"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2022
Rússia lança nova vaga de ataques na Ucrânia

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As tropas russas lançaram, esta segunda-feira, uma outra vaga de ataques a várias regiões da Ucrânia, informaram as autoridades ucranianas.  Entre as regiões afetadas estão Zaporijia, Odessa, Cherkasi, Kharkiv, Dnipropetrovsk e Poltava. Os ataques, dizem ainda as Forças Armadas da Ucrânia, visam infraestruturas energéticas do país, acreditando que irão existir novos cortes de eletricidade, numa altura em que as temperaturas no país estão a descer.  Ainda hoje, a Ukrenergo, operadora estatal de eletricidade ucraniana, informou  que o país registou um novo corte geral no fornecimento de eletricidade no contexto de uma situação que "permanece complicada". 

 
   Sobre a imposição da UE de um teto ao preço do petróleo russo

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O Ministério das Relações Exteriores da China disse que Pequim continuará a sua cooperação energética com Moscovo com base no respeito e benefício mútuo, após o acordo da União Europeia em impor um teto de preço às exportações de petróleo da Rússia.  A China aumentou este ano as suas compras de blends de petróleo dos Urais da Rússia, que agora são negociadas com um grande desconto em relação ao Brent, a referência global.

 

  Embaixada da Ucrânia em Lisboa recebeu dois envelopes suspeitos
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A embaixada da Ucrânia em Lisboa recebeu hoje à tarde dois envelopes suspeitos, tendo chamado a PSP - que se deslocou ao local com meios da Unidade Especial de Polícia, disse à Lusa fonte policial. A embaixada da Ucrânia em Lisboa confirmou à Lusa que chamou a Polícia de Segurança Pública depois de ter identificado “correspondência suspeita”. Segundo a mesma fonte policial, o alerta foi dado cerca das 15h00 e pelas 17h00 estavam no local equipas da Unidade Especial de Polícia, nomeadamente do Centro de Inativação de Engenhos Explosivos e Segurança Subsolo, para despiste dos envelopes suspeitos. O trânsito na Avenida das Descobertas, onde se encontram várias embaixadas, está cortado e no local estão meios da PSP a garantir perímetro de segurança. As "características suspeitas" da correspondência, que o atual protocolo de segurança da embaixada determina que não podem ser aceites, tinham a ver com "o formato e o remetente", adiantou a fonte da Embaixada. "O pessoal viu imediatamente que [a correspondência] era suspeita, alertou a polícia e o carteiro acabou por ficar retido" nas instalações da missão diplomática, onde ainda se encontram ainda agentes policiais "em grande número", disse a mesma fonte.
Por volta das 18h30 a 
PSP informou não ter encontrado qualquer engenho explosivo nos envelopes suspeitos que chegaram à embaixada da Ucrânia em Lisboa.



Publicado por Tovi às 08:01
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Domingo, 4 de Dezembro de 2022
A "queda" de Putin... e o preço do petróleo russo

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  Disse-me uma amiga minha, prima da cunhada da cabeleireira de uma empregada do palácio onde vive Vladimir Putin, que a funcionária que tinha encerado as escadas naquele dia, já está detida para averiguações.

  O que se tem dito sobre a saúde de Putin
4ee76d886bb3f75115000047.jpgA investigação mais aprofundada sobre a saúde de Putin foi publicada em abril deste ano pelo site de notícias russo Proekt, que usou dados de código aberto para concluir que as viagens do presidente à cidade turística de Sochi, no sul, foram sincronizadas com as de um grande número de médicos, incluindo o especialista de cancro na tiroide Yevgeny Selivanov, cujas visitas a Sochi frequentemente coincidiam com as súbitas ausências de Putin dos olhos do público nos últimos anos. Alega-se que um dos métodos usados por Putin para garantir a longevidade foram os banhos em sangue extraído de chifres de veado na Sibéria, método recomendado pelo seu amigo ministro de Defesa Sergei Shoigu, que é natural daquela região. O semanário francês Paris Match disse em junho deste ano que nas visitas à Arábia Saudita, em 2019, e à França, em 2017, Putin era acompanhado por uma equipa sempre que ia à casa de banho para guardar as suas secreções de forma a que nenhuma potência estrangeira pudesse analisar medicamente as suas fezes e urina. Já a publicação norte-americana Newsweek avançou em junho passado que Putin se tinha submetido a um tratamento para cancro avançado em abril. E o chefe da inteligência militar da Ucrânia, major-general Kyrylo Budanov, em entrevista em meados de maio à Sky News, afirmou, sem provas demonstradas, que Putin sofria de um cancro. O site Proekt também alegou que o Kremlin montou um escritório falso em Sochi, que pretendia parecer-se com a sua residência no subúrbio de Moscovo, para fazer parecer, nas imagens difundidas, que ele estava a trabalhar na capital russa em vez de descansar no resort do Mar Negro.
O Kremlin, através do porta-voz de Putin, Dmity Peskov, negou veementemente todas as alegações de que o presidente está a sofrer algum problema de saúde grave. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, deu uma declaração altamente incomum numa entrevista ao canal de televisão francês TF1, no final de maio, para negar que Putin esteja doente, afirmando: "Eu não acho que as pessoas possam ver sinais de algum tipo de doença ou doença num líder que aparece em público todos os dias". Em recentes aparições públicas, incluindo o Fórum Económico em São Petersburgo, um fórum sobre Pedro, o Grande e uma reunião com o presidente do Turcomenistão Serdar Berdymukhamedov, Putin também não mostrou nenhum sinal de fragilidade física.

 


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Se bem entendi a União Europeia, o G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e a Austrália, ao estabelecerem um teto máximo para o preço do petróleo russo em 60 dólares (cerca de 57 euros) por barril, estão a dizer que vamos passar a comprar o "ouro negro" a quem o vende mais caro. E quanto será esse "mais caro"?... E quem são os potenciais novos vendedores?

  
Jorge Veigaos vendedores são os que vão comprar por 60 dolares o barril de petroleo russo. lol e vende-se por 80 ou 90! Bom negócio.
Isabel Gentil QuinaNão entendo o porquê desta guerra … desta matança cega 😎  Razões e interesses ?? A UE está se a endividar e depois? Uma falência de estados e nações
Antero FilgueirasOnde é que o amigo fez o curso de economia? Perdendo o cliente UE a quem é que a Rússia vai vender o petróleo excedente para alimentar a sua facínora máquina de guerra. Ou seja, você acha que o mais saudável é continuar a dar sangue ao vampiro?! Pois!!!!
David RibeiroMeu caro Antero Filgueiras, enquanto houver outros compradores - China e Índia - o impacto do limite do preço do petróleo russo transportado por via marítima (o único que está em causa nestas sanções), é diminuto.

 

  O que está em causa neste teto máximo do preço do petróleo russo
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Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE) as exportações russas para a UE foram de 1,5 milhão de barris por dia em outubro, dos quais 1,1 milhão de barris por dia serão interrompidos quando a proibição da União Europeia, G7 e Austrália, entrar em vigor em 5 de dezembro. Não esquecer que o petróleo que está em causa é unicamente o petróleo russo transportado por via marítima.



Publicado por Tovi às 07:45
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Sábado, 26 de Novembro de 2022
As modulações da paz na Ucrânia

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"Foram precisos nove meses de guerra, a destruição de 50% das infraestruturas energéticas da Ucrânia, a ruína do seu tecido industrial, uma crise sem precedentes de refugiados (cerca de oito milhões) e de deslocados internos, a redução de 33,4% do seu PIB, mais de cinco milhões de desempregados, e centenas de milhares de vidas humanas ceifadas para se começar a falar de paz. Importa perceber a origem desta mudança discursiva.Não terá sido alheia a esta alteração de “dinâmica”, as consequências que a guerra está a ter na Europa, causadas pelo efeito bumerangue das sanções impostas pela União Europeia (UE) à Rússia, entre outras a inflação galopante, a recessão económica, e a deterioração das condições de vida das populações, que começam a contestar as políticas dos seus governantes.
(...)
A guerra na Ucrânia podia ter sido evitada, tivesse existido pressão diplomática eficaz sobre Kiev por parte dos atores internacionais envolvidos, de modo a dar corpo ao projeto federal subjacente aos acordos de Minsk. Dada a sua história, cultura, e composição étnica, fazia todo o sentido que a Ucrânia fosse um Estado federal, dando assim expressão política a todas as sensibilidades que a integram, algo que os grupos ultranacionalistas e neonazis não toleram. A demonstração militar russa na fronteira com a Ucrânia no início de 2022 não foi suficientemente dissuasora para obrigar Kiev a ceder. Já com as forças russas na Ucrânia, ucranianos e russos estiveram em março e abril próximo de um acordo, que teria posto fim ao conflito, não tivesse sido Volodymyr Zelensky mal aconselhado.”

  Notícia completa aqui




Quarta-feira, 23 de Novembro de 2022
Nove meses de guerra... análise de Lívia Franco

  Expresso 23nov2022 às 8h00

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Estamos a chegar ao Inverno e na véspera de serem atingidos os primeiros nove meses de guerra, falamos neste episódio do atual estado do conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia e das movimentações diplomáticas que podem ajudar a que se chegue a uma paz no futuro. Um paz em que a Ucrânia, embora esteja por cima, pode ser forçada a aceitar uma posição “realista”. Uma conversa com Lívia Franco, da Universidade Católica.
O que se pode dizer sobre a evolução do conflito e o seu estado atual? “Passados nove meses o que podemos dizer é que o Inverno vai trazer problemas diferentes, mas também se pode dizer que os alvos russos são agora diferentes (com alvos civis atingidos, como a rede elétrica, escolas, hospitais, etc). Começou por ser chegar a Kiev para mudar o regime. Agora, a Rússia não se encontra na melhor posição e não está como gostaria de estar”, afirma a investigadora Lívia Franco.
Sobre o que podemos esperar a seguir, afirma: “A grande batalha do Inverno vai ser a batalha de quebrar o moral. E ambos os lados vão tentar fazê-lo”.
Quanto a uma saída negociada do conflito militar, Lívia Franco considera que ambas as partes deverão ter que ceder alguma coisa. A Ucrânia por exemplo sempre rejeitou negociar com Vladimir Putin. “A solução política pode não estar no horizonte mas temos sinais que do ponto de vista diplomático alguma coisa está a correr, sobretudo do lado dos EUA e da Rússia”.
Com a chegada do Inverno, pode de facto começar a existir uma pressão sobre a busca de uma solução.
“Uma boa parte da opinião pública pode ao longo do Inverno fazer pressão sobre a paz, e uma paz que force a Ucrânia a alguns custos. Vai ser um equilíbrio muito difícil.” Por exemplo, os ucranianos podem ser forçados a aceitar que a Crimeia, nas mãos dos russos desde 2014, não regresse ao seu domínio.

  
Diogo Quental
Acho sempre curiosa esta ideia de que a pressão cresce sobre a Ucrânia e não sobre a Rússia. Parece que não há um culpado identificado. Parece que há alguma limitação ao recuo da Rússia. O nível de lavagem cerebral é assustador.
David Ribeiro
Meu caro, Diogo Quental... as "pressões" fazem-se sobre quem mantem posições irredutíveis.
Diogo QuentalDavid Ribeiro se alguém invade a nossa casa, parece-me natural a posição irredutível de o querer pôr fora.
David RibeiroDiogo Quental, comparar posições geoestratégicas com "invasão da nossa casa" é um pouco sem sentido. Se me assaltarem a casa chamo a polícia, não vou pedir ao vizinho que me dê armas para eu atacar o invasor.



Publicado por Tovi às 09:05
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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2022
Estas "brincadeiras" ainda vão dar mau resultado

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O chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, considerou hoje que os ataques à central nuclear ucraniana em Zaporíjia foram "absolutamente deliberados, direcionados" e classificou a situação como "extremamente grave". "Uma boa dúzia de ataques" atingiu a central, segundo Grossi, que, sem atribuir responsabilidade às forças russas ou ucranianas, ficou indignado por haver quem considere uma central nuclear “um alvo militar legítimo", afirmou numa entrevista ao canal de televisão francês BFMTV.

  Quem controla o quê na Ucrânia
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Publicado por Tovi às 08:24
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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2022
Queda de míssil na Polónia

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As investigações preliminares indicam que o projétil que atingiu a Polónia esta terça-feira terá sido disparado pelas forças de defesa ucranianas contra um míssil russo. A informação foi avançada pela agência de notícias Associated Press, citando responsáveis norte-americanos. O presidente norte-americano, Joe Biden, foi o primeiro líder a admitir que a trajetória feita pelo míssil tornava "improvável" que o seu lançamento tivesse acontecido a partir da Rússia. Entretanto, também uma fonte da presidência francesa recomendou "máxima cautela" na avaliação da origem do projétil, que caiu em território polaco e provocou dois mortos. O governo polaco revelou que o míssil era "fabricado na Rússia", mas alertou desde o início que isso não indicava de onde teria sido lançado. As informações divulgadas entretanto apontam para um míssil terra-ar S-300, como os que a Ucrânia tem usado para abater os mísseis russos.


Renato Ferreira
Esta é a melhor explicação para todos… foi um ato não deliberado. De qualquer modo, é tudo muito frágil.
Fernando DuarteUm país da UE e da OTAN é atacado, mas como lhes faltam 🍅 🍅 para responderem, inventam uma desculpa destas. Ficam em aberto as apostas sobre qual será a desculpa para o próximo ataque !
João P. AfonsoHá situações pendentes para se tomar uma decisão clara sobre este evento: colocar cada líder G20 de Bali no seu território e claro, temos um Mundial de Futebol a iniciar. Haverá ou não, uma deslocação de jogadores de milhões e comitivas ao Médio Oriente? Em que situação ficam estes cidadãos se voltar acontecer uma situação semelhante e com consequências maiores? O momento escolhido foi com os "coelhos fora da toca" e obviamente, expostos numa parte do Globo onde a autonomia para decisões deste calibre, devem estar a ser "supervisionadas" na zona de influência da RPC. Inteligência política e posteriormente, inteligência militar são nesta fase dois momentos que recomendam algumas cautelas.
Jorge De Freitas MonteiroPortanto afinal foi a Ucrânia que “atacou” o território da NATO. Será que os excitados que ontem consideravam a destruição do tractor um casus belli que deveria provocar uma resposta da NATO contra o agressor hoje defendem que a NATO deveria atacar a Ucrânia? Mais seriamente, as declarações de ontem dos polacos, dos balticos e do artista de Kiev mostram que essa gente é perigosa.
David Ribeiro
O presidente da Polónia afirmou, esta quarta-feira, que nada prova que a explosão de um míssil junto da fronteira com a Ucrânia tenha sido um ataque intencional, avança a Reuters. De acordo com a agência, Andrzej Duda diz ainda que o míssil era russo, mas que "ainda não há provas de que foi lançado pela Rússia" e que "é altamente provável que tenha sido utilizado pela defesa aérea ucraniana". A investigação está a ser conduzida pela Polónia e pela NATO.  Duda diz ainda que "não há sinais de um ataque intencional contra a Polónia". "Foi, provavelmente, um incidente infeliz".

 

  Reunião da NATO com os embaixadores da Aliança Atlântica

Depois dos EUA e da Polónia, também o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) admitiu que a explosão que matou duas pessoas na Polónia na terça-feira “foi provavelmente causada” por um míssil ucraniano. No entanto, Jens Stoltenberg ressalva que “não é culpa da Ucrânia” e atribui a “responsabilidade final” a Moscovo, uma vez que continua a sua guerra “ilegal” contra a Ucrânia. “A nossa análise preliminar sugere que o incidente foi provavelmente causado por um míssil de defesa antiaérea ucraniano disparado para defender o território ucraniano contra ataques de mísseis de cruzeiro russos. Mas deixem-me ser claro: isto não é culpa da Ucrânia”, afirmou esta quarta-feira o responsável da NATO, que falava em conferência de imprensa em Bruxelas após uma reunião do Conselho do Atlântico Norte para discutir a explosão na localidade polaca de Przewodów. Segundo Jens Stoltenberg, está em curso uma investigação sobre o incidente, porém, até ao momento, não há “qualquer evidência de que este tenha resultado de um ataque deliberado”, nem há “qualquer indicação de que a Rússia esteja a preparar ações militares ofensivas contra a NATO”. Ainda assim, “a Rússia tem a responsabilidade final ao continuar a sua guerra ilegal contra a Ucrânia”, vincou o secretário-geral da organização. Só na terça-feira, dia do incidente na Polónia, as forças de Moscovo lançaram mais de 100 mísseis em todo o território ucraniano, 81 dos quais foram intercetados pela defesa antiaérea ucraniana, acrescentou. Em resposta a uma questão sobre a NATO vir a estender o seu sistema de defesa aérea até às zonas fronteiriças da Ucrânia, onde a segurança dos países aliados possa ser posta em causa, Stoltenberg pôs de lado essa hipótese, reiterando que a aliança atlântica “não faz parte desta guerra”Após ter convocado uma reunião de emergência com os seus aliados da NATO, o Presidente polaco, Andrzej Duda, admitiu esta quarta-feira que o míssil que matou duas pessoas na Polónia, na terça-feira, “tenha sido lançado pela Ucrânia”, mas, tal como Stoltenberg, disse que nada indica que tenha sido um “ataque intencional”. Duda declarou que a Polónia não vai invocar o artigo 4.º da NATO, que prevê consultas entre aliados sempre que esteja ameaçada a “integridade territorial, a independência política ou a segurança” de qualquer dos Estados-membros da aliança atlântica. 



Publicado por Tovi às 08:39
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Terça-feira, 15 de Novembro de 2022
A cidade de Kherson de novo em mãos ucranianas...

...e como serão os dias seguintes?

 

  11nov2022
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A Rússia diz que começou a retirar tropas da cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, sinalizando uma grande retirada da única capital regional que as suas forças capturaram desde o início da guerra. As unidades estavam “manobrando para [uma] posição preparada” na margem leste do rio Dnieper na quinta-feira, disse o Ministério da Defesa da Rússia, em “estrita conformidade” com o plano de recuo anunciado um dia antes.
Enquanto isso, as próprias forças da Ucrânia estavam a avançar na região mais ampla do sul de Kherson, supostamente retomando uma faixa de assentamentos e pressionando a própria cidade de Kherson. Mas Kiev expressou preocupação de que a retirada anunciada da Rússia possa ser um ardil projetado para atrair soldados ucranianos para uma luta urbana potencialmente brutal pelo controle da cidade portuária industrial estrategicamente importante, que tinha uma população pré-guerra de quase 300.000 pessoas.

 

  12nov2022
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Embora tudo isto pareça ser um grande revés russo, o Kremlin insistiu que a região de Kherson ainda faz parte da Rússia e não se arrependem de ter anexado toda esta região. Mas não podemos esquecer que a acontecer a recaptura completa da região de Kherson pela Ucrânia interromperia uma ponte terrestre vital para a Rússia entre seu continente e a Península da Crimeia, que Moscovo anexou da Ucrânia em 2014. Ainda muita água vai correr no rio Dnieper até as coisas estarem claras e definidas nesta região da Ucrânia invadida pelas tropas de Putin em fevereiro deste ano, mas tudo me leva a acreditar que estamos no bom caminho para um acordo para o fim do conflito.

 

  13nov2022
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Disse Paulo Portas: "É provável que este general que defendeu a retirada esteja a procurar uma mudança administrativa da capital da província, e por outro lado uma posição que lhes permita preparar uma ofensiva". Realmente ninguém acredita que esta retirada das forças russas da cidade de Kherson para a outra margem do rio Dnieper seja unicamente "uma derrota" das tropas de Putin. Ainda é cedo para o fim deste conflito... mas já era tempo de se sentarem a uma mesa de negociações, tendo em vista a PAZ.

 

  15nov2022 - Situação energética está “crítica” após ataques russos
A situação energética na Ucrânia está “crítica” após uma ronda de ataques russos com mísseis russos durante esta terça-feira. A investida das tropas russas danificou a infraestrutura de energia, avança a Reuters. O operador da rede nacional de energia, Ukrenergo, disse que o pior dano está nas regiões norte e centro e que foram introduzidas medidas de emergência para interrupções de energia para “todas as categorias de consumidores”.

 

  15nov2022 - Mísseis russos terão caído na Polónia
É de grande importância apurar se as explosões em território polaco se devem a um ataque premeditado russo ou foram apenas um acidentePelo menos duas pessoas morreram numa explosão em Przewodow, uma vila no Leste da Polónia, junto à fronteira com a Ucrânia. O alerta foi dado pelos serviços de emergência locais, ao final da tarde desta terça-feira. "Os bombeiros estão no local, ainda não é claro o que aconteceu", afirmou Lukasz Kucy, um bombeiro de serviço na corporação local, citado pela Reuters.



Publicado por Tovi às 07:57
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2022
Rússia retira as suas tropas da cidade de Kherson

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A cidade de Kherson era a única capital regional que as forças russas tinham ocupado nos mais de oito meses de guerra na Ucrânia.

 

  
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A região de Kherson, no sul da Ucrânia, faz fronteira com a Crimeia e fornece a Moscovo uma ponte para a península do Mar Negro, que conquistou a Kiev em 2014. Se as forças ucranianas, que estão a contra-atacar na região, forem capazes de retomar estas faixas de território, isso privaria a Rússia desse corredor terrestre. Tal sucesso no campo de batalha também aproximaria a artilharia ucraniana de longo alcance da Crimeia, que Moscovo considera de vital importância para seus interesses. O abastecimento de água potável para a Crimeia também estaria em perigo se a Ucrânia retomasse a região parcialmente ocupada de Kherson. 
O ministro da Defesa da Rússia ordenou que as tropas do país se retirem da margem oeste do rio Dnieper perante os ataques ucranianos perto da cidade de Kherson, no sul. O anúncio de Sergei Shoigu marcou um dos recuos mais significativos da Rússia desde que lançou a sua ofensiva no final de fevereiro. Em comentários televisionados, o general Sergei Surovikin, no comando geral da guerra, disse que não era mais possível abastecer a cidade de Kherson. Disse também que propunha assumir linhas defensivas na margem leste do rio. “Vamos salvar a vida de nossos soldados e a capacidade de combate de nossas unidades. Mantê-los na margem direita [ocidental] é inútil. Alguns deles podem ser usados ​​noutras frentes”, disse Surovikin. Esta notícia seguiu-se a semanas de avanços ucranianos em direção a Kherson e uma corrida da Rússia para evacuar os moradores da cidade.

  
Albertino AmaralSerá que os russos, ao desejarem tanto que a cidade de Kherson fique totalmente livre de civis, vão ali realizar alguma "experiência" ???
David Ribeiro
Em meados do passado mês de outubro o Ministério da Defesa da Bielorrússia informava que "Os primeiros comboios de soldados russos que compõem o agrupamento militar regional chegaram à Bielorrússia", sem no entanto especificar o número de soldados russos mobilizados. Será que após a mais que provável deslocação de efetivos militares ucranianos para a região de Kherson, estas tropas estacionadas na Bielorrússia vão entrar no norte da Ucrânia com destino a Kiev?



Publicado por Tovi às 16:49
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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2022
Só há uma solução: NEGOCIAÇÕES DE PAZ.

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Mais de 80% dos moradores de Kherson foram forçados a evacuar. As forças ucranianas continuam a atacar as rotas logísticas e de transporte russas, diz o Instituto para o Estudo da Guerra. As próximas horas (dias) irão trazer-nos seguramente novidades na frente do conflito.
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Diogo QuentalOu a Rússia parar com a invasão.
Carlos Miguel SousaDiogo Quental Não vai acontecer.
Diogo QuentalCarlos Miguel Sousa pois, infelizmente.
Jose BandeiraSim, até porque o Putin é pessoa de bem que tem por hábito cumprir acordos! ... 😏
Paulo Barros ValeE a ideia qual é face ao Estado da Arte? A Ucrania ceder território ao invasor? A Russia devolver a Crimeia ? Capacetes azuis numa zona de ninguém?
David RibeiroTudo isso, Paulo Barros Vale e muito mais poderão e deverão ser negociadas. A continuação das hostilidades só prejudicam não só os povos de ambos os belijerantes mas também toda a Europa.
Diogo QuentalDavid Ribeiro negociar com a Rússia só faz sentido depois de eles se retirarem, e a discussão deve ser sobre como pagarão a conta. Não faz nenhum sentido negociar com o invasor que está derrotado (já a depender da ajuda do Irão e Coreia do Norte), sem estratégia, e cuja única forma de acção consiste na prática sistemática das formas mais horrendas de crimes.
Paulo Barros ValeÉ verdade. tem um culpado que se chama Russia e que não pode sair vencedor, não só por causa do Ucrania mas sobretudo por causa da nossa liberdade e integridade futuras
Jose BandeiraNão pretendam encontrar racionalidade num mundo governado por ineptos. Os ucranianos estão a defender-nos com o sacrifício da sua vida e há quem ouse sugerir a rendição? Sim, porque negociar com Putin é abrir-lhe a porta a continuar a estender o seu Império de opressão e terror.
Diogo QuentalJose Bandeira exactamente isso. Uma Rússia não derrotada significa que não haverá paz na Europa.
David RibeiroMeus caros amigos... os próximos acontecimentos irão seguramente transformar Kherson numa nova Mariupol, com resultados imprevisíveis quanto ao "vencedor" (se é que nestes combates se poderá declarar um vencedor e um vencido). E estamos praticamente no inverno... e a Rússia já foi especialista em usar o inverno como arma a seu favor para ganhar conflitos.
Diogo QuentalDavid Ribeiro a Rússia... A Rússia é muito mais do que o espectáculo que estamos a assistir. O que temos é um louco narcisista que está disposto a sacrificar os seus jovens e o futuro do seu país para tentar salvar a face. A "Rússia" com este louco não é absolutamente nada. Não vale nada, não merece nada, e não vai conseguir nada. A única estratégia é impôr-se pela ameaça nuclear, o que reforça ainda mais a importância de desnuclearizar os países não democráticos
David RibeiroDiogo Quental... Putin parece estar para durar e se houver quem "por dentro" o derrube ainda poderemos ficar com a sensação de "quem depois de mim virá, de mim bom fará"... é que eles nunca foram confiáveis. Acreditar que se pode vencer a Rússia parece-me um despropósito na atual situação geo-política mundial.
Diogo QuentalDavid Ribeiro sim, pode vir pior e, como dizes e pelo que se lê, é o mais provável. A única razão que encontro para não se derrotar a Rússia é que tal poderia levar a uma tal maré de democracia (seguir-se-ia o Irão e a Coreia do Norte), que o mundo entraria num período de paz. Como a paz não interessa aos fortíssimos lobbies do armamento, acredito que os EUA possam recuar no apoio militar assim que vejam condições para uma paz negociada; não porque queiram salvar as populações (isso não entra na equação da análise militar - trabalha-se com números), mas sim porque pretendem manter um certo nível de conflitualidade mundial que permita a actividade da sua indústria de armamento, para assim manter o avanço que tem face à China.
David RibeiroEntão, Diogo Quental , concordas que é praticamente impossível derrotar as tropas de Putin no atual estado de coisas, não é verdade?... E assim sendo só nos resta as negociações de paz.
Diogo QuentalDavid Ribeiro isso é um colorário. As tropas russas estão já derrotadas. Não acredito, infelizmente, é que haja vontade internacional de derrotar cabalmente a Rússia. Acho que se começa a falar em negociações de paz para defender a visão do que será o interesse máximo de real politik internacional, e não para defender a Ucrânia.
David Ribeiro
Diogo Quental, a Ucrânia (leia-se "povo ucraniano") foi sempre o que menos contou neste conflito. E quando for necessário pagar a reconstrução da Ucrânia vai ser um sacudir água do capote. Já se pergunta quem vai pagar as despesas dos milhões de refugiados pela Europa fora.
Carlos Miguel Sousa
Negociações de PAZ ? Pelo que sei o Putin, agora só aceita a claudicação total da Ucrânia.




Sexta-feira, 28 de Outubro de 2022
Discurso de Putin... deverá ser "estudado, lido e relido"

Discurso de Vladimir Putin, presidente russo. no Fórum de Discussão Valdai,  que decorreu ontem [5.ª feira 27out2022].

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Putin acusa Ocidente "pouco unido" de promover "escalada de guerra na Ucrânia" e de "desestabilizar o mundo"
Vladimir Putin acusou o Ocidente, “um conglomerado complexo em que não há unidade”, de promover uma “escalada de guerra na Ucrânia”: “Estão a aumentar a tensão dos conflitos. Na Ucrânia, na tensão em Taiwan, estão a desestabilizar o mundo”, disse Vladimir Putin, reiterando a ideia de que o Ocidente destruiu o gasoduto Nord Stream 2. “Tanto quanto se percebe não o fez de foram deliberada, não temos dúvida disso, mas é devido aos erros sistemáticos”.
Putin acusa o Ocidente de ser parte de um jogo "perigoso, sujo e mortal"
O Presidente russo continua a acusar o Ocidente de fazer parte de de um jogo “perigoso, sujo e mortal”. O Ocidente “está a impor os seus valores, modelos de consumo” no mundo, atira.
"Quanto mais cedo, melhor." Putin considera que Ocidente vai ter de negociar num novo "mundo unipolar"
O Presidente russo acusou o Ocidente de “não ter em conta os interesses de outros países. É o que vemos a acontecer”. “Aqueles que formular as regras quer impô-las a todas.” “Vivemos uma crise monumental. A Humanidade tem duas opções: ou continuamos a acumular os problemas que certamente nos destruirá a todos, ou então temos de encontrar soluções para tornar o nosso mundo mais seguro”, afirmou Vladimir Putin. “Cedo ou tarde, o mundo unipolar e o Ocidente têm de negociar. Quando mais cedo melhor.”
Cultura do cancelamento "aniquila tudo o que é vivo e criativo", diz Putin
A cultura do cancelamento “aniquila tudo o que é vivo e criativo” e “impede o crescimento do pensamento livre”, disse Vladimir Putin no seu discurso. Para o presidente russo, a cultura ocidental, suprime todas as outras. “Elimina tudo o que é vivo e criativo”, em todas as áreas, desde a cultural à política. Momentos antes, Putin declarava que a “eliminação de quaisquer diferenças passou a ser o sentido, a essência do Ocidente, de hoje em dia”, como tentativa de “conter, bloquear o desenvolvimento livre de outras civilizações.”
Putin diz que quem não segue regras do Ocidente é tratado com "desdém e arrogância": "Diktat autoritário"
Vladimir Putin disse que o Ocidente refere que “não há alternativa à democracia”, mas com isto está apenas a perpetuar o seu regime e hegemonia. Quem não segue as regras é tratado com “desdém e arrogância”. “Os políticos ocidentais insistem nessa ideia”, afirmou, salientando que o Ocidente, a “elite”, aplica um diktat autoritário ao resto do mundo. Caso os países não cumpram as regras impostas pelo Ocidente, há “sabotagem, sanções e guerras comerciais” .
"Rússia nunca vai tolerar que o Ocidente lhe diga o que fazer", atira Putin
Vladimir Putin diz que a Europa não segue “valores religiosos”. “As pessoas vão celebrar festividades muçulmanas e cristãs, mas não seguem valores: é uma crise ideológica. [O Ocidente] não tem nada para oferecer o mundo a não ser dominação”. “Rússia nunca vai tolerar que o Ocidente lhe o que fazer”, atira Putin, que refere que o Ocidente nunca terá o “monopólio” das ideias, cabendo aos países africanos e asiáticos para se unirem.
Putin afirma que líderes ocidentais tentam "introduzir noções bizarras" no mundo como as "paradas gay"
Vladimir Putin defendeu os “valores tradicionais” e o “respeito por todos os povos”, algo que é defendido por países africanos, da Eurásia e da América Latina: “Formam a espinha dorsal das civilizações”. “O Ocidente tenta introduzir noções bizarras ao mundo como as paradas e o casamento gay”, atira Vladimir Putin, acrescentando que só num “mundo multipolar” se poderá obter “autonomia”.
Putin compara russofobia ao antissemitismo e diz que Rússia não confia no Ocidente: "Como é que podemos falar com eles?"
Vladimir Putin diz que o mundo ditado pelo Ocidente está “condenado”. Além disso, destaca que não pode negociar com os países ocidentais porque “não há estabilidade em nada”. “Dizem  uma coisa, no dia a seguir o documento rasga-se. Como é que falamos com eles? Como é que podemos confiar neles?” Para Vladimir Putin, a intimidação do Ocidente para impor a sua hegemonia vai ter cada vez mais um “preço elevado a pagar”: “Se fosse um político ocidental, pensaria duas vezes”. “A Rússia nunca se considerou um inimigo do Ocidente”, ressalvou, dizendo depois que isso não acontece com os países ocidentais, comparando mesmo a russofobia ao antissemitismo. Para mais, Putin dias que há “dois Ocidentes”: “Um cristão, com liberdade e patriotismo — e até islâmico” e outro “cosmopolita, agressivo e neoliberal”.
Ponto de situação. O que aconteceu durante as últimas horas?
O Presidente russo discursou esta quinta-feira no Fórum de Discussão Valdai, acusando o Ocidente, “um conglomerado complexo em que não há unidade”, de promover uma “escalada de guerra na Ucrânia” e fazer parte de um jogo “perigoso, sujo e mortal”. Durante a intervenção, Putin disse ainda que o Ocidente está a “impor os seus valores, modelos de consumo” no mundo, acrescentando que a cultura do cancelamento do Ocidente “aniquila tudo o que é vivo e criativo” e “impede o crescimento do pensamento livre.
Rússia "não se quer tornar hegemónica", esclarece Putin
Vladimir Putin defende que a “Rússia está apenas no seu direito a existir”. “Não queremos que a Rússia se torne hegemónica. Não queremos substituir o mundo unipolar por bipolar ou por tripolar. Queremos um mundo unipolar.”“Todos os Estados têm de escolher o seu caminho original”, afirmou Vladimir Putin. Sistemas devem “justos” e a economia deve tornar-se mais “aberta” e “deve estar fora da jurisdação nacional”.
Putin avisa: "Década será a mais perigosa, imprevisível e crucial desde o final da II Guerra Mundial"
Vladimir Putin diz que está a ser “desenhada uma nova ordem mundial em frente aos nossos olhos”. “Após o colapso da União Soviética e a reestruturação geopolítica, o mundo unipolar está a chegar ao fim”, avisa Vladimir Putin, que adverte que esta década será a “mais perigosa, imprevisível e crucial desde o final da II Guerra Mundial”. “O Ocidente é incapaz de governar a Humanidade e tenta desesperadamente fazer isso. Estamos a assistir a algo revolucionário”, afirmou Putin no final do discurso.


Rui Lima
Se eu escrever o que penso deste biltre apanho um ano de suspensão ou mais no Facebook. Há muito tempo que não aparecia um louco fanático. Desde os tempos da ditadura soviética que não se via tamanha prepotência.
Jose BandeiraMao, Stalin & Hitler, Putin. O "meco" de cabelo cortado à tigela também gostava de ser, mas falta-lhe peso! Agora temos uma grande incógnita: Xi Jinping!
Nuno Matos PereiraAs caixas da televisão lavam a cabecinha toda ao povo!

 

  Situação do conflito Rússia-Ucrânia ao dia de hoje
27out2022.jpg
Combates intensificam-se em Bakhmut, na Ucrânia, enquanto a batalha por Kherson se aproxima; Coreia do Sul nega envio de armas à Ucrânia após comentários de Putin; Guerra na Ucrânia deve acelerar transição para energia limpa, diz Agencia Internacional de Energia.



Publicado por Tovi às 07:35
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2022
Atrás de mim virá quem bom de mim fará

João Guerreiro Rodrigues / CNN Portugal - 25out2022 às 07h05
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Dez potenciais sucessores de Putin - que incluem "o homem mais perigoso da Rússia" e o "Kinder surpresa"
Nikolai Patrushev – o espião - É um dos homens mais próximos do líder russo desde a década de 70, com quem criou uma relação de amizade ainda nos tempos de espionagem do KGB, em São Petersburgo. Após a queda da União Soviética, foi o homem escolhido por Boris Yeltsin para substituir Vladimir Putin na chefia do FSB, um dos cargos mais importantes do país. Ocupa desde 2008 a posição mais alta do Conselho de Segurança da Rússia.
Dmitri Medvedev – o fantoche - Durante os quatro anos em que presidiu à Federação russa, entre 2008 e 2012, foi considerado uma "lufada de ar fresco" e era visto pelo ocidente como uma figura mais liberal do que Vladimir Putin. No papel, Dmitri Medvedev era o candidato perfeito para a substituição de Vladimir Putin: é mais novo e tem experiência em vários cargos de topo. 
Dmitri Patrushev – o príncipe - Faz parte daquilo a que o seu pai intitulou “a nova nobreza”. Dmitri Patrushev é filho de Nikolai Patrushev e a sua subida astronómica no seio do mundo político russo não é coincidência. Com apenas 45 anos, o “príncipe” de São Petersburgo já subiu ao cargo de ministro e ocupa o lugar nos conselhos de administração de algumas das empresas mais importantes do país, como a gigante Gazprom.
Mikhail Mishustin – o homem do fisco - Quando em 2020 quis alterar a constituição russa de forma a garantir mais poderes ao presidente, Vladimir Putin viu-se obrigado a escolher um novo primeiro-ministro, após a demissão coletiva do governo de Dmitri Medvedev. Segundo o próprio, Putin recebeu a sugestão de quatro nomes mas não escolheu nenhum deles, optando por nomear Mikhail Mishutin, então diretor do Serviço de Tributação Federal.
Dmitri Kovalev – o desconhecido - Se a escolha de Mikhail Mishustin ensina alguma coisa é que Vladimir Putin não se importa de surpreender com as suas escolhas para os cargos mais importantes. E um nome passou para o topo da lista de possíveis escolhas surpreendentes: Dmitri Kovalev, um jovem de 36 anos que foi visto a ter uma longa conversa com o presidente durante o desfile do “Dia da Vitória”.
Yevgeny Prigozhin – o mercenário - É talvez o nome que tem vindo a ganhar mais notoriedade na cena política russa desde que começou a invasão à Ucrânia. Conhecido como “o chef de Putin”, Prigozhin é conhecido por ser o líder do Grupo Wagner, uma empresa de mercenários russos que ganhou notoriedade a nível internacional por ajudar o Kremlin a atingir os seus objetivos geopolíticos sem ter de oficialmente destacar soldados para o terreno.
Sergei Shoigu – o fiel companheiro - Destacou-se por ser um político tão hábil quanto leal. De outra forma seria bastante difícil explicar como é que Sergei Shoigu conseguiu subir ao topo do Ministério das Situações de Emergência, em 1991, atravessando vários governos e mantendo-se no cargo até 2012, altura em que saiu para ser governador da província de Moscovo.
Sergei Kiriyenko – o Kinder surpresa - Foi eleito para espanto de todos como primeiro-ministro por Boris Yeltsin, em 1998. Como resultado, os russos apelidaram-no “Kinder surpresa”. É o único membro do grupo dos “jovens reformistas” que se mantém fiel ao regime de Moscovo, após a fuga de Anatoly Chubais no início da invasão da Ucrânia e o homicídio de Boris Nemtsov, em 2015.
Sergei Sobyanin – o governador - Quem o conhece elogia a sua capacidade de gestão. Sergei Sobyanin é o governador da província de Moscovo desde 2010, a região mais rica do país. O político, que foi governador da região de Tyumen (a maior região produtora de petróleo do país), sabe como funciona a máquina política russa e goza de uma vasta popularidade.
Alexei Navalny – o opositor - É talvez o opositor mais conhecido de Vladimir Putin. Alexei Anatolievitch Navalny tornou-se a figura inequívoca da oposição russa após o assassinato de Boris Nemstov e goza do apoio de uma vasta fatia da população russa que não se revê no revivalismo imperial do Kremlin dos últimos 20 anos.

 

  Al Jazeera - 26out2022
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O presidente russo, Vladimir Putin, enfrentando atrasos na produção militar e perdas crescentes no campo de batalha, instou seu governo a cortar a burocracia para produzir armas e suprimentos suficientes para alimentar suas tropas na Ucrânia, onde uma contra-ofensiva ucraniana colocou as forças russas em desvantagem. Os déficits de suprimentos militares russos na guerra de oito meses foram tão pronunciados que Putin teve que criar uma estrutura para tentar resolvê-los. 

Jose Luis Soares Moreira
Parem esse Ditator invasor Cruel que envia para a morte seus jovens militares mandando matar e destruir a Grande Ucrânia.
Carlos Miguel SousaA « teta » da mãe Rússia, começa a secar. Os 30 anos de contacto directo, entre o povo Russo e o Ocidente, contaminaram, os primeiros com um pragmatismo que os ideiais de Putin, não conseguem vencer a não ser impondo-os. O problema é que desta forma a única coisa que ele consegue é que aquela pequena parte dos mais qualificados fuja do país. E sem esses 5%, aquilo começa tudo a parar...
Jorge Lira
Era mais que expectável

 

  CNN Portugal - 26out2022 às 09h32
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Oleksiy Arestovych, conselheiro de Zelensky, alerta esta quarta-feira que as forças russas estão a preparar-se para 'a mais dura das batalhas' em Kherson, avança o The Guardian. De acordo com o Arestovych, as forças russas estão a reforçar-se para defender a maior cidade capturada durante a guerra. "Em Kherson é tudo muito claro. Os russos estão a reabastecer-se, a fortalecer as suas forças lá. Isso significa que ninguém se está a preparar para abandonar. Pelo contrário, a mais dura das batalhas vai acontecer em Kherson", afirmou Arestovych num vídeo transmitido online na terça-feira. Por sua vez, Yuri Sobolevsky, membro deposto do conselho regional pró-ucraniano de Kherson, afirmou que as autoridades da Rússia instaladas em Kherson estão a pressionar cada vez mais os moradores a sair da região. “As operações de busca estão a intensificar-se, assim como as buscas de carros e casas”, escreveu no Telegram.
  
Rui Lima
E qual será o interesse de conquistar umas cidades destruídas? Esta guerra é uma completa estupidez.
Albertino Amaral
Rui Lima Facturar, meu caro, facturar ao povo as reparações com a reconstrução e reparação de danos...



Publicado por Tovi às 07:51
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2022
Diplomacia... ao 241.º dia do conflito Rússia - Ucrânia

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O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, e o ministro de Defesa russo, Sergei Shoigu, falaram pela primeira vez desde maio; um importante diplomata russo disse que a ligação era necessária para eliminar mal-entendidos, informou a agência de notícias TASS. O Pentágono se recusou a oferecer detalhes além de dizer que Austin, que iniciou a conversa, enfatizou a necessidade de linhas de comunicação. Os Estados Unidos considerarão todos os meios para avançar a diplomacia com a Rússia se houver uma abertura, mas no momento Moscovo não mostra nenhum sinal de vontade de se envolver em negociações significativas, disse o secretário de Estado dos EUA, Blinken. (in Al Jazeera - 22out2022)

  
Paulo Barros ValeErrado! Absolutamente errado. Tem havido diplomacia desde muito antes e durante o conflito por múltiplas vias. O agressor comuno-fascista é que iniciou uma guerra e se recusa a par a dita! Os ucranianos limitam se a defender a sua terra do invasor bárbaro. Estas cenas diárias de insistir na capitulação do invadido só servem o monstro é só incentivam ao fim da nossa liberdade no Ocidente.
Altino Duarte
Paulo Barros Vale Não me parece que haja outra forma de acabar com a guerra que não seja pela via diplomática ou aquilo que se queira chamar mas que seja uma alternativa à sua continuação. Classificar os culpados e defender os que foram invadidos pode ser uma forma de ver o problema mas não é uma questão que vá resolver uma guerra. 
Paulo Barros ValeAltino Duarte então qual é a ideia ? Capitular sobre o imperialismo que poderia acabar em Lisboa ? 🙈
Altino Duarte
Paulo Barros Vale O problema é aquilo a que chama de "imperialismo" poder vir a acabar em Lisboa ?! O que seria necessário é que não começasse nem acabasse em qualquer lado. E uma vez que começou uma guerra , independentemente dos responsáveis pelo início da mesma, o que me parece mais sensato é que se faça tudo para que não continue.
Paulo Barros ValeAltino Duarte isso quer dizer o quê?

 

  The Washington Post - 24out2022
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Nos EUA vozes no Partido Democrático juntam-se ao Partido Republicano e fazem a mesma exigência: negociações diretas com a Rússia. - “A group of 30 House liberals is urging President Biden to dramatically shift his strategy on the Ukraine war and pursue direct negotiations with Russia, the first time prominent members of his own party have pushed him to change his approach to Ukraine. The letter, sent to the White House on Monday and obtained by The Washington Post, could create more pressure on Biden as he tries to sustain domestic support for the war effort, at a time when the region is heading into a potentially difficult winter and Republicans are threatening to cut aid to Ukraine if they retake Congress.”


Nuno Matos PereiraAcordaram agora? Deve ser porque estão perto das midterms e não querem perder o poleiro!
Paulo Barros ValeAgora que a Rússia está em sarilhos grandes? Qual é a negociação? Capitulação? É que os defensores de parar o esforço de guerra não explicam que isso representa a vitória da Rússia e tudo o que tal representa! Ou será que a Rússia aceita sair do Dombass e da Crimeia somente com a garantia de que a Ucrânia não entra na Nato !?!??!? 😇😇😇
Diogo Quental
Paulo Barros Vale acho que o grande risco é termos um planeta mais seguro, que reduza o investimento em armamento.



Publicado por Tovi às 08:03
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2022
Como resolver a crise energética?...

jornalggn.com.br-crise-energetica-mais-uma-tragedi

Está a decorrer em Bruxelas uma nova cimeira da União Europeia sobre a crise energética... e está cá a parecer-me que ainda não será desta que se minimiza a alta dos preços da energia e se assegura o seu abastecimento.

 

  Querem gás?... Chamem o Erdogan  (JN de 19out2022)
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Jorge LiraIsto tem nome. Mas é feio.
David RibeiroJorge Lira, eu diria "uma puta velha"... no sentido "mulher acusada de práticas maléficas e submissão as forças do mal".
Adao Fernando Batista BastosUm habilidoso e oportunista sem credibilidade...
Da Mota Veiga SuzettePois.... e cinco vez mais caro!

 

  Expresso de 20out2022 às 13h46
66778282-47373601.jpgO primeiro-ministro português, António Costa, o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, e o presidente francês, Emmanuel Macron, chegaram a um acordo para o reforço das interligações energéticas entre a Península Ibérica e França, quer no gás natural, quer na eletricidade.

 

  CNN Portugal / Agência Lusa - 21lout2022 às 06h34
1024 (1).jpg“O Conselho Europeu chegou a um acordo” relativamente à situação energética, pois “concordou em trabalhar em medidas para conter os preços da energia para as famílias e empresas”, anunciou Charles Michel, numa publicação na conta oficial da rede social Twitter. “A unidade e a solidariedade prevalecem”, adiantou o presidente do Conselho Europeu. O anúncio para este trabalho futuro foi feito após várias horas de discussões entre os 27, que arrancaram ao início da tarde de quinta-feira, marcadas por posições divergentes em assuntos como limites temporários aos preços de referência no gás e regras de solidariedade no bloco comunitário para disponibilização de gás a todos os Estados-membros em caso de emergência. Os presidentes do Conselho Europeu, Charles Michel, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeram que as medidas adotadas de combate à crise energética “serão visíveis em breve”, levando-a “muito a sério”.



Publicado por Tovi às 08:09
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2022
Vem aí o General Inverno

christopher-sawka-general-zima-kolor-1-net.jpg

Com os meses frios a aproximarem-se é muito provável uma desaceleração dos combates terrestres, mas um outro potencial pico de intensidade bélica paira sobre a Ucrânia. Na última semana uma onda de mísseis, ‘rockets’ e drones atingiu dezenas de locais em toda o país - Kiev, Lviv, Dnipro, Zaporíjia, Sumi, Kharkiv e Jytomyr foram alguns dos alvos do exército russo - a centenas de quilómetros das linhas da frente no leste e a sul. E deverá ser este o “modus operandi” das tropas de Putin até ao Natal.

 

 


Captura de ecrã 2022-10-16 103450.jpg
Tenho um amigo chinês que vende de tudo... se estiverem interessados mandem-me mensagem privada.

 

  
Captura de ecrã 2022-10-16 180321.jpgNas últimas horas deste domingo [16out2022] as forças russas atacaram mais de 30 cidades e vilarejos em toda a Ucrânia, lançando cinco mísseis e 23 ataques aéreos, mais perto de 60 ataques com roquetes, disse o Estado Maior das Forças Armadas da Ucrânia. Em resposta, as forças aéreas da Ucrânia realizaram 32 ataques, atingindo 24 alvos russos. Os combates foram particularmente intensos neste fim de semana nas províncias orientais de Donetsk e Luhansk, e na estrategicamente importante província de Kherson, no sul, três das quatro províncias que Putin proclamou como parte da Rússia no mês passado.

 

  
4265.jpgAs autoridades da China e do Egito pediram hoje aos cidadãos destes países para que deixem imediatamente a Ucrânia devido ao perigo que representa a guerra no país. Tanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros como a Embaixada da China em Kiev pediram aos cidadãos chineses na Ucrânia para que “melhorem as precauções de segurança e de saída”, segundo um comunicado, citado pelo jornal oficial chinês Global Times, que avança que a embaixada vai ajudar a organizar a retirada de pessoas necessitadas. As autoridades chinesas reconheceram o seu apoio à integridade territorial da Ucrânia contra a invasão russa, mas defendem meios diplomáticos para pôr fim ao conflito, enquanto acusam os Estados Unidos de supostamente provocarem Moscovo para iniciar uma guerra em larga escala. Também a Embaixada do Egito na Ucrânia publicou um alerta aos seus cidadãos para que deixem o país com efeito imediato. O jornal Egypt Today refere que diplomatas egípcios pediram também aos cidadãos do Egito para que tenham "o máximo de cautela durante a sua partida e fiquem longe de áreas perigosas". Nas últimas horas, a Embaixada da Sérvia na Ucrânia fechou temporariamente por motivos de segurança, segundo uma mensagem publicada na página da internet da missão diplomática. "A equipa diplomática continuará a trabalhar desde Belgrado até que se cumpram as condições para regressar à Ucrânia", refere a mensagem. (Agência Lusa - 16out2022)

 

  CNN Portugal - 17out2022 às 06h14
Captura de ecrã 2022-10-17 082942.jpgPelo menos cinco explosões abalaram esta manhã o centro de Kiev. A informação foi divulgada pelo presidente da câmara da capital ucraniana, que adiantou que a explosão no distrito de Shevchenkiv causou um incêndio num prédio não residencial no distrito de Shevchenko. Vários prédios residenciais foram danificados. "Explosão no distrito de Shevchenkiv, centro da capital. Todos os serviços seguem no local. O alerta continuam. Fiquem nos abrigos", escreveu Vitali Klitschko no Telegram, antes de anunciar que aconteceram duas novas explosões. A cidade foi alvo de ataques com drones kamikaze e vários edifícios residenciais foram atingidos. Os ataques de hoje aconteceram exatamente uma semana depois de vários mísseis terem atingido o centro de Kiev e terem provocado um cenário de destruição. A pouco mais de 300 quilómetros, em Sumy, vários mísseis atingiram esta madrugada a região. A informação foi divulgada pelo chefe da administração regional de Sumy, que revela que há vítimas na sequência do ataque. Também a região de Dnipro foi atacada, de acordo com o governador local, sendo que os mísseis causaram um grande incêndio em várias infraestruturas energéticas.

 

  Al Jazeera - 17out2022
hoje ac.jpg
05h33 GMT - Several explosions rock central Kyiv district.
06h41 GMT - Intense fighting rages in Ukraine’s Donbas, Kherson. Kyiv attacked by ‘kamikaze drones’.
07h08 GMT - Zaporizhzhia nuclear plant disconnected from power grid after shelling.
07h56 GMT - Drones hit sunflower oil terminal in Ukraine’s Mykolaiv.
09h20 GMT - 
Russian strikes knock out electricity across Ukraine, says PM.
09h55 GMT - Russia hit ‘all designated targets’, says Russia’s defence ministry.



Publicado por Tovi às 07:47
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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2022
Não há vencedores na guerra nem perdedores na paz

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O presidente turco Recep Tayyip Erdogan - provavelmente quem mais tem lutado pela PAZ neste conflito Rússia-Ucrânia (juntamente com o Secretário Geral da ONU) - prometeu continuar a trabalhar pela paz enquanto se preparava para se encontrar no dia de ontem [quinta-feira 13out2022] com o presidente russo, Vladimir Putin, na capital do Cazaquistão. “Nosso objetivo é continuar o impulso que foi alcançado e acabar com o derramamento de sangue o mais rápido possível”, disse o líder turco no seu discurso na VI Conferência sobre Interação e Medidas de Fortalecimento da Confiança na Ásia, que se está a realizar em Astana, capital do Cazaquistão.

 


Captura de ecrã 2022-10-13 180838.jpgO presidente Vladimir Putin propôs ao seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan, que a Rússia exporte mais gás através da Turquia e transformar este país num novo centro de abastecimento, enquanto tenta preservar a alavancagem energética da Rússia sobre a Europa. Numa reunião no Cazaquistão no dia de ontem [quinta-feira 13out2022], Putin disse que a Turquia oferece a rota mais confiável para entregar gás à União Europeia e que o hub proposto permitirá que os preços sejam estabelecidos independentemente da política.

 

  Tempos perigosos
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De acordo com a Reuters, as primeiras pessoas que saíram de Kherson deverão começar a chegar à Rússia esta sexta-feira. Na quinta-feira, um oficial de Moscovo afirmou que os residentes deviam abandonar a área por segurança. "Sugerimos que todos os residentes de Kherson, se quiserem, para se protegerem das consequências dos ataques de mísseis.... saem para outras regiões", afirmou Vladimir Saldo num vídeo, acrescentando que as pessoas "devem sair com os filhos". O oficial revelou ainda que a "oferta" se aplicava aos habitantes da margem oeste do rio Dnipro, o que incluía a capital regional, a única cidade que os russos capturaram intacta desde o início da guerra. De acordo com a Tass, os primeiros civis devem chegar a Rostov esta sexta-feira.


Joaquim Figueiredo
Fará? Não sei...o gajo é louco
David RibeiroJoaquim Figueiredo, segundo a lógica de Putin, após a "anexação" aqueles territórios são considerados russos... vai daí Moscovo considera qualquer ataque a estas regiões como invasão à Rússia, o que, segundo a forma deles verem as coisas, lhes dá o "direito" de atacarem em força. Os próximos tempos são perigosos.
Jose Antonio M MacedoDavid Ribeiro Se houver o emprego de armamento nuclear certamente que a nuvem radioativa chegará a território russo.
David RibeiroJose Antonio M Macedo, se forem utilizadas armas nucleares táticas as radiações não são de grande alcance, pois as armas nucleares de uso tático são armas nucleares de pequeno poder explosivo, geralmente na faixa de 0,5 a 5 kilotons, destinadas a alvos específicos, como tropas, agrupamentos de blindados, bases militares, grupos de navios ou porta-aviões. O uso de armas nucleares táticas é destinado principalmente para o emprego contra as forças armadas do adversário. Esta função é de importância maior se as forças-alvo se encontrassem próximas às forças que estão lançando a bomba, já que isto impediria o uso de uma arma de grande poder destrutivo, que ao explodir, pudesse atingir também a força lançadora.
Diogo Quental
Vão arrasar a cidade, imagino.
Nuno Matos PereiraAntes das anexações, os nazis não matavam civis. Depois das anexações, só matam russos.

 

  
Captura de ecrã 2022-10-14 204559.jpgFalando no Cazaquistão, o presidente Vladimir Putin disse que a Rússia não tem planos de expandir a mobilização militar e alerta que um confronto direto com a NATO levaria a uma “catástrofe global”. Numa entrevista coletiva na capital do Cazaquistão, Astana, Putin disse que a “mobilização parcial” que anunciou no mês passado, que o ministro da Defesa disse ter como objetivo recrutar 300.000 soldados, terminaria dentro de duas semanas. Até agora, 222.000 dos 300.000 reservistas que o Ministério da Defesa russo disse que seriam convocados foram mobilizados. Um total de 33.000 já estão em unidades militares e 16.000 estão envolvidos na operação militar na Ucrânia.



Publicado por Tovi às 07:17
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