"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 21 de Junho de 2022
Salvar a Descentralização... por Rui Moreira

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Veja-se como o Estado quis manter sob a sua alçada as escolas reabilitadas do Parque Escolar, com transferências através de contrato-programa que, no caso do município do Porto, são 3,5 vezes maiores do que as que irão ser feitas para as outras escolas, que transferiu a 1 de Abril. É indesmentível que o processo de descentralização está a correr mal. À medida que as tarefas delegadas vão pesando no orçamento dos municípios, é evidente que os recursos disponibilizados pelo Estado central são insuficientes.
(Rui Moreira no Público de hoje - 21jun2022)



Publicado por Tovi às 09:29
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Sábado, 21 de Maio de 2022
António Costa em visita à Polónia e Ucrânia

 António Costa na Polónia
Captura de ecrã 2022-05-20 204843.jpgO primeiro-ministro António Costa confirmou ontem, após reunir-se com o seu homólogo polaco, Mateusz Morawiecki, em Varsóvia, que Portugal está a discutir com vários governos a possibilidade de usar o porto de Sines como plataforma de distribuição de gás, transferindo-o de navios maiores para embarcações mais pequenas, capazes de operar nos mares Báltico e do Norte. Mateusz Morawiecki, por seu lado, revelou que a Polónia está interessada em cooperar com Portugal num eventual transporte de gás natural liquefeito (GNL), referindo que o seu país está a tornar-se num eixo para o gás e, portanto, "se pudermos obter gás adicional [...] estaríamos muito interessados neste tipo de cooperação com Portugal", concluiu Morawiecki.
Para além das questões energéticas, António Costa, deixou a garantia de que Portugal vai reforçar o apoio material à Polónia no esforço que este país está a fazer no acolhimento aos refugiados ucranianos, num valor “até ao montante máximo” de 50 milhões de euros, traduzidos no envio de “casas pré-fabricadas, casas modelares, produtos farmacêuticos e bens alimentares, roupa e calçado”, entre outros, voltando a referir que o país continua disponível para colaborar com as autoridades polacas na partilha do esforço de acolhimento dos refugiados ucranianos. Após o encontro com o seu homólogo polaco, António Costa deslocou-se ao Estádio Nacional de Varsóvia, onde está instalado o maior centro de acolhimento a refugiados da guerra na Ucrânia, reiterando a promessa de solidariedade de Portugal no processo de acolhimento, instalação e encaminhamento.

 

  António Costa em Irpin
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O primeiro-ministro dirigiu-se até Irpin, uma das zonas mais afectada pela guerra que fica a cerca de 20 quilómetros da capital ucraniana. “Ver ao vivo é algo absolutamente devastador pela brutalidade do ataque, a forma cruel como os carros foram metralhados com pessoas lá dentro”, disse Costa em Irpin. “É muito duro ver”, diz o primeiro-ministro em visita à cidade que esteve tomada pelos russos. “A guerra é sempre dramática, mas quando é entre militares são as regras do jogo. Quando é sobre civis, as suas habitações e viaturas quando estavam a fugir, já não é uma guerra normal, já estamos a falar de algo absolutamente criminoso que visa a pura destruição da vida das pessoas e do futuro de um país”. Antes de terminar a breve visita a Irpin, o primeiro-ministro disse, em relação aos crimes de guerra, que “é fundamental que a investigação prossiga” e que os “responsáveis devem ser levados perante a justiça e punidos”.

 

  António Costa em Kiev
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O primeiro-ministro português esteve hoje reunido com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro António Costa revelou que propôs o apoio de Portugal na reconstrução de escolas na Ucrânia. “Estamos disponíveis para patrocinar uma zona geográfica ou a reconstrução de escolas e jardins de infância”. A discussão continuará agora em reuniões com o governo, disse Costa que apontou com vantagem nacional no apoio à reconstrução de escolas a experiência na reconstrução destas infraestruturas em Portugal pela Parque Escolar. No início da declaração que fez no palácio presidencial, Costa disse ter sido “com grande emoção” que teve a “oportunidade de ser recebido pelo presidente Zelensky. “Um líder que inspira o mundo e nos tem dado a todos grande exemplo de coragem, personalizando notável resistência contra agressão ilegal e forma bárbara como a Rússia tem conduzido a guerra em território ucraniano”.  Nesta conferência de imprensa depois da reunião com António Costa, o presidente ucraniano afirmou que “Portugal nesta luta está do lado justo da história”.

 

  Adesão da Ucrânia à União Europeia 
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O primeiro-ministro português elogiou a resistência do povo ucraniano: “Persistência, determinação e coragem não lhes falta. Se têm tido para esta guerra, não há de faltar para desafios muito mais fáceis como a adesão europeia”, disse afirmando que a UE é “o destino” da Ucrânia, mas frisou: “Os processos de adesão são altamente complexos, incertos e difíceis. O nosso levou 9 anos”. Zelensky responder depois: “Compreendo que muitos países esperaram muitos anos para chegar a ser candidatos e depois membros. Mas é incorreto comparar a Ucrânia com esses países que passaram esse caminho em paz. Nós, em guerra, não estamos só a perder o tempo, mas também pessoas, vidas humanas, por isso agradeço quem apoia a nossa candidatura”. 

 

  Al Jazeera - 15h26 (TMG) de 21mai2022
Portugal PM Costa visits Ukraine, meets Zelenskyy
Portugal’s Prime Minister Antonio Costa says he supports Ukraine’s European Union accession bid. Speaking alongside Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy during a visit to Kyiv, Costa backed Ukraine’s EU ambitions saying “the worst thing the European Union could do to Ukraine would be to divide itself now over any decision regarding the future.” Costa reaffirmed Portugal’s commitment to the reconstruction of Ukraine stating it should be a priority in the next European Councils to find a collective response on how to rebuild the war-torn country. “We must be together, because it is together that we can build our Europe,” Costa said.

 

  
transferir.jpgAntónio Costa entregou a insígnia da Ordem da Liberdade a um funcionário diplomático na embaixada portuguesa em Kiev. Trata-se de Andrei Putilovskiy que ajudou dezenas de portugueses e luso-ucranianos a abandonar o país. O funcionário da Embaixada recebeu a insígnia da Ordem da Liberdade por ter permanecido em Kiev, disponível no apoio aos portugueses, luso-ucranianos e ucranianos que procuravam sair do país e chegar a Portugal. "Prestar esse auxílio em tempo de guerra exige, muitas vezes, gestos excecionais de bravura e coragem como aqueles de que deu prova. Estão-lhe gratos, seguramente, todos aqueles que pode salvar", afirmou António Costa. 

 

  Público e JN de 22mai2022
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Publicado por Tovi às 08:35
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2022
As inconfidências de Marcelo

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António Costa está de visita à Roménia e à Polónia e assumiu que, como se previa, vai aproveitar a oportunidade para ir a Kiev, respondendo ao convite que lhe foi feito pelo primeiro-ministro ucraniano. Contudo, por questões de segurança, essa visita não estava anunciada nem incluída no programa oficial de Costa. Mas Marcelo Rebelo de Sousa, numa escala da viagem para Timor, em declaração aos jornalistas, anunciou que o primeiro-ministro vai esta semana à Ucrânia. O Primeiro-ministro, com muito fair-play, acabou por dizer: "O sr. Presidente anunciou está anunciado. Fez certamente bem, é por isso que é Presidente da República. Não condicionamos o timing do uso da palavra pelo sr. Presidente".


Luis Miguel Moreira - De um palhaço espera se sempre uma patetice! Marcelo, depois de ter sido gozado - e muito bem - pelo RAP no inimigo público por andar sempre a dizer que sabe das notícias pelos jornais, resolveu vingar-se e mostrar que ele, Marcelo, também é capaz de dar notícias antes dos jornais, e veio assim revelar em público e em directo um segredo de Estado! Se fosse um ministro a revelar uma viagem secreta de um representante de estado, seria possivelmente demitido de funções! Ao palhaço nada acontece! Faz parte da profissão dizer patetices! 
Rodrigues Pereira - E temos também um monarca putativo - que, por mero acaso, foi eleito Presidente da República - que resolveu dar uma entrevista em plena lounge da First Class da Emirates, no Dubai, a anunciar aos quatro ventos quando o nosso primeiro-ministro iria visitar Kiev. Ora se o cavalheiro ia a caminho de Timor - e bem - não poderia ter-se atido à comemoração da independência, do magnífico café que ainda vai produzindo ou, até, do papel do Comendador Nabeiro na revitalização da economia da ilha??? Arre, que o homem não consegue ficar calado!!! 
David Almeida
Foi para não ser informado, outra vez, pela comunicação social...🤣🤣🤣
Alfredo FontinhaMarcelo, um incontinente verbal!

  JN e Público de hoje
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  Primeiro-ministro português na Roménia
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  Kremlin... esta manhã
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Publicado por Tovi às 08:27
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Domingo, 20 de Fevereiro de 2022
Entrevista de Rui Moreira ao Público

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Público de 19fev2022

Se olharmos àquilo que é o PSD e a sua liderança, julgo que essa [Rio está politicamente ferido] está definitivamente terminada.

As maiorias absolutas são como os melões, mas há uma coisa que é verdade: com maioria absoluta deixa de haver desculpa para não se fazer reformas. Reformas políticas e reformas administrativas.

O dr. António Costa ao fazer a “geringonça” juntou-se com duas forças políticas, uma das quais é profundamente anti-reformista e a outra é extremamente populista e isso impediu várias em várias circunstâncias que se fizessem as reformas necessárias. Ele agora tem pela primeira vez a hipótese – e também não tem desculpa – para fazer as reformas que ele anunciou na campanha eleitoral.

Gostaria que houvesse uma representação do Norte no governo. Mas o que é importante é ministros que, quando lá chegam, se recordem que são do Norte. É uma questão de memória, o que, aliás, também se aplica aos senhores deputados.

Gostava que se avançasse para um ministério com competências na área da descentralização.

Não estou próximo do CDS nem da IL. Tive o prazer de ter o apoio do CDS nas minhas três candidaturas e do apoio da IL nestas, mas devo desde já dizer, para ser claro, que nunca me filiarei, nem terei nenhum papel em nenhuma força política.

Temos vindo a resistir a este processo de descentralização (…) Porque este não é um modelo de descentralização, é um modelo de “tarefização”, ou seja, o Estado passa tarefas para os municípios sem lhe passar verdadeiras competências e sem passar o respetivo cheque, de alguma maneira há uma suborçamentação.

Temo que mais uma vez se avance para um referendo [à Regionalização] que, não havendo medidas prévias, pode levar a que ele seja recusado.

Defendo há muito ser preciso rever os círculos eleitorais. Não acredito nada num modelo de círculos uninominais com círculo de compensação. Os círculos eleitorais deviam seguir o mapa das NUT II que, no fundo, serão as futuras regiões.

Estou muito preocupado com os prazos [do PRR], porque o período para a realização é muito curto e sabemos, pelo que aconteceu com o último quadro comunitário, que com um prazo maior teve uma taxa de execução muito baixa.

Acho que não [ter sido um erro apostar tanto na área do turismo]. Os turistas têm impactos positivos e negativos. Compete ao poder político compensar os negativos com o que os aspetos positivos lhe dão.

Estamos a trabalhar no regulamento [para o Alojamento Local]. Mas há uma coisa que não vamos fazer: entrar num modelo de proibicionismo. O que me parece adequado é olhar para zonas da cidade tampão e dizer “aqui chega” e para outras e dizer “aqui pode crescer”.

O que ouvimos falar [relatos de violência e desacatos] deve ser matéria de grande preocupação. Resultou de medidas proibicionistas durante a pandemia, muitas delas incompreensíveis. As pessoas que chegavam à Baixa à procura de pontos de consumo acabavam a consumir na via pública. Houve um perfil quase ideológico de destruição da noite.

Enquanto for presidente da Câmara do Porto certamente que não [ser presidente do Futebol Clube do Porto]. (…) Depende de imensas circunstâncias. (…) Enquanto o sr. Jorge Nuno Pinto da Costa for vivo, tiver capacidade e quiser gerir o Futebol Clube do Porto, enquanto ele for presidente, não quero falar sobre esse assunto.

 

  Como diz uma querida Amiga minha "É sempre melhor sabermos o que o Sr. Presidente da CMP pensa do que o que certas pessoas pensam que ele pensa".



Publicado por Tovi às 07:53
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2021
Começou ontem o julgamento do Processo Selminho

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O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, começou ontem a ser julgado no Tribunal de São João Novo, no âmbito do processo Selminho, onde é acusado de prevaricação, por favorecer a imobiliária da família, da qual era sócio, em detrimento do município. Segundo a comunicação social presente na sala de audiências Rui Moreira insistiu durante a manhã perante o Tribunal, que nunca teve intenção de beneficiar a imobiliária da sua família e que a sua intervenção em todo o processo Selminho se limitou a assinar uma procuração forense, sob conselho do seu chefe de gabinete, e meses depois uma declaração de impedimentos. De resto, todo o processo foi conduzido pelo advogado externo contratado pelo seu antecessor, em sintonia com os serviços jurídicos e os serviços de urbanismo da Câmara, e que "nunca" deu qualquer instrução seja em que sentido for.

 

  Jornais de hoje
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[Expresso, 16nov2021 às 20h50] - Antigos eleitos da CDU e BE da Câmara do Porto afirmaram, no Tribunal de São João Novo, que acordo entre a autarquia e a imobiliária da família Moreira no sentido de devolver capacidade construtiva a terreno na escarpa da Arrábida ou eventual indemnização, se a pretensão não fosse acolhida no PDM, inverteu o posicionamento de uma década de litigância.

 

  Segunda sessão do julgamento
 [JN às 12h12 de hoje] - O advogado Pedro Neves de Sousa, que foi mandatado pela polémica procuração que desencadeou o caso Selminho, garantiu, esta quarta-feira, em tribunal, que não sabia que a empresa era de Rui Moreira ou dos seus familiares e que o processo "foi tratado como todos os outros". 
O advogado que conduziu o processo Selminho explicou que apenas lidava com chefias intermédias e que, "provavelmente", pode dizer que nunca esteve numa reunião de trabalho com Rui Moreira, nem com o autarca que o antecedeu, Rui Rio. Pedro Neves de Sousa revelou que, em 2011, antes de Moreira ter tomado posse como presidente da Autarquia do Porto, os serviços de contencioso da câmara lhe tinham solicitado o adiamento da instância, pois havia a possibilidade de atender às pretensões da Selminho em sede de revisão do PDM, que se esperava estar concluído em 2012. O tempo passou e, em setembro de 2012, o advogado foi informado de que a Selminho pretende prosseguir com o processo. Nessa altura, apercebe-se de que já havia pouco tempo para reagir e preparou uma contestação à pretensão da empresa, "da forma que melhor entendeu defender a Câmara do Porto", declarou. Em novembro de 2013, as partes foram convocadas pelo tribunal para uma audiência prévia. Segundo Pedro Neves de Sousa, uma alteração do código processual civil introduziu a possibilidade de as partes chegarem a acordo nessa audiência prévia. Ora, a procuração passada por Rui Rio em 2011 apenas conferia poderes gerais ao advogado. Assim, pediu nova procuração aos serviços jurídicos da Câmara, agora com poderes especiais, para estar presente na audiência. O documento viria a ser assinado por Rui Moreia em novembro de 2013.
 [Observador às 19h15 de hoje] - Azeredo Lopes, chefe de gabinete de Rui Moreira entre 2013 e 2015, e ex-ministro da Defesa, foi a primeira testemunha a ser ouvida na tarde deste segundo dia de julgamento. Começou por admitir conhecer “muito bem” o arguido Rui Moreira, adiantando que numa primeira fase, além de ser chefe de gabinete, prestava ainda aconselhamento jurídico à autarquia durante dois meses. “Na fase da transição, ainda antes de entrar em funções, reuni-me com o anterior chefe de gabinete que me deu conta dos dossiês mais importantes que estavam a decorrer no contencioso. Quando chego à câmara considero crucial fazer uma avaliação de risco, onde a câmara devia estar mais ou menos preocupada para evitar eventuais condenações ou situações menos agradáveis que tivesse de alguma responsabilidade”. Azeredo Lopes garante que só soube da ligação de Rui Moreira com a empresa Selminho apenas no momento da assinatura da procuração forense pelo presidente. “Sendo um caso que estava há bastante tempo dentro da câmara, a minha convicção é que toda a gente sabia. Estava absolutamente convencido que era impossível não saber (…) O Porto é uma cidade bastante pequena, não estamos a falar de uma pessoa anónima nem de uma família anónima. Não me pareceu concebível que ninguém soubesse na câmara que a Selminho não estava ligada à família do Dr. Rui Moreira”. O antigo chefe de gabinete recorda o dia em que Moreira entrou no seu gabinete com uma procuração nas mãos. “Entrou no meu gabinete e disse que tinha uma procuração para assinar porque diziam que muito urgente, mas que tinha lá o nome de uma empresa da sua família. Não me passava pela cabeça que, ao fim de não sei quantos anos, quem elaborou procuração não soubesse ainda o que era ou de quem era a Selminho”, refere o antigo chefe de gabinete. “A interpretação que dei é que eles [serviços jurídicos] entendem que é necessário que assines para evitar que a câmara deixe de estar representada em tribunal. Se não assinares isto pode até ser interpretado contra ti. Foi basicamente isso que transmiti ao presidente”, acrescenta Azeredo Lopes, revelando desconhecer, no entanto, a “natureza da procuração”. “Desconhecia que era uma procuração com poderes especiais e que tinha sido pedida especificamente para aquele efeito [negociação], não sendo válida a procuração passada pelo anterior presidente, Rui Rio". Ouvido minutos depois de Azeredo Lopes, o então diretor municipal do departamento jurídico do município, entre fins de setembro de 2013 e 11 de dezembro de 2013, afirmou desconhecer “em absoluto” a procuração em causa. “Desconheço em absoluto essa procuração. Se ela é de 28 de novembro [de 2013] como é referido, eu ainda estava em funções e não conheço essa procuração. O departamento jurídico e contencioso devia estar envolvido neste processo e não foi”, declarou Miguel Queirós. Pedro Neves de Sousa, advogado que colabora com da autarquia do Porto desde 2009, e a quem Rui Moreira passou uma procuração forense, em 2013, para representar a câmara em tribunal num processo com a Selminho, começou por ser questionado pelo procurador do Ministério Público sobre a relação que tem com Rui Moreira. “Cumprimentamo-nos, mas não temos relação pessoal. Conheço o sr. presidente pessoalmente, mas não consigo localizar no tempo o dia em que estive com ele (…) Antes de ele ser eleito, não me recordo de termos sido apresentados”, adianta, afirmando ainda desconhecer todos os irmãos do autarca. “Se os vir, não os conheço, nem de vista”. O advogado explica com detalhe que trabalha numa sociedade que tem um contrato de prestação de serviços com a autarquia do Porto, desde 2009 até ao presente, mas salienta que não mantém contacto com o presidente de câmara, mas que “responde a chefias intermédias”, neste caso à divisão jurídica de contencioso. “Em processos judiciais, respondia à chefe de divisão municipal de contencioso, inicialmente Sofia Lobo e, mais tarde, Anabela Monteiro”. Pedro Neves de Sousa recorda que em janeiro de 2011 recebeu uma ação por parte do departamento jurídico e obteve informação de que “deveria suspender a instância” — na prática, interromper o ‘dossier Selminho’ — no Tribunal Administrativo e Fiscal, uma vez que “estariam em curso negociações entre a Selminho e o município”, tendo na origem dessas mesmas negociações a possibilidade de “revisão do Plano Diretor Municipal”. “Foi uma situação absolutamente anormal, pois não seria necessário contestar a ação”, enfatiza, acrescentando que essa informação foi-lhe passada pela chefe de divisão, Sofia Lobo. “Não sabia que a Selminho pertencia à família do sr. presidente”, garante, acrescendo só ter tido conhecimento da ligação da imobiliária a Rui Moreira em 2014. Antes disso, em setembro de 2012, o advogado foi informado de que a Selminho pretendia prosseguir com o processo. Nessa altura, preparou uma contestação à pretensão da empresa, convicto de que estaria a fazer “o melhor para defender os interesses do município”. Pedro Neves de Sousa refuta completamente a acusação apontada pelo Ministério Público de que tenha agido cumprindo instruções do autarca do Porto. “Não posso ser mais claro do que isto, nunca falei com o dr. Rui Moreira antes, durante ou depois sobre este processo, nem sobre outros (…) Teria sido muito grave se tivesse recebido instruções por parte do dr. Rui Moreira, não sou advogado do dr. Rui Moreira, sou advogado do município.” Na mesma linha, o advogado garante: “Da minha parte, nunca senti que houvesse algum tipo de pressão nem que a posição do município tivesse sido alterada pela ligação do presidente à Selminho”. Sem “nunca” contactar diretamente o serviço do urbanismo da câmara, depois de Rui Moreira tomar posse, Pedro Neves de Sousa garante que “não houve alteração de procedimentos” relativamente ao processo. “O modus operandi depois de 2013 manteve-se exatamente o mesmo.” Até então, a procuração que mandatava poderes gerais estava com o nome de Rui Rio. “Não era necessário juntar uma nova procuração. Um novo mandato não implica a caducidade de uma procuração”, sustenta o advogado, que, no entanto, a 22 de novembro pediu “uma procuração com poderes especiais”, uma vez que na audiência prévia, agendada para janeiro de 2014, existiria “a tentativa de uma conciliação”, concluindo que nestes casos é necessário um novo documento que transmita poderes especiais. Na sequência dessa audiência prévia, o advogado revela que o município do Porto continuava “exatamente no mesmo ponto”, ou seja, a colocar a hipótese de na revisão do PDM que incluíam as pretensões da Selminho de dar capacidade construtiva ao terreno na escarpa da Arrábida. “Quem elabora a primeira versão do acordo foi o mandatário da Selminho, é ele que me envia as primeiras minutas, que analisei e alterei, em conjugação de esforços com os dirigentes do município do Porto”. Nessa primeira versão do acordo, elaborada em abril de 2014, era incluído o cenário de revisão do PDM dando, assim, capacidade construtiva aos terrenos da Selminho. “A decisão passou sobretudo pela posição do urbanismo”, revelou o advogado, acrescentando que nessa altura “já estavam a decorrer os trabalhos preparatórios para a revisão do PDM por parte do urbanismo”. “Os serviços [urbanísticos] apontavam que a pretensão da Selminho podia ser acolhida. Se se concretizar essa ideia do urbanismo, muito bem, caso contrário nunca esteve adjacente o pagamento de uma indemnização. No caso ser alterado o PDM, o assunto estava fechado, caso contrário, teríamos de discutir se haveria ou não direito a indemnização. Esta foi a grande guerra.” Pedro Neves de Sousa sublinha que no acordo em causa a câmara “não se comprometeu com a alteração do PDM, diz apenas que é expectável que isso venha a acontecer”.



Publicado por Tovi às 08:29
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Sábado, 25 de Setembro de 2021
Hoje é Dia de Reflexão

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É proibido fazer propaganda no dia e na véspera da eleição?

Sim e é punido com pena de multa não inferior a 100 dias caso seja na véspera da eleição ou com pena de prisão até 6 meses ou pena de multa não inferior a 60 dias caso seja no dia da eleição. Esta proibição abrange toda a atividade passível de influenciar, ainda que indiretamente, os eleitores quanto ao sentido de voto, bem como a exibição, junto das mesas de voto, de símbolos, siglas, sinais, distintivos ou autocolantes de quaisquer listas.

Quanto ao caso específico do Facebook, a CNE considera que integra o ilícito de “Propaganda na véspera e no dia da eleição” (período de reflexão) a atividade de propaganda registada em: Páginas; Grupos abertos; e Cronologias pessoais com privacidade definida que extravase a rede de “amigos” e “amigos dos amigos”, i.e. nos seguintes casos: a) quando se permite que qualquer pessoa, incluindo, as que não estão registadas no Facebook, possa ver ou aceder à informação disponibilizada pelo utilizador (acesso público universal); b) quando se permite que todas as pessoas registadas no Facebook podem ver ou aceder à informação disponibilizada pelo utilizador (acesso público dentro da rede social).

 

  António Barreto... hoje, no Público
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Publicado por Tovi às 00:01
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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2021
Orçamentos das campanhas eleitorais Autárquicas

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E é assim que estamos...

• Entre as campanhas em que o Partido Socialista prevê gastar mais dinheiro estão a de Tiago Barbosa Ribeiro no Porto (167 mil euros).
• O Porto é também o concelho para cuja campanha o PSD prevê o maior orçamento, tendo dedicado 200 mil euros à campanha de Vladimiro Feliz.
• As campanhas do Nós Cidadãos a Alcobaça e Valongo são as que recebem maior orçamento no partido, com 58 e 41 mil euros, respetivamente.
• O PAN prevê gastar quase 33 mil euros na campanha por Lisboa e 14.500 pelo Porto.
• Segundo os orçamentos disponibilizados hoje na página da Internet da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, o movimento "Rui Moreira: Aqui Há Porto" prevê gastar 316.388 euros.
• Na lista dos maiores orçamentos de campanha dos grupos de cidadãos candidatos às eleições autárquicas, depois de Rui Moreira e Isaltino Morais, segue-se o movimento "Elisa Ferraz - Nós Avançamos Unidos", em Vila do Conde (distrito do Porto), com 125 mil euros.
 

   
Gianpiero Zignoni - sao apenas orçamentos e Valores com IVA (Rui Moreira) vs valores sem iva (partidos sao isento).
António Alves - Gianpiero Zignoni , descontando o IVA serão mais de 257 mil euros
Francisco RamosOs valores que os partidos apresentaram para as suas campanhas políticas são um embuste e não podem ser comparados com os valores das candidaturas independentes, pois nós pagamos IVA (23%) como todos os portugueses e os partidos políticos não (0%).

 


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   Público de 13ago2021
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   Grupo de Cidadãos Eleitores “Aqui Há Porto” - 13ago2021
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Publicado por Tovi às 08:25
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Terça-feira, 18 de Maio de 2021
Rui Moreira vai a julgamento

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Há mais de três anos o Tribunal Administrativo e Fiscal [TAF] mandou arquivar o processo “Selminho”… mas agora o Ministério Público “voltou à carga” e o Tribunal de Instrução decidiu que Rui Moreira vai a julgamento.

Em 29 de maio de 2017 o Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, informou a Assembleia Municipal que “o terreno que a minha família adquiriu há dezasseis anos não tinha, em Outubro de 2013, e continua a não ter, em 2017, capacidade construtiva. Não foi, entretanto, prometida, acordada ou paga qualquer indemnização. Ao contrário, a pretensão da Selminho em garantir ou capacidade construtiva, uma indemnização, ou até ambas, foi recusada pela Câmara no meu mandato. E só no meu mandato. Só no meu mandato. A propriedade do terreno, nunca antes disputada pela CMP ao longo de decénios e em múltiplos processos, é agora questionada pelo Município. Essa questão que agora a Câmara levanta prejudica claramente os interesses da Selminho. Mas iniciou-se no meu mandato. Repito, prejudica objectivamente os interesses da Selminho. Nunca tinha sido levantada. Foi-o no meu mandato. Eu e a minha família em nada fomos beneficiados.”

 
Rui Moreira convocou os jornalistas para uma declaração, às 17 horas de hoje… aguardemos.
 
    Comentários no Facebook
Rodrigues Pereira - Muito conveniente para alguns ! Esta situação do "era e não era" do Ministério Público seria risível, se não fosse trágica ! Mas uma enorme maioria sabe que nem Rui Moreira nem a sua Família beneficiaram com isto, muito pelo contrário ! Trata-se de um vil e mesquinho ataque de baixa política !!!
Celio Alves - Ataque sabujo e cirúrgico a "dias" das eleições....
Nuno Matos PereiraSempre disse que esse terreno não tinha capacidade construtiva, mas o ataque a meses das eleições, é mesmo cirúrgico, porco e difamatório. Podemos aceitar ou não politicamente, a forma de gestão de Rui Moreira, mas jogar tão baixo, leva-nos a pensar que todos nós estamos a ser escrutinados por uma PIDE reles. Pelo menos antes do 25 de abril o povo sabia com quem podia contar, hoje o sítio onde tenho mais dúvidas é se a justiça funciona.
 
 
   17h10 de hoje - JN

Rui Moreira: ida a julgamento "não me tira razão". O presidente da Câmara do Porto disse, numa declaração emocionada, que a ida a julgamento por prevaricação e abuso de poder no caso Selminho "não tem qualquer fundamento". Moreira lamenta ainda que a decisão instrutória tenha sido conhecida tão perto das eleições autárquicas.

   17h11 de hoje - Porto Canal
Rui Moreira, autarca do Porto, afirma, esta terça-feira, em reação à notícia de que será levado a julgamento no Caso Selminho, que "aguentará inabalável como o granito pois acredita que a verdade prevalecerá". O autarca garante ainda que "não tomou decisões que prejudicassem o município".

 

   Declaração pública de Rui Moreira
Caras e Caros Portuenses,
Como sabem, a Senhora juíza de instrução decidiu hoje que o processo em que fui acusado deve ser submetido a julgamento. Fê-lo, entendendo que essa seria a sede processual adequada para se apurar o que consta da acusação, e que eu sempre refutei.
Nada de novo, portanto, resulta desta decisão. Esta decisão não me deu, nem tirou, razão.
Pura e simplesmente remeteu a discussão para outro momento, e para outros juízes.
É uma decisão que lamento, pois sei que a acusação não tem qualquer fundamento e, por isso, procurei evitar o prolongamento do processo, sem recorrer a qualquer expediente dilatório, entendendo que o mesmo tinha custos desnecessários já que, tal como há 4 anos, estamos perante um processo que surge em vésperas de eleições.
Não foi esse o entendimento da Senhora Juíza.
No entanto, esta decisão não muda absolutamente nada, nem na minha maneira de ver o processo, que continuo a entender ser completamente destituído de fundamento, nem na minha posição sobre o assunto em questão: é absolutamente inequívoco que não tive qualquer participação em qualquer processo em que estivesse envolvida a minha família e não tomei direta ou indiretamente, ou por qualquer interposta pessoa, qualquer decisão que alterasse a posição do Município em qualquer processo judicial.
Tudo o que respeita à relação do Município com a sociedade Selminho teve início em 2006 e o processo judicial entre o Município e a Selminho teve o seu início em Dezembro de 2010, muito antes de eu ser presidente da Câmara e numa altura em que nem sequer equacionava tal hipótese.
A posição do Município foi definida nessa altura e nunca foi por mim alterada. Não mudei o advogado da câmara, nem mudei qualquer Diretor ou Técnico Municipal que lidou com o assunto. Até a Vereadora que interveio já ocupara esse cargo executivo no mandato anterior ao meu.
Considero, por isso, um insulto e uma infâmia que se possa, sequer, por a hipótese de eu poder ter beneficiado a minha família; para mais num assunto em que, como toda a gente sabe, a minha família acabou por perder os seus terrenos a favor da Câmara, e isso sucedeu exatamente neste meu mandato.
Enfim... como também anteriormente já tinha dito, são tempos perigosos aqueles em que vivemos! Em que os adversários se comportam como inimigos e aceitam usar todas as armas ao seu alcance, por mais ignóbeis que sejam.
Naturalmente, não ignoro a existência do processo; nunca me refugiei e não me refugiarei em nenhum argumento processual para não falar sobre ele. E é no meu compromisso com o Porto que encontrarei forças para explicar aos portuenses que este processo não tem qualquer fundamento ou sentido.
Posto isto, quero dizer-vos e deixar bem claro, em particular àqueles que há muito me tentam afastar dos portuenses, que este processo não interferirá na avaliação política sobre a minha recandidatura a Presidente da Câmara Municipal do Porto.
Isso seria uma traição a tudo aquilo em que acredito, bem como àqueles que sempre me apoiaram e que têm estado ao meu lado, falo dos membros do “Porto, o Nosso Movimento”, mas também de milhares e milhares de portuenses anónimos que sempre confiaram e acreditaram nesta minha forma de Estar e Sentir o Porto!
Desiludam-se, portanto, os que pensam que este processo me afasta de continuar a lutar pela cidade que tanto amo, sempre na defesa dos altos valores que nos caracterizam.
Tal como qualquer portuense, sou muito cioso da minha integridade e do bom nome que tentam vilipendiar. Permitam-me que recorde o exemplo do meu Pai, hoje, no preciso dia de seu nonagésimo adversário. Sofreu na pele uma perseguição terrível. Venceu, sem nunca se ter vitimizado, sem nunca ter perdido o amor pela cidade e pela cidadania activa. É a memória dele e da sua coragem que me inspira nestas provações.
Posso assegurar-vos que aguentarei inabalável como o granito, pois acredito que a verdade prevalecerá e a Justiça, estou certo, chegará.
Muito obrigado.

 

    O l h a - m' e s t e ! . . . 
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Publicado por Tovi às 16:31
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Quarta-feira, 17 de Março de 2021
Novas pontes sobre o Douro entre Porto e Gaia

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E ainda vamos necessitar de outra ponte para a linha de alta velocidade, pelo que seria interessante serem ambas pensadas de uma forma articulada… isto tudo sem eu ter a mínima ideia (será que alguém já a tem?...) como será a inclusão destas duas pontes na malha urbana da nossa cidade.

 

    Comentários no Facebook
Adao Fernando Batista Bastos - Trés novas pontes - incluíndo a do Bispo, em Campanhã - cujas ligações à malha urbana serão um bico de obra!
David Ribeiro - Adao Fernando Batista Bastos... o grave da futura Ponte D. António Francisco dos Santos é não se saber se a nova ponte ferroviária para a alta velocidade vai passar naquela zona.
Jorge De Freitas Monteiro - Creio que não seria possível uma articulação para além da óbvia inserção das duas no espaço urbano Porto/Gaia. O TGV entrará em direção a Campanhã e o metro é suposto servir o eixo Boavista/Arrábida
David Ribeiro - Não é certo que a linha de alta velocidade tenha como terminal a estação de Campanhã, aliás nada é certo no que se refere a esta linha, Jorge De Freitas Monteiro. Fala-se até que o seu terminal seja no aeroporto.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, saberás certamente mais do que eu. Mas independentemente da localização do terminal (de qualquer modo uma paragem urbana parece-me indispensável visto que uma das vantagens do TGV é as pessoas serem despejadas nos centros urbanos ou deles perto) creio que a linha terá de passar pelo lado oriental de Gaia e do Porto.
David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... o Governo nada apresentou ou sequer discutiu com o executivo camarário do Porto, tendo isto já sido objeto de informação à Assembleia Municipal. Como é obvio esta "não informação" cria ao Porto graves problemas, numa altura em que está praticamente pronto o novo PDM.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, em Bruxelas o TGV utilizou os canais ferroviários urbanos já existentes, parcialmente adaptados. A uma das estações existentes foi acrescentado um terminal TGV. Penso que no Porto não venha a ser muito diferente. Se assim fôr o impacto urbano não será enorme.
David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... o Governo já tornou público que será uma nova linha em canal ainda por definir. Notícia do Público de out2020: Numa construção faseada, diz o jornal, será dada prioridade ao troço Gaia - Soure (representando metade do trajeto entre a capital e a Invicta), devendo mais tarde chegar a Leiria e prosseguir para Lisboa, recorrendo a um canal estudado pela RAVE (Rede de Alta Velocidade) a oeste da Serra dos Candeeiros.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, a oeste da Serra dos Candeeiros, como a EN1. E tal como a EN1 e a A1 entrará em Lisboa provavelmente junto ao Tejo depois de fazer o canal Vila Franca de Xira/Lisboa. Em relação ao Porto continuo a pensar que a entrada se fará por Campanhã, o impacto urbano em qualquer outra zona seria imenso. A não ser que o terminal do Porto seja mesmo para ficar... em Gaia!
David Ribeiro - Jorge De Freitas Monteiro... está ainda tudo muito cru e para já nem o Governo sabe o que irá fazer, digo eu que por mais perguntas que faça a resposta é sempre NADA.
João Pedro Maia - Diria q mais uma à cota baixa Afurada vs Massarelos deveria ser pensada...ja para n falar numa pedonal junto à Luiz I...
David Ribeiro - João Pedro Maia... O organismo responsável pela gestão e coordenação das cheias em Portugal (não sei como se chama) não permite a construção de pontes no rio Douro entre Porto e Gaia a cota baixa. A Ponte D. António Francisco dos Santos, que já era a uma cota superior ao tabuleiro inferior da Luiz I, terá que ser a uma cota ainda superior, por imposição deste organismo. Esta obrigatoriedade não tem grande impacto do lado do Porto, mas o mesmo já não acontece em Gaia, estando isto tudo a atrasar a construção da ponte.



Publicado por Tovi às 07:54
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Sábado, 21 de Novembro de 2020
Estado de emergência mantém-se

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Viram e ouviram a comunicação ao país do Presidente da República?... Eu gostei, porque não há dúvidas que é nestas alturas de GRAVE CRISE que temos de estar unidos… e depois virão tempos de fazer as contas e puxar as orelhas aos políticos que o merecerem.

...e eu até não morro de amores por Marcelo Rebelo de Sousa.
 
   Expressso
Acabou o discurso soft. Nove meses depois do primeiro estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sousa voltou ao ponto de partida: é preciso falar verdade e a prioridade é a saúde. O Presidente alertou para uma terceira vaga, avisou que desta vez a transição tem que ser mais competente, e disse não hesitar em esticar a emergência até ser "necessário". Para o Governo, um aviso: "Não facilitem". Para as oposições, um conselho: "Há tempo para apurar responsabilidades e não faltarão eleições para isso".
 
   Jornal de Notícias

Alertando para a possível ocorrência de uma terceira vaga da covid-19 nos dois primeiros meses de 2021, Marcelo voltou a apelar à continuação dos esforços coletivos no sentido de conter a pandemia.

   Público
O Presidente da República prepara o país para viver em estado de emergência tanto tempo quanto for necessário para quebrar a curva de infecções, internados e óbitos, deixando antever que o Natal estará irremediavelmente afectado. “Não hesitarei um segundo a propor” a renovação do estado de emergência “a 23 de Dezembro”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, numa declaração ao país. 

   É só uma gripezinha... não é?
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A autorização para prolongar o estado de emergência a partir do próximo dia 24, até 8 de dezembro, teve votos contra do PCP, PEV, Chega, Iniciativa Liberal e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, enquanto BE, CDS-PP e PAN se abstiveram.

   País com 4 zonas de risco diferente
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   Restrições para uma grande parte dos concelhos da Região Norte
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Publicado por Tovi às 07:59
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2020
Marcelo, Rio, Costa... os coveiros da Regionalização

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   Editorial de Manuel Carvalho no Público de hoje
A eleição dos presidentes das CCDR serve para conservar as ineficiências, as volubilidades, os interesses opacos e os labirintos burocráticos do Estado mais centralizado da Europa, um anacronismo num país que luta por uma sociedade e uma economia contemporâneas.

 

   Vai ser assim...
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Publicado por Tovi às 10:13
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2020
Acidente grave com um Alfa Pendular

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Às 15h30 de hoje o descarrilamento de um comboio Alfa Pendular, que seguia no sentido Sul-Norte com 212 passageiros, na região de Soure, em Coimbra, provocou pelo menos dois mortos, segundo informou aos jornalistas no local o presidente da Junta de Freguesia de Soure, Santos Mota. As vítimas mortais são os trabalhadores de uma máquina de manutenção da linha em que o comboio embateu e que foi arrastada ao longo de cerca de 300 metros. Fonte da Proteção Civil indicou que há seis feridos "de média gravidade" - um deles, o maquinista, "a inspirar mais cuidados" - e cerca de três dezenas ligeiros. Estão no terreno 175 operacionais, apoiados por 68 veículos e dois meios aéreos. Foi criado um hospital de campanha no local para dar assistência aos feridos.

 

  Ministro das Infraestruturas lamenta acidente ferroviário ocorrido na Linha do Norte
O Ministro das Infraestruturas e da Habitação lamenta o acidente ferroviário que ocorreu esta tarde na Linha do Norte, do qual resultaram duas vítimas mortais, trabalhadores da Infraestruturas de Portugal, sete feridos graves e cerca de três dezenas de feridos ligeiros, e apresenta as suas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e colegas das vítimas e votos de rápidas melhoras aos passageiros do Alfa Pendular que ficaram feridos no acidente. O Ministro Pedro Nuno Santos realça a pronta e eficaz capacidade de resposta dos meios de socorro no local, nomeadamente da Proteção Civil, INEM, bombeiros, GNR e da Câmara Municipal de Soure, na figura do seu Presidente. O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) vai iniciar imediatamente o trabalho de investigação para apurar as causas do acidente e daí retirar todas as ilações. O comboio é um dos meios de transporte mais seguros, não estando em causa a segurança ferroviária. O Alfa Pendular, bem como a infraestrutura e sinalização da Linha do Norte, são sistemas tecnologicamente avançados, dotados de mecanismos modernos de segurança, o que infelizmente não impediu a ocorrência deste acidente, que carece agora de esclarecimentos sobre as suas causas.

   Especialista diz que o que se passou foi "criminosamente grave"
Luís Cabral da Silva, especialista em Transportes e Vias de Comunicação, considerou que o acidente com o comboio Alfa Pendular, em Soure, que vitimou duas pessoas, foi "criminosamente grave" e "inexplicável”. "Não se percebe como é que um comboio Alfa Pendular vá bater numa dresina (máquina) que está a fazer a manutenção da linha onde o comboio vai passar. Isto é um exemplo da irresponsabilidade completa", afirmou o especialista à agência Lusa. No entender de Luís Cabral da Silva existem "várias questões técnicas que falharam e que motivaram este acidente. Em rigor, o comboio não deveria lá chegar por causa do controle de velocidade. Pelos vistos chegou e bateu. Não se programa a viagem de um comboio pendular por uma linha que tem lá trabalhos de manutenção. Isto não entra na cabeça de ninguém", criticou. O especialista questionou ainda o facto de o sinal da linha não estar fechado e de não ter existido "qualquer comunicação" sobre a presença da máquina no local. "Quem é que a mandou para lá? Acho que isto não se deve fazer durante o dia. Tudo isto aponta para uma grande incompetência criminosa da Infraestruturas de Portugal", sublinhou.

 Carlos Cipriano, do jornal Público, 1 de Agosto de 2020, 0h59
Máquina de serviço passou sinal vermelho e embateu num Alfa. Gabinete de investigação já recomendara em 2018 a instalação nestes veículos de sistema de que os trava quando passam sinal vermelho. Infraestruturas de Portugal alegou falta de “cabimentação financeira”. As máquinas de inspecção da catenária, como aquela que esta sexta-feira se envolveu num grave acidente com um Alfa pendular à saída de estação de Soure, em Coimbra - do qual resultaram dois mortos, seis feridos de média gravidade, um grave e 36 ligeiros - não têm um sistema de controlo de velocidade (Convel). Este equipamento trava automaticamente o veículo quando passa um sinal vermelho. Existem em todos os comboios menos nestas máquinas de serviço.

 

  GPIAAF – Breve descrição do acidente com o Alfa Pendular
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Publicado por Tovi às 17:46
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Domingo, 12 de Julho de 2020
Os cientistas foram “mandados para canto”

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Em toda esta pandemia que nos atormenta as reuniões do Infarmed pareciam-me ser coisa interessante, pois raramente os homens da política e os da ciência se sentam à mesma mesa para tentar chegar a consensos na forma de atuar perante adversidades. Mas depois de Marcelo ter exercido o cargo de epidemiologista-mor do Reino no final dessas reuniões e de Rui Rio defender que estas reuniões entre políticos e epidemiologistas tinham perdido utilidade e deviam acabar, não me admirou nada que António Costa se tivesse ficado por um lacónico “as reuniões hão de voltar, quando forem necessárias”. Mais uma vez os cientistas foram “mandados para canto”. E lá nos vamos ficar unicamente com umas sensaboronas conferências de imprensa da DGS, mais uns relatórios diários, que de quando em vez lá têm que ser corrigidos para que os números sejam minimamente fidedignos.

 

   No Público...
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   HenriCartoon...
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Publicado por Tovi às 07:30
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2020
Pois é !...

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Muitas vezes não compreendemos o motivo de certas coisas que acontecem à nossa volta… mas acredito que existe sempre um propósito em tudo e nada acontece por acaso.

 

   Nuno Santos, ontem, no Facebook

Meus amigos. Como prometido no último post, cá estou ano e meio depois. Desta vez para vos dar a notícia de que deixei as minhas funções na Câmara do Porto, onde servi nos últimos sete anos, com um interregno para ser diretor de campanha do Rui Moreira em 2017 e depois de ter sido responsável pela comunicação na campanha de 2013.
A minha saída é para mim lógica, mesmo que não pareça caber nos cânones.
Nunca quis nada da política nem ser nada em política. E sinto que o meu trabalho se esgotou.
Creio que, no primeiro mandato, sobretudo pelo que fiz na comunicação, cumpriu e ficará a marcar um período áureo da cidade.
No segundo mandato, confesso que nunca me senti grande chefe de gabinete, mas acabei a desempenhar uma tarefa que de que me orgulho e que fez de mim uma pessoa melhor e que foi a luta contra a COVID-19.
Graças a confiança que o Rui Moreira em mim sempre depositou, graças a sua determinação e também a quem muito ajudou nessa missão, dentro e fora da Câmara, que podemos hoje apresentar resultados.
No que se montou de operacional, nos lares, no hospital de campanha, na relação com os hospitais e com as instituições, mecenas e amigos, mas também na disponibilidade orçamental que tivemos para poder executar o que executamos e que se deve à gestão irrepreensível do Rui, durante estes anos. O Rui Moreira tem uma grande equipa que lançou outros projetos que ficarão na história da cidade e em que apenas marginalmente participei e que não custarão a ser concluídos.
Mas os seus mandatos ficam marcados sobretudo pelo que de imaterial fica na cidade. E não estou sequer a falar da cultura, tema sempre controverso e impossível de consensualizar, refiro-me ao que fica de cosmopolita e liberal nas ruas, na economia, nas instituições que hoje têm um passado, mas também um presente e um futuro.
Este é pois o meu agradecimento público ao Rui Moreira, pela sua confiança em mim (a amizade não se agradece) e, como cidadão, por tudo o que tem feito pelo Porto e continuará a fazer. Quanto a mim, digo um adeus definitivo à política e a tudo o que se lhe relaciona. Orgulho-me da equipa em que estive integrado, mas creio que já chega, decisão pessoal que tomo não solitariamente, mas quase e em diálogo com quem o devia fazer. Com o Rui e com a luz da minha vida, a Carla.
Acho que sei fazer coisas na comunicação, creio que sei escrever e gosto muito de fotografar. Percebo hoje qualquer coisa de marcas e gestão de marcas, que aprendi a fazer sobretudo com o que vive e trabalhei com Eduardo Aires que deu corpo à marca “Porto.” de forma genial.
Gostava muito de agradecer a tanta gente que ou me aturou, como “polícia mau” e com quem nem sempre fui o melhor companheiro, ou a quem me ajudou. E ajudou-me quando eu estava bem e quando eu estive mal e eu precisei realmente de muita ajuda, quando a doença me atingiu.
Mas não vou aqui por o nome de mais ninguém senão de uma pessoa mais. O Miguel Nogueira, o melhor fotógrafo do mundo e arredores.
O Miguel, o Eduardo e eu fomos o triângulo perfeito da comunicação da cidade. A fotografia, o design e a palavra. E a comunicação é não só a minha vida, é aquilo de que eu percebo. Se calhar, a única coisa de que percebo.
Todos os outros, tão amigos e tão competentes como eles, que nas suas áreas fizeram tanto ou mais, que me perdoem se me centro nestas almas boas que, além do mais, tiveram a arte de me suportar.
Em princípio, voltarei aqui dentro de ano e meio de novo. Espero que a cidade tenha, como nas últimas vezes, tido o mesmo juízo sobre quem quer a governá-la. Não me encontrarão é a fazer campanha.

 

   JN de ontem, às 19h24

Nuno Santos deixou o cargo de chefe de gabinete de apoio ao presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira. De acordo com um despacho assinado, esta terça-feira, pelo autarca do Porto, a exoneração aconteceu por pedido do próprio. O JN contactou a Câmara do Porto a fim de perceber qual o motivo da exoneração e se já há um sucessor, mas ainda não obteve resposta. Na sua página pessoal do Facebook, Nuno Santos explica que o trabalho na política "se esgotou". "Quanto a mim, digo um adeus definitivo à política e a tudo o que se lhe relaciona", sublinhou.

 

   Público de ontem, às 20h26

Chefe de gabinete de Rui Moreira abandona funções num “adeus definitivo à política”Nuno Nogueira Santos pediu a exoneração do cargo de chefe de gabinete de Rui Moreira. Autarca assinou despacho esta quarta-feira. “Sinto que o meu trabalho se esgotou”, escreveu num post no Facebook.



Publicado por Tovi às 07:31
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Sábado, 15 de Fevereiro de 2020
Rui Pinto tentou dar provas à Justiça

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Lendo com atenção as declarações dos advogados de Rui Pinto começa a ser ensurdecedor o silêncio do Ministério Público sobre o manancial de informação na posse do hacker português, que deveria sem qualquer dúvida ser utilizado em investigações de alegados crimes. E o facto de Rui Pinto estar em prisão preventiva não me parece ser nesta altura o mais importante da coisa… até pode ser a forma mais segura de manter vivo e de boa saúde o jovem português.

   Notícia do Público

 

   Hoje... no Porto

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Publicado por Tovi às 09:58
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