"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 4 de Maio de 2018
José Sócrates abandona o PS

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Hummmm!... Ainda vai fundar um novo partido  

 

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«Henrique Camões» - Se pensar em criar um novo partido não lhe vão faltar apoios, até mesmo de alguns "envergonhados". Sócrates entrega cartão do PS incomodado com a vergonha que os seus dirigentes AGORA, dizem sentir, será irá processar judicialmente por isso alguém...é costume. Bem, na realidade eu até dou razão ao homem para esta atitude, porquê só agora? Não tiveram vergonha quando rebentou o caso Freeport, não tiveram vergonha quando a sua licenciatura foi posta em causa, não tiveram vergonha quando os jornais noticiavam que o primeiro ministro de Portugal, encomendava os seus fatos no mais caro costureiro do mundo onde um fato rondaria os 50 mil Euros o que não seria compatível, com o vencimento de um membro do governo (pressupondo outras fontes de rendimento), não tiveram vergonha, quando incomodados com a acção da Procuradora Geral da Republica defenderam a sua não recondução. Não tiveram vergonha nem questionaram nada disto e de muitas outras coisas que a comunicação social ia noticiando, não interessava, o tempo era de vacas gordas e o PS estava de vento em popa, a factura seria paga pelos do costume e haveria no futuro alguém sobre quem deitar as culpas. Costuma-se dizer a propósito, que "é pior a emenda que o soneto" neste caso seria melhor deixar a "partitura" como estava, porque esta gente não é ingénua, não é inexperiente, não é ignorante e não é inocente, eles estiveram lá, o Costa, o Santos Silva, o Vieira da Silva, etc, e são cúmplices, pelo menos passivos dos erros de que agora dizem ter vergonha. Haja vergonha sim, mas do comportamento colectivo dos políticos em Portugal.

«David Ribeiro» - O hábito repetido de desculparmos os erros “dos nossos” com os erros “dos outros” é que fez chegarmos ao estado de corrupção em que nos encontramos.

«Pedro Baptista» - É muito estranha esta reviravolta no topo do PS, particularmente por parte de Augusto Santos Silva, o ministro do atual governo que, além de Costa, era ministro ( e eminente) do 1º Governo Sócrates e, no caso dele, até do 2º, o que nos levou à troika. Uma eminência parda que Sócrates considerava indispensável ao lado de si e de Manuel Pinho. Até agora o discurso era à justiça a justiça, à política a política... Agora houve um reviravolta de 180º e passou a haver uma condenatória radical? Só pode trazer água no bico! Aqui há marosca... Até parece que alguém está com medo que a coisa alastre e se põe já a sacudir a água do capote. É hora dos ratos... mas aqui HÁ GATO...

«Jorge De Freitas Monteiro» - David, como queres que se faça esse tal julgamento político de que falas se ainda não é claro que o homem seja culpado do que é acusado, antes do debate contraditório diante de um tribunal e da decisão condenatória eventual? Podes detestar a pessoa, podes abominar o modo como governou, mas não é por isso que se torna lógico ou legítimo considerar que é culpado dos crimes que lhe são imputados. Não basta vir com a lenga lenga da presença dos cabritos e ausência das cabras. É preciso provar pagamentos, decisões que beneficiaram os pagantes e nexo de causalidade entre os primeiros e as segundas. Não me incomoda o julgamento político sobre matérias políticas; incomoda-me o linchamento público antecipado sobre acusações criminais complexas e por julgar.

«David Ribeiro» - Até os seus pares já o condenam politicamente, Jorge De Freitas Monteiro… e não esperaram pelos Tribunais.

«Jorge De Freitas Monteiro» - Eu sei. Um triplo erro da parte deles: jurídico, ético e político. Faz imensa falta Mário Soares.

«Duarte Nuno Correia» - Defender o Sócrates exige um estado de alheamento tão grande da realidade, como dizer que a terra não é redonda ou que é o sol que gira à volta da terra. Mas a verdade é que ainda há, hoje, quem acredite em tudo isso.



Publicado por Tovi às 14:34
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Sábado, 3 de Fevereiro de 2018
Primeira Revolução contra a Ditadura

Como foi a primeira e maior revolução militar e popular contra a ditadura, a que eu gosto de chamar “o início do Reviralho”.

 

   Assim nos conta o meu amigo Pedro Baptista.

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Faz hoje 91 anos eclodiu no Porto a primeira e a maior revolução militar e popular contra a ditadura. Foi pois a 3 de Fevereiro de 1927. Há um ponto comum entre esta revolução portuense derrotada e a do 31 de Janeiro de 1891. É que em ambos os casos, o Porto foi deixado sozinho por Lisboa, quando se esperava que também lá eclodisse e ao mesmo tempo. A cidade do Porto, com o apoio da maior parte dos aquartelamentos do Norte, entre os quais se destacou Amarante, Vila Real e Guimarães, foi cercada e bombardeada pela aviação e artilharia da ditadura que provocou centenas de mortos, 500 segundo alguns fontes. Á frente do movimento revolucionário estava o escol intelectual mais destacado da época entre os quais Jaime Cortesão. A ligação à Lisboa adormecida foi in extremis tentada por Raul Proença, numa traineira. Mas só quando o Porto estava derrotado, no dia 7, Lisboa decidiu aderir... Ao que já não existia, estava derrotado. Por isso Sampaio Pimentel, na sua obra "Memórias do Capitão", chama ao levantamento lisbonense do Rato, tardio e inútil, a "Revolução do Remorso". Estejamos atentos porque lá para terça ou quarta-feira os netos do Remorso vão intentar, como de costume, uma lavagem ao cérebro para mais uma vez falsificarem a história...

 

  A revolta de Fevereiro de 1927 no Porto (in Wikipédia)

A rebelião iniciou-se pelas 4h30 da madrugada do dia 3 de Fevereiro, com a saída do Regimento de Caçadores 9, a que se juntou a maior parte do Regimento de Cavalaria 6, vindo de Penafiel, vários núcleos de outros regimentos da cidade e uma companhia da Guarda Nacional Republicana aquartelada na Bela Vista, Porto.
O comando das forças fora confiado ao general Adalberto Gastão de Sousa Dias, tendo como chefe do estado-maior o coronel Fernando Freiria, apoiado por um comité revolucionário constituído por Jaime Cortesão, Raul Proença, Jaime Alberto de Castro Morais, João Maria Ferreira Sarmento Pimentel e João Pereira de Carvalho. Entre os apoiantes incluía-se também José Domingues dos Santos, o líder da esquerda democrática que em 1918 dirigira a conspiração civil contra a Monarquia do Norte.
Jaime Cortesão foi de imediato nomeado governador civil do Porto e Raul Proença, além de conspirador, foi organizador e combatente de armas na mão, servindo de ligação aos co-conspiradores de Lisboa.
Durante a madrugada e manhã do dia 3 de Fevereiro, as forças dos revoltosos dirigiram-se para a zona da Praça da Batalha, onde estavam as sedes do quartel-general da Região Militar e do Governo Civil e a mais importante estação do telégrafo. Nessa primeira acção foram aprisionados o general José Ernesto de Sampaio e o coronel João de Morais Zamith, respectivamente primeiro e segundo comandantes da Região Militar, o tenente-coronel Luís Monteiro Nunes da Ponte, governador civil do Porto, e o seu substituto, major Sequeira Tavares, o comandante da força que fazia a guarda ao quartel-general e o presidente da Comissão de Censura à Imprensa.
As forças governamentais, depois de algumas horas de desorganização, passaram a ser constituídas por uma parte reduzida do Regimento de Infantaria 18, que tinha como comandante o coronel Raul Peres, o Regimento de Cavalaria 9 e o Regimento de Artilharia 5, este aquartelado na Serra do Pilar. Na tarde do dia 3 de Fevereiro, sob o comando do coronel João Carlos Craveiro Lopes, chefe do estado-maior da Região Militar e governador militar da cidade, as forças pró-governamentais concentraram-se no quartel da Serra do Pilar e abriram fogo de artilharia contra os revoltosos.
Na manhã desse mesmo dia 3 de Fevereiro, numa manobra arriscada, mas indicativa da certeza de que estava assegurada a fidelidade ao Governo das tropas de Lisboa, o Ministro da Guerra, coronel Abílio Augusto Valdez de Passos e Sousa, saiu de Lisboa num comboio com destino a Vila Nova de Gaia, onde chegou ao anoitecer. Assumiu então o controlo operacional das forças pró-governamentais ali instaladas sob o comando do coronel João Carlos Craveiro Lopes, mantendo-se na frente de combate até à subjugação dos revoltosos.
Logo na manhã de 4 de Fevereiro, juntaram-se aos revoltosos os militares do Regimento de Artilharia de Amarante, cujas peças de artilharia obrigaram as forças governamentais a recuar para o Monte da Virgem, de onde o bombardeamento sobre os revoltosos prosseguiu. Nessa mesma manhã, as forças revoltosas concentram-se na zona citadina em torno da Praça da Batalha, em redor da qual se montaram trincheiras, metralhadoras e peças de artilharia. Na confluência da Praça da Batalha com a Rua de Entreparedes foram instaladas duas peças de artilharia.
Na manhã do dia 4 de Fevereiro, o Regimento de Cavalaria 8, vindo de Aveiro, fiel ao Governo, conseguiu penetrar o fogo dos revolucionários e atravessar a Ponte de Luís I, mas foi detido pelas barricadas que defendiam a Praça da Batalha. A mesma sorte tiveram as tropas fiéis ao Governo aquarteladas na própria cidade do Porto, que foram rechaçadas pelo intenso fogo das trincheiras dos revolucionários quando tentaram avançar sobre as posições dos sublevados.
Entretanto começaram a chegar mensagens de adesão de diversas guarnições, mas não das esperadas guarnições de Lisboa. Aderem tropas pertencentes a unidades aquarteladas em Viana do Castelo, Figueira da Foz e Faro, estas últimas apoiadas por forças de Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, mas por falta de apoio, particularmente de Lisboa, os recontros nestas cidades são esporádicos e a rebelião foi, na maior parte dos casos, subjugada em escassas horas.
Na tarde de 4 de Fevereiro, quando as adesões militares não corresponderam ao esperado, Raul Proença, profundamente envolvido na revolta, convoca os civis para combaterem ao lado dos revoltosos, mas com pouco sucesso. O movimento haveria de se manter até ao fim essencialmente militar, sendo poucas as adesões civis. Mesmo as restantes forças da Guarda Nacional Republicana estacionadas no Porto e seus arredores fizeram saber, através do seu comandante, major Alves Viana, que se manteriam neutrais, garantindo o policiamento da cidade "em defesa das vidas e dos haveres dos cidadãos", mas não interferindo na contenda entre militares.
Ao longo do dia foram sendo consolidadas as defesas do perímetro em torno da Praça da Batalha, com a colocação ao cimo da Rua de 31 de Janeiro, na bifurcação com a Rua de Santa Catarina, de uma metralhadora para impedir a progressão naquelas ruas. Tal foi a mortandade causada pela metralhadora ali colocada que a posição foi cognominada de a trincheira da morte.
Para completar o perímetro defensivo, foi colocada outra metralhadora numa trincheira construída na confluência das ruas de Cima de Vila e da Madeira, montada uma peça de artilharia à esquina do edifício do Hospital da Ordem do Terço, voltada para a Rua do Cativo, e colocada uma metralhadora no desaparecido Largo do Corpo da Guarda, ao cimo da rua que ainda mantém esta designação. Para além disso, levantou-se o pavimento e montaram-se duas peças de artilharia na Rua de Alexandre Herculano, na junção com a Praça da Batalha e a Rua de Entreparedes.
Para além de soldados do Regimento de Infantaria 6, de Penafiel, e da GNR da Bela Vista estacionados ao longo da Rua Chã, foram colocadas "vedetas", patrulhas constituídas por soldados e civis, ao longo de todo o perímetro.
Na tarde deste dia, o comandante Jaime de Morais, chefe militar do Comité Revolucionário do Norte, enviou ao general Óscar Carmona, Presidente da República, um telegrama contendo um ultimato em que se afirmava: Os oficiais revoltosos decidiram reintegrar o País dentro do regimen democrático constitucional, com a formação de um Governo Nacional que afirmasse a supremacia do poder civil, guardado e defendido pela força armada, que assim teria restituído as funções de que a desviaram.
Nesse mesmo dia 4 de Fevereiro, e nos dias imediatos, juntaram-se aos revoltosos do Porto forças provenientes de Penafiel, Póvoa do Varzim, Famalicão, Guimarães, Valença, Vila Real, Peso da Régua e Lamego. Vinda de Amarante chegou mais artilharia, a qual foi estacionada nas imediações de Monte Pedral. A artilharia da Figueira da Foz foi detida na Pampilhosa quando se dirigia para o Porto.
Ao contrário do previsto pelos revoltosos, até ao final do dia 4 de Fevereiro não se registaram quaisquer adesões em Lisboa, centro vital do poder político-militar, o que permitiu ao Ministro da Guerra, coronel Passos e Sousa, concentrar todas as forças no combate aos entrincheirados no Porto. Na tarde deste dia, a posição dos revoltosos era crítica, já que os pró-governamentais dominavam Lisboa e todo o sul de Portugal e controlavam a margem sul do Douro, tornando improvável o reforço das tropas revoltosas.
Entretanto, na manhã do dia 5 de Fevereiro o vapor Infante de Sagres chegava a Leixões, com tropas governamentais, comandadas pelo coronel Augusto Manuel Farinha Beirão, enquanto mais forças governamentais atravessavam o Douro em Valbom e se encaminhavam para o centro da cidade.
Nessa mesma manhã desenvolve-se uma tentativa de conciliação, que leva o comandante Jaime de Morais e o major Severino a visitar o quartel-general do Ministro da Guerra, instalado num prédio da Avenida das Devezas, em Gaia, numa tentativa de negociar a rendição em troca da liberdade para os revoltosos. Os parlamentários dos revolucionários foram obrigados a atravessar a cidade vendados, mas o resultado foi inconclusivo já que o Ministro recusou uma rendição que não fosse incondicional: ou a rendição total ou o bombardeamento da cidade. Falhada a conciliação, a partir das 16 horas do dia 5 de Fevereiro travou-se um grande duelo de artilharia entre as duas margens do rio Douro.
Durante a tarde do dia 5 de Fevereiro começou a montar-se o cerco aos revoltosos, envolvendo o Porto num anel de fogo e metralha: pelo norte, as tropas desembarcadas em Leixões pelo Infante de Sagres; por leste, tropas fiéis ao Governo vindas de Bragança e da Régua, chefiadas por António Lopes Mateus; e a sul, em Vila Nova de Gaia, concentram-se cerca de 4.000 homens vindos de várias guarnições, munidos de farta artilharia. Perante o apertar do cerco, na noite de 5 de Fevereiro, os revoltosos propõem um armistício, mas Passos e Sousa responde, na manhã do dia 6, com o reiterar da exigência de uma rendição incondicional e a ameaça de bombardeamentos ainda mais intenso e pesado, incluindo o recurso a obuses.
Raul Proença regressou a Lisboa na noite de 6 de Fevereiro para pedir auxílio e para tentar desencadear a revolta naquela cidade, já que o movimento, sem os apoios esperados, começava a enfrentar sérias dificuldades no Porto.
Naquelas circunstâncias só restava negociar a rendição, já que um ataque à baioneta contra as baterias governamentais da Serra do Pilar (Gaia) que invertesse a situação era virtualmente impossível e muito provavelmente redundaria num banho de sangue, sendo certo o bombardeamento da cidade. Com os olhos postos em Lisboa, onde a muito custo e com uma lentidão exasperante o movimento parecia finalmente arrancar, os revoltosos resistem durante os dias 6 e 7 de Fevereiro, mas à medida que as horas passam e as munições se esgotam cresce o sentimento de derrota e sobem de tom as vozes que advogam a rendição.
Finalmente, na tarde do dia 7 de Fevereiro, esgotadas as munições, o quartel-general dos revoltosos, instalado no Teatro de S. João, manda dispersar os civis ali aquartelados. À meia-noite o general Sousa Dias faz chegar ao Regimento de Artilharia 5, em Gaia, por intermédio do major Alves Viana, da GNR, um documento apenas por si subscrito, em que propõe a rendição, com salvaguarda da isenção de responsabilidades de sargentos, cabos e soldados. Passos e Sousa aceita apenas a isenção de cabos e soldados, declarando que os oficiais e sargentos envolvidos seriam punidos. Qualquer civil apanhado de armas na mão seria imediatamente fuzilado.
Sem mais opções, pelas três horas da madrugada do dia 8 de Fevereiro Sousa Dias aceita as condições propostas e ordena a rendição dos revoltosos. Pelas 8h30, Passos e Sousa entra triunfalmente na cidade, pela Ponte Luís I. Estava terminada a revolta no Porto.
Pouco depois o coronel João Carlos Craveiro Lopes envia ao general Óscar Carmona, Presidente da República, o seguinte telegrama: Felicito V. Ex.ª e o Governo da Nação. Tropas entraram Praça da Batalha, Porto, às 8 horas e meia, tomando conta da cidade onde a vida vai retomando a sua normalidade. Na tarde desse mesmo dia 8 de Fevereiro, o Ministro Passos e Sousa parte para Lisboa, cidade onde a revolta estava agora acesa.
Durante os 5 dias que durou a revolta no Porto perderam a vida mais de 100 pessoas, entre militares e civis, entre os quais o jornalista António Maria Lopes Teixeira, director do Diário do Porto. Foram mais de 500 os feridos, alguns dos quais viriam a sucumbir nos dias imediatos. Os estragos causados pelos bombardeamentos e tiroteios também foram grandes, com muitas casas devastadas e muitos edifícios públicos grandemente danificados.



Publicado por Tovi às 13:44
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018
Exposições Caninas do Norte

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Os últimos retoques… para que amanhã esteja tudo “comme il faut”

 

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«Pedro Baptista» - Amigo, David Ribeiro, são contra o conceito de "raças" mesmo nos cães. Nunca quis um cão "de raça"... Faça o favor de tentar destruir, se o pretender, esta minha convicção...

«David Ribeiro» - Meu amigo Pedro Baptista… As diferentes RAÇAS CANINAS têm unicamente a ver com a função como os diferentes tipos de canídeos se comportam na vivência simbiótica com o homem, seja na condução de gado, guarda de rebanhos e/ou territórios, seja na procura, recobro ou levantamento dos mais variados tipos cinegéticos, ou a mais simples e subjectiva função de “cão de companhia”. Um cão sem raça definida, oriundo de vários cruzamentos rácicos, por mais querido que seja, e eu também os tenho cá por casa e trato-os tão bem como a todos os outros, não tem nenhuma característica suficientemente individualizada e bem pronunciada, que obviamente não será transmitida aos seus descendentes. Um Cão de Gado Transmontano, por exemplo, sem nunca ter vivido ou visto alguma vez ovelhas, quando colocado perante um rebanho num lameiro sabe imediatamente que é necessário protege-lo de estranhos a todo o custo. Está nos genes e este caso (unicamente como exemplo) verifica-se nesta raça e outros casos noutras raças, não sendo verificável nos cães sem raça definida.

«Jorge Veiga» - e não podem aprender David Ribeiro?

«David Ribeiro» - Até hoje ainda ninguém o conseguiu. E neste caso que apresentei nunca um Cão de Gado foi ensinado.

«Pedro Baptista» - Muito obrigado pelo clarificação luminosa de quem sabe do assunto. Convenceu-me de que se eu tivesse gado transmontano ou tibetano para apascentar usaria o cão da raça adequado à função. Como não tenho, e conheço bastantes pessoas que também nem têm gado, nem funções específicas para os bichos, a não ser pretenderem usá-los como etiqueta social, fico-me com a preferência que já detinha de cães polirrácicos, usufruindo das funções surpreendentes que possam advir de cada cruzamento que é sempre uma inovação, resultantes das circunstâncias da vida real e não do condicionamento de criadores ou de laboratórios. Mais uma vez obrigado e um grande abraço canífilo... Canífilo, diz-se? Não? Mas por que não?



Publicado por Tovi às 10:43
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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
INFARMED vem para o Porto

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A sede e a maioria dos serviços da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde I.P. vão ser deslocalizados de Lisboa para a cidade do Porto no início de 2019 e isto é da maior justiça no que diz respeito à política de descentralização do Governo de António Costa.

Estamos ainda para ver como os senhores do Terreiro do Paço vão resolver o diferendo com uma maioria dos funcionários do Infarmed que parecem não estar dispostos a mudarem-se de armas e bagagens para a Cidade Invicta.

 

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«Pedro Baptista» - Temos assistido a uma semana que muitos, entre nós, considerariam impossível. No entanto, ela é altamente esclarecedora daquilo em que se tornou este espaço em que vivemos. No inicio da semana foi a metralha, nas redes sociais e nos opinadores de meia-tigela, de que a EMA não veio para Portugal porque a candidatura, entre vinte e tal, era do Porto, tinha sido não de uma estação mas de um apeadeiro. Em seguida, após o governo ter decidido colocar o INFARMED no Porto, que era o que faltava ir viver para o Porto, estava posta em causa a qualidade dos serviços, eram contra medidas avulso e todo o tipo de bacoradas, quando o país deveria desconcentrar pelo Porto, e por as outras suas cidades, as sedes dos serviços centrais, para alívio, aliás, dos lisboetas inteligentes que poderiam ver a cidade dedicar-se à economia e não apenas à administração. Do lado de cá, quase só o Presidente da Câmara do Porto fazia frente à caterva, sorria, na página pessoal, do ressabiamento de tantos e, tudo isto, se não fosse para chorar por um país destruído por estas mentalidades mesquinhas e bacocas, seria mesmo para rir e na página oficial! Era de esperar: o centralismo ao reproduzir-se na sua própria estupidez e mediocridade tornou o país inviável sob o seu domínio! O que fez ao país foi desertificaçá-lo, abandonado-lo e entregar-lo às chamas de verão e outono... Viver da dívida pública para alimentar uma administração sem economia, com o território abandonado e com as pessoas acantonados... O país viável não teria a ver com isto: teria os serviços centrais de agricultura em Vila Real ou Évora, os das pescas em Faro, Portimão, Aveiro, Matosinhos ou Viana, o Tribunal Constitucional em Coimbra, por aí fora. E o INFARMED no Porto, claro, na cidade da melhor Universidade portuguesa. - Agora percebi, Sr. Doutor, o que se passou há uns anos com a Regionalização - dizia-me ontem ao jantar um funcionário do "Buraco"... Mas eu penso que depois disto todos podemos perceber que este país se tornou inviável e que não poderá ser possível a vida social, económica, cultural e Política sem uma rutura... e das antigas... Quem diria que o tempo iria dar razão de tal forma exuberante à tentativa denominada PARTIDO DO NORTE... Talvez porém, os campeões lisboetas do centralismo possam ir por outro caminho... Já que são tão superiores, capazes e auto-suficientes, e já que nós somos assim tão odiosos e incompetentes... já que se mostram de tal forma avessos a qualquer solidariedade com o Porto, e portanto nacional, por que não decidem proclamar a independência? Sim, a independência de Lisboa! Podem ter a certeza que, tirando uns lacaios mais atrasados que há sempre, no Porto a ideia seria aceite com a maior serenidade, senão mesmo, satisfação!

«Nuno Santos» - A notícia da transferência do INFARMED para o Porto antecedeu a notícia do fecho da delegação da CMVM no Porto. Esta não provocou, até hoje, a uma única alma, comiseração em relação aos trabalhadores da CMVM. Nem aos que, agora, são desterrados para Lisboa, nem aos que, ao longo dos anos, para lá foram deslocados. Assim como os da Bolsa de Valores que encerrou no Porto há uns anos, a favor de “sinergias” em Lisboa, nem os do IAPMEI que também para lá foram, nem os da TAP que continua a fechar serviços no Porto e a obrigar dezenas de milhares de passageiros a pernoitar em Lisboa, sempre que um dos voos que as companhias estrangeiras acham interessantes e rentáveis, para a TAP, apenas o são se forem operados em Lisboa, com ponte aérea. Ninguém se compadece com as centenas de trabalhadores da função pública que, feito, no Porto, o curso de chefias, ou vão para Lisboa ou ficam sem progressão, à razão de 181 para 5, como vemos no Facebook de Rui Moreira e o mesmo denunciou há mais de ano numa crónica de opinião. Tenho a máxima simpatia pelos trabalhadores do INFARMED que é Estado e que são funcionários que o SNS não se importará de incorporar em Lisboa noutros serviços de não quiseram vir para o Porto, mas outra coisa é outra coisa. E dizerem-me que a transferência de um laboratório custa 90 milhões de euros é um insulto à minha inteligência, assim como é dizer que “recentemente foi renovado”, quando isso aconteceu em 2000.



Publicado por Tovi às 10:16
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Domingo, 24 de Setembro de 2017
Morreu o “Bispo Vermelho”

Requiescat In Pace

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Morreu hoje ao princípio da tarde na Maia, D. Manuel Martins, bispo de Setúbal entre 1975 e 1998, tendo na altura ficado conhecido como "Bispo Vermelho", pela sua acção de denúncia das situações de fome e de injustiça social. Nascido a 20 de Janeiro de 1927, em Leça do Balio, Matosinhos, e ordenado sacerdote em 1951, Manuel da Silva Martins foi pároco na freguesia de Cedofeita nos anos 60, no centro do Porto, já depois de ter frequentado o curso de direito canónico na Universidade Gregoriana em Roma.

 

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«Pedro Baptista» - Morreu Manuel Martins, dia de Festejar a vida de um grande homem. A este não me importo de apostar o Dom. Sim. D. Manuel Martins. Mas isto não é para todos: como dizia aquele de que foi discípulo e colaborador, D. António Ferreira Gomes: "De joelhos perante Deus, de pé perante os homens". Face à sua vida, na hora da sua morte, todos, de pé, nos curvamos...

«Henrique Seruca» - Foi com grande pesar que tive conhecimento do falecimento hoje de D. Manuel Martins. Tinha o maior respeito e admiração pela sua figura. Foi o celebrante do meu casamento, em 1965, na Igreja Românica de Cedofeita, onde ele era pároco. Já nessa altura essa muito querido dos paroquianos, pela sua grande cultura, simplicidade e, acima de tudo, grande bondade. Como bispo de Setúbal notabilizou-se pela defesa intransigente dos mais fracos, dos desempregados, dos mais pobres, das crianças exploradas., Para ele havia dois tipos de padres: aqueles que exerciam segundo o exemplo de Cristo e os que eram simples funcionários da Igreja. Na defesa dos mais fracos, no distrito de Setúbal, teve grandes dissidências com Cavaco Silva e com Mário Soares, que negavam as misérias de que ele era testemunha diária. Chamaram-lhe "bispo vermelho", quando ele se limitava a seguir a sua consciência e o que devia ser a prática da sua religião. Foi Homem e Bom. A sua voz contundente faz falta. Que descanse em paz.

«Jota Caeiro» - EM SUA MEMÓRIA - EM CONVERSA COM DOM MANUEL MARTINS - até vem mesmo a calhar!... (de Julho de 2013, pouco antes das últimas autárquicas)
1 - Qual a interpretação que faz do país social.
Sinto que estamos em marcha acelerada para uma nova civilização. Os padrões de vida transformam-se de tal modo e a tal velocidade, que nós, os de ontem, temos a sensação que mudámos de casa. Tais padrões passam por individualismos, por uma filosofia económica desenfreada, e tendo em conta o ímpeto dado à marcha da vida pela globalização, sinto-me com a dolorosa impressão que não estamos bem e que temos de parar para uma grande e profunda reflexão a fim de podermos atingir uma vida com alguma dignidade.
2 - Quem define como principais agentes responsáveis pela condição precária do país?
Portugal faz parte do mundo, mas claro que tem a sua história, a sua alma, a sua idiossincrasia próprias. E olhando-o com atenção, sinto que estamos mal, que estamos muito mal. Até tenho medo de que estando a pedir e a recomendar a esperança, mais esteja a contribuir para uma certa alienação. Não temos tido, na generalidade, Governos à altura, a nível de competência, de preocupação pela missão, de isenção, de pedagogia.
O governante tem que ser especialista no verbo e no advérbio, isto é, no fazer e no fazer bem. A idóneos Governos que não temos tido, juntava uma diabólica filosofia económica super-hiperliberal que nos inquieta no presente e nos assusta quanto ao futuro. Os Direitos Humanos não são minimamente respeitados, bastando para tanto passar os olhos pelos Direitos, Liberdades e Garantias da Constituição (art.ºs 24-79). É também de não perder de vista a falta de preocupação por um sistema de educação sadio. Resumindo: temos a sensação que nos perdemos e que nem sequer queremos encontrar o caminho, haja em vista o que vem acontecendo com o comportamento dos grupos “políticos” a que vamos dando o nome de “partidos”.
3 - O Senhor viveu um período de convulsões político-sociais importantes em Setúbal. Equaciona algum paralelismo com a actual sociedade portuguesa?
É verdade. E é para esquecer: valia a pena aqui perguntarmo-nos o que foi isso do 25 de Abril e o que traria escondido no ventre. Aquele PREC é de leitura muito difícil.
O que vi, o que vivi, o que experimentei não dá para contar.
Não obstante, tenho para mim que tudo aquilo aconteceu sem projeto, antes, como um tubo de ensaio para o foi ocorrendo a seguir. Quem está na máquina, quem anda no chão, não vislumbra caminhos de solução. O grande princípio de ação continua a ser (por quanto tempo?) o do Salve-se quem puder.
Mas vamos dizer que na altura, em Setúbal o problema encontrou solução, com muitos atores e fatores que se deixaram tocar pela força da boa vontade.
Sim, Setúbal viveu um período que foi vencido. Agora sofre as consequências de um país que não quer vencer.
4 - Que proposta faria a um futuro Primeiro Ministro?
Tem que ser um quadro inteligente, conhecedor dos problemas; deve rodear-se de bons colaboradores sem nunca se deixar tentar pelo boyismo; deve hierarquizar os problemas e procurar resolvê-los sem falsas promessas; deve ser um Homem que não se deixe influenciar nem por pessoas, nem por interesses. Uma pessoa em que todos se revejam com orgulho.
Acrescento só que este meu aparente pessimismo é ditado pelo amor que tenho ao meu país e ao contributo que do fundo do meu ser queria oferecer para muito em breve Portugal ser um país justo, fraterno, solidário, progressivo, feliz. A tanto não chegará, mas, depois e até por causa da via dolorosa que agora percorres, dias melhores, com toda a certeza, irão chegar.



Publicado por Tovi às 20:51
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
Visca Catalunya Lliure

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Ainda muita água irá correr debaixo das pontes até que a Catalunha se torne independente do Reino da Espanha, mas as decisões tomadas pelo Parlamento e pelo Governo Regional da comunidade autónoma catalã para organizar um referendo independentista no próximo dia 1 de Outubro, mesmo com o Tribunal Constitucional espanhol a suspende-lo de forma imediata e o Governo de Madrid a exercer a mais vil violência sobre as autoridades autonómicas, demonstram que as coisas nunca mais serão como dantes e mais tarde ou mais cedo os independentistas irão vencer.

 

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«Pedro Baptista» - Como é possível, na Europa dita democrática, que apoiou as independências da Croácia, da Eslovénia, da Bósnia, do Kosovo, do Montenegro, nalguns casos em processos mais do que duvidosos, que se queira impedir um povo e uma nação de decidir o seu futuro?

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Sou desde sempre apoiante da causa nacional catalã. A Diplocat, que envolve a Generalitat e muitas instituições, convidou-me para integrar uma missão no âmbito do referendo, que declinei devido à exigente agenda daqui até às autárquicas. A rede diplomática catalã no exterior já é muito robusta e envolve decisores e organizações de diferentes países em todo o mundo. Depois do que se passou hoje, já indiquei a minha disponibilidade para participar num grande evento que vai decorrer em breve para repudiar a intolerável repressão de Madrid perante o silêncio de muitos. Rajoy fez hoje uma jogada desesperada que vai sair-lhe cara. O ataque directo às instituições catalães, o confisco de boletins, urnas e propaganda política, a prisão de políticos eleitos por crime de consciência (mesmo que a coberto de outra figura jurídica, é do que se trata), os raides da Guardia Civil que foi considerada uma «força de ocupação», o garrote financeiro, entre outras acções mais próprias de Franco do que de democratas, não vão resolver nenhum problema: são parte dele. A Catalunha tem uma identidade histórica nacional que Madrid, por mais que tente, não conseguirá reprimir. Essa identidade expressa-se em tudo aquilo que leva ao desejo de autodeterminação cultural, simbólica, política, económica, em torno de uma ambicionada República Catalã que tem no seu dia nacional a comemoração do Cerco de Barcelona que resistiu longos meses à monarquia. A sua história é justamente a da resistência, insubmissão e firmeza democrática, seja contra a monarquia, contra as bombas do nazi-fascismo durante a Guerra Civil, contra a feroz repressão de Franco ou, mais recentemente, contra o madridismo intolerante que não aceita o direito a decidir. Quem resistiu a tanto, vai resistir a Rajoy e a quem o apoia. A causa nacional catalã tem uma enorme simpatia noutras regiões de Espanha e foi sempre pautada pela elevação cívica, pela tolerância, pelo direito à diferença intelectual e pelo respeito democrático. O que se passou hoje demonstra que Madrid está disponível para colocar o aparelho do Estado ao serviço de um autoritarismo que, obviamente, vai unir ainda mais os catalães e afunilar os canais de diálogo. Acontece que ninguém pode ser obrigado a ficar num corpo que não é o seu. A República Catalã vai ser uma realidade e, pela minha parte, tudo farei para apoiar os meus amigos de todas as cores políticas que lá estão a lutar por ela. Saibam que não estão sós.




Sexta-feira, 14 de Julho de 2017
EMA na cidade do Porto?

EMA 13Jul2017 aa.jpg

Agora estamos na mão da Comissão Europeia… vamos lá ver qual será a escolha.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - Então o Porto, como se impunha, triunfou! Onde ficam então as votações dos deputados-palhacitos, todos, incluindo todos os eleitos pelo Porto de todos as secções da partidocracia centralista, a recomendar Lisboa? Onde ficam as palavras do primeiro-ministro de que a candidatura de Lisboa era assunto encerrado? Onde ficam as alarvidades costumadas do nº 2, Santos Silva, que diz que é do Porto, que dizia, mentindo ao país, que havia estudos que impunham a Lísbia a que há muito, como os outros, se vendeu? Onde ficam os silêncios cúmplices dos outros ministros que também dizem ser do Porto, embora só tenham como certificado o assento paroquial e civil? Claro, claro, sabemos muito bem porque ocorreu a cambalhota, sabemos muito bem que foi quando o governo centralista se convenceu a impossibilidade absoluta de ser a candidatura portuguesa a vencer, que abriu para o Porto e depois por aí optou fazendo o flique-flaque... Sabemos bem que se o Porto não for escolhido - que é o mais provável - dirão que foi por causa de ser o Porto. É quase impossível ganhar... Mas quase... é quase... Bem sabemos como o governo sustenta a proposta de Ser o Porto, dando o dito por não dito... Presente envenenado? É evidente! Mas tinha piada se conseguíssemos sobreviver ao veneno e vencer como é, aliás, nosso apanágio... E quanto aos deputadozecos de meia-tigela desta pseudo-democracia de manjedoura: será que vão votar uma moção a apoiar a candidatura do Porto? Aposto que não... Desta vez, sentem-se bem elucidados... E dizem que houve uma revolução há 43 anos e não foram só as moscas que mudaram!



Publicado por Tovi às 07:29
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Sábado, 8 de Julho de 2017
Porto... terra de Liberdade #2

  Pedro Baptista, na sua página do Facebook

Bom Dia, Amigas e Amigos,
Há 185 anos, os liberais desembarcavam no Porto, precisamente nas praias a norte de Pampelido, dando força militar vitoriosa à corrente liberal dominante na cidade. Iniciar-se-ia o Cerco do Porto e a Guerra Civil, posto o que, com a vitória portuense, se formava o Portugal moderno. (A gravura pertence ao Arquivo Distrital do Porto).

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  CMP - Porto Cultura

Vários locais, edifícios, monumentos, templos e ruas integram a "Rota PORTO LIBERAL", lançada neste 8 de julho, data em que há 185 anos se deu o desembarque de Mindelo. Além da Câmara Municipal, a revisitação histórica pela geografia da cidade é promovida pela Venerável Irmandade de Nª Srª da Lapa, o Exército Português através do Museu Militar do Porto, a Direção Geral do Património Cultural, a Santa Casa da Misericórdia do Porto através do MMIPO - Museu e Igreja da Misericórdia do Porto e a Direção Regional de Cultura do Norte.



Publicado por Tovi às 10:19
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Sexta-feira, 7 de Julho de 2017
Porto... terra de Liberdade #1

   Pedro Baptista, na sua página do Facebook

Bom Dia, Amigas e Amigos!
Ao anoitecer de 7 de Julho de 1832, faz hoje 185 anos, tremeram as hostes absolutistas que dominavam a cidade do Porto: para seu grande espanto, a esquadra liberal estava à vista. Não contavam que D. Pedro IV e os seus estrategos decidissem o local do desembarque, tendo como critério primeiro o politico: o Porto era a cidade que, pela sua tradição e composição, dava mais garantias de apoio à causa liberal. A esquadra tentou desembarcar em Vila do Conde, mas as parlamentações com a guarnição militar correram mal, pelo que foi escolhido outro local “légoa e meia” mais a Sul… Mas isso é para amanhã, o dia do desembarque...
Para hoje, fiquemo-nos com o nº 1 da Crónica Constitucional do Porto, 11 de Julho de 1832, edição de 4ª feira:

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Noticia Official das operações do Exercito Libertador.
Porto 10 de Julho de 1832.
S. M. I. fez-se á vela, com o Comboio, que se achava surto na praia defronte de Ponta Delgada, no dia 27 de Junho, pelas 2 horas da tarde, e seguio viagem com o tempo mais favorável, até ao dia 7 de Julho, em que deo vista da Costa de Portugal, na altura de Villa do Conde; pelas 7 da tarde do mesmo dia, achava-se todo o Comboio nas agoas daquela costa (…)
No dia 8, pelas 9 horas da manhã, mandou o mesmo Augusto Senhor içar na Fragata Rainha de Portugal o pavilhão Real que foi saudado com uma salva de vinte e um tiros, pelas embarcações de guerra (…) S. M. I., havendo assim cumprido com o que o seu Coraçaõ dictava, ordenou que o Exercito desembarcasse no ponto que já se achava fixado, entre Villa do Conde e o Porto (…) Em consequência daquella ordem, pelas 2 horas e meia da tarde, as embarcações de guerra tomáraõ posição na praia de Mindelo, a meia distancia, pouco mais ou menos, daquelas duas povoações, e a menos de tiro de metralha da terra; e ás 3 horas começou o desembarque, sem opposiçaõ alguma; aparecendo apenas em reconhecimento poucas patrulhas de Cavallaria, que foraõ desalojadas por alguns tiros do Brigue Liberal.
A Guarniçaõ do Brigue de guerra Conde de Villa Flor foi a primeira que, saltando em terra, cravou a Bandeira da Senhora D. MARIA II (…)
S. M. I. desembarcou ás 6 horas da tarde, entre aclamações e enthusiasmo inexplicável da tropa, e bênçãos de inumerável concurso de habitantes, que de todas as aldêas próximas vinhão vêr e saudar, como eles mesmos diziaõ, o seu Libertador.



Publicado por Tovi às 15:03
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Quinta-feira, 22 de Junho de 2017
Os Homens do Presidente

Rui Moreira 20Jun2017 aa.jpg

No comment… sim, mas não vai faltar quem venha já aqui dizer cobras e lagartos.

 

   Comentários no Facebook

«João Cardoso» - Pelo menos sabemos quem são e quanto ganham. Aqui não há amigos do Presidente a trabalharem pro bono e depois serem recompensados com um tacho em qualquer empresa municipal.

«Joaquim Figueiredo» - Conheço o Dr Fernando Paulo. Excelente e dinâmica pessoa

«Manuel Carvalho» - Enquanto houver transparência, competência e amor pelo Porto, então estou tranquilo na minha escolha.

«Ze De Baião» - Cá vai uma cobra, porque os lagartos nunca serão dragões: Ninguém é super homem do Norte. Nenhum homem é superior a todas as forças políticas e à sociedade civil do Porto/Norte, como julga ou pretende fazer crer o presidente de Câmara do Porto. Ignorar todas as forças politicas e toda a sociedade civil em geral fica-lhe muito mal. Foram o conjunto de forças sociais e políticas que reabriram este processo e Rui Moreira julga-se agora o super homem que tudo conseguiu reabrir sozinho. Esse Porto de todos já não existe. Só existe mesmo o Porto de Rui Moreira. E a ser assim, é um Porto pouco ou nada inclusivo. O presidente Rui Moreira está a ter uma visão social e política muito curta ou pretenderá demonstrar a sua prepotência (ou fragilidade) sóciopolítica, ao impor uma decisão e nomeação pessoal que pretende levar à reunião de Câmara "para ratificação política", desconsiderando a proposta de criação de um grupo de trabalho representativo das forças vivas e capazes do Porto, tal como havia sido aprovado por unanimidade na última reunião. Rui Moreira aprovou uma proposta de trabalho e de participação mais alargada e agora impõe a sua prepotência pessoal só porque esta possibilidade foi reaberta pelos vereadores socialistas. Quando assim age um presidente, colocando em risco a qualidade e eficácia da candidatura, não está a defender o melhor possível a Cidade de todos, mas sim e só o seu ego pessoal. Rui Moreira afirma-se contra o centralismo, mas nem sequer consegue ver que o seu egocentrismo e a sua prepotência pode colocar em causa a vitória desta candiatura. A responsabilidade deste processo passa a ser integralmente de Rui Moreira. Se algo falhar a responsabilidade será exclusivamente sua. O PS e os socialistas do Porto devem continuar a fazer tudo para o sucesso desta candidatura, mas os portuenses devem tomar conhecimento do egocentrismo de Rui Moreira, que não consegue compreender que todas as forças políticas e a sociedade civil são de extrema importância.

«Albertino Amaral» - Se o Zé de Baião conhecesse pessoalmente a pessoa de quem tanto fala, e que pelos vistos tanto o incomoda, se consigo tivesse vivido profissionalmente e tivesse tido a possibilidade de observar o seu trabalho, a sua competência, a sua eficácia, a sua transparência, a sua seriedade e honestidade, talvez o Zé de Baião sentisse vergonha dessas atoardas que lança para o ar. Como eu compreendo o seu complexo de inferioridade…

«Mafalda Macedo Pinto» - Pode fazer um resumo José de Baião? A sua verborreia cansa me.

«Maria Helena Costa Ferreira» - Por conhecimento próprio faço minhas as palavras do Albertino Amaral!!! Claro que não ha super homens mas há - e o n/ Presidente é exemplo disso - gente muitíssimo competente, profissional e honesta!

«Ze De Baião» - Claro que há gente muito competente, profissional e honesta. Mas mau seria se não houvesse muitos outros e outras de igual e mesmo superior nível. Mas nenhum homem ou mulher faz tudo sozinho e muito menos faz tudo perfeito. Se assim pensam algo deve estar muito mal. Já agora, há falta de competência feminina a norte? Ou é tudo machista?

«Albertino Amaral» - Não seja ridículo........

«Mafalda Macedo Pinto» - E às vezes da me vontade de fazer lhe perguntas como? E os transexuais tb não contam? Eu nem vou responder a isto q até me faz náuseas

«Ze De Baião» - Cara Mafalda, até um transexual entende a discriminação de género e a história de discriminação da mulher na vida pública e política.

«David Ribeiro» - Pois é, Ze De Baião... a competência não se coaduna com as quotas de paridade.

«Ze De Baião» - Não acredito que não haja mulheres extremamente competentes a norte.

«Maria Manuel Reis» - Zé de Baião: analise os factos com mais imparcialidade... se na verdade, aquilo que escreve está de acordo com o que pensa, a meu ver está na página errada... É pena, que assim seja , pois os seus comentários por vezes são assertivos e a pluralidade de opiniões e bem vinda ...mas quando ultrapassa certos limites torna se extremamente desagradável…

«Ze De Baião» - Desagradável porquê? Não visamos um melhor norte para o norte? O norte nunca se fez com super homens ou super mulheres. Faz-se com todos nós. Com os portuenses e nortenhos em geral. Quem julgar que é superior a todas as forças vivas da sociedade ou até superior a todas as forças políticas, não está consciente de si próprio. Assisto a muita prepotência. A sociedade civil tem sempre mais força que o individualismo.

«Maria Manuel Reis» - Retirando "desagradável porquê? " subscrevo o seu comentário ..

«Manuel Carvalho» - E quando o indivíduo representa, não em gabinete, mas no terreno a vontade do Porto? Deixamos cair porque é um individuo? E ao contrário do que o Zé afirma, a história fez-se com super-homens e super-mulheres, tanto para o bem como para o mal. Recorde a história de Portugal e do mundo. A história não se faz com políticos mas com estadistas. A história faz-se quando a locomotiva sabe o trajecto e o destino, sem desvios, sem assaltos nem mudanças de linhas em obediência a quem quer mudar os destinos. Acabou por não entender mesmo o que se passou no Porto. E que se alastra a outras cidades. O mais doloroso para o regime instalado é que muitos fizeram e fazem da política carreira, mas na distância de um tempo histórico apenas vão perdurar aqueles que souberam ser Porto.



Publicado por Tovi às 09:16
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Sexta-feira, 26 de Maio de 2017
Fala quem sabe…

…e o Pedro Baptista sabe sempre muito bem o que diz. Neste texto, escrito num estilo muito próprio e publicado na sua página do Facebook, este meu Amigo, investigador em filosofia, romancista e ensaísta portuense, conta-nos uma versão perfeitamente credível do que se passou com Rui Moreira e a malta do PS-Porto.

 

14717064_1457223597621918_5453880867022574073_n.jpPara os anais de cada um, a verdade dos factos na saga política portuense: Manuel Pizarro, depois de ter sido obrigado por António Costa a romper com Rui Moreira, inventou outra narrativa mais conveniente para a sua pessoa, mormente numa entrevista ao Expresso, mas mente com todos os dentes... Pizarro, Presidente da Distrital PS-Porto, tal como Tiago, presidente da Concelhia do PS-Porto, estiveram reunidos com o presidente Rui Moreira, durante o fim da tarde que precedeu a noite em que o PS rompeu, procurando ganhar o número dois na lista camarária independente e outras posições, ao que o Presidente Rui Moreira não acedeu, porque não quis deixar que a sua candidatura independente o deixasse de ser e passasse a ser um embuste político manipulado pelo PS... Ora Pizarro acabou por sair do encontro aceitando explícita e alegremente ficar em quarto ou quinto lugar da lista, assim se mantendo durante parte da noite, conforme foi do conhecimento de António Costa que, de imediato, encetou contactos para um outro cabeça de lista para o PS, que teria de arranjar em poucas horas, para apresentar na Convenção autárquica do PS que se realizaria em Lisboa! É assim que Juca Magalhães é, pelo menos, um dos contactados por António Costa para cabeça de lista do PS, tendo recusado, sendo-lhe pedido em seguida, mas tarde demais, que não desvendasse a origem do contacto. Ora Costa, já noite bem adentro, por falta de alternativa e falta de tempo, teve mesmo de cair sobre Pizarro, obrigando-o a rejeitar o seu lugar na lista camarária de Rui Moreira e a ser cabeça de cartaz do PS-Porto. Desconheço os termos em que o obrigou. Mas certo, certinho, foi que Costa, para não apresentar na sua Convenção o buraco imenso de não ter candidato ao Porto, preferiu o buraco de ter um candidato pelo PS ao Porto, tão contrafeito quanto o seu maior desejo era apenas entrar na lista independente que agora vai a fazer a farsa de combater. Afinal o falhanço anunciado será de Pizarro e não de Costa e, para este, como sempre, aquele que se amanhe...



Publicado por Tovi às 07:36
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Sexta-feira, 5 de Maio de 2017
Rui Moreira descarta apoio do PS

Rui Moreira 5Mai2017 aa.jpg
Núcleo duro da Comissão Política do movimento independente “Porto, O Nosso Partido” decidiu descartar o apoio dos socialistas na corrida autárquica. Rui Moreira considera inaceitável a colagem do PS a uma futura vitória, bem como a pressão de forte presença de socialistas nas suas listas.
Se assim for é uma vitória daquilo que sempre defendi: Os socialistas portuenses deverão optar por ir a votos nas próximas autárquicas, pois assim é que se vê o peso de cada uma das forças políticas e a haver entendimento futuro entre Rui Moreira e quem quer que seja, esse acordo político será muito mais válido e fundamentado.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - Força, Rui Moreira, independência e transparência. O Pizarro e o PS que vão a votos! Ou será que o presidente da Federação Distrital do Porto do PS se vai demitir e tornar-se independente para manter um lugarzinho na Câmara? Mas poderia haver lugarzinhos para gente cujo alinhamento partidário depende das conveniências pessoais?

«Jose Antonio Salcedo» - As afirmações da dirigente socialista Ana Catarina Mendes ilustram a arrogância, o caciquismo e a parolice que caracterizam a política partidária nacional. Em vez de se instituirem como escolinhas de tráfego de influências e de construção de carreiras para tantos inúteis, como têm instituído, os partidos deveriam ser espaços de reflexão e acção para o bem do país. Infelizmente isso não ocorre. Felicito Rui Moreira pela coragem e cumprimento, felicito e agradeço a Manuel Pizarro o magnífico trabalho que tem vindo a realizar na Câmara Municipal do Porto como responsável pelo Pelouro da Habitação e Ação Social. É de pessoas com esta qualidade que a cidade precisa.

 

   Expresso online, hoje às 14h00

A concelhia socialista do Porto considera “surpreendente e inesperado” a notícia de que o candidato independente Rui Moreira, atual presidente da Câmara do Porto, recusa o apoio do PS nas próximas eleições autárquicas. Segundo nota de imprensa, o PS/Porto vai reunir-se hoje à noite para “analisar a situação política autárquica no Porto”. A decisão de Rui Moreira surge depois da secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, ter dito, em entrevista ao Observador, que a vitória de Rui Moreira será uma vitória do PS.



Publicado por Tovi às 11:07
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017
A quererem ganhar na secretaria

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A notícia é de 23 Junho 2016... mas o excelente texto do Pedro Baptista é de agora, fresquinho que nem uma alface.

 

    Pedro Baptista no Facebook

O primeiro capítulo de um Embuste chamado Presidente do PS/Porto! Isto foi em Junho de 2016. O PS apresentou agora uma proposta de alteração que não altera abso...lutamente nada. Para a recolha de assinaturas a lista tem de ser apresentada completa, ou seja sem alteração da lei. A alteração-farsa é que um terço dos seus titulares da lista podem ser alterados posteriormente. Um embuste para os cidadãos, num embuste do PS às candidaturas independentes, que os partidos que estão no parlamento querem impedir de concorrer em condições de igualdade. Sim, eles já perceberam que só com recurso a golpes sujos e a truques de ditadura se podem aguentar nos lugares onde os cidadãos não os querem mais...

 

   JN em 23Jun2016

Presidente do PS/Porto assegura que legislação será revista antes das autárquicas de 2017. Revisão é uma reivindicação dos autarcas independentes.
O PS vai apresentar uma proposta de revisão da lei eleitoral dos órgãos das autarquias locais até ao final do ano, no sentido de "facilitar a burocracia" às candidaturas dos movimentos de cidadãos independentes já em 2017. Essa alteração é uma reivindicação dos autarcas independentes e pode condicionar a recandidatura de Rui Moreira à Câmara Municipal do Porto, como avançou o JN.
A garantia de que existirá uma proposta por parte dos socialistas foi dada esta quarta-feira, ao JN, por Manuel Pizarro, presidente da Federação Distrital do PS/Porto. "A alteração da lei é um teste à seriedade dos partidos políticos que dizem defender a participação dos cidadãos independentes na vida política. Não alterar a lei seria um dramático sinal de hipocrisia. O PS será o primeiro partido a fazer questão de promover a alteração daquilo que é uma precisão legal", assegura o ex-dirigente socialista e vereador no Executivo camarário do Porto.



Publicado por Tovi às 08:30
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2017
É mesmo… é uma semidescentralização

Eu cá quero é a Regionalização... e ontem já era tarde.

 

  Rui Moreira in Correio da Manhã

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A semidescentralização - O Estado propõe-se delegar competências administrativas mas não partilha decisões políticas.

O Governo apresentou uma proposta de descentralização de competências. Só pela vontade política, António Costa andou bem. O Primeiro-Ministro foi autarca e sabe o que isso representa para o País e para o poder local, onde incluo o Município de Lisboa, também ele vítima do centralismo burocrático. Contudo, este impulso, que registo como genuíno, é insuficiente.
Segundo o documento, o Estado propõe-se descentralizar competências em áreas como a Educação. Mas, na verdade, transfere pouco mais do que obrigações. Mesmo que bem acompanhadas pelo envelope financeiro – e veremos se assim é –, o que está proposto é transferir para a esfera municipal tudo aquilo que poderia chamar de "hotelaria". Ou seja, delega competências administrativas mas não partilha decisões políticas.
No caso da Educação, propõe-se que as autarquias, à semelhança do que já acontece na pré-primária e no ensino básico, construam edifícios, os mantenham e limpem, sirvam refeições e forneçam transporte. Sendo evidente que uma autarquia poderá fazer melhor estes serviços, isso não resolve qualquer problema estrutural. Na verdade, pode até criar novos entraves ao desenvolvimento local e regional, se não forem simultaneamente transferidos os recursos financeiros e humanos correspondentes. Sem esses, não será possível suportar novas tarefas e, simultaneamente, manter o nível de serviço público e investimento noutras áreas.
Note-se que não me refiro ao aumento de recursos humanos via novas contratações, mas apenas da sua transferência do Estado para o domínio municipal, sem penalização orçamental e financeira para as autarquias, flexibilizando os absurdos mapas de pessoal determinados com critérios incompreensíveis. Mas a peça mais importante deste puzzle, que é complexo, é a das competências políticas. Porque sem capacidade para intervir na programação curricular e na colocação de professores, a descentralização será sempre pouco mais do que um alijar de responsabilidades. A definição curricular e o mapa docente, não podendo ser competências exclusivas das autarquias, devem poder contar com a contribuição local e estarem também descentralizadas. A não ser assim, o Estado estará a abdicar de competências administrativas, mas não se avançará em matéria de Educação.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - O país não precisa de descentralizações que não sejam mais do que o alijar de responsabilidades por parte do centralismo, nas matérias que não rendam para o poder central e, pelo contrário, se lhes afiguram difíceis, porque dão trabalho. O país precisa sim, há mais de um século, é de regionalização, criando polos de planeamento, coordenação administrativa e desenvolvimento, bem como dinâmicas regionais capazes de promoverem a economia nacional e criarem riqueza para todo o país. O PS apresentou-se em 1995 às eleições como o campeão da regionalização mas depois, através de António Guterres, em 1997, negociou secretamente com Marcelo Rebelo de Sousa, o boicote da regionalização em revisão constitucional a troco da viabilização do governo: foi assim que foi inventado o referendo de bloqueio à regionalização. Costa era ministro de Guterres e conhece muito bem a história. E já sabia, na altura, que a poeira que os inimigos do desenvolvimento nacional lançavam para evitar a regionalização que lhes tiraria a posição dominante só por serem capital, se chamava descentralização... Que claro nem é descentralização nenhuma, como mostrou ontem, Rui Moreira em artigo no CM. Apenas entrada dos trabalhos de hotelaria, disse ele, e bem. Não, obrigado!

«Antero Filgueiras» - Muito cuidado com o que está em marcha: uma colossal transferência de poderes para entidades - CCDR - que não estão sujeitas a escrutínio universal e que são "pasto" de gente, cuja honestidade nunca foi a mais apreciável: gente que usa o serviço público para negócios privados.



Publicado por Tovi às 09:48
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2017
O Porto sempre contra a Ditadura

...mesmo quando o nosso sangue corria pelas ruas da cidade.

3 de Fevereiro de 1927.jpg

  Pedro Baptista no Facebook

Fez ontem 90 anos - 3 de Fevereiro de 1927 – que eclodiu no Porto a primeira tentativa de golpe militar contra a Ditadura que se tinha instaurado em 28 de Maio no ano anterior. Malgrado a grande mobilização militar e popular na cidade do Porto e o apoio de grande parte das unidades militares nortenhas, o levantamento acabou por falhar pela indisponibilidade das unidades da capital que parece, tal como em 31 de Janeiro de 1891, não terem gostado da iniciativa a Norte. Lisboa haveria de aderir ao levantamento militar apenas no dia 7, ou 8, quando o Porto, depois de ferozmente bombardeado durante toda a semana e com centenas de mortos, já tinha sido obrigado a render-se para poupar a vida dos seus soldados. Sarmento Pimentel, um dos revoltosos que só haveria de voltar ao país depois de 1974, chamou ao levantamento lisboeta do Largo do Rato, a Revolução do Remorso! Bem observado!



Publicado por Tovi às 08:30
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