"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020
Rui Moreira está a cumprir o seu programa eleitoral

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Jorge Oliveira E Sousa - Um Autarca que passou a autista, perfeitamente em perda acentuada de popularidade que não ouve as forças vivas da cidade. Desiludiu-me neste segundo mandato...

Rui Cruz Ribeiro - Votei nele por duas vezes, mas arrependi-me profundamente. Julguei que ia acabar com os cerca de 40% de semáforos desnecessários, que ia proibir a invasão da cidade, pelas centenas de carros de instrução que a tornam num caos absoluto, que ia proibir o trânsito de pesados na VCI, onde os engarrafamentos são enormes e diários.....e que não lhe passava pela cabeça cobrar o estacionamento em inúmeras zonas residenciais, em claro prejuízo dos municipes. Está em queda total.

David Ribeiro - Estou em completo desacordo consigo nesta matéria, caríssimo Rui Cruz Ribeiro. Rui Moreira ainda não se desviou um milímetro do seu programa para a cidade, que foi sufragado nas últimas Autárquicas.

Rui Cruz Ribeiro - Caríssimo David Ribeiro, assiste-lhe todo o direito de discordar completamente do conteúdo do meu comentário, o qual mantenho na íntegra. Sabe, a minha opinião é absolutamente independente e reflecte exactamente o que penso sem ter de agradar a alguém. Para quem nasceu e vive no Porto, deslocando-se diáriamente pela cidade, fácilmente conclui que o Porto perdeu drásticamente a mobilidade que outrora teve e que até foi, (e muito bem) uma das bandeiras do programa do visado, do qual, neste caso, ou desistiu ou se afastou quilómetros. Caro David Ribeiro, os programas para qualquer cidade têm de ser flexíveis e adaptados às novas realidades, por exemplo a degradação arrepiante e em ruína do conjunto de moradias na Rua 5 de Outubro, em frente à BP, uma das principais entradas na cidade, cujo "espectáculo" é vergonhoso, e onde presumívelmente, surgirão um ou mais mamarrachos de gosto nenhum, bem como o lastimoso estado da Casa do Relógio (de arquitectura manuelina), na Av. Brasil. Os meus respeitosos cumprimentos.

Antero Braga - O que me parece apouca as vossas apreciações. Como amigo de ambos não fazem um balanço mais calmo da situação. Hoje na minha modesta opinião é bem mais difícil governar a cidade. Tenho a certeza que ambos estão de acordo. A nossa cidade mudou muito e substancialmente por motivos exógenos. Sejamos mais parte a somar para o nosso êxito (Porto)e não em dividir. Todos temos críticas a fazer ( não existem presidências sem erros ) se assim fosse não tinham morto J. C. . Desculpem meter-me na conversa. Falem pessoalmente e chegam à conclusão ( Somos cidade do Porto) vamos ajudar mostrando problemas mas apresentando soluções no local próprio. Abraço a ambos



Publicado por Tovi às 13:54
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Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2020
Continuar a empobrecer

   Rafael Barbosa , Chefe de Redação do JN
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António Costa, que já se tinha feito de morto na última campanha eleitoral, tomou nota e foi mais longe: fica para 2023, se ainda por cá andar como primeiro-ministro. Rui Rio, caso se mantenha na liderança do PSD, terá mais com que se ocupar: concretamente, quem e quando o tentará derrubar de novo (porventura no rescaldo das próximas eleições autárquicas).

Por uma razão ou por outra, os grandes da nação não querem debates incómodos e têm sempre uma justificação na algibeira. O problema é que, para além das intrigas palacianas entre Belém e S. Bento, com passagens pelo Largo do Rato ou pela S. Caetano à Lapa, há um país real à espera de soluções.

Na semana passada, o JN publicou uma série de indicadores que mostram o fosso entre Lisboa e o resto do país: nos rendimentos (em média, mais 400 euros do que no Norte), nas pensões de velhice (mais 200 euros do que no Centro), no índice de envelhecimento (137 idosos por cada 100 jovens face aos 203 do Alentejo), ou no poder de compra (única região acima da média nacional).

Os defensores da regionalização não querem apenas ajustar contas com o Terreiro do Paço. É preciso encontrar soluções justas, democráticas e de proximidade que ajudem a reduzir o fosso da riqueza, tanto entre Lisboa e o resto do país, como dentro de cada uma das regiões. E voltaram a dizê-lo no fim de semana passado, na conferência sobre a descentralização promovida pelo JN e pela Câmara do Porto no Rivoli.

Como referiu recentemente Rui Moreira, o Porto não aspira a ser uma capital regional. Vejam-se as estatísticas para a sub-região do Tâmega e Sousa (a segunda mais populosa do Norte e que corresponde ao interior do distrito do Porto): menos 300 euros de rendimento mensal do que no Porto, menos 600 que em Lisboa; menos 130 euros nas pensões de velhice do que no Porto, menos 250 do que em Lisboa; menos 31 pontos no poder de compra face ao Porto, menos 51 face a Lisboa. É a Lousada, Felgueiras ou Cinfães que fazem mais falta as políticas regionais. É isso ou continuar a empobrecer.



Publicado por Tovi às 09:29
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Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2020
Revolução Liberal de 1820

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O programa de celebrações da Revolução de 24 de Agosto de 1820 foi ontem de manhã apresentado na Câmara do Porto, pelo seu comissário geral, Pedro Baptista. A efeméride vai ficar marcada, ao longo do ano, por diversas iniciativas, entre elas exposições, um congresso e uma conferência internacional, colóquios, conversas situadas, sessões especiais de Um Objeto e seus Discursos por Semana, concertos, percursos e visitas orientadas, lançamentos de livros e um ciclo de cinema. Os Paços do Concelho encheram para conhecer aquilo que a cidade tem preparado para assinalar os 200 anos de "um momento de grande determinação nacional, que marcou o início da entrada na modernidade, a edificação de algumas dimensões da liberdade e, sobretudo, com o Porto à frente na afirmação patriótica da nacionalidade", destacou o comissário geral, que aceitou o convite de Rui Moreira para coordenar o programa das comemorações. Aliás, é mesmo a cidade que, unida, vai comemorar a Revolução Liberal do Porto. A iniciativa é do Município do Porto, mas a ela, desde a primeira hora, juntou-se o mundo académico, com a participação ativa da Universidade do Porto, da Universidade Lusíada e da Universidade Lusófona, mas também de instituições como o Museu Militar do Porto, a Associação 31 de Janeiro, Juntas de Freguesia (em particular a União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, cujo Cortejo do Traje de Papel, realizado no âmbito das Festas de São Bartolomeu, terá este ano como tema a Revolução de 1820), entre outras instituições parceiras e cidadãos que manifestaram o apoio às comemorações.



Publicado por Tovi às 07:48
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020
Declaração do Rivoli

Por motivos inadiáveis não estive ontem presente no Rivoli, onde decorreu a "Conferência JN – Os Caminhos da Descentralização", mas destaco do que já li e ouvi:

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“Declaração do Rivoli” - Suspender a aplicação da lei e o regresso à negociação – Aprovado por unanimidade e aclamação. Presidentes de Câmara rejeitaram prazo (janeiro de 2021) para receber competências.

Eduardo Vitor Rodrigues, presidente do Conselho Metropolitano do Porto e da Câmara de Gaia (PS), afirmou que esta lei “é um ataque ao municipalismo a aos autarcas”.

Paulo Cunha, presidente da Câmara de Famalicão (PSD), denunciou a “transferência pura e simples de tarefas”.

Maria das Dores Meira, presidente da Câmara de Setúbal (CDU), lamentou que não haja “respeito pela autonomia de quem foi eleito”.

Carlos Sá, presidente da Câmara de Évora (CDU), concluiu que, a não haver uma suspensão, “as populações ficarão pior servidas”.

Miguel Alves, presidente do Conselho Regional do Norte e da Câmara de Caminha (PS), está otimista, mas não deixou de concordar num ponto essencial: “não acredito na imposição de uma data. Se houver essa teimosia, vamos ter problemas graves”.

Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, antevê uma “degradação dos serviços públicos de primeira necessidade, que será apontada aos municípios”.

Marco Martins, presidente da Câmara de Gondomar (PS), afirmou que “O Governo tem de demonstrar abertura” garantindo que Alexandra Leitão (ministra da Modernização Administrativa) “é dialogante”.



Publicado por Tovi às 11:14
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Domingo, 5 de Janeiro de 2020
Autarcas recusam ser capatazes do poder central

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    Notícia do JN de hoje

 


Estive hoje a rever comentários a textos meus no Facebook sobre a Regionalização e encontrei um, já com um pouco mais de meia dúzia de anos, de uma querida Amiga… e aqui fica ele:

"Caro David, tendo nascido em Lisboa e lá vivido 34 anos (a minha Mãe sempre nos disse que o lugar onde nascemos não interessa e portanto éramos transmontanos) acho que ao longo do tempo tenho mudado um pouco a minha opinião! Perdoe-me a sinceridade, mas sempre considerei que o Porto tinha uma enorm...e dor de cotovelo da capital, e que o que era dito não tinha qualquer fundamento! Depois de me ter mudado para o Norte, tenho aos poucos percebido que na realidade existe um centralismo exacerbado que a ninguém serve a não ser aos Lisboetas, ao Ribatejo e ao Alentejo, provavelmente! Longe de mim dizer mal da cidade linda onde cresci e que não tem culpa nenhuma do que os governantes fazem e fizeram dela, mas há que realmente pensar em como desenvolver cidades fortes que possam ser um pólo de desenvolvimento deste Norte, tão esquecido e maltratado! O Porto seria o ideal pela sua localização! Há que trabalhar para isso! Quando precisar de mim, diga!"



Publicado por Tovi às 11:12
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Terça-feira, 17 de Dezembro de 2019
Programa de habitação "1.º Direito"

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Aprovado na sessão de ontem da Assembleia Municipal do Porto, com dois votos contra do BE, 19 abstenções do PS, PSD, CDU e PAN, e restantes votos do Movimento de Rui Moreira a favor.


Rui Moreira afirmou que este instrumento "sendo insuficiente, é apesar de tudo útil" e deixou a certeza de que o Município vai prosseguir com a sua política de habitação, com um leque de respostas mais diversificadas e um investimento consideravelmente superior àquele que o Governo se propõe fazer com este programa.

  Pedro Baptista no Facebook

Assim ocorreu, efetivamente. Penso que é preciso insistir e mostrar a todos os eleitores o absurdo que é elegerem-se pessoas para a Assembleia Municipal do Porto que não fazem mais do que servir o governo de Lisboa nas suas atitudes ignóbeis de uso indevido e centralista das receitas que extorquem aos portugueses através de impostos cada vez mais injustificados. Tudo isso a coberto de terem sido eleitos em listas da partidocracia, e sempre a pensarem virem a ser recompensados, pelo poder central, com uma carreira política, por serem meninos bem-comportados.



Publicado por Tovi às 11:50
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Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019
O dia seguinte às Eleições Gerais no Reino Unido

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  Resultado final das Eleições Gerais no RU
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  Comentários no Facebook

Rui Moreira - Amanhã, os jornais portugueses vão dizer que os britânicos perderam. Ninguém dirá que o Labour se travestiu de BE, não soube dizer se queria brexit ou remain. Entretanto, a independência da Escócia parece inevitável. A Inglaterra será uma colónia da sua ex-colónia americana.

Pedro Braga de Carvalho - A maioria absoluta dos Conservadores de Boris Johnson vai finalmente conduzir à consumação do maior erro na política externa britânica no pós-guerra. E veremos, com o tempo, quais os estragos que esta consumação poderá trazer à unidade do reino. Do you still rule, Britannia?

Raul Almeida - A vitória de Boris Johnson traduz diferentes realidades. Primeiro, os britânicos querem inequivocamente o Brexit, as percepções contrárias, como a minha, estavam erradas. Segundo, foi uma derrota absoluta da esquerda que Corbyn protagoniza, um misto de populismo errância e cobardia. Terceiro, a Europa e o Reino Unido começam agora uma reconfiguração profunda, que exige o melhor de todos. Quarto, Boris Johnson, de quem não gosto nem um bocadinho, tem total legitimidade política para pôr o seu plano em marcha, I hope there is one.



Publicado por Tovi às 09:01
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Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019
Reconversão do antigo Matadouro… será desta?

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O Presidente da República promulgou recentemente "um decreto em que esclarece, até relativamente aos assuntos que estão em Tribunal de Contas, que a Lei das Parcerias Público-Privadas (PPP) não se aplica às autarquias". Aquele tribunal chumbou o projeto de reconversão do antigo Matadouro, argumentando que o modelo se baseava numa PPP. Com este Decreto-Lei, assinado por Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Câmara do Porto crê que "o assunto está ultrapassado". O Município do Porto está há dez meses à espera que o Tribunal de Contas (TdC) avalie o recurso que teve apenas dez dias para apresentar. Mas agora, com a promulgação do Presidente da República, o caso muda de figura. Uma vez que o TdC sustentava que o modelo apresentado pela Câmara do Porto se enquadrava no regime jurídico das PPP, essa questão fica liminarmente resolvida. O Tribunal de Contas tem de se conformar com esse Decreto de Lei. Quando o Município ficou a saber da recusa do visto do Tribunal de Contas, no último dia em que vencia o prazo para este órgão comunicar a sua decisão (após seis meses o contrato ter dado entrada para apreciação), o presidente da Câmara do Porto assinalou o "invulgar consenso" político e da cidade em torno de um projeto que precedeu um concurso público internacional, com um júri presidido por Elísio Summavielle, que foi Secretário de Estado da Cultura e Diretor-Geral da Cultura. A empresa Mota Engil - uma empresa portuguesa, do Porto, com assinalável currículo - foi a vencedora desse concurso público internacional - e pretende investir cerca de 40 milhões de euros, com um projeto do arquiteto japonês Kengo Kuma, que trabalhou num conceito com um gabinete de arquitetos português com origens na extraordinária escola de arquitetura do Porto.



Publicado por Tovi às 14:34
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Domingo, 8 de Dezembro de 2019
Entrave do P.R. à Regionalização

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Marcelo Rebelo de Sousa nunca quis a Regionalização… e, teimoso como é, não era agora que ia aceitar o que está na Constituição da República Portuguesa, desde 1976.

 

  Comentários no Facebook

Pedro Baptista - Só haverá regionalização, ou seja autonomia regional, com o povo do Norte, e em particular o do Porto, na rua, exigindo-a contra o centralismo... como aconteceu nos Açores e na Madeira... Caso contrário, só uma falsa regionalização que, aliás, nem isso, com os cinco partidos vendidos aos assentos em Lisboa de que vivem...

José Bandeira - Não acredito na regionalização construída por centralistas. Acredito firmemente numa regionalização ligada às populações, pois são elas que constroem o país e por isso sentem as dificuldades e conhecem as potencialidades. Mas a regionalização tem que ser feita por quem tem consciência das virtudes, potencialidades e carências da sua região num contexto global. Não é por acaso que temos o mundo a procurar-nos. É a nossa GENTE que os atrai. A nossa identidade é a nossa riqueza; não podemos pretender que ela seja preservada por uma legislação que buscará ANIQUILÁ-LA se não formos determinantes na sua construção. A regionalização é sinónimo de Liberdade, por isso nunca nos será concedida: teremos que conquistá-la.



Publicado por Tovi às 09:49
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Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2019
O que é necessário é a Regionalização

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Este estudo foi ontem apresentado no Rivoli, na “Conversa à Porto – Descentralização / Regionalização” um debate com Rui Moreira e Fernando Medina organizado pela "Associação Cívica Porto, o Nosso Movimento”.

 

   Sobre a "Conversa à Porto"

3dez2019 - Conversa à Porto Descentralização e
Gostei muito... não estando inteiramente de acordo com o Medina (mais na forma do que na substância) penso que podemos ter um aliado nesta matéria.

No debate no Rivoli, numa sala a rebentar pelas costuras e muito aplaudido no final, marcaram presença Jorge Nuno Pinto da Costa, Valente de Oliveira, Pedro Marques Lopes, a vereação da autarquia, deputados municipais e docentes da academia portuense.

Fernando Medina e Rui Moreira avisaram esta terça-feira que o obstáculo à regionalização chama-se Marcelo Rebelo de Sousa, com o autarca de Lisboa a referir que esta reforma só deverá conseguir avançar após as presidenciais de 2021, apostado numa mudança de chefe de Estado, e o autarca do Porto a sublinhar que provavelmente será reeleito e a defender que, "se o país quiser", as regiões devem avançar mesmo contra a vontade do presidente.



Publicado por Tovi às 07:57
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Sábado, 30 de Novembro de 2019
Terrorismo na London Bridge

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(Na imagem a polícia abate o presumível terrorista)

No dia de ontem a cidade de Londres foi novamente palco de um grave incidente, desde logo conotado com o terrorismo e que se saldou em três mortes, uma das quais do alegado terrorista. No ataque desta sexta-feira na London Bridge, um homem ainda não identificado e que usava um colete de explosivos falso, esfaqueou pelo menos dez pessoas, acabando por ser morto a tiro pela policia. (escrito às primeiras horas de sábado, 30nov2019)

 

   The Guardian

A Scotland Yard está a investigar como Usman Khan, de 28 anos, foi capaz de na sexta-feira lançar o ataque na London Bridge, apesar de ser conhecido das autoridades e ser portador de uma pulseira eletrónica para monitorização dos seus movimentos. Foi libertado um ano atrás, depois de cumprir pena pela participação numa conspiração para fazer explodir a Bolsa de Londres.

   Rui Moreira, na sua págna do Facebook

 Mais uma vez, a tentativa de apaziguar terroristas, acaba em tragédia. De facto, o salafita que ontem atacou na Tower Bridge era um terrorista condenado, em liberdade condicional com pulseira electrónica. O que demonstra que houve mais um erro de avaliação, neste caso pela justiça britânica. Não pode haver tolerância para com esta gente. Este, pelo menos, não voltará a causar vítimas.



Publicado por Tovi às 00:32
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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2019
Hooligans no Porto

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Nestas duas últimas noites tem havido “porrada de criar bicho” na Baixa do Porto entre adeptos ingleses e belgas, do Wolverhampton e do Standard Liège, clubes que vão hoje jogar respetivamente contra o Sporting de Braga e Vitória de Guimarães. E a polícia chegou tarde… o que não é admissível.

 

  Comunicado do Presidente da Câmara do Porto

O Presidente da Câmara do Porto transmitiu hoje ao Comando Metropolitano do Porto da PSP a sua preocupação acerca dos desacatos provocados por adeptos estrangeiros de futebol, respeitantes aos vários encontros que acontecem por estes dias no âmbito das competições europeias de futebol no Norte de Portugal. Rui Moreira escreveu também ao Ministro da Administração Interna (MAI) sobre o assunto. …/… O presidente da autarquia considera inaceitável e muito preocupante que o Ministério da Administração Interna tenha perdido a capacidade de intervir na manutenção da ordem pública no País. Os alertas de Rui Moreira têm sido recorrentes quanto à perceção da falta de segurança pública na cidade, que é uma competência exclusiva da PSP, tutelada pelo Governo, e à qual a Polícia Municipal não se pode substituir, a menos que por requerimento da PSP em situações que o justifiquem e ao abrigo do DL 13/2017 de 26 de janeiro, no seu artigo 6º., o que nunca aconteceu. …/… Segundo números oficiais, o Comando Metropolitano do Porto perdeu desde 2011 cerca de 12% do seu efetivo, estando prevista a sua contínua diminuição por falta de formação de novos agentes no país. Os alertas e pedidos de reforço de meios na Área Metropolitana do Porto não resultaram, até hoje, em qualquer ação visível por parte do Ministério da Administração Interna, que invoca estudos indicando a diminuição da criminalidade no país para não aceitar investir na sua segurança. A Câmara do Porto, mesmo não tendo competências na matéria, tem procurado oferecer à PSP os meios de que necessita e o Governo não lhe fornece, tendo já aprovado a doação de carros àquela polícia, tendo também reforçado as competências municipais em matéria de trânsito para libertar a PSP para ações de segurança pública, investido no Centro de Gestão Integrada e na colocação na cidade de cerca de 140 câmaras de vigilância à disposição do MAI e tendo-se também disponibilizado para pagar policiamento gratificado nas zonas críticas. Face à incapacidade ou falta de vontade política do Ministério da Administração Interna para encarar de frente o problema e assumir que terá de aumentar o investimento nesta área fundamental de um Estado de Direito, que significa a segurança pública, o presidente da Câmara do Porto escreveu hoje uma carta ao Ministro da Administração Interna, a quem, desta forma, e mais uma vez, apresenta uma clara e veemente reivindicação de mais meios, melhor enquadramento legal e que o Governo abandone o negacionismo em que caiu sobre esta matéria.

  Resposta do MAI

O Ministério da Administração Interna (MAI) emitiu, ao início da noite de quinta-feira, uma nota onde 'responde' ao comunicado divulgado no mesmo dia de manhã pela Câmara do Porto sobre o pedido de reforço dos meios da PSP na sequência de desacatos provocados por adeptos de futebol, instando o MAI a abandonar "o negacionismo em que caiu". "O tema da segurança no município do Porto tem vindo a ser acompanhado pelo Ministério da Administração Interna, em articulação com o presidente da Câmara Municipal do Porto", começa por referir a nota do ministério tutelado por Eduardo Cabrita, acrescentando que "condena todos os incidentes verificados em contextos de eventos desportivos, ou em quaisquer outros, que impliquem perturbação da ordem pública." Sobre os desacatos ocorridos, refere o MAI que "importa realçar que, para o acompanhamento das claques no âmbito dos jogos da Liga Europa, que se realizam em Braga e Guimarães, o Comando Metropolitano do Porto mobilizou o efetivo e as unidades policiais que considerou adequadas", sublinhando que sequência desses incidentes "foram detidas e/ou identificadas 16 pessoas". O esclarecimento prossegue garantindo que "só para a Área Metropolitana do Porto" estão previstos "cerca de 20 milhões de euros de investimento para a construção e requalificação de infraestruturas da PSP." Já para o concelho do Porto em concreto, o Ministério afirma que "estão previstas novas instalações para a PSP, que serão transferidas da Bela Vista para o Viso" sendo que está também contemplada "a transferência dos Núcleos de Logística e de Formação da PSP, bem como a instalação de toda a Divisão de Trânsito (atualmente dispersa por dois edifícios)". "No total, este projeto envolve a colocação de 420 polícias nas futuras instalações da PSP no Viso – o que traduzirá uma maior rentabilização operacional dos efetivos, por deixarem de estar dispersos por diferentes espaços como agora sucede", explica-se. O "forte investimento" passa ainda por viaturas e "para a Área Metropolitana do Porto a Lei de Programação permitiu já a entrega de 52". Já quanto a efetivos, o Ministério recorda que "está atualmente a decorrer a formação de 600 novos agentes para a PSP".



Publicado por Tovi às 09:22
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Terça-feira, 26 de Novembro de 2019
Cidadãos em situação de sem-abrigo

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O Executivo Municipal aprovou ontem uma recomendação de Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, em que incita o Governo à operacionalização da estratégia e de um programa nacional financiado pelo Orçamento de Estado, de combate ao fenómeno da existência de cidadãos sem-abrigo. A mesma proposta assinala que é necessário a Área Metropolitana do Porto (AMP) realizar o levantamento da situação vivida nos municípios que a compõem, de forma a analisar as respetivas migrações, comprometendo as autarquias a desenvolver programas semelhantes aos já existentes no Porto, especialmente aquelas de onde provêm os cidadãos identificados no estudo. Neste domínio a Câmara do Porto já investe por ano cerca de 1 milhão de euros do seu orçamento, implementando um inovador programa - Centro de Acolhimento Temporário de Joaquim Urbano.



Publicado por Tovi às 11:09
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Sábado, 16 de Novembro de 2019
Sem-abrigo no Porto

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   JN de hoje

Quando o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitar o Porto, na primeira semana de dezembro para, como ele costuma dizer, "medir o pulso" à forma como a cidade tem tratado a questão das pessoas em situação de sem-abrigo, vai encontrar uma estratégia no terreno bem diferente da que conheceu há um ano, mas também muitas críticas da parte dos responsáveis autárquicos.

   Na capa do JN de hoje

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   Comentários no Facebook

Rui Moreira - O trabalho pelos cidadãos que não têm abrigo não pode ser uma tarefa isolada do Porto. Os municípios da Área Metropolitana que não o estão a fazer e o Estado, que nada investe, têm que ser chamados a responder ao desafio. Senão, será uma tarefa sem fim, que atrai cidadãos de todos os municípios e países e que o Porto não pode resolver sozinho.

Mario Ferreira Dos Reis - Quando era +/- jovem, tive uma situação caricata na minha vida, no meu retorno de ferias em França, fui abusivamente multado por uma brigada da malfadada, guarda Civil que disse que eu tinha cometido uma infracção que não cometi, em Navarra, Estella. Que vim de um acesso da estrada e virei à esquerda calcando uma linha continua e desobedecendo a um sinal de proibição de virar à esquerda. Eu estava sozinho e de nada me valeu o meu protesto. Teria que pagar 52000 pesetas ou o carro ficaria apreendido. Telefonei ao consulado que nada resolve e ao banco pois nem sabia se tinha dinheiro que chegasse para o efeito. Até que resolvesse não iria sair de lá portanto procurei onde podia dormir da forma mais barata, indicaram-me um albergue mas estava cheio, até que fui parar a um serviço camarário social que sem perguntas nem explicações me deram umas senhas... o que faziam de forma automática com todos os que se apresentavam. Uma das senhas era para dormir num mosteiro. Só depois de inquirir outro que estava de mochila é que me apercebi que aquilo era como os municípios em Espanha lidavam com os sem abrigo na altura. Davam umas senhas de refeição e uma dormida numa IPSS, em que no meu caso foi num Mosteiro, numa camarata, onde me deram uma refeição quente e a obrigatoriedade de tomar um duche. A parte com piada é que davam um bilhete de comboio para outro local de Espanha, no meu caso para Fuentes de Honoro... A solução para os sem abrigo era darem uma dormida e upa, vai para outro lado. Eu que estava a achar piada a situação la fui dormir e comer de borla, de mal o menos. No dia a seguir, la fui outra vez à assistência social municipal para ver como poderia resolver a situação e se haveria algum modo de telefonarem para o banco, pois os bancos na altura, e agora, deixam de autorizar levantamentos Bancários com multibanco sem aviso. No meu caso como tinha andado todas as ferias a fazer levantamentos, eles acharam que eu estava a fazer movimentos a mais! Depois das explicações por telefone lá consegui levantar dinheiro e solucionei o problema. Mas resumindo a solução na altura ali em Espanha era empurrar os sem abrigo para outro lado!

David Ribeiro - Recentemente ouvi dizer que a Polícia Municipal de Matosinhos diz aos sem-abrigo: Vão para o Porto que lá têm tudo.

Mario Ferreira Dos Reis - Tal como esta explicado, os sem abrigo são um problema complicado, pois de repente quem resolve o problema vai apanhar com os que não resolveram o problema.


Publicado por Tovi às 16:47
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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019
El Corte Inglés na Boavista

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Na sessão de hoje à noite da Assembleia Municipal foi mais uma vez afirmado por Rui Moreira que o executivo camarário do Porto fará uma análise profunda e LEGAL – de acordo com o PDM de 2006 em vigor - do PIP (Pedido de Informação Prévia) apresentado pelo El Corte Inglés para uma futura construção nos terrenos da antiga estação de comboios da Boavista. Uma notícia hoje à tarde publicada pela Lusa não correspondia inteiramente à verdade do que foi dito na reunião de Câmara, como Rui Moreira deu a conhecer na Assembleia Municipal. O El Corte Inglés tem todo o direito de construir no terreno em causa, obviamente cumprindo tudo o que está determinado no PDM em vigor e é isto que está em analise pelos serviços camarários.

 

O presidente da Câmara do Porto interveio na última sessão da Assembleia Municipal para a esclarecer a maré de notícias em torno de um eventual projeto do El Corte Inglés para o terreno próximo à Praça de Mouzinho de Albuquerque (vulgo Rotunda da Boavista), propriedade da IP - Infraestruturas de Portugal, empresa pública que estabeleceu um negócio com aquela marca comercial e terá recebido em troca um sinal de 18 milhões de euros. Rui Moreira confirma que o Município recebeu um Pedido de Informação Prévia (PIP) para o local, que está a ser analisado à luz do Plano Diretor Municipal (PDM) e alertou que tudo o que possa ser feito ao arrepio daquela que é a primeira Lei da cidade pode acarretar um custo "demasiado alto para os portuenses".
"Comigo não vai acontecer o que aconteceu no Parque da Cidade", declarou o autarca, referindo-se às pesadas indemnizações que o seu antecessor teve de pagar devido a acordos extrajudiciais estabelecidos com os proprietários de parte dos terrenos onde nasceu aquele espaço verde. Nem tão pouco se ouvirá da boca do presidente da Câmara do Porto qual a sua opinião relativamente à construção de um centro comercial junto à Rotunda da Boavista, como chegou a instar o deputado da CDU, Rui Sá, durante o debate sobre a informação trimestral, decorrido nesta segunda-feira.
"Não me compete ter sobre esta matéria uma política de gosto (...) porque, irremediavelmente, os municípios serão chamados, no futuro, a responder por erros graves cometidos no passado", constatou Rui Moreira.



Publicado por Tovi às 23:55
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