"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2022
Rússia lança nova vaga de ataques na Ucrânia

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As tropas russas lançaram, esta segunda-feira, uma outra vaga de ataques a várias regiões da Ucrânia, informaram as autoridades ucranianas.  Entre as regiões afetadas estão Zaporijia, Odessa, Cherkasi, Kharkiv, Dnipropetrovsk e Poltava. Os ataques, dizem ainda as Forças Armadas da Ucrânia, visam infraestruturas energéticas do país, acreditando que irão existir novos cortes de eletricidade, numa altura em que as temperaturas no país estão a descer.  Ainda hoje, a Ukrenergo, operadora estatal de eletricidade ucraniana, informou  que o país registou um novo corte geral no fornecimento de eletricidade no contexto de uma situação que "permanece complicada". 

 
   Sobre a imposição da UE de um teto ao preço do petróleo russo

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O Ministério das Relações Exteriores da China disse que Pequim continuará a sua cooperação energética com Moscovo com base no respeito e benefício mútuo, após o acordo da União Europeia em impor um teto de preço às exportações de petróleo da Rússia.  A China aumentou este ano as suas compras de blends de petróleo dos Urais da Rússia, que agora são negociadas com um grande desconto em relação ao Brent, a referência global.

 

  Embaixada da Ucrânia em Lisboa recebeu dois envelopes suspeitos
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A embaixada da Ucrânia em Lisboa recebeu hoje à tarde dois envelopes suspeitos, tendo chamado a PSP - que se deslocou ao local com meios da Unidade Especial de Polícia, disse à Lusa fonte policial. A embaixada da Ucrânia em Lisboa confirmou à Lusa que chamou a Polícia de Segurança Pública depois de ter identificado “correspondência suspeita”. Segundo a mesma fonte policial, o alerta foi dado cerca das 15h00 e pelas 17h00 estavam no local equipas da Unidade Especial de Polícia, nomeadamente do Centro de Inativação de Engenhos Explosivos e Segurança Subsolo, para despiste dos envelopes suspeitos. O trânsito na Avenida das Descobertas, onde se encontram várias embaixadas, está cortado e no local estão meios da PSP a garantir perímetro de segurança. As "características suspeitas" da correspondência, que o atual protocolo de segurança da embaixada determina que não podem ser aceites, tinham a ver com "o formato e o remetente", adiantou a fonte da Embaixada. "O pessoal viu imediatamente que [a correspondência] era suspeita, alertou a polícia e o carteiro acabou por ficar retido" nas instalações da missão diplomática, onde ainda se encontram ainda agentes policiais "em grande número", disse a mesma fonte.
Por volta das 18h30 a 
PSP informou não ter encontrado qualquer engenho explosivo nos envelopes suspeitos que chegaram à embaixada da Ucrânia em Lisboa.



Publicado por Tovi às 08:01
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Domingo, 4 de Dezembro de 2022
A "queda" de Putin... e o preço do petróleo russo

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  Disse-me uma amiga minha, prima da cunhada da cabeleireira de uma empregada do palácio onde vive Vladimir Putin, que a funcionária que tinha encerado as escadas naquele dia, já está detida para averiguações.

  O que se tem dito sobre a saúde de Putin
4ee76d886bb3f75115000047.jpgA investigação mais aprofundada sobre a saúde de Putin foi publicada em abril deste ano pelo site de notícias russo Proekt, que usou dados de código aberto para concluir que as viagens do presidente à cidade turística de Sochi, no sul, foram sincronizadas com as de um grande número de médicos, incluindo o especialista de cancro na tiroide Yevgeny Selivanov, cujas visitas a Sochi frequentemente coincidiam com as súbitas ausências de Putin dos olhos do público nos últimos anos. Alega-se que um dos métodos usados por Putin para garantir a longevidade foram os banhos em sangue extraído de chifres de veado na Sibéria, método recomendado pelo seu amigo ministro de Defesa Sergei Shoigu, que é natural daquela região. O semanário francês Paris Match disse em junho deste ano que nas visitas à Arábia Saudita, em 2019, e à França, em 2017, Putin era acompanhado por uma equipa sempre que ia à casa de banho para guardar as suas secreções de forma a que nenhuma potência estrangeira pudesse analisar medicamente as suas fezes e urina. Já a publicação norte-americana Newsweek avançou em junho passado que Putin se tinha submetido a um tratamento para cancro avançado em abril. E o chefe da inteligência militar da Ucrânia, major-general Kyrylo Budanov, em entrevista em meados de maio à Sky News, afirmou, sem provas demonstradas, que Putin sofria de um cancro. O site Proekt também alegou que o Kremlin montou um escritório falso em Sochi, que pretendia parecer-se com a sua residência no subúrbio de Moscovo, para fazer parecer, nas imagens difundidas, que ele estava a trabalhar na capital russa em vez de descansar no resort do Mar Negro.
O Kremlin, através do porta-voz de Putin, Dmity Peskov, negou veementemente todas as alegações de que o presidente está a sofrer algum problema de saúde grave. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, deu uma declaração altamente incomum numa entrevista ao canal de televisão francês TF1, no final de maio, para negar que Putin esteja doente, afirmando: "Eu não acho que as pessoas possam ver sinais de algum tipo de doença ou doença num líder que aparece em público todos os dias". Em recentes aparições públicas, incluindo o Fórum Económico em São Petersburgo, um fórum sobre Pedro, o Grande e uma reunião com o presidente do Turcomenistão Serdar Berdymukhamedov, Putin também não mostrou nenhum sinal de fragilidade física.

 


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Se bem entendi a União Europeia, o G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e a Austrália, ao estabelecerem um teto máximo para o preço do petróleo russo em 60 dólares (cerca de 57 euros) por barril, estão a dizer que vamos passar a comprar o "ouro negro" a quem o vende mais caro. E quanto será esse "mais caro"?... E quem são os potenciais novos vendedores?

  
Jorge Veigaos vendedores são os que vão comprar por 60 dolares o barril de petroleo russo. lol e vende-se por 80 ou 90! Bom negócio.
Isabel Gentil QuinaNão entendo o porquê desta guerra … desta matança cega 😎  Razões e interesses ?? A UE está se a endividar e depois? Uma falência de estados e nações
Antero FilgueirasOnde é que o amigo fez o curso de economia? Perdendo o cliente UE a quem é que a Rússia vai vender o petróleo excedente para alimentar a sua facínora máquina de guerra. Ou seja, você acha que o mais saudável é continuar a dar sangue ao vampiro?! Pois!!!!
David RibeiroMeu caro Antero Filgueiras, enquanto houver outros compradores - China e Índia - o impacto do limite do preço do petróleo russo transportado por via marítima (o único que está em causa nestas sanções), é diminuto.

 

  O que está em causa neste teto máximo do preço do petróleo russo
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Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE) as exportações russas para a UE foram de 1,5 milhão de barris por dia em outubro, dos quais 1,1 milhão de barris por dia serão interrompidos quando a proibição da União Europeia, G7 e Austrália, entrar em vigor em 5 de dezembro. Não esquecer que o petróleo que está em causa é unicamente o petróleo russo transportado por via marítima.



Publicado por Tovi às 07:45
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2022
A Índia está a comprar petróleo à Rússia... porquê?

  Houve um aumento significativo nas importações indianas de petróleo bruto russo.
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  A Índia é o terceiro maior consumidor de petróleo do mundo e mais de 80% dele é importado. Historicamente, a Rússia não tem sido um grande fornecedor para a Índia. Em janeiro e fevereiro deste ano, a Índia não importou nenhum petróleo bruto da Rússia.
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  A Índia aproveitou os preços com desconto para aumentar as importações de petróleo da Rússia num momento em que os preços globais da energia estão subindo. Após a invasão da Ucrânia, havia menos compradores para o petróleo bruto dos Urais da Rússia, com alguns governos e empresas estrangeiras decidindo evitar as exportações de energia russas, e seu preço caiu. Os EUA pediram à Índia que não compre muito petróleo russo, embora reconheça que não pode impedir essas compras porque não há sanções secundárias aos países que fazem negócios com a Rússia. O funcionário do Departamento de Estado dos EUA, Amos Hochstein, informou ter dito às autoridades indianas para não "parecer que estejam a aproveitar-se da dor que está sendo sentida nos lares europeus e nos EUA". Embora o preço exato das vendas para a Índia seja desconhecido, "o desconto dos Urais para o petróleo Brent [a referência global] permanece em torno de US$ 30 por barril", diz Matt Smith, analista da Kpler. Esses dois tipos de petróleo normalmente são vendidos a um preço semelhante. Mas como o preço do petróleo dos Urais continuou a cair, a diferença entre eles atingiu um recorde histórico, acrescentou. [BBC by Shruti Menon - 10jun2022]

 

  A Índia é "muleta" da Rússia na exportação de petróleo.
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Publicado por Tovi às 07:45
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2022
Receitas de petróleo da Rússia disparam 50% este ano

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As receitas de petróleo da Rússia dispararam 50% este ano, isto apesar das sanções aprovadas pelos Estados Unidos da América e pelo Reino Unido. Apesar da sua vontade de reduzir a dependência do petróleo russo, a União Europeia manteve-se como o principal mercado das exportações russas em abril, pesando 43% no total. Moscovo ganhou 20 mil milhões de dólares por mês este ano com a venda de crude e de produtos refinados, a um ritmo de oito milhões de barris por dia, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), citadas pela “Bloomberg”.

 

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Dias depois de ter proposto um embargo a todo o tipo de petróleo russo, na sequência da invasão militar da Ucrânia, a União Europeia aponta que “o investimento total necessário para garantir a segurança do aprovisionamento de petróleo deverá ascender a entre 1,5 e dois mil milhões de euros”. Bruxelas admite que “a dependência dos combustíveis fósseis russos estende-se também ao petróleo bruto e aos produtos petrolíferos”, mas “enquanto na maioria dos casos o mercado mundial permite uma substituição rápida e eficaz, alguns Estados-membros dependem mais do petróleo russo”. 

 

 

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As negociações entre os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) para a implementação de um novo pacote de sanções contra a Rússia estão num impasse, com o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, a admitir dificuldades em garantir o apoio da Hungria à proposta de embargo do petróleo russo. O sexto pacote de sanções proposto pela Comissão Europeia há duas semanas prevê a eliminação total e gradual da importação do petróleo russo até ao final do ano, tendo em vista a redução da dependência energética europeia em relação a Moscovo. Mas a Hungria tem vindo a manifestar-se contra esta medida, mesmo com a possibilidade de um ano suplementar de transição para o país - e para a Eslováquia, ambos países que não têm acesso ao mar, podendo apenas receber petróleo através de oleodutos e da Rússia, o que, alegam, põe em causa a segurança energética dos seus países. Face a esta intransigência de Budapeste, a Comissão Europeia estará a negociar com o governo de Viktor Órban um programa de investimento comunitário para ajudar a reduzir a dependência energética do país em relação à Rússia. Bruxelas espera, desta forma, conseguir ultrapassar o veto húngaro à proposta de embargo ao petróleo russo “nos próximos dias”, abrindo assim caminho para a aprovação do sexto pacote de sanções contra Moscovo.

 

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A Gasum, empresa de energia estatal finlandesa, informou hoje que a Rússia cortará os fluxos de gás natural para a Finlândia no dia de amanhã, sábado 21mai2022. No entanto a Gasum continuará a fornecer gás natural aos clientes finlandeses através do gasoduto Balticconnector que liga a Finlândia à Estónia.

 

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A China está a aumentar discretamente as compras de petróleo da Rússia a preços de saldos, de acordo com dados de embarque e comerciantes de petróleo citados pela “Reuters”, preenchendo o vazio deixado pelos compradores ocidentais que se afastaram dos negócios com a Rússia desde a invasão da Ucrânia em fevereiro. A China, que é o maior importador de petróleo do mundo, decidiu apostar na energia vinda de Moscovo um mês depois de inicialmente reduzir os abastecimentos russos, por receios de parecer apoiar abertamente a Rússia  e potencialmente expor as suas gigantes petrolíferas estatais a sanções. As importações marítimas de petróleo russo da China aumentaram para um valor recorde de 1,1 milhões de barris por dia (bpd) em maio, acima dos 750 mil bpd no primeiro trimestre e 800 mil bpd em 2021, de acordo com uma estimativa da Vortexa Analytics.



Publicado por Tovi às 07:43
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2022
2ª Conferência de “Valdai Discussion Club”

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Desde ontem e terminando hoje [17 e 18 de maio] temos na cidade russa de Níjni, a 2ª Conferência da Ásia Central de “Valdai Discussion Club”. O tema deste ano é “Rússia – Ásia Central: Cooperação e Desenvolvimento no meio da Instabilidade”.

A Conferência da Ásia Central terá a participação de cerca de 40 especialistas de 9 países – Rússia, China, Índia, Irão, Cazaquistão, Quirguistão, Paquistão, Tajiquistão e Uzbequistão. Esta cidade de Níjni, uma das maiores cidades da parte europeia da Rússia, foi escolhida como sede da Conferência da Ásia Central, para servir de ligação entre a Europa e a Ásia do ponto de vista histórico e civilizacional. O simbolismo desta escolha reside no facto desta cidade ser a retaguarda da Rússia: durante o Tempo das Perturbações, foi lá que a milícia popular foi formada para combater os intervencionistas europeus e, durante a Grande Guerra Patriótica, as forças industriais e intelectuais. As reservas humanas da cidade deram uma contribuição inestimável para a vitória da ex-União Soviética sobre a Alemanha nazi.

Os principais temas da conferência são os seguintes:
Desenvolvimento da Rússia e da Ásia Central no contexto de novas turbulências geopolíticas;
Segurança coletiva na Ásia Central;
Cooperação entre a Rússia e os países da região no domínio da economia e dos transportes;
Laços inter-regionais entre a Rússia e as cinco repúblicas da Ásia Central.
 
  Andrey Sushentsov, diretor do programa Valdai Club
Fundamentos estratégicos da crise ucraniana
Provavelmente estamos no ponto de partida de uma crise que se desenrola e não perto de seu fim. Por que as relações russo-ucranianas dizem respeito a todos os russos e ucranianos? Até certo ponto, o que está acontecendo é uma guerra civil atrasada, que poderia ter acontecido no início dos anos 1990 com o colapso da URSS, quando a primeira geração de líderes russos e ucranianos se gabava de ter evitado um divórcio sangrento como o da Jugoslávia. Na Rússia, todas as pessoas têm parentes no país vizinho e o que está acontecendo lá é mais uma questão de política doméstica. Por exemplo, se o governo ucraniano fechar igrejas ortodoxas russas ou banir um partido político de oposição pró-russo, a história terá cobertura imediata na TV estatal e políticos russos emitirão declarações.
(...)
A primeira proposta diplomática que a Rússia fez no início da crise foi que a Ucrânia permanecesse neutra, que a Crimeia fosse reconhecida como território russo e que as repúblicas do Donbas fossem reconhecidas como independentes. Em resposta a essas demandas, a Ucrânia apresentou a sua própria: a repatriação completa de seu território anterior a 2014 e nenhum passo em direção à Rússia. A maximização das demandas ucranianas significa que um ponto de equilíbrio ainda não foi encontrado na campanha militar em andamento. No entanto, ele tem suas próprias opções de desenvolvimento. No primeiro cenário, o atual governo ucraniano e a Rússia firmam um acordo que leva em consideração as demandas russas, e esses acordos são reconhecidos pelo Ocidente como parte de um pacote de segurança europeu. A crise russo-ucraniana daria lugar a um confronto político-militar russo-ocidental, semelhante à Guerra Fria. O segundo cenário pressupõe o desenvolvimento de eventos sob a influência da situação militar no terreno. Como resultado, ou um equilíbrio é inevitavelmente encontrado, ou uma das partes prevalece. Nesse caso, há riscos de que o Ocidente não reconheça os resultados do acordo, e um novo governo ucraniano surja e seja combatido pelo governo no exílio. A partir do Ocidente, haverá um sistema de apoio ao subterrâneo ucraniano, semelhante ao que existia no oeste da Ucrânia na década de 1950. O terceiro cenário envolve uma forte escalada de tensão entre a Rússia e o Ocidente. É possível que a crise se espalhe para os países da NATO ou a escalada da guerra de sanções contra a Rússia siga na esperança de abalar os fundamentos do estado russo. Nesse caso, os riscos de uma confronto nuclear aumentarão. No entanto, até agora, vemos que os líderes ocidentais estão se distanciando de tais planos e dizendo que não enviarão forças da NATO para esse conflito. No entanto, vimos repetidamente como o Ocidente cruza suas próprias “linhas vermelhas” – isso pode realmente acontecer novamente
  Negociações Moscovo - Kiev
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Não há negociações entre as delegações russa e ucraniana neste momento, segundo disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Andrey Rudenko, durante a 2ª conferência da Ásia Central do clube de discussão internacional Valdai. Acrescentou: “As negociações não continuam. A Ucrânia, de facto, desistiu do processo de negociações". Vladimir Putin, numa conversa telefônica com o presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, já tinha dito que as negociações Moscovo-Kiev foram interrompidas porque "o lado ucraniano não demonstrou interesse num diálogo construtivo".
 
 
  Os "amigos" de Putin na UE e na NATO
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O aliado mais próximo de Putin na União Europeia é o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, que já ameaçou vetar a proposta de sanções ao petróleo russo que os outros 26 estados-membros aprovaram. [A Hungria é membro da UE desde maio de 2004]
Da mesma forma, na NATO, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, não vê com bons olhos a possível adesão das potências historicamente neutras da Finlândia e da Suécia, cuja adesão é apoiada pelo resto da aliança. [A Turquia é membro da NATO desde 1952]
 
  E depois eu é que sou “russófilo”
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As receitas de petróleo da Rússia dispararam 50% este ano, isto apesar das sanções aprovadas pelos Estados Unidos da América e pelo Reino Unido. Apesar da sua vontade de reduzir a dependência do petróleo russo, a União Europeia manteve-se como o principal mercado das exportações russas em abril, pesando 43% no total. Moscovo ganhou 20 mil milhões de dólares por mês este ano com a venda de crude e de produtos refinados, a um ritmo de oito milhões de barris por dia, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), citadas pela “Bloomberg”.


Publicado por Tovi às 07:13
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2020
Nova crise do petróleo causada pelo COVID-19

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Devido ao confinamento de metade da população mundial, motivado pela pandemia do COVID-19, os principais países produtores de petróleo atravessam o maior choque da sua história. A Organização dos Países Exportadores do Petróleo (OPEP) já marcou uma reunião para a próxima quinta-feira (9abr2020) onde se discutirá possíveis cortes de produção, diminuindo assim a oferta no mercado internacional. Um duelo entre a Arábia Saudita e a Rússia, no início do passado mês de maio, poderia parecer, à primeira vista, “ser bom” para os consumidores, mas não havendo consumo não há baixa de preço que não provoque abalo nos mercados por excesso de oferta.

 

   E a procissão ainda vai no adro
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   Eurogrupo falhou acordo

“Os ministros das Finanças tentaram um acordo madrugada dentro, mas não conseguiram. A discussão ficou presa pelos dois pontos que afastam Itália e Holanda: os primeiros a rejeitar qualquer condicionalidade sobre os países que pedirem acesso ao Mecanismo Europeu de Estabilidade; os segundos a recusar qualquer referência à possibilidade de emissão de dívida conjunta. Houve um progresso: Alemanha e França aproximaram posições. Mas não chegou. Nova reunião marcada para quinta-feira de manhã.”  E depois disto ainda há quem acredite que o pacote de 540 mil milhões de euros vai ser a solução?

 

   Situação em Portugal e Região Norte

13141 casos confirmados (7386 na Região Norte)
380 mortos (208 na Região Norte)
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Publicado por Tovi às 08:07
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Sexta-feira, 11 de Outubro de 2019
Mais um “incidente” no Mar Vermelho

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De incidente em incidente… até um dia.

 


Dois roquetes atingiram um petroleiro iraniano no Mar Vermelho, ao largo do porto saudita de Jiddah, disseram hoje as autoridades de Teerão. Até ao momento a Arábia Saudita não fez qualquer comentário sobre o suposto ataque contra o navio iraniano que constitui o último incidente na região marcada pelo degradar das tensões entre o Irão e os Estados Unidos, país aliado de Riade. A televisão iraniana noticiou que a explosão danificou dois armazéns a bordo do navio sendo que se verifica uma fuga de crude.



Publicado por Tovi às 10:57
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Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019
Ataque a instalações petrolíferas na Arábia Saudita

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(Na imagem, divulgada pelo governo dos EUA, podemos ver os danos às instalações da petrolífera Saudi Aramco, localizada na Arábia Saudita)

É estranha a ineficácia do sistema de defesa saudita cujas refinarias contam com sistemas de defesa antiaérea Patriot PAC-2 instalados em locais estratégicos, mas que não teriam sido capazes de conter o ataque dos drones e possíveis mísseis de cruzeiro do grupo rebelde xiita do Iémen no passado dia 14 de setembro. Quer os sauditas quer os norte-americanos acreditam que o Irão terá apoiado estes alegados ataques Houtis com o fornecimento de tecnologia e mesmo com assistência técnica na operação. Em represália as autoridades norte-americanas colocam a possibilidade de lançarem ataques contra refinarias iranianas.
De acordo com a Agência de Imprensa Saudita (SPA), os ataques direcionados às refinarias sauditas, além de causarem um corte de praticamente 50% na produção de petróleo do país, também resultaram numa redução de 5% no mercado global e desestabilizaram ainda mais a região do Golfo, elevando as tensões entre o Irão e os EUA e expondo a vulnerabilidade das instalações petrolíferas. No entanto é de destacar que após os ataques o preço do petróleo chegou a subir quase 20%, alcançando a maior alta numa sessão desde a Guerra do Golfo em 1991, mas entretanto, depois de atingir seu maior pico, os preços do petróleo caíram nos últimos dias.



Publicado por Tovi às 08:50
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Sexta-feira, 14 de Junho de 2019
Misteriosos ataques... ou não?

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Comentários… ao gosto dos interesses de cada um:

Expresso, 14jun2019 - O Exército dos EUA divulgou um vídeo que alegadamente mostra um barco da Marinha do Irão a remover o que aparenta ser uma mina não detonada do casco do Kokura Courageous. Este petroleiro japonês e um outro norueguês, o Front Altair, foram atacados esta quinta-feira no Golfo de Omã. O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, […] afirmou que o Irão pretende impedir a passagem de petróleo através do estreito de Ormuz.

Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscovo, 14jun2019 - Isto é uma coisa muito perigosa. Surge logo a questão: quem pode estar por trás disto? Alguns começaram imediatamente a apontar para o Irão, mas sem provas nenhumas [...] Seria melhor que neste ambiente extremamente nervoso a investigação fosse realizada por entidades internacionais que possam obter resultados objetivos, em que todos poderiam confiar.

Expresso, 14jun2019 - Na sequência dos ataques, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, rejeitou as suspeitas americanas e lembrou que um dos petroleiros é japonês, tendo sido atacado durante a visita do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, ao Irão num esforço para acalmar as tensões entre Washington e Teerão.

TVI24, em 14jun2019 - A ameaça no estreito de Ormuz - entre o Irão e Emirados Árabes Unidos - pode constituir-se, efetivamente, como um sinal de alarme e com efeitos na economia mundial: a administração para a energia dos EUA considera o estreito o pior "ponto de estrangulamento" do mundo, pior do que o estreito de Malaca, entre a ilha indonésia de Sumatra, Malásia e Tailândia, que liga o oceano Índico ao mar do Sul da China. Números citados pelo Guardian referem que em 2016 foram transportados através do estreito de Ormuz 18,5 milhões de barris de crude, comparados com 16 milhões através do estreito de Malaca e 5 milhões através do canal do Suez.



Publicado por Tovi às 11:05
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Sábado, 25 de Agosto de 2018
Angola… ainda há miséria

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Trabalhei em Luanda para o Ministério dos Petróleos nos anos de 1985 e 86, ainda o MPLA lutava contra a UNITA, e nunca me pareceu que a culpa da miséria fosse do Povo. Seria da nomenclatura do poder instalado, mas muito mais dos europeus a quem toda a situação era financeiramente favorável.

 

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«João Greno Brògueira» - Principalmente da ELF que estava muito bem instalada nessa altura lá. Eu estive em Luanda durante a FIL no hotel turismo antes da sarrabulhada entre o MPLA e a UNITA.. David Ribeiro ainda visitei o Mercado Roque Santeiro acompanhado dum sujeito do MPLA. ;) Diz lá se não ia uma lagosta da foz do kuanza grelhada acompanhada dumas cucas. ;)

«David Ribeiro» - Cucas já não havia no meu tempo, bebíamos Stella Artois. Lagostas na Barra do Kuanza eram fabulosas, arranjadas ali mesmo na praia, junto do farol. O mercado Roque Santeiro visitava-o todos os sábados. No meu tempo a Elf ainda lá estava mas quem dominava o petróleo era a Fina belga.

«Mario Ferreira Dos Reis» - Só mudaram as marcas as lagostas são as melhores



Publicado por Tovi às 13:56
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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2017
Cães que muito ladram não mordem

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Apesar da Coreia do Norte ter lançado um novo míssil balístico intercontinental na última semana, com uma altitude do voo no ponto máximo de 4.475 quilómetros e 950 quilómetros de faixa de voo, durando 53 minutos e que caiu na zona económica exclusiva do Japão a 250 km da cidade de Aomori, os riscos de uma guerra de facto ainda são pequenos, mesmo com todas as retóricas de Kim Jong-un e Donald Trump. Eu ainda não acreditar que o regime de Pyongyang já possua tecnologia suficiente para equipar um míssil com uma ogiva nuclear, mesmo de tamanho reduzido, mas seguramente o armamento norte-coreano já representa uma ameaça real para a Coreia do Sul e para o Japão. Mais uma vez o presidente chinês Xi Jinping tem a faca e o queijo na mão, pois como todos bem sabemos a Coreia do Norte continua altamente dependente do petróleo fornecido pela China.



Publicado por Tovi às 14:30
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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015
O Mundo Árabe e o Terrorismo

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O mundo árabe continua a polarizar-se sectariamente e com violência e cada vez são mais os líderes políticos do médio oriente que se comportam como autênticos pregadores religiosos, acompanhados nas suas intervenções públicas por muitos intelectuais islâmicos que lançam todos os dias mais achas para a fogueira do fanatismo, tendo em vista unicamente a luta pelo poder e influência na sociedade árabe. É incompreensível como vários estados fazem vista grossa à confusão reinante nas zonas de conflito entre diferentes seitas religiosas e até toleram crimes horríveis praticados pelo Estado Islâmico contra minorias cristãs e yazidis, quer no Iraque quer na Síria. E desta situação não é de esperar nada de bom, principalmente quando os países ocidentais continuam a assobiar para o lado e a deixar o papel do mau da fita unicamente para Vladimir Putin. Pode ser que os trágicos acontecimentos recentes em Paris venham a servir de lição e a juntarem numa frente comum todos aqueles que estão na mira das kalashnikov dos terroristas islâmicos.

 

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«Rogerio Silvestre» >> tu sempre soubeste, é a merda de Deus, o ouro negro, ou para nós o crude... falavas de gente milionária que nunca mexeu uma palha... se são donos da economia. porque não do mundo, já por cá passaram tantos imperialistas nestes 2 milénios...



Publicado por Tovi às 11:20
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2015
Simulacro Anémona 2015

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Decorreu ontem o Simulacro Anémona 2015, um exercício de combate à poluição no mar, com acções na monobóia da Galp Energia, ao largo de Leixões, no porto de Leixões e praias de Matosinhos. Neste exercício simulou-se a contenção e a recolha de 750m3 de petróleo bruto tipo Sarir, derramado na sequência de uma falha estrutural no sistema de descarga do navio que fazia a trasfega através da monobóia, a limpeza de praia e do porto. Cerca de 420 pessoas estiveram directamente envolvidas na acção, com o apoio de navios e lanchas de combate à poluição do mar, meios aéreos para identificação e seguimento do poluente, recuperadores, barreiras, tanques portáteis, equipamento ligeiro de limpeza de praias, viaturas pesadas e ligeiras, tractores e equipamento de protecção individual.



Publicado por Tovi às 08:11
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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2015
A crise do petróleo em Angola

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A baixa do preço do petróleo nos mercados internacionais está a provocar graves problemas de tesouraria ao Governo de José Eduardo dos Santos e há já em Portugal quem se esteja a ressentir desta crise. Os pagamentos ao exterior estão condicionados pelo Banco de Angola e sectores exportadores portugueses, como o dos vinhos, da cerveja e da construção civil, encontram-se já em dificuldades, pois aquela antiga colónia portuguesa só em vinhos de mesa representa 20% das exportações nacionais, com o Douro e o Alentejo à cabeça. No sector cervejeiro a Unicer viu reduzidas as suas quotas de exportação em 60 milhões de litros. O “el dorado” angola não vai estar nada bem nos próximos tempos... e os portugueses vão ser os primeiros a sofrer na pele esta crise.

 

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«Carlos Wehdorn» >> o problema é que o eldorado angolado sempre foi uma ilusão... e, como se vê, a economia lá sem petróleo caro não funciona... não existe,.. fica logo tudo adiado

«José Camilo» >> Nacionalizar Angola, já.

«Zé De Baião» >> Estavam à espera de que? As colónias acabam por sofrer quando a história se inverte. Então mas não diziam que Portugal era uma colónia Angolana? El Confidencial fala em inversão da história e coloca Portugal como colónia...

«Joaquim Leal» >> Eu nem comento para não ter que "espingardar".

«David Ribeiro» >> Segundo dados da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) a redução de exportações para Angola é catastrófica para a política económica portuguesa que teve como opção estratégica dos últimos anos as vendas ao exterior. No agro-alimentar (óleo, farinhas, arroz, açúcar, sumos, água, cerveja) deverá verificar-se cortes da ordem de um terço do total das nossas exportações para Angola e que deverão atingir mais de 200 milhões de euros.

«José Camilo» >> O nosso "governo" podia sortear Audi's A6 por cada encomenda para Angola.

«António Lopes» >> Até os dias de hoje ainda não senti grandes diferenças. Um das vantagens de ser vender "pouco" é essa. Verdade seja dita até ao dia 30/01/2015 os pagamentos efectuados pela empresa angola tem sido de salutar. Tenho a impressão que a crise tenha afectado os grandes investimentos, ou até as grandes compras. Trabalho para uma empresa agro-alimentar.

«David Ribeiro» >> Até ao 3º trimestre de 2014 tudo foi um mar de rosas nas exportações de Portugal para Angola. Estavam a crescer 49,8%, em termos homólogos, segundo dados oficias do Instituto Nacional de Estatística Angolano. Portugal exportou para Angola, entre Julho e Setembro do ano transacto, bens e serviços no valor de 171.513 milhões de kwanzas (cerca de 1,4 mil milhões de euros). Este volume corresponde a uma quota do mercado das importações angolanas de 14,7%, à frente de países como a China (12,6%), de Singapura (11,4%), Estados Unidos (8,8%), Emiratos Árabes Unidos (5,5%) e Brasil (5,1%).

«António Lopes» >> As empresas portuguesas estão a fazer um excelente trabalho, as que foram ao charco (uma grande maioria), não estavam preparadas para esta crise, obviamente que algumas delas (uma minoria) infelizmente foram apanhadas por tabela e embra tivessem uma gestão responsável devido a vicissitudes do próprio mercado não conseguiram aguentar. Infelizmente vejo na economia real algumas dificuldades por parte de empresas sérias e honestas. Aquilo que foi pedido a empresários e a trabalhadores portugueses foi algo inamaginável, de um mercado interno forte e pujante (até 2008), as coisas dacairam de tal maneira que o aparecimento de um mercado ávido como o angolano foi uma benção. Não vamos criticar o mercado angolano e as nossas empresas que viram nesse mercado uma boa oportunidade.

«David Ribeiro» >> Só para que se tenha uma ideia mais correcta da importância do mercado angolano no que diz respeito à comercialização de vinhos DOC Douro, digo-vos que de Janeiro a Setembro de 2014 exportou-se para Angola 4,518 milhões de euros (5,9% de toda a comercialização nacional), o que corresponde a 132 mil caixas (cx = 9 litros), colocando a República Popular de Angola como o segundo nosso maior cliente internacional, logo a seguir ao Canadá.

«Victor Meirinho» >> David... No vinho, muito muito sério. Sobretudo para quem pôs os ovos todos na cesta ! Felizmente, por cá tudo bem !!!



Publicado por Tovi às 10:04
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