"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
Ouvir Portugal... no Porto

cds 21nov2017.jpg

Ontem à noite estive no Auditório da Fundação Serralves… onde a Coesão Territorial foi um tema interessante e importantíssimo em discussão nesta primeira conferência "Ouvir Portugal", organizada pelo CDS.

 

   Expresso, 18Nov2017

A líder do CDS dá o pontapé de saída no ciclo de conferências "Ouvir Portugal", na próxima terça-feira, às 21h, na Fundação Serralves, no Porto. A iniciativa, que replica no país a fórmula que Assunção Cristas seguiu em Lisboa para construir o seu programa eleitoral, abre com um brainstorming público para definir os temas sobre os quais o partido se deverá debruçar nas sessões seguintes. Foram convidados a participar na discussão Rui Moreira (presidente da Câmara do Porto), António Ferreira (antigo diretor do Hospital de S.João), Luís Reis (administrador da Sonae), Rui Massena (maestro e pianista), Helena Freitas (vice-reitora da Universidade de Coimbra), Katty Xiomara (estilista), Luís Vasconcelos e Sousa (empresário agrícola), Isabel Gil (reitora da Universidade Católica) e Carmona Rodrigues (antigo presidente da Câmara de Lisboa e mandatário da candidatura de Assunção Cristas nas autárquicas de 1 de outubro). A moderação do debate está a cargo de Raquel Abecasis - a antiga jornalista da Rádio Renascença, que deixou o jornalismo para se dedicar à política e foi candidata pelo CDS à junta de freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa.

 

  TSF, 22Nov2017

Numa iniciativa promovida pelo CDS, o presidente da câmara do Porto lançou o repto à regionalização, porque "o país se está a suicidar". Rui Moreira considera que Portugal vive um tempo de "descoesão territorial" e lança um repto: "É preciso ter coragem. É preciso perceber que não vale a pena continuar a falar na reforma da administração se não fizermos a reforma do sistema político que permita de facto que o reduto rio seja ocupado duma forma razoável". O autarca do Porto usa uma imagem. "Se pensarmos na nossa casa, aquilo que estamos a fazer é concentrar a cozinha, a casa de banho, a sala de estar e os quartos apenas numa pequena divisão. E quando fazemos isso, se prensarmos sob o ponto de vista social, da qualidade de vida e da sustentabilidade do país, acho sinceramente que o país se está a suicidar".



Publicado por Tovi às 09:25
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Quinta-feira, 16 de Março de 2017
CGD foi utilizada, politicamente, para fazer fretes

Escreveu Rui Moreira no Facebook... com a frontalidade a que já nos habituou:

 

rui moreira.jpg  Caixa Geral de Depósitos
Disse-o no "Bloco Central" da TSF, repito-o agora, a CGD foi utilizada, politicamente, para fazer fretes.
Hoje digo mais, num cenário em que se irão encerrar balcões, promover despedimentos, reduzir o Banco de nós todos a uma caríssima irrelevância: a CGD é o condicionamento industrial do regime.
Creio que todos nós deveríamos ter direito a saber:
1/ quais foram as operações de crédito que resultaram em perdas e incumprimentos superiores a €10M.
2/ quem foram os beneficiários que fizeram "default".
3/ quem fez a avaliacão do risco de crédito.
4/ quais os relatórios técnicos de suporte.
Aos meus amigos, de direita e de esquerda, direi apenas, e respectivamente, que quero perceber de que forma estes critérios alteraram o princípio da sã concorrência que é a essência da economia de mercado, e quero combater o populismo que resultará de uma política de avestruz.
Sim, nós temos o direito de saber. Porque vamos pagar.
A existência de um banco público exige que ele esteja sujeito a escrutínio. O banco, quem o administra, quem avalia o risco na concessão de crédito, quem dele beneficia. E não me venham, por favor, invocar questões de sigílo. Afinal, qualquer contribuinte sujeita-se, hoje, a um severo escrutínio. Porque devemos, então, aceitar que quem não cumpre, e quem os ajudou, escape a idêntico escrutínio?
Se o fisco publica a lista dos incumpridores, não se entende que o mesmo não seja feito neste caso.



Publicado por Tovi às 08:37
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Terça-feira, 4 de Outubro de 2016
Rui Moreira e as próximas Autárquicas

Rui Moreira TSF 3Out2016 aa.jpgO actual Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, vai recandidatar-se a novo mandato e já afirmou por várias vezes que aceita todos os apoios, não fazendo no entanto acordos pré-eleitorais com ninguém. Numa entrevista dada ontem à TSF o edil da Invicta disse mais uma vez, para todos os que o quiseram ouvir, que tem “todo o gosto" em receber apoios partidários, mas deixou o sublinhado de que esses apoios não vão servir para pressionar o autarca. "Não farei compromissos" dando a entender que se o Partido Socialista o apoiar, não deve estar à espera de poder escolher cargos de vereação.

 

 Comentários no Facebook

«Isabel Branco Martins» >> Creio que todos, independentemente de pertencerem ou não a algum partido, que com ele já trabalharam dele não esperam outra coisa.

«Jorge Oliveira E Sousa» >> É evidente. Continua a ter um plano para a cidade e os seus cidadãos que passam pelo bem estar de todos estes sem a intervenção dos partidos que pelos seus totais desnortes só estorvam e perderam toda a credibilidade junto dos cidadãos. Passou a ser vergonhoso pertencer a um partido qualquer ele que seja.

«Benedita Cabral» >> É assim mesmo!!! Ser independente é não ficar amarrado aos interesses dos partidos! Com ou sem o apoio dos partidos, Rui Moreira será eleito por vontade dos cidadãos da Invicta!

«Tiago Múrias Santos» >> Eu acrescentaria "apenas" antes do "por vontade..."

«Benedita Cabral» >> Exactamente!

«Pedro Baptista» >> Pois, claro! O PS se quer eleger vereadores que se candidate. Caso contrário, fica tudo no arbítrio do independente. Só faltava agora a política dos penetras!

«Zé De Baião» >> OPINIÕES E REFLEXÕES CÍVICAS E POLÍTICAS PRECISAM-SE, SOBRETUDO EM PROL DA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA E REPRESENTATIVA: É legitimo que as organizações, incluindo os partidos, possam fazer pressão cívica e política de forma transparente, sendo essa uma das formas de se poder encaminhar a Cidade para um futuro sempre melhor e virada para as pessoas que nela vivem e trabalham e também que dela precisam para sustentar uma região. Ninguém é dono e senhor da sabedoria e muito menos dono e senhor das capacidades de melhor liderança ou governança. Isso constrói-se em democracia, com respeito mútuo e também com compromissos. Não sou adepto dos modelos de liderança autocráticos, onde não se promove a participação das partes, onde se toma sozinho todas as decisões e se costuma oprimir os subordinados, olhando para eles como concorrentes, e não como colaboradores, com os quais se contou e se pode contar com lealdade. Nem sequer deu tempo para iniciar um processo de colaboração, já que prefere afastar-se à partida dos compromissos, mesmo que esses compromissos visem melhor servir e melhor estar ao serviço da Cidade e de todos os munícipes. Será que prefere a instabilidade política do que a estabilidade? Ainda não a experienciou. Ainda não soube o que é governar com oposição. No dia que o descobrir veremos como reagirá RM. Nem sequer referiu que esperava ouvir o que o PS tem para dizer e que contributo possa ser dado. "Não farei compromissos" (foi uma afirmação autocrática, referida na primeira pessoa do singular e sem sequer ouvir as partes do movimento que o suportam, como se o movimento fosse ele próprio ou julgasse deter a máxima de todo o processo democrático. A política pressupõe co-responsabilidades, respeito mútuo, reconhecimento do trabalho feito e também compromissos! É certo que o título da notícia não corresponde ao conteúdo, mas é dito claramente que "não fará compromissos", neste caso referindo-se ao PS, e que o apoio do PS não irá servir para o pressionar. A pressão cívica e política é útil e legitima em democracia. Mas não se trata sequer de pressionar, mas sim uma demonstração de abertura para colaborar e para dar continuidade a um bom trabalho. Era isso que os socialistas esperavam e legitimamente exigem. É isso que reflete a tomada de posição da Concelhia do PS Porto. Eu acreditava que um movimento de cidadãos, que se dizem independentes e democratas, não correspondesse ao poder absoluto de um homem só, mas sim a um modelo de organização bem mais democratizador do que aquele que conhecemos nos partidos. Quem tomou essa decisão com RM? Quem é e o que é o Movimento do Porto.? É um “espaço onde cabem todos”? E nós, os cidadãos munícipes, também cabemos nessas tomadas de decisão? Começo a perceber que, comparativamente com os Movimentos, os partidos até são muito democráticos, sendo que a intervenção dos militantes e simpatizantes nunca permite ao líder fazer aquilo que lhe apetece. Por isso, pergunto: onde poderão os cidadãos independentes tomar partido desse debate e das melhores escolhas para a governação das Juntas, da Câmara e das demais estruturas que mantêm esta Cidade viva? Se o movimento de RM é democrático, nós podemos e devemos participar nele e até exercer pressão para que sejam tomadas as melhores decisões e feitas as melhores escolhas para cada uma das Juntas de Freguesia e Câmara Municipal, bem como para a vereação e para as demais estruturas da Área Metropolitana e da Região. Até posso abdicar da militância do PS, se para participar democraticamente isso for necessário. Mas antes, permitam-me que pergunte aos líderes do Movimento porque é que o PS, ou outro partido, não pode estar à espera de poder escolher cargos políticos ou de vereação, quando até se espera dos partidos que sejam capazes de se apresentar ao eleitorado com programas para cargos de representação e mesmo de presidência. Os vereadores do PS não têm sido uns bons parceiros? O PS não representa uma faixa do eleitorado? Então e os eleitores? Não tiveram nem terão uma palavra a dizer através do seu voto? São eles (o conjunto dos eleitores) que determinam a ocupação dos cargos políticos. RM não teve ainda a oportunidade de perceber nem de vivênciar a digna função que é liderar, dirigir e governar com oposição. Mas pode ser que ainda venha a passar por essa experiência democrática e aprenda a ser um líder menos autocrático. Quanto a adversários, refere RM que "espera do PSD um candidato com a máxima valia". Porquê e para quê? Para assumir compromissos e mais lugares de vereação com aqueles que diziam que as dívidas da Câmara de Gaia eram ou são um mito?

«David Ribeiro» >> Depois de ler este (extenso) texto do Zé De Baião fico cada vez mais perplexo com o facto da última reunião do PS-Porto ter aprovado por “unanimidade e aclamação” a Orientação Estratégica que foi tornada pública.

«Zé De Baião» >> Caro David Ribeiro, a orientação estratégica está escrita e é bem clara: reconhecer e valorizar o trabalho feito (também este da co-responsabilidade dos vereadores do PS) e "formalizar o diálogo necessário por parte do Presidente do PS Porto com o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, tendo em vista a continuidade do actual acordo político nas eleições autárquicas de 2017"... Veja-se que o diálogo político refere que será feito com "o Presidente da Câmara do Porto", porque não se sabe bem como negociar com um Movimento sem estrutura democrática. Ora, como é que se formaliza um diálogo se não houver compromissos relativamente a programas e cargos políticos? Estará RM à espera que um partido como o PS não ambicione ter os legítimos representantes dos seus eleitores? Não se esqueçam que o PS integra a Câmara com 26.237 votos e que em cada uma das Freguesias quem (re)conhece os melhores são os fregueses. Por isso, é legitimo que os fregueses tenham estruturas cívicas e políticas onde possam intervir democraticamente.

«David Ribeiro» >> Se o PS ambiciona ter legítimos representantes dos seus eleitores na CMPorto tem que ir a votos... Não há mas nem meio mas.

«Zé De Baião» >> Os partidos podem ir a votos de diferentes formas: 1 - Em coligação (já posta de fora por RM); 2 - Com acordo programático e de vereação, dando continuidade ao trabalho desenvolvido; 3 - Só com acordo programático e sem qualquer compromisso de vereação, mas com candidaturas às Juntas de Freguesia. É um processo complexo, mas para isso é que serve o diálogo e também os compromissos. Mas RM parece não querer compromissos com esse bicho mau que tem o nome de partido.

«David Ribeiro» >> Vão a votos... e depois se verá como dar continuidade ao trabalho desenvolvido.

«Zé De Baião» >> David Ribeiro Vamos deixar desenvolver o diálogo.



Publicado por Tovi às 09:34
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2015
Voto útil

E o voto útil (leia-se: votar contra estes governos que nos têm atazanado a vida) não poderá passar por "botar o papelinho" nos chamados movimentos/partidos emergentes?

Voto útil 22Set2015.jpg

  Paulo Baldaia, Director da TSF – 22Set2015

Sondagens a errar não é uma novidade em campanhas portuguesas, nem em campanhas europeias, como aconteceu a semana passada na Grécia e já tinha acontecido em Inglaterra. Nem isso significa que elas não reflictam a verdade do momento. O que acontece, muitas vezes, é que as próprias sondagens têm influência no voto dos indecisos. No voto de 4 de Outubro, estou convencido que a maior influência acontecerá à esquerda, entre os que têm como única certeza que não querem a continuidade do actual governo. Com os dados que tenho hoje, arrisco dizer que o PS ganhará com uma vantagem superior a 5 pontos.

A questão é saber o que é que o povo de esquerda quer fazer com o seu voto. Há mais esquerda no governo votando PS, para impedir a vitória da coligação, ou votando CDU, Bloco e Livre para reforçar o acordo de incidência parlamentar que poderá nascer de uma vitória minoritária de António Costa? Nos dias que faltam de campanha, ouviremos muitas vezes o PCP e o Bloco na luta contra o voto útil, ao mesmo tempo que António Costa repetirá até à exaustão que só o PS pode tirar a coligação do poder. A esquerda tem muito em que pensar.



Publicado por Tovi às 17:23
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