"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sábado, 29 de Abril de 2023
Mais um episódio da "telenovela" TAP... e que episódio

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E o que mais se virá a saber?...

 

  Versão na íntegra do assessor demitido por João Galamba
No dia 16 de Janeiro de 2023, de manhã, realizou-se uma reunião preparatória na qual participaram o ministro das Infra-estruturas, João Galamba, a então CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, Frederico Pinheiro, adjunto do ministro, e Manuela Simões, directora do departamento jurídico da TAP. A reunião teve como objectivo articular com a TAP a gestão da informação a ser efectuada pela CEO na audição parlamentar agendada para essa semana, dia 18 de Janeiro.
Entre outras interacções, nessa reunião o ministro das Infra-estruturas informa a CEO da TAP de que no dia seguinte se realizará uma reunião preparatória da audição parlamentar entre o GPPS e o Ministério das Infra-estruturas.
Nesse dia 16 de Janeiro à tarde a CEO da TAP comunica por telefone ao adjunto Frederico Pinheiro a intenção de participar na reunião preparatória do dia seguinte, entre o Ministério das Infra-estruturas e o GPPS. De imediato Frederico Pinheiro informa por escrito o ministro das Infra-estruturas da intenção da "TAP" participar na reunião, tendo João Galamba dado autorização. De imediato Frederico Pinheiro envia um email aos serviços do Ministério das Infra-estruturas para enviarem os convites para a participação da CEO da TAP na reunião, a realizar no dia seguinte via plataforma Zoom.
No dia 4 de Abril de 2023, Christine Ourmières-Widener torna público, durante audição na Comissão Parlamentar de Inquérito, a realização da reunião preparatória de dia 17 de Janeiro.
No seguimento da audição na CPI da então CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, o ministro das Infra-estruturas, João Galamba, reuniu comigo, no dia seguinte, para abordarmos o tema da reunião preparatória realizada a 17 de Janeiro de 2023 entre o GPPS, o Ministério das Infra-estruturas e a TAP.
O ministro das Infra-estruturas disse então não ver problema nenhum no facto de a reunião se ter realizado e reforçou que tinha sido o próprio, a 16 de Janeiro, a revelar a Christine Ourmières-Widener a existência de uma reunião preparatória entre o Ministério das Infra-estruturas e o GPPS, a realizar a 17 de Janeiro.
Nesse momento, o adjunto Frederico Pinheiro indica ter tomado notas da reunião, que registou no computador. Resumiam o que tinha sido abordado em ambas as reuniões e partilhou, oralmente, os seus apontamentos, tendo ficado claro que, naquela reunião de 17 de Janeiro, tinham sido articuladas as perguntas a serem efectuadas pelo GPPS e tinham sido referidas as respostas e a estratégia comunicacional da CEO da TAP.
Ficou indicado que, em caso de requerimento pela Comissão Parlamentar de Inquérito, as notas não seriam partilhadas por serem um documento informal.
A 6 de Abril é emitido um comunicado do Ministério das Infra-estruturas, que não teve a concordância de Frederico Pinheiro, onde se indica que Frederico Pinheiro esteve presente na reunião de 17 de Janeiro em representação do Ministério das Infra-estruturas.

Entretanto, a 24 de Abril é indicado a Frederico Pinheiro pela técnica Cátia Rosas que o gabinete ia responder à CPI, no âmbito de um requerimento, que não existiam notas da reunião. Nesse momento, Frederico Pinheiro indica à técnica que, como sabia, tal era falso e que, no seguimento do comunicado de dia 6 de Abril, era provável que Frederico Pinheiro fosse chamado à CPI e que, nesse momento, seria obrigado a contradizer a informação que estava naquela resposta, com a qual eu discordava. A técnica Cátia Rosas disse que iria articular a resposta a enviar com o ministro das Infra-estruturas e com a chefe do gabinete que estavam em Singapura.
No dia seguinte, a 25 de Abril, o ministro das Infraestruturas contacta Frederico Pinheiro por mensagem e por telefone e, em ambas as ocasiões, Frederico Pinheiro deixa claro que a decisão que tomaram de não revelar a existência das notas teria de ser revista. João Galamba teve uma reacção irada.
Nesse mesmo dia à noite, Frederico Pinheiro envia ao ministro das Infra-estruturas por email as notas que tirou das reuniões de 16 e de 17 de Janeiro e enviou igualmente uma sugestão de mudança na resposta a enviar à CPI. A sugestão assentava na divulgação das notas tiradas na reunião de 17 de Janeiro.
No dia seguinte, o ministro das Infra-estruturas, João Galamba ligou ao adjunto Frederico Pinheiro a comunicar que estava despedido."
Frederico Pinheiro, 28 de Abril de 2023

 
Isabel Sousa BragaEu só quero saber quanto é que nos vai custar mais este ingrediente da açorda
David RibeiroNão tenha dúvida, Isabel Sousa Braga, a coisa vai ficar-nos cara.
Júlio Gouveia
Vergonha. Vergonha. Vergonha. Já nem eles eles se entendem. Até Comissões de inquérito tentam adulterar. Rua com esta gente

 

  Este cartoon é de maio de 2021... mas continua atual
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Para já desta merda toda (pardon my french) só quero saber o que tem a dizer António Costa... mas vou esperar sentado, que eu já não vou para novo.

  Júlio GouveiaTodos os dias há casos novos neste governo. Perdoem-me a palavra mas o governo mete "nojo". Oh é tentar encobrir documentos, ou é uns dizerem uma coisa outros outra, ou é ditatorialmente imporem situações, só porcarias, chatices complicações e depois mais uma vez ditadurialmente ninguém diz nada, ninguém informa nada. O sr PM cuspe para o lado, não falando não explicando. Um país que bem poderá ser chamado de República das Bananas e onde as bananas são o PM e o Sr.PR que nada faz. CHEGA de porcaria , de decadencia

 

  Primeira página do JN de hoje
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  O que Galamba pensa disto tudo ficamos agora a saber
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Explicações de João Galamba em conferência de imprensa no Ministério.
E já agora, o que pensará António Costa disto tudo?

  
Júlio Gouveia
O que o Costa pensa??? Fácil, está tudo bem não se passa nada, nem que tenha havido cenas de box dentro dum gabinete ministerial para o sr Costa está tudo bem. Continua as mentiras , os encobrimentos . O que interessa é manter os tachos e os amiguinhos no poder.
Albertino AmaralChamar a isto vergonhoso, é elogio...........
Paulo CruzO outro lado do 25 de Abril .....
Paulo NevesComo não dar uma entrevista onde ainda se enterra mais. A ensinar nas escolas de comunicação e para os senhores políticos

 

  Até o Polígrafo afirma ser FALSO o que disse Galamba
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Isabel Sousa Braga🙈 Eu fiquei com um nó na cabeça. Ahhh também fiquei com pena do homem, não lhe terem dado um copo de água e ele com a boca tão seca, não se faz, com tantos funcionários do gabinete lá ao lado 🥴
Júlio Gouveia
Estes indivíduos são uns autênticos mentirosos tentando encobrir tudo e fazendo de nós palhaços. O país já não aguenta tanta falta de vergonha, tanto descaramento , tanta arrogância
David Ribeiro - Com muita piada disse há momentos Ana Cristina Pereira Leonardo na sua página do Facebook: "Isto é macumba do Sócrates feita lá no Brasil! É a única explicação que encontro para tanta calamidade."



Publicado por Tovi às 07:46
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Segunda-feira, 6 de Março de 2023
Relatório da IGF sobre indemnização na TAP

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  Mais um capítulo da "telenovela" criada com a saída de Alexandra Reis da TAP... e que capítulo este.

 

  
Governo demite CEO da TAP e presidente do Conselho de Administração.
Luís Rodrigues é o novo presidente executivo da TAP.
O relatório da Inspeção-Geral de Finanças vai ser tornado público.
Galamba esclarece que restante administração da TAP "não cai".
Tribunal de Contas vai avaliar sanções financeiras.
"Novo CEO da TAP não receberá qualquer bónus", diz Medina.
Não haverá indemnizações no caso da CEO e chairman. Apenas "compensações devidas". 

 


Albertino Amaral
Isto é surreal.... Increditável esta falta de competência.....
David RibeiroDito assim, a Alexandra até fica bem nos últimos capítulos da "telenovela".
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Já esta senhora diz que vai "bater o pé".

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Publicado por Tovi às 18:30
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2023
O que a CEO da TAP esclareceu... ou não esclareceu

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No dia de ontem a CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, em audição na Comissão de Economia e Obras Públicas do Parlamento português, esclareceu algumas coisas... mas muito ficou por saber. Vejamos:

A presidente executiva da TAP garantiu que não teve contacto direto com as Finanças sobre a saída de Alexandra Reis e responsabilizou os advogados pelo processo. Foi o secretário de Estado das Infraestruturas que “esteve a par da proposta inicial e dos passos seguintes”. Quem também estava a par era o presidente do conselho de administração da TAP, Manuel Beja. Os motivos para o “divórcio” com Alexandra Reis foram “divergências na implementação do plano de reestruturação”.
Sobre outros dois temas que têm sido centrais no caso – a comunicação enganosa à CMVM e a não aplicação do Estatuto do Gestor Público na saída de Alexandra Reis –, Christine Ourmières-Widener atirou a responsabilidade para os advogados que assessoraram a companhia aérea. Christine Ourmières-Widener remete também para os advogados a responsabilidade pela eventual ilegalidade no processo de saída de Alexandra Reis.
Christine Ourmières-Widener considera que mantém condições para continuar à frente dos destinos da companhia aérea.
A CEO da TAP confirmou que tem à sua espera um bónus se cumprir as metas traçadas no plano de reestruturação até 2025. A própria tem dito que a companhia ficou em 2022 já acima dos objetivos traçados. Questionada por Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, sobre o valor dessa compensação extra, que garante fazer parte do seu contrato, não revelou o valor. Também não respondeu a que indemnização teria direito caso saísse sem justa causa.
Notícia da ECO aqui

 

  O que se lê por aí...
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  Quem é Christine Ourmieres-Widener (in WikiPédia)
Juventude - Christine Jeanne Henriette Ourmières-Widener nasceu em Avignon [em 21set1964], na região de Provence-Alpes-Côte d'Azur. Entre 1984 e 1987, estudou na École Nationale Supérieure de Mécanique et d'Aérotechnique (ISAE-ENSMA) onde se formou em engenharia aeronáutica. Ela também obteve um diploma de administração (mestrado em marketing) da ESSEC Business School em 1988. Posteriormente, ela seguiu o Air France Executive Management Program no CPAHEC Paris em 2000-2001 e o Senior Executive Program no International Institute for Management Development (IMD) em 2008.
Carreira - Trabalhou na Air France desde 1988, onde começou na equipe de manutenção do Concorde. As suas responsabilidades evoluíram para um papel comercial, primeiro como diretora comercial da Amadeus até abril de 1998. Finalmente, ela lidera a equipe Air France KLM para a América do Norte com sede em Nova York. Posteriormente, foi nomeada gerente geral para o Reino Unido e Irlanda da Air France, depois gerente geral da companhia aérea irlandesa CityJet após sua aquisição pela Air France, onde permaneceu de 1º de outubro de 2010 a 2015. Durante algum tempo, fez parte da European Regions Airline Association. Em junho de 2015, ela se tornou Diretora de Vendas Internacionais da American Express Global Business Travel ("GBT") em Londres, sob a direção de Philippe Chérèque, Diretor Comercial e de Tecnologia. Em 16 de janeiro de 2017, ela se tornou CEO da Flybe , uma das companhias aéreas regionais mais importantes da Europa. Depois de ter sido membro do grupo europeu de companhias aéreas ERA, foi também anunciado durante a reunião anual da sua colaboradora IATA em 2018 que tinha sido eleita para o conselho de administração desta última organização, ou seja, a primeira mulher a presidir o conselho de 31 membros desde o início desta organização. A outra única mulher a coexistir no conselho é Maria Jose Hidalgo Gutierrez , da Air Europe. Ela já havia sido nomeada administradora interina em 24 de abril de 2017, quando Fernando Pinto renunciou. Em 29 de maio de 2019, ela, por sua vez, renunciou ao cargo de CEO da Flybe, sua saída entrando em vigor em 15 de julho do mesmo ano. Essa decisão veio após problemas financeiros recorrentes na empresa, que posteriormente foi adquirida pela Connect Airways, consórcio formado pela Virgin Atlantic, Stobart Air e um investidor americano. A 24 de junho de 2021, Christine Ourmières-Widener foi nomeada CEO da transportadora nacional portuguesa TAP Air Portugal até 2024, na sequência de Miguel Frasquilho, presidente desde 2017. A empresa foi renacionalizada em julho com uma participação do Estado de 72,2% do capital da TAP SGPS, na sequência das graves dificuldades financeiras sentidas durante a crise sanitária que paralisou o transporte aéreo mundial e que conduziu nomeadamente à implementação de um rigoroso plano de reestruturação. A sua nomeação está assim ligada ao reconhecimento das suas competências no processo de transformação e reestruturação das companhias aéreas. Ela também participa da gestão da ZeroAvia.
Privacidade - Seu marido, o francês Floyd Murray Widener (maio de 1965-) é consultor. Juntos, eles são proprietários da empresa de consultoria de gestão O&W Partners Ltd desde 20 de dezembro de 2019 em Londres. Ela tem três filhos. 

 

  Afinal havia outra... 
transferir.pngTeresa Lopesque trabalhou na TAP durante mais de trinta anos, tendo ascendido à administração da empresa no final de 2014 como administradora financeira (CFO) do então presidente executivo Fernando Pinto, recebeu mais do dobro de Alexandra Reis. Acordo foi fechado em 2017 mas manteve-se desconhecido até agora. Ex-administradora ainda trabalhou até 2020 como consultora da administração. Esteve nessas funções durante cerca de um ano, então com um salário de cerca de 15 mil euros mensais. Depois da privatização, aprovada no final de 2015, a companhia teve uma nova administração, já escolhida pelos privados, David Neeleman e Humberto Pedrosa. Os privados escolheram o presidente executivo (Antonoaldo Neves) e o Estado indicou o "chairman" (Miguel Frasquilho). Fora da administração, Teresa Lopes assumiu a função de vice-presidente da área financeira da TAP, reportando ao administrador David Pedrosa. No final de 2017 – quando a empresa ainda era gerida pelos privados, mas o Estado já tinha recuperado metade do capital -, a administração da TAP fechou o acordo de saída com Teresa Lopes, num pacote que rondou 1,2 milhões de euros. Teresa Lopes ainda trabalharia com a TAP até março de 2020. No final, estaria já como consultora.



Publicado por Tovi às 08:35
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2022
O dia seguinte ao "terramoto" na TAP

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Já passava da meia-noite de ontem [quarta-feira 28dez2022] quando António Costa aceitou a demissão de Pedro Nuno Santos.

 

  As primeiras reações
PSD exige presença do primeiro-ministro em debate de urgência no Parlamento, na próxima semana: “Nunca nos habituaremos a esta partidarização do Governo e da Administração Pública” e “a esta apagada e vil desistência do país”, sublinha o “vice” Paulo Rangel.
Iniciativa Liberal anuncia moção de censura ao Governo e fala de uma “arrogância crescente”.
André Ventura defende que o executivo “começa a ficar numa situação insustentável”.
Catarina Sarmento e Castro, Ministra da Justiça, garante que Governo continua "coeso e dinâmico", mas lembra: "Há um antes e um depois de Pedro Nuno Santos".

 

  Carta de demissão de Pedro Nuno Santos
Perante todas as questões que têm sido levantadas e suscitadas ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação importa esclarecer o seguinte:
1. No seguimento da alteração acionista da TAP S.A. e da TAP SGPS que resultou na saída do acionista privado Humberto Pedrosa, a CEO da TAP solicitou a autorização do Ministério das Infraestruturas e da Habitação para proceder à substituição da administradora indicada pelo acionista privado por manifesta incompatibilização, irreconciliável, entre a CEO e a vogal do Conselho de Administração;
2. Para preservar o bom funcionamento da Comissão Executiva e, portanto, o sucesso da implementação do Plano de Reestruturação, foi dada autorização para se proceder à rescisão contratual com a Engª Alexandra Reis;
3. Neste contexto, a TAP iniciou, em janeiro de 2022, um processo tendo em vista a rescisão contratual com a Eng.ª Alexandra Reis;
4. Como resultado desse processo, a TAP informou o Secretário de Estado das Infraestruturas de que os advogados tinham chegado a um acordo que acautelava os interesses da TAP. O Secretário de Estado das Infraestruturas, dentro da respetiva delegação de competências, não viu incompatibilidades entre o mandato inicial dado ao Conselho de Administração da TAP e a solução encontrada;
5. Todo o processo foi acompanhado pelos serviços jurídicos da TAP e por uma sociedade de advogados externa à empresa, contratada para prestar assessoria nestes processos, não tendo sido remetida qualquer informação sobre a existência de dúvidas jurídicas em torno do acordo que estava a ser celebrado, nem de outras alternativas possíveis ao pagamento da indemnização que estava em causa;
6. No entanto, tendo o Ministro tido agora conhecimento dos termos do acordo e perante as dúvidas, entretanto suscitadas, solicitou à TAP explicações em torno deste processo;
7. No seguimento das explicações dadas pela TAP, que levaram o Ministro das Infraestruturas e da Habitação e o Ministro das Finanças a enviar o processo à consideração da CMVM e da IGF, o Secretário de Estado das Infraestruturas entendeu, face às circunstâncias, apresentar a sua demissão;
8. Face à perceção pública e ao sentimento coletivo gerados em torno deste caso, o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, entende, neste contexto, assumir a responsabilidade política e apresentou a sua demissão ao primeiro-ministro.

 

  E agora?... Vai a atual administração da TAP resistir?

Paulo Santos
Vai, não há dinheiro para pagar a saída.
Rui PaivaJá devia ter caído..👎😡😡😡

 

  Para conclusão do dia seguinte ao "terramoto" na TAP
(Roubado à Ana Cristina Pereira Leonardo... sim, foi roubado porque não lhe pedi autorização para o partilhar)
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Publicado por Tovi às 08:13
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2022
A ética... e os invejosos

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Joaquim FigueiredoA senhora saiu da TAP em fevereiro... não era governante. A má informação gera confusão. Foi demitida e, segundo consta, negociou a saída por um valor inferior àquele a que tinha direito. Entendo é que os salários são demasiados altos...
David Ribeiro - Claro que não houve nenhuma ilegalidade, Joaquim Figueiredo... mas houve muita falta de ética.
Joaquim FigueiredoDavid Ribeiro em quê? Essa da falta de ética não percebo
David RibeiroJoaquim Figueiredo... A ética está relacionada com a moralidade e aos bons e maus valores no relacionamento com os bens públicos... e à mulher de César não basta ser séria.
Joaquim FigueiredoDavid Ribeiro discordo... uma coisa é a ética que não vejo ter sido desrespeitada pela senhora, já a moralidade...??? Acho que o Costa esteve mal em nomear a senhora sem esclarecer o assunto. David Ribeiro é falta de ética um treinador ser despedido, a chamada chicotada psicológica, receber uma indemnização choruda e no dia a seguir estar a treinar um clube que 2 dias antes era adversário? Abraço
David Ribeiro - Joaquim Figueiredo... não é seguramente ilegal, mas pode ser falta de ética do treinador ou até do clube, depende do contexto.
Julio NogueiraJoaquim Figueiredo Concordo, falta de ética, mas mais falta de bom senso ,que quem autorizou salários tal altos. Existe um contrato o mesmo deve de ser cumprido.

 

  Contextualizando...
alexandra reis bru.jpgAlexandra Reis ingressou na TAP em setembro de 2017, foi nomeada administradora três anos depois e, com um salário de 17.500 euros por mês, recebeu, em fevereiro passado, ao fim de dois dos quatro anos de mandato, uma indemnização de 500 mil euros, por cessação antecipada do cargo de administradora executiva.

 

  As últimas do imbróglio TAP vs Alexandra Reis
Costa desconhecia antecedentes de Alexandra Reis e aguarda "esclarecimento cabal".
Alexandra Reis começou por pedir indemnização de 1,47 milhões para sair da TAP.
Respostas da TAP sobre Alexandra Reis não tranquilizam Governo. 
Comunicado conjunto de Pedro Nuno e Medina remete respostas da transportadora aérea sobre a indemnização paga a Alexandra Reis para orgãos de fiscalização, 
Inspeção Geral das Finanças e CMVM.
Primeiro-ministro diz que IGF e CMVM vão avaliar legalidade da indemnização da atual secretária de Estado, mas também o cumprimento de todos os deveres de transparência pela TAP.

 

  Ao fim do dia de ontem...
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  David RibeiroUt sementem feceris, ita metes (Tradução: Cada um colhe o que planta). Esta frase bastante antiga foi usada pelo filósofo e orador Cícero (106-43 a.C.) em seu discurso sobre retórica intitulado Do Orador, escrito no ano 46 a.C. “Plantar” é metáfora das nossas ações, sejam elas quais forem. A ideia por trás da frase é que a vida é guiada por uma lei de causa e efeito, semelhante ao carma de algumas religiões. Se a “colheita” é boa ou má, isso não se deu de forma gratuita: é tão somente fruto das nossas ações.

 


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  Jose Pinto PaisRonaldo? Ahhh agora percebi o Rolls de Natal do Ronaldo .... 500 mil, está esclarecido

 


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Pedro Nuno Santos explicou, em comunicado, que "face à perceção pública e ao sentimento coletivo gerados em torno" do caso da TAP, decidiu "assumir a responsabilidade política e apresentar a sua demissão". Pedido aceite, pouco tempo depois, por António Costa.



Publicado por Tovi às 07:41
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Domingo, 18 de Outubro de 2020
A opinião livre, lúcida e independente de Rui Moreira
O Estado detém agora 72,5% do capital da TAP… Quem ficou a ganhar?
 
     No Expresso deste fim-de-semana

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É difícil gostar de quem nos abandona
Há quatro anos, em “TAP- A Caixa Negra”, escrevi que não é uma empresa vulgar. É a última das “empresas coloniais”. A reversão parcial da privatização, ocorrida então, constituíra uma medida meramente ideológica, porque o Estado abdicou, ao recuperar a posição dominante, de ter voz na gestão corrente e na estratégia que determinaria o serviço a prestar. Ao optar por ser “silent partner”, o Estado deixara que a empresa continuasse a ser gerida unicamente pelo Sr. Nielman. Por critérios exclusivamente privados.
O que se passou entretanto? Sem surpresa, Antonoaldo Neves revelou-se mais competente que o seu antecessor. Fernando Pinto, para além da tragédia do “handling” no Brasil, capturou as loas da subserviente clientela opinativa da capital, mas deixou a TAP em situação de aflição. Antonoaldo arrepiou caminho. Concluiu que a política de abandono do Porto e a concentração no “hub” de Lisboa constituíra um erro crasso: a concorrência aproveitara a saída da TAP de um importante segmento do mercado, e assegurou as ligações directas que a crescente procura pelo aeroporto do Porto ia viabilizando, enquanto a ponte aérea se saldara num fracasso por razões operacionais resultantes da inadequação da frota e do esgotamento da Portela.
Quando a crise bateu à porta, a TAP ensaiava essa inversão de rumo. Estava em curso a retoma dos voos directos do Porto para os EUA e Brasil. Nielman desenhara um plano de reapetrechamento com a aquisição de 71 aviões à Airbus que resultaria em economias operacionais e no reforço da componente intercontinental, apesar das eternas dificuldades com os tripulantes de cabine devido aos privilégios e benesses desajustados à concorrência e à operação de uma companhia contemporânea.
Se o primeiro trimestre anunciava um possível resultado positivo em 2020, a pandemia tornou tudo irrelevante. Com os aviões em terra, os privados procuraram, legitimamente, mitigar as suas consequências. Nielman fez o “bluff” que lhe interessava: provocou o Governo, que se viu confrontado entre deixar a companhia ir à falência ou intervir de forma musculada. A opção pela renacionalização era expectável, pela tentação ideológica e pelo interesse que a TAP tem para a capital. Invocou-se, aliás, o turismo de Lisboa como argumento para manter a companhia. Um argumento insólito, porque mal estaria Lisboa se precisasse da TAP para ser competitiva enquanto destino turístico de excelência, e porque esquece que o Norte, o Algarve e a Madeira também têm turismo. E não têm a TAP.
Sei que alguns continuarão a dizer que, se a TAP não oferece serviço ao Porto, é porque esse não é um bom negócio. Disseram-no quando era semiprivada, e continuarão a dizê-lo agora. Curiosamente, o que para a TAP é mau negócio parece ser bom negócio para a Lufthansa, companhia de bandeira que hoje transporta mais passageiros de e para o Porto do que a TAP e não custa um cêntimo ao nosso erário público. Mas, admitindo que a realidade económica das duas companhias de bandeira seja diferente, fica a questão: se a TAP deve olhar ao bom negócio, conseguirá demonstrar que o negócio que concentra (de e para Lisboa) é bom e algum dia será sustentável?
A verdade é que o Estado detém agora 72,5% do capital. Quem ficou, para já, a ganhar? Seguramente o accionista estrangeiro (que salvou algum património e se libertou de garantias), os bancos financiadores, e os trabalhadores históricos da TAP.
O que ninguém conseguiu explicar é onde começa e termina o interesse estratégico de manter a empresa. Ninguém nos disse que parte da operação é estratégica para o interesse nacional, ou quem e como chegou a essa conclusão. Ninguém avaliou o custo comparado de proceder à liquidação ordeira (envolvendo os accionistas privados e salvaguardando direitos laborais) ou de manter esses accionistas e partir para a criação de duas novas empresas aéreas mais sustentáveis e com um diferente grau de especialização: um operador de bandeira e um operador intraeuropeu, como tem sucedido com outras companhias europeias.
Sabe-se que a TAP acaba de anular ou adiar as encomendas à Airbus e avalia a venda de alguns dos seus 108 aviões e a devolução de outros que opera em regime de locação; que perdeu quase 200 milhões de euros em contratos de combustíveis e em cambiais; que a dívida bancária já excede 1,4 mil milhões de euros; que reduziu significativamente o seu quadro de pessoal e que, como é típico em Portugal, os sacrificados foram os trabalhadores mais recentes, com contrato a prazo, enquanto os outros mantêm todos os seus direitos e benefícios. E sabe-se que a empresa já recebeu 40 porcento do empréstimo de Estado de 1,2 mil milhões de Euros, faltando apresentar a Bruxelas um plano de reestruturação.
Em 2016, na conclusão do meu livro, escrevi que, não querendo ter razão, temia que estivéssemos a assistir ao fim da empresa, que fossemos ser chamados, enquanto contribuintes, a pagar o seu gigantesco passivo e acabássemos então, mais pobres, sem glória e sem companhia de bandeira. Ainda que por razões diferentes, e em contexto mais difícil, a minha preocupação é hoje apenas maior.
“A TAP é do povo português para o bem e para o mal”, disse o Ministro. É uma lapalissada que a ninguém comove. O que importa é perceber para que nos serve, a quantos de nós serve. Para que não seja um vício caro, numa altura em que tantos estão a perder os seus empregos e os seus negócios, é necessária uma reestruturação que dificilmente será feita na esfera da gestão pública, e que dificilmente questionará velhos paradigmas. Se o interesse estratégico é, apenas, o de promover Lisboa, então concentrem a operação na capital mas disponibilizem verbas proporcionais ao Norte, ao Algarve, à Madeira e aos Açores que seguramente não terão dificuldade em encontrar outros motores, e outros operadores aéreos que apostarão na sua retoma. Se o interesse estratégico é o de garantir ligações estratégicas às regiões autónomas e a alguns PALOP, coisa que a TAP não tem feito de forma regular ou eficiente, então avaliem o custo e recordem-se que temos três aeroportos no continente.
E, por favor, não digam que não gostamos da TAP. É difícil gostar de uma empresa que de pouco nos serve, que nos abandona à primeira dificuldade, e que não serve os interesses do povo.



Publicado por Tovi às 07:26
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2020
As quatro rotas da TAP no aeroporto do Porto

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Se as quatro rotas criadas recentemente no aeroporto do Porto (para Amesterdão, Milão, Zurique e Ponta Delgada) são "neste momento um prejuízo para a TAP", então ‘bora lá, senhor ministro Pedro Nuno Santos, acabar com elas… mas depois não nos venha dizer que é preciso mais dinheiro para a transportadora aérea.

 

   Comentários no Facebook

Rui Moreira - As boas notícias da TAP. Pelos vistos, são as quatro rotas do Porto que dão prejuízo à TAP. As rotas de Lisboa darão lucro. A nova rota Lisboa/Bilbau deve ser um “must” em termos de rentabilidade e importantíssima para uma estratégia nacional. Promover visitas ao Gugenheim basco é “top”. Mas, senhor Ministro, são boas notícias. Se são as quatro rotas do Porto que dão prejuízo, pare com elas. Mas, por favor, incorpore a TAP na Carris ou na muito rentável Soflusa. Nós não nos importamos, havemos de encontrar uma solução. Para Lisboa é óptimo: fica com a TAP que, sem o prejuízo do Porto, deixa de ser um perdócio. Para o resto do país - para a província em que alegremente nos incluímos - é uma maravilha, porque a TAP deixa de nos custar dinheiro.
 
 
   Afinal...

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Publicado por Tovi às 09:19
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2020
TAP e EFACEC... grandes mexidas

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O acordo entre o governo português e o empresário norte-americano David Neeleman foi concluído com sucesso, anunciaram esta quinta-feira à noite os ministros das Infraestruturas e das Finanças. Pedro Nuno Santos explicou que "esta opção a que chegámos não era a opção inicial do Estado português". Mas ela evita litígios e garante a paz na empresa. Já o ministro das Finanças, João Leão, referiu que o acordo agora alcançado é uma forma de evitar o colapso da empresa. O acordo alcançado levará à saída de David Neeleman do capital da TAP. O Estado compra-lhe os 22,5% por 55 milhões de euros e passa a controlar a empresa, com 72,5%. Além disso, a Azul, empresa brasileira de que Neeleman é acionista e presidente do conselho de administração, renuncia ao direito de converter o seu empréstimo obrigacionista de 90 milhões de euros em capital. Além disso, Neeleman renunciou aos direitos às prestações acessórias (empréstimos dos acionistas à empresa). Neeleman e Humberto Pedrosa, o outro acionista privado da TAP, colocaram cerca de 220 milhões de euros na empresa. Pedrosa, presidente do grupo de transportes Barraqueiro, vai manter os seus 22,5% na TAP, estando os restantes 5% nas mãos dos trabalhadores.

 

   Nacionalização da Efacec

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, anunciou esta quinta-feira a nacionalização da Efacec, após a reunião de Conselho de Ministros, lembrando tratar-se de "uma empresa centenária, com uma reputação de excelência na engenharia portuguesa". O Estado fica temporariamente com 71,5% da empresa, a participação de Isabel dos Santos. E abrirá de imediato um processo de reprivatização, avançou o ministro. Já há uma lista de candidatos à compra da participação da investidora angolana, um processo que já está em curso há alguns meses.

 

  Comunicado do Conselho de Ministros de 2 de julho de 2020



Publicado por Tovi às 23:50
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Terça-feira, 26 de Maio de 2020
TAP quer condenar o Porto a novo confinamento

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Foi conhecido esta semana o plano de voo da TAP para os próximos dois meses, sendo que a maioria dos voos que vão ser retomados partem de Lisboa (11 destinos em junho, 42 em julho), ficando a operação no Porto limitada às ligações para Paris, Luxemburgo e Madeira (Funchal), apenas em julho (com um total de sete frequências). Retomada a 18 de maio, com três voos por semana, em vez de 91, a ponte aérea entre Lisboa e Porto (operada a partir de Lisboa) será aumentada apenas em julho, com um aumento para 21 frequências semanais. A confirmarem-se estas informações, não há dúvida que tudo isto é um insulto ao Norte, região que tem o tecido empresarial que mais exporta e mais contribui para o desenvolvimento do país, parecendo até que a nossa companhia de bandeira “está a tentar impor um confinamento ao Porto e Norte (…) a TAP nunca perdeu o vínculo de ser uma empresa de caráter colonial e a sua estrutura nunca pensou de outra maneira”, como afirmou Rui Moreira na conferência de imprensa de hoje, onde estiveram presentes também o presidente da Entidade de Turismo do Porto e Norte, Luís Pedro Martins, os presidentes das Câmaras da Maia, António da Silva Tiago, de Viana de Castelo, José Maria Costa, e de Vila Real, Rui Santos.

  TAP quer condenar o Porto a novo confinamento

 


O Presidente da República afirmou esta terça-feira à agência Lusa que "acompanha a preocupação manifestada por vários partidos políticos e autarcas relativamente ao plano de retoma de rotas da TAP, em particular no que respeita ao Porto".


O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, desafiou hoje a TAP a corrigir o plano de rotas aéreas tornado público, considerando que a decisão da Comissão Executiva da transportadora aérea de reduzir voos e destinos “lesa o interesse nacional”. 

 

   19h00 de 27mai2020
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Publicado por Tovi às 16:56
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017
A TAP continua a desprezar o Porto

Vários deputados socialistas eleitos pelo círculo do Porto (incluindo Tiago Barbosa Ribeiro) apresentaram na Assembleia da República várias questões ao Governo sobre a TAP. Ficamos a aguardar respostas.

 

 
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Assunto: Política comercial da TAP contrária ao Porto
Destinatário: Ministro do Planeamento e das Infraestruturas

Exm.º Sr. Presidente da Assembleia da República,
A TAP Portugal é uma companhia aérea portuguesa cuja maioria do capital é hoje em dia controlada pelo Estado Português, tendo por isso obrigações de serviço público em relação a todo o país que estão em risco no Aeroporto do Porto.
Ao longo dos anos, a TAP tem vindo a desinvestir neste aeroporto fundamental para o país, uma infraestrutura que lidera no contexto do noroeste peninsular, que ultrapassou recentemente os nove milhões de passageiros e que tem vindo a ser distinguido pelo Airports Council International como um dos melhores aeroportos europeus.
Esse desinvestimento evidencia-se pelo recente corte de ligações do Porto para a Europa, incluindo aquelas com especial relevância para o tecido produtivo da região (Milão, Roma, Barcelona e Bruxelas), pela clara redução de voos intercontinentais, pela criação de uma ponte área para levar passageiros em escala para outras ligações em Lisboa e, de uma forma geral, por opções contrárias ao reforço da presença da TAP no Porto, incluindo nas contratações de trabalhadores.
Agravando esta situação, ontem foi noticiado que as viagens de longo curso com escala em Lisboa operadas pela TAP ficam mais baratas a partir de Vigo que do Porto, desviando desta forma a procura galega pelo aeroporto do Porto e introduzindo uma desigualdade que pode atingir centenas de euros para os mesmos voos.
Ou seja, não só a TAP decidiu concentrar a maioria dos voos intercontinentais em Lisboa, eliminando essas opções no Porto, como fomenta a sua escala de procura em Vigo, em claro confronto com o aeroporto do Porto. Para os deputados socialistas signatários desta questão, esta opção é intolerável e reforça um centralismo feroz que agrava disparidades regionais e que afronta o interesse nacional.
A TAP não é uma companhia privada e, a partir do momento em que o Estado recuperou parte do capital da companhia, é fundamental que a TAP assegure o serviço público em todo o país.
Desta forma, as opções comerciais desta companhia não são uma mera decisão da gestão mas sim uma consequência do papel que o Estado deve ter na TAP.
Face ao acima exposto, venho ao abrigo do disposto na alínea d), do artigo 156º da CRP e da alínea d), do nº 1, do artigo 4º do RAR, colocar ao Governo, através do Senhor Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, as seguintes questões:
1. O Governo considera aceitável que uma companhia de bandeira portuguesa, controlada maioritariamente por capitais públicos, tenha uma política comercial desta natureza?
2. O Governo tem conhecimento que a TAP estimula a procura do aeroporto de Vigo em detrimento do aeroporto do Porto?
3. O Governo tem conhecimento do contínuo desinvestimento da TAP no aeroporto do Porto, para o qual a ponte área apenas reforça a concentração da procura no «hub» de Lisboa?
4. O Governo deu ou vai dar indicações à Administração da TAP para que corrija esta situação?
5. Em caso negativo, e perante o que aqui está descrito, o Governo considera que a recuperação do controlo público da TAP está a permitir salvaguardar os interesses nacionais?
Palácio de S. Bento, 1 de Fevereiro de 2017



Publicado por Tovi às 09:17
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Terça-feira, 5 de Abril de 2016
TAP - Caixa Negra

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Acabei ontem de ler (e de sublinhar as partes mais importantes, como é meu hábito) a obra «TAP – Caixa Negra», magistralmente escrita por Rui Moreira e Nuno Santos. E não há dúvida que “o Norte não pode continuar a ser olhado com desprezo pelos poderes que, entrincheirados na capital, olham o Porto com paternalismo, sobranceria e despeito. Por isso, esta guerra valeu a pena; porque o Porto não pode aceitar rebuçados, quando o que lhe devem é muito mais. Valeu a pena porque sempre que quiserem voltar a fazer uma maldade ao Porto vão ouvir a minha voz [de Rui Moreira] e vão hesitar. Por isso, esta guerra valeu a pena. E não acabou.”

 

  Comentários no Facebook

«Nuno Santos» >> e fica fisicamente escrito. Para memória futura.

«Margarida Menezes» >> Será melhor, porque o calôr do sul, às vezes queima alguns neurónios!

«Jose Bandeira» >> Gostaria de citar algumas das últimas palavras de Rui Moreira na "Conclusão", que passo a citar: "O que faltou, mais uma vez, ao Porto e ao Norte foi um apoio das forças partidárias, na sua representação no Parlamento. Mais uma vez, os deputados eleitos pelos Círculos do Norte e Centro não foram capazes de pôr de lado as suas divergências partidárias. Também é verdade que, desta vez, algumas das elites da região se abstiveram, falaram pouco e baixinho. Compreendo que não estejam disponíveis para serem destratados e ofendidos, mas seria importante não esquecerem que a sua participação cívica continua a ser essencial." (sic) Reproduzo tal como está no texto, embora possam imaginar o quanto gostaria de colocar uns sublinhados.

«Jorge Oliveira E Sousa» >> E o culpado somos nós os do Norte. Por um lado aceitamos pacificamente que um alentejano ou lisboeta entre em qualquer lista de qualquer partido como representando distritos do Norte. Devemos avaliar a justeza e interesse em desenvolver o Movimento Pró-Partido Norte

«Jose Bandeira» >> Eu cá advogaria a formação do PPCT (Partido dos Portugueses Com Tomates). Fazendo fé na nossa História penso que o Norte estaria em larga maioria.

«Tiago Vasquez» >> Caro José, com algumas viagens feitas, penso que os membros do PPCT estarão na sua maioria na diaspora. Se for a Joanesburgo, a Goa, a Macau, a Caracas, a Nampula vê lá muita dessa gente. No entanto se nos deixarmos ficar no território nacional penso que eles estarão na sua larga maioria no Norte e Ilhas, com alguns casos no Algarve. O que nós temos no Norte a mais que os outros é a capacidade organizativa, a vontade, a força familiar, um clima menos quente e o orgulho de sermos Portucale. Com o líder certo isso virará uma tempestade perfeita, porque o maior problema, a maior dificuldade, é a de unir o povo do Porto e do Norte. Vamos! A guerra não valeu a pena David, a guerra só agora começou!

«Jose Bandeira» >> Com toda a honestidade intelectual temos que assumir isso como um facto. Tenho que fazer uma ressalva, salientada por Tiago Vasquez, a Diáspora é hoje uma das nossas melhores armas na luta pela afirmação de Portugal no mundo e pela transformação do nosso país. Cada português que regresse vem com um projecto de vida e com visão de mundo.

«Tiago Vasquez» >> Sem dúvida e eu sou um deles depois de 10 anos no mundo Anglo-Saxónico. Mas precisamos de muito amor à Pátria para ir seguindo por cá, sendo a possibilidade da abertura de uma guerra contra o centralismo, uma grande motivação! Onde nos alistamos?

«Jose Bandeira» >> Gostaria de poder responder à sua questão; eu próprio quero alistar-me!



Publicado por Tovi às 09:09
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Sábado, 2 de Abril de 2016
Regionalização, já!...

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Valente de Oliveira, autor do prefácio de «TAP – Caixa-Negra», levantou bem alto a bandeira da Região Norte ao afirmar não haver dúvidas que com este livro Rui Moreira “assume o desígnio da regionalização e dá voz a essa luta que não deixa ninguém indiferente”.

  Comentários no Facebook

 «Jose Riobom» >> Regionalização ?.....ontem já era tarde.....

«Cecilia Bastos» >> E o PS aqui enredado!

«Pedro Baptista» >> O PS acabou... e, pelo que é, não fará falta nenhuma...

«Jose Rocha» >> TAP/PT/BES os falhanços completos da elite centralista. Seria bom mudar algo, só para não repetir erros.

 

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Já era tempo dos destinos da Região Norte estarem na mão dos cidadãos desta região. E para isto era só necessário que a eleição da CCDR-Norte fosse por voto universal dos nortenhos e não por nomeação do Terreiro do Paço.

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» >> Eleger o governo regional!

«Isabel Barbosa» >> Concordo inteiramente

«José Camilo» >> BASTA.

«João Cerqueira» >> Cuidado. Isto interessa ao governo, que tenta desviar investimento para Lisboa. A união das instituições do Norte, tem de se manter sólida.

«Raul Vaz Osorio» >> Sim já era tempo. Também já era tempo de a região falar a uma só voz, pois estas divisões só fortalecem o poder central. Naõ tenho conhecimento da situação concreta, mas acho que o mínimo que a câmara do Porto tem que fazer é explicar o nim que deu. Não o esperava.

«Tiago Vasquez» >> Claramente

«Vanda Salvador» >> Concordo. Estamos fartos de andar "a reboque" do poder central que goza e se aproveita do Norte.



Publicado por Tovi às 09:31
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Terça-feira, 22 de Março de 2016
Rui Moreira em "guerra séria" contra a TAP

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A guerra do presidente da Câmara do Porto com a TAP conhece esta terça-feira um novo capítulo. Rui Moreira e o seu adjunto, Nuno Nogueira Santos, escreveram TAP - Caixa Negra, uma obra lançada pela editora Almedina, prefaciada pelo antigo ministro Luís Valente de Oliveira e que vai ter lançamento hoje ao fim da tarde, no auditório da Fundação de Serralves, com apresentação de António Lobo Xavier. Nesta obra sobre os bastidores das batalhas travadas pela Cidade Invicta para que a transportadora aérea permanecesse no aeroporto Sá Carneiro, constam dados sobre a actividade da TAP e da sua operação no Brasil, pormenores desconhecidos acerca da vinda da Ryanair para Portugal, jantares secretos e cartas a vários primeiro-ministros. Leitura obrigatória para as gentes do Norte.

 

 O auditório da Fundação de Serralves foi pequeno para tanta gente que veio à apresentação de TAP - CAIXA NEGRA.

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Publicado por Tovi às 08:27
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016
Região Norte ao lado de Rui Moreira

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Teve lugar ontem na sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), uma reunião do Conselho Regional do Norte cujo único ponto da agenda era as alterações de rotas a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e as consequências para o tecido empresarial e institucional da Região do Norte. Esta reunião juntou o presidente, vice-presidente e vogais do Conselho Regional do Norte e ainda os presidentes das comunidades intermunicipais da região e da Área Metropolitana do Porto, a Entidade Regional de Turismo Porto e Norte, representantes do tecido empresarial além dos autarcas da Maia, Matosinhos e Porto, bem como presidente da CCDR-N. No final, o presidente do Conselho Regional, Paulo Cunha, também presidente da Câmara de Famalicão, comunicou aos jornalistas ter havido uma posição comum unânime que, em traços gerais, apoia as posições que Rui Moreira tem tomado desde que foram conhecidas as supressões de rotas a partir do Aeroporto Sá Carneiro. Num comunicado entregue no final aos jornalistas, pode ler-se que o Conselho decidiu "apoiar todas as iniciativas que se destinem a defender e reforçar a referida importância estratégica do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, bem como levar esta matéria à atenção do XXI Governo Constitucional, na pessoa do Senhor Primeiro-Ministro Dr. António Costa, sensibilizando-o para que colabore com os propósitos que aqui assumimos de que a TAP seja posicionada como um ativo de interesse e ao serviço da coesão nacional, enquanto ‘companhia bandeira’ que é, geradora de consensos e de mais-valias para todos e da Comissão Executiva da TAP, manifestando frontal discordância perante as decisões anunciadas". O Conselho Regional, que congrega mais de 60 municípios da região norte, decidiu ainda agendar uma reunião para o início do próximo mês de abril, para avaliar evolução da situação e ponderar medidas a adotar.

  Comunicado do Conselho Regional do Norte



Publicado por Tovi às 00:39
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2016
O “entalanço” da salsicha fresca

Só Rui Moreira sabia explicar na perfeição todo este imbróglio criado por alguma imprensa portuguesa sobre as declarações do alcaide de Vigo. Ora vejam:

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 Já agora... que estas coisas são importantes.

Este gráfico mostra bem quem é quem, no que a aeroportos diz respeito, no Norte de Portugal e na Galiza.

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 Faro de Vigo

La política centralizadora de la Xunta no logró retener al pasaje gallego en Galicia por no ver - o no querer ver - lo que se denunció desde Vigo reiteradamente: que el pasaje del Sur de Galicia se desviaban en masa a Oporto.

 

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«Gonçalo Moreira» >> Absolutamente nojento o Caballero a dizer que sempre se "portou bem" e por isso Vigo foi comido de cebolada. Pois isso só acontece porque ele tem a mania que devia de ser o centro na Xunta, e nunca percebeu que se tem que articular com Santiago e com a Coruña. Mais um que vive a olhar para o umbigo. Aliás basta ver que (não ajudado pela crise) desde que iniciou o seu mandato em 2007, Vigo quase desapareceu.

«Tiago Vasquez» >> Mostra que a Galiza regionalizada tem dificuldades de união de politicas.

«Gonçalo Moreira» >> Muita verdade. Mas na minha opinião isso passa por terem deixado de ter uma Xunta forte. O Fraga Iribarne tinha essa capacidade aglutinadora que infelizmente se perdeu.



Publicado por Tovi às 09:07
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