"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 1 de Agosto de 2018
Um incidente na sessão de ontem da AMPorto

Foi assim… mas já era expectável, ou eu não os conhecesse.

 

   Abel Coentrão do jornal Público

Miguel 31Jul2018.jpg

Presidente da Assembleia Municipal acusado de tentar coarctar liberdade de expressão - Munícipe Tatiana Moutinho acabou por conseguir intervir na reunião desta noite, mas foi interrompida quando acusou deputado de racismo.
Vários representantes da oposição na Assembleia Municipal do Porto reagiram com incómodo, e críticas, à forma como o presidente deste órgão, eleito pelo grupo de Rui Moreira, tentou condicionar a intervenção de uma munícipe, no período dedicado ao público. Por causa da discussão gerada por este caso, a reunião que decorreu esta terça-feira à noite prolongou-se, por mais 40 minutos, já para a madrugada de quatra-feira, num debate aceso sobre racismo e sobre liberdade de expressão.
Rui Moreira já não estava na sala quando o episódio se começou a adivinhar. Terminado o período da ordem do dia de uma sessão relativamente calma, e que até começara com um voto de pesar, unânime, pela morte do antigo líder do BE João Semedo, elogiado por todos pela forma recta, frontal e leal com que conduziu o seu percurso político, Miguel Pereira Leite abriu o período do público e chamou a munícipe em causa. Mas, sabendo, de antemão, que Tatiana Moutinho pretendia fazer declarações sobre um deputado da maioria, acusado de racismo por causa de um post do Facebook, tentou impor-lhe condições e balizar a intervenção, em modos que a levaram, inicialmente, a desistir de falar.
Aproveitando o facto de a munícipe se ter identificado como candidata nas listas do Bloco a esta assembleia, num e-mail que esta lhe enviara com questões sobre o caso envolvendo o deputado municipal António Santos Ribeiro, Miguel Pereira Leite chegou a tratá-la, mais do que uma vez, como “sr.ª candidata”. Argumentou, a dado momento, que a cidadã em causa poderia intervir “sobre assuntos de interesse para o município”, mas convidou-a a assumir o lugar de um dos camaradas, numa sessão, para poder fazer uma intervenção “política” sobre a Assembleia Municipal em defesa da qual garantia, como presidente, estar a agir, ao impedir alguém de “insultar qualquer um" dos membros.
Ainda antes de o centrista Raul Almeida, do grupo de Rui Moreira, lhe agradecer o facto de “preservar o estatuto da assembleia”, o líder deste órgão foi interpelado pelo socialista Gustavo Pimenta, que “preocupado, perturbado”, com o que acabara de assistir, o acusou de “exorbitar os seus poderes”, ao tentar condicionar a priori, o teor da intervenção da munícipe. “Não creio que possa ser coarctada a liberdade de se pronunciar”, insistiu, usando uma expressão que viria a ser repetida, minutos depois, pela deputada bloquista Susana Constante Pereira. Que via no episódio “uma preocupante concepção de democracia”.
“O facto de a senhora ter sido candidata não lhe retira direitos. O sr. presidente não esteve bem”, atirou de seguida o comunista Artur Ribeiro, num momento em que Miguel Pereira Leite, depois de insistir na posição inicial, já dizia que a munícipe poderia falar, desde que, insistia, respeitasse a assembleia. Esta voltou a pegar no microfone, mas acabou por ser interrompida e impedida de continuar depois de acusar o deputado António dos Santos Ribeiro – ou David Ribeiro, no Facebook – de racismo e incitamento ao ódio num post sobre romenos, acampados perto de sua casa, que mereceu uma queixa da SOS Racismo.
Espectador atento de tudo isto, em sua própria defesa, o deputado em causa tentou fintar a polémica com uma curta declaração. "Se eu, que até sou adepto do Boavista, disser que um jogador mexicano do FC Porto não joga nada é considerado racismo?" A pergunta não obteve resposta, mas o caso fez o deputado Pedro Baptista levantar-se do “banco” para a intervenção mais exaltada da noite, na qual defendeu o amigo e “grande democrata” e acusou os críticos de preferirem expor o “folclore de preconceitos ideológicos” em vez de se preocuparem com a lixeira que o deputado denunciara e apelarem aos serviços públicos para resolverem o problema.
“Vocês não passam de demagogos e oportunistas”, acusou, inflamado pelo debate, o antigo parlamentar socialista que foi eleito pelo grupo de Rui Moreira e para quem não há problema nenhum em associar a situação em causa a quem a provoca, porque David Ribeiro o faria naturalmente se estivessem em causa “dinamarqueses ou lisboetas”, em vez de romenos, garantiu. A intervenção haveria de merecer, mais tarde, reparos do comunista Artur Ribeiro, que a considerou “absolutamente lamentável” e digna, essa sim, notou, de interrupção por parte de Miguel Pereira Leite.
Perante um estreante deputado substituto do PAN, Ernesto Morais, impressionado com o que ia testemunhando – “a resposta da assembleia não foi digna”, sentenciou – ainda houve tempo para mais algumas trocas azedas de palavras. O deputado bloquista Pedro Lourenço disse-se "envergonhado com a actuação" do líder deste órgão, que tomou a crítica, vinda de quem vinha, "como um elogio". Os apartes entre bancadas ainda continuaram, durante uma outra intervenção de Carla Leitão em defesa de David Ribeiro, e contra quem o acusava, “injustamente”. A sessão acabaria já pelas 00h35 com Miguel Leite Pereira a regozijar-se pelo início das férias. “Em Setembro voltaremos mais tranquilos”, suspirou.



Publicado por Tovi às 15:58
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014
Crimes politicamente incorrectos

Conheço pessoalmente Michael Seufert, tendo por ele uma certa simpatia e embora não partilhemos da mesma cor política a verdade é que já andamos lado-a-lado em lutas pela cidadania e voltarei a fazê-lo se necessário for. E neste seu artigo publicado no Expresso - Crimes politicamente incorrectos - a monstruosidade verificada na cidade britânica de Rotherham e agora conhecida, vem demonstrar que o “racismo” ou “a vergonha de ser considerado racista” acaba inúmeras vezes por ter as mesmas e nefastas consequências. Por cá também sofremos deste mal, embora numa escala muito menor. Não há que olhar para o lado quando os energúmenos são “pretos”, “amarelos” ou de outra cor qualquer, mas também não é por não serem “brancos” que devemos logo apontar aqueles que nos parecem à primeira vista os maus da fita. É tempo de sermos todos iguais, para o bem e para o mal.

Crimes politicamente incorrectos - Esta semana uma revelação verdadeiramente horrenda pôs a nu uma realidade impensável na cidade de Rotherham (cerca de 250000 habitantes) no Reino Unido. Um  relatório, encomendado pelo conselho municipal após notícias nesse sentido, conclui que desde 1997 "numa estimativa conservadora" aproximadamente 1400 crianças foram abusadas sexualmente. Os pormenores são ainda mais horríveis.

Ler texto completo aqui.


«Michael Seufert» no Facebook >> Mais uma vez completamente de acordo!

«Jose Riobom» no Facbook >> ...pois....iguais...... uns mais que outros....como sempre. O racismo não se mede pela cor da pele... ele tem demasiadas formas para uma qualquer simples definição.... valores são a tolerância e o respeito... intelectual e social

«António Alves no Facebook >> "trata-se de reconhecer que podemos e devemos atacar o discurso do ódio e da intolerância que acontece cada vez mais - para já marginalmente apenas em Portugal - no seio das nosas comunidadas baseadas na tolerância e na liberdade. E que portanto a tolerância não pode ser usada para fazer proliferar a intolerância." - Plenamente de acordo. Para mim um criminoso é um criminoso seja ele de qualquer cor, credo, classe social, etc. Mas já agora gostava de saber quais os "discursos do ódio", ainda que marginais, que estão a acontecer em Portugal. Esta mania de levantar suspeições sem dar o nome aos bois também é uma boa trampa. Se existem dê-se-lhes imediatamente o nome. Pior que o politicamente correcto é esta forma hipócrita de actuar.



Publicado por Tovi às 10:43
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014
Protestos violentos em Ferguson

Para melhor compreendermos tudo o que se está a passar em Ferguson convém não esquecer que esta é uma pequena cidade (16 km2) do estado americano do Missouri, com pouco mais de 21 mil habitantes, sendo 29,3% brancos e 67,4% afro-americanos (U.S. Census - 2010). O rendimento per-capita nesta cidade é de 20.524 USDollars (menos de metade do rendimento per-capita dos EUA) e 17,6% da população vive abaixo da linha de pobreza.

{#emotions_dlg.chat} Cronologia dos acontecimentos (por Marcus Lütticke da Deutsche Welle)

9 de agosto de 2014: Michael Brown, de 18 anos, é baleado por um policial em Ferguson, um subúrbio da metrópole de Saint Louis, no estado do Missouri. De início são contraditórias as informações sobre as circunstâncias que levaram aos tiros. Segundo a polícia, Brown teria tentado roubar diversos pacotes de cigarrilhas de uma loja e se comportado de forma "agressiva", antes de ser alvejado. Uma testemunha relata a jornalistas uma sequência de fatos diferente, porém: Brown estaria a caminho para a casa da avó. Ao receber os tiros, teria as mãos levantadas. Como a grande maioria da população de Ferguson, o jovem era afro-americano.

10 de agosto de 2014: Pela manhã a polícia convoca uma coletiva de imprensa. Segundo Jon Belmar, chefe de polícia do condado de St. Louis, o agente que disparou contra Michael Brown foi empurrado de volta para o carro policial e lá "atacado". O primeiro disparo teria sido feito ainda de dentro do veículo, sem atingir ninguém, e os tiros fatais, já do lado de fora. Diversas perguntas da imprensa sobre os acontecimentos permaneceram sem resposta. Em memória de Brown, um grupo se reúne à tarde, nas proximidades do local do homicídio. Alguns oram, outros protestam contra a polícia. Pela noite adentro, os protestos acabam em violência, lojas da área são saqueadas. Um helicóptero policial é atingido por tiros.

11 de agosto de 2014: Trabalhos de limpeza após uma noite de violência. À tarde, os pais de Brown apelam aos manifestantes para que mantenham a calma, mas à noite voltam a ocorrer protestos, violência e saques. Pela primeira vez a polícia emprega gás lacrimogêneo.

12 de agosto de 2014: A polícia se recusa a divulgar o nome do agente atirador, declarando que ele teria recebido ameaças de morte. O presidente Barack Obama pede calma aos habitantes de Ferguson e expressa condolências à família da vítima. Na terceira noite de protestos violentos, há emprego de gás lacrimogêneo e de veículos blindados.

13 de agosto de 2014: Durante o dia, os moradores de Ferguson se manifestam pacificamente. A intervenção da polícia é criticada pela opinião pública. À noite volta a ocorrer violência. As forças de segurança respondem com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.

14 de agosto de 2014: Obama conclama à "paz e calma" em Ferguson. Jay Nixon, governador do Missouri, transfere o comando da operação, da polícia local para a Missouri State Highway Patrol, a policia estadual. A chefia é entregue a Ronald Jonson, afro-americano e natural de Ferguson. No início da noite, no Gateway Arch, marca registrada de St. Louis, há protestos, a maioria silenciosos, contra a violência policial, com a participação da família de Brown. A noite em Ferguson é tranquila.

15 de agosto de 2014: A polícia revela pela manhã o nome do atirador: Darren Wilson, policial branco com seis anos de experiência profissional que até então nunca chamara a atenção negativamente. À noite há protestos pacíficos, enquanto paralelamente os saques prosseguem. Ocorrem choques entre manifestantes e saqueadores. A polícia está presente, mas se mantém basicamente neutra.

16 de agosto de 2014: O governador Jay Nixon decreta estado de exceção e toque de recolher em Ferguson, entre a meia-noite e as 5h da manhã. Apesar disso, violência e saques continuam.

17 de agosto de 2014: Segundo uma perícia encomendada pelos pais de Michael Brown, o jovem foi atingido por seis balas, duas na cabeça e quatro no braço direito, todas pela frente. Acontecem novos distúrbios à noite, antes mesmo do início do toque de recolher. Manifestantes isolados atacam os policiais com coquetéis molotov, segundo a polícia há também disparos entre a multidão. Os agentes empregam gás lacrimogêneo para dispersar os protestos.

18 de agosto de 2014: Pela manhã cedo, o governador Jay Nixon assina uma portaria permitindo a mobilização da Guarda Nacional americana para Ferguson. Mais tarde, um advogado da família de Brown afirma que uma autópsia privada confirma que o jovem foi atingido por ao menos seis tiros.


«Manuel Rocha» no Facebook >> O problema está travestido de racismo.

«Mario Jeronimo» no Facebook >> David Ribeiro relativamente ao teu comentário inicial, porque é que uns são brancos... e os outros são afro-americanos, e não pretos ou negros???. Abraço.

«David Ribeiro» no Facebook >> Os Afro-americanos são realmente pretos, mas com a diferença que já nasceram e/ou foram criados nos EUA e isso faz a diferença, meu caro Mario Jeronimo.

«Manuel Rocha» no Facebook >> Quantas manifestações anti-racismo têm havido pelo facto da polícia balear criminosos brancos?pelo que me parece nesse estado há mais negros do que brancos... porque não dizem que o negro atacou roubando o branco porque era branco?

«David Ribeiro» no Facebook >> O facto de o negro baleado ter eventualmente atacado ou roubado um branco não dá o direito a ninguém de o matar. Mesmo nos países onde ainda há a a pena de morte, esta só pode ser efectuada após julgamento, meu caro Manuel Rocha.

«Manuel Rocha» no Facebook >> Eu nunca me referi ao direito de matar ou não... a que propósito o diz?

«David Ribeiro» no Facebook >> Foi o que entendi, mas aceito que deverá ter sido erro meu.

«Manuel Rocha» no Facebook >> Ando um pouco farto de se falar em racismo onde não é esse problema que existe.

«David Ribeiro» no Facebook >> Também não me parece que seja um problema de racismo o que se está a passar em Ferguson, mas muito mais um "luta" entre os mais desfavorecidos e os outros. Só que neste caso "os mais desfavorecidos" são negros.

«Manuel Rocha» no Facebook >> É a arma que têm. :(

«António Alves» no Facebook >> O racismo é um problema histórico nos EUA particularmente em relação aos negros. O Estado do Missouri tem uma história eloquente de discriminação e segregação racial. Fazer de conta que o problema não existe é no mínimo perigoso.

«Manuel Rocha» no Facebook >> Se existe; não foi este caso... se o é; porque não referiram o roubo e agressão de um preto com brutalidade contra um branco? É que por azar a maioria nesta comunidade é negra ok?

«António Alves» no Facebook >> Eu considero claramente que existe tendo em conta a sequência dos acontecimentos e o historial americano. Desde janeiro até hoje a polícia americana já abateu a tiro mais de 400 homens negros. Algo de mal se passa na América. Mas admito estar errado e possa pura simplesmente ter sido um caso de um polícia impreparado para o trabalho que tem de executar. Uma outra coisa: a acusação de roubo está por provar. O vídeo mostrado pela polícia em que se vê um negro a roubar uma loja e a empurrar o comerciante de um modo que não podemos inclusivamente considerar muito violento, mas isso obviamente não desculpa o crime de roubo, só apareceu dias depois dos acontecimentos e nele não é possível identificar claramente o assaltante. O que é factual é que o rapaz foi abordado na rua, às duas da tarde, por um carro patrulha para ser revistado e interrogado, recusou-se a isso. Após discussão com os polícias fugiu e de seguida o agente em causa saiu do carro e disparou. O rapaz parou e levantou os braços. De seguida foi abatido com seis tiros. Quatro nos braços e dois na cabeça. O tiro que o matou entrou no cérebro de cima para baixo, facto que é eloquente sobre a cena testemunhada por várias pessoas. A autópsia prova estes factos. Michael Brown, negro,18 anos, tinha acabado o liceu e ia ingressar este ano na universidade. menos de 15% dos negros americanos conseguem tal feito.

«Manuel Rocha» no Facebook >> E pode dizer no historial americano quantos brancos foram abatidos a tiro pela polícia estadunidense? Se acha que nada pode provar mesmo atravéz de um vídeo que seja algo indecoroso como violento, muito menos pode provar sobre a forma que o negro foi abordado pela polícia e como este reagiu não é? Digo-lhe isto frontalmente porque ando fartinho de ver por aqui no burgo atirar pedras de racismo só a brancos como se os negros nunca o fossem!

«António Alves» no Facebook >> Eu não pretendo provar nada. Isso compete aos tribunais americanos. Limito-me a enumerar FACTOS PÚBLICOS sobejamente documentados e a dar a minha opinião. Quanto aos brancos abatidos pela polícia americana. Este ano não chegam aos número dedos das mãos. E eles são a maioria da população. Além de terem uma menor propensão para o crime (vivem melhor e não são discriminados pelo sistema) a abordagem pela polícia e até as sentenças em tribunal, facto comprovado estatisticamente, para crime semelhante são por norma mais "generosas". De qualquer maneira acho inaceitável que alguém pretenda defender a legitimidade da polícia abataer alguém por ter roubado cigarros e bolachas. Se quiser dar-se ao trabalho de ler todos os nomes desta lista e contar aqueles que lhe parecem WASP faça o favor. List of killings by law enforcement officers in the United States 2014 - Wikipedia, the free... Em todas as comunidades humanas existe racismo. Isso não é novidade nenhuma. Existem países africanos que praticam um racismo claro contra outrros cidadãos e etnias. Mas isso não justifica que isso seja aceitável num país com um estado de direito organizado e civilizado.

«Manuel Rocha» no Facebook >> Aqui que eu saiba ninguém falou em "legitimidades" que eu consiga ver; não vislumbro no link que postou mais mortes de negros por assassinato que brancos.

«David Ribeiro» no Facebook >> É muito importante para a análise dos factos saber as alterações demográficas verificadas em Ferguson. A população da cidade desceu drasticamente nas últimas décadas (28.759 habitantes em 1970 para 21.203 em 2010), ao mesmo tempo que a percentagem de brancos e afro-americanos sofria uma alteração radical. No census de 1990 estavam identificados 73,8% brancos e 25,1% negros, mas no ano 2010 a situação era já completamente diferente, com 29,3% de brancos e 67,4% de negros.

«Jorge Veiga» no Facebook >> David Ribeiro eu volto atrás um pouco, mas essa dos afro-americanos faz-me comichão. Ainda ontem examinei uma boa dose de individuos de raça negra, Guineenses (Guiné-Bissau), com dupla nacionalidade. Serão esses Luso-Africanos ou Afro-Lusitanos? Eu acho que são pretos, como nós somos brancos, os chineses amarelos. Que treta de prurido têm os americanos de chamar os bois (como dizemos) pelos nomes? Não há qualquer racismo nisso, pelo menos é o que eu penso. Roubar seja o que for é "feio", mas matar por causa de uns maços de tabaco?!!!!

«David Ribeiro» no Facebook >> Não é uma questão de racismo mas sim uma forma correcta, no meu entender, de indicar que esses negros já nasceram nos EUA, a maior parte deles filhos, netos e bisnetos de negros nascidos no País.

«António Alves» no Facebook >> essa doa afro-americanos é fruto do politicamente correcto tal como os "native americans" para os índios. Em Portugal também é "feio" dizer preto. O "correcto" é negro.

«Jorge Veiga» no Facebook >> a raça é negra. Chamar Negro? por mim serve, mas não vou chamar afro-lusitano a um negro de angola, nem vou chamar luso-africano a um branco nascido em moçambique, ou como queiram...

«António Alves» no Facebook >> até porque as raças não existem. a cor da pele é uma característica que se engloba no mesmo nível de outras como a cor dos olhos ou do cabelo. não é biologicamente lá grande distinção :-)

«Jorge Veiga» no Facebook >> Lá teremos de ir à Wikipédia e substituir a palavra raça por outras, que no fim de contas dizem o mesmo. Há diferenças de genotipo.

«António Alves» no Facebook >> as questões etnoculturais são imensamente mais influenciadoras do comportamento humano que a cor da pele. Ou o genótipo

«Mario Jeronimo» no Facebook >>  David Ribeiro desculpa mas essa de terem ou não nascido no território... deixa a desejar. Ou os tratas por pretos ou negros... e nós por brancos... ou então podemos falar por aqui de afroamericanos.... e caucasianos... porra.

«Jorge Veiga» no Facebook > Concordo com o que diz o Sr Mário Jerónimo. Foi o que atrás referi no caso de um descendente de negros e sendo negro, nascido em Lisboa, para mim é um português (se ele o quizer) e não um Afro-Lusitano (até parece mais uma raça de cavalo, desculpem-me...).

«Diamantino Hugo Pedro» no Facebook >> Em Portugal, a julgar pelo que, por hábito, vem nas noticias, o termo politicamente correcto é "Jovem".



Publicado por Tovi às 09:28
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Quarta-feira, 30 de Abril de 2014
Somos todos macacos


«Diamantino Hugo Pedro» no Facebook >> Acerca desse principio, nem todas as raças humanas derivam exactamente dos mesmos primatas. Isso era um mito do Politicamente correcto que já foi desmontado pela genética.

«Maria Helena Costa Ferreira» no Facebook >> com todo o gosto.....

«João Garcês» no Facebook >> Não existem raças humanas. Todos partilhamos o mesmo fundo genético, portanto somos todos iguais, mas não somos macacos, somos somente aparentados.

«Henrique Camões» no Facebook >> Mas uns fazem macacadas e outros não.

«Graça Cavadas» no Facbook >> O Sr. João Garcês tem razão no que diz. E se o amigo David Ribeiro permite transcrevo parte dum texto que pesquisei. Tomo essa liberdade porque sei que o David é um homem que aproveita todas as oportunidades para esclarecimentos informativos e oportunos. "A antropologia, entre os séculos XVII e XX, usou igualmente várias classificações de grupos humanos no que é conhecido como "raças humanas" mas, desde que se utilizaram os métodos genéticos para estudar populações humanas, essas classificações e o próprio conceito de "raças humanas" deixaram de ser utilizados,2 , persistindo o uso do termo apenas na política, quando se pede "igualdade racial" ou na legislação quando se fala em "preconceito de raça", como a lei nº 12.2883 , de 20 de julho de 2010, que instituiu, no Brasil, o “Estatuto da Igualdade Racial”. Um conceito alternativo e sinônimo é o de "etnia". O vocábulo raça aparecia normalmente nos textos científicos (como os livros de geografia de Aroldo de Azevedo e a coleção "História das Raças Humanas", de Gilberto Galvão, que detalha todas as raças, com fotografias) até a década de 1970, quando começou a ser questionado como racismo, especialmente com o advento do politicamente correto na década de 1980. [carece de fontes]. Do ponto de vista científico, como já demonstrou o Projeto Genoma, o conceito de raça não pode ser aplicado a seres humanos por não existirem genes raciais na nossa espécie; isso corrobora teses anteriores, que negavam a existência de isolamento genético dentre as populações. Assim, para a espécie humana "raça" corresponde a um conceito social, não a conceito científico." Portanto raça só existe no (pre)conceito social...

«Diamantino Hugo Pedro» no Facbook >> A verdade, quer queiram quer não é que nem todos os Humanos são descendentes dos mesmos primatas. O Homem Europeu tem Neendertal no seu adn, o Africano subsahariano não, por exemplo. Face a esta evidência provada, prefiro continuar a usar o termo raça, porque a alternativa seria subespécie. Etnia é outra coisa e envolve componente Cultural além da genética. E antes que me acusem de racismo, informo que não o sou, porque, para mim, o facto de existirem raças não significa que uma seja superior a outra.

«David Ribeiro» no Facebook >> Agradeço os importantes esclarecimentos que aqui foram colocados, mas como certamente todos bem perceberam, quando eu escrevi "somos todos macacos" tinha unicamente a intenção de dizer NÃO AO RACISMO.

«Graça Cavadas» no Facebook >> Claro David Ribeiro, isso não está em causa!

«Rogerio Silvestre» no Facebook >> perdoem este nacional nascido em Africa, a raça existe, mas se chamarmos as pessoas pelo nome propio tudo fica mais simples...cada macaco com o seu nome e entidade unica! Porque há muito macaco disfarçado

«João Garcês» no Facebook >> Nada mais correcto Graça Cavadas

«Odete Godinho» no Facebook >> Raça só conheço uma a humana.

«David Ribeiro» no Facebook >> {#emotions_dlg.star} P i m b a ! . . . - N.B.A. Bars Clippers Owner Donald Sterling for Life (Donald Sterling, dono dos Clippers, foi suspenso para sempre da NBA)

 


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Publicado por Tovi às 10:13
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