"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 16 de Julho de 2021
Primeira sondagem para as Autárquicas no Porto

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Sondagem da ICS/ISCTE (para SIC e Expresso) em comparação com os resultados das Autárquicas de 2013 e 2017.

  Rui Moreira pode repetir a maioria absoluta de há quatro anos. PS baixa resultado de 2017, PSD nem chega aos 10%.

 

   Comentários no Facebook

Tiago Barbosa RibeiroNão tenho o hábito de comentar sondagens, mas vale a pena olhar para tendências. Gostaria por isso de destacar a primeira grande sondagem conhecida para a Câmara Municipal do Porto (ICS e ISCTE-IUL para SIC e Expresso). Os números sugerem o seguinte:
1. Há apenas dois candidatos que podem vir a liderar a autarquia. Um é Rui Moreira, o outro sou eu. Os descontentes e desalentados com o actual poder municipal têm uma alternativa clara para concentrar o seu voto e possibilitar a mudança.
2. O PS parte de uma posição destacada que iremos reforçar dia a dia. Está em marcha uma grande campanha com centenas de candidatos, apoiantes e voluntários. Nas últimas 4 semanas tenho estado de manhã à noite no terreno e é notório - e crescente! - o apoio ao nosso projecto.
3. Lidero uma candidatura pelo PS que vai muito para além do PS. Isto é válido para cidadãos sem partido e para tradicionais votantes de outros partidos. Respeito todos os candidatos e opções. É sabido que sempre mantive diálogo com forças progressistas do Porto e não há nenhuma razão, nem de protagonistas nem de programa, que impeça o seu apoio a este projecto. Ele é o único capaz de corporizar um mudança sem provocar uma fragmentação eleitoral que tornará inconsequente a mobilização daqueles que aspiram a outro Porto. Neste diálogo não esquecemos, porque está na nossa identidade, a sustentabilidade ambiental e a protecção dos animais.

David Ribeiro - Com toda a amizade e simpatia que tenho por Tiago Barbosa Ribeiro, e ele sabe que o tenho em grande consideração, gostaria no entanto de saber se ele ficará ou não como vereador socialista no executivo camarário, no caso mais que provável de não ganhar a Câmara do Porto.



Publicado por Tovi às 11:15
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Terça-feira, 8 de Junho de 2021
Surpresa!... Alguém estava à espera disto?

Eduardo Pinheiro 08jun2021.jpg

    Comentários no Facebook

Gianpiero Zignoni - É para queimar.

David Ribeiro - Também me parece, Gianpiero Zignoni. Embora Eduardo Pinheiro tenha um curriculum autárquico interessante em Matosinhos, não me parece que seja suficientemente conhecido na Invicta para se lançar nesta luta. Mas o tempo o dirá.

Rodrigo Falcão Moreira
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Cecilia Bastos Bastos - Temos pena o PS merecia mais no Porto. Rui Moreira deve estar contente

David Ribeiro - O PS é cada vez mais um partido centralista, Cecilia Bastos Bastos. Tinha que ser o Largo do Rato a escolher o candidato socialista à Câmara do Porto.

 


Eduardo Nuno Rodrigues e Pinheiro nasceu em 1979.
Pós-graduado em Gestão de Entidades Públicas e Autárquicas pelo INDEG-IUL ISCTE Executive Education e licenciado em Sociologia pela Universidade Nova de Lisboa.
Desde 2002 que integrou diversas estruturas de gestão de fundos comunitários na área da formação e do emprego no âmbito do QCAIII e do QREN, sob a tutela dos Ministérios da Economia e da Segurança Social, exercendo funções técnicas e de direção.
A partir de outubro de 2013 ocupou o cargo de Vice-Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos até ao início de janeiro de 2017, momento em que assume a Presidência da Câmara, até ao final do mandato então em curso (2013-2017), e passa igualmente a acumular os cargos de Presidente do Conselho de Administração das empresas municipais Matosinhos Habit, E.M.  e Matosinhos Sport, E.M..
Ainda em janeiro de 2017, assume a Presidência da Assembleia Geral da Casa da Arquitetura – Centro Português de Arquitetura.
Desde 2013, integrou a Assembleia Intermunicipal LIPOR – Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto.
Entre janeiro de 2017 e maio de 2019, exerceu o cargo de Presidente da Assembleia Geral do Metro do Porto.
Em outubro de 2017 assumiu o cargo de Vice-Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, com responsabilidade nos pelouros do Planeamento e Ordenamento do Território; da Reabilitação Urbana; da Gestão e Fiscalização Urbanística e das Finanças e Património.
Em dezembro de 2018 foi eleito vice-presidente do Conselho de Administração da Agência de Energia do Porto (AdEPorto).

 

    Quem apoiava e quem não apoiava José Luís Carneiro
Notícia completa aqui

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    20h33 de 09jun2021 - ÚLTIMA HORA 
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Publicado por Tovi às 10:16
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2021
Morreu Jorge Coelho

Requiescat in Pace

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Homem de relações cordiais, sempre frontal, o histórico socialista não se escusava ao debate político com os seus adversários, mas sempre o fez no campo da elevação, reservado aos nobres de caráter.

 

    Expresso às 19h00 de 07abr2021
O antigo ministro Adjunto, da Administração Interna e também do Equipamento Social Jorge Coelho morreu esta quarta-feira aos 66 anos. Sofreu um ataque cardíaco quando estava numa casa que tinha na Figueira da Foz. A notícia foi avançada inicialmente pela SIC Notícias, onde foi um dos comentadores da “Quadratura do Círculo”.

    JN às 19h54 de 07abr2021
O ex-ministro socialista Jorge Coelho morreu esta quarta-feira, vítima de um AVC. Tinha 66 anos. De acordo com a PSP de Coimbra, Jorge Coelho teve um AVC quando visitava uma residência na zona turística da Figueira da Foz. De acordo com Jody Rato, comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, "a senhora que estava com ele ligou para o 112 e quando a nossa equipa chegou ao local ele estava em paragem cardiorrespiratória. Foram feitas manobras de reanimação mas não foi possível reverter a situação", adiantou o comandante à Lusa. 

 

    Há quem tenha memória curta...
Quando Jorge Coelho disse “quem se mete com o PS, leva!” referia-se a uma crítica do Bastonário da Ordem dos Advogados da época, António Pires de Lima, que acusou o governo socialista de interferir nos tribunais e na justiça.



Publicado por Tovi às 20:58
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2021
Quem é candidato à Câmara do Porto?

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No Expresso deste fim-de-semana a jornalista Isabel Paulo diz-nos que no PSD poderão ser candidatos à Câmara Municipal do Porto o vice-presidente da autarquia na era Rio, Vladimiro Feliz, e também Alberto Machado, atual presidente da Junta de Freguesia de Paranhos. Já no PS parece que o mais consensual é José Luís Carneiro, secretário-geral-adjunto dos socialistas, mas há quem diga que Pizarro e Tiago Barbosa Ribeiro também poderão ser nomes para o escrutínio.



Publicado por Tovi às 11:11
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Sábado, 20 de Fevereiro de 2021
Da série “O futuro da Refinaria de Leça”

...também pode ser da série "A Bazuca Europeia".

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Publicado por Tovi às 10:39
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2020
Separemos as águas entre o Chega e a CDU e o BE
Tenho muita consideração por Rui Lage, deputado à Assembleia Municipal do Porto na bancada do PS, e igualmente respeito e admiração tenho por seu pai, Carlos Lage, a quem o Rui se refere neste bonito texto.
Forte abraço, companheiros de muitas lutas.

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Que penoso é ver uma fatia assinalável da inteligência nativa usar das categorias políticas comuns para se referir a um fenómeno tão desprezível e grotesco como é o Chega. Um estrangeiro lusófono que hoje chegasse a Portugal e se pusesse a folhear a imprensa dos últimos tempos ficaria com a ideia de que o Chega é um elemento válido do regime, um peão experimentado no xadrez da direita, uma formação partidária apta para alianças parlamentares e entendimentos governativos, enfim, uma peça do mobiliário da nossa democracia e não o rato de rodapé que se esgueirou por um buraco para lamber o ranço da ignorância e do preconceito mais espúrio. A normalização do Chega é (quase) tão desprezível quanto o Chega. E não menos (ou até mais) funesta. E ela vem a pretexto do extremismo que segundo tais inteligências equipara o Chega aos ex-parceiros do PS na malograda "geringonça", uma analogia indecente e indesculpável para quem conhece o itinerário da nossa democracia e os rudimentos da história das ideias políticas. Com todos os seus anacronismos, o seu discurso calcificado, uns quantos votos de política externa cujo valor é essencialmente litúrgico e cuja única consequência é desconceituar quem os oficia, e sem escamotear os riscos a que nos expôs in illo tempore, o PCP teve um papel de relevo na construção do Portugal que temos, seja na resistência ao fascismo, seja na marca que deixou na Constituição de 76, seja até, a Sul, enquanto força autárquica respeitada e prezada. Nos últimos vinte anos, o Bloco de Esquerda estimulou e diversificou o debate político, criou raízes e agregou gente de elevada qualidade humana e intelectual; mesmo quando as suas propostas se revelam (no meu entender) irresponsáveis, despesistas, ingénuas ou moralistas, obedecem a uma ideia de justiça redistributiva e a um desígnio emancipatório nos antípodas das "propostas" peçonhentas que o sacripanta Ventura vocifera ou patrocina. Neste triste episódio, extremista parece ser também o ressentimento que a "geringonça" plantou bem fundo na cabeça de tantas pessoas informadas e preparadas mas a quem esmoreceu a razoabilidade e a capacidade de distanciamento. Sou insuspeito para dizê-lo: não só não morri de amores pela solução como ela me suscitava inúmeras reservas, algumas dissipadas com o passar do tempo, outras que mantenho. Não sou, sequer, um socialista de filiação marxista: Proudhon, passado pelo crivo de Antero de Quental, sempre me interessou muito mais (o que faz de mim, suponho, um "utopista pequeno-burguês"). Mas como homem de esquerda sinto-me indignado com esta miserável tentativa de meter a CDU e o Bloco na mesma prateleira do Chega por operação de geometria descritiva. O património doutrinário do meu partido resulta da separação das águas orquestrada por Mário Soares. Essa é uma separação que não só não renego como é ainda hoje pressuposto da minha militância no PS, mas a decência impõe agora que separemos as águas entre o Chega e a CDU e o BE. Enquanto as águas ainda são navegáveis.
Declaração de "interesse": O meu pai esteve preso cinco anos nos calabouços da PIDE, na cadeia da Machava, em Lourenço Marques, acusado de crimes contra a segurança do Estado e de atentar contra a coesão moral das Forças Armadas. Leram bem: cinco anos, de 69 a 73, dois dos quais em regime de solitária, naquela que tinha a fama de ser a pior cadeia de África, onde muitos detidos eram executados por privação de água e alimento e outros sucumbiam à tortura e aos espancamentos. O meu pai passou cá para fora listas de presos a quem estava reservada a morte por inanição. Na Machava, quase todos os presos políticos, ele incluído, professavam alguma forma de marxismo, que lhes adubava a revolta contra a dominação colonial. Ideais extremistas, parecidos com os do Chega, não é mesmo? Não me lixem.



Publicado por Tovi às 11:35
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2020
A eleição indireta para presidente da CCDR-N

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Não tenho eu nada contra o candidato a presidente da CCDR-Norte, Prof. António Cunha, que merece todo o meu respeito, mas em verdade e em consciência não aceito de forma alguma que uma nomeação decidida pelo Primeiro-Ministro António Costa e pelo líder da oposição Rui Rio, seja apelidada de eleição. Se o fizesse estaria a validar esta partidocracia asfixiante, um autêntico “Tratado de Tordesilhas” onde os caciques mandam e desmandam a seu bel-prazer. Por isso o meu voto será VOTO NULO na denominada eleição indireta para presidente da CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional – Norte), marcada para hoje, dia 13 de outubro.

David Ribeiro
(Deputado Municipal do Grupo “Rui Moreira - Porto o Nosso Partido”)

 


Pois é… ou nós não soubéssemos quem foram os “cozinheiros” deste embuste. Com o meu voto não contarão.

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   Comentários no Facebook
Isabel Branco Martins - Que vergonha...
Luiz Assunçao - Então o marido de Elisa Ferreira, do ps, já não serve??
Maria Pinto Mesquita Lacerda - Defendendo que interesses? Os da região norte ou as dos autarcas socialistas? A língua portuguesa é muito traiçoeira...
Alfredo Fontinha - David Ribeiro, desculpe que lhe diga, mas essa sua posição é a negação da democracia. Também considera partidocracia as negociações do Governo com a oposição para a aprovação do orçamento?
David Ribeiro - Não, Alfredo Fontinha… não é negação da DEMOCRACIA, porque embora o Prof. António Cunha me mereça todo o respeito, a verdade é que os autarcas chamados a votar no dia de hoje vão eleger um nome para 5 anos, a um ano de terminar os seus mandatos. Não é esta uma forma de condicionar os futuros eleitos locais numa escolha em que não vão participar?

 

    Eleição para presidente da CCDR-Norte
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   Eleição para vice-presidente da CCDR-N
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Publicado por Tovi às 08:03
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2020
Orçamento de Estado para 2021

Algumas das medidas da versão preliminar do Orçamento de Estado de 2021:
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Com 108 deputados eleitos, o PS precisa de, pelo menos, oito votos favor de outras bancadas parlamentares para garantir os 116 deputados que lhe garantem matematicamente a aprovação do OE, independentemente das posições assumidas no restante hemiciclo. Mas esta é apenas uma das soluções possíveis face à distribuição de forças existente atualmente no Parlamento. Outra das possibilidades matemáticas para a aprovação passa por juntar os 108 deputados socialistas a mais 15 abstenções de deputados de outros partidos.



Publicado por Tovi às 09:59
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Sábado, 15 de Agosto de 2020
Um autêntico “Tratado de Tordesilhas” PS/PSD

   Isabel Paulo no Expresso
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As primeiras eleições indiretas para os presidentes das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), previstas para outubro, prometem nascer sob o signo da polémica, vistas por alguns autarcas do Norte como um passo em falso na descentralização do país. Em causa estão as negociações entre António Costa e Rui Rio para a escolha dos futuros líderes regionais, conduzidas “a partir de Lisboa” pelos “diretórios políticos dos dois principais partidos”. A advertência ao “reforço do centralismo” das entidades gestoras dos fundos da União Europeia e dos apoios comunitários à crise pandémica é feita por Rui Moreira, que teme o efeito spill over em benefício da capital.
Depois de o independente ‘Porto, o Nosso Movimento’ de Rui Moreira ter alertado que a eleição indireta é uma forma “de o bloco central repartir cargos, assegurando ao PSD o magro quinhão que o PS lhe adjudica”, o presidente da Câmara do Porto avança ao Expresso que está a ponderar “não participar no ato eleitoral”, não só por contestar “o caldinho” gizado pelo ‘Tratado de Tordesilhas’ mas por discordar do timing eleitoral, que acontece a um ano das autárquicas. “Não me sinto legitimado para votar numa direção eleita para os próximos cinco anos, quando só tenho mais um ano de mandato”, diz o autarca, defensor do sufrágio direto e universal das CCDR e coincidente com o ciclo autárquico.
Rui Moreira é ainda crítico do colégio eleitoral que votará os presidentes das CCDR, composto por presidentes de Câmara e de Juntas de Freguesia, vereadores e deputados municipais. Para o autarca, que é contrário à “municipalização das CCDR”, não faz sentido que tenham sido arredadas do universo eleitoral as associações patronais e a academia. Ao que o Expresso apurou, na divisão dos cargos caberá ao PS a escolha dos presidentes das CCDR Centro, LVT, Alentejo e Algarve, ficando a CCDR-Norte na esfera dos sociais-democratas. A confirmar-se a partilha, o atual presidente, Freire de Sousa, deverá sair, justificada por fonte da distrital do PSD/Porto por ser casado com Elisa Ferreira, comissária europeia com a pasta da Coesão e Reformas, responsável pela atribuição de fundos regionais. Moreira lembra, porém, que o Parlamento Europeu “já aclarou não existir conflito de interesses”, frisando ser nocivo afastar Freire de Sousa, dada a sua “comprovada” capacidade negocial e de gestão do território.
O presidente da Câmara de Famalicão também é contra a troca de Freire de Sousa. O social-democrata Paulo Cunha diz-se “preocupado” com “as negociações” entre Costa e Rio, em vez de se estarem “a discutir competências”. Também avalia como “positiva” a gestão do atual líder da CCDR-N e “negativa” a mudança de dirigentes a um ano das autárquicas, ou seja, quando os autarcas-eleitores já têm “80% do seu mandato cumprido”. Um ano depois da nomeação de Elisa Ferreira, Paulo Cunha afirma ser “até maldosa” a insinuação da incompatibilidade de Freire de Sousa. Aires Pereira, autarca ‘laranja’ da Póvoa de Varzim, é outro dos críticos do sufrágio semidireto e do timing do mesmo, afirmando que “o modelo reflete a falta de coragem política” do PS e PSD em assumirem a regionalização.



Publicado por Tovi às 11:09
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2020
Fim dos debates quinzenais no Parlamento

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Mais uma “facada” na Democracia… debate político é fundamental na sociedade democrática evoluída que todos desejamos.

 

    Comentários no Facebook

António Gouveia - Total desacordo, David Ribeiro, quando "meti as mãos na massa", depois de 12 anos entre assembleias de freguesia e municipais, cedo percebi que o mal e atraso deste país decorre de muita léria e pouca decisão, ou seja, se não me expliquei bem: fala-se e discute-se muito, nem sempre com bom senso mas muito arremesso politico-partidário, e faz-se pouco, muito pouco. Quem não acreditar, que se chegue para ver e analisar esta democracia (?) que temos e, já agora, dar uma mãozinha.

David Ribeiro - Meu caro António Gouveia... Há o tempo do trabalho e o tempo da discussão política. Uma sem a outra não é democracia.

António Gouveia - David Ribeiro, caro colega deputado municipal, sempre atento e interveniente, assim é a sua resposta não me oferece dúvidas, devemos agilizar leis e procedimentos, também a lei eleitoral: por que não um sistema bicameral, com uma câmara (não lhe chamo alta nem baixa) mais abrangente às sociedade e muito participativa, onde o "partir pedra" faria sentido nas grandes e estratégicas questões, tanto nas assembleias do poder local como da AR, como existe em muitos países? Por que não alterar a lei eleitoral que temos para que o povo (mais que os partidos) tenha voz ativa a sério e responsabilizado pelas suas decisões? Acha que esta democracia nos serve, depois de Churchill ter dito, há 73 anos que é o pior dos regimes com exceção de todos os outros? Já fomos à lua, inventámos a TV, o PC, a internet, o telemóvel e tantas coisas e ainda não inovámos na política? Alguma coisa se passa, não consigo perceber.

David Ribeiro - Claro que sim, António Gouveia... ainda há muito para chegarmos a uma democracia perfeita, mas também há muitos para quem "está tudo bem"... eles lá sabem porquê.

Eduardo Saraiva - Uma vil tristeza..... tratem mal a democracia, que ela encarregar-se-á vos tratar a vós. Depois queixem-se, não é por falta de aviso. O grave é que depois pagamos todos.

António Gouveia - Eduardo Saraiva, “vil tristeza”? Não plagie uma expressão camoneana que faz todo o sentido hoje! Por que é que mais de metade do Povo não aproveita esta democracia (?) que temos e vai votar em força para discutir e resolver os seus problemas, também os 2 milhões de pobres? Por que é que 1% dos mais ricos são donos de 27% da riqueza total? A democracia nada tem a ver com isto, isto tem a ver com estas políticas desde há anos, com regras estabelecidas, com uma fraca lei eleitoral, com deputados inamovíveis desde a década 80 q escapam à limitação mandatos, com subsídios vitalícios, com corrupção em barda, com muito compadrio, nepotismo e “tachismo” (os ismos são uma chatice). Como dizia o portuense Sá Carneiro, “uma chatice, a política sem risco; uma vergonha a política sem ética”. Ou será tudo, como aqui escreveu, uma “vil tristeza”, opinião que a democracia e a constituição me permitem no post que o David Ribeiro publicou, sim, em democracia.



Publicado por Tovi às 07:47
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Sábado, 18 de Julho de 2020
Eleições internas no PS

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Hoje, dia de eleições para a Federação Distrital do Porto do PS, lembrei-me que os socialistas permitiram em 2014 que cidadãos inscritos no partido com a categoria de simpatizante tivessem direito a voto em eleições primárias. O que será feito desta base de dados?


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Publicado por Tovi às 14:32
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2020
Eleitores socialistas querem PS a apoiar Marcelo

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Marcelo Rebelo de Sousa não é e dificilmente será o meu candidato nas Presidenciais2021… mas como o que “gostaríamos” que acontecesse não é forçosamente o que “achamos” que vai ser, já dou por adquirido que teremos o “vichyssoise” mais uns anitos em Belém.



Publicado por Tovi às 07:50
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Terça-feira, 26 de Maio de 2020
TAP quer condenar o Porto a novo confinamento

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Foi conhecido esta semana o plano de voo da TAP para os próximos dois meses, sendo que a maioria dos voos que vão ser retomados partem de Lisboa (11 destinos em junho, 42 em julho), ficando a operação no Porto limitada às ligações para Paris, Luxemburgo e Madeira (Funchal), apenas em julho (com um total de sete frequências). Retomada a 18 de maio, com três voos por semana, em vez de 91, a ponte aérea entre Lisboa e Porto (operada a partir de Lisboa) será aumentada apenas em julho, com um aumento para 21 frequências semanais. A confirmarem-se estas informações, não há dúvida que tudo isto é um insulto ao Norte, região que tem o tecido empresarial que mais exporta e mais contribui para o desenvolvimento do país, parecendo até que a nossa companhia de bandeira “está a tentar impor um confinamento ao Porto e Norte (…) a TAP nunca perdeu o vínculo de ser uma empresa de caráter colonial e a sua estrutura nunca pensou de outra maneira”, como afirmou Rui Moreira na conferência de imprensa de hoje, onde estiveram presentes também o presidente da Entidade de Turismo do Porto e Norte, Luís Pedro Martins, os presidentes das Câmaras da Maia, António da Silva Tiago, de Viana de Castelo, José Maria Costa, e de Vila Real, Rui Santos.

  TAP quer condenar o Porto a novo confinamento

 


O Presidente da República afirmou esta terça-feira à agência Lusa que "acompanha a preocupação manifestada por vários partidos políticos e autarcas relativamente ao plano de retoma de rotas da TAP, em particular no que respeita ao Porto".


O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, desafiou hoje a TAP a corrigir o plano de rotas aéreas tornado público, considerando que a decisão da Comissão Executiva da transportadora aérea de reduzir voos e destinos “lesa o interesse nacional”. 

 

   19h00 de 27mai2020
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Publicado por Tovi às 16:56
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Sábado, 16 de Maio de 2020
Nova sondagem da Intercampus

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Conhecida ontem mais uma sondagem da Intercampus (para Correio da Manhã e Jornal de Negócios).
O PS volta a ganhar terreno no mês de maio e seria o grande vencedor das Legislativas, se estas se realizassem atualmente. Esta vantagem aumenta também o fosso para a oposição. A intenção de voto no PSD é de 23,3%, igual ao mês anterior. Destaque ainda para a queda do Bloco de Esquerda, que, ainda que mantenha a terceira posição, desce de 11,9% em abril para 9% este mês. O mesmo acontece com o Chega de André Ventura: cai de 7,8% para 6,8%. A CDU, com 5,9%, tem uma subida ligeira em relação a abril (5,8%). O PAN regista uma descida acentuada, para 3,6%, a mesma percentagem do CDS, que também perde eleitores.



Publicado por Tovi às 07:49
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Sábado, 25 de Abril de 2020
Foi assim há quarenta e seis anos

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Campo de Instrução Militar de Santa Margarida
Batalhão de Engenharia nº 3
Quarta-feira, 24 de Abril de 1974, 22:55 horas

São quase 11 horas da noite e já entreguei no gabinete do oficial de dia ao QG do CIM (Campo de Instrução Militar) o relatório da ronda acabada de efetuar aos paióis. As temperaturas estão registadas, os cadeados das portas foram verificados, o pessoal está nos postos.
A caminho do nosso quartel, o Martins, o meu fiel condutor da Land Rover, desafia-me para uma partida de snooker: “Só uma partidinha… Hoje estou com uma fezada que lhe ganho”. Concordo e lá vamos para a messe de sargentos. O “barista” dormita encostado ao balcão e, com cara de quem já não esperava mais clientes, diz-nos: “Depressinha que tenho que fechar antes da meia-noite”. Duas minis fresquinhas escorrem-nos pelas goelas abaixo e começo eu. Nas duas primeiras tacadas entram a “1” e a “5”. Giz no taco, aponto à “3”, preparo o efeito… e aparece o Sargento da Guarda ao Quartel. “Quem é o Sargento de Dia ao Piquete?” pergunta ele. Com uma tacada brusca meto a bola no buraco do canto. “Sou eu, porquê?” – respondo-lhe com maus modos. Com o ar mais importante do Mundo diz-me: “O Nosso Segundo Comandante está à tua espera no edifício de Ordem Pública do QG. Vai lá depressa”. Prontos… lá se foi uma vitória certa. Boina na cabeça, blusão apertado e lá vamos a caminho do Quartel-General. Em 10 minutos estamos lá. À porta de armas informam-nos que deveremos ir imediatamente para a Sala de Operações. Entro, faço a continência e com um olhar rápido inventario os participantes na reunião: Um Major, o meu Segundo Comandante; três Capitães, dois do meu quartel e um de cavalaria; seis Alferes, todos do QG. Com ar grave diz-me o Major: “Ó Ribeiro, vamos entrar em prevenção rigorosa e quero que você me organize a defesa e proteção dos paióis. Ponha todos os seus homens do piquete a interditar as estradas de acesso e, a partir de agora, reporta diretamente a este grupo de oficiais. Vá lá organizar as tropas e depois encontramo-nos na messe de oficiais do Batalhão”. Faço novamente a continência e respondo: “Sim senhor, meu Comandante. É para já”. Meia volta e em passo rápido dirijo-me para o jeep. O Martins, com o ar mais aparvalhado que já lhe tinha visto pergunta-me: “Então?! Vai haver merda?”. Sem lhe responder entro na viatura e com a mão aponto-lhe a direção do quartel. Não me apetece falar… Ainda não digeri a ordem que acabo de receber. Tenho a certeza absoluta que aquilo que andamos a falar há uns tempos vai ser hoje.
Entro na caserna da 2ª Companhia de Sapadores e acordo o pessoal: “Está a formar rápido… Quero todos na parada em 5 minutos… Levantem rações de combate e encham os cantis de água… Quero toda a gente municiada e de capacete… Hoje não é exercício noturno… É mesmo a sério”. Tenho absoluta confiança nos meus homens. São Sapadores de Engenharia, habituados a acompanharem-me em operações de interdição de pistas de aviação e desativação de explosivos. Gente de barba rija.
Passam vinte minutos da meia-noite. No programa Limite da Rádio Renascença é transmitida a canção "Grândola Vila Morena" de Zeca Afonso. Está a começar o meu 25 de Abril.

 

  Poema de Gustavo Pimenta, ilustre deputado do PS na Assembleia Municipal do Porto
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Publicado por Tovi às 19:26
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