"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quinta-feira, 26 de Maio de 2022
Três meses de guerra na Ucrânia... o que vem a seguir?

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Já se passaram três meses desde que as tropas de Putin invadiram a Ucrânia e tudo aquilo que parecia ir acontecer logo a seguir àqueles últimos dias de fevereiro ainda está para acontecer. Os combates estão agora a intensificarem-se na região de Donbas, no leste da Ucrânia, com as tropas russas a pressionarem o seu avanço em Severodonetsk, onde autoridades locais acusam os russos de estarem a usar táticas de “terra arrasada”. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky tem afirmado que até 100 soldados ucranianos podem estar morrendo diariamente nos combates e na semana passada a Rússia capturou oficialmente a cidade portuária de Mariupol depois de mais de 1.500 soldados ucranianos se terem rendido na siderúrgica Azovstal. Ao controlar Mariupol, a Rússia criou uma ponte terrestre para a Crimeia, território que anexou da Ucrânia em 2014. Agora o Kremlin controla toda a costa norte do Mar de Azov, pois Mariupol era um importante local de exportação de aço e grãos ucranianos. 
Por outro lado e não menos importante, à medida que a guerra avança, as condições humanitárias em toda a Ucrânia continuam a deteriorar-se, especialmente no sul e no leste, onde há interrupções em larga escala no fornecimento de eletricidade, gás e água. A Organização Mundial da Saúde já alertou para um potencial surto de doenças, incluindo a cólera. Estima-se que mais de 6 milhões de refugiados tenham fugido para países vizinhos e mais de 7 milhões estejam deslocados internamente.
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Foi assim que tudo começou... como vai acabar ainda não sabemos, mas nada será como dantes.

 

  Sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF - Ver aqui
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Publicado por Tovi às 08:12
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Sábado, 30 de Abril de 2022
Ucranianos recebidos por russos pró-Kremlin

  No Expresso, na manhã de ontem 
Saíram da Ucrânia até Setúbal, para fugir a mísseis, tanques e soldados russos. Mas no gabinete de apoio aos refugiados da Câmara de Setúbal, de maioria PCP, foram recebidos por russos. Os documentos são copiados e perguntam às mulheres onde ficaram os maridos. O medo deles voltou.
Olga fugiu da guerra. Primeiro, de Luhansk para a região vizinha de Kharkiv (Carcóvia), no nordeste da Ucrânia, por causa da guerra civil entre ucranianos e separatistas pró-russos. Dessa vez a viagem foi curta. Agora, aos 35 anos, atravessou a Europa de Kharkiv até Setúbal para fugir a mísseis, tanques e soldados russos. Olga, que prefere não dar a cara e reservar o apelido, mostra o telemóvel com as fotografias nos abrigos, nas viagens de comboio, no refúgio na Polónia. Chegou a Portugal a 19 de março com as duas filhas, de seis e oito anos. Fugida dos russos, quando foi ao gabinete de apoio aos refugiados da Câmara de Setúbal estranhou ser recebida por russos, que lhe falaram em russo: “Perguntaram-me onde estava o meu marido e o que tinha ficado a fazer”, contou ao Expresso durante uma conversa nos arredores de Setúbal. Fotocopiaram-lhe os documentos: o passaporte e a certidão das crianças. Hoje tem medo.
O mesmo receio é partilhado por outros refugiados em Setúbal, testemunhou o Expresso esta semana. A autarquia, de maioria comunista, liderada por André Martins, criou a Linha Municipal de Apoio aos Refugiados — LIMAR, com gabinete no Mercado do Livramento, no centro da cidade, e que há um mês já tinha atendido 160 ucranianos. Foi lá que Olga encontrou Igor Khashin, um dos líderes da comunidade russa em Portugal, e a mulher, Yulia Khashina, funcionária da câmara setubalense, admitida como jurista nos serviços da autarquia em dezembro, depois de um concurso público. Yulia era quem “traduzia a conversa do russo para a funcionária que tirou as fotocópias”, conta Olga. “Igor estava ao computador.” Mas não é funcionário da autarquia. Os documentos tinham as moradas da família, a filiação e o nome do marido.

 

  E ao longo do dia de ontem foi assim
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  No comunicado que divulgou no dia de ontem, a autarquia setubalense escudava-se na credibilidade que outros organismos do Estado davam a Igor Kheshin - o líder associativo russo que estava a receber refugiados ucranianos em Setúbal. A CMS alegava que este cidadão era colaborador do SEF, mas este organismo emitiu um esclarecimento na tarde de ontem a dizer que apenas recorreu uma vez aos serviços de uma tradutora de nacionalidade ucraniana que pertencia à associação liderada por este cidadão russo. "A Direção Nacional determinou hoje que as solicitações efetuadas a pessoas ligadas a essa associação fossem suspensas", diz o comunicado do SEF. 
O gabinete do primeiro-ministro desmentiu esta sexta-feira à tarde a Câmara de Setúbal, que afirmou ao Expresso ter enviado a São Bento uma carta com uma questão a que diz não ter resposta - sobre uma entrevista da embaixadora da Ucrânia Inna Ohnivets -, que fez acusações a associações financiadas pela autarquia. O gabinete de André Martins, presidente da câmara da CDU, repetiu essa informação num comunicado, esta sexta-feira, a reagir à notícia do Expresso sobre os refugiados ucranianos que são recebidos na câmara por cidadãos russos com ligação a instituições do Kremlin. O comunicado do gabinete do primeiro-ministro diz que "a carta que o Presidente da Câmara Municipal de Setúbal dirigiu ao primeiro-ministro no passado dia 11/04/22 é um protesto sobre declarações prestadas pela Embaixadora da Ucrânia em Lisboa, à CNN, e foi reencaminhada para os efeitos tidos por convenientes para o MNE".

  E ao fim do dia de ontem...
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mw-860.jpg“Não ponho as mãos no fogo sobre nada”- André Valente Martins, presidente da Câmara de Setúbal, militante dos Verdes e eleito pela CDU, reconheceu, assim, a sua incapacidade em dar garantias sobre o tratamento de dados de refugiados ucranianos que recorreram aos serviços da Linha Municipal de Apoio aos Refugiados — LIMAR, com gabinete no Mercado do Livramento, no centro da cidade, onde foram atendidos por uma funcionária russa, Yulia Khashina, e onde esteve a dar apoio o seu marido Igor Khashin, antigo presidente da Casa da Rússia e do Conselho de Coordenação dos Compatriotas Russos e dirigente da Edintsvo - Associação dos Emigrantes de Leste, que foi financiada pela autarquia comunista desde 2005 até março deste ano.

 

  Serviços secretos já tinham sido avisados
A Associação dos Ucranianos em Portugal garante que há, neste momento, neste país, infiltrados pró-Putin em Organizações Não Governamentais (ONG) que apoiam os ucranianos, e já alertou as secretas portuguesas. Numa carta enviada no dia 2 de abril, à secretária-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Graça Mira Gomes, o presidente daquela associação explica que a situação “é muito grave e pode pôr em causa a segurança dos ucranianos refugiados de guerra que vão chegando a Portugal, dos familiares deles na Ucrânia e a segurança da Ucrânia em tempos de invasão russa”. Segundo refere o presidente daquela associação de ucranianos, no documento que enviou ao SIRP, em causa estão “organizações diretamente ligadas à embaixada da Rússia”, apesar de “nos estatutos” aparecerem como “multiculturais” e que são vistas como representantes dos ucranianos. “Alguns meses antes da invasão russa ao território ucraniano, estas organizações, de repente, limparam toda a informação que mostrava ligação com a embaixada da Rússia em Portugal nas suas páginas web e redes sociais”, explica, acrescentando que, para “agravar”, estas organizações em Portugal são reconhecidas pelo Alto Comissariado dos Migrações (ACM).

 

  Programa “Contra Poder” da CNN-Portugal
Sobre a polémica que envolve a colaboração entre a Câmara Municipal de Setúbal e o acolhimento de refugiados por líderes associativos pró-Putin:
Maria João Avillez - ""A raiz do mal foi a Câmara achar possível usurpar os seus poderes para fazer espionagem. (...) Semanas de gente em situação de fragilidade a ser interrogada por uma funcionária casada com um indivíduo com ligações ao Kremlin".
Sérgio Sousa Pinto - "Não tem desculpa... e passa-se numa Câmara do Partido Comunista. (…) O que me envergonha é que o caso foi detetado pela Embaixadora da Ucrânia".



Publicado por Tovi às 08:23
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Segunda-feira, 21 de Março de 2022
Polónia quer "missão de paz" em Kiev


20161207_Cooperação-União-Europeia-e-NATO.jpgDisse o vice-primeiro-ministro polaco, Jaroslaw Kaczynski, durante uma recente visita a Kiev: “A NATO deve enviar uma missão de paz para a Ucrânia, protegida pelas Forças Armadas, para prestar ajuda humanitária e pacificadora. Esta missão não pode ser uma missão desarmada. Ela deve procurar fornecer ajuda humanitária e pacificadora à Ucrânia”. Uma missão de paz para a Ucrânia não deixa de ter razão de ser, mas o que Jaroslaw Kaczynski defendeu parece não estar a equacionar devidamente a mais que previsível resposta das forças militares de Putin. Na próxima quinta-feira (24mar2022) terá lugar em Bruxelas uma cimeira extraordinária da NATO sobre a guerra na Ucrânia, onde estarão presentes os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) e também o presidente norte-americano, Joe Biden. Neste mesmo dia e também em Bruxelas, reúne-se não só a NATO, mas também o grupo de países mais industrializados do mundo (G7 - Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e ainda os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, todos com a situação na Ucrânia como tema principal. Iremos ver o que destas três reuniões sairá.

 


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O que Putin está a fazer à Ucrânia é uma monstruosidade altamente condenável e fora de tudo que o Mundo democrático e civilizado pode aceitar… mas Zelensky não fica muito bem nesta “fotografia”, até porque o maior dos partidos suspensos é a Plataforma de Oposição, que tem 43 das 450 cadeiras no parlamento do país.
  
Jorge De Freitas Monteiro - Na realidade não proibiu partidos “pro russos“ como é afirmado. Os partidos “pro russos“ já tinham sido ilegalizados há muito. Proibiu a oposição. O que provavelmente diz mais sobre a crescente oposição interna a Zelensky do que sobre a qualidade da democracia ucraniana, que já não era exemplar nos rankings internacionais.
  David RibeiroContextualizando... era esta a composição do Parlamento da Ucrânia depois das eleições de 2019.
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  Jorge Veiga - sendo pró Rússia, porque cargas de água devem continuar a actividade numa situação de guerra? A democracia tem de ser suspensa...
  
Jorge De Freitas Monteiro - Jorge Veiga, democracia é uma maneira de dizer. O insuspeito The Economist classifica a Ucrânia como um regime híbrido, uma coisa a meio caminho entre a democracia e um regime autoritário.
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  Sete preocupações da China com a guerra de Putin
(Filipe Santos Costa na CNNPortugal - 21mar2021)
A China continua a fazer um exercício de contorcionismo entre o apoio estratégico à Rússia, sem condenar a guerra de Putin, e a defesa dos princípios da ONU sobre soberania e integridade territorial. Sob pressão do Ocidente, onde estão os principais parceiros comerciais da China, há muitos cálculos por detrás da cautela de Xi Jinping. Pressionado pelos EUA e pela União Europeia, os principais parceiros comerciais da China, e com pedidos de ajuda da Rússia, o aliado estratégico, eis as principais questões que Xi terá de colocar na balança: 1. Situação militar; 2. Geopolítica; 3. Sanções económicas; 4. Instabilidade na Rússia; 5. 
Soberania e integridade: a questão de Taiwan; 6. Relacionamento bilateral; 7. Dano reputacional.

 

  O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, apela à China “para desempenhar um papel importante” na guerra.
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  O número de cidadãos ucranianos que fugiram do país devido à invasão russa já deverá andar perto dos 3 milhões e quatrocentos mil.
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Publicado por Tovi às 07:58
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Sexta-feira, 11 de Março de 2022
Voos humanitários portugueses

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O Presidente da República recebeu ontem, ao final da manhã, no aeródromo militar de Figo Maduro, em Lisboa, 267 refugiados ucranianos que chegaram num avião fretado, vindo de Lublin, no leste da Polónia. Esta foi uma iniciativa de dois empresários, Roman Kurtysh, ucraniano residente em Portugal, e José Ângelo Neto, português, que criaram a associação Ukrainian Refugees UAPT, e que contou com apoios da companhia aérea Euroatlantic, da Galp e do Estado português. "À sua maneira, esta foi uma história exemplar: tivemos a sociedade civil a tomar a iniciativa, tivemos o poder político a atuar em conjunto, com relevo naturalmente para o Governo, as câmaras municipais, o poder autárquico a atuar, a embaixada sempre presente, e o voluntariado a permitir esta operação", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, perante os jornalistas, após a chegada do avião. No aeródromo de trânsito n.º1 da Força Aérea Portuguesa estiveram também as ministras de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e da Administração Interna, Francisca Van Dunem, e a embaixadora da Ucrânia em Portugal, Inna Ohnivets.

O chefe de Estado referiu que “no sábado passado à tarde apareceram em Belém o José Ângelo e o Roman Kurtysh, que disseram: nós temos com o apoio da Euroatlantic a hipótese de mandar 35 toneladas por avião de equipamento, alimentos e medicamentos, e trazer 267 pessoas, crianças, mulheres, jovens, mulheres jovens, e fazer isto de imediato, precisamos que seja declarado este voo humanitário”. “De imediato foi contactada a senhora ministra da Presidência, porque é o Governo que deve tratar dessas matérias, e a resposta do Governo foi inexcedível. Em conjunto com câmaras, a Câmara da Azambuja, a Câmara de Pinhel, também a Câmara de Lisboa”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa. 

Nos últimos dois dias, pelo menos mil pessoas viajaram para Portugal desde a cidade de Varsóvia, na Polónia, para escapar ao conflito e há pelo menos mais um avião de partida para território português já na noite de ontem [quinta-feira, 10mar2022] que deve transportar "algumas dezenas" de refugiados. Os dados foram avançados pelo secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, que tem estado na Polónia a gerir o processo de saída.

Um pouco a Sul da Polónia, na Roménia, está uma equipa da câmara municipal de Cascais que já tem, entre as pessoas que vai transportar num A321 fretado, idosos e recém-nascidos. O vice-presidente da autarquia, Miguel Pinto Luz, está na zona de Bucareste, capital do país e prepara uma viagem que pode transportar cerca de 200 pessoas.

Portugal concedeu até esta quinta-feira 5.213 pedidos de proteção temporária a pessoas vindas da Ucrânia em consequência da situação de guerra, revelou o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). O Governo português concede proteção temporária a pessoas vindas da Ucrânia em consequência da situação de guerra. Segundo uma resolução do Conselho de Ministros, aos requerentes de proteção temporária é atribuída, de forma automática, autorização de residência por um ano, que pode ser prorrogada duas vezes por um período de seis meses. Estes pedidos podem ser apresentados nos centros nacionais de Apoio à Integração de Migrantes e nas delegações regionais do SEF.

  
Segundo dados do portal da Agência da ONU para os Refugiados mais de 2,3 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde que a Rússia invadiu aquele território.
Contagem mais recente de refugiados atualmente presentes em cada país (não o número de entradas):
Polónia – 1.412.503; Hungria – 214.160; Eslováquia – 165.199;
Rússia – 97.098; Roménia – 84.671; Moldávia – 82.762;
Bielorrússia – 765; Outros países europeus – 258.844.
A maioria das chegadas são mulheres e crianças. Todos os homens com idade entre 18 e 60 anos foram impedidos de deixar a Ucrânia para ficar e lutar.

 

 

  Garantiram-me que é verdade!... mas deve ser tanga
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Captura de ecrã 2022-03-10 224452.jpgOs chefes de Estado e de Governo da União Europeia iniciaram ontem [quinta-feira, 10mar2022] em Versalhes uma cimeira de dois dias originalmente consagrada à economia, mas que se focará agora na defesa e energia, por força da ofensiva russa na Ucrânia. Os líderes dos 27, entre os quais o primeiro-ministro António Costa, vão designadamente discutir, no histórico Palácio de Versalhes, formas de reduzir a dependência europeia do petróleo e do gás russo e como lidar com o aumento dos preços da energia.

  Com calma e tudo a seu tempo... António Costa, considerou, esta quinta-feira, que a adesão à União Europeia não é a resposta adequada. "O que a Ucrânia hoje precisa é de uma resposta urgente e efetiva", e cabe aos 27 serem "imaginativos, dar uma resposta que seja concreta, rápida e que produza o efeito essencial, que é apoiar a reconstrução da Ucrânia, dar confiança aos ucranianos no futuro do seu desenvolvimento económico".

  "Sem demora"... mas sem atropelos e com cabeça fria, digo eu. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, destacou uma das conclusões do encontro em Versalhes, França: "sem demora, reforçaremos ainda mais os nossos laços e aprofundaremos a nossa parceria para apoiar a Ucrânia na prossecução do caminho europeu".

  Como a nossa comunicação social diz tudo e o seu contrário, aqui está a VERSÃO OFICIAL da reunião do Conselho Europeu.
Declaração dos chefes de Estado ou de Governo, reunidos em Versalhes, sobre a agressão militar da Rússia contra a Ucrânia, 10 de março de 2022 (03h00 de 11mar2022)
1. Há duas semanas, a Rússia trouxe de volta a guerra à Europa. A agressão militar não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia é uma violação flagrante do direito internacional e dos princípios da Carta das Nações Unidas e compromete a segurança e a estabilidade na Europa e no mundo. E está a infligir um sofrimento indizível à população ucraniana. A responsabilidade por esta guerra de agressão cabe inteiramente à Rússia e à sua cúmplice Bielorrússia, e as pessoas responsáveis serão chamadas a prestar contas pelos seus crimes, incluindo os ataques indiscriminados contra civis e bens de caráter civil. A este respeito, congratulamo-nos com a decisão de abrir um inquérito tomada pelo procurador do Tribunal Penal Internacional. Apelamos a que a proteção e segurança das instalações nucleares da Ucrânia seja imediatamente assegurada com a assistência da Agência Internacional da Energia Atómica. Exigimos à Rússia que cesse a sua ação militar e retire todas as forças e equipamento militar de todo o território da Ucrânia, imediata e incondicionalmente, e respeite plenamente a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas.
2. Saudamos o povo da Ucrânia pela sua coragem na defesa do seu país e dos valores da liberdade e da democracia que partilhamos. Não o abandonaremos à sua sorte. A UE e os seus Estados-Membros continuarão a prestar um apoio coordenado a nível político, financeiro, material e humanitário. Estamos empenhados em prestar apoio à reconstrução de uma Ucrânia democrática, uma vez terminada a ofensiva russa. Estamos determinados a aumentar ainda mais a nossa pressão sobre a Rússia e a Bielorrússia. Adotámos sanções significativas e continuamos prontos a avançar rapidamente com novas sanções.
3. Inúmeras pessoas estão a fugir da guerra na Ucrânia. Oferecemos proteção temporária a todos os refugiados de guerra da Ucrânia. Saudamos os países europeus, nomeadamente os que fazem fronteira com a Ucrânia, pela imensa solidariedade de que dão mostras ao acolher os refugiados de guerra ucranianos. A UE e os seus Estados-Membros continuarão a demonstrar solidariedade e a prestar apoio humanitário, médico e financeiro a todos os refugiados e aos países que os acolhem. Apelamos a que, sem demora, sejam disponibilizados fundos através da rápida adoção da proposta relativa à Ação de Coesão a favor dos Refugiados na Europa (CARE) e através da ReactEU. Exortamos a Rússia a cumprir integralmente as suas obrigações por força do direito humanitário internacional. A Rússia tem de garantir o acesso humanitário seguro e sem entraves às vítimas e às pessoas deslocadas internamente na Ucrânia, bem como permitir a passagem segura dos civis que pretendam sair.
4. O Conselho Europeu reconheceu as aspirações europeias e a opção europeia da Ucrânia, em conformidade com o Acordo de Associação. Em 28 de fevereiro de 2022, o presidente da Ucrânia, exercendo o direito do seu país a escolher o seu próprio destino, apresentou o pedido de adesão da Ucrânia à União Europeia. O Conselho agiu com rapidez e convidou a Comissão a dar o seu parecer sobre esse pedido de adesão, em conformidade com as disposições pertinentes dos Tratados. Na pendência desse parecer, vamos desde já reforçar ainda mais os nossos laços e aprofundar a nossa parceria, a fim de apoiar a Ucrânia na sua via europeia. A Ucrânia faz parte da nossa família europeia.
5. O Conselho convidou a Comissão a apresentar os respetivos pareceres sobre os pedidos de adesão da República da Moldávia e da Geórgia.



Publicado por Tovi às 07:44
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Terça-feira, 8 de Março de 2022
Evacuação de civis de cinco cidades ucranianas

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Na imagem os corredores humanitários propostos pela Rússia

Até ao dia de ontem já se registavam mais de 1,7 milhões de refugiados ucranianos. Hoje, às 9 horas na Ucrânia (07h00 TMG), entrou em vigor um cessar-fogo proposto pela Rússia. Iremos ver ao longo do dia se encontrarão passagem segura os muitos civis que pretendem abandonar o terror dos combates em cinco cidades ucranianas: Kiev, Sumy, Kharkiv, Cherniguiv e Mariupol.

 

  08h10 de 08mar2022 - Fonte do Ministério da Defesa russo, citada pela agência Interfax, garante que os combates em Chernihiv, Sumy, Kharkiv, Mariupol e Kiev pararam, e que foram abertos corredores humanitários a partir destas cidades.
  08h24 de 08mar2022Evacuação em Sumy já começouO primeiro grupo de civis já foi retirado da cidade, de acordo com fonte do governo regional. Entre as pessoas que deixaram a cidade durante o cessar-fogo desta manhã estão residentes e cerca de 1.000 estudantes estrangeiros.
  08h36 de 08mar2022Depois de Sumy, também Irpin começou a retirar os seus cidadãos, depois do cessar-fogo desta manhã para permitir a criação de um corredor humanitário. Irpin, nos arredores de Kiev, tem sido palco de intensos combates, inclusive durante a retirada de cidadãos. Aguarda-se ainda a confirmação das autoridades ucranianas sobre os corredores humanitários em Cherhihiv, Kharkiv e Mariupol.
  08h52 de 08mar2022"Se a guerra continuar, começaremos a ver pessoas sem recursos e sem conexões. Será uma situação mais complexa de gerir para os países europeus daqui para frente, e será preciso haver ainda mais solidariedade de todos na Europa e fora dela", disse o alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, em conferência de imprensa nesta terça-feira. Filippo Grandi lembrou que as guerras nos Balcãs, na Bósnia e no Kosovo, também causaram um grande fluxo de refugiados, "cerca de dois ou três milhões, mas num período de oito anos". "Em várias regiões do mundo vemos coisas destas, mas na Europa é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial", lembrou.
  10h12 de 08mar2022O governo da Ucrânia diz que 30 autocarros estão a caminho de Mariupol para retirar civis através dos corredores humanitários que foram autorizados esta manhã.
  11h16 de 08mar2022
O presidente chinês, Xi Jinping, pede "contenção máxima" da situação da Ucrânia, que descreveu como preocupante, de modo a evitar que fique fora de controlo, segundo a emissora estatal chinesa CCTV. Xi Jinging participou numa videoconferência com o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Olaf Schoz, dizendo que os três países devem apoiar conjuntamente as negociações de paz.


    
image.jpgO edifício da Embaixada da Rússia em Lisboa esteve na noite de segunda-feira iluminada com as cores da bandeira da Ucrânia, na sequência de uma manifestação contra a invasão russa do território ucraniano. Um dos jovens manifestantes, solicitando o anonimato, afirmou que estavam ali unidos pela liberdade e que enfrentaram o frio da noite chuvosa para pôr em marcha a "ação de guerrilha" contra o que disse ser "um grito contra a ocupação selvagem da Ucrânia pela Rússia". Nesta mesma segunda-feira [07mar2022] o grupo da Iniciativa Liberal (IL) na Assembleia Municipal de Lisboa propôs a alteração do nome da rua Visconde de Santarém, morada da embaixada russa na capital portuguesa, em Arroios, para que passe a ter a designação de Rua da Ucrânia.

 


EU-NATO flags.jpgO ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, reagiu hoje às ameaças russas contra o Ocidente, particularmente a inclusão de Portugal na lista de países hostis: "No que diz respeito às ameaças da Rússia e do seu presidente Putin, em diferentes áreas, a resposta é muito simples: essas ameaças não nos amedrontam nem intimidam. Decidimos as nossas posições em concertação, quer no quadro das Nações Unidas quer no quadro da União Europeia e da NATO".
  
David RibeiroNo que se refere à agressão da Rússia à Ucrânia, os membros da NATO e da União Europeia nunca estiveram tão bem alinhados na condenação desta bárbara atitude do Governo de Putin. Portugal, como não podia deixar de ser, está em perfeita sintonia com a NATO e UE… se vai doer?... claro que vai, mas TODOS temos que continuar a defender que "o futuro da Ucrânia aos ucranianos pertence" e só a eles.


  16h28 de 08mar2022
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, anunciou que o pais vai proibir todas as importações de petróleo da Rússia"Este é um passo para infligir uma dor ainda maior a Vladimr Putin", disse Joe Biden.
  16h29 de 08mar2022
Reino Unido anunciou, esta terça-feira, que vai acabar com a importação de petróleo e produtos petrolíferos russos até ao final do anoDe acordo com a agência Reuters, o governo britânico diz que esta transição vai dar ao mercado, aos negócios e à cadeia de fornecimento "mais do que tempo suficiente" para substituir as importações da Rússia, que são apenas 8%. "As empresas devem utilizar este ano para garantir uma transição suava de forma a que os consumidores não sejam afetados". O Reino Unido vai, desde já, começar a trabalhar com novos fornecedores de petróleo, avança o mesmo comunicado. Quanto ao gás natural, do qual só dependem da Rússia em 4%, também já estão a procurar outras opções. 



Publicado por Tovi às 08:38
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Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2022
E é assim que estamos no conflito Rússia - Ucrânia

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  PELA PAZ, CONTRA A INVASÃO
(Em frente ao Consulado da Rússia no Porto - 27fev2022)
Eu estive lá!

 

  JN, 17h24 de 27fev2022
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  Seguramente que a invasão russa à Ucrânia já provocou mortes, muitas mortes mesmo, mas não podemos esquecer a TRAGÉDIA dos mais de 368 mil refugiados (de acordo com um novo balanço da agência das Nações Unidas para os refugiados - ACNUR) , na sua esmagadora maioria mulheres e crianças.
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  Outras da série "Rússia invadiu Ucrânia"
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  Ontem foi assim
19h21 - Imagens de satélite mostram tropas russas a cerca de 60 quilómetros de Kiev, segundo informação avançada pela agência Reuters.
21h18 - As forças russas entraram e tomaram o controlo da cidade de Berdyansk, avança o autarca local, Oleksandr Svidlo. Berdyansk, que tem uma pequena base naval, tem uma população de cerca de 100.000 habitantes. “Há poucas horas, testemunhámos como os soldados armados com artilharia pesada entraram na cidade e começaram a avançar pela nossa cidade natal. Assim que soube do ocorrido, tentei informar todos os residentes da cidade para que tenham a oportunidade de se refugiarem em abrigos", escreveu o autarca, no Facebook.
22h12 - O aeroporto internacional Nikolaev foi atingido, de acordo com informação do presidente da administração estatal regional de Nikolaev, Vitaly Kim.
23h42 - 
O Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia afirma que "a Rússia continua a bombardear praticamente em todas as direções. A guarnição de aviação em Vasylkiv está a defender-se heroicamente, resistindo a bombardeamentos maciços e ataques inimigos. Os soldados da Força Aérea repelem com bravura o agressor noutras cidades e guarnições militares".

 

  A partir de 1 de março de 2022, e até segunda ordem, a Federação Cinológica Russa (RKF) não será autorizada a realizar - no Território Russo - qualquer evento em que sejam atribuídos títulos ou prémios da FCI (shows CACIB, provas CACIT, competições CACIAG, etc.).
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O Clube Português de Canicultura une-se à comunidade internacional no seu completo repúdio pelo terrível conflito que neste momento ocorre na Ucrânia após a invasão do exército russo, que está em curso. (...) A Direção do CPC une-se de imediato ao movimento internacional de apoio aos canicultores ucranianos, de forma concreta e real, apoiando em pleno a iniciativa solidária que foi oficialmente anunciada hoje pelo Comité da FCI.
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  Será em Gomel, na Bielorrússia que as delegações de Zelensky e de Putin vão estar frente a frente para NEGOCIAR A PAZ, ainda que a madrugada desta segunda-feira (28fev2022) tenha sido marcada por violentos combates em Kiev, Kharkiv, Kherson e Chernihiv.
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  08h40 de 28fev2022 - A delegação ucraniana já chegou ao local da fronteira onde vai decorrer a reunião com os representantes russos, avança o gabinete oficial da presidência da Ucrânia. A delegação da Ucrânia vai exigir um cessar-fogo "imediato" e a retirada das tropas russas. Na imagem chegada da delegação ucraniana à fronteira com a Bielorrússia, com o ministro da Defesa Oleksii Reznikov (segundo a contar da esquerda).
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  10h41 de 28fev2022 - O dono do Chelsea, Roman Abramovich, um dos oligarcas russos mais próximos de Vladimir Putin, está na Bielorrússia a pedido da Ucrânia para participar nas conversações de paz, avança o The Jerusalem Post. 
  17h07 de 28fev2022
As delegações ucraniana e russa terminaram as conversações que realizaram ao longo do dia desta segunda-feira na Bielorrússia e admitiram um novo encontro “em breve”. "As partes estabeleceram uma série de prioridades e questões que requerem determinadas decisões" antes de uma segunda ronda de conversações, disse Mikhailo Podoliak, um dos negociadores ucranianos, citado pela agência AFP. O seu homólogo russo, Vladimir Medinsky, disse que o novo encontro terá lugar "em breve" na fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia.

 

  O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinou esta segunda-feira o pedido formal de adesão à União Europeia. "Este é um momento histórico!", pode ler-se na publicação partilhada pela página da presidência ucraniana.
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  O ministro ucraniano do Interior, Denys Monastyrsky afirmou à BBC que a situação na capital ucraniana é "séria, mas estável". O governante revelou que todos os dias a Rússia envia cada vez mais soldados, mas que as forças ucranianas têm feito todos os esforços para bloquear o seu avanço e mantê-los afastados de Kiev. "Sim, de fato, a cada dia o inimigo envia mais e mais forças. Mas nossas gloriosas forças armadas estão basicamente a destruir tudo o que chega a Kiev. Kiev continua a ser o local da principal ofensiva", revelou. Perante as câmaras da televisão britânica, Monastyrsky revelou que as autoridades ucranianas estão a preparar-se para "todos os cenários", incluindo em Kiev. (Na foto um T-90M russo a arder)
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  Apelando à solidariedade dos portuenses e em conjunto com todas as juntas de freguesia e uniões de freguesias, que prontamente se disponibilizaram para se assumirem como pontos de recolha, o Município do Porto irá lançar a campanha, denominada “SOMOS TODOS UCRÂNIA”, de recolha de bens – essencialmente roupa quente, calçado, bens alimentares não perecíveis, medicamentos ou produtos de higiene – para fazer chegar à fronteira da Polónia com a Ucrânia.
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Publicado por Tovi às 07:46
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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2021
No Afeganistão aumenta a violência contra as crianças

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Dou-vos a minha palavra de honra que aqui em casa e também na casa da Alice, ninguém chama a minha neta para conversas sobre a tragédia que se vive atualmente no Afeganistão. Mas a Alice (oito anos irrequietos) vive TUDO como se o dia de hoje fosse a base do futuro que ela pretende para o Mundo. E á mesa do nosso jantar de ontem, comentando o que se via/ouvia no telejornal que a tv ao fundo da sala nos transmitia, desabafou a pequenita: “Ó avô… aquela gente não pensa que só em paz se consegue um futuro risonho?... coitados dos jovens daquele mundo”. E eu, um septuagenário que sempre lutou pela LIBERDADE e IGUALDADE, calei-me… e perdi o apetite.

 


Rodrigues Pereira - Grande Alice !
Ana Alyia - Pois David Ribeiro eu acho que deveria era ter ganho apetite porque é dessas alices que o mundo precisa. Tens toda a razão Alice 😘
Carla Afonso Leitão - Abençoada Alice! Beijinhos ❤
Carlos Miguel Sousa - O poder desconhecido do discernimento puro (e por vezes duro) da lucidez infantil.
Rui Lima - Acho que todos nós quando éramos miúdos sonhamos com um mundo melhor. Algo falhou.
Jorge Veiga - muita coisa falhou...
Isabel Sousa Braga - Beijinho especial para a Alice
David Almeida - Quando o Mundo falha, a inocência e a verdade das crianças ganha força!!! "Alice no país das maravilhas!!!"
Carla Molinari - Quem sai aos seus não degenera…😘
Luis Madureira - A sinceridade e autenticidade das crianças é desconcertante e maravilhosa

 

   Esta foto da Reuters mostra-nos um família afegã a chegar à Bélgica... e os saltos de alegria da menina afegã diz-nos tudo.
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   Lisboa, 21h18 de 27ago2021
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Publicado por Tovi às 07:09
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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2021
Situação dramática no Afeganistão

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Milhares de afegãos que serviram as tropas e diplomatas norte-americanos nestes últimos vinte anos estão em risco de vida com o alastrar da “conquista” Talibã a todas as províncias do Afeganistão. Foi criada a “Operação Refúgio dos Aliados” que pretende retirar do país cerca de 50 mil pessoas, mas até à data unicamente 200 afegãos chegaram de avião na madrugada da última sexta-feira aos Estados Unidos.

 

   Al Jazeera, 21h00 de 10ago2021
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   AFP News Agency, 09h11 de 11ago2021
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   Lembram-se do que aconteceu no Vietname do Sul, em abril de 1975, quando Gerald Ford mandou as tropas e funcionários dos EUA abandonarem Saigão?... Pois é o mesmo que vai acontecer a muitos afegãos depois de Joe Biden, não se arrependendo da sua decisão de retirar tropas do Afeganistão e uma vez que os talibã mantêm o controlo de 65% do país, ter afirmado hoje “they've got to fight for themselves”.
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Jorge Veiga - Pois dão-lhes cobertura da USAF. Pois dão-lhes material de guerra. Pois até lhes pagam os ordenados aos militares. Ao menos que lutem pela terra deles.
David Ribeiro - Jorge Veiga... mas o problema está nos vários milhares de civis que trabalharam para os americanos, militares e pessoal diplomático acreditado em Cabul. Vão todos ser executados, incluindo familiares mais próximos, tal-e-qual aconteceu em Saigão.
Jorge Veiga - David Ribeiro… pois eu sei. Que se alistem no exército e ao menos terão uma fusca.
Rui Lima - Vai acontecer o mesmo que aconteceu ás tropas africanas que combateram do nosso lado em Guiné, Angola e Moçambique e ninguém se preocupou nem na altura nem hoje!

 

   Al Jazeera, 18h45 de 11ago2021
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   Al Jazeera, 11h00 de 12ago2021
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Publicado por Tovi às 07:53
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Sábado, 29 de Fevereiro de 2020
Conflito entre a Turquia e a Síria

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A Turquia confirmou que perdeu pelo menos 33 militares e dezenas de outros foram feridos em solo sírio - "Existem soldados [que foram] seriamente feridos [durante o ataque], e eles estão sendo tratados em hospitais", declarou o governador da província turca de Hatay, limítrofe com a Síria, Rahmi Dogan – mas o Ministério da Defesa russo afirma que a sua Força Aérea não operava na área da província síria de Idlib. Em relação à situação no vilarejo de Behun, nesta província síria de Idlib, o Ministério da Defesa russo declarou: "No dia 27 de fevereiro, na área do vilarejo de Behun, os soldados turcos que estavam nas formações de combate de grupos terroristas caíram na sequência do bombardeio das tropas sírias".
Neste ano a guerra na Síria tem registrado maiores tensões entre forças turcas no país árabe e as forças governamentais sírias. Tudo leva a crer que estes choques armados poderão indiciar que a Turquia possa iniciar operações de maior envergadura no país vizinho.

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Sabe-se também que a Rússia está a reforçar a sua presença na costa da Síria, tendo enviado dois navios de guerra equipados com mísseis de cruzeiro para as águas da sua aliada, no Mediterrâneo. As duas fragatas ampliarão o esquadrão naval russo nessa área estratégica num momento em que as relações com a Turquia estão cada vez mais complicadas.

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Perante a escalada do conflito entre a Turquia e a Síria o presidente turco Erdogan ameaça a Europa com o “abrir dos portões” aos cerca de 3,6 milhões de refugiados sírios que se encontram no seu território no âmbito do acordo de março de 2016 com a União Europeia, pelo qual a Turquia deve reter os refugiados em troca de milhares de milhões de euros pagos anualmente pela Europa e que não estamos a cumprir.



Publicado por Tovi às 09:08
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2016
A cidade apocalíptica de Homs

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Este é o estado actual da cidade de Homs, a terceira maior cidade da Síria antes da guerra civil, onde chegaram a viver cerca de 1,5 milhões de pessoas e que hoje não é mais do que um pedaço de terra abandonado, onde muitas pessoas foram mortas, muitas mães foram muitas vezes forçadas a entrar em carros e raptadas mesmo em frente dos seus filhos. E os responsáveis são o governo do Presidente sírio Bashar-al-Assad, a quem se deve a morte de 180.879 civis na Síria, ou seja, 95,96% do total das mortes registadas entre março de 2011 e outubro de 2015, os grupos oposicionistas ao governo a quem foram atribuídos 1,42% das mortes e o autoproclamado Estado Islâmico com culpa em 0,91% da mortandade. E com esta guerra na Síria está afectado todo o equilíbrio precário da Europa, com sucessivas vagas de refugiados a procurarem um local de paz onde possam criar os seus filhos. E ninguém pega o touro pelos cornos e resolve esta desgraça. Porquê?...



Publicado por Tovi às 09:35
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Sábado, 12 de Setembro de 2015
Estamos a ser invadidos por uma horda de refugiados

“Roubado” por aí… Não é um documento verdadeiro, mas podia ser da primeira metade dos anos setenta do século passado.

 

 AMEAÇA AOS NOSSOS VALORES FRANCESES E EUROPEUS
Amigos franceses, como todos sabemos estamos a ser invadidos por uma horda de refugiados portugueses. Dizem fugir de uma ditadura onde vivem na miséria mas todos sabemos que na realidade procuram roubar as benesses do nosso generoso Estado Social, pago com os nossos impostos de honestos cidadãos franceses. Estas imagens procuram desmontar as mentiras que circulam na comunicação social sobre esta vaga de futuros criminosos e violadores que não se vão assimilar na nossa cultura.

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(Legenda desta foto - Vejam como espalham a sujidade e imundície por todo o lado por onde passam! E algumas das suas mulheres cobrem a cabeça com lenços por motivos religiosos, claramente nunca se vão assimilar na nossa cultura francesa moderna)

 

  Comentários no Facebook

«Fernando Duarte» >> esta foto é de um sr. chamado Gerard Bloncourt, é uma família portuguesa a viver nas barracas em França nos anos 60. Nessa altura ainda não existiam as ajudas do estado francês, era preciso trabalhar e a sério. As ajudas e subsídios diversos começaram a aparecer com a chegada dos socialistas ao poder em 1981

«Pedro Baptista» >> É, os burros novos não sabem e os velhos fazem-se esquecidos...

«Jose Riobom» >> ...demagogia pura no seu melhor...parabéns! ...agora fogem da democracia ?

«Fausto Santos» >> Esta é uma verdade que diz respeito a Portugal e nesse sentido à Europa. Todos os Países na Europa tem uma história e uma narrativa que a ajustam em função dos seus interesses e quanto a isso a diferença plasma-se no tempo. Os emigrantes Portugueses foram à data designados de les bidonville.



Publicado por Tovi às 08:07
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2015
A crise dos refugiados... chegou à Alemanha

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Era inevitável… O constante assobiar para o lado dos políticos da UE perante a tragédia daqueles que chegam à Europa à procura de alguma paz e segurança, só podia dar nisto. E ainda estamos no princípio.

 

  Comentários no Facebook

«Carlinhos da Sé» >> Ai julgavam que era só vender armas e roubar o petróleo? Agora paguem, pena os "states" serem tão longe.



Publicado por Tovi às 11:19
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Sábado, 22 de Agosto de 2015
Não são migrantes... são Refugiados

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Sim!... Sem dúvida que é mais correcto chamar-lhes Refugiados do que continuarmos a considerar como migrantes esta gente da Síria, Afeganistão, Iraque, Líbia, Eritreia e Somália que todos os dias arriscam a vida no Mediterrâneo para poderem fugir da barbárie.

 

  Comentários no Facebook

«António Lopes» >> Será que não se podia absorver estes seres-humanos? O Interior de Portugal está despovoado, ausente de massa crítica, uma das formas de o repovoar poderia ser com estes refugiados!

«David Ribeiro» >> Convém não esquecer que por definição REFUGIADO é toda a pessoa que, em razão de fundados temores de perseguição devido à sua raça, religião, nacionalidade, associação a determinado grupo social ou opinião política, encontra-se fora de seu país de origem e que, por causa dos ditos temores, não pode ou não quer regressar ao mesmo, ou que devido a grave e generalizada violação de direitos humanos, é obrigado a deixar seu país de nacionalidade para buscar refúgio em outro país.

«Mario Reis» >> Antonio seria lindo fazer isso se tivessemos capacidade, Economica; Sociologica; Voluntariado; etc,etc x n.... Que senao seria espalhar covas da moura pelo pais.

«Joaquim Leal» >> Óh António Lopes, com todo o respeito pelo amigo mas acho que povoar o interior abandonado seria mais eficaz fazendo filhos e que o estado passe em ali investir, sobretudo não retirando serviços essenciais às populações locais. Para fazer um acampamento qualquer sítio dá, até no litoral. Depois esse pormenor da falta de "massa critica" é o que não deve faltar a muitos dos refugiados. wink emoticon

«Mario Reis» >> Eu estou disponível para fazer filhos... encontrem-me fêmeas em ciclo produtivo e pelo menos tento! Pois ter filhos não é assim tão simples...

«Joaquim Leal» >> O Mario Reis quer tudo dado e arregaçado eh eh eh grin emoticon

«David Ribeiro» >> As últimas notícias [Lusa – 18h48 de 22Ago] dizem-nos que várias centenas de refugiados da guerra na Síria romperam este sábado as linhas policiais macedónias na fronteira com a Grécia, tendo obrigado as autoridades deste país balcânico a usarem granadas de ruído para conter aqueles que desejam atravessar a Macedónia, Sérvia e Hungria para chegar ao norte da Europa.

«Joaquim Leal» >> Vi na televisão, foi lindo o que se viu...

«José Costa Pinto» >> Interessante que estes refugiados, a 'fugir à barbarie', como diz o David Ribeiro, não se instalem nos países contíguos, como fazem os refugiados 'clássicos'. Não, querem ir para o norte da Europa, para a Grã-Bretanha ou até para os EUA e Canadá.

«Joaquim Leal» >> Isto vai ser sempre em crescendo. Só acaba quando os países de origem ficarem vazios de pessoas e apenas lá ficarem os criminosos.

«David Ribeiro» >> Estas criaturas que fogem da guerra, ao contrário de muitos que conhecemos num passado recente, não querem viver em campos de refugiados, mas sim trabalhar para sustentar a família e não criarem problemas a povos que já os têm que chegue.

«Joaquim Leal» >> Não me parece que seja apenas pela guerra, a europa é muito atractiva. Os problemas são apenas o fulminante mas estou a calcular que o velho continente vai começar a adornar.

«David Ribeiro» >> Não é pela guerra?... Fazes a mínima ideia, Joaquim Leal, do que será viver nos dias de hoje na Síria?... Estes ainda são aqueles que conseguem ter algum dinheiro para pagarem a travessia, os outros morrem como tordos.

«José Costa Pinto» >> David Ribeiro, você agora fez-me sorrir. E olhe que os tempos não estão para risadas.

«Joaquim Leal» >> Óh amigo David, essa ideia de que são todos Sírios, vai com calma... tongue emoticon

«David Ribeiro» >> Sírios, Líbios, Afegãos, Iraquianos, Eritreus, Somalis... a diferença é mínima.

«Joaquim Leal» >> Eu sei que o mediterrâneo é longo. Preocupo-me é quando chegar a altura em que tenha que ser eu, os meus e os vossos, a ter que atravessar o atlântico. Só temos duas alternativas recomendáveis, EUA ou Austrália. Muito longe mas quero aqui deixar claro que lamento a situação dos refugiados.

«David Ribeiro» >> Não tem comparação, como é evidente, mas os portugueses que já tiveram que fazer as malas e abandonar as suas casas para fugirem á guerra fratricida que se adivinhava nos territórios das antigas colónias, saberão bem o que isto é.

«Joaquim Leal» >> Correcto, uma vez acho que chega. Duas é demais wink emoticon. Nestes últimos dias tenho lido por aqui mentes brilhantes, daquelas que só podem ser das franjas da esquerda ao considerar que Portugal pode estar perante um "oportunidade de ouro" para repovoar o seu interior abandonado. Prefiro que tragam para cá o Saara. tongue emoticon

«David Ribeiro» >> É fundamental que nos deixemos de políticas mais ou menos envergonhadas e a lembrarem atitudes racistas e xenófobas para com todos aqueles que nos aparecem nas praias do Mediterrâneo e tomar medidas como as que foram já preconizadas pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH): Colocar em prática uma operação de busca e salvamento robusta, proactiva e com bons recursos, levada a cabo por Estados, urgentemente e sem esperas, com uma capacidade semelhante à “Mare Nostrum” (nome dado à operação de resgate no Mediterrâneo da marinha Italiana) e com uma missão clara de salvar vidas; Criar canais suficientes para uma migração segura e regular, incluindo para trabalhadores migrantes com baixas qualificações e indivíduos com necessidade de reunificação familiar e ainda acesso a protecção quando necessário, são alternativas seguras a recorrer a contrabandistas; Fazer compromissos firmes para receber números significativamente grandes de refugiados alocando-os pelos países da UE, para complementar as quotas atuais e numa escala que tenha um impacto real, acompanhado de outros meios legais que levem os refugiados a alcançarem a segurança; Reforçar o apoio aos países que receberam o maior número de chegadas (Itália, Malta e Grécia) e distribuir a responsabilidade de forma mais equitativa em toda a União Europeia para salvar vidas e proteger todos os que necessitam.



Publicado por Tovi às 21:08
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