"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Sexta-feira, 15 de Abril de 2022
Tropas portuguesas partem para a Roménia

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Partiu hoje para a Roménia uma primeira força nacional destacada para fortalecer a segurança do flanco leste do espaço NATO. Esta força é constituída por 221 militares - vinte são de equipas de operações especiais, os restantes pertencem à companhia de atiradores que nas últimas semanas viu reforçado o treino em defesa antiaérea. Esta viagem estava prevista apenas para o final do ano, mas a situação de agravamento do conflito na Ucrânia obrigou à antecipação. Parte do material de guerra a utilizar durante a missão zarpou esta semana do Porto de Leixões, com recurso a transportadoras privadas, visto o Governo não ter recursos próprios suficientes para assegurar toda a operação.

  Agência Lusa – 9h25 de 15abr2022
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Militares portugueses já partiram para missão da NATO. No final da cerimónia, que decorreu no aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que a força militar portuguesa que hoje partiu para a Roménia vai prevenir e defender a paz no leste da Europa e adiantou que o primeiro-ministro, António Costa, a visitará dentro de um mês. Além do Presidente da República, a cerimónia contou com a presença da ministra da Defesa, Helena Carreiras, do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante António Silva Ribeiro, e dos chefes do Estado-Maior do Exército, Armada e Força Aérea. Num breve discurso, Marcelo Rebelo de Sousa, Comandante Supremo das Forças Armadas, salientou a importância desta missão da NATO que esta força militar destacada vai cumprir na Roménia no contexto da guerra na Ucrânia. “É uma missão já prevista e agora consolidada, projetada e reforçada num país amigo, aliado – a Roménia - no quadro de uma aliança defensiva e não ofensiva. Uma aliança que não ataca, que está preparada para prevenir, preservar e defender a paz. É essa também a vossa missão”, sustentou o Presidente da República.

 

 


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Na madrugada de ontem [14abr2022] o cruzador Moskva, navio-almirante russo da frota do Mar Negro, terá sido severamente atingido por mísseis ucranianos. A Rússia confirmou que o navio está "gravemente danificado", mas fala unicamente num incêndio a bordo, cujas causas ainda estão a ser determinadas e que a tripulação foi completamente evacuada “como resultado da detonação de munição causada pelo fogo”.

Nesta mesma noite o gabinete de Volodymyr Zelensky admitiu que uma parte da 36ª Brigada Marítima, que estava a defender Mariupol, foi capturada durante uma tentativa de romper o cerco russo. A admissão foi feita por Alexei Arestovich, conselheiro do gabinete do Presidente da Ucrânia, e noticiada pelo canal ucraniano Suspilne. De acordo com Arestovich, houve um momento em que os combatentes da 36ª Brigada se separaram - uma parte juntou-se às forças do Batalhão Azov, e outra parte ficou isolada noutro local da cidade. Continuaram a combater separados, e os militares que a Rússia alega que se renderam ontem fazem parte do grupo que estava isolado. "Estes são os que estavam sozinhos. Bem, não sozinhos, mas, por assim dizer, que seguiram noutra direção - estavam sob ataque da artilharia [russa] e ataques aéreos, perderam muitas pessoas e foram feitos prisioneiros durante a batalha", disse Arestovich. O mesmo responsável ucraniano negou, porém, que se trate de um milhar de combatentes, contrariando as alegações russas. "São muito, muito menos", garantiu. "Essa é uma mentira completa várias vezes exagerada", disse Arestovich. Mas a verdade, admitiu, é que "eles [russos] apanharam-nos". O conselheiro da presidência da Ucrânia não avançou um número alternativo de quantos militares terão sido capturados em Mariupol.
Mas como mais uma vez podemos estar perante “informação” ou “contra-informação”, o melhor é não lançar muitos foguetes antes do fim da festa.


Captura de ecrã 2022-04-14 153312.jpgO Ministério da Defesa russo diz que “a fonte do incêndio no 'Moskva' está localizada; não há chamas visíveis; as explosões de munições pararam". Do outro lado da barricada o chefe da administração militar regional de Odessa, Maksym Marchenko, tinha dito ontem à noite que “forças ucranianas atingiram o navio de guerra russo com mísseis 'Neptuno', causando danos graves (…) uma poderosa explosão de munições derrubou o cruzador e este começou a afundar-se". Cada um com a sua verdade… eu vou esperar mais uns dias para ver o que aconteceu realmente no Mar Negro.

  Ao fim do dia de ontem [14abr2022] foi notícia na Sky News que o navio de guerra Moskva afundou enquanto era rebocado no meio de uma tempestade, segundo a agência de notícias TASS que cita o Ministério da Defesa russo. Alegadamente... mas parece que desta vez é mesmo verdade que o navio-almirante da frota russa no Mar Negro foi ao fundo.

 


20220414140420_d1b57e3c11023a0bbae8270003e206b2935O governo ucraniano continua a negar as acusações de Moscovo que dizem ter a Ucrânia enviado dois helicópteros pela fronteira para bombardear uma cidade na região de Briansk, no sul da Rússia, ferindo sete pessoas, incluindo uma criança. Em resposta as tropas de Putin garantem ter atingido uma fábrica “militar” nos arredores de Kiev na quinta-feira [14abr2022], usando mísseis Kalibr de longo alcance baseados no mar.

 

  Como diz o jornalista António Capinha no seu artigo de opinião de hoje no DN - As batalhas do Donbass – é nesta região ucraniana que se irá determinar a configuração geopolítica futura daquela zona do mundo.
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  É assim que estamos em Mariupol
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Publicado por Tovi às 07:02
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3 comentários:
De Zé Onofre a 15 de Abril de 2022 às 22:44
Boa noite, Tovi
Da Constituição Portuguesa
"(Relações internacionais)
1. Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do direito dos povos à autodeterminação e
à independência, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nas assuntos
internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da Humanidade.
2. Portugal preconiza a abolição de todas as formas de imperialismo, colonialismo e agressão, o desarmamento geral, simultâneo e
controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação
de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.
3. Portugal reconhece o direito dos povos à insurreição contra todas as formas de opressão, nomeadamente contra o colonialismo e o
imperialismo, e manterá laços especiais de amizade e cooperação com os países de língua portuguesa"
É pertencendo à OTAN que o Presidente e o Governo de Portugal, pretendem a alcançar o nº 2 deste artigo da Constituição?
Zé Onofre


De Tovi a 16 de Abril de 2022 às 11:50
Sim, Zé Onofre... é mesmo por isso - "...Portugal preconiza a abolição de todas as formas de imperialismo, colonialismo e agressão,..." - que estamos na NATO, um organização que tem por objetivo principal "garantir a liberdade e segurança dos seus membros através de meios políticos e militares".


De Zé Onofre a 16 de Abril de 2022 às 18:11
Boa tarde; Tovi
Acha que os bombardeamentos sobre a Sérvia foi para nos proteger?
Acha que a invasão do Iraque, foi para nos proteger?
Acha que levar a OTAN até ao Mar Negro e ao Cáucaso é para nos proteger?
Penso que não. A OTAN tem fins pacíficos, nunca teve, serve apenas para ser o Braço Armado dos EAU, que se convenceram que são os polícias do Mundo.
Com que direito é que os EUA ditam que "nós e os nossos amigos" somos os países do Bem" e que "os Outros, os que não nos seguem são os países do mal"?
Fiquei feliz quando se desfez o Pacto de Varsóvia, esperava que acabado "o perigo Soviético", a OTAN seguisse o mesmo caminho. Infelizmente não, cresceu e foi levada até ao Afeganistão.
Não é desenvolvendo armas cada vez mais sofisticadas, a Norte e a Sul, a Leste e a Oeste" que se caminha para uma Humanidade Pacífica.
Não partilho do Cesarismo Romano - Queres paz, faz a guerra.
Imperialismos há muitos, segundo leio e ouço - O imperialismo Russo, o Imperialismo Chinês, o Imperialismo Anglo-Estado Unidense, e outros impérios mais fracotes,...
Não sei como é que Portugal Fazendo parte duma Força Imperialista combate o Imperialismo.
Não percebo como é que Portugal tem como parceiro Países Colonialistas pode combater o colonialismo?
Que é que o Reino Unido está a fazer nas Malvinas? Porque não devolve Gibraltar aos Espanhóis? Porque Ocupa o Norte da Irlanda?
Por5 que será que a França ainda detém "territórios ultramarinos", durante o Estado Novo Salazar chamava às colónias Províncias Ultramarinos?
Porque é que a Espanha ocupa, ilegalmente Olivença? Porque é que a Espanha não devolve Ceuta aos Marroquinos? Porque é que a Espanha continua a negar a independência à Catalunha?
Será que emparceirando com estes Estados Colonialistas estamos a ser contra o colonialismo?
E para terminar declaração de interesses - Sou contra qualquer tipo de Intervenção de um Estado em outro Estado Soberano. Seja essa intervenção militar/guerreira, como agora no caso Rússia-Ucrânia, na OTAN-Sérvia, Nos EUA-Iraque, Nos EUA-Afeganistão e tantas outras ... Seja essa intervenção fomentando a criação de grupos oposicionistas, armando-os, treinando-os, e dar-lhes visibilidade na comunicação social (O conflito na Etiópia-Tigtray não anda nas pantalhas da televisão). Seja fazendo guerra suja económica como "embargos comerciais".
Escrito aquilo para saber como penso tenho uma última pergunta -
"garantir a liberdade e segurança dos seus membros através de meios políticos e militares"., será que quem não pertence à OTAN não terá o mesmo direito de defender a sua Segurança por meios políticos e Militares?
Zé Onofre
PS. Na minha Aldeia, cá nos cafundós dos montes diz-se "Ou há moralidade, ou comem todos"





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