"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2023
Zircon - Míssil hipersónico russo

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O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, participou na última quarta-feira [4jan2023] por videoconferência no lançamento da missão de um navio de guerra com novos mísseis hipersónicos de cruzeiro - os ZIRCON - que vai navegar no Oceano Atlântico e Índico, além do Mar Mediterrâneo.

 


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Os MÍSSEIS HIPERSÓNICOS podem viajar a mais de cinco vezes a velocidade do som. A Rússia testou o lançamento do ZIRCON de navios de guerra e submarinos no ano passado, enquanto a corrida para desenvolver armas hipersónicas aumenta nos Estados Unidos e na China. “O foco principal da missão da fragata Gorshkov [um navio de guerra com novos mísseis hipersónicos de cruzeiro] será combater as ameaças à Rússia e apoiar a paz e a estabilidade regional junto com os países amigos”, disse Sergei Shoigu, Ministro da Defesa da Federação Russa.



Publicado por Tovi às 08:06
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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2022
Zelensky foi aos Estados Unidos

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Na manhã de ontem já havia quem dissesse que esta visita do presidente Volodymyr Zelensky aos EUA é "extremamente significativa"... mas não será mais um sinal de subserviência ao Tio Sam?

 

  O ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Cravinho, considerou na manhã de ontem [21set2022] que a visita de Zelensky aos EUA tem um “elevado valor simbólico e político". Mas sublinhou também que a visita “não vai mudar o curso da guerra”.

 

 O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez ontem [21dez2022] um discurso abrangente em Moscovo para autoridades de defesa, enquanto o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, viajava para os Estados Unidos. Disse Putin que o exército da Rússia está aprendendo com seus contratempos no campo de batalha e prometeu modernizar e fortalecer as forças armadas da Rússia, já que o conflito marca seu 300º dia. Também pediu às autoridades de defesa que respondam melhor às críticas do público.

 


Captura de ecrã 2022-12-21 144728.jpgNão será ainda uma "teoria da conspiração", mas perante o facto de Volodymyr Zelensky estar num viagem inédita para os EUA, já há quem ponha a hipótese de na sua ausência de Kiev se verificar uma tomada do poder ucraniano pelos seus opositores, que os há, não tenham dúvidas.


Albertino Amaral
E nesse sentido, acha o meu amigo que os opsitores de Zelensky, entregam certamente tudo " aquilo " de mão beijada???
David RibeiroAlbertino Amaral , até há opositores a Zelensky que defendem a integração na Federação Russa.
Albertino Amaral
David Ribeiro Sim, mas não me parece que tal aconteça na ausência do rapaz.......
Francisco Rocha AntunesSempre militante a desfazer no Zelensky
David RibeiroE algo do que eu disse é mentira, Francisco Rocha Antunes ?
Francisco Rocha AntunesDavid Ribeiro não, apenas está sempre a torcer para que corra mal aos ucranianos, o que não deixa de me espantar
David RibeiroProvavelmente o defeito será meu, Francisco Rocha Antunes, em não fazer passar corretamente o meu pensamento. Estou sem qualquer dúvida contra a forma ditatorial como Putin governa a Rússia, indignado pela forma como as suas tropas invadiram o país vizinho, perfeitamente solidário com o pobre povo ucraniano, mas nada tolerante com os senhores do atual poder em Kiev. É que eu já os conheço do antes de fevereiro deste ano.

 

  Agência Lusa 21h15 de 21dez2022
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O Presidente norte-americano, Joe Biden, garantiu hoje na Casa Branca ao homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, que os Estados Unidos defendem uma “paz justa” para a Ucrânia e manterão o apoio militar, em concreto para defesa aérea. "Apoiamos a Ucrânia na procura de uma paz justa", destacou Biden no início da sua reunião com Zelensky, na Sala Oval da Casa Branca. Em breves declarações aos jornalistas, o chefe de Estado norte-americano destacou ser "uma honra" estar ao lado de Zelensky por este "ser um grande líder”. Biden prometeu ainda que manterá a ajuda financeira, militar e humanitária à Ucrânia, em particular no apoio à defesa aérea, referindo-se à entrega de mísseis Patriot por parte dos norte-americanos, pela primeira vez desde o início do conflito, anunciada pouco antes do líder ucraniano aterrar em Washington. O líder do governo norte-americano alertou ainda que a Rússia está a “tentar usar o inverno como uma arma” na guerra. Zelensky agradeceu a Joe Biden, aos congressistas norte-americanos e às “pessoas comuns” dos EUA pelo seu apoio durante os mais de 300 dias de invasão russa. O governante ucraniano explicou que pretendia ter visitado os Estados Unidos mais cedo, mas que tal não foi possível pela “situação difícil” vivida no seu país, lembrando que a “guerra não acabou” e que o seu país enfrenta muitos desafios na batalha contra as forças russas. Zelensky ofereceu ainda ao homólogo norte-americano uma medalha de mérito militar que, na terça-feira durante a sua visita à cidade de Bakhmut, na linha da frente em Donetsk (leste), um capitão do Exército ucraniano que está a operar o sistema de ‘rockets’ Himars oferecido pelos norte-americanos, pediu que entregasse a Biden. A este oficial, que o Presidente ucraniano descreveu como “verdadeiro herói, Biden prometeu oferecer uma medalha dos EUA, considerando uma "grande honra" a oferta chegada da linha da frente do conflito. À entrada da Casa Branca, Zelensky foi recebido, com guarda de honra, pelo próprio chefe de Estado norte-americano e pela primeira-dama Jill Biden, tendo tirado uma fotografia protocolar com o casal presidencial. O avião que transportou o Presidente ucraniano para os Estados Unidos, na primeira saída do país desde o início do conflito com a Rússia, aterrou hoje numa base aérea perto de Washington, capital norte-americana, onde irá mais tarde proferir um discurso no Congresso.

 

  
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“Precisamos de paz, sim”, disse Zelensky no Congresso dos Estados Unidos. E adiantou que “a Ucrânia já apresentou propostas” de paz, que Zelensky disse ter discutido com Biden. Chamou-lhe “a nossa fórmula de paz em dez pontos” - o mesmo plano que apresentou em novembro na cimeira do G20, na qual participou como convidado, por videochamada. Um plano que exige a retirada total da Rússia, ao que tudo indica, não apenas dos territórios que invadiu agora, mas também da Crimeia, invadida em 2014. Moscovo já disse que considera inaceitável este “plano de paz”. Zelensky, por seu lado, repetiu ontem que considera inaceitável qualquer acordo que implique a cedência de território ilegalmente ocupado - “Para mim, como presidente, ‘apenas paz’ significa não fazer cedências”. O presidente ucraniano disse que era difícil ver um fim fácil para o conflito e que "não pode haver qualquer ideia de ‘apenas paz’ numa guerra que nos foi imposta". “Cada um de vocês pode ajudar à implementação [do plano de paz]”, disse Zelensky aos congressistas, dizendo que com isso também seria assegurado “que a liderança americana continua sólida, bicamarária e bipartidária". “Temos artilharia, sim. Obrigado. Mas chega? Na verdade, não.” A frase de Zelensky fez sorrir muitos congressistas, e quase todos se levantaram a aplaudi-lo quando voltou a insistir na necessidade de receber mais armamento dos EUA para poder fazer frente ao poderio russo, agora ajudado pelos drones iranianos. “Para as tropas russas saírem completamente precisamos de mais armas”, disse Zelensky, que agradeceu a Biden o envio de uma bateria de mísseis Patriot, mas disse de imediato que a Ucrânia precisa de mais. “Gostávamos de receber mais Patriots,” disse a rir a Biden, que se riu também. Lamento, mas estamos em guerra”, acrescentou. Entretanto, os congressistas estarão prestes a aprovar uma ajuda militar e económica adicional à Ucrânia, no valor de 45 mil milhões de dólares, que faz parte de uma lei de despesas globais de 1,7 triliões de dólares. Com mais este pacote financeiro, a assistência total dos EUA à Ucrânia vai para mais de 100 mil milhões de dólares.


Francisco Bismarck
Quantas mãos essa obscena quantidade de dinheiro irá untar?
David RibeiroFrancisco Bismarck ... só quem não conhece o passado dos senhores no poder em Kiev é que poderá ter dúvidas sobre a corrupção que estas "ajudas" provocarão.



Publicado por Tovi às 07:33
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2022
Uma nova invasão russa... será?

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Já em finais de outubro deste ano eu me perguntava o que teriam ido fazer para a Bielorrússia um número muito considerável de tropas de Putin... de férias não acredito que tenham ido.


Paulo TeixeiraNão sei se vai. mas pobre Ucrânia
David RibeiroEu diria, meu querido amigo Paulo Teixeira: Pobres ucranianos, que além das "diabruras" de Putin, ainda têm que gramar os seus tontos dirigentes.

 

  O Presidente da Rússia realiza hoje “uma visita de trabalho” à Bielorrússia, país aliado no conflito na Ucrânia. Vladimir Putin vai reunir-se com o homólogo, Aleksandr Lukashenko, em Minsk, para debater questões como "a integração russo-bielorrussa", depois de ambos os países terem concluído vários acordos de cooperação económica e militar.

 

  Citado pela Reuters, o governador regional de Kiev, Oleksiy Kuleba, afirmou que o ataque russo desta segunda-feira à região provocou "danos substanciais". Esta madrugada, a Rússia atacou a capital ucraniana com mais de 20 drones. As autoridades do país afirmam ter abatido pelo menos 15 deles.



Publicado por Tovi às 09:31
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Domingo, 4 de Dezembro de 2022
A "queda" de Putin... e o preço do petróleo russo

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  Disse-me uma amiga minha, prima da cunhada da cabeleireira de uma empregada do palácio onde vive Vladimir Putin, que a funcionária que tinha encerado as escadas naquele dia, já está detida para averiguações.

  O que se tem dito sobre a saúde de Putin
4ee76d886bb3f75115000047.jpgA investigação mais aprofundada sobre a saúde de Putin foi publicada em abril deste ano pelo site de notícias russo Proekt, que usou dados de código aberto para concluir que as viagens do presidente à cidade turística de Sochi, no sul, foram sincronizadas com as de um grande número de médicos, incluindo o especialista de cancro na tiroide Yevgeny Selivanov, cujas visitas a Sochi frequentemente coincidiam com as súbitas ausências de Putin dos olhos do público nos últimos anos. Alega-se que um dos métodos usados por Putin para garantir a longevidade foram os banhos em sangue extraído de chifres de veado na Sibéria, método recomendado pelo seu amigo ministro de Defesa Sergei Shoigu, que é natural daquela região. O semanário francês Paris Match disse em junho deste ano que nas visitas à Arábia Saudita, em 2019, e à França, em 2017, Putin era acompanhado por uma equipa sempre que ia à casa de banho para guardar as suas secreções de forma a que nenhuma potência estrangeira pudesse analisar medicamente as suas fezes e urina. Já a publicação norte-americana Newsweek avançou em junho passado que Putin se tinha submetido a um tratamento para cancro avançado em abril. E o chefe da inteligência militar da Ucrânia, major-general Kyrylo Budanov, em entrevista em meados de maio à Sky News, afirmou, sem provas demonstradas, que Putin sofria de um cancro. O site Proekt também alegou que o Kremlin montou um escritório falso em Sochi, que pretendia parecer-se com a sua residência no subúrbio de Moscovo, para fazer parecer, nas imagens difundidas, que ele estava a trabalhar na capital russa em vez de descansar no resort do Mar Negro.
O Kremlin, através do porta-voz de Putin, Dmity Peskov, negou veementemente todas as alegações de que o presidente está a sofrer algum problema de saúde grave. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, deu uma declaração altamente incomum numa entrevista ao canal de televisão francês TF1, no final de maio, para negar que Putin esteja doente, afirmando: "Eu não acho que as pessoas possam ver sinais de algum tipo de doença ou doença num líder que aparece em público todos os dias". Em recentes aparições públicas, incluindo o Fórum Económico em São Petersburgo, um fórum sobre Pedro, o Grande e uma reunião com o presidente do Turcomenistão Serdar Berdymukhamedov, Putin também não mostrou nenhum sinal de fragilidade física.

 


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Se bem entendi a União Europeia, o G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e a Austrália, ao estabelecerem um teto máximo para o preço do petróleo russo em 60 dólares (cerca de 57 euros) por barril, estão a dizer que vamos passar a comprar o "ouro negro" a quem o vende mais caro. E quanto será esse "mais caro"?... E quem são os potenciais novos vendedores?

  
Jorge Veigaos vendedores são os que vão comprar por 60 dolares o barril de petroleo russo. lol e vende-se por 80 ou 90! Bom negócio.
Isabel Gentil QuinaNão entendo o porquê desta guerra … desta matança cega 😎  Razões e interesses ?? A UE está se a endividar e depois? Uma falência de estados e nações
Antero FilgueirasOnde é que o amigo fez o curso de economia? Perdendo o cliente UE a quem é que a Rússia vai vender o petróleo excedente para alimentar a sua facínora máquina de guerra. Ou seja, você acha que o mais saudável é continuar a dar sangue ao vampiro?! Pois!!!!
David RibeiroMeu caro Antero Filgueiras, enquanto houver outros compradores - China e Índia - o impacto do limite do preço do petróleo russo transportado por via marítima (o único que está em causa nestas sanções), é diminuto.

 

  O que está em causa neste teto máximo do preço do petróleo russo
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Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE) as exportações russas para a UE foram de 1,5 milhão de barris por dia em outubro, dos quais 1,1 milhão de barris por dia serão interrompidos quando a proibição da União Europeia, G7 e Austrália, entrar em vigor em 5 de dezembro. Não esquecer que o petróleo que está em causa é unicamente o petróleo russo transportado por via marítima.



Publicado por Tovi às 07:45
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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2022
Discurso de Putin... deverá ser "estudado, lido e relido"

Discurso de Vladimir Putin, presidente russo. no Fórum de Discussão Valdai,  que decorreu ontem [5.ª feira 27out2022].

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Putin acusa Ocidente "pouco unido" de promover "escalada de guerra na Ucrânia" e de "desestabilizar o mundo"
Vladimir Putin acusou o Ocidente, “um conglomerado complexo em que não há unidade”, de promover uma “escalada de guerra na Ucrânia”: “Estão a aumentar a tensão dos conflitos. Na Ucrânia, na tensão em Taiwan, estão a desestabilizar o mundo”, disse Vladimir Putin, reiterando a ideia de que o Ocidente destruiu o gasoduto Nord Stream 2. “Tanto quanto se percebe não o fez de foram deliberada, não temos dúvida disso, mas é devido aos erros sistemáticos”.
Putin acusa o Ocidente de ser parte de um jogo "perigoso, sujo e mortal"
O Presidente russo continua a acusar o Ocidente de fazer parte de de um jogo “perigoso, sujo e mortal”. O Ocidente “está a impor os seus valores, modelos de consumo” no mundo, atira.
"Quanto mais cedo, melhor." Putin considera que Ocidente vai ter de negociar num novo "mundo unipolar"
O Presidente russo acusou o Ocidente de “não ter em conta os interesses de outros países. É o que vemos a acontecer”. “Aqueles que formular as regras quer impô-las a todas.” “Vivemos uma crise monumental. A Humanidade tem duas opções: ou continuamos a acumular os problemas que certamente nos destruirá a todos, ou então temos de encontrar soluções para tornar o nosso mundo mais seguro”, afirmou Vladimir Putin. “Cedo ou tarde, o mundo unipolar e o Ocidente têm de negociar. Quando mais cedo melhor.”
Cultura do cancelamento "aniquila tudo o que é vivo e criativo", diz Putin
A cultura do cancelamento “aniquila tudo o que é vivo e criativo” e “impede o crescimento do pensamento livre”, disse Vladimir Putin no seu discurso. Para o presidente russo, a cultura ocidental, suprime todas as outras. “Elimina tudo o que é vivo e criativo”, em todas as áreas, desde a cultural à política. Momentos antes, Putin declarava que a “eliminação de quaisquer diferenças passou a ser o sentido, a essência do Ocidente, de hoje em dia”, como tentativa de “conter, bloquear o desenvolvimento livre de outras civilizações.”
Putin diz que quem não segue regras do Ocidente é tratado com "desdém e arrogância": "Diktat autoritário"
Vladimir Putin disse que o Ocidente refere que “não há alternativa à democracia”, mas com isto está apenas a perpetuar o seu regime e hegemonia. Quem não segue as regras é tratado com “desdém e arrogância”. “Os políticos ocidentais insistem nessa ideia”, afirmou, salientando que o Ocidente, a “elite”, aplica um diktat autoritário ao resto do mundo. Caso os países não cumpram as regras impostas pelo Ocidente, há “sabotagem, sanções e guerras comerciais” .
"Rússia nunca vai tolerar que o Ocidente lhe diga o que fazer", atira Putin
Vladimir Putin diz que a Europa não segue “valores religiosos”. “As pessoas vão celebrar festividades muçulmanas e cristãs, mas não seguem valores: é uma crise ideológica. [O Ocidente] não tem nada para oferecer o mundo a não ser dominação”. “Rússia nunca vai tolerar que o Ocidente lhe o que fazer”, atira Putin, que refere que o Ocidente nunca terá o “monopólio” das ideias, cabendo aos países africanos e asiáticos para se unirem.
Putin afirma que líderes ocidentais tentam "introduzir noções bizarras" no mundo como as "paradas gay"
Vladimir Putin defendeu os “valores tradicionais” e o “respeito por todos os povos”, algo que é defendido por países africanos, da Eurásia e da América Latina: “Formam a espinha dorsal das civilizações”. “O Ocidente tenta introduzir noções bizarras ao mundo como as paradas e o casamento gay”, atira Vladimir Putin, acrescentando que só num “mundo multipolar” se poderá obter “autonomia”.
Putin compara russofobia ao antissemitismo e diz que Rússia não confia no Ocidente: "Como é que podemos falar com eles?"
Vladimir Putin diz que o mundo ditado pelo Ocidente está “condenado”. Além disso, destaca que não pode negociar com os países ocidentais porque “não há estabilidade em nada”. “Dizem  uma coisa, no dia a seguir o documento rasga-se. Como é que falamos com eles? Como é que podemos confiar neles?” Para Vladimir Putin, a intimidação do Ocidente para impor a sua hegemonia vai ter cada vez mais um “preço elevado a pagar”: “Se fosse um político ocidental, pensaria duas vezes”. “A Rússia nunca se considerou um inimigo do Ocidente”, ressalvou, dizendo depois que isso não acontece com os países ocidentais, comparando mesmo a russofobia ao antissemitismo. Para mais, Putin dias que há “dois Ocidentes”: “Um cristão, com liberdade e patriotismo — e até islâmico” e outro “cosmopolita, agressivo e neoliberal”.
Ponto de situação. O que aconteceu durante as últimas horas?
O Presidente russo discursou esta quinta-feira no Fórum de Discussão Valdai, acusando o Ocidente, “um conglomerado complexo em que não há unidade”, de promover uma “escalada de guerra na Ucrânia” e fazer parte de um jogo “perigoso, sujo e mortal”. Durante a intervenção, Putin disse ainda que o Ocidente está a “impor os seus valores, modelos de consumo” no mundo, acrescentando que a cultura do cancelamento do Ocidente “aniquila tudo o que é vivo e criativo” e “impede o crescimento do pensamento livre.
Rússia "não se quer tornar hegemónica", esclarece Putin
Vladimir Putin defende que a “Rússia está apenas no seu direito a existir”. “Não queremos que a Rússia se torne hegemónica. Não queremos substituir o mundo unipolar por bipolar ou por tripolar. Queremos um mundo unipolar.”“Todos os Estados têm de escolher o seu caminho original”, afirmou Vladimir Putin. Sistemas devem “justos” e a economia deve tornar-se mais “aberta” e “deve estar fora da jurisdação nacional”.
Putin avisa: "Década será a mais perigosa, imprevisível e crucial desde o final da II Guerra Mundial"
Vladimir Putin diz que está a ser “desenhada uma nova ordem mundial em frente aos nossos olhos”. “Após o colapso da União Soviética e a reestruturação geopolítica, o mundo unipolar está a chegar ao fim”, avisa Vladimir Putin, que adverte que esta década será a “mais perigosa, imprevisível e crucial desde o final da II Guerra Mundial”. “O Ocidente é incapaz de governar a Humanidade e tenta desesperadamente fazer isso. Estamos a assistir a algo revolucionário”, afirmou Putin no final do discurso.


Rui Lima
Se eu escrever o que penso deste biltre apanho um ano de suspensão ou mais no Facebook. Há muito tempo que não aparecia um louco fanático. Desde os tempos da ditadura soviética que não se via tamanha prepotência.
Jose BandeiraMao, Stalin & Hitler, Putin. O "meco" de cabelo cortado à tigela também gostava de ser, mas falta-lhe peso! Agora temos uma grande incógnita: Xi Jinping!
Nuno Matos PereiraAs caixas da televisão lavam a cabecinha toda ao povo!

 

  Situação do conflito Rússia-Ucrânia ao dia de hoje
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Combates intensificam-se em Bakhmut, na Ucrânia, enquanto a batalha por Kherson se aproxima; Coreia do Sul nega envio de armas à Ucrânia após comentários de Putin; Guerra na Ucrânia deve acelerar transição para energia limpa, diz Agencia Internacional de Energia.



Publicado por Tovi às 07:35
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2022
Atrás de mim virá quem bom de mim fará

João Guerreiro Rodrigues / CNN Portugal - 25out2022 às 07h05
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Dez potenciais sucessores de Putin - que incluem "o homem mais perigoso da Rússia" e o "Kinder surpresa"
Nikolai Patrushev – o espião - É um dos homens mais próximos do líder russo desde a década de 70, com quem criou uma relação de amizade ainda nos tempos de espionagem do KGB, em São Petersburgo. Após a queda da União Soviética, foi o homem escolhido por Boris Yeltsin para substituir Vladimir Putin na chefia do FSB, um dos cargos mais importantes do país. Ocupa desde 2008 a posição mais alta do Conselho de Segurança da Rússia.
Dmitri Medvedev – o fantoche - Durante os quatro anos em que presidiu à Federação russa, entre 2008 e 2012, foi considerado uma "lufada de ar fresco" e era visto pelo ocidente como uma figura mais liberal do que Vladimir Putin. No papel, Dmitri Medvedev era o candidato perfeito para a substituição de Vladimir Putin: é mais novo e tem experiência em vários cargos de topo. 
Dmitri Patrushev – o príncipe - Faz parte daquilo a que o seu pai intitulou “a nova nobreza”. Dmitri Patrushev é filho de Nikolai Patrushev e a sua subida astronómica no seio do mundo político russo não é coincidência. Com apenas 45 anos, o “príncipe” de São Petersburgo já subiu ao cargo de ministro e ocupa o lugar nos conselhos de administração de algumas das empresas mais importantes do país, como a gigante Gazprom.
Mikhail Mishustin – o homem do fisco - Quando em 2020 quis alterar a constituição russa de forma a garantir mais poderes ao presidente, Vladimir Putin viu-se obrigado a escolher um novo primeiro-ministro, após a demissão coletiva do governo de Dmitri Medvedev. Segundo o próprio, Putin recebeu a sugestão de quatro nomes mas não escolheu nenhum deles, optando por nomear Mikhail Mishutin, então diretor do Serviço de Tributação Federal.
Dmitri Kovalev – o desconhecido - Se a escolha de Mikhail Mishustin ensina alguma coisa é que Vladimir Putin não se importa de surpreender com as suas escolhas para os cargos mais importantes. E um nome passou para o topo da lista de possíveis escolhas surpreendentes: Dmitri Kovalev, um jovem de 36 anos que foi visto a ter uma longa conversa com o presidente durante o desfile do “Dia da Vitória”.
Yevgeny Prigozhin – o mercenário - É talvez o nome que tem vindo a ganhar mais notoriedade na cena política russa desde que começou a invasão à Ucrânia. Conhecido como “o chef de Putin”, Prigozhin é conhecido por ser o líder do Grupo Wagner, uma empresa de mercenários russos que ganhou notoriedade a nível internacional por ajudar o Kremlin a atingir os seus objetivos geopolíticos sem ter de oficialmente destacar soldados para o terreno.
Sergei Shoigu – o fiel companheiro - Destacou-se por ser um político tão hábil quanto leal. De outra forma seria bastante difícil explicar como é que Sergei Shoigu conseguiu subir ao topo do Ministério das Situações de Emergência, em 1991, atravessando vários governos e mantendo-se no cargo até 2012, altura em que saiu para ser governador da província de Moscovo.
Sergei Kiriyenko – o Kinder surpresa - Foi eleito para espanto de todos como primeiro-ministro por Boris Yeltsin, em 1998. Como resultado, os russos apelidaram-no “Kinder surpresa”. É o único membro do grupo dos “jovens reformistas” que se mantém fiel ao regime de Moscovo, após a fuga de Anatoly Chubais no início da invasão da Ucrânia e o homicídio de Boris Nemtsov, em 2015.
Sergei Sobyanin – o governador - Quem o conhece elogia a sua capacidade de gestão. Sergei Sobyanin é o governador da província de Moscovo desde 2010, a região mais rica do país. O político, que foi governador da região de Tyumen (a maior região produtora de petróleo do país), sabe como funciona a máquina política russa e goza de uma vasta popularidade.
Alexei Navalny – o opositor - É talvez o opositor mais conhecido de Vladimir Putin. Alexei Anatolievitch Navalny tornou-se a figura inequívoca da oposição russa após o assassinato de Boris Nemstov e goza do apoio de uma vasta fatia da população russa que não se revê no revivalismo imperial do Kremlin dos últimos 20 anos.

 

  Al Jazeera - 26out2022
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O presidente russo, Vladimir Putin, enfrentando atrasos na produção militar e perdas crescentes no campo de batalha, instou seu governo a cortar a burocracia para produzir armas e suprimentos suficientes para alimentar suas tropas na Ucrânia, onde uma contra-ofensiva ucraniana colocou as forças russas em desvantagem. Os déficits de suprimentos militares russos na guerra de oito meses foram tão pronunciados que Putin teve que criar uma estrutura para tentar resolvê-los. 

Jose Luis Soares Moreira
Parem esse Ditator invasor Cruel que envia para a morte seus jovens militares mandando matar e destruir a Grande Ucrânia.
Carlos Miguel SousaA « teta » da mãe Rússia, começa a secar. Os 30 anos de contacto directo, entre o povo Russo e o Ocidente, contaminaram, os primeiros com um pragmatismo que os ideiais de Putin, não conseguem vencer a não ser impondo-os. O problema é que desta forma a única coisa que ele consegue é que aquela pequena parte dos mais qualificados fuja do país. E sem esses 5%, aquilo começa tudo a parar...
Jorge Lira
Era mais que expectável

 

  CNN Portugal - 26out2022 às 09h32
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Oleksiy Arestovych, conselheiro de Zelensky, alerta esta quarta-feira que as forças russas estão a preparar-se para 'a mais dura das batalhas' em Kherson, avança o The Guardian. De acordo com o Arestovych, as forças russas estão a reforçar-se para defender a maior cidade capturada durante a guerra. "Em Kherson é tudo muito claro. Os russos estão a reabastecer-se, a fortalecer as suas forças lá. Isso significa que ninguém se está a preparar para abandonar. Pelo contrário, a mais dura das batalhas vai acontecer em Kherson", afirmou Arestovych num vídeo transmitido online na terça-feira. Por sua vez, Yuri Sobolevsky, membro deposto do conselho regional pró-ucraniano de Kherson, afirmou que as autoridades da Rússia instaladas em Kherson estão a pressionar cada vez mais os moradores a sair da região. “As operações de busca estão a intensificar-se, assim como as buscas de carros e casas”, escreveu no Telegram.
  
Rui Lima
E qual será o interesse de conquistar umas cidades destruídas? Esta guerra é uma completa estupidez.
Albertino Amaral
Rui Lima Facturar, meu caro, facturar ao povo as reparações com a reconstrução e reparação de danos...



Publicado por Tovi às 07:51
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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2022
Não há vencedores na guerra nem perdedores na paz

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O presidente turco Recep Tayyip Erdogan - provavelmente quem mais tem lutado pela PAZ neste conflito Rússia-Ucrânia (juntamente com o Secretário Geral da ONU) - prometeu continuar a trabalhar pela paz enquanto se preparava para se encontrar no dia de ontem [quinta-feira 13out2022] com o presidente russo, Vladimir Putin, na capital do Cazaquistão. “Nosso objetivo é continuar o impulso que foi alcançado e acabar com o derramamento de sangue o mais rápido possível”, disse o líder turco no seu discurso na VI Conferência sobre Interação e Medidas de Fortalecimento da Confiança na Ásia, que se está a realizar em Astana, capital do Cazaquistão.

 


Captura de ecrã 2022-10-13 180838.jpgO presidente Vladimir Putin propôs ao seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan, que a Rússia exporte mais gás através da Turquia e transformar este país num novo centro de abastecimento, enquanto tenta preservar a alavancagem energética da Rússia sobre a Europa. Numa reunião no Cazaquistão no dia de ontem [quinta-feira 13out2022], Putin disse que a Turquia oferece a rota mais confiável para entregar gás à União Europeia e que o hub proposto permitirá que os preços sejam estabelecidos independentemente da política.

 

  Tempos perigosos
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De acordo com a Reuters, as primeiras pessoas que saíram de Kherson deverão começar a chegar à Rússia esta sexta-feira. Na quinta-feira, um oficial de Moscovo afirmou que os residentes deviam abandonar a área por segurança. "Sugerimos que todos os residentes de Kherson, se quiserem, para se protegerem das consequências dos ataques de mísseis.... saem para outras regiões", afirmou Vladimir Saldo num vídeo, acrescentando que as pessoas "devem sair com os filhos". O oficial revelou ainda que a "oferta" se aplicava aos habitantes da margem oeste do rio Dnipro, o que incluía a capital regional, a única cidade que os russos capturaram intacta desde o início da guerra. De acordo com a Tass, os primeiros civis devem chegar a Rostov esta sexta-feira.


Joaquim Figueiredo
Fará? Não sei...o gajo é louco
David RibeiroJoaquim Figueiredo, segundo a lógica de Putin, após a "anexação" aqueles territórios são considerados russos... vai daí Moscovo considera qualquer ataque a estas regiões como invasão à Rússia, o que, segundo a forma deles verem as coisas, lhes dá o "direito" de atacarem em força. Os próximos tempos são perigosos.
Jose Antonio M MacedoDavid Ribeiro Se houver o emprego de armamento nuclear certamente que a nuvem radioativa chegará a território russo.
David RibeiroJose Antonio M Macedo, se forem utilizadas armas nucleares táticas as radiações não são de grande alcance, pois as armas nucleares de uso tático são armas nucleares de pequeno poder explosivo, geralmente na faixa de 0,5 a 5 kilotons, destinadas a alvos específicos, como tropas, agrupamentos de blindados, bases militares, grupos de navios ou porta-aviões. O uso de armas nucleares táticas é destinado principalmente para o emprego contra as forças armadas do adversário. Esta função é de importância maior se as forças-alvo se encontrassem próximas às forças que estão lançando a bomba, já que isto impediria o uso de uma arma de grande poder destrutivo, que ao explodir, pudesse atingir também a força lançadora.
Diogo Quental
Vão arrasar a cidade, imagino.
Nuno Matos PereiraAntes das anexações, os nazis não matavam civis. Depois das anexações, só matam russos.

 

  
Captura de ecrã 2022-10-14 204559.jpgFalando no Cazaquistão, o presidente Vladimir Putin disse que a Rússia não tem planos de expandir a mobilização militar e alerta que um confronto direto com a NATO levaria a uma “catástrofe global”. Numa entrevista coletiva na capital do Cazaquistão, Astana, Putin disse que a “mobilização parcial” que anunciou no mês passado, que o ministro da Defesa disse ter como objetivo recrutar 300.000 soldados, terminaria dentro de duas semanas. Até agora, 222.000 dos 300.000 reservistas que o Ministério da Defesa russo disse que seriam convocados foram mobilizados. Um total de 33.000 já estão em unidades militares e 16.000 estão envolvidos na operação militar na Ucrânia.



Publicado por Tovi às 07:17
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Sábado, 8 de Outubro de 2022
Os cinco erros fatais de Putin... e a hipocrisia de Biden

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As justificações da Rússia para a invasão da Ucrânia, como as desculpas dos Estados Unidos para a invasão do Iraque duas décadas antes, provam que as potências mundiais falharam em aprender as lições da arrogância imperial – a deles e de outros. Desde os antigos gregos e romanos até as mais recentes potências francesas, alemãs e britânicas, a arrogância geopolítica é notória por gerar estupidez política fatal. (...) Putin, o espião da Guerra Fria, pode ter-se tornado paranoico, mas os EUA não foram um espectador inocente. Washington condenou o sabre de Putin na Eurásia enquanto apoiava entusiasticamente as Revoluções Coloridas por lá, notoriamente a Revolução Laranja de 2004 na Ucrânia – tudo isso sem apoiar as revoluções da Primavera Árabe há uma década. Ele exigiu que Putin pare de interferir nos assuntos de seus vizinhos enquanto continua a campanha destrutiva de décadas para refazer o Oriente Médio, uma região distante que nunca realmente entendeu.
  Marwan Bishara senior political analyst na Al Jazeera - 6out2022

 

  No dia de ontem [7out2022] Vladimir Putin completou 70 anos... e numa altura em que tanta gente, e bem, o condena pela invasão da Ucrânia, lembro-me de em 2007 ter sido a "Person of the Year" pela Time, porque "he had returned his country from chaos to 'the table of world power' though at a cost to democratic principles".
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  Notícia desta manhã no The Guardian
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Jose Antonio M MacedoBoas notícias.
Diogo QuentalUm golpe duríssimo para o Putin, no seu dia de anos. Está a ficar completamente sem saída. A situação torna-se mais perigosa tanto para o regime de Putin, como para toda a Europa. Tanto num caso, como no outro, foi dado um passo enorme para o fim do conflito.
Mirian Sotto Voce Ribao
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David RibeiroO tráfego foi suspenso na ponte de Kerch, que liga a península da Crimeia à Rússia continental. “Um tanque de combustível está pegando fogo numa das seções da ponte da Crimeia”, disse hoje a agência de notícias estatal russa RIA Novosti, citando uma autoridade regional, mas sem informar a causa. A explosão aconteceu por volta das 6h (03h00 GMT).
Fernando Duarte
David Ribeiro Vi as imagens de uma câmara de vigilância, um carro explodiu no momento em que estava a passar um comboio com 7 cisternas de combustível!
Francisco Rocha Antunes
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David RibeiroO comitê de investigação da Rússia disse que "iniciou um processo criminal em conexão com o incidente na ponte da Crimeia". “De acordo com informações preliminares, esta manhã, na parte automobilística da ponte da Crimeia do lado da Península de Taman, um camião explodiu, o que provocou a ignição de sete tanques de combustível num comboio em direção à península da Crimeia”, disse o comitê. “Como resultado, duas pistas desabaram parcialmente.”
Diogo Quental
David Ribeiro ainda pensei tivesse sido o fumador que afundou o Moskva.
Nuno Matos Pereira
Cuidado com os passos muito importantes! Depois de estourarem com os gasodutos, de destruírem a ponte da Crimeia, eu acho que a linha vermelha é esta, e não adianta ir comprar chiclete de iodo. Parece que não vamos de precisar de gás para o inverno, vamos torrar mais cedo do que pensamos. Não passa nas TVs, mas é importante saber de tudo. Gostava de saber para que serve a ONU na mediação ou se só media os interesses ocidentais ou se media os interesses do mundo. Bruno Amaral de Carvalho repórter independente neste momento em Donetsk: "Zelensky pediu à NATO um ataque preventivo contra a Rússia para evitar que Moscovo use armas nucleares. O presidente ucraniano sugeriu que a aliança atlântica usasse armas nucleares contra Moscovo. O Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, através de Maria Zakharova, afirmou que o Ocidente "está a provocar uma guerra nuclear" e que o "fantoche" Zelensky se transformou num "monstro cujas mãos podem destruir o planeta". [Depois de contactar tradutores, as opiniões dividem-se entre os que acham que Zelensky pede no início que a NATO impeça a Rússia de usar armas nucleares e os que acham que diz que deve usar armas nucleares nesse ataque. Absolutamente certo é que Zelensky pede um ataque preventivo contra a Rússia.]"
David Ribeiro
Chris Bellamy, professor emérito de segurança marítima da Universidade de Greenwich, diz que a recente explosão numa ponte importante na Crimeia é um grande revés para a Rússia. O incidente é “um revés incrivelmente importante tanto do ponto de vista logístico quanto de prestígio”. Afirmou também que a ponte transportava uma enorme quantidade de tráfego rodoviário e ferroviário, crucial para o exército russo se abastecer na Crimeia. “A ponte foi fortemente protegida não apenas pelo exército e pela marinha russos, mas também pela guarda presidencial pessoal do presidente Vladimir Putin”, acrescentou. "Então pode ser apenas um pouco de sorte, mas é um ataque incrivelmente bem-sucedido... assumindo que foi realizado por ucranianos", disse Chris Bellamy. (Na imagem helicóptero lança água para extinguir tanques de combustível em chamas ao lado de seções danificadas da ponte Kerch, na Crimeia.)
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Segundo a agência russa RIA Novosti como resultado do incidente desta manhã na ponte de Kerch, duas secções do tabuleiro rodoviário desabaram parcialmente, mas os suportes do arco para a passagem de navios não foram danificados.
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Francisco Rocha AntunesNão é de excluir que tenha sido uma operação naval.
David RibeiroE se... ainda há muitos "ses" no que aconteceu na ponte Kerch. Alexandre Vautravers, editor-chefe da Swiss Military Review, diz que a explosão da ponte da Crimeia pode ter sido causada por algo diferente da explosão do camião. “A possibilidade de um camião transportar explosivos, e estamos falando de várias centenas de quilos de explosivos, provavelmente não produzirá tanto dano”, disse Vautravers à Al Jazeera. “Certamente, vai estragar o asfalto, a parte visível da ponte, a parte funcional da ponte, mas definitivamente a estrutura não será necessariamente impactada”, acrescentou. “Precisamos levar com um grão de sal a história para nós sobre [We need to take with a grain of salt the story to us about] como esse camião chegou lá e, de repente, produziu todo esse dano”, disse ele.



Publicado por Tovi às 08:06
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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2022
Crise energética da Europa neste inverno

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(Na imagem o presidente russo Vladimir Putin, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, o primeiro-ministro búlgaro Boyko Borissov, o presidente sérvio Aleksandar Vucic e várias autoridades participam de uma cerimónia que marca o lançamento formal do gasoduto TurkStream em Istambul em 2020)

O continente europeu está a lutar com os preços recordes de energia à medida que se aproxima do inverno. Uma das principais causas está relacionada com a guerra na Ucrânia. A Rússia suspendeu o fornecimento de gás natural que o continente usava há anos para operar fábricas, gerar eletricidade e aquecer residências. A Rússia forneceu cerca de 40% do consumo de gás da União Europeia por gasoduto, e essas exportações foram reduzidas em 75%. O país ainda envia gás pela Ucrânia e também pela Turquia e pelo Mar Negro através do gasoduto TurkStream, mas a perspectiva de uma paralisação completa chegou mais cedo do que muitos esperavam. A Rússia disse que esta é a consequência natural das sanções económicas impostas a Moscovo pelo Ocidente. "... As mesmas sanções que impedem a manutenção das unidades, que as impedem de se mover sem as devidas garantias legais", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em setembro. Como resultado, os governos europeus tentaram diversificar a oferta comprando mais gás natural liquefeito, além de introduzir medidas para reduzir a demanda e economizar energia. “A Europa não tem nenhum suprimento de recursos naturais”, disse Adam Pankratz, professor da Sauder School of Business da Universidade da Colúmbia Britânica. “Eles decidiram que vão se afastar dos combustíveis fósseis e não explorar seus próprios recursos naturais. Na verdade, a Europa tem muito gás, mas eles decidiram que não vão fazer isso e se tornaram dependentes de gás e petróleo russos importados, e agora que isso foi cortado, eles não têm um plano de backup”, disse. A UE importa cerca de 80% de suas necessidades totais de gás, com a produção doméstica caindo pela metade nos últimos 10 anos. A Alemanha, que tem seus próprios depósitos de gás, proibiu o fracking (um método que possibilita a extração de combustíveis líquidos e gasosos do subsolo), assim como a França e outros países. (in Al Jazeera - 4out2022)

 

  Foi Putin que sabotou os gasodutos!... Esperem lá, não terá sido o Biden?
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  JN 01out2022 às 13h45
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A empresa russa Gazprom suspendeu as suas entregas de gás à Eni previstas para este sábado, alegando a impossibilidade de o transportar através da Áustria, anunciou a empresa italiana.

  JN 05out2022 às 00h51
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A polícia dinamarquesa recebeu relatos de voos não autorizados de drones perto de campos de gás no mar do Norte, após incidentes semelhantes registados no lado norueguês e a alegada sabotagem dos gasodutos Nord Stream.




Quarta-feira, 21 de Setembro de 2022
O tão esperado discurso de Vladimir Putin

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Ontem ao fim do dia diziam fontes do Kremlin que o discurso do Presidente russo, Vladimir Putin, já estava gravado e seria transmitido quando “o Extremo Oriente acordar”. Havia mesmo quem, citando o jornalista do Kremlin Dmitry Smirnov, apontasse a hora do discurso para as 08h00 em Moscovo (06h00 hora portuguesa).

 

  Discurso de Vladimir Putin
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O presidente russo Vladimir Putin anunciou esta quarta-feira a mobilização militar parcial dos cidadãos da Rússia na reserva, naquele que foi o primeiro discurso à nação desde o início da guerra na Ucrânia. "Devemos apoiar a proposta do Ministério da Defesa sobre a mobilização militar parcial. Só mobilizaremos os cidadãos atualmente na reserva, que têm experiência e serviram no Exército, e têm certas profissões e capacidades. Antes de serem mobilizados, terão treino militar adicional, com a experiência da operação militar especial em mente". Putin garantiu que o decreto já foi assinado e que a mobilização começará já esta quarta-feira. O presidente russo mandou um aviso alarmante aos representantes de países da NATO que "falam em atacar a Rússia com armas nucleares": "Quero dizer ao Ocidente: temos muitas armas em nosso poder, não estamos a fazer bluff. O nosso país também tem meios de ataque, mais modernos do que a NATO. Se a defesa da Rússia estiver em perigo utilizaremos todos os meios ao nosso alcance para resolver o problema. Podem ficar descansados: utilizaremos todos os meios, repito, todos os meios que sejam necessários". O líder do Kremlin começou por se dirigir a todas as pessoas “unidas pela Grande e Histórica Rússia” e falou das medidas “desnecessárias para garantir a segurança e integridade territorial da Rússia”. Num duro ataque aos inimigos, acusou o Ocidente de impedir o desenvolvimento de “centros independentes para impor a sua vontade sobre outros países e povos” e de promover o “sentimento anti-Rússia”. “Tornaram os ucranianos em carne para canhão, organizaram o terror contra as pessoas que recusaram o seu poder. O regime de Kiev utilizou escudos humanos, cometeu atrocidades na regiões libertadas”, acusou Putin. Vladimir Putin voltou a justificar a invasão da Ucrânia, referindo que a “operação militar preemptiva foi a única solução face ao inevitável ataque à ‘Crimeia russa’ e ao Donbass”. "O seu objetivo é libertar o Donbass. A República Popular de Lugansk já foi quase totalmente libertada, e a ação prossegue na República Popular de Donetsk", sublinhou. "Estamos cientes que a maioria das pessoas que vivem nos territórios libertados dos neonazis, que são terras históricas da Nova Rússia, não querem viver sob o regime nazi, viram as atrocidades nessas regiões", considerou o presidente russo. Referindo que as forças russas estão "passo a passo" a "libertar os territórios" e a "limpar as cidades dos neonazis", o chefe de Estado voltou a tecer duras críticas aos inimigos, acusando o Ocidente de "minar o processo de paz". "Em Istambul, os representantes de Kiev reagiram bem às nossas propostas, mas a resolução pacífica do conflito não agradava ao Ocidente, e mandaram destruir os acordos e mais armas foram enviadas para a Ucrânia. Começaram a chegar voluntários treinados pela NATO à Ucrânia", disse. Putin admitiu ainda a participação de "soldados profissionais" na guerra, e elogiou fortemente os combatentes voluntários das regiões separatistas, assegurando que lhes irá conceder estatuto legal igual aos dos soldados russos. "Nas Forças Armadas, há pessoas de várias etnias, voluntários, são verdadeiros patriotas. O Governo e o Ministério da Defesa foram por mim instruídos para definir o estatuto legal destes soldados das repúblicas separatistas, que deve ser o mesmo dos soldados russos", anunciou. 

  Pouco depois do discurso do presidente, o ministro da Defesa Sergei Shoigu anunciou os detalhes da mobilização parcial. Citado pela Reuters, o ministro disse que 300 mil pessoas iriam ser mobilizadas, e garantiu que as pessoas que serviram enquanto recrutas e os estudantes não iriam ser chamados. "Temos grandes recursos, cerca de 25 milhões de pessoas. Esta mobilização emprega apenas 1% destes 25 milhões", afirmou. Sergei Shoigu deu também um novo balanço de soldados russos mortos desde o início da guerra, apenas o segundo desde 24 de fevereiro. No total, a Rússia reconhece ter perdido 5.937 combatentesO ministro disse ainda que a Rússia está "a lutar contra o Ocidente na Ucrânia".  "Quase toda a rede de satélites da NATO está a trabalhar contra a Rússia na Ucrânia. Estamos a testemunhar ataques de armas ocidentais contra civis, a comandantes ocidentais sentados em Kiev estão a controlar as operações".

  
Adao Fernando Batista Bastos
Estas ameaças dum gabarola, num momento em que a guerra na Ucrânia parece ter mudado de rumo, são uma priva de medo e cobardia. Dum louco.
Paulo Teixeira
Agora acho que todos nós temos de ter a consciência que isto vai piorar se ninguém o parar internamente E que ele vai fazer tudo para não perder a face
David Ribeiro
Sem dúvida, Paulo Teixeira... Putin apelou mais uma vez ao patriotismo das pessoas “unidas pela Grande e Histórica Rússia” e por aquelas bandas isto ainda arregimenta muita gente.
Raul Vaz Osorio - (...) Vamos ver como reage a jovem sociedade urbana da Rússia face a esta mobilização, principalmente quando começarem a morrer.
David Ribeiro - Putin, que é tudo menos burro, teve o "cuidado" de não mobilizar a "jovem sociedade urbana da Rússia", pois o Ministério da Defesa já "garantiu que as pessoas que serviram enquanto recrutas e os estudantes não iriam ser chamados". A tão desejada queda do poder no Kremlin parece ainda não estar para agora.
Raul Vaz Osorio
A jovem sociedade urbana da Rússia não é tão estúpida que não perceba quem está a seguir na fila.

 

  Reações ao discurso de Putin
Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky: "Um passo previsível que se revelará extremamente impopular", e um sinal de que a guerra está a correr mal aos russos - é assim que a Ucrânia vê o anúncio de mobilização parcial feito por Vladimir Putin. 
Robert Habeck, vice-chanceler alemão: A mobilização parcial de tropas ordenadas pela Rússia é uma nova escalada do conflito na Ucrânia. O governo de Berlim está a considerar a sua resposta, disse o nº 2 do executivo, considerando que este foi "mais um passo mau e errado da Rússia". "Naturalmente", acrescentou Habeck, "discutiremos e consultaremos sobre como lhe responder politicamente".
Gillian Keegan, deputada do Partido Conservador (no governo) que foi recentemente apontada como representante para os Negócios Estrangeiros do parlamento do Reino Unido: "A declaração de Putin é obviamente uma escalada, uma preocupante escalada" na guerra, declarou a deputada britânica, numa primeira reação ao discurso em que Putin para além de anunciar uma mobilização parcial ameaçou utilizar o seu arsenal nuclear. "Devemos levar as ameaças de Putin a sério, porque nós não estamos a controlar [as armas nucleares]. Também não tenho a certeza se ele está no controlo", acrescentou.
Ben Wallace, ministro da Defesa britânico: "Putin quebrou a sua promessa de não mobilizar" o que para o Reino Unido é um assumir "que a invasão está a falhar". "Nada pode esconder o facto de que a Ucrânia está a vencer esta guerra e a Russia está a tornar-se um pária internacional. A comunidade internacional está unida".
Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China:  Que todas as partes se empenhem no diálogo e na procura de uma maneira de abordar as preocupações de segurança de todas as partes depois daquilo que considerou como "chantagem nuclear" por parte de Vladimir Putin. "A posição da China sobre a Ucrânia é consistente e clara". 

 


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Separatistas apoiados pela Rússia em Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhia dizem planear a realização de “referendos” entre 23 e 27 de setembro, para se tornarem parte da Rússia.


Paulo Teixeira
Entretanto até lá os russos terao perdido no que ganharam em junho em todo o lado. Acredito numa surpresa
D
avid RibeiroÓ meu amigo Paulo Teixeira... "acreditas" ou "gostarias"?... Não são a mesma coisa. Há que se ter a noção que o território recuperado pelos ucranianos é uma muito pequena parte dos territórios "conquistados" desde fevereiro pelo exército de Putin.
Paulo TeixeiraDavid Ribeiro até domingo karkiv fica libertado e já a entrar em Lyman... E aí podem ruir todas as conquistas nos territórios do norte até quase a fronteira de 2014... Na sul podem chegar ao rio enfrente a Jerson
David RibeiroPaulo Teixeira... de Karkiv ao sul (Kherson) são mais de 500 kms. Conquistar e ocupar este território imenso, quase tanto como Portugal inteiro, de hoje até domingo, é uma tarefa gigantesca.
Paulo TeixeiraDavid Ribeiro não disse isso Acho possível chegar no sul até ao rio que banha kerson.alias já estão em alguns pontos. Na norte a menos de vinte km de libertar todo o oblast de karkiv.  recuperaram no Donest território perdidos em junho. E se Lyman cair fica a Rússia sem linha de defesa
David RibeiroPaulo Teixeira, vê bem no mapa que aqui publiquei quais são os territórios em causa e que os separatistas apoiados pela Rússia em Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhia já consideram "conquista".
Paulo Teixeira
David Ribeiro sim mas eles sabem que existem dois eixos fundamentais que se forem quebrados pode ruir uma parte grande do ocupado A ver vamos e vamos acreditar na Ucrânia
Jorge Lira
Paulo Teixeira o desespero da pré derrota já começou. O louco vai rapar os restos do que sobra (reservistas) mas só apanha 300.000, resta saber se ainda vai buscar os paralíticos e os velhos. E depois, ameaça explodir (e explodir-se por consequência) e enquanto iso se anuncia, a derrocada pelo interior começou. Viveremos para ver a explosão? não sei, mas a implosão, decerto
Jorge VeigaReferendos com uma guerra no terreno, não tem validade jurídica nem moral. O Putin já nos habituou a essas cavaladas.
David RibeiroJorge Veiga, óbvio que estes "referendos" não têm qualquer validade. O que conta é a ocupação militar do terreno.
Jorge Veiga
David Ribeiro Putin quer o referendo para depois poder dizer que estão a defender os que querem ser russos.



Publicado por Tovi às 07:48
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2022
Forças russas em retirada no leste da Ucrânia

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A Rússia abandonou o seu principal bastião no nordeste da Ucrânia, após um colapso repentino de uma das principais linhas de frente da guerra, com as forças ucranianas a fazerem um rápido avanço. A queda rápida de Izyum na província de Kharkiv no sábado foi a pior derrota de Moscovo desde que as suas tropas foram forçadas a voltar da capital, Kiev, em março.

 

  A Ucrânia conseguiu importantes avanços nos últimos dias, conquistando as cidades de Balakliia, Kupiansk e Izium, obrigando mesmo as forças russas a uma retirada, ainda que Moscovo chame a esse movimento um “reagrupamento” para concentrar esforços na libertação do Donbass. A forte contra-ofensiva surge poucas semanas depois de várias afirmações de que estaria em curso uma grande mobilização ucraniana para o sul do país, com o grande intuito de libertar as regiões ocupadas de Kherson e Zaporizhzhia. Houve, efetivamente, avanços nessas zonas, mas, sabe-se agora, tudo não terá passado de uma grande campanha de desinformação para distrair a Rússia do verdadeiro propósito: recuperar os postos na região de Kharkiv, onde está a segunda maior cidade do país.

 


transferir.jpgÉ um facto que na Europa somos nós, os portugueses, que geograficamente estamos mais longe da Rússia e com quem temos ou nunca tivemos contactos diretos que justifiquem uma tamanha aversão como aquela que se tem visto nos comentários dos últimos tempos nas redes sociais. Não será que estejamos a “emprenhar pelos ouvidos” (pardon my french)?... À propaganda intensa na comunicação social ocidental relacionada com a guerra na Ucrânia, teremos todos, mas mesmo TODOS, que responder com dois dedos de testa e repudiarmos aquilo que me faz lembrar os velhos tempos do Estado Novo, em que o terror do "leste vermelho" e o mal que por lá faziam a todos, adultos, velhos e crianças, e em que por cá para se ser funcionário público se tinha de jurar a pés juntos e por todos os santinhos que não se tinha qualquer simpatia ou ligação à Rússia e aos russos, mais o “facto” da Nossa Senhora ter vindo a Fátima, cá tão longe, falar mal da Rússia. Mas o Leste já deixou de ser VERMELHO e embora Putin adorasse ser um novo Czar da Rússia as coisas já não são o que eram nem aquilo que muitos parecem adorar que fossem.

Joaquim Figueiredo
Há algo que me intriga e chateia.. .a permanente intromissão de Zelensky no que deve ou não a UE fazer...
David RibeiroJoaquim Figueiredo, não será que Zelensky é o "testa de ferro" dos EUA nesta guerra com a Rússia?
Maria Gabriela RafaelDavid Ribeiro por favor....testa de ferro?
David Ribeiro - Minha querida amiga Maria Gabriela Rafael - os longos anos que nos permitiram conhecermo-nos dá-me o direito de carinhosamente te tratar por “querida” - o percurso de consolidação democrática na Ucrânia, desde a sua independência em 1991 até 2014 foi fortemente marcado por avanços e retrocessos. Durante os anos da sua independência, a Ucrânia balança entre a U.E. e a Rússia, conjugando assim os seus interesses na sua política externa. De forma geral, aproximando-se da U.E., a Ucrânia obteve avanços positivos no processo de consolidação democrática. No entanto, com a presidência de pró-russos, a democracia na Ucrânia, de um modo geral, deteriorava-se. O objetivo é analisar o poder normativo da U.E. em conjunto com as forças internas da Ucrânia. A Ucrânia sempre se mostrou ser um país cuja consolidação democrática tem sofrido de vários avanços e recuos, o que não é apenas influenciado pela U.E., mas também pelo seu líder político, embora não signifique que um presidente pró-russo “vire costas” à U.E. e vice-versa, mas que o estado de democracia depende, de certa forma, das inclinações políticas deste. Através das teorias de democratização os trabalhos analisados do percurso democrático da Ucrânia desde a sua independência em 1991, passando pela Revolução Laranja em 2004, e a Revolução da Dignidade, a Euromaidan, que começou em 2013 e a anexação da Crimeia, com o objetivo de demonstrar que este não tem sido de todo um processo linear e que o nível de democracia no país está ligado com o seu líder político.
Jorge RodriguesJoaquim Figueiredo sem dúvida... Mas acrescento que se hoje fosse obrigatório uma declaração de honra (se é que a têm…) para os candidatos a professores afirmando que não eram membros do partido comunista como chegou a acontecer nalguma casos… Não teríamos o ensino degradado dos últimos 50 anos nem a juventude corrompida pelas ideias extremistas de direita e sobretudo de esquerda como os fundamentalistas alheados da realidade do dia a dia que enxameiam o PAN, o BE, o PCP …
Diogo QuentalAcho que ninguém está a emprenhar pelos ouvidos, David. Está é tudo chocado com a invasão a um país democrático, e com a táctica de guerra criminosa. Tenho bastante proximidade com a Rússia, tanto em termos pessoais como profissionais, e estava até a preparar-me para lá viver uns meses. Nada disso altera o choque. Choca-me é ver que não estás chocado. Há uma rede social bastante independente: o Reddit. Sugiro que tentes ver a informação que passa por lá. Abraço e não me leves a mal, pf. 
David RibeiroCaríssimo Diogo Quental... tenho a certeza absoluta que sabes estar eu minimamente informado sobre a invasão da Rússia ao território ucraniano, as chamadas e nunca admissíveis "operações militares especiais", mas nem tudo o que por aqui se diz é a VERDADE.
Diogo QuentalDavid Ribeiro Certo, mas como é que não te choca que, por exemplo, em Bucha tenham sido assassinados entre 80 a 100 mil civis? Mesmo que aches que os números tenham sido inflaccionados, e "apenas" tenham sido torturados e executados umas dezenas, como é que não choca?
David RibeiroDiogo Quental, mas onde é que alguma vez me ouviste negar as atrocidades das tropas de Putin?
Diogo QuentalDavid Ribeiro pareceu-me que esta frase "nunca tivemos contactos diretos que justifiquem uma tamanha aversão como aquela que se tem visto nos comentários dos últimos tempos nas redes sociais" mostrava a tua surpresa com o choque generalizado com Putin e a Rússia. Se conheces as atrocidades, mas não estás chocado, então o que te chocaria? É que pior não é fácil.
David RibeiroDiogo Quental... Para quem, como eu, já fez três “guerras”, uma na preparação de tropas para seguirem para uma guerra colonial, outra para acabar, de armas na mão, com uma ditadura de mais de quarenta anos, e ainda uma outra como “mercenário” numa guerra da independência de umas das antigas colónias portuguesas, acredita meu querido amigo que cada vez mais sou um adepto da PAZ.
Diogo QuentalDavid Ribeiro óptimo. Mas não vejo como concilias uma coisa com a outra. Não são todas essas guerras mais razões para estares chocado?
David RibeiroDiogo Quental... só quem não deseja a PAZ poderá não estar chocado com tudo o que acontece na Ucrânia.
Diogo QuentalDavid Ribeiro ok, espero então que a minha aversão ao regime de Putin se entenda.
D
avid RibeiroClaro, Diogo Quental
... também eu tenho aversão ao despotismo de Putin.
Zé CarlosPrezado David Ribeiro, tem algum feeling sobre o tempo que esta tragédia ainda vai durar ?
David Ribeiro
Zé Carlos... Oh pá... nestas coisas sou como o João Pinto, que dizia que “prognósticos só no fim do jogo".
Paulo Barros ValeIsto é um post cómico não é?????
David RibeiroSeguramente que o defeito será meu ao não entender este seu comentário, Paulo Barros Vale. Não nos quer fazer o favor de ser mais explícito?

 

  Tim Lister e Darya Tarasova, da CNN - hoje às 07h33
1024.jpgA última semana assistiu a uma espantosa transformação do campo de batalha no leste da Ucrânia, enquanto uma rápida ofensiva blindada das forças ucranianas percorria linhas de defesa russas e recapturava mais de 3.000 quilómetros quadrados de território. Isto é mais território do que as forças russas capturaram em todas as suas operações na Ucrânia desde abril. Por mais que a ofensiva tenha sido brilhantemente concebida e executada, também foi bem sucedida devido às insuficiências russas. Em toda a parte da região de Kharkiv, as unidades russas estavam mal organizadas e equipadas - e muitas ofereciam pouca resistência. Os seus fracassos, e a sua retirada desordenada para leste, tornaram o objetivo da operação militar especial do Presidente Vladimir Putin de ficar com as regiões inteiras de Luhansk e de Donetsk consideravelmente mais difícil de alcançar. Durante o fim-de-semana, a retirada russa continuou, a partir das zonas fronteiriças que tinham sido ocupadas desde março. Aldeias situadas a cinco quilómetros da fronteira erguiam a bandeira ucraniana. O colapso das defesas russas incendiou recriminações entre os influentes bloggers militares russos e personalidades dos meios de comunicação estatais russos. Com a bandeira ucraniana a ser hasteada numa comunidade atrás da outra ao longo dos últimos dias, surgiu uma questão: como é que o Kremlin responde?
(Notícia completa aqui)

 

  
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Pergunta para um milhão de dólares: Quais serão os próximos passos de Putin depois da sua pior semana de toda a “operação militar especial”?

Pedro Ferreira
Suicida-se ? Cai de uma varanda ?
Jorge VeigaEnvenenado?
David RibeiroHummmm!... Não creio... Ainda não deve ter oposição suficiente dentro de portas. E quanto maior for a falta de apoio interno maior será o endurecimento bélico.
Albertino Amaral
Vai passar a pasta ao Medvedev e ele que se desunhe.......
Isabel Sousa BragaContinuam a achar que ele entrou nisto para perder?
Paulo TeixeiraVamos com calma. Nada está ganho ainda. E os senhores do Kremlin já deram provas de loucura o suficiente para não desistir apesar de tudo
Joaquim FigueiredoTentar negociar...
Paulo LeonardoPor enquanto é uma "Operação Militar" a guerra ainda não começou. Na verdade a mobilização é feita com militares voluntarios para esta específica intervenção e outros mercenarios. Caso seja declarada Guerra à Ucrania a mobilização será diferente. No que diz respeito ao material empregue até ao momento está longe de ser o mais atual. Para concluir a guerra esta longe do fim e os povos do leste estão habituados à terra queimada.



Publicado por Tovi às 08:04
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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2022
A velha amizade de Schröder com Putin

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É conhecida a velha amizade de Gerhard Schröder com Vladimir Putin, pelo que as declarações do antigo chanceler da Alemanha, após uma visita a Moscovo na semana passada, deverão ter em consideração a proximidade ao presidente da Rússia. 

Disse Schröder à revista Stern que a Rússia está disposta a negociar o fim da guerra:  
“O Kremlin quer uma solução negociada”; 
Os problemas têm de ser resolvidos, o que implicaria não só um compromisso para a região leste de Donbass baseado num “modelo de cantão suíço”, como também “neutralidade armada” para a Ucrânia como alternativa da adesão à NATO; 
“A ideia de que o presidente ucraniano Zelensky possa reconquistar a Crimeia militarmente é absurda”; 
No conflito, a França e a Alemanha têm especial responsabilidade, segundo o ex-chanceler, que acrescenta que “está claro que nada acontecerá sem conversas” com os dois países; 
O ex-chanceler confessa que acha que esta relação de proximidade com Putin ainda poderá “ser útil”, revelando que recebeu cartas de alemães que defendem ser bom “que ainda haja alguém a manter os canais de comunicação com a Rússia abertos no conflito atual”. 

 

  Comentários de meus amigos no Facebook
Jorge Veiga - Acabar a guerra seria óptimo, mas também não pode ser a qualquer preço. O que dizem os Ucranianos? 
David Ribeiro - Jorge Veiga, no passado mês de junho o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, dizia que o seu país precisa de uma vitória sobre a Rússia "no campo de batalha", antes de qualquer negociação de paz.
Jorge Veiga - David Ribeiro porque se for o contrário, já sabe o que Putin vai fazer e exigir...
Francisco BismarckDavid Ribeiro entre precisar e obter vai uma diferença...
David RibeiroClaro, Francisco Bismarck ... e isso faz toda a diferença.
Rui PaivaJorge Veiga o Zelensky, infelizmente não quer paz, só armas, dinheiro e boicotes. O POVO que se lixe e Nós vamos e estamos a pagar a fatura pesada da guerra.
Jorge VeigaRui Paiva não concordo.
Jose Antonio M Macedo - O único aspeto que poderia concodar seria a neutralidade da Ucrânia. Ceder território, incluindo a Crimeia, seria abrir um precedente muito perigoso que poderia motivar Rússia para futuras invasões de território de outros países, especialmente os da antiga URSS, sob o pretexto da russofonia.
Joaquim Figueiredo
Vendilhões do templo...
Carlos Miguel Sousa
Na minha humilde opinião o que Schroder está a tentar é que Putin, mostre o jogo e se defina, para apartir daí, se poder criar o necessário ambiente a negociações. Se partirmos do principio que a Europa, não voltará atrás no seu caminho de reduzir a dependência energética da Rússia, encetar negociações de paz, só pode ser positivo para ambas as partes. Pessoalmente não acredito que Putin, recue, quanto ao território conquistado à Ucrãnia, no Donbass. Em relação à Crimeia, nem discuto porque foi sempre território Russo até no século passado o secretário geral da ex- URSS, Nikita Kruschev ( Ucraniano ) a ter « doado » à Ucrânia. A Ucrãnia, faz parte do espaço vital da Rússia, segundo a Doutrina Monroe ( Ex-presidente Norte americano ) e os EUA, sabem disso. A minha curiosidade é apenas sobre o papel da UE. Se vai continuar a ser o fantoche americano, ou se vamos agarrar o Touro pelos cornos, negociar com Putin, ao mesmo tempo, que definimos como estratégica, a redução da dependência energética da Rússia, a que a Alemanha, mas não só, foi relegada pelos desejos da senhora Dona Merkel.



Publicado por Tovi às 08:11
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2022
E tanta gente com fome no Mundo

Captura de ecrã 2022-08-01 145959.jpg

Dizem que cada foguete de um lança-foguetes múltiplos Himars (M142 - High Mobility Artillery Rocket System) custa cerca de 100 mil dólares. 

  Para desgraça do povo ucraniano o andar da carruagem não augura nada de bom. E os danos colaterais deste conflito já se sente no bolso dos europeus. Quanto mais tarde se sentarem á mesa das negociações pior para todos. Diálogo, diálogo, diálogo. O diálogo, mesmo com os maiores facínoras, é preferível á guerra. Reparem que se ontem saiu do porto de Odessa um navio com cereais foi porque houve DIÁLOGO. Foi pouco ainda, mas foi muito importante.

 

   Himars - M142
Captura de ecrã 2022-08-01 213804.jpg

 

  "O Fim do Homem Soviético" de Svetlana Aleksievitch, pág. 291
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Publicado por Tovi às 08:37
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2022
Ainda vão chamar "putinista" ao Papa... e ao Costa

Captura de ecrã 2022-06-14 180455.jpg

"Alguém pode me dizer neste momento: mas você é pró-Putin! Não, não sou”, disse Francisco. “Seria simplista e errado dizer uma coisa dessas. Sou simplesmente contra reduzir uma situação complexa a uma distinção entre bons e maus, sem raciocinar sobre raízes e interesses, que são muito complexos.” O Papa também relembrou uma conversa que teve antes da guerra com um chefe de Estado não identificado – um “homem sábio” – que disse a Francisco que estava preocupado com a NATO e a Rússia. “Ele disse: ‘Eles estão latindo nos portões da Rússia. A situação pode levar à guerra'", disse o Papa. “Aquele chefe de Estado foi capaz de ler os sinais do que estava acontecendo.” (tradução Google)
 
  Uma adesão rápida e sem debate sério seria catastrófica para a UE

Captura de ecrã 2022-06-14 211448.jpgO primeiro-ministro português alerta para o risco de se criarem falsas expectativas à Ucrânia relativamente à adesão à União Europeia. Em entrevista ao Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês), António Costa sublinhou que “o grande risco é criar falsas expectativas que se tornam em desilusão amarga”. São necessários “menos debates legais e mais soluções práticas”, disse o chefe de Governo português, que não se mostrou abertamente contra conceder à Ucrânia o estatuto de país candidato na cimeira da próxima semana, a 23 e 24 de junho, mas disse estar à espera da avaliação da Comissão. Era essencial responder à emergência que a Ucrânia e o povo ucraniano estão a viver presentemente”, acrescentou António Costa, defendendo que a atribuição do estatuto de candidato não resolverá os problemas urgentes da Ucrânia e apenas exibirá as divisões europeias a este nível, dando um presente ao Presidente russo, Vladimir Putin. O meu foco é obter no próximo Conselho Europeu um compromisso claro no apoio urgente e criar uma plataforma de longo prazo para apoiar a retoma da Ucrânia”, disse António Costa. “Esta é a minha prioridade” e para isto “não precisamos de abrir agora uma negociação ou procedimento que levará muitos anos”, concluiu.

 

  O foco da Rússia no conflito agora é Donbas
Captura de ecrã 2022-06-14 213748.jpg
Dia após dia, as tropas de Putin estão ao ataque na região de Donbas, com implacável artilharia e ataques aéreos, fazendo um progresso lento, mas constante, para conquistar o coração industrial da Ucrânia. Com o conflito agora no seu quarto mês, é uma campanha de alto risco que pode ditar o curso de toda a guerra.

 

  A triste realidade ao 112.º dia da invasão russa da Ucrânia
Captura de ecrã 2022-06-15 114459.jpg
Moscovo pede rendição de Severodonetsk, mas as forças ucranianas não mostram sinais de atender à demanda russa enquanto a batalha pelo controle de uma importante cidade do leste continua acirrada.



Publicado por Tovi às 08:03
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Sábado, 11 de Junho de 2022
Vladimir Putin... e o czar Pedro, o Grande
Dito assim...  

Captura de ecrã 2022-06-10 100537.jpg
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, comparou-se ao monarca russo Pedro, o Grande, o czar que liderou a conquista da costa do Báltico durante a guerra do século XVIII contra a Suécia.

  
Joaquim FigueiredoJá disse que ele tem tiques imperialistas czaristas
David RibeiroEstes "tiques" sempre foram muito caraterísticos dos povos eslavos. Será que a genética poderá explicar isto? Já agora (retirado da Wikipédia): De acordo com um estudo genético feito em 2007 baseado nos haplogrupos do cromossomo Y humano, o grupo de homens eslavos se divide em dois grupos principais; um abrange todos os eslavos ocidentais (que engloba tchecos, eslovacos, morávios, poloneses, silesianos e sórbios), eslavos orientais (que inclui bielorrussos, russos, rutenos e ucranianos) e duas populações eslavas meridionais masculinas (croatas ocidentais e eslovenos), enquanto que o outro grupo abrange todos os homens eslavos meridionais restantes.
Da Mota Veiga Suzette  - David Ribeiro possivelmente sim. Trata-se também de uma atitude tipica autocrata, tipo "rei absoluto"/ a Russia sou eu! Os povos descendentes do sistema sovietico parecem ter uma certa dificuldade de se relacionar numa democracia aberta.
João Pedro Baltazar LázaroПутин, пошёл на хрен!

 

  Niall Ferguson (Historiador escocês autor de “A Guerra do Mundo - Uma Idade Histórica de Ódio) no Expresso de 11mar2022 
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É o império czarista russo que Putin está a tentar reconstruir. Pedro, o Grande, é o seu herói, muito mais do que Estaline. 
“Guerra”, na mais famosa máxima de Carl von Clausewitz, teórico militar prussiano, “não é senão uma continuação da política por outros meios”. Uma geração de democratas — da vertente americana, mas também os democratas cristãos e sociais europeus — procurou ignorar essa verdade. Horrorizados com a violência da guerra, procuraram em vão alternativas para a sua eliminação. 
Quando Vladimir Putin ordenou a anexação da Crimeia em 2014, Barack Obama respondeu com sanções económicas. Quando Putin interveio na guerra civil da Síria, tentaram discursos indignados. Quando ficou claro que Putin pretendia uma nova e maior incursão militar na Ucrânia, Joe Biden e a sua equipa de segurança nacional optaram, mais uma vez, por aplicar sanções. Disseram que, se invadisse a Ucrânia, a Rússia enfrentaria sanções económicas e financeiras “paralisantes” ou “devastadoras”. Quando estas ameaças não dissuadiram Putin, tentaram uma nova tática, publicando informações sobre o momento provável e a natureza do ataque russo. Os apoiantes da Administração Biden acharam esta tática brilhante e original. Era, na realidade, uma espécie de pensamento mágico, como se a declaração pública de quando seria a invasão fizesse com que fosse menos provável que ela acontecesse. 

  Joaquim FigueiredoÉ muito importante defender a Ucrânia, a loucura de Putin pode extravasar desse espaço.

 

  JN de 9jun2022 às 20h20
O presidente russo, Vladimir Putin, comparou, esta quinta-feira, as suas ações na invasão da Ucrânia à conquista da costa do Báltico por Pedro, o Grande, durante a guerra do século XVIII contra a Suécia.
Depois de visitar uma exposição em Moscovo dedicada ao 350.º aniversário do czar Pedro, o Grande, Putin disse a um grupo de jovens empresários: "Vocês têm a impressão de que, ao lutar contra a Suécia, ele estava a roubar algo. Não estava, estava a recuperar".
Quando Pedro, o Grande, fundou São Petersburgo e declarou a cidade capital russa, "nenhum dos países da Europa reconheceu este território como pertencente à Rússia", disse Putin. "Todos a consideravam parte da Suécia. Mas desde tempos imemoriais, os eslavos viviam lá ao lado dos povos fino-úgricos", acrescentou.
"É nossa responsabilidade também recuperar e fortalecer", continuou o presidente russo numa aparente referência à ofensiva da Rússia na Ucrânia. "Sim, houve momentos na história do nosso país em que fomos forçados a recuar, mas apenas para recuperar as nossas forças e seguir em frente".
A derrota da Suécia na Grande Guerra do Norte (1700-1721) fez da Rússia a principal potência no Mar Báltico e um importante ator nos assuntos europeus. Porém, com os laços da Rússia com o Ocidente atualmente enfraquecidos pela invasão da Ucrânia, as autoridades de Moscovo estão minimizar a afinidade de Pedro, o Grande com a Europa e a concentrar-se no seu papel na expansão dos territórios russos.
Mais de três séculos depois de tentar aproximar a Rússia da Europa, os russos marcaram o 350.º aniversário do czar Pedro, o Grande, com o país profundamente isolado devido ao conflito na Ucrânia. Pedro I reinou primeiro como czar e depois como imperador de 1682 até à sua morte em 1725.

 

   108.º dia (11jun2022) da invasão russa da Ucrânia
É assim que está a linha da frente no combate pelo Donbas.
Ucrânia quem controla o quê 11jun2022 dia 108.jp




Publicado por Tovi às 07:23
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