"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Quarta-feira, 29 de Junho de 2022
Já soam os tambores de guerra na Europa

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Estão reunidos em Madrid os líderes da NATO, a maior aliança de defesa do mundo. A reunião de alto risco de 28 a 30 de junho ocorre num momento de maior tensão global, com origem na invasão russa da Ucrânia. 

 

  Artigo de Priyanka Shankar publicado na Al Jazeera em 27jun2022 
Cinco coisas que devemos saber sobre as prioridades de defesa e segurança dos países, não apenas do Ocidente, mas também de todo o mundo.
1. O que está acontecendo e por que é importante - Na reunião do ano passado em Bruxelas, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, destacou que o relacionamento da aliança com a Rússia estava no seu “ponto mais baixo desde o fim da Guerra Fria”. (...) 
2. Esperava-se que a adesão à NATO da Suécia e da Finlândia fosse rápida. Isto ainda se mantém? - A cereja no topo do bolo da reunião deste ano será a candidatura da Finlândia e da Suécia à NATO. (...) 
3. A Ucrânia algum dia se juntará à NATO? - O Kremlin há muito critica o alargamento da NATO na Europa Oriental. (...) 
4. Reforço das despesas de defesa - Um dos maiores debates entre os aliados da NATO é quanto cada país gasta em defesa. (...) 
5. China na agenda? - Na reunião da NATO no ano passado, Stoltenberg destacou que “a China estava a aproximar-se da aliança” e disse que era importante para a NATO desenvolver uma posição clara e unida em relação a Pequim. (...) 

 

  Ao fim da tarde de ontem [28jun2022] soubemos que a Turquia assinou memorando de entendimento para a adesão de Suécia e Finlândia à NATO.
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A situação no Leste da Europa vai sofre inevitavelmente alterações político-militares com a adesão à NATO destes dois países nórdicos. Os próximos dias vão ser muito importantes para o rufar dos tambores de guerra. E já agora: Quer se goste quer não se goste a verdade é que Erdogan é um grande político e mais uma vez lá levou a água ao seu moinho.

 

  Ucrânia pode já não recuperar todo o seu território - CNN 28jun2022
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As autoridades na Casa Branca começam a perder a confiança de que a Ucrânia será capaz de recuperar todo o território que perdeu para a Rússia nos últimos quatro meses de guerra, mesmo com o armamento mais pesado e sofisticado que os EUA e os seus aliados pretendem enviar. Conselheiros do presidente Joe Biden começaram a debater internamente como e se o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deveria mudar a sua definição de “vitória” ucraniana - adaptando-se à possibilidade de o seu país ter encolhido de forma irreversível.

 

  Ao 126.º dia do conflito é assim que estamos
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Um ataque com mísseis russos matou três pessoas e feriu cinco na cidade portuária de Mykolaiv na manhã de quarta-feira, disseram autoridades locais, um dia depois dos ataques que mataram três pessoas, incluindo uma menina de seis anos, nas proximidades de Ochakiv. 
Existe uma possibilidade real de que o míssil russo que atingiu um shopping-center lotado em Kremenchuk e matou pelo menos 18 pessoas, tenha sido destinado a um alvo próximo, disse o Ministério da Defesa britânico. 
Autoridades pró-russas na região ocupada de Kherson, na Ucrânia, disseram que as suas forças de segurança prenderam o prefeito da cidade, Ihor Kolykhayev, na terça-feira, depois de ele se ter recusado a seguir as ordens de Moscovo, enquanto uma autoridade local de Kherson disse que o prefeito foi sequestrado. 
Um referendo para a região de Donetsk, maioritariamente ocupada, a ser absorvida pela Rússia será realizado em 11 de setembro, disse o assessor do prefeito de Mariupol. 

 

  
António-Costa-2.jpgNa chegada à Cimeira da NATO, que se realiza em Madrid, o primeiro-ministro António Costa frisou a importância de “construir a paz e garantir uma paz duradoura nesta região euro atlântica, em especial na Europa”. Aos jornalistas e quando questionado sobre o reforço das forças de elevada prontidão anunciado por Jens Stoltenberg - que passarão de 40 mil para 300 mil - António Costa não se alongou com datas nem números concretos sobre o papel de Portugal, mas defendeu que o país irá participar “da forma adequada”“Temos incrementado a nossa participação nas forças especiais, nomeadamente na NATO. Participaremos da forma adequada àquilo que são as nossas circunstâncias”, disse. O primeiro-ministro admitiu que Portugal não pode “objetivamente comprometer” com uma data para atingir a meta de 2% do PIB destinados à Defesa, sublinhando que o país só assume “compromissos que pode cumprir”. "Nós assumimos compromissos que sabemos que podemos cumprir. (...) De uma forma séria, não podemos objetivamente comprometer-nos com uma data [para atingir os 2% do PIB destinados à Defesa], atenta a situação de incerteza que a economia global está a viver, com um enorme crescimento da inflação, com uma pressão sobre as taxas de juros, e a grande determinação que temos de uma forte redução da nossa dívida pública", justificou António Costa.

 

  Forças da NATO no leste europeu
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  NATO - Novo Conceito de Estratégia (em pdf) 
Captura de ecrã 2022-06-29 171542.jpgA NATO aprovou esta quarta-feira o novo conceito de estratégia para a próxima década. Um viragem naquilo que tem vindo a ser feito, e que confirma muitas novidades, grande parte delas impulsionadas pela invasão russa da Ucrânia. Num clima constante de tensão desde 24 de fevereiro, os 30 países-membros decidiram redefinir a relação que têm com a Rússia, que passa de um "parceiro estratégico" à "mais significativa e direta ameaça aos aliados", esquecendo todo um caminho que tinha sido iniciado em Lisboa, em 2010, e com o qual a Rússia decidiu romper este ano. Nesse ano, abriu-se caminho para uma aproximação entre NATO e Rússia, sendo que o presidente da altura, Dmitry Medvedev, chegou mesmo a participar no evento que decorreu na capital portuguesa. 




Quarta-feira, 1 de Junho de 2022
98.º dia da invasão russa da Ucrânia

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  E é assim que estamos no leste da Ucrânia
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  Danos colaterais do conflito... Grécia, Turquia e Chipre enfrentam uma temporada de verão incerta à medida que o número de turistas russos cai por causa da guerra na Ucrânia.
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  A Turquia ainda não se "entendeu" com a Suécia e a Finlândia... e sem este "entendimento" o alargamento da NATO aos países nórdicos está comprometido.
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  As guerras sempre criaram inconfessáveis negócios... até para os chamados "voluntários"
Serafim Nunes na sua página do FacebookE já agora, sobre solidariedade e guerra… Conheci há tempos uma pessoa que participa habitualmente em missões da ONU e da OMS. Acaba de regressar de três meses na Polónia numa missão de apoio aos refugiados Ucranianos. Perguntei-lhe como funciona esse apoio, designadamente em termos financeiros. Se recebem os salários de que habitualmente auferem, uma parte dele, enfim... como? E fiquei estupefacto. Pagam muito bem, respondeu ele. No meu caso, pelo menos o dobro do que ganha um engenheiro especializado em Portugal. Não digo que não se justifique, tendo em conta os riscos da guerra. Mas como continuo ingénuo, sempre pensei que houvesse algo de dádiva nestas missões... por jeitos, é um excelente trabalho (pelo menos para os portugueses)!

 

  Danos colaterais do conflito... A taxa de inflação homóloga atingiu um novo máximo de 8,1% em maio, segundo uma estimativa rápida hoje divulgada pelo Eurostat.
naom_5a2e49e3bd822.jpgA taxa de inflação homóloga de maio compara-se com os 7,4% de abril e a subida deve-se, principalmente, ao aumento dos preços da energia (39,2%), seguindo-se o setor da alimentação, álcool e tabaco (7,5%), o dos bens industriais não energéticos (4,2%) e o dos serviços (3,5%). Em Portugal, o Eurostat estima que a inflação atinja os 8,1%.

 

  Mais um dano colateral do conflito Rússia-Ucrânia
Notícia completa aqui
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Publicado por Tovi às 07:59
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2022
Ação diplomática no seio da NATO

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A invasão russa da Ucrânia despoletou uma grande e importante ação diplomática no seio da Aliança Atlântica, pois nem todos parecem estar de acordo quanto à adesão da Finlândia e da Suécia à NATO. Neste momento temos a Hungria (aderiu à Aliança em 1999) e a Turquia (não sendo fundadora está na Aliança desde 1952) a colocarem sérias reservas ao alargamento da NATO aos dois Estados Bálticos. Não vai ser tarefa fácil, até porque as lideranças atuais da Hungria e Turquia não têm nada a ver com as do tempo em que entraram para a Aliança, nem o mundo é o mesmo. 

 


Captura de ecrã 2022-05-23 101653.jpgO presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse no sábado passado [21mai2022] que Ancara não olharia "positivamente" para as propostas da Suécia e da Finlândia ingressarem na NATO, a menos que suas preocupações fossem abordadas, apesar do amplo apoio de outros aliados, incluindo os Estados Unidos. A Turquia há muito acusa os países nórdicos, em particular a Suécia, que tem uma forte comunidade de imigrantes turcos, de abrigar rebeldes curdos fora da lei, bem como apoiantes de Fethullah Gülen, o pregador dos EUA procurado pelo fracassado golpe de 2016. 

 


images.jpgViktor Orban é o líder europeu mais próximo de Putin e a oposição do primeiro-ministro húngaro ao alargamento da NATO tem muito a ver com a sua discordância das sanções ao petróleo russo, do qual a Hungria é altamente dependente. 

 


Captura de ecrã 2022-05-23 115334.jpgO ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse na passada 6.ª feira [20mai2022] que Moscovo lançará 12 unidades e divisões militares na região oeste em resposta às pretensões da Suécia e Finlândia ingressarem na Aliança Atlântica. Essas ameaças também incluem os Estados Unidos que têm aumentado os voos estratégicos de bombardeiros, enviado navios de guerra para o Mar Báltico e intensificando os exercícios de treino na região com seus parceiros da NATO. “A tensão continua a crescer na zona de responsabilidade do Distrito Militar do Oeste. Estamos tomando contramedidas adequadas”, disse Shoigu.

 

  Alemanha, França e Itália já fazem propostas de abertura a Moscovo
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"(...) Uma grande preocupação é que vitórias militares ucranianas possam desestabilizar a Rússia, tornando-a ainda mais imprevisível e colocando uma normalização das ligações energéticas ainda mais fora de alcance. É por isso que algumas capitais da Europa Ocidental, de forma silenciosa, já trabalham numa resolução “salvando a face” para o conflito, mesmo que isso custe algum território à Ucrânia. Mesmo que Macron e o chanceler alemão Olaf Scholz tenham dito repetidamente que caberia à Ucrânia determinar as condições para a suspensão das hostilidades, eles recentemente enfatizaram sua preferência por um cessar-fogo, mais cedo ou mais tarde. (...)"
Leiam o artigo completo aqui 

 


transferir.jpgAs sanções do Ocidente a Moscovo, são o que são... mas a verdade é que a recuperação do rublo já levou a moeda russa para 30% mais forte em relação ao dólar do que era antes da Rússia invadir a Ucrânia.



Publicado por Tovi às 10:03
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2022
2ª Conferência de “Valdai Discussion Club”

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Desde ontem e terminando hoje [17 e 18 de maio] temos na cidade russa de Níjni, a 2ª Conferência da Ásia Central de “Valdai Discussion Club”. O tema deste ano é “Rússia – Ásia Central: Cooperação e Desenvolvimento no meio da Instabilidade”.

A Conferência da Ásia Central terá a participação de cerca de 40 especialistas de 9 países – Rússia, China, Índia, Irão, Cazaquistão, Quirguistão, Paquistão, Tajiquistão e Uzbequistão. Esta cidade de Níjni, uma das maiores cidades da parte europeia da Rússia, foi escolhida como sede da Conferência da Ásia Central, para servir de ligação entre a Europa e a Ásia do ponto de vista histórico e civilizacional. O simbolismo desta escolha reside no facto desta cidade ser a retaguarda da Rússia: durante o Tempo das Perturbações, foi lá que a milícia popular foi formada para combater os intervencionistas europeus e, durante a Grande Guerra Patriótica, as forças industriais e intelectuais. As reservas humanas da cidade deram uma contribuição inestimável para a vitória da ex-União Soviética sobre a Alemanha nazi.

Os principais temas da conferência são os seguintes:
Desenvolvimento da Rússia e da Ásia Central no contexto de novas turbulências geopolíticas;
Segurança coletiva na Ásia Central;
Cooperação entre a Rússia e os países da região no domínio da economia e dos transportes;
Laços inter-regionais entre a Rússia e as cinco repúblicas da Ásia Central.
 
  Andrey Sushentsov, diretor do programa Valdai Club
Fundamentos estratégicos da crise ucraniana
Provavelmente estamos no ponto de partida de uma crise que se desenrola e não perto de seu fim. Por que as relações russo-ucranianas dizem respeito a todos os russos e ucranianos? Até certo ponto, o que está acontecendo é uma guerra civil atrasada, que poderia ter acontecido no início dos anos 1990 com o colapso da URSS, quando a primeira geração de líderes russos e ucranianos se gabava de ter evitado um divórcio sangrento como o da Jugoslávia. Na Rússia, todas as pessoas têm parentes no país vizinho e o que está acontecendo lá é mais uma questão de política doméstica. Por exemplo, se o governo ucraniano fechar igrejas ortodoxas russas ou banir um partido político de oposição pró-russo, a história terá cobertura imediata na TV estatal e políticos russos emitirão declarações.
(...)
A primeira proposta diplomática que a Rússia fez no início da crise foi que a Ucrânia permanecesse neutra, que a Crimeia fosse reconhecida como território russo e que as repúblicas do Donbas fossem reconhecidas como independentes. Em resposta a essas demandas, a Ucrânia apresentou a sua própria: a repatriação completa de seu território anterior a 2014 e nenhum passo em direção à Rússia. A maximização das demandas ucranianas significa que um ponto de equilíbrio ainda não foi encontrado na campanha militar em andamento. No entanto, ele tem suas próprias opções de desenvolvimento. No primeiro cenário, o atual governo ucraniano e a Rússia firmam um acordo que leva em consideração as demandas russas, e esses acordos são reconhecidos pelo Ocidente como parte de um pacote de segurança europeu. A crise russo-ucraniana daria lugar a um confronto político-militar russo-ocidental, semelhante à Guerra Fria. O segundo cenário pressupõe o desenvolvimento de eventos sob a influência da situação militar no terreno. Como resultado, ou um equilíbrio é inevitavelmente encontrado, ou uma das partes prevalece. Nesse caso, há riscos de que o Ocidente não reconheça os resultados do acordo, e um novo governo ucraniano surja e seja combatido pelo governo no exílio. A partir do Ocidente, haverá um sistema de apoio ao subterrâneo ucraniano, semelhante ao que existia no oeste da Ucrânia na década de 1950. O terceiro cenário envolve uma forte escalada de tensão entre a Rússia e o Ocidente. É possível que a crise se espalhe para os países da NATO ou a escalada da guerra de sanções contra a Rússia siga na esperança de abalar os fundamentos do estado russo. Nesse caso, os riscos de uma confronto nuclear aumentarão. No entanto, até agora, vemos que os líderes ocidentais estão se distanciando de tais planos e dizendo que não enviarão forças da NATO para esse conflito. No entanto, vimos repetidamente como o Ocidente cruza suas próprias “linhas vermelhas” – isso pode realmente acontecer novamente
  Negociações Moscovo - Kiev
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Não há negociações entre as delegações russa e ucraniana neste momento, segundo disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Andrey Rudenko, durante a 2ª conferência da Ásia Central do clube de discussão internacional Valdai. Acrescentou: “As negociações não continuam. A Ucrânia, de facto, desistiu do processo de negociações". Vladimir Putin, numa conversa telefônica com o presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, já tinha dito que as negociações Moscovo-Kiev foram interrompidas porque "o lado ucraniano não demonstrou interesse num diálogo construtivo".
 
 
  Os "amigos" de Putin na UE e na NATO
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O aliado mais próximo de Putin na União Europeia é o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, que já ameaçou vetar a proposta de sanções ao petróleo russo que os outros 26 estados-membros aprovaram. [A Hungria é membro da UE desde maio de 2004]
Da mesma forma, na NATO, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, não vê com bons olhos a possível adesão das potências historicamente neutras da Finlândia e da Suécia, cuja adesão é apoiada pelo resto da aliança. [A Turquia é membro da NATO desde 1952]
 
  E depois eu é que sou “russófilo”
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As receitas de petróleo da Rússia dispararam 50% este ano, isto apesar das sanções aprovadas pelos Estados Unidos da América e pelo Reino Unido. Apesar da sua vontade de reduzir a dependência do petróleo russo, a União Europeia manteve-se como o principal mercado das exportações russas em abril, pesando 43% no total. Moscovo ganhou 20 mil milhões de dólares por mês este ano com a venda de crude e de produtos refinados, a um ritmo de oito milhões de barris por dia, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), citadas pela “Bloomberg”.


Publicado por Tovi às 07:13
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Terça-feira, 17 de Maio de 2022
Alargamento da NATO... sim ou não?

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Atuais Estados-Membros da NATO: Albânia, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, República Checa, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos da América, Estónia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Macedónia do Norte, Montenegro, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, Roménia e Turquia.

No início da Guerra Fria, em 1949, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN/NATO) tinha apenas 12 membros. Após o colapso soviético de 1991, 11 nações do Leste Europeu que costumavam ser satélites de Moscovo e três repúblicas soviéticas juntaram-se à aliança. O Kremlin viu a expansão como uma ameaça existencial e um apelo para acabar com ela fazia parte da lista de demandas de Putin entregue ao Ocidente, antes da invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro. Assim, os anúncios de Estocolmo e Helsínquia são um golpe duplo na reputação de Putin tanto no exterior quanto em casa. “Isso marca a derrota de Putin em duas frentes – estrangeira e doméstica”, afirmou Sergei Biziukin, publicitário e ativista da oposição que fugiu da Rússia em 2019. Alguns anos atrás, várias forças políticas viram a NATO como uma relíquia obsoleta da Guerra Fria, mas na Europa – com exceção da Hungria e Sérvia, amigas de Putin – percebeu-se o perigo da recém-descoberta assertividade da Rússia a que alguns chamaram de desrespeito à ordem mundial pós-Segunda Guerra Mundial.

 


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Quer se goste ou não a verdade é que “a faca e o queijo” estão nas mãos de Erdogan. Ainda vai correr muita água debaixo da ponte do Bósforo até haver unanimidade dos atuais membros da NATO sobre as adesões da Finlândia e Suécia. Fontes do Ministério da Justiça turco, referem que nos últimos cinco anos nenhum dos 33 pedidos de extradição enviados por Ancara recebeu resposta positiva por parte de Estocolmo ou de Helsínquia. Os pedidos de extradição relacionam-se com pessoas procuradas por Ancara e acusadas de serem membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), ou do movimento de Fethullah Gülen.

 


1200px-Emblem_of_the_Collective_Security_Treaty_OrO Presidente russo, Vladimir Putin, assegurou ontem [2.ª feira 16ma2022] que a adesão à NATO da Finlândia e da Suécia não é um problema para a Rússia mas que passará a sê-lo se incluir a colocação de armas no território desses países"A Rússia não tem problemas com esses países, já que a sua entrada na NATO não cria uma ameaça", disse Putin durante a cimeira da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (Rússia, Bielorrússia, Arménia, Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão). Contudo, o líder russo acrescentou que, se o alargamento da NATO for acompanhado pela localização de "infraestruturas militares" naqueles países, Moscovo ficará obrigado a "reagir". "Vamos decidir com base nas ameaças que a NATO nos criar", explicou Putin, referindo-se ao alargamento da Aliança como uma questão “artificial”, que foi criada “no interesse da política externa dos Estados Unidos”. "A NATO é usada como instrumento de política externa, essencialmente, de um único país, com insistência, maestria e muita agressividade", denunciou o líder russo, considerando que o alargamento da organização militar ocidental “deteriora a já complicada situação internacional no domínio da segurança”. Putin considera essa expansão como uma ferramenta usada pelos EUA "para controlar a situação internacional do ponto de vista da segurança, para influenciar outras regiões do mundo".

 


transferir.pngNum comunicado o Partido Comunista Português, veio ontem [2.ª feira 16mai2022] dizer que considera que a adesão dos dois países nórdicos à Organização do Tratado do Atlântico Norte é feita de uma maneira “precipitada e evitando que os povos desses países se possam pronunciar sobre uma decisão com tão inquietantes consequências para os próprios” e para os restantes países europeus. O partido acusa também a NATO de promover “forças hostis” contra a Rússia, “incluindo forças abertamente fascistas que idolatram colaboracionistas com os nazis durante a II Guerra Mundial”.

 

   Da série "Expansão da NATO"
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Publicado por Tovi às 07:16
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2022
Covid ou Guerra... venha o diabo e escolha

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  Portugal contabilizou, na última semana, 99.866 casos e 142 mortes de covid-19. Os dados, relativos ao período entre 3 de maio e 9 de maio, refletem um aumento de 23.746 infeções e de 15 óbitos, face ao número reportado no último balanço (entre 26 de abril e 2 de maio).
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  Na Ucrânia as tropas de Putin continuam no 82.º dia da invasão com os combates a intensificarem-se no leste do país, na zona do Donbas. O exército russo está a tentar avançar em direção a Sloviansk e Kramatorsk, numa tentativa de isolar as tropas ucranianas e cortar o seu contacto com o resto do país. Do outro lado da barricada as forças ucranianas destruíram parte de uma coluna militar russa em Donbas, quando as tropas da Rússia tentavam atravessar um rio.
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Captura de ecrã 2022-05-16 175614.jpgAs autoridades ucranianas não confirmaram, até agora, qualquer acordo, mas a Agência de Notícias Russa TASS noticiou na tarde de hoje um comunicado do Ministério da Defesa da Rússia: “Um regime de silêncio [das armas] está em vigor atualmente [na fábrica de aço Azovstal, em Mariupol] e um corredor humanitário aberto, pelo qual os soldados ucranianos feridos estão a ser transportados para os estabelecimentos médicos de Novoazovsk”, em território controlado pelas forças russas e pró-russas. Já ao fim do dia a Reuters avançou que foram transportados do complexo siderúrgico de Azovstal, para um centro médico na cidade de Novoazovsk, cerca de 300 soldados feridos.

280652104_10221379925995488_7034225621293759954_n.A Rússia, com uma população de 144 milhões, invadiu um país de 44 milhões de habitantes e até hoje as suas “vitórias” não são significativas, mas também não deverão ser desprezadas. Dizia-se nos primeiros dias da entrada das tropas de Putin pelo norte ucraniano que seriam dois ou três dias para chegarem a Kiev, depor o governo de Volodymyr Zelensky e colocar um qualquer governo fantoche na capital da Ucrânia. As coisas não foram assim e ainda hoje não há um motivo minimamente credível para o facto de quilómetros de veículos militares russos terem estado parados durante semanas a fio numa estrada de acesso a Kiev. Depois foram-se embora, não sem deixarem “crimes de guerra” nas redondezas da capital. Já no leste e sul da Ucrânia as coisas foram diferentes e a situação não é atualmente risonha para o governo de Kiev. Daí eu pensar que é tempo de se negociar… pois quando o nosso adversário é tão poderoso como é a Rússia há que lhe “proporcionar” uma “saída airosa” num “acordo de paz”. Infelizmente as autoproclamadas repúblicas do Donbas estarão condenadas a saírem do controle de Kiev e é impensável que a península da Crimeia volte ao que era antes de 2014. (E depois de lerem o que aqui acabei de escrever não vale a pena virem chamar-me “russófilo”. Não sou, nunca fui e seguramente nunca virei a ser um saudoso da União Soviética, muito menos “admirador de Putin”. Mas sou um eterno defensor do diálogo e da diplomacia, tendo como único objetivo a PAZ)



Publicado por Tovi às 08:29
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2022
Finlândia vai pedir adesão à NATO

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Finlândia vai avançar "sem demora" com pedido de adesão à NATONuma declaração conjunta com a primeira-ministra Sanna Marin, o Presidente Sauli Niinisto confirmou no dia de ontem de manhã [5.ª feira, 12mai2022] aquilo que se esperava e anunciou que a Finlândia vai mesmo avançar com o pedido de adesão à NATO — e “sem demora”. “Durante esta Primavera, teve lugar um importante debate sobre a possível adesão da Finlândia à NATO”, pode ler-se na declaração assinada por ambos. De acordo com as mais recentes sondagens, 76% dos finlandeses são neste momento favoráveis à entrada do país na NATO — antes da guerra na Ucrânia, apenas um quarto da população dizia o mesmo, disse ontem a britânica Sky News.

  Principais membros do Senado dos EUA prometem apoiar adesão da Finlândia à NATO. Também a França apoia plenamente o desejo da Finlândia de aderir à NATO, decisão que deve ser anunciada no domingo e à qual Moscovo ameaça responder com medidas "militares-técnicas"

  Moscovo ameaçou com retaliação militar caso a Finlândia confirme a adesão à NATO. "A adesão da Finlândia à NATO é uma mudança radical na política externa do país", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, em comunicado. "A Rússia será forçada a tomar medidas de retaliação, tanto de natureza militar-técnica, quanto de outra natureza, a fim de impedir que surjam ameaças à sua segurança nacional."

  O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, vai reunir-se na sexta-feira, em Helsínquia, com o seu homólogo finlandês, Pekka Haavisto, para debater a adesão da Finlândia à NATO, anunciou o Governo português.

  As Forças de Defesa da Finlândia (FDF), também conhecidas como Forças Armadas da Finlândia (FAF), são constituídas por Exército, Força Aérea e Marinha, com cerca de 35 mil soldados uniformizados, sendo 25% destes profissionais (mais cerca de 900 mil reservistas) e um orçamento de quase cinco mil milhões de euros (dados de 2021).

  Não esqueçamos que para os finlandeses os acontecimentos na Ucrânia evocam um perturbante sentimento da familiaridade. Os soviéticos invadiram a Finlândia no final de 1939. Durante mais de três meses o exército finlandês opôs uma tenaz resistência, apesar da grande desproporção de efetivos. Evitaram a ocupação, mas perderam 10% do território.

 

  Antes que Putin resolva fazer uma “operação militar especial” na Finlândia, invocando que há por lá nazis, é interessante ler o que em 1 de agosto de 2021 o meu amigo Vicente Ferreira da Silva escreveu no Observador:

200px-Lapuan_liike.svg.pngEm 1929, a frágil democracia finlandesa foi posta à prova com o aparecimento do Movimento Lapua, de extrema-direita, que defendia a erradicação do comunismo sem olhar a meios, advogando abertamente o uso da violência para esse efeito. Vendo ganho político nesta posição, os governantes da União Agrária, de centro-direita, acederam às exigências e não só toleraram a violência da extrema-direita, como também negaram direitos políticos aos comunistas. Em 1930, o conservador P. E. Svinhufvud, chegou a Primeiro-ministro e deu duas pastas no Governo aos extremistas. Um ano mais tarde, Svinhufvud tornou-se Presidente da Finlândia. Contudo, mesmo após a eliminação do partido comunista, o Movimento Lapua mantinha a sua postura radical e virava-se agora contra os sociais-democratas. Perante o aumento desta atitude extremista e intolerante, os partidos finlandeses tradicionais romperam com o Movimento Lapua. Numa inequívoca demonstração de apoio à democracia, a União Agrária, os Liberais do Partido Progressista e o Partido do Povo Sueco uniram-se aos seus rivais, os Sociais Democratas, numa coligação contra os extremistas de direita. Até Svinhufvud apoiou esta solução. Daqui resultou o isolamento e o posterior desaparecimento político do Movimento Lapua.

 

  A reação da Turquia é a primeira voz discordante no seio da NATO
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Publicado por Tovi às 08:25
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2022
Diálogo e Diplomacia... é preciso e fundamental

A Diplomacia é um instrumento da política externa, para o estabelecimento e desenvolvimento dos contatos pacíficos entre os governos de diferentes Estados, pelo emprego de intermediários, mutuamente reconhecidos pelas respetivas partes.

 


image (1).jpgEsta 2.ª feira [2mai2022] o presidente turco voltou  a convidar os seus homólogos da Rússia e da Ucrânia, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, para uma cimeira na Turquia e garantiu que ambos os países lhe pediram ajuda para poder exportar cereais. "Tanto os ucranianos quanto os russos querem ajuda para exportar cereais", disse Recep Tayyip Erdogan aos órgãos de comunicação social depois de terminar a oração do Ramadão numa mesquita de Istambul.

 


Captura de ecrã 2022-05-03 173103.jpgO primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante uma visita oficial a Copenhaga, capital da Dinamarca, no dia de ontem [3.ª feira, 3mai2022] apelou a um "cessar-fogo imediato" na Ucrânia e pediu "diálogo e diplomacia para resolver o problema". Desde o início da guerra, a Índia tem sido duramente criticada por adotar uma postura neutral relativamente a este conflito.

 


Captura de ecrã 2022-05-03 174457.jpgEmmanuel Macron, presidente francês, pediu ontem [3.ª feira, 3mai2022] a Putin que "permita" a continuação da retirada de civis da fábrica de Azovstal, em Mariupol. Na chamada telefónica entre os dois chefes de estado, Macron deixou claro que a retirada dos civis deve ser feita "em coordenação com os atores humanitários e deixando que os civis escolham o seu destino, em conformidade com o Direito Internacional humanitário". O pedido surge numa altura em que as tropas russas voltaram a atacar o complexo industrial, de onde só foram retirados 159 civis.

 


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Embora a crise da invasão russa da Ucrânia ainda configure uma situação muito delicada, uma solução diplomática não está, nem pode estar, descartada. Todos aqueles que concordem numa janela crucial para a diplomacia, fazendo a Rússia recuar nas suas ameaças à Ucrânia, são bem-vindos ao diálogo. No passado dia 24 de abril assinalou-se o Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz, comemoração que enaltece o valor da cooperação internacional para o bem comum. Durante quase 75 anos, os acordos multilaterais estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial ajudaram a evitar um terceiro conflito global. No entanto, tal cooperação não se pode dar como garantida e continuamos a ter conflitos não resolvidos. Todos não somos demais para o diálogo e diplomacia em busca da PAZ.

 

  Hummm!... E estarão todos de acordo?... ao que constam há países que não estão p'raí virados.
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Quando a Rússia bloqueou na semana passada a venda de gás à Bulgária e à Polónia e ameaçou outros países que não aceitem pagar as faturas de energias em rublos, o Presidente dos EUA, Joe Biden, disse que não deixará que a Rússia “intimide” os países europeus com ameaças de bloqueio de recursos energéticos. “Não permitiremos que usem as suas reservas de petróleo ou de gás para evitar as consequências da sua agressão. Estamos a trabalhar com outros países, como Japão, Coreia do Sul ou Qatar para ajudar os nossos aliados europeus, ameaçados por essas chantagens”, prometeu Biden. E quanto é que isto vai custar aos bolsos dos europeus? É certo que todos teremos que "pagar" o que está a acontecer no leste europeu, mas há uns que pagarão muito mais do que outros. A continuação desta situação de "guerra" não vai levar a lado nenhum... reúnam-se à volta de uma mesa, dialoguem, pois com a Diplomacia poderá conseguir-se muito mais do que com os canhões.

Li ontem que quer a Rússia quer a Ucrânia estão "à rasca" para exportar os seus cereais e que Erdogan já está a tentar negociar com ambos uma forma de se conseguir fazer sair, via Mar Negro, estas produções, que até já estão a fazer falta em muitos países. É desta forma que se poderá chegar a algo que poderá ir na direção da PAZ.

Ao fim de dia de hoje soube-se que a Hungria rejeitou a proposta de um embargo progressivo da União Europeia (UE) ao petróleo russo nos termos propostos pela Comissão Europeia, alegando que põe em causa a segurança energética do país. A proposta prevê a proibição gradual das importações de petróleo pelos Estados-membros até final deste ano, mas inclui um ano suplementar para Hungria e Eslováquia, dois países altamente dependentes dos hidrocarbonetos russos. “O Governo, nesta forma atual [da proposta], não pode aprovar responsavelmente o novo pacote de sanções”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, no Uzbequistão, onde se encontra em visita oficial, citado pela agência espanhola EFE. Szijjártó reconheceu que a proposta prevê um ano suplementar para a Hungria eliminar as importações de petróleo russo, mas mesmo assim considerou que “não é tempo suficiente”. O chefe da diplomacia de Budapeste reiterou que o abastecimento energético da Hungria “está atualmente estável” e que o sexto pacote de sanções da UE contra a Rússia iria “afundá-lo completamente”.

 
 
 
  Ele lá sabe as linhas com que se cose, mas a evolução das tropas no terreno não augura nada de bom e era capaz de ser a altura para Zelensky se sentar a uma mesa de negociações, antes que se vão os anéis e nem fiquem os dedos.

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta quarta-feira que o seu país não pode aceitar nenhum acordo com Moscovo enquanto as tropas russas permanecerem em território da Ucrânia. "Não aceitaremos um conflito congelado", sublinhou num encontro do Conselho de CEO (presidentes executivos) do The Wall Street Journal, acrescentando que não quer que a Ucrânia seja arrastada para um "lamaçal diplomático" como o acordo de paz para o leste da Ucrânia que foi intermediado pela França e pela Alemanha em 2015.


Jorge Veiga - às vezes mais vale ficar sem dedos... Eles lá sabem.
Manuel Rocha - Estou de acordo com o Presidente Ucraniano, negociação com os assassinos no terreno não é negociação, é "cedência".
David Ribeiro - Pois é, Manuel Rocha... mas por vezes até com os assassinos - e Putin e seus acólitos são assassinos - se tem que negociar. É que o Povo, o mais importante em tudo isto, muito pouco mais poderá aguentar.
Manuel Rocha - David Ribeiro, o Presidente está a seguir a vontade do Povo Ucraniano, aliás... Cedendo, os milhares e milhares de mortos seriam em vão.
David Ribeiro - Espero estar redondamente engando, caríssimo Manuel Rocha, mas a história já me ensinou como é que estas coisas normalmente acabam. É triste, mas o destino da Ucrânia como gostaríamos de o ver, não parece muito viável, a continuarem nesta posição os senhores de Kiev. Ainda agora acabei de ler os comentários feitos pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano e vê-se que estão a chegar a um ponto em que já não sabem o que é a diplomacia. "O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, afirmou esta quarta-feira que os Estados-membros da União Europeia que se opõem a um embargo ao petróleo russo são “cúmplices de crimes de guerra."
Manuel Rocha - Com o hitler também deixou de haver diplomacia,tal como agora com o putin.
Teresa Canavarro - David Ribeiro a cedência seria uma rendição e a História também nos ensinou que a negociação com um assassino tem um preço muito alto.
David Ribeiro - E o que é que a minha querida amiga Teresa Canavarro vê como solução?... a continuação de combates até um se render?
Teresa Canavarro - David Ribeiro infelizmente só vejo uma solução. Não ter medo de Putin. É isso implicaria arriscar se calhar a nossa sobrevivência. Terrível, pois. Um bjo.



Publicado por Tovi às 07:33
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Terça-feira, 26 de Abril de 2022
Guterres meteu pés ao caminho... a ONU no terreno

Captura de ecrã 2022-04-24 101456.jpgNão vos parece, ou serei só eu que considero esta "indignação" do presidente ucraniano completamente descabida?... Tanto quanto me foi dado saber pela comunicação social António Guterres vai a Kiev dois dias depois de visitar Moscovo e esta sua decisão, seja qual tenha sido o motivo, não me parece relevante para o fim pretendido pela ONU. Dizem as últimas notícias (via Al Jazeera) que "o secretário-geral da ONU visitará a Turquia, importante mediador que busca o fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia, antes de seguir para Moscovo e Kiev, segundo o seu gabinete".
Desculpem lá meus amigos, mas continuo sem entender qual a relevância de Kiev ser visitada pelo Secretário-geral da ONU depois ou antes de Moscovo... provavelmente o defeito será meu, mas não consigo entender, até porque são escassos os argumentos que apoiam esta "indignação" do presidente da Ucrânia e, tanto quanto me parece, em nada contribuem, quer para a condenação do invasor Putin, quer para a tão desejada paz.

 

  Agenda do Secretário-geral da ONU
O secretário-geral visitará Ancara, na Turquia, onde, no dia 25 de abril, será recebido pelo presidente Recep Tayyip Erdoğan.
O secretário-geral visitará Moscovo, Federação Russa, onde, no dia 26 de abril, terá uma reunião de trabalho e almoço com o chanceler Sergey Lavrov e será recebido pelo presidente Vladimir Putin.
O secretário-geral também visitará a Ucrânia, onde terá uma reunião de trabalho com o ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, e será recebido pelo presidente Volodymyr Zelensky em 28 de abril. Também se reunirá com funcionários de agências da ONU para discutir a ampliação da assistência humanitária ao povo da Ucrânia.


Paulo Pereira - Se calhar esta espera para actuar pode ter feito sentido. Talvez as partes possam agora finalmente negociar um acordo.
Paulo Teixeira - Já vem tarde e vai com prioridade trocadas... Devia ir a Polónia que está ela sim a aguentar tudo quase sozinha... De facto o homem não foje de pântanos... Ele é um
Paulo Pereira - Paulo Teixeira parece que o objectivo destas visitas é tentar obter um cessar fogo e negociações entre as partes em guerra por isso essa ordem das visitas
Paulo Teixeira - Paulo Pereira dois meses depois de um silêncio sangrento? Já vem tarde e nada vai sair dali. Nem o exemplo que devia ter sido ele a dar de início
Paulo Pereira - Paulo Teixeira mas mais vale tarde que nunca e alguma coisa poderá resultar. Pior não fica...
Paulo Teixeira - Paulo Pereira será... Feliz por existir um optimista... Fazem falta
David Almeida - Apenas leva um atraso de 2 meses... Tentar mediar algo que escalou para a destruição, quase total, das maiores cidades da Ucrânia, poder-se-á dizer que 'a montanha vai parir um rato'...!
David RibeiroContextualizando... No início de março deste ano a Assembleia Geral das Nações Unidas votou para exigir que a Rússia parasse a sua ofensiva e retirasse imediatamente todas as tropas. As resoluções da Assembleia não são juridicamente vinculativas, mas podem refletir e influenciar a opinião mundial. A votação viu 141 estados votarem a favor da moção, cinco contra (Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia) e 35 abstenções (China, Índia, Irão e Iraque, entre outros). Esta foi a primeira sessão de emergência convocada desde 1997.
David AlmeidaDavid Ribeiro logo aí, devia ter havido uma reação 'musculada' por parte da ONU.
David RibeiroPois, David Almeida ... mas o direito de veto, coisa que no meu entender nunca teve razão de ser, condiciona tudo.
David AlmeidaDavid Ribeiro tem toda a razão, estou na mesma 'amurada'...

  O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, encontrou-se esta segunda-feira com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan
Captura de ecrã 2022-04-26 002804.jpgEm comunicado, a ONU informou que Guterres aproveitou o encontro com Erdogan para expressar o seu apoio aos esforços diplomáticos em andamento por parte da Turquia em relação à guerra na Ucrânia, com ambos a reforçarem que o "seu objetivo comum é acabar com a guerra o mais rápido possível e criar condições para acabar com o sofrimento dos civis". "Eles enfatizaram a necessidade urgente de acesso efetivo através de corredores humanitários para evacuar civis e fornecer assistência muito necessária às comunidades afetadas. O Presidente e o secretário-geral concordaram em manter contacto para acompanhar as iniciativas em andamento", diz a nota. Ainda no encontro em Ancara, capital da Turquia, Guterres e Erdogan discutiram ainda o impacto da guerra da Rússia na Ucrânia em questões regionais e globais, incluindo em setores como energia, alimentos e finanças.


Paulo Teixeira - David Ribeiro ou seja andaram a fazer tricô ....
David Ribeiro - Não te esqueças, Paulo Teixeira, que Erdogan é uma peça chave na geopolítica da região, quer se goste ou não.
Paulo Teixeira - David Ribeiro um tigre de papel...
Mário Santos - Meteu os pés e vão lhe dar uns patins.

 

  Guterres quer grupo de contacto para criar corredores humanitários efetivos
Captura de ecrã 2022-04-26 135434.jpg“É a minha convicção que quanto mais cedo acabar esta guerra, melhor”, disse António Guterres na conferência de imprensa que decorreu esta manhã, no seguimento do diálogo bilateral com o ministro dos negócios estrangeiros da Rússia. O secretário geral das Nações Unidas (ONU) sugeriu o estabelecimento de um grupo de contacto humanitário que junte a Rússia, a Ucrânia e a ONU para se abrirem corredores humanitários efetivos, com cessação de hostilidades locais, que permita a evacuação segura de civis que queiram sair em qualquer direção que desejem. E defendeu a existência de investigações independentes, mas deixando claro que o secretariado da ONU “não tem o poder para fazer esse tipo de investigações”. Lavrov diz que a Rússia entregou uma proposta aos negociadores ucranianos há mais de dez dias que “não levaram o documento ao seu presidente”. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo diz que as tropas russas estão no território ucraniano a defender os direitos de pessoas que foram bombardeadas por oito anos, acusando que é uma “prática nazi” tentar impedir o russo de ser falado na vida diária. Mas quando Guterres diz “Tive uma discussão franca com Sergei Lavrov, e ficou claro que há duas posições diferentes sobre o que está a acontecer na Ucrânia“, fico com a impressão que as conversações foram tensas... o que é mau para uma tentativa de encontrar a paz.

 

  Putin e Guterres já estão reunidos
279153074_10221291861673935_2680283962347951872_n.O presidente russo, Vladimir Putin, voltou a criticar a postura da delegação ucraniana nas negociações de paz, acusando a Ucrânia de não estar interessada em chegar a um cessar-fogo, num encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. “Os ucranianos não estão interessados nas negociações de paz”, afirmou Vladimir Putin. No entanto, avança que as negociações vão decorrer num formato online. O presidente russo reafirmou também que a Rússia "foi forçada" a invadir a Ucrânia, uma vez que, desde 2014, há uma parte da Ucrânia que não aceita as regras do poder em vigor na Ucrânia, derrubando a presidência pró-russa, sublinhando que a Rússia limitou-se a responder a um pedido humanitário das povoações do leste da Ucrânia. "A Rússia lançou uma operação militar especial de acordo com a carta da ONU", disse Putin na reunião com o secretário-geral da ONU.
Guterres propõe a criação de um canal aberto através das Nações Unidas, que permitam o contacto entre o Kremlin e Kiev, articulando, dessa forma, a chegada de ajuda humanitária às populações. Outra das propostas avançadas por Guterres passa por escrever um documento que coloque o fim às hostilidades, debatendo os argumentos e ouvindo as duas partes envolvidas no conflito. António Guterres falou também da situação “muito difícil” que se vive em Mariupol, destacando a importância da criação de mecanismos logísticos que façam chegar apoio aos civis que se encontram cercados no complexo metalúrgico da Azovstal.



Publicado por Tovi às 07:54
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Terça-feira, 29 de Março de 2022
Nova ronda de negociações entre Rússia e Ucrânia

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Arranca hoje na Turquia mais uma ronda de negociações presenciais russo-ucranianas e deverão estender-se até quarta-feira. O facto de Erdogan ter sido, desde o início, um dos mediadores de quem as duas partes desconfiam menos e também pelo facto da Turquia ser membro da NATO, é importante e poderá revelar alguma coisa. Veremos.

O avião que transportava membros da delegação russa aterrou em Istambul a meio da tarde de ontem, para mais uma ronda de negociações, programadas para hoje e amanhã (28 e 29mar2022) em modelo presencial. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Ucrânia poderá aceitar declarar neutralidade – e, eventualmente, aceitar um compromisso para as áreas reclamadas por separatistas no leste do país – bem como oferecer garantias de segurança à Rússia para garantir a paz “sem demora”. O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou neste mesmo dia de segunda-feira que se reunirá tanto com a delegação ucraniana como com a russa antes de estas iniciarem hoje uma nova ronda de negociações no Palácio Dolmabahce de Istambul. É capaz de sair fumo branco destas negociações... e quem vai ficar bem na fotografia é Erdogan.

 

  O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, dirigiu-se às delegações ucraniana e russa, que retomam hoje as conversações de paz em Istambul. "Uma paz justa não terá um derrotado. O conflito continua a não beneficiar ninguém", disse o presidente turco, antes do arranque das negociações. No seu discurso, Erdogan sublinhou também o papel da Turquia, considerando que o seu país tem mostrado "uma posição justa" em todas as frentes desde o início da guerra. O presidente turco lembrou as partes que chegou o momento de as negociações "terem resultados concretos", pedindo um "imediato cessar-fogo". Erdogan disse ainda que os eventuais progressos alcançados em Istambul podem abrir caminho ao encontro entre os presidentes Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin, que a Turquia está também disponível para acolher. "Ambos são amigos de valor", sublinhou o presidente turco.

  oligarca russo Roman Abramovich está presente nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia, que decorrem esta terça-feira, em Istambul. Foi filmado e fotografado por vários órgãos de comunicação no local, sentado ao lado de Ibrahim Kalin, porta-voz de Erdogan, enquanto escuta a tradução das declarações do presidente turco. De referir que esta não é a primeira vez que o dono do Chelsea participa nestas reuniões. De acordo com o Wall Street Journal, Abramovich esteve numa ronda de negociações, que teve lugar em Kiev, no início do mês. O oligarca russo foi um dos que sofreu graves sanções económicas em consequência da invasão à Ucrânia, muito devido à sua ligação a Moscovo e Vladimir Putin, que o levaram a colocar o Chelsea à venda.

 

  
Captura de ecrã 2022-03-29 135009.jpgO encontro entre as delegações da Ucrânia e da Rússia em Istambul já terminou [12h30 TMG], confirmou a embaixada ucraniana na Turquia e também Ankara. As negociações de paz duraram cerca de quatro horas, com algumas pausas, e ainda não é claro se serão retomadas na quarta-feira. A Ucrânia já apresentou a sua proposta final à Rússia sobre o que entende por neutralidade e aguarda agora uma resposta, segundo indicou um dos negociadores ucranianos, Oleksander Chaly, que falou aos jornalistas no final do encontro que decorreu em Istambul, ao lado do conselheiro presidencial Mykhailo Podolak. De acordo com a fonte ucraniana, se as garantias de segurança funcionarem, Kiev aceita o estatuto neutral. Este estatuto obrigará a que a Ucrânia não adira à NATO ou outras alianças militares e que não haja bases militares estrangeiras no país Kiev diz que para haver um acordo final com a Rússia tem de haver paz em toda a Ucrânia e ainda que os termos do acordo com Moscovo vão estar sujeitos a referendoA situação na Crimeia não foi excluída, com a Ucrânia a propor consultas com a Rússia sobre o estatuto da região, que foi anexada por Moscovo em 2014, durante os próximos 15 anosQuanto às garantias de segurança, além da Turquia ser apontada como o principal aliado neste capítulo, também Israel, Polónia e Canadá podem estar entre os países que assegurarão as condições necessárias de segurança ao abrigo de um novo sistema. A Ucrânia adiantou ainda que houve desenvolvimentos suficientes para que Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin se possam reunir presencialmente. O negociador e alto responsável do Kremlin, Vladimir Medinsky, confirmou que as conversações foram construtivas, que vão agora olhar para as propostas ucranianas e apresentá-las a PutinNo entanto, para que os dois presidentes se encontrem será necessário um acordo assinado entre os ministros dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov e Dmytro Kuleba. O vice-ministro russo da Defesa, Alexander Fomin, anunciou que as tropas russas vão "reduzir radicalmente" as atividades militares em Kiev e Chernihiv, na sequência das negociações de paz. Fomin pediu também à Ucrânia para cumprir as Convenções de Genebra sobre prisioneiros de guerra.
  
Carlos Miguel Sousa - Oxalá esta gente se entenda.
David Ribeiro - Já parece haver uma ténue luz ao fundo do túnel... e o Erdogan a ficar bem na fotografia.
Carlos Miguel SousaO Erdogan, posiciona-se sempre como a principal potência regional. E tem sido inteligente nessa estratégia.

 

  As negociações de paz entre as delegações da Ucrânia e da Rússia que se encontram em Istambul não prosseguem amanhã, adiantou o ministério turco dos Negócios Estrangeiros, dando o encontro de hoje como concluído.

 

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5b973878a31033b41c02ae18.jpegNuma altura em que não é clara a posição da China relativamente ao apoio militar à Rússia na guerra com a Ucrânia, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros disse ontem [2.ª feira, 28mar2022] que as relações entre os dois países nunca estiveram tão fortes. O tema não foi, no entanto, aprofundado por Sergei Lavrov, que respondia aos jornalistas sobre como a Rússia estava a reagir às sanções internacionais, sabendo-se desde já que Pequim recusou aplicar sanções económicas a Moscovo. "As nossas relações com a China estão mais fortes do que nunca. A nossa parceria estratégica privilegiada com a Índia está a crescer. Também temos laços com a maior parte do Médio Oriente, com os países latinos e africanos", apontou Lavrov.

 

  João Fernando Ramos, enviado especial da CNN Portugal a Lviv
O “Obelix” da Ucrânia
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Conheci hoje o Iaroslav.
Estava sentado na entrada da aldeia de Nova Camianka, junto a uma proteção muito musculada da sede do poder local. A aldeia fica a uns quarenta quilómetros de Lviv, perdida no meio da imensidão dos campos desta região. Chegámos lá por uma estrada de terra, depois de termos contornado uma barreira cheia de sacos de areia e de blocos de betão, mas sem ninguém de guarda.
As pessoas ficam muito desconfiadas com a chegada de estrangeiros. Ninguém fala inglês e só o nosso tradutor consegue quebrar o medo com a insistência de que somos portugueses e que vimos por bem.
Só restam os velhos, algumas mulheres e muitas crianças. Estão aqui no colo dos avós, muito mais seguras do que nas cidades. Quem vive ali acredita nisso. Não lhes disse nada em contrário, mas não me tranquiliza deixar o meu novo amigo Iaroslav, mesmo com os seus 180 quilos, com a missão de defender aquela terra de caçadeira em punho e, se necessário, a correr russos à paulada. Este país tem um contraste imenso entre as cidades e o campo. O desenvolvimento tarda em chegar aqui e esta guerra vai ainda causar mais problemas para quem ainda resiste. Os tratores são da primeira geração de máquinas agrícolas. O transporte de estrumes e adubos é feito ainda de burro e as bicicletas servem para novos e velhos se aventurarem naqueles caminhos poeirentos com sacos e pertences.
A conversa com Iaroslav foi deliciosa, mesmo com uma tradução muito incompleta pelo meio. Acabámos sentados numa mesa com eles a partilharem o melhor que tinham, ao ritmo de copinhos de vodka ucraniano. Falta quase tudo aqui e estas pessoas vivem do que a terra dá - mesmo assim partilham. Iaroslav contou os dias e as noites em que partiram brigadas da aldeia com sopa e agasalhos para os milhares de refugiados que passavam por ali. Ele optou por ficar, com a aldeia, mas também com a família. Na mesa juntaram-se a senhora Iaroslav e a filha.  Entraram logo naquela conversa com gestos e sorrisos que nos afastou a todos do temor de um qualquer ataque surpresa.
Brindámos à paz, à Ucrânia e a Portugal.
Não sei se o vou voltar a ver, mas ficará nas doces memórias de uns dias terríveis como o nosso Obelix, que não desiste, mesmo quando só tem as mãos para lutar.



Publicado por Tovi às 08:07
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Sexta-feira, 25 de Março de 2022
NATO, União Europeia e G7 reuniram-se em Bruxelas

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  Diplomacia em acção no dia de ontem

  • NATO emitiu um comunicado em que assumiu estar“preocupada” com a entrada da China no conflito que opõe a Rússia à Ucrânia. “Pedimos a todos os Estados, incluindo a China, para seguir a ordem internacional incluindo os princípios de soberania e integridade territorial”. Os 30 países da NATO apelaram mesmo a Pequim que se “abstenha” de apoiar “o esforço de guerra da Rússia”. E deixaram um recado à Rússia: “Qualquer uso de arma biológica ou química seria inaceitável e teria consequências severas”.
  • A declaração conjunta do Grupo dos Sete, que reúne os sete países mais industrializados do mundo, foi no mesmo sentido da NATO. Os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido dizem mesmo que “não vão poupar esforços” para responsabilizar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seus apoiantes – incluindo o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko. O seu apelo vai para as forças russas que abram “caminhos seguros” na Ucrânia para permitir ajuda humanitária a Mariupol e a outras cidades cercadas. E pedem às autoridades bielorrussas para que “evitem uma nova escalada e se abstenham de usar as suas forças militares contra a Ucrânia”.
  • No final das reuniões, o presidente norte americano Joe Biden disse apoiar a saída da Rússia do grupo das maiores economias mundiais (G20). E quer pelo menos que a Ucrânia possa assistir às reuniões. O presidente deu mais detalhes sobre a conversa com Xi Jinping, homólogo chinês, na passada sexta-feira. “Tive uma conversa muito honesta com ele. Disse-lhe claramente que apoiar a Rússia teria consequências”. Joe Biden chamou “bruto” a Vladimir Putin. “A coisa mais importante [das sanções] é mantermo-nos unidos”, tendo como objetivo que o “mundo se continue a focar” no seguinte: “Que tipo bruto é este” e por que motivo é que “todas as vidas inocentes se perderam” e “o que está a passar” na Ucrânia.
  • Também o primeiro ministro britânico, Boris Johnson aproveitou a sua intervenção pública para alertar para consequências “muito, muito severas”, caso o Presidente russo usasse armas químicas ou nucleares contra a Ucrânia. “Se Putin se fosse envolver com alguma coisa desse género, as consequências seriam muito, muito severas. Vou ter de ter alguma ambiguidade na resposta, mas acho que seria catastrófico para ele. Acho q ele compreende isso. Seria um profundo e desastroso erro para Putin”, disse. Apesar da insistência dos jornalistas Johnson não indicou se, nesse cenário, haveria intervenção da NATO.
  • O líder francês, Emmanuel Macron, na sua vez, disse que a NATO procura não dar à Rússia um “pretexto” para atacar o Ocidente. “Não queremos fazer nada que possa provocar a escalada da tensão”, justificou o Presidente. “Não vamos lutar contra a Rússia”, assegurou o líder que tem mantido várias conversas telefónicas com o seu homólogo russo, embora sem grande sucesso para a paz.
  • O chanceler alemão Olaf Scholz, por seu turno, afirmou que “as tropas russas têm de sair da Ucrânia”. “Isto é necessário para atingir uma solução sustentável para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia”, disse. Scholz apelou também ao Presidente Vladimir Putin que “aceite um cessar-fogo e permita corredores humanitários, para proteger os civis”. A Alemanha doou mais 370 milhões de euros em humanitária à Ucrânia.
  • Em Portugal, a partir do Porto, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de dar a sua opinião numa visita oficial. Aos jornalistas, o Presidente português disse considerar que o presidente russo, Vladimir Putin, cometeu um erro ao pensar que perante a sua decisão de tomar o território ucraniano iria conseguir dividir a União Europeia e a própria NATO. “É evidente que falharam. “A NATO e a UE continuam unidas”, referiu, independentemente da ideologia de cada país e apenas pela “paz e pelo respeito do direito internacional, da soberania dos estados, dos direitos das pessoas”, acrescentou.
  • Já da Rússia a informação que chegou foi que o Kremlin considera que “exatamente um mês depois do início da operação militar especial na Ucrânia” a vida “está a voltar ao normal” nos territórios “já libertos dos nacionalistas” ucranianos. “Está a correr como planeado e os objetivos delineados serão alcançados”, declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russos, Maria Zakharova, que espera que Kiev “reconheça a necessidade de uma solução pacífica”.
  • Um total de 140 países da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou a favor de uma resolução que pede ajuda humanitária imediata para a Ucrânia, ajudando a proteger os civis. A resolução também critica a Rússia por ter criado uma situação “dramática” humanitária. Apenas cinco países votaram contra: Bielorrússia, Coreia do Norte, Eritreia, Rússia e Síria, enquanto 38 abstiveram-se, incluindo a China, Cuba e a Índia.

 

  
onu.jpgÉ já a segunda vez que em sessões da Assembleia-Geral da ONU uma esmagadora maioria de membros isolam e condenam a “operação militar especial”, como Putin chama à invasão da Ucrânia pelas suas tropas. Mas continua a preocupar-me a posição neutra da China (abstenção) em tudo o que se refere a criticar a Rússia.
  Agência Lusa - O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje [6.ª feira, 25mar2022], numa conversa por telefone com o homólogo britânico, Boris Johnson, que a comunidade internacional deve “criar as condições certas” para resolver o conflito na Ucrânia e “promover negociações de paz com sinceridade”. “A comunidade internacional deve promover as negociações de paz com sinceridade. Devem ser criadas as condições necessárias para resolver este assunto. Devemos fazer tudo o possível para que a paz retorne à Ucrânia”, disse Xi, segundo a imprensa local. O Presidente chinês afirmou que o seu país já está a desempenhar “um papel construtivo” nesse sentido. Xi disse ainda que a China está "pronta para o diálogo" com o Reino Unido, desde que este seja "franco, aberto e inclusivo", afirmando esperar que Londres seja "justa e objetiva" ao lidar com Pequim. A conversa ocorre uma semana depois de Xi ter falado, por videoconferência, com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Xi instou então Washington a trabalhar em conjunto para "equilibrar as tensões" e "alcançar a paz global". 

 

  Reunião de ontem do Conselho da Europa
1024.jpgVolodymyr Zelensky diz que Portugal é dos países que têm mostrado mais reservas em apoiar a Ucrânia. Num discurso feito por videoconferência durante a reunião do Conselho Europeu, o presidente ucraniano comentou a postura dos 27 estados-membros perante o conflito e mencionou que Portugal tem algumas dúvidas em apoiar decisões a favor da Ucrânia. "A Bulgária está connosco, e acredito que a Grécia estará. A Alemanha está um pouco atrasada. Portugal? Bem... está quase. A Croácia está connosco; Suécia - o azul e o amarelo - estão sempre juntos", afirmou o presidente ucraniano.

 


Erdogan.jpgA emissora turca NTV, citando o presidente Erdogan, disse ter havido progresso em vários pontos-chave nas negociações entra a Ucrânia e a Rússia. Ancara, que goza de boas relações com Moscovo e Kiev, vem tentando posicionar-se como mediadora entre os dois lados. Mas por outro lado o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse hoje que as negociações com a Rússia para acabar com o conflito são "muito difíceis" e prometeu que Kiev não recuará em suas exigências. “A delegação ucraniana assumiu uma posição forte e não abre mão de suas demandas. Insistimos, em primeiro lugar, num cessar-fogo, garantias de segurança e integridade territorial da Ucrânia”, disse Kuleba. Enquanto isso, a agência de notícias russa Interfax citou o negociador russo Vladimir Medinsky dizendo que os dois lados estavam a fazer pouco progresso em questões importantes. Medinsky também disse que Moscovo acredita que Kiev está a tentar estender as negociações.

 

  Publicado pela Embaixada da Rússia na França (@AmbRusFrance)… mas posteriormente eliminado.
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  Reforço da presença militar da NATO no leste europeu
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Publicado por Tovi às 07:09
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Segunda-feira, 14 de Março de 2022
E assim vai a invasão da Ucrânia pelos russos

  Mais três da série "Rússia invade Ucrânia"
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Captura de ecrã 2022-03-11 172544.jpgO facto da Turquia por razões de segurança ter transferido na passada sexta-feira [11mar2022] a sua embaixada de Kiev para Chernivtsi, perto da fronteira com a Roménia, indica que há fortes indícios de um aumento de ações bélicas por parte das tropas russas na capital ucraniana. A situação da Turquia na geopolítica da região é, no mínimo, complicada.  Logo no início da invasão russa da Ucrânia, Erdogan teve palavras muito duras para com Vladimir Putin, afirmando que a invasão russa era “inaceitável” e ilegal à luz do direito internacional. Mas o peso da Rússia sobre a Turquia é visível a vários níveis: os russos estão a construir a primeira central nuclear turca; são o principal mercado turístico da Turquia; fornece 40% do gás natural importado pela Turquia, através de dois gasodutos através do Mar Negro que ligam diretamente os dois países; e, recentemente, Moscovo vendeu a Ancara mísseis S400, que causaram discórdia no seio da NATO, da qual a Turquia é membro. Mas não se pode esquecer que durante uma visita de Erdogan a Kiev, para além de um acordo de comércio livre, foram assinados vários acordos militares, nomeadamente a venda de fragatas turcas e o estabelecimento de uma fábrica para produção de drones turcos na Ucrânia. Há ainda um trunfo que a Turquia já jogou em fevereiro último ao fechar o Estreito do Bósforo à passagem de barcos russos, depois de ter mantido alguma ambiguidade em relação a esta questão. A diplomacia de Ancara vai ter muito trabalho perante este equilíbrio delicado.

 


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Na manhã de ontem [domingo, 13mar2022] muitas ambulâncias com as sirenes ligadas foram vistas a caminho da instalação militar de Yavoriv [Centro Internacional para a Manutenção da Paz e Segurança] depois de um ataque com mais de 30 mísseis de cruzeiro russos. A base militar, especializada em treinos de soldados para missões de manutenção de paz, fica a cerca de 25 kms da fronteira com a Polónia. O Ministro da Defesa da Ucrânia diz que instrutores militares estrangeiros trabalham neste centro militar de Yavoriv. Estes ataques aéreos russos a uma base militar perto da cidade de Lviv, no Noroeste, ocorrem num momento em que as forças russas estão a expandir a sua ofensiva no Oeste da Ucrânia e quando o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, afirmou que carregamentos de armas ocidentais para a Ucrânia seriam “alvos legítimos” para as forças do Kremlin. Aliados da Ucrânia, incluindo Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, estão a enviar com urgência milhares de mísseis antitanque e antiaéreos para Kiev em resposta à agressão de Moscovo. Ryabkov disse que a Rússia "avisou os EUA  de que fornecer armas não é apenas um movimento perigoso, é uma ação que torna esses carregamentos alvos legítimos".
 
Segundo a comunicação social portuguesa [tarde de 13mar2022] havia dois ou mesmo quatro portugueses nesta base militar, que tinham saído de Vila Nova de Gaia para se incorporarem nas forças ucranianas e que até ao momento se encontram incontactáveis. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o ataque à base militar de Yavoriv e diz que o fez porque as instalações estava a ser usada para armazenar o "equipamento militar que foi entregue pelas Nações estrangeiras".
  Ao início da noite de domingo [13mar2022] soube-se que 
os quatro portugueses e o luso-ucraniano que estavam na base militar de Yaroviv estão todos bem de saúde. A informação foi avançada por um familiar.


  Não deverá ter nada a ver com o conflito Rússia-Ucrânia, mas...
Pelo menos doze mísseis caíram na madrugada deste domingo [13mar2022] em Erbil, no norte do Iraque. A informação foi avançada pela agência Reuters, que cita a agência de notícias daquele país, a INA, e entretanto foi confirmada pelo governador da região. Erbil é a capital da região do Curdistão, a quarta maior cidade do Iraque, depois de Bagdá, Baçorá e Mossul. Os projéteis caíram perto do consulado dos Estados Unidos na zona e foram disparados a partir do Irão, segundo avança a agência Reuters. De acordo com a mesma agência, um oficial dos Estados Unidos garantiu que não houve danos registados nas infraestruturas militares do país. O ministro da Saúde do Curdistão afirma que não há vítimas a registar do incidente. O diretor-executivo do Observatório para os Direitos Humanos do Iraque tem partilhado várias imagens do ataque, que também atingiu a redação do canal Kurdistan 24 Channel. O Corpo da Guarda Revolucionária do Irão (IRGC) assumiu a responsabilidade pelos ataques com mísseis balísticos à capital regional curda do norte do Iraque, Erbil. Estas forças de elite num comunicado divulgado no domingo [13mar2022] disseram que visavam o “centro estratégico” israelita no país. “Qualquer repetição de ataques de Israel será recebida com uma resposta dura, decisiva e destrutiva”, disse o comunicado, referindo-se aos dois membros iranianos do IRGC que Israel matou no início desta semana na Síria, um aliado próximo de Teerão.

 

  10h52 de 13mar2022"Tendo em conta a rápida deterioração da situação de segurança na Ucrânia, incluindo os ataques nas partes ocidentais do país, foi decidido que a Embaixada da Índia na Ucrânia será transferida temporariamente para a Polónia", lê-se no site do MNE da Índia. A Índia é um dos paíse que têm tido posição ambígua quanto à guerra. Absteve-se na votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas que condenou a Rússia pela invasão e tem apelado ao diálogo sem criticar o regime de Putin. Mostrou também disponibilidade para procurar canais alternativos para o comércio bilateral, face às sanções impostas a Moscovo.

 

  E no meio de tantos "tiros, bombas e murros nas trombas" a Gazprom lá vai vendendo o seu produto
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  06h52 de 14mar2022 - Reuters
A Índia está a considerer comprar petróleo e outros bens à Rússia em pagamentos via rublos ou rupias moedas russa e indiana, respetivamente. Esta poderá ser uma forma de a Rússia continuar a obter rendimentos, numa altura em que se estende largamente o boicote financeiro à economia russa.

  08h39 de 14mar2022 - Al Jazeera
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"Ainda se pode sentir o cheiro de queimado", disse Imran Khan, correspondente da Al Jazeera, observando o ataque que destruiu a frente e a parte de trás da estrutura de nove andares, numa zona residencial de Kiev na madrugada de hoje.  “Vimos pessoas voltando aqui em lágrimas, apenas olhando para o prédio, suas casas que foram completamente destruídas”. “É uma área residencial. Há um campo de futebol [muito perto do prédio], não há alvo militar em nenhum lugar aqui”.  A fábrica de aviões Antonov na capital ucranianna também foi um dos alvos dos bombardeamentos desta madrugada.
  11h16 de 14mar2022 - EFE
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É verdade que já estava programada esta concentração de tropas na Noruega... mas também é verdade que o seguro morreu de velho.
  14h42 de 14mar2022Ucrânia e Rússia voltaram à mesa de negociações, mas desta vez em formato de videoconferência. As conversações acabaram por ser suspensas e serão retomadas na terça-feira. "Foi feita uma pausa técnica nas negociações até amanhã. Para trabalho adicional nos subgrupos de trabalho e esclarecimento de definições individuais. As negociações continuam...", anunciou Mykhailo Podoliak, negociador e conselheiro do presidente da Ucrânia.
  15h34 de 14mar2022O primeiro-ministro da Ucrânia pediu a expulsão imediata da Rússia do Conselho da Europa. Denys Shmyhal falava precisamente no Conselho da Europa, onde se dirige aos representantes dos Estados-membros da União Europeia.
  15h43 de 14mar2022Os ministros da Defesa dos países que fazem parte da NATO vão reunir-se na próxima quarta-feiraA informação foi avançada pelo responsável da tutela turca, citado pela agência Reuters.
  
17h32 de 14mar2022 - Um ataque com mísseis a uma torre de transmissão no norte da Ucrânia matou pelo menos nove pessoas e deixou outras nove feridas, segundo uma autoridade local. Vitaliy Koval, autarca da região de Rivne, adiantou que a torre e uma propriedade administrativa próxima foram atingidas por dois mísseis separados. "Ainda há pessoas sob os escombros", acrescentou.

 

  Conselho de Estado - 14mar2022 - Situação na Ucrânia

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O Conselho de Estado condenou hoje unanimemente a agressão da Federação Russa à Ucrânia, anunciou o Presidente da República, no fim de uma reunião deste órgão político de consulta a que faltaram quatro conselheiros (Domingos Abrantes, do PCP; Carlos César, do PS; Rui Rio, líder do PSD; Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira).
“Nós, em Portugal, temos feito exatamente o que devíamos e deveremos continuar a fazer. Condenámos o que praticamente todos viriam a condenar, e condenámos muito antes da maior parte desses todos. E ainda hoje condenámos unanimemente no Conselho de Estado”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa perante a comunicação social, no Palácio da Cidadela de Cascais, no distrito de Lisboa.

 

  Uma GRANDE MULHER a produtora Marina Ovsyannikova da televisão estatal Russia-1 que interrompeu a emissão que estava a ser conduzida pela colega Ekaterina Andreeva, exibindo um cartaz por trás da pivot, que dizia "Não à guerra. Não acreditem em propaganda. Eles estão a mentir. Parem a guerra".
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  A Tass, principal agência noticiosa estatal, não ignorou o audacioso protesto. Informou sobre o caso e imediatamente fez saber que a mulher que arvorara o cartaz enfrenta “acusações administrativas”.



Publicado por Tovi às 07:02
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Quinta-feira, 10 de Março de 2022
EUA travam entrega de caças MiG polacos à Ucrânia

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  Pois é!... De vez em quando, e já não é de hoje, o Governo da Polónia mija fora do penico (pardon my french).

  Os Estados Unidos rejeitaram a oferta da Polónia de enviar os seus caças MiG-29 para a Ucrânia através de uma base aérea dos EUA na Alemanha, dizendo que a proposta levanta “sérias preocupações” para toda a aliança da NATO. Varsóvia fez esta oferta surpresa na terça-feira [08mar2022] após repetidos apelos do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, por mais aviões de guerra para reabastecer a força aérea de seu país, que tenta desesperadamente defender-se das forças russas invasoras.

  A Alemanha não vai enviar aviões de guerra para a Ucrânia, disse o chanceler alemão Olaf Scholz no dia de ontem [09mar2022], em conferência de imprensa após um encontro com o primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau. "Fornecemos todo o tipo de materiais de defesa e enviámos armas de que vos falámos, mas também é verdade que temos de considerar muito cuidadosamente aquilo que fazemos em concreto e, definitivamente, aviões de guerra não são parte disso", disse o chanceler alemão. Scholz disse ainda que não vê sentido numa solução militar para o conflito na Ucrânia e disse esperar que pudesse ser encontrada uma solução em conversações entre Moscovo e Kiev.

  Os EUA justificaram por que motivo não se querem envolver no envio dos aviões de combate MiG-29 para a Ucrânia: "Não é a maneira mais eficaz de combater a agressão russa" e "escala a tensão com a NATO", justificam. O porta-voz do Pentágono, John Kirby, citado pelo Guardian, afirma que o secretário de Estado da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, tem estado em diálogo com o seu homólogo polaco e que lhe demonstrou que a América "não apoia a transferência de mais aeronaves de combate para a Força Aérea ucraniana e que por esse motivo os EUA não têm interesse em ficar com a custódia temporária" destes aviões. A Polónia estava disponível para enviar para os EUA os seus MiG-29, que por sua vez os fariam chegar às forças ucranianas. John Kirby enumerou os argumentos dos EUA para esta decisão: "Acreditamos que a melhor maneira de apoiar a Ucrânia é através do fornecimentos de armas de que necessitam para se defender da agressão russa, nomeadamente equipamento para destruição de blindados e de defesa aérea. Nós, a a par de outros países, continuamos a enviar equipamento deste tipo e sabemos que está a ser usado com grande eficácia. O lento avanço russo no norte é uma prova disso mesmo". Mais argumentos dos EUA: "Ainda que as capacidades aéreas russas sejam muito significativas, a sua eficácia tem sido limitada devido à estratégia operacional dos ucranianos, às armas táticas de defesa aérea e aos Manpads (arma de mísseis anti-aéreos que se utiliza suportando-a nos ombros)". E ainda: "A Força Áerea da Ucrânia tem vários esquadrões devidamente equipados. Acreditamos que reforçar estes esquadrões não terá um impacto significativo na eficácia da Força Aérea icraniana no combate às forças russas". Concluindo: "Por tudo isto acreditamos que a transferência dos MiG-29 não trará ganhos relevantes. E os nossos serviços de informação acreditam que o envio destas aeronaves pode provocar um reação do Kremlin que resulte numa escalada militar com a NATO. Entendemos também por isto que é um risco enviar os MiG-29. E acreditamos também que há formas alternativas mais eficazes de combate para as forças militares ucranianas. Continuaremos a propor isso mesmo".

 

  Rodrigo Sousa Castro, numa publicação de hoje na sua página do Facebook, lembrou-nos isto… e às vezes precisamos que nos lembrem a história recente da Europa.
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  Chico GouveiaEm 2015, Vasco Pulido Valente volta a falar neste assunto, seguindo, por outras palavras, este aviso de Soares. Muita culpa dos actuais dirigentes políticos europeus. A era dos grandes dirigentes, carismáticos, sensatos e sabedores, acabou. Ou melhor, já começara a declinar em 2008.
  Mário Soares, na Visão de 11set2008 - Observadores da política internacional reconhecem que o mundo está inquietante. O Afeganistão, em que a administração Bush envolveu a NATO – o que considerei um «precedente perigoso» –, está porventura pior do que antes. As forças armadas eram, então, compostas por americanos e ingleses. Hoje, a participação alargou-se, incluindo até um contingente português. No entanto, a situação militar, expulsos os talibans, não é melhor: os talibans comandam uma guerrilha terrível; a Al Qaeda – e Bin Laden – não só sobreviveu como está mais forte, algures no seu santuário.
O Paquistão, depois da renúncia do Presidente Musharraf, está em risco de mergulhar no caos. E o pior é que dispõe, esse sim, da bomba atómica...
Para o Ocidente, a situação no Afeganistão é mais grave do que a no Iraque. Apesar de o Iraque estar praticamente destruído, dividido, a braços com uma guerrilha infindável, entre sunitas, xiitas e curdos, fustigado pelo terrorismo da Al Qaeda ou associados e tenha deixado de ser, por longos anos – o que é péssimo – um Estado laico e tampão relativamente ao Irão.
No Iraque estão hoje quase só militares americanos e mercenários, numa situação que lembra o Vietname. Mais tarde ou mais cedo, serão obrigados a retirar as suas tropas. Enquanto o desastre do Afeganistão/Paquistão está a corroer e a desacreditar a NATO – o que do meu ponto de vista não tem grande importância, visto que hoje é uma organização que não faz sentido – e afectará gravemente os europeus, se os seus dirigentes não tiverem a coragem e a lucidez de retirarem de lá as suas tropas, quanto antes...
A NATO, QUE SE TORNOU um verdadeiro braço armado dos Estados Unidos, está a fazer também estragos noutras regiões do mundo. Refiro-me ao Cáucaso, às zonas do Cáspio e do mar Negro e aos países limítrofes da Rússia Ocidental. Estes quiseram logo entrar para a NATO, com a ilusão de que teriam mais garantias de segurança, sob o chapéu americano, do que na União Europeia...
E a NATO, cercando a Rússia e instalando na Polónia e na República Checa bases de mísseis, começa a ser uma ameaça para a Rússia, que a pode tornar agressiva. Um perigo!
O vice-presidente Dick Cheney, em fim do mandato, fez uma recente visita, altamente desestabilizadora, para dar, em nome da NATO, apoio à Geórgia. Mas, felizmente, ficou tudo em retórica inconsequente. Após a provocação do Presidente da Geórgia – e da guerra –, os russos reagiram e os europeus procuraram pacificar a situação. Ainda bem. Se a guerra não acabasse, os europeus seriam os primeiros a ser atingidos, com o corte do petróleo e do gás; e pior: entrariam numa fase com grandes riscos para a paz na Região. Putin não é Hitler e não ressuscitemos a «guerra fria»...
CHENEY FOI À UCRÂNIA, onde tentou também dividir os dirigentes políticos, estimulando a primeira-ministra, Iúlia Timoshenko, anti-russa, contra o Presidente, Victor Yushchenko, mais apaziguador. Tudo em nome da NATO. Isto é: a NATO, criada como organização defensiva, no início da «guerra fria», está a tornar-se, por pressão dos neo-cons americanos, uma ameaça à paz. Cuidado União Europeia! Moratinos, o ministro espanhol dos Estrangeiros, bem advertiu, numa entrevista ao El País: «A Rússia actual não é a soviética, mas também não é a de Ieltsin. Devemos evitar que nos imponha uma agenda do tempo da guerra fria.» E eu acrescento: não ameaçar a Rússia, negociar, com firmeza, com ela.
Enquanto isto, a ONU esteve estranhamente ausente e silenciosa.
Que diferença entre este secretário-geral, Ban Ki-moon, um homem, até agora, apagado e quase invisível, mais burocrata do que político, e o seu antecessor, o saudoso, prudente e corajoso Kofi Annan... A ONU vai ter de se reestruturar e democratizar, após as eleições americanas, para desempenhar o seu tão decisivo papel na construção de uma nova ordem internacional e da paz, neste nosso novo século tão conturbado.
  Chico Gouveia - Que fique claro que isto não desresponsabiliza nem justifica a agressão bárbara de Putin. Porque chegados aqui, só há duas trincheiras: a dos que estão ao lado da Ucrânia e a dos que estão ao lado de Putin. Este texto de Soares é, acima de tudo, um libelo acusatório contra a mediocridade dos actuais lideres europeus, e mundiais, de cuja obrigação é saberem prever as catástrofes, evitando-as com negociações. E uma negociação só é eficaz se as resoluções forem boas para ambas as partes. É perante esta mediocridade e conhecimento da fraqueza europeia, que Putin avança. Com autorização da China, acrescente-se. Com uma Europa forte, e só pode ser forte com lideres fortes, não se atreveria. Hoje ficou demonstrado que Putin não quer negociar. Quer arrasar a Ucrânia, obrigada à saída do maior número possível de ucranianos, dizimar os opositores e o exército ucraniano, e anexar o país. Todo. Chegado aqui, não parará. Os imperialistas nunca param. Aliás, ele sabe que já não pode parar e, muito menos, recuar. Irá sempre em frente. A História encarregar-se-á de o parar. O problema é que o tempo da História é insondável. Pelo menos, devemos-lhe o favor de unir e de pôr algum juízo no mundo ocidental. Algo que ele nunca suspeitaria de fazer. E, a bem de todos, era bom que a História resolvesse dar um salto, e passar de imediato para a cena do: - até tu, Brutus?

 

  A invasão da Ucrânia pelas tropas de Putin já deixou um número enorme de mortes e feridos difícil de calcular de forma independente. Neste tipo de conflitos, em que é mínima a presença no terreno de entidades credíveis e independentes, as informações são novas e contraditórias a toda a hora. Mas, como é uso dizer-se, UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS.
(Estas imagens foram encontradas aleatoriamente na NET)
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275614159_10223595887823277_6976357499481531859_n.Já terminou a reunião de hoje na Turquia entre russos e ucranianos, mas não parece ter havido grandes avanços para um cessar-fogo.
Declarações aos jornalistas:
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmou que Sergey Lavrov "não se comprometeu" com um corredor humanitário em Mariupol e que não se registaram avanços quanto a um eventual cessar-fogo. Dmytro Kuleba avança também que a reunião foi "fácil e difícil". "Foi fácil porque Sergey Lavrov seguiu a sua retórica tradicional, e foi difícil porque dei o meu melhor", avançou. O ministro ucraniano mostrou-se disponível para continuar o diálogo, com vista a parar com a guerra, e diz estar preparado para mais encontros com este formato. "Não conseguimos parar a guerra se o lado agressor não o deseja fazer", acrescentou Kuleba.



Publicado por Tovi às 07:42
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Domingo, 6 de Março de 2022
E ao décimo primeiro dia estamos assim

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Comecei a escrever esta publicação ao som de "WAR", com letra de Norman Whitfield e Barrett Strong escrita em 1969, que inicialmente foi gravada pelo quinteto The Temptations e por Edwin Starr. Em meados da década de 1980, o cantor e compositor americano Bruce Springsteen cantou WAR como um protesto contra a política externa agressiva do governo Reagan na América Central. Inicialmente tocada ao vivo, a versão de WAR de Springsteen foi lançada como single e alcançou o top 10 dos EUA.

    War! What is it good for? Absolutely nothing
War! What is it good for? Absolutely nothing
War is something that I despise
For it means the destruction of innocent lives
For it means tears in thousands of mothers’ eyes
When their sons go out to fight to give their lives
War! What is it good for? Absolutely nothing
Say it again
War! What is it good for? Absolutely nothing
War! It’s nothing but a heartbreaker
War! Friend only to the undertaker
War is the enemy of all mankind
The thought of war blows my mind
Handed down from generation to generation
Induction destruction… Who wants to die, in a
War! What is it good for? Absolutely nothing
Say it again
War! What is it good for? Absolutely nothing
War has shattered many young men’s dreams
Made them disabled bitter and mean
Life is too precious to be fighting wars each day
War can’t give life it can only take it away
War! It’s nothing but a heartbreaker
War! Friend only to the undertaker
Peace love and understanding
There must be some place for these things today
They say we must fight to keep our freedom
But Lord there’s gotta be a better way
That’s better than
War! What is it good for? Absolutely nothing
Say it again
War! What is it good for? Absolutely nothing
 
 

new_russian_czar_and_new_chinese_emperor__stephff.No ano passado, 16% das importações de petróleo da China vieram da Rússia, segundo estatísticas oficiais. A Rússia é mesmo a segundo maior fornecedora para a China depois da Arábia Saudita. Cerca de 5% do gás natural da China também veio da Rússia no ano passado. Já a Rússia compra cerca de 70% dos seus semicondutores à China, segundo o Peterson Institute for International Economics. Também importa computadores, smartphones e componentes automóveis à China. A Xiaomi, por exemplo, está entre as marcas de smartphones mais populares na Rússia. Mas depois da economia russa ter recebido “um grande estaladão” com as sanções de todo o mundo, Pequim ainda não se apressou a ajudar a Rússia. A única coisa que se ouviu de Guo Shuqing, presidente da Comissão Reguladora de Bancos e Seguros da China, foi que “o país não participará das sanções”, mas também não ofereceu qualquer assistência.
Não há qualquer dúvida que, como se diz na minha terra, Xi Jinping é uma puta velha (pardon my french).
  
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, disse ao secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que a China se opõe a quaisquer ações que "lancem mais achas para a fogueira" na UcrâniaWang pediu negociações para resolver a crise na Ucrânia, bem como conversas sobre a criação de um mecanismo de segurança europeu "equilibrado", de acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Num telefonema realizado no sábado [05mar2022], o diplomata chinês disse ainda que os EUA e a Europa devem prestar atenção ao impacto negativo que a expansão da NATO para o leste tem para a segurança da Rússia. A China, por enquanto, tem evitado condenar a invasão russa da Ucrânia, tendo expressado oposição às sanções unilaterais impostas a Moscovo pelos Estados Unidos, UE e outros países ocidentais.
 
 
  Ontem... na Rotunda da Boavista, no Porto
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  Eu sou pacifista, mas recuso-me ser derrotista perante a ameaça real que está a nascer em Moscovo. E em consciência defendo ser esta a altura da União Europeia se sobrepor a uma longa hegemonia dos EUA na NATO. E sendo verdade que não podemos derrotar a Rússia nesta altura, temos que DETER as ameaças expansionistas de Putin.

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  Boris Johnson apresentou ontem [sábado, 05mar2022] um plano de seis pontos para travar a invasão da Rússia na UcrâniaUma aliança humanitária internacional para a Ucrânia; Um apoio à autodefesa da Ucrânia; Maximização da pressão económica sobre Moscovo; Caminhos diplomáticos para o abrandamento das investidas russas com o envolvimento total do governo da Ucrânia; Segurança mais forte na área euro-atlântica; Fim da “normalização” das atividades russas na Ucrânia.

 
 
  01h28 de 06mar2022Ao início deste domingo Kiev está cercada pelas tropas russas, as sirenes voltam a soar e os ucranianos preparam a defesa da capital com sacos de areia e ouriços checos (obstáculo anti veículos) nas ruas. Há também a informação que uma ponte foi destruída pelas forças ucranianas para impedir o avanço das tropas russas em direção à capital.
  05h30 de 06mar2022
As tropas russas não lançaram nenhuma grande operação ofensiva contra Kiev, Kharkiv ou Mykolayiv nas últimas 24 horas, adianta o Institute for The Study of War. De acordo com a análise do think tank norte-americano, as forças russas poderão ter entrado numa possível breve pausa operacional.  em território russo, o governo e os supermercados chegaram a acordo para a restrição da quantidade de alimentos que cada cliente pode adquirir. Uma medida para tentar combater o açambarcamento, numa altura em que os russos temem  o impacto que as sanções do ocidente possam ter na economia do país. O exército ucraniano acredita que forças russas querem tomar central hidroelétrica de Kaniv, enquanto o reagrupamento de tropas inimigas continua. A informação foi revelada no relatório diário publicado pelo Estado-Maior das forças armadas da Ucrânia. 
  07h01 de 06mar2022Os serviços de emergência da Ucrânia relatam um bombardeamento russo que atingiu uma zona residencial na região de Zhytomyr, a cerca de 140 quilómetros a noroeste de Kiev. Cerca de 30 casas particulares foram destruídas no ataque na cidade de Ovruch, disse o serviço de emergência estatal ucraniano, numa atualização na conta oficial do Telegram. Já num ataque separado em Korosten, uma cidade ao sul de Ovruch, uma pessoa morreu e duas ficaram feridas num ataque com um míssil durante a noite, segundo a agência. Dez casas particulares foram destruídas e um prédio foi incendiado. Cinco crianças foram resgatadas da cave.
  08h12 de 06mar2022A Câmara Municipal de Mariupol anunciou que vai haver uma nova tentativa de evacuação da cidade hoje às 12:00 horas locais (10:00 em Lisboa). O objetivo é retirar cerca de 400 mil habitantes. A notícia está a ser avançada pela agência Reuters.  Essa evacuação vai ser feita através do corredor humanitário. Vamos ver se, desta vez, o cessar-fogo temporário acordado entre a Rússia e a Ucrânia é cumprido. De acordo com a autarquia, o cessar-fogo deve manter-se entre as 10h00 e as 21h00 locais (entre as 08h00 e as 19h00 TMG). A evacuação das cidades de Mariupol e Volnovakha programadas para sábado foram suspensas passado poucas horas. As autoridades ucranianas acusaram as tropas russas de não cumprirem com o cessar-fogo em toda a rota do corredor humanitário. Por sua vez, os russos acusaram os "nacionalistas" ucranianos de impedirem os civis de sair.
  08h26 de 06mar2022Sem eletricidade, sem água, sem forma de recolher os mortos. "A situação é muito complicada em Mariupol". Vadym Boichenko, autarca de Mariupol, descreve uma situação desesperada na cidade que continua cercada pelas forças russas.
  12h01 de 06mar2022
No final da chamada telefónica com o presidente da Turquia, este domingo, Vladimir Putin afirmou que "as operações militares na Ucrânia só vão terminar se as exigências da Rússia forem atendidas". "Qualquer tentativa de intervir no processo de negociação vai falhar", revela o Kremlin, citado pela Reuters. Com uma terceira ronda de negociações agendada para segunda-feira, o presidente da Rússia espera que o lado ucraniano assuma "uma abordagem mais construtiva e tenham noção da realidade". Putin voltou a dizer que as operações militares estão a decorrer conforme planeado.
  12h39 de 06mar2022 - O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, instou o seu colega russo, Vladimir Putin, a declarar um cessar-fogo na Ucrânia, abrir corredores humanitários e assinar um acordo de paz, disse o seu gabinete. Num comunicado após um telefonema de uma hora, a presidência turca disse que Erdogan disse a Putin que a Turquia estava pronta para contribuir para uma resolução pacífica do conflito, acrescentando que um cessar-fogo aliviaria as preocupações sobre a situação humanitária.
  13h39 de 06mar2022 - Evacuação de Mariupol foi interrompida pela segunda vez. A evacuação de cerca de 200 mil civis desta cidade do sul da Ucrânia estava programada para começar ao meio-dia (horário local), durante um cessar-fogo, mas foi interrompida por causa de um ataque em execução. “Não pode haver ‘corredores verdes’ porque apenas o cérebro doente dos russos decide quando começar a atirar e em quem”, disse o conselheiro do Ministério do Interior ucraniano, Anton Gerashchenko. Do lado dos separatistas pró-Rússia a culpa é atribuída às forças ucranianas por não observarem o cessar-fogo limitado. Uma primeira tentativa de evacuar civis de Mariupol e da cidade vizinha de Volnovakha já tinha falhado no sábado.
  14h23 de 06mar2022 - As tropas russas destruíram este domingo o aeroporto da cidade de Vinnytsia, localizada a cerca de 200 quilómetros da capital ucraniana Kiev, revelou o presidente Volodymyr Zelensky, num vídeo divulgado na rede social Twitter. O ataque com mísseis destruíu "completamente" aquele aeroporto, disse Zelensky, citado pela Reuters. Antes das declarações do presidente, as autoridades ucranianas fizeram saber que os serviços de emergência estavam a trabalhar na resolução de incêndios que deflagraram no aeroporto na sequência do ataque com mísseis. Ainda não há indicações quanto ao número de vítimas resultantes deste ataque.
  15h44 de 06mar2022
Em Kiev, russos e ucranianos preparam-se para aquela que poderá ser a batalha decisiva da guerra. Os dois lados estão a divulgar vídeos onde mostram que as suas forças estão prontas para combater e vencer. O presidente Zelensky falou no sábado ao país para encorajar a resistência. Na capital ucraniana há filas imensas de homens que querem voluntariar-se para as forças armadas, e muitos civis que preparam a defesa daquela região. 
 
 
  Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos decidiram unir esforços para dar uma resposta concertada e de grande escala à crise de novos refugiados que a invasão da Ucrânia está a desencadear, através da campanha "Somos Todos Ucrânia". A cerimónia de assinatura de protocolo com os três presidentes de câmara e as demais entidades envolvidas decorreu, hoje, na Casa do Roseiral. Esta resposta humanitária procura, acima de tudo, organizar todas as manifestações de apoio, em particular na oferta de bens, serviços, emprego e acolhimento.
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Publicado por Tovi às 00:50
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2021
Catar e Turquia na estabilização do Afeganistão

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O ministro das Relações Exteriores do Catar reiterou a posição de seu país sobre como lidar com a situação no Afeganistão, dizendo que Doha continuará a trabalhar para aumentar os esforços humanitários e económicos no país devastado pela guerra. Numa conferência de imprensa conjunta com seu homólogo turco na capital do Catar, Doha, na passada segunda-feira [06dez2021], o xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani disse que o Catar trabalhará com autoridades aliadas da Turquia e dos Talibã para garantir que o aeroporto internacional de Cabul, o local de cenas caóticas após os primeiros dias do novo poder afegão, continue a funcionar. Catar e Turquia têm um relacionamento forte e estratégico a nível político, económico e militar.



Publicado por Tovi às 07:37
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