"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 27 de Outubro de 2023
Coluna entrou em Gaza para preparar invasão

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Durante a noite de quarta para quinta-feira [25 para 26out2023] as Forças de Defesa de Israel (IDF) efetuaram um ataque relampago com tanques e infantaria direcionado ao norte da Faixa de Gaza, o que se pensa ter sido parte dos preparativos para as próximas etapas do combate ao Hamas. Os soldados saíram da área no final da atividade, segundo informaram os militares israelitas. Ao fim da tarde de ontem um porta-voz militar israelita disse que ataques terrestres em Gaza como o realizado na noite de quarta-feira continuariam nos próximos dias e cada vez mais contundentes. Acrescentou que os ataques estavam a remover explosivos e a preparar a área “para estar pronta para os próximos passos”.

 

  Diplomacia iraniana apela ao fim dos "crimes de guerra e genocídio"
Captura de ecrã 2023-10-26 105006.pngJá ninguém deverá ter dúvidas que o Irão é o grande apoiante do Hamas e seu fornecedor de equipamentos bélicos, mas por isso, e não só, devemos todos ouvir com atenção o que disse o chefe da diplomacia iraniana, Hossein Amir Abdollahian, ao chegar a Nova Iorque para uma reunião extraordinária da Assembleia Geral da ONU: “O apoio total e cego dos Estados Unidos e de alguns países europeus ao regime israelita atingiu um ponto preocupante e existe a possibilidade de se perder o controlo da situação”... e por isso o Irão quer a cessação imediata dos “crimes de guerra e genocídio” na Faixa de Gaza, a entrega de ajuda humanitária e o fim da deslocação forçada da população do enclave palestiniano. E em boa verdade facilmente os apelos deste diplomata iraniano poderão ser incluídos em qualquer resolução da ONU e aceite por quem estiver de boa fé... não são parvos os diplomatas do Irão.

  UNRWA com dificuldades nas suas operações humanitárias
Gaza5-1698328277.webpA "guerrilha" entre o Governo de Israel e a ONU continua, com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) a afirmar que precisa urgentemente de combustível para manter as operações humanitárias que salvam vidas e “se o combustível não for recebido em Gaza, a UNRWA será forçada a reduzir significativamente e, em alguns casos, a interromper as suas operações humanitárias na Faixa de Gaza, sendo muito críticas as próximas 24 horas”. Israel continua a recusar a entrada de combustível com carregamentos de ajuda, alegando que poderiam ser apreendidos pelo Hamas. Mais de 613 mil pessoas que ficaram sem casa devido à guerra estão abrigadas em 150 instalações da UNRWA espalhadas pelo território devastado. Nas últimas 24 horas, mais três funcionários da UNRWA foram mortos, elevando o total para 38 mortos.

  Novas operações militares na Faixa de Gaza e na Cisjordânia
Captura de ecrã 2023-10-27 094341.pngIsrael realizou uma nova operação terrestre na Faixa de Gaza, com apoio de caças e 'drones', anunciou hoje o exército israelita num comunicado. A operação decorreu no setor central da Faixa de Gaza e visou alvos do grupo islamita palestiniano Hamas. Os soldados abandonaram em seguida o território palestiniano sem sofrer ferimentos, afirmou o exército. Paralelamente à operação terrestre, foram bombardeados alvos "pertencentes à organização terrorista Hamas" no centro do território "e em toda a Faixa de Gaza". O exército israelita disse ainda que destruiu lançadores de rockets e centros de comando do Hamas, para além de ter neutralizado alguns dos seus elementos. Na Cisjordânia ocupada, pelo menos quatro palestinianos morreram e outros doze ficaram feridos hoje na sequência de disparos durante uma operação do exército de Israel na cidade de Jenin. Nestes confrontos violentos as forças armadas israelitas destruíram ruas e infraestruturas, incluindo a principal fonte de abastecimento de água no campo de refugiados de Jenin.

  O alastrar da guerra na região
39846862312882d68b46defaultlarge_1024.jpgOs Estados Unidos da América lançaram esta sexta-feira dois ataques contra instalações ligadas à Guarda Revolucionária do Irão no leste da Síria, informou o secretário de Defesa norte-americano, Lloyd Austin. Os ataques surgem depois de o Pentágono ter confirmado que pelo menos 21 soldados norte-americanos sofreram ferimentos ligeiros em vários ataques com drones perpetrados por milícias pró-iranianas no Iraque e na Síria desde 17 de outubro. Lloyd Austin esclareceu ainda que estes ataques não estão relacionados com a resposta dos EUA ao conflito entre Israel e o Hamas, e apelou a todos os países para que evitem tomar medidas que possam contribuir para que a guerra se estenda a outras regiões.

  Crimes de guerra... dos dois lados da barricada
Ravina-at-UNR_L.jpgAs Nações Unidas afirmam que atrocidades estão a ser cometidas por ambos os lados do conflito. “Estamos preocupados que crimes de guerra estejam sendo cometidos. Estamos preocupados com a punição coletiva dos habitantes de Gaza em resposta aos ataques atrozes do Hamas, que também equivaleram a crimes de guerra”, disse a porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (ACDH), Ravina Shamdasani, numa conferência de imprensa em Genebra. Chegou a hora de um tribunal independente avaliar se foram cometidos crimes de guerra, acrescentou.
  
Isabel Sousa BragaNinguém faz nada 😢 coitadas das crianças e de outros inocentes. Por cá vejo muita boa gente que se diz católica a bater palmas.
Jorge VeigaQue foram cometidos crimes de guerra, foram. Arranjar um Tribunal independente é que me parece impossível.



Publicado por Tovi às 07:36
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2023
Terramoto violento no sul da Turquia e norte da Síria

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O abalo, de magnitude 7,8 na escala aberta de Richter, ocorreu ontem [6fev2023] às 04h17 (01h17 em Lisboa), a 33 quilómetros da capital da província de Gaziantep, no sudeste da Turquia, com a origem a uma profundidade de 17,9 quilómetros.

  09h03 de 6fev2023
A Comissão Europeia está a coordenar o envio de equipas de resgate dos Estados-membros para se juntar às buscas por sobreviventes após o terramoto que sacudiu hoje o sudeste da Turquia e outros países vizinhos, especialmente a Síria. Países como Alemanha, Rússia, Itália e Azerbaijão já tinham anunciado a intenção de enviar equipas de resgate para ajudar nas buscas.

  09h55 de 6fev2023
O Ministério da Defesa da Turquia diz que as forças armadas do país estabeleceram um corredor aéreo para permitir que equipas médicas e de resgate cheguem às áreas atingidas pelo terramoto.

  10h01 de 6fev2023
O presidente russo, Vladimir Putin, ofereceu assistência ao governo da Síria e à Turquia. A Rússia, que é estreitamente aliada do presidente sírio, Bashar al-Assad, mantém uma presença militar significativa naquele país e auxilia na luta contínua contra grupos de oposição. Putin também tem um forte relacionamento com o presidente Tayyip Erdogan da Turquia, um membro da NATO que, no entanto, procurou mediar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

  10h07 de 6fev2023
Suhaib al-Khalaf, da Al Jazeera, relatando de Harem, no noroeste da Síria, diz que as equipas de resgate estão tentando freneticamente tirar as pessoas dos escombros. “A cada 10 minutos, eles retiram um corpo”, disse ele, acrescentando que dezenas de pessoas estão presas. “Ouvimos aplausos de pessoas acima dos escombros; eles [socorristas] pegaram um bebé que parecia estar vivo e foi levado às pressas para o hospital”. Al-Khalaf observou que o setor médico local “já está esgotado” devido à longa guerra na Síria. “As pessoas são tratadas em hospitais, até mesmo em corredores, e há escassez de suprimentos de sangue”, disse ele.

  10h24 de 6fev2023
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), minutos após o primeiro sismo, outro abalo de 6,7 graus na escala de Richter foi registado a 9,9 quilómetros de profundidade. De acordo com a mesma fonte, dezenas de réplicas têm sido registadas ao longo da manhã, sendo que às 10h24 (hora de Lisboa) foi registado um sismo de magnitude 7,6.

  11h06 de 6fev2023
Tempo frio dificulta esforços de resgate.
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  13h31 de 6fev2023
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, disse hoje que já “testemunhou” a sua solidariedade com as vítimas do sismo de hoje aos chefes de Estado da Turquia e Síria, acrescentando que “a tragédia na Síria” poderá até ser “maior” do que a na Turquia, já que este país tem estruturas mais sólidas e meios de resposta mais eficazes.

  16h31 de 6fev2023
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  17h43 de 6fev2023
Segundo a mais recente atualização do AFAD, um órgão público turco de gestão de desastres, já foram registados 120 sismos de menor intensidade na mesma área do abalo maior. O Serviço Geológico dos Estados Unidos, que reporta apenas os sismos de maior intensidade, regista já pelo menos 43 abalos de magnitude igual ou superior a 4.3 na escala de Richter. 

  20h03 de 6fev2023
A falha que deu origem ao sismo registado esta madrugada está localizada em terra. Chama-se Falha Oriental da Anatólia e é precisamente a sua localização que pode explicar o nível de destruição.
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  20h38 de 6fev2023
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  22h23 de 6fev2023
Da Alemanha, Geórgia ou República Checa os cães de busca e resgate já se encontram nos aeroportos para viajar para a Turquia e para a Síria.
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  06h59 de 7fev2023
O tempo está a esgotar-se para salvar centenas de famílias ainda presas sob os escombros de prédios destruídos, disse o chefe do serviço de Defesa Civil da oposição síria. “Cada segundo significa salvar vidas e pedimos a todas as organizações humanitárias que forneçam ajuda material e respondam a esta catástrofe com urgência”, disse Raed al-Saleh, dos Capacetes Brancos, à agência de notícias Reuters.

  07h37 de 7fev2023
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  08h55 de 7fev2023
Réplicas continuam a suceder-se na Turquia e Síria. Abalo de magnitude 5,4 foi registado esta manhã.

  09h32 de 7fev2023
“Nas próximas horas, uma equipa de 53 elementos, composta por elementos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, por elementos da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR e também por elementos da emergência médica, sairá do nosso país para se juntar aos reforços europeus e cariz humanitário, de proteção civil e, muito particularmente, no caso do apoio português, no âmbito da busca e do salvamento”, disse José Luís Carneiro, em declarações em Coimbra transmitidas pelas televisões.

  11h57de 7fev2023
Um grande incêndio deflagrou na segunda-feira no porto de Iskenderun, na Turquia, na sequência do forte sismo sentido no país. No porto de Iskenderun, cidade costeira na região de Hatay — a mais afetada pelo sismo —, as imagens mostram uma enorme coluna de fumo preto a erguer-se do meio de um conjunto de contentores no local.
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  Carlos Miguel SousaPor acaso, já tinha tentado imaginar o que poderia acontecer num Porto, desta dimensão em caso de sismo. É o que se vê. Mais um desafio para a Inteligência Artificial. Tentar criar estruturas modulares, suscetíveis de ser movidas com frequência, mantendo a sua consistência estrutural inabalada.

  13h14 de 7fev2023
O estado de emergência declarado esta terça-feira pelo Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para as dez províncias mais afetadas pelos violentos sismos sentidos entre segunda e terça-feira na Turquia e na Síria vai durar três meses e abranger uma série de medidas de emergência destinadas a ajudar as regiões destruídas pelos terramotos.

  14h58 de 7fev2023
A Amnistia Internacional apelou hoje à mobilização da comunidade internacional para apoiar os esforços de salvamento e reconstrução sobretudo no norte da Síria, atingido na segunda-feira por um sismo, igualmente sentido na Turquia, depois de vários anos de conflito. Em comunicado hoje divulgado, a organização não-governamental (ONG) de direitos humanos lembrou que “quatro milhões de pessoas (residentes e deslocados internos) do noroeste da Síria já viviam em condições de miséria” e com pouco acesso a cuidados de saúde.

    16h06 de 7fev2023
Uma menina de quatro anos foi resgatada dos escombros, 33 horas após terremotos atingirem o sul da Turquia. Gul Inal foi removida do primeiro andar de um prédio de três andares na província de Hatay. Também hoje, trinta horas depois do sismo na Turquia, um bebé de seis meses e a mãe foram resgatados com vida dos escombros. Ficaram presos, depois da casa onde viviam, em Hatay, no sul do país, ter ruído.
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  16h05 de 8fev2023
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  19h30 de 10fev2023
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  08h29 de 12fev2023
O número de mortos causados pelos sismos na Turquia e Síria, que já ultrapassou os 28 mil, vai "duplicar ou mais", avisou o subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Martin Griffiths.

  15h00 de 12fev2023
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  13h41 de 14fev2023
O diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge, classificou hoje os terramotos que abalaram a Turquia e a Síria na semana passada como o maior desastre natural no continente europeu no último século. "Estamos a testemunhar o pior desastre natural na Europa em um século e ainda estamos a tomar conhecimento da sua magnitude", afirmou o responsável da OMS, durante uma conferência de imprensa virtual para apresentar as necessidades urgentes de saúde e de resposta na Turquia e na Síria. "O verdadeiro custo [dos sismos] ainda não é conhecido, mas a recuperação vai levar tempo e precisará de um esforço fenomenal", sublinhou Hans Kluge. Segundo avançou, a OMS contabiliza atualmente mais de 31 mil mortos e 100 mil feridos na Turquia e quase 5 mil mortos na Síria, números que Hans Kluge assegurou que "vão aumentar" rapidamente. Na segunda-feira, um outro responsável da agência das Nações Unidas, o diretor do Departamento Regional de Emergências da OMS, Rick Brennan, já apontava para um número provisório de vítimas mortais superior: 40.943.

  04h00 de 19fev2023
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Captura de ecrã 2023-02-19 095821.jpgA Turkish Disaster and Emergency Management Presidency (AFAD) diz que as operações de busca e resgate terminaram na maioria das províncias quase duas semanas após os terremotos devastadores deste mês na Turquia e na Síria. “O número de mortos devido aos terremotos subiu para 40.642 [mais cerca de 5.800 na Síria], e o trabalho de busca e resgate de pessoas presas sob os escombros terminou na maioria das províncias”, disse Yunis Sezar, chefe da AFAD, em um comunicado no sábado [18fev2023].



Publicado por Tovi às 00:25
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Sábado, 13 de Novembro de 2021
Nova crise migratória

A tensão na fronteira da Bielorrússia com a Polónia está diariamente a agravar-se, não sendo no entanto fácil de resolver o problema gravíssimo dos milhares de migrantes que tentam entrar na Europa, um "el dorado" para quem foge á miséria que se vive nos seus países de origem. A União Europeia vai ter mais uma vez de resolver uma crise migratória... mas é dificil de saber como.

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A esmagadora maioria dos migrantes que se encontram na fronteira da Bielorrússia com a Polónia têm como origem a Síria, o Iraque e o Afeganistão. O destino é atravessarem a Polónia em direção à Alemanha.
  
Rodrigues Pereira - E sem a Senhora Merkel, vai ser mais complicado ainda ...

 

No dia de hoje [13nov2021] o Ministério da Defesa do Reino Unido acaba de confirmar que Londres enviou tropas de engenharia para a Polónia, tendo em vista cooperar no fortalecimento da segurança na fronteira com a Bielorrússia. E a Rússia iniciou ontem manobras militares conjuntas com a Bielorrússia junto à fronteira.

 

  Um grupo de cerca de 50 migrantes rompeu as defesas na fronteira da Bielorrússia e entrou na Polónia perto da vila de Starzyna, informou a polícia no domingo [14nov2021], confirmando que a situação na fronteira torna-se cada vez mais tensa. Vários grupos de direitos humanos condenaram o governo da Polónia por continuar a proibir jornalistas, advogados e trabalhadores humanitários de ter acesso à fronteira do país com a Bielorrússia, onde milhares de migrantes e refugiados se reúnem do lado bielorrusso na esperança de entrar na Polónia. Já na passada segunda-feira [08nov2021] Vladimir Putin, presidente da Rússia, tinha criticado a posição dos países europeus, os quais, disse, são responsáveis pelas "centenas de milhares de pessoas" que pretendem chegar ao continente, referindo-se  a uma multidão de migrantes, principalmente curdos, incluindo uma quantidade significativa de mulheres e crianças, que se dirigiram à fronteira entre Bielorrússia e a Polónia, criado um acampamento improvisado perto do posto de controle Bruzgi, na região de Grodno. Vários migrantes têm tentado subir as cercas, mas os policias polacos não os têm deixado entrar. Apesar disso, há relatos de dezenas de ilegais entrando no país da União Europeia.
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Publicado por Tovi às 11:28
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Sábado, 29 de Fevereiro de 2020
Conflito entre a Turquia e a Síria

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A Turquia confirmou que perdeu pelo menos 33 militares e dezenas de outros foram feridos em solo sírio - "Existem soldados [que foram] seriamente feridos [durante o ataque], e eles estão sendo tratados em hospitais", declarou o governador da província turca de Hatay, limítrofe com a Síria, Rahmi Dogan – mas o Ministério da Defesa russo afirma que a sua Força Aérea não operava na área da província síria de Idlib. Em relação à situação no vilarejo de Behun, nesta província síria de Idlib, o Ministério da Defesa russo declarou: "No dia 27 de fevereiro, na área do vilarejo de Behun, os soldados turcos que estavam nas formações de combate de grupos terroristas caíram na sequência do bombardeio das tropas sírias".
Neste ano a guerra na Síria tem registrado maiores tensões entre forças turcas no país árabe e as forças governamentais sírias. Tudo leva a crer que estes choques armados poderão indiciar que a Turquia possa iniciar operações de maior envergadura no país vizinho.

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Sabe-se também que a Rússia está a reforçar a sua presença na costa da Síria, tendo enviado dois navios de guerra equipados com mísseis de cruzeiro para as águas da sua aliada, no Mediterrâneo. As duas fragatas ampliarão o esquadrão naval russo nessa área estratégica num momento em que as relações com a Turquia estão cada vez mais complicadas.

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Perante a escalada do conflito entre a Turquia e a Síria o presidente turco Erdogan ameaça a Europa com o “abrir dos portões” aos cerca de 3,6 milhões de refugiados sírios que se encontram no seu território no âmbito do acordo de março de 2016 com a União Europeia, pelo qual a Turquia deve reter os refugiados em troca de milhares de milhões de euros pagos anualmente pela Europa e que não estamos a cumprir.



Publicado por Tovi às 09:08
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Sábado, 14 de Abril de 2018
Já caíram mísseis sobre a Síria

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Ataque coordenando entre EUA, França e Reino Unido lançou 110 mísseis sobre alvos referenciados à produção e armazenamento de armas químicas.

 

   11h45 de hoje

“Portugal compreende” os bombardeamentos desta madrugada, diz o Ministério dos Negócios Estrangeiros... e Marcelo Rebelo de Sousa concordou.

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«André Eirado» - Espero que não espolete uma guerra mais intensa

«Mié Mendes Moreira» - Primeiro bombardeia-se, supostamente por existirem provas. Depois mandam-se os inspectores averiguar. Onde é que já vi isto?...

 

   12h45 de hoje

Theresa May justifica bombardeamentos com informações secretas.

    Comentários no Facebook

«Jose Bandeira» - Onde é que já ouvi isto também? Estamos num "remake' da guerra no Iraque. Cheira-vos a petróleo?

«Mié Mendes Moreira» - As informações que originaram a guerra do Iraque também eram secretas... ;) Tão secretas, mas tão secretas, que nunca foram comprovadas.

 

   13h00 de hoje

"A actual escalada em torno da Síria afecta de modo destrutivo todo o sistema de relações internacionais. A história vai decidir tudo", disse Putin num comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do Kremlin.

 

   13h45 de hoje

Sejamos pragmáticos. A existir fabrico e armazenamento de armas químicas nos territórios controlados por Bashar al-Assad é difícil de aceitar que após as ameaças de Donald Trump o governo e as forças militares da Síria, com eventual aconselhamento da Rússia, não tenham atempadamente deslocalizado estes equipamentos das três áreas agora bombardeadas.

   Comentários no Facebook

«Fernando Duarte»e com isto tudo vão regressar os "ataques terroristas" nestes 3 países. Os islamistas dizem que cada um "bombardeia" com as armas que tem

«Jose Riobom» - Pareces muito satisfeito e muito feliz… Eu não... e não é por motivos políticos, esses a mim são-me indiferentes, mas por motivos humanos... Sei por experiência o que é uma guerra... Estás a mudar... lentamente... alguém anda a fazer a tua cabeça... infelizmente! Estás a virar propagandista ! Lamento....

«David Ribeiro» - Ou percebeste mal o que eu disse, Jose Riobom, ou eu não fui suficientemente claro. Eu participei directamente na “segunda guerra de libertação” em Angola (assim lhe chamou o MPLA) e por isso sei bem o que são os HORRORES da guerra.

«Jose Riobom»A forma como defendes um dos lados diz-me tudo... É PRECISO PARAR TODOS OS LADOS...! Estou com Guterres... O "precisamos de ser pragmáticos" cheira-me a discurso ensaiado num cenário Trumpeiro... igual ao das armas de "destruição maciça" do Iraque... Essa gente dos USA é tão boa quanto a gente do Putin... É PRECISO PARAR tudo e todos para bem da humanidade no seu todo sem "sermos pragmáticos"... sómente humanos que respeitam a sua espécie...

 

   15h45 de hoje

Acabei de falar (via messenger) com um velho e querido amigo russo que ainda faz uns biscates nos serviços de inteligência do Kremlin e afirma-me ele que a resposta da Rússia deve ser não militar mas baseada no direito internacional, até porque ninguém sobreviveria a uma guerra entre Rússia e EUA.

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«Antero Filgueiras»Diga lá ao seu amigo que vive em Paris (e que eu conheço muito bem, assim como a simpática esposa), que a Rússia é só tretas, pois tem uma Economia de "caca" comparada com a esmagadora maioria dos países fortes da Zona Euro. O resto é ballet e marionetas. Já foi assim que Reagan esmagou a ex-URSS, cujo "elástico económico", tal como se provou e comprovou era demasiado fraco. Ou será que você não lê nada sobre análise económica internacional?!



Publicado por Tovi às 10:51
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2018
Síria: Quem controla o quê?

É assim que as coisas estão na Síria... uma manta de retalhos.

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Segundo as últimas notícias a situação na região mediterrânica está a ser monitorizada 24 horas por dia por radares terrestres ao serviço de Moscovo e pelo avião russo de alerta precoce A-50, todo isto vigiando a frota dos Estados Unidos na região, da qual faz parte o destroyer USS Donald Cook, reconhecido com capacidades para lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk. Em caso de ataque à Síria com mísseis por parte dos norte-americanos os russos não deverão usar força letal, pois isso provocaria uma grande escalada no conflito, mas irão certamente dar resposta com equipamentos de guerra electrónica para neutralizar os navios americanos, atrapalhando a sua aquisição de alvos, geolocalização ou até mesmo sistemas anti-aéreos AEGIS.



Publicado por Tovi às 10:29
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Terça-feira, 2 de Janeiro de 2018
Previsão astrológica para 2018

Fui à bruxa de São Miguel O Anjo… e foi isto que ela me disse sobre o que trará 2018 a algumas figuras da política mundial.
Mas ela também me disse que tudo isto é um “suponhamos” e com a intenção única de divertir os meus Amigos.

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Ashraf Ghani (Touro) - A melhor notícia do ano para os taurinos é a aproximação do planeta Júpiter, que aconteceu em outubro de 2017 e permanecerá até novembro de 2018. Nessa conexão, os nascidos sob esse signo, entre os quais está o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, têm todas as oportunidades para resolver problemas que permanecem já durante muito tempo. No entanto, para o ano que já começou é aconselhável que os taurinos prestem mais atenção àqueles que chamam de "seus amigos" — nem toda amizade possui interesses mútuos e dá frutos para ambas as partes.

Donald Trump (Gémeos) - Para o presidente dos EUA Donald Trump, a segurança será a maior preocupação em 2018. Portanto, é vital estabelecer relações amigáveis com seus vizinhos — isso ajudará a minimizar os riscos. Aqueles que nascem sob a influência deste signo terão muitas ideias e projectos no ano que começou. Entretanto, os astros aconselham a todos de Gémeos a ler melhor sobre o assunto em questão para saber ao certo onde aplicá-lo. Resta esperar que este aviso não esteja ligado com a Estratégia de Segurança Nacional autorizada pelo presidente no fim do ano passado.

Angela Merkel (Caranguejo) - Para este novo ano é previsto que os caranguejos, inclusive para a chanceler da Alemanha, tenham a falsa impressão de fazer esforços inúteis, mas é necessário ter paciência. Os resultados virão na hora certa e de maneira inesperada. Os astrólogos aconselham aos representantes desse signo sentimental, que estão passando por algumas pressões no trabalho, a evitar o stresse e dedicar mais tempo à saúde e vida pessoal. O início do ano surgirá com sinais de que é vital mudar algo na vida. Assim, é possível que Angela Merkel consiga encontrar outra ocupação mais favorável, do que se tornar chanceler alemã pela quarta vez.

Bashar Assad (Virgem) - A posição adequada dos planetas em 2018 ajudará os virginianos a superar a crise prolongada e controlar seus instintos impulsivos que, às vezes, vêm à tona. Os Virgens devem dar mais preferência à vida social e buscar um sentido maior para a vida. Agora o perigo ficou para trás, pois os terroristas foram expulsos do país. No entanto, a Síria não foi mencionada na Estratégia de Segurança Nacional dos EUA. Talvez, o ano de 2018 trará finalmente a mudança tão esperada já há muito tempo.Mas as estrelas avisam aos virginianos que mesmo com a chegada do novo ano, nem todos os problemas serão resolvidos e lembram o presidente sírio, que as tropas norte-americanas permanecem no país até o momento.

Vladimir Putin (Balança) - O alinhamento dos planetas promete aos representantes da balança — prosperidade financeira e progresso. Recentemente tornou-se conhecido que Vladimir Putin pretende concorrer à presidência da Rússia nas próximas eleições. Segundo acredita o porta-voz do presidente e experiente político, Dmitry Peskov, apesar de haver muitos candidatos à altura que concorrerão à presidência do país, "nenhum deles chegou perto de desafiar o poder do libriano Vladimir Putin para as eleições presidenciais em março de 2018". Contudo, sob a influência do planeta Vénus, é previsto um ligeiro desequilíbrio quanto à aproximação de duas loiras russas que também decidiram se candidatar. Qualquer que seja o resultado, resta apenas desejar boa sorte a Vladimir Putin.

Emmanuel Macron (Sagitário) - O fim do ano passado tornou-se muito favorável para alguns representantes deste signo. Entre eles, encontra-se Emmanuel Macron, que conseguiu ganhar as eleições presidenciais em 2017 e se tornar o presidente da França. Essa nova etapa também será favorável para viagens. É claro que há relações que devem ser melhoradas ou estabelecidas, apesar dos vários obstáculos que constroem as vizinhanças. Não obstante, o ano novo sem dúvidas trará novos desafios para os sagitarianos. Portanto, o "protestador da França" deve fazer o possível para defender sua pátria e povo de várias ameaças, especialmente daquelas com armas e que fogem do Oriente Médio para a Europa.

Kim Jong-un (Capricórnio) - O ano que passou foi intenso para os representantes deste signo zodiacal, especialmente para o líder norte-coreano Kim Jong-un, que tornou seu país muito popular graças a seus programas nucleares e de mísseis que ameaçam o mundo inteiro. No fim do ano passado, seu último avanço foi o lançamento de um novo míssil Hwasong-15 que voou 4475 km. Assim, para que neste ano Kim Jong-un realmente possa cumprir suas promessas de atingir a costa oriental dos EUA, Kim deve manter os esforços e mudar as estratégias, lançando o míssil balístico intercontinental de modo horizontal a uma distância de 11.000 km. Por outro lado, os astros predizem que os próximos 12 meses devem ser destinados para estabelecer boas relações com vizinhos longínquos e, até mesmo, adversários. Então, ainda não é tarde para buscar diálogo e paz com os EUA. O futuro é muito incerto e é difícil saber exactamente o que acontecerá.

João Lourenço (Peixes) - O horóscopo de 2018 incentiva os Peixes, entre os quais se encontra o recém-eleito presidente de Angola, João Lourenço, a manter os olhos abertos, especialmente durante a primavera. As possibilidades que pensava que nunca mais voltariam, irão aparecer. Assim, as estrelas o aconselham a continuar seguindo o mesmo caminho que foi escolhido há alguns meses. Além disso, os piscianos não devem esquecer sobre suas responsabilidades e concentrar-se no trabalho. Tudo promete correr perfeitamente bem, se a disposição for optimista.



Publicado por Tovi às 10:28
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Sexta-feira, 7 de Abril de 2017
A coisa está a ficar quente... está quase a escaldar

síria 7Abr2017.jpg

Olha que dois: Donald Trump e Bashar al Assad. Venha o diabo e escolha.

As minhas fontes no Kremlin (sim... eu tenho amigos bem colocados em Moscovo) são da opinião que com este ataque à base aérea de Shayrat, executado com cerca de 50 mísseis Tomahawk a partir de navios operando no Mar Mediterrâneo, o presidente americano Donald Trump apoiou de facto o Daesh, pois era daqui que saiam as missões contra os terroristas.

 

  Base aérea de Shayrat na Síria

8087961.jpg
Declaração do Estado-Maior das Forças Armadas da Síria: "Foi levada a cabo uma agressão contra uma das nossas bases militares. O ataque de mísseis provocou a morte de seis pessoas, outras foram feridas, foi causado um dano material significativo".

 

  Ataque de mísseis Tomahawk norte-americanos

8095361.png
Os Estados Unidos lançaram pelo menos 59 mísseis de cruzeiro na noite desta quinta-feira contra um aeródromo sírio próximo da cidade de Homs. O ataque foi uma resposta de Trump às denúncias de uso de armas químicas pelo governo sírio, responsável pela morte de 100 pessoas na terça-feira.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - EUA, depois dos seus terroristas derrotados, segue o caminho da guerra. É o que vamos ter, não tarda, em que dimensão veremos, mas é fácil desencadear a guerra, difícil é controlar-lhe a dimensão... EUA não se conformam com marginalização na Síria, depois da derrota dos terroristas por si manipulados, e insistem em ocupar território... Põem também mais uma vez em causa a paz mundial. Não é a nova política de Trump: é a política de sempre dos EUA...

«Jorge De Freitas Monteiro» - Trump, o suposto ditador que por entre decisões judiciais desfavoráveis, oposição da administração, da Câmara dos Representantes e do Senado e a sua própria incompetência, mal consegue governar, lançou um ataque de algumas dezenas de mísseis sobre um aeródromo militar. Confirmação de que é um irresponsável e um perigo para a paz? Não. O ataque foi o "bom" ataque: já tinha sido sugerido pela Clinton e recebeu o apoio entusiástico dos falcões do establishment americano, Republicanos e Democratas sem distinção. Ao mesmo tempo caem pela base as teses conspiracionistas de que seria uma marioneta do Putin e um amigalhaço do Assad. Tudo isto a ler em conjunto com o afastamento da bête noire dos liberais, Bannon, do Conselho Nacional de Segurança e com os rumores do seu afastamento da Casa Branca nos próximos dias. Bannon e o seu grupo opõem-se desde sempre ao intervencionismo militar neo conservador. Falta agora abandonar também a agenda anti globalização para se realizar a normalização defendida pelo Wall Street Journal num artigo publicado há algumas semanas: Trump poderia ter uma presidência tranquila se se deixasse de originalidades e se se apoiasse no mainstream do Partido Republicano. Entretanto os trumpistas de primeira hora, os true belivers, condenam violentamente o ataque e sentem-se traídos; a esquerda americana ou apoia ou fica calada, como calada ficou durante oito anos em relação aos milhares de bombardeamentos por drones, muitas vezes em zonas urbanas, ordenados pelo Obama. Na Europa pela primeira vez há um apoio generalizado dos governos e da UE ao Trump, salvo da esquerda bem pensante que, depois de ter berrado que vem aí o lobo fascista e de ter ignorado os drones do Obama, continua a não perceber nada do que se passa. Para animar o fim de tarde mais um atentado low cost, desta vez em Estocolmo. Vivemos tempos interessantes. O que, segundo um provérbio chinês, é uma maldição.

«Maria Helena Guimarães» - estamos aqui estamos em guerra nuclear. o Trump é um estafermo

«Ricardo Castro Ribeiro» - Isto é tudo treta. É tudo para disfarçar as "ligações perigosas" à Rússia. Assim ninguém fala disso

«David Ribeiro» - Não sei porquê isto faz-me recordar o que foi a procura das inexistentes armas de destruição maciça no Iraque.

«Ricardo Castro Ribeiro» - Ora agora disseste tudo David. Isto para mim é combinado com o Putin (e com o Hassad) para acabar com a investigação que está em curso. Não entendo é porque não há um só jornalista que coloque essa possibilidade. E falta saber quem bombardeou com o tal de gaz ...

«Jota Caeiro» - não faz sentido numa guerra aberta, numa 'guerra total' como esta da Síria, que a morte de umas poucas dezenas de civis originem uma tal confusão. ninguém nunca poderá saber se o gás venenoso não foi lançado por um tomawank.ao Trump não bastaria parecê-lo, não soubessemos nós quem é o filho da puta!

«Ricardo Castro Ribeiro» - Para mim é algo meticulosamente estudado para encobrimento dos acordos e ligações. Agora se foi um aproveitamento de situação ou uma trama totalmente realizada por ele não sei nem nunca se vai saber.

«David Ribeiro» - Há informações mais ou menos fidedignas que garantem ter o Daesh e a Frente al-Nusra atacado as posições do exército sírio na rodovia Homs-Furklus-Palmira logo depois do ataque aéreo dos EUA à base de Shayrat. Será coincidência?... ou afinal os rebeldes ainda mexem?… e ainda não se sabe muito bem quem ajuda quem nesta guerra da Síria e quanto tempo ainda irá durar.

«Jose Bandeira»Durará, na Síria ou noutro local qualquer, enquanto as fábricas de armamento estiverem a produzir. Não creio que neste momento seja o petróleo a principal motivação: a cotação do crude demonstra-o.



Publicado por Tovi às 09:01
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Sábado, 31 de Dezembro de 2016
As Guerras de 2016

Este ano que agora acaba foi fértil em conflitos armados, sendo os do Médio Oriente e da Ásia aqueles que directamente ou indirectamente mais afectaram a “nossa” Europa.

Ora vejamos:

Maa aa.jpg

SÍRIA - As forças governamentais sírias desde o início deste ano de 2016 que avançaram de forma determinada contra os “rebeldes” acantonados em Aleppo e Palmira, a pérola do deserto sírio, região tomada desde 2014 pelo Daesh e Frente al-Nusra. O exército sírio anunciou em Maio a libertação oficial de Palmira, mas as forças do Daesh conseguiram mais uma vez entrar na cidade e ocuparam alguns bairros e a parte histórica da cidade. Ainda hoje se combate na zona. Ontem, 29 de Dezembro, o governo de Bashar al-Assad e a oposição síria concluíram um acordo de cessar-fogo mostrando-se dispostos a iniciar negociações de paz. A situação em Aleppo, capturada pelos rebeldes em 2012, agravou-se no fim no ano em curso. Entretanto, graças a uma ofensiva intensa das tropas governamentais sírias e ao apoio da Força Aérea russa, depois de três meses de combates violentos a cidade foi libertada. Segundo os últimos dados, da cidade já foram evacuadas mais de 37 mil pessoas.

IRAQUE - O Iraque iniciou o ano de 2016 dominado pelo terrorismo. Execuções públicas de civis pelo Daesh e ataques suicidas nas ruas de cidades iraquianas era uma coisa habitual. Mais de 90 mil quilómetros quadrados do território iraquiano estava sob o controle do Daesh. Em Fevereiro, o primeiro-ministro do Iraque, Haider Al-Abadi, declarou que o exército iraquiano iria fazer os possíveis para que 2016 fosse o último ano do Daesh no país. É evidente que a luta contra o terrorismo no Iraque ainda está longe do fim, mas as tropas governamentais e milícias curdas conseguiram avanços significativos durante o ano. No fim de Junho foi libertada a cidade de Fallujah, que fica a 53 km a oeste de Bagdad e que era controlada pelo Daesh desde 2014. A principal operação realizada no Iraque neste ano é a libertação da cidade de Mossul, tomada pelo Daesh em 2014. A ofensiva foi iniciada em 16 de Outubro. O maior obstáculo à libertação da cidade é o facto de que o Daesh usa os residentes de Mossul como escudo humano. Já passaram mais de dois meses desde o início da operação e as forças iraquianas já controlam a maior parte da cidade. Em recentes declarações o ministro das Relações Exteriores iraquiano, Ibrahim Al-Jaafari, disse que o Iraque não tem pressa de libertar Mossul porque o seu objectivo não é somente expulsar os terroristas da cidade, mas salvar as vidas dos civis, que podem sofrer durante a intensa ofensiva. O primeiro-ministro iraquiano prometeu que o Iraque derrotará o Daesh nos próximos três meses.

IÉMEN - O Iémen já há dois anos que está dominado pelo conflito entre rebeldes-houthis do movimento xiita Ansar Allah e parte do exército leal ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, de um lado, e as forças governamentais e milícia leal ao presidente iemenita Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi, de outro. O governo recebe apoio aéreo da coligação liderada pela Arábia Saudita. Em resposta a isto, os houthis têm intensificado os combates nas várias regiões do reino. O ano de 2016 começou para o Iémen com o fim do cessar-fogo. Em Fevereiro, a ONU disse que no país existe uma situação de catástrofe humanitária, que se agravou pelo facto de as partes beligerantes criarem obstáculos ao fornecimento de ajuda humanitária para a população civil do país. Ao mesmo tempo, foram prolongadas as sanções internacionais contra os líderes de partes que se enfrentam no país, inclusive o embargo de armas. Em Março soube-se do início das negociações secretas entre houthis e representantes sauditas. Um novo cessar-fogo foi acordado a 11 de Abril. Entretanto, as tréguas no Iémen não duram muito porque as partes as violam constantemente e recomeçaram as hostilidades. A ONU declarou repetidamente que as forças da coligação liderada pela Arábia Saudita são responsáveis pela maioria dos casos de morte de civis em resultado de ataques aéreos. Em Junho, as partes beligerantes realizaram a maior troca de prisioneiros. Em Outubro, um ataque aéreo contra um edifício em Sanaa, onde se realizava uma cerimónia fúnebre, teve grande ressonância internacional. Em resultado do ataque foram mortas mais de 200 pessoas, cerca de 500 ficaram feridas. Mais uma tentativa de cessar-fogo foi anunciada em Novembro, mas fracassou três dias depois. No fim deste mês de Dezembro, as autoridades iemenitas concordaram com o plano de paz proposto pela ONU. Segundo este plano, os houthis devem abandonar as posições tomadas e deixar as armas, após o que o processo político pode iniciar-se.

AFEGANISTÃO - O ano de 2016, como sempre, foi marcado no Afeganistão por uma série de atentados organizados pelo grupo radical Talibã. O grupo terrorista Daesh espalhou-se para os países da Ásia Central, embora a sua influência não tivesse atingido um nível que criasse uma ameaça real. As forças de segurança do Afeganistão começaram uma luta independente contra os talibãs e militantes do Daesh. Os confrontos continuaram por todo o ano. Entretanto, as autoridades afegãs fizeram tentativas de regularizar o conflito por meio de negociações. Em Abril tornou-se público que se iniciaram negociações entre talibãs e autoridades afegãs, mas que ainda não levaram a quaisquer resultados. Ao mesmo tempo, foi morto o líder do Talibã Akhtar Mansour, o seu lugar passou a ser ocupado por Mullah Haibatullah Akhunzada. Em Julho, um grande atentado sacudiu a capital afegã, atingindo uma manifestação pacífica contra um projecto de linhas eléctricas, tendo morrido mais de 80 pessoas. O Daesh assumiu a responsabilidade. O grupo terrorista também conseguiu lançar uma grande ofensiva contra a parte central do Afeganistão em Outubro. A situação até hoje permanece tensa.



Publicado por Tovi às 09:23
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Sábado, 17 de Dezembro de 2016
A tomada de Aleppo pelo exército sírio

Aleppo 16Dez2016.jpg

O exército sírio, fortemente apoiado pela força aérea russa destacada para esta zona de conflito, está praticamente a consumar a tomada de Aleppo, onde durante os últimos quatro anos vários grupos anti-Bashar al-Assad, armados e apoiados pela administração de Washington e seus aliados, mantiveram uma importante frente de batalha nesta guerra fratricida. Neste momento discute-se como será possível conseguir acções "humanitárias" eficazes tendo em conta que além de muita gente a querer fugir do caos, há também uma enorme quantidade de combatentes que não estão dispostos a entregarem-se às forças de Damasco. Depois, muito depois seguramente, teremos a reconstrução da cidade, coisa que vai necessitar de grandes “patrocinadores” e na qual a Rússia estará fortemente envolvida. As guerras sempre foram assim… não nos esqueçamos.

 

  JN 17Dez2016
Obama JN17Dez2016.jpg
Pois… mas já é tarde.
(Notícia completa do JN aqui)



Publicado por Tovi às 08:27
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2016
Sabem o que é que vou pedir ao Pai Natal?... #3

Vou pedir para acabar com a guerra na Síria… Mas não tenho a certeza se aquela malta do desgraçado país de Bashar al-Assad se portaram bem este ano e como todos sabemos o barbudo que vive na Lapónia só dá prendas a quem não faz tolices.
Aleppo 1Nov2016.jpg



Publicado por Tovi às 10:17
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2016
O legado de Barack Obama

EUA Obama Nov2016.jpg

Obama foi um presidente simpático, o primeiro negro a viver na Casa Branca por direito inequívoco do voto dos eleitores norte-americanos e até recebeu o Prémio Nobel da Paz por "enormes esforços em fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos". Mas nem sempre correspondeu às expectativas e o seu sucessor vai ter muita coisa para resolver, entre as quais estão as relações profundamente deterioradas com a Rússia, bem como os conflitos militares que directamente ou indirectamente apoiou por todo mundo. A luta contra o Estado Islâmico e outros grupos terrorista similares vai ser um dos grandes desafios para Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos da América, mas também não nos podemos esquecer que há ainda a crise síria, que cada vez mais se tem vindo a transformar em confrontos diplomáticos entre Moscovo e Washington.

 

  Comentários no Facebook

«Jose Riobom» >> Washigton será o paraíso dos falcões.....

«Rui Pedro Pena» >> Se o que aqui está escrito é o "legado de Obama", eu sou o Cristiano Ronaldo... hihihihi: "simpático", "o primeiro negro a viver na casa branca"? E o acordo pelo clima? E a saúde para os pobres? E a aproximação a Cuba? E as ZERO invasões dos EUA na sua presidência? E tornar os EUA não dependente do petróleo, logo, independente (de facto) dos países produtores de petróleo?... e muito mais... (Voltaremos, em breve, a ver invasões por parte dos EUA, novamente: artigos de opinião a "levantar questões" sobre "estranhas amizades dos EUA com Arábias Sauditas" ... voltaremos a ver os EUA a rasgar o acordo do clima e, pior que tudo, veremos o que vai acontecer de facto à economia americana...)

«David Ribeiro» >> Por mais coisas que tenha feito bem, e fez várias, continuo a dizer que, principalmente a nível internacional, nem sempre correspondeu às expectativas. Se o novo presidente vai ser melhor?... Duvido, mas esperemos para ver.

«Rui Pedro Pena» >> A nível internacional, o que havia para fazer e que não fez, foi uma guerra com o DAESH... Mas esteve desde o primeiro dia condicionado pelo Prémio Nobel... que honrou até ao seu limite. Poucos presidentes dos EUA fizeram ou farão o que o Obama fez... O post do David Ribeiro revela um "sentimento vago" e não uma opinião fundamentada... Que expetativas havia a nível internacional que ele não realizou? (Contribuir de facto para um acordo pelo clima? Não ser um homem de Guerra, que na minha memória de 44 anos, não há outro presidente dos EUA que não tenha iniciado uma guerra? Não fazer frente a Putin? - ele divergiu de Putin, as relações degradaram-se por porque o Putin manda matar civis na Síria... o Putin abateu um avião civil na Ucrânia... Estávamos à beira de uma guerra, mas seguros por Obama ... Agora, como vai ser? (esta é a minha grande dúvida para os próximos 4 anos... será que Putin e Trump se vão dar assim tão bem? Será?... Será que Trump vai concordar com o abate de civis e crianças na Síria? Como é que nós, europeus, vamos lidar com isso? Como é que a população americana vai lidar com isso? E, se acontecer o contrário, e afinal o Trump não se dar assim tão bem com o Putin? Imagina o que pode acontecer????? Em 2017, infelizmente (mas até espero estar enganado)--- em 2017, verá o que é esse "sentimento vago" que aqui expressou...

«Carlos Vale Pereira» >> Infelizmente no melhor pano cai a nódoa a fazer fé nas notícias de última hora: é inaceitável que o casal Obama se tenha recusado a tirar uma foto com os futuros inquilinos da Casa Branca, esquecendo assim que o lugar que ocupam transcende a sua individualidade. Humildade democrática precisa-se em todo o mundo urgentemente. Declaro que apoiei a eleição do candidato "menos mau" Hillary Clinton.

«Rui Pedro Pena» >> A história vai encarregar-se de explicar isto... o seu juízo é precipitado...

«Carlos Vale Pereira» >> Será? Esperemos para ver. Acho que é a única posição a tomar agora e não lançar gasolina para onde há brasas...



Publicado por Tovi às 10:01
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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2016
A “técnica” dos escudos humanos

Mossul escudos humanos 1Nov2016.jpg

O chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, anunciou para o próximo dia 4 de Novembro mais uma “pausa humanitária” nos violentos combates que têm vindo a acontecer na cidade síria de Aleppo, “para evitar o surgimento insensato de vítimas”. Mas já em 20 de Outubro uma pausa humanitária tinha sido declarada pela Rússia para garantir a segurança durante a evacuação dos civis da zona leste desta martirizada cidade. Oito corredores foram criados especialmente para a acção, tendo no entanto o grupo terrorista Frente al-Nusra, actualmente conhecido como Jaish al-Fatah, atacado os civis que tentavam deixar a cidade, impossibilitando, assim, a saída dos mesmos.
No Iraque o mesmo está a acontecer na região de Mossul, havendo relatos que afirmam estar o grupo jihadista Estado Islâmico a tentar transportar milhares de civis de uma região do sul de Mossul para o centro da cidade, a fim de serem usados como escudos humanos na batalha contra o exército iraquiano, que está a avançar sobre Mossul e abriu nas últimas horas vias de acesso estratégicos para libertar a cidade bastião do Estado Islâmico.
Não nos devemos esquecer que o sequestro de civis num conflito armado é um crime de guerra.

 

Aleppo é a maior cidade da Síria, capital da província homónima que se estende em torno da cidade, cobrindo uma área de 18.482 quilómetros quadrados e abrangendo uma população de mais de 5 milhões de habitantes (estimativa de 2008), o que faz dela a maior província da Síria em termos de população.

Mossul é a terceira maior cidade do Iraque, depois de Bagdad e de Baçorá. Está localizada no norte do Iraque e é a capital da Província de Ninawa, a cerca de 400 km a noroeste de Bagdad. A cidade original fica na margem oeste do rio Tigre, oposta à antiga cidade assíria de Naīnuwa, na margem oriental, mas a área metropolitana já cresceu a ponto de abranger áreas significativas em ambas as margens, com cinco pontes ligando os dois lados. A maioria de sua população (cerca de um milhão e oitocentos mil habitantes) é árabe (assírios, arménios, turcomanos e minorias curdas).



Publicado por Tovi às 09:02
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Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016
Forças militares russas no Mediterrâneo

Rússia submarinos no Mediterrâneo Out2016.jpg
Segundo o Sunday Times várias fontes anónimas da Marinha do Reino Unido e da NATO informaram que à frota russa no mediterrâneo juntaram-se nos últimos dias dois submarinos nucleares do projecto 971 Shuka-B (Akula) e um outro diesel-eléctrico do projecto 877 Paltus, pressupondo-se que estes submarinos possam estar equipados com mísseis Kalibr para atacar alvos na Síria, nomeadamente a cidade de Aleppo. Os homens de Vladimir Putin dizem não haver razão para preocupação, pois os seus navios sempre estiveram presentes no mar Mediterrâneo.

 Comentários no Facebook

«Conceição Oliveira» >> Dizem os homens do sr. Putin que não existem razões para preocupações? Pois eu penso exatamente o contrário!...mas o que interessa ao mundo a minha preocupação?!!...

«Nuno Filipe Cardoso» >> ...é um typhonn esta classe. já desmantelada... tretas...

«Tiago Múrias Santos» >> A foto. Mas será que os que por aí andam o são assim tanto?...

 

Síria Aleppo 31Out2016.jpg
Parece já não haver dúvida que será esta semana (de 2 a 4 de Novembro) que os militares russos iniciarão uma operação de grande escala na cidade síria de Aleppo em apoio às Forças Armadas da Síria. Segundo a análise de dados de inteligência o porta-aviões russo Admiral Kuznetsov também apoiará a operação (tem capacidade para 50 aviões) e os três submarinos de combate russos que se encontram na região também tomarão parte nos bombardeamentos de grande escala contra Aleppo. Como todos sabemos a Síria está mergulhada numa guerra civil desde Março de 2011, com as tropas governamentais a oporem-se a vários grupos armados e desde 30 de Setembro de 2015, a pedido do presidente sírio Bashar al-Assad, a Rússia realiza várias operações aéreas contra as posições terroristas neste martirizado país. O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, tem declarado repetidamente que a Aliança está preocupada com a hipotética utilização do grupo naval russo recentemente chegado ao Mediterrâneo para ataques contra Aleppo, mas o director do Departamento de Cooperação Europeia do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Andrei Kelin, continua a dizer que estas afirmações são absurdas. Aguardemos… mas não foi certamente para participarem num piquenique que estes militares de Vladimir Putin vieram para a região.

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«João Greno Brògueira» >> David Ribeiro o que sempre esteve em causa neste conflito foram os interesses antagónicos na região. Uns querem que pela Síria passe um gasoduto para transportar o gás natural do Qatar para a Europa Central e outros que não querem ter concorrência ao seu gás natural. Tudo isto se tem complicado de forma grave, muito grave, através do envolvimento das "partes interessadas". Desgraçados aqueles que ficaram lá no meio ou que tiveram de fugir. Lembro que as coisas não são tão lineares como por vezes a comunicação oficial duma das partes pode querer fazer parecer. Algo que me preocupa profundamente é ver uma Europa cada vez mais incapaz de zelar pelos seus próprios interesses e ficando à mercê dos interesses de terceiros que nem sempre estão interessados nem na coesão nem no futuro económico desta zona onde vivemos. Abraço.

«David Ribeiro» >> Tens toda a razão, amigo João Greno Brògueira.



Publicado por Tovi às 08:30
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2016
A batalha pela libertação de Mossul

Mossul Out2016.jpgCom os russos a consolidarem cada vez mais a sua posição no apoio a Bashar al-Assad na guerra civil da Síria, não é de admirar que os EUA tenham musculado cada vez mais a luta no Iraque contra o Estado Islâmico, consubstanciada em ofensivas com meios aéreos consideráveis e forças especiais para a chamada guerra não-convencional. Nas operações estratégicas para a conquista de Mossul, que teoricamente estão a cargo do governo iraquiano, participam, além do exército “desbaathificado” e, portanto, dominado por milícias xiitas, os sempre presentes combatentes curdos e grupos de “voluntários” armados e treinados pelo Irão, numa salgalhada de obediências políticas diversas e tradicionalmente inimigas, o que diz bem da situação em que se encontra aquela região. A ofensiva em curso para a conquista de Mossul, terceira maior cidade do Iraque, vai certamente desencadear a fuga de grande parte dos cerca de milhão e meio de habitantes, além de ser mais do que provável a sabotagem pelo EI em retirada das vária pontes sobre o rio Tigre e dos sistemas de electricidade e abastecimento de água, criando uma catástrofe humanitária de proporções inimagináveis. Será que a “coligação” iraco-americana conseguirá policiar a região após a sua conquista?... E o DAESH, ao ver-se derrotado em Mossul, aceitará ser privado de território e pôr fim à ilusão utópica do califado?... Não será que tudo isto irá aumentar as acções terroristas por esta Europa fora?... As coisas não estão fáceis e a culpa é toda nossa que andamos durante demasiado tempo a assobiar para o lado e a ignorar os grupos jihadistas que viviam ao nosso lado.

 

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«Rogerio Silvestre» >> faz lembrar: "se tens pau pega lá no teu...." todos criaram o problema e ninguém resolve, mas o orgulho, esse é o ultimo a morrer… tudo o o rsto é colateral e coisa da ONU, com sede duvidosa

«Conceição Oliveira» >> Não tenho a pretensão de saber discutir estes conflitos que fazem o mundo viver uma instabilidade sem igual... além de tanto sofrimento a milhões de pessoas!...Apesar da minha ignorância no assunto penso que tudo isto é um embróglio de interesses e fanatismo sem igual?!... Será que os todos poderosos do mundo não têm capacidade de pensarem nas atrocidades que cometem diáriamente contra o ser humano?!...

«Vanda Salvador» >> É uma situação dramática, para o nosso mundo. O mais triste é que sempre nestes conflitos, aliás foi sempre asim ao longo da História, o que prevalece são os interesses económicos.



Publicado por Tovi às 10:15
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