"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2025
Incêndios florestais no Centro e Norte de Portugal

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Adolfo Santos, de 65 anos, morreu atropelado pela própria máquina de rasto entre Freixeda e Caravelas, em Mirandela, esta terça-feira [19ago2025]. Segundo o Comandante dos Bombeiros de Mirandela, a vítima encontrava-se a combater um incêndio florestal quando ocorreu a tragédia. 

Uma só morte que fosse nestes incêndios no Centro e Norte de Portugal, já era trágico. Há que prevenir durante todo o ano. É urgente fazer mais e melhor.

 


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O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, parece-me ser o único no Governo que sabe comunicar.

 

  Debate no Parlamento sobre combate aos incêndios
Captura de ecrã 2025-08-20 175435.pngA Assembleia da República aprovou ontem [4.ª feira 20ago2025], por unanimidade, os pedidos para a realização de um debate extraordinário na comissão permanente, com o primeiro-ministro, na próxima quarta-feira, dia 27, às 15 horas, sobre a coordenação do combate aos incêndios. 

 

  Manuel Carvalho no Público de hoje 21ago2025
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  Número de incêndios por ano

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O pior ano continua a ser 2017, quando arderam 537 mil hectares em Portugal, uma área equivalente a mais de cinco vezes a cidade de Lisboa. No entanto, há um dado que torna 2025 ainda mais preocupante: a dimensão média de cada incêndio. Até agora, cada fogo destruiu em média 31 hectares. Em 2017, esse valor tinha ficado em 28 hectares. Isto significa que, em média, os incêndios de 2025 são maiores e mais difíceis de controlar.

 

  Montenegro após a reunião do Conselho de Ministros
Captura de ecrã 2025-08-21 211635.png"Nem tudo correu e corre bem", assume Montenegro antes de anunciar um "pacto para gestão florestal" e apoios a agricultores de despesas "não documentadas até 10 mil euros". Montenegro reforça que esforço foi "máximo" no quadro de um aumento de 65% das ocorrências face a 2024 e "se foi criada perceção de que acompanhamento não era tão próximo, só posso lamentar. Sinto até injustiça dessa interpretação". 
Primeiro-ministro diz que não há "necessidade" de decretar calamidade. Governo aprova 45 medidas, incluindo apoios médicos e comparticipação da reconstrução de casas a 100% até 250 mil euros.



Publicado por Tovi às 07:36
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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2024
Continua o flagelo dos incêndios

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  Ajudem... se vos for possível
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Pontos de recolha:
Quartel dos Bombeiros Voluntários Portuenses
📍 Rua das Cruzes 580, em Ramalde (junto à Estação de metro de Ramalde e recolha dos STCP)  🕰 sempre aberto
Junta da Freguesia de Ramalde
📍 Rua Igreja de Ramalde, 76-92  🕰 dias úteis das 9h00 às 17h00
 
  Manhã de ontem, 3.ª feira 17set2024
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  Requiescat in Pace

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  Vitor SoaresInfelizmente muitos dos meios que os bombeiros voluntários dispõem estão num estado pré inoperacional...

 

  Conselho de Ministros extraordinário
1024.jpgO Governo declarou ontem [terça-feira 17set2024] a situação de calamidade em todos os municípios afetados pelos incêndios nos últimos dias, e que estão a afetar grande parte das regiões Centro e Norte. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro no final de um Conselho de Ministros extraordinário convocado para analisar "toda a situação relativa aos incêndios e às suas consequências", numa reunião presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a convite de Luís Montenegro. O Primeiro-ministro prometeu pulso firme para incendiários. "Não vamos deixar um minuto do nosso esforço por preencher na ação de prevenção e dissuasão de comportamentos criminosos. Não vamos regatear nenhum esforço na ação repressiva, não podemos perdoar a quem não tem perdão”, afirmou, lembrando que há fenómenos naturais, sim, mas também há “coincidências a mais”.


  10h30 de 4.ª feira 18set2024
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  10h36 de 18set2024 - Autarca de Gondomar faz apelo
gondomar-dificil-combate-ao-incendio-com-varias-fr“Precisamos de ajuda”, sublinhou Marco Martins, presidente da Câmara de Gondomar, esta quarta-feira de manhã, numa declaração aos jornalistas cerca das 10.15 horas. “É o apelo de quem nunca se sentiu tão sozinho”, acrescentou, dando conta de “mais uma bombeira ferida no incêndio” que lavra “em Gondomar. É a 8.º bombeiro ferido em Gondomar em dois dias”. “O reforço de meios do Algarve, do Alentejo, da Grande Lisboa, de Setúbal, ficaram todos em Albergaria, ficaram todos em Coimbra, mas precisamos que venham para nós. Os bombeiros estão exaustos, os agentes de comando já não conseguem planear”, descreveu Marco Martins, dando ainda conta que durante a noite “vários bombeiros foram retirados por exaustão”. O autarca lamenta que estejam a operar no incêndio de Gondomar “só dois aviões ligeiros”, reiterando o apelo por um reforço de meios.

  15h29 de 18set2024 - Conferência de Imprensa na ANEPC
336112485983045e376bdefaultlarge_1024.jpegA Proteção Civil antecipou que as próximas 24 horas vão ser “muito complexas e difíceis” para os operacionais e populações afetadas pelos incêndios e não está à espera que a situação acalme nas próximas 48 horas, sendo “expectável é que possam surgir janelas de oportunidade para poder começar a reverter a situação”, disse aos jornalistas o comandante nacional de emergência e proteção civil, André Fernandes, na conferência de imprensa realizada na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) para fazer um ponto de situação dos incêndios que lavram nas regiões do norte e centro de Portugal desde domingo.



Publicado por Tovi às 07:04
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Segunda-feira, 26 de Agosto de 2024
Sismo em Portugal

S e n t i r a m ? . . . 

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Eu estava a dormir (no Porto) e não senti, mas fui acordado pelo ALARME DE TERRAMOTO no meu telemóvel (sistema Android).

  Em casa da minha filha mais velha, que mora aqui ao lado (Urbanização da Prelada), todos sentiram, porque ela e o meu genro, por motivos profissionais já estavam a levantarem-se. A minha neta, com 11 anos, também acordou... mas diz que estava a sonhar com um terramoto.

 

   'Briefing' na proteção civil às 08h00
img_900x508$2024_08_26_08_16_07_1733619.jpgA Proteção Civil fez um ponto da situação esta manhã após o sismo de magnitude na escala de Richter de 5,3 em Portugal. O Comandante Nacional da Proteção Civil, André Fernandes, confirmou a existência de três réplicas após o forte abalo sentido de Norte a Sul do País. A primeira réplica registou-se com uma magnitude de 1.2, a segunda 1.1 e a terceira 0.9. A Proteção Civil afirmou que, até ao momento, não há registo de danos pessoais ou materiais e que o sismo não reúne "critérios para ativação de planos especiais", decisão aplicada apenas quando a magnitude registada é superior a 6.1.
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  Quem vos avisa vosso amigo é 
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Publicado por Tovi às 05:32
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Domingo, 19 de Maio de 2024
Provável queda de um meteorito...

...na zona de Castro Daire, de acordo com o site da Proteção Civil

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A Proteção Civil desmobilizou os meios de socorro da zona de Castro Daire, distrito de Viseu, onde houve relatos de uma “possível queda de meteorito” pouco antes da meia-noite deste sábado. Esta manhã [domingo 19mai2024], a Proteção Civil não confirmou a realização de novas buscas, embora tenha admitido essa hipótese durante a madrugada.

 

  Segundo o investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço da Universidade de Coimbra, Nuno Peixinho, o meteoro visto na noite de sábado em todo o país é um fenómeno normal em Portugal, apesar de raro desta dimensão, e habitualmente essas rochas vaporizam-se na atmosfera: "pode não ter caído nada inteiro de tamanho razoável". Devido à elevada velocidade a que se deslocam, podem dar a sensação de estarem a uma distância e, afinal, "não estarem assim tão perto" de onde é observado. "São bocados de rocha que vêm a grande altitude e velocidade, entre os 10 e os 70 quilómetros por segundo (...) Como andam a vários quilómetros por segundo, contra o ar, a pressão que aquilo faz na atmosfera é tão grande que as temperaturas atingem facilmente os 25 mil graus, e a essa temperatura vaporiza tudo", sublinhou Nuno Peixinho.

 

  Este Portugal já não é o que era
Captura de ecrã 2024-05-19 140539.pngHá uns anos e perante um clarão como este que ontem à noite iluminou os céus, já havia quem tivesse mandado rezar umas missinhas ou até organizado mais uma peregrinação à Cova da Iria, não fosse o fim do Mundo estar para acontecer.

  
Vanda SousaNão será uma cápsula com o super homem 🤔
David Ribeiro
Nãããã, Vanda Sousa... cá para mim foi um grupo de marcianos adeptos do Boavista que vieram festejar a nossa permanência na Primeira Liga.
Jorge Veigaquase isso. O Sporting foi campeão e fizeram festa até quase à meia noite...
Jorge Miguel PachecoPelo menos um OVNI avistado..
Chico GouveiaDesde que um avião de transporte de carga, vindo da Colômbia, explodiu no ar em céu português, que têm sido vistas auroras boreais, meteoros e até já há quem tenha visto olifantes cor de rosa abuarem no céu.
Raul Vaz OsorioNa verdade, segundo alguns forums, aquilo foi uma nave extraterrestre. Esperem pelas evoluções do "facto" 😏
David RibeiroÉ verdade, Raul Vaz Osorio... já há imagens do que por lá aconteceu. 😉
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  Trajeto do "calhau" segundo o Instituto de Astrofísica da Andaluzia
(Infografia do JN)
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Albertino AmaralPois, tinha que vir daqueles lados...... da Mérida .......!
Carlos Miguel Sousa
Quantos avisos foram feitos pela ESA ? Zero, Bola.




Quinta-feira, 14 de Julho de 2022
Perigo máximo para fogos no interior norte e centro

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"Hoje será o dia mais grave em termos de temperaturas, com o aumento do vento de leste e uma humidade baixa", disse António Costa, sublinhando que é preciso "mais cuidado do que nunca para evitar novas ocorrências" esta quinta-feira.

 

  Ponto de situação dos incêndios rurais em Portugal às 09h44 de hoje (Fonte: site da Proteção Civíl)

Número total de incêndios rurais: 54 (15 em curso, 8 em resolução e 31 em conclusão)
Número total de operacionais mobilizados: 3.606
Número total de viaturas operacionais mobilizadas: 1.087
Número total de meios aéreos mobilizados: 30

 

  11h38 de hojeFogo que começou em Vilar de Mouros, em Caminha, em fase de resolução. O incêndio que deflagrou na quarta-feira em Vilar de Mouros, concelho de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, está em resolução depois de uma “noite de sobressalto” devido a reacendimentos, disse esta quinta-feira o presidente da Câmara. “Passámos uma noite de sobressalto porque, apesar de haver algum controlo sobre o fogo, havia muitos fogachos que se reacendiam e isso junto a casas é igual a sobressalto”, afirmou à agência Lusa o socialista Miguel Alves. O autarca referiu que, pela manhã, a “situação estava mais controlada”, realçando ainda a mobilização de um meio aéreo (helicóptero ligeiro) que, “logo à primeira hora do dia”, foi até Lanhelas onde andou a “apagar fogo atrás das casas que estavam mais ameaçadas”. “A situação neste momento é de alguma serenidade e a sensação de controlo. As equipas vão manter-se posicionadas, algumas foram rendidas, e as equipas municipais quer de sapadores, quer de funcionários com cisterna estão também no local, porque achamos que a tarde pode ser complicada, com algum vento a entrar de sul”, explicou Miguel Alves. O incêndio teve início pelas 14h00 de quarta-feira, em Vilar de Mouros, estendeu-se a Lanhelas, obrigou ao corte durante quase cinco horas da Autoestrada 28 (A28) e foi dado como estando em resolução pelas 10h00 de hoje. Miguel Alves disse que o fogo queimou “muita floresta”, que circunda a nascente de Vilar de Mouros e de Lanhelas, e referiu que “estiveram sob ameaça não só casas, como também pequenas fábricas, carpintarias e até um armazém de pirotecnia”. “E tudo foi debelado”, frisou. O autarca apontou que durante o combate a este incêndio três bombeiros tiveram de “ser retirados”, na quarta-feira, por “alguma exaustão”, pois vinham já de outro fogo em Lindoso (Ponte da Barca), e um outro bombeiro de Vila Praia de Âncora sofreu uma fratura óssea, durante uma mudança de um pneu de um camião.

  11h45 de hojeFogo corta EN101 que liga Amarante à Régua. Há pontos de "visibilidade totalmente nula". Incêndio deflagrou às 6h28 e abrange três freguesias de dois concelhos. A densidade de fumo e a proximidade da estrada já obrigou ao corte da Estrada Nacional 101, estando a consumir uma zona de mato. No local estão 107 operacionais, apoiados por 28 veículos e 3 meios aéreos.

  12h31 de hojeUm incêndio que começou ao início da manhã de hoje em Baião, no interior do distrito do Porto, alastrou, entretanto, ao vizinho município de Amarante, com três frentes ativas, informou fonte dos bombeiros. Pelas 11h45, segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Baião, Alexandre Pinto, as chamas estavam a ser combatidas por cerca de uma centena de bombeiros, de 10 de corporações da região Norte, apoiados por 28 veículos e três meios aéreos. O incêndio deflagrou na localidade de Teixeira, em Baião, tendo o alerta sido registado às 06h28. O comandante referiu que a principal frente de fogo ativa está a dirigir-se para Carneiro e Murgido, em Amarante. Alexandre Pinto acrescentou não haver casas ou outras estruturas em perigo, sublinhando: "Os bombeiros não vão deixar que isso aconteça”.

  15h20 de hojeGNR deteve homem na Trofa que ateava fogo no mato para queimar cobre. Um homem de 50 anos foi hoje detido na Trofa por atear fogo em zona de mato para queimar cobre, o que viola a situação de contingência em que se encontra o país, revelou hoje em comunicado a GNR. A detenção ocorreu após uma denúncia de que o homem estava a atear fogo para queimar cobre, tendo o indivíduo sido apanhado quando já se encontrava em fuga e com um saco que continha no seu interior pedaços de cobre ainda quentes, descreve a Guarda. Após ter sido intercetado, o homem “confirmou a veracidade dos factos”, motivo que levou à sua detenção, tendo sido apreendido um isqueiro, acrescenta a nota de imprensa. Fonte da GNR revelou à Lusa que “não chegou a haver incêndio, tendo a fogueira sido apagada pelos militares da Guarda com o apoio da Polícia Municipal”. O detido vai ser presente hoje ao Tribunal Judicial de Santo Tirso.

  15h59 de hojeFogo de Baião com três frentes ativas. O fogo de deflagrou numa zona de mato em Baião está com três frentes ativas. Cerca das 15h43, estavam no local 129 operacionais, acompanhados por 39 meios terrestres e um meio aéreo. 

 

  Ponto de situação dos incêndios rurais em Portugal às 16h16 de hoje (Fonte: site da Proteção Civíl)

Número total de incêndios rurais: 71 (19 em curso, 9 em resolução e 43 em conclusão)
Número total de operacionais mobilizados: 3.975
Número total de viaturas operacionais mobilizadas: 1.195
Número total de meios aéreos mobilizados: 22



Publicado por Tovi às 09:40
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2022
Portugal está em situação de contingência

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(Foto de Paulo Cunha da Agência Lusa)

Um incêndio deflagrou ontem na freguesia da Caranguejeira, no concelho de Leiria, e estendeu-se à freguesia vizinha da Boa Vista, ameaçando populações e animais. O fogo obrigou ao corte de trânsito na A1, num dia em que quase todo o território de Portugal continental apresenta perigo máximo ou muito elevado de incêndio. Devido às previsões meteorológicas, que apontam para temperaturas superiores a 40 graus Celsius em algumas regiões e consequente agravamento do risco de incêndios rurais, Portugal continental entrou desde segunda-feira em situação de contingência e assim vai permanecer até sexta-feira.
 
  Ponto de situação dos incêndios rurais em Portugal às 18h40 de ontem (Fonte: site da Proteção Civíl)
Número total de incêndios rurais: 70 (12 em curso, 7 em resolução e 51 em conclusão)
Número total de operacionais mobilizados: 2.471
Número total de viaturas operacionais mobilizadas: 706
Número total de meios aéreos mobilizados: 23
 
  Capa do JN de hoje
Captura de ecrã 2022-07-13 133628.jpg

 

  Capa do Público de hoje
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  IPMA às 13h31 de hoje
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  Ponto de situação dos incêndios rurais em Portugal às 14h20 de hoje (Fonte: site da Proteção Civíl)
Número total de incêndios rurais: 75 (21 em curso, 13 em resolução e 41 em conclusão)
Número total de operacionais mobilizados: 3.488
Número total de viaturas operacionais mobilizadas: 1.033
Número total de meios aéreos mobilizados: 29
 
  Ponto de situação dos incêndios rurais em Portugal às 22h00 de hoje (Fonte: site da Proteção Civíl)
Número total de incêndios rurais: 78 (22 em curso, 11 em resolução e 45 em conclusão)
Número total de operacionais mobilizados: 4.414
Número total de viaturas operacionais mobilizadas: 1.348
Número total de meios aéreos mobilizados: 0


Publicado por Tovi às 08:20
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2020
Ataque à pandemia

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A Pousada da Juventude do Porto está a funcionar, a partir desta quarta-feira [11nov], como estrutura distrital de acolhimento provisório para pessoas não-infetadas e os primeiros utentes podem chegar já nos próximos dias. Tem 35 camas, mas a capacidade pode dobrar. Integralmente financiada pelo Município do Porto, que disponibiliza 300 mil euros, a resposta está apta a funcionar até 31 de março de 2021, mas em finais de janeiro é reavaliada a sua manutenção.
Com janelas viradas para o Rio Douro, a Pousada de Juventude do Porto assume, de hoje em diante, uma nobre missão. Ao primeiro dia em que está disponível para acolher pessoas provenientes de estruturas residenciais de idosos que necessitem de segregar utentes que testaram positivo e que não reúnam condições de permanência nos respetivos lares, recebeu a visita de parte dos responsáveis pela adaptação da infraestrutura, uma parceria que envolve a Câmara do Porto, autoridades de saúde e outras entidades.
O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil do Porto, presidida por Marco Martins, percorreram corredores, espreitaram os quartos e passaram ainda pelo refeitório, enfermaria e outras zonas comuns, divisões que oferecem todas as condições de excelência a quem tenha de, provisoriamente, viver na Pousada da Juventude dentro das condições anteriormente descritas. Excecionalmente, poderão ser também ser acolhidas pessoas idosas que perderam cuidadores por teste positivo ao novo coronavírus.
O acompanhamento permanente de uma vasta equipa de cuidadores, enfermeiros e outros técnicos de saúde está assegurado, tal como a alimentação, limpeza e tratamento das roupas. A partir da próxima semana, chega um piano para as atividades de animação, que incluem aulas de ginástica adaptadas às faixas etárias dos utentes. Tudo para que se sintam como em casa.
Num trabalho de cooperação que envolveu várias instituições e entidades, a Pousada foi disponibilizada pela Secretaria de Estado da Juventude. A Câmara do Porto assegura a operação e o financiamento, com um custo de 50 mil euros por mês, conforme tinha já anunciado Rui Moreira em outubro. Para manter a estrutura, o Município contratualizou o apoio da SAOM - Serviços de Assistência Organizações de Maria, reconhecida IPSS da cidade.
“O importante é separar nos lares as pessoas infetadas de não-infetadas. Separar estas pessoas é absolutamente vital”, frisou esta tarde à comunicação social Rui Moreira, recordando que, a nível distrital, o Seminário do Bom Pastor, em Ermesinde, já recebe pessoas que testaram positivo à Covid-19.
Esta unidade de retaguarda, que já funcionou em março, recordou o autarca, não é contudo a única resposta disponibilizada pelo Município do Porto. “Temos também o [Centro de Acolhimento Temporário] Joaquim Urbano para os sem-abrigo, além dos apoios que estamos a dar aos ACES [Agrupamento de Centros de Saúde] em termos de equipamento”.
Rui Moreira não nega que a situação atual está “descontrolada”, não só no país como na Europa. Sendo de “extraordinária gravidade”, reserva-se, no entanto, a comentar as medidas governamentais. “Eu não sou comentador nesta matéria. Enquanto presidente da Câmara, aquilo que farei, dentro do possível, é que todas as medidas que nos são impostas, nós cumprimo-las e não as iremos discutir. As outras medidas que cabem, dentro daquilo que são as nossas competências, aí sim, tomarei as decisões”, declarou.
Contudo, admite, a segunda vaga da pandemia poderia ter sido melhor preparada pelo Governo e Direção-Geral da Saúde (DGS). “Tivemos toda a primavera e verão para fazer reforço das respostas. A meu ver, estamos neste momento numa situação que poderia ter sido antecipada e resolvida de outra maneira, mas na verdade não foi. Agora, não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Essa matéria não compete a mim fazer”.
Aparte as críticas à gestão, ao nível das autarquias, a cooperação não deixa de ser total, assegura o presidente da Câmara do Porto. “Temos, no entanto, a certeza do seguinte: há uma enorme limitação em termos de recursos humanos. Não é por recursos materiais da Câmara Municipal do Porto e – tenho a certeza também – das outras câmaras, que essa resposta não será dada”.
Na Pousada da Juventude, o acolhimento de pessoas negativas à Covid-19 é estendido para além das fronteiras do distrito do Porto, podendo acolher cidadãos do norte do distrito de Aveiro, território que ainda abrange municípios da Área Metropolitana do Porto.
O encaminhamento dos utentes instalados na Pousada da Juventude inicia com uma avaliação da autoridade de saúde local, a quem compete determinar as medidas em articulação com a Segurança Social. Essa primeira triagem é proposta à Comissão Municipal de Proteção Civil que, após análise, remete o assunto para decisão de admissão à Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto, entidade que assume ainda a coordenação do espaço.
“Não encaminhem o pedido para a Câmara Municipal do Porto, que não tem competência nessa matéria. Aliás, também assim funcionou no hospital de campanha, em que também a triagem, na altura, não era feita por nós”, avisa Rui Moreira.
A resposta da Pousada da Juventude recebe a articulação do Centro Distrital do Porto da Segurança Social, representado na visita pela diretora adjunta, Rosário Loureiro, e conta ainda com o apoio da ARS - Norte (Administração Regional de Saúde do Norte) e do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Porto Ocidental, que garantem as respostas necessárias ao nível de saúde pública e acompanhamento clínico dos utentes.
Participaram ainda da visita a vereadora da Proteção Civil, Cristina Pimentel, e o vereador da Habitação e Coesão Social, Fernando Paulo.
Em périplo por várias respostas distritais no combate à Covid-19, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Sales, e o secretário de Estado da Mobilidade, coordenador da Covid-19 para a Região Norte, Eduardo Pinheiro, estiveram ao final desta tarde na Câmara do Porto, tendo sido recebidos por Rui Moreira.



Publicado por Tovi às 14:14
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Terça-feira, 28 de Abril de 2020
Lei de Bases da Proteção Civil

Já se fala em Declaração de Calamidade... vejam o que diz a Lei sobre esta matéria:

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Lei de Bases da Proteção Civil
4ª versão - a mais recente (Lei n.º 80/2015, de 03ago)

Artigo 3.º - Definições de acidente grave e de catástrofe
1 - Acidente grave é um acontecimento inusitado com efeitos relativamente limitados no tempo e no espaço, suscetível de atingir as pessoas e outros seres vivos, os bens ou o ambiente.

2 - Catástrofe é o acidente grave ou a série de acidentes graves suscetíveis de provocarem elevados prejuízos materiais e, eventualmente, vítimas, afetando intensamente as condições de vida e o tecido socioeconómico em áreas ou na totalidade do território nacional.

Artigo 8.º - Alerta, contingência e calamidade
1 - Sem prejuízo do caráter permanente da atividade de proteção civil, os órgãos competentes podem, consoante a natureza dos acontecimentos a prevenir ou a enfrentar e a gravidade e extensão dos seus efeitos atuais ou expectáveis: a) Declarar a situação de alerta; b) Declarar a situação de contingência; c) Declarar a situação de calamidade.

(…)
4 - A declaração de situação de alerta, de situação de contingência e de situação de calamidade pode reportar-se a qualquer parcela do território, adotando um âmbito inframunicipal, municipal, supramunicipal, regional ou nacional.

Artigo 9.º - Pressupostos das situações de alerta, contingência e calamidade
1 - A situação de alerta pode ser declarada quando, face à ocorrência ou iminência de ocorrência de algum ou alguns dos acontecimentos referidos no artigo 3.º, é reconhecida a necessidade de adotar medidas preventivas e ou medidas especiais de reação.

2 - A situação de contingência pode ser declarada quando, face à ocorrência ou iminência de ocorrência de algum ou alguns dos acontecimentos referidos no artigo 3.º, é reconhecida a necessidade de adotar medidas preventivas e ou medidas especiais de reação não mobilizáveis no âmbito municipal.
3 - A situação de calamidade pode ser declarada quando, face à ocorrência ou perigo de ocorrência de algum ou alguns dos acontecimentos referidos no artigo 3.º, e à sua previsível intensidade, é reconhecida a necessidade de adotar medidas de caráter excecional destinadas a prevenir, reagir ou repor a normalidade das condições de vida nas áreas atingidas pelos seus efeitos.

Artigo 13.º - Competência para declaração de alerta
1 - Cabe ao presidente da câmara municipal declarar a situação de alerta de âmbito municipal.

2 - Cabe à entidade responsável pela área da proteção civil, ou à respetiva entidade nas regiões autónomas, declarar a situação de alerta, no todo ou em parte do seu âmbito territorial de competência, precedida da audição, sempre que possível, dos presidentes das câmaras municipais dos municípios abrangidos.

Artigo 14.º - Ato e âmbito material de declaração de alerta
1 - O ato que declara a situação de alerta reveste a forma de despacho e menciona expressamente: a) A natureza do acontecimento que originou a situação declarada; b) O âmbito temporal e territorial; c) Os procedimentos adequados à coordenação técnica e operacional dos serviços e agentes de proteção civil, bem como dos recursos a utilizar; d) As medidas preventivas a adotar adequadas ao acontecimento que originou a situação declarada.

2 - A declaração da situação de alerta determina o acionamento das estruturas de coordenação institucional territorialmente competentes, as quais asseguram a articulação de todos os agentes, entidades e instituições envolvidos nas operações de proteção e socorro.
3 - A declaração da situação de alerta determina ainda o acionamento das estruturas de coordenação política territorialmente competentes, as quais avaliam a necessidade de ativação do plano de emergência de proteção civil do respetivo nível territorial.
4 - A declaração da situação de alerta determina uma obrigação especial de colaboração dos meios de comunicação social, em particular das rádios e das televisões, bem como das operadoras móveis de telecomunicações, com as estruturas de coordenação referidas nos n.os 2 e 3, visando a divulgação das informações relevantes relativas à situação.

Artigo 16.º - Competência para declaração de contingência
A declaração da situação de contingência cabe à entidade responsável pela área da proteção civil no seu âmbito territorial de competência, precedida da audição, sempre que possível, dos presidentes das câmaras municipais dos municípios abrangidos.

Artigo 19.º - Competência para a declaração de calamidade
A declaração da situação de calamidade é da competência do Governo e reveste a forma de resolução do Conselho de Ministros.



Publicado por Tovi às 08:25
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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019
Será só fumo?... ou haverá crime?

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A Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ) está esta manhã a realizar buscas em vários locais, por causa da polémica compra das 70 mil golas anti-fumo para as populações, no âmbito da do programa "Aldeia Segura". Em causa, estão os crimes de participação económica em negócio e desvio de subsídio.

 

 15h00 de hoje

O secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves,  demitiu-se esta quarta-feira, anunciou o ministério da Administração Interna em comunicado: "Na sequência do pedido de exoneração, por motivos pessoais, do Secretário de Estado da Proteção Civil, o Ministro da Administração Interna aceitou o pedido e transmitiu essa decisão ao Primeiro-Ministro".

 15h40 de hoje

A Polícia Judiciária também realizou buscas na casa do presidente da Proteção Civil, Carlos Mourato Nunes, na sequência do caso das golas inflamáveis. Foi uma das oito buscas domiciliárias que a PJ realizou esta quarta-feira.

 16h10 de hoje

Secretário de Estado da Proteção Civil constituído arguido por fraude e corrupção relativos a fundos europeus. Isto acontece na sequência das buscas no Ministério da Admnistração Interna relacionadas com a compra das 70 mil golas antifumo para as populações.

 11h45 de 19set2019

O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Mourato Nunes, foi constituído arguido no âmbito da investigação ao negócio das golas antifumo, juntamente com o secretário de Estado José Artur Neves, segundo fonte ligada ao processo.

 15h00 de 19set2019

Numa nota enviada à comunicação social pela ANEPC, o tenente-general Mourato Nunes confirma que na manhã de quarta-feira foi constituído arguido, num inquérito que investiga suspeitas de fraude na obtenção de subsídio, de participação económica em negócio e de corrupção, nos contratos dos programas "Aldeia Segura, Pessoas Seguras", nos quais foram distribuídos cerca de 70 mil ´kits´ com as golas anti-fumo, e "Rede Automática de Avisos à População" (SMS). "Como teve oportunidade de transmitir a toda a estrutura da ANEPC, Mourato Nunes não concede nas imputações invocadas quanto ao seu envolvimento em quaisquer que possam ser os factos deste processo", lê-se na nota, não referindo, contudo, se vai permanecer no cargo.

 14h35 de 22set2019

Francisco Ferreira, líder do PS de Arouca e antigo adjunto do agora ex-secretário de Estado da Proteção Civil, tornou-se no terceiro arguido no caso das golas antifumo, por ter sido quem indicou nomes de empresas à Proteção Civil para as aquisições feitas no âmbito do programa "Aldeia Segura, Pessoas Seguras". O jovem, de 30 anos e padeiro de profissão, foi alvo de uma das oito buscas domiciliárias do Ministério Público e da Polícia Judiciária, na ultima quarta-feira. A operação abrangeu ainda outras 46 buscas não domiciliárias - como a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), várias empresas e diversos comandos distritais de operações de socorro (CDOS).



Publicado por Tovi às 11:13
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2018
Socorro a animais no incêndio de Monchique

A associação IRA (Intervenção Resgate Animal) tem vindo a espalhar nas redes sociais o texto que abaixo transcrevo, mas a verdade não é esta, mas sim a que o médico veterinário Nuno Paixão nos diz. Já agora: A imagem não é de Monchique mas sim de uma lixeira a céu aberto numa favela brasileira.

 

   IRA (Intervenção Resgate Animal)

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**VERGONHA NACIONAL EM MONCHIQUE**
(FOTO ILUISTRATIVA)
(Noticia VERDADEIRA e relatada por amigos meus que estão no terreno! Nos arrancamos de Viana do Castelo este fim de semana para Monchique).
ANIMAIS PRIVADOS DE RESGATE SÃO DEIXADOS PARA MORRER E NÃO POR FALTA DE RECURSOS
"Um enorme grupo de associações, particulares e médicos veterinários voluntários montaram uma mega operação de intervenção e resgate de animais vítimas de incêndio para a qual tinham as devidas autorizações.
Montaram as tendas e iniciaram o trabalho que depressa deu frutos pois resgataram dezenas de animais entre os quais burros, ovelhas, galinhas, gatos e cães em articulação com as restantes entidades envolvidas.
Tudo corria bem até ao momento em que a segunda comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) Patrícia Gaspar, recusa toda e qualquer ajuda veterinária na zona, e inclusive deu ordens para desmontar a tenda de apoio veterinário.
Qual não é o nosso espanto quando voluntários da Guarda chegam à Vila de Monchique e se deparam com um centro de operações onde impera a confusão. A Protecção Civil foi peremptória e diz que os animais não são prioridade e não passa ninguém. As poucas e reduzidas equipas que se encontram no terreno a resgatar animais fizeram-no sem autorização da Protecção Civil.
O mais caricato e que revela bem as prioridades neste país à beira mar plantado é o facto de o Veterinário Municipal andar no terreno a enterrar cadáveres de animais. Os vivos já nos deixaram claro que não são prioridade.
No centro de operações amontoam-se donativos. Não se permite sequer levar água e alimento aos animais da área afectada quanto mais resgatá-los.
No centro de operações existem alguns cães trazidos pelos donos ou que conseguiram chegar sozinhos ao Centro.
Os cães trazidos pelos donos ficaram no centro de operações porque evacuaram os donos de autocarro e não os permitiram fazer-se acompanhar do seu cão... pior do que isso foi nem sequer terem ficado com os dados dos detentores para que depois se lhes possa fazer chegar o animal. Tantos locais se ofereceram para acolher os animais e ninguém tem o cuidado de identificar os detentores. Os animais são duplas vítimas deste tipo de calamidade. Vitimas do incêndio e vítimas da indiferença!
Achámos que íamos encontrar equipas apoiadas para abeberamento, alimentação e resgate dos animais vítimas de incêndio. Afinal são voluntários preparados para ajudar.
Há veterinários de todo o país interessados em participar em intervenção e resgate animal em caso de incêndio mas para o Estado eles não são uma prioridade.
Sabemos que Joao Ferreira está no terreno e que um veterinário está a tratar de burocracias que lhe permitam entrar em propriedade privada para o resgate de alguns animais pois neste momento só podem resgatar os que conseguirem chegar até eles 😞
A equipa IRA - Intervenção e Resgate Animal está a organizar-se para seguir para o terreno para fazerem aquilo a que se propõem há muitos anos e não aceitam um não como resposta.
E nós também não! Afinal somos portugueses e os animais são nossos! Vamos apoiar o IRA e fazer chegar-lhes todos os donativos que fazem falta no terreno. Entre na página e informe-se acerca dos pormenores."

 

   Médico veterinário Nuno Paixão / ANAFS (Associação Nacional dos Alistados das Formações Sanitárias)

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ESCLARECIMENTO IMPORTANTE:
Corre nas redes sociais, uma informação de que a nossa 2.ª Comandante Operacional Nacional, da ANPC, Patrícia Gaspar. foi contraria e antagonista ao salvamento de animais. É MENTIRA, É MENTIRA!!!!
Se houve antagonismo ou repressão de alguns grupos de voluntário, de CERTEZA que não foram de Patrícia Gaspar. Pessoa competente, capaz, eficaz, comunicadora nata e dotada de uma grande sensibilidade humana e sensibilidade para com os animais e seu sofrimento.
A colaboração com a ANAFS, em concreto, foi maravilhosa e sempre cooperante. Houve uma altura que realmente, devido ao afluxo de grande numero de voluntários, foi necessário, por questões organizacionais e de segurança, impor algumas regras, normas e protocolos mas em momento algum o socorro a animais foi proibido.
A ANAFS nunca foi bloqueada, teve acesso a todas as áreas, cumprindo normas de segurança, com cooperação, colaboração e integração nos sistemas que actuavam no momento e no local.
Como em todas as situações desta natureza, há muito a melhorar, óbvio que sim, mas do ponto de vista de socorro animal, esta operação, foi a que maior apoio institucional tivemos. A cooperação, articulação, integração e inter ajuda, entre ANAFS, Sistemas de Protecção Civil e Médica Veteinária Municipal de Monchique, Dra. Ana Silva, foi EXCELENTE.
Espero que este post, seja tão partilhado ou mais do que o post injusto, difamatório e mesmo prejudicial para uma medicina veterinária de catástrofe séria, competente e eficaz que tanto lutamos desde 2007.
Se houve bloqueios aos grupos de voluntários, não digo que não possam ter havido, não foram da responsabilidade da nossa Comandante Operacional Adjunta, Patricia Gaspar, de quem só podemos afirmar que tivemos apoio, compreensão e ajuda institucional.
Obrigado a todos por tudo



Publicado por Tovi às 17:41
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Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017
Eduardo Cabrita é o novo MAI

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Após a já esperada demissão de Constança Urbano de Sousa o Primeiro-Ministro nomeou para o Ministério da Administração Interna o jurista Eduardo Cabrita, que desde Novembro de 2015 exercia as funções de Ministro-Adjunto. Vai ter muito que trabalhar pois não só é necessário reestruturar completamente a Protecção Civil como gerir os constantes descontentamentos das forças policiais.



Publicado por Tovi às 11:21
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017
Nova tragédia na Floresta Portuguesa

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(Foto do fim de tarde de ontem na zona ocidental do Porto)

No dia de ontem e nesta madrugada o Norte e Centro de Portugal foram assolados por mais de quinhentos incêndios com o trágico número de VINTE E SETE MORTOS contabilizados até às 11 horas de hoje. A Autoridade Nacional de Proteção Civil (será que ainda existe?) prolongou o alerta vermelho até às 20 horas desta segunda-feira. Não se aprendeu nada com o incêndio de Pedrógão Grande, é à conclusão que chegamos.

 

  16h00 de 16Out2017

A ANPC confirma 32 mortos, 52 feridos (20 são bombeiros) e sete desaparecidos.

 

  21h00 de 16Out2017

Último balanço da Protecção Civil: 37 mortos, 7 desaparecidos e 63 feridos, 16 em estado grave.

 

   11h00 de 21Out2017

Número de mortos subiu para 44.

 

  Comentários no Facebook

«David Ribeiro» - A ideia de que a maior parte dos incêndios florestais tem origem criminosa é "um mito profusamente difundido pela comunicação social" e aproveitado por alguns políticos, contribuindo para uma "desresponsabilização da sociedade", alertou o relatório conhecido na quinta-feira.

«Albertino Amaral» - Tem origem criminosa sim... Isto nunca aconteceu e o calor sempre existiu, e o SOL é o mesmo, e as florestas são as mesmas, e acontecem sempre que está um pouco de calor fora da época, e há ignições às dez da noite, se não for mais tarde... Com a conivência ou não de opiniões políticas, isto não faz sentido... Não tentem insultar a inteligência dos cidadãos, fazer deles parvos.......!

«Pedro Silva» - Ainda hoje ouvi um especialista sobre Protecção Civil a dizer em directo no Telejornal da RTP que somente 10% dos fogos florestais tem origem em mãos criminosas. Mas será assim tão complicado perceber isto? Basta andar pelas nossas estradas, aldeias, vilas e cidades para se perceber a razão pela qual temos de lidar com situações como a que estamos a viver.

«David Ribeiro» - Há anos que nada se faz para minimizar o flagelo dos incêndios florestais em Portugal... e a combinação de vários fatores fez rebentar a bomba na mão de António Costa. Esperemos que seja desta que comecemos a resolver o problema.

«Pedro Silva» - A ver vamos. E aproveito para deixar aqui uma dica ao Executivo liderado por Antonio Costa para ver se começamos a fazer alguma coisa nas nossas florestas porque o clima tão cedo não voltará ao que era dantes. Eis a sugestão: Guarda Florestal. Recuperar está força que andava no terreno é que fazia a vigilância e prevenção.

«Diamantino Hugo Pedro» - Existem, de facto, as culpas de todos, mas existem as culpas bem claras, este ano, do Poder político ! A falta de resposta rápida pela redução de meios a partir do final de Setembro, num ano em que se sabia que o verão ia prolongar. Foram o fim das vigias nas torres da cordilheira Estrela-Lousã, a redução de efectivos prontos a responder, etc. A inoperância do Siresp conhecida desde Junho ..... é podíamos continuar .....

«Raul Vaz Osorio» - O que eu acho é que a quantidade de incêndios que se iniciaram em curto espaço de tempo e múltiplas localizações, é francamente suspeito. Até no país do fogaréu cheira a esturro. Isto independentemente de achar que o guarda que deixa a raposa ir ao galinheiro duas vezes na mesma ronda, precisa de ir para casa e dar lugar a outro.



Publicado por Tovi às 11:02
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Terça-feira, 25 de Julho de 2017
Ainda a tragédia de Pedrógão Grande

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Uma empresária lisboeta, Isabel Monteiro, tem vindo a afirmar saber que os mortos no incêndio de Pedrógão Grande foram muito mais do que os 64 anunciados pelas autoridades portuguesas. Eu até não sou muito de acreditar em tudo o que leio, mas se realmente for verdade concordo que está na hora da Ministra da Administração Interna ir embora… mais toda a chefia da Protecção Civil e todos aqueles que nos andaram a enganar. Mas se isto tudo não passar de uma aldrabice jornalística… é de punir exemplarmente os inventores desta coisa. E cada vez mais me parece que a montanha está a parir um rato… e dos pequeninos.

 

   Comentários no Facebook

«João Simões» - Uma vergonha usarem a tragédia para fins políticos. Um autêntico nojo.

«David Ribeiro» - Se o Governo, mais a incompetente Protecção Civil, não se tivessem posto a jeito nada disto tinha acontecido. Há que ser perspicaz e saber antecipar as comunicações… é que está sempre muita gente à espera das escorregadelas.

«João Simões» - O governo e a proteção civil? Trata se de bom senso e a oposição e certos jornalistas deveriam fazer política e não inventar suicídios e afins. Um autêntico nojo.

«David Ribeiro» - No Portal do Ministério Público em 24Jul2017: “O Ministério Público, no momento em que teve conhecimento do incêndio de Pedrógão Grande e suas consequências, instaurou inquérito nos termos legais, sendo as investigações desde logo iniciadas em estreita colaboração com a Polícia Judiciária (PJ) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) e o apoio do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) e das demais instituições envolvidas. No âmbito deste inquérito foram identificadas, até ao momento, 64 vítimas mortais. Foi ainda instaurado um outro inquérito com vista à investigação das circunstâncias que rodearam a morte de mais uma vítima no âmbito de um acidente de viação.”

«João Simões» - Claro como água. Mas como o objetivo de muitos é deitar abaixo o governo, querem é usar a tragédia e os mortos para baixa política. Uns falam em suicídios, outros em mão criminosa, outros em quedas de aviões etc etc. Tudo inventado. É o que temos.



Publicado por Tovi às 08:59
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Quarta-feira, 21 de Junho de 2017
O Canadair que não caiu

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A meio da tarde de ontem os três canais televisivos nacionais davam como certa a queda de um Canadair que se encontrava na zona de Pedrógão Grande em combate aos incêndios. Obviamente que todos nós ficamos preocupados e à espera de mais notícias. Dizia-se também que helicópteros do INEM e da Força Aérea já tinham seguido para o local em busca e salvamento. Passado cerca de duas horas, num briefing do comando da Proteção Civil, ficávamos a saber que não faltava nenhum dos meios aéreos ao serviço do combate aos incêndios em Portugal. Tudo deveria estar relacionado com a explosão de uma botija de gás numa roulotte abandonada na zona dos incêndios. Jornalistas de merda estes que fazem circular um boato... e eu acreditei, pois ainda esperava da comunicação social no terreno um mínimo de profissionalismo.

 

   Comentários no Facebook

«Manuel Carvalho» - Eu acho que essa situação é reveladora da falta de coordenação no terreno. Ouvi jornalistas que me pareceram genuinamente estupefactos com a situação e a explicação do comando.

«Paulo Santos da Cunha» - Isto não é jornalismo. Isto é uma palhaçada! São os mass media ao serviço de outros interesses que não a informação.

«Manuel Matos» - A mim pareceu que os jornalistas ficaram desiludidos...

«David Ribeiro» - Ainda ninguém pediu a demissão da ministra por NÃO ter caído um Canadair?...

 

 

Acabam-me de garantir que foi assim que as coisas aconteceram (roubei a um amigo, que citava já não sei quem):

Finalmente uma explicação credível: "A jornalista é bem boa, uma brasa... a fugir das chamas, tropeçou e alguém disse: caiu o Avião".



Publicado por Tovi às 09:55
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Sábado, 13 de Agosto de 2016
Beriev BE-200 Altair

Deverão ter chegado nesta madrugada à base aérea de Monte Real dois aviões enviados pela Rússia em resposta ao pedido português de ajuda internacional para o combate aos incêndios florestais e ao abrigo do protocolo de protecção civil assinado entre os dois países.

Incêndios Beriev Be-200 Altair ab.jpg

O Beriev BE-200 Altair é uma aeronave anfíbia para múltiplos propósitos - combate a incêndios, busca e salvamento, patrulha marítima, carga e transporte de passageiros - desenvolvida pela Beriev Aircraft Company e fabricada pela produtora de aeronaves russa Irkut Corporation. Tem uma capacidade de 12 toneladas (12.000 litros) de água, ou até 72 passageiros.

Especificações – Dimensões: Comprimento 32 m (105 ft), Envergadura 32,8 m (108 ft), Altura 8,9 m (29,2 ft), Área das asas 117,4 m² (1 260 ft²); Peso vazio 27.600 kg (60.800 lb), Peso máx. de decolagem 41.000 kg (90.400 lb); Propulsão: Motor(es) 2x turbofans Progress D-436TP; Performance: Velocidade máxima 700 km/h (378 kn), Alcance (MTOW) 2.100 km (1.300 mi), Teto máximo 8.000 m (26.200 ft), Razão de subida 13 m/s.



Publicado por Tovi às 11:03
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