes do petróleo russo do que outros e, portanto, devemos tentar encontrar soluções para que eles possam aderir a essas sanções (...) Mas acho que devemos ser capazes de fazê-lo", disse a ministra à rádio France Info.

  Não!... Não vai ser fácil, seguramente
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  19h45 (TMG) de hoje / Al Jazeera
Azovstal.jpgUma terceira operação está em andamento para retirar civis da cidade portuária ucraniana de Mariupol e das instalações da siderurgia Azovstal sitiada, disse António Guterres, secretário-geral da ONU. Guterres recusou-se a dar detalhes sobre a nova operação “para evitar prejudicar um possível sucesso”. “Espero que a coordenação contínua com Moscovo e Kiev leve a mais pausas humanitárias para permitir que os civis passem a salvo dos combates e que a ajuda chegue àqueles em necessidade crítica”, disse ele aos 15 membros do Conselho de Segurança. “Devemos continuar a fazer tudo o que pudermos para tirar as pessoas desses cenários infernais.”



Publicado por Tovi às 08:53
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Segunda-feira, 2 de Maio de 2022
Retirada de civis da siderurgia Azovstal em Mariupol

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As Nações Unidas confirmaram na tarde de ontem estar em andamento uma operação para evacuar pessoas da siderúrgica Azovstal em Mariupol - "Operação de Passagem Segura". O porta-voz humanitário da ONU, Saviano Abreu, informou que o esforço de evacuação estava a ser feito em colaboração com o Comité Internacional da Cruz Vermelha e em coordenação com autoridades ucranianas e russas, três dias após a visita do secretário-geral António Guterres a Moscovo e Kiev precisamente com esse objetivoKiev e Moscovo asseguraram ter resgatado cerca de 200 civis (100 pessoas a caminho de Zaporizhzhia, área controlada pelos ucranianos; o Ministério da Defesa da Rússia diz ter retirado 80 civis do complexo siderúrgico, tendo sido reencaminhados para território controlado pelos separatistas pró-russos). Acredita-se que até 1.000 civis estejam encurralados juntamente com cerca de 2.000 combatentes ucranianos. Já no sábado as agências oficiais russas de notícias Tass e Ria Novosti, citadas pela congénere espanhola, Efe, tinham anunciado que vinte cinco civis abandonaram a zona de Azovstal, na cidade portuária de Mariupol. Entre os que conseguiram abandonar a fábrica metalúrgica estão 19 adultos e seis crianças com menos de 14 anos, afirmaram nas notícias, que não deram mais detalhes.


Rodrigues Pereira
Pelos vistos, a ida do Guterres está a dar frutos. Por muito lenta que seja a operação, já começou ...
Paulo PereiraVitória do nosso Guterres

 

  
Captura de ecrã 2022-05-02 083620.jpgA retirada dos residentes de Mariupol e da fábrica Azovstal, onde centenas de civis permanecem cercados e encurralados, iniciada no sábado, vai continuar esta segunda-feira, disseram as autoridades locais na plataforma Telegram. De acordo com o município, foram acordados dois locais adicionais para retirar pessoas de Mariupol, sob os auspícios da ONU e da Cruz Vermelha"Há boas notícias. Com o apoio das Nações Unidas e da Cruz Vermelha, foram hoje acordados dois locais adicionais para colocar pessoas num comboio que saia de Mariupol. Estes são a aldeia de Mangush, na região de Donetsk, e Lunacharsky, perto de Berdiansk, a leste de Mariupol", indicaram as autoridades. "Se tiver familiares ou conhecidos no local, tente contactá-los e fornecer-lhes informações sobre uma possível retirada", alertaram.

 


Captura de ecrã 2022-05-02 104435.jpgUm assessor do prefeito de Mariupol disse que os autocarros que transportam civis deixaram a cidade enquanto os esforços de evacuação continuam. Não ficou imediatamente claro quantas pessoas foram evacuadas nestes autocarros. Centenas de pessoas permaneceram presas na siderúrgica Azovstal, o último reduto de resistência ao cerco de Moscovo à cidade de Mariupol. Um primeiro grupo de evacuados do local deverá chegar a Zaporizhzhia, uma cidade ucraniana a noroeste de Mariupol, na manhã desta segunda-feira. Há indicação que as forças russas voltaram a bombardear a siderurgia no domingo assim que os autocarros deixaram a fábrica, disse o assessor do prefeito. 
Esforços para retirar mais civis da cidade portuária ucraniana devastada de Mariupol sofreram atrasos nesta segunda-feira e centenas de pessoas permaneceram presas nas instalações da siderurgia Azovstal, o último reduto de resistência ao cerco russo. Não ficou claro o que estava a causar este atraso.



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A evolução das tropas no terreno já é significativa, comparando o dia 6 de março com o dia de hoje, 2 de maio de 2022. Mas há uma grande diferença entre "quem manda" no Norte e no Sudeste da Ucrânia e as forças do presidente russo, Vladimir Putin, estão agora no controle quase todas das cidades do Mar de Azov. O Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas diz que vários batalhões russos foram reposicionados de Mariupol para a cidade de Popasna, na região oriental de Luhansk. Popasna tem sido um dos epicentros dos combates no leste, já que os militares russos tentaram romper as defesas ucranianas como parte de sua ofensiva reorientada no Donbas. O Estado-Maior ucraniano também disse que as forças russas estavam tentando pressionar seus ataques de Izyum a Slovyansk e Barvinkove.



Publicado por Tovi às 07:31
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Quinta-feira, 28 de Abril de 2022
António Guterres em Kiev

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O secretário-geral das Nações Unidas viajou ontem da Polónia para a Ucrânia, tendo chegado ao final da tarde a Kiev. António Guterres, ao contrário de outros líderes mundiais, fez a viagem de carro e não de comboio, devido aos mais recentes ataques russos terem destruído muitas das infraestruturas ferroviárias da Ucrânia.

Para o dia de hoje Guterres tem agendados encontros com o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros e de seguida com o presidente Zelensky.

 

  Esta manhã, Guterres em Bucha e Irpin, na Ucrânia
"Imagino as minhas netas a fugir, e parte da minha família morta (...) O meu sentimento é de que nenhuma guerra pode ser aceite no século XXI (...) As pessoas a viver nestes prédios pagaram o preço mais alto de uma guerra para a qual não contribuíram. Onde quer que haja uma guerra, o preço mais alto é sempre pago pelos civis", afirmou o Secretário-Geral da ONU, que está a visitar Bucha e Irpin, locais muito afetados pela invasão russa.
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  Guterres já se encontrou com Zelensky
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Declarações do presidente da Ucrânia, em conferência de imprensa conjunta com o Secretário-geral das Nações Unidas: "Estou grato pelo secretário-geral da ONU estar aqui". Volodymyr Zelensky disse também, após a reunião com António Guterres, que acredita que um "resultado bem-sucedido" é possível "em termos do desbloqueio da Azovstal, em Mariupol. "Acredito que a Ucrânia é uma prioridade", reiterou. 
António Guterres afirmou que a situação em Mariupol "é uma crise dentro de uma crise". Em conferência de imprensa após o encontro com Volodymyr Zelensky, o Secretário-geral das Nações Unidas assegurou que "estamos a fazer todos os possíveis para retirar pessoas da Azovstal".  Guterres lamentou a violação dos direitos humanos e reitera que a ONU" vai procurar responsabilização" pelo que aconteceu nos arredores de Kiev: "Presenciei violação de direitos humanos". "O Conselho de segurança falhou em prevenir a guerra", apontou o secretário-geral.

  Durante a transmissão da conferência de imprensa conjunta entre António Guterres e Volodymyr Zelensky (transmitida em diferido por questões de segurança), foram ouvidas duas grandes explosões no centro da capital ucraniana, não muito longe do Palácio Presidencial. Reporteres presentes no local onde o secretário-geral da ONU e o presidente da Ucrânia estiveram reunidos, relatam diversas ambulâncias e viaturas de socorro a dirigirem-se para a zona das explosões. 
  
Segundo indicou um conselheiro do ministro do Interior ucraniano, foram lançados dois mísseis, tendo um deles sido abatido e o outro terá atingido uma antiga fábrica de material militar, com o míssil acabando por atingir um prédio residencial, causando seis feridos, já encaminhados para o hospital. A mesma fonte não soube dizer qual a gravidade dos ferimentos nem se já foi apurado o número de mortos. Jornalistas portugueses no terreno identificam o alvo como uma fábrica estatal de mísseis em pleno funcionamento. A Al Jazeera, citando os serviços de emergência ucranianos, diz que p
elo menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas neste ataque a Kiev, incluindo algumas que ficaram presas nos escombros depois de dois prédios terem sido atingidos.
  
Volodymyr Zelensky, na sua mensagem diária em vídeo, declarou, nesta quinta-feira: "Hoje, imediatamente após o fim das nossas conversas [com Guterres] em Kiev, mísseis russos voaram sobre a cidade, cinco mísseis. Isso diz muito sobre a verdadeira atitude da Rússia em relação às instituições mundiais, sobre os esforços da liderança russa para humilhar a ONU e tudo o que a organização representa. E, portanto, requer uma resposta apropriada e poderosa. (...) Os ataques com mísseis russos na Ucrânia - em Kiev, Fastiv, Odessa, Khmelnytskyi e outras cidades - provam mais uma vez que não se pode relaxar ainda, não se pode pensar que a guerra acabou. Ainda precisamos de lutar, precisamos de expulsar os ocupantes."



Publicado por Tovi às 07:55
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Terça-feira, 26 de Abril de 2022
Guterres meteu pés ao caminho... a ONU no terreno

Captura de ecrã 2022-04-24 101456.jpgNão vos parece, ou serei só eu que considero esta "indignação" do presidente ucraniano completamente descabida?... Tanto quanto me foi dado saber pela comunicação social António Guterres vai a Kiev dois dias depois de visitar Moscovo e esta sua decisão, seja qual tenha sido o motivo, não me parece relevante para o fim pretendido pela ONU. Dizem as últimas notícias (via Al Jazeera) que "o secretário-geral da ONU visitará a Turquia, importante mediador que busca o fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia, antes de seguir para Moscovo e Kiev, segundo o seu gabinete".
Desculpem lá meus amigos, mas continuo sem entender qual a relevância de Kiev ser visitada pelo Secretário-geral da ONU depois ou antes de Moscovo... provavelmente o defeito será meu, mas não consigo entender, até porque são escassos os argumentos que apoiam esta "indignação" do presidente da Ucrânia e, tanto quanto me parece, em nada contribuem, quer para a condenação do invasor Putin, quer para a tão desejada paz.

 

  Agenda do Secretário-geral da ONU
O secretário-geral visitará Ancara, na Turquia, onde, no dia 25 de abril, será recebido pelo presidente Recep Tayyip Erdoğan.
O secretário-geral visitará Moscovo, Federação Russa, onde, no dia 26 de abril, terá uma reunião de trabalho e almoço com o chanceler Sergey Lavrov e será recebido pelo presidente Vladimir Putin.
O secretário-geral também visitará a Ucrânia, onde terá uma reunião de trabalho com o ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, e será recebido pelo presidente Volodymyr Zelensky em 28 de abril. Também se reunirá com funcionários de agências da ONU para discutir a ampliação da assistência humanitária ao povo da Ucrânia.


Paulo Pereira - Se calhar esta espera para actuar pode ter feito sentido. Talvez as partes possam agora finalmente negociar um acordo.
Paulo Teixeira - Já vem tarde e vai com prioridade trocadas... Devia ir a Polónia que está ela sim a aguentar tudo quase sozinha... De facto o homem não foje de pântanos... Ele é um
Paulo Pereira - Paulo Teixeira parece que o objectivo destas visitas é tentar obter um cessar fogo e negociações entre as partes em guerra por isso essa ordem das visitas
Paulo Teixeira - Paulo Pereira dois meses depois de um silêncio sangrento? Já vem tarde e nada vai sair dali. Nem o exemplo que devia ter sido ele a dar de início
Paulo Pereira - Paulo Teixeira mas mais vale tarde que nunca e alguma coisa poderá resultar. Pior não fica...
Paulo Teixeira - Paulo Pereira será... Feliz por existir um optimista... Fazem falta
David Almeida - Apenas leva um atraso de 2 meses... Tentar mediar algo que escalou para a destruição, quase total, das maiores cidades da Ucrânia, poder-se-á dizer que 'a montanha vai parir um rato'...!
David RibeiroContextualizando... No início de março deste ano a Assembleia Geral das Nações Unidas votou para exigir que a Rússia parasse a sua ofensiva e retirasse imediatamente todas as tropas. As resoluções da Assembleia não são juridicamente vinculativas, mas podem refletir e influenciar a opinião mundial. A votação viu 141 estados votarem a favor da moção, cinco contra (Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia) e 35 abstenções (China, Índia, Irão e Iraque, entre outros). Esta foi a primeira sessão de emergência convocada desde 1997.
David AlmeidaDavid Ribeiro logo aí, devia ter havido uma reação 'musculada' por parte da ONU.
David RibeiroPois, David Almeida ... mas o direito de veto, coisa que no meu entender nunca teve razão de ser, condiciona tudo.
David AlmeidaDavid Ribeiro tem toda a razão, estou na mesma 'amurada'...

  O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, encontrou-se esta segunda-feira com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan
Captura de ecrã 2022-04-26 002804.jpgEm comunicado, a ONU informou que Guterres aproveitou o encontro com Erdogan para expressar o seu apoio aos esforços diplomáticos em andamento por parte da Turquia em relação à guerra na Ucrânia, com ambos a reforçarem que o "seu objetivo comum é acabar com a guerra o mais rápido possível e criar condições para acabar com o sofrimento dos civis". "Eles enfatizaram a necessidade urgente de acesso efetivo através de corredores humanitários para evacuar civis e fornecer assistência muito necessária às comunidades afetadas. O Presidente e o secretário-geral concordaram em manter contacto para acompanhar as iniciativas em andamento", diz a nota. Ainda no encontro em Ancara, capital da Turquia, Guterres e Erdogan discutiram ainda o impacto da guerra da Rússia na Ucrânia em questões regionais e globais, incluindo em setores como energia, alimentos e finanças.


Paulo Teixeira - David Ribeiro ou seja andaram a fazer tricô ....
David Ribeiro - Não te esqueças, Paulo Teixeira, que Erdogan é uma peça chave na geopolítica da região, quer se goste ou não.
Paulo Teixeira - David Ribeiro um tigre de papel...
Mário Santos - Meteu os pés e vão lhe dar uns patins.

 

  Guterres quer grupo de contacto para criar corredores humanitários efetivos
Captura de ecrã 2022-04-26 135434.jpg“É a minha convicção que quanto mais cedo acabar esta guerra, melhor”, disse António Guterres na conferência de imprensa que decorreu esta manhã, no seguimento do diálogo bilateral com o ministro dos negócios estrangeiros da Rússia. O secretário geral das Nações Unidas (ONU) sugeriu o estabelecimento de um grupo de contacto humanitário que junte a Rússia, a Ucrânia e a ONU para se abrirem corredores humanitários efetivos, com cessação de hostilidades locais, que permita a evacuação segura de civis que queiram sair em qualquer direção que desejem. E defendeu a existência de investigações independentes, mas deixando claro que o secretariado da ONU “não tem o poder para fazer esse tipo de investigações”. Lavrov diz que a Rússia entregou uma proposta aos negociadores ucranianos há mais de dez dias que “não levaram o documento ao seu presidente”. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo diz que as tropas russas estão no território ucraniano a defender os direitos de pessoas que foram bombardeadas por oito anos, acusando que é uma “prática nazi” tentar impedir o russo de ser falado na vida diária. Mas quando Guterres diz “Tive uma discussão franca com Sergei Lavrov, e ficou claro que há duas posições diferentes sobre o que está a acontecer na Ucrânia“, fico com a impressão que as conversações foram tensas... o que é mau para uma tentativa de encontrar a paz.

 

  Putin e Guterres já estão reunidos
279153074_10221291861673935_2680283962347951872_n.O presidente russo, Vladimir Putin, voltou a criticar a postura da delegação ucraniana nas negociações de paz, acusando a Ucrânia de não estar interessada em chegar a um cessar-fogo, num encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. “Os ucranianos não estão interessados nas negociações de paz”, afirmou Vladimir Putin. No entanto, avança que as negociações vão decorrer num formato online. O presidente russo reafirmou também que a Rússia "foi forçada" a invadir a Ucrânia, uma vez que, desde 2014, há uma parte da Ucrânia que não aceita as regras do poder em vigor na Ucrânia, derrubando a presidência pró-russa, sublinhando que a Rússia limitou-se a responder a um pedido humanitário das povoações do leste da Ucrânia. "A Rússia lançou uma operação militar especial de acordo com a carta da ONU", disse Putin na reunião com o secretário-geral da ONU.
Guterres propõe a criação de um canal aberto através das Nações Unidas, que permitam o contacto entre o Kremlin e Kiev, articulando, dessa forma, a chegada de ajuda humanitária às populações. Outra das propostas avançadas por Guterres passa por escrever um documento que coloque o fim às hostilidades, debatendo os argumentos e ouvindo as duas partes envolvidas no conflito. António Guterres falou também da situação “muito difícil” que se vive em Mariupol, destacando a importância da criação de mecanismos logísticos que façam chegar apoio aos civis que se encontram cercados no complexo metalúrgico da Azovstal.



Publicado por Tovi às 07:54
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2022
Novas sanções à Rússia

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A União Europeia está a preparar novas sanções à Rússia, condenado assim com a maior veemência as atrocidades que terão sido cometidas pelas forças armadas de Putin em várias cidades ucranianas que foram recentemente libertadas. 

 

  Al Jazeera - 5abr2022
Captura de ecrã 2022-04-05 104808.jpgO governo ucraniano exigiu novas e paralizantes sanções por parte das potências ocidentais sobre o que chamou de "massacre" de Bucha.
A União Europeia provavelmente adotará novas sanções contra a Rússia na quarta-feira, disse o ministro de Assuntos Europeus da França, Clement Beaune. Isto ocorre após relatos de assassinatos de civis no norte da Ucrânia por forças russas, o que a Rússia negou. “As novas sanções provavelmente serão adotadas amanhã”, disse Beaune à rádio RFI, acrescentando que a UE também deve agir rapidamente sobre as importações de gás e carvão da Rússia. 
Os EUA impediram o governo russo de pagar aos detentores de sua dívida soberana mais de 600 milhões de US$ das reservas mantidas em bancos americanos, num movimento destinado a aumentar a pressão sobre Moscovo e obrigar o Kremlin a decidir se usará os dólares que tem para pagar a sua 
dívida ou para outros fins, como por exemplo o seu esforço de guerra, disse um porta-voz do Departamento do Tesouro dos EUA. 
O mayor de Kiev pediu aos políticos europeus que cortem todos os laços comerciais com Moscovo, dizendo que todos os pagamentos à Rússia alimentarão o que ele chamou de “genocídio de ucranianos”.

 

  Agência Lusa - 5abr2022
95272716_European-Commission-President-Ursula-von-A Comissão Europeia propôs esta terça-feira novas medidas restritivas “mais amplas e mais severas” para a economia russa, após as alegadas execuções de civis cometidas pelas tropas russas, nomeadamente em Bucha, na Ucrânia. Segundo Ursula von der Leyen, as novas sanções – que terão de ter aval dos Estados-membros – incluem “uma proibição de importação de carvão proveniente da Rússia, no valor de quatro mil milhões de euros por ano”, com vista a “cortar outra importante fonte de receitas para a Rússia”. Foi também revelado que a UE está já a “trabalhar em sanções adicionais, incluindo sobre importações de petróleo, e a refletir sobre algumas das ideias apresentadas pelos Estados-membros, tais como impostos ou canais de pagamento específicos, tais como uma conta caucionada”. A Rússia é responsável por cerca de 45% das importações de gás da UE, bem como por cerca de 25% das importações de petróleo e por 45% das importações de carvão europeias.

 

  
1024.jpgDez funcionários da embaixada russa em Lisboa têm duas semanas para deixar Portugal. João Gomes Cravinho, Ministro dos Negócios Estrangeiros, notificou na tarde de ontem [5abr2022] "o Embaixador da Federação Russa”, considerando que as atividades destes dez funcionários “são contrárias à segurança nacional”. “São funcionários com acreditação diplomática junto da missão russa em Lisboa, são funcionários que estavam a trabalhar de uma forma que punha em causa interesses de segurança nacional e, portanto, naturalmente que tomámos a decisão adequada, que é dizer que tinham de sair do país”, declarou Cravinho, à chegada a uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO no dia de hoje.
  
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Grécia, citado pela Tass, informou que o país irá expulsar 12 diplomatas russos, declarados como personas non-gratas. O governo helénico junta-se assim a outros países da União Europeia, como Portugal, Itália, Espanha, Dinamarca e Suécia, na adoção desta medida.
  O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Alexander Grushko, afirmou esta quarta-feira que o país deseja manter as relações diplomáticas com o Ocidente, isto apesar das recentes expulsões de diplomatas russos decretadas por vários países da União Europeia. A propósito desta medida, Grushko disse que os países que a tomam "estão a prejudicar os próprios interesses". Citado pela Tass, o governante russo avisou também que a UE "irá pagar pela chantagem energética", e avisou o Ocidente para não "brincar" em torno do exclave de Kaliningrado.
  
O Ministério das Relações Exteriores do governo holandês, numa declaração em carta ao Parlamento, disse que atualmente está a impedir que 14 iates deixem o país devido a sanções à Rússia, incluindo 12 que estavam em construção para proprietários russos.
  
O governo da Nova Zelândia vai introduzir uma tarifa de 35% sobre todas as importações da Rússia e proibirá a exportação de produtos industriais, como equipamentos de telecomunicações e motores para o território russo.
  
Os EUA anunciaram um novo lote de 18 indivíduos abrangidas pelas sanções. Neste grupo de pessoas, destacam-se os nome de Dmitry Medvedev, ex-presidente e primeiro-ministro e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, e do atual primeiro-ministro do país, Mikhail Mishustin. A Reuters, citando o Departamento do Tesouro dos EUA, avança que o atual ministro da Justiça da Rússia, Konstantin Chuychenko, também passará a constar da lista de sancionados.
  
À semelhança dos EUA, o Reino Unido também irá impor o bloqueio total ao Sberbank, bem como o Banco de Crédito do Moscovo, avança a Reuters, citando fonte governamental. O Reino Unido anunciou também que irá proibir a importação de carvão russo, medida que a União Europeia também iria tomar. No entanto, devido a questões técnicas levantadas por vários Estados, o bloco dos 27 adiou um potencial acordo para amanhã.

 


transferir.jpgHoje e amanhã reúnem-se no quartel-general da NATO em Bruxelas os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países membros, com a presidência do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Jens Stoltenberg. “Desde a invasão, os aliados aumentaram o seu apoio. Espero que, quando nos encontremos hoje e amanhã, os ministros discutam como podemos ajudar ainda mais a Ucrânia. Os aliados estão a fornecer armas antitanque, antiaéreas e sistemas de defesa aérea, mas também vários tipos de sistemas avançados de armamento”, disse Stoltenberg, que vincou que a totalidade do apoio é “significativa”. “Neste conceito, precisamos de abordar as consequências securitárias das agressivas ações russas, o equilíbrio de poder mundial em mudança, as consequências securitárias de uma China muito mais forte, e os desafios que Rússia e China estão a impor juntos a uma ordem internacional de valores democráticos baseada em regras. Definiremos a estratégia sobre como líder com terrorismo ciber e híbrido, bem como as consequências das alterações climáticas para a segurança”, acrescentou.

  
Sanções, sanções e mais sanções. Mas... "Mil milhões de euros pode parecer muito, mas mil milhões de euros é o que pagamos a Putin todos os dias pela energia que nos fornece. Desde o início da guerra, demos-lhe 35 mil milhões de euros" (Josep Borrell, responsável pela diplomacia na União Europeia).
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  5.ª feira - 07abr2022
image.jpgA Assembleia Geral das Nações Unidas acaba de votar a suspensão da Rússia de Conselho de Direitos Humanos da ONU, durante uma sessão em Nova Iorque. Antes da votação, o embaixador da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, acusou a Rússia de abusos “horríveis”, levantando a questão de supostos assassinatos de civis na cidade de Bucha. O representante da Rússia, Gennady Kuzmin, condenou a votação da moção apresentada pelos Estados Unidos - 93 países votaram a favor (entre os quais Portugal), 24 países votaram contra (Argélia, Bielorrússia, Bolívia, Burundi, Cuba, Congo, Coreia do Norte, Eritreia, Etiópia, República Centro-Africana, Gabão, Irão, Cazaquistão, Laos, Quirguistão, Mali, Nicarágua, Rússia, Síria, Tajiquistão, Zimbabué, Uzbequistão, Vietname e China) e 58 países abstiveram-se (entre os quais Brasil, Índia e África do Sul). Apenas 175 dos 193 países-membros da ONU participaram da votação.

 

  Nos últimos três dias o panorama de tropas no terreno alterou-se substancialmente na região nordeste de Kiev.
De dia 04 para dia 06abr2022.jpg



Publicado por Tovi às 07:42
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Domingo, 27 de Março de 2022
Qual é a estratégia da China na Ucrânia?


mw-860.jpgAs negociações continuam, mas os resultados são praticamente nulos… e diz quem acompanha esta crise provocada pela invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin que o importante e que ainda teremos que aguardar é para onde vai a China cair, pois será o que influenciará o destino da guerra. Eu também sou desta opinião.


Pingus Vinicus - A China tem uma paixão pela Rússia…
Jorge De Freitas Monteiro - A China cai sempre para o seu próprio lado. O que neste caso significa ter interesse numa solução pacífica da qual a Rússia não saia enfraquecida nem os US reforçados.
David Ribeiro - ...o que no atual estado da coisa é o mesmo que cair para o lado russo.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, provavelmente. Aliás é interessante ver o tom utilizado por diplomatas e altos funcionários chineses nas suas contas no Tweeter. Sabendo-se que os chineses não dizem nada só por dizer é muito significativo. Mais um factor que a informação a que temos direito omite cuidadosamente.
David Ribeiro - Mas os chineses são exímios em dar “uma no cravo e outra na ferradura”, conforme lhes convenha. Na semana passada, durante uma conversa telefónica entre Xi Jinping e Joe Biden, o presidente chinês disse que os interesses económicos da China estão com o Ocidente e não com a Rússia. Xi é uma puta velha (pardon my french).
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, justamente, caem sempre para o seu próprio lado
Chico Gouveia - A estratégia da China é a dos tomates: colabora mas não entra.
Da Mota Veiga Suzette - A China é tradicionalment amigo da Russia mas lembra-se do grande mercado que significa a Europa e USA para escoar os seus produtos. Assim, a China disse: esta guerra não é bom par ninguém!

 

 


18304358_905.jpgLendo tudo o que se escreveu sobre as reuniões dos últimos dias em Bruxelas – NATO, União Europeia e G7 – estou convencido, mais do que nunca, que a União Europeia não pode de forma alguma aceitar a covarde invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin, mas também não se pode tornar num “Estado vassalo” dos Estados Unidos da América, mas sim um seu par. É certo que nunca se teve em atenção a capacidade estratégica e militar dos 27 Estados-membros da UE, um espaço com 450 milhões de habitantes, mas é forçoso avançar para forças armadas conjuntas, com sistema de transporte estratégico, informação estratégica, capacidade de projeção de forças e capacidade naval. E a NATO, qual será o seu futuro? Não será que com trinta países, com interesses muito diferentes, no caso de um conflito o comando e controlo será muito complicado?

 


Map_of_Central_Asia(pt).pngCercada pela Rússia, China, Irão, Afeganistão e Mar Cáspio, a região da Ásia Central – que inclui Quirguistão, Cazaquistão, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão – é muito suscetível à volatilidade em termos de mudanças geopolíticas e de segurança. Após o colapso da União Soviética estes países permaneceram na órbita russa e embora muitos tentassem adotar políticas externas multivetoriais, as suas dependências de Moscovo permaneceram fortes. Mas o atual conflito de Rússia com a Ucrânia pode alterar o jogo político e mudar a dinâmica regional. É que não há dúvida que a forma como a Ásia Central vê a atual governação de Putin alterou-se substancialmente. Enquanto antes a Rússia era vista como uma fonte de estabilidade, agora parece que se tornou uma fraqueza para a estabilidade regional, soberania e integridade territorial. As coisas já não são o que eram nesta região da Ásia Central.
  
Xavier Cortez - Um dos comentários mais inteligentes que vi ultimamente. Os tão podem tornar-se um problema sério para a Rússia. Pela via do islamismo.

 

  Expliquem-me, se souberem e me quiserem ser úteis, qual o interesse prático das reuniões do Conselho de Segurança da ONU se os membros permanentes que o integram, dispõe cada um deles de um direito de veto, como estipula a Carta das Nações Unidas.

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O Artigo 27 das Nações Unidas afirma:
Cada membro do Conselho de Segurança terá um voto.
Decisões do Conselho de Segurança sobre questões processuais, serão tomadas pelo voto afirmativo de nove membros.
Decisões do Conselho de Segurança em todos os outros assuntos serão tomadas pelo voto afirmativo de nove membros, incluindo os votos afirmativos dos membros permanentes, desde que, nas decisões previstas no Capítulo VI, parágrafo 3 do Artigo 52, uma reunião deverá ser realizada pela abstenção do voto.
Embora o "poder de veto" não seja mencionado explicitamente na Carta da ONU, as decisões do Conselho de Segurança exige "os votos dos membros permanentes", significa que qualquer um desses membros permanentes podem impedir a adoção de qualquer assunto adicional sobre alguma resolução. Por essa razão, o "poder de veto" também é um princípio unânime das grandes potências.
  Mário Santos - A Alemanha, Brasil, Índia e Japão (aliança G4) em setembro de 2021 propõem a reforma "urgente" do Conselho de Segurança da ONU, com vista a torná-lo mais legítimo, eficaz e representativo (claro que querem entrar no Conselho). Também Guterres defendeu a reforma do Conselho de Segurança em particular o Artº 27º (o tal "veto" do P5). Agora as contas da ONU e quem as paga (quer estar no tal conselho...)
 
  Não será um “flik-flak à retaguarda” por parte de Vladimir Putin, mas um dos seus generais já afirmou que as forças russas na Ucrânia mudaram o foco numa ofensiva terrestre voltada para a capital, Kiev, para uma prioridade a que Moscovo chama de “libertação” da contestada região de Donbass. Ainda é cedo para se saber o que isto significará em toda esta situação da invasão russa da Ucrânia, mas os fracos progressos das tropas de Putin (ver mapa com a evolução no terreno de 6mar para 27mar2022) sugerem uma nova fase da guerra.

De dia 06 para dia 27mar2022.jpg

 

  Eu não fui hoje a esta manif na Praça D João l. Mas vi agora estas fotos e curiosamente nem uma bandeira ucraniana. E não houve nem uma crítica a Putin, disse-me quem lá esteve. Esta malta, do CPPC e PCP… quem não os conhecer que os compre.
Captura de ecrã 2022-03-27 221510.jpg
  Raul AlmeidaO PC criou há muitos anos uma série de organizações satélites, falsamente independentes, com diversas finalidades, enquadradas pelo interesse maior da defesa e protecção do comunismo de inspiração soviética. Utilizando uma dessa pseudo-organizações, o Conselho para a paz, cooperação e segurança, que se diz empenhada na promoção de paz sempre obediente a Moscovo, fizeram hoje um encontro "pela paz", onde sintomaticamente não se viu uma única bandeira da Ucrânia, nação actualmente mais fustigada pela guerra. O revisionismo, a profunda cara de pau, a sempre presente e profundamente entranhada herança de Stalin, fazem do PC algo que nos envergonha a todos, enquanto sociedade. Queriam o Rivoli e o patrocínio da Câmara para esta palhaçada aviltante. Era o que mais faltava!!! Esteve muitíssimo bem, Rui Moreira na recusa, interpretando a expressão democrática dos votos na Autarquia e impedindo uma mancha ignóbil num espaço nobre da Cidade.



Publicado por Tovi às 09:42
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Sexta-feira, 25 de Março de 2022
NATO, União Europeia e G7 reuniram-se em Bruxelas

Captura de ecrã 2022-03-24 214538.jpg

  Diplomacia em acção no dia de ontem

  • NATO emitiu um comunicado em que assumiu estar“preocupada” com a entrada da China no conflito que opõe a Rússia à Ucrânia. “Pedimos a todos os Estados, incluindo a China, para seguir a ordem internacional incluindo os princípios de soberania e integridade territorial”. Os 30 países da NATO apelaram mesmo a Pequim que se “abstenha” de apoiar “o esforço de guerra da Rússia”. E deixaram um recado à Rússia: “Qualquer uso de arma biológica ou química seria inaceitável e teria consequências severas”.
  • A declaração conjunta do Grupo dos Sete, que reúne os sete países mais industrializados do mundo, foi no mesmo sentido da NATO. Os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido dizem mesmo que “não vão poupar esforços” para responsabilizar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seus apoiantes – incluindo o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko. O seu apelo vai para as forças russas que abram “caminhos seguros” na Ucrânia para permitir ajuda humanitária a Mariupol e a outras cidades cercadas. E pedem às autoridades bielorrussas para que “evitem uma nova escalada e se abstenham de usar as suas forças militares contra a Ucrânia”.
  • No final das reuniões, o presidente norte americano Joe Biden disse apoiar a saída da Rússia do grupo das maiores economias mundiais (G20). E quer pelo menos que a Ucrânia possa assistir às reuniões. O presidente deu mais detalhes sobre a conversa com Xi Jinping, homólogo chinês, na passada sexta-feira. “Tive uma conversa muito honesta com ele. Disse-lhe claramente que apoiar a Rússia teria consequências”. Joe Biden chamou “bruto” a Vladimir Putin. “A coisa mais importante [das sanções] é mantermo-nos unidos”, tendo como objetivo que o “mundo se continue a focar” no seguinte: “Que tipo bruto é este” e por que motivo é que “todas as vidas inocentes se perderam” e “o que está a passar” na Ucrânia.
  • Também o primeiro ministro britânico, Boris Johnson aproveitou a sua intervenção pública para alertar para consequências “muito, muito severas”, caso o Presidente russo usasse armas químicas ou nucleares contra a Ucrânia. “Se Putin se fosse envolver com alguma coisa desse género, as consequências seriam muito, muito severas. Vou ter de ter alguma ambiguidade na resposta, mas acho que seria catastrófico para ele. Acho q ele compreende isso. Seria um profundo e desastroso erro para Putin”, disse. Apesar da insistência dos jornalistas Johnson não indicou se, nesse cenário, haveria intervenção da NATO.
  • O líder francês, Emmanuel Macron, na sua vez, disse que a NATO procura não dar à Rússia um “pretexto” para atacar o Ocidente. “Não queremos fazer nada que possa provocar a escalada da tensão”, justificou o Presidente. “Não vamos lutar contra a Rússia”, assegurou o líder que tem mantido várias conversas telefónicas com o seu homólogo russo, embora sem grande sucesso para a paz.
  • O chanceler alemão Olaf Scholz, por seu turno, afirmou que “as tropas russas têm de sair da Ucrânia”. “Isto é necessário para atingir uma solução sustentável para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia”, disse. Scholz apelou também ao Presidente Vladimir Putin que “aceite um cessar-fogo e permita corredores humanitários, para proteger os civis”. A Alemanha doou mais 370 milhões de euros em humanitária à Ucrânia.
  • Em Portugal, a partir do Porto, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de dar a sua opinião numa visita oficial. Aos jornalistas, o Presidente português disse considerar que o presidente russo, Vladimir Putin, cometeu um erro ao pensar que perante a sua decisão de tomar o território ucraniano iria conseguir dividir a União Europeia e a própria NATO. “É evidente que falharam. “A NATO e a UE continuam unidas”, referiu, independentemente da ideologia de cada país e apenas pela “paz e pelo respeito do direito internacional, da soberania dos estados, dos direitos das pessoas”, acrescentou.
  • Já da Rússia a informação que chegou foi que o Kremlin considera que “exatamente um mês depois do início da operação militar especial na Ucrânia” a vida “está a voltar ao normal” nos territórios “já libertos dos nacionalistas” ucranianos. “Está a correr como planeado e os objetivos delineados serão alcançados”, declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russos, Maria Zakharova, que espera que Kiev “reconheça a necessidade de uma solução pacífica”.
  • Um total de 140 países da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou a favor de uma resolução que pede ajuda humanitária imediata para a Ucrânia, ajudando a proteger os civis. A resolução também critica a Rússia por ter criado uma situação “dramática” humanitária. Apenas cinco países votaram contra: Bielorrússia, Coreia do Norte, Eritreia, Rússia e Síria, enquanto 38 abstiveram-se, incluindo a China, Cuba e a Índia.

 

  
onu.jpgÉ já a segunda vez que em sessões da Assembleia-Geral da ONU uma esmagadora maioria de membros isolam e condenam a “operação militar especial”, como Putin chama à invasão da Ucrânia pelas suas tropas. Mas continua a preocupar-me a posição neutra da China (abstenção) em tudo o que se refere a criticar a Rússia.
  Agência Lusa - O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje [6.ª feira, 25mar2022], numa conversa por telefone com o homólogo britânico, Boris Johnson, que a comunidade internacional deve “criar as condições certas” para resolver o conflito na Ucrânia e “promover negociações de paz com sinceridade”. “A comunidade internacional deve promover as negociações de paz com sinceridade. Devem ser criadas as condições necessárias para resolver este assunto. Devemos fazer tudo o possível para que a paz retorne à Ucrânia”, disse Xi, segundo a imprensa local. O Presidente chinês afirmou que o seu país já está a desempenhar “um papel construtivo” nesse sentido. Xi disse ainda que a China está "pronta para o diálogo" com o Reino Unido, desde que este seja "franco, aberto e inclusivo", afirmando esperar que Londres seja "justa e objetiva" ao lidar com Pequim. A conversa ocorre uma semana depois de Xi ter falado, por videoconferência, com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Xi instou então Washington a trabalhar em conjunto para "equilibrar as tensões" e "alcançar a paz global". 

 

  Reunião de ontem do Conselho da Europa
1024.jpgVolodymyr Zelensky diz que Portugal é dos países que têm mostrado mais reservas em apoiar a Ucrânia. Num discurso feito por videoconferência durante a reunião do Conselho Europeu, o presidente ucraniano comentou a postura dos 27 estados-membros perante o conflito e mencionou que Portugal tem algumas dúvidas em apoiar decisões a favor da Ucrânia. "A Bulgária está connosco, e acredito que a Grécia estará. A Alemanha está um pouco atrasada. Portugal? Bem... está quase. A Croácia está connosco; Suécia - o azul e o amarelo - estão sempre juntos", afirmou o presidente ucraniano.

 


Erdogan.jpgA emissora turca NTV, citando o presidente Erdogan, disse ter havido progresso em vários pontos-chave nas negociações entra a Ucrânia e a Rússia. Ancara, que goza de boas relações com Moscovo e Kiev, vem tentando posicionar-se como mediadora entre os dois lados. Mas por outro lado o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse hoje que as negociações com a Rússia para acabar com o conflito são "muito difíceis" e prometeu que Kiev não recuará em suas exigências. “A delegação ucraniana assumiu uma posição forte e não abre mão de suas demandas. Insistimos, em primeiro lugar, num cessar-fogo, garantias de segurança e integridade territorial da Ucrânia”, disse Kuleba. Enquanto isso, a agência de notícias russa Interfax citou o negociador russo Vladimir Medinsky dizendo que os dois lados estavam a fazer pouco progresso em questões importantes. Medinsky também disse que Moscovo acredita que Kiev está a tentar estender as negociações.

 

  Publicado pela Embaixada da Rússia na França (@AmbRusFrance)… mas posteriormente eliminado.
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  Reforço da presença militar da NATO no leste europeu
NATO 25mar2022.jpg



Publicado por Tovi às 07:09
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