"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Segunda-feira, 3 de Maio de 2021
O ambiente que se vive no concelho de Odemira
É realmente tudo isto que diz Elisabete Rodrigues no seu artigo de opinião no "Sul Informação"... mas é também o assobiar para o lado de todos nós que gostamos de framboesas, tomates cherry, saladinhas lavadas e outras produções agrícolas de luxo a preços baratos.
Quando há uns dias ouvi uma empresária do setor dizer "se não fosse assim o negócio não era rentável" apeteceu-me dizer "a terra a quem a trabalha"... e não, não sou, nunca fui, nem penso vir a ser comunista.
 

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"É triste que tenha sido preciso uma pandemia para pôr a nu a exploração e as condições de vida indignas dos muitos trabalhadores migrantes que garantem a produção das framboesas, dos tomates cherry, das saladinhas lavadas e outras produções agrícolas de luxo de que todos gostamos e que garantem muitos milhões ao país, em exportações, nos hectares e hectares de estufas de agricultura intensiva, situados sobretudo no concelho de Odemira."

  Notícia completa aqui

 

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Nuno Matos Pereira - Desculpe David Ribeiro ! Mas a maior hipocrisia não é de quem consome esses produtos, se não o fizessemos a vida dessas pessoas ainda seria pior. Hipocrisia é das esquerdas e das associações anti racismo, porque se se manifestarem contra, seria o fim da subsídio dependência. Já foi assim com o IHOR Homeniuk, foi assim com Moçambique e assim será com Odemira. Tudo o que seja contra o líder supremo, não se pode manifestar contra.
David Ribeiro - Claro que não é SÓ de quem consome esses produtos, Nuno Matos Pereira... é essencialmente de quem assobia para o lado perante uma situação que há muito se verifica mas que "ninguém" parece ver.
Pingus Vinicus - Somos um país de modas. Ficou tudo surpreendido com a falta de condições de trabalho, de habitabilidade, de dignidade humana dos migrantes em Odemira, com o eventual tráfico humano, com as alegadas máfias. Tudo coisas que já se sabiam, eventualmente, há muitos anos. Entretanto, a malta que governa a partir da capital do império já esqueceu que no outro lado do rio Tejo, na margem sul, em Alcochete, acontece o mesmo, com os apanhadores de ameijoa. Assiste-se quase todos os dias a episódios degradantes da condição humana. Migrantes amontoados em armazéns, em apartamentos. Violência entre eles, os negócios pouco claros, comportamentos indignos nas ruas. Tudo bem visível à vista desarmada. Se calhar, um dia destes, vamos ouvir falar da falta de condições dos migrantes na zona de Pegões, do Poceirão, onde trabalham, também, em explorações agrícolas, em que é possivel observar dezenas de pessoas numa só habitação. Modas de um país, o nosso, que teima em não ser um país sério
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Publicado por Tovi às 07:33
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