"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022
Rui Moreira absolvido no caso Selminho

 image (1).jpg

O Ministério Público acusou Rui Moreira de prevaricação por ter tentado favorecer a Selminho, imobiliária da família da qual era sócio, e pediu perda de mandato do autarca independente. E na tarde de hoje (sexta-feira, 21jan2022) o autarca da Invicta conheceu a decisão do coletivo de juízes do Porto - ABSOLVIÇÃO. E Rui Moreira vai continuar o Rui Moreira de sempre: Um portuense livre, independente, sério e digno.

 

  Rui Moreira mostrou-se tranquilo com a decisão do Tribunal, que hoje o absolveu dos crimes pelos quais vinha acusado. "Foi reparada a minha honra", disse o autarca, apontando que "o processo foi sempre político".
"Hoje fez-se justiça", disse o autarca portuense, a partir da Câmara Municipal do Porto, reagindo à decisão do Tribunal Criminal de São João Novo, que esta sexta-feira o ilibou de todas as acusações proferidas pelo Ministério Público "por manifesta falta de provas". "Agradeço ao tribunal o cuidado em analisar todo o relacionamento entre a Câmara e a Selminho desde 2005 - recordo que só cá cheguei em 2013 - para esclarecer que a postura do município foi sempre a mesma e que eu não tive qualquer intervenção direta ou indireta nessa relação", notou em declaração aos jornalistas. Lamentando que o seu nome tenha sido "vilipendiado" durante o processo judicial e que, mesmo sem sentença, tenha sido "condenado insistentemente na praça pública", Rui Moreira lembrou que houve "líderes políticos que nunca quiseram respeitar a presunção de inocência", apontando o dedo, sem personalizar, a um líder partidário em específico. "Sinto que, para além da absolvição, foi reparada a minha honra e desfeita a menor dúvida que pudesse porventura existir", disse Rui Moreira, não escondendo o sofrimento que todo o processo lhe causou. "Sofri eu, sofreu a minha família, sofreram muitos portuenses, que insistentemente se dirigiam a mim sempre com palavras de apoio, força e não raras vezes de revolta", partilhou, enaltecendo o "caráter granítico dos portuenses", a quem agradeceu pela vitória nas últimas eleições autárquicas. Quanto à já anunciada decisão do Ministério Público, que vai recorrer da sentença, Rui Moreira mostrou-se sem medos, tecendo críticas à ação do procurador responsável pelo caso: "O Ministério Público é livre de interpor recursos. Surpreende-me é que o Ministério Público, que tem um mês para recorrer, não tenha esperado para ler o extenso acórdão. Não tenho receio nenhum relativamente ao recurso”. "Este processo foi sempre político. Não estou a dizer que, na sua origem, fosse político. Aquilo que afirmo é que se transformou em processo político. Já não tenho idade nem para acreditar no pai natal nem para acreditar em acasos", declarou.

 

  Que vergonha!...
Captura de ecrã 2022-01-21 192307.jpg

 

 

  Pedro Santos Guerreiro - Diretor executivo CNN Portugal
A absolvição no caso Selminho é para Rui Moreira uma vitória do tamanho do mundo, ou mais ainda, do tamanho do Porto. E é uma derrota humilhante para o Ministério Público – e para os políticos que, em eleições, se aproveitaram do caso. Esses políticos podem hoje não ter cara, mas têm nome. Nas últimas autárquicas, Moreira estava acusado e tinha julgamento marcado. Na campanha, o CDS e a IL mantiveram o apoio ao candidato, e o PS e sobretudo o PCP não fizeram aproveitamento político. Fê-lo o PSD, fê-lo Rui Rio.

 

  Raul Almeida, na sua página do Facebook
“…é lícito perguntar até que ponto esta obstinação infundada do Ministério Público interferiu com o curso normal da Democracia. Para além de rigorosamente nada indiciar qualquer tipo de responsabilidade ou benefício de Rui Moreira no caso, houve uma manifesta gestão política do tempo processual, não tendo faltado quem, escasso de dignidade ou escrúpulos, se tivesse aproveitado disso mesmo. Por fim, sem margem para dúvidas, fez-se justiça.”

 

 

  Manuel Pizarro, ontem, na sua página do Facebook… uma postura leal de quem foi adversário, mas não confunde as coisas.

272182415_5520508541298804_183139729980113663_n.jp
Conhece-se amanhã a sentença do caso Selminho. Rui Moreira é acusado de prevaricação (“trair, por interesse ou má-fé, os deveres do seu cargo ou abusar do exercício do cargo”, segundo a definição do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa) e o Ministério Público pede a sua condenação e perda de mandato.
Não tenho por hábito comentar processos judiciais, e é recato que não me custa. No entanto, evidentemente, num Estado de direito, democrático, o respeito pelas decisões da justiça não significa que estas não possam ser debatidas ou questionadas.
Decidi, por isso, dizer o que penso sobre este processo e torná-lo público antes de conhecida a decisão judicial. O caso tem indubitável relevância cívica e justifica esta atitude. Acresce que o terreno da divergência política não pode ser constantemente sabotado pelos ataques pessoais. Isso empobrece a democracia, porque desnatura a ação política.
Rui Moreira, depois da sua eleição como presidente da Câmara, não agiu bem em dois momentos. Em primeiro lugar, e como já foi reconhecido pelo próprio, com a assinatura da procuração para que o advogado pudesse intervir em defesa da Câmara.
Rui Moreira devia, em segundo lugar, e por elementar prudência, ter comunicado à Assembleia Municipal a existência de um conflito entre o Município e uma empresa da sua família. Tivesse-o feito, e o processo seria amplamente escrutinado desde o início, evitando dissabores ao presidente da CMP.
Os reparos que faço a Rui Moreira são do foro político. Mas, nessa esfera, já foi feita a avaliação pelos cidadãos do Porto que, recentemente, lhe deram uma nova vitória eleitoral, acompanhada por perda de votos, de percentagem e de vereadores. Como democrata, confio no julgamento político dos portuenses. As pessoas fizeram o seu juízo e renovaram a confiança no Presidente da Câmara, embora de forma mitigada. 
Encerrado o processo político, resta a questão jurídico-criminal. Nessa matéria, quero também ser claro: em meu entender, Rui Moreira não cometeu o crime de prevaricação. É fácil de ver, quanto à famosa procuração, que se esta tivesse sido assinada desde o início pela então vice-presidente o comportamento do advogado da Câmara teria sido exatamente igual, e exatamente idêntico o resultado final. Rui Moreira não deu em nenhum momento instruções aos serviços ou advogado e, como tal, não traiu os deveres do seu cargo e não abusou dele. Logo, digo-o com plena convicção: não deve ser judicialmente condenado.
Note-se, aliás, que foi com Rui Moreira na presidência da Câmara que os serviços municipais apuraram, sem condicionamento, que parte dos terrenos registados em nome da Selminho pertenciam, de facto, ao Município. Sei que em nenhum momento deste outro processo Rui Moreira procurou condicionar a atuação dos serviços. Ao contrário, comportou-se com isenção e dignidade que não pode deixar de ser reconhecida.
Espero, por isso, que o Tribunal o considere inocente, e estou convicto de que é isso que irá acontecer. Mas, também o digo, que como cada vez mais acontece neste tipo de processos, isso não apaga anos de exposição pública e uma marca injusta e indelével.



Publicado por Tovi às 15:50
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos (1)

Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2022
Transportes públicos grátis

trnsporte públicos gratuitos.jpg
A propósito desta notícia lembrei-me que há cerca de um ano e numa conversa informal já não sei sobre quê, Rui Moreira me ter dito que o futuro a médio prazo passa pelos transportes públicos serem grátis em cidades da dimensão do Porto.



Publicado por Tovi às 07:39
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos (1)

Terça-feira, 21 de Dezembro de 2021
Aprovadas as contas Municipais para 2022

Captura de ecrã 2021-12-21 102212.jpg

O Orçamento Municipal para 2022 foi aprovado em Assembleia Municipal, ao início da madrugada desta terça-feira, com os votos favoráveis do Movimento Rui Moreira, do PSD e do Chega (30 votos no total). O PS (9 votos) absteve-se. BE, CDU e PAN (7 votos no total) votaram contra.

 


O plano de investimentos para 2022 prevê 114,4 milhões de euros.
Ambiente, energia e qualidade de vida - 22 milhões de euros / 19,2%.
Reabilitação de habitação de renda apoiada - 18,5 milhões de euros / 16,2%.
Finalização da requalificação e instalação do Mercado do Bolhão - 5,5 milhões de euros / 4,8%.
Reabilitação de escolas - 9,7 milhões de euros / 8,5%.
Equipamentos desportivos - 5 milhões de euros / 4,4%.
Parques e jardins - 7,3 milhões de euros / 6,4%.
Iluminação pública com tecnologia LED - 6,5 milhões de euros / 5,7%.



Publicado por Tovi às 10:22
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 30 de Novembro de 2021
Um elemento de segurança e proteção dos cidadãos

Captura de ecrã 2021-11-24 082836.jpg

São oito – cinco fêmeas e três machos –, ainda a caminho dos três meses, os mais recentes operacionais a reforçar o trabalho da Unidade Especial de Polícia - Grupo Operacional Cinotécnico da Polícia de Segurança Pública do Porto e da Unidade Cinotécnica Municipal. Os cães são de uma linhagem de trabalho de pastores alemães e foram doados, na tarde desta terça-feira, no Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA) do Município, através de um protocolo com a Câmara do Porto. Para o presidente da Câmara do Porto, este “é um momento particularmente bonito”, ainda que Rui Moreira partilhe o sentimento de que “o ideal é que eles consigam chegar ao fim das suas vidas sem serem precisos. Se forem, são mais um elemento de segurança e proteção dos cidadãos”. Presente na cerimónia, além do comandante da Polícia Municipal, intendente António Leitão da Silva, da comandante do Comando Metropolitano do Porto da PSP, superintendente Paula Peneda, do vice-presidente da Câmara do Porto, Filipe Araújo, e das vereadoras Catarina Araújo e Cristina Pimentel, esteve o comandante da Unidade Especial de Polícia da PSP, superintendente-chefe Paulo Lucas, que agradeceu a doação assegurando que “os cães vão ser de extrema utilidade”.



Publicado por Tovi às 07:29
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 18 de Novembro de 2021
Terceiro dia do julgamento do caso Selminho

A verdade é como o azeitevem sempre ao de cima!
Captura de ecrã 2021-11-18 204757.jpg

 

No terceiro dia do julgamento do caso Selminho, Guilhermina Rego, ex-vice-presidente de Rui Moreira garantiu que o autarca "nunca" lhe disse para assinar ou não o acordo entre a câmara e a imobiliária. Recordou ainda como tomou conhecimento do processo Selminho: "Em janeiro de 2014 recordo-me que a Dra. Raquel Maia, acompanhada pelo advogado Pedro Neves de Sousa, se terem dirigido ao meu gabinete e me terem informado de que havia uma processo entre a câmara e uma empresa com ligações familiares ao presidente, que já era um processo antigo e que nesse sentido poderia ter que passar uma procuração porque Rui Moreira estava impedido de o fazer". Mais tarde, em julho de 2014, numa reunião com Anabela Monteiro, antiga responsável pelo serviço contencioso da autarquia, e o advogado da câmara, Guilhermina Rego revelou que foi informada de que era necessário assinar um acordo. “Explicaram-me o acordo dizendo havia uma ação judicial contra a câmara por parte da Selminho e que havia riscos sérios de perdermos essa ação e termos que pagar uma indemnização elevada. Disseram-me ainda que havia todas as condições para assinar o acordo”, recorda, acrescentando que “já em 2012 se apontava para que as pretensões da Selminho pudessem ser acolhidas em sede de revisão do PDM.” Sobre as cláusulas do acordo entre a câmara e a Selminho, Guilhermina Rego garante que não as alterou. “Nunca opinei sobre o acordo, explicaram-me que era a melhor solução para o município. Tive o cuidado de perguntar se os serviços jurídicos e urbanísticos concordavam para dar seguimento. Estava convicta de que era a melhor solução.” Questionada sobre a interferência de Rui Moreira neste percurso, a ex-vice-presidente garante que apenas informou o presidente após assinar o acordo. “O único diálogo que houve foi depois de ter assinado o acordo ter transmitido isso mesmo ao dr. Rui Moreira, por uma questão de dever institucional. O presidente da câmara nunca me disse assine ou não assine, concorde ou não concorde, faça ou não faça. Assim como nenhum dos serviços disseram que estavam a agir porque A, B ou D mandava”. 

Outra das testemunhas ouvida esta quinta-feira no Tribunal de S. João Novo, no Porto, foi Raquel Maia, diretora municipal da presidência entre 2011 e 2014, tendo acumulado funções na direção do departamento jurídico, e recordou que conheceu o dossiê Selminho no início de 2014, pelo advogado da autarquia Pedro Neves de Sousa e pela chefe de divisão jurídica do contencioso, Anabela Monteiro. “Foi-me explicado que existia um processo judicial a decorrer, que já tinha alguns anos, e vinha sendo suspenso para chegar a um acordo”, começou por explicar. “Logo que soube” que a Selminho pertencia à família do atual presidente da câmara, Raquel Maia conversou com Rui Moreira sugerindo-lhe que se declarasse impedido no processo, assinando um documento escrito para o efeito, permitindo assim ser a vice-presidente, Guilhermina Rego, a tomar conta do assunto. “Foi a sra. vice-presidente quem decidiu fazer o acordo”, declarou, acrescentando que as negociações do acordo “não foram discutidas com o presidente”, Rui Moreira. A antiga diretora municipal da presidência recorda de “olhar para a minuta do acordo”, afirma que as linhas gerais “já vinham de trás”, ou seja tinham sido elaboradas no anterior mandato, e incluíam os pareceres dos serviços do urbanismo que admitiam acolher as pretensões de edificabilidade da Selminho. “O acordo foi feito com base na informação do urbanismo”, garantiu. Em resposta ao advogado de defesa, Raquel Maia jurou não ter cedido a qualquer orientação por parte de Rui Moreira durante o processo. “Durante o tempo que acompanhei o processo, não houve uma conversa ou discussão o presidente. Não houve nenhuma tentativa do Dr. Rui Moreira em intervir no processo, nem eu permitia que isso acontecesse. Não segui nenhuma instrução, nem do presidente nem chefe de gabinete”. A antiga diretora municipal acrescentou ainda que não teve “qualquer acesso” à procuração forense passada por Rui Moreira, que dava poderes especiais ao advogado da câmara para representar a autarquia em tribunal contra a Selminho, tal como tinha declarado em tribunal o seu antecessor, Miguel Queirós, responsável pelo departamento dos serviços jurídicos da câmara. Quando o acordo foi a entregue à vice-presidente, Guilhermina Rego, que o assinou em 2014, Raquel Maia já não se encontrava na autarquia a trabalhar. “Não acompanhei o desfecho do acordo”, concluiu. 

Foi ouvida também a testemunha Anabela Monteiro, diretora da divisão municipal do contencioso entre 2012 a 2014, e também não se recorda da procuração forense assinada por Rui Moreira, a 28 de novembro de 2013, que dava poderes especiais ao advogado Pedro Neves de Sousa e que na origem de todo o caso. “Muito francamente não me recordo em concreto dessa procuração. Quem elaborava a procuração era o secretariado em articulação com o solicitador”, afirmou em resposta ao procurador do MP. Em abril de 2014, a antiga responsável pelo contencioso da câmara tomou conhecimento do processo Selminho pelo advogado do município. “Deu-me conhecimento de que o processo tinha sido suspenso porque havia a expectativa que houvesse um acordo.” Segundo a informação que Anabela Monteiro solicitou à direção municipal do urbanismo, por pedido do advogado da autarquia, os técnicos do serviço “davam abertura à pretensão da Selminho” de construir naqueles terrenos.“Ninguém contesta sem ter uma informação técnica. Os serviços do urbanismo tinham dado abertura para que isso viesse a acontecer”. Depois de fechado o acordo, Anabela Monteiro conta que tomou conhecimento que Rui Moreira estava impedido no processo e por isso recorda uma reunião onde esteve presente com o advogado da autarquia e a vice-presidente, Guilhermina Rego. “Explicamos à vice-presidente que do ponto de vista jurídico o acordo nos parecia uma boa solução para a câmara, havia pareceres técnicos do urbanismo e não estava em causa o compromisso do pagamento de qualquer indemnização”. A antiga responsável pelo contencioso da autarquia garante ainda “nunca” ter recebido indicações ou orientações por parte de Rui Moreira durante o processo.



Publicado por Tovi às 18:02
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 17 de Novembro de 2021
Começou ontem o julgamento do Processo Selminho

image.jpg

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, começou ontem a ser julgado no Tribunal de São João Novo, no âmbito do processo Selminho, onde é acusado de prevaricação, por favorecer a imobiliária da família, da qual era sócio, em detrimento do município. Segundo a comunicação social presente na sala de audiências Rui Moreira insistiu durante a manhã perante o Tribunal, que nunca teve intenção de beneficiar a imobiliária da sua família e que a sua intervenção em todo o processo Selminho se limitou a assinar uma procuração forense, sob conselho do seu chefe de gabinete, e meses depois uma declaração de impedimentos. De resto, todo o processo foi conduzido pelo advogado externo contratado pelo seu antecessor, em sintonia com os serviços jurídicos e os serviços de urbanismo da Câmara, e que "nunca" deu qualquer instrução seja em que sentido for.

 

  Jornais de hoje
Captura de ecrã 2021-11-17 083955.jpgCaptura de ecrã 2021-11-17 083348.jpg

[Expresso, 16nov2021 às 20h50] - Antigos eleitos da CDU e BE da Câmara do Porto afirmaram, no Tribunal de São João Novo, que acordo entre a autarquia e a imobiliária da família Moreira no sentido de devolver capacidade construtiva a terreno na escarpa da Arrábida ou eventual indemnização, se a pretensão não fosse acolhida no PDM, inverteu o posicionamento de uma década de litigância.

 

  Segunda sessão do julgamento
 [JN às 12h12 de hoje] - O advogado Pedro Neves de Sousa, que foi mandatado pela polémica procuração que desencadeou o caso Selminho, garantiu, esta quarta-feira, em tribunal, que não sabia que a empresa era de Rui Moreira ou dos seus familiares e que o processo "foi tratado como todos os outros". 
O advogado que conduziu o processo Selminho explicou que apenas lidava com chefias intermédias e que, "provavelmente", pode dizer que nunca esteve numa reunião de trabalho com Rui Moreira, nem com o autarca que o antecedeu, Rui Rio. Pedro Neves de Sousa revelou que, em 2011, antes de Moreira ter tomado posse como presidente da Autarquia do Porto, os serviços de contencioso da câmara lhe tinham solicitado o adiamento da instância, pois havia a possibilidade de atender às pretensões da Selminho em sede de revisão do PDM, que se esperava estar concluído em 2012. O tempo passou e, em setembro de 2012, o advogado foi informado de que a Selminho pretende prosseguir com o processo. Nessa altura, apercebe-se de que já havia pouco tempo para reagir e preparou uma contestação à pretensão da empresa, "da forma que melhor entendeu defender a Câmara do Porto", declarou. Em novembro de 2013, as partes foram convocadas pelo tribunal para uma audiência prévia. Segundo Pedro Neves de Sousa, uma alteração do código processual civil introduziu a possibilidade de as partes chegarem a acordo nessa audiência prévia. Ora, a procuração passada por Rui Rio em 2011 apenas conferia poderes gerais ao advogado. Assim, pediu nova procuração aos serviços jurídicos da Câmara, agora com poderes especiais, para estar presente na audiência. O documento viria a ser assinado por Rui Moreia em novembro de 2013.
 [Observador às 19h15 de hoje] - Azeredo Lopes, chefe de gabinete de Rui Moreira entre 2013 e 2015, e ex-ministro da Defesa, foi a primeira testemunha a ser ouvida na tarde deste segundo dia de julgamento. Começou por admitir conhecer “muito bem” o arguido Rui Moreira, adiantando que numa primeira fase, além de ser chefe de gabinete, prestava ainda aconselhamento jurídico à autarquia durante dois meses. “Na fase da transição, ainda antes de entrar em funções, reuni-me com o anterior chefe de gabinete que me deu conta dos dossiês mais importantes que estavam a decorrer no contencioso. Quando chego à câmara considero crucial fazer uma avaliação de risco, onde a câmara devia estar mais ou menos preocupada para evitar eventuais condenações ou situações menos agradáveis que tivesse de alguma responsabilidade”. Azeredo Lopes garante que só soube da ligação de Rui Moreira com a empresa Selminho apenas no momento da assinatura da procuração forense pelo presidente. “Sendo um caso que estava há bastante tempo dentro da câmara, a minha convicção é que toda a gente sabia. Estava absolutamente convencido que era impossível não saber (…) O Porto é uma cidade bastante pequena, não estamos a falar de uma pessoa anónima nem de uma família anónima. Não me pareceu concebível que ninguém soubesse na câmara que a Selminho não estava ligada à família do Dr. Rui Moreira”. O antigo chefe de gabinete recorda o dia em que Moreira entrou no seu gabinete com uma procuração nas mãos. “Entrou no meu gabinete e disse que tinha uma procuração para assinar porque diziam que muito urgente, mas que tinha lá o nome de uma empresa da sua família. Não me passava pela cabeça que, ao fim de não sei quantos anos, quem elaborou procuração não soubesse ainda o que era ou de quem era a Selminho”, refere o antigo chefe de gabinete. “A interpretação que dei é que eles [serviços jurídicos] entendem que é necessário que assines para evitar que a câmara deixe de estar representada em tribunal. Se não assinares isto pode até ser interpretado contra ti. Foi basicamente isso que transmiti ao presidente”, acrescenta Azeredo Lopes, revelando desconhecer, no entanto, a “natureza da procuração”. “Desconhecia que era uma procuração com poderes especiais e que tinha sido pedida especificamente para aquele efeito [negociação], não sendo válida a procuração passada pelo anterior presidente, Rui Rio". Ouvido minutos depois de Azeredo Lopes, o então diretor municipal do departamento jurídico do município, entre fins de setembro de 2013 e 11 de dezembro de 2013, afirmou desconhecer “em absoluto” a procuração em causa. “Desconheço em absoluto essa procuração. Se ela é de 28 de novembro [de 2013] como é referido, eu ainda estava em funções e não conheço essa procuração. O departamento jurídico e contencioso devia estar envolvido neste processo e não foi”, declarou Miguel Queirós. Pedro Neves de Sousa, advogado que colabora com da autarquia do Porto desde 2009, e a quem Rui Moreira passou uma procuração forense, em 2013, para representar a câmara em tribunal num processo com a Selminho, começou por ser questionado pelo procurador do Ministério Público sobre a relação que tem com Rui Moreira. “Cumprimentamo-nos, mas não temos relação pessoal. Conheço o sr. presidente pessoalmente, mas não consigo localizar no tempo o dia em que estive com ele (…) Antes de ele ser eleito, não me recordo de termos sido apresentados”, adianta, afirmando ainda desconhecer todos os irmãos do autarca. “Se os vir, não os conheço, nem de vista”. O advogado explica com detalhe que trabalha numa sociedade que tem um contrato de prestação de serviços com a autarquia do Porto, desde 2009 até ao presente, mas salienta que não mantém contacto com o presidente de câmara, mas que “responde a chefias intermédias”, neste caso à divisão jurídica de contencioso. “Em processos judiciais, respondia à chefe de divisão municipal de contencioso, inicialmente Sofia Lobo e, mais tarde, Anabela Monteiro”. Pedro Neves de Sousa recorda que em janeiro de 2011 recebeu uma ação por parte do departamento jurídico e obteve informação de que “deveria suspender a instância” — na prática, interromper o ‘dossier Selminho’ — no Tribunal Administrativo e Fiscal, uma vez que “estariam em curso negociações entre a Selminho e o município”, tendo na origem dessas mesmas negociações a possibilidade de “revisão do Plano Diretor Municipal”. “Foi uma situação absolutamente anormal, pois não seria necessário contestar a ação”, enfatiza, acrescentando que essa informação foi-lhe passada pela chefe de divisão, Sofia Lobo. “Não sabia que a Selminho pertencia à família do sr. presidente”, garante, acrescendo só ter tido conhecimento da ligação da imobiliária a Rui Moreira em 2014. Antes disso, em setembro de 2012, o advogado foi informado de que a Selminho pretendia prosseguir com o processo. Nessa altura, preparou uma contestação à pretensão da empresa, convicto de que estaria a fazer “o melhor para defender os interesses do município”. Pedro Neves de Sousa refuta completamente a acusação apontada pelo Ministério Público de que tenha agido cumprindo instruções do autarca do Porto. “Não posso ser mais claro do que isto, nunca falei com o dr. Rui Moreira antes, durante ou depois sobre este processo, nem sobre outros (…) Teria sido muito grave se tivesse recebido instruções por parte do dr. Rui Moreira, não sou advogado do dr. Rui Moreira, sou advogado do município.” Na mesma linha, o advogado garante: “Da minha parte, nunca senti que houvesse algum tipo de pressão nem que a posição do município tivesse sido alterada pela ligação do presidente à Selminho”. Sem “nunca” contactar diretamente o serviço do urbanismo da câmara, depois de Rui Moreira tomar posse, Pedro Neves de Sousa garante que “não houve alteração de procedimentos” relativamente ao processo. “O modus operandi depois de 2013 manteve-se exatamente o mesmo.” Até então, a procuração que mandatava poderes gerais estava com o nome de Rui Rio. “Não era necessário juntar uma nova procuração. Um novo mandato não implica a caducidade de uma procuração”, sustenta o advogado, que, no entanto, a 22 de novembro pediu “uma procuração com poderes especiais”, uma vez que na audiência prévia, agendada para janeiro de 2014, existiria “a tentativa de uma conciliação”, concluindo que nestes casos é necessário um novo documento que transmita poderes especiais. Na sequência dessa audiência prévia, o advogado revela que o município do Porto continuava “exatamente no mesmo ponto”, ou seja, a colocar a hipótese de na revisão do PDM que incluíam as pretensões da Selminho de dar capacidade construtiva ao terreno na escarpa da Arrábida. “Quem elabora a primeira versão do acordo foi o mandatário da Selminho, é ele que me envia as primeiras minutas, que analisei e alterei, em conjugação de esforços com os dirigentes do município do Porto”. Nessa primeira versão do acordo, elaborada em abril de 2014, era incluído o cenário de revisão do PDM dando, assim, capacidade construtiva aos terrenos da Selminho. “A decisão passou sobretudo pela posição do urbanismo”, revelou o advogado, acrescentando que nessa altura “já estavam a decorrer os trabalhos preparatórios para a revisão do PDM por parte do urbanismo”. “Os serviços [urbanísticos] apontavam que a pretensão da Selminho podia ser acolhida. Se se concretizar essa ideia do urbanismo, muito bem, caso contrário nunca esteve adjacente o pagamento de uma indemnização. No caso ser alterado o PDM, o assunto estava fechado, caso contrário, teríamos de discutir se haveria ou não direito a indemnização. Esta foi a grande guerra.” Pedro Neves de Sousa sublinha que no acordo em causa a câmara “não se comprometeu com a alteração do PDM, diz apenas que é expectável que isso venha a acontecer”.



Publicado por Tovi às 08:29
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 11 de Novembro de 2021
Obras para as quais o Porto não foi ouvido

É incompreensível, mas a verdade é que a Câmara Municipal do Porto não foi ouvida nem achada na elaboração do projeto de requalificação do tabuleiro inferior da Ponte de Luís I. Para as obras das novas linhas do Metro, incluindo a localização e inserção na malha urbana da nova ponte para a segunda ligação a Gaia, também ninguém pediu pareceres à Autarquia portuense. E está-se mesmo a ver que o Terreiro do Paço não está com intenção de nos ouvir sobre a ligação de alta velocidade que impõe a construção de uma nova ponte.

Captura de ecrã 2021-11-09 173532.jpg
  JN/Adriana Castro com Lusa, 09nov2021 



Publicado por Tovi às 07:34
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 21 de Outubro de 2021
Instalação dos Órgãos do Município do Porto

Tomada de posse dos Orgãos do Municipio do Porto
Porto_tomada_de_posse_20out2021.jpg
Teve lugar ontem ao fim da tarde a Sessão Solene de Instalação dos Órgãos do Município do Porto.

 

  JN, 20out2021 às 20h31
Rui Moreira tomou posse esta quarta-feira, no Pavilhão Rosa Mota, para o seu terceiro e último mandato como presidente da Câmara do Porto e prometeu transferir mais competências para as juntas de freguesia.
Do agradecimento inicial à promessa de que tentará ser "positivo e agregador", Rui Moreira, elogiando os presidentes de junta e uniões de freguesia eleitos, deixou um compromisso: "Assumo perante vós que haverá um reforço das competências para estes órgãos autárquicos, acompanhado dos recursos indispensáveis, e comprometo-me a ajudar no trabalho de proximidade e de rede que tão bem sabem empreender junto dos nossos munícipes".
O presidente da Câmara do Porto reforçou ainda, no seu discurso de tomada de posse, que quer "concluir os projetos que a pandemia atrasou", tais como o Mercado do Bolhão, o Terminal Intermodal de Campanhã, a recuperação do Cinema Batalha, a extensão da Biblioteca Municipal e o projeto do antigo Matadouro. Tudo porque, esclareceu, tem a certeza de que Campanhã "tem condições únicas para ser uma alavanca de desenvolvimento para toda a cidade".
Sobre o acordo de governação com o PSD, afirmou que o entendimento permite "criar a estabilidade que o Porto merece e precisa". "Uma estabilidade, nunca é demais reforçar, que é fiel à vontade expressa pelo povo do Porto e que em muito se deve ao sentido de responsabilidade do Presidente da Concelhia do PSD/Porto, Miguel Seabra, e ao cabeça de lista do PSD, o vereador Vladimiro Feliz", esclareceu Rui Moreira.
Na reta final do discurso, que se prolongou por cerca de trinta minutos, o presidente da Câmara do Porto manifestou total disponibilidade para promover "a federação dos milhares de cidadãos que continuam a acreditar nos candidatos independentes" e apoiar "esta ideia, que tem as suas fundações na Associação Nacional dos Movimentos Autárquicos Independentes (AMAI), embora recusando "qualquer cenário de liderança".
Para Rui Moreira, "o Porto pode, uma vez mais, ser a base histórica de um movimento político mais próximo dos cidadãos".

 

 

   O que mais me tocou no discurso de Rui Moreira:

☑ “…um projeto independente, deu um sinal claro que acreditou sem hesitações, em mim, não se deixou perturbar por névoas falaciosas”.
☑ “…iremos respeitar cada compromisso assumido na campanha eleitoral, mas também saberemos, como sempre, ouvir e ponderar as posições dos vereadores da oposição”.
☑ …as “amigas do Bolhão” que corporizam o “Porto real e maravilhoso que nasce de uma sombra de trabalho…”.
☑ …no Porto, tudo está “sempre em permanente discussão pública: tudo se discute e critica”.
☑ ...a Invicta “continuará sempre a ser uma voz de independência e liberdade face aos poderes instalados e centralismo que tanto prejudicam o país”.
 
 
 
  Comentário à margem da cerimónia pública da tomada de posse do presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, e dos demais órgãos autárquicos, que teve lugar ontem ao fim da tarde no Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota:
Eu e um grande amigo que estava ao meu lado numa das primeiras filas, fartamo-nos de rir ao ver uma boa meia-dúzia de “caramelos” que nunca ninguém viu em qualquer ação de campanha de Rui Moreira, mas que se pavoneavam entre as individualidades convidadas nos momentos anteriores ao início da sessão.
(A imagem refere-se ao momento e não ao facto relatado)
247181870_10220433346251586_339347066717228293_n.j
  
Paulo Barros Vale - Não entendi. O Protocolo da Câmara não fez convites? E os convites têm alguma relação com a participação dos convidados nas campanhas eleitorais?
David Ribeiro - Paulo Barros Vale... Eu também recebi convite e não me andei a pavonear pela primeira fila. A verdade é que há quem só apareça e queira ser visto após as vitórias e eu conheço-os a todos.
José Luís Kendall - Caramelos a pavonearem se…bajuladores candidatos a tachos, avenças, encomendas, croquetes e afins… é que por aí há mais. São poucos, muito poucos aqueles que vão para a rua e apoiam activamente sem esperar nenhuma contrapartida.
David Almeida - Na minha terra, mais conhecidos por 'chega-rachas', que é como quem diz... 'caramelos' à espera de uma qualquer 'migalha' que lhes possa cair no regaço!!! Basicamente, uns tristes trastes!!!
Paulo Barros Vale - Pelo que vi por aqui foi uma cerimónia digna e prestigiante da cidade. Tiveram a amabilidade de me convidar, mas compromissos profissionais impediram-me. Agora vejo que se tivesse ido, corria o risco de alguns acharem que seria mais um a pavonear-me… 😅
António Maria - Caro amigo, não me diga uma coisa dessas, são os caramelos normais, eu até era capaz de adivinhar e não estive lá 🤣🤣😃
Albertino Amaral - Amigo David Ribeiro, "caramelos a pavonearem-se", é o que mais existe nestas fases de candidaturas, e não é só nas tomadas de posse, pode crer...


Publicado por Tovi às 07:39
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 15 de Outubro de 2021
Acordo de governação na Câmara do Porto

Rui Moreira + PSD.jpg

A democracia é isto, saber encontrar parcerias capazes de validarem um projeto governativo para a nossa Cidade.

Com este acordo a quatro anos o Executivo Municipal fica assim: Rui Moreira + PSD = 8 vereadores (em 13 eleitos).
Na Assembleia Municipal teremos 15 deputados do movimento de Rui Moreira + 8 do PSD + 6 Presidentes de Junta (de Rui Moreira + PSD), num total de 29 deputados (para um total na AM de 46 deputados).
 
 

  Comunicado do Movimento Aqui Há Porto
O Movimento Aqui Há Porto, na sequência dos resultados eleitorais, deu início a uma reflexão no sentido de construir uma solução de governabilidade para a cidade.
O PSD, respeitando o princípio de que quem ganha as eleições autárquicas governa, mostrou disponibilidade para apoiar uma solução que incorpore algumas das suas principais propostas para a cidade, nomeadamente na redução da carga fiscal, na transferência de competências para as freguesias, na mobilidade, na criação de uma rede de creches e na redução da fatura da água.
Este acordo é feito com o objetivo de garantir a estabilidade governativa e acordar medidas para o futuro da Cidade.
O PSD não terá representação nos pelouros executivos, assim como nas empresas do universo municipal.
Na Assembleia Municipal, o PSD irá apresentar a candidatura do Prof. Sebastião Feyo de Azevedo, antigo reitor da Universidade do Porto, como candidato a Presidente da Mesa deste Órgão. Esta candidatura será subscrita e apoiada pelo Movimento Aqui Há Porto.
Francisco Ramos, Presidente do “Porto, O Nosso Movimento” refere “o Dr. Miguel Pereira Leite, empenhado, como sempre, numa solução de estabilidade e governabilidade não será recandidato ao cargo. O Movimento agradece e enaltece o trabalho que desenvolveu, ao serviço da Cidade, ao longo dos últimos 8 anos na liderança da Assembleia Municipal”.
Miguel Seabra, Presidente do PSD Porto, “enaltece a candidatura do Professor Sebastião Feyo de Azevedo, personalidade de reconhecido mérito na Cidade e no País, que muito prestigiará a Assembleia Municipal e o Porto”.

 
 
  Comunicado de Miguel Pereira Leite
Queridas Amigas e Amigos,

Na sequência das conversações que têm existido ao longo das últimas semanas na sequência dos resultados eleitorais do passado dia 26 de Setembro, algumas das quais que já vêm sendo objeto de vários comentários na Imprensa, foi alcançado um princípio de acordo que torna possível assegurar a governabilidade da Cidade ao longo dos próximos 4 anos.
Foi-me assegurado que esse acordo será formal, escrito, assinado e será tornado público – e, embora desconheça o seu teor em rigor, creio que os seus aspetos essenciais vos serão dados a conhecer de seguida.
Em conversações com o Dr. Rui Moreira, Presidente eleito da Câmara Municipal a quem saúdo, a última das quais teve lugar hoje, esta mesma manhã, foi-me transmitido que este Acordo lhe assegura as condições essenciais de Governabilidade da Cidade.
Os acordos – como bem sabem – têm sempre condições de parte a parte e, deste acordo, resulta a exigência pela outra parte de ser atribuído ao seu candidato o lugar de Presidente da Assembleia Municipal.
Mediante estes factos, mediante este acordo que, repito, será formal e público, tomei hoje mesmo a decisão de não apresentar a minha candidatura à Presidência da Assembleia Municipal do Porto.
Nas presentes circunstâncias, esta é uma decisão minha, pessoal e inalieável.
Quero que saibam que:
i)  Tomei esta decisão por inabalável lealdade aos ideiais que me orientam no exercício da minha participação cívica e da minha ação política e que me / nos trouxeram até aqui e que convosco e com todos partilhei nesta última eleição – eleição essa que, nunca é demais recordá-lo, vencemos!
ii)  Por lealdade, respeito, consideração e gratidão a todos os elementos – sem exceção ou esquecimento – de uma equipa que comigo cruzaram este caminho que nos trouxe até aqui, parte da qual se encontra aqui presente.
iii)  Por lealdade a quem tem de assumir a gestão e a governação deste nosso Porto – o Dr. Rui Moreira, Presidente da Câmara eleito e líder aclamado deste nosso Movimento.
iv)  Por uma inquebrantável lealdade à nossa cidade do Porto, aos nossos concidadãos, por quem somos eleitos para servir e que de nós esperam uma governação responsável! E que, pela minha parte, tudo farei para que existam condições para assegurar.
Nunca temi as eleições, mas também nunca estive agarrado a cargos ou lugares e esse foi sempre um valor que também nos uniu.
Agradeço reconhecidamente a confiança que em mim depositaram ao longo destes já longos anos de exercício destas funções.
Sabem que podem e poderão contar sempre comigo e a todos desejo um bom Mandato, unidos em redor do Presidente da Câmara eleito e dos princípios e valores que sempre nortearam esta nossa caminhada.
Miguel Pereira Leite,
13 de outubro de 2021

 

  Tiago Barbosa Ribeiro, no Facebook em 13out2021
De forma não especialmente surpreendente, o PSD entregou-se a Rui Moreira para os próximos 4 anos. É quase cómico, mas a prometida "oposição" não sobreviveu sequer à tomada de posse, no próximo dia 20. Após este acordo de bastidores, o PSD passa a somar os seus eleitos a Rui Moreira/CDS/IL e defrauda quem votou nesse partido com a expectativa da alternativa que foi apresentada em campanha.
Ao fazê-lo, como é evidente, deixa para outros partidos o trabalho de escrutínio democrático e de construção da alternativa. E o PS não faltará ao Porto nem faltará com a sua palavra. Quando perdemos isso, perdemos quase tudo. O descrédito de parte da vida política resulta da falta de palavra, dos entendimentos contra-natura e opacos, da troca de apoios por lugares.
O PSD e Rui Moreira trocaram violentíssimas acusações durante a campanha e nos debates, bateram no peito uns contra os outros, por vezes raiando o insulto. Rui Moreira chamou a um dirigente do PSD "o Putin de Paranhos", menorizou o candidato do PSD à Câmara, afirmou que Rui Rio deveria ter sido expulso do PSD, chamou-lhe "complexado", diminuiu e atacou os seus candidatos. Vladimiro Feliz, por seu turno, acusou Moreira de se "transformar num autarca vulgar", enunciou divergências radicais com Rui Moreira, descreveu-o como um "autarca ferido com o caso Selminho", que foi abundantemente usado pelo PSD como arma de arremesso eleitoral (algo que o PS, respeitando a presunção de inocência, jamais fez) e garantiu que nunca existiria qualquer entendimento entre ambos. Depois de tudo isto e bastante mais, assinam um acordo. É o acordo do descrédito.
Eu disse durante a campanha - e reiterei na noite eleitoral - que o PS iria assumir o seu papel de oposição no Porto se fosse essa a vontade dos eleitores. E, recusando participar no leilão que se verificou em certas esferas da cidade nos últimos dias, é exactamente isso que faremos. Seremos oposição construtiva, apoiando as medidas positivas para a cidade independentemente da sua origem, e trabalhando para que várias das propostas que apresentámos à cidade sejam concretizadas. O PSD desistiu, mas o PS nunca faltará ao Porto. Nem com a sua palavra.
Vamos ao trabalho!

 

  Expresso, 14out2021 às 12h16
CDU lança duras críticas ao independente Rui Moreira por deixar cair desamparado o seu candidato a líder da Assembleia Municipal, Miguel Pereira Leite, e deixa sério aviso ao CDS, despromovido relativamente ao agora parceiro de governação, o PSD.



Publicado por Tovi às 07:49
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 12 de Outubro de 2021
Ter ou não ter maioria absoluta... no Porto

Captura de ecrã 2021-10-11 150956.jpg
Durante a última legislatura autárquica o movimento independente de Rui Moreira não tinha maioria absoluta na Assembleia Municipal e lá tivemos que ir aprovando os vários documentos à discussão, umas vezes somando aos nossos os votos de uns e outras vezes os de outros. Deu mais trabalho, é certo, mas de uma forma democrática o executivo de Rui Moreira conseguiu governar a Cidade.

 Jose BandeiraA partidocracia não quer perder a oportunidade de atacar Rui Moreira e, sobretudo, o que ele representa: a possibilidade dos cidadãos assumirem a condução dos seus municípios à revelia da máfia dos partidos. É uma guerra estúpida, no contexto daquilo a que esses partidos nos vêm demonstrando há muito que são; mas no fim haverá um vencedor, e esse vencedor será o Porto. Preparem-se pois as hostes dado que o que daqui sair será determinante para o futuro de qualquer dos lados.

  Jorge De Freitas Monteiro - Embalado pelas sondagens que lhe davam uma maioria absoluta folgada Rui Moreira conduziu uma campanha agressiva e arrogante em relação às outras candidaturas e queimou pontes. O discurso anti partidos que sempre o caracterizou também subiu de tom. Aliás isso explica em parte alguns comentários aqui feitos. Agora, face ao veredicto dos eleitores, Rui Moreira depende dos partidos. Como se costuma dizer: quem bem faz a cama melhor nela se deita. Penso que os partidos mostrarão mais bom senso e mais maturidade democrática do que Rui Moreira e que será possível ir forjando os consensos necessários para a governação da CMP.

  António Maria - Jorge De Freitas Monteiro, certamente os partidos, ou seja essa malandragem dos partidos, vai concerteza mostrar mais maturidade, bom senso e espirito democrático, não tenha dúvidas...

  Jorge De Freitas Monteiro - António Maria, não tenho mesmo. Aliás é bem sabido que malandragem e, acrescento eu, oportunistas, só nos partidos… 😉



Publicado por Tovi às 07:08
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Sábado, 9 de Outubro de 2021
Há independentes e independentes

Sim, é verdade… há independentes e independentes, sendo que eu sinto-me do lado de um verdadeiro independente, Rui Moreira.

  Paulo Ferreira, no JN de 08out2021

Captura de ecrã 2021-10-08 093736.jpg

O discurso de vitória de Rui Moreira ia a meio, quando o autarca reeleito para um último mandato à frente da Câmara do Porto disse, mais ou menos, isto: é preciso federar o movimento de candidatos independentes que tem vindo a ganhar expressão pelo país fora. A declaração, que passou despercebida, merece um comentário.
É certo que os ares do Mundo, hoje tributários de um crescente esmagamento das tradicionais ideologias e do desaparecimento daquilo a que os sociólogos gostam de chamar "as grandes narrativas", abrem espaço ao aparecimento de alternativas que fujam do espectro partidário. É bom que assim seja. Será ótimo que assim continue a ser. Ocorre que o otimismo esbarra, pelo menos para já, nos números, essa coisa chata, mas inescapável. Dos 19 presidentes de Câmara eleitos por movimentos independentes, apenas dois não têm no currículo anteriores ligações partidárias. O facto não diminui nenhuma conquista, mas é revelador.
Sabe-se que, em muitos casos, as candidaturas independentes resultam, para dizer o mínimo, de anteriores aborrecimentos com as estruturas partidárias. Outra vez os números: 19 dos 17 eleitos vieram das fileiras do PSD, sete do PS e um da CDU. Sobram dois. É poucochinho para, como deseja Rui Moreira, federar o que quer que seja.
Verdade que os engulhos são ainda muitos, a começar pelas verbas necessárias para montar uma campanha meritória e a acabar nos riscos acrescidos que uma candidatura independente representa, pessoal e profissionalmente. Sobre tudo isso, contudo, permanece um traço, digamos assim, pós-moderno: o vaivém constante e fluido entre a massa partidária e a tribo independente. Vale o mesmo dizer: estamos bastante longe de podermos assumir as candidaturas independentes como facto consumado, logo suscetível de ser federado, com isso ganhando expressão e poder.
Há caminho para fazer? Certamente. Haja esperança.

 

   Comentários no Facebook
José Carlos Ferraz AlvesNão me passou nada despercebida essa parte da declaração. Até porque já andei, andamos, no terreno e fora do espectro partidário então existente, penso que se terá de refletir muito bem sobre o que aglutinará os vários movimentos surgidos, que não seja o descontentamento e desilusão pessoal com este ou aquele partido, sendo que a imagem dos líderes é decisiva numa sociedade como a nossa. O Porto aglutina e muito. Como o Norte o poderá (ainda há um caminho a fazer) ou as regiões e o reforço do Municipalismo. Por ter conhecido outras realidades, confirmo e concordo que temos na Câmara um dependente pelo Porto, e isso é muito para mim, também.
Antero Braga
Eu também gosto muito do trabalho que o nosso Presidente Rui Moreira tem realizado pela cidade e pelo país. Estou convicto que ficará no livro de honra do Porto.
Jorge De Freitas MonteiroA ideia de criar um partido dos independentes é perfeitamente incongruente. Para além das razões óbvias apontadas pelo autor do texto partilhado há uma insanável contradição lógica: os independentes agrupados num partido passam a ser independentes em relação a quê? Quando muito serão independentes dos outros partidos. Mas independentes dos outros partidos que não o deles já o são os membros de todos os partidos. Mais seriamente a verdadeira razão deste absurdo prende-se com algo que é específico aos movimentos formados à volta de uma pessoa, intuitu personæ, como são sempre os movimentos de apoio a um independente: quando o independente sai de cena (por limite de mandatos, por decisão judicial, por questões de saúde ou por qualquer outra razão) o movimento deixa de ter razão de existir enquanto movimento independente. O que em si até poderia ser indiferente para o independente e para todos os que o apoiam desinteressadamente (que também os há, conheço alguns) já não o é para muitos outros dos que o rodeiam. No caso de um autarca ainda menos do que no caso de um presidente da República ou de um deputado (nos sistemas que os admitem). Uma autarquia gera inevitavelmente clientelas. Uma grande autarquia gera clientelas enormes. Para alem dos casos óbvios dos que se fizeram legitimamente eleger à sombra do independente, sem o qual perderiam os mandatos, as funções e as remunerações, há um enorme exército de dependentes do independente cujo futuro se tornaria problemático se o movimento se extinguisse com a saída de cena do independente. Sem querer ser exaustivo podemos pensar em empregos na câmara e nas juntas freguesia, empregos nas empresas municipais, beneficiários de ajustes directos, dirigentes e membros de ONG’s e associações beneficiárias de subsídios municipais… a lista seria se não interminável pelo menos muito longa. Se a cada um destes clientes adicionarmos os respectivos agregados familiares é fácil concluir que há uma enorme quantidade de gente que não pode, até por razões alimentares, aceitar de bom grado que um movimento criado para apoiar um independente se extinga com a saída de cena do dito. Daí ideia peregrina de criar um partido de independentes: a necessidade e a ambição têm razões que a lógica e o bom senso desconhecem.
David Ribeiro - Não deixas de ter razão no que dizes, Jorge... mas tens que colocar a hipótese de outro ou outros independentes continuarem as linhas programáticas de um VERDADEIRO independente numa qualquer autarquia.
Jorge De Freitas Monteiro -  David, sim, claro. Com todas as reservas que eu tenho, e que tu conheces, relativamente ao fenómeno dos independentes, principalmente quando acompanhado de um discurso anti partidos, posso admitir que outra personalidade possa federar ulteriormente os que se tinham antes agrupado em volta de um independente. Mas isso é diferente de criar um partido federando todo o cão e gato que se diz independente por esse país fora.



Publicado por Tovi às 07:33
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 26 de Setembro de 2021
Eleições Autárquicas Portuguesas de 2021

foto_conteudo_1065x549_41149337560ed637a63990.jpg

Estão em disputa nestas Autárquicas a eleição de 308 Presidentes de Câmaras Municipais, os seus Vereadores e Assembleias Municipais, bem como as 3091 Assembleias de Freguesia, das quais sairão os executivos das Juntas de Freguesia.

 

  Nota de imprensa da CNE - 14set2021
No dia da eleição, apenas a partir da hora do fecho das urnas na RA dos Açores – 21h00 GMT – podem ser divulgados os resultados do escrutínio provisório, bem como os resultados de sondagens ou inquéritos de opinião ou de projeções. O adiamento da divulgação em uma hora resulta de uma alteração pontual à lei que vigora apenas este ano e que alargou o período de votação até às 20 horas.

 

   09h58 de 26set2021
depositphotos_13950295-stock-illustration-cartoon-Já "botei" os papelinhos nas urnas... três papelinhos, cada um na sua urna.

 

  Da série "O Voto é a Arma do Povo"
O Voto é uma Arma do Povo.jpg

 

   11h52 de 26set2021

Rui Moreira, candidato a um terceiro mandato à frente da Câmara do Porto, votou no centro escolar de Nevogilde, cerca das 11.45 horas. "O voto é a arma do povo, uma expressão muito bonita do 25 de abril que tem sido mal interpretada, e que aqui recupero", disse. "Lembro que os meus pais e os meus avós não podiam votar", acrescentou. "As pessoas têm um direito e uma obrigação de votar. Se não o fazem, depois de não se queixem das decisões que os outros tomaram", acrescentou Rui Moreira.

 

  A abstenção é também uma forma de “votar”… desde que esta atitude seja uma posição cívica pensada e em consciência e nunca um “quero lá saber”. Em eleições Autárquicas os eleitores têm obrigação de conhecer muito melhor os candidatos do que noutras chamadas às urnas, mais que não seja pela proximidade do poder aos cidadãos, pelo que seria óbvio que a participação fosse maior. Também se pode dar o caso de não ser “desinteresse”, mas sim um “tá tudo bem”.

 


Autárquicas no Porto 26set2021.jpg
Resultados Provisórios para Câmara Municipal do Porto
Rui Moreira - 40,72% - 41.169 votos - 6 mandatos
PS - 18,02% - 18.217 votos - 3 mandatos
PSD - 17,25% - 17.440 votos - 2 mandatos
CDU - 7,51% - 7.596 votos - 1 mandato
BE - 6,25% - 6.316 votos - 1 mandato
Chega - 2,93% - 2.964 votos
PAN - 2,79% - 2.823 votos
Livre - 0,46% - 464 votos
Volt - 0,42% - 422 votos
PPM - 0,21% - 214 votos
Ergue-te - 0,08% - 80 votos

 

  Do resultado desta eleição para o executivo da Câmara Municipal do Porto o que mais me dói é a perda de um Grande Vereador – Fernando Paulo – com um trabalho ímpar nestes últimos 4 anos.
Obrigado, Fernando Paulo.
Fernando Paulo 01set2021.jpg

 


Resultados provisórios para a Assembleia de Freguesia de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, Nicolau e Vitória.
Cedofeita resultados para assembleia freguesia 27s

 

  Caríssimos vencedores das Juntas de Freguesia do Porto… A política é também a arte do diálogo e quando não se tem maioria absoluta lá se terá que dialogar.
Mandatos
Paranhos: PSD 8; RM 5; PS 5; BE 2; CDU 1.
Bonfim: RM 5; PSD 5; PS 4; CDU 2; BE 2; PAN 1.
Ramalde: RM 7; PS 5; PSD 5; BE 1; CDU 1.
Cedofeita e Centro Histórico: RM 6; PS 4; PSD 4; BE 2; CDU 2; PAN 1.
Lordelo e Massarelos: RM 7; PSD 5; PS 4; CDU 2; BE 1.
Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde: RM 8; PSD 6; PS 3; BE 1; CDU 1.
Campanhã: O PS tem maioria absoluta.
Assembleias de Freguesia Porto 27set2021.jpg

 

  Há quem diga que as sondagens são uma aldrabice... mas se repararem na evolução das sondagens que considero mais credíveis verão que já apontavam para o resultado que se verificou. Prova provada que as sondagens não deverão ser lidas "de per si" mas sim a evolução das mesmas ao longo do tempo.
Sondagens mais credíveis 27set2021.jpg



Publicado por Tovi às 07:52
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 22 de Setembro de 2021
A última sondagem para as Autárquicas no Porto

Rui Moreira 21set2021.jpg

Esta sondagem deverá estar, no meu entender, muito próximo do que acontecerá no domingo. Ora vejamos:

  Rui Moreira é reeleito para o terceiro e último mandato e ainda pode conseguir mais um vereador do que nas últimas eleições.

  Tiago Barbosa Ribeiro, do PS, garante o segundo lugar, mas tem apenas 17 por cento. A confirmar-se nas urnas, perde mais de 11 pontos percentuais, em relação ao resultado de há 4 anos.

  Vladimiro Feliz, do PSD, fica em terceiro lugar, com 14 por cento. São mais 4 pontos percentuais do que nas autárquicas de 2017.

  Ilda Figueiredo, da CDU, surge a seguir, com sete por cento.

  O Bloco de Esquerda tem quatro por cento, à frente do Chega, com três por cento, tal como o PAN.

  O Livre aparece com um por cento e o Volt também tem um por cento.

  Com menos do que um por cento, aparecem o PPM e o Ergue-te, que fica em último lugar.

 

   Sondagens conhecidas até hoje para as Autárquicas no Porto
Sondagens todas até 22set2021.jpg

   Aqui Há Porto
Aqui Há Porto 23set2021.jpg 



Publicado por Tovi às 13:53
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 16 de Setembro de 2021
Campanha Eleitoral de "Aqui Há Porto"

  Com uma capacidade instalada para 40 pessoas, o Centro de Acolhimento Temporário para pessoas em situação de sem-abrigo acolhe neste momento 33 utentes, uma resposta que, considerou Moreira, "devia ser dada pela Segurança Social".
Aqui Há Porto b 15set2021 .jpg

  Principais medidas de Rui Moreira nas áreas do investimento, talento, fundos europeus, turismo, comércio, inovação, habitação, mobilidade, resíduos e energia. - Ver aqui
Aqui Há Porto a 15set2021 .jpg

  Grande Valério Neto Filipe... AQUI HÁ PORTO.
Aqui Há Porto 16set2021.jpg

 

  AQUI HÁ PORTO - MANIFESTO ELEITORAL   



Publicado por Tovi às 07:45
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 15 de Setembro de 2021
Equipa de Rui Moreira na Câmara Municipal do Porto

Aqui Há Porto 14set2021.jpg
Por trás de um grande Presidente há sempre uma grande equipa.



Publicado por Tovi às 07:58
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim
Descrição
Neste meu blog fica registado “para memória futura” tudo aquilo que escrevo por essa WEB fora.
Links
Pesquisar neste blog
 
Janeiro 2022
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9


27
28
29

30
31


Posts recentes

Rui Moreira absolvido no ...

Transportes públicos grát...

Aprovadas as contas Munic...

Um elemento de segurança ...

Terceiro dia do julgament...

Começou ontem o julgament...

Obras para as quais o Por...

Instalação dos Órgãos do ...

Acordo de governação na C...

Ter ou não ter maioria ab...

Há independentes e indepe...

Eleições Autárquicas Port...

A última sondagem para as...

Campanha Eleitoral de "Aq...

Equipa de Rui Moreira na ...

Morreu Jorge Sampaio

Museu Romântico da Quinta...

Primeira sondagem para as...

Autárquicas na Invicta - ...

Sessão de ontem da Assemb...

Arquivos
Tags

todas as tags

Os meus troféus