"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 30 de Novembro de 2022
Um clima de mal-estar no executivo camarário do Porto

Captura de ecrã 2022-11-29 153627.jpg
Parece haver um clima de mal-estar entre o movimento independente de Rui Moreira “Porto, o Nosso Movimento” e a Iniciativa Liberal (IL). Em causa estará a falta de respaldo político por parte da associação cívica que apoia o executivo e que o autarca esperava por ter sido visado numa reportagem da SIC.

É muito provável que a tal "reportagem da SIC" seja esta:
SIC Notícias - 28out2022 às 22h11 - Empresa envolvida em casos de corrupção instala-se no Porto

 

  Porto Canal 29nov2022 às 21h05
Captura de ecrã 2022-11-30 105107.jpgFilipe Araújo, recém-eleito presidente da associação Porto, o Nosso Movimento, desvalorizou a saída de Ricardo Valente do movimento e defendeu que “para uma pessoa se demitir precisa de exercer algum cargo”. Quanto à pretensão de Ricardo Valente ser defendido pelos independentes na sequência de uma reportagem da SIC, Filipe Araújo afirmou esse "não é tema que a Associação deva tratar"O mandato de Filipe Araújo ao leme da associação Porto, o Nosso Movimento, começou de forma atribulada. Eleito no passado sábado, quase unanimemente, com 66 dos 68 eleitores, o vice-presidente de Rui Moreira viu Ricardo Valente despedir-se da Associação, em carta enviada a 10 de novembro. O responsável pelo pelouro das Finanças, Atividades Económicas e Fiscalização, da Economia, Emprego e Empreendedorismo, não terá sentido o apoio e respaldo do ‘braço-armado’ de Moreira, e escreveu uma carta aos órgãos do movimento independente a anunciar a saída daquela que é a organização política que elegeu o autarca do Porto. Para Filipe Araújo, o atual cenário não representa uma demissão, “porque para uma pessoa se demitir precisa de exercer algum cargo na Associação Cívica, no Movimento”, coisa que não acontece, defende o líder, reforçando que “aquilo que existe é que há um associado que sai, tão somente isso”. Questionado sobre a falta de apoio sentida por Ricardo Valente, que terá estado na origem da decisão do vereador, como admitiu o próprio ao Porto Canal, Filipe Araújo rejeitou comentar, afirmando que “a Associação não teria nunca que se pronunciar sobre este caso. Deve-se a um tema que o Ricardo Valente terá de tratar em sede própria, ele próprio já o fez, nos meios que tem à sua disposição”, realçou. Tirando dos holofotes o tema que abalou a política municipal da Invicta, esta segunda-feira, o líder do movimento independente admite otimismo no mandato que agora arranca, destacando o forte apoio que tem sentido, desde a sua eleição. “Aquilo que posso dizer é que desde sábado quando assumi a presidência da Associação Cívica o que tenho sentido e recebido foi por parte de muitas pessoas o interesse em associar-se ao Movimento, o que comprova bem a vitalidade que o Movimento tem e os vários fatores que nós representamos de discutir o Porto, discutir o futuro”, acrescentou.



Publicado por Tovi às 07:36
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 10 de Novembro de 2022
Forte abraço Rui Moreira...

...e como hoje dizia um amigo meu "um inocente injustamente acusado deve sempre suscitar a nossa indignação".

Captura de ecrã 2022-11-10 151656.jpg

  Notícia no JN de hoje

 


Júlio GouveiaContra alguns profetas da desgraça que já se preparavam para tomar o poder pela força
Albertino Amaral
Bom, esta notícia não vai certamente agradar a muita gentinha, certamente.... isto vai ser o prenúncio de uma Feira de Melões na Cidade do Porto......
Joaquim Figueiredo
Já se sabia... agora imagine que se pedia a demissão de presidente de câmara por ser arguido! Abraço
Luis BarataEssa frase e conceito não se aplica a todos, pois não !?...
David Ribeiro
Sempre, meu caro Luis Barata... um inocente injustamente acusado suscita sempre indignação.
Luis BarataDavid Ribeiro até o socas!?...
David RibeiroLuis Barata, se os tribunais o inocentarem, porque não?




Terça-feira, 4 de Outubro de 2022
Filipe Araújo na liderança do movimento independente

Filipe Araujo tem todas as qualidades para ser o futuro Presidente da Câmara do Porto.

  Porto Canal - 28set2022
"Vice" de Moreira assume liderança do movimento independente
Captura de ecrã 2022-10-03 101939.jpg
Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, vai ser candidato à presidência da Associação Cívica “Porto, o Nosso Movimento”, de olhos postos na corrida à autarquia da Inivicta. Este é assim um passo seguro rumo a um destino que muitos lhe vão apontando, o de ser o sucessor de Rui Moreira. (...) “Esta candidatura é um projeto de continuidade, alicerçado numa gestão da cidade de Rui Moreira e o seu executivo. A associação soube ajudar à construção desse caminho, um caminho independente, com pensamento próprio, centrado no Porto, sem diretórios a condicionar e sempre em defesa do seu Porto”, explicou o número dois de Moreira.

 


Gonçalo G. MouraEntão porquê? Quais são as propostas? O que pretende na mobilidade urbana? É mais do mesmo ou trás alguma ideia nova?
David RibeiroGonçalo G. Moura, porque é sério, nunca esteve sujeito às partidarites doentias e já viu as suas políticas serem referendadas pelos portuenses em três eleições autárquicas.
Gonçalo G. MouraDavid Ribeiro votei uma e saí desiludido... ou há alterações ou continuo a votar noutros
Bernardo Sá Nogueira Mergulhão - Têm o pelouro do ambiente, que por sinal têm uma política ambiental exemplar. Mais não se pode pedir, seriedade a gerir a coisa pública, o dinheiro de todos nós. Não me parece pouco....
Gonçalo G. MouraBernardo Sá Nogueira Mergulhão portanto é o homem que põe os carros do lixo a andarem pela cidade à hora de ponta, as varredoras mecânicas nas ciclovias ao domingo quando estas têm mais utilizadores...
Bernardo Sá Nogueira MergulhãoNão é o homem que renaturaliza ribeiras.. Planta árvores, aumenta áreas verdes, promove composto orgânico, promove eficiência energética(edifícios e transportes), põe sensores em lixo para ser recolhidos quando estão cheios (hora de ponta ou não), fornece plantas gratuitamente à população para plantaremem em jardins privados. Promove biodiversidade etc. Etc... o ambiente é muito mais que lixo ou esgotos.... Informe-se melhor, de politica ambiental da câmara, para melhor criticar positivamente ou negativamente.
G
onçalo G. MouraBernardo Sá Nogueira Mergulhão isso é muito lindo mas e em termos práticos, aquilo que é urgente e inferniza o Porto é a gestão do tráfego, que tem impacto ambiental e económico e onde parece que a CMP anda a engonhar há três mandatos.
Bernardo Sá Nogueira MergulhãoFale por si dou muita importância e tenho muito orgulho nesta política ambiental... De qualquer maneira o tema da mobilidade urbanas não pertence ao Filipe Araújo, tema original da conversa, tentei demonstrar-lhe seriedade na gestão do que lhe compete .... O trânsito têm de ser resolvido... Espero que novas obras de metro ajudem mais gente a deixar carro 😉
David Almeida
Muito bem entregue, com laivos de continuidade, sempre em crescimento!!!👏👏👏
David Ribeiro
Haverá sempre, e com todo o direito, quem não concorde com as políticas autárquicas em execução e que foram referendadas pelos portuenses nos últimos três mandatos. Mas o que eu gostaria de ver eram ALTERNATIVAS e forças políticas que as apresentem ao eleitorado. Parece que já está na hora de começarem a aparecer candidatos à Câmara do Porto... venham eles e o debate será seguramente interessante.



Publicado por Tovi às 08:15
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 15 de Setembro de 2022
O renovado Mercado do Bolhão

306096921_10221893809362251_8180510076006739419_n.

O histórico Mercado do Bolhão tornou hoje a abrir as suas portas à cidade, colocando um ponto final na espera. O tão aguardado reencontro dos portuenses e visitantes com o mercado assinalou-se nesta quinta-feira, após mais de quatro anos de obras de renovação. Um trabalho de relojoaria que transformou o espaço por completo, mantendo contudo a “alma” de sempre. A tradição do Bolhão vai continuar a ser o que era: o mercado de frescos continuará a ser o protagonista deste edifício emblemático da cidade, que terá um total de 81 bancas, 38 lojas e 10 restaurantes, acomodando 87 comerciantes históricos.

 

  Uma delícia... (fotos roubadas por aí)
O renovado Mercado do Bolhão... um agradecimento muito especial a Rui Moreira que não teve medo de arrancar para esta obra.

Captura de ecrã 2022-09-15 100037.jpg307127974_5473172076052930_3127600137026179162_n.j306833660_10226313341633531_8955248935013234359_n.


Alexandra Magalhães
É verdade 💪 hoje é mais um dia histórico para a cidade do Porto. 😁🙏
Bernardo Sá Nogueira Mergulhão
Para um portuense a melhor notícia em anos. Agora o que mais anseio - antigo Matadouro.
Joaquim Figueiredo
Tenho a satisfação de estar no lado que se opôs à alteração do Mercado em centro comercial e, honra a Rui Moreira que compreendeu que descaracterizar o Bolhão seria descaracterizar a cidade.
João Greno Brògueira
Falando à modo do Porto... Obrigado Rui Moreira pela obra feita pois tudo o resto é lerolero.
José Manuel Nero
Estive lá, gostei, felizmente desta vez mantiveram como era. Não é outro caso como o Museu Romântico.
Raul AlmeidaMais Porto que isto, é muito difícil. Aqui as elites gostam de quem usa o carago no elogio próximo que lhes dirige. Há tias e tios, mas partilham os nossos afectos com a senhora que há tantos anos nos fornece o peixinho do nosso mar fresquinho, com o Sr. Jorge que nos ensinou que para o tártaro cortado à mão, ao contrário dos grelhados, o vazio não é o melhor, com as floristas que dão mais amarelo às minhas rosas preferidas... O Pedro Abrunhosa, símbolo da cidade, como o Rui Reininho e tantos outros, sabe bem disto. Nunca antes teve tão nobre coro! O Rui Moreira sabe disto desde sempre, gosta disto desde sempre; sabe que esta cidade única se faz com todos e só resulta nesta magia com todos. O Bolhão é um símbolo maior deste carácter único que nos faz ser diferentes.
Henrique Seruca
Foi com grande emoção que segui, pelas imagens televisivas, a reabertura do meu querido Mercado do Bolhão. Só razões de saúde (ou falta dela...) me impediram de viajar de Lisboa ao Porto para estar presente nesse momento. Julgo ser um dos mais antigos (se não o mais antigo) comerciantes do mercado ainda vivos. Aos 21 anos, estudante de Medicina, querendo ter uma fonte de rendimento que me permitisse casar, abri uma tenda de frangos e galinhas mortos e depenados, o que era uma novidade total na cidade. Descrevo essa aventura e as emoções do Mercado num livro de memórias a publicar, já pronto, com o título de "Crónicas de uma Vida Airada". Que saudades das queridas peixeiras, hortaliceiras e galinheiras, desbocadas, francas, amigas sinceras! A data no meu cartão não corresponde ao início da minha actividade, por razões que desconheço. A tenda, com o nome de "Galito", foi inaugurada em 1964. Obrigado a todos os que contribuíram para a recuperação do que pode ser considerado o coração da cidade do Porto.
306770720_10216711676424907_4579844491529287299_n.

 

  O rosto visível da renovação do Mercado do Bolhão
Captura de ecrã 2022-09-15 150911.jpg

 


307023785_10217347725883865_610384520182497442_n.j
Agora que reabriu o Bolhão nas condições fantásticas que todos podemos ver, é que eu gostaria de ouvir aqueles que não tinham dúvidas que as "soluções" de Rui Rio para o Bolhão é que eram boas.
  
Jorge Veiga
Muitas vezes ouvi e li críticas por estas bandas. Agora estão calados...
Vale Dos Princípes4 longos anos a aguardar. Centenas de novas superfícies. Sem estacionamento. Estão irremediavelmente Condenados.
José Manuel Nero😂😂 o Rui Rio alguma vez soube apresentar soluções, mesmo más? O mais importante nesta obra não está à vista, refiro-me ao excelente parque subterrâneo e suas condições para descarga de produtos.
Jose Riobom
🤣🤣🤣🤣🤣 comigo estás mal..... nem o estilo mandão.... nem o estilo "ruizinho da foz"... com Bolhão ou sem Bolhão me convencerão.... o balanço político de um está feito há tempos.... o do outro será feito no final. .... com Bolhão ou sem... Tretas manipuladoras, nada mais.


  Passado e presente do Bolhão. O que muda? (in JN)
Quando foi construído o Mercado do Bolhão? O mercado foi construído em 1914, através de um projeto desenhado pelo arquiteto Correia da Silva, num local onde existia um lameiro, atravessado por um regato que ali formava uma bolha de água, de que resultou o nome do mercado. Comércio, contudo, já se fazia no local desde 1839 após a aquisição dos terrenos por parte da Câmara do Porto ao cabido.
Quando surgiu a necessidade de intervenção? O edifício apenas sofreu intervenções pontuais ao longo dos anos. Por exemplo, na década de 40 foi colocada a ponte a unir as ruas de Alexandre Braga e Sá da Bandeira. No entanto, foi nos anos 80 que começou a ser equacionada a necessidade de uma reabilitação profunda.
Houve várias tentativas de restauro? A atual intervenção foi a quinta tentativa. Autarquia liderada por Rui Moreira apresentou em 22 de abril de 2015 o projeto de requalificação. Concurso público internacional é lançado no final do ano seguinte.
Que alterações foram realizadas? Os elementos decorativos e a imagem tradicional do Bolhão foram mantidos. Mas a reabilitação trouxe valias novas com a construção de uma cave logística e um acesso em túnel.
Quanto custou a requalificação? O valor inicial previsto para empreitada de restauro e modernização do Mercado do Bolhão, que foi adjudicada ao agrupamento Alberto Couto Alves S.A. e Lúcio da Silva Azevedo & Filhos S.A, era de 22,3 milhões de euros. Os trabalhos prolongaram-se por quatro anos (e não dois, como era esperado), e o custo da reabilitação aumentou 15%. Assim, a obra custou 25,7 milhões de euros. Mas a "Operação Bolhão", que envolveu o desvio da linha de água, compra de caves e indemnizações, ascendeu aos 50 milhões de euros. Só a criação do túnel de acesso à cave logística, por exemplo, cujo valor não está incluído no custo do restauro propriamente dito, ficou por 4,3 milhões de euros.
Porquê esta nova cor? A cor que o mercado apresenta após o restauro é original, do projeto inicial que procurava reproduzir o granito portuense exposto ao sol. Através da pesquisa histórica e das sondagens resultou a pintura atual do edifício: saibro granítico.
Como está reorganizado o “novo” mercado? A comercialização de produtos frescos vai manter-se no rés-do-chão do mercado que acomodará 81 bancas. O piso superior ficará reservado para a restauração, com espaço para dez estabelecimentos. No exterior continuarão as 38 lojas.
Quantos comerciantes estão no arranque do renovado Bolhão? No coração da cidade, o Bolhão apresenta-se com a sua alma de sempre, mas também com novidades. O mercado de frescos continuará a ser o principal protagonista deste edifício emblemático da cidade, que na data da abertura conta com 79 comerciantes. Além das tradicionais bancas de legumes e frutas, de flores, das peixarias e dos talhos, ou do ofício do amolador, haverá também espaço para o comércio de artesanato e alguns estabelecimentos de cafetaria, mencionando apenas alguns exemplos. A estes juntam-se a comercialização de novos produtos, como cogumelos e algas ou massas, temperos e especiarias.
Qual o horário de funcionamento? O mercado de frescos vai funcionar nos dias úteis da semana das 8 às 20 horas e aos sábados fecha às 18. A restauração funcionará de segunda a sábado das 8 às 24 horas.



Publicado por Tovi às 08:58
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 22 de Agosto de 2022
Coração de D. Pedro IV

300366238_10224362818276437_4957722511271017817_n.

Antes de viajar temporariamente para o Brasil, no âmbito das celebrações do bicentenário da independência brasileira, o coração de D. Pedro IV esteve pela primeira vez em exposição aberta ao público, no Salão Nobre da Irmandade da Lapa, no último fim-de-semana de 20 e 21 de agosto. Foi o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, a levar pessoalmente o coração de D. Pedro IV ao Brasil, durante a noite de ontem, com o apoio da Força Aérea brasileira. A peça viajou em ambiente pressurizado, atendendo desta forma às preocupações manifestadas pelo presidente da Câmara do Porto e ao respetivo parecer técnico. No dia de hoje [22ago2022], a relíquia chega ao Palácio do Planalto, em Brasília, para ser recebido com “honras militares” e participará nas celebrações da independência do Brasil, durante 20 dias, regressando à cidade do Porto no dia 9 de setembro.

 

  Chegada ao Brasil do coração de Dom Pedro
Captura de ecrã 2022-08-22 145609.jpg



Publicado por Tovi às 07:55
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 18 de Julho de 2022
Acordo para a Descentralização

294418553_601454908009464_5963383189620681034_n.jp

Não há dúvida que valeu a pena levantar a voz pela defesa do Poder Local. Ganhou o Porto e ganharam todas as autarquias do país.

 

  Municípios devem fechar hoje acordo de descentralização
Os conselhos diretivo e geral da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) discutem novamente, esta segunda-feira, o texto do acordo do processo da descentralização de competências que depois será assinado com o primeiro-ministro, António Costa, em data ainda a definir.
Este domingo, no espaço de comentário da SIC, Marques Mendes citou um documento que será votado nas duas reuniões desta segunda-feira e que prevê um aumento de 43% nas verbas para a conservação de escolas, um acréscimo de 88% para as refeições escolares, e que prevê que o Estado financie a 100% a reparação de escolas em mau estado (451), além de as autarquias passarem a intervir na fixação de horários dos centros de saúde.
A conclusão deste dossiê está próxima, mas ainda há alguns detalhes a acertar, segundo apurou o ECO. Entre outras questões, vai estar em cima da mesa o acerto no valor da comparticipação das refeições escolares, que ainda não reúne consenso entre os autarcas, como é o caso do presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio.
Estava a discutir com a presidente [da ANMP] Luísa Salgueiro que o valor das refeições [que consta do esboço do acordo da descentralização de competências, a assinar entre ANMP e Governo] poderá ficar aquém e ser baixo, porque nalguns casos o valor de 2,75 euros já não é suficiente para o que está concursado no mercado, que chega a atingir os 2,90 euros”, adiantou o social-democrata, à margem de um debate realizado no ISAG, no Porto. Como resposta às reivindicações dos autarcas, a mais recente proposta do Governo é de 2,75 euros, face aos atuais 2,5 euros.
Segundo o esboço do acordo, o Governo vai transferir para os municípios a diferença entre o custo real da refeição e o preço a pagar pelos estudantes (que se fixa, desde 2015, em 1,46 euros). Também assume pagar a 100% o valor da refeição dos alunos beneficiários da ação social escolar do escalão A e metade do valor dos estudantes do escalão B. Ainda assim, o Governo admite que os 2,75 euros são passíveis de atualização.
Já foram várias as rondas de negociação entre os autarcas e as ministras da Coesão Territorial e da Saúde para acertar agulhas, de uma vez por todas, em torno do acordo para a descentralização. Esta segunda-feira, a líder da ANMP preside à reunião do Conselho Diretivo da parte da manhã, enquanto de tarde é a vez do autarca de Lisboa, Carlos Moedas, liderar a reunião do Conselho Geral. A associação representativa dos municípios espera conseguir, finalmente, fechar o acordo, seguindo-se a assinatura com o chefe do Governo.
Apesar de não estar presente nas reuniões da ANMP, por não ser membro dos órgãos, o social-democrata Ricardo Rio avança que os pontos a serem afinados “têm a ver com questões de valores, de aspetos que ainda não estavam devidamente acautelados de algumas garantias”. O autarca de Braga cita o exemplo da área da saúde, em que “há questões em termos de contratação de pessoal futuro e de funcionamento dos espaços, que ainda não estavam salvaguardadas no modelo de acordo”.
Ricardo Rio enumera mais alguns aspetos em que discorda na transferência de competências, como “questões relacionadas com os compromissos de investimento, os prazos de concretização de investimentos, nomeadamente na área da saúde e nos equipamentos escolares”.
No esboço do acordo, o Governo garante comparticipar a 100% as escolas que foram incluídas agora em sede do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “No caso de Braga, já foi introduzida, nesta última listagem, uma das escolas que reivindicávamos que fosse acautelada, que é a Frei Caetano Brandão, que se arrasta há não sei quantos anos”, disse o autarca da cidade dos Arcebispos. Ainda assim, Ricardo Rio receia que, apesar de “esta escola estar incluída no PRR, não haja garantia que se consegue executar [a obra] até 2026”. Por isso, reitera, “há questões que vão ter de ser esclarecidas”, acrescentando ainda que “no caso da saúde há várias intervenções que não estão devidamente mapeadas”.
Como o ECO Local Online adiantou, entre as novidades do esboço do acordo, que está em cima da mesa, está o compromisso do Governo assumir a 100% os custos das intervenções de recuperação / reabilitação de 417 escolas do país, assim como as despesas da construção, recuperação e reabilitação em vários centros de saúde – um número ainda a definir, porque depende da assinatura de um auto de transferência entre cada autarquia e o Ministério da Saúde. A ANMP ficou ainda de tentar acrescentar mais alguns estabelecimentos de ensino à lista do Ministério da Educação, uma vez que inicialmente estavam apontadas 458 escolas de um total de 1.000 existentes em todo o país.
Por tudo isto, “como autarca”, Ricardo Rio considera que “é má a maneira como está feita a descentralização e ninguém pode reconhecer mérito neste processo”. Ainda assim, o presidente da Câmara de Braga assume-se “defensor da descentralização”. O edil bracarense acrescenta ainda que “os autarcas sociais-democratas mandataram, por unanimidade, o presidente [dos Autarcas Social Democratas] Hélder Sousa Silva para proceder à negociação do acordo, reconhecendo que tem princípios positivos, que é um ganho de causa concreta em relação àquilo que era a realidade; mas que fica ainda aquém em certas matérias e portanto, que tem de ser sempre entendido como um passo para o aprofundamento deste processo”.
Existe, porém, uma outra cláusula neste esboço do acordo de que a ANMP discorda e que quer ver melhorada, soube o Local Online junto de fonte que pediu anonimato. Neste caso, o Governo propõe a “possibilidade dos municípios e entidades intermunicipais serem diretamente envolvidos na fixação dos horários de funcionamento das unidades de cuidados de saúde de proximidade, sem prejuízo da participação nos custos adicionais que decorram das propostas de alargamento por eles formuladas, designadamente com recursos humanos”.
Porém, segundo a mesma fonte, “o poder de decisão deve continuar a ser do Ministério nesta matéria”. Os autarcas devem, sim, “ser consultados sobre a fixação dos horários, mas sem parecer vinculativo”, alegando que, com a transferência de competências, “os recursos existentes, nomeadamente os médicos, não são geridos pelos municípios”. Aliás, alertou, “a acontecer, seria mais um problema para os cofres das autarquias”.
Já muita tinta correu com este processo da descentralização, desde a saída do município do Porto da ANMP até à “ameaça” da parte de outros autarcas de que lhe seguiriam os passos por se oporem à forma como o processo da descentralização estava a decorrer.
Entretanto, os presidentes das Câmaras Municipais de Alcácer do Sal, Seixal, Avis, Silves e Vidigueira pediram o adiamento ou a revogação da descentralização na área social e da saúde. Os autarcas argumentaram com a “falta de recursos financeiros e humanos, que colocam em causa as autarquias e o serviço que estas prestam à população, sublinhou, na ocasião, o edil de Alcácer do Sal, Vítor Proença. Chegaram a pedir a Luísa Salgueiro que assumisse, junto do Governo, “uma posição mais firme na defesa dos direitos constitucionais e da sustentabilidade das autarquias.
Estas reivindicações surgiram depois da presidente da ANMP ter assegurado que iriam ser “anunciadas e formalizadas” medidas que “vão superar” as reservas sobre o processo de descentralização apontadas por alguns presidentes de Câmara.



Publicado por Tovi às 11:23
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 12 de Julho de 2022
Rui Moreira recebeu a Medalha da Cruz de São Jorge

rui moreira aa.jpg

Numa cerimónia presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e perante militares dos três ramos das Forças Armadas, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro – de quem partiu a decisão de atribuir a Medalha da Cruz de São Jorge, 1.ª Classe, ao presidente da Câmara do Porto – impôs a condecoração ao autarca numa cerimónia realizada na manhã de ontem [segunda-feira, 11jul20202], no Terreiro da Sé, que serviu para evocar a Entrada no Porto do Exército Liberal. 

 


A Medalha da Cruz de São Jorge destina-se a galardoar os militares e civis, nacionais ou estrangeiros, que, no âmbito técnico-profissional, revelem elevada competência, extraordinário desempenho e relevantes qualidades pessoais, contribuindo significativamente para a eficiência, prestígio e cumprimento da missão do Estado-Maior-General das Forças Armadas.
“Sempre muito atento ao desempenho das Forças Armadas na região, a sua relação com a Instituição Militar tem sido sempre pautada por excelentes relações humanas, sendo, consequentemente, credor da estima, consideração e respeito pelos militares que servem na região portuense e que consigo têm o privilégio de privar, contribuindo, assim, significativamente, para a excelência do relacionamento institucional”, podia ler-se no despacho do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas. “Merece, ainda, especial destaque o elevado empenho colocado pela Câmara Municipal do Porto, em articulação com o Estado-Maior-General das Forças Armadas, na preparação, organização e realização de diversas cerimónias militares, destacando-se a celebração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em 2017, e, em 2022, as evocativas da ‘Entrada no Porto do Exército Liberal’, permitindo e contribuindo, de forma marcante, para cumprir, afirmar e difundir o papel e a missão das Forças Armadas”, acrescentava o documento assinado pelo Almirante António Silva Ribeiro.
Na intervenção que proferiu, o Presidente da República assinalou o simbolismo da data que se comemorava: “Há 190 anos e dois dias, chegava à Praça da Liberdade D. Pedro, com o propósito de lutar pela liberdade, por uma Constituição. Chegava ao Porto, que o acolheria com lealdade, ficando para sempre a cidade capital da liberdade e conservando para sempre o seu coração.” A memória do dia 9 de julho de 1832 oferece “lições para o presente e para o futuro”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa. “A liberdade é um bem essencial. Sem cuidados de saúde e proteção contra a pobreza não há verdadeira liberdade. A liberdade conquista-se todos os dias, não há liberdade para sempre conquistada. A liberdade é de cada pessoa e de todas as pessoas; a liberdade é de todos. A liberdade exige a diferença, diversidade, pluralismo, diálogo, tolerância. As Forças Armadas estiveram sempre presentes para lutar pela liberdade, serem os garantes da liberdade e não os seus donos. São um exemplo para todos nós”, enumerou. Traçando uma evocação histórica do “caminho longo e penoso para a liberdade”, o Presidente da República sublinhou: “Não queremos perder a liberdade. Continua perfeita e incompleta, mas todos têm direito a vivê-la. Todos devem ser cidadãos de primeira”. “190 anos depois, são estas as lições da data que celebramos. Celebramos o Porto, celebramos Portugal”, concluiu.
À cerimónia evocativa da Entrada no Porto do Exército Liberal, na qual marcaram presença o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marco Capitão Ferreira, o presidente da Assembleia Municipal, Sebastião Feyo de Azevedo, bem como os vereadores do Executivo, seguiu-se a celebração de uma missa, presidida pelo Bispo do Porto, D. Manuel Linda, e almoço nos claustros da Sé Catedral do Porto. Antes, no domingo, o programa comemorativo contemplou um jantar para altas entidades e um concerto no Rivoli.



Publicado por Tovi às 07:08
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 6 de Julho de 2022
A não reabilitação do Mercado de São Sebastião

Era de esperar esta tomada de posição do executivo camarário da Cidade Invicta. Mas Nuno Cruz, atual presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, que não terá grande culpa neste lamentável assunto da não reabilitação do Mercado de São Sebastião, já deveria ter avançado com algo que remediasse o incumprimento.

Captura de ecrã 2022-07-05 135325.jpg
Numa carta enviada ao autarca Nuno Cruz, presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, o presidente da Câmara, Rui Moreira, exige a devolução dos 75 mil euros aprovados em 2019 para a reabilitação do Mercado de São Sebastião. Em causa está o "incumprimento" do contrato previsto no Orçamento Colaborativo, uma vez que a empreitada não avançou. Rui Moreira afirma que “independentemente dos concretos motivos que impediram o avanço das obras, a verdade é que, volvidos quase três anos, nada aconteceu, observando-se o edifício do mercado em manifesta degradação”. Lembrando que a execução da empreitada constituía uma “obrigação fundamental” do contrato, o autarca independente salienta que o incumprimento das obrigações é “fundamento para a resolução do mesmo”, bem como para a “devolução de todos os valores recebidos em execução do contrato”. A reabilitação do mercado de São Sebastião foi um dos dois projetos que a União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, conhecida como Junta do Centro Histórico, escolheu para aproveitar os 100 mil euros que recebeu da Câmara do Porto no âmbito da rubrica orçamento colaborativo.

 

  O que disse hoje Nuno Cruz, atual Presidente da União de Freguesias do Centro Histórico:
Captura de ecrã 2022-07-06 215104.jpg
Além destes 116 mil euros o Ex Candidato pelo Chega à CMP, gastou os 75.000€ do Orçamento Colaborativo 2019 que eram destinados à reabilitação do Mercado São Sebastião. Nos meus primeiros dias de presidente, foi pedida uma auditoria ao IGF às contas da junta. Quando obtiver resposta do IGF será pública. Até lá estou a fazer o trabalho da recuperação financeira da Junta. Estou a tentar negociar com a CMP a melhor resolução para o mercado São Sebastião. Para isso teremos no dia 25 de Julho, pelas 17:30 no edifício da Sé, uma sessão pública com moradores, utilizadores e trabalhadores do Mercado São Sebastião. Fazer uma auscultação para saber o melhor para todos que utilização o Mercado.



Publicado por Tovi às 07:49
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 21 de Junho de 2022
Salvar a Descentralização... por Rui Moreira

289254922_582969523191336_7268144706038516355_n.jp
Veja-se como o Estado quis manter sob a sua alçada as escolas reabilitadas do Parque Escolar, com transferências através de contrato-programa que, no caso do município do Porto, são 3,5 vezes maiores do que as que irão ser feitas para as outras escolas, que transferiu a 1 de Abril. É indesmentível que o processo de descentralização está a correr mal. À medida que as tarefas delegadas vão pesando no orçamento dos municípios, é evidente que os recursos disponibilizados pelo Estado central são insuficientes.
(Rui Moreira no Público de hoje - 21jun2022)



Publicado por Tovi às 09:29
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 7 de Junho de 2022
Uma visita às memórias e ao futuro do Cinema Batalha

 
Captura de ecrã 2022-06-06 135929.jpg
A descoberta de frescos de Júlio Pomar na obra de requalificação do antigo Cinema Batalha, onde durante décadas estiveram ocultos por debaixo de sete camadas de tinta, foi pretexto para o presidente da Câmara do Porto visitar recentemente o espaço. Conduzido pela dupla de arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez, Rui Moreira, a equipa de vereação, os proprietários do edifício, e o diretor artístico do já quase pronto Batalha Centro de Cinema, Guilherme Blanc, vislumbraram o futuro do equipamento cultural dedicado à sétima arte. A gestão da obra é assumida pela empresa municipal GO Porto.
Margarida Neves Real, representante da família proprietária de um dos mais emblemáticos espaços da cidade, ficou maravilhada com o que via à medida que, entre andaimes, visitava as obras de recuperação do Cinema Batalha. “Está lindíssimo. Gostei muito. Emocionou-me. Trouxe-me recordações de infância, já que vinha aqui, sempre, ver as sessões do Cineclube. A minha filha veio ver o último grande êxito que passou aqui [o filme Titanic]”, revelou, acrescentando: “Nunca pensei que se conseguisse recuperar os frescos do artista Júlio Pomar. O resto sabia que estava em boas mãos, quer por parte do arquiteto quer por parte da Câmara. Estamos todos felizes por termos encontrado aqui uma nova vida”.
Já o arquiteto responsável, Alexandre Alves Costa, dizia-se reconhecido à família proprietária do edifício e, sobretudo, ao presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, que lhe permitiu recuar no tempo e trazer à memória os tempos ali passados.
Um dos rostos do Atelier 15 assume que esta foi uma recuperação muito difícil – “foi uma experiência muito dura para todos”, diz - porque “isto estava num estado de ruína completo. Estava tudo podre. A construção do edifício era muito fraca, com mistura de materiais, etc. Foi praticamente fazer um edifício novo. Do que cá estava pouco se aproveitou”.
Para além das explicações técnicas, Alexandre Alves Costa, sempre secundado pelo colega que com ele assumiu o desafio, Sérgio Fernandez, não deixou também de demonstrar alguma emoção pela recuperação do Cinema Batalha, sobretudo pelo reconhecimento feito pelo presidente da Câmara. “É a obra da minha vida. Tenho aqui a memória do meu pai muito próxima. Ele viveu o Batalha quotidianamente e eu vinha para aqui brincar, com quatro anos. O presidente da Câmara reconheceu isso e, por isso, estou-lhe muito grato”, confessou.
Quanto à requalificação, deixa antever que entre o que era e o que vai ser há muitos pontos de comparação: “Costumo dizer que isto é uma espécie de um edifício igual ao Batalha. Tentamos repor algumas coisas que tinham desaparecido, como, por exemplo, o Salão de Chá”.
Entre os passos dados na visita guiada que também juntou os administradores da GO Porto e da Ágora, o responsável pelo projeto de arquitetura não deixou de repartir o sucesso da recuperação por outras entidades: “tivemos uma relação maravilhosa com os funcionários da Câmara que acompanharam a obra, com a fiscalização e o construtor. Uma conjuntura feliz de quatro entidades, o que é muito raro acontecer numa obra”.
A empresa municipal GO Porto – Gestão e Obras do Porto, cuja presidência do conselho de administração é assumida pelo vereador do Urbanismo, Pedro Baganha, adianta que a empreitada geral ficará concluída no final do mês de julho, seguindo-se os ensaios e vistorias necessárias para o futuro funcionamento do edifício. No final do mês de agosto está previsto proceder à receção provisória da empreitada, confirma a administradora executiva Cátia Meirinhos, e a partir daí equipar o edifício e prepará-lo para “abrir portas” no último trimestre de 2022.
O decurso dos trabalhos conheceu algumas vicissitudes, já que o edifício apresentava uma maior degradação do que era esperada, fruto da sua não utilização, para além de algumas alterações ao projeto solicitadas pela Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC), assim como algumas imprevisibilidades tais como necessidade de reforço de alguns elementos estruturais, aparecimento de fibrocimento nas coberturas e palco, descoberta de um poço enterrado que continha hidrocarbonetos, e falta de materiais, entre outros.
Mas as obras permitiram também pôr a descoberto os frescos do artista Júlio Pomar, gravados nos anos 1940 e, entretanto, escondidos pela polícia política do anterior regime. Trata-se da redescoberta e devolução ao público de uma obra de arte de referência, a nível nacional, e de indiscutível interesse e valor patrimonial.
Numa fase prévia, foi feito um estudo especializado às diversas camadas (entre seis a oito camadas de tinta) que cobriam os frescos. Identificada a técnica para remoção e destacamento das argamassas, através de um processo químico (ao contrário das sondagens que foram realizadas anteriormente por um processo mecânico e que destruíram parcialmente a obra), estão a ser desenvolvidas sondagens, por forma a verificar a existência, dimensão e estado da obra. Posteriormente, será ponderado e decidido qual a metodologia a aplicar no restauro propriamente dito. Estima-se que o restauro dos painéis possa demorar cerca de cinco meses (até outubro de 2022).
“Havia muito medo que não existisse lá nada. Quando apareceu foi uma emoção por parte de todos (conservadoras, fiscalização, etc). Desatou tudo com lágrima no olho. O espaço melhorou muito porque havia uma parede que fazia um limite. Dissolveu-se com a pintura. Parece agora que é um espaço aberto, infinito”, sublinhou Alexandre Alves Costa.
A descoberta foi, entretanto, comunicada à Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), cumprindo a GO Porto todas as formalidades.

  Repor as condições originais com novos equipamentos à mistura
Captura de ecrã 2022-06-06 140037.jpg
Em termos cronológicos, o trabalho de requalificação do edifício histórico teve início a 18 novembro de 2019, depois de ter sido aprovada pelo Tribunal de Contas, a 31 de outubro do mesmo ano.
A intervenção, com assinatura do Atelier 15 (dos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez), visa a reformulação e remodelação deste espaço cultural com uma filosofia de reposição das condições originais, mas com trabalhos profundos ao nível da estrutura, da reabilitação das superfícies (pavimentos, paredes e tetos) e das coberturas, assim como a instalação de novos equipamentos, acessos e redes.
A conhecida Sala Bebé dará lugar a uma sala polivalente com bar e outras valências sociais. Além da sala principal, com uma capacidade de 341 lugares (distribuídos por 187 na plateia, 112 na tribuna e 42 no balcão), também foi construída uma sala-estúdio na parte posterior do segundo balcão, com capacidade para 134 pessoas. Foi ainda instalado um elevador, por forma a garantir a acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida.
O Batalha foi arrendado pela Câmara do Porto por um período de 25 anos e vai ser devolvido à cidade mais de uma década após o seu encerramento, retomando a sua função cultural centrada no cinema.

 

  No JN - Opinião de "Capicua" (Ana Fernandes)
O fresco de Pomar
Setenta e cinco anos depois da PIDE mandar cobrir os frescos de Júlio Pomar no cinema Batalha, eles são recuperados, graças à ciência e seus infinitos recursos químicos. Um mural sobre o São João, que no mês de junho reaparece para repor à cidade o que sempre lhe pertenceu. Um mural que foi silenciado não por ter um conteúdo antifascista, mas por ter sido feito por um antifascista. Um exemplo do silenciamento violento e absurdo com que o Estado Novo impunha as suas arbitrariedades. Que em breve poderemos visitar no renovado cinema.
Foram sete camadas de tinta, uma por década, mas o fresco ressurgiu. Depois de várias tentativas falhadas de recuperação nos últimos anos, depois de se ter posto a hipótese do pintor (entretanto falecido) refazer a obra, ou até de se criar uma instalação, projetando o fresco na parede branca, para relembrar o seu apagamento pelo antigo regime, um autêntico milagre de São João aconteceu. Uma equipa especializada conseguiu trazer os desenhos à superfície. Figuras de músicos, populares em festa, um balão de ar quente, aquilo que parece ser um bailarico, em formas ora curvilíneas, ora angulosas, em tons quentes de amarelo e ocre, que as fotografias existentes não podiam representar por serem todas a preto e branco.
O que seria mais popular e portuense que o São João? A noite que, das cerimónias pagãs do solstício até aos dias de hoje, permite todas as fruições. A noite em que somos nós quem enche a noite de estrelas. A noite em que velhos e novos dançam a mesma música nas mesmas praças. A noite em que pobres e ricos comem sardinhas em pão. O que seria mais simbólico do que essa noite de liberdade? Representada, ainda por cima, num espaço público de cultura, pela profunda convicção humanista de que a arte deve existir para fruição de todos em grandes espaços coletivos e não apenas para usufruto exclusivo de uma elite, emoldurada nas paredes dos solares.
Ora, foi precisamente essa afirmação de democraticidade que a PIDE silenciou. Rejeitando também a subversiva elevação das festas populares a motivo de eternização em arte. Ainda por cima, pelas mãos de um jovem pintor antifascista, que inovava no estilo e na técnica, causando aliás grande polémica e um debate intenso entre colegas e críticos. O que é certo é que o tempo fez justiça a Pomar. O fresco venceu e, com isso, ganhámos todos. (É por estas e por outras que acredito muito em justiça poética).

 

  Mais alguma informação sobre a Requalificação do Cinema Batalha
Captura de ecrã 2022-06-07 164158.jpgEm setembro de 2019, numa sessão da Assembleia Municipal em que estive presente, foi validada a requalificação do Cinema Batalha, um equipamento de "grande relevância histórica e patrimonial para a cidade do Porto", como fez notar na altura Rui Moreira. O Autarca da Cidade Invicta lembrou que a Câmara do Porto fez uma tentativa de compra do imóvel, mas que os proprietários não quiseram vender e estavam no seu direito, mas como o equipamento "tem uma história de resistência ligada à cidade do Porto" o Executivo portuense optou por um contrato com os proprietários que prevê uma renda mensal de 10 mil euros e que permite desenvolver um projeto na estratégia cultural delineada para a cidade, assente nos valores da memória, conhecimento e inovação. E assim arrancou-se para a obra de requalificação, inicialmente orçada nos 2,5 milhões de euros, mas "quando se fizeram os primeiros furos nas paredes, verificou-se uma enorme degradação do betão, porque foi construído com materiais de baixa qualidade", e isto obrigou à reavaliação do projeto pelo arquiteto Alexandre Alves Costa e que, por esse motivo, "a obra vai custar mais". Mas as boas contas da Câmara do Porto conseguem suportar este aumento e a obra vai já num estado avançado.



Publicado por Tovi às 07:54
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos (1)

Terça-feira, 31 de Maio de 2022
Câmara do Porto sai da ANMP

Captura de ecrã 2022-05-30 223737.jpg

Foi ontem à noite aprovada em sessão da Assembleia Municipal do Porto a desvinculação do Município portuense da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).
Votaram contra CDU, BE, PAN e PS; Votaram a favor RM, PSD e Chega.


JNA Assembleia Municipal aprovou a proposta do Executivo e o Porto sai mesmo da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), em protesto contra o alegado fracassso deste sindicato de concelhos nas negociações com o Governo para a descentralização e transferências de competências. Para que a deliberação lhe fosse favorável, Rui Moreira precisava um mínimo de seis abstenções entre os nove deputados social-democratas, mas o apoio laranja foi total. Miguel Côrte-Real, líder da bancada "laranja", explicou a tendência do voto: "O PSD não queria estar aqui a discutir a desvinculação. O PSD esteve no início deste processo, mas, depois, a lei foi feita pelo PS. O PSD, como fundador, tinha a expectativa de que a ANMP defendesse os municípios. Não é o que se verifica. Mas a responsabilidade por esta situação não é da ANMP. Os responsáveis por esta situação abusiva são o PS e o Governo".
Público
Rui Moreira diz que Governo vai ter de “negociar com os 307 municípios e com o Porto”.
Expresso
A Assembleia Municipal do Porto aprovou na noite desta segunda-feira a saída da autarquia da Associação Nacional de Municípios com os votos favoráveis dos independentes liderados por Rui Moreira, CHEGA e PSD e contra de BE, PS, CDU e PAN. O executivo municipal já tinha aprovado aquela desvinculação em reunião de câmara, com os votos a favor do movimento independente, a abstenção do vereador do PSD Alberto Machado e os votos contra do PS, BE, CDU e do social-democrata Vladimiro Feliz. A Câmara Municipal do Porto interpôs, em 25 de março, uma providência cautelar para travar a descentralização nas áreas da educação e da saúde. Em 04 de abril, o vereador da Educação da Câmara do Porto, Fernando Paulo, adiantou que a providência foi aceite, mas sem efeitos suspensivos, o que levou a autarquia a "acomodar" as competências. Após recurso, o Supremo Tribunal Administrativo (STA) declarou-se na sexta-feira “incompetente” para decidir sobre a providência cautelar interposta pela Câmara do Porto.
Observador
Câmara do Porto sai da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Assembleia Municipal aprovou a saída da autarquia da Associação Nacional de Municípios Portugueses com votos a favor dos independentes liderados por Rui Moreira, Chega e PSD.
Correio da ManhãAs críticas ao processo de descentralização foram unânimes na Assembleia Municipal do Porto, que aprovou a saída da Associação Nacional de Municípios, mas PS, BE, PAN e CDU acusaram Rui Moreira de estar "a isolar" a autarquia. 
A saída do Porto da Associação Nacional de Municípios (ANMP) foi aprovada com 24 votos a favor dos deputados municipais independentes e do PSD, mais seis votos de presidentes de Juntas de Freguesia do município (30 no total) e com os votos contra dos oito deputados do PS, dos três da CDU, três do BE e um do PAN, além do voto do sétimo presidente de Junta (16 no total).
Porto.
Depois de aprovada pelo Executivo, em abril, a desvinculação do Porto da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), e a assunção de forma "independente e autónoma" das negociações com o Estado em relação à descentralização de competências, foi confirmada pela maioria na Assembleia Municipal, na noite desta segunda-feira, com os votos favoráveis do movimento Rui Moreira – Aqui Há Porto, do Partido Social Democrata (PSD) e do Chega. Apesar de reconhecidas críticas à atuação da ANMP durante as negociações do processo de descentralização de competências do estado central para as autarquias, todas as restantes forças políticas se opuseram à saída daquele organismo, com receio de que o Porto fique “isolado” na discussão. “Não sabemos se vamos ganhar ou perder. Sabemos que vamos passar a ter poder negocial”, considera Rui Moreira. O presidente da Câmara do Porto recusa a ideia de isolacionismo e reafirma a necessidade de “termos uma voz para dizer ‘não’, de ter “poder negocial, porque alguém usurpou o nosso direito de negociar”. “Queremos representar-nos a nós próprios”, sublinha o autarca, com a crença de que a aprovação por parte da assembleia é “um sinal claro e evidente de que nós temos soberania sobre a nossas contas, despesa, sobre o nosso território”. Rui Moreira partilhou, ainda, a preocupação com a flexibilização do “perímetro de endividamento dos municípios” depois de anunciada a retificação dos valores a transferir para as autarquias na área da educação. O presidente da Câmara do Porto acredita que a medida serve “para tentar convencer os municípios a aceitar um mau negócio”, mas diz que “o nosso voto não está à venda”. “Não queremos capacidade de endividamento, queremos que nos paguem aquilo a que temos direito”, reforçou.

 

  Parece que a coisa não vai ficar só pelo Porto - Câmara da Trofa está a "começar a encetar procedimentos" para sair da ANMP
O presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, adiantou, esta terça-feira, que o município está a "começar a encetar os procedimentos" para, à semelhança do Porto, sair da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP).



Publicado por Tovi às 07:34
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos (1)

Sexta-feira, 27 de Maio de 2022
Rui Moreira "partiu a loiça toda"

... e já tem Aires Pereira, presidente da Póvoa de Varzim, como aliado na Área Metropolitana do Porto. O Município da Póvoa de Varzim promoveu ontem, no Cineteatro Garrett, um debate sobre o tema da Regionalização. A convite do presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, a conversa contou com a participação do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira. O debate realizou-se no âmbito do “Póvoa Talks”, projeto que tem como objetivo envolver e dar voz ativa a todos os poveiros, criado em formato digital durante a pandemia. A entrada era livre. Após o debate, o público teve oportunidade de participar, colocando questões a ambos os convidados.

 

  JN de hoje
image.jpg
Rui Moreira não poupa nas críticas. Póvoa também já pondera sair da Associação Nacional de Municípios e diz que há vários concelhos a equacionar o mesmo.
A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) navega ao sabor de "princípios partidários" de quem tem "interesses pessoais". Quem o diz é o presidente da Câmara do Porto. Muito crítico em relação à liderança de Luísa Salgueiro, Rui Moreira esteve na Póvoa de Varzim a falar de regionalização. Sem mais poder, recusa assumir mais despesa e acusa o Estado de estar a querer asfixiar as autarquias. Tudo com a conivência da ANMP. Na Póvoa encontrou aliado. Aires Pereira também já pondera sair da ANMP e diz que há vários municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP) a equacionar o mesmo.
"O que nos estão a passar basicamente é dívida. Isto é feito com a cumplicidade da ANMP que obedece a princípios partidários, porque tem pessoas, infelizmente, que hoje são presidentes de uma cidade, que vão chegar ao fim do seu último mandato dentro de três anos e, nessa altura, vão precisar de arranjar emprego noutro sítio qualquer. Têm outros interesses. A nós não nos podem representar", afirmou Rui Moreira, sem poupar críticas à liderança da ANMP, desde novembro, a cargo da presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro.
Numa descentralização que começa mal, sublinha, foi "violada brutalmente a lei", que tinha como pilar a neutralidade orçamental: um envelope financeiro idêntico às despesas a assumir.
"Sem aumento de competências, nós não podemos assumir mais despesa, porque ou deixamos de fazer investimento, ou pioramos o serviço", frisou, acusando a ANMP de ter negociado com o Estado em nome dos municípios sem defender os seus interesses. Precisamente por isso, o Porto bateu com a porta. Agora, é a Póvoa quem anuncia que vai fazer o mesmo.
"O município da Póvoa de Varzim não se revê da maneira como a ANMP tem negado esta necessidade de haver um reforço de verbas e não ter defendido a sustentabilidade deste processo de descentralização", diz Aires Pereira, que, caso nada mude com a proposta de Orçamento de Estado e "uma vez que a ANMP não nos representa convenientemente", vai propor, "já em junho, a saída da Póvoa".
O edil poveiro diz que "há mais municípios a pensarem desta forma" e especifica mesmo que "alguns são da AMP". Rui Moreira aponta Coimbra e Anadia.

  Júlio Gouveia no FacebookÉ evidente. O Estado quer diminuir despesas à custa das Camaras. Ou seja quer deixar de ter responsabilidades em varias áreas e atirar essas responsabilidades à Camara. Até aqui tudo bem. O problema é que o estado quer transferir essas responsabilidades mas só quer transferir metade do que atualmente gasta ou perto disso para as Camaras.RICO NEGOCIO. E isto com a condescendencia da ANM, que claro é presidida pela socialista presidente de Matosinhos, que devia zelar pelas camaras como presidente, em vez disso zela pelos interesses do governo e por isso socialistas. E não me venham dizer que digo isto porque não sou socialista, porque Camaras há como a de Gaia, socialista, que tb não está de acordo com a descentralização que o governo propõe. Como a sra dd Matosinhos não dá sequer a mínima hipotese de recuo, nada mais há a fazer do que sair desse organismo a que a senhora preside, e entao... ou o estado fica na mesma com essas responsabilidades nestas Camaras ou tem de negociar. Lá porque o PS e bem porque teve o voto popular tem maioria não quer dizer que agora sejamos todos #carneiros# e seguidistas de tudo que o PS quer e ou seja o governo, porque senão deixa de ser democracia.

  Porto Canal - 27mai2022 08h34 - O autarca da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, admitiu em declarações à comunicação social, depois de um debate sobre a regionalização com Rui Moreira, que está a considerar uma possível saída da Associação Nacional de Municípios. Aires Pereira ainda criticou o processo de descentralização referindo que o município da Póvoa de Varzim não se sente representado pela associação. 

 


Captura de ecrã 2022-05-27 183331.jpg
A Câmara Municipal do Porto vai agora apresentar uma exposição à Senhora Provedora de Justiça, que, se concordar com o argumentário, poderá recorrer ao Tribunal Constitucional.



Publicado por Tovi às 09:17
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 22 de Maio de 2022
Eu não sou "Andrade"... eu sou "Vaca Malhada"

Não, não sou "Andrade"... eu sou "Vaca Malhada". Mas quem se mete com meus amigos - e Rui Moreira é meu Amigo - comigo se mete.

  Carta aberta de Rui Santos a Rui Moreira e aos portistas
Captura de ecrã 2022-05-20 143102.jpgCaro RUI MOREIRA,
Permita-me que lhe dirija em público algumas palavras, porque há um conjunto de situações relacionadas direta ou indiretamente com a sua condição de presidente da Câmara de Municipal do Porto que me preocupam enquanto português e também enquanto observador das coisas do mundo do futebol.
O FC Porto vive um momento alto porque se sagrou campeão nacional e é favorito para conquistar este domingo a Taça de Portugal.
A 'dobradinha' e a possibilidade de conquistar três troféus consecutivos (juntando a Supertaça em Julho) coloca o FC Porto, desportivamente, num momento que enche de natural orgulho a comunidade portista.
Esse é um ponto que deve merecer aplauso.
Conhecemo-nos minimamente no plano fute-ideológico para saber que, sem qualquer tipo de drama ou crítica, não estamos de acordo sobre o que deve ser a relação entre a política e os clubes de futebol.
Entendo desde sempre que uma Câmara Municipal deve ser inclusiva e, no caso do futebol, olhar para todos os clubes com essa mesma visão inclusiva.
O FC Porto, por maioria de razão, e por ser o clube mais representativo da cidade, deve estar nessa perspetiva inclusiva e isso, a meu ver, não merece contestação.
O que eu discordo, e isso vale para o Porto, para Lisboa ou para qualquer outra cidade ou município, é uma espécie de submissão do poder político em relação aos clubes de futebol que lhe retira autoridade e capacidade de agir quando valores mais altos se levantam, acima das conquistas desportivas.
Conhecemos a história das relações entre a CM do Porto e o FC Porto, conhecemos ações tão díspares como aquelas que caracterizaram as presidências de RUI RIO e de FERNANDO GOMES, hoje administrador da SAD portista, e aquilo que genericamente defendo é que nunca haja conflitos de interesses e que um presidente de Câmara se sinta livre de decidir em conformidade com os interesses da cidade, por exemplo em matéria de segurança, porque nela vivem ou pode receber a visita de cidadãos com simpatia por outros clubes ou a revelar outras preferências que não sejam exatamente ligadas ao futebol.
Sabe, RUI MOREIRA, como todos sabemos, houve uma morte brutal na cidade do Porto, de um rapaz que foi barbaramente esfaqueado, e também sabemos das ligações que existem entre fautores de violência na urbe e a claque mais representativa do FC Porto.
RUI MOREIRA sabe que não tem apenas um problema de violência e de insegurança na sua cidade, tem um conjunto de bairros problemáticos onde o crime está instalado.
Dir-me-á que isso acontece também em bairros de outras cidades, como por exemplo Lisboa, não duvido nem omito, mas parece-me que o problema de relação com uma claque de futebol, no Porto, atingiu uma dimensão provavelmente única no País e extremamente perigosa.
O tema é sensível, sobretudo para si, na sua condição de presidente e de portista, mas vejo-o como uma pessoa de bom senso e recuso-me acreditar que esteja cómodo com a situação.
Não sei até que ponto seja possível conciliar a sua condição de presidente da Câmara, de portista e de amigo de PINTO DA COSTA, e ainda da sua eventual vontade pessoal e política para encarar este problema com coragem.
Não sei até que ponto é que o Ministério da Administração Interna e o Governo de ANTÓNIO COSTA estão dispostos a não ignorar que a situação está a ultrapassar todos os limites e a ficar fora de controlo.
Dirijo-me a si com esta abertura porque o creio como uma pessoa sensata que tem a ambição de um dia ser presidente do FC Porto e que, para consegui-lo, entende que a melhor estratégia - seguida por quase todos - é não contrariar ou mesmo hostilizar um posicionamento de décadas.
Caminhar lado a lado com PINTO DA COSTA e com o posicionamento deste em relação a tudo o que não seja um alinhamento integral perante as políticas e os comportamentos que ele defende pode ser a melhor forma de não perder popularidade e votos.
Isso alcançamos todos.
Não sei se, porventura, alguma vez chegará à presidência do FC Porto, para cujo cargo há mais pretendentes como, por exemplo, ANDRÉ VILLAS-BOAS e VÍTOR BAÍA - e outros candidatos que, na altura certa, se perfilarão, até para surpresa de muitos observadores.
Hoje ou amanhã, o Porto e o FC Porto serão confrontados com um problema de passividade perante os excessos que se passam na cidade e no clube em matérias relacionadas com segurança e violência - e há um momento, hoje ou amanhã, que a questão não será tanto de passividade ou de popularidade mas de responsabilidade efetiva.
É para isso que o alerto, com respeito e também com a certeza de que o FC Porto é muito maior em princípios e em valores, com muita gente de bem, impotente para discutir seja o que for, do que aquilo vem sendo alardeado publicamente, sobretudo quando eclodem problemas de violência.
A cidade do Porto precisa do turismo, precisa dos portuenses, mas precisa também dos portugueses e do País, em todos os sentidos.
A exclusão não é um bom princípio.
Peço-lhe, RUI MOREIRA, que veja a árvore mas também a floresta e a si, portista dos sete costados, que é apaixonado pelo seu clube, não se deixe orientar por dinâmicas separatistas, construída em cima de ódios.
A cada um dos adeptos portistas, tão importantes no futuro para o equilíbrio do associativismo, peço-lhes que não combatam a violência com (mais) violência e sejam mais intransigentes na defesa da paz e de um ideário de desportivismo que eleve e não prejudique a imagem do clube.
Se não houver compreensão dos valores e das prioridades que ora se levantam, pode ser demasiado tarde.
Para todos nós.

 

  Resposta de Bernardino Barros
hqdefault.jpgEu sei, o Sr. Rui Santos “mascarou-se” de gelado e não de palhaço, no programa da SIC “A Máscara”, mas convenhamos que o fato era altamente sugestivo.
Nada tenho contra o Sr. Rui Santos, a não ser a sua proverbial falta de isenção, a sua “cruzada” contra o FC Porto, o seu presidente e os seus adeptos, a sua investida contra o Porto cidade, o seu Presidente e as suas gentes, para além de se ter colocado ao lado de actos rácicos contra um jogador do FC Porto, o que não faz dele um racista pois claro.
Pelo que acima leram, muitos estarão a pensar, que o enumerado é razão suficiente para ter algo contra o Sr. Rui Santos.
Pois confesso que não, tenho até alguma solidariedade desde a tentativa de agressão que sofreu no parque de estacionamento da SIC (https://www.tv7dias.pt/nao-aguento-futebol-bandido-rui...), episódio que de certeza o fez mudar a agulha dos seus comentários, porque como diz o povo na sua vasta sabedoria “quem tem cu, tem medo”.
Já lá vão 13 longos anos e, infelizmente, com tantas câmeras de video-vigilância e com anotação da matrícula da viatura, ainda nada se apurou quanto aos presumíveis agressores, o que deve deixar o Sr. Rui Santos a viver em constante inquietude (estão a ver a razão da minha solidariedade) com medo do regresso dos “delinquentes agressores”.
Daí não poder apelidar de “palhaçada” a sua carta aberta ao edil Rui Moreira e ás boas gentes do burgo portuense, mas antes compreender a sua preocupação pela nossa integridade física e sanidade moral.
Com certeza a mesma, embora não tivesse encontrado registos, de qualquer missiva endereçada ao edil lisboeta, quando um atrevido e ingovernável Clio abalroou um adepto do seu clube, ou quando uns adeptos invadiram um hotel lisboeta, para “confraternizar” e ensinar a "dança dos paus" das velhas gentes de Miranda, a uns quantos adeptos holandeses.
Tb não encontrei qualquer carta aberta ao edil do Estoril, quando um adepto leonino foi esfaqueado na estação de S. Joao do Estoril, mas deve ser falha minha, porque a coerência e isenção do Sr. Rui Santos não lhe permitiria ser sectário nas suas análises independentes.
Claro que o Presidente Rui Moreira esteve mal em abrir as portas da câmara portuense ao FC Porto e às suas perigosas gentes, como tb o estiveram (verdade Sr. Rui Santos?) os ilustres presidentes da edilidade lisboeta, António Costa, Fernando Medina e Carlos Moedas, quando receberam tão ilustres clubes e dirigentes (não são suspeitos em casos suspeitos), presumindo que, nestes casos, não havia promiscuidade ou perigosidade, porque os actos eram abençoados com a figura em porcelana do Stº António.
Talvez o Dr. Rui Moreira, da próxima vez, possa solicitar ao seu colega de Amarante que empreste a figura do S. Gonçalo, com cordelinho incorporado, para ofertar ao Sr. Rui Santos e beatificar a sessão.
Termino com uma frase do próprio Rui Santos publicada em crónica de 13 Setembro de 2019 - “Palhaçada sem palhaços, porque provar que há palhaços nesta estória é tão difícil como provar que as azeitonas podem ter caroço”.

 

 


taca-de-portugal-logo-14D632858D-seeklogo.com.pngNa tarde de hoje FC Porto e Tondela jogaram, no Estádio Nacional, a final da Taça de Portugal. Até chegar a esta final, o FC Porto eliminou o Sintrense (5-0 fora), Feirense (5-1 em casa), Benfica (3-0 em casa), Vizela (3-1 fora) e Sporting (vitórias por 2-1 fora e 1-0 em casa). Já o Tondela afastou o Camacha (2-1 fora), Leixões (3-1 casa), Estoril Praia (3-1 casa), Rio Ave (1-0 fora, após prolongamento) e Mafra (3-0 em casa e 1-1 fora). E o jogo de hoje terminou com a vitória do FC Porto por três a um, garantindo-se assim a vinda da TAÇA DE PORTUGAL 2021-22 para a Cidade Invicta. 



Publicado por Tovi às 08:25
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 14 de Abril de 2022
A Câmara do Porto ameaça sair da ANMP

278228347_10162406645309522_5868220929330016094_n.
Jornal de Notícias de 12abr2022

"Não podemos ficar na mão de negociadores nos quais temos razões para não confiar. O que aconteceu na educação, que agora é muito difícil de mudar, não pode acontecer na coesão social e na saúde" (Rui Moreira dixit). Realmente não sei o que estamos lá a fazer.

 

  Capa de Jornal de Notícias de 13abr2022
Captura de ecrã 2022-04-13 001019.jpg

 

  Efeitos de uma atabalhoada descentralização na área da educação
Captura de ecrã 2022-04-14 140501.jpg

 

  TSF - 15abr2022 
Captura de ecrã 2022-04-15 152428.jpg
Excelente entrevista de Rui Moreira ao DN-TSF



Publicado por Tovi às 07:39
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 12 de Abril de 2022
Visita do Presidente da Bulgária a Portugal

Captura de ecrã 2022-04-11 132644.jpgA cidade do Porto será o primeiro ponto do programa da visita de Estado do Presidente da República da Bulgária a Portugal. Rui Moreira recebe o Chefe de Estado búlgaro, Rumen Radev, em sessão solene de boas-vindas nos Paços do Concelho, esta terça-feira, ao final da manhã. A cerimónia será presidida por Marcelo Rebelo de Sousa e é antecedida por Honras Militares, na Praça do General Humberto Delgado.

 

  A Bulgária é uma república parlamentar, membro de pleno direito da União Europeia (desde 1jan2007) e da NATO (29mar2004), tem laços tradicionais profundos com a Rússia, mas a invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin semearam na sua população divisões significativas entre grupos pró-NATO e pró-Rússia. E no governo de Sófia o apoio ao presidente russo Vladimir Putin tem vindo a diminuir consideravelmente. O chefe de governo, o Primeiro-Ministro, ocupa o cargo mais importante do poder executivo. O chefe de Estado, o Presidente, exerce sobretudo funções representativas, com alguns poderes de veto limitados. A Bulgária é um Estado unitário dotado de uma estrutura centralizada, dividido em 28 províncias, uma das quais é a província metropolitana da capital (Sofia-Grad). Os governadores regionais são nomeados pelo governo.

 

  CNN Portugal

1024.jpg

Em Portugal para uma visita oficial, que começou no Porto com o chefe de Estado búlgaro [Rumen Radev] a receber as chaves da cidade, o que disse ser uma “honra e um privilégio”. (...) "É importante, neste momento, mostrar unidade e as relações de amizade entre os dois países [Bulgária e Portugal] têm um simbolismo profundo. Se dois países situados em duas das pontas da Europa podem cooperar, ser amigos e pensar juntos no futuro da Europa, significa que todas as famílias europeias podem fazer isso”, afirmou Rumen Radev. (…) “Enfrentamos os mesmos problemas como a demografia. As estatísticas mostram que temos o mesmo problema, mais de 20% da nossa população deixou o nosso país, é um enorme desafio e temos que trabalhar para os trazer de volta ou pelo menos para que não percam a ligação espiritual”, enumerou. (…) O chefe de Estado búlgaro destacou ainda que o Porto “é a cidade Invicta” e o papel na História de Portugal. “O Porto teve sempre um papel importante na história de Portugal (…) tornou-se um símbolo para a Europa, e para o resto do mundo, de coragem e compromisso para olhar para além do visível, explorar o desconhecido, cruzar mares e oceanos e descobrir mundos”, disse.



Publicado por Tovi às 08:27
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Dezembro 2022
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


Posts recentes

Um clima de mal-estar no ...

Forte abraço Rui Moreira....

Filipe Araújo na lideranç...

O renovado Mercado do Bol...

Coração de D. Pedro IV

Acordo para a Descentrali...

Rui Moreira recebeu a Med...

A não reabilitação do Mer...

Salvar a Descentralização...

Uma visita às memórias e ...

Câmara do Porto sai da AN...

Rui Moreira "partiu a loi...

Eu não sou "Andrade"... e...

A Câmara do Porto ameaça ...

Visita do Presidente da B...

Plano de Recuperação e Re...

A "tal" descentralização

Qual é a estratégia da Ch...

28.º dia da invasão russa...

Arena Liga Portugal

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus