"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 15 de Outubro de 2021
Acordo de governação na Câmara do Porto

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A democracia é isto, saber encontrar parcerias capazes de validarem um projeto governativo para a nossa Cidade.

Com este acordo a quatro anos o Executivo Municipal fica assim: Rui Moreira + PSD = 8 vereadores (em 13 eleitos).
Na Assembleia Municipal teremos 15 deputados do movimento de Rui Moreira + 8 do PSD + 6 Presidentes de Junta (de Rui Moreira + PSD), num total de 29 deputados (para um total na AM de 46 deputados).
 
 

  Comunicado do Movimento Aqui Há Porto
O Movimento Aqui Há Porto, na sequência dos resultados eleitorais, deu início a uma reflexão no sentido de construir uma solução de governabilidade para a cidade.
O PSD, respeitando o princípio de que quem ganha as eleições autárquicas governa, mostrou disponibilidade para apoiar uma solução que incorpore algumas das suas principais propostas para a cidade, nomeadamente na redução da carga fiscal, na transferência de competências para as freguesias, na mobilidade, na criação de uma rede de creches e na redução da fatura da água.
Este acordo é feito com o objetivo de garantir a estabilidade governativa e acordar medidas para o futuro da Cidade.
O PSD não terá representação nos pelouros executivos, assim como nas empresas do universo municipal.
Na Assembleia Municipal, o PSD irá apresentar a candidatura do Prof. Sebastião Feyo de Azevedo, antigo reitor da Universidade do Porto, como candidato a Presidente da Mesa deste Órgão. Esta candidatura será subscrita e apoiada pelo Movimento Aqui Há Porto.
Francisco Ramos, Presidente do “Porto, O Nosso Movimento” refere “o Dr. Miguel Pereira Leite, empenhado, como sempre, numa solução de estabilidade e governabilidade não será recandidato ao cargo. O Movimento agradece e enaltece o trabalho que desenvolveu, ao serviço da Cidade, ao longo dos últimos 8 anos na liderança da Assembleia Municipal”.
Miguel Seabra, Presidente do PSD Porto, “enaltece a candidatura do Professor Sebastião Feyo de Azevedo, personalidade de reconhecido mérito na Cidade e no País, que muito prestigiará a Assembleia Municipal e o Porto”.

 
 
  Comunicado de Miguel Pereira Leite
Queridas Amigas e Amigos,

Na sequência das conversações que têm existido ao longo das últimas semanas na sequência dos resultados eleitorais do passado dia 26 de Setembro, algumas das quais que já vêm sendo objeto de vários comentários na Imprensa, foi alcançado um princípio de acordo que torna possível assegurar a governabilidade da Cidade ao longo dos próximos 4 anos.
Foi-me assegurado que esse acordo será formal, escrito, assinado e será tornado público – e, embora desconheça o seu teor em rigor, creio que os seus aspetos essenciais vos serão dados a conhecer de seguida.
Em conversações com o Dr. Rui Moreira, Presidente eleito da Câmara Municipal a quem saúdo, a última das quais teve lugar hoje, esta mesma manhã, foi-me transmitido que este Acordo lhe assegura as condições essenciais de Governabilidade da Cidade.
Os acordos – como bem sabem – têm sempre condições de parte a parte e, deste acordo, resulta a exigência pela outra parte de ser atribuído ao seu candidato o lugar de Presidente da Assembleia Municipal.
Mediante estes factos, mediante este acordo que, repito, será formal e público, tomei hoje mesmo a decisão de não apresentar a minha candidatura à Presidência da Assembleia Municipal do Porto.
Nas presentes circunstâncias, esta é uma decisão minha, pessoal e inalieável.
Quero que saibam que:
i)  Tomei esta decisão por inabalável lealdade aos ideiais que me orientam no exercício da minha participação cívica e da minha ação política e que me / nos trouxeram até aqui e que convosco e com todos partilhei nesta última eleição – eleição essa que, nunca é demais recordá-lo, vencemos!
ii)  Por lealdade, respeito, consideração e gratidão a todos os elementos – sem exceção ou esquecimento – de uma equipa que comigo cruzaram este caminho que nos trouxe até aqui, parte da qual se encontra aqui presente.
iii)  Por lealdade a quem tem de assumir a gestão e a governação deste nosso Porto – o Dr. Rui Moreira, Presidente da Câmara eleito e líder aclamado deste nosso Movimento.
iv)  Por uma inquebrantável lealdade à nossa cidade do Porto, aos nossos concidadãos, por quem somos eleitos para servir e que de nós esperam uma governação responsável! E que, pela minha parte, tudo farei para que existam condições para assegurar.
Nunca temi as eleições, mas também nunca estive agarrado a cargos ou lugares e esse foi sempre um valor que também nos uniu.
Agradeço reconhecidamente a confiança que em mim depositaram ao longo destes já longos anos de exercício destas funções.
Sabem que podem e poderão contar sempre comigo e a todos desejo um bom Mandato, unidos em redor do Presidente da Câmara eleito e dos princípios e valores que sempre nortearam esta nossa caminhada.
Miguel Pereira Leite,
13 de outubro de 2021

 

  Tiago Barbosa Ribeiro, no Facebook em 13out2021
De forma não especialmente surpreendente, o PSD entregou-se a Rui Moreira para os próximos 4 anos. É quase cómico, mas a prometida "oposição" não sobreviveu sequer à tomada de posse, no próximo dia 20. Após este acordo de bastidores, o PSD passa a somar os seus eleitos a Rui Moreira/CDS/IL e defrauda quem votou nesse partido com a expectativa da alternativa que foi apresentada em campanha.
Ao fazê-lo, como é evidente, deixa para outros partidos o trabalho de escrutínio democrático e de construção da alternativa. E o PS não faltará ao Porto nem faltará com a sua palavra. Quando perdemos isso, perdemos quase tudo. O descrédito de parte da vida política resulta da falta de palavra, dos entendimentos contra-natura e opacos, da troca de apoios por lugares.
O PSD e Rui Moreira trocaram violentíssimas acusações durante a campanha e nos debates, bateram no peito uns contra os outros, por vezes raiando o insulto. Rui Moreira chamou a um dirigente do PSD "o Putin de Paranhos", menorizou o candidato do PSD à Câmara, afirmou que Rui Rio deveria ter sido expulso do PSD, chamou-lhe "complexado", diminuiu e atacou os seus candidatos. Vladimiro Feliz, por seu turno, acusou Moreira de se "transformar num autarca vulgar", enunciou divergências radicais com Rui Moreira, descreveu-o como um "autarca ferido com o caso Selminho", que foi abundantemente usado pelo PSD como arma de arremesso eleitoral (algo que o PS, respeitando a presunção de inocência, jamais fez) e garantiu que nunca existiria qualquer entendimento entre ambos. Depois de tudo isto e bastante mais, assinam um acordo. É o acordo do descrédito.
Eu disse durante a campanha - e reiterei na noite eleitoral - que o PS iria assumir o seu papel de oposição no Porto se fosse essa a vontade dos eleitores. E, recusando participar no leilão que se verificou em certas esferas da cidade nos últimos dias, é exactamente isso que faremos. Seremos oposição construtiva, apoiando as medidas positivas para a cidade independentemente da sua origem, e trabalhando para que várias das propostas que apresentámos à cidade sejam concretizadas. O PSD desistiu, mas o PS nunca faltará ao Porto. Nem com a sua palavra.
Vamos ao trabalho!

 

  Expresso, 14out2021 às 12h16
CDU lança duras críticas ao independente Rui Moreira por deixar cair desamparado o seu candidato a líder da Assembleia Municipal, Miguel Pereira Leite, e deixa sério aviso ao CDS, despromovido relativamente ao agora parceiro de governação, o PSD.



Publicado por Tovi às 07:49
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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2021
Discussão política... entre amigos

Alfredo Fontinha 29ago2021.jpg



Publicado por Tovi às 07:43
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2021
Primeira sondagem para as Autárquicas no Porto

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Sondagem da ICS/ISCTE (para SIC e Expresso) em comparação com os resultados das Autárquicas de 2013 e 2017.

  Rui Moreira pode repetir a maioria absoluta de há quatro anos. PS baixa resultado de 2017, PSD nem chega aos 10%.

 

   Comentários no Facebook

Tiago Barbosa RibeiroNão tenho o hábito de comentar sondagens, mas vale a pena olhar para tendências. Gostaria por isso de destacar a primeira grande sondagem conhecida para a Câmara Municipal do Porto (ICS e ISCTE-IUL para SIC e Expresso). Os números sugerem o seguinte:
1. Há apenas dois candidatos que podem vir a liderar a autarquia. Um é Rui Moreira, o outro sou eu. Os descontentes e desalentados com o actual poder municipal têm uma alternativa clara para concentrar o seu voto e possibilitar a mudança.
2. O PS parte de uma posição destacada que iremos reforçar dia a dia. Está em marcha uma grande campanha com centenas de candidatos, apoiantes e voluntários. Nas últimas 4 semanas tenho estado de manhã à noite no terreno e é notório - e crescente! - o apoio ao nosso projecto.
3. Lidero uma candidatura pelo PS que vai muito para além do PS. Isto é válido para cidadãos sem partido e para tradicionais votantes de outros partidos. Respeito todos os candidatos e opções. É sabido que sempre mantive diálogo com forças progressistas do Porto e não há nenhuma razão, nem de protagonistas nem de programa, que impeça o seu apoio a este projecto. Ele é o único capaz de corporizar um mudança sem provocar uma fragmentação eleitoral que tornará inconsequente a mobilização daqueles que aspiram a outro Porto. Neste diálogo não esquecemos, porque está na nossa identidade, a sustentabilidade ambiental e a protecção dos animais.

David Ribeiro - Com toda a amizade e simpatia que tenho por Tiago Barbosa Ribeiro, e ele sabe que o tenho em grande consideração, gostaria no entanto de saber se ele ficará ou não como vereador socialista no executivo camarário, no caso mais que provável de não ganhar a Câmara do Porto.



Publicado por Tovi às 11:15
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Sexta-feira, 27 de Setembro de 2019
Tiago Barbosa Ribeiro esteve mal

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Tanto é ladrão o que vai à vinha como o que fica à porta... alegadamente.

 


Começamos agora a conhecer o que está no meio milhar de páginas da acusação deduzida pelo Ministério Público no TANCOSGATE. Está lá escrito que “foi dois meses antes da encenação da recuperação do armamento furtado em Tancos que o ex-ministro da Defesa soube da investigação secreta e ilegal da Polícia Judiciária Militar (PJM). Foi informado que esta polícia até estava a negociar a entrega do material com um dos suspeitos do assalto.”
António Costa tem razão quando diz “à Justiça o que é da Justiça e à Política o que é da Política”… mas o TANCOSGATE também é Política.



Publicado por Tovi às 09:07
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Quarta-feira, 21 de Março de 2018
A C.M.Porto salva o Liceu Alexandre Herculano

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Lá teve que ser a Câmara do Porto a salvar o Liceu Alexandre Herculano, quando deveria ter sido o Governo Central… este e os anteriores foram altamente negligentes.

 

A decisão da transmissão da titularidade da obra do liceu Alexandre Herculano para Câmara do Porto foi ontem à noite aprovada por unanimidade em sessão extraordinária da Assembleia Municipal. Para este órgão autárquico, a cidade resolveu um problema há muito adiado pelo Estado central.
Trata-se da melhor solução encontrada para as obras que são prementes na Escola Alexandre Herculano, admitiram os deputados municipais na sessão extraordinária da Assembleia que decorreu nesta segunda-feira.
Satisfeitos com o acordo agora alcançado - porque, acima de tudo, resolveu um impasse que se prolongava desde 2009, altura em que o primeiro projeto de requalificação, no valor de 15 milhões de euros, foi apresentado - os deputados municipais divergiram, contudo, na admissão de responsabilidades do Estado central na condução deste dossiê.
Para o PS, na voz do deputado Tiago Barbosa Ribeiro, há motivos para a cidade "regozijar pela celebração deste acordo entre o Governo e o Município, que vai permitir requalificar e modernizar uma das escolas mais emblemáticas da cidade", até porque, em 2011, referiu, o "projeto foi suspenso pelo anterior Governo". Neste contexto, salientou, vive-se um "clima favorável à descentralização".
Opinião divergente manifestou a deputada da CDU, Joana Rodrigues, que lembrou ser necessário continuar a "pressionar a Administração Central a cumprir com as suas responsabilidades", lamentando a condução deste processo por parte dos governos do PSD e PS, que não assumiram uma obra que seria sua, alijando o ónus da empreitada para a autarquia. A propósito, alertou também para a "necessidade de reabilitação da Escola Profissional Infante D. Henrique", uma "entidade formadora de confiança, com características únicas".
Por seu turno, da bancada parlamentar do PSD, Francisco Carrapatoso quis "recordar os factos", dizendo que o projeto apresentado pelo PS era "megalómano" e que se tratava de uma "manifesta ousadia vir agora reclamar os louros". Além do mais, lembrou que o investimento será dividido em partes iguais entre Estado central e Município.
Do movimento independente Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido, André Noronha afirmou que houve um "Governo trapalhão que calçou uma bota que não lhe cabia e que a Câmara do Porto descalçou" e que "agora aparecem todos a perfilhar um filho que não é seu". Isto porque, como explicou, o Município viu-se obrigado a assumir uma obra que não era sua, porque só assim seria desbloqueada a verba para a obtenção de fundos comunitários (sabendo-se que o anterior Governo fez a inscrição da obra em nome da autarquia, sem o seu conhecimento).
Face a esta explicação, declarou: "Regozijemo-nos sim, porque foi a Câmara do Porto que resolveu o problema". 
Bebiana Cunha, em representação do PAN, congratulou-se pela requalificação do liceu Alexandre Herculano, mas avisou que estará atenta para que "que não se permita um arboricídio" decorrente da intervenção.
Pela parte do Bloco de Esquerda, Pedro Lourenço recordou as palavras de Rui Moreira,aquando da assinatura do acordo, referindo que se revê nelas: "Este momento não é o da celebração. Sê-lo-á quando as obras ficarem concluídas".
Embora também tenha confirmado que a sua força política era favorável ao acordo, entendeu que a solução agora encontrada não pode justificar da parte do Governo uma "desresponsabilização nesta matéria". 
Em representação do presidente da Câmara que, pela primeira vez em dois mandatos, esteve ausente numa Assembleia Municipal (para participar na cimeira sobre descentralização), o vice-presidente, Filipe Araújo, lembrou que o primeiro projeto de requalificação para o liceu Alexandre Herculano era, de facto, "demasiado ambicioso", sendo que também entendia que não avançou depois "devido à situação de crise".
No entanto, salientou que não aceitava a crítica de que a autarquia poderia ter tido um papel mais célere, quando "sempre se ocupou em levar o processo a bom porto". Aliás, acrescentou, "para chegar ao ponto que hoje aqui estamos a discutir, comprometendo a Câmara do Porto até meios financeiros".



Publicado por Tovi às 10:16
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Domingo, 21 de Janeiro de 2018
A Velha Guarda ganhou o PS-Porto

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Estou estupefacto… ou se calhar até nem estou 

 

   Comentários no Facebook

«David Ribeiro» - Acabo de dar uma voltinha pelas páginas do Facebook de socialistas portuenses a que tenho acesso… e não há dúvida que os alfaiates cá da cidade vão ter muito trabalho nos próximos dias.

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«Francisco Costa Pereira»Curioso, no PSD a mesma coisa! Hoje li que o Presidente da Concelhia do Porto que apoio Santana está totalmente ao lado do Rio. Estes gajos o que querem é manter os tacho!

«David Ribeiro» - Foi por 34 votos, mas a verdade é que Renato Sampaio ganhou… e as hipotéticas aspirações de Manuel Pizarro a Presidente da Autarquia Portuense já foram à vida. Só resta saber quem vai ser o candidato socialista à Câmara do Porto daqui a quatro anos.

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Apurados os votos, perdemos a Concelhia do PS Porto por somente 34 votos (em 1432 votos). Merecemos a confiança de 699 militantes, a quem muito agradeço. Sabia desde o início das dificuldades deste combate que travámos em prol dos grandes valores socialistas.
Após uma grande campanha, o resultado de 49%/51% (e de 30/31 em eleitos na Comissão Política) está muito longe dos resultados que foram sendo antecipados como expectativa eleitoral e dão-nos um importante capital de confiança para o futuro.
Temos também uma confortável maioria na Comissão Política Concelhia (com os inerentes que nos declararam apoio) que exerceremos de forma responsável.
Pela minha parte, estarei disponível para os combates ao lado de todos os camaradas que os queiram travar comigo.



Publicado por Tovi às 09:45
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
Visca Catalunya Lliure

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Ainda muita água irá correr debaixo das pontes até que a Catalunha se torne independente do Reino da Espanha, mas as decisões tomadas pelo Parlamento e pelo Governo Regional da comunidade autónoma catalã para organizar um referendo independentista no próximo dia 1 de Outubro, mesmo com o Tribunal Constitucional espanhol a suspende-lo de forma imediata e o Governo de Madrid a exercer a mais vil violência sobre as autoridades autonómicas, demonstram que as coisas nunca mais serão como dantes e mais tarde ou mais cedo os independentistas irão vencer.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - Como é possível, na Europa dita democrática, que apoiou as independências da Croácia, da Eslovénia, da Bósnia, do Kosovo, do Montenegro, nalguns casos em processos mais do que duvidosos, que se queira impedir um povo e uma nação de decidir o seu futuro?

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Sou desde sempre apoiante da causa nacional catalã. A Diplocat, que envolve a Generalitat e muitas instituições, convidou-me para integrar uma missão no âmbito do referendo, que declinei devido à exigente agenda daqui até às autárquicas. A rede diplomática catalã no exterior já é muito robusta e envolve decisores e organizações de diferentes países em todo o mundo. Depois do que se passou hoje, já indiquei a minha disponibilidade para participar num grande evento que vai decorrer em breve para repudiar a intolerável repressão de Madrid perante o silêncio de muitos. Rajoy fez hoje uma jogada desesperada que vai sair-lhe cara. O ataque directo às instituições catalães, o confisco de boletins, urnas e propaganda política, a prisão de políticos eleitos por crime de consciência (mesmo que a coberto de outra figura jurídica, é do que se trata), os raides da Guardia Civil que foi considerada uma «força de ocupação», o garrote financeiro, entre outras acções mais próprias de Franco do que de democratas, não vão resolver nenhum problema: são parte dele. A Catalunha tem uma identidade histórica nacional que Madrid, por mais que tente, não conseguirá reprimir. Essa identidade expressa-se em tudo aquilo que leva ao desejo de autodeterminação cultural, simbólica, política, económica, em torno de uma ambicionada República Catalã que tem no seu dia nacional a comemoração do Cerco de Barcelona que resistiu longos meses à monarquia. A sua história é justamente a da resistência, insubmissão e firmeza democrática, seja contra a monarquia, contra as bombas do nazi-fascismo durante a Guerra Civil, contra a feroz repressão de Franco ou, mais recentemente, contra o madridismo intolerante que não aceita o direito a decidir. Quem resistiu a tanto, vai resistir a Rajoy e a quem o apoia. A causa nacional catalã tem uma enorme simpatia noutras regiões de Espanha e foi sempre pautada pela elevação cívica, pela tolerância, pelo direito à diferença intelectual e pelo respeito democrático. O que se passou hoje demonstra que Madrid está disponível para colocar o aparelho do Estado ao serviço de um autoritarismo que, obviamente, vai unir ainda mais os catalães e afunilar os canais de diálogo. Acontece que ninguém pode ser obrigado a ficar num corpo que não é o seu. A República Catalã vai ser uma realidade e, pela minha parte, tudo farei para apoiar os meus amigos de todas as cores políticas que lá estão a lutar por ela. Saibam que não estão sós.




Sexta-feira, 26 de Maio de 2017
Fala quem sabe…

…e o Pedro Baptista sabe sempre muito bem o que diz. Neste texto, escrito num estilo muito próprio e publicado na sua página do Facebook, este meu Amigo, investigador em filosofia, romancista e ensaísta portuense, conta-nos uma versão perfeitamente credível do que se passou com Rui Moreira e a malta do PS-Porto.

 

14717064_1457223597621918_5453880867022574073_n.jpPara os anais de cada um, a verdade dos factos na saga política portuense: Manuel Pizarro, depois de ter sido obrigado por António Costa a romper com Rui Moreira, inventou outra narrativa mais conveniente para a sua pessoa, mormente numa entrevista ao Expresso, mas mente com todos os dentes... Pizarro, Presidente da Distrital PS-Porto, tal como Tiago, presidente da Concelhia do PS-Porto, estiveram reunidos com o presidente Rui Moreira, durante o fim da tarde que precedeu a noite em que o PS rompeu, procurando ganhar o número dois na lista camarária independente e outras posições, ao que o Presidente Rui Moreira não acedeu, porque não quis deixar que a sua candidatura independente o deixasse de ser e passasse a ser um embuste político manipulado pelo PS... Ora Pizarro acabou por sair do encontro aceitando explícita e alegremente ficar em quarto ou quinto lugar da lista, assim se mantendo durante parte da noite, conforme foi do conhecimento de António Costa que, de imediato, encetou contactos para um outro cabeça de lista para o PS, que teria de arranjar em poucas horas, para apresentar na Convenção autárquica do PS que se realizaria em Lisboa! É assim que Juca Magalhães é, pelo menos, um dos contactados por António Costa para cabeça de lista do PS, tendo recusado, sendo-lhe pedido em seguida, mas tarde demais, que não desvendasse a origem do contacto. Ora Costa, já noite bem adentro, por falta de alternativa e falta de tempo, teve mesmo de cair sobre Pizarro, obrigando-o a rejeitar o seu lugar na lista camarária de Rui Moreira e a ser cabeça de cartaz do PS-Porto. Desconheço os termos em que o obrigou. Mas certo, certinho, foi que Costa, para não apresentar na sua Convenção o buraco imenso de não ter candidato ao Porto, preferiu o buraco de ter um candidato pelo PS ao Porto, tão contrafeito quanto o seu maior desejo era apenas entrar na lista independente que agora vai a fazer a farsa de combater. Afinal o falhanço anunciado será de Pizarro e não de Costa e, para este, como sempre, aquele que se amanhe...



Publicado por Tovi às 07:36
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Sexta-feira, 5 de Maio de 2017
Rui Moreira descarta apoio do PS

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Núcleo duro da Comissão Política do movimento independente “Porto, O Nosso Partido” decidiu descartar o apoio dos socialistas na corrida autárquica. Rui Moreira considera inaceitável a colagem do PS a uma futura vitória, bem como a pressão de forte presença de socialistas nas suas listas.
Se assim for é uma vitória daquilo que sempre defendi: Os socialistas portuenses deverão optar por ir a votos nas próximas autárquicas, pois assim é que se vê o peso de cada uma das forças políticas e a haver entendimento futuro entre Rui Moreira e quem quer que seja, esse acordo político será muito mais válido e fundamentado.

 

  Comentários no Facebook

«Pedro Baptista» - Força, Rui Moreira, independência e transparência. O Pizarro e o PS que vão a votos! Ou será que o presidente da Federação Distrital do Porto do PS se vai demitir e tornar-se independente para manter um lugarzinho na Câmara? Mas poderia haver lugarzinhos para gente cujo alinhamento partidário depende das conveniências pessoais?

«Jose Antonio Salcedo» - As afirmações da dirigente socialista Ana Catarina Mendes ilustram a arrogância, o caciquismo e a parolice que caracterizam a política partidária nacional. Em vez de se instituirem como escolinhas de tráfego de influências e de construção de carreiras para tantos inúteis, como têm instituído, os partidos deveriam ser espaços de reflexão e acção para o bem do país. Infelizmente isso não ocorre. Felicito Rui Moreira pela coragem e cumprimento, felicito e agradeço a Manuel Pizarro o magnífico trabalho que tem vindo a realizar na Câmara Municipal do Porto como responsável pelo Pelouro da Habitação e Ação Social. É de pessoas com esta qualidade que a cidade precisa.

 

   Expresso online, hoje às 14h00

A concelhia socialista do Porto considera “surpreendente e inesperado” a notícia de que o candidato independente Rui Moreira, atual presidente da Câmara do Porto, recusa o apoio do PS nas próximas eleições autárquicas. Segundo nota de imprensa, o PS/Porto vai reunir-se hoje à noite para “analisar a situação política autárquica no Porto”. A decisão de Rui Moreira surge depois da secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, ter dito, em entrevista ao Observador, que a vitória de Rui Moreira será uma vitória do PS.



Publicado por Tovi às 11:07
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Quarta-feira, 19 de Abril de 2017
Não vacinar... será crime contra a saúde pública?

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Estamos no século XXI mas mesmo assim até consigo entender que pais mais iletrados deixem de vacinar pontualmente os seus filhos, mas já tenho muita dificuldade em compreender uma mãe que acabei de ver na TV, cidadã licenciada e professora como actividade profissional, afirmar que em consciência resolveu ter em casa os partos das suas três filhas, que nunca as vacinou nem nunca lhe deu como alimento quer carne quer leite. Que esta mãe nunca venha a arrepender-se desta sua decisão… é que a ciência de hoje e factos recentes não dizem que ela está a proceder bem.

 

   Expresso online, 19Abr2017 às 10h09

Morreu a jovem de 17 anos internada com sarampo em Lisboa
A jovem de 17 anos com sarampo, internada no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, faleceu esta quarta-feira de madrugada, segundo fonte hospitalar. De acordo com o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), a jovem morreu "na sequência de uma situação clínica infeciosa com pneumonia bilateral – sarampo". "A família acompanhou toda a evolução da situação clínica e o CHLC, com tristeza, lamenta a ocorrência e presta, publicamente, os seus sentidos pêsames", adianta a nota do Centro Hospitalar enviada à agência Lusa.
A jovem estava internada desde o fim de semana na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do CHLC – Hospital Dona Estefânia, na sequência de uma pneumonia bilateral – complicação respiratória do sarampo. Como o Expresso anunciou esta noite, o estado da jovem tinha piorado consideravelmente.
O recente surto de sarampo que abrange vários países europeus causou em Portugal pelo menos 21 casos confirmados de sarampo. Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países. Com a vacinação gratuita das crianças, a partir de 1974, e sobretudo com a introdução de uma segunda dose de vacina em 1990, o sarampo acabou por se tornar quase uma doença esquecida ou invisível. Mas entre 1987 e 1989 tinham sido notificados em Portugal 12 mil casos, contabilizando-se 30 mortes.
O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas e, apesar de habitualmente ser benigna, pode ser grave e até levar à morte, avisa a Direção-geral da Saúde (DGS). A doença manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto. Segundo a norma clínica emitida pela DGS na semana passada, as complicações do sarampo podem incluir otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalite.
Os adultos têm, normalmente, doença mais grave do que as crianças e os doentes imunocomprometidos podem não apresentar manchas na pele. O sarampo, que é evitável pela vacinação, transmite-se por via aérea e pelo contacto direto com secreções nasais ou da faringe de pessoas infetadas. Com um período de incubação que pode variar entre sete a 21 dias, o contágio dá-se quatro dias antes e quatro dias depois de aparecer o exantema (erupções cutâneas).
Consideram-se já protegidas contra o sarampo as pessoas que tiveram a doença ou que têm duas doses da vacina, no caso dos menores de 18 anos, e uma dose quando se trata de adultos. A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo, sendo gratuita e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos.
"Alerta-se, desde já, para a necessidade de os pais vacinarem os seus filhos sem hesitação, uma vez que as vacinas estão disponíveis no país", referiu a DGS numa nota emitida esta quarta-feira, um alerta que tem repetido de forma constante. A vacinação organizada contra o sarampo em Portugal iniciou-se em 1973, com uma campanha de vacinação de crianças entre os um e quatro anos, que vigorou até 1977. Em 1974, a vacina contra o sarampo foi incluída no PNV e em 1990 foi introduzida uma segunda dose da vacina.
Mais de 500 casos de sarampo foram reportados só este ano na Europa, afetando pelo menos sete países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que avisa que muitos dos casos de sarampo ocorrem por causa de pais que não querem vacinar os seus filhos.

 

  O Jumento [jumento.blogspot.pt]

Precisamos de uma vacina contra a imbecilidade
Hoje de manhã, quando vinha a caminho do emprego lembrei-me do que estava a passar a jovem internada nos cuidados intensivos, com uma pneumonia bilateral adquirida devido a ter sido infetada com sarampo. Tive uma experiência semelhante em 2013, sei o que é entrar na urgência com um choque sético, com a tensão arterial em 6-4, com uma pneumonia bilateral e a precisar de oxigénio.
Imaginei o que seria a vida desta jovem à luz da minha própria experiência, do risco de vida que enfrentava, das muitas sequelas físicas de que poderia sofrer, dos sacrifícios que teria de enfrentar mesmo que conseguisse sair da UCI. No meu caso foi um mês de cuidados intensivos, mais de 20 dias em coma induzido, várias tentativas de saída do coma sem conseguir retomar a respiração, com um risco de perda de vida estimado em 25%. Depois foi a via sacra da cura total e da reabilitação física, um mês de enfermaria de pneumologia, mais outro num centro de reabilitação, para recuperar de uma tetraplegia dos cuidados intensivos, neste centro vi consequências bem mais graves resultantes de pneumonias.
Hoje de manhã eu, diria que o país, fui surpreendido com a morte daquela jovem, um cenário que para mim era muito provável, tendo em conta o pouco que se ia dizendo do seu estado de saúde. Neste momento já corre na comunicação social que a jovem não tinha sido vacinada contra o sarampo, uma mania que se generalizou no Ocidente, promovida por falsos cientistas e por negociantes de falsas vacina e falsos medicamentos, um negócio da China que sobrevive à custa de alguma estupidez que grassa nos países mais ricos e supostamente melhor informados.
Em África morrem muitas crianças e jovens devido a doenças que poderiam ser evitadas com uma vacina que para os padrões europeus têm um preço quase simbólico. Está sendo feito um esforço enorme para debelar um sofrimento humano que há muito os europeus se esqueceram, doenças que dizimavam e marcam a população e que hoje ninguém conhece. Mas em África faltam os recursos financeiros, falta a informação e faltam as estruturas para assegurar que cada criança tem acesso a cuidados básicos de saúde, que por aqui não se questionam.
Mas em África também há os curandeiros que tentam boicotar a ação dos médicos, e até houve um presidente sul-africano, um tal Thabo Mbeki, que questionou a causa da SIDA, questionou o seu tratamento e acusou os cientistas que combatiam a doença de serem nazis. Por cá não temos curandeiros ou idiotas como Thabo Mbeki, mas multiplicam-se seitas de gente de inteligência superior que passam a ideia perigosa de que se curam doenças com medicamentos feitos à base de água da torneira ou que as vacinas matam mais do que curam.
Este movimento ideológico alimentado pela estupidez poderá ter feito a primeira vítima em Portugal, não contando muitas outras que são vítimas dos novos curandeiros. Se assim foi apenas se pode dizer que é lamentável, mas poderão ser evitadas futuras vítimas se aqueles que optam por expor os filhos a doenças ou a transformá-los em agentes de novas epidemias forem responsabilizados.

 

   Comentários no Facebook

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Ainda a propósito do tema das vacinas, tenho visto as mais angustiantes reportagens que dão voz aos "pais que não vacinam". É pavoroso ver a confirmação das razões para essa opção. No "Público", uma naturopata e uma macrobiótica afirmam que após apurados estudos (imagino que ainda foram umas valentes horas no google para desconstruir uns séculos de avanços científicos) decidiram não vacinar os filhos. Em "alternativa" optam por "estilos de vida saudáveis" e têm uma "alimentação equilibrada", evitando "farinhas e produtos processados" . Dizem também que se fossem pobres e não tivessem muita higiene provavelmente vacinariam os filhos. É desconcertante ver como o período de maior democratização da informação e acesso generalizado a educação não contém, e até alimenta, o obscurantismo, as crendices e a mistificação. É assim com todos os actos de fé, incluindo os que glorificam "aparições" de virgens e santinhos, por exemplo, mas um racionalista como eu fica sempre a pensar onde é que falhámos como espécie. Em algum lado terá sido.

«David Ribeiro»A informação se não der origem ao conhecimento de pouco serve.

«Carlos Vargas» - Na enxurrada "informativa" poucos se salvam. Pouco ou nenhum conhecimento se vislumbra. Mas sabe-se que graças ao google o país, quiçá o mundo, dispõe de um número extraordinário de 'experts' em vacinas e em comida biológica.



Publicado por Tovi às 14:11
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Terça-feira, 11 de Abril de 2017
Eurodeputado socialista Manuel dos Santos

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   Comentando esta notícia, disse hoje Rui Moreira:

O jornal i e o Sol online, baseando-se numa declaração de um quase desconhecido eurodeputado do PS, sem procurar ouvir os visados e violando, por isso, as mais básicas regras do jornalismo, prestou hoje um serviço político aos meus adversários. A mentira, a insídia, o insulto e a lama parecem fazer parte de uma campanha eleitoral que, para mim, nem começou. A seu tempo, apresentarei a minha lista à Câmara Municipal do Porto. Se Deus quiser, cumprirei o meu mandato até ao último dia. E essas serão realidades que chocarão de frente com as verdades alternativas que vão sendo construídas pelos que têm sede de poder e, como se tem visto, norteiam as suas vidas pela mentira. Estão, felizmente, todos identificados. Mesmo os anónimos.

 

  Comentários no Facebook

«Tiago Barbosa Ribeiro» - Tenho o máximo respeito por todos os eleitos socialistas, incluindo - por dever - aqueles que não respeitam o seu mandato e envergonham o partido pelo qual foram eleitos. Por isso e por higiene política, abstenho-me de efectuar comentários sobre alguns disparates que ciclicamente envolvem quase sempre as mesmas personagens, mas abro hoje uma excepção pela reincidência e pela dimensão do disparate. Na ausência de outra actividade relevante conhecida, e nos intervalos de entrevistas em que já dirigiu impropérios a mim e a outros dirigentes, o eurodeputado socialista Manuel dos Santos decidiu fazer prova de vida a propósito do Porto em termos que, ao desqualificá-lo, qualificam-no bem. Fê-lo mentindo. Repito: mentindo. Não é novidade que Manuel dos Santos faça o jogo dos adversários socialistas: é um feroz adversário do Governo socialista de António Costa, é um feroz adversário da reunificação dos socialistas em Matosinhos e é um feroz adversário dos socialistas portuenses, como seria em sentido inverso caso as opções em cada momento fossem outras. A sua ideia de Partido Socialista é ele próprio. Simplesmente confunde legítimas divergências políticas com uma política daninha, baseada na intriga, na mentira e na insídia. Os socialistas conhecem-no bem (incluindo quem o convidou para esta última eleição ao PE?) e por isso é delicioso ver Manuel dos Santos a falar de mercearias eleitorais, mas errou o alvo no caso do Porto. Ele representa bem tudo aquilo que levou à degradação da nossa vida partidária: a anunciação de valores socialistas para fazer o jogo da direita, a mentira, a pequena intriga, a pior partidarite, a plantação de notícias falsas. Percebo que para quem viveu toda a vida assim seja difícil conceber que no Porto estejamos a concretizar uma visão de cidade na qual os socialistas participam e na qual se orgulham, sem que para isso tenhamos de andar na traficância de lugares. Mas é mesmo assim. Aquilo que Manuel dos Santos fala é outra coisa: é a medida da sua participação na vida partidária. Os socialistas do Porto, coisa que Manuel dos Santos não é, sabem bem o percurso que temos percorrido, as dezenas de reuniões e plenários abertos, as comissões políticas regulares e participadas, a serenidade, o diálogo, o envolvimento e a participação. Por outro lado, falo com regularidade com o Presidente da Câmara e existe respeito, amizade e lealdade. Todos os órgãos, incluindo obviamente o Secretário-Geral, acompanham o processo do Porto mas não participam nele nem devem participar. O desvario das acusações que são hoje dirigidas ao Presidente da Câmara e ao PS representam um serviço aos nossos adversários. Ele fica registado mesmo que quem o faça não seja digno de especial registo. Quanto ao resto, continuaremos a trabalhar e não mais falarei sobre este caso. O PS e o Porto não demasiado grandes para que percamos tempo com tão pequenas personagens.

«Carlos Lacerda» - O jornal I é um nojo e o Dr. Moreira aproveita para fazer o papel de vítima, como convém. Nada de novo. O que me intriga é aquela frase: "Estão, felizmente, todos identificados. Mesmo os anónimos". Estará o tempo a andar para trás?

«David Ribeiro» - É que não tenha dúvidas, estão mesmo todos identificados.

«Rui Moreira» - Carlos Lacerda: não me sinto vítima nem me faço de tal. Acho que o senhor faria o mesmo que eu faço em circunstâncias análogas. Ou estarei enganado? Não sei se o jornal I é um nojo. Essa não é a questão. O tempo não volta para trás, acredite.

«David Ribeiro» - Se Manuel dos Santos em vez de andar a mandar bocas foleiras fosse mas é trabalhar a sério no Parlamento Europeu na comissão de que é membro - Comissão de Inquérito aos Panamá Papers (combate à fraude e evasão fiscal) – é que ele fazia bem e era útil à humanidade.

 

   Socialistas Portugueses no Parlamento Europeu – 5Jul2016

Manuel dos Santos é o novo eurodeputado do Partido Socialista, substituindo no lugar Elisa Ferreira que foi nomeada para o Conselho de Administração do Banco de Portugal.
Economista de profissão, Manuel dos Santos foi deputado à Assembleia da República em 6 legislaturas diferentes (a primeira em 1980) e já tinha sido, por duas vezes, deputado ao Parlamento Europeu, de 2001 a 2004 e de 2004 a 2009. Membro das Comissões de Assuntos Constitucionais, Orçamentos e Assuntos Económicos e Monetários, destaca-se o facto de ter sido vice-presidente do Parlamento Europeu de abril de 2005 a julho de 2009.
Manuel dos Santos inicia este mandato como membro das Comissões de Desenvolvimento, do Mercado Interno e Proteção dos Consumidores e da Comissão de Inquérito aos Panamá Papers (combate à fraude e evasão fiscal). Integra também as delegações à Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana, à Comissão Parlamentar Mista UE-Chile e à Comissão Parlamentar de Cooperação UE-Rússia.



Publicado por Tovi às 18:03
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Domingo, 19 de Março de 2017
Há acordo ou não há acordo?

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O que quererá dizer Tiago Barbosa Ribeiro quando afirma que conversa regularmente com o Presidente da Câmara do Porto mas que “não haverá um momento formal para as duas partes fazerem um acordo político que sele o apoio do PS a Rui Moreira”?... Eu tenho dificuldade em entender... mas o defeito deverá ser meu.

Já agora e para que não haja nenhum mal entendido, fica mais uma vez aqui dito que aceitei perfeitamente o acordo de governação camarária assinado após as últimas Autárquicas pelo PS-Porto e Rui Moreira, mas os socialistas (e todos os outros também) deveriam sempre apresentar candidaturas próprias à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal e a todas as Juntas de Freguesia da Cidade Invicta, pois só assim se poderá saber o “peso” de cada partido/movimento na sociedade portuense.



Publicado por Tovi às 08:29
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017
A TAP continua a desprezar o Porto

Vários deputados socialistas eleitos pelo círculo do Porto (incluindo Tiago Barbosa Ribeiro) apresentaram na Assembleia da República várias questões ao Governo sobre a TAP. Ficamos a aguardar respostas.

 

 
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Assunto: Política comercial da TAP contrária ao Porto
Destinatário: Ministro do Planeamento e das Infraestruturas

Exm.º Sr. Presidente da Assembleia da República,
A TAP Portugal é uma companhia aérea portuguesa cuja maioria do capital é hoje em dia controlada pelo Estado Português, tendo por isso obrigações de serviço público em relação a todo o país que estão em risco no Aeroporto do Porto.
Ao longo dos anos, a TAP tem vindo a desinvestir neste aeroporto fundamental para o país, uma infraestrutura que lidera no contexto do noroeste peninsular, que ultrapassou recentemente os nove milhões de passageiros e que tem vindo a ser distinguido pelo Airports Council International como um dos melhores aeroportos europeus.
Esse desinvestimento evidencia-se pelo recente corte de ligações do Porto para a Europa, incluindo aquelas com especial relevância para o tecido produtivo da região (Milão, Roma, Barcelona e Bruxelas), pela clara redução de voos intercontinentais, pela criação de uma ponte área para levar passageiros em escala para outras ligações em Lisboa e, de uma forma geral, por opções contrárias ao reforço da presença da TAP no Porto, incluindo nas contratações de trabalhadores.
Agravando esta situação, ontem foi noticiado que as viagens de longo curso com escala em Lisboa operadas pela TAP ficam mais baratas a partir de Vigo que do Porto, desviando desta forma a procura galega pelo aeroporto do Porto e introduzindo uma desigualdade que pode atingir centenas de euros para os mesmos voos.
Ou seja, não só a TAP decidiu concentrar a maioria dos voos intercontinentais em Lisboa, eliminando essas opções no Porto, como fomenta a sua escala de procura em Vigo, em claro confronto com o aeroporto do Porto. Para os deputados socialistas signatários desta questão, esta opção é intolerável e reforça um centralismo feroz que agrava disparidades regionais e que afronta o interesse nacional.
A TAP não é uma companhia privada e, a partir do momento em que o Estado recuperou parte do capital da companhia, é fundamental que a TAP assegure o serviço público em todo o país.
Desta forma, as opções comerciais desta companhia não são uma mera decisão da gestão mas sim uma consequência do papel que o Estado deve ter na TAP.
Face ao acima exposto, venho ao abrigo do disposto na alínea d), do artigo 156º da CRP e da alínea d), do nº 1, do artigo 4º do RAR, colocar ao Governo, através do Senhor Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, as seguintes questões:
1. O Governo considera aceitável que uma companhia de bandeira portuguesa, controlada maioritariamente por capitais públicos, tenha uma política comercial desta natureza?
2. O Governo tem conhecimento que a TAP estimula a procura do aeroporto de Vigo em detrimento do aeroporto do Porto?
3. O Governo tem conhecimento do contínuo desinvestimento da TAP no aeroporto do Porto, para o qual a ponte área apenas reforça a concentração da procura no «hub» de Lisboa?
4. O Governo deu ou vai dar indicações à Administração da TAP para que corrija esta situação?
5. Em caso negativo, e perante o que aqui está descrito, o Governo considera que a recuperação do controlo público da TAP está a permitir salvaguardar os interesses nacionais?
Palácio de S. Bento, 1 de Fevereiro de 2017



Publicado por Tovi às 09:17
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Domingo, 2 de Outubro de 2016
A Câmara do Porto está bem entregue

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A concelhia do PS-Porto aprovou por unanimidade e aclamação o apoio à recandidatura do actual presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, às eleições autárquicas de 2017. "De forma transparente e limpa, o que dizemos é que gostamos e estamos contentes com o que está a ser feito, que nos revemos no trabalho deste executivo e que queremos dar continuidade ao acordo pós-eleitoral concretizado nas autárquicas de 2013", afirmou Tiago Barbosa Ribeiro no final da reunião da comissão política concelhia de sexta-feira passada. O socialista realçou que esta decisão do PS é "inequívoca" e que seria "estranho" que o partido de "um momento para o outro" anulasse e esquecesse o "bom" trabalho que está a ser feito na cidade do Porto e fizesse oposição àquilo para o qual também contribui.

 

  Comentários no Facebook

«João Baptista Vasconcelos Magalhaes» >> Só significa que falta à Comissão Política do PS gente com perfil para ser candidato à Camara do Porto. Não admira!... Vai ser um erro que o partido, como partido (e não aquela gente que se encosta sempre aos vencedores) vai pagar caro!

«David Afonso» >> Discordo totalmente: 1. A matriz ideológica do Rui Moreira não é socialista; 2. Seria preferível dar a oportunidade à cidade de escutar e avaliar as propostas do PS, mesmo que tal significasse uma derrota eleitoral; 3. Dadas as circunstâncias, o PSD, que certamente também gostaria de apoiar Rui Moreira, apresentará em alternativa um candidato descartável, apenas para cumprir calendário; 4. Para o bom funcionamento da máquina democrática é essencial uma oposição eficiente e atenta e, neste cenário, apenas a CDU irá assumir esta despesa, o que é claramente insuficiente e empobrecedor da vida política local. Não sei o que diga de um partido que se recusa a ir a jogo e de abrir mão de um património político autárquico como aquele que detinha historicamente no Porto, que prefere a vitória fácil ao debate clarificador. Em democracias consolidadas, adversários políticos e ideológicos devem assumir abertamente as suas próprias posições e sujeitá-las ao escrutínio dos eleitores, sem que tal prejudique entendimentos pós-eleitorais. Tal como aconteceu no mandato anterior e com assinalável sucesso. Esta estratégia do cuco, de por os ovos em ninho político alheio não me convence. Eu estou fora.

«Jorge De Freitas Monteiro» >> Um apoio previsível e justificado. Apesar de alguns passos em falso, sobretudo desde que deixou de poder contar com Azeredo Lopes, Rui Moreira tem sido globalmente um bom presidente da CMP.

«Jorge Oliveira E Sousa» >> Bravo, Lá para os lados de Baião alguém se torce... Já não arranjam candidatos!

«José Paulo Matos» >> Bravo. O interesse da população acima dos partidos. Força Porto.

«Jorge Veiga» >> Não votando no Porto, neste momento eu apoiaria o RM. Apesar de não concordar com a sementeira dos parquimetros, um só ponto contra, ainda mantém um excelente trabalho à frente da CMP.

«Pedro Baptista» >> Então o PS-Porto decidiu, por unanimidade e aclamação, apoiar a recandidatura do Dr. Rui Moreira, à Câmara do Porto, que ainda há três anos, considerava uma candidatura de "direita"? Ao que chega o oportunismo e conveniência meramente pessoais, de quem tem medo de ir a votos e sonha ter, na lista dos outros, um lugar que não consegue ter a partir da sua própria lista. O oportunismo chama-se Manuel Pizarro e os votantes da Comissão Política do PS, tirando a meia-dúzia de desgraçados que sonham continuar a ter lá para a Câmara os lugarejos de assessores, portam-se como paus mandados ou zeros à esquerda se preferirem... Já estava no fundo, mas no PS-Porto, ainda assim, tudo se pode atolar ainda mais. A que estado vergonhoso chegou o PS-Porto, um partido que sempre disputou as eleições e durante tantos anos foi hegemónico... Vergado unicamente à cobardia e oportunismo rastejante de um recém-chegado ao partido que, ao contrário do que propala, nem sequer tem nenhum acordo que lhe garanta seja que lugar for.

«Alfredo Fontinha» >> Pedro, estás longe e por isso dizes um grande disparate. Falas pelo que dizem e do que falas não falas verdade. Ontem o PS não votou o apoio à recandidatura de Rui Moreira, O PS aprovou um voto de confiança, deu uma carta de conforto ao presidente da Concelhia, Tiago Barbosa Ribeiro, para negociar um possível acordo com Rui Moreira. Só isso, nada mais...

«Pedro Baptista» >> Alfredo Fontinha, tu até és presidente da Mesa da Comissão Política Concelhia, por isso sabes do que falas. Eu, na verdade, estou longe e nem foi pelos jornais, em letra de imprensa, que tive a notícia. Mas sendo com o detalhe que me forneces, vens dizer que, depois disto, o PS fica com condições para apresentar uma candidatura, caso não haja acordo, que não haverá, porque o presidente Rui Moreira já disse repetidamente que não haverá, como o Pizarro, o Tiago e todos vós estais fartos de saber? Alguém chegará com a neociência o ponto de pensar que candidatura do Rui Moreira deixará de ser independente com "acordos" pré-eleitorais com partidos? O PS ficará com condições de apresentar um candidatura só porque não chegou a um acordo que procurou para apoiar Rui Moreira? Claro que não! Nem terá condições, nem ninguém quererá, porque a banhada ultrpssari tudo. Se A Comissão Política procurou enredar o Pizarro ou o Tiago, acabou ela enredada por eles, porque, quando reiterarem que não haverá acordo, que estais fartos de saber que não haverá, porque o Independente não quer nem poderia querer sob pena de deixar de o ser, sereis obrigados a comer a introdução na lista em lugar elegíveis do Pizarro, do Tiago e de mais alguém, individualmente, não em representação partidária, por convite discricionário do cabeça de lista e não por acordo nenhum, por Rui Moreira os poder considerar vereadores válidos e não por serem do PS, como ele disse em público mais de uma dezena de vezes: "Não farei qualquer acordo, mas não abdico de convidar para a minha lista os que considero melhores". Nada mais! E sabeis isto, muito bem, porque é público repetidamente. Portanto, meu caro Fontinha, o disparate está desse lado, porque vai dar ao mesmo, é precisamente a mesma coisa que escrevi. Foram à lã e vieram tosquiados.

«João Carvalho» >> Tenho que reconhecer que a Cidade melhorou nos aspectos mais importantes por isso o PS só tem que dar seguimento a um bom acordo que não deixe o partido na mão dos parceiros que saiba negociar é essa a minha expectativa!!!!!

«David Ribeiro» >> Rui Moreira já disse várias vezes "Não farei qualquer acordo, mas não abdico de convidar para a minha lista os que considero melhores", pelo que unicamente poderá ser negociado os nomes dos socialistas a incluir como independentes na lista do actual Presidente da Câmara. E isto não é acordo pré-eleitoral, por mais voltas que se dê ao texto.

 

  Orientação estratégica do PS-Porto para as Autárquicas2017

1. O Partido Socialista (PS) tem actualmente um acordo político com o independente Rui Moreira na cidade do Porto. Este acordo foi concretizado após as eleições autárquicas de 2013 que Rui Moreira venceu e nas quais o PS ficou em segundo lugar. O acordo foi celebrado em torno de um conjunto de prioridades políticas que foram publicamente apresentadas à cidade e ratificadas pelos órgãos do PS Porto. Com esse acordo e o trabalho que dele resultou, envolvendo vários eleitos do PS nos diferentes órgãos municipais, o PS demonstrou que coloca sempre os interesses da cidade em primeiro lugar.
2. Ao longo deste mandato, o PS tem vindo a honrar de forma escrupulosa e leal o acordo que celebrou e que foi reforçado com a orientação política sufragada internamente pelos militantes do PS em 2013, sob a liderança de Manuel Pizarro, e em 2015, sob a liderança de Tiago Barbosa Ribeiro. Nesse sentido, como é público, a actual direcção da Concelhia PS Porto garantiu expressamente o apoio ao acordo em vigor e o envolvimento atempado das suas estruturas, em especial da Comissão Política Concelhia, numa decisão em relação às eleições autárquicas de 2017 que respeitasse o diálogo e a calendarização propostos globalmente pelo Secretariado Nacional do PS e pela Federação Distrital do Porto do PS.
3. A avaliação política de um mandato não se esgota num único momento/reunião e por isso o PS Porto tem vindo a efectuar diversas sessões de balanço e reflexão sobre os resultados do trabalho autárquico no Porto. São disso exemplo as sessões anuais de prestação de contas dos nossos vereadores com pelouros, Manuel Correia Fernandes e Manuel Pizarro, sempre em espaços públicos e abertas a toda a população, mas também as várias reuniões, Comissões Políticas temáticas e plenários de militantes, fortemente participados, que a Concelhia do PS Porto promoveu desde que iniciou funções.
4. A avaliação do mandato até à data é inequivocamente positiva e honra os melhores pergaminhos de uma cidade plural e liderante sob a presidência de Rui Moreira, para a qual nos orgulhámos de poder dar o nosso contributo. Esse papel tem sido aprofundado de forma mais visível e directa pelo trabalho dos nossos vereadores com os pelouros que lhes estão atribuídos - Habitação e Acção Social, e Urbanismo -, mas o reconhecimento acompanha todo o executivo e exprime uma visão de cidade alinhada com as expectativas e preocupações dos socialistas portuenses.
5. Simultaneamente, na medida em que a nossa acção política não se esgota naturalmente no trabalho autárquico, o PS Porto tem vindo a manter um elevado dinamismo de acções, debates, campanhas e posições públicas, nas quais reconhecemos e acompanhamos o papel da Câmara Municipal do Porto e procuramos manter uma iniciativa centrada nos interesses da cidade. São disso exemplo o papel da TAP e do aeroporto do Porto, os fundos comunitários, os transportes metropolitanos e as Águas, entre muitos outros temas.

6. Perante a avaliação política deste mandato e do trabalho realizado, as expectativas da cidade e o calendário das eleições autárquicas, o Secretariado do PS Porto, respeitando e valorizando todas as suas estruturas, propõe à Comissão Política Concelhia do PS Porto a formalização do diálogo necessário por parte do Presidente do PS Porto com o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, tendo em vista a continuidade do actual acordo político nas eleições autárquicas de 2017, decisão que comunicará ao Secretariado Nacional do PS e à Federação Distrital do Porto do PS.
Comissão Política Concelhia do PS Porto
Porto, 30 de Setembro de 2016
(Texto aprovado por unanimidade na Comissão Política Concelhia do Porto)



Publicado por Tovi às 07:56
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2016
Socialistas mudam lei das rendas

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O meu amigo Tiago Barbosa Ribeiro publicou no seu mural do Facebook este texto… Mas cuidado!... Estas excepções podem ser altamente perigosas. Vamos penalizar um senhorio por o seu imóvel ser de interesse histórico?... Ou será preferível tê-lo ao abandono e emparedado? O Tiago vai ter que nos explicar isto melhor.

 

  Comentários no Facebbook

«Gonçalo Graça Moura» >> como se redistribui e se contribui para a degradação da malha urbana e se põe e dispõe do que não é nosso sem qualquer respeito pelos proprietários...

«David Ribeiro» >> Isto não pode ser assim. Porque raio o senhorio do Majestic não poderá subir a renda quando o senhorio da Zara, uns metros mais acima, a pode aumentar? Lá estamos mais uma vez a criar senhorios de primeira e senhorios de segunda.

«Gonçalo Graça Moura» >> Pior, quem paga os prejuízo do aumento de tempo das rendas congeladas? ou se no período os imóveis necessitarem de intervenções de fundo, vai o estado pagar, uma vez que sonegou ao senhorio a receita da renda?

«Guilherme Lickfold» >> Ter o Majestic como referência para alguém que não pode pagar um eventual aumento de renda parece-me despropositado.

«Gonçalo Graça Moura» >> mas é um bom exemplo porque é uma referência da cidade!

«João Simões» >> Ou seja acabem se com os cafés históricos e afins e construam se apartamentos para turistas. No final os turistas e portuenses ficam sem os sítios emblemáticos e rumam a outras cidades à procura dessas idiossincrasias entretanto dizimadas no porto e em Portugal.

«David Ribeiro» >> Não tem nada a ver com o que acaba de dizer, João Simões. O que está em causa é a diferenciação entre senhorios da baixa, os que têm cafés e/ou restaurantes históricos nos seus imóveis e os que têm outro tipo de comércio.

«Mario Reis» >> Como em tudo tem dois lados para uma moeda. Que se deve acautelar a especulacao imobiliaria, deve, que se deve salvaguardar o preco a pagar ao proprietario, deve. Se a lei fizer a salvaguarda das duas situacoes que aparentemente sao contraditorias, por esse facto deve ter um minimo para os dois lados. Eu conheco situacoes em que as pessoas foram despejadas por tuta e meia de indemenizacao, porque o predio necessitava de obras e a seguir o predio foi ocupado por uma Guest House depois de obras feitas para o efeito. Este predio era de um dos senhorios mais ricos do Porto e que mais locais tem ao quasi abandono... Ordem do Carmo. O que e' certo e' que com a furia do Turismo cada vez mais os residentes do centro sao empurrados para outras paragens. Uma cidade sem gentes nao e' mais que a anedota do local que foi.

«David Ribeiro» >> Sim, o que disse é verdade, amigo Mário Reis, mas de forma nenhuma se poderá aceitar que um senhorio com um estabelecimento hoteleiro histórico no seu imóvel seja prejudicado em relação a um outro que na mesma rua tem estabelecimentos não considerados importantes no património da cidade.

«Mario Reis» >> No dialogo entre partes estara a razao... mas o que durante anos os senhorios fizeram ao Porto foi deixarem cair sem que para o efeito nem leis de salvaguarda do patrimonio actuaram. Eu cresci na Rua 5 de Outubro e essa rua de uma rua agradavel passou a uma nodoa numa das entradas nobres da cidade com a especulacao que a atacou nada foi protegido. Nem comercio, nem residentes, nem patrimonio edificado, nada... e se continuarmos a repetir erros por todo o lado descaretizamos a cidade. A propriedade nem sempre e' a melhor concelheira da renovacao estruturada. Por ex. junto ao viaduto existem aqueles edificios Art Deco que foram proibidos de serem demolidos... o proprietario sem apelo nem agravo nunca mais lhes deu uso orgulhando-se de dizer que vao cair por eles. Uma parte dos proprietarios tem capacidade economica para fazerem isso e este tipo de birras especulativas. Pois ele sabe que aquele dinheiro investido esta ali intocavel tem o poder de nao dar solucao e isto tem que ser revisto para salvagurda de situacoes como esta. A chtisse e' que mais havera espalhadas pelo Porto e em Zonas que deveriam ser mais que protegidas... A marginal do Castelo do Queijo ate' a Foz e' outro exemplo de desprezo pelo patrimonio.

«David Ribeiro» >> Um dos motivos para este abandono do edificado urbano nas últimas décadas foi uma lei de rendas anacrónica e que agora, parece, querem tornar a implementar.

«Mario Reis» >> Nao foi so isso. Isso tem sido a bandeira dos proprietarios. Eu acho que enquanto nao houver multas para os proprietarios que nao deiam utilidade aos seus terrenos e patrimonio edificado nao se vai la... A propriedade para mim deve ser regrada. Grande parte do abandono e' porque se obtem maior rendimento nao usando o sitio que ele ser usado e entrar no mercado aumentando a oferta de espacos... para a habitacao arrendada ou propria, para outra qualquer utilizacao. Se tudo o que existe de "abandonado", que nao e' mais do que retencao fora do mercado de locais potenciais, aumentaria a oferta do que existe de tal maneira que o mercado imbiliario seria obrigado a nivelar-se por valores mais razoaveis. Eu sei que seria uma chatisse para quem viveu estes anos todos a libertar as pingas os seus valores imobiliarios, mas no global e em minha opiniao seria o correcto. Se compararmos 2 cidades aqui em Portugal... Porto e Braga vemos a disparidade de valores que existe e os proprietarios de Braga continuam vivos e no mercado por 1/4 do valor que se negoceia no Porto.

«Gonçalo Graça Moura» >> mais de 70 anos de lei das rendas destruiu a malha urbana... prolongar isso é de uma insensatez imensa!

«Antonio Pouzada» >> Mario Reis É incrível o que esta escumalha faz só para continuar a comprar votos! Inacreditável. Há muita confusão nas tuas afirmações e mistura de conceitos, mas voltarei a este tema em breve!

«Gonçalo Moreira» >> Que patetice de proposta. Querem senhorios sem dinheiro para manter edifícios em pé?

«Jorge Veiga» >> O que ouvi é que com esta nova lei, o Estado vai poupar uns largos milhões nos prédios que tem alugados. Ou seja, o Estado anda preocupado com os inquilinos... kkkkk

«Tiago Barbosa Ribeiro» >> Meus caros, se me permitem, esta questão tem obviamente várias dimensões e o problema não fica inteiramente resolvido. A preocupação com a especulação resultante da lei do arrendamento é transversal e foi expressa pelo Presidente da CM do Porto, por exemplo, que pediu precisamente legislação neste sentido - Rui Moreira avisa que pode expropriar edifícios para salvar lojas ameaçadas pelo aumento das rendas. O que acontece actualmente representa um enorme desequilíbrio. Tive várias reuniões e falei com muitos proprietários e senhorios antes de apresentar o projecto, incluindo a AHRESP e a APHORT. Muitos cafés históricos do Porto estão em edifícios de fundos imobiliários que propuseram aumentos de renda completamente inaceitáveis (900% e mais, tenho os contratos); a simples contra-proposta é motivo para despejo. Por outro lado, não existe nenhuma protecção ao investimento. Há inquilinos que investiram 1 e e 2 milhões de euros para recuperar o edificado (sei do que falo e tenho vários exemplos...) e os senhorios - fundos - propuseram contratos a 7 anos. No fim, nenhuma salvaguarda para proteger o investimento e os postos de trabalho.

«David Ribeiro» >> Claro que é preciso travar a especulação imobiliária, Tiago Barbosa Ribeiro, mas não é obrigatório que isso seja à custa dos senhorios sérios, que ainda os há e muitos deles a necessitarem de algum rendimento para fazerem as obras necessárias a um edificado velho.

«Tiago Barbosa Ribeiro» >> Qual seria a sua solução?

«David Ribeiro» >> Distinguir, por exemplo, os senhorios que fazem investimento dos que vivem da especulação, como é o caso dos fundos imobiliários.

«Gonçalo Moreira» >> Desde que a legislação preveja rendas adequadas à realidade, fica vedada a especulação abusiva e não se aplica o problema do abandono

«Tiago Barbosa Ribeiro» >> Acabei de dar exemplo de um senhorio que achou por bem aumentar uma renda em 900% só porque é um espaço muito conhecido da cidade e não necessariamente por alinhamento com o mercado. Por outro lado, qual o mecanismo para salvaguardar que um inquilino que investe para recuperar edificado não fica sem o seu investimento com a actual lei? Estamos a falar de investimentos de milhões (hotéis, por exemplo). Aceitam-se boas ideias para afinar a lei na especialidade. David, isso seria uma dualização bem pior do que aquela que refere. Seria distinguir proprietários «bons» de proprietários «maus» pelo seu enquadramento legal.

«David Ribeiro» >> Eu não tenho respeito nenhum pelos "maus" sejam eles senhorios ou outra coisa qualquer [Emoji wink]

«Tiago Barbosa Ribeiro» >> O ponto não é esse. Acabou por apresentar uma ideia incomparavelmente mais restritiva do aquela que afirmou inicialmente. O processo legislativo é bem mais complexo do que aparenta... [Emoji wink]

«Hugo Miguel» >> Parece-me que, sem carácter especulativo, o senhorio deve ter sempre direito à renda de mercado (m2 da zona para efeitos de arrendamento). Se isso for excessivo, então o Estado que exproprie e pague a justa indemnização. Essa é melhor defesa do direito de propriedade, que tem no nosso regime um valor inquestionável. Agora não pode é o Estado quer ganhar com o interesse público e recusar pagar. Mais, se for assim um lugar tão apetecível turisticamente, um café, por exemplo, certamente que aufere receitas significativas. O comerciante não pode, também, ficar de fora do equilíbrio de que estamos a falar.

«Mario Reis» >> A propriedade e' uma garantia e um direito mas a manutencao da mesma deveria ser uma obrigacao legal. O "isto e' meu faco ou nao faco o que quiser" e' um conceito demasiado mediavalista, a meu ver, e isso tem sido uma constante numa percentagem de proprietarios, outros ha incapazes de gerir o que tem por diverso tipo de incapacidades. Incapacidades economicas, incapacidades de tempo para a gestao, desmaselo, a nao resolucao de herancas que por vezes se arrastam por mais de que uma geracao de descendentes. Enquanto nao existir legislacao que abarque uma data destes problemas sobre a propriedade e nao sejam tomadas resolucoes que regulem os deveres do proprietario estamos a enterrar com o morto o seu dinheiro. No meio disto tudo ha muito proprietario que apesar de todo o contratempo e legislacao avulsa vai mantendo o seu patrimonio de uma forma autoregrada, mas mais por sentido etico e amor ao que tem do que extraordinarios rendimentos especulativos.

«Hugo Miguel» >> Mario Reis como pode um proprietário manter o imóvel se receber uma renda de 10€ por mês? Não podemos generalizar e achar que tudo é igual. Além do mais, caso não saiba, hoje os proprietários que deixem os seus imóveis chegar a uma situação de abandono já pagam mais IMI.

«Mario Reis» >> De-me a percentagem desses 10 euros e eu digo que isso e so publicidade enganosa...

«Hugo Miguel» >> Pois, mas não é. Convivi directamente com essa realidade no Porto.

«Mario Reis» >> percentagem... quantos Hugo Miguell... de que edificios... que tipo de edificio...

«Hugo Miguel» >> Mario Reis isso é desconversar. Se quiser fazer o estudo até acho muito bem, isso ajudará a perceber a injusta medida de uma legislação que coloque nos senhorios o ónus de suportar integralmente e sem defesa possível o interesse público e o locupletamento dos arrendatários ou comerciantes que surgem como vítimas e, portanto, nada tendo que contribuir ou suportar.

«Mario Reis» >> nao e' desconversar e' contextualisar porque o exemplo dos 10 euros de renda para mim nao e' verdadeiramente um exemplo... so seria exemplo se houver um grande n de casos nessa situacao...

«Hugo Miguel» >> Então faço-lhe a si e ao Tiago um desafio muito objectivo e exequível. A CMP e, também, a CML têm, nos seus departamentos de fiscalização, descritos inúmeros casos destes que foram alvo de inspecção. Faça-se uma contabilidade disso e descreva-se a realidade sociológica (rendas) que eram pagas. Os 10 euros é um exemplo caracterizador. Podem ser 10, 20 ou 25 continua a ser muito pouco para um imóvel num centro histórico de uma qlq cidade relevante.

«David Ribeiro» >> Há efectivamente muitos (demasiados) casos destes… e por isso é fácil encontrar percentagens de aumentos escandalosas… uma grande percentagem sobre um pequeno valor pode não dar uma grande renda.

«Mario Reis» >> Nao tenho ideia disso porque todas as rendas que eu ouco falar sao acima e algumas muito acima dos 200euros

«David Ribeiro» >> E por outro lado estabelecimentos comerciais (sem qualquer interesse como património histórico) com 300-400 m2 alugam-se facilmente por 1.500-1.800 euros/mês. Na zona da Rotunda da Boavista são os preços que se estão a praticar... e eu sei bem do que falo, pois sou consultor imobiliário nesta zona.

«Luiz Paiva» >> Interessante conversa! Mas bem mais interessante é o argumento de que, se a percentagem de rendas miseráveis for pequena, os respectivos senhorios que se ... Também interessante é a referência aos "senhorios ricos", o que até me fez lembrar um jurista da câmara que perguntou à minha mãe se a reforma dela não era suficiente para pagar as obras dos prédios de rendas baixas. A minha mãe, já quase com 90 anos, perguntou se os prédios não se deviam bastar a eles próprios... E, pergunto eu, qual a moralidade que permite que um inquilino pague 4 ou 5 vezes mais de tv cabo que de renda?

«João Simões» >> Estou a ouvir Rui Moreira no noticiário da TSF e apoia esta lei tal como o pres da câmara de Lisboa.

«Pedro Simões» >> Tenho alguma dificuldade em perceber quais sao esses estabelecimentos historicos que toda a gente adora e ate turistas vem de longe para os ver, mas depois nao conseguem gerar rendimento comparavel com lojas indiferenciadas. Mas enfim, se ha patrimonio de interesse publico classifique-se individualmente como tal, e exproprie-se ou apoie-se como adequado. Agora leis que tratam o bom e o mau como coisas a manter e atribuir privilegios, e passando o custo para terceiros, isso nao. Uma forma mais simples seria limitar a rendas (nesses locais) a uma % da avaliacao das financas. Alias, nao é ja assim ou é so para habitacao?

«David Ribeiro» >> É evidente que primeiro de tudo é necessário classificar o que é património de interesse público e criar legislação para a sua preservação, salvaguardando os interesses quer do senhorio, quer do inquilino, quer mesmo de todos os cidadãos directa ou indirectamente ligados à zona geográfica em que o imóvel se encontra. Não pode é haver filhos e enteados, como as leis das rendas têm vindo a fazer desde há mais de meio século.

«Luiz Paiva» >> Ainda não consegui perceber por que é que um estabelecimento histórico ou um imóvel de interesse público, caso seja propriedade privada, deverá ser objecto de renda condicionada. Pois se o Estado vê algo mais que o trivial e entende que é fundamental para a cultura e deve ser preservado, só tem é que acompanhar a exploração e, eventualmente, subsidiar a renda e não obrigar o senhorio a fazê-lo. Porque, generalizando, e então a bem da cultura, seria racional que todos os parceiros de negócio congelassem o seu rendimento, desde os fornecedores de café, pão e cerveja, aos da água, comunicações e energia eléctrica... Isto a propósito do citado Magestic, de que desconheço a situação. Há, por este país fora, milhentos exemplos de recuperação do património histórico e até degradado, em que novos proprietários dão uma lufada de ar fresco e nova vida sem precisar de continuar a acorrentar velhos proprietários a rendas congeladas...

«João Simões» >> Subscrevo as palavras do presidente da câmara da nossa cidade sobre este assunto das rendas – Rui Moreira sobre a Lei das Rendas

«Mario Reis» >> Estou farto do discurso... coitadinhos dos senhorios! Grande parte do que faz uma boa gestao do edificado tem sucesso economico. Se houve problemas com as leis das rendas tinham era que ter vendido e investido noutros predios que dessem rendimento. Nao geriram os bens e qualquer momento querem se apuderar do que o inquilino fez evoluir e obter mais valias de um bem imaterial que e' o nome e bom servico prestado pelo inquilino.



Publicado por Tovi às 09:00
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