"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Terça-feira, 21 de Junho de 2022
Salvar a Descentralização... por Rui Moreira

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Veja-se como o Estado quis manter sob a sua alçada as escolas reabilitadas do Parque Escolar, com transferências através de contrato-programa que, no caso do município do Porto, são 3,5 vezes maiores do que as que irão ser feitas para as outras escolas, que transferiu a 1 de Abril. É indesmentível que o processo de descentralização está a correr mal. À medida que as tarefas delegadas vão pesando no orçamento dos municípios, é evidente que os recursos disponibilizados pelo Estado central são insuficientes.
(Rui Moreira no Público de hoje - 21jun2022)



Publicado por Tovi às 09:29
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Terça-feira, 7 de Junho de 2022
Uma visita às memórias e ao futuro do Cinema Batalha

 
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A descoberta de frescos de Júlio Pomar na obra de requalificação do antigo Cinema Batalha, onde durante décadas estiveram ocultos por debaixo de sete camadas de tinta, foi pretexto para o presidente da Câmara do Porto visitar recentemente o espaço. Conduzido pela dupla de arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez, Rui Moreira, a equipa de vereação, os proprietários do edifício, e o diretor artístico do já quase pronto Batalha Centro de Cinema, Guilherme Blanc, vislumbraram o futuro do equipamento cultural dedicado à sétima arte. A gestão da obra é assumida pela empresa municipal GO Porto.
Margarida Neves Real, representante da família proprietária de um dos mais emblemáticos espaços da cidade, ficou maravilhada com o que via à medida que, entre andaimes, visitava as obras de recuperação do Cinema Batalha. “Está lindíssimo. Gostei muito. Emocionou-me. Trouxe-me recordações de infância, já que vinha aqui, sempre, ver as sessões do Cineclube. A minha filha veio ver o último grande êxito que passou aqui [o filme Titanic]”, revelou, acrescentando: “Nunca pensei que se conseguisse recuperar os frescos do artista Júlio Pomar. O resto sabia que estava em boas mãos, quer por parte do arquiteto quer por parte da Câmara. Estamos todos felizes por termos encontrado aqui uma nova vida”.
Já o arquiteto responsável, Alexandre Alves Costa, dizia-se reconhecido à família proprietária do edifício e, sobretudo, ao presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, que lhe permitiu recuar no tempo e trazer à memória os tempos ali passados.
Um dos rostos do Atelier 15 assume que esta foi uma recuperação muito difícil – “foi uma experiência muito dura para todos”, diz - porque “isto estava num estado de ruína completo. Estava tudo podre. A construção do edifício era muito fraca, com mistura de materiais, etc. Foi praticamente fazer um edifício novo. Do que cá estava pouco se aproveitou”.
Para além das explicações técnicas, Alexandre Alves Costa, sempre secundado pelo colega que com ele assumiu o desafio, Sérgio Fernandez, não deixou também de demonstrar alguma emoção pela recuperação do Cinema Batalha, sobretudo pelo reconhecimento feito pelo presidente da Câmara. “É a obra da minha vida. Tenho aqui a memória do meu pai muito próxima. Ele viveu o Batalha quotidianamente e eu vinha para aqui brincar, com quatro anos. O presidente da Câmara reconheceu isso e, por isso, estou-lhe muito grato”, confessou.
Quanto à requalificação, deixa antever que entre o que era e o que vai ser há muitos pontos de comparação: “Costumo dizer que isto é uma espécie de um edifício igual ao Batalha. Tentamos repor algumas coisas que tinham desaparecido, como, por exemplo, o Salão de Chá”.
Entre os passos dados na visita guiada que também juntou os administradores da GO Porto e da Ágora, o responsável pelo projeto de arquitetura não deixou de repartir o sucesso da recuperação por outras entidades: “tivemos uma relação maravilhosa com os funcionários da Câmara que acompanharam a obra, com a fiscalização e o construtor. Uma conjuntura feliz de quatro entidades, o que é muito raro acontecer numa obra”.
A empresa municipal GO Porto – Gestão e Obras do Porto, cuja presidência do conselho de administração é assumida pelo vereador do Urbanismo, Pedro Baganha, adianta que a empreitada geral ficará concluída no final do mês de julho, seguindo-se os ensaios e vistorias necessárias para o futuro funcionamento do edifício. No final do mês de agosto está previsto proceder à receção provisória da empreitada, confirma a administradora executiva Cátia Meirinhos, e a partir daí equipar o edifício e prepará-lo para “abrir portas” no último trimestre de 2022.
O decurso dos trabalhos conheceu algumas vicissitudes, já que o edifício apresentava uma maior degradação do que era esperada, fruto da sua não utilização, para além de algumas alterações ao projeto solicitadas pela Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC), assim como algumas imprevisibilidades tais como necessidade de reforço de alguns elementos estruturais, aparecimento de fibrocimento nas coberturas e palco, descoberta de um poço enterrado que continha hidrocarbonetos, e falta de materiais, entre outros.
Mas as obras permitiram também pôr a descoberto os frescos do artista Júlio Pomar, gravados nos anos 1940 e, entretanto, escondidos pela polícia política do anterior regime. Trata-se da redescoberta e devolução ao público de uma obra de arte de referência, a nível nacional, e de indiscutível interesse e valor patrimonial.
Numa fase prévia, foi feito um estudo especializado às diversas camadas (entre seis a oito camadas de tinta) que cobriam os frescos. Identificada a técnica para remoção e destacamento das argamassas, através de um processo químico (ao contrário das sondagens que foram realizadas anteriormente por um processo mecânico e que destruíram parcialmente a obra), estão a ser desenvolvidas sondagens, por forma a verificar a existência, dimensão e estado da obra. Posteriormente, será ponderado e decidido qual a metodologia a aplicar no restauro propriamente dito. Estima-se que o restauro dos painéis possa demorar cerca de cinco meses (até outubro de 2022).
“Havia muito medo que não existisse lá nada. Quando apareceu foi uma emoção por parte de todos (conservadoras, fiscalização, etc). Desatou tudo com lágrima no olho. O espaço melhorou muito porque havia uma parede que fazia um limite. Dissolveu-se com a pintura. Parece agora que é um espaço aberto, infinito”, sublinhou Alexandre Alves Costa.
A descoberta foi, entretanto, comunicada à Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), cumprindo a GO Porto todas as formalidades.

  Repor as condições originais com novos equipamentos à mistura
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Em termos cronológicos, o trabalho de requalificação do edifício histórico teve início a 18 novembro de 2019, depois de ter sido aprovada pelo Tribunal de Contas, a 31 de outubro do mesmo ano.
A intervenção, com assinatura do Atelier 15 (dos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez), visa a reformulação e remodelação deste espaço cultural com uma filosofia de reposição das condições originais, mas com trabalhos profundos ao nível da estrutura, da reabilitação das superfícies (pavimentos, paredes e tetos) e das coberturas, assim como a instalação de novos equipamentos, acessos e redes.
A conhecida Sala Bebé dará lugar a uma sala polivalente com bar e outras valências sociais. Além da sala principal, com uma capacidade de 341 lugares (distribuídos por 187 na plateia, 112 na tribuna e 42 no balcão), também foi construída uma sala-estúdio na parte posterior do segundo balcão, com capacidade para 134 pessoas. Foi ainda instalado um elevador, por forma a garantir a acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida.
O Batalha foi arrendado pela Câmara do Porto por um período de 25 anos e vai ser devolvido à cidade mais de uma década após o seu encerramento, retomando a sua função cultural centrada no cinema.

 

  No JN - Opinião de "Capicua" (Ana Fernandes)
O fresco de Pomar
Setenta e cinco anos depois da PIDE mandar cobrir os frescos de Júlio Pomar no cinema Batalha, eles são recuperados, graças à ciência e seus infinitos recursos químicos. Um mural sobre o São João, que no mês de junho reaparece para repor à cidade o que sempre lhe pertenceu. Um mural que foi silenciado não por ter um conteúdo antifascista, mas por ter sido feito por um antifascista. Um exemplo do silenciamento violento e absurdo com que o Estado Novo impunha as suas arbitrariedades. Que em breve poderemos visitar no renovado cinema.
Foram sete camadas de tinta, uma por década, mas o fresco ressurgiu. Depois de várias tentativas falhadas de recuperação nos últimos anos, depois de se ter posto a hipótese do pintor (entretanto falecido) refazer a obra, ou até de se criar uma instalação, projetando o fresco na parede branca, para relembrar o seu apagamento pelo antigo regime, um autêntico milagre de São João aconteceu. Uma equipa especializada conseguiu trazer os desenhos à superfície. Figuras de músicos, populares em festa, um balão de ar quente, aquilo que parece ser um bailarico, em formas ora curvilíneas, ora angulosas, em tons quentes de amarelo e ocre, que as fotografias existentes não podiam representar por serem todas a preto e branco.
O que seria mais popular e portuense que o São João? A noite que, das cerimónias pagãs do solstício até aos dias de hoje, permite todas as fruições. A noite em que somos nós quem enche a noite de estrelas. A noite em que velhos e novos dançam a mesma música nas mesmas praças. A noite em que pobres e ricos comem sardinhas em pão. O que seria mais simbólico do que essa noite de liberdade? Representada, ainda por cima, num espaço público de cultura, pela profunda convicção humanista de que a arte deve existir para fruição de todos em grandes espaços coletivos e não apenas para usufruto exclusivo de uma elite, emoldurada nas paredes dos solares.
Ora, foi precisamente essa afirmação de democraticidade que a PIDE silenciou. Rejeitando também a subversiva elevação das festas populares a motivo de eternização em arte. Ainda por cima, pelas mãos de um jovem pintor antifascista, que inovava no estilo e na técnica, causando aliás grande polémica e um debate intenso entre colegas e críticos. O que é certo é que o tempo fez justiça a Pomar. O fresco venceu e, com isso, ganhámos todos. (É por estas e por outras que acredito muito em justiça poética).

 

  Mais alguma informação sobre a Requalificação do Cinema Batalha
Captura de ecrã 2022-06-07 164158.jpgEm setembro de 2019, numa sessão da Assembleia Municipal em que estive presente, foi validada a requalificação do Cinema Batalha, um equipamento de "grande relevância histórica e patrimonial para a cidade do Porto", como fez notar na altura Rui Moreira. O Autarca da Cidade Invicta lembrou que a Câmara do Porto fez uma tentativa de compra do imóvel, mas que os proprietários não quiseram vender e estavam no seu direito, mas como o equipamento "tem uma história de resistência ligada à cidade do Porto" o Executivo portuense optou por um contrato com os proprietários que prevê uma renda mensal de 10 mil euros e que permite desenvolver um projeto na estratégia cultural delineada para a cidade, assente nos valores da memória, conhecimento e inovação. E assim arrancou-se para a obra de requalificação, inicialmente orçada nos 2,5 milhões de euros, mas "quando se fizeram os primeiros furos nas paredes, verificou-se uma enorme degradação do betão, porque foi construído com materiais de baixa qualidade", e isto obrigou à reavaliação do projeto pelo arquiteto Alexandre Alves Costa e que, por esse motivo, "a obra vai custar mais". Mas as boas contas da Câmara do Porto conseguem suportar este aumento e a obra vai já num estado avançado.



Publicado por Tovi às 07:54
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Terça-feira, 31 de Maio de 2022
Câmara do Porto sai da ANMP

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Foi ontem à noite aprovada em sessão da Assembleia Municipal do Porto a desvinculação do Município portuense da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).
Votaram contra CDU, BE, PAN e PS; Votaram a favor RM, PSD e Chega.


JNA Assembleia Municipal aprovou a proposta do Executivo e o Porto sai mesmo da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), em protesto contra o alegado fracassso deste sindicato de concelhos nas negociações com o Governo para a descentralização e transferências de competências. Para que a deliberação lhe fosse favorável, Rui Moreira precisava um mínimo de seis abstenções entre os nove deputados social-democratas, mas o apoio laranja foi total. Miguel Côrte-Real, líder da bancada "laranja", explicou a tendência do voto: "O PSD não queria estar aqui a discutir a desvinculação. O PSD esteve no início deste processo, mas, depois, a lei foi feita pelo PS. O PSD, como fundador, tinha a expectativa de que a ANMP defendesse os municípios. Não é o que se verifica. Mas a responsabilidade por esta situação não é da ANMP. Os responsáveis por esta situação abusiva são o PS e o Governo".
Público
Rui Moreira diz que Governo vai ter de “negociar com os 307 municípios e com o Porto”.
Expresso
A Assembleia Municipal do Porto aprovou na noite desta segunda-feira a saída da autarquia da Associação Nacional de Municípios com os votos favoráveis dos independentes liderados por Rui Moreira, CHEGA e PSD e contra de BE, PS, CDU e PAN. O executivo municipal já tinha aprovado aquela desvinculação em reunião de câmara, com os votos a favor do movimento independente, a abstenção do vereador do PSD Alberto Machado e os votos contra do PS, BE, CDU e do social-democrata Vladimiro Feliz. A Câmara Municipal do Porto interpôs, em 25 de março, uma providência cautelar para travar a descentralização nas áreas da educação e da saúde. Em 04 de abril, o vereador da Educação da Câmara do Porto, Fernando Paulo, adiantou que a providência foi aceite, mas sem efeitos suspensivos, o que levou a autarquia a "acomodar" as competências. Após recurso, o Supremo Tribunal Administrativo (STA) declarou-se na sexta-feira “incompetente” para decidir sobre a providência cautelar interposta pela Câmara do Porto.
Observador
Câmara do Porto sai da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Assembleia Municipal aprovou a saída da autarquia da Associação Nacional de Municípios Portugueses com votos a favor dos independentes liderados por Rui Moreira, Chega e PSD.
Correio da ManhãAs críticas ao processo de descentralização foram unânimes na Assembleia Municipal do Porto, que aprovou a saída da Associação Nacional de Municípios, mas PS, BE, PAN e CDU acusaram Rui Moreira de estar "a isolar" a autarquia. 
A saída do Porto da Associação Nacional de Municípios (ANMP) foi aprovada com 24 votos a favor dos deputados municipais independentes e do PSD, mais seis votos de presidentes de Juntas de Freguesia do município (30 no total) e com os votos contra dos oito deputados do PS, dos três da CDU, três do BE e um do PAN, além do voto do sétimo presidente de Junta (16 no total).
Porto.
Depois de aprovada pelo Executivo, em abril, a desvinculação do Porto da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), e a assunção de forma "independente e autónoma" das negociações com o Estado em relação à descentralização de competências, foi confirmada pela maioria na Assembleia Municipal, na noite desta segunda-feira, com os votos favoráveis do movimento Rui Moreira – Aqui Há Porto, do Partido Social Democrata (PSD) e do Chega. Apesar de reconhecidas críticas à atuação da ANMP durante as negociações do processo de descentralização de competências do estado central para as autarquias, todas as restantes forças políticas se opuseram à saída daquele organismo, com receio de que o Porto fique “isolado” na discussão. “Não sabemos se vamos ganhar ou perder. Sabemos que vamos passar a ter poder negocial”, considera Rui Moreira. O presidente da Câmara do Porto recusa a ideia de isolacionismo e reafirma a necessidade de “termos uma voz para dizer ‘não’, de ter “poder negocial, porque alguém usurpou o nosso direito de negociar”. “Queremos representar-nos a nós próprios”, sublinha o autarca, com a crença de que a aprovação por parte da assembleia é “um sinal claro e evidente de que nós temos soberania sobre a nossas contas, despesa, sobre o nosso território”. Rui Moreira partilhou, ainda, a preocupação com a flexibilização do “perímetro de endividamento dos municípios” depois de anunciada a retificação dos valores a transferir para as autarquias na área da educação. O presidente da Câmara do Porto acredita que a medida serve “para tentar convencer os municípios a aceitar um mau negócio”, mas diz que “o nosso voto não está à venda”. “Não queremos capacidade de endividamento, queremos que nos paguem aquilo a que temos direito”, reforçou.

 

  Parece que a coisa não vai ficar só pelo Porto - Câmara da Trofa está a "começar a encetar procedimentos" para sair da ANMP
O presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, adiantou, esta terça-feira, que o município está a "começar a encetar os procedimentos" para, à semelhança do Porto, sair da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP).



Publicado por Tovi às 07:34
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2022
Rui Moreira "partiu a loiça toda"

... e já tem Aires Pereira, presidente da Póvoa de Varzim, como aliado na Área Metropolitana do Porto. O Município da Póvoa de Varzim promoveu ontem, no Cineteatro Garrett, um debate sobre o tema da Regionalização. A convite do presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, a conversa contou com a participação do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira. O debate realizou-se no âmbito do “Póvoa Talks”, projeto que tem como objetivo envolver e dar voz ativa a todos os poveiros, criado em formato digital durante a pandemia. A entrada era livre. Após o debate, o público teve oportunidade de participar, colocando questões a ambos os convidados.

 

  JN de hoje
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Rui Moreira não poupa nas críticas. Póvoa também já pondera sair da Associação Nacional de Municípios e diz que há vários concelhos a equacionar o mesmo.
A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) navega ao sabor de "princípios partidários" de quem tem "interesses pessoais". Quem o diz é o presidente da Câmara do Porto. Muito crítico em relação à liderança de Luísa Salgueiro, Rui Moreira esteve na Póvoa de Varzim a falar de regionalização. Sem mais poder, recusa assumir mais despesa e acusa o Estado de estar a querer asfixiar as autarquias. Tudo com a conivência da ANMP. Na Póvoa encontrou aliado. Aires Pereira também já pondera sair da ANMP e diz que há vários municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP) a equacionar o mesmo.
"O que nos estão a passar basicamente é dívida. Isto é feito com a cumplicidade da ANMP que obedece a princípios partidários, porque tem pessoas, infelizmente, que hoje são presidentes de uma cidade, que vão chegar ao fim do seu último mandato dentro de três anos e, nessa altura, vão precisar de arranjar emprego noutro sítio qualquer. Têm outros interesses. A nós não nos podem representar", afirmou Rui Moreira, sem poupar críticas à liderança da ANMP, desde novembro, a cargo da presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro.
Numa descentralização que começa mal, sublinha, foi "violada brutalmente a lei", que tinha como pilar a neutralidade orçamental: um envelope financeiro idêntico às despesas a assumir.
"Sem aumento de competências, nós não podemos assumir mais despesa, porque ou deixamos de fazer investimento, ou pioramos o serviço", frisou, acusando a ANMP de ter negociado com o Estado em nome dos municípios sem defender os seus interesses. Precisamente por isso, o Porto bateu com a porta. Agora, é a Póvoa quem anuncia que vai fazer o mesmo.
"O município da Póvoa de Varzim não se revê da maneira como a ANMP tem negado esta necessidade de haver um reforço de verbas e não ter defendido a sustentabilidade deste processo de descentralização", diz Aires Pereira, que, caso nada mude com a proposta de Orçamento de Estado e "uma vez que a ANMP não nos representa convenientemente", vai propor, "já em junho, a saída da Póvoa".
O edil poveiro diz que "há mais municípios a pensarem desta forma" e especifica mesmo que "alguns são da AMP". Rui Moreira aponta Coimbra e Anadia.

  Júlio Gouveia no FacebookÉ evidente. O Estado quer diminuir despesas à custa das Camaras. Ou seja quer deixar de ter responsabilidades em varias áreas e atirar essas responsabilidades à Camara. Até aqui tudo bem. O problema é que o estado quer transferir essas responsabilidades mas só quer transferir metade do que atualmente gasta ou perto disso para as Camaras.RICO NEGOCIO. E isto com a condescendencia da ANM, que claro é presidida pela socialista presidente de Matosinhos, que devia zelar pelas camaras como presidente, em vez disso zela pelos interesses do governo e por isso socialistas. E não me venham dizer que digo isto porque não sou socialista, porque Camaras há como a de Gaia, socialista, que tb não está de acordo com a descentralização que o governo propõe. Como a sra dd Matosinhos não dá sequer a mínima hipotese de recuo, nada mais há a fazer do que sair desse organismo a que a senhora preside, e entao... ou o estado fica na mesma com essas responsabilidades nestas Camaras ou tem de negociar. Lá porque o PS e bem porque teve o voto popular tem maioria não quer dizer que agora sejamos todos #carneiros# e seguidistas de tudo que o PS quer e ou seja o governo, porque senão deixa de ser democracia.

  Porto Canal - 27mai2022 08h34 - O autarca da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, admitiu em declarações à comunicação social, depois de um debate sobre a regionalização com Rui Moreira, que está a considerar uma possível saída da Associação Nacional de Municípios. Aires Pereira ainda criticou o processo de descentralização referindo que o município da Póvoa de Varzim não se sente representado pela associação. 

 


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A Câmara Municipal do Porto vai agora apresentar uma exposição à Senhora Provedora de Justiça, que, se concordar com o argumentário, poderá recorrer ao Tribunal Constitucional.



Publicado por Tovi às 09:17
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Domingo, 22 de Maio de 2022
Eu não sou "Andrade"... eu sou "Vaca Malhada"

Não, não sou "Andrade"... eu sou "Vaca Malhada". Mas quem se mete com meus amigos - e Rui Moreira é meu Amigo - comigo se mete.

  Carta aberta de Rui Santos a Rui Moreira e aos portistas
Captura de ecrã 2022-05-20 143102.jpgCaro RUI MOREIRA,
Permita-me que lhe dirija em público algumas palavras, porque há um conjunto de situações relacionadas direta ou indiretamente com a sua condição de presidente da Câmara de Municipal do Porto que me preocupam enquanto português e também enquanto observador das coisas do mundo do futebol.
O FC Porto vive um momento alto porque se sagrou campeão nacional e é favorito para conquistar este domingo a Taça de Portugal.
A 'dobradinha' e a possibilidade de conquistar três troféus consecutivos (juntando a Supertaça em Julho) coloca o FC Porto, desportivamente, num momento que enche de natural orgulho a comunidade portista.
Esse é um ponto que deve merecer aplauso.
Conhecemo-nos minimamente no plano fute-ideológico para saber que, sem qualquer tipo de drama ou crítica, não estamos de acordo sobre o que deve ser a relação entre a política e os clubes de futebol.
Entendo desde sempre que uma Câmara Municipal deve ser inclusiva e, no caso do futebol, olhar para todos os clubes com essa mesma visão inclusiva.
O FC Porto, por maioria de razão, e por ser o clube mais representativo da cidade, deve estar nessa perspetiva inclusiva e isso, a meu ver, não merece contestação.
O que eu discordo, e isso vale para o Porto, para Lisboa ou para qualquer outra cidade ou município, é uma espécie de submissão do poder político em relação aos clubes de futebol que lhe retira autoridade e capacidade de agir quando valores mais altos se levantam, acima das conquistas desportivas.
Conhecemos a história das relações entre a CM do Porto e o FC Porto, conhecemos ações tão díspares como aquelas que caracterizaram as presidências de RUI RIO e de FERNANDO GOMES, hoje administrador da SAD portista, e aquilo que genericamente defendo é que nunca haja conflitos de interesses e que um presidente de Câmara se sinta livre de decidir em conformidade com os interesses da cidade, por exemplo em matéria de segurança, porque nela vivem ou pode receber a visita de cidadãos com simpatia por outros clubes ou a revelar outras preferências que não sejam exatamente ligadas ao futebol.
Sabe, RUI MOREIRA, como todos sabemos, houve uma morte brutal na cidade do Porto, de um rapaz que foi barbaramente esfaqueado, e também sabemos das ligações que existem entre fautores de violência na urbe e a claque mais representativa do FC Porto.
RUI MOREIRA sabe que não tem apenas um problema de violência e de insegurança na sua cidade, tem um conjunto de bairros problemáticos onde o crime está instalado.
Dir-me-á que isso acontece também em bairros de outras cidades, como por exemplo Lisboa, não duvido nem omito, mas parece-me que o problema de relação com uma claque de futebol, no Porto, atingiu uma dimensão provavelmente única no País e extremamente perigosa.
O tema é sensível, sobretudo para si, na sua condição de presidente e de portista, mas vejo-o como uma pessoa de bom senso e recuso-me acreditar que esteja cómodo com a situação.
Não sei até que ponto seja possível conciliar a sua condição de presidente da Câmara, de portista e de amigo de PINTO DA COSTA, e ainda da sua eventual vontade pessoal e política para encarar este problema com coragem.
Não sei até que ponto é que o Ministério da Administração Interna e o Governo de ANTÓNIO COSTA estão dispostos a não ignorar que a situação está a ultrapassar todos os limites e a ficar fora de controlo.
Dirijo-me a si com esta abertura porque o creio como uma pessoa sensata que tem a ambição de um dia ser presidente do FC Porto e que, para consegui-lo, entende que a melhor estratégia - seguida por quase todos - é não contrariar ou mesmo hostilizar um posicionamento de décadas.
Caminhar lado a lado com PINTO DA COSTA e com o posicionamento deste em relação a tudo o que não seja um alinhamento integral perante as políticas e os comportamentos que ele defende pode ser a melhor forma de não perder popularidade e votos.
Isso alcançamos todos.
Não sei se, porventura, alguma vez chegará à presidência do FC Porto, para cujo cargo há mais pretendentes como, por exemplo, ANDRÉ VILLAS-BOAS e VÍTOR BAÍA - e outros candidatos que, na altura certa, se perfilarão, até para surpresa de muitos observadores.
Hoje ou amanhã, o Porto e o FC Porto serão confrontados com um problema de passividade perante os excessos que se passam na cidade e no clube em matérias relacionadas com segurança e violência - e há um momento, hoje ou amanhã, que a questão não será tanto de passividade ou de popularidade mas de responsabilidade efetiva.
É para isso que o alerto, com respeito e também com a certeza de que o FC Porto é muito maior em princípios e em valores, com muita gente de bem, impotente para discutir seja o que for, do que aquilo vem sendo alardeado publicamente, sobretudo quando eclodem problemas de violência.
A cidade do Porto precisa do turismo, precisa dos portuenses, mas precisa também dos portugueses e do País, em todos os sentidos.
A exclusão não é um bom princípio.
Peço-lhe, RUI MOREIRA, que veja a árvore mas também a floresta e a si, portista dos sete costados, que é apaixonado pelo seu clube, não se deixe orientar por dinâmicas separatistas, construída em cima de ódios.
A cada um dos adeptos portistas, tão importantes no futuro para o equilíbrio do associativismo, peço-lhes que não combatam a violência com (mais) violência e sejam mais intransigentes na defesa da paz e de um ideário de desportivismo que eleve e não prejudique a imagem do clube.
Se não houver compreensão dos valores e das prioridades que ora se levantam, pode ser demasiado tarde.
Para todos nós.

 

  Resposta de Bernardino Barros
hqdefault.jpgEu sei, o Sr. Rui Santos “mascarou-se” de gelado e não de palhaço, no programa da SIC “A Máscara”, mas convenhamos que o fato era altamente sugestivo.
Nada tenho contra o Sr. Rui Santos, a não ser a sua proverbial falta de isenção, a sua “cruzada” contra o FC Porto, o seu presidente e os seus adeptos, a sua investida contra o Porto cidade, o seu Presidente e as suas gentes, para além de se ter colocado ao lado de actos rácicos contra um jogador do FC Porto, o que não faz dele um racista pois claro.
Pelo que acima leram, muitos estarão a pensar, que o enumerado é razão suficiente para ter algo contra o Sr. Rui Santos.
Pois confesso que não, tenho até alguma solidariedade desde a tentativa de agressão que sofreu no parque de estacionamento da SIC (https://www.tv7dias.pt/nao-aguento-futebol-bandido-rui...), episódio que de certeza o fez mudar a agulha dos seus comentários, porque como diz o povo na sua vasta sabedoria “quem tem cu, tem medo”.
Já lá vão 13 longos anos e, infelizmente, com tantas câmeras de video-vigilância e com anotação da matrícula da viatura, ainda nada se apurou quanto aos presumíveis agressores, o que deve deixar o Sr. Rui Santos a viver em constante inquietude (estão a ver a razão da minha solidariedade) com medo do regresso dos “delinquentes agressores”.
Daí não poder apelidar de “palhaçada” a sua carta aberta ao edil Rui Moreira e ás boas gentes do burgo portuense, mas antes compreender a sua preocupação pela nossa integridade física e sanidade moral.
Com certeza a mesma, embora não tivesse encontrado registos, de qualquer missiva endereçada ao edil lisboeta, quando um atrevido e ingovernável Clio abalroou um adepto do seu clube, ou quando uns adeptos invadiram um hotel lisboeta, para “confraternizar” e ensinar a "dança dos paus" das velhas gentes de Miranda, a uns quantos adeptos holandeses.
Tb não encontrei qualquer carta aberta ao edil do Estoril, quando um adepto leonino foi esfaqueado na estação de S. Joao do Estoril, mas deve ser falha minha, porque a coerência e isenção do Sr. Rui Santos não lhe permitiria ser sectário nas suas análises independentes.
Claro que o Presidente Rui Moreira esteve mal em abrir as portas da câmara portuense ao FC Porto e às suas perigosas gentes, como tb o estiveram (verdade Sr. Rui Santos?) os ilustres presidentes da edilidade lisboeta, António Costa, Fernando Medina e Carlos Moedas, quando receberam tão ilustres clubes e dirigentes (não são suspeitos em casos suspeitos), presumindo que, nestes casos, não havia promiscuidade ou perigosidade, porque os actos eram abençoados com a figura em porcelana do Stº António.
Talvez o Dr. Rui Moreira, da próxima vez, possa solicitar ao seu colega de Amarante que empreste a figura do S. Gonçalo, com cordelinho incorporado, para ofertar ao Sr. Rui Santos e beatificar a sessão.
Termino com uma frase do próprio Rui Santos publicada em crónica de 13 Setembro de 2019 - “Palhaçada sem palhaços, porque provar que há palhaços nesta estória é tão difícil como provar que as azeitonas podem ter caroço”.

 

 


taca-de-portugal-logo-14D632858D-seeklogo.com.pngNa tarde de hoje FC Porto e Tondela jogaram, no Estádio Nacional, a final da Taça de Portugal. Até chegar a esta final, o FC Porto eliminou o Sintrense (5-0 fora), Feirense (5-1 em casa), Benfica (3-0 em casa), Vizela (3-1 fora) e Sporting (vitórias por 2-1 fora e 1-0 em casa). Já o Tondela afastou o Camacha (2-1 fora), Leixões (3-1 casa), Estoril Praia (3-1 casa), Rio Ave (1-0 fora, após prolongamento) e Mafra (3-0 em casa e 1-1 fora). E o jogo de hoje terminou com a vitória do FC Porto por três a um, garantindo-se assim a vinda da TAÇA DE PORTUGAL 2021-22 para a Cidade Invicta. 



Publicado por Tovi às 08:25
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2022
A Câmara do Porto ameaça sair da ANMP

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Jornal de Notícias de 12abr2022

"Não podemos ficar na mão de negociadores nos quais temos razões para não confiar. O que aconteceu na educação, que agora é muito difícil de mudar, não pode acontecer na coesão social e na saúde" (Rui Moreira dixit). Realmente não sei o que estamos lá a fazer.

 

  Capa de Jornal de Notícias de 13abr2022
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  Efeitos de uma atabalhoada descentralização na área da educação
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  TSF - 15abr2022 
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Excelente entrevista de Rui Moreira ao DN-TSF



Publicado por Tovi às 07:39
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Terça-feira, 12 de Abril de 2022
Visita do Presidente da Bulgária a Portugal

Captura de ecrã 2022-04-11 132644.jpgA cidade do Porto será o primeiro ponto do programa da visita de Estado do Presidente da República da Bulgária a Portugal. Rui Moreira recebe o Chefe de Estado búlgaro, Rumen Radev, em sessão solene de boas-vindas nos Paços do Concelho, esta terça-feira, ao final da manhã. A cerimónia será presidida por Marcelo Rebelo de Sousa e é antecedida por Honras Militares, na Praça do General Humberto Delgado.

 

  A Bulgária é uma república parlamentar, membro de pleno direito da União Europeia (desde 1jan2007) e da NATO (29mar2004), tem laços tradicionais profundos com a Rússia, mas a invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin semearam na sua população divisões significativas entre grupos pró-NATO e pró-Rússia. E no governo de Sófia o apoio ao presidente russo Vladimir Putin tem vindo a diminuir consideravelmente. O chefe de governo, o Primeiro-Ministro, ocupa o cargo mais importante do poder executivo. O chefe de Estado, o Presidente, exerce sobretudo funções representativas, com alguns poderes de veto limitados. A Bulgária é um Estado unitário dotado de uma estrutura centralizada, dividido em 28 províncias, uma das quais é a província metropolitana da capital (Sofia-Grad). Os governadores regionais são nomeados pelo governo.

 

  CNN Portugal

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Em Portugal para uma visita oficial, que começou no Porto com o chefe de Estado búlgaro [Rumen Radev] a receber as chaves da cidade, o que disse ser uma “honra e um privilégio”. (...) "É importante, neste momento, mostrar unidade e as relações de amizade entre os dois países [Bulgária e Portugal] têm um simbolismo profundo. Se dois países situados em duas das pontas da Europa podem cooperar, ser amigos e pensar juntos no futuro da Europa, significa que todas as famílias europeias podem fazer isso”, afirmou Rumen Radev. (…) “Enfrentamos os mesmos problemas como a demografia. As estatísticas mostram que temos o mesmo problema, mais de 20% da nossa população deixou o nosso país, é um enorme desafio e temos que trabalhar para os trazer de volta ou pelo menos para que não percam a ligação espiritual”, enumerou. (…) O chefe de Estado búlgaro destacou ainda que o Porto “é a cidade Invicta” e o papel na História de Portugal. “O Porto teve sempre um papel importante na história de Portugal (…) tornou-se um símbolo para a Europa, e para o resto do mundo, de coragem e compromisso para olhar para além do visível, explorar o desconhecido, cruzar mares e oceanos e descobrir mundos”, disse.



Publicado por Tovi às 08:27
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2022
Plano de Recuperação e Resiliência para a Cultura

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Dos 150 milhões, só 1,1 para o Porto. É este o PRR que agrada ao encarniçado poeta Rui Lage, tão subserviente se faz às ordens da República. É esse PRR que me levanta estas e outras críticas. Porque, ao contrário de Rui Lage, não há prebendas que me façam vergar aos ditames da capital.
(Rui Moreira no JN de 4.ª feira, 06abr2022)

  É este o artigo de Rui Lage a que Rui Moreira se refere.
(JN de 3.ª feira, 05abr2022)
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  O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) é um programa de aplicação nacional, com um período de execução até 2026, que vai implementar um conjunto de reformas e  investimentos destinados a repor o crescimento económico sustentado, após a pandemia, reforçando o objetivo de convergência com a Europa ao longo da próxima década.



Publicado por Tovi às 07:43
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Domingo, 3 de Abril de 2022
A "tal" descentralização

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De um dia para o outro, o Município do Porto viu crescer o seu mapa de pessoal em mais de 900 funcionários... e o envelope financeiro, onde está?

 

  O presidente da Câmara do Porto revelou que vai reunir com a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e com o titular da pasta da Educação, João Costa, para procurar encontrar um equilíbrio no processo da descentralização, na área da Educação que entrou em vigor em 1 de abril. Rui Moreira tornou público que, de um dia para o outro, o município que lidera viu crescer o seu mapa de pessoal em mais de 900 funcionários. Apesar de garantir de que serão todos “bem tratados, ao nível das suas condições de trabalho e de salários", o Município continuará a “tudo fazer para salvaguardar aquilo que são os interesses do Porto”, na “salvaguarda dos princípios que uma transferência desta monta tem que ter: uma neutralidade orçamental que não está garantida”. “Uma descentralização implica a passagem de poder, quando eu descentralizo alguma coisa transfiro poder. No nosso caso, não nos transferiram poder nenhum, basta ver que é através de uma direção regional que nós recebemos ordens”, disse o presidente da Câmara do Porto, que voltou a sublinhar que, para a esfera municipal, apenas passou “a administração burocrática dos edifícios escolares com o pessoal não especializado”, mas nada de decisões estratégicas, como, por exemplo, horários escolares, colocação de professores a nível regional, reabilitação de edifícios, entre outros. Segundo um estudo encomendado à Universidade do Minho, ficou aferido de que seria necessário verbas, na ordem dos 70 mil euros anuais, para manter uma escola. Contudo, o Governo só transfere 20 mil para cada uma.

 

  Já em reunião do Executivo camarário do Porto de 21 de março, depois de ter recebido da Direção de Serviços da Região Norte da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares o prazo de 1 de abril para a transferência de competências na educação e perante a unanimidade no Conselho Metropolitano de Vereadores, determinou-se poder vir a ser interposta uma procidência cautelar para travar esta “transferência de poderes”. Em declarações aos jornalistas no final da reunião, Rui Moreira foi taxativo: “Vamos pedir aos nossos advogados para olharem para essa matéria, sobre a possibilidade de, através de uma providência cautelar, fazer aquilo que pretendemos, que corresponde ao sentimento unânime de todos os vereadores da educação no conselho metropolitano do Porto, onde a maioria é do partido do Governo, do PS.”



Publicado por Tovi às 07:26
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Domingo, 27 de Março de 2022
Qual é a estratégia da China na Ucrânia?


mw-860.jpgAs negociações continuam, mas os resultados são praticamente nulos… e diz quem acompanha esta crise provocada pela invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin que o importante e que ainda teremos que aguardar é para onde vai a China cair, pois será o que influenciará o destino da guerra. Eu também sou desta opinião.


Pingus Vinicus - A China tem uma paixão pela Rússia…
Jorge De Freitas Monteiro - A China cai sempre para o seu próprio lado. O que neste caso significa ter interesse numa solução pacífica da qual a Rússia não saia enfraquecida nem os US reforçados.
David Ribeiro - ...o que no atual estado da coisa é o mesmo que cair para o lado russo.
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, provavelmente. Aliás é interessante ver o tom utilizado por diplomatas e altos funcionários chineses nas suas contas no Tweeter. Sabendo-se que os chineses não dizem nada só por dizer é muito significativo. Mais um factor que a informação a que temos direito omite cuidadosamente.
David Ribeiro - Mas os chineses são exímios em dar “uma no cravo e outra na ferradura”, conforme lhes convenha. Na semana passada, durante uma conversa telefónica entre Xi Jinping e Joe Biden, o presidente chinês disse que os interesses económicos da China estão com o Ocidente e não com a Rússia. Xi é uma puta velha (pardon my french).
Jorge De Freitas Monteiro - David Ribeiro, justamente, caem sempre para o seu próprio lado
Chico Gouveia - A estratégia da China é a dos tomates: colabora mas não entra.
Da Mota Veiga Suzette - A China é tradicionalment amigo da Russia mas lembra-se do grande mercado que significa a Europa e USA para escoar os seus produtos. Assim, a China disse: esta guerra não é bom par ninguém!

 

 


18304358_905.jpgLendo tudo o que se escreveu sobre as reuniões dos últimos dias em Bruxelas – NATO, União Europeia e G7 – estou convencido, mais do que nunca, que a União Europeia não pode de forma alguma aceitar a covarde invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin, mas também não se pode tornar num “Estado vassalo” dos Estados Unidos da América, mas sim um seu par. É certo que nunca se teve em atenção a capacidade estratégica e militar dos 27 Estados-membros da UE, um espaço com 450 milhões de habitantes, mas é forçoso avançar para forças armadas conjuntas, com sistema de transporte estratégico, informação estratégica, capacidade de projeção de forças e capacidade naval. E a NATO, qual será o seu futuro? Não será que com trinta países, com interesses muito diferentes, no caso de um conflito o comando e controlo será muito complicado?

 


Map_of_Central_Asia(pt).pngCercada pela Rússia, China, Irão, Afeganistão e Mar Cáspio, a região da Ásia Central – que inclui Quirguistão, Cazaquistão, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão – é muito suscetível à volatilidade em termos de mudanças geopolíticas e de segurança. Após o colapso da União Soviética estes países permaneceram na órbita russa e embora muitos tentassem adotar políticas externas multivetoriais, as suas dependências de Moscovo permaneceram fortes. Mas o atual conflito de Rússia com a Ucrânia pode alterar o jogo político e mudar a dinâmica regional. É que não há dúvida que a forma como a Ásia Central vê a atual governação de Putin alterou-se substancialmente. Enquanto antes a Rússia era vista como uma fonte de estabilidade, agora parece que se tornou uma fraqueza para a estabilidade regional, soberania e integridade territorial. As coisas já não são o que eram nesta região da Ásia Central.
  
Xavier Cortez - Um dos comentários mais inteligentes que vi ultimamente. Os tão podem tornar-se um problema sério para a Rússia. Pela via do islamismo.

 

  Expliquem-me, se souberem e me quiserem ser úteis, qual o interesse prático das reuniões do Conselho de Segurança da ONU se os membros permanentes que o integram, dispõe cada um deles de um direito de veto, como estipula a Carta das Nações Unidas.

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O Artigo 27 das Nações Unidas afirma:
Cada membro do Conselho de Segurança terá um voto.
Decisões do Conselho de Segurança sobre questões processuais, serão tomadas pelo voto afirmativo de nove membros.
Decisões do Conselho de Segurança em todos os outros assuntos serão tomadas pelo voto afirmativo de nove membros, incluindo os votos afirmativos dos membros permanentes, desde que, nas decisões previstas no Capítulo VI, parágrafo 3 do Artigo 52, uma reunião deverá ser realizada pela abstenção do voto.
Embora o "poder de veto" não seja mencionado explicitamente na Carta da ONU, as decisões do Conselho de Segurança exige "os votos dos membros permanentes", significa que qualquer um desses membros permanentes podem impedir a adoção de qualquer assunto adicional sobre alguma resolução. Por essa razão, o "poder de veto" também é um princípio unânime das grandes potências.
  Mário Santos - A Alemanha, Brasil, Índia e Japão (aliança G4) em setembro de 2021 propõem a reforma "urgente" do Conselho de Segurança da ONU, com vista a torná-lo mais legítimo, eficaz e representativo (claro que querem entrar no Conselho). Também Guterres defendeu a reforma do Conselho de Segurança em particular o Artº 27º (o tal "veto" do P5). Agora as contas da ONU e quem as paga (quer estar no tal conselho...)
 
  Não será um “flik-flak à retaguarda” por parte de Vladimir Putin, mas um dos seus generais já afirmou que as forças russas na Ucrânia mudaram o foco numa ofensiva terrestre voltada para a capital, Kiev, para uma prioridade a que Moscovo chama de “libertação” da contestada região de Donbass. Ainda é cedo para se saber o que isto significará em toda esta situação da invasão russa da Ucrânia, mas os fracos progressos das tropas de Putin (ver mapa com a evolução no terreno de 6mar para 27mar2022) sugerem uma nova fase da guerra.

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  Eu não fui hoje a esta manif na Praça D João l. Mas vi agora estas fotos e curiosamente nem uma bandeira ucraniana. E não houve nem uma crítica a Putin, disse-me quem lá esteve. Esta malta, do CPPC e PCP… quem não os conhecer que os compre.
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  Raul AlmeidaO PC criou há muitos anos uma série de organizações satélites, falsamente independentes, com diversas finalidades, enquadradas pelo interesse maior da defesa e protecção do comunismo de inspiração soviética. Utilizando uma dessa pseudo-organizações, o Conselho para a paz, cooperação e segurança, que se diz empenhada na promoção de paz sempre obediente a Moscovo, fizeram hoje um encontro "pela paz", onde sintomaticamente não se viu uma única bandeira da Ucrânia, nação actualmente mais fustigada pela guerra. O revisionismo, a profunda cara de pau, a sempre presente e profundamente entranhada herança de Stalin, fazem do PC algo que nos envergonha a todos, enquanto sociedade. Queriam o Rivoli e o patrocínio da Câmara para esta palhaçada aviltante. Era o que mais faltava!!! Esteve muitíssimo bem, Rui Moreira na recusa, interpretando a expressão democrática dos votos na Autarquia e impedindo uma mancha ignóbil num espaço nobre da Cidade.



Publicado por Tovi às 09:42
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Quarta-feira, 23 de Março de 2022
28.º dia da invasão russa da Ucrânia

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Antes da invasão da Ucrânia a Rússia tinha mais de 200 mil sodados ao longo da fronteira e tudo parecia ir ser uma campanha rápida até o governo em Kiev ser substituído por um ”fantoche” qualquer ao serviço de Vladimir Putin. Mas passado quase um mês a campanha militar da Rússia na Ucrânia estagnou em todas as frentes e resume-se praticamente a devastadores bombardeamentos, muitos dos quais contra edifícios civis habitados ou mesmo serviços hospitalares. Tudo isto será não só o resultado de um mau planeamento, uma fraca moral das tropas e má logística do Kremlin, mas também e seguramente devido a uma forte resistência das forças ucranianas, que permanecem firmes e bem coordenadas, com a grande maioria do território em mãos fieis ao governo de Volodymyr Zelensky. Tudo leva a crer que o plano original de Putin falhou, mas ainda vamos ter tempos sombrios pela frente.
  
Tiago Mergulhão Gomes - A ajuda do Ocidente, sob a forma de armas anti-tanque e mísseis antiaéreos também tem mostrado o seu valor.

 


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O primeiro-ministro António Costa despediu-se ontem das tropas portuguesas que vão para a Roménia no âmbito da NATO e garantiu que Portugal vai estar presente naquilo que for solicitado para defender a paz nos territórios da organização.

 


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Juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal tomou a decisão de permitir que Mário Machado deixe de ser obrigado a comparecer regularmente à polícia e ir combater voluntariamente na Ucrânia. O Ministério Público discorda e vai recorrer desta decisão judicial.
  Rui MoreiraA grande preocupação do PCP e do BE é o senhor Mário Machado. Pessoa pouco recomendável mas irrelevante. Claro que há uma decisão judicial invulgar. Mas isso sucede todos os dias. Contextualizemos, ainda assim: A minha preocupação é o senhor Putin, e a 5a coluna portuguesa. Do BE ao PCP, colaboracionistas de facto. E é isto, o caso Machado, que preenche o espaço mediático, com um tema irrelevante. Eu acho que o Bernardino, a Catarina e quejandos devem ir lutar pelas suas convicções. O Bernardino Soares é livre de ir combater ao lado dos russos. A Catarina também porque o Trotsky não se importa. Tenham juízo. Todos. Se puderem, tenham vergonha.
  Expresso
Adido militar da Embaixada da Ucrânia em França diz que Mário Machado não pode "entrar nas forças armadas” ucranianas devido aos “crimes mencionados no cadastro”. Um dos critérios para a aceitação de candidatos na Legião Internacional de Defesa Territorial das Forças Armadas da Ucrânia é a “ausência de condenação por crimes, comprovada através do registo criminal”, garante o coronel Sergii Malyk, adido militar da Embaixada da Ucrânia em França ao “Diário de Notícias”. Quando questionado sobre Mário Machado, o militar diz que “a pessoa que refere não pode ser aceite".
PúblicoO militante neonazi Mário Machado regressa esta sexta-feira [25mar2022] a Portugal, depois de ter estado praticamente uma semana na Ucrânia, e volta a estar sujeito a apresentações periódicas às autoridades, confirmou esta quinta-feira o seu advogado. Em declarações à Lusa, José Manuel Castro explicou que o antigo dirigente de extrema-direita fez “distribuição de bens alimentares e material sanitário” em solo ucraniano e que “não chegou a combater”, apesar de ter estado num “cenário de guerra”. O mandatário adiantou também que Mário Machado trouxe alguns refugiados até à Alemanha e integrou algumas das cerca de 20 pessoas que viajaram consigo nos “meios de defesa” ucranianos.

 

  As outras guerras a que não estamos a prestar atenção (in Expresso)
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Conflitos ativos em 2022
Iémen: uma das maiores crises humanitárias do mundo. Cerca de 377 mil pessoas terão morrido devido à guerra até ao final do ano passado, há mais de 20 milhões a precisar de ajuda humanitária.
República Centro Africana: em guerra civil há quase 13 anos. Já morreram milhares de pessoas, há mais de 500 mil refugiados e 581 mil deslocados internos, e cerca de 2,9 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária.
Nigéria: a ganhar terreno ao extremismo devagar. O grupo fundamentalista Boko Haram e mais recentemente o ISWAP têm feito milhares de vítimas desde 2009: as últimas estimativas apontam para 350 mil mortes.
Líbia: uma nação entre estados paralelos. No total, a guerra civil já causou pelo menos mil mortes. Cerca de 217 mil pessoas foram obrigadas a fugir das suas casas, e há 1,3 milhões a precisar de assistência humanitária.
Myanmar: a perseguição contra os Rohingya, um povo sem voz. Há 1,3 milhões de Rohingya em Myanmar: mais de 700 mil já fugiram para o Bangladesh desde 2017 e outros 129 mil foram forçados a deixar as suas casas no país para não perderem a vida. O número de desaparecidos é elevado, o número de violações e torturas também, e não se sabe ao certo quantos milhares de pessoas já foram mortas.
Israel: o "apartheid" ao povo palestiniano. É difícil fixar o número de vítimas ao longo dos anos, mas estima-se que mais de 14 mil pessoas perderam a vida desde 1987. A esmagadora maioria são cidadãos palestinianos.
Síria: um país encurralado entre várias guerras. A ONU diz que já morreram pelo menos 400 mil pessoas. Há ainda cerca de 5,6 milhões de refugiados e 6,2 milhões de deslocados internos.
Caxemira: uma disputa longa e violenta entre Índia e Paquistão. Caxemira é uma região tripartida: a Índia controla cerca de 43% do território, o Paquistão 37% e a China 20%. O risco de um confronto militar sério entre Índia e Paquistão permanece elevado — ambas as potências têm armas nucleares e isso é uma preocupação acrescida.
República Democrática do Congo: em transição para a paz que não chega. O Congo é sinónimo de violência há décadas e continua a sofrer as consequências do genocídio do Ruanda, em 1994. As tensões entre a etnias Hutu e Tutsi continuam até hoje, e a política tem sido incapaz de trazer a paz. Há mais de 5,5 milhões de deslocados internos e mais de 800 mil refugiados noutros países.

 

 
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As primeiras notícias deste 28.º dia da invasão da Ucrânia pelos russos dizem-nos que o Laboratório Central Analítico de Chernobyl foi saqueado e arrasado durante esta noite pelas tropas de Vladimir Putin. Eram instalações "sem comparação na Europa", com "o mais moderno e sofisticado equipamento analítico [de desperdícios radioativos]”, segundo a Agência Estatal Ucraniana para a Gestão da Zona de Exclusão [da Central Nuclear de Chernobyl].

 


transferir.jpgA ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse hoje que, após vários atrasos nas entregas, mais fornecimentos de mísseis Strela estão a caminho da Ucrânia. “Posso dizer claramente que mais entregas do Strela estão a caminho”, disse Baerbock à câmara baixa do parlamento do Bundestag, citando os mísseis que historicamente estavam nos inventários do ex-exército comunista da Alemanha Oriental. “Somos um dos maiores fornecedores de armas nesta situação, isso não nos deixa orgulhosos, mas é o que devemos fazer para ajudar a Ucrânia”, acrescentou.
Também no dia de hoje o ministro da Defesa da Suécia, Peter Hultqvist, disse que o país vai fornecer à Ucrânia cinco mil armas antitanque adicionais, avança a Reuters, que cita a agência TT. Estas armas são destinadas para a destruição de carros de combate ou outros veículos blindados.
Um primeiro carregamento de um novo pacote de armas dos EUA de US$ 800 milhões para a Ucrânia será enviado nos próximos dias e não demorará muito para chegar aos ucranianos, disse um alto funcionário da defesa dos EUA. Não foram especificados quais sistemas serão incluídos nos primeiros carregamentos, mas será dada prioridade aos tipos de armas defensivas já usadas pelas tropas ucranianas.

 

  Dados oficiais da NATO (21mar2022)
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Reforço de presença defensiva na parte oriental da Aliança com mais tropas, aviões e navios.
  Jorge De Freitas Monteiro - Nos dias pares o exército russo é incapaz de dar conta da Ucrânia. Já nos ímpares prepara-se para invadir mais oito países. Não é espantoso?



Publicado por Tovi às 07:07
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2022
Arena Liga Portugal

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Hoje, às 14h30, terá lugar o lançamento da primeira pedra da Arena Liga Portugal, na freguesia de Ramalde, na cidade do Porto.

 


A futura casa do Futebol Profissional terá por morada a Rua Padre Diamantino Gomes, na freguesia de Ramalde, Porto, obra emblemática que transpirará futebol, conciliando requinte e inovação, momentos de formação e fomento de negócios, bem como momentos de convívio e lazer.
Trata-se de um edifício autossustentável ao serviço do Futebol Profissional e seus parceiros, que reforçará a dinâmica sócio económica da cidade do Porto e do País.
A Arena Liga Portugal será ponto de encontro e desenvolvimento de negócios, tanto a nível nacional como internacional, espaço equipado com a mais avançada tecnologia para aprendizagem e coworking, com destaque para incubadora de empresas através da criação de nove salas para receber start ups ligadas ao futebol.
O interior do edifício apresentará uma sala multiusos para realização de eventos quer da Liga Portugal quer de entidades externas, um auditório para 300 pessoas, um restaurante/bar aberto ao público bem como espaços para formação, ambiente ideal para as pós-graduações Liga Portugal.
O majestoso mas funcional edifício será ainda dotado de uma área comercial, também aberta ao público para venda de produtos Liga Portugal e das Sociedades Desportivas, um museu do Futebol Profissional e zona de futebol High-Tech para atividades ligadas à performance e desempenho de jovens jogadores, realização de festas e team buildings.
Edifício icónico também do ponto de vista arquitetónico, o exterior da Arena Liga Portugal permitirá luminosidade no interior, inovando pelo facto de também funcionar como ferramenta de promoção e comunicação do Futebol Profissional Português.
O edifício, disponível para servir a região e a cidade do Porto, assume-se como baluarte para o futuro, em perfeita harmonia com a envolvência paisagística da cidade e com a comunidade local.
A conclusão e inauguração da Arena Liga Portugal está prevista para 2023, representando o lançamento da primeira pedra o arranque de uma nova era na Liga Portugal.

 

  Rui Moreira a discursar na cerimónia de lançamento da primeira pedra do futuro edifício e complexo da Arena Liga Portugal. (Foto "roubada" a Raul Almeida).
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Publicado por Tovi às 08:19
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Domingo, 20 de Fevereiro de 2022
Entrevista de Rui Moreira ao Público

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Público de 19fev2022

Se olharmos àquilo que é o PSD e a sua liderança, julgo que essa [Rio está politicamente ferido] está definitivamente terminada.

As maiorias absolutas são como os melões, mas há uma coisa que é verdade: com maioria absoluta deixa de haver desculpa para não se fazer reformas. Reformas políticas e reformas administrativas.

O dr. António Costa ao fazer a “geringonça” juntou-se com duas forças políticas, uma das quais é profundamente anti-reformista e a outra é extremamente populista e isso impediu várias em várias circunstâncias que se fizessem as reformas necessárias. Ele agora tem pela primeira vez a hipótese – e também não tem desculpa – para fazer as reformas que ele anunciou na campanha eleitoral.

Gostaria que houvesse uma representação do Norte no governo. Mas o que é importante é ministros que, quando lá chegam, se recordem que são do Norte. É uma questão de memória, o que, aliás, também se aplica aos senhores deputados.

Gostava que se avançasse para um ministério com competências na área da descentralização.

Não estou próximo do CDS nem da IL. Tive o prazer de ter o apoio do CDS nas minhas três candidaturas e do apoio da IL nestas, mas devo desde já dizer, para ser claro, que nunca me filiarei, nem terei nenhum papel em nenhuma força política.

Temos vindo a resistir a este processo de descentralização (…) Porque este não é um modelo de descentralização, é um modelo de “tarefização”, ou seja, o Estado passa tarefas para os municípios sem lhe passar verdadeiras competências e sem passar o respetivo cheque, de alguma maneira há uma suborçamentação.

Temo que mais uma vez se avance para um referendo [à Regionalização] que, não havendo medidas prévias, pode levar a que ele seja recusado.

Defendo há muito ser preciso rever os círculos eleitorais. Não acredito nada num modelo de círculos uninominais com círculo de compensação. Os círculos eleitorais deviam seguir o mapa das NUT II que, no fundo, serão as futuras regiões.

Estou muito preocupado com os prazos [do PRR], porque o período para a realização é muito curto e sabemos, pelo que aconteceu com o último quadro comunitário, que com um prazo maior teve uma taxa de execução muito baixa.

Acho que não [ter sido um erro apostar tanto na área do turismo]. Os turistas têm impactos positivos e negativos. Compete ao poder político compensar os negativos com o que os aspetos positivos lhe dão.

Estamos a trabalhar no regulamento [para o Alojamento Local]. Mas há uma coisa que não vamos fazer: entrar num modelo de proibicionismo. O que me parece adequado é olhar para zonas da cidade tampão e dizer “aqui chega” e para outras e dizer “aqui pode crescer”.

O que ouvimos falar [relatos de violência e desacatos] deve ser matéria de grande preocupação. Resultou de medidas proibicionistas durante a pandemia, muitas delas incompreensíveis. As pessoas que chegavam à Baixa à procura de pontos de consumo acabavam a consumir na via pública. Houve um perfil quase ideológico de destruição da noite.

Enquanto for presidente da Câmara do Porto certamente que não [ser presidente do Futebol Clube do Porto]. (…) Depende de imensas circunstâncias. (…) Enquanto o sr. Jorge Nuno Pinto da Costa for vivo, tiver capacidade e quiser gerir o Futebol Clube do Porto, enquanto ele for presidente, não quero falar sobre esse assunto.

 

  Como diz uma querida Amiga minha "É sempre melhor sabermos o que o Sr. Presidente da CMP pensa do que o que certas pessoas pensam que ele pensa".



Publicado por Tovi às 07:53
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2022
José Silvano e Emília Cerqueira foram absolvidos

José Silvano e Emília Cerqueira, respetivamente secretário-geral do PSD e deputada social-democrata, foram absolvidos, por falta de provas, dos dois crimes de falsidade informática no âmbito do processo das presenças-fantasma na Assembleia da República.

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 Mas tem piada!... Não vi Rui Rio ter esta mesma atitude para com Rui Moreira no Caso Selminho.



Publicado por Tovi às 08:12
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022
Rui Moreira absolvido no caso Selminho

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O Ministério Público acusou Rui Moreira de prevaricação por ter tentado favorecer a Selminho, imobiliária da família da qual era sócio, e pediu perda de mandato do autarca independente. E na tarde de hoje (sexta-feira, 21jan2022) o autarca da Invicta conheceu a decisão do coletivo de juízes do Porto - ABSOLVIÇÃO. E Rui Moreira vai continuar o Rui Moreira de sempre: Um portuense livre, independente, sério e digno.

 

  Rui Moreira mostrou-se tranquilo com a decisão do Tribunal, que hoje o absolveu dos crimes pelos quais vinha acusado. "Foi reparada a minha honra", disse o autarca, apontando que "o processo foi sempre político".
"Hoje fez-se justiça", disse o autarca portuense, a partir da Câmara Municipal do Porto, reagindo à decisão do Tribunal Criminal de São João Novo, que esta sexta-feira o ilibou de todas as acusações proferidas pelo Ministério Público "por manifesta falta de provas". "Agradeço ao tribunal o cuidado em analisar todo o relacionamento entre a Câmara e a Selminho desde 2005 - recordo que só cá cheguei em 2013 - para esclarecer que a postura do município foi sempre a mesma e que eu não tive qualquer intervenção direta ou indireta nessa relação", notou em declaração aos jornalistas. Lamentando que o seu nome tenha sido "vilipendiado" durante o processo judicial e que, mesmo sem sentença, tenha sido "condenado insistentemente na praça pública", Rui Moreira lembrou que houve "líderes políticos que nunca quiseram respeitar a presunção de inocência", apontando o dedo, sem personalizar, a um líder partidário em específico. "Sinto que, para além da absolvição, foi reparada a minha honra e desfeita a menor dúvida que pudesse porventura existir", disse Rui Moreira, não escondendo o sofrimento que todo o processo lhe causou. "Sofri eu, sofreu a minha família, sofreram muitos portuenses, que insistentemente se dirigiam a mim sempre com palavras de apoio, força e não raras vezes de revolta", partilhou, enaltecendo o "caráter granítico dos portuenses", a quem agradeceu pela vitória nas últimas eleições autárquicas. Quanto à já anunciada decisão do Ministério Público, que vai recorrer da sentença, Rui Moreira mostrou-se sem medos, tecendo críticas à ação do procurador responsável pelo caso: "O Ministério Público é livre de interpor recursos. Surpreende-me é que o Ministério Público, que tem um mês para recorrer, não tenha esperado para ler o extenso acórdão. Não tenho receio nenhum relativamente ao recurso”. "Este processo foi sempre político. Não estou a dizer que, na sua origem, fosse político. Aquilo que afirmo é que se transformou em processo político. Já não tenho idade nem para acreditar no pai natal nem para acreditar em acasos", declarou.

 

  Que vergonha!...
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  Pedro Santos Guerreiro - Diretor executivo CNN Portugal
A absolvição no caso Selminho é para Rui Moreira uma vitória do tamanho do mundo, ou mais ainda, do tamanho do Porto. E é uma derrota humilhante para o Ministério Público – e para os políticos que, em eleições, se aproveitaram do caso. Esses políticos podem hoje não ter cara, mas têm nome. Nas últimas autárquicas, Moreira estava acusado e tinha julgamento marcado. Na campanha, o CDS e a IL mantiveram o apoio ao candidato, e o PS e sobretudo o PCP não fizeram aproveitamento político. Fê-lo o PSD, fê-lo Rui Rio.

 

  Raul Almeida, na sua página do Facebook
“…é lícito perguntar até que ponto esta obstinação infundada do Ministério Público interferiu com o curso normal da Democracia. Para além de rigorosamente nada indiciar qualquer tipo de responsabilidade ou benefício de Rui Moreira no caso, houve uma manifesta gestão política do tempo processual, não tendo faltado quem, escasso de dignidade ou escrúpulos, se tivesse aproveitado disso mesmo. Por fim, sem margem para dúvidas, fez-se justiça.”

 

 

  Manuel Pizarro, ontem, na sua página do Facebook… uma postura leal de quem foi adversário, mas não confunde as coisas.

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Conhece-se amanhã a sentença do caso Selminho. Rui Moreira é acusado de prevaricação (“trair, por interesse ou má-fé, os deveres do seu cargo ou abusar do exercício do cargo”, segundo a definição do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa) e o Ministério Público pede a sua condenação e perda de mandato.
Não tenho por hábito comentar processos judiciais, e é recato que não me custa. No entanto, evidentemente, num Estado de direito, democrático, o respeito pelas decisões da justiça não significa que estas não possam ser debatidas ou questionadas.
Decidi, por isso, dizer o que penso sobre este processo e torná-lo público antes de conhecida a decisão judicial. O caso tem indubitável relevância cívica e justifica esta atitude. Acresce que o terreno da divergência política não pode ser constantemente sabotado pelos ataques pessoais. Isso empobrece a democracia, porque desnatura a ação política.
Rui Moreira, depois da sua eleição como presidente da Câmara, não agiu bem em dois momentos. Em primeiro lugar, e como já foi reconhecido pelo próprio, com a assinatura da procuração para que o advogado pudesse intervir em defesa da Câmara.
Rui Moreira devia, em segundo lugar, e por elementar prudência, ter comunicado à Assembleia Municipal a existência de um conflito entre o Município e uma empresa da sua família. Tivesse-o feito, e o processo seria amplamente escrutinado desde o início, evitando dissabores ao presidente da CMP.
Os reparos que faço a Rui Moreira são do foro político. Mas, nessa esfera, já foi feita a avaliação pelos cidadãos do Porto que, recentemente, lhe deram uma nova vitória eleitoral, acompanhada por perda de votos, de percentagem e de vereadores. Como democrata, confio no julgamento político dos portuenses. As pessoas fizeram o seu juízo e renovaram a confiança no Presidente da Câmara, embora de forma mitigada. 
Encerrado o processo político, resta a questão jurídico-criminal. Nessa matéria, quero também ser claro: em meu entender, Rui Moreira não cometeu o crime de prevaricação. É fácil de ver, quanto à famosa procuração, que se esta tivesse sido assinada desde o início pela então vice-presidente o comportamento do advogado da Câmara teria sido exatamente igual, e exatamente idêntico o resultado final. Rui Moreira não deu em nenhum momento instruções aos serviços ou advogado e, como tal, não traiu os deveres do seu cargo e não abusou dele. Logo, digo-o com plena convicção: não deve ser judicialmente condenado.
Note-se, aliás, que foi com Rui Moreira na presidência da Câmara que os serviços municipais apuraram, sem condicionamento, que parte dos terrenos registados em nome da Selminho pertenciam, de facto, ao Município. Sei que em nenhum momento deste outro processo Rui Moreira procurou condicionar a atuação dos serviços. Ao contrário, comportou-se com isenção e dignidade que não pode deixar de ser reconhecida.
Espero, por isso, que o Tribunal o considere inocente, e estou convicto de que é isso que irá acontecer. Mas, também o digo, que como cada vez mais acontece neste tipo de processos, isso não apaga anos de exposição pública e uma marca injusta e indelével.



Publicado por Tovi às 15:50
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