"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sábado, 21 de Maio de 2022
António Costa em visita à Polónia e Ucrânia

 António Costa na Polónia
Captura de ecrã 2022-05-20 204843.jpgO primeiro-ministro António Costa confirmou ontem, após reunir-se com o seu homólogo polaco, Mateusz Morawiecki, em Varsóvia, que Portugal está a discutir com vários governos a possibilidade de usar o porto de Sines como plataforma de distribuição de gás, transferindo-o de navios maiores para embarcações mais pequenas, capazes de operar nos mares Báltico e do Norte. Mateusz Morawiecki, por seu lado, revelou que a Polónia está interessada em cooperar com Portugal num eventual transporte de gás natural liquefeito (GNL), referindo que o seu país está a tornar-se num eixo para o gás e, portanto, "se pudermos obter gás adicional [...] estaríamos muito interessados neste tipo de cooperação com Portugal", concluiu Morawiecki.
Para além das questões energéticas, António Costa, deixou a garantia de que Portugal vai reforçar o apoio material à Polónia no esforço que este país está a fazer no acolhimento aos refugiados ucranianos, num valor “até ao montante máximo” de 50 milhões de euros, traduzidos no envio de “casas pré-fabricadas, casas modelares, produtos farmacêuticos e bens alimentares, roupa e calçado”, entre outros, voltando a referir que o país continua disponível para colaborar com as autoridades polacas na partilha do esforço de acolhimento dos refugiados ucranianos. Após o encontro com o seu homólogo polaco, António Costa deslocou-se ao Estádio Nacional de Varsóvia, onde está instalado o maior centro de acolhimento a refugiados da guerra na Ucrânia, reiterando a promessa de solidariedade de Portugal no processo de acolhimento, instalação e encaminhamento.

 

  António Costa em Irpin
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O primeiro-ministro dirigiu-se até Irpin, uma das zonas mais afectada pela guerra que fica a cerca de 20 quilómetros da capital ucraniana. “Ver ao vivo é algo absolutamente devastador pela brutalidade do ataque, a forma cruel como os carros foram metralhados com pessoas lá dentro”, disse Costa em Irpin. “É muito duro ver”, diz o primeiro-ministro em visita à cidade que esteve tomada pelos russos. “A guerra é sempre dramática, mas quando é entre militares são as regras do jogo. Quando é sobre civis, as suas habitações e viaturas quando estavam a fugir, já não é uma guerra normal, já estamos a falar de algo absolutamente criminoso que visa a pura destruição da vida das pessoas e do futuro de um país”. Antes de terminar a breve visita a Irpin, o primeiro-ministro disse, em relação aos crimes de guerra, que “é fundamental que a investigação prossiga” e que os “responsáveis devem ser levados perante a justiça e punidos”.

 

  António Costa em Kiev
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O primeiro-ministro português esteve hoje reunido com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro António Costa revelou que propôs o apoio de Portugal na reconstrução de escolas na Ucrânia. “Estamos disponíveis para patrocinar uma zona geográfica ou a reconstrução de escolas e jardins de infância”. A discussão continuará agora em reuniões com o governo, disse Costa que apontou com vantagem nacional no apoio à reconstrução de escolas a experiência na reconstrução destas infraestruturas em Portugal pela Parque Escolar. No início da declaração que fez no palácio presidencial, Costa disse ter sido “com grande emoção” que teve a “oportunidade de ser recebido pelo presidente Zelensky. “Um líder que inspira o mundo e nos tem dado a todos grande exemplo de coragem, personalizando notável resistência contra agressão ilegal e forma bárbara como a Rússia tem conduzido a guerra em território ucraniano”.  Nesta conferência de imprensa depois da reunião com António Costa, o presidente ucraniano afirmou que “Portugal nesta luta está do lado justo da história”.

 

  Adesão da Ucrânia à União Europeia 
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O primeiro-ministro português elogiou a resistência do povo ucraniano: “Persistência, determinação e coragem não lhes falta. Se têm tido para esta guerra, não há de faltar para desafios muito mais fáceis como a adesão europeia”, disse afirmando que a UE é “o destino” da Ucrânia, mas frisou: “Os processos de adesão são altamente complexos, incertos e difíceis. O nosso levou 9 anos”. Zelensky responder depois: “Compreendo que muitos países esperaram muitos anos para chegar a ser candidatos e depois membros. Mas é incorreto comparar a Ucrânia com esses países que passaram esse caminho em paz. Nós, em guerra, não estamos só a perder o tempo, mas também pessoas, vidas humanas, por isso agradeço quem apoia a nossa candidatura”. 

 

  Al Jazeera - 15h26 (TMG) de 21mai2022
Portugal PM Costa visits Ukraine, meets Zelenskyy
Portugal’s Prime Minister Antonio Costa says he supports Ukraine’s European Union accession bid. Speaking alongside Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy during a visit to Kyiv, Costa backed Ukraine’s EU ambitions saying “the worst thing the European Union could do to Ukraine would be to divide itself now over any decision regarding the future.” Costa reaffirmed Portugal’s commitment to the reconstruction of Ukraine stating it should be a priority in the next European Councils to find a collective response on how to rebuild the war-torn country. “We must be together, because it is together that we can build our Europe,” Costa said.

 

  
transferir.jpgAntónio Costa entregou a insígnia da Ordem da Liberdade a um funcionário diplomático na embaixada portuguesa em Kiev. Trata-se de Andrei Putilovskiy que ajudou dezenas de portugueses e luso-ucranianos a abandonar o país. O funcionário da Embaixada recebeu a insígnia da Ordem da Liberdade por ter permanecido em Kiev, disponível no apoio aos portugueses, luso-ucranianos e ucranianos que procuravam sair do país e chegar a Portugal. "Prestar esse auxílio em tempo de guerra exige, muitas vezes, gestos excecionais de bravura e coragem como aqueles de que deu prova. Estão-lhe gratos, seguramente, todos aqueles que pode salvar", afirmou António Costa. 

 

  Público e JN de 22mai2022
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Publicado por Tovi às 08:35
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2022
Ao 71.º dia é assim que estamos

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O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pede uma trégua prolongada para resgatar os cerca de 200 civis e combatentes abrigados nos bunkers da siderúrgica Azovstal.

A Rússia afirma que suas forças interromperão as hostilidades em Azovstal e abrirão um corredor humanitário por três dias [das 8h00 às 18h00 (horário de Moscovo) nos dias 5, 6 e 7 de maio].
 
 

  

guerra-na-ucrania-02032022084426141.jpegA Polónia e a Suécia, em parceria com a União Europeia, organizam hoje uma conferência internacional de doadores para a Ucrânia. A iniciativa, que visa fornecer apoio humanitário à Ucrânia, será presidida pelos primeiros-ministros da Polónia, Mateusz Morawiecki, e da Suécia, Magdalena Andersson, em parceria com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e com a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen. O primeiro-ministro português, António Costa, vai participar no evento por meios digitais. A reunião, convocada ao nível de chefes de Estado e de Governo, conta ainda com a participação de representantes de empresas e instituições financeiras globais. Segundo Varsóvia e Estocolmo, esta conferência, que dará início a uma série de eventos de apoio à Ucrânia que irão decorrer nos próximos meses, visa arrecadar fundos para satisfazer as crescentes necessidades humanitárias da Ucrânia, onde cerca de 13 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária vital, incluindo abrigo, alimentos e medicamentos. Os dois países afirmam que “é essencial mobilizar ajuda internacional imediata para a Ucrânia, que atualmente cobre menos de 15% do que é necessário”.
Entretanto o Reino Unido anunciou também no dia de hoje um pacote de 45 milhões de libras (53 milhões de euros) de ajuda humanitária à Ucrânia, sobretudo a mulheres e crianças, canalizado na maior parte através das agências e instituições da ONU. O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico disse que o apoio destina-se a pessoas mais vulneráveis afetadas pelo conflito, pelo que 15 milhões de libras (18 milhões de euros) serão destinados ao Fundo Humanitário da ONU para a Ucrânia (UHF), outros 15 milhões de libras para a UNICEF.
O primeiro-ministro português, António Costa, anunciou na Conferência de Alto Nível de Doares para a Ucrânia, que decorre em Varsóvia, numa intervenção que fez por vídeo, que Portugal vai contribuir com 2,1 milhões de euros em ajuda humanitária à Ucrânia, dos quais um milhão de euros para as respostas das Nações Unidas e 1,1 milhões adicionais.

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A presidente da Comissão Europeia apresentou ontem o novo pacote de sanções contra a Rússia, que passam pelo embargo do petróleo e gás russos até ao final do ano. E não há dúvida que mais sanções e cada vez mais direcionadas à economia do Kremlin são fundamentais. Mas tenhamos tininho na forma como as vamos implementar, pois na União Europeia nem todos têm o mesmo arcaboiço económico e são vários os países que dependem muito do gás e produtos petrolíferos vindos da Rússia, correndo nós o risco de acabarem as sanções por terem efeitos contra os próprios países europeus.
A ministra francesa do Meio Ambiente e Energia, Barbara Pompili, diz estar confiante de que os Estados membros da União Europeia chegarão a um consenso sobre como encerrar as importações de petróleo russo até o final desta semana. “Alguns países são mais dependentes do petróleo russo do que outros e, portanto, devemos tentar encontrar soluções para que eles possam aderir a essas sanções (...) Mas acho que devemos ser capazes de fazê-lo", disse a ministra à rádio France Info.

  Não!... Não vai ser fácil, seguramente
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  19h45 (TMG) de hoje / Al Jazeera
Azovstal.jpgUma terceira operação está em andamento para retirar civis da cidade portuária ucraniana de Mariupol e das instalações da siderurgia Azovstal sitiada, disse António Guterres, secretário-geral da ONU. Guterres recusou-se a dar detalhes sobre a nova operação “para evitar prejudicar um possível sucesso”. “Espero que a coordenação contínua com Moscovo e Kiev leve a mais pausas humanitárias para permitir que os civis passem a salvo dos combates e que a ajuda chegue àqueles em necessidade crítica”, disse ele aos 15 membros do Conselho de Segurança. “Devemos continuar a fazer tudo o que pudermos para tirar as pessoas desses cenários infernais.”



Publicado por Tovi às 08:53
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2022
Uns querem a GUERRA... outros a PAZ

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Os EUA + Reino Unido + Polónia querem a GUERRA… A esmagadora maioria dos países da União Europeia são pela PAZ… e enquanto isto não se resolve quem se lixa é o Povo Ucraniano.

Como muito bem dizia Azeredo Lopes num recente artigo de opinião… “O erro da análise é consequência de uma hiperbolização, que vive obcecada com uma referência simples ao bem, e uma referência simples ao mal. Vladimir Putin é o mal absoluto, Zelenskii um herói. E pronto, para além disto é provocação. (…) É uma cruzada, que só parará quando estivermos outra vez dentro das muralhas de Jerusalém e virmos ao longe a Sodoma e Gomorra moscovita. A arder. Menos do que isso é pouco.”

Isto tudo sem renegarmos a grande "filha-da-putice" que está a ser a invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin.


Chico GouveiaEste artigo do Azeredo Lopes é uma das maiores imbecilidades que li ultimamente. Mas, dele, há muito que não espero muito mais.
Jorge SaraivaO quê?! Francamente.
Paulo Barros ValeQuerem a guerra ? O que é isso ? O Azeredo não vale um charuto ! Nunca valeu !
Joaquim Pinto da SilvaA estratégia dos "compagnons de route" de Putin, mais ou menos disfarçados, é a de tentar dividir o campo das democracias ocidentais. As "divergências" que aparecem são apenas formais e não demonstram nenhuma cedência na questão essencial: obter a paz pela retirada das tropas russas, pela condenação da Rússia e pela liberdade para a Ucrânia. Liberdade total, longe das exigências de "neutralidade" que lhe querem impor.
Paulo Barros Vale
Joaquim Pinto da Silva... absolutamente !!!!!
Carlos Miguel SousaÉ o que penso também. Mas pelo meio a Rússia expôs enormes fraquezas militares e isso pode não ser bom a curto prazo...

 


Stop-Putin-banner-800x450.jpgSegundo disse Paolo Gentiloni, comissário europeu da Economia, está-se a trabalhar em novas sanções à Rússia, mas quaisquer medidas adicionais não deverão afetar o setor da energia. E também afirmou que os 27 Estados-membros vão seguramente enfrentar uma desaceleração do crescimento causada pela guerra na Ucrânia, mas não uma recessão, dizendo que a previsão de crescimento de 4% era muito otimista e que a UE não a alcançará.

 


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"Pesadas batalhas" estarão para breve na Ucrânia, em particular nas regiões do Sul e de Leste, bem como na cidade de Mariupol, disse este sábado Oleksiy Arestovych, conselheiro presidencial de Volodymyr Zelensky.

Chico Gouveiaainda não entendi (se calhar sou eu e mais uns milhões) o que é que Putin, realmente e definitivamente, quer. Isto em termos de geoestratégia política e, consequentemente, militar. Mas mesmo admitindo que o que pretende é, somente, uma ligação aos Mares de Azov e Negro, não entendo como é que, neste séc. XXI, não se obtém isto pacificamente, por negociação, como zona de circulação franca, sem necessidade de anexar e poupando os custos de sustentabilidade daquela área. Sob este aspecto, pelo menos há que aprender uma coisa com os chineses (que já o perceberam há muito): pode ser-se dono do que se quiser sem se disparar um tiro. Por estas e por outras me convenço que, nesta guerra, há muito de pessoal. Putin é um primário: não consegue distinguir a política dos ódios pessoais. Primário perigoso, traiçoeiro e implacável. Mas a Europa, e especialmente a Srª Merkel, deviam ter percebido isto há muito.
David Ribeiro
Sim, Chico Gouveia, é por tudo isso que dizes mas também será por aquilo que muitas vezes nos esquecemos ou queremos acreditar não existir: Putin não quer a NATO nas suas fronteiras.
Chico Gouveia
David Ribeiro... talvez. Mas se o Zerensky já lhe assegurou a neutralidade, com revisão Constitucional na Ucrânia, então? Bastava que Putin colocasse na mesa as garantias como, por exemplo: a fiscalização da neutralidade a cargo da China, Índia, etc., os seus aliados. Para mim, há uma questão pessoal insanável contra Zerensky. São as pequenas histórias pessoais que fazem as complicações da História. E pode haver outro problema: mais tarde ou mais cedo, a democratização da Rússia, que não deve demorar depois da queda de Putin, vai trazer a Rússia para o seio da União Europeia. A corrente política europeísta política é muito forte na Rússia. É essa que Putin combate prendendo e depois eliminando, os seus opositores políticos. Mas, como todos os ditadores, Putin não quer sair da História sem uma tremenda mancha de sangue.
David Ribeiro
Chico Gouveia ... Também sou da opinião que é "por dentro" que os russos vão acabar com Putin e seus lacaios. Daí eu ser favorável a mais e mais duras sanções... malgrado ser o povo que vai sofrer com tudo isto.
Carlos Miguel Sousa
Putin está longe de ser um primário. É um tipo frio, calculista e muito inteligente. O Objectivo é ficar com toda a costa do mar negro, para dessa forma ter sempre a Ucrânia, na mão.

 


Odessa 3abr2022.jpgFumo negro eleva-se no ar após ataques por mísseis navais e terrestres de alta precisão no porto estratégico de Odessa, na manhã deste domingo [3abr2022]. Confirma-se aquilo que se esperava: As tropas de Putin estão a tentar consolidar o seu poderio militar no sudoeste da Ucrânia, para controle efetivo do Mar Negro. As últimas notícias relatam que ataques de mísseis destruíram a refinaria de petróleo Kremenchug na região de Odesa. Dmytro Lunin, governador da região de Poltava, na Ucrânia, disse na televisão que “o fogo na refinaria foi extinto, mas a instalação foi completamente destruída e não pode mais funcionar”.
  Contextualizando...
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Odessa é uma cidade costeira ucraniana situada nas margens do Mar Negro, a noroeste da Península da Crimeia. É a quarta maior cidade do país, contando com pouco mais de um milhão de habitantes (dados de 2021). A cidade tem dois grandes portos, um na cidade propriamente dita e outro nos subúrbios - o Yuzhny (terminal petrolífero importante em termos internacionais). Nos tempos da União Soviética, Odessa era o porto comercial mais importante do país e igualmente base naval. Seu porto, porém, tem pouco valor militar, pois é a Turquia (membro da NATO) que controla o tráfego entre o Mar Negro e o Mar Mediterrâneo.
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Mariupol é uma cidade da Ucrânia localizada no leste do país, na província (Oblast) de Donetsk. Chegou a ter mais de 500 mil habitantes em 2007, mas em 2013 o número era já de menos de 460 mil pessoas. É um importante porto do Mar de Azov, o segundo maior do país atrás apenas de Odessa. Na Segunda Guerra Mundial a cidade esteve ocupada pelos alemães entre 1941 e 1943 e ficou praticamente destruída, sendo depois reconstruída no típico estilo soviético. No começo da Guerra Civil no Leste da Ucrânia, em março de 2014, tanto o governo central em Kiev quanto os separatistas da República Popular de Donetsk tentaram exercer controle sobre a região, mas com apoio militar russo, os separatistas assumiram o comando de Mariupol e colocaram a cidade como o centro administrativo do Oblast de Donetsk. O governo ucraniano, contudo, começou uma grande ofensiva terrestre e em meados de junho de 2014 Mariupol já estava novamente sob controle das tropas da Ucrânia. Desde então, os rebeldes separatistas tentaram várias vezes retomar a cidade, submetendo-a a bombardeamentos esporádicos de artilharia. Em fevereiro de 2022, a cidade foi cercada por tropas da Rússia no contexto da invasão russa da Ucrânia.


  Reflexões de um fim de tarde
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Captura de ecrã 2022-04-04 094454.jpgO governo ucraniano, que acusa Putin de genocídio, está a documentar crimes de guerra cometidos pelo Kremlin.
O Presidente do Comité de Investigação da Federação Russa, Alexander Bastrykin, ordenou à sua principal unidade de investigação analisar as "informações disseminadas pelo Ministério da Defesa da Ucrânia sobre o assassinato de cidadãos em Bucha, na região de Kiev", avança a agência Tass, citando um comunicado da organização. O Comité apelidou este episódio de "provocação" e acusou a Ucrânia de "disseminar falsidades".
Antonio Guterres, "profundamente chocado" com as imagens de civis mortos na cidade ucraniana de Bucha, pede uma investigação independente. Sim!... porque a verdade, nua e crua, é que os corpos de civis mortos estão nas ruas de Bucha.

 


De dia 03 para dia 04abr2022.jpg
De ontem para hoje o panorama de tropas no terreno alterou-se substancialmente na região nordeste de Kiev.

 

  Escrevi eu por aqui: “Os EUA + Reino Unido + Polónia querem a GUERRA… A esmagadora maioria dos países da União Europeia são pela PAZ… e enquanto isto não se resolve quem se lixa é o Povo Ucraniano”. E logo fui acusado de defender a “estratégia dos ‘compagnons de route’ de Putin”. Mas parece que eu tinha razão, pois o presidente polaco Andrzej Duda, após o horror da descoberta de corpos em áreas anteriormente ocupadas por tropas russas, logo veio pedir novamente aos aliados ocidentais que forneçam mais armas à Ucrânia. Escreveu Duda no Twitter: “Na verdade, os Defensores da Ucrânia precisam de três coisas acima de tudo: armas, armas e mais armas”. Como se “mais armas” fossem a solução para se atingir a PAZ na martirizada Ucrânia.

Pingus Vinicus - Então o que se faz?
Joaquim Pinto da Silva - Pois, mais armas é que se deve pedir enquanto a Rússia não abandonar a Ucrânia Ou então faz-se o quê? E isto é tudo menos ser contra a paz. Esta só pode ser conquistada pela retirada/derrota russa, ou há outro meio? E ainda: não é ser contra as conversações, pelo contrário, estas devem prosseguir, mas enquanto houver russos armados na Ucrânia o dever da Europa, sobretudo, é apoiar (com armas também) a Ucrânia. A contradição é daqueles que querem "desarmar" a Ucrânia já, acreditando que a paz virá por si.
David Ribeiro - Teremos que cada vez mais implementar sanções económicas que levem Putin a repensar a forma de estar no Mundo. Mas sanções sérias e dolorosas, começando pela recusa em comprar-lhe gás e petróleo. Ainda hoje o ministro da Defesa da Alemanha disse que a UE deve discutir rapidamente a proibição da importação de gás russo. É certo que o povo russo irá sofrer (e os europeus também)... mas pode ser que a coisa "rebente por dentro". 
Da Mota Veiga Suzette - Para dizer a verdade, já não sei o que será a melhor opção? Deve-se conseguir convencer os russos que para eles a guerra não compensa. Mas, Putin nunca vai resignar! Na mentalidade do Putin, nunca recuar ir para frente até uma vitoria a vista. Assim, tudo se torna incerto!
Paulo Teixeira - Entendo-te bem David Ribeiro. Mas de facto esta história raia o impossível. Podemos crer no que vemos? Só vemos porque é no nosso quintal? Não foi já assim feito por nós na Sérvia? Qual o sentido e objectivo do senhor Putin? Confesso que já nem sei o que te diga e as vezes isto parece uma casa de loucos.
Paulo Barros Vale - Sem armas é impossível resistir. Se queres a paz prepara te para a Guerra. Se tivéssemos feito isso mais cedo talvez se tivesse evitado a guerra.
Jorge Saraiva
Ah, então não foi distração. Lamento saber.

 


Captura de ecrã 2022-04-04 153221.jpgO Expresso está a noticiar...
"A Lituânia anunciou esta segunda-feira que decidiu expulsar o embaixador russo no país, criticando os 'crimes de guerra hediondos' que foram cometidos nas últimas semanas em território ucraniano. É o primeiro país da UE a tomar esta decisão. A decisão foi anunciada por Gabrielius Landsbergis, ministro dos negócios estrangeiros lituano, que disse ainda que o embaixador da Lituânia na Ucrânia vai voltar para Kiev nos próximos dias. 'Todos os crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos pelas forças armadas russas na Ucrânia não serão esquecidos', disse o governante. Este fim-de-semana, a Lituânia já se tinha tornado o primeiro estado-membro da UE a parar completamente com a compra de gás à Rússia".
Estas medidas são importantíssimas... isolar o Governo de Moscovo é uma forma de combater Putin.



Publicado por Tovi às 07:30
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Segunda-feira, 21 de Março de 2022
Polónia quer "missão de paz" em Kiev


20161207_Cooperação-União-Europeia-e-NATO.jpgDisse o vice-primeiro-ministro polaco, Jaroslaw Kaczynski, durante uma recente visita a Kiev: “A NATO deve enviar uma missão de paz para a Ucrânia, protegida pelas Forças Armadas, para prestar ajuda humanitária e pacificadora. Esta missão não pode ser uma missão desarmada. Ela deve procurar fornecer ajuda humanitária e pacificadora à Ucrânia”. Uma missão de paz para a Ucrânia não deixa de ter razão de ser, mas o que Jaroslaw Kaczynski defendeu parece não estar a equacionar devidamente a mais que previsível resposta das forças militares de Putin. Na próxima quinta-feira (24mar2022) terá lugar em Bruxelas uma cimeira extraordinária da NATO sobre a guerra na Ucrânia, onde estarão presentes os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) e também o presidente norte-americano, Joe Biden. Neste mesmo dia e também em Bruxelas, reúne-se não só a NATO, mas também o grupo de países mais industrializados do mundo (G7 - Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e ainda os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, todos com a situação na Ucrânia como tema principal. Iremos ver o que destas três reuniões sairá.

 


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O que Putin está a fazer à Ucrânia é uma monstruosidade altamente condenável e fora de tudo que o Mundo democrático e civilizado pode aceitar… mas Zelensky não fica muito bem nesta “fotografia”, até porque o maior dos partidos suspensos é a Plataforma de Oposição, que tem 43 das 450 cadeiras no parlamento do país.
  
Jorge De Freitas Monteiro - Na realidade não proibiu partidos “pro russos“ como é afirmado. Os partidos “pro russos“ já tinham sido ilegalizados há muito. Proibiu a oposição. O que provavelmente diz mais sobre a crescente oposição interna a Zelensky do que sobre a qualidade da democracia ucraniana, que já não era exemplar nos rankings internacionais.
  David RibeiroContextualizando... era esta a composição do Parlamento da Ucrânia depois das eleições de 2019.
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  Jorge Veiga - sendo pró Rússia, porque cargas de água devem continuar a actividade numa situação de guerra? A democracia tem de ser suspensa...
  
Jorge De Freitas Monteiro - Jorge Veiga, democracia é uma maneira de dizer. O insuspeito The Economist classifica a Ucrânia como um regime híbrido, uma coisa a meio caminho entre a democracia e um regime autoritário.
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  Sete preocupações da China com a guerra de Putin
(Filipe Santos Costa na CNNPortugal - 21mar2021)
A China continua a fazer um exercício de contorcionismo entre o apoio estratégico à Rússia, sem condenar a guerra de Putin, e a defesa dos princípios da ONU sobre soberania e integridade territorial. Sob pressão do Ocidente, onde estão os principais parceiros comerciais da China, há muitos cálculos por detrás da cautela de Xi Jinping. Pressionado pelos EUA e pela União Europeia, os principais parceiros comerciais da China, e com pedidos de ajuda da Rússia, o aliado estratégico, eis as principais questões que Xi terá de colocar na balança: 1. Situação militar; 2. Geopolítica; 3. Sanções económicas; 4. Instabilidade na Rússia; 5. 
Soberania e integridade: a questão de Taiwan; 6. Relacionamento bilateral; 7. Dano reputacional.

 

  O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, apela à China “para desempenhar um papel importante” na guerra.
Captura de ecrã 2022-03-21 190318.jpg

 

  O número de cidadãos ucranianos que fugiram do país devido à invasão russa já deverá andar perto dos 3 milhões e quatrocentos mil.
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Publicado por Tovi às 07:58
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Sexta-feira, 18 de Março de 2022
Cerco a Kiev... o avanço russo vai lento

Cerco a Kiev 17mar2022.jpg

Estamos a entrar na quarta semana de guerra e o avanço russo vai lento. A noroeste de Kiev, uma coluna russa com quilómetros aproxima-se. Em Irpin (a 5 kms de Bucha na direção do centro da capital) trava-se uma batalha feroz, onde os ucranianos têm sido bem-sucedidos na missão de travar o inimigo. Do outro lado, a coluna que deverá cercar a cidade pelo leste tem feito avanços pouco significativos.

 

  Quem controla o quê na Ucrânia (de 6mar para 18mar2022)
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O Mundo, mais dia menos dia, vai ter que "fazer contas" com a Polónia... é que o seu esforço em receber tantos refugiados tem custos, que deverão ser distribuídos por todos aqueles que condenam a invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin.
  Não sei se estas "sanções" à Polónia chegaram a ser aplicadas [a notícia é de janeiro deste ano], mas é capaz de ser a altura da União Europeia "esquecer" estas coisas.
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  ...e já agora: Eu não morro de amores pelos senhores do atual poder polaco.

 


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Milhares de pessoas nas ruas de Moscovo, estádios cheios e bandeiras ao alto. No 23.º dia de guerra na Ucrânia, com bombardeamentos em Kiev, a Rússia festeja o oitavo ano da assinatura do Tratado sobre a Anexação da República da Crimeia à Rússia.

 


Captura de ecrã 2022-03-18 085853.jpgEm conversa telefónica de quase duas horas no dia de hoje, Xi Jinping disse a Joe Biden que os Estados Unidos devem "assumir responsabilidades internacionais" no conflito na Ucrânia. "Como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e duas das maiores economias mundiais, devemos, não apenas liderar as relações entre China e Estados Unidos pelo caminho correto, mas também assumir responsabilidades internacionais e fazer esforços pela paz e tranquilidade", disse o presidente chinês na videochamada. De acordo com a agência estatal chinesa CCTV, citada pela agência Reuters, o presidente chinês referiu ao homólogo norte-americano que são os Estados Unidos quem deve guiar as relações bilaterais no rumo certo.

 

  Sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF
Sondagem JN Guerra Rússia Ucrânia 1.png
Sondagem JN Guerra Rússia Ucrânia 2.png
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Publicado por Tovi às 07:56
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Quarta-feira, 16 de Março de 2022
Como as táticas da Rússia estão evoluindo na Ucrânia

  by Alex Gatopoulos / Al Jazeera – 15mar2022
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Na última semana, houve uma mudança marcante nas táticas dos militares russos à medida que o objetivo da guerra na Ucrânia se ampliou. Armas avançadas, especialmente sistemas de defesa antitanque e antiaéreos portáteis, bem como armas pequenas e munições, estão chegando à Ucrânia. Estas tiveram um impacto significativo no campo de batalha, já que tanques russos, veículos blindados, camiões de suprimentos e helicópteros foram repetidamente alvejados e destruídos. Esses ataques ajudaram a retardar o avanço da Rússia, que continua a progredir no país por três direções – do norte em direção à capital Kiev; do leste com foco em sitiar Kharkiv e Mariupol; e do sul, onde unidades russas, tendo tomado Kherson, cruzaram o rio Dnieper em dois lugares e agora avançam por ambos os lados, além de pressionar a cidade de Mykolaiv e as defesas ucranianas perto da cidade de Zaporizhzhia. Unidades russas consolidaram o controle sobre Mariupol, tomando cidades vizinhas e ampliando o corredor que liga a Crimeia a Donetsk. Apenas uma pequena faixa de litoral, centrada em torno da cidade portuária de Odesa, está agora sob controle ucraniano.
Combatentes estrangeiros e problemas russos - Não são apenas as armas que estão inundando a Ucrânia. Voluntários estão entrando no país por todos os meios que podem para lutar. Mais de 60.000 ucranianos de sua diáspora retornaram ao país e agora estão engajados na luta contra a Rússia, de acordo com o ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov. Combatentes estrangeiros também estão abrindo caminho, impulsionados por uma variedade de ideologias e razões, com a Ucrânia dizendo que 20.000 pessoas se inscreveram para se juntar à legião internacional criada em resposta à invasão russa. A Rússia anunciou que também receberá combatentes estrangeiros, principalmente sírios com experiência em combate urbano, em um esforço para reforçar suas forças armadas, que até agora tiveram um desempenho ruim. Esta é uma das grandes surpresas da guerra até agora: que os militares da Rússia com seu “novo” exército profissional mal alcançaram qualquer um de seus objetivos estratégicos e, em termos de poder de combate aplicado, logística, comando e controle e moral geral e foco, teve um desempenho inferior em toda a linha. As comunicações militares têm sido tão ruins que os generais russos tiveram que se aproximar muito das linhas de frente para exercer algum controle sobre a situação tática. Até agora, três generais foram mortos na guerra, um número quase sem precedentes em qualquer conflito moderno. Em alguns lugares, as comunicações contaram com redes civis normais não criptografadas, permitindo que os militares e a inteligência ucranianos intercetassem o tráfego de comunicações militares russos.
A guerra move-se para o oeste - A Rússia finalmente aceitou o facto de que esse vasto influxo de armamento e mão de obra está a afetar as suas forças armadas e agora tomou medidas para interromper o fluxo. As bases aéreas ucranianas em Ivano-Frankivsk e Lutsk, no oeste do país, foram atacadas e severamente danificadas num esforço para degradar a Força Aérea da Ucrânia, um movimento que poderia ter sido esperado nas primeiras horas da invasão, mas que chegou quase três semanas atrasado. Uma base ucraniana em Yavoriv, ​​perto da fronteira polaca, que é usada para treinar combatentes estrangeiros, foi destruída por ataques de mísseis enquanto a Rússia tentava interditar o fluxo de homens e material que atravessava a fronteira. A Rússia claramente desviou a sua atenção dos campos de batalha imediatos no leste para o oeste relativamente ileso da Ucrânia. Depois que o Kremlin ameaçou atacar carregamentos de armas ocidentais para a Ucrânia, a NATO alertou que eles seriam defendidos se fossem atacados além das fronteiras da Ucrânia. Este é agora um ponto de inflamação potencial que pode atrair a NATO para um conflito mais amplo, já que a Rússia está desesperada para impedir que as armas fluam para o leste para as forças armadas da Ucrânia. Uma guerra geral na região, envolvendo potências nucleares é o que todos os lados estão tentando evitar, pois os resultados seriam catastróficos para a Ucrânia, Rússia, Europa Oriental e além.
Civis como armas - As táticas da Rússia endureceram à medida que hospitais e outras infraestruturas civis foram repetidamente atingidos por ataques aéreos e bombas de artilharia. As coordenadas desses hospitais são conhecidas pelos planeadores militares russos, os prédios são grandes e facilmente identificados do ar. Um ou dois ataques podem ser um erro, uma das terríveis realidades da guerra, mas nada mais do que isso mostra uma estratégia deliberada para tornar a vida insuportável para os civis locais que então fugirão para áreas desocupadas, sobrecarregando rapidamente os escassos recursos das povoações e cidades próximas à linha de frente. Estas táticas foram vistas em Mariupol, Kharkiv e provavelmente serão aplicadas na capital Kiev e em Odesa, enquanto a Rússia se concentra no próximo estágio do conflito.
O norte – Kiev e o comboio - A capital ucraniana tem sido um objetivo estratégico russo desde o início da guerra. Um enorme comboio, composto por centenas de veículos, tanques, artilharia, veículos blindados e camiões de suprimentos avançou em direção a Kiev, apenas para parar a cerca de 25 km da cidade, dentro do alcance da artilharia ucraniana. Lá ficou, um alvo potencial com cerca de 64 km (40 milhas) de comprimento, imóvel numa única estrada por 10 dias. É um dos grandes mistérios da guerra até agora. Por que os russos avançaram tão perto e depois pararam? E por que o comboio não se espalhou pelo menos para se proteger? Houve relatos de que o chefe do comboio foi atacado, de modo que seu avanço parou; que os russos ficaram sem combustível, ou menos provável, que os pneus chineses baratos usados ​​pelos russos não aguentaram as estradas irregulares e estouraram. Mas há uma segunda parte nesse mistério: por que a artilharia ucraniana de longo alcance não destruiu pelo menos parte do comboio? No início da guerra, os militares ucranianos tinham 354 lançadores de foguetes múltiplos (MRLs), incluindo mais de 80 dos MRLs guiados com precisão Alder feitos localmente que, com um alcance de 70 km, poderiam facilmente atingir todo o comboio. Mas isso não aconteceu. O facto da Ucrânia não ter atacado um alvo virtualmente estacionário tão óbvio confundiu os observadores externos, mas a explicação mais comum entre os ucranianos é que eles não queriam escalar o conflito infligindo um grande número de baixas russas. A oportunidade de destruir o comboio passou, pois se dispersou e agora faz parte do esforço russo para tomar a cidade. As cidades periféricas foram fortemente bombardeadas e a própria Kiev foi atingida várias vezes, com a frequência de ataques aumentando a cada dia, à medida que a capital se prepara para um ataque terrestre de tropas e blindados russos.
O sul – Mariupol e Odesa - Como a Rússia se concentra em sitiar cidades, a frente sul é onde tem tido mais sucesso. A maior parte do litoral está agora nas mãos dos russos. A cidade de Mariupol é o único obstáculo para a Rússia ligar a Península da Criméia a Donetsk. Testemunha de alguns dos piores combates, a cidade foi amplamente danificada com bairros inteiros arrasados ​​pela artilharia russa e ataques aéreos. Enquanto os ucranianos estão resistindo, o abastecimento está a tornar-se um problema e a situação humanitária está piorando, apesar das sucessivas tentativas de abrir corredores humanitários para que os civis deixem a cidade. Cidades ao norte de Mariupol foram tomadas pela Rússia à medida que o cordão ao redor da cidade sitiada se amplia. Odesa, o maior porto da Ucrânia, está se preparando para um ataque russo. Um antigo destino turístico russo, seu trecho de 40 km de praia e litoral já foi minado, pontos fortes foram construídos por toda a cidade enquanto os militares e voluntários ucranianos se preparam para a batalha urbana que eles temem que esteja chegando. Há relatos de que uma grande frota anfíbia russa está se aproximando de Odesa da Península da Crimeia. Os russos haviam cautelosamente montado um bloqueio distante do porto, até agora evitando um ataque direto à cidade. Se Odesa cair nas mãos dos russos, será um duro golpe para o esforço de guerra da Ucrânia, já que o porto movimenta dois terços de toda a carga que chega por mar. As unidades de infantaria mecanizada russas estão agora avançando lentamente para o norte ao longo de ambos os lados do Dnieper. As cidades estratégicas de Zaporizhzhia e Dnipro transformaram-se em fortalezas à medida que são inundadas por refugiados que fogem dos combates, sobrecarregando ainda mais os recursos já sobrecarregados. Situado na curva do rio Dnieper, que corta a Ucrânia de norte a sul, sua posse é vital para ambos os lados, enquanto as forças russas avançam lentamente para o norte.
Muito foi dito sobre o lento avanço russo, mas apesar dos vigorosos esforços da Ucrânia, eles estão avançando. O cerco às cidades ocidentais da Ucrânia continua. Toda a área ao redor de Kherson está agora sob controle russo e um ataque bem-sucedido a Odesa isolaria a Ucrânia do mar, transformando-a em um país sem litoral, bloqueando a maioria das importações tão necessárias do país. Com tanto em jogo para ambos os lados, o conflito não parece que terminará tão cedo. As baixas devem aumentar acentuadamente, os vizinhos da Ucrânia já estão perto do ponto de saturação à medida que os refugiados continuam a cruzar a fronteira. O perigo de escalada está sempre presente enquanto a Rússia luta para manter sua ofensiva militar na Ucrânia e também seu controle sobre a opinião pública em casa. A sobrevivência política de Vladimir Putin está cada vez mais ligada a um resultado bem-sucedido para a Rússia nesta guerra, o crescente número de mortos e a lentidão de sua acusação o apoiando constantemente em um canto, e os presidentes encurralados são perigosos.
  
Rodrigues Pereira - Continua tudo a ser uma enorme incógnita. Parece que a Rússia conseguiu, finalmente, acertar a pontaria e bombardear 2 aeroportos e a base de treino junto à fronteira da Polónia. Tenho alguma esperança de que as negociações possam aportar alguma razoabilidade, sem interditar o acesso marítimo à Ucrânia (Odessa). Isto dito, creio que a pressão ocidental se poderia traduzir por uma constante visita de líderes da UE a Kiev. Mesmo Putin, não se atreveria a bombardeá-los!!!

 

  Quem controla o quê na Ucrânia (de 6mar para 16mar2022)
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Apesar do perigo de bombardeamento, os primeiros-ministros da Polónia, Eslovénia e da República Checa viajaram ontem [terça-feira, 15mar2022] até Kiev para uma reunião com o Presidente Volodymyr Zelensky. O objetivo da visita foi reforçar o total apoio do Conselho Europeu à independência da Ucrânia.

 


ref.jpgNas últimas três semanas, Portugal recebeu 10.068 refugiados da Ucrânia. O número quase que iguala o mesmo número de refugiados, de todos os países, que Portugal acolheu desde 2015 (10.927). No ano passado, mais de 27 mil ucranianos viviam em Portugal. Já em 2022, depois da invasão da Rússia à Ucrânia, o número de ucranianos terá disparado para cima dos 37 mil, colocando o país no terceiro mais representado em Portugal em termos de imigrantes.

 

  Da série "Piscar o olho a Putin"
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O Financial Times, citando três pessoas envolvidas nas negociações, noticia na tarde de hoje (16mar2022) que a Ucrânia e a Rússia chegaram a um “plano de paz provisório assente em 15 pontos. Ambos os países terão chegado a “progressos significativos”, num plano que inclui um cessar-fogo e a retirada da Rússia de território ucraniano, desde que Kiev declare a neutralidade e aceite limitar as suas forças armadas. Apesar disso, fonte do governo russo diz ser ainda muito cedo para comentar o assunto.

 


bolsa-valores-2.jpgBolsa portuguesa valorizou esta quarta-feira, com o PSI-20 a encerrar a sessão em alta de 1,02% nos 5622,30 pontos, com 12 cotadas em alta e sete em baixa, num dia em que os mercados europeus beneficiaram de notícias que dão conta de progressos nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia. Paris e Frankfurt encerraram em alta de 3,68% e 3,76%, respetivamente; e o índice pan-europeu Stoxx 600 cresceu 3,07%.



Publicado por Tovi às 07:49
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Segunda-feira, 14 de Março de 2022
E assim vai a invasão da Ucrânia pelos russos

  Mais três da série "Rússia invade Ucrânia"
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Captura de ecrã 2022-03-11 172544.jpgO facto da Turquia por razões de segurança ter transferido na passada sexta-feira [11mar2022] a sua embaixada de Kiev para Chernivtsi, perto da fronteira com a Roménia, indica que há fortes indícios de um aumento de ações bélicas por parte das tropas russas na capital ucraniana. A situação da Turquia na geopolítica da região é, no mínimo, complicada.  Logo no início da invasão russa da Ucrânia, Erdogan teve palavras muito duras para com Vladimir Putin, afirmando que a invasão russa era “inaceitável” e ilegal à luz do direito internacional. Mas o peso da Rússia sobre a Turquia é visível a vários níveis: os russos estão a construir a primeira central nuclear turca; são o principal mercado turístico da Turquia; fornece 40% do gás natural importado pela Turquia, através de dois gasodutos através do Mar Negro que ligam diretamente os dois países; e, recentemente, Moscovo vendeu a Ancara mísseis S400, que causaram discórdia no seio da NATO, da qual a Turquia é membro. Mas não se pode esquecer que durante uma visita de Erdogan a Kiev, para além de um acordo de comércio livre, foram assinados vários acordos militares, nomeadamente a venda de fragatas turcas e o estabelecimento de uma fábrica para produção de drones turcos na Ucrânia. Há ainda um trunfo que a Turquia já jogou em fevereiro último ao fechar o Estreito do Bósforo à passagem de barcos russos, depois de ter mantido alguma ambiguidade em relação a esta questão. A diplomacia de Ancara vai ter muito trabalho perante este equilíbrio delicado.

 


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Na manhã de ontem [domingo, 13mar2022] muitas ambulâncias com as sirenes ligadas foram vistas a caminho da instalação militar de Yavoriv [Centro Internacional para a Manutenção da Paz e Segurança] depois de um ataque com mais de 30 mísseis de cruzeiro russos. A base militar, especializada em treinos de soldados para missões de manutenção de paz, fica a cerca de 25 kms da fronteira com a Polónia. O Ministro da Defesa da Ucrânia diz que instrutores militares estrangeiros trabalham neste centro militar de Yavoriv. Estes ataques aéreos russos a uma base militar perto da cidade de Lviv, no Noroeste, ocorrem num momento em que as forças russas estão a expandir a sua ofensiva no Oeste da Ucrânia e quando o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, afirmou que carregamentos de armas ocidentais para a Ucrânia seriam “alvos legítimos” para as forças do Kremlin. Aliados da Ucrânia, incluindo Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, estão a enviar com urgência milhares de mísseis antitanque e antiaéreos para Kiev em resposta à agressão de Moscovo. Ryabkov disse que a Rússia "avisou os EUA  de que fornecer armas não é apenas um movimento perigoso, é uma ação que torna esses carregamentos alvos legítimos".
 
Segundo a comunicação social portuguesa [tarde de 13mar2022] havia dois ou mesmo quatro portugueses nesta base militar, que tinham saído de Vila Nova de Gaia para se incorporarem nas forças ucranianas e que até ao momento se encontram incontactáveis. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o ataque à base militar de Yavoriv e diz que o fez porque as instalações estava a ser usada para armazenar o "equipamento militar que foi entregue pelas Nações estrangeiras".
  Ao início da noite de domingo [13mar2022] soube-se que 
os quatro portugueses e o luso-ucraniano que estavam na base militar de Yaroviv estão todos bem de saúde. A informação foi avançada por um familiar.


  Não deverá ter nada a ver com o conflito Rússia-Ucrânia, mas...
Pelo menos doze mísseis caíram na madrugada deste domingo [13mar2022] em Erbil, no norte do Iraque. A informação foi avançada pela agência Reuters, que cita a agência de notícias daquele país, a INA, e entretanto foi confirmada pelo governador da região. Erbil é a capital da região do Curdistão, a quarta maior cidade do Iraque, depois de Bagdá, Baçorá e Mossul. Os projéteis caíram perto do consulado dos Estados Unidos na zona e foram disparados a partir do Irão, segundo avança a agência Reuters. De acordo com a mesma agência, um oficial dos Estados Unidos garantiu que não houve danos registados nas infraestruturas militares do país. O ministro da Saúde do Curdistão afirma que não há vítimas a registar do incidente. O diretor-executivo do Observatório para os Direitos Humanos do Iraque tem partilhado várias imagens do ataque, que também atingiu a redação do canal Kurdistan 24 Channel. O Corpo da Guarda Revolucionária do Irão (IRGC) assumiu a responsabilidade pelos ataques com mísseis balísticos à capital regional curda do norte do Iraque, Erbil. Estas forças de elite num comunicado divulgado no domingo [13mar2022] disseram que visavam o “centro estratégico” israelita no país. “Qualquer repetição de ataques de Israel será recebida com uma resposta dura, decisiva e destrutiva”, disse o comunicado, referindo-se aos dois membros iranianos do IRGC que Israel matou no início desta semana na Síria, um aliado próximo de Teerão.

 

  10h52 de 13mar2022"Tendo em conta a rápida deterioração da situação de segurança na Ucrânia, incluindo os ataques nas partes ocidentais do país, foi decidido que a Embaixada da Índia na Ucrânia será transferida temporariamente para a Polónia", lê-se no site do MNE da Índia. A Índia é um dos paíse que têm tido posição ambígua quanto à guerra. Absteve-se na votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas que condenou a Rússia pela invasão e tem apelado ao diálogo sem criticar o regime de Putin. Mostrou também disponibilidade para procurar canais alternativos para o comércio bilateral, face às sanções impostas a Moscovo.

 

  E no meio de tantos "tiros, bombas e murros nas trombas" a Gazprom lá vai vendendo o seu produto
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  06h52 de 14mar2022 - Reuters
A Índia está a considerer comprar petróleo e outros bens à Rússia em pagamentos via rublos ou rupias moedas russa e indiana, respetivamente. Esta poderá ser uma forma de a Rússia continuar a obter rendimentos, numa altura em que se estende largamente o boicote financeiro à economia russa.

  08h39 de 14mar2022 - Al Jazeera
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"Ainda se pode sentir o cheiro de queimado", disse Imran Khan, correspondente da Al Jazeera, observando o ataque que destruiu a frente e a parte de trás da estrutura de nove andares, numa zona residencial de Kiev na madrugada de hoje.  “Vimos pessoas voltando aqui em lágrimas, apenas olhando para o prédio, suas casas que foram completamente destruídas”. “É uma área residencial. Há um campo de futebol [muito perto do prédio], não há alvo militar em nenhum lugar aqui”.  A fábrica de aviões Antonov na capital ucranianna também foi um dos alvos dos bombardeamentos desta madrugada.
  11h16 de 14mar2022 - EFE
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É verdade que já estava programada esta concentração de tropas na Noruega... mas também é verdade que o seguro morreu de velho.
  14h42 de 14mar2022Ucrânia e Rússia voltaram à mesa de negociações, mas desta vez em formato de videoconferência. As conversações acabaram por ser suspensas e serão retomadas na terça-feira. "Foi feita uma pausa técnica nas negociações até amanhã. Para trabalho adicional nos subgrupos de trabalho e esclarecimento de definições individuais. As negociações continuam...", anunciou Mykhailo Podoliak, negociador e conselheiro do presidente da Ucrânia.
  15h34 de 14mar2022O primeiro-ministro da Ucrânia pediu a expulsão imediata da Rússia do Conselho da Europa. Denys Shmyhal falava precisamente no Conselho da Europa, onde se dirige aos representantes dos Estados-membros da União Europeia.
  15h43 de 14mar2022Os ministros da Defesa dos países que fazem parte da NATO vão reunir-se na próxima quarta-feiraA informação foi avançada pelo responsável da tutela turca, citado pela agência Reuters.
  
17h32 de 14mar2022 - Um ataque com mísseis a uma torre de transmissão no norte da Ucrânia matou pelo menos nove pessoas e deixou outras nove feridas, segundo uma autoridade local. Vitaliy Koval, autarca da região de Rivne, adiantou que a torre e uma propriedade administrativa próxima foram atingidas por dois mísseis separados. "Ainda há pessoas sob os escombros", acrescentou.

 

  Conselho de Estado - 14mar2022 - Situação na Ucrânia

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O Conselho de Estado condenou hoje unanimemente a agressão da Federação Russa à Ucrânia, anunciou o Presidente da República, no fim de uma reunião deste órgão político de consulta a que faltaram quatro conselheiros (Domingos Abrantes, do PCP; Carlos César, do PS; Rui Rio, líder do PSD; Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira).
“Nós, em Portugal, temos feito exatamente o que devíamos e deveremos continuar a fazer. Condenámos o que praticamente todos viriam a condenar, e condenámos muito antes da maior parte desses todos. E ainda hoje condenámos unanimemente no Conselho de Estado”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa perante a comunicação social, no Palácio da Cidadela de Cascais, no distrito de Lisboa.

 

  Uma GRANDE MULHER a produtora Marina Ovsyannikova da televisão estatal Russia-1 que interrompeu a emissão que estava a ser conduzida pela colega Ekaterina Andreeva, exibindo um cartaz por trás da pivot, que dizia "Não à guerra. Não acreditem em propaganda. Eles estão a mentir. Parem a guerra".
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  A Tass, principal agência noticiosa estatal, não ignorou o audacioso protesto. Informou sobre o caso e imediatamente fez saber que a mulher que arvorara o cartaz enfrenta “acusações administrativas”.



Publicado por Tovi às 07:02
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Quinta-feira, 10 de Março de 2022
EUA travam entrega de caças MiG polacos à Ucrânia

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  Pois é!... De vez em quando, e já não é de hoje, o Governo da Polónia mija fora do penico (pardon my french).

  Os Estados Unidos rejeitaram a oferta da Polónia de enviar os seus caças MiG-29 para a Ucrânia através de uma base aérea dos EUA na Alemanha, dizendo que a proposta levanta “sérias preocupações” para toda a aliança da NATO. Varsóvia fez esta oferta surpresa na terça-feira [08mar2022] após repetidos apelos do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, por mais aviões de guerra para reabastecer a força aérea de seu país, que tenta desesperadamente defender-se das forças russas invasoras.

  A Alemanha não vai enviar aviões de guerra para a Ucrânia, disse o chanceler alemão Olaf Scholz no dia de ontem [09mar2022], em conferência de imprensa após um encontro com o primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau. "Fornecemos todo o tipo de materiais de defesa e enviámos armas de que vos falámos, mas também é verdade que temos de considerar muito cuidadosamente aquilo que fazemos em concreto e, definitivamente, aviões de guerra não são parte disso", disse o chanceler alemão. Scholz disse ainda que não vê sentido numa solução militar para o conflito na Ucrânia e disse esperar que pudesse ser encontrada uma solução em conversações entre Moscovo e Kiev.

  Os EUA justificaram por que motivo não se querem envolver no envio dos aviões de combate MiG-29 para a Ucrânia: "Não é a maneira mais eficaz de combater a agressão russa" e "escala a tensão com a NATO", justificam. O porta-voz do Pentágono, John Kirby, citado pelo Guardian, afirma que o secretário de Estado da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, tem estado em diálogo com o seu homólogo polaco e que lhe demonstrou que a América "não apoia a transferência de mais aeronaves de combate para a Força Aérea ucraniana e que por esse motivo os EUA não têm interesse em ficar com a custódia temporária" destes aviões. A Polónia estava disponível para enviar para os EUA os seus MiG-29, que por sua vez os fariam chegar às forças ucranianas. John Kirby enumerou os argumentos dos EUA para esta decisão: "Acreditamos que a melhor maneira de apoiar a Ucrânia é através do fornecimentos de armas de que necessitam para se defender da agressão russa, nomeadamente equipamento para destruição de blindados e de defesa aérea. Nós, a a par de outros países, continuamos a enviar equipamento deste tipo e sabemos que está a ser usado com grande eficácia. O lento avanço russo no norte é uma prova disso mesmo". Mais argumentos dos EUA: "Ainda que as capacidades aéreas russas sejam muito significativas, a sua eficácia tem sido limitada devido à estratégia operacional dos ucranianos, às armas táticas de defesa aérea e aos Manpads (arma de mísseis anti-aéreos que se utiliza suportando-a nos ombros)". E ainda: "A Força Áerea da Ucrânia tem vários esquadrões devidamente equipados. Acreditamos que reforçar estes esquadrões não terá um impacto significativo na eficácia da Força Aérea icraniana no combate às forças russas". Concluindo: "Por tudo isto acreditamos que a transferência dos MiG-29 não trará ganhos relevantes. E os nossos serviços de informação acreditam que o envio destas aeronaves pode provocar um reação do Kremlin que resulte numa escalada militar com a NATO. Entendemos também por isto que é um risco enviar os MiG-29. E acreditamos também que há formas alternativas mais eficazes de combate para as forças militares ucranianas. Continuaremos a propor isso mesmo".

 

  Rodrigo Sousa Castro, numa publicação de hoje na sua página do Facebook, lembrou-nos isto… e às vezes precisamos que nos lembrem a história recente da Europa.
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  Chico GouveiaEm 2015, Vasco Pulido Valente volta a falar neste assunto, seguindo, por outras palavras, este aviso de Soares. Muita culpa dos actuais dirigentes políticos europeus. A era dos grandes dirigentes, carismáticos, sensatos e sabedores, acabou. Ou melhor, já começara a declinar em 2008.
  Mário Soares, na Visão de 11set2008 - Observadores da política internacional reconhecem que o mundo está inquietante. O Afeganistão, em que a administração Bush envolveu a NATO – o que considerei um «precedente perigoso» –, está porventura pior do que antes. As forças armadas eram, então, compostas por americanos e ingleses. Hoje, a participação alargou-se, incluindo até um contingente português. No entanto, a situação militar, expulsos os talibans, não é melhor: os talibans comandam uma guerrilha terrível; a Al Qaeda – e Bin Laden – não só sobreviveu como está mais forte, algures no seu santuário.
O Paquistão, depois da renúncia do Presidente Musharraf, está em risco de mergulhar no caos. E o pior é que dispõe, esse sim, da bomba atómica...
Para o Ocidente, a situação no Afeganistão é mais grave do que a no Iraque. Apesar de o Iraque estar praticamente destruído, dividido, a braços com uma guerrilha infindável, entre sunitas, xiitas e curdos, fustigado pelo terrorismo da Al Qaeda ou associados e tenha deixado de ser, por longos anos – o que é péssimo – um Estado laico e tampão relativamente ao Irão.
No Iraque estão hoje quase só militares americanos e mercenários, numa situação que lembra o Vietname. Mais tarde ou mais cedo, serão obrigados a retirar as suas tropas. Enquanto o desastre do Afeganistão/Paquistão está a corroer e a desacreditar a NATO – o que do meu ponto de vista não tem grande importância, visto que hoje é uma organização que não faz sentido – e afectará gravemente os europeus, se os seus dirigentes não tiverem a coragem e a lucidez de retirarem de lá as suas tropas, quanto antes...
A NATO, QUE SE TORNOU um verdadeiro braço armado dos Estados Unidos, está a fazer também estragos noutras regiões do mundo. Refiro-me ao Cáucaso, às zonas do Cáspio e do mar Negro e aos países limítrofes da Rússia Ocidental. Estes quiseram logo entrar para a NATO, com a ilusão de que teriam mais garantias de segurança, sob o chapéu americano, do que na União Europeia...
E a NATO, cercando a Rússia e instalando na Polónia e na República Checa bases de mísseis, começa a ser uma ameaça para a Rússia, que a pode tornar agressiva. Um perigo!
O vice-presidente Dick Cheney, em fim do mandato, fez uma recente visita, altamente desestabilizadora, para dar, em nome da NATO, apoio à Geórgia. Mas, felizmente, ficou tudo em retórica inconsequente. Após a provocação do Presidente da Geórgia – e da guerra –, os russos reagiram e os europeus procuraram pacificar a situação. Ainda bem. Se a guerra não acabasse, os europeus seriam os primeiros a ser atingidos, com o corte do petróleo e do gás; e pior: entrariam numa fase com grandes riscos para a paz na Região. Putin não é Hitler e não ressuscitemos a «guerra fria»...
CHENEY FOI À UCRÂNIA, onde tentou também dividir os dirigentes políticos, estimulando a primeira-ministra, Iúlia Timoshenko, anti-russa, contra o Presidente, Victor Yushchenko, mais apaziguador. Tudo em nome da NATO. Isto é: a NATO, criada como organização defensiva, no início da «guerra fria», está a tornar-se, por pressão dos neo-cons americanos, uma ameaça à paz. Cuidado União Europeia! Moratinos, o ministro espanhol dos Estrangeiros, bem advertiu, numa entrevista ao El País: «A Rússia actual não é a soviética, mas também não é a de Ieltsin. Devemos evitar que nos imponha uma agenda do tempo da guerra fria.» E eu acrescento: não ameaçar a Rússia, negociar, com firmeza, com ela.
Enquanto isto, a ONU esteve estranhamente ausente e silenciosa.
Que diferença entre este secretário-geral, Ban Ki-moon, um homem, até agora, apagado e quase invisível, mais burocrata do que político, e o seu antecessor, o saudoso, prudente e corajoso Kofi Annan... A ONU vai ter de se reestruturar e democratizar, após as eleições americanas, para desempenhar o seu tão decisivo papel na construção de uma nova ordem internacional e da paz, neste nosso novo século tão conturbado.
  Chico Gouveia - Que fique claro que isto não desresponsabiliza nem justifica a agressão bárbara de Putin. Porque chegados aqui, só há duas trincheiras: a dos que estão ao lado da Ucrânia e a dos que estão ao lado de Putin. Este texto de Soares é, acima de tudo, um libelo acusatório contra a mediocridade dos actuais lideres europeus, e mundiais, de cuja obrigação é saberem prever as catástrofes, evitando-as com negociações. E uma negociação só é eficaz se as resoluções forem boas para ambas as partes. É perante esta mediocridade e conhecimento da fraqueza europeia, que Putin avança. Com autorização da China, acrescente-se. Com uma Europa forte, e só pode ser forte com lideres fortes, não se atreveria. Hoje ficou demonstrado que Putin não quer negociar. Quer arrasar a Ucrânia, obrigada à saída do maior número possível de ucranianos, dizimar os opositores e o exército ucraniano, e anexar o país. Todo. Chegado aqui, não parará. Os imperialistas nunca param. Aliás, ele sabe que já não pode parar e, muito menos, recuar. Irá sempre em frente. A História encarregar-se-á de o parar. O problema é que o tempo da História é insondável. Pelo menos, devemos-lhe o favor de unir e de pôr algum juízo no mundo ocidental. Algo que ele nunca suspeitaria de fazer. E, a bem de todos, era bom que a História resolvesse dar um salto, e passar de imediato para a cena do: - até tu, Brutus?

 

  A invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin já deixou um número enorme de mortes e feridos difícil de calcular de forma independente. Neste tipo de conflitos, em que é mínima a presença no terreno de entidades credíveis e independentes, as informações são novas e contraditórias a toda a hora. Mas, como é uso dizer-se, UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS.
(Estas imagens foram encontradas aleatoriamente na NET)
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275614159_10223595887823277_6976357499481531859_n.Já terminou a reunião de hoje na Turquia entre russos e ucranianos, mas não parece ter havido grandes avanços para um cessar-fogo.
Declarações aos jornalistas:
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmou que Sergey Lavrov "não se comprometeu" com um corredor humanitário em Mariupol e que não se registaram avanços quanto a um eventual cessar-fogo. Dmytro Kuleba avança também que a reunião foi "fácil e difícil". "Foi fácil porque Sergey Lavrov seguiu a sua retórica tradicional, e foi difícil porque dei o meu melhor", avançou. O ministro ucraniano mostrou-se disponível para continuar o diálogo, com vista a parar com a guerra, e diz estar preparado para mais encontros com este formato. "Não conseguimos parar a guerra se o lado agressor não o deseja fazer", acrescentou Kuleba.



Publicado por Tovi às 07:42
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Quinta-feira, 3 de Março de 2022
Nova ronda de negociações... Haverá um cessar-fogo?

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A segunda ronda de conversações entre a Ucrânia e a Rússia só vai acontecer no dia de hoje. A notícia foi ontem avançada pela AFP, que citava o negociador russo Vladimir Medinsky. Na agenda está o possível “cessar-fogo” da guerra, disse a mesma fonte.  As negociações vão decorrer na fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia e o exército russo providenciou um corredor de segurança para a delegação ucraniana, adiantou a agência de notícias estatal russa Tass, citando Medinsky.

 

  02h00 de 03mar2022As estimativas mais recentes das Nações Unidas indicam que mais de um milhão de refugiados já fugiu da Ucrânia. É esse o número indicado por Filippo Grandi, chefe da agência da ONU para os refugiados, num tweet publicado na madrugada desta quinta-feira: "Em apenas sete dias, assistimos ao êxodo de um milhão de refugiados da Ucrânia para os países vizinhos."
  07h23 de 03mar2022Tropas russas invadiram a sede do governo da cidade portuária de Kherson, no sul do país, o maior centro urbano capturado pelas forças russas desde que a invasão começou, a 24 de fevereiro. Em apenas uma semana, mais de um milhão de refugiados fugiu da Ucrânia. Na noite em que se assinala uma semana desde o início da invasão, algumas das cidades mais estratégicas, como Kiev, Kharkiv, Kherson ou Mariupol, foram cercadas ou alvo de bombardeamentos das tropas russas. Ao início da madrugada, voltaram a tocar as sirenes em Kiev, e, logo depois, quatro explosões foram ouvidas na capital ucraniana. Também esta madrugada, soaram as sirenes em Lviv.
  09h57 de 03mar2022
A Toyota Motor anunciou que a produção na fábrica em São Petersburgo vai ser suspensa, bem como a importação de veículos "devido a perturbações na cadeia de abastecimento", a partir de sexta-feira e até novo aviso. O fabricante esclareceu, em comunicado, que as restantes operações de produção e venda no resto da Europa "não vão ser afetadas".
  10h22 de 03mar2022Segundo Vladimir Medinsky, conselheiro de Putin e líder da delegação russa, citado pela Sputnik News, as conversas entre os dois países vão ser retomadas esta quinta-feira às 15h locais (13h em Portugal continental). De acordo com a mesma fonte, estarão neste momento a aguardar a chegada da delegação ucraniana.
  10h17 de 03mar2022
O hospital de São João vai disponibilizar 138 camas para suprir as necessidades médicas que possam surgir do conflito na Ucrânia, revelou, esta quinta-feira, o diretor da Unidade Autónoma de Gestão de Urgência e Medicina Intensiva daquele centro hospitalar. Para Nelson Pereira, Portugal tem o dever de ajudar a Ucrânia numa altura em que se prevê que o número de feridos da guerra venha a aumentar significativamente. "Temos de estar disponíveis para dar a resposta que se exige de um país que neste momento tem de ser solidário", defendeu.
  12h20 de 03mar2022O Grupo Ikea interrompeu as exportações e importações na Rússia e Bielorrússia, suspendeu a produção na Rússia e decidiu paralisar ainda as operações de venda, uma medida que afeta 15 mil trabalhadores.
  17h14 de 03mar2022
Num discurso televisivo transmitido há instantes, Vladimir Putin adiantou que a invasão russa na Ucrânia está a decorrer “de acordo com o plano e de acordo com o previsto. Todos os objetivos estabelecidos por nós estão a ser alcançados”, afirmou. O presidente da Rússia deixou, mais uma vez, bem clara “a convicção de que os russos e os ucranianos são um só povo”. Ainda assim, “a forma como a batalha está a decorrer mostra que estamos a combater neonazis”. Putin disse ainda que a Ucrânia está a utilizar civis e estrangeiros como “escudos humanos”, enquanto os soldados russos estão a “agir corajosamente” e como “verdadeiros heróis”.
  18h14 de 03mar2022Um conjunto de tanques russos entraram, esta quinta-feira, na cidade de Zaporizhzhia, avança a Reuters, que cita o assessor do ministro do Interior ucraniano. Perto desta cidade encontra-se a maior central nuclear da Europa. Na quarta-feira, havia imagens de tropas ucranianas a criar muros improvisados que cortavam a estrada que dava acesso direto a esta central. 

 

  Mais uma da série "Rússia invadiu Ucrânia"
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  Negociações de Paz entre Ucrânia e Rússia
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Ainda não há acordo para um cessar-fogo. Ucrânia e Rússia apenas chegaram a entendimento quanto à criação de corredores humanitários para retirar civis. Os negociadores acordaram em realizar uma terceira ronda de conversações em breve.

Luiz Paiva - Os "estadistas" de gravata e os "guerrilheiros" de farda... 😎
Carlos Miguel Sousa - Os Russos andam a entretê-los...
David Almeida - Lamentavelmente, ocorre o que mais temia, a comitiva da Rússia anda a entreter os ucranianos enquanto o Putin vai brincando com toda a gente e fazendo o que já tinha planeado, desde o início, aniquilar a Ucrânia!!!
Albertino AmaralEncetarem-se negociações de Paz, mantendo a guerra em "funcionamento", só para atrasados mentais...

 

  O "reinado" de Putin a caminhar para a bancarrota
1926c4ece5f01c57986d5f2b9beb1dc3.jpgA Standard & Poor's cortou o rating russo de BB+ para CCC-, dois níveis, faltando apenas mais dois passos até chegar à classe D (default, incumprimento). 



Publicado por Tovi às 07:49
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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2021
Chegou a Portugal a CNN

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Hoje, às 21 horas, a CNN Portugal inicia as suas emissões de televisão. Nuno Santos assume a direção deste novo canal televisivo, órgão que conta também com Pedro Santos Guerreiro e Frederico Roque de Pinho como diretores executivos. Do elenco de pivôs estão anunciados nomes como Diana Bouça-Nova, Ana Guedes Rodrigues, José Carlos Araújo, Pedro Bello Moraes, Judite Sousa e Júlio Magalhães. As espectativas são altas e seguramente não será “mais um”, mas antes será “muito relevante”, como anunciou o grupo Media Capital.

 

A primeira emissão

Cenários de Governabilidade, com a comentadora Mafalda Anjos
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  Crise migratória na fronteira da Bielorrúsia com a polónia
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  Rendeiro à CNN Portugal: “Sou um poderoso fraco. Só volto a Portugal se for ilibado ou com indulto do Presidente”.
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  Algumas das declarações de Rendeiro na entrevista à CNN Portugal:
"Em comparação com os 60 crimes do Dr. Ricardo Salgado" os meus "não são muitos".
Deveria ser eu próprio o fiel depositário dos quadros e que isso se tratou de um "lapso do advogado" que não seguiu as instruções que lhe foram dadas.
“A Maria gosta da sua conchinha e dos seus grandes amores, as cadelinhas” e por isso ficou em Portugal.
“O meu motorista, pelos vistos não tem direito a ser uma pessoa normal”… como se comprar um apartamento de luxo na Quinta Patino e posteriormente dá-lo em usufruto à mulher do patrão fosse uma coisa normal.



Publicado por Tovi às 20:30
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Sexta-feira, 19 de Novembro de 2021
Crise na fronteira da Bielorrússia com a Polónia

 A porta-voz da Guarda de Fronteira da Polónia, Anna Michalska, declarou na terça-feira (16nov2021) que os policias não hesitarão em usar armas na fronteira, caso seja necessário. No entanto, destacou que os guardas fronteiriços farão o possível para evitar o uso de armas. A porta-voz também explicou que o serviço é "uma estrutura de força, que recebe capacitação para, caso haja necessidade, usar estas armas". No dia de hoje um policia polaco ficou gravemente ferido, provavelmente com uma fratura crânio-encefálica, durante os incidentes na fronteira com a Bielorrússia.
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 Na quatra-feira (17nov2021) a Comissão Europeia informou que vai financiar com 700 mil euros a assistência de emergência aos migrantes na fronteira polaca-bielorrussa, através do Comité Internacional da Cruz Vermelha e destinada à compra de alimentos, cobertores, medicamentos e produtos de higiene. No entanto, neste mesmo dia o porta-voz do Ministério do Interior alemão, Steve Alter, voltou a afirmar que o país não pretende acolher migrantes que se encontram na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia.
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 Aumentou nas últimas semanas a tensão ao longo da fronteira Bielorrússia-Polónia, à medida que milhares de requerentes de asilo tentam entrar na Polónia. O processo de vistos fáceis na Bielorrússia atraiu muitas pessoas de países devastados pela guerra no Oriente Médio na esperança de chegar ao território da União Europeia. Quando a Polónia implantou militares na fronteira para impedir a entrada de requerentes de asilo, milhares de homens, mulheres e crianças ficaram presos no frio no lado bielorrusso da fronteira e se tornaram uma bola de futebol política entre a Bielorrússia e a Polónia, servindo aos governos de ambas as partes na busca das suas agendas internas e externas. É já claro que o desastre humanitário na fronteira foi fabricado pelo presidente da Bielorrússia, Aleksander Lukashenko, que está sob sanções e em isolamento pela UE desde as eleições presidenciais do ano passado. Mas não são apenas os seus vizinhos a oeste que Minsk tenta pressionar. A crise da fronteira é parte de sua estratégia mais ampla de chantagear o Ocidente e a Rússia com a perspetiva de um conflito global total. Bielorrússia é o aliado mais próximo da Rússia e oficialmente parte de uma entidade conhecida como União da Rússia e Bielorrússia, que só existe em grande parte no papel, mas prevê uma política de defesa comum e a livre circulação entre os dois países, o que significa que a fronteira bielorrussa com a Polónia é efetivamente a fronteira externa da Rússia, separando sua zona de segurança do reino da NATO. Portanto, qualquer conflito nesta fronteira, por extensão, torna-se um conflito entre a Rússia e a NATO, que é exatamente como o governo de extrema-direita na Polónia está agora tentando enquadrá-lo.
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  A coisa está cada vez mais complicada… Perante a crise migratória na fronteira Bielorrússia-Polónia, a República Checa prometeu ajuda à Polónia em caso de necessidade. A promessa foi feita pelo ministro das Relações Exteriores checo Jakub Kulhanek. O diplomata afirmou que conversou com seu homólogo polaco, Zbigniew Rau, e "expressou solidariedade" à Polónia. Na conversa, Kulhanek frisou que a República Checa está pronta para prestar ajuda à Polónia, enquanto a União Europeia, bloco do qual ambos os países fazem parte, planeja novas sanções contra a Bielorrússia. Detalhes sobre qual seria o tipo de ajuda não foram anunciados.
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  O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, já denunciou o que classificou como uma "atitude cínica" da Rússia em relação à pressão migratória nas fronteiras da Polónia e de outros países membros da Aliança Atlântica. O apoio que tem sido dado à Polónia e às repúblicas bálticas que sofrem a pressão migratória é "uma mensagem clara" de que a NATO está pronta para "defender todos os aliados".



Publicado por Tovi às 07:07
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Sábado, 13 de Novembro de 2021
Nova crise migratória

A tensão na fronteira da Bielorrússia com a Polónia está diariamente a agravar-se, não sendo no entanto fácil de resolver o problema gravíssimo dos milhares de migrantes que tentam entrar na Europa, um "el dorado" para quem foge á miséria que se vive nos seus países de origem. A União Europeia vai ter mais uma vez de resolver uma crise migratória... mas é dificil de saber como.

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A esmagadora maioria dos migrantes que se encontram na fronteira da Bielorrússia com a Polónia têm como origem a Síria, o Iraque e o Afeganistão. O destino é atravessarem a Polónia em direção à Alemanha.
  
Rodrigues Pereira - E sem a Senhora Merkel, vai ser mais complicado ainda ...

 

No dia de hoje [13nov2021] o Ministério da Defesa do Reino Unido acaba de confirmar que Londres enviou tropas de engenharia para a Polónia, tendo em vista cooperar no fortalecimento da segurança na fronteira com a Bielorrússia. E a Rússia iniciou ontem manobras militares conjuntas com a Bielorrússia junto à fronteira.

 

  Um grupo de cerca de 50 migrantes rompeu as defesas na fronteira da Bielorrússia e entrou na Polónia perto da vila de Starzyna, informou a polícia no domingo [14nov2021], confirmando que a situação na fronteira torna-se cada vez mais tensa. Vários grupos de direitos humanos condenaram o governo da Polónia por continuar a proibir jornalistas, advogados e trabalhadores humanitários de ter acesso à fronteira do país com a Bielorrússia, onde milhares de migrantes e refugiados se reúnem do lado bielorrusso na esperança de entrar na Polónia. Já na passada segunda-feira [08nov2021] Vladimir Putin, presidente da Rússia, tinha criticado a posição dos países europeus, os quais, disse, são responsáveis pelas "centenas de milhares de pessoas" que pretendem chegar ao continente, referindo-se  a uma multidão de migrantes, principalmente curdos, incluindo uma quantidade significativa de mulheres e crianças, que se dirigiram à fronteira entre Bielorrússia e a Polónia, criado um acampamento improvisado perto do posto de controle Bruzgi, na região de Grodno. Vários migrantes têm tentado subir as cercas, mas os policias polacos não os têm deixado entrar. Apesar disso, há relatos de dezenas de ilegais entrando no país da União Europeia.
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Publicado por Tovi às 11:28
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Quinta-feira, 30 de Junho de 2016
Portugal eliminou a Polónia

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Ao fim de 120 minutos de jogo Portugal e Polónia continuavam empatados – um tento de Robert Lewandowski aos dois minutos e Renato Sanches restabeleceu a igualdade aos 33’ – e lá fomos a penalties para saber quem ultrapassava os quartos-de-final do EURO2016. Uma excelente defesa de Rui Patrício (remate de Blaszczykowski), aliada aos cinco golos marcados por Cristiano Ronaldo, Renato Sanches, João Moutinho, Nani e Ricardo Quaresma ditaram a passagem da equipa das Quinas às meias-finais. Ainda não se sabe se iremos jogar com o País de Gales ou com a Bélgica, mas venha quem vier cá estamos para lutar pela ida à final.



Publicado por Tovi às 23:29
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Terça-feira, 28 de Junho de 2016
Oitavos-de-final do EURO2016

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Terminaram ontem os jogos dos oitavos-de-final do EURO2016 com os seguintes resultados:

Polónia eliminou a Suíça (empate a um golo e depois 5 a 4 nos penalties);
País de Gales eliminou a Irlanda do Norte por um a zero;
Portugal eliminou a Croácia por um a zero;
França eliminou a República da Irlanda por dois a um;
Alemanha eliminou a Eslováquia por três a zero;
Bélgica eliminou a Hungria por quatro a zero;
Itália eliminou a Espanha por dois a zero;
Islândia eliminou a Inglaterra por dois a um.

A Itália terminou com o reinado da Espanha e desforrou-se das derrotas dos dois últimos Europeus; Não faltaram elogios pela exibição realizada pela Bélgica sobre uma Hungria cheia de orgulho por ter chegado aos oitavos-de-final; A Alemanha terá que melhorar, apesar do impressionante triunfo sobre a Eslováquia; A França teve de lutar durante todo o jogo para vencer a Irlanda; O País de Gales está a causar sensação nesta prova da UEFA; Fernando Santos reconhece que teria sido bom jogar bonito contra a Croácia, mas afirmou que nem sempre é assim que se ganham torneios;… e assim vai o EURO2016.



Publicado por Tovi às 08:35
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