"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 18 de Abril de 2018
"Conversas à Porto" com Miguel Albuquerque

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"Para a regionalização poder avançar, é necessária a revisão do sistema eleitoral português", defendeu Rui Moreira nas Conversas à Porto, que contaram com a presença do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque.

 

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«Fernando Kosta» - Sem duvida. Mas são os partidos da capital centralista e colonial a por e a dispor dos nomes dos esbirros pelos centros eleitorais, alguns sem qualquer relação ou mesmo amor e identificação pelos simbolos e localidades que representam...



Publicado por Tovi às 22:39
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Terça-feira, 17 de Abril de 2018
A clubite partidária de Pizarro

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   Porto, o Nosso Movimento

PIzarro é a clubite partidária levada ao cúmulo.
Uma ponte que liga bem Gaia ao Porto mas liga mal o Porto a Gaia?
Ou seja, Pizarro entende que a ponte tem utilidade para ir buscar trânsito ao concelho socialista, mas acha que esse trânsito se esvai a meio da ponte mal vislumbra uma margem Independente?
Pizarro tem uma visão sectária, pequena e redutoramente demagógica, que contrasta com a visão aberta e construtora de um autarca socialista (Eduardo Vítor), presidente da Área Metropolitana do Porto, e que Pizarro nem sequer tem coragem de afrontar por ser do seu partido.
Pizarro nunca entendeu Campanhã; nunca entendeu que a zona oriental do Porto não é um feudo e nunca entendeu por que razão perdeu tão evidentemente as eleições... duas vezes.
Mas, preso na teia do seu fantasiado Bloco Central, saudoso das velhas querelas entre as margens que agora constroem juntas, acaba a maltratar Eduardo Vitor que projectou com o Porto e pagará metade uma ponte que, segundo Pizarro, liga Gaia a sítio nenhum.
Sendo que, para Pizarro, esse “sítio nenhum” é o Porto e é Campanhã.



Publicado por Tovi às 22:13
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2018
A Máfia do Pinhal

600_5ad10d7b0cf2c09c9a155f57.jpgA jornalista Ana Leal (com imagens de Romeu Carvalho e montagem de João Ferreira) tornou público na TVI o acto criminoso que está por trás do grande incêndio do Pinhal de Leiria entre 15 e 16 de Outubro do ano passado. Segundo esta reportagem o incêndio que consumiu 86% desta mata florestal do Estado terá sido planeado em reuniões secretas numa cave de um restaurante no mês anterior por madeireiros, empresários e fábricas de compra e venda de madeira, tendo sido também combinados na altura os preços da madeira consumida. A reportagem assinada pela Ana Leal revela que “o pinhal estava armadilhado” com vasos de resina com caruma no interior para iniciar as chamas. Embora não se tenham registado vítimas mortais na região do Pinhal de Leiria, os incêndios de Outubro provocaram 49 mortos e cerca de 70 feridos no país, além de terem destruído 1.500 casas e 500 empresas.

Vamos lá ver no que isto vai dar



Publicado por Tovi às 08:39
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Sábado, 14 de Abril de 2018
Já caíram mísseis sobre a Síria

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Ataque coordenando entre EUA, França e Reino Unido lançou 110 mísseis sobre alvos referenciados à produção e armazenamento de armas químicas.

 

   11h45 de hoje

“Portugal compreende” os bombardeamentos desta madrugada, diz o Ministério dos Negócios Estrangeiros... e Marcelo Rebelo de Sousa concordou.

   Comentários no Facebook

«André Eirado» - Espero que não espolete uma guerra mais intensa

«Mié Mendes Moreira» - Primeiro bombardeia-se, supostamente por existirem provas. Depois mandam-se os inspectores averiguar. Onde é que já vi isto?...

 

   12h45 de hoje

Theresa May justifica bombardeamentos com informações secretas.

    Comentários no Facebook

«Jose Bandeira» - Onde é que já ouvi isto também? Estamos num "remake' da guerra no Iraque. Cheira-vos a petróleo?

«Mié Mendes Moreira» - As informações que originaram a guerra do Iraque também eram secretas... ;) Tão secretas, mas tão secretas, que nunca foram comprovadas.

 

   13h00 de hoje

"A actual escalada em torno da Síria afecta de modo destrutivo todo o sistema de relações internacionais. A história vai decidir tudo", disse Putin num comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do Kremlin.

 

   13h45 de hoje

Sejamos pragmáticos. A existir fabrico e armazenamento de armas químicas nos territórios controlados por Bashar al-Assad é difícil de aceitar que após as ameaças de Donald Trump o governo e as forças militares da Síria, com eventual aconselhamento da Rússia, não tenham atempadamente deslocalizado estes equipamentos das três áreas agora bombardeadas.

   Comentários no Facebook

«Fernando Duarte»e com isto tudo vão regressar os "ataques terroristas" nestes 3 países. Os islamistas dizem que cada um "bombardeia" com as armas que tem

«Jose Riobom» - Pareces muito satisfeito e muito feliz… Eu não... e não é por motivos políticos, esses a mim são-me indiferentes, mas por motivos humanos... Sei por experiência o que é uma guerra... Estás a mudar... lentamente... alguém anda a fazer a tua cabeça... infelizmente! Estás a virar propagandista ! Lamento....

«David Ribeiro» - Ou percebeste mal o que eu disse, Jose Riobom, ou eu não fui suficientemente claro. Eu participei directamente na “segunda guerra de libertação” em Angola (assim lhe chamou o MPLA) e por isso sei bem o que são os HORRORES da guerra.

«Jose Riobom»A forma como defendes um dos lados diz-me tudo... É PRECISO PARAR TODOS OS LADOS...! Estou com Guterres... O "precisamos de ser pragmáticos" cheira-me a discurso ensaiado num cenário Trumpeiro... igual ao das armas de "destruição maciça" do Iraque... Essa gente dos USA é tão boa quanto a gente do Putin... É PRECISO PARAR tudo e todos para bem da humanidade no seu todo sem "sermos pragmáticos"... sómente humanos que respeitam a sua espécie...

 

   15h45 de hoje

Acabei de falar (via messenger) com um velho e querido amigo russo que ainda faz uns biscates nos serviços de inteligência do Kremlin e afirma-me ele que a resposta da Rússia deve ser não militar mas baseada no direito internacional, até porque ninguém sobreviveria a uma guerra entre Rússia e EUA.

   Comentários no Facebook

«Antero Filgueiras»Diga lá ao seu amigo que vive em Paris (e que eu conheço muito bem, assim como a simpática esposa), que a Rússia é só tretas, pois tem uma Economia de "caca" comparada com a esmagadora maioria dos países fortes da Zona Euro. O resto é ballet e marionetas. Já foi assim que Reagan esmagou a ex-URSS, cujo "elástico económico", tal como se provou e comprovou era demasiado fraco. Ou será que você não lê nada sobre análise económica internacional?!



Publicado por Tovi às 10:51
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2018
Síria: Quem controla o quê?

É assim que as coisas estão na Síria... uma manta de retalhos.

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Segundo as últimas notícias a situação na região mediterrânica está a ser monitorizada 24 horas por dia por radares terrestres ao serviço de Moscovo e pelo avião russo de alerta precoce A-50, todo isto vigiando a frota dos Estados Unidos na região, da qual faz parte o destroyer USS Donald Cook, reconhecido com capacidades para lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk. Em caso de ataque à Síria com mísseis por parte dos norte-americanos os russos não deverão usar força letal, pois isso provocaria uma grande escalada no conflito, mas irão certamente dar resposta com equipamentos de guerra electrónica para neutralizar os navios americanos, atrapalhando a sua aquisição de alvos, geolocalização ou até mesmo sistemas anti-aéreos AEGIS.



Publicado por Tovi às 10:29
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2018
Nova ponte sobre o Douro

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Os presidentes das câmaras do Porto e de Gaia anunciaram, na manhã desta quinta-feira, a construção de uma nova ponte rodoviária sobre o Douro – Ponte D. António Francisco dos Santos - que vai unir os dois concelhos. Um projecto da região, para a região e a construir sem recurso a fundos externos às duas autarquias.



Publicado por Tovi às 17:01
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2018
Lá terá que ser...

…até porque o Porto e os portuenses não podem ficar defraudados.

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«David Ribeiro» - Francisco Ramos tem toda a razão quando afirma ser a união entre PSD e PS, nas matérias referentes à vida da cidade do Porto, uma autêntica coligação negativa do xadrez político nacional.

«Alberto Araújo Lima» - Esse argumento é totalmente patético. Se o PSD fizesse coligações negativas então Miguel Pereira Leite não seria Presidente da Assembleia Municipal. Em vez de honrarem a postuta responsável do PSD mandam bitaites destes que refletem claramente peso na consciência.



Publicado por Tovi às 09:53
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Sábado, 7 de Abril de 2018
Lula da Silva foi preso

Diz o New York Times... interessante ler.

Ex-President ‘Lula’ of Brazil Surrenders to Serve 12-Year Jail Term

(By Shasta Darlington reported from São Paulo, Ernesto Londoño from Rio de Janeiro, and Manuela Andreoni from Curitiba, Brazil)

merlin_136519266_7a03e520-a1eb-48d6-9d31-b16182a9fCURITIBA, Brazil — After vowing for months that a conviction on corruption charges would not stand in the way of his bid for a third term as Brazil’s leader, former President Luiz Inácio Lula da Silva surrendered to the police on Saturday evening to begin serving a 12-year sentence.
His imprisonment was an ignominious turn in the remarkable political career of Mr. da Silva, the son of illiterate farmworkers who faced down Brazil’s military dictators as a union leader and helped build a transformational leftist party that governed Brazil for more than 13 years.
His detention was also a momentous development in the coming election in Brazil, upending the race to replace President Michel Temer in October.
Having carved out a sustained and ample lead in the polls, Mr. da Silva promised his followers that the Workers’ Party could once again wrest control of Brazil’s destiny, and prioritize policies to narrow the country’s steep inequality.
Succeeding would have been a stunning comeback after the 2016 impeachment of Mr. da Silva’s handpicked successor, Dilma Rousseff. She was replaced by Mr. Temer, a deeply unpopular center-right politician who also stands accused of corruption.
Mr. da Silva is the first former Brazilian president to be remanded into custody since democracy was restored in the mid-1980s and the first former president to have been convicted of corruption.
His imprisonment represents perhaps the biggest triumph in the yearslong effort by a team of crusading judges and prosecutors to upend the endemic graft that has long been a staple of politics and deal making in Brazil.
Before surrendering to federal police authorities, Mr. da Silva, 72, accused prosecutors and judges of knowingly pursuing a baseless case against him.
“I do not forgive them for creating the impression that I am a thief,” an indignant Mr. da Silva, sounding hoarse, told a throng of gathered outside a metalworkers union headquarters outside of São Paulo. For hours on Saturday, in a tense standoff, his ardent supporters had physically blocked his surrender, before finally allowing him to leave.
The prosecution, Mr. da Silva charged, was an effort to thwart his vision of a country in which ever more poor people could enroll in universities, go on vacation and buy cars and homes.
“If that was the crime I committed, I want to say that I will continue being a criminal because we’re going to accomplish much more,” Mr. da Silva shouted to a crowd that had spent much of the morning chanting that he should not surrender.
During his last hours of freedom, Mr. da Silva appeared to acknowledge that his political career is over — at least for now.
“You will have to transform yourselves,” he told supporters. “They must know that the death of a combatant doesn’t end a revolution.”
Months away from Election Day, Brazil’s political left now finds itself without an obvious standard-bearer.
Mr. da Silva did not anoint a successor to take his place on the ballot, suggesting that Workers’ Party leaders have yet to decide who stands the best chance of filling the void.
But, notably, he did single out for compliments two leftist presidential hopefuls from other parties who were with him on stage, Manuela d’Ávila and Guilherme Boulos.
Other candidates who remain in the race include Jair Bolsonaro, a far-right lawmaker who has campaigned on a promise of resorting to harsh tactics to restore security in areas plagued by violence; and a former environmental minister, Marina Silva, who supports the judiciary’s crackdown on corruption and an overhaul of the political system.
But by ending the presidential candidacy of a leader who remains beloved across much of the country, the move by judicial authorities may have called into question the fairness of the October election.
Daniel Aarão Reis, a professor of contemporary history at Federal Fluminense University, said that while Mr. da Silva’s prosecution was procedurally sound, it is likely to further shake Brazilians’ faith in democracy, particularly if political rivals who also stand accused of wrongdoing, manage to escape accountability.
“It worries me because, whether or not the people who provoked this situation meant it, it’s a blow to democracy,” he said. “Democracy is living a moment of very little prestige.”
“No citizen is above the law, and no one, regardless of how important a leader he may have been, or what position he once held, is entitled to make a mockery of justice,” Brazil’s National Association of Prosecutors said in a statement issued Saturday night. “Institutions are the pillars of democracy.”
Mr. Bolsonaro’s reaction to the arrest was minimalist: He tweeted an image of the Brazilian flag.
Mr. da Silva left power in 2011 with extraordinarily high approval ratings at home and a reputation as an effective diplomatic mediator abroad.
Washington initially viewed his rise with apprehension, but his rock star status appeared at its peak when President Obama, during a meeting of heads of state in London in 2009, called Mr. da Silva “the most popular politician on Earth.”
Brazil appeared to be on a breathtaking rise when Mr. da Silva left office in 2011, poised to cash in on new, enormous oil reserves, and revel in the spotlight that the 2014 World Cup and the 2016 Olympic Games in Rio de Janeiro would cast on the country of almost 210 million people.
But his party’s legacy was marred in 2014, when prosecutors began unraveling a giant, convoluted kickback scheme as part of an investigation that became known as Lava Jato, or Car Wash, that has so far resulted in the conviction of 120 people and billions of dollars in restitution payments.
The investigation crippled the state-run oil company, Petrobras, and the giant construction firm, Odebrecht, and contributed to a devastating recession that paved the way for Ms. Rousseff’s impeachment, which deeply polarized Brazilians.
The charges Mr. da Silva were convicted of were a small chapter in the annals of Lava Jato. He was found guilty last July of accepting a seaside apartment in return for contracts awarded to the construction company O.A.S.
After a three-judge panel upheld the conviction in January, Mr. da Silva asked the country’s two top courts to allow him to remain free while other appeals were considered, but his petitions were rejected.
Mr. da Silva is slated to start serving the sentence in a specially configured cell at the federal police headquarters in the southern city of Curitiba, a building he was on hand to inaugurate as president in 2007.
Mr. da Silva’s legal team said Saturday night that he would continue to appeal his conviction before Brazil’s top courts. He is a defendant in at least seven other cases.
Mr. da Silva will be detained in a small bedroom with a simple, wooden bed, a small table and two windows on the fourth floor of the building.
As news of his arrest broke shortly before 7 p.m., some Brazilians who opposed his re-election celebrated across the country by setting off fireworks and honking horns.
“Decent Brazilians are celebrating this historic moment. Justice has been served,” João Doria, a former mayor of São Paulo, who is believed to have presidential aspirations, said in a statement.
Supporters saw his imprisonment as a tragic end of an era that had brought enormous hope and pride to Brazil.
“Brazil went from having the pop star of international politics to having a supporting actor for a vampire film,” the former foreign minister Celso Amorim said, referring to a parody of Mr. Temer by a samba school during the recent Carnival parade in Rio de Janeiro. “We get really sad.”
Opposing groups of protesters awaited Mr. da Silva’s arrival outside the building where he will be held in Curitiba.
A few hundred supporters wearing the Workers’ Party trademark red chanted to the beat of drums “Free Lula,” and sang a jingle from his first presidential campaign in 1989.
A smaller group of critics of the former president, meanwhile, beat pots and pans as they chanted: “Lula, you thief, your place is in prison.”



Publicado por Tovi às 23:08
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Terça-feira, 3 de Abril de 2018
Injustiça na distribuição dos apoios pela DGArtes

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Rui Moreira convocou a reunião e as estruturas culturais da cidade responderam em peso. Do debate amplamente participado que esta manhã nasceu no Teatro Rivoli, concluiu-se, a uma só voz, que o reforço do financiamento anunciado pelo Ministério da Cultura continua a não ser suficiente, e que os critérios de distribuição das verbas por regiões são incompatíveis com a vontade expressa de promoção da coesão territorial. Na reunião que esta manhã preencheu o grande auditório do Teatro Rivoli, nasceu um documento consensualizado entre a Câmara do Porto e as 66 estruturas culturais presentes, após um debate amplamente participado. Embora dirigida aos agentes culturais da cidade, a reunião foi aberta ao público e, como era de esperar, contou com a presença de muitos cidadãos que se quiseram inteirar sobre o tema em discussão.

Aqui fica reproduzido o texto integral da posição consensualizada entre todos os intervenientes na reunião, que será remetido pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, ao ministro da Cultura, Luís Castro Mendes:

 

O presidente da Câmara do Porto ouviu hoje formalmente as companhias da cidade sobre os financiamentos quadrianuais da DGArtes.
Já antes o tinha feito com diversas estruturas a pedido destas e, quer pessoalmente em reunião com o senhor Ministro da Cultura quer através de carta que nessa ocasião lhe entregou em mão, tinha manifestado ao Governo forte preocupação sobre este assunto.
Os agentes culturais e a Câmara do Porto, aqui presentes, concordam em várias matérias:
1- As verbas disponibilizadas pela DGArtes são insuficientes e, mesmo com os reforços anunciados nos últimos dias, continuam aquém das de 2009, o que é inaceitável, tanto mais que os atuais concursos acontecem com um ano e meio de atraso;
2- Os critérios territoriais apresentados não são compatíveis nem com a distribuição populacional nem com a produção cultural. Prejudicam invariavelmente o Norte, que inclui a Área Metropolitana do Porto - que compara em população e produção cultural com a de Lisboa - e cidades como Braga, Guimarães ou Famalicão. A distribuição de verbas à Região Norte deveria, no mínimo, acompanhar o investimento per capita da Área Metropolitana de Lisboa;
3- Os critérios dos concursos estão mal definidos, por porem em concorrência estruturas de programação, unidades de criação e festivais e por permitirem que projetos municipais, sob a capa de associações e cooperativas, concorram com as companhias independentes;
4- Necessidade de repensar a composição dos júris e também ponderar a pertinência de existir uma divisão regional dos mesmos;
5- Não se consegue entender que um país que se orgulha de ter saído de um programa de assistência financeira e pode hoje apresentar boas contas orçamentais, baixe os níveis de financiamento aos seus produtores culturais. É razoável pensar-se que um país com boas contas possa disponibilizar para a Cultura, ao menos, um por cento do seu orçamento de Estado, estando Portugal muito aquém;
6- Os montantes disponíveis para a região Norte, os critérios usados nos concursos e os resultados já conhecidos põe, na prática, em risco o programa cultural da cidade do Porto. Não pode a dinâmica cultural que atualmente é reconhecida ao Porto graças à aposta municipal que iniciou em 2014 servir como pretexto para o seu subfinanciamento estatal;
7- Os presentes congratulam-se com a abertura do Ministro da Cultura para rever as verbas e o sistema e estão disponíveis para ajudar a DGArtes nesse processo.



Publicado por Tovi às 15:42
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Domingo, 1 de Abril de 2018
A prova do CRIME do centralismo

   Público de 28Mar2015

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O mapa do deserto: 164 municípios em risco de desertificação - O Portugal de “baixa densidade” já tem um mapa. O Governo aprovou esta semana as fronteiras entre os 164 municípios em risco de desertificação e o país com algum músculo demográfico e económico.

 

Este mapa também demonstra que o municipalismo não é a solução. A Regionalização sim, pode unir o litoral ao interior e criar-se uma interligação profícua entre municípios com diferentes níveis económicos e sociais.



Publicado por Tovi às 10:22
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Sábado, 31 de Março de 2018
Região Norte… mas que Norte?

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   Comentários no Facebook

«Mario Ferreira Dos Reis» - O maior entrave da regionalização a Norte não são os votos dos Lisboetas mas a massiva desconfiança dos votantes que são do Norte mas não são do Porto. A haver sucesso regional só separando o Norte em 2 ou mesmo 3/4 regiões. O medo de ficar dependente do Porto é real. Onde mais se nota esse medo é sem Dúvida Trás os Montes e alto Douro que têm uma forte identificação separatista em relação ao Porto. Qualquer tentativa de aglomerar uma região com Trás os Montes e Porto vai ser falhada e contra produtiva!

«David Ribeiro» - Essa tacanhez anti-regionalista não é só de Trás-os-Montes, verifica-se também no Minho, e por si só justifica o atraso considerável a nível económico e social destas sub-regiões. Ainda lhes custa entender que uma cidade como o Porto terá que ser forçosamente o centro nevrálgico de uma futura Região Norte, independentemente do local onde se vierem a instalar os diferentes organismos do poder regional.

«Diamantino Hugo Pedro» - O grande Porto tem que ser uma região separada tal como a grande Lisboa.

«Raul Vaz Osorio» - Isso é tacanhez e mais um argumento falacioso inventado pelos centralistas. Nenhum verdadeiro regionalista quer criar no Porto uma nova Lisboa regional. Nenhum verdadeiro regionalista quer que o Porto seja mais do que o pólo econômico principal do Noroeste Peninsular. Os poderes executivo, legislativo e judicial regionais podem e devem ficar sediados noutros locais, ou numa única capital que, em minha opinião, seria Vila Real, ou então distribuídos à moda dos Açores, por 3 cidades diferentes, eu sugeriria então novamente Vila Real, Bragança e Viana do Castelo O eixo Aveiro-Porto-Braga já tem a predominância economica e demográfica e não precisa de mais nada. Nova Iorque, Chicago, Los Angeles, Milão, Genève ou Munique não precisam de ser capitais para serem cidades importantes. Ver as coisas dessa forma é não só de um provincianismo atavico, como acima de tudo, um erro trágico e um tiro no pé.

«Paulo Barros Vale» - Gosto de Guimarães! Uma coisa estou certo, o Porto não precisa nem deve ser capital administrativa da Regiao

«Raul Vaz Osorio» - Pensei em Guimarães, até pelas raízes históricas, mas acho que é parte integrante do tal eixo Aveiro-Porto-Braga é por isso chutei a coisa para Viana

«David Ribeiro» - Andarmos constantemente a discutir onde será a capital do Norte é "chutar para canto" a Regionalização. A futura e mais que desejada nova divisão administrativa é muito mais do que o local do Poder Regional.

«Mario Ferreira Dos Reis» - Pois eu concordo em parte, mas conheço bem demais a desconfiança que o interior Norte tem do Porto!



Publicado por Tovi às 13:29
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Quinta-feira, 29 de Março de 2018
Não queremos o PODER unicamente porque sim

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O presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, defendeu ontem que a descentralização deve ficar fechada "até ao fim do ano", nomeadamente relativamente às "contas do que é preciso pagar" às autarquias. Para Moreira, o processo diz respeito a "coisas bastante simples", mas "a delegação de competências exige que venha acompanhada do cheque respectivo" e, "tanto quanto possível", os dossiês devem ficar "fechados antes do próximo ano", altura "em que há duas campanhas eleitorais, que são péssimas para o debate deste tema fundamental".



Publicado por Tovi às 11:25
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Segunda-feira, 26 de Março de 2018
Ligação ferroviária de alta velocidade Porto-Vigo

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Quando for criada a Região Norte (e que seja rápido que já estamos fartos de esperar) um dos objectivos do seu executivo deverá ser a criação de uma empresa pública regional ferroviária para construir a ligação de alta velocidade Porto-Vigo, completamente autónoma da tutela governamental, sendo que para este efeito é também fundamental criar um Banco Regional de Investimento.



Publicado por Tovi às 13:50
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Domingo, 25 de Março de 2018
Região Norte de Portugal vs Estados da Alemanha

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Para todos os que dizem que somos muito pequeninos para sermos regionalizados, aqui fica a comparação da Região Norte de Portugal com as Regiões/Estados da Alemanha, em área e população.
Região Norte vs Alemanha dados kms e habitantes i



Publicado por Tovi às 14:35
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Sábado, 24 de Março de 2018
REGIONALIZAÇÃO… um SIM incondicional

Alfredo Fontinha, deputado socialista na Assembleia Municipal do Porto, escreveu e publicou recentemente no Facebook este interessante texto sobre Regionalização.

 

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Fui aos meus arquivos procurar uma papelada e encontrei um texto que escrevi para "O Comércio do Porto", infelizmente já desaparecido, sobre a Regionalização. Isto passou-se em Outubro de 1998 e o referendo estava marcado para o mês seguinte. Pela sua actualidade, porque praticamente pouco mudou, acho que vale a pena reescrevê-lo. Então reza assim:

Falar da Regionalização é falar da mais importante reforma do Estado. A criação de regiões administrativas será o remédio para curar muitas das doenças de que o nosso país padece, que nunca poderão ser curadas se continuarmos a viver num estado centralista e autista, desequilibrado, paroquial e sobranceiro.
Entenderam muitos dos políticos que nos representam, ao contrário de muitos portugueses nos quais nos incluímos, referendar a Regionalização. Foi mau, dado que abriram a porta a todos aqueles que fazem da política um exercício de permanente hipocrisia, porque ontem estavam de acordo e hoje, porque são oposição, dá jeito politicamente ser contra, atitude que consideramos de profunda desonestidade para com todos aqueles que neles confiaram e lhes deram o seu voto.
Mas dos fracos nunca rezará a história.
Construir um Estado democrático não é fácil.
Há 24 anos deu-se o primeiro grande passo para fazer de Portugal um país adulto, de grande respeito pela pessoa humana e onde todos os seus filhos se sentissem livres e felizes. Hoje, temos de ter a consciência de que apesar dos muitos passos já dados, ainda não dispomos das condições necessárias para alcançar os patamares do desenvolvimento e qualidade de vida que a maioria dos países da Europa Ocidental já atingiu.
Somos por convicção profunda a favor da Regionalização, apesar de considerarmos que o mapa regional proposto, com oito regiões, não é o que melhor se ajusta às características demográficas, económicas e sociais do nosso país. Pensamos que manter as actuais cinco Regiões/Plano (CCR) favoreceria um desenvolvimento regional mais equilibrado e tornaria as regiões mais fortes do ponto de vista social, económico e até político.
É assim nosso entendimento que, por exemplo, a população situada a norte do Rio Douro designadamente a do interior beneficiaria mais com uma só região do que as duas previstas, uma vez que a redução das assimetrias entre o litoral e o interior estaria mais facilitada, através da canalização de um conjunto maior de recursos e pela criação de uma cadeia de solidariedade regional mais sólida.
Esta situação é no futuro sempre passível de correcções e ajustamentos nomeadamente através de alterações constitucionais e legislativas, a exemplo do que tem acontecido em outros países da União Europeia.
A mudança do mapa regional de cinco para oito regiões não coloca em causa a Regionalização, como alguns têm feito crer, dado que a essência deste processo é a ampla concretização no quotidiano dos portugueses do princípio constitucional da descentralização democrática da actividade do Estado.
A consolidação da democracia passa obrigatoriamente pela aproximação dos cidadãos aos poderes de decisão e a verdade é que, mesmo não estando de acordo com o referendo que nos foi imposto, vamos votar SIM no dia 8 de Novembro, para desta forma contribuir para a modernização do nosso país e proporcionar às novas gerações uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais solidária.



Publicado por Tovi às 14:29
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