"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Domingo, 7 de Fevereiro de 2021
Peste Bubónica na Europa

   A Grande Peste de Londres
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(Coleta de cadáveres na rua durante a Grande Peste de Londres)

Quando da Peste de Londres [1665-1666] …/… Muitos viam o abandono do Rei como vergonhoso, fugindo da peste [peste bubónica] e deixando o governo da cidade ao Lord Mayor. Mas o Lord Mayor, Sir John Lawrence, não fugiu e pôs em prática uma série de medidas: fechou as escolas, restringiu a frequência de estalagens, tabernas e cafés e limitou a assistência a funerais. (“Contágios” de Jaime Nogueira Pinto – pag. 116)

 

   O insólito surto portuense
Ricardo Jorge.jpg

No fim do século XIX, em 1899, em Portugal, no Porto, deu-se o inesperado último surto da Peste Bubónica na Europa. Ricardo Jorge, director dos serviços hospitalares da cidade, liderou o combate à praga, que matou cerca de centena e meia de pessoas; mas os negacionistas nortenhos obrigaram-no a abandonar a cidade. (“Contágios” de Jaime Nogueira Pinto, pag. 145 e seguintes)



Publicado por Tovi às 07:59
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Sábado, 14 de Março de 2020
A Peste Bubónica… no longínquo verão de 1899

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A peste que “fechou” a cidade do Porto

(in “O Sal da História”)

Que estranha doença estaria a matar os galegos da rua da Fonte Taurina, no Porto? A dúvida instalou-se no longínquo verão de 1899, levando a autoridade de saúde a investigar. Os responsáveis ficaram incrédulos face às primeiras impressões, porque, ao que tudo indicava, tratava-se da peste, essa que já se pensava não voltaria a matar. E o poder político só acreditou quando, de Paris, vieram os resultados que confirmaram o que os investigadores portugueses, com Ricardo Jorge à cabeça, já tinham garantido: a peste de levante, como antes se chamava, agora batizada de bubónica, estava a dizimar as populações mais pobres e frágeis da cidade. Era preciso fechar tudo para controlar a doença!
A decisão de Ricardo Jorge, então médico municipal, não foi bem aceite, inicialmente pelos governantes, que temiam os resultados eleitorais dessa medida impopular e muito menos pelas “forças vivas” do Porto, com a imprensa e os comerciantes a serem responsáveis pelas atitudes mais violentas, chegando a por em causa a veracidade da epidemia.
Mesmo assim, a quarentena foi em frente.
A segunda cidade do País esteve isolada durante quatro meses. O cerco sanitário, imposto pela tropa, conteve o mal mas, apesar das medidas de desinfeção tomadas – na imagem, a casa onde teve início o surto e que foi incendiada por prevenção - não impediu o contágio interno sobretudo entre os muitos que viviam em espaços lotados e sem condições.
Foram infetadas 320 pessoas, 132 das quais morreram.
Talvez o mais famoso dos casos mortais tenha sido o de Luís Câmara Pestana. O investigador esteve por duas vezes no Porto na arriscada tarefa de recolher fluidos e outros materiais biológicos dos pestilentos, para melhor conhecer a moléstia e assim contribuir para a sua cura.
Nessa ânsia, não tomou as devidas precauções, tendo usado as unhas, sem luvas, para espremer um bubão – gânglio inflamado – de um dos cadáveres. Em pouco tempo, percebeu que não resistiria. Isolou-se e fez questão que recolhessem a sua própria urina para ajudar ao conhecimento da maleita.
A sua morte, que teve grande impacto na opinião pública, mostrou - como se fosse preciso - que a peste não escolhe as vítimas, mas aproveita as imprudências.



Publicado por Tovi às 09:18
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